quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Juíza limita número de presos em Cucurunã e veda entrada de detentos de outros municípios

A juíza Betânia Figueiredo Pessoa concedeu parcialmente liminar em ação cívil pública movida pela Defensoria Pública contra a direção do Sistema Penal para determinar que " fica proibido o recebimento, por transferência, de detentos de outros Municípios no Centro de Recuperação Silvio Hll de Moura até julgamento da Ação sob pena de multa de R$ 10. 000,00 (dez mil reais) por cada detento recebido, sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal aplicável.
A juíza determinou, ainda, que o Sistema Penal, no prazo de 90 dias, regularize a lotação da penitenciária de Cucurunã mantendo somente o que é previsto naquela unidade, ou seja, 360 internos, "devendo fazer a remoção proporcional dos presos excedentes, ou seja: no mínimo, 1/3 do número de internos excedentes a cada 30 dias, até atingir a totalidade no prazo de 90 dias, sob pena de multa de R$ 10. 000,00 (dez mil reais) por dia de atraso.

TRE julga recursos até sábado

De acordo com a Resolução TSE nº 22.717/2008, todos os recursos sobre pedido de registro de candidatos devem estar julgados pelos tribunais regionais eleitorais - e as respectivas decisões publicadas - até o dia 6 de setembro de 2008.

Manchetes desta quarta-feira de O Estado do Tapajós

PERIGO RONDA PASSAGEIROS NO TERMINAL DA TIRADENTES

SANTARÉM É O 10º MUNICÍPIO EXPORTADOR PARAENSE

DESFILE ESCOLAR NA PRAINHA PEDE PAZ NO TRÂNSITO

REGISTRO DE ARMAS VAI ATÉ DEZEMBRO

PRESIDENTE DA CÂMARA CRITICA FALTA D'ÁGUA

CCZ DIZ QUE RECOLHE ANIMAIS DAS RUAS, MAS ACIDENTES SÃO COMUNS

OBRAS DE REFORMA DE MERCADOS MUNICIPAIS ESTÃO ATRASADAS

SIGNOS ASTRONÔMICOS NAS PEDRAS DA PRÉ-HISTÓRIA DO BAIXO-AMAZONAS

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Enem passará por mudanças

O ministro da Educação, Fernando Haddad, revelou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passará por reformulações em 2009 para permitir comparações do desempenho dos estudantes com relação à edição anterior da prova. “Esse instrumento permite um diagnóstico do ensino médio, mas ainda não podemos avaliar os resultados de um ano para o outro”, explicou Haddad em entrevista ao programa Painel RBS.
Alunos que fazem vestibular serão os maiores beneficiados pela mudança, já que grande parte dos processos seletivos das universidades permite apenas a utilização da nota do último Enem. Hoje, quem fez o exame em 2006 e quer prestar vestibular em 2008 não pode usar a pontuação do exame, o que poderá ser feito.

Lula decide afastar, temporariamente, cúpula da Abin

Após reunião com Garibaldi, na tarde desta segunda-feira (1º/09) o presidente Lula resolveu afastar não só o diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, como toda a cúpula do órgão. A Abin é acusada de ser a responsável por possíveis escutas ocorridas no STF(Supremo Tribunal Federal).
Uma dessas interceptações seria a publicada pela revista Veja na edição desta semana, onde Gilmar Mendes aparece em uma conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O presidente do STF Gilmar Mendes, já foi comunicado da decisão. O Palácio do Planalto, no entanto, não confirmou o afastamento.
Durante toda esta segunda-feira, Lula participou de várias reuniões com integrantes do governo. Entre eles o próprio presidente do STF, o vice-presidente do tribunal, Cezar Peluso, e o ministro Carlos Ayres Britto, que preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Hamad usa horário eleitoral para denunciar fraude

O candidato a prefeito pelo PTC Joaquim Hamad usou o horário eleitoral da televisão, ontem à noite, para denunicar que foi vítima de uma armação e que seu programa eleitoral exibido na última sexta-feira, dia 29, é uma fraude e que sua voz foi forjada pelos produtores do vídeo.
Há suspeita que a voz distorcida que aparece na narrativa do programa pirata seja de um conhecido músico fracassado e venal.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Falta mão-de-obra na construção civil na região

A expansão do mercado imobiliário e a execução de grandes obras trazem otimismo ao setor da construção civil em Santarém neste ano, mas, ao mesmo tempo, uma preocupação: a falta de mão-de-obra para suprir a demanda de construções.
De acordo com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Santarém, o déficit de trabalhadores no município aumentou depois que muitos profissionais resolveram viajar para cidades onde estão sendo instalados grandes empreendimentos e oferecendo maiores salários.
“É difícil aproximar o número de quantos trabalhadores viajaram para Juruti desde o ano passado. Com carteira assinada ou não eles foram embora, não quiseram mais ficar aqui. Grande parte procurou melhores condições de trabalho e mais dinheiro a fim de garantir maior comodidade para suas famílias”, relata o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil em Santarém, José Santana, lembrando que algumas construtoras de Santarém estão tendo dificuldades para compor quadro de funcionários, já que na cidade de Santarém estão sendo erguidas várias obras particulares.
“Para conseguir um pedreiro, carpinteiro de responsabilidade vai ser difícil daqui pra frente. O fim do ano está chegando e este é o período em que a procura por essa mão-de-obra aumenta e conseguir um profissional disponível para ergue obras vai ser jogo duro”, comentou Santana comemorando os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego que apontou crescimento do setor de Construção Civil, em especial de profissionais com carteira assinada. “A nossa expectativa é de crescimento maior da construção civil em função dos projetos e obras previstas para os próximos anos”, afirma José Santana, lembrando que o problema não é só com a mão-de-obra especializada, mas, faltam também profissionais como pedreiros, carpinteiros, eletricistas e encanador para suprir a demanda das construtoras”, explicou.
EMPRESAS - Já ouvir falar de situações em que as empresas mantêm 50 profissionais em atividade, o suficiente para tocar uma obra. Quando precisam de uma estrutura maior, acionam empresas terceirizadas para chegar a 200 operários”. Santana admite dificuldades para a contratação de alguns profissionais, como encarregado e mestre-de-obras.

Justiça convida sociedade para debater eleições limpas no dia 10

Alessandra Branches
Repórter


Seguindo a linha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Associação dos Magistrados do Brasil, a 20ª zona eleitoral designou para o próximo dia 10 de setembro, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) uma Audiência Pública, visando à divulgação da Campanha “Eleições Limpas”.
“O objetivo é mostrar para a população os problemas que ainda podem atingir o pleito de outubro, bem como a possibilidade de crimes eleitorais e prestar a toda a população os esclarecimentos que assim desejar”, esclareceu o juiz responsável pela 20ª Zona Eleitoral de Santarém, Gabriel de Araújo Veloso, convidando os eleitores para participar.
“Como é uma audiência pública ela está aberta a todos que queiram participar do ato, em especial as entidades civis organizadas, o Ministério Público eleitoral, a OAB e o Comitê Contra a Corrupção Eleitoral”.
Em vários pontos do Brasil, as audiências foram realizadas no dia 06 de agosto deste ano, mas devido à programação de atividades de outras varas pelas quais responde o mesmo juiz, o ato teve que ser adiado em Santarém para o dia 10 de setembro. “Como respondo pela Vara da Infância da Juventude e estávamos programando um evento que será realizado entre os dias 01 e 05 de setembro, designamos a Audiência Pública para o próximo dia 10. Será a primeira vez que um evento como esse é realizado na cidade”, destacou o juiz.

Respeito às leis
Observando os primeiros programas partidários apresentados na televisão e rádio, Veloso avalia o horário político de forma positiva. “Até o momento estou me surpreendendo com o horário político eleitoral que está dentro da normalidade. Não há ofensas entre os candidatos e espero que continue desse jeito até o final desta eleição. Por enquanto estou contente com a atual situação”, revelou destacando que por outro lado, na Propaganda Eleitoral, já foram registrados alguns abusos. “Felizmente detectamos o problema a tempo e eles estão sendo devidamente sanados, mas em princípio a situação de Santarém ainda é tranqüila, mas sob vigilância”, observou.
Quanto à presença das forças armadas, o juiz acredita que por enquanto não há necessidade de reforço. “Eu acho que hoje, não há essa necessidade. As maiores ocorrências são de candidatos que não tem respeito à lei e continuam inventando calendários, camisetas, tentando burlar a legislação, para isso, nós estamos sendo severos, pedindo até mesmo a cassação do registro desses candidatos que não obedecem á legislação eleitoral”, contou.
“Quanto a representações eleitorais com aplicações de multa nós já estamos chegando a 80. Eu espero que estes candidatos que burlaram a lei sejam julgados antes da eleição e que percam o registro de candidatura por que são merecedores, pela afronta a nossa legislação”, finalizou o juiz.

