domingo, 22 de junho de 2008

Ana Júlia não comparece a almoço da prefeitura

A governadora Ana Júlia deixou a prefeita Maria do Carmo a ver navios, sábado, no Iate Clube de Santarém.
Ana era esperada para um lauto almoço, para o qual foram convidados secretários estaduais e todo o primeiro escalão da prefeitura, além dos tradicionais bocas-livres da imprensa santarena, mas a governadora não deu as caras por lá.
Ana preferiu retornar logo a Belém a tempo de almoçar na capital.

JARBAS PASSARINHO:'Reserva indígena não ameaça soberania'

Ronaldo Brasiliense:

Ex-governador, ex-ministro de Estado e ex-senador da República, o acreano Jarbas Gonçalves Passarinho, 88 anos, um dos políticos mais influentes da história do Pará na segunda metade do século XX, afirma, com segurança: a homologação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, não ameaça a soberania nacional. Nestes três toques, Passarinho – que esta semana recebeu o título de professor honoris causa da Universidade do Legislativo, em Brasília – fala sobre a questão indígena no Brasil.

Senador, a homologação da Reserva Raposa Serra do Sol integral, com 1,7 milhão de hectares, em Roraima, ameaça a soberania nacional?
JARBAS PASSARINHO - Nenhuma reserva indígena de fronteira ameaça a soberania nacional, mas a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas ameaça, sim, a segurança e não a soberania, porque proíbe a presença de atividade militar nelas. Ora, as terras indígenas são bens da União e não dos índios. E a União pode colocar na fronteira unidade militar de acordo com a estimativa de perigo. Além disso, a Raposa Serra do Sol tem índios aculturados e até empresários de pecuária. Os macuxis - a maior tribo daquela terra em Roraima - têm milhares de cabeças de gado, vereadores e até vice-prefeitos eleitos para os dois municípios lá existentes. O que pode ameaçar a soberania nacional é o vazio militar da área. Por que não prosseguiu o projeto Calha Norte? A diferença faz com que a demarcação dos ianomamis em cumprimento à sentença judicial - não tenha comparação com a da Raposa Serra do Sol, iniciativa do Governo Lula. Os ianomamis são primitivos, o que não é o caso da outra reserva de aculturados, pelo que sou contra a sua demarcação.

A reserva ianomami, com 9,4 milhões de hectares, foi homologada quando o senhor era ministro da Justiça. Por que não houve tanta grita já que ela é seis vezes maior que a Raposa Serra do Sol?
PASSARINHO - A diferença fundamental entre a demarcação ianomami e a da Raposa Serra do Sol é que ianomami foi cumprimento de uma sentença do juiz da 7a. Vara Federal de Brasília, dando provimento a uma medida cautelar do Ministério Público, para revogar os decretos de Sarney que anulavam os de janeiro de 1985, do governo Figueiredo. Só ao governo Sarney caberia recorrer e não o fez. Assim, voltou a área de mais de 90 milhões de hectares feita ao tempo do presidente Figueiredo e que, na ocasião, não teve nenhum protesto. Ademais, ianomami é fronteira morta, ao contrário da Serra do Sol

Os índios já são donos de 20% do território da Amazônia. O senhor acha que é muita terra para tão pouca gente?
PASSARINHO – Vinte por cento das terras indígenas são comparadas com a superfície do Brasil. A Amazônia desmatou 14% da floresta. A terra ianomami é habitada pelos índios há muitos séculos. Não demarcada como se faz com projetos agrícolas de terras públicas, como a Transamazônica, de 100 hectares por pessoa. E a demarcação tem que levar em consideração as exigências do artigo 231 da Constituição do Brasil.

IBAM faz audiência pública para licenciamento de mina da MRN

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu início, ainda há pouco, à audiência pública necessária para o licenciamento ambiental da abertura de novas minas pela Mineração Rio do Norte (MRN).
Serão duas audiências na cidade de Oriximiná, hoje e dia 29 deste mês, e uma em Terra Santa, que será realizada no dia 28 também deste mês.
Nestas audiências públicas, será discutido o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), documento elaborado pela empresa a parir dos Estudos de Impactos Ambientais (Eia) que medem as interferências do projeto no meio físico e social.
As audiências devem contar com a participação do empreendedor, que vai explicar o projeto, e do órgão ambiental responsável pelo licenciamento, que neste caso é o Ibama, pois o projeto da MRN está localizado dentro de uma Unidade de Conservação Federal. Além disso, participam entidades da sociedade civil da região, organizações ambientalistas, estudantes, lideranças sociais e políticas dos dois municípios.

Memória de Santarém - Por Lúcio Flávio Pinto

Dia a dia (1961)

Em agosto, Antônio Lobo comunicou ao prefeito que comprara a Tecejuta, mas que o fornecimento de energia da fábrica para a cidade seria mantido. Desfazia assim boatos sobre a interrupção do serviço.
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O santareno Raimundo de Alcântara Figueira assumiu em outubro a presidência do Banco de Crédito da Amazônia. Era gerente da agência de Manaus do Banco do Brasil, no qual ingressou em 1938. Foi indicado pelo governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho.
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No dia 6 de dezembro de 1960 a senhorita Gelina Levy taxou no correio do Rio de Janeiro para Santarém convite para o seu casamento, que aconteceria no dia 23 do mesmo mês. A carta foi recebida pelo destinatário, Emílio Nobre, em 23 de agosto de 1961, mais de oito meses depois, quando a jovem senhora já estava em "adiantado estado de gestação". Uma façanha.
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Durante o mês de agosto de 1961 aportaram em Santarém 26 embarcações. Duas delas eram estrangeiras e cinco da navegação de cabotagem do Lóide Brasileiro Costeira: Almirante Alexandrino, Rio Oiapoque, Rio Maracanã, Torres, São Miguel e Vamos. A L. Figueiredo Navegação, que fazia linha regular entre Santos e Santarém, saiu carregada de fardos de juta. O Instituto Agronômico da Amazônia (IAN) fazia o enfardamento numa oficina na Prainha.
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Em setembro de 1961 João de Souza Alho, muito conhecido como Gigi Alho, foi nomeado titular efetivo do cartório do 3º ofício da comarca de Santarém, pelo qual até então respondia.
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Depois de tabelar os preços da carne verde, a prefeitura teve que reajustar os valores devido as graves ameaças "pela falta, cada vez maior, desse gênero de primeira necessidade". A tabela previa os seguintes produtos: filé (a 150 cruzeiros o quilo), carne, fígado limpo, fígado misturado, mocotó, bucho, miolo, cabeça e língua (o mais barato, a Cr$ 70).
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O 1º tenente Liberalino Jorge Pereira convocava os cidadãos nascidos em 1943, "bem como os das classes anteriores, ainda em débito", para prestar o serviço militar, apresentando-se para seleção na sede do Tiro de Guerra nº 190, na esquina da Travessa 15 de Novembro com a Rua Galdino Veloso, "trazendo, cada um, seu certificado de alistamento militar".
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Carregando consigo o primeiro título de "cidadão de Santarém", concedido pela Câmara de Vereadores, o padre Manoel Rebouças Albuquerque deixou definitivamente Santarém em setembro. Fixou residência no então Estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro), depois de longos anos de dedicação à instrução infantil.
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Raul Loureiro, gerente do Cinema Olímpia, foi a Recife com dois objetivos. O primeiro era comprar um gerador de luz, capaz de manter em funcionamento o novo sistema de renovação de ar e os ventiladores e exaustores do cinema, uma demanda que a fraca disponibilidade de energia pública não podia atender. Também iria contratar um grande número de bons filmes alemães, americanos e mexicanos. O câmbio elevado do dólar tornava essa tarefa difícil para cinemas do interior.
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Nota irônica de O Jornal de Santarém de setembro:
"Quinta-feira última um larápio ingressou, nas caladas da noite, na residência do dr. Wilson Maia. Quando o ladrão dava a partida despertou o homem do bisturi, que imediatamente apanhou um revólver e saiu à acata do amigo do alheio. Este resolveu enfrentá-lo e o prezado doutor, com toda a gentileza que lhe é peculiar, a fim de evitar escândalos, doou o revólver ao larápio, que, depois de um simples 'muito obrigado, retirou-se calmamente.
Gestos assim devem ser imitados".
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O Veterano Esporte Clube inaugurou sua sede social, no bairro da Aldeia, em 3 de setembro.
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Em 5 de setembro morreu a sra. Rita da Costa Pereira, viúva do comerciante João da Costa Pereira. Deixou oito filhos: Conceição Pereira de Siqueira, casada com Basílio Siqueira; José da Costa Pereira, casado com Maria Ayres Pereira; Rosa Pereira de Vasconcelos (José Santana de Vasconcelos); Maria José Pereira Campos (Simão Campos); Antônio (Miriam Kzan Pereira); Manuel (Nilza Serique Pereira); Joaquim (Vera Soares Pereira); e Joana Pereira Colares (Francisco Colares). Tinha também 33 netos e quatro bisnetos.
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Imbiriba da Rocha Com. Representações Ltda., que vendia os móveis "Cimo", anunciava que conjunto para alcova, sala de jantar, bares, sofás-camas, sofás, berços, estantes, secretárias e cadeiras estavam em exposição para os interessados na residência da professora Sofia, à rua Floriano Peixoto nº 543.
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Brim Tiradentes, mescla Rio Mar e xadrez Brigadeiro eram anunciados como "os panos mais resistentes para o trabalho". O comprador devia verificar "os rótulos pregados na peça".
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Estava à venda a fábrica de mosaicos de Santarém, na Travessa dos Mártires, anunciada como "ótimo emprego de capital".

