segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Garrafões de água mineral tem validade de apenas 3 anos
As embalagens retornáveis de 10 e 20 litros que acondicionam água têm prazo de validade. Segundo determinação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a vida útil desses garrafões é de três anos.
Os vasilhames antigos devem ser retirados do mercado de forma gradual até 30 de junho de 2010, conforme Portaria nº 358. A primeira etapa do recolhimento teve início em 30 de setembro, quando passou a ser proibido o envase ou reenvase de água mineral em embalagens de plástico retornáveis com data de fabricação anterior a 1º de janeiro de 2004.
Desde então, os consumidores vivem um jogo de empurra entre indústrias de água mineral e pontos de venda. Às vesperas de a portaria entrar em vigor, vários garrafões que estavam para vencer foram jogados no mercado e comercializados. Quem adquiriu o produto com data anterior a janeiro de 2004, até agora não consegue trocá-lo por outro. As divergências foram parar na Justiça. O prazo de validade já havia sidoestipulado na Portaria nº 387, de 2008, do mesmo DNPM.
domingo, 25 de outubro de 2009
Bolsa Família parece acomodar as famílias que recebem o benefício no Nordeste
O Globo
"O Programa Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza (com renda mensal por pessoa de R$ 70 a R$ 140) e extrema pobreza (com renda mensal por pessoa de até R$ 70), de acordo com a Lei 10.836, de 09 de janeiro de 2004 e o Decreto nº 5.209, de 17 de setembro de 2004. O PBF integra a estratégia FOME ZERO, que tem o objetivo de assegurar o direito humano à alimentação adequada, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a erradicação da extrema pobreza e para a conquista da cidadania pela parcela da população mais vulnerável à fome".
Exatamente desta forma é definido o Programa Bolsa Família no site oficial do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Apesar disso, na prática não é bem assim que as coisas estão ocorrendo em algumas áreas do país, principalmente no Nordeste. De acordo com a matéria principal do jornal "O Globo", na edição deste domingo, o benefício vem servindo como uma forma de acomodação das famílias e com o medo de perder a ajuda do governo, algumas pessoas deixam de buscar conhecimentos ou especialização profissional. Nas 85 cidades do país com maior cobertura do Bolsa Família, somente 1,3% da população trabalha com carteira assinada. Este é outro problema que assola esta região do país.
A baixa escolaridade não permite que funcionários consigam empregos formais. Em entrevista ao "O Globo", a secretária de Assistência Social da Prefeitura de Presidente Vargas, no Maranhão, admitiu que demorou a concluir que o benefício estava acomodando as famílias, mas chegou a essa conclusão. O programa mantém as crianças na escola e oferece uma gratificação entre R$ 22 e R$ 200 às famílias.
PM prende assaltante de casa lotérica em Santarém
O serviço de inteligência obteve as informações e se deslocou até o local onde estava acontecendo um aniversário e nos arredores da casa haviam vários homens conversando com algumas mulheres e o suspeito Josiel Monteiro da Silva foi identificado logo em seguida confessando
ser o autor do assalto à uma funcionária de uma casa lotérica ocorrido por voltar das 13 horas do dia 20 de outubro em frente a agencia da Caixa Econômica da Avenida Borges Leal. Na casa onde “Brilhoso” foi preso a Policia Militar ainda encontrou duas espingardas.
Josiel Monteiro da Silva, vulgo Brilhoso, afirmou que do montante roubado havia sido feita uma partilha e ele teria ficado com 15 mil reais, dos quais entregou 12 mil a seu irmão Josimar Aires Costa para guardar, tendo o mesmo enterrado a importância no quintal de sua residência localizada na Rua B, Quadra 17, Lote 26 no bairro da Jaderlândia. O local foi mostrado a Polícia Militar pelo próprio receptador Josimar Monteiro da Silva que desenterrou um pote plástico de creme para cabelo onde estava o produto do crime.
Na casa também foi encontrada uma motocicleta e a guarnição da Polícia Militar apresentou os dois homens na delegacia da Polícia Civil onde foi realizado o procedimento. Josiel Monteiro da Silva, vulgo Brilhoso, ainda afirmou ser foragido da justiça do município de Itaituba onde cumpria pena também por roubo.
(Fonte SD Michele)
Macaé 0 x 1 São Raimundo
Macaé 0 x 1 São Raimundo.
Presenças
Mototaxistas planejam interditar estrada do aeroporto de Santarém
Agora virou moda em Santarém inteditar a rodovia Fernando Gulhon, que liga a cidade ao aeroporto Wilson Fonseca.
Primeiro foram os trabalhadores rurais manobrados pelo MST, Fetagri e Greenpeace que bloqueram a estrada do aeroporto para protestar contra a dita lentidão do Incra em resolver questões agrárias na região do Arapiuns.
Agora, o Blog do Estado foi informado que os mototaxistas legalizados pretendem fechar a rodovia amanhã para chamar atenção da concorrência desleal que consideram sofrer dos clandestinos e do pouco caso da prefeita Maria do Carmo com a conservação das ruas da cidade que causa acidentes fatais e danos às motocicletas.
A manifestação vai coincidir com o retorno a Santarém da delegação do Pantera que está no Rio de Janeiro.
Espera-se, desta vez, que o serviço de inteligência dos órgãos de segurança consiga abortar essa anunciada palhaçada.
Incógnita
O único problema de Lúcio Santarém para o jogo desta tarde, em Volta Redonda, é a ignorância sobre o adversário. O Macaé é um ilustre desconhecido. Seu mais famoso jogador é Lugão, goleiro que frangueou miseravelmente numa decisão de turno carioca, há dois anos, contra o Fluminense. Por outro lado, o Pantera* não terá torcida contra, pois o Macaé também está fora de casa. Se a lógica prevalecer, dá empate.
Acompanhe Macaé x São Raimundo pelo Blog do Estado
Pantera em busca do título
A partir das 16 horas de hoje o São Raimundo tenta fazer história ao começar a decidir o Campeonato Brasileiro da Série D diante do Macaé-RJ. O alvinegro santareno tenta igualar os feitos de Paysandu, Remo e Tuna e tornar-se o quarto time paraense com um título nacional. Em todas as divisões nacionais poucos foram os times do interior que chegaram a decisões, menos ainda tornaram-se campeões. Outro motivo para elevar o possível feito do Pantera é o ineditismo do feito. Essa é a primeira quarta divisão brasileira a ser disputada, o que garante o nome na história do vencedor. A partida começa às 16 horas (de Belém), em Volta Redonda (RJ).
A trajetória do São Raimundo até o primeiro jogo final de hoje foi acidentada, difícil e praticamente desacreditada por todos. A equipe santarena trocou de técnico duas vezes até chegar a Lúcio Santarém. Começou com Artur Oliveira, passou por Carpegiane e flertou com Válter Lima até chegar a seu comandante atual. Por vias tortuosas, conseguiu o feito.
Os próprios destaques do time exemplificam muito bem as desventuras santarenas. A começar pelo goleiro Labilá, baixinho para a posição e, mesmo assim, uma espécie de paredão desde o Campeonato Paraense. O meia Luiz Carlos Trindade, que dita o ritmo da equipe, é quase um quarentão e mesmo assim corre os 90 minutos - quando cansa, compensa com experiência e catimba. Seu companheiro de armação é o amazonense Michell, que voltou do Paysandu, onde não foi bem, para voltar a ser um ídolo local. A eles somam-se jogadores como Preto Marabá, João Pedro, Rafael Oliveira, Beto e outros antes rejeitados pelos grandes da capital.
Todos eles conseguiram formar um grupo que já pode ser considerado vencedor, a despeito de outro tipo de dificuldade: a financeira.
Mudança de nome
Miguel tenho observado colocações e protestos sobre a implantação da nova Universidade Federal que considero bastante equivocadas. São muito boas algumas de suas observações e melhor ainda é o proposito de colocar o assunto em discussão.
Aproveito para colocar uma questão que parece detalhe mas que penso ser relevante. Acho que UFAM é um nome mais adequado para uma Universidade que nasce com o objetivo de ser um grande centro de especialização e produção científica, não só de nossa região,
mas de toda a Amazônia. Ufopa a regionaliza por demais. UFAM aponta para o futuro, inclusive podendo vir a ser um espaço fundamental para a integração com outros países que fazem parte desse território continental chamado Amazônia.
sábado, 24 de outubro de 2009
Santarém, 161 anos de elevada a município
Essa data foi comemorado durante muitos anoscomo sendo a de fundação da cidade, cujo erro foi corrigido na década passada, quando Santarém começou a celebrar sua fundação a 22 de junho, data que o frei batavo Felippe Betendorf chegou a aldeia dos tupaiu, em 1661.
Cerveja
Em agosto de 1963 a Folha do Norte anunciou, como furo de reportagem, que haviam sido lançados os fundamentos “da que vai ser a futura Fábrica de Cerveja Paraense”, numa área de 120 mil metros quadrados, com frente para a baía de Guajará, logo depois do aeroporto de Val-de-Cans. O projeto previa a montagem da “fábrica mais completa e moderna da América do Sul”, em condições de atender todo consumo de Pernambuco para cima, até o extremo Norte. Iria oferecer cerveja de alta qualidade, principalmente por causa da pureza e da potabilidade da água encontrada no próprio local da fábrica, em perfurações mais profundas. Os empreendedores fizeram questão de que 90% das “poderosas máquinas” fossem de procedência nacional.
À frente da iniciativa estavam oito grupos econômicos da terra, “que dispõem de capitais próprios e não pretendem bater às portas de investidores alienígenas”. Rolf Erichssen era o presidente da nova empresa, que tinha Antônio Marques como superintendente, Newton Vieira como diretor industrial, José de Oliveira Mendes diretor comercial e Alberto Dias Neves, tesoureiro. Era o início da Cerpa, que, como se sabe, passou ao controle estrangeiro. Tornou-se uma das mais duradouras indústrias locais.Lira Maia indicado membro de comissão que vai analisar código florestal
O deputado Lira Maia foi indicado esta semana pela liderança do Democratas na Câmara dos Deputados, como membro da Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 1876, de 1999, do Sr. Sérgio Carvalho, que "dispõe sobre Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, exploração florestal e dá outras providências" (Código Florestal).
Inicialmente, Lira Maia não havia sido indicado, porém, conforme sua argumentação com o Líder Ronaldo Caiado, ponderando sobre a importância e relevância do tema para a Amazônia, o Líder decidiu indicar o Deputado para compor a Comissão Especial.
Para Lira Maia, esta Comissão Especial terá fundamental importância para solucionar de uma vez por todas os problemas que hoje se apresentam na Amazônia em relação aos setores agropecuário e madeireiro. “Nossa missão na Comissão Especial é defender o setor produtivo da Amazônia, principalmente o pequeno produtor rural. Com a elaboração de um novo Código Florestal, acabaremos com essa perseguição que hoje se apresenta no setor produtivo, principalmente no Estado do Pará. Chega de tratar o produtor rural como bandido”, concluiu o deputado Lira Maia.
A volta do tucano
Lúcio Fávio Pinto:
O nível das eleições de 2010 no Pará pode ser avaliado pela única novidade na pré-campanha até agora: a volta do ex-governador Almir Gabriel, que se imaginava fora da política e com domicílio definitivo em Bertioga, no litoral de São Paulo. Oficialmente, o ex-senador é apenas cabo eleitoral da candidatura do senador Mário Couto ao governo, pelo PSDB. Mas se o nome do seu candidato se consolidar, vencendo seu único concorrente, o também ex-governador Simão Jatene, o que poderá impedir seu padrinho de se apresentar como pretendente à câmara alta? E se não houver o bater de chapas na convenção entre Couto e Jatene, atividade que os tucanos abominam, Almir não poderá ser um tertius e arriscar-se à façanha de um terceiro mandato como governador do Estado?
Tudo é possível, até, simplesmente, o doutor Almir retornar ao seu tugúrio no litoral paulista. Mas não agora. Ele recuperou o fôlego para os contatos políticos, os entendimentos eleitorais e as manobras de bastidores. E para a reescrita da história, um exercício ao qual os tucanos, como os demais políticos, gostam de se dedicar, sem restrições, quando as circunstâncias exigem. O doutor Almir abusou desse hábito na entrevista que concedeu à repórter Ana Célia Pinheiro para o blog do deputado federal (do DEM) Vic Pires Franco.
O ex-governador diz que apóia Mário Couto por uma questão objetiva: é o que teria “maiores chances” de se eleger, por ser “mais diligente politicamente e mais aderente à população mais pobre”, dois itens necessários para vencer a governadora Ana Júlia Carepa. E que, por conseqüência, faltam a Simão Jatene (e também ao próprio Almir? A modéstia não deve ter-lhe permitido concluir o raciocínio).
Talvez a avaliação fosse outra se Jatene não tivesse feito “corpo mole” na eleição de 2006, quando Almir foi derrotado por Ana. Esta, segundo Almir, foi a causa da vitória do PT: “um governo bem avaliado só perde uma eleição se fizer corpo mole”, sentenciou o ex-governador, com plena consciência de causa. Aparentemente, uma contradição: tempos atrás ele disse que o mau desempenho do seu ex-secretário na gestão seguinte à sua influiu no resultado de 2006.
Uma revelação do ex-governador: ele só foi candidato nessa eleição porque Jatene, enredado na sua posição contrária ao instituto da reeleição, hesitava em se apresentar ao PSDB. “Nós o convidamos, ficamos até meados de abril, até quando só faltavam seis meses para a eleição, insistindo nisso”. No entanto, contrariando essa nova cronologia, em dezembro de 2005, quatro meses antes, Almir deu imensa entrevista a O Liberal declarando-se à beira do gramado para entrar em jogo, devidamente paramentado.
Mais inusitada ainda é a explicação do ex-governador para a inversão na tendência que apontava a vitória de Almir, com 52% das intenções de voto em 11 de setembro: o acidente com Ana Júlia, que quebrou a perna e, a partir daí, depois de vários dias hospitalizada, apareceu de muleta, com a perna enfaixada. Nesta o doutor Almir caprichou: é a teoria de pé quebrado. Como as histórias que ele apresenta para fazer a sua reentrada na política. Provavelmente não triunfante, como ele imagina, imaginando mais do que lhe autoriza a realidade.Priante lança amanhã o nome de Jader ao governo do Estado
Priante defenderá o lançamento de chapa própria do PMDB durante a Convenção Municipal que o reconduzirá para mais um mandato - o segundo consecutivo – à frente do diretório peemedebista. A convenção será pela manhã, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado.
“Nunca, antes, um momento político se mostrou tão propício, tão oportuno como este para que o PMDB apresente um candidato ao governo do Estado”, disse Priante ao falar com o repórter por telefone, ontem à noite, quando voltava do interior, onde participou de convenções.
Ele relacionou, objetivamente, as razões que o estimulam a lançar o nome de Jader ao governo do Estado. “Primeiro, o lançamento de uma chapa própria é predominante em todas as bases do partido. Segundo, o Jader lidera todas as pesquisas. Terceiro, os índices de rejeição ao nome dele têm caído bastante. O atual governo [de Ana Júlia] está muito mal avaliado. E a oposição está completamente atabalhoada, desnorteada. Aliás, o maior feito do governo Ana Júlia é não ter oposição. O PSDB está em frangalhos, encontra-se em estado letárgico. Os tucanos não param de brigar. E, além disso, o PMDB tem hoje o maior número de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todo o Estado do Pará”, afirma Priante.
As alternativas de Jader
O ex-deputado, que também foi candidato a prefeito de Belém na eleição do ano passado, quando foi derrotado pelo atual prefeito Duciomar Costa (PTB), que se reelegeu, discorda do raciocínio segundo o qual seria mais vantajoso, para o PMDB, se Jader saísse novamente candidato a deputado federal, porque sua expressiva votação certamente ajudaria o partido a eleger pelo menos dois outros candidatos à Câmara dos Deputados.
“Isso é realmente verdade. O Jader, que tem recebido mais de 300 mil votos, ajudaria a eleger outros. Mas ninguém esqueça que, se realmente disputar o governo do Estado, o partido tem outros candidatos que poderiam puxar votações”, argumenta Priante, mencionando seu próprio nome, o de Domingos Juvenil – atual presidente da Assembleia Legislativa – e de outros peemedebistas que têm ampla penetração em segmentos do eleitorado.
A defesa de Priante em favor de uma candidatura própria não se constitui propriamente em uma novidade. O presidente do PMDB de Belém não tem escondido de ninguém sua posição de que o partido já deveria ter rompido com o governo Ana Júlia para implementar um projeto eleitoral próprio, que inclui, é claro, o lançamento de uma chapa própria para o governo do Estado.
Cosanpa oferece novos serviços pela web
Usuários da Cosanpa já podem imprimir boleto de segunda via de qualquer mês passado pela internet. A novidade vale desde o início desta semana, quando foi implantado o novo sistema da empresa, o Gestão de Serviços de Saneamento (GSAN).
Outros serviços, como parcelamento de dívidas, revisão de consumo e seu histórico, hoje disponíveis apenas nas lojas da Cosanpa, também estarão disponíveis no site da empresa (www.cosanpa.pa.gov.br) dentro de 30 dias.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
TV Cultura impedida de transmitir Macaé x São Raimundo
Pantera tem apenas um desfalque para o jogo de domingo
O lateral-esquerdo João Pedro está suspenso e seu substituto deve ser Maurian.
O time: Labilá, Ceará, Filho, Preto Marabá e Maurian; Beto, Michel, Marcelo Pitubul e Luiz Carlos Trindade; Déo Curuçá e Rafael Oliveira.
O time paraense tem cinco jogadores pendurados e pode ter que jogar a partida de volta, dia 1° de novembro, bastante desfalcado.
A delegação do Pantera viaja amanhã em vôo da TAM para o Rio de Janeiro e de lá, de ônibus, segue até Volta Redonda.
Justiça estadual fecha até quinta-feira
A terça-feira ("enforcada'), foi compensada durante esta semana com o funcionamento de uma hora a mais no expediente.
(Com informações de J.Ninos)
Técnico do Macaé cheio de dúvidas para jogo decisivo
Além de não poder contar com o zagueiro e capitão André, expulso contra a Chapecoense, o técnico Toninho Andrade só deve começar a definir o time que vai a campo no coletivo desta sexta-feira, no Estádio Cláudio Moacyr. As outras dúvidas do treinador estão na lateral-direita e no ataque, respectivamente por ordem tática e médica.
"De confirmado mesmo, só a entrada do Rodrigão no lugar do André. Na lateral, estou entre o Uilian e o Johnathan, pois as características são diferentes. Já no ataque, o Bruno Luiz segue no departamento médico. Caso ele não jogue, provavelmente o Léo Santos retorna ao time titular", explicou Toninho Andrade, após o treino tático realizado nesta quinta-feira.
Segundo o médico do clube, Alessandro Mitraud, o atacante Bruno Luiz está com uma lesão no músculo plantar do pé esquerdo e fará um teste antes do coletivo desta sexta. "Fizemos a radiografia e não foi constatado qualquer tipo de fratura, mas o Bruno ainda sente dores ao pisar no chão. Ele vem fazendo tratamento intensivo e estamos otimistas", disse.
A delegação do Macaé viaja ainda nesta sexta-feira à tarde para o Rio de Janeiro, onde ficará concentrada até o dia seguinte, quando os jogadores disputarão um treino leve nas Laranjeiras. No início da tarde de sábado, viagem para Volta Redonda, local da partida.
(Futebol Interior)
Vacine seu cão amanhã

Neste sábado a secretaria de saúde faz mais uma campanha de vacinação anti-rábica.
Não deixe de levar seu cão e/ou gato para vacinar.
O pessoal aqui da redação do Blog do Estado vai levar seu cão de guarda, o famoso Watson(foto), homônimo do ajudante de Sherlock Holmes, para levar as furadas que ele tanto odeia, mas que lhe guarantem essa saúde de ferro.
Cidadãos reprovam Justiça brasileira
Correio Braziliense
São Paulo — A segunda pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a confiança que os brasileiros têm na Justiça revela que os laços que ligam os cidadãos ao Poder Judiciário são fracos. Numa escala de zero a 10, o Índice de Confiança na Justiça ficou em 5,6. Comparando à taxa anterior, aferida no segundo trimestre do ano, houve uma queda de 5%.
Em Brasília, os dados são “gravíssimos”, conforme avaliação da coordenadora do estudo, Luciana Gross Cunha, professora de direito da FGV. Entre os brasilienses, 93% acham a Justiça do Distrito Federal muito lenta; 83% reclamam dos custos para abrir um processo e 67% dizem que os juízes são imparciais e nada confiáveis (veja quadro). “Se a pesquisa fosse uma prova escolar onde a média para passar fosse 6, como ocorre na maioria das escolas, a nossa Justiça seria reprovada”, diz a pesquisadora.
Na média nacional, 94,5% dos entrevistados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Porto Alegre responderam que o Judiciário resolve os conflitos de forma lenta, 70% dos consultados desconfiam da honestidade e da imparcialidade do poder e 64,5% mostraram ceticismo em relação à capacidade da Justiça de solucionar desavenças.
As capitais que apresentaram maior índice de confiança na Justiça foram Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Rio, com nota de 5,7. Salvador e São Paulo deram como nota à Justiça 5,6 e Recife, com a pior avaliação, 5,4.
Segundo o estudo, 89% dos brasileiros procurariam a Justiça para solucionar conflitos relacionados ao direito do consumidor e 82,2% recorreriam em casos envolvendo o poder público.
Radiografia do Judiciário
# No Brasil
83,2% - dos brasileiros dizem que os custos para acessar o Judiciário são muito altos
81,7% - disseram que o maior problema da Justiça brasileira é a desonestidade e a parcialidade
Os nós da aliança PT-PMDB
Os principais problemas estaduais para o acordo nacional entre PT e PMDB
São Paulo
O ex-governador Orestes Quércia aliou-se ao PSDB. Ele tem controle do partido, mas alguns prefeitos peemedebistas de cidades interioranas são a favor do apoio à ministra Dilma Rousseff.
Rio de Janeiro
O presidente Lula determinou que o PT desista da candidatura de Lindberg Farias e apoie o governador Sérgio Cabral.
Mato Grosso do Sul
O PT nacional quer enquadrar o ex-governador Zeca do PT para ele apoiar o atual mandatário André Puccinelli.
Pará
Está sendo articulado um acordo para o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, filho do deputado Jader Barbalho, ser vice da governadora Ana Júlia na reeleição.
Bahia
O governador Jaques Wagner (PT) acusa o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) de patrocinar o racha no estado, e insistir em se lançar ao governo contra o petista.
Paraná
O PMDB cobra do PT apoio ao candidato do governador Roberto Requião. O cenário já foi mais desgastado com Requião flertando com o PSDB. Hoje, há espaço para o entendimento.
Minas Gerais
Parte do PT não quer apoiar a candidatura ao governo do ministro Hélio Costa (PMDB
8 dos 17 deputados federais assinam CPI do MST
2. Vic Pires Franco ( DEM )
3. Giovanni Queiroz ( PDT )
4. Bel Mesquita ( PMDB )
5. Lúcio Vale ( PR )
6. Nilson Pinto ( PSDB )
7. Wandenkolk Gonçalves ( PSDB )
8. Zenaldo Coutinho ( PSDB )
Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós
PANTERA NÃO JOGARÁ NA RETRANCA CONTRA MACAÉ, DIZ LÚCIO SANTARÉM
PREFEITURA SÓ VAI RETIRAR CATADORES DE LIXO DO PEREMA SE JUSTIÇA MANDAR
APÓS DERRUBADA DE MANGUEIRAS, PROTESTO CONTRA POEIRA E CALOR NA BORGES LEAL
SEFA MUDA ESTE MÊS ICMS ANTECIPADO
MANTIDAS ELEIÇÕES EM MOJUÍ DOS CAMPOS
VOLTA DE ALMIR GABRIEL AGITA NINHO TUCANO
PRESIDENTE DO STJ DESCARTA INTERVENÇÃO NO PARÁ
PRF DIZ QUE NÃO EXCESSO DE FISCALIZAÇÃO NA BR-163
CAIXA ECONÔMICA REABRE NESTA SEXTA
PESQUISADORA DO GOELDI TENTA DESMISTIFICAR PERIGO DE COBRAS
VALIDADE DOS GARRAFÕES DE ÁGUA MINERAL CAUSA POLÊMICA
PARALISAÇÃO NO FÓRUM DESAGRADA QUEM PRECISOU INGRESSAR COM AÇÕES
A vanguarda do atraso na UFOPA
Editor-Chefe de O Estado do Tapajós
Venho acompanhando com atenção as marchas e contramarchas da implantação da recém-criada Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA) e tenho notado um maniqueísmo fomentado por pueris lideranças estudantis que visa estabelecer uma linha divisória do bem e do mal entre a proposta do Ministério da Educação(MEC) e a concepção de um pequeno grupo de entidades – algumas de cartoriais –da sociedade civil de Santarém.
Antes de ser confundido com alguém do estabilishment, quero deixar claro que minha intervenção neste debate se dá como ex-aluno da UFPA e cidadão santareno que vê, após mais de 30 anos – época em que deixei esta cidade para estudar em Belém – a chegada de
uma universidade federal pública concebida, em sua gênesis, para servir de instrumento catalisador de ensino, pesquisa e extensão na educação superior na região Amazônica.
Estudei na UFPA no período da ditadura militar. Sei o quanto foi doloroso estudar naquele período. Jamais esquecerei das dificuldades enfrentadas por alunos e professores, demissões, greves e corte de verbas. Mas vencemos e nos forjamos para devolver à sociedade um pouco
daquilo que tivemos a oportunidade de aprender às expensas do dinheiro do contribuinte. Isto mesmo. Nossos estudos foram pagos pela sociedade como um todo. Por isso, temos um compromisso com o ensino superior público, mesmo estando fora da UFPA.
Por esse prisma, chega a ser risível os argumentos daqueles que vêem a UFOPA como apenas uma imposição do governo Lula, de quem – ressalte-se a bem da verdade - sou crítico. Mas neste caso, considero a UFOPA a maior obra do governo Lula em toda a região amazônica. A história lhe fará justiça do que afirmo.
Mas onde está a minha discordância do discurso enviesado por meias verdades, falácias e maniqueísmos propalado por um grupo organizado para atirar pedras na UFOPA, sob o frágil argumento de que o processo de implantação da nova universidade é “antidemocrático’?
- Que democracia é esta em que apenas um lado da divergência está com a razão? Como pode haver democracia sem discussão? Sei que alguns eventos preparatórios à implantação da UFOPA foram boicotados dentro do campus da UFPA
socializado como deveria ter sido, isso não o torna antidemocrático a priori. Poderíamos considera-lo imperfeito, sujeito a aperfeiçoamento.
Quem realmente está interessado em fortalecer a educação superior pública na Amazônia tem mais do que o dever de criticar, sugerir, contribuir com novas propostas, sem perder de vista que já há um cabedal de experiências acumuladas por profissionais com largo trato em questões educacionais.
Tenho ouvido insistentemente que o projeto da UFOPA não considerou a área física dos quatro campis como suficientes para sua instalação. Acho isso um detalhe irrelevante do ponto de vista pedagógico e estrutural, mas me chama a atenção a estultícia de certas lideranças que se dizem de vanguarda em defender o mesmo ponto de vista que o dos dirigentes do MEC durante a ditadura militar. Estes conceberam os campis das universidades federais para ocuparem extensas áreas de terra de modo a dispersar a comunidade acadêmica, impedindo concentração de estudantes e professores em um espaço contínuo.
Lembro que só vim conhecer alguns colegas de meu curso quando já estava no quarto semestre, pois o sistema de crédito e as aulas espalhadas por prédios distante uns dos outros nos impediam um contato mais amiúde. Será que essa visão tacanha e militarista ainda empolga essa dita vanguarda do atraso? Creio que não deveria, mas sou forçado a admitir que muitos desses líderes estão a repetir, inconscientemente,o discurso antiquado da ex-ministra Ester de Figueiredo Ferraz que dizia: aluno bom, é aluno comportado e disperso.
Com freqüência, vejo que o projeto de uma universidade amazônica está sendo incompreendido. Não posso afirmar que as meias verdades ditas sobre o ensino básico do projeto da UFOPA são propositais ou conseqüência de desinformação. Mas me causa surpresa que a obrigatoriedade já no primeiro ano do estudo de disciplinas sobre a realidade amazônica esteja sendo considerada um atraso e não um avanço como entende a comissão de implantação da nova universidade. Não se forma um profissional amazônico sem o estudo de questões que vão afetar diretamente ou indiretamente a vida profissional daqueles que, não apenas no discurso, defendem a região e o homem amazônico.
Por último, causa-me um profundo desconforto a tentativa de descontinuar um projeto ousado na educação superior pública no interior da Amazônia. O fomento à baixa estima dos alunos e ao
menosprezo à qualidade da educação que pretende oferecer a futura universidade não é nada mais do que uma característica derrotista daqueles que não acreditam no potencial dos nossos estudantes e professores. Fica claro que esse discurso contrário à implantação da UFOPA é de quem perdeu o bonde da história e, como na fábula de
Ainda bem que temos - há tempo de se corrigir isso – um grupo de raposas desvairadas e não uma alcatéia de lobos sedentos por destruir a concretização de uma aspiração de toda uma geração que precedeu esta que está tendo a oportunidade de cursar uma universidade federal em sua própria região e não se deu conta que está sendo manobrada por uma vanguarda do atraso.
Liberdade de expressão
Querido Anônimo, aposto que vc adorou ver milhares de pés de laranja arruinados, no chão, sem utilidade alguma, hein? Aposto também que vc é da esquerda para lá de radical e quem sabe socialista tb, hein? Queria te contar que isso tá fora de moda, meu caro. Já podes começar a estudar e aprender que o socialismo, por exemplo, foi o pior modelo de gestão com um fracasso histórico, que fez surgir o que chamamos de castas. Eles, o que se dizem ''pela igualdade''foram os que mais roubaram no mundo. E é assim até hoje, vcs se vestem de justos, falam frases feitas, e conseguem convencer só os burros mesmo. Projeto de Manejo é algo legal!! Consegue entender? E o que os manifestantes têm feito é ridículo, ilegal, crime. Essa é a verdade. O teu direito vai até onde começa o do outro, querido. E não me venha com esse blá blá de que roubaram as terras deles foram roubadas... que te disse isso? Quem te disse que a derrubada de florestas lá é ilegal? Sabia que existem projetos sustentáveis de exploração de madeira? Isso não é ilegal. Vc precisa se informar mais, querido amigo socialista marxista!
CNBB critica declarações de Lula e diz que 'Jesus Cristo não fez aliança com fariseus'
Demétrio Weber - O Globo
RIO - As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal "Folha de São Paulo", segundo as quais, até "Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão" se fosse eleito para governar o Brasil geraram críticas por parte dos parlamentares e até mesmo da Igreja. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, disse que "Jesus Cristo não fez aliança com os fariseus", ao comentar a declaração do presidente.
- Judas foi um discípulo de Cristo. Cristo conhece o coração das pessoas e respeita a liberdade de cada um. Agora, Cristo não fez aliança com os fariseus, com os saduceus (membros de uma seita judaica oposta aos fariseus). Pelo contrário, teve palavras muito duras para eles.
Dom Dimas ressaltou que não estava se referindo a nenhum partido político e que há pessoas boas em todas as legendas.
Serra e Cristovam também criticam declaração
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também criticaram a declaração do presidente.
Serra disse que as declarações do presidente mostram "o que é o Lula". Em seu Twitter, Cristovam afirmou que "Jesus poderia perdoar Judas, acordo jamais".
Na entrevista ao jornal paulista, o presidente Lula afirmou que qualquer um que queira ganhar as eleições, "pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista", não conseguirá manter o governo fora da realidade política.
- Quem ganhar a Presidência amanhã, terá de fazer quase a mesma composição, porque este é o espectro político brasileiro - disse o presidente. (Ouça o que disse Lula: http://oglobo.globo.com/pais/
Lula afirmou ainda que nunca se sentiu incomodado nas composições partidárias porque "nunca fiz concessão política, Faço acordo".
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Moradores da Floriano Peixoto resistem ao avanço do comércio
Repórter
O centro de Santarém não possui apenas prédios comerciais. É possível notar casarões que ainda resistem ao avanço do comércio. São prédios antigos e históricos, alguns são remanescentes dos séculos XIX.
A travessa Floriano Peixoto é um exemplo disso. Aproximadamente 13 prédios permanecem como residências, dentre eles o casarão localizado entre as Travessas Francisco Corrêa e 15 de Novembro datado de 1867, pertencente hoje ao fotógrafo Edson Queiroz. São, na maioria, famílias que persistem em morar no lugar em que se formaram, muitos nasceram e cresceram no mesmo endereço.
É o caso da família dos Santos. Os irmãos Nazaré, José e Ruth Santos, primeira locutora de rádio de Santarém dizem que nasceram em casa, na época em que o médico da família consultava em domicílio. Dona Nazaré conta a relação que os irmãos têm com a casa, por pertencer à família há duas gerações. "Moramos aqui desde quando nascemos, nossos pais se casaram e vieram morar aqui em 1936". Os irmãos relembram, saudosamente, dos tempos em que a rua ainda não era pavimentada e existiam muitos vizinhos, famílias tradicionais possuíam as casas muito bonitas e todas ajardinadas.
Eles citam como exemplo de casa e vizinhos ilustres a conhecida Vila Paraíso que foi residência do português Manoel Gomes Farias. “ A mansão foi construída por ordem do Cel. Joaquim Braga, no final do século XIX ou início do séc.XX, onde residiu até 1917, ano que vendeu tudo que possuía na cidade, inclusive o palacete, para pagar dívidas. A compradora foi d. Anésia Pinto Guimarães, filha do Barão de Santarém e viúva do ex- Intendente Municipal Silvino Pinto. Só em 1937 que o imóvel foi traspassado para seu Manoel Gomes Farias”, segundo relata Wilson Fonseca em seu livro Meu Baú Mocorongo. Vizinho que os irmãos dos Santos se recordam. Eles contam que o pai, seu José Inácio dos Santos trabalhava com o português.
Outros vizinhos presentes na lembrança da família são os irmãos Otávio e Gustavo Sirotheau que não somente residiam, mas possuíam estabelecimentos comerciais na travessa. Era o Empório Palmeirinha, de Otávio, localizado na esquina com a travessa 15 de Novembro e a loja Fluminense, de Gustavo, esquina com a travessa 15 de Agosto.
A família de Leonel Pereira, pai de Otávio Pereira também é um exemplo de tradição, assim como Luís e Estefânia Colares; Valeriano e Iraci Colares; Rosa e Odorico Liberal, pais do ex - Prefeito Ronan Liberal; D. Martinha Gentil; o ex- prefeito Armando Lages Nadler e d. Carolina (sua esposa) entre outros.
Os estabelecimentos comerciais que os irmãos citam são a Agência da PanAir, cujo gerente era Dácio Campos; o Empório Palmeirinha; a loja Fluminense; o Atacadão do William Gonçalves (seu Titica). Além da primeira agência da Empresa Telefônica de Santarém, presidida pelo Sr. Mechede (dono do Mascotão); do Clube América e do Santarém Clube. E também, no começo do século XX, a primeira residência da Madre Maria Imaculada se localizou entre travessa dos Mártires e Barão de Santarém.
Nem com a mudança brusca do aspecto e do clima da rua, a família diz que não pensam em sair do local. Apesar do trânsito e do movimento intenso de pessoas, os irmãos afirmam que "ainda é muito bom morar na Floriano Peixoto". A vizinhança é reduzida, mas segundo eles, há uma união dos vizinhos.Eles contam que a vantagem de morar na travessa, além de todo o contexto histórico, eles estão localizados em um lugar estratégico perto de vários serviços; comércio, farmácia, supermercado, bancos e etc.
A maioria das famílias que continuam residindo na travessa são famílias tradicionais da cidade, como a família Bemerguy, que reside no local há mais de 40 anos. Dona Berenice Bemerguy relata que criou seus seis filhos com a liberdade de brincar na rua sem o risco de violência e do trânsito. Os vizinhos sentavam em frente de suas casas para conversar. "Eram muitos vizinhos, agora só tem alguns da minha época", relembra.