Saúde é prioridade para o eleitor de Santarém

Alessandra Branches
Repórter


Pesquisa realizada pelo Instituto Perspectiva, contratado pela Editora o Estado do Tapajós S/C Ltda, revela que dos setores que os eleitores gostariam que fossem priorizados pelo vencedor das eleições para prefeito de Santarém está a saúde.
Segundo a pesquisa , foi registrada sob o protocolo POP-002/2008 da 83ª Zona Eleitoral, tendo a margem de erro de 3,5% para mais ou para menos, 59,7% dos eleitores consideram a saúde como prioridade, seguida de educação com 33,4%. Foram consultados 500 eleitores no período de 21 a 22 de agosto.
A pesquisa aponta, ainda, que se as eleições fossem hoje o depuatdo Lira Maia seria o vencedor com 53% dos votos válidos( pesquisa estimulada), seguido da prefeita Maria do Carmo com 39%, Marcio Pinto em terceiro com 6% e Joaquim Hamad com 2%.

domingo, 31 de agosto de 2008

Bruno é multado em R$ 21 mil

O candidato a vereador Bruno Figueiredo(PDT), filho de Osmando "poucos votos'', foi multado em R$ 21 mil pelo juiz Gabriel Veloso por fazer propaganda eleitoral irregular. Da decisão cabe recurso.

STF exige que Lula explique grampo

Gilmar Mendes cobra do presidente resposta à denúncia de que autoridades tiveram conversas bisbilhotadas por escutas da Abin. Parlamentares também reagem. A agência determina a abertura de sindicância

Mirella D´Elia
Da equipe do Correio Braziliense

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, vai exigir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva providências para esclarecer grampos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na mais alta Corte de Justiça do país. Indignado após uma reportagem da revista Veja revelar que ele foi vítima de escuta ilegal, Mendes cancelou compromissos e, diante do escândalo, conclamou os demais ministros para discutir o assunto na reunião do conselho do STF. O encontro, a portas fechadas, será amanhã. M
endes classificou o episódio como um atentado à democracia. Para ele, o país vive um “quadro preocupante de crise institucional”. “Não se trata de uma ação pessoal, mas contra o presidente de um dos poderes da República. Parece ser a instauração de um estado policialesco no Brasil”, disse.
Segundo a reportagem, agentes da Abin grampearam uma conversa entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O diálogo foi gravado em 15 de julho, poucos dias após a polêmica suscitada pelos habeas corpus concedidos pelo presidente do STF, que mandou soltar duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha da Polícia Federal (PF). Alvo de violenta reação da polícia e do Ministério Público, Mendes agradecia a Torres por ter feito um pronunciamento, atacando o pedido de impeachment protocolado contra ele no Congresso. O presidente do STF confirmou o teor da conversa.
Ontem, a Abin determinou a abertura de sindicância para apurar o possível envolvimento de servidores nos grampos ilegais. A agência vai mandar um ofício ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, para acionar a Procuradoria-Geral da República e o Ministério da Justiça para a adoção de medidas investigatórias.
Mais vítimas
De acordo com o relato de Veja, outras autoridades também foram vítimas de escutas ilegais. Na lista, estão o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Tião Viana (PT-AC). Outras vítimas foram os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, além de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula. No STF, o ministro Marco Aurélio Mello também teve os telefones grampeados. “Isso é lastimável. Não dá para continuar presenciando, a cada dia, um novo escândalo”, declarou Mello.
No Supremo, o sentimento é de revolta. No Senado, Demóstenes Torres exigiu atuação imediata de Lula: “O presidente tem de provar que não é refém de um grupo de bandoleiros, renegados, bandidos e malfeitores hoje instalado no serviço de inteligência”, declarou. Garibaldi anunciou que vai procurar Gilmar Mendes para articular uma reação conjunta à ação dos arapongas. “O presidente Lula terá que tomar providências. Ele tem um papel decisivo no sentido de afastar qualquer possibilidade de que o seu núcleo de poder esteja patrocinando e incentivando isso”, cobrou o presidente do Senado.

Memória

Na CPI, diretor negou escutas

No ano passado, uma reportagem da revista Veja levantou suspeitas de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram alvos de escutas ilegais. A informação levou à instalação da CPI dos Grampos em agosto de 2007. Logo no início dos trabalhos, a comissão ouviu dezenas de pessoas e não conseguiu concluir que houve grampo contra autoridades da mais alta Corte judiciária brasileira. Patinando, a CPI iria encerrar melancolicamente os trabalhos no final de agosto, sem grandes revelações. Integrantes da comissão, principalmente da base aliada, contentavam-se em propor apenas alterações legislativas para aperfeiçoar as escutas telefônicas — diga-se, aquelas autorizadas pela Justiça. Os grampos ilegais continuariam à margem do processo.
Com a Operação Satiagraha, deflagrada em 8 de julho pela Polícia Federal, a comissão ganhou os holofotes da mídia, que nunca havia tido, e decidiu prorrogar suas investigações até o final de 2008. Deixou de ser uma CPI técnica, sem novidades, para tornar-se uma comissão com viés político. Antes da confirmação cabal de que o presidente do STF, Gilmar Mendes, foi alvo de grampo, o Supremo já havia levantado suspeitas de que o ministro tinha sido monitorado. Pela primeira vez, a suspeita do grampo ilegal pairou sobre a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na ocasião, Gilmar tratou o caso com ironia: “Vou chamar a polícia?”
Pressionado pelos oposicionistas e até pelos governistas, o diretor da agência, Paulo Lacerda, foi à CPI e negou qualquer envolvimento de arapongas no episódio. Lacerda confessou que a participação de agentes na Operação Satiagraha foi maior do que se sabia até então – um crime grave, pois o papel institucional da agência é fazer segurança nacional, e não investigar. Mas, mesmo assim, foi tratado a pão-de-ló pelos deputados da comissão. Agora, diante da confirmação de que o presidente do Supremo e um senador foram grampeados, a CPI pode voltar toda a sua carga para o assunto. E agora, Lacerda?

Fraude e sabotagem

Amanhã é a data programada para explodir uma bomba sobre uma fraude engendrada contra um candidato em Santarém. Há suspeita, também, de sabotagem.

Mais de 100 mil participam hoje do Enem

No Amazônia:

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mobilizará no Pará, hoje, 108,9 mil participantes, distribuídos em 247 pontos de 66 municípios. Belém concentra a maior parte, com provas distribuídas em escolas e universidades, tanto públicas quanto privadas. A maior concentração, com 2.825 alunos, será no colégio Universo, na rua Mundurucus.
Os locais de provas podem ser consultados no site www.enem.inep.gov.br ou pelo telefone 0800-616161. Os portões serão abertos com uma hora de antecedência e fechados às 12h55, segundo informa a organização.
A prova, com 63 questões de conhecimentos gerais e uma redação, terá cinco horas de duração. O conteúdo é o ministrado em todo o ensino médio, com questões que exigirão, segundo a organização, interpretação e raciocínio lógico, mais do que decoreba.
O gabarito será divulgado às 18h, pela internet.A pontuação varia de 0 a 100. As 63 questões da parte objetiva possuem o mesmo valor, sendo que a nota final do candidato corresponde à porcentagem de acertos alcançados. Uma nota 74,60, por exemplo, indica que o estudante acertou 47 das 63 questões.

Concurso sob suspeita

No R-70 de O Liberal, hoje:

Santarém
Um concurso público para contratação de pessoal da Prefeitura de Santarém caiu na boca do povo não pela oportunidade de emprego que promete abrir, mas pela suspeita de maracutaia na contratação da empresa encarregada de executar o certame. A beneficiada é a Cetap, que foi contratada sem licitação, sob a alegação de que é a única qualificada para executar o serviço. Bem, aí é jogar para escanteio a qualificação e a experiência da Fadesp e da Unama no município
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sábado, 30 de agosto de 2008

Mudar de operadora sem mudar de número custará R$ 4

BRASÍLIA (DF) - O usuário que quiser trocar de operadora de telefonia sem alterar o número terá que pagar uma taxa de R$ 4 à prestadora para a qual está mudando. O valor foi anunciado ontem pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, que explicou o funcionamento da portabilidade numérica.
O sistema começa a vigorar em oito regiões na próxima segunda-feira (1º). Sardenberg explicou que o custo da portabilidade é de R$ 4,90, mas a diferença de 90 centavos será absorvida pelas empresas.
O presidente disse também que as 12 operadoras que apresentaram mais problemas para efetivar a portabilidade assumiram o compromisso com a Anatel de elaborar medidas internas para casos de falhas técnicas. “Isso nos dá uma tranqüilidade maior e nos permite saber que existe um planejamento das empresas no caso de problemas.”
Inicialmente, a portabilidade numérica será implantada nas regiões com código 14 (SP), 17 (SP), 27 (ES), 37 (MG), 43 (PR), 62 (GO), 67 (MS) e 86 (PI). A previsão é que até março de 2009 o sistema esteja disponível em todo o país.
(Agência Brasil)

Júri condena agricultor a 15 anos de prisão

Eraldo Ombelino de Oliveira, agricultor, foi condenado ontem à noite por maioria de votos pela morte Renilson Carvalho. O Júri da 6ª Vara terminou às 21h00 e o réu recebeu a pena de 15 anos de reclusão em regime fechado.
O advogado Celso Furtado inovou ao usar recursos audiovisuais, com apresentação de imagens de satélite para explicar onde e como ocorreu o crime, mas os jurados acataram a tese do Ministério Público e condenaram o réu pelo Homicídio Duplamente Qualificado. A sentença foi dada pelo juiz Alessandro Ozanan.
O próximo júri será dia 05 de setembro.

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós

Saúde é a principal deficiência de Santarém, diz pesquisa

Lira Maia tem vantagem de 14% sobre Maria

Faltam operários na construção civil

Safra agrícola em Santarém terá redução

Ex-garimpeiros diz que na Amazõnia não só tem baiano

Bancos vão abrir as 10 horas a partir do dia 22 de setembro

Somente alunos concluintes poderão fazer o PSS

Sindicato dos Policiais recorre contra “Lei da Mordaça”

No Amazônia:

O Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) ingressou, ontem à tarde, com um mandato de segurança contra a 'Lei da Mordaça' na 2ª Vara de Fazenda da Capital, imposta pelo Departamento de Polícia do Interior aos delegados, escrivães, investigadores e qualquer membro da Policia Civil do interior do Estado. A lei proíbe que esses funcionários públicos repassem aos jornalistas informações sobre crimes ocorridos em seus municípios.
Para Raimundo Rivas, presidente do Sindpol, 'essa lei é objeto de intimidação a todos os segmentos da Polícia Civil, tanto da capital, quanto do interior, devido à sua repercussão dentro da instituição policial'. Marco Antonio Lobato Castelo Branco é o juiz que decidirá o caso.
Rivas acredita que a 'Lei da Mordaça' serve de pretexto para camuflar os problemas existentes nas delegacias dointerior: 'Viajei por vários municípios e percebi a precariedade vivida pelos delegados e seu pessoal. Um delegado fica sobrecarregado ao ter que responder por mais de um município. Essa lei só serve para ser repassado o que convém a eles'.
O Sindpol diz os policiais realizam trabalho de interesse público, inclusive esclarecendo a população sobre o trabalho da polícia em determinada área de risco, orientando a população de certa localidade a tomarem precauções quando estiverem em um local considerado perigoso. A decisão do juiz ainda não tem data para sair, enquanto isso a 'lei' continua em vigor e a dificuldade para se obter informações do interior cresce ainda mais.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Campanha esquenta na periferia de Santarém

Ontem, no final da tarde, no bairro Santo André, a candidata Maria do Carmo enfrentou protestos de mulheres revoltadas com o abanono das ruas e a falta de água.
No local, um homem embriagado tentou se aproximar da prefeita, mas foi repelido por seguranças.

Horário de verão começa no dia 19 de outubro

O Ministério de Minas e Energia informou ontem que a edição 2008/2009 do horário de verão vai começar à zero hora do dia 19 de outubro e terminará à zero hora do dia 15 de fevereiro do ano que vem.
Durante esse período, os relógios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão permanecer adiantados em uma hora.
A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico é de que o horário de verão leve a uma redução do consumo de energia de 4% a 5% no chamado horário de pico (entre o fim da tarde e início da noite). Isso representa uma economia de cerca de 2.000 MW.
Nas eleições de 2006, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio de Mello, pediu em agosto à Casa Civil que o início do horário de verão daquele ano não coincidisse com o dia das eleições.
O ministro de Minas e Energia da época, Silas Rondeau, esclareceu no início de outubro de 2006 que o início do horário de verão daquele ano estava previsto para o dia 5 de novembro. Portanto, depois do 2° turno das eleições presidenciais, marcada para o dia 29 de outubro.
O ministério de Minas e Energia informou ao G1 que o TSE não fez pedido algum este ano, e por isso o horário de verão terá início entre o 1°e o 2° turno das eleições de 2008.
(Fonte: G1)
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Nota da redação: Santarém não obedecerá ao horário de verão, mas bancos e programas de tele-visão serão adiantados em uma hora.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Finalmente

A partir do dia 22 de setembro, todas as agências bancárias da cidade vão atender os clientes no horário de 10 às 15 horas, finalmente se adequando ao novo fuso-horário e, principalmente, atendendo às necessidades dos clientes, especialmente a classe empresarial do município.

Niver

Para comemorar o aniversário do WWF-Brasil, a instituição planejou uma série de ações que não só celebram seus 12 anos de trabalho, como contribuem ainda mais para a conscientização e o envolvimento de todos na conservação do meio ambiente. Todas as atividades estarão reunidas no www.wwf.org.br, que vai estar de 'cara' nova e servirá como plataforma de informação para a semana.

Dedicação exclusiva e concurso

A gratificação por dedicação exclusiva será reintegrada aos vencimentos dos defensores públicos. notícia animou a categoria, que voltará a receber a remuneração retirada em governos anteriores. No ano passado, o governo do Estado já havia acrescentado 35% à gratificação.

O Governo do Estado anunciou ainda a autorização do edital para concurso público visando o preenchimento de 25 vagas de defensores públicos, e assim aproximar o quadro ao número ideal para o atendimento, que é 245.

Senado mantém taxa de 6,25% ao ano para dívida agrícola

Aprovado no Senado Federal da Medida Provisória que renegocia R$ 75 bilhões das dívidas dos produtores rurais. Os senadores mantiveram as mesmas alterações promovidas pelos deputados durante a votação na Câmara.

Para Valdir Colatto, o Senado foi sensível ao manter emenda de sua autoria que substitui a Taxa Selic, de 13% ao ano, pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), de 6.25% anuais, como indexador para o pagamento da dívida ativa com a União.

A MP segue agora para sanção presidencial.

Pará concentra 80% dos casos de malária.

No Amazônia:

Os municípios paraenses de Pacajá, Itaituba, Jacareacanga, Goainésia, Anajás, Novo Repartimento, Novo Progresso e Cachoeira do Piriá concentram 80% dos casos de malária no Brasil. Os dados foram apresnetados durante reunião de avaliação do Programa Nacional de Controle de Malária, encerrado ontem em Belém.Apesar do número alto, o secretário estadual de Saúde em exercício, Walter Amoras, disse que a doença está sob controle e a demanda está caindo no Estado.
O coordenador nacional do Programa de combate a doença, José Lázaro Brito Ladislau, lembrou que metade dos casos registrados no Brasil está concentrada nos municípios de Pacajá, Itaituba, Jacareacanga, Goianésia e Anajás. Ele admitiu que os dados revelam falhas no controle da doença. 'Num programa como o do controle e combate da malária, não faltam recursos pessoais e nem materiais. Por isso, não se pode permitir falhas', avaliou.
O relatório final da reunião realizada em Belém, será produzido hoje por técnicos da Secretaria Estadual de Saúde do Pará (Sespa). Não se sabe, no entanto, quando será enviado ao Ministério da Saúde.
Apesar de o Pará liderar os números da doença no País, José Lázaro garantiu que os registros dos casos de mortes por malária na Amazônia caíram de 1.009, em 2000, para 14 casos, em 2007. 'Agora, em 2008, a meta é diminuir mais ainda', revelou.
Números da Sespa mostram que no primeiro semestre de 2007, foram registrados 35 mil casos da doença. De janeiro a junho deste ano, os registros somam 29,5 mil, o que significa uma redução de 17%.Críticas - José Ladislau criticou a Sespa, pois o Pará foi o Estado que menos aderiu ao Programa. 'Ainda falta um envolvimento maior entre os gerentes de saúde. A Sespa precisa promover uma maior fiscalização no controle da doença, que envolve diagnóstico e acompanhamento e assumir o compromisso de incluir o programa de controle de malária de forma eficaz', avaliou.
A reunião de avaliação do Programa de Controle de Malária, promovida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Sespa e a Secretaria de Saúde do Município (Sesma), teve como objetivo de avaliar os casos de malária da região amazônica e estruturar novas ações de combate a doença. A reunião contou com a presença de 70 pessoas.

Pará Rural discute estratégias de desenvolvimento em Almeirim

Técnicos do Pará Rural debateram a linha de financiamento do Pará Rural com 126 famílias de produtores rurais com o objetivo de incrementar a produção agrícola e fortalecer a agroindústria por meio da elaboração de Projeto de Investimentos Produtivos – PIP. As reuniões ocorreram no período de 18 a 22 de agosto nas comunidades da Vila do Braço e Água Azul - Distrito de Monte Dourado, município de Almeirim, Região de Integração do Baixo Amazonas. Houve ainda visitas técnicas a Fundação Orsa, Emater, Adepará, STTR, movimentos sociais e lideranças políticas da região.
Representantes de 104 familias de agricultores da Associação Vila Verde da comunidade Vila do Braço debateram o Programa Pará Rural e as estratégias de desenvolvimento sustentável por meio da linha de financiamento do Programa para projetos de investimentos produtivos – PIP para o incremento de hortas comunitárias, olericultura, piscicultura, fruticultura e avicultura na região. Os agricultores familiares cultivam dezenas de culturas alimentares a maioria para subsistência própria, como: Cacau, Açaí, Cupuaçu, Banana, Melancia.
Grande parte da produção agrícola se deteriora por falta regular de energia, fornecida de forma precária por gerador próprio mantido pela comunidade. Uma pequena parcela da produção agrícola é comercializada em Monte Dourado a 35 km da Vila do Braço, escoada por estrada aberta pela comunidade, até o Distrito de Monte Dourado, onde está localizada a sede do projeto Jarí.
Água Azul – Lideranças da comunidade Água Azul representando 22 famílias de produtores rurais discutiram estratégias de financiamento por meio do Programa Pará Rural para fortalecer a agricultura familiar tendo como base o plantio de culturas alimentares e a implantação do Manejo Florestal não madeireiro, para culturas como o açaí nativo, patauá além da Castanha-do-Pará que já é extraída e beneficiada na região e na comunidade de Água Azul, distante 75 km do distrito de Monte Dourado.
Organizados em Cooperativas Agrícolas as comunidades de Água Azul, São Miguel e Nova Vida, os produtores rurais reivindicam projetos de investimentos produtivos para o financiamento de maquinários para fruticultura para fortalecer a agroindústria e beneficiar dezenas de outras comunidades no Vale do Jarí.
(Fonte: Agência Pará)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Lira Maia lidera pesquisa eleitoral em Santarém

Alesandra Branches
repórter


Pesquisa realizada pelo Instituto Perspectiva pesquisa, contratado pela Editora o Estado do Tapajós S/C Ltda. aponta que, se as eleições para prefeito de Santarém fossem hoje o deputado federal Lira Maia, candidato da Coligação do Povo, venceria a disputa com 53% dos votos válidos pela pesquisa estimulada, isto é, excetuando-se os brancos, nulos e indecisos. A candidata da Coligação A Mudança Vai Avançar, a prefeita Maria do Carmo Martins, ficaria em segundo com 39%. Márcio Pinto, candidato do Psol teria 6% dos votos e Joaquim Hamad, do PTC, ficaria em quarto lugar com 2%.
A pesquisa estimulada, considerando os indecisos, brancos e nulos, que somam 14.2%, apontou o seguinte resultado: Lira Maia 45.2%, Maria do Carmo 33.9% e, Márcio Pinto 5.3% e Joaquim Hammad 1.4%. A pesquisa foi registrada sob o protocolo POP-002/2008 da 83ª Zona Eleitoral, tendo a margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. Foram consultados 500 eleitores no período de 21 a 22 de agosto.
Em comparação à primeira pesquisa Perspectiva, publicada por O Estado do Tapajós na edição de 16 de julho, na modalidade estimulada, considerando-se apenas os votos válidos, Lira Maia tinha 54.2%, Maria 38.8%, Márcio Pinto 4.6% e Joaquim Hamad 2.3%. Como a margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos, não houve variação dos resultados de uma pesquisa para outra fora da margem de erro.
A metodologia utilizada foi quantitativa aleatória-estratificada domiciliar por cotas de sexo e idade, dentro de uma abordagem descritiva em forma de entrevistas domiciliares in loco, realizadas através de questionário, contendo os questionamentos que nos levam ao objetivo especificado. O universo pesquisado abrangeu o Município de Santarém. A amostra foi de 500 entrevistas, a qual foram distribuídas pelos bairros que compõem a área urbana de Santarém e zonas do planalto e várzea.

MEC fecha 54% das vagas de direito, inclusive em Santarém

Do Espaço Aberto:

Nos últimos 11 meses, o Ministério da Educação (MEC) fechou 54% das vagas ofertadas no curso de direito em todo o país. Ao todo, foram cortadas 24.380 vagas, das 45.042 oferecidas. Em Santarém, foram cortadas 30 vagas das Faculdades Integradas do Tapajós (FIT).
A diminuição do número de estudantes nas graduações é resultado do processo de supervisão das faculdades. Segundo o ministério, a redução de vagas implica a diminuição do número de estudantes por professor – o que levaria a uma melhor qualidade do ensino. No total, 81 cursos de direito foram avaliados por uma comissão do MEC.
Além da diminuição do número de alunos, as instituições de ensino tiveram de promover melhorias como qualificar o corpo docente, modificar o projeto pedagógico ou a grade curricular. As mudanças variaram caso a caso.
Leia aqui a matéria completa

Aviso aos leitores e assinantes de O Estado do Tapajós

A edição de quarta-feira circulará no período da tarde pelos motivos já explicados neste site.

Essa Celpa é de morte

Por falta de energia em seu parque gráfico a edição desta quarta-feira de O Estado do Tapajós está atrasada.
A previsão é que até o final da manhã o jornal já esteja em circulação.

Sem dinheiro, Marinha tem 44% da frota paralisada

Do Blog do Josias:

De 25 navios, só operam 14 –ainda assim, ‘com restrições’
Sem investimento, prevê-se que o colapso chega em 2025

Relatório oficial da Marinha revela: a força naval brasileira está em petição de miséria.
O documento chama-se “Situação da Marinha - Necessidades Orçamentárias”.
Foi repassado, há um mês e meio, a líderes partidários do Congresso.
Com o gesto, o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Mora Neto, tenta obter do Legislativo um reforço do orçamento da armada.
Obtido pela equipe do jornal “O Povo”, o relatório da Marinha contém um quadro chamado "Situação atual dos meios da esquadra brasileira".
Revela o seguinte:
1. Navios: A Marinha brasileira dispõe de 25 navios. Desse total, 11 encontram-se no estaleiro, “imobilizados”.
Apenas 14 estão operando. Ainda assim, anota o texto da Marinha, "com restrições".
2. Aviões: São 23 os aviões da Marinha. São aeronaves do tipo A-4. nada menos que 22 estão retidos no solo, sem condições de voar. Só um avião funciona.
3.
Helicópteros: dos 68 helicópteros da Marinha, apenas 15 funcionam. “Com restrições”, ressalva o texto. Os outros 53 encontram-se danificados, sem condições de vôo.
4. Submarinos: A Marinha dispõe de cinco. Três operam “com restrições”. Dois não têm condições de uso –nem para patrulha nem para atividades de pesquisa.
A Marinha faz em seu relatório um vaticínio de timbre alarmista.
Afirma que, sem investimentos urgentes, o poder naval do Brasil, já combalido, será inexistente no ano de 2025. Diz o texto:
"Vale lembrar que a perda de credibilidade da capacidade dissuasória nacional tende a fragilizar a política externa brasileira em todos os foros de atuação e decisão".
No Orçamento da União de 2008, destinou-se à rubrica PRM (Plano de Recuperação da Marinha) a cifra de R$ 2,6 bilhões.
Porém, a Fazenda reteve R$ 455 milhões. O relatório da Marinha faz as contas:
"Recebemos do Executivo somente R$ 2,135 bilhões. Com as emendas [de parlamentares], alcançamos o valor de R$ 2,177 bilhões...”
“...Todavia, com o fim da CPMF ficou em R$ 1,976 bilhões. Posteriormente, com a edição do Decreto de Programação Orçamentária e Financeira...”
“...Recebemos apenas R$ 1,516 bilhões. Em virtude de Emendas Parlamentares, o valor foi ampliado para R$ 1,521 bilhões."
Em 2009, a Marinha estima que, para conseguir se manter minimamente, precisará de pelo menos R$ 2,8 bilhões.
Dinheiro a ser usado “na manutenção e operação das forças navais, aeronavais e de fuzileiros”, além do adestramento de pessoal.
A chiadeira da Marinha vem à tona num instante em que o governo se prepara para anunciar, em 7 de setembro, o seu Plano Nacional de Defesa.

Prefeito de Curuá é denunciado por fraude

A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) denunciou o prefeito de Curuá, a 70 km de Santarém, por desvio de verbas públicas. José Antônio Fausto da Silva é acusado de fraudar a execução de um convênio com o Ministério dos Transportes assinado em 2001.
A prefeitura de Curuá recebeu R$ 100 mil para executar obras portuárias no município.
Mas o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que, até 2003, só havia um flutuante com cinco bóias metálicas e rampa de madeira no local onde, segundo o procurador regional da República, Juliano Baiocchi, deveriam haver “obras estruturais bem mais complexas”.
Além disso, a prestação de contas do município aponta datas consecutivas para a conclusão da licitação e a finalização da obra. O procurador explica que o esquema “denota fraude licitatória”.
O procurador Juliano Baiocchi também solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar a participação da Construtora Nossa Senhora da Conceição na fraude. A empresa foi contratada para executar as obras portuárias em Curuá. Caso se verifique a responsabilidade da construtora no esquema, seus sócios também serão denunciados ao Tribunal. ( Com informações do Diário do Pará)

Segunda pesquisa eleitoral em Santarém é divulgada hoje

O jornal O Estado do Tapajós, cuja edição vai às bancas no final da manhã de hoje, divulga o resultado da segunda pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Perspectiva nos dias 21 e 22 de agosto.
De acordo com os resultados apurados, se considerados os votos válidos na pesquisa estimulada, o candidato da Coligação do Povo Lira Maia venceria a eleição hoje com 53% dos votos. A candidata da coligação A Mudança Vai Avançar Maria do Carmo teria 39% dos votos, Márcio Pinto(Psol) teria 6% e Joaquim Hamad(PTC) teria 2% dos votos.
A pesquisa foi registrada sob o protocolo PO-002/2008, tem margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. Foram realizadas 500 entrevistas na zona urbana e na zona rual.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Anvisa proibe comercialização de medicamentos por falta de registro

Agência Brasil

BRASÍLIA (DF) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, distribuição e comercialização do produto Newtox® (Botulinum Toxin Type A for Therapy) por não ter registro. Além disso, de acordo com a Resolução n.º 3040, publicada na edição de hoje (25) do Diário Oficial da União, a fabricação e a origem da substância não são informadas na rótulo. A medida é de interesse sanitário.
Fica proibida também a distribuição, comércio e uso, em todo o território nacional, de todos os medicamentos fabricados pela empresa Poly Flora Produtos Naturais Ltda. De acordo com a Resolução n.º 3041, a empresa, localizada em Cachoeiro do Itapemirim (ES), não tem registro nem autorização de funcionamento para tal atividade.
Ainda nesta edição do Diário Oficial, com a Resolução n.º 3039, a Anvisa, suspendeu a importação, distribuição, comércio e uso dos medicamentos importados pela empresa Claris Produtos do Brasil Ltda, com sede em Indianápolis (SP), por não atender às exigências regulamentares da agência.

MEC recebe dados do Censo Escolar até 20 de setembro

Diário do Pará:

BELÉM (PA) - O prazo para o repasse das informações do Censo Escolar 2008 para o Ministério da Educação (MEC) encerra no dia 20 de setembro. O Censo contém dados sobre a situação do estudante paraense. “Toda e qualquer escola tem que informar os dados sobre as turmas, alunos, docentes em sala de aula e auxiliares de docentes da pré-escola através do sistema”, explica a coordenadora estadual do Censo Escolar, Ana Maria Matos.
O sistema ao qual a coordenadora refere-se, o Educacenso, passou a ser online desde o ano passado e as informações a serem enviadas são aquelas que constam na escola até o Dia Nacional do Censo Escolar, que este ano aconteceu em 28 de maio, data utilizada como referência para os dados.
As escolas públicas não podem ficar de fora, uma vez que os benefícios federais que a escola tem direito, como recursos da merenda escolar, livros didáticos e todos os programas federais, são liberados de acordo com a informação de matrícula constante no Educacenso do ano anterior. “A escola que deixar de informar será prejudicada no ano seguinte”, orienta Ana Maria.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Carta sobre atraso em Juruti

Carta enviada a Lúcio Flávio Pinto sobre o post "Desencontro em Juruti".

Acabo de reler no papel seu artigo sobre o desencontro em Juruti, que já havia lido em versão eletrônica logo que o Jornal Pessoal circulou. Gostaria de agradecer pelo equilíbrio com que você analisou o episódio, que se pretendia de diálogo e harmonização, mas infelizmente se transfigurou no oposto.
Realmente chegamos atrasados, pois não havia como os mais altos representantes dos acionistas da empresa, que investem uma enorme quantidade de seus recursos em Juruti, virem de Nova York, via Manaus e Santarém, e sequer visitarem por alguns minutos a obra que esses recursos estão viabilizando.
Desdobramo-nos em pedir desculpas e pleiteamos que o encontro se realizasse, pelas palavras emocionadas de Klaus Kleinfeld e Franklin Feder, as principais lideranças da empresa no mundo e na América Latina e Caribe. Foi em vão. Lamentavelmente, perdeu-se uma valiosa oportunidade de diálogo entre comunitários de Juruti e o mais alto escalão da Alcoa.
Felizmente, porém, esse diálogo continua e se fortalece em outros fóruns e ocasiões, notadamente no Conselho Juruti Sustentável, que reúne o poder público, empresas e organizações da sociedade civil, para, em conjunto, como diz seu artigo, “escrever uma história melhor do que a que está em curso” para os jurutienses e o Oeste do Pará.

Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa para América Latina e Caribe

Carreata

O aviso do comitê dos Democratas aos sindicatos dos taxistas e mototaxistas para que os associados a essas entidades não participem da carreata de amanhã não foi um veto a esses profisisionais, mas um alerta para que não ocorra desrespeito à legislação eleitoral que proíbe a participação de permissionários de serviços públicos em eventos político-eleitorais.
O comitê esclarece que o apoio indivudual desses profissionais é muito importante à campanha dos Democratas a prefeitura de Santarém e que o candidato Lira Maia tem o maior apreço por essas duas categorias.

Diploma de jornalista: estigma da condenação

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

Quem é contra a exigência do diploma do curso superior de comunicação social para o exercício do jornalismo faz o jogo dos patrões. Esta é a sentença da Federação Nacional dos Jornalistas, anunciada pelo seu presidente, Sérgio Murillo de Andrade, durante o 6º congresso dos jornalistas paraenses, em Belém, no mês passado. Ele foi inclemente e implacável, sem qualquer possibilidade de atenuação ou exceção na condenação. Como eu estava na mesma mesa, a mais lotada de todas durante o evento (em todas as demais houve um único expositor e poucos debatedores) e sou contra essa regra, protestei.
Fui presidente do sindicato dos jornalistas do Pará exatamente há 30 anos, em 1978. Nossa equipe assumiu suas funções com dois compromissos de campanha, que nos deram a vitória por larga margem de votos. Um deles era elevar o padrão de salário e de condições de trabalho, que eram ruins. Conseguimos, graças à proposta de dissídio coletivo que apresentamos, o primeiro da história do sindicato.
Os juízes do Tribunal Regional do Trabalho foram surpreendidos (e os donos das empresas jornalísticas também) com o estudo que fundamentou nossas reivindicações, exercício em causa própria do jornalismo que fazíamos pela causa coletiva. Demonstrávamos, com base na análise dos balanços das empresas, que elas podiam dar um reajuste muito acima do que estavam querendo e muito além do índice da inflação. Não só para compensar as perdas anteriores como também porque tinham disponibilidades financeiras para tanto, ao contrário do que alegavam.
Ganhamos: um aumento excepcional, salário profissional, delegado sindical e outras conquistas inéditas. Elas foram canceladas depois em Brasília pelo TST, sob forte pressão corporativa dos patrões, mas as empresas acabaram cedendo conquistas trabalhistas expressivas, como jamais voltaria a se repetir.
Outro compromisso era com a representatividade da categoria. Excluímos todos aqueles associados que nunca tiveram ou que deixaram de ter relação de trabalho em empresas jornalísticas ou afins. Durante certo tempo muitos se proclamaram jornalistas para usufruir odiosas vantagens concedidas pelo governo à categoria (justamente para seduzi-la): isenção do imposto de renda, desconto de 50% nas passagens aéreas e financiamento integral da casa própria. O resultado é que o sindicato estava artificialmente inchado: muitos associados e poucos jornalistas.
Como conseguir aprovar a instauração de dissídio coletivo para mudar as desfavoráveis condições de trabalho dos jornalistas com uma quantidade enorme de associados ligados aos donos das empresas ou sensíveis à sua conclamação? Eles não dariam o quorum necessário para a deliberação. O que fizemos então? Cumprimos a lei: promovemos um recadastramento, abrindo largo prazo para os interessados. Os associados que quisessem continuar sindicalizados deviam comparecer pessoalmente à secretaria do sindicato e demonstrar que ainda exerciam a profissão.
Logo começou uma campanha contra nós, através da coluna Repórter 70, de O Liberal. Nela fomos acusados de cassar velhos jornalistas, cometendo uma iniqüidade, como os militares vitoriosos fizeram a partir de 1964. Todos, porém, tiveram amplo direito de defesa. Seus direitos seriam preservados se os comprovassem. Como? Levando suas carteiras profissionais atualizadas. Dissemos isso em resposta aos venenos destilados pela coluna, que se recusou a publicar nossa carta de esclarecimentos. Prática contumaz na casa até hoje.
Com jornalistas que trabalhavam nas redações, o sindicato conseguiu aprovar o dissídio, mas não foi apenas para isso que combatemos os quintas-colunas. Admitidos como colaboradores ou recebendo carteirinhas graciosas, eles faziam o jogo dos patrões. Podiam aparecer nas redações para cumprir tarefas dos profissionais se estes cometessem o despautério de fazer greve, esvaziando assim o movimento. Também emprestavam seus nomes para matérias encomendadas pela direção. Formavam um exército de reserva de mão-de-obra. Por isso mesmo, uma de nossas campanhas era para restringir ao máximo a figura do colaborador, que só devia ter participação eventual e em função de um notório saber em alguma matéria ou especialidade.
Nunca reivindicamos – e sequer passou pela nossa cabeça a idéia – atribuir ao diploma do curso de comunicação social exclusividade na admissão à profissão de jornalista. Estávamos plenamente conscientes de que uma das grandes deficiências desse profissional era não se reciclar, ler pouco, não adotar métodos de análise e interpretação com base científica e ser um tanto refratário à admissão dos seus erros. Uma passada pela Universidade lhe seria valiosa, indispensável, em qualquer curso da área de humanidades.
O monopólio do curso superior de comunicação bloquearia uma importante vertente de formação de jornalistas, que chegam espontaneamente às redações ou têm idiossincrasia com o ensino convencional, movendo-se à base de vocação. Queríamos que as empresas fossem obrigadas a incentivar e promover a reciclagem dos seus profissionais.
A inédita obrigatoriedade do curso de comunicação social, estabelecida pelo governo militar através de decreto-lei, em maio de 1969, é um produto coerente com o AI-5, de cinco meses antes. O autoritarismo que ceifou o que restava de liberdade no país impôs uma via única para a formação de jornalistas, circunscrita a um curso que apresentava um viés de exotismo em sua origem (basta lembrar a “comunicóloga da PUC”, personagem criada por Jô Soares na televisão). Não só para padronizar e manter sob controle a formação dos novos profissionais como para interromper o fluxo natural de talentos, que garantiu a alta qualidade do jornalismo na república de 1946. Mesmo que fosse para exigir nível superior de formação, evitando rebaixar o salário profissional, por que não incluir todos os cursos universitários?
No debate no congresso dos jornalistas, Sérgio Murillo tentou refazer a história alegando que em 1962 houve um projeto nesse sentido, o que dissociaria a regulamentação da profissão do pior regime político da história brasileira, o da Junta Militar, que assumiu o poder quando o marechal Costa e Silva adoeceu. Intenção é uma coisa, realidade é outra. Foram rejeitadas todas as tentativas de inovar em relação à tradição da imprensa ocidental, que não inclui o critério adotado no Brasil, único a estabelecer a condição vigente.
Só a junta dos três ministros militares, que usurpou a presidência da república, consumou a violência, não por acaso perpetrada através da anomalia do decreto-lei. Também não por coincidência, o jornalismo é das raras profissões regulamentadas dessa forma, em capítulo especial no âmbito da Consolidação das Leis do Trabalho.
Quando nossas divergências começaram a esquentar o ambiente do debate, Sérgio Murillo saiu-se com mais uma estocada. Disse que eu estava ali, criticando o sindicato dos jornalistas do Pará, mas só estava ali porque esse mesmo sindicato me convidara para o encontro, deixando-me falar. Eu não tivera o mesmo tratamento por parte da ANJ.
A Associação Nacional de Jornais – lembrou o presidente da Fenaj – se recusou a incluir a agressão que sofri, cometida por Ronaldo Maiorana, como um caso de violação à liberdade de imprensa, no site dedicado ao tema, em conjunto com a Unesco, órgão da ONU para educação e cultura. O que acontecera comigo fora simples rixa familiar, como as que marcaram a vida em Exu, no sertão nordestino, modelo desse tipo de refrega.
De fato, essa posição, endossada pela OAB do Pará e mantida até hoje pela instituição, que conservou o agressor no comando da comissão dedicada à liberdade de imprensa, constitui um exemplo vil da parcialidade dessas organizações. Elas não conseguem superar seus antolhos corporativos e seus interesses comerciais. Mas a ANJ é uma entidade patronal. Ela está disposta a violar suas declarações de intenções para fazer o jogo do seu associado, o grupo Liberal. Já o sindicato exerce representação dos trabalhadores em particular e da sociedade em geral, quando se trata de exercer a defesa da liberdade de expressão, sem a qual não existe jornalismo de verdade (nos gulags, só há o jornal oficial).
No meu caso, houve uma combinação de aberrações. A entidade patronal atirou ao lixo a defesa de um princípio e a organização trabalhista foi incapaz de ir além de um corporativismo estreito, a fonte de intolerâncias, autoritarismos e tiranias, mesmo quando adotados a pretexto de servir à história. História, aliás, que esses campeões da causa deturpam e manipulam, alegando que todos os meios se legitimam pelo fim pretendido. O que, na maioria das vezes, acaba por resultar no fim da própria história.

Inflação mais alta afeta o nível de consumo de 80% das famílias, aponta FGV

Da Folha News

A inflação está afetando o nível de consumo de cerca de 80% das famílias brasileiras, de acordo com levantamento especial feito pela Sondagem de Expectativas do Consumidor de agosto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre as famílias com renda menor, a mudança do ritmo de consumo chega a quase 88% dos entrevistados.
Entre os entrevistados, 44,5% admitiram que estão trocando produtos e serviços por outros mais baratos; outros 35,4% afirmaram que estão procurando diminuir gastos de consumo por cautela, em função do cenário inflacionário; e 20,1% disseram que continuam comprando as mesmas coisas, e mantendo o padrão de consumo.
Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 51% declararam que estão procurando produtos e serviços mais baratos; 36,8% estão procurando diminuir gastos, e apenas 12,2% continuam com o mesmo padrão de consumo.
Alta renda
Já entre os consumidores com renda familiar superior a R$ 9.600, 27,6% disseram não ter alterado o nível de consumo; 36,5% admitiram que estão tentando diminuir os gastos por cautela, e 35,9% afirmaram estar procurando substituir produtos e serviços por outros mais baratos.
Os gastos com alimentação são a principal influência no orçamento de 61,6% dos entrevistados pela FGV. Os custos das tarifas públicas (energia, água, telefonia) foram destacados por 22,9% das pessoas ouvidas, e 10,3% apontaram os gastos com serviços em geral como o de maior impacto em seus orçamentos.Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 66,8% destacaram os custos da alimentação. Já os gastos com tarifas públicas foram os mais impactantes em 14,3% das famílias dessa faixa de renda.
Nas famílias com renda mais elevada (acima de R$ 9.600), a alimentação tem a maior influência no orçamento de 54,7% dos entrevistados, mas os gastos com tarifas públicas tiveram mais destaque no orçamento de 31,2% dos consultados.

Post retirado por determinação da justiça eleitoral

O Post "Maria se faz de vítima e critica 'perseguição' de setores da imprensa no horário eleitoral em Santarém", publicado em 21/08/2008, às 7h28, foi retirado do ar nesta data e horário.

Polícia divulga novas regras para uso de algemas

No Amazônia:

A Corregedoria da Polícia Civil do Pará oficializou à instituição as novas regras para a utilização de algemas em acusados. Segundo as diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF), desde o último dia 20 os policiais só poderão algemar os acusados quando eles oferecerem risco real à integridade física de terceiros. Após a imobilização do acusado se utilizando de algemas, o policial terá que preencher um relatório explicando a atitude.
A decisão foi informada a partir de uma reunião entre a Corregedoria, o delegado geral da Polícia Civil, Justiniano Alves Júnior, e membros da PC. Segundo a assessoria de imprensa da polícia, quem avaliará a necessidade do uso de algema será o policial, no entanto, a Corregedoria promete ser rigorosa com os abusos. Toda a autuação feita com a necessidade de algema será descrita em relatório pelo policial, e mês a mês, para a Corregedoria.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, além de estar de acordo com as determinações do STF, a Polícia Civil do Pará quer também evitar processos judiciais contra os policiais e o órgão.
A decisão do STF foi polêmica desde as suas primeiras discussões. No início deste mês, quando o Supremo oficializou as restrições, até mesmo o presidente Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink, criticou a decisão. 'O STF extrapolou. É como proibir o Supremo de usar a caneta. Os médicos que se cuidem com os seus bisturis, os jornalistas que se cuidem com seus microfones e os juízes que cuidem com as suas canetas. A decisão foi essa', criticou o dirigente.S
egundo Wink, potenciais restrições sobre o uso de algemas deveriam ser debatidas entre os próprios policiais, com o auxílio de psicólogos, que poderiam avaliar eventuais reações de pessoas que recebem voz de prisão. 'O STF entrou em uma seara que não caberia. Daqui a pouco vão dizer que não pode usar pistola 9 mm, que não pode usar metralhadora. A algema não é invenção nossa, é procedimento. Enquanto (os ministros) estão no ar-condicionado e em suas togas, morrem dezenas de policiais', critica.

MPF pede e Justiça bloqueia 34 títulos fraudados em Altamira

O juiz federal Antonio Carlos de Almeida Campelo, de Altamira, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, determinou em decisão liminar o bloqueio judicial de 34 títulos de terra fraudulentos referentes à fazenda conhecida como Juvilândia, que ocupa de maneira irregular mais de 1 milhão e 300 mil hectares da Reserva Extrativista do Iriri e da Estação Ecológica da Terra do Meio, unidades de conservação federais.
Além de determinar o bloqueio, o juiz também proibiu o Ibama de fazer qualquer pagamento de indenização aos donos dos títulos e fixou multa de R$ 100 mil se a decisão for descumprida. Ele deixou de se manifestar a respeito de um último pedido do MPF, para que as terras sejam imediatamente desocupadas, e preferiu ouvir as partes antes de decidir a respeito.
De acordo com o MPF, os mais de 1 milhão e 300 mil hectares que formam a fazenda foram grilados e os ribeirinhos que moravam na região foram expulsos de forma violenta. São cerca de 200 famílias que, a partrir de 1977 (quando as fraudes começaram), receberam a visita de seguranças armados que falavam em nome de Julio Vito Pentagna Guimarães, fazendeiro acusado de planejar e executar as fraudes.
Os seguranças deram prazo para que os moradores tradicionais se retirassem, alegando que as terras agora eram propriedade de seu patrão. Os ribeirinhos foram de fato expulsos e há relatos de incêndios em casas e roças e até de assassinatos durante o despejo. Uma parte desses moradores vive na Terra Indígena Cachoeira Seca, do povo Arara, próximo à área da Juvilândia.
A população tradicional já declarou ao MPF que quer voltar a viver no local, onde nasceram e cresceram e que foi tomado pelos acusados, mas temem represálias, já que Júlio Vito Pentagna continua lhes dirigindo ameaças por meio de jagunços.
Os títulos fraudulentos agora bloqueados estão em nome de 49 pessoas físicas e jurídicas mas, para o MPF, a maioria das pessoas são “laranjas”, que emprestaram seus nomes – algumas vezes sem o saber - para Julio Vito. Ele constituiu duas empresas para fazer os registros falsos: Juvilândia Empreendimentos da Amazônia S.A e Lester Indústria e Comércio Ltda. A empresa Serraria Marajoara S.A (Semasa) também participou, assim como muitos parentes do empresário.
Mais aqui no site do MPF.

Calendário apertado

Professores santarenos não estão felizes em trabalhar aos sábados e feriados a fim de repor os dias letivos prejudicados em função da greve deflagrada no primeiro semestre deste ano.

Mas a maioria dos profissionais votou a favor da permanência do calendário estabelecido pela categoria.

Segundo os professores que defenderam a idéia, seria um desrespeito com os pais e alunos que deram apoio ao movimento grevista e que a categoria deve ser responsável pelos ônus obtidos pela paralisação que durou quase 30 dias.

Segundo a presidente do SINTEPP, Isabel Sales, o motivo para que o assunto voltasse à pauta é o número de reclamações feitas nas salas de aula. “Nós ficamos sabendo que há reclamações nas escolas, há professores insatisfeitos, mas é de conhecimento de toda a categoria que toda a greve tem ônus e bônus, por isso, temos que arcar com as conseqüências e cumprirmos a nossa parte, mesmo o governo não fazendo a sua. É uma responsabilidade com a educação”.

Dívidas e poucos recursos

A comissão que organiza o Çairé é otimista. Mesmo pagando dívidas de 2007 promete fazer a melhor festa dos últimos anos.

Faltando menos de 20 dias da realização do Sairé 2008, o presidente da comissão, Marlison de Lima reuniu imprensa para anunciar que as contas que estavam em atraso foram negociadas judicialmente e aos poucos estão sendo pagas aos credores e que isso não será um fator comprometedor da programação da festa deste ano.

A previsão é de que quando os patrocinadores depositarem os novos recursos a dívidas antigas sejam quitadas. O governo do Estado do Pará deve liberar R$ 270 mil pra festa de 2008. O município já anunciou o repasse de R$ 90 mil.

Enquanto isso, Alter do Chão está em obras. Os botos correm contra o tempo para preprarar a apresentação. O Boto Cor de Rosa terá como tema o Reinado Tapajônico e o Tucuxi vai encenar a Ópera das Águas.

Fumo e direção

Reação negativa entre os condutores de veículos em Santarém o anúncio do projeto de lei que pretende proibir os condutores de fumar quando dirigem.

O assunto é considerado um absurdo pelos motoristas que trabalham no centro comercial de Santarém e todos são unânimes em afirmar que essa lei não deve ser respeitada.

Para o taxista Fábio de Jesus Coelho,“se trata de um vício. O cara não vai parar de uma hora para outra. Mesmo assim, não vejo problemas em fumar e dirigir. Nunca ouvi dizer que alguém por estar fumando ocasionou um acidente. Por isso, discordo da lei e espero que os nossos deputados e senadores votem contra esse projeto” demonstrando sua comindignação com o número de leis que são criadas no Brasil e que segundo ele, não são aplicadas. “Por que não consultar a população. É preciso mostrar dados, fotos e depoimentos que comprovem isso”, reage.

O taxista Sílvio Moura já anuncia: “Eu vou ser multado todos os dias ou tentarem driblar a fiscalização. Isso é um absurdo, eu fumo há mais de 20 anos e me abstenho do cigarro somente quando apanho um passageiro. Fora isso, quando estou sozinho dirigindo pela rua eu sempre estou fumando”.

Para alguns especialistas, não precisaria de lei para proibir os condutores de fumar quando estivessem dirigindo, posto que a interpretação do código permite concluir que fumar ao volante já é proibido. O art.252 diz que é proibido dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto para fazer sinal regulamentar com o braço, mudar a marcha ou acionar algum equipamento do veículo. Fumar não estaria nas exceções, portanto já estaria tão sujeito á multa quanto levar o celular ao ouvido.

Por enquanto, o projeto ainda está sendo discutido no Congresso.

Barracas de alimentos substituídas por artesanato

A Comissão Círio e Berlinda apresentou inovações que serão aplicadas durante as festividades de Nossa Senhora da Conceição do 90° Círio.
Dentre elas está a troca das barracas que comercializavam comida nas mediações da Avenida Tapajós por estandes com produtos artesanais.

“Na verdade queremos dar mais segurança para a população, obedecendo a ordens da defesa civil que nos orientou deixar mais espaço para os fiéis, posto que nos últimos anos, as cadeiras e mesas instaladas no meio da praça prejudicavam o trânsito de pessoas e ocasionavam tumultos”, explicou o porta voz da comissão de marketing recém empossada, acrescentando que os lanches continuarão. “Somente aquelas barracas que ficavam no meio da Avenida Tapajós em direção a nova orla é que serão retiradas, digo, trocadas pelos artesãos. Os demais lanches continuarão”.

Por enquanto, as 16 barracas que serão instaladas na Praça da Matriz ainda não foram comercializadas.

RIQUEZAS- Nossas ou deles?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

O Pará é o lugar mais importante para a estratégia da Companhia Vale do Rio Doce. Já é hoje e será ainda mais no futuro. Essa importância está presente em todos os discursos. O Estado sabe qual é a parte que lhe cabe nesse bolo? O que lhe caberia se tivesse mais poder sobre essa partilha?

A Companhia Vale do Rio Doce investirá o equivalente a 59 bilhões de dólares (em torno de 100 bilhões de reais) nos próximos cinco anos, dentro e fora do Brasil. Poucas empresas no mundo podem apresentar um plano qüinqüenal desse porte. Como a Vale atua em três continentes, marcando presença em vários países, o fato de reservar US$ 20 bilhões ao Pará (quase 40% do total) mostra a importância do Estado na estratégia da companhia.
O valor não inclui os US$ 5 bilhões anunciados na semana passada pelo presidente da Vale, Roger Agnelli, para a implantação de uma usina de aço em Marabá. Se quisesse repetir que a Vale se propõe a fazer em cinco anos, o governo do Estado teria que investir durante 60 anos para chegar ao mesmo valor, o que dá uma medida da relação de forças entre as duas partes em matéria de investimento.
São números tão grandiosos que é difícil dimensioná-los, compreendê-los e interpretá-los. A mesma grandeza que proporciona discursos ufanistas pode dar causa também a constatações melancólicas. Dos US$ 20 bilhões que o Pará receberá da Vale entre 2008 e 2012, exatamente a metade se destina à abertura da mina de Serra Sul, que irá produzir 90 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Ela tem quase o mesmo porte da mina de Serra Norte, em atividade crescente há quase um quarto de século (e que, em outubro do ano passado, acumulou um bilhão de toneladas extraídas do subsolo paraense).
Quando o primeiro trem de minério saiu de Carajás, o tamanho máximo então previsto para a mineração era de 25 milhões de toneladas. Com Serra Sul e Serra Leste adicionadas à Serra Norte, a expansão será de quase 10 vezes. O trem de minério de Carajás é hoje o maior do planeta. Todos os dias, mais de 200 mil toneladas do minério com qualidade sem igual na Terra são escoados por esse trem; 60% dessa carga se destinam à China e ao Japão, situados a mais de 20 mil quilômetros de distância.
Em 2012, Carajás, sozinha, estará produzindo mais minério de ferro do que os Estados Unidos no pós-guerra. A escala de produção poderá exaurir, em no máximo 150 anos, jazidas que deviam durar 400 anos. A pergunta que se deve fazer diante dessa grandiosidade é: ela realmente interessa ao Pará? O Estado recebe uma compensação compatível com a exaustão do mais rico depósito de minério de ferro que há na crosta terrestre? E a sua forma atual de exploração é o que de melhor os paraenses podem conseguir no processo de transformação da matéria prima?
Para responder a essas perguntas, cada vez mais incômodas, a Vale preparou a grande festa do dia 14, em Barcarena, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da governadora Ana Júlia Carepa e de várias outras autoridades federais e estaduais. O momento de destaque foi o anúncio do projeto da aciaria de Marabá. O presidente da Vale fez questão de destacar que os US$ 5 bilhões exigidos por esse investimento não faziam parte do planejamento qüinqüenal da companhia. Foram a ele adicionados em função das queixas e reivindicações transmitidas nos últimos tempos à Vale pelo presidente e pela governadora.
Finalmente, a Vale se convenceu da função colonial que desempenha no Pará e decidiu corrigi-la? A empresa diz que não irá mais exportar apenas produtos primários (como os minérios) e insumos básicos (como alumina e alumínio): ela dará um salto no pólo siderúrgico. Passará por sobre o ferro gusa (do qual tem uma fábrica em Marabá) e a placa de aço (cujo projeto, gravitando entre o Maranhão e o Pará, jamais chegou a definir) e entrará diretamente na laminação do aço.
Ao invés de embarcar peças brutas em navios para serem reelaboradas no país do comprador, a Vale poderá oferecer chapas de aço aos que se dispuserem a se instalar em torno de Marabá para produzir dormentes, tubulação, estrutura metálica ou, quem sabe, até vagões ferroviários, dos quais a própria empresa é grande compradora, tanto internamente quanto no exterior.
Mas ela não esperará pelo aparecimento de possíveis sócios para iniciar a nova usina. Essa era a sua regra de ouro em qualquer coisa que não fosse a mineração. Alegava que não podia avançar na cadeia produtiva para não entrar em conflito de interesses com os compradores do seu minério, que fazem o beneficiamento da matéria prima. Por enquanto, a Vale será a única proprietária da Aços Laminados do Pará, a razão social da nova empresa. Por isso mesmo, avançará com cautela. Dos US$ 5 bilhões anunciados, só US$ 3,3 bilhões serão aplicados inicialmente, para produzir 2,5 milhões de toneladas. A duplicação da produção, com mais US$ 1,7 bilhão de aplicação, dependerá de haver parceiro e mercado.
É claro que o ingresso de novos investidores terá de seguir as regras que a Vale estabelecer. Ela é a dona exclusiva do minério, tem a maior fábrica de gusa da região e fechará o primeiro círculo do beneficiamento com o aço. Assim, afastará os grandes concorrentes da mais importante mina de ferro do mundo. Talvez para que suas palavras ecoem mais longe do que no auditório paraense, Roger Agnelli usou uma metáfora nada sutil: que o dinheiro que sua empresa aplicará nos próximos cinco anos tem o tamanho de uma RTZ.
A multinacional anglo-australiana quer expandir sua presença no setor e começou a desenvolver um projeto de bauxita de US$ 2,2 bilhões em Monte Alegre. É esse também o intento de outra das grandes, a Anglo American, que usou Eike Batista como ponte para se estabelecer no Amapá. A Anglo, que cometeu um erro ao se ausentar de Carajás ao vender sua parte na Salobo (ver Jornal Pessoal 423), desenvolve um novo projeto na jazida de níquel do Jacaré, localizada a noroeste do Onça-Puma, que deverá ser a primeira a produzir.
Os altos preços alcançados pelas commodities minerais atiçaram os planos de expansão de todas as mineradoras, que entraram numa competição furiosa. Mas agora elas deverão começar a experimentar a descida dos valores para patamares mais ajustados às séries históricas. Podem continuar relativamente acima da média, mas não tanto como nos cinco últimos anos, durante os quais a fome da China desequilibrou todas as previsões. A própria Vale já experimentou os efeitos dessa tendência. Seu lucro líquido no primeiro semestre continuou recorde, mas a tendência não é mais para o alto.
Qual a alternativa então? Produzir em quantidades ainda maiores para manter o fluxo de caixa. Carajás, que já bateu na marca de 100 milhões de toneladas de ferro, é o exemplo mais visível. Mas os convidados para a festa de Barcarena testemunharam outra façanha: em pouco mais de 10 anos a Alunorte quase quadruplicou a sua produção de alumina (insumo para o metal de alumínio), passando de 1,6 milhão de toneladas em 1995 para 6,3 milhões com a inauguração da sua terceira expansão, no dia 14, que confirmou a sua posição de a maior refinadora do mundo.
Não só a Alunorte pode continuar a crescer em alumina: Agnelli confirmou no ato mais uma associação com a norueguesa Norsk Hydro, que já atua com a Vale em bauxita no Trombetas e na própria Alunorte. Será para uma nova usina em Barcarena, a ABN (Alumina Brasil Noruega), que ultrapassará a escala de sete milhões de toneladas. No momento em que a nova planta for concluída, Alunorte e ABN serão responsáveis por quase 30% da alumina do mercado internacional.
O cobre, o segundo produto mais eletrointensivo depois do alumínio, segue no mesmo ritmo. As cinco minas de Carajás (Sossego, que já funciona, Salobo, em obras civis para começar a produzir em 2010, Alemão, 118 e Cristalino) poderão praticamente dobrar a previsão de produção para 2012. Ela era de 592 mil toneladas e poderá chegar a um milhão de toneladas.
Essa voragem expansionista não tem fim? Nem tanto, ao que parece. Agnelli também comunicou, uma semana antes, que a Vale deverá sobrestar a implantação da fábrica de níquel do Vermelho, em Canaã dos Carajás, com investimento de US$ 1,5 bilhão. Alegou que a queda do preço do níquel (para US$ 18 mil a tonelada), depois de bater no pico de preço de todos os tempos, em US$ 55 mil a tonelada, recomenda a retração. Mas se queixou também de que a secretaria estadual de meio ambiente analisa o licenciamento ambiental há três anos sem uma conclusão, prejudicando os negócios. Por isso, a empresa manterá apenas o projeto de níquel do Onça-Puma, que deverá começar a funcionar no primeiro trimestre próximo ano, e talvez outro empreendimento menor, no Piauí.
A questão é mais complexa do que parece. Há um problema tecnológico e comercial com o minério do Vermelho. Ele é oxidado e não garnierítico, como os demais, que entram na produção do ferro-níquel. Será necessário criar uma nova tecnologia para o seu aproveitamento, como aconteceu com o cobre de Salobo (contaminado por flúor e muito duro). Além de onerar os custos, essa característica limita os compradores potenciais. No Brasil, só há um cliente desse níquel para aços oxidados. O grosso da produção terá que ser exportado.
Mas não só por isso. A Vale herdou da Inco, a empresa canadense que adquiriu em 2005 e que é a segunda do setor e tem as maiores jazidas do mundo, um projeto do mesmo porte em Goro, na Nova Caledônia, no Pacífico Sul, também de níquel garnierítico, que deverá entrar em operação até o fim do ano. Já em sua configuração de multinacional, a Vale parece mais empenhada no negócio do exterior do que no Pará. Conseqüência da vontade da empresa brasileira ou resultado da preponderância da corporação canadense?
A Vale arma suas decisões e opções nesse quadro maior de interesses que atravessam os continentes. Já o Pará, que vai se consolidando como a principal base física das riquezas exploradas pela companhia, não consegue nem formular uma estratégia para acompanhar a Vale nos limites do território estadual. Enquanto entrega ao presidente e à governadora o projeto da aciaria de Marabá, como uma resposta às pressões dos dois homens públicos em favor de maior grau de beneficiamento das matérias primas locais, a Vale pressiona para a liberação de obras de infra-estrutura – suas e do próprio governo – que estão associadas aos seus negócios.
A usina de aço só se viabilizará se houver um novo porto em Vila do Conde para receber o coque oriundo do exterior. Para chegar à planta industrial, o coque precisará da hidrovia do Tocantins, que só se tornará operacional com as eclusas de Tucuruí e o derrocamento entre Tucuruí e Marabá. O custo desses serviços para a União, de 600 milhões de reais, era considerado inaceitável até aparecer o interesse da Vale. Enquanto era “apenas” para desenvolver a região, não sensibilizou os tecnoburocratas de Brasília.
Não só isso: a aciaria precisará de energia, que já não há em disponibilidade na usina de Tucuruí. Logo, a Vale terá que construir sua térmica de Barcarena para 600 megawats (o que daria para abastecer de energia todo Pará, excluída a Albrás) e usar o carvão mineral importado. Ou seja: o governo precisa fazer sua parte para enfrentar e superar todas as resistências provocadas por esse tipo de empreendimento, muito criticado pela poluição que acarreta.
Esse planejamento está dando certo. No primeiro semestre a receita de exportação do Pará foi de US$ 4,5 bilhões, graças aos minérios e seus derivados, que respondem por mais de 85% do total da pauta. O saldo de divisas proporcionado pelo Pará, de US$ 4 bilhões, foi o segundo maior do Brasil, superado apenas por Minas Gerais. Mas o Pará é apenas o 22º da federação (que possui 27 unidades) em desenvolvimento municipal, segundo o índice Firjan (da Federação da Indústria do Rio de Janeiro). Belém, o primeiro município do Estado em IFDM, é o 521º no ranking nacional. Barcarena, onde estão a Alunorte e a Albrás, é o 2º no Estado e o 646º no país. Canaã dos Carajás, o município mineral que mais prosperou nos últimos tempos, é o 3º no Pará e o 1.113º no Brasil. O município mais pobre do Pará, Bagre, só está à frente de outros 16 no total de 5.564 municípios brasileiros.
Essa realidade, para a qual a Companhia Vale do Rio Doce contribui decisivamente, como a maior empresa do Estado, com capacidade de investimento muito maior do que a do próprio Estado, poderá ser modificada a partir de agora pela nova postura que a Vale anuncia? Esta é a questão, que cabe aos paraenses formular e responder.
Não é à toa que em solenidades como a do dia 14 há uma torrente de números, declarações e promessas. É uma grandeza que confunde e anestesia o público, desacostumado a destrinchar tantos nós atados na teia dos discursos ufanistas. E é assim que a caravana da exploração das riquezas do Pará passa. E depois que ela passar, o que ficará?

sábado, 23 de agosto de 2008

O banco do eu sozinho

A manchete deste sábado de O Estado do Tapajós revela que, em Santarém, apenas o HSBC vai adotar o horário dos bancos nas capitais, ou seja de 10 às 15 horas, a partir de 1 de setembro.
Tudo porque o Banco do Brasil, que controla o recolhimento dos malotes da compensação em toda a região Oeste do Pará, puxa para trás e não quer adequar seu horario de atendimento ao público ao pedido da Associação Comercial de Santarém(ACES).
O curioso é que até a semana passada, Bradesco, Itaú, Banpará, Basa e Caixa haviam se comprometido a mudar o atual horário de 9 as 14 para 10 as 15, mas o Banco do Brasil agiu nos bastidores e deixou o HSBC isolado.

Barrados no baile

O comitê eleitoral de Lira Maia expediu ofício aos sindicatos dos taxistas e mototaxistas legalizados proibindo a participação dessas duas categorias na carreata que o candidato realiza terça-feira, dia 26. E deixa claro que não haverá distribuição de cotas de gasolina a quem quiser participar do evento.
Com a medida, o comitê se precavê de infiltrações de adversários que poderiam simular o abastecimento de veículos, no caso dos taxis e mototáxis, que rodam mediante concessão da prefeitura.

O melhor cabo eleitoral desta campanha (de Maria)

O mais forte, o mais qualificado, o mais transformador, o mais miraculoso, o mais, o mais, o mais desta campanha eleitoral é, decididamente o Photoshop.Há cada cara por aí que não é uma cara.É um Photoshop.Sem tirar nem pôr.
(Do Espaço Aberto)