Santarém, 347 anos

22 de junho, data em que o jesuíta batavo Fellipe Bettendorf, fundou a vila de Santarém, às margens do rio Tapajós.

sábado, 21 de junho de 2008

Escapou

A prefeita Maria do Carmo não foi vaiada durante o show sertanejo, ontem à noite, na orla.
Justiça lhe seja feita. Maria, escaldada, não subiu no palco emuito menos discursou, como fez no ano passado.
Ainda bem.
Ficaria chato mais uma vez o povo de Santarém levar a fama de mal educado.

Vale: contas fragmentadas

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

Quem acessar o site da Companhia Vale do Rio Doce poderá consultar o balanço anual da empresa só até 2004. Desse ano em diante estão disponíveis apenas os balanços trimestrais. Foi em 2004 que pela última vez as demonstrações financeiras saíram em edição impressa, na forma de livro. A partir daí a versão completa das contas ficou restrita ao Diário Oficial da União e a raros jornais nacionais. Ao invés do balanço, o produto no qual a empresa mais investe é o Relatório de Sustentabilidade. A versão deste ano será lançada em agosto.
Outras empresas adotam esse procedimento, mas é de estranhar que a maior corporação privada do país e do continente, e a segunda maior mineradora do mundo, interrompa uma boa tradição. Os interessados na Vale aguardavam com certa ansiedade a publicação do seu balanço em papel para analisá-lo detidamente, tendo uma visão completa das múltiplas atividades da empresa.
Agora essa visão é fracionada e de acesso mais difícil. Não deixa de contrastar com os gastos cada vez maiores da empresa em propaganda e publicidade. A Vale não parece mais interessada em fornecer informações: pretende conduzi-las em domicílio, prontas para digestão.
Talvez assim reduza a margem de crítica. Não surpreende: a empresa acostumou-se a ouvir apenas elogios.

Memória de Santarém - Por Lúcio Flávio Pinto


Pauta para Jânio
Ubaldo Corrêa voltou confiante de uma audiência que, no início de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros concedeu, em Brasília, a vários prefeitos do interior do país. Todos puseram expor diretamente suas reivindicações e ouvir de pronto a resposta do presidente. A pauta de Ubaldo incluía aspirações históricas de Santarém, ignoradas ou mal atendidas até então, e inovações que acabariam não se efetivando:
- Hidrelétrica de Curuá-Una, na cachoeira do Palhão. Cinco engenheiros e 30 homens da Grubima, empresa de São Paulo, vencedora da concorrência pública (e também a do porto), se encontravam trabalhando no local. Verbas comprometidas pelo governo haviam sido liberadas. Estrada seria aberta para possibilitar o transporte de material pesado necessário à obra.
- Iluminação pública da cidade. A rede em uso era considerada quase imprestável. Os postes foram fincados sem orientação técnica. A Companhia Alvorada, contratada para realizar o serviço, prometia concluí-lo em 1962.
- Mercado novo em andamento. Faltava chegar o cimento adquirido.
- Cais de arrimo. A prefeitura prometia fazer nascer "da esburacada e carcomida rua Adriano Pimentel" uma "linda avenida rodeada por uma parede de concreto" do cais de arrimo, que se tornaria "a sala de visitas da cidade".
- Ampliação do serviço de água pelo Sesp (Serviço Especial de Saúde Pública).
- Transporte intermunicipal rápido e eficiente através de três helicópteros, que seriam baseados em Santarém.
- Grande hotel para a cidade, com financiamento já acertado, para a construção de prédio de quatro andares. Um grupo empresarial teria manifestado interesse. A Associação Comercial indicou um grupo de trabalho para tratar do assunto, integrado por Almerindo Ferreira, Francisco Coimbra Lobato, Joaquim da Costa Pereira e Raimundo Paes.
- Ambulância, já adquirida, para atender o serviço de pronto socorro da cidade.
- Linha de navegação permanente e quase direta entre Santarém e Manaus, servida por três navios da Costeira.
- Pavimentação de praças e ruas, a começar pela rua João Pessoa. O presidente ofereceu ao prefeito um trator esteira novo, de fabricação alemã.
Jânio prometeu fazer uma parada em Santarém, quando fosse a Manaus, em setembro, participar de um encontro com governadores. Mas não cumpriu a promessa: renunciou antes à presidência da república.

Começo do hidrômetro
Um funcionário do Sesp passou um dia inteiro, em agosto de 1961, batendo de porta em porta pela cidade. Perguntava à entrada se havia torneiras defeituosas na casa, "quando deveria pedir licença, entrar e verificar se as torneiras estavam funcionando com perfeição", segundo O Jornal de Santarém. Na maioria das residências ocorria vazamento, que provocava desperdício de água "em volume incalculável". Daí a constante falta de água.
O abuso, porém, tinha data para acabar: a prefeitura e o Sesp assinaram convênio, em agosto de 1961, para a criação e instalação do Serviço Autônomo de Água e Esgotos, que seria administrado pelo órgão federal. O primeiro chefe foi Dilton de Melo Leite, engenheiro do Sesp.
Além da ampliação da rede de tubulação e melhoria do serviço de água, começariam a ser instalados hidrômetros, medindo o consumo dos moradores. Eles passariam a pagar pelo que gastassem. Até começar a vigorar essa inovação, o pagamento ainda seria feito por uma tabela, que considerava como referência o salário mínimo (da taxa equivalente a 2%, para o consumo público até 15 metros cúbicos, até o máximo de 55% do salário mínimo, para o consumo industrial de 121 metros cúbicos em diante) e a quantidade de torneiras.
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Na foto, Jânio Quadros faz comício em Santarém, em frente ao atual Museu João Fona.

Segundo trecho da orla de Santarém é inaugurado






Manchetes da edição de aniversário de Santarém de O Estado do Tapajós

METADE DOS PARAENSES VIVE NA POBREZA

MARIA INAUGURA ORLA SEM ESGOTO E ASFALTO NOVO

O TEMPO DE SANTARÉM

REFRESCO 'RALA-RALA' É DESCONHECIDO PELA GAROTADA

NOSTALGIA DE UM PESCADOR ENCATADO PELO RIO TAPAJÓS

FIFIU, OI BURRACHUDO...VAI UM REFRESCO DE MANGARATAIA?

CALAFETEIRO DE CANOAS: UM OFÍCIO ANTIGO EM EXTINÇÃO

INAUGURAÇÕES REFORÇAM SEGURANÇA PÚBLICA EM JURUTI

PF VAI CONTAR COM MAIS DE 100 POLICIAIS NO OESTE DO PARÁ

Ausências, vaias e protestos na inauguração da nova orla

Aconteceu de tudo na inauguração da segunda etapa do projeto orla, ontem à noite.
Primeiro, o deputado José Priante, que iria discursar não deu as caras por lá, avisado que foi da presença da governadora Ana Júlia ao evento.
Segundo, o deputado Antônio Rocha até que posou para fotos com Maria do Carmo e Ana Júlia, mas foi saiando de mansinho do cais para não ter que participar dos discursos que seriam feitos logo após o passeio das autoridades pela calçadão recem-construído.
Terceiro, no momento do discurso de Ana Júlia, um barco passou denfronte ao local ostentando um outdoor iluminado com o mote da campanha Adote um buraco. Ouviram-se vaias. Não se sabe se foram dirigidas para o discurso de Ana ou para o protesto da Tv Ponta Negra.
Quarto, um grupamento do tático da PM tentou impedir que o barco alugado pela emissora fizesse o trajeto da nova orla, mas a direção da emissora exigiu que os policias apresentassem algum mandado judicial ou uma ordem por escrita da Marinha que o obrigasse a deixar aquele trecho do rio Tapajós. Como não houve acordo, os policias se retiraram e o protesto continuou.
Quinto, temendo ser vaiada, a prefeita Maria do Carmo não subiu ao palco do show sertanejo que aconteceu logo após a inauguração, mas em outro trecho da orla - o palco foi montado próximo ao terminal fluvial.

Priante não comparece à inauguração da orla

O ex-deputado José Priante está em Santarém desde a tarde de ontem, mas não foi à solenidade de inauguração da segunda etapa do projeto Orla, a qual compareceu, além da prefeita Maria do Carmo, a governadora Ana Júlia Carepa.
Os bastidores da inauguração da orla, ontem à noite, estão na Coluna do Estado, da edição impressa de O Estado do Tapajós, cedinho nas bancas da cidade.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Governo define cálculo para divisão de recursos entre os poderes

Agência Pará:

Belém- O governo do Estado chegou a um acordo com a comissão formada por representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Assembléia Legislativa do Pará (Alepa) e demais poderes, visando a definição de uma base de cálculo para a divisão dos recursos entre os poderes na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2009, que será votada na próxima semana na Comissão de Finanças da Alepa.
Em reunião na tarde desta sexta-feira (20), com a participação dos secretários de Estado de Planejamento, José Júlio Lima, e da Fazenda, José Raimundo Trindade, foi estabelecido pelo governo que a base de cálculo será a Receita Líquida de Impostos, com base na Receita Resultante de Impostos (RRI), garantindo o que estava previsto em valores no projeto inicial da LDO apresentado pelo governo.
Após a reunião, o secretário de Planejamento, José Júlio Lima, destacou que a adoção da nova base de cálculo se constitui em uma evolução do diálogo entre os poderes e serve para facilitar a visibilidade do que é tido como receita.

Partidos fazem convenções em Santarém

Anote aí data e local das convenções partidárias em Santarém:

PP- Dia 28. Câmara Municipal.
PSC. Dia 30. Diretório Municipal.
PMDB. Dia 29. Câmara Municipal.
PMN. Dia 30. Comercial Atlético Cearense.
PR. Dia 30. Edifício Hilário Coimbra.
PDT. Dia 30. Câmara Municipal.
Democratas. Dia 30. Sygnus Clube.
PSDB. Dia 30. Diretório Municipal.

O Inusitado Não é Pautado

Do santareno apaixonado Juvêncio Arruda:

O Ministério Público do Estado ainda não se dirigiu ao público do estado para revelar as razões da supeição coletiva dos promotores de Justiça da Comarca de Santarém - à exceção de um impedimento legal - que obrigou o juiz Alessandro Osanan a representar ao TJ, pedindo o desaforamento do processo que julga um homicida naquela cidade, justificando seu pedido com base nos indícios de que a imparcialidade do corpo de jurados está ameaçada, somou-se fato inusitado no presente feito, às vésperas do julgamento já designado, qual seja, todos os Promotores de Justiça que atuam na Comarca de Santarém, em número de 10 (dez), julgaram-se suspeitos ou impedidos para atuar na sessão referida.
Nenhuma pocilga da capital pautou o fato inusitado.

Almir Gabriel volta a ser internado em CTI

Do Espaço Aberto:

O ex-governador Almir Gabriel voltou a ser hospitalizado.Está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Problemas de pressão e coração, à primeira vista.Em pouco mais de dois meses, é a segunda vez que o ex-governador precisa ser hospitalizado. A primeira foi no final de março passado, quando sofreu um infarto em Bertioga, no litoral paulista, onde reside desde o início do ano.
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Atualização:

Almir está em Moji das Cruzes
O ex-governador foi internado na manhã desta sexta-feira, depois que apresentou alterações de pressão.
Pessoa próxima ao ex-governador confirmou ao blog que ele não foi levado para São Paulo (SP), onde ficou hospitalizado da vez anterior no Hospital do Coração (HCor). Foi transferido para Moji das Cruzes, município que fica a cerca de 50 quilômetros de Bertioga.
O ex-governador está internado no Hospital Biocor. Encontra-se sob observação médica. Até agora, não se verificou necessidade de transferi-lo para a capital.

Justiça vai à praça

O Tribunal de Justiça do Estado realiza hoje de manhã, na praça São Sebastião, diversas ações e atendimentos judiciais gratuitos como parte dos festejos dos 175 anos de instalação da Comarca de Santarém.
A programação começa com missa na igreja de São Sebastião, às 08h00.

Pânico

Donos de auto-escolas estão se pelando de medo.
As ações da PF em cima da quadrilha que frauda o sistema de emissão de carteira de habilitação tá deixando muita gente em estado de alerta e os mais religiosos se apegando à proteção de Santo Antônio ou usando um muiraquitã como amuleto.

Associação Comercial cobra integração do oeste com a capital

Paulo Leandro Leal

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), Olavo das Neves, participou em Belém, nesta quarta-feira, 18, de mais uma reunião do Fórum Paraense de Competitividade (FPC), com a participação da governadora Ana Júlia Carepa. Em seu pronunciamento, Olavo fez uma série de reivindicações ao governo estadual, solicitando ações que beneficiem a região oeste do Pará, principalmente nas áreas de infra-estrutura e logística, meio ambiente e regularização fundiária. A governadora Ana Júlia, em seu discurso, fez menção às solicitações da ACES.
Olavo disse que a cidade de Santarém, com mais de 300 mil habitantes, não possui ligação com a capital do Estado, fator limitante para as empresas competirem no exigente e dinâmico mercado. Para o presidente da ACES, a ligação rodoviária de Santarém com a capital é uma obra fundamental para o desenvolvimento regional.
Se referindo diretamente a Olavo, a governadora Ana Júlia Carepa disse que a ligação rodoviária de Santarém com a capital vai deixar de ser sonho para se tornar realidade. Ela disse ainda que o Distrito Industrial de Santarém é uma realidade e destacou os vários projetos importantes para a região, como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros programas que prevêem investimentos para o oeste paraense. A governadora destacou que o Fórum Paraense de Competitividade permitiu ao governo fazer um mapeamento de todos os gargalos do setor produtivo do Pará.
O presidente da ACES pediu ao governo estadual uma ação de legalização ambiental e fundiária na região, antes das medidas de repressão e controle. Olavo criticou a operação Arco de Fogo, que está sendo realizada no município de Altamira, onde foram denunciados abusos de poder por parte da operação. Segundo ele, o governo precisa antes promover a regularização das várias atividades que necessitam de licenciamento ambiental, instalando na região os órgãos responsáveis, como a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema) e o Instituto de Terras do Pará (Iterpa).
Ana Júlia anunciou que a Sema tinha até setembro para analisar os planos de manejo pendentes e prometeu que esta análise será concluída até o mês de agosto, garantindo que os planos que estiverem sem pendências serão liberados. O secretário de Estado do Meio Ambiente, Valmir Ortega, disse que a demora em licenciar alguns empreendimentos se deve ao passivo de projetos que aguardavam apreciação numa longa fila. "Apreciamos, nos últimos meses, cerca de 1.800 projetos, desobstruindo a fila e liberando nosso pessoal para as demandas criadas em função da safra do setor florestal, que inicia agora", afirmou Ortega, garantindo que, em setembro, o governo já terá liberado cerca de três milhões de metros cúbicos de madeira legal para o setor florestal.
Ainda na área ambiental, a governadora Ana Júlia Carepa anunciou o decreto que adequa os procedimentos de licenciamento ambiental do Estado à legislação federal, ampliando a validade da licença ambiental de um para até quatro anos. Esta medida evita que todo o ano as empresas sofram com a burocracia para conseguirem as licenças necessárias à sua atividade, melhorando a competitividade.
Para o presidente da ACES, o fórum é um espaço importante para que sejam colocadas as necessidades do setor produtivo e também para cobrar do governo os projetos que garantam o desenvolvimento do Estado. Olavo lembrou que a ACES tem cadeira permanente no Fórum de Competitividade e que tem colocado na pauta de discussão os projetos que são de interesse de todo o oeste paraense.
(Fonte: ACES)

Indefinições

No Repórter Diário, hoje:

O PMDB mantém conversações políticas com a prefeita Maria do Carmo Martins, do PT, candidata à reeleição em Santarém. Até agora, nada está fechado ou descartado.
O deputado Airton Faleiro, pré-candidato petista a prefeito de Altamira, condiciona a candidatura ao apoio de PMDB e PR, partidos que, segundo ele, são capazes de atrair legendas menores para a formação de frente ampla para disputar e ganhar a prefeitura.

PT estadual mantém negociações sobre aliança em Santarém

Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto:

Assim como a prefeita Maria do Carmo ainda se mostra otimista em contar com o apoio do PMDB para uma aliança em Santarém, o presidente estadual do PT, João Batista da Silva, ainda não jogou a toalha. E acha que ainda há plenas condições de viabilizar até dia 30 deste mês – prazo fatal para as convenções partidárias – a aliança PT-PMDB para disputar a Prefeitura de Santarém.
João Batista, que falou pelo blog ontem à noite, quando ainda se encontrava em Brasília, ficou de retornar nesta sexta-feira a Belém e vai dar continuidade às negociações com a direção do PMDB, para encontrar uma forma de viabilizar as pretensões da prefeita Maria do Carmo em Santarém.
O dirigente petista garante que todos os seus contatos têm sido feitos diretamente com o presidente regional do PMDB, deputado Jader Barbalho. João Batista assegura, que nas negociações de natureza interpartidária, não ouviu nenhuma vez ser mencionado uma suposta condicionante: a de que o PMDB só fechará uma aliança com o PT em Santarém se, em contrapartida, o PT apoiar em Belém a candidatura do ex-deputado José Priante (PMDB) a prefeito de Belém.“Isso [a condicionante] não existe. Nós temos conversado, temos feitos uma avaliação geral do quadro partidário e vamos tentar remover os obstáculos para garantir a aliança entre PT e PMDB em Santarém e garantir a reeleição da prefeita Maria do Carmo”, garantiu João Batista.
Em Belém, candidatura irreversível
O presidente municipal do PT em Belém, vereador Adalberto Aguiar, vai no mesmo tom. Ele garante que todas as negociações relativas a Santarém estão sendo conduzidas pelo Diretório Estadual da legenda.Adalberto reafirmou que, em Belém, é irreversível a candidatura do ex-secretário Mário Cardoso, mas acrescentou: “Isso [a decisão da candidatura própria] nada tem a ver de pessoal contra o deputado Jader Barbalho e muito menos em relação ao ex-deputado José Priante. Em absoluto. Nada temos de pessoal contra eles. Apenas avaliamos que, em Belém, o momento é propício para lançarmos uma candidatura nossa, do PT, até porque, segundo levantamento que temos, se não tivéssemos um candidato aqui em Belém, os votos não migrariam para a candidatura do Priante, mas para o PSOL. Ao contrário, nós temos todo o interesse em contar com o apoio do PMDB num eventual segundo turno e até mesmo no primeiro, se ainda for possível.”Segundo o presidente municipal do PT, as prioridades eleitorais do partido no Estado são três: 1º - Conquistar a Prefeitura de Belém e manter as prefeituras que já são governadas por petistas, como são os casos de Santarém, Parauapebas e Abaetetuba; 2º - Retomar as prefeituras que já foram governadas por petistas, caso de Cametá; e 3º - Ampliar a presença petista em outras prefeituras do interior do Estado.Adalberto também se manifestou confiante de que João Batista conseguirá remover as pendências que ainda existem para viabilizar a aliança entre PT e PMDB. “Acho ainda teremos tempo de conciliar interesses para garantirmos a aliança em Santarém”, disse Adalberto.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ana Júlia inaugura delegacia e alojamento da PM em Juruti

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa estará em Juruti amanhã, dia 20, para a inauguração de duas obras na área de Segurança Pública, juntamente com lideranças da Alcoa e do poder público municipal. São obras possíveis graças à Agenda Positiva, que consiste em um conjunto de melhorias em diversas áreas carentes em Juruti definidas entre a Alcoa, a Prefeitura Municipal e a comunidade, entre elas a Segurança Pública e a Justiça.
A primeira inauguração, marcada para às 9h30, será da Delegacia de Polícia Civil, em um prédio do Governo do Estado, na avenida Marechal Rondon, bairro Bom Pastor. Depois de reformada, a delegacia conta com celas específicas para homens e para mulheres, e espaços para receber visitantes, além de dependências para os funcionários. Para a Alcoa, essa obra visa o respeito à pessoa, independente se ela é transgressora ou não.
A segunda inauguração, dos alojamentos que já vêm sendo usados pela Polícia Militar, está marcada para às 10 horas, na rua Saudade, também bairro Bom Pastor. O alojamento tem em torno de 300 metros quadrados e conta com sala para atendimento da população, alojamento feminino e masculino, copa, cozinha, lavanderia, entre outras dependências.
(Fonte: Alcoa)

Uruará vai receber obras do PAC

Como parte das comemorações do aniversário de 347 anos da Cidade de Santarém, será assinada hoje pela prefeita Maria do Carmo, a ordem de serviço para o início das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no bairro do Uruará.
A exemplo do que aconteceu no início do mês, no bairro do Mapiri, a coordenadora do PAC em Santarém, Alba Valéria Lima, vai fazer uma apresentação sobre as obras que serão executadas no bairro. Serão investidos no Uruará R$ 24.716.979,88 (vinte e quatro milhões, setecentos e dezesseis mil, novecentos e setenta e nove reais e oitenta e oito centavos).
Estão previstos no bairro serviços de urbanização da orla, com construção de praças, quiosques, lanchonete e banheiros públicos, pavimentação asfáltica de 17.285,43m, regularização fundiária, projeto técnico social, projeto habitacional de 325 unidades e melhorias habitacionais de 508 unidades. O prazo para a execução das obras é de 36 meses.
(Fonte: PMS)

Justiça rechaça mais uma ação do PT contra Tv Ponta Negra

O empresário Nivaldo Pereira, proprietário da Tv Ponta Negra, acaba de ser notificado para contestar ação impetrada pelo diretório municipal do PT junto à justiça eleitoral que, entre outros pedidos, solicita a suspensão do programa Rota 5 e direito de resposta pelo tempo de 17 minutos .
Todos os pedidos liminares foram negados pelo juiz Gabriel Veloso que vai apreciá-los quando do julgamento do mérito da ação.

Lei do silêncio

O deputado Lira Maia nada fala sobre apoios a candidatura dele à prefeitura de Santarém.
Mas, precavido, marcou para 18 horas do dia 30 o encerramento da convenção de seu partido Democratas.

Maria do Carmo afirma que PT ainda pode se coligar com PMDB

Gisele de Freitas
Repórter


A senhora foi a Belém falar com o deputado Jader Barbalho sobre uma coligação entre PT e PMDB?
Maria - Fui a Belém juntamente com o deputado Antônio Rocha que é presidente do partido aqui em Santarém para que pudesse conversar com Jader. Eu fui me colocar a disposição dele para que nós pudéssemos fazer uma aliança vitoriosa aqui em Santarém, eu espero e que a gente possa caminhar juntos.

Jader Barbalho exigiu que para coligar o PMDB ao PT aqui em Santarém é preciso que o PT apóie o PMDB em Belém?
Maria - Isso não aconteceu, ele não colocou absolutamente nada disto. Ele fez uma análise de conjuntura, mostrando como ele vê no estado hoje, mas em nenhum momento ele condicionou Santarém a Belém ou a qualquer outro lugar no Pará. Pelo contrário, na verdade ele colocou que vai analisar. Jader acha que são importantes as coligações PT-PMDB e PMBDB-PT em alguns municípios e prometeu que estas alianças serão avaliadas até o próximo dia 29.

A senhora acha que não corre o risco desta coligação não acontecer em Santarém?
Claro que sim, sempre se corre o risco. Mas fui exatamente lá para dizer claramente para ele que eu gostaria muito que o PMDB estivesse junto em nossa aliança. Estou me colocando à disposição para isso e dizendo que seria a meu ver uma aliança vitoriosa.

Circulam boatos de que o PMDB poderia ter candidato próprio em Santarém, é verdade?
Maria- Não sei, isso realmente eu não sei. O que eu sei é que estive conversando com o PMDB e pedi para que eles viessem para que nós pudéssemos juntos fazer uma aliança vitoriosa.

Entrevista com Maria do Carmo

O Blog do Estado publica daqui a pouco entrevista com a prefeita Maria do Carmo acerca da crise PMDB x PT.

Itaituba: Pesquisador afirma que houve deslizamento de aterro

Em entrevista por telefone ao Portal ORM o professor pesquisador Luis Ercílio Faria Junior afirmou que o fenômeno ocorrido na última terça-feira (17), no município de Itaituba, no sudoeste paraense, foi um deslizamento de aterro e não um tremor de terra como foi interpretado pelos moradores. De acordo com ele, o local onde ocorreu era propício a esse tipo de fenômeno. O fenômeno resultou na anertura de um buraco de cinco metros de diâmetro e dois de profundidade. A área continua interditada.
O pesquisador explica que o terreno onde estavam localizadas as casas, já foi área de exploração de seixo. 'O local era uma seixeira, e quando as pessoas começaram a ocupar e fazer edificações não aterraram muito bem. Com isso, a água da chuva infiltrou causando uma pequena erosão que culminou no deslizamento do aterro', esclarece.
O deslizamento foi sentido por três casas. A do meio foi a mais atingida, onde houve a abertura do buraco. A dona-de-casa Míriam Silva, conta que teve seu imóvel parcialmente destruído. 'O piso e a área externa ficaram rachados. A sorte é que não estava em casa', disse.
Ainda de acordo com Farias, esse fenômeno é freqüente em Belém. 'Isso acontece em Outeiro, Mosqueiro, sempre em locais onde foi construído aterro em cima de àreas exploradas', afirma Luis.
As três famílias que viviam no local foram transferidas, pela Defesa Civil, para um abrigo improvisado, onde devem permanecer por pelo menos 15 dias.

Pergunta quem quer, responde quem sabe

Josué Monteiro

Nesta semana recebi de um leitor que se intitulava cristão uma carta que lhe explicasse se era justo o cristão não orar pelas autoridades ímpias deste mundo? Qual deveria ser o comportamento do cristão diante das autoridades que foram instituídas por Deus? Isto é o que o texto bíblico nos diz. Na qualidade de missionário e articulista do jornal O Estado do Tapajós o que o senhor tem a dizer sobre os que ficam criticando as autoridades em exercício do nosso país. Não seria melhor orar pelas autoridades?
Em resposta ao caro leitor quero esclarecer que não critico quem quer que seja. Na realidade, minha postura tem sido de condenar as ações maléficas que por ventura as autoridades venham a cometer. Criticar é muitas vezes usar de malefícios até injuriosos, que leva a um estado de revolta do criticado. Não tem sido essa a nossa atitude.
Na verdade, como ministro da Palavra de Deus, temos condenado, a luz da Bíblia Sagrada, os maus políticos. Como cristão não devemos enveredar pelos caminhos da omissão. Devido aos estado de enfermidade em que se encontra o nosso Brasil, não só devemos orar, mas também Jejuar pela nossa pátria. Só Cristo tem o remédio para arranca-lo deste estado de morbidez, que vem destruindo os princípios éticos do cristianismo. Só através da oração e do jejum podemos mudar a nossa história.
Não podemos viver como muitos cristãos no conformismo escatológico. Talvez você seja um desses que vive no indiferentismo do pecado. Em atitude inerte e alienada como muitos cristãos, interpretando erroneamente certas passagens da Bíblia, utilizando para alegar: "Nada podemos fazer para melhorar a nação porquanto estamos no final dos tempos. E se cristo esta às portas, por que nos preocuparmos com que ocorre ao nosso redor".
Mas, para esse tipo de cristão tem a atitude de Noé que proclamou a justiça de Deus, mesmo sabendo que toda a sua geração estava condenada a perecer no dilúvio conforme está registrado na segunda carta que escreveu o apóstolo Pedro 2:5. Sal da terra e luz do mundo é a nossa missão impedir que a sociedade degenere-se irremediavelmente (Mt. 5:13, 14). Que o Senhor breve virá, não há dúvida; as profecias se cumprem e os sinais tornam-se cada vez mais visíveis. Todavia, enquanto Ele não vem, condenemos o pecado e anunciemos a sua verdade. É mister que nos lembremos ser a nossa missão atuar de forma profética, a fim de conscientizar este mundo não apenas do poder do Evangelho, mas também da justiça de Deus.
Oremos fervorosamente, para que nossos legisladores respeitem a vida, não aprovando medidas em prol do aborto, da eutanásia e de pesquisas que violem os princípios básicos da existência humana (Ex 20:13; Sl 139:13-16).
Como é a Bíblia a nossa única regra de fé e pratica, condenemos todas as tentativas dos legisladores que, desprezando a fé cristã, buscam aprovar leis em favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Deixamos claro que não odiamos aos homossexuais; não podemos, todavia, aprovar a sua prática que é radicalmente contrária a Palavra de Deus (Lv 18:22; l Co 6:10; I Tm 1:10). Oremos, portanto, a fim de que o nosso presidente tenha a necessária força moral para reprimir a corrupção que assola o nosso país, promover o bem comum e manter as liberdades individuais e civis.
Orar e jejuar pela nação. Esta é uma das mais nobres disciplinas da vida cristã, afim de que cumpram o seu mandato na promoção do bem comum. Na próxima eleição municipal comece exercendo o seu direito de cidadania usando o seu voto para banir do poder aqueles que tem ferido os princípios éticos do cristão. É fácil identificarmos os que estão em busca do poder para serviram ao Diabo que é o pai da mentira. O direito do voto nos é dado exatamente para exercermos nossa cidadania como verdadeiros cristãos. Já que iniciei este artigo sendo interrogado vou termina-lo interrogando. É correto, como cristão, votar em político comprometido com aborto, eutanásia e união civil entre pessoas do mesmo sexo?
Pergunta quem quer, responde quem sabe.

MAis de mil contribuintes recebem restituição do IR

Gisele de Freitas
Repórter

A Receita Federal já colocou a disposição do contribuinte a restituição de 1.816 declarações feitas na delegacia de Santarém. No total a receita pagará R$ 2.200.782,50 neste primeiro lote, uma média de R$ 1.211,88 de restituição por declaração. Os valores estão disponíveis para que o contribuinte saque desde a última segunda-feira (16).
A Receita alerta para junho que é o último mês para a declaração através do Simples Nacional e para pessoas jurídicas.
O primeiro lote de restituição de pessoas físicas foi liberado para mais de um milhão de contribuintes em todo país, a maioria com mais de 60 anos. As pessoas que não informaram o número da conta para receber a restituição devem dirigir-se a uma agencia do Banco do Brasil. Na jurisdição da delegacia de Santarém foram processadas 50.103 declarações, sendo 1.948 retificadas deixando a receita com 48.155 contribuintes. Destas 31.969 declarações já foram processadas e liberadas. Ainda há 1.302 que estão na malha fiscal por terem sido constatas divergências nas informações declaradas.
A malha débito que são aqueles contribuintes que tem direito a restituição mas ainda estão em débito com a receita soma 1.223 declarações. As demais declarações, 13.597 têm direito a restituição, o que acontecerá nos lotes mensais até dezembro.
O delegado da Receita de Santarém, Moacyr Mondardo Junior lembra às pessoas jurídicas que no último dia útil deste mês encerram os prazos para as declarações inclusive para quem vai declarar através do Simples Nacional. Só estão desobrigadas de entregar a declaração pessoas optantes pelo Simples Federal ou Nacional, pessoas jurídicas inativas, que devem fazer a declaração de inatividade e órgãos públicos. Segundo Mondardo há casos em que a pessoa possui CPNJ mas não faz a declaração como jurídica, isto acontece em edifícios, cartórios ou firmas individuais.
Para o contribuinte que resolveu optar pelo Simples o delegado salienta que a declaração está moderna e que basta que as empresas insiram através da internet os dados econômicos e fiscais que a Receita ainda não tem. Para declarar através do simples basta que a pessoa jurídica tenha estado em algum período do ano passado como optante do cadastro. O prazo para o fim da declaração encerra às 20h dia 30 deste mês. A empresa que declarar com atraso terá o ávido de multa imediato na tela do computador. A declaração só pode ser feita on line, sem que necessite baixar o programa da Receita Federal.

O sonho

Bellini Tavares de Lima

Dia desses tive um sonho. Os sonhos são misteriosos. Alguns são claros e se consegue lembrar deles em todos os detalhes. Outros se perdem, ficam confusos. Alguns têm um enredo mito parecido com a realidade e outros são pura ficção ou nos colocam em situações muito embaraçosas. Quem já não sonhou que estava nu, no meio da multidão?
Sonhei que vivia num país onde se praticava o futebol. Sim, esse jogo em que onze sujeitos se defrontam com outros 11 sujeitos e tem como objetivo colocar a bola numa espécie de moldura revestida com uma rede na parte de trás. Todo mundo sabe.
Pois, no meu sonho, esse esporte era muito popular no meu país. As crianças começavam a jogar muito cedo. Havia grandes equipes, torneios emocionantes, regionais, estaduais, de diferentes categorias. Fazia gosto ver o entusiasmo, tanto dos jogadores quanto da imensa e apaixonada torcida. Os torneios arrastavam o público em número imenso para os estádios e as torcidas presenteavam a todos com grandes espetáculos quase coreográficos, cânticos para encorajar suas equipes de preferência. É claro que sempre havia um ou outro mais exaltado que arranjava uma confusão, mas, de modo geral, nem era preciso muito policiamento durante os jogos. E o povo também respeitava muito os policiais.
E havia os torneios internacionais. Podiam ser os torneios envolvendo equipes, as mesmas equipes que disputavam os certames internos. E podiam ser os torneios envolvendo as seleções de cada país. Ah, esses eram até difíceis de descrever. As nações se preparavam de maneira irrepreensível para esses torneios e as torcidas dos diferentes países se enchiam de um sentimento de orgulho nacionalista. Cantavam-se hinos e se acompanhava os jogos com um quase fervor. O meu país era o grande destaque em qualquer torneio internacional. A seleção do meu país era quase imbatível.
Os adversários tinham um respeito pela seleção do meu país que era de dar orgulho. Temor reverencial. Também, pudera, com tanto prestígio, conquistado ao longo de anos a fio de vitórias. E, talvez por conta disso, era muito bem cuidada. Os responsáveis por ela tinham sensibilidade, competência, seriedade. Afinal, sabiam que estavam lidando com algo que possuía um valor moral do mais alto quilate. A seleção só se apresentava muito bem preparada, jogadores escolhidos pela conjugação de dois critérios imprescindíveis: competência enquanto atleta e dignidade enquanto cidadão. Em se tratando de seleção, não se poderia correr risco um desempenho que pudesse arranhar nosso brilho conquistado a duras penas.
E os atletas? Ah, esses davam quase que literalmente o sangue e a vida para serem convocados para a seleção do meu país. Não poderia haver honra maior para um atleta que ser convocado para servir a seleção nacional. Não havia obstáculo que não pudesse ser superado e todos os esforços e empenho eram ainda insuficientes, tamanha a honraria que representava a convocação para a seleção. Recusar uma convocação era simplesmente inimaginável.
Com tudo isso, a seleção era um dos orgulhos do meu país. Seleção em campo, o país já se punha em estado de atenção. E euforia, é claro. Afinal, era sempre a perspectiva da explosão de alegria, de júbilo, de orgulho, aquela sensação de se sentir vencedor. No dias de grandes e significativas vitórias da seleção de futebol era de se ver o povo na rua festejando com bandeiras, camisas dos clubes, cerveja gelada e toda aquela petiscaria que invadia os ambientes esportivos em dias de festa. Alguns chegavam a afirmar que se tratava de churrasco de gato. Tudo isso eu sonhei, dia desses.
Bem, já se pode notar que o meu sonho pertence à categoria dos sonhos ficcionais, aqueles cujo enredo não apresenta pontos em comum com a realidade. Acordei até meio triste. Que pena que era sonho. E tem uns sonhos que são até um pouco intrigantes. Esse, por exemplo, me pareceu tão real que até agora eu continuo com a impressão que já vivi tudo aquilo. Ah, os sonhos...
16 de junho de 2008

UFOPA Será Instalada em Agosto

Do site de Juvênio Arruda:

O ex reitor da UFPA, José de Seixas Lourenço, toma posse no dia 4 de julho, em Brasília, na coordenação da Comissão de Instalação da Universidade Federal do Oeste do Pará, a ser implantada em Santarém. O ministro da Educação, Fernando Hadadd, vai assinar o termo.Em data a ser definida, no mês de agosto, a Comissão vai ser efetivada na Pérola, com a presença do secretário de Ensino Superior do MEC, Ronaldo Mota, e do presidente da Capes, Jorge Guimarães.
No mesmo dia começa um encontro com todos os reitores e pro reitores de pesquisa das universidades da Amazonia, para discutir novas linhas de ação da pesquisa na região.Já começaram as negociações para implantação do INPE em Santarém, e da criação do Instituto das Águas, proposta pelo reitor da UFPA, Alex Fiúza.

Em conversa com Jader, Maria diz que não tem porque pagar pelos pecados de Ana Júlia

Fonte que ouviu o relato do acontecido na reunião entre o deputado Jader Barbalho e a prefeita Maria do Carmo, que discutiu a sucessão municipal em Santarém, conta que o presidente do PMDB estava com toda a corda e não poupou adjetivos para classificar o que ele considera como quebra de acordo político por parte do governo e do PT.
Diz a fonte que Jader, ao condicionar qualquer entendimento em Santarém entre PT e PMDB à sucessão de Belém, se disse escaldado com as traições do PT e à forma como o partido vem tratando o ex-deputado José Priante.
A certa altura da conversa Maria, já cansada de tantou ouvir carão em nome do PT e do governo, teve um rompante de coragem e interrompeu Jader:
- Eu também acho que o Priante não está sendo valorizado, mas eu não tenho porque purgar os pecados da Ana Júlia - afirmou Maria.
Jader ainda reclamou dos deputados Airton Faleiro e José Geraldo, que melaram o acordo que viabilizava a chapa Walmir Climaco(PMDB)/Afábio Borge(PT) em Itaituba.
A partir daí o tom da conversa azedou de vez e Jader avisou que será Priante quem dará as cartas das eleições de outubro em Santarém, conforme você lê no texto de Paulo Bemerguy publicado nesta página.

Priante vem para inauguração da orla

O ex-deputado José Priante chega amanhã, no vôo da Gol, para participar como convidado da inaguração da segunda etapa do projeto orla, ao lado da prefeita Maria do Carmo e da governadora Ana Júlia.
Será a primeira vez que Priante e Ana Júlia se encontrarão em um evento público, depois que o ex-deputado levou uma bicicleta do PT e não teve seu nome apoiado, como acordado na campanha estadual passada, para um ministério de Lula ou presidência de um estatal federal.
Priante dessa feita participa de duas inaugurações do projeto orla, obra para a qual carreou recursos através de emenda parlamentar. A primeira foi ao lado do ex-prefeito Lira Maia, em 1999.

PMDB deve mesmo ir com candidato próprio em Santarém

Paulo Bemerguy, de O Espaço Aberto:

O encontro de ontem, no início da noite, em Belém, entre a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins Lima (PT), e o presidente regional do PMDB, deputado federal Jader Barbalho (PT), pode ter selado em definitivo o arquivamento de quaisquer pretensões – por mais remotas que sejma – dos petistas de atrair os peemedebistas para uma aliança, em outubro próximo, no terceiro maior colégio eleitoral do Pará.
Fontes seguras chegaram a garantir ao blog, no meio da tarde de ontem, que o encontro entre Maria e Jader não ocorreu e nem mais ocorreria. Àquela altura, o deputado ainda se encontrava em Brasília. Mas chegou a Belém no finalzinho da tarde, e o encontro ocorreu com as presenças de mais três circunstantes: o secretário de Governo de Santarém, Inácio Corrêa; o deputado estadual Carlos Martins, irmão de Maria e líder do PT na Assembléia Legislativa do Estado; e o presidente do PMDB de Santarém, deputado estadual Antônio Rocha.
Jader expôs à prefeita o ressentimento – ou a contrariedade, como queiram – do PMDB de Belém com o PT, que teria solenemente ignorado o compromisso de apoiar a candidatura do ex-deputado José Priante a prefeito de Belém, em retribuição ao apoio peemedebista à candidatura de Ana Júlia, quando ela passou ao segundo turno para disputar o governo do Estado com o tucano Almir Gabriel, em 2006.
Nesse sentido, segundo expôs Jader, a pretensão da prefeita de se coligar com o PMDB em Santarém, cedendo ao partido a vaga de candidato a vice, não poderia e nem poderá desvincular-se da situação em Belém, considerando-se a importância estratégica de um município como Santarém.
Depois dessa exposição que fez à prefeita e aos demais presentes à reunião, Jader disse que o assunto Santarém passaria a ser conduzido inteiramente pelo ex-deputado José Priante, que atua e sempre atuou eleitoralmente, na região oeste do Pará, em estreita vinculação com o deputado estadual Antônio Rocha.
Essa posição de Jader é que permite a qualquer um que tenha o mínimo raciocínio lógico concluir que Maria deixou o encontro convicta de que precisa encontrar de imediato outro candidato a vice, que não um peemedebista.
Por quê? É muito simples.Uma vez confirmado pelo próprio Jader que uma ansiada coligação entre PT e PMDB em Santarém dependerá inevitavelmente da consolidação de aliança idêntica em Belém, então é evidente que as pretensões da prefeita Maria do Carmo estão definitivamente frustradas.
Aliança em Belém é inviávelIsso porque, em Belém, não existe mais a menor, a mais remota, a mais distante possibilidade de o PT vir a se coligar com o PMDB, pelo menos no primeiro turno. Sabem todos que a candidatura do professor e ex-secretário de Educação Mário Cardoso é fato consumado. Aliás, é fato consumadíssimo.
O PT segue à risca o calendário pré-convenção que elaborou. O partido tem feito encontros, tem promovido oficinas para a militância, tem discutido estratégias de campanha e já marcou até sua convenção apenas para homologar o nome de Mário Cardoso: será no dia 29 deste mês, das 8h às 12h. Depois disso, uma carreata percorrerá várias ruas de Belém para anunciar a confirmação da candidatura de Mário.
Frustrada a tentativa de aliança em Santarém, o PMDB deverá tomar seu rumo. E o caminho mais provável, quase irreversível a esta altura do campeonato, é de lançar um candidato próprio para disputar com Maria do Carmo e com o deputado federal Lira Maia (DBM), que provavelmente terá como candidato a vice um representante tucano.
E o nome, dentro do PMDB, que desponta com mais chances de ser o candidato próprio é o de Helenilson Pontes, tributarista santareno que comanda uma das mais respeitadas bancas especializadas em Direito Tributário de São Paulo.
Helenilson, aliás, há muito tempo tem defendido a tese da candidatura própria, por entender que o PMDB, pela penetração em vários segmentos, em várias faixas do eleitorado santareno, não pode desperdiçar a oportunidade de encabeçar uma chapa nas eleições de outubro para a prefeitura do município.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ana Júlia em Belterra e Santarém

A governadora Ana Júlia visita amanhã a cidade de Belterra.
Na sexta-feira, estará em Santarém para lançamento de obras do PAC do bairro do Uruará e inauguração da segunda etapa do projeto orla e da delegacia de repressão ao crime organizado.
Ainda na sexta, pela manhã, o vice-governador Odair Corrêa estará presente à apresentação da maquete das obras de ampliação do aeroporto de Santarém.

Seminário discute consórcios públicos e saneamento em Santarém

(Discutir a formação de consórcios públicos para melhorar a prestação dos serviços de saneamento é o objetivo do encontro que acontece nos próximos dias amanhã e sexta-feira em Santarém.
O Seminário "Novos Consórcios Públicos: Alternativas para a Gestão do Saneamento Ambiental" faz parte do Projeto Novos Consórcios Públicos para Governança Metropolitana (NPC), parceria estabelecida entre o Ministério das Cidades e a Universidade de British Columbia (Canadá) para melhorar a governança metropolitana no país por meio da criação de consórcios públicos.
O evento acontece no Auditório das Faculdades Integradas do Tapajós, a partir das 8h30 desta quinta (19).
Às 11h15, o diretor de Articulação Institucional da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, Sérgio Gonçalves, palestra sobre Saneamento Ambiental e a Nova Lei de Consórcios Públicos. Às 15h30, a palestra será do presidente da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA), Eduardo Ribeiro de Castro Júnior, participa da mesa sobre Gestão das Águas. Atualmente, a Prefeitura Municipal de Santarém busca, em conjunto com o Governo Federal, um formato de cooperação com as prefeituras de Belterra, Juruti, Aveiro e Placas - oeste do Estado - para gerir os serviços de saneamento e de recursos hídricos, a partir dos exemplos colocados em prática em outras cidades do Brasil e experiências internacionais.
(Fonte: Ministério das Cidades)

Sai lista dos agraciados com a medalha "Padre João Felipe Bettendorf"

A cerimônia de entrega da Medalha "Padre João Felipe Bettendorf" será realizada nopróximo domingo, às 19h30min, no Centro Cultural João Fona.
Os agraciados com a Comenda, indicados pela Prefeita Maria do Carmo são:
1. Eunice de Lalor Imbiriba Corrêa (Pastoral Carcerária);
2. Edna Assunção de Jesus (Agente Comunitária de Saúde);
3. Armstrong Martins Feitosa (Pároco da Igreja de São Francisco de Assis);
4. Geraldo de Oliveira (Pastor da Igreja da Paz Central);
5. Noêmia de Sousa Jacob (Superintendente da Caixa Econômica Federal);
6. Antonio Osiris Assis de Sousa (Médico Ortopedista).

O bate-papo - Crônica de 4ª feira

Miguel Oliveira
Editor-chefe

Quem tem arcano tem que saber guardá-lo. Quando duas pessoas compartilham do mesmo segredo, já não é mais segredo, dizia meu velho pai. Por isso, sentar à mesa de bar, para aquele bate-papo semanal, tem lá suas precauções.
Reporto-me a esse fato para recordar minha última estada no terrace do Bar Mascote, sexta-feira última, como não fazia há vários meses.
Partilhei com o casal Ary e Rosa e mais tarde com o ex-pescador de aviú José Ronaldo de momentos agradáveis. Foi de um malabarismo danado a escolha dos assuntos.
Um amigo comum ligou para um dos convivas como que com a intenção de auscultar o ambiente. Desistiu de se juntar ao grupo, talvez se precavendo de maledicências políticas.
Todo ano de eleição é assim mesmo. Todo mundo pensa logo que um simples bate-papo é uma confabulação, a preparação de uma revolução, montagem de uma sabotagem e por aí vai.
Mal sabem esses senhores que em mesa de bar se conversa de tudo. Ali não é o local para a revelação de segredos profissionais e nem tão pouco para confidências políticas.
Mas o leitor que agüentou ler esta crônica até esta parte já deve estar se perguntando do porquê de todo esse preâmbulo. Com justa razão já deve estar pensando que este cronista não tem assunto melhor para abordar.
Mas o objetivo é bem outro, senão o de estimular o bate-papo em mesa de bar, lanchonete ou restaurante. E também à porta de casa, como antigamente.
À sua mesa, invariavelmente, chegam até você as mais desencontradas notícias, gente interessante, mas também algumas inconvenientes.
Na mesa de bar se sabe que um artesanato hippie vendido a menos que um prato de comida custa não menos que cem reais em quaisquer butiques. Que há instantes uma menina fugitiva do abrigo municipal tinha passado por ali, driblando a fiscalização do conselho tutelar. E ser surpreendido com a chegada de uns 'piratas' de araque indagando onde está o ouro.
Mas o gostoso mesmo é rememorar fatos pitorescos do passado já distante. E ouvir, de um dos transeuntes por entre as mesas, que gostou do que foi escrito ou mesmo que há uma pequena imprecisão em minhas narrativas semanais.
Nesse ponto, Ary me acompanha com sua boa memória e sua desenvoltura em conversar tanto sobre assuntos cibernéticos quanto à degustação de uma boa cerveja. Com apurado paladar, o meu amigo fez suas considerações sobre a mais nova marca do mercado do malte espumado. Eu aqui, resistindo à tentação, saboreando àquela altura uma caipirinha sem açúcar.
Naquela noite, depois de conversar vários assuntos do cotidiano, Ary fez-me uma cobrança de maneira elegante, preocupado com a forma acanhada com que tenho me inserido no mundo cibernético. Uma observação dele me deixou pensativo: que o nosso jornal, possuidor de um dos maiores acervos de textos e fotografias de Santarém e da região, precisava colocar à disposição do internauta todo esse material. E ganhar dinheiro com isso também.
Mas a provocação de Ary ainda não me fez repensar a forma retraída com que me posto diante da internet, talvez por ainda ser, apesar de ainda não está na fase dos cinqüentões, um dos jovens dinossauros do jornal impresso.
É aqui que me encontro comigo mesmo e com vocês, leitores.

Maria se reúne com Jader à noite

O deputado federal Jader Barbalho voa neste instante de Brasília para Belém.
Na capital paraense, o manda-chuva do PMDB vai ouvir hoje à noite o rosário de queixas da prefeita Maria do Carmo, ávida pelo apoio do partido a sua campanha de reeleição.

Encenação cavalar

Chegam ao site notícias sobre manobras de caserna engendradas para maquiar a situação de penúria por que passam alguns animais da cavalaria da PM em Santarém.
Uma fonte jura ter visto um repórter de tv combinar com patentes superiores a filmagem em um cenário onde, supreendentemente, o depósito de ração apareceu abarrotado de comida, em contraste às imagens exibidas pela TV Tapajós, que mostrou o local, segunda-feira, praticamente vazio.

Transamazônica comemora 10 anos de energia definitiva com Tramoeste

Paulo Leandro Leal

Em junho de 1998, foi inaugurada em Altamira, na Transamazônica, a primeira etapa do Sistema de Transmissão do Oeste do Pará (Tramoeste), marcando definitivamente a chegada da energia firme de Tucuruí na região da Transamazônica. No próximo dia 28, a população de Altamira deve reviver este momento, em um grande evento que vai comemorar os 10 anos da inauguração do linhão do Tramoeste, um projeto que mudou para melhor as cidades da região em apenas uma década.
A festa do dia 28 deve reviver a inauguração de dez anos atrás. Em 1998, foi realizada um grande evento, com a participação do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso e do então governador Almir Gabriel, idealizadores e responsáveis pela execução do projeto. Lideranças políticas de todos os municípios e um show com a dupla sertaneja Chitãozinho e Chororó marcaram o evento. Cerca de 30 mil pessoas participaram do evento. Deste vez, a estimativa é que pelo menos 20 mil pessoas participem do evento, que vai ser organizado pela prefeitura de Altamira.
A primeira etapa do Tramoeste foi inaugurada em 1998 com a entrada em operação da linha de 230 kV entre Tucuruí e Altamira (PA). Antes da implantação do Tramoeste, a população de muitas cidades do Oeste Paraense enfrentava até 18 horas diárias de racionamento de energia elétrica. O Projeto Tramoeste foi planejado para levar a energia gerada em Tucuruí a 13 municípios da Transamazônica e a outros do Baixo Amazonas.
Foram beneficiados os municípios de Altamira, Brasil Novo, Uruará,Medicilândia, Pacajá, Placas, Vitória do Xingu, Rurópolis, Itaituba, Santarém, Anapu,Trairão, Belterra, além de dezenas de agrovilas. O Tramoeste, em primeira instância, objetivou a chegada da energia elétrica em Altamira. Na segunda etapa, o linhão do Tramoeste atingiu Rurópolis. A partir deste ponto, a energia foi capaz de ser levada a Itaituba e Santarém, acabando com o racionamento de energia nestas regiões.
O investimento foi de R$ 250 milhões para o projeto, formado por nove subestações de energia elétrica, mais de 1.000 km de linhas de transmissão, 470 km de redes de distribuição rural e 5.300 postes em redes de distribuição urbana. Uma estimativa de pessoas beneficiadas com este empreendimento fica em torno de 600 mil, somando-se as populações das cidades contempladas, de acordo com o censo demográfico de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, mais de um milhão de pessoas são beneficiadas.

Chove, chuva

Chove intensamente em Santarém desde as cinco e meia da manhã.
A maioria das avenidas da cidade transformou-se em verdadeiro 'rio' por causa da forte enxurrada.
Mais uma vez os boxes do mercadinho da Prainha, na avenida Curuá-Una, foram para o fundo.
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Atualizada às 08:23:
A chuva deu uma trégua, mas o tempo permanece nublado.

Desvio de função

Um secretário municipal ficou de plantão para identificar os pontos onde estavam sendo colados os outddors da campanha 'Adote um Buraco', promovida pela Tv Ponta Negra.
O outro colega de secretariado dedica-se a escrever comentários anônimos em sites venais.

Etiópia

Do Repórter Diário:

O promotor militar Armando Brasil intimou ontem a Polícia Militar a abrir IPM para investigar maus-tratos aos cavalos do esquadrão de cavalaria da PM em Santarém [ que o leitor do Blog do Estado soube em primeira mão]. Segundo ele, imagens requisitadas da TV Ponta Negra para compor o inquérito mostram os animais em estado famélico e soldados cortando capim para alimentá-los, quando a PM é obrigada a comprar ração especial para que, fortalecidos, possam desempenhar atividades policiais. “A denúncia diz que mais parecem cavalos da Etiópia”, comparou.

Quem protege a Amazônia?

Ronaldo Braziliense

Auditoria inédita do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que os órgãos ambientais do Brasil têm estrutura deficiente, escassez de verbas e não conseguem se integrar para combater o desmatamento. O resultado disso também é conhecido: o dinheiro público vai para o ralo, as florestas são derrubadas e ninguém fica vai preso. “Todos os órgãos contam com uma estrutura muito deficiente para cuidar da Amazônia. Se as autoridades ao menos se falassem, teríamos menos desperdícios e mais resultados”, critica o relator da auditoria, ministro Marcos Bemquerer.
A conclusão do relatório, apesar de lamentável, é igualmente óbvia: na Amazônia, o crime ambiental compensa. Com a palavra, o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Incra, e, claro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sucupira

A prefeita Maria do Carmo vai 'inaugurar' uma linha de ônibus na semana de aniversário de Santarém.
Só falta agora inaugurar o novo cemitério que nem existe ainda.

Carga tributária é a maior da história

Marcos Cezari
Folha de São Paulo


Mesmo com o fim da CPMF (o tributo do cheque), a carga tributária continua avançando no país, mostra estudo divulgado ontem pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
Segundo o estudo, a carga fiscal no primeiro trimestre deste ano foi de 38,90% do PIB (Produto Interno Bruto), com um aumento de 1,87 ponto percentual em relação aos 37,03% do mesmo período do ano passado. Trata-se de um novo recorde para os primeiros trimestres de cada ano.
A carga tributária (ou fiscal) é a soma de todos os tributos (impostos, taxas e contribuições), pagos pela sociedade aos três níveis de governo, em relação ao PIB. Assim, de cada R$ 100 que o país produziu no primeiro trimestre, R$ 38,90 viraram tributos que foram para os cofres dos governos federal, estaduais e municipais.
Para um PIB de R$ 665,53 bilhões, divulgado na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os contribuintes pagaram R$ 258,90 bilhões em tributos, segundo o IBPT.A previsão é que em 22 de dezembro a carga fiscal de 2008 alcance R$ 1 trilhão.
Nos primeiros três meses deste ano, a arrecadação nos três níveis de governo subiu 16,75% em termos nominais, segundo o IBPT -quase três vezes o crescimento de 5,8% do PIB no mesmo período.
Esses 16,75% de aumento representaram R$ 37,15 bilhões adicionais em relação a janeiro a março de 2007. Desse total, a União levou R$ 27,39 bilhões (ou 73,73%), seguida pelos Estados, com R$ 8,71 bilhões (23,45%), e os municípios, com R$ 1,04 bilhão (2,80%).
Os R$ 27,39 bilhões a mais obtidos pela União em apenas três meses representam mais de 68% de toda a receita que era prevista (R$ 40 bilhões) pelo governo caso a cobrança da CPMF tivesse sido prorrogada pelo Senado ao final de 2007.

Por que a baixa avaliação do governo Ana Júlia?

Paulo Bemerguy
Espaço Aberto

A pesquisa Vox Populi que o Diário do Pará publicou em sua edição do último domingo foi a segunda, em menos semana, a atestar a baixa avaliação do governo Ana Júlia Carepa (PT).
No levantamento do Diário, ela aparece com 41% de avaliação negativa. Anteriormente, conforme informação veiculada pela Bandnews, no final da semana passada, Ana Júlia aparece na condição de governadora com pior avaliação em todo o País.
Ela só escapou de ficar ficou sozinha, no último lugar, entre os governadores sobre os quais o Vox Populi ouviu, porque teve uma companhia – e companhia nada edificante: da governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, que trabalha com o inimigo bem ao lado, o vice-governador Paulo Feijó, do Democratas (DEM).
Terremoto vivo, ambulante e operante, Paulo Feijó já provocou o esfacelamento político do governo a que pertence por ter revelado, com métodos pouco usuais, a corrosão moral que fez atolar as pretensões éticas do governo gaúcho no lodo do fisiologismo desbragado e sem limites.
Por aqui, no entanto, a governadora Ana Júlia Carepa não poderá nem lançar mão da desculpa de que tem um Paulo Feijó a atazanar-lhe a vida. Nem isso. Ao contrário, ultimamente seu vice, Sua Excelência o doutor Odair Corrêa, tem adotado tão elevados e nobres ideais que nos expõe a todos a um testemunho histórico: o despertar, o nascimento de um estadista. Alguns passos a mais e o vice de Ana Júlia se firmará como o estadista que todos os povos gostariam de ter.
O reflexo dos desacertosO que dirá, então, a governadora Ana Júlia se porventura alguém lhe perguntar a que atribui seu baixa avaliação. Dirá, provavelmente, que os números são inconsistentes e não batem com a realidade. E se disser isso, a governadora repetirá o que normalmente todos, na situação dela, costumam dizer.
E o que dirão os que assistem, acompanham e têm elementos para avaliar estes 18 meses de gestão da governadora Ana Júlia Carepa? Poderão dizer, sem medo de errar, que a governadora ainda não conseguiu superar a contento os reflexos de desacertos que, muito embora tenham alcançado enorme repercussão política dentro e fora do Estado, não tiveram como contrapartida ações e medidas suficientes para minimizar os efeitos, os impactos que deflagraram.
Levantamentos feitos no curso do ano passado já demonstravam que Ana Júlia estavam sendo mal avaliada. Em alguns grandes municípios do Pará, pelo menos 25% dos consultados em algumas consultas sobre a avaliação do governo petista não respondiam quando indagados sobre o pensavam da atual administração estadual.Isso já seria um mal indício para o governo Ana Júlia. Normalmente, quando isso acontece, é sinal de que a população se mantém, como se diz, na dela, à espera de que o tempo avance para que possa avaliar o governante com maior precisão. O tempo avançou, e a avaliação é a que se vê aí, nas pesquisas do Vox Populi.
Ser mulher, ser petista e ser nortistaA governadora Ana Júlia, quando confrontada com certas questões – ou com todas as questões – que se lhe oferecem, tem usado quase como um mantra a assertiva de que sofre as conseqüências de um triplo preconceito: por ser mulher, por ser petista e por ser da Região Norte. A última vez que a governador disse isso com todas as letras foi na entrevista divulgada pela Folha Online, na última segunda-feira.
Pode ser. Mas, se fatos, situações e circunstâncias forem sopesados na devida conta, a conclusão é de que a governadora já poderia começar a encontrar outra – ou outras – frases de efeito, capaz de amparar suas teses sobre preconceito, discriminação e coisas do gênero.Porque a verdade é que os fatos não dão razão à governadora para considerar-se a si mesma como alguém que enfrenta, todo dia e o dia todo, a condição humilhante de não conseguir desamarrar-se de estigmas que supostos machistas, antipetistas e antinortistas pretendem colar na imagem dela.
A vantagem nº 1: ser mulherAo contrário do que imagina, o fato de ser mulher é condição que credencia a governadora, que lhe é favorável, e não um motivo que dê margem a preconceitos. Afinal, ela é a primeira mulher a governar o Pará. Os paraenses não são preconceituosos, pois.
Disjunções políticas eventuais tendentes a menosprezar a condição de mulher da governadora não podem ser tomadas como indícios de atitudes preconceituosas que dominaram amplos segmentos. Devem ser tomadas, isto sim, apenas como grosserias e incivilidades episódicas protagonizadas por grosseiros e incivilizados que, infelizmente, povoam a vida pública. A esses, a governadora deveria simplesmente desprezar – porque são de fato desprezíveis -, e não acolher suas grosserias e incivilidades para tentar capitalizar politicamente a seu favor.
A vantagem nº 2: ser petistaO fato de ser petista também não pode representar desdouro contra a governadora. Porque o PT é um partido de projeção nacional e tem aprendido, sobretudo depois de eleger por duas vezes um presidente da República, que as aspirações de pureza ética devem ter contraponto as relações de poder, com toda a carga de impurezas que isso significa. Por conta disso é que o PT, neste particular, já avançou muito, ao relativizar situações que antes o partido tinha como inflexíveis e inegociáveis. Como é o caso, por exemplo, das concessões ao fisiologismo de aliados para poder governar.
A vantagem nº 3: ser nortistaE o fato de ser nortista e amazônida também não deveria pesar contra, mas a favor da governadora Ana Júlia. Porque ela, justamente por ser mulher e petista, poderia muito fazer valer essas duas condições para inaugurar procedimentos e condutas que, se não a tornassem uma estadista como seu vice, pelo menos lhe permitiriam almejar um papel de aglutinadora de forças políticas para mudar prática antigas, ultrapassadas e contrárias ao interesse da própria Região Norte.
A cabeleireira e a esteticista
Os desacertos que levam a governadora a amargar os baixíssimos índices de avaliação devem ser considerados com objetividade, ainda que, mesmo assim, dêem margem a explorações políticas.
Foi o caso, por exemplo, da nomeação logo no início do atual governo, da cabeleireira Manuella Figueiredo Barbosa e da esteticista Franciheli de Fátima Oliveira da Costa, escolhidas para funcionarem como assessoras especiais do gabinete da governadora. Qual a explicação para tal episódio? A explicação foi a de que as críticas a um ato administrativa destrambelhado, desastrado e inoportuno mal disfarçariam um preconceito (sempre ele), porque a governadora, como mulher, precisava apresentar-se com trajes e aparência dignos da relevância do cargo que ocupa, daí a necessidade de contar com o auxílio permanente de uma cabeleireira e de uma esteticista.
Por que não encontrar uma solução, digamos, mais racional para a satisfação dessa necessidade inerente à condição de mulher da governadora? Era preciso nomear as duas profissionais como assessoras especiais da Governadoria? É claro que não. E tanto é assim que as ambas as profissionais foram exoneradas, tão logo revelou-se a situação esdrúxula em que se encontravam. Se foram exoneradas, é porque o governo admitiu que houve um erro, e não preconceito, nas críticas que foram feitas.
O caso da adolescente de AbaetetubaEste é apenas um exemplo, talvez o mais emblemático, de que o discurso ganha asas e voa para bem distantes dos fatos, todas as vezes em que é difícil oferecer explicações e justificativas condizentes para certas situações que levantam clamor e indignação.
Foi o caso da adolescente presa com homens numa cela da cadeia de Abaetetuba, um escândalo com repercussões até mesmo fora do país. Também ali recorreram-se a dois discursos: o primeiro, mostrando que aquela barbaridade com a menor acontecera em decorrência do legado de governos anteriores, que deixaram um sistema prisional sucateado; o segundo, para ressaltar que as mesmas deficiências no setor carcerário do Pará repetem-se em outros Estados do País.
A cobrança de quem está no poderComo se viu, nem um argumento, nem outro foram suficientes o bastante para minimizar a certeza de que a governadora é a atual governante do Estado. Nessa condição, é justo que sejam cobradas medidas dela própria, como governadora atual do Pará, e não de governantes anteriores. Porque, se isso fosse razoável, então seria justo debitar até mesmo o congestionamento numa rua de Belém a erros que remontam a 1500, quando Cabral aportou no Brasil; ou que provêm de 1616, quando Francisco Caldeira Castro Branco desembarcou na área que depois seria o Forte do Presépio, em Belém.
Motivo de grande desgaste também tem sido a demora para a entrada em funcionamento do Hospital Regional do Oeste do Pará, em Santarém. E se não bastasse a demora, que por si só poderia demonstrar apenas inapetência administrativa, avolumam-se as suspeitas de irregularidades que motivaram o Ministério Público a ajuizar duas ações, uma de improbidade administrativa, e uma outra criminal - contra o ex-secretário de Saúde Halmélio Sobral, Roberto Cardoso Massoud, diretor Administrativo e Financeiro da Sespa, e Antonio Marcial Abud Ferreira, presidente da Comissão Permanente de Licitação da secretaria.
Por tudo isso, merecem atenção - muitíssima atenção - por parte do governo do Estado as aferições negativas sobre o desempenho do governo Ana Júlia. Até porque o tempo avança. E já se caminha para metade do mandato da governadora.
O tempo dos ajustes já acabou. Também já é passado o período propício para se alegar, como normalmente se alega, que o governo anterior deixou um cenário de terra arrasada. E não se discute aqui se deixou mesmo ou não.Discute-se, sim, que é tempo de começar a colher alguma coisa.Se a colheita demorar muito, o produto apodrece.

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