Ela conta que mantinha juntamente com seu esposo, Emir Bemerguy, um consultório dentário em sua casa. Com a aposentadoria o imóvel é usufruído como residência.
Ela ainda comenta que as inconveniências de se morar numa área comercial são o barulho causado pelo trânsito e movimento intenso de pessoas, mas mesmo assim, ela não abre mão de sua casa: quer morar lá até o final de sua vida. Segundo ela, muitas propostas de compra e de locação já foram feitas para a família, mas nenhuma foi aceita.
Para reforçar o que já foi dito por alguns vizinhos, Dona Adail Picanço, funcionária pública aposentada, diz que a rua era chamada de rua da alegria, por causa das belezas das casas e jardins e, do bom relacionamento que os vizinhos tinham entre si. A aposentada mora na residência há mais de 50 anos. Ela diz que quando seu pai comprou a casa que era usada pelo morador anterior como uma espécie de matadouro. Ela conta que a casa estava em um péssimo estado de conservação, o que não impediu a compra do imóvel.
Ela diz que gosta de morar no local porque fica perto de tudo, quase não precisa de condução para se locomover, gosta também do ambiente que a casa dela proporciona. Salvo alguns inconvenientes causados pelo barulho do trânsito e de carros alto-falantes, ela assim como os outros moradores entrevistados, não quer sair do endereço.
Tanto que ela já recebeu propostas de compra do imóvel e possui outra residência, em um bairro mais tranqüilo e com um espaço maior, mas nenhum desses fatores faz com que ela mude de idéias.
Santarém tem uma histórica riquíssima e parte dela pode ser contada a partir dos antigos moradores ilustres e dos atuais da Trav. Floriano Peixoto.
TRE mantém realização de eleição em Mojuí dos Campos
Alcoa esclarece tarifa de energia
Li seu artigo, como sempre bem informado, bem raciocinado e bem escrito. Me permita apenas duas ou três considerações:
1. Você fala em energia subsidiada para a Alumar, mas considere que (a) essa energia foi inicialmente adquirida "por atacado", que qualquer dona de casa sabe que tem menor preço; (b) o preço da energia para a Alumar sempre foi atrelado ao preço do alumínio (este sobe, o primeiro sobe também); (c) atualmente o preço que a Alumar paga por MW/h não só não tem qualquer subsidio, como é bem mais alto que seu preço no mercado spot no Brasil, o que torna o suprimento de energia da Alumar bem mais caro que o das melhores fábricas de alumínio primário do mundo; (d) o contrato atual da Alumar com a Eletronorte tem total transparência, tanto que foi baseado em leilão público; (e) se não existisse no Norte a industria eletrointensiva de produção de alumínio, que funcionou e funciona como cliente-âncora da Eletronorte, Tucuruí não existiria até hoje, fornecendo energia para milhões de consumidores paraenses e brasileiros;
2. A Alcoa tem interesse estratégico, sim, em investir no refino de bauxita para produção de alumina em Juruti e na implantação de Belo Monte, para eventualmente produzir alumínio primário na região. Mas todo esse nosso "sonho" de desenvolvimento da indústria de alumínio no Pará ainda precisa dar o primeiro passo: o sucesso da mina de bauxita em Juruti, que, por sua vez, depende de dispormos de energia elétrica no local, para substituir o óleo combustível (muito mais caro e menos ambientalmente recomendável) que estamos sendo obrigados a utilizar, devido à inexistência de eletricidade.
Nemércio Nogueira
Diretor - Assuntos Institucionais - Alcoa América Latina e Caribe
Resposta de Lúcio Flávio Pinto
A Alumar, implantada inicialmente pela Alcoa e Shell-Billiton, com a incorporação da Camargo Corrêa no meio do caminho, recebeu energia subsidiada da Eletronorte durante 20 anos, até 2004. Um subsídio inferior ao da Albrás, sua vizinha e concorrente de Barcarena, mas muito significativo, com todas as cláusulas a que Nemércio Nogueira faz referência. As duas tiveram as melhores tarifas no Brasil e, mesmo para quem consumia grande volume de energia constante, fez a diferença. Isto é história.
O diretor da Alcoa fornece um dado novo sobre o atual contrato, por mais 20 anos: de que é "bem mais caro que o das melhores fábricas de alumínio primário do mundo". Gostaria que os personagens desta história (Alumar, Albrás e Eletronorte) fornecessem seus dados para uma consolidação e prova dos nove. Como este jornal já registrou, inúmeras vezes, sem a menor reação do distinto público, se não houvesse corrupção - e da grossa - na construção da hidrelétrica de Tucuruí (que passou de US$ 2,1 bilhões no orçamento inicial para US$ 5,5 bilhões na contabilidade oficial, US$ 7,5 bilhões no cálculo alternativo e mais de US$ 10 bilhões na apuração mais rigorosa), não teria sido necessário subsidiar as indústrias eletrointensivas, como Albrás e Alumar. Quem disse isso foi o principal personagem dessa história, o engenheiro Eliezer Batista, ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce. O acréscimo da taxa de corrupção (e também pelo contrato excepcional da Camargo Corrêa já foi absorvido, mas se a energia agora fornecida pela Eletronorte à Alumar está tão cara assim, a que atribuir esse valor exagerado?
A Alcoa tem razão ao reclamar dos serviços da Rede/Celpa em Juruti, que a obrigam a recorrer a derivado de petróleo para ter a energia necessária à mina de bauxita, através de térmicas. Se as empresas privadas não resolvem o problema, cadê o governo, que continua oculto na oração? A "inexistência de eletricidade" no local é um indicador de que o representante da sociedade continuará a desempenhar um papel muito aquém do que lhe cabe nesta história.
Invasores ainda não foram intimados a deixar terreno na Fernando Guilhon
Repórter
Marcos Corrêa, um dos proprietários de uma área localizada no entorno do igarapé do Juá, no bairro da Conquista, em Santarém, invadida há cerca de um mês, informou a O Estado do Tapajós que a Justiça deu a reintegração de posse à família, mas que nenhum oficial de justiça compareceu ao local para intimar os invasores a deixar o local, até o fechamento desta edição. Os ocupantes da área estão tão tranqüilos que até marcaram para sábado(17) uma reunião para definir a ordenação da ocupação. A área ainda sofre com as queimadas feitas pelos ocupantes desde o dia 22 de setembro.
O Estado do Tapajós foi até o local e conversou com alguns invasores que estavam vigiando o pedaço de terra que separam para si. Os manifestantes pediram que a reportagem não divulgasse seus nomes.
Dona Maria (nome fictício) disse que invadiu o terreno com o intuito de 'tirar quatro lotes de terra para as filhas que ainda não têm casa. Ela disse que ela não precisa, mas está no local pelas filhas. Dona Maria não conseguiu os quatro lotes que queria, pois foi acertado que cada pessoa podia ficar com dois lotes, no máximo.
A invasora afirmou que passa o dia vigiando 'seu terreno', pois já apareceram diversas pessoas querendo se apropriar dos 'terrenos dela', além de outros, que segundo ela, vão para oferecer dinheiro para comprar os lotes, o valor máximo já oferecido foi de R$1.000, conta a senhora.
Para invasora os documentos apresentados pela família dona do terreno não foram suficientes para a sua saída. Ela questiona os dados do documento. E diz que não vai sair do terreno. Mas afirma que os invasores não vão usar de violência no caso da retirada deles mediante o documento de reintegração de posse.
Outro ocupante, João (fictício) diz que é casado e tem 2 filhas, mora de aluguel e precisa de moradia. Ele diz tirou somente um lote. Ele disse que se a família conseguir provar a posse do terreno ele sai sem problemas.
A reportagem conseguiu falar com uma integrante da comissão dos invasores. Maria Isabel Costa informou que o número de famílias cadastradas chega próximo de 3 mil. Ela diz que possuem a planta do 'futuro bairro', tendo a organização dos lotes e destinados até o local onde ficariam a escola, o posto de saúde.
A área total é de 1.370 hectares e pertence à Família Corrêa. Segundo informações da família, metade da área foi afetada pela invasão e não se sabe o número exato de famílias ocupantes.
Marcos diz que todos os documentos que a terra possui: Título de Posse, Certidões registradas em Cartório foram usadas como prova. Marcos disse que aguarda a posição dos órgãos competentes para realizarem a reintegração. Ele acrescenta dizendo que a terra pertence à família há cerca de 120 anos e que a Escritura Definitiva da área data de 1913.
Vazante é menor que a do ano passado no rio Tapajós
Repórter
O nível do rio Tapajós baixou cerca de 5,7 metros desde que atingiu seu pico máximo este ano, que foi de 8,30 metros. O Comandante Evandro de Oliveira Souza, delegado fluvial de Santarém informou os dados oficiais do nível do rio que, diariamente, é medido pela Marinha. A delegacia utiliza régua medidora da Agência Nacional das Águas (ANA).
De acordo com o comandante Evandro, o rio sobe até 30 de maio depois ele estabiliza e começa a baixar gradativamente. Sexta-feira (16), o nível estava em 2 metros 60 centímetros; 20 centímetros a mais que na data do ano passado. O pico máximo deste ano foi de 8 metros e 30 centímetros registrado no dia 1º de junho. Em 2008 o máximo atingido foi de 7 metros 54 centímetros, medidos em 17 de maio e o mínimo foi registrado de 1 metro 86 centímetros, em 11 de novembro.
Os dados refletem a grande cheia deste ano que superou a de 1953. Segundo o delegado fluvial, não existe uma medida exata do rio Tapajós. A conclusão foi tirada em conformidade com informações da cidade de Manaus que possuía régua medidora para o Rio Negro, na época.
A vazante dos rios requer uma cautela por parte dos navegantes, pois a descida propicia maiores possibilidades de encalhamento de embarcações.
Houve três ocorrências de encalhe de embarcações na Marinha de Santarém. O mais sério foi o do navio mercante Marcos Dias, próximo à Ilha das Marrecas no dia 4 de julho quando o rio media em torno de 7,5m. O navio ficou encalhado 21 dias. De acordo com o comandante, a embarcação possuía aproximadamente 200 metros de comprimento e 11 metros de calado (parte que demarca o limite de afundamento do casco da embarcação). Os outros encalhes foram de embarcações menores e ficaram apenas algumas horas encalhados. Foram: o navio motor Viajeiro e o barco Astronaza. Depois do encalhamento do Marcos Dias, nenhum outro navio de grande porte encalhou na região, mesmo com o nível do rio descendo.
O comandante explicou que a importância de se ter o conhecimento da área navegável e possui uma embarcação munida de equipamentos que facilitam a navegação, como: ecobatímetro, que mede a profundidade; radar, que percebe os obstáculos; GPS, localizador via satélite; o rádio para a comunicação e a Carta Náutica que ilustra todo o percurso desejado da viagem. Ele diz que não necessariamente o encalhamento de embarcações está ligado a baixa dos rios. Há uma série de fatores envolvidos. Muitas vezes o comandante da embarcação quer 'cortar' caminho e, isso acaba colocando em risco a segurança da embarcação e dos navegantes.
O comandante Evandro explicou que a Carta Náutica é imprescindível para a segurança da navegação, pois ela demarca todos os pontos navegáveis (os canais), os bancos de areia e delimita os pontos pela profundidade de cada área.
As áreas críticas para a navegação estão no canal que dá acesso a Monte Alegre e próximo a cidade de Curuá, que fica inavegável durante o verão, principalmente durante o mês de outubro. Devido à seca a profundidade do rio fica baixa possibilitando a entrada somente de bajaras.
TRE retarda definição de data da eleição de Mojuí dos Campos
Repórter
Apesar de ter deferido a realização da primeira eleição para prefeito, vice-prefeito e vereadores do recém-criado município de Mojuí dos Campos, na última terça-feira, o Tribunal Regional eleitoral(TER) ainda não publicou a resolução que fixam a data e as regras do pleito. O documento era esperado para ser votado na sessão da última quinta-feira(15), mas acabou adiado por causa das ausências na sessão do presidente e do vice-presidente da Corte eleitoral. Segundo informações extra-oficiais, a eleição será realizada dia 20 de dezembro de 2009 para permitir a posse dos eleitos em primeiro de janeiro de 2010.
O ex-deputado Nicias Ribeiro (PSDB) esclarece que foi nomeada uma comissão para elaborar a resolução das normas do processo eleitoral, pois trata-se de uma eleição extraordinária. Será obedecida a legislação eleitoral adequando a exigüidade do tempo para que em 1º de janeiro de 2010 se instale o município com a posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores.
Quanto ao prazo reduzido de campanha eleitoral, Nicias acredita que em 5 ou 7 dias será o prazo estipulado para fazer as convenções partidárias. A partir dela a campanha poderá ser iniciada. Ele ressalta que a campanha oficial é de 60 dias e que a de Mojuí pode ser realizada tranquilamente em 45 dias, levando em consideração a data da eleição ficar para o domingo de dezembro antes do Natal.
De acordo com Nicias os prédios utilizados para a instalação da prefeitura e câmara de vereadores serão, a princípio, alugados em decorrência da falta de estrutura e recursos para a construção.
O ex- deputado explicou o porquê da instalação ser no dia 1º de janeiro."O juiz, a partir de 2 de janeiro, faz a comunicação oficial para o Presidência da República, o Congresso, o Judiciário, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o IBGE. O Instituto faz o cálculo da população e encaminha ao TCU para ser calculado o coeficiente da cota-parte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Este coeficiente valerá também para a cota-parte do FUNDEB, para as cotas do SUS e do Ministério da Saúde , assim como para a elaboração do coeficiente da cota-parte do ICMS estadual."
Mas Nicias esclarece que devido às comunicações que precisam feitas aos órgãos oficiais, "o município ficará, aproximadamente, de janeiro a março sem receber nenhum recurso. Quando o coeficiente estiver calculado, o município começará a receber sua cota-parte. Será repassado todo o retroativo dos meses em que não recebeu", explicou.
Mojuí nasce pobre ou rico?
Segundo Nicias, nasce rico, pois o coeficiente de Mojuí será maior que o de Belterra, Rurópolis e Placas.
Santarém perde com a emancipação de Mojuí?
Nicias disse que Santarém já ultrapassa 158 mil habitantes atingindo o coeficiente aproximado de 4.0 do FPM. E com a saída de Mojuí esse coeficiente não será alterado. "Talvez o coeficiente de Mojuí chegue a 2.2 ou 2.5 do FPM. É bom para Mojuí e para Santarém", comenta Nicias.
Verba do Hospital Regional foi reduzida em 25%
Repórter
O diretor do Hospital Regional do Baixo-Amazonas, Jeferson Machado, revelou durante a sessão da Câmara de Vereadores, realizada na última quarta-feira, que a Secretaria de Estado de Saúde Pública fez um corte significativo no orçamento da instituição , que antes era de cerca de R$ 5,5 milhões mensais está em torno de R$ 4,1 milhões. O impacto, segundo o diretor, " foi de 25% dos recursos".
O diretor tentou minorizar o efeito da crise expondo um comparativo dos serviços prestados pelo hospital desde a inauguração até hoje. Mas o comparativo que os vereadores e médicos contrapusessem o diretor. Ele explica que quando o contrato foi firmado, constavam as metas quantitativas de atendimentos. "O valor seria reajustado conforme os números de atendimentos", disse.
A crise no Hospital Regional do Baixo Amazonas foi a pauta da quarta-feira (14) na sessão especial da Câmara. A sessão aconteceu em decorrência da insatisfação dos vereadores quando visitaram o HR na semana passada para pedir explicações sobre as denúncias de demissões feitas pela gestora do hospital onde não foram recebidos pela direção da unidade.
A sessão especial contou com a presença dos 14 vereadores de Santarém e do Deputado estadual Alexandre Von, além de representantes da SESPA, Pró-Saúde (gestora do HR), mais de 20 médicos, acadêmicos de medicina, Conselho Municipal de saúde, vereadores do Baixo-Amazonas (Alenquer, Belterra, Juruti, Medicilândia), o prefeito de Trairão e representantes da sociedade em geral.
Os convidados deixaram a desejar nas explicações dadas na tribuna. Limitaram-se em explicações vagas. Leoni Rocha, assessor da SESPA, fez uma retratação pública com relação ao não recebimento dos vereadores e da imprensa pela direção do Regional. Disse que a Pró Saúde estava autorizada em receber os vereadores, mas não podia informar dados sem o consenso da SESPA.
Ficou acordada entre os vereadores e a SESPA a presença da secretária Silvia Cumaru na sessão do dia 14, mas o assessor justificou a ausência da secretária por falta de passagens disponíveis para a data. Sob vaias o representante da SESPA continuou o discurso dizendo que todos os dados constam em uma planilha feita pela SESPA.
O que revoltou os presentes foi a vinda do assessor sem a confirmação oficial dos dados. Ele foi questionado por vários vereadores por não possuir documentos que subsidiasse sua fala.
Leoni Rocha afirmou apenas que no contrato e o termo aditivo constam um repasse anual de cerca de R$ 65 milhões e, esse aditivo está à disposição de discussão. O que ocorreu foi uma repactuação dos serviços. O Hospital Regional é de média e alta complexidade, mas estava operando com atendimentos de baixa complexidade, fugindo do perfil da unidade. Devido a isso, os serviços foram readaptados ao perfil que o hospital é proposto. Acarretando redução de recursos.
Demissões
Na tribuna o diretor do Hospital Regional não falou sobre as demissões, pois ficaria a cargo da SESPA. Mas, em entrevista, disse que foram 83 demitidos e que "as demissões aconteceram porque o HR terá que atender ao perfil diferente do atual. Os serviços ficarão concentrados em um perfila baseado no território que a SESPA redefiniu. Conseqüentemente, o orçamento mudou acarretando a redução de pessoal", explicou.
Segundo Jeferson, o retorno dos funcionários com o quadro atual não está descartado, mas só se houver mudanças favoráveis para o quadro talvez haja o retorno dos demitidos.
O médico Luis Rodolfo Carneiro discorda da fala dos representantes da SESPA e da Pró- Saúde. Exemplificou com a situação do gerenciamento municipal de Santarém cuja secretaria de saúde consegue gerenciar com um recurso aproximado de pouco mais de R$1 milhão por mês. Questionou o restante dos recursos que a Pró-saúde tem para aplicar no HR. Sugeriu que até a próxima sessão pública dia 27/10 com a presença da secretária estadual de saúde, o HR volte a funcionar normalmente. Até porque, segundo o ele, não foi dada nenhuma explicação para a população, para os médicos e funcionários. Em entrevista defendeu a opinião dos médicos na continuação dos serviços e argumentou que se a SESPA precisa reduzir recursos que se faça uma redução linear e de custos ao invés de extinguir serviços, seria mais justo com a população, com os médicos e os demais funcionários.
Os serviços que estão funcionando são os de fonoaudiologia, dermatologia, reumatologia, endocrinologia, oftalmologia, cirurgia buco-maxila-facial.
O Deputado Alexandre Von avaliou a sessão de forma positiva por um lado, onde as questões da população foram expostas para os responsáveis. Mas por outro lado foi vazia, pois não alcançou os esclarecimentos devidos sobre o desmonte feito no Hospital Regional, pois "os representantes perderam uma oportunidade de ouro de abrir a 'caixa preta' do gerenciamento do hospital", afirmou. O deputado confirmou presença na próxima sessão.
Coluna do Estado (Expressas)
Pontuando - José Olivar
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Enfermeira nota mil
Esta história não tem cartas. Nem adianta procurar. Cacilda Rosa Bertoni, enfermeira e administradora hospitalar, 90 anos, diz que não encontrou nenhuma. Mas esta é uma grande saga e vamos contá-la. É a memória viva do serviço de saúde pública em Brasília.
Cacilda chegou em Brasília em 1958. Melhor, chegou no Núcleo Bandeirante, Brasília não existia, era apenas um canteiro de obras. Morou até 1960 em uma casa de madeira na Segunda Avenida, número 1.105, onde hoje é o Colégio La Salle. Em sua carteira do trabalho, sob o registro número 078, está o seu contrato como funcionária da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, assinada em 16 de maio de 1960.
A história da enfermeira Cacilda é uma saga. Sua história não começa com a chegada em Brasília. Antes ela percorreu a Amazônia. Era a década de 1940. E bem antes disto ela ficou órfã de pai e mãe e foi acolhida pela Igreja Metodista. O roteiro de Cacilda inicia em Piracicaba e segue para Ribeirão Preto (SP). De lá ela viaja para o Rio de Janeiro com o objetivo de estudar na Escola de Enfermagem Anna Nery, criada em 1923, e ser missionária. Diplomada em 20 de maio de 1946, embarca para Belém (PA) no dia primeiro de junho para trabalhar no Hospital de Doenças Tropicais Evandro Chagas. Ficou dois anos e seguiu para Breves, na ilha de Marajó, onde os doentes precisavam muito mais dela dos que os enfermos da capital do estado. Na ilha permaneceu por mais dois anos.
“Era a época do esforço de guerra”, recorda Cacilda. Os Estados Unidos precisavam de borracha e para ter a matéria-prima os seringueiros necessitavam de atenção à saúde. E lá estava a enfermeira. De Breves, seguiu para Santarém, também no Pará, para organizar um novo hospital. Feito o serviço, aceitou uma bolsa para estudar Administração Hospitalar em Maryland, Baltimore (EUA).
No retorno ao Brasil casou com um representante da indústria farmacêutica, Afonso Bertoni, tiveram três filhos. Foi do marido a idéia de vir para Brasília, mas ela veio na frente, no final de 1957. Cacilda recorda que no Núcleo, nessa data, já havia uma Igreja Metodista, coordenada pelo pastor Antônio Margarido Mendes.



