segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Noca inaugura quiosque amanhã na praça São Sebastião
400's PM atuam na desocupação da área do Juá

A Polícia Militar está empregando na operação no terreno do Juá ,invadido desde outubro de 2009, cerca de 400 homens incluindo uma tropa do Choque de Belém que chegou a Santarém na madrugada de hoje.
Além da Polícia Militar participam da reintegração a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Tutelar, Ibama, Secretaria de Meio Ambiente de Santarém e agentes municipais de trânsito.
Todo o processo está transcorrendo na maior tranqüilidade possível, pois os invasores não apresentam resistência quando são informados pelo oficial de justiça da necessidade de desocuparem os barracos e retirarem seus pertences.As pessoas que ocupavam a área passaram a madrugada e continuam em manifestação em frente a prefeitura de Santarém, onde a Polícia Militar também tem empregado guarnições para garantir que a ordem e tranqüilidade sejam mantidas no local.
(Com informações e fotos da PM)
Rodovia Everaldo Martins está sem sinalização
Mas a estrada que liga Santarém a Alter do Chão ainda não recebeu sinalização horizontal, tornando a viagem perigosa, já que muitos motoristas trafegam naquela via em alta velocidade.
Dilma e Padilha reagem a FHC
O PT decidiu responder ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso após um artigo em que o tucano critica a estratégia do governo para vencer as eleições de outubro. No domingo, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência, disse que sua campanha não vai parar com as comparações entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e FHC. "Não estou desmerecendo ninguém, estou dizendo que nosso caminho é melhor", afirmou.
A edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo traz um artigo assinado por Fernando Henrique em que o ex-presidente afirma que Lula, levado por "momentos de euforia", está inventando inimigos e enunciando inverdades. FHC ainda lamenta que o presidente tenha se deixado contaminar por "impulsos tão toscos". "Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa", diz o texto.
Já Dilma afirmou que sua campanha defende a comparação entre os governos para que os brasileiros escolham seu caminho. "Essa é a forma de nós confrontarmos as possibilidades", disse a ministra. "Comparar não é ficar olhando pelo retrovisor. Comparar é discutir que caminho vou seguir. Sem sombra de dúvida, houve passos no governo anterior, agora, o que estou dizendo é que o nosso caminho é melhor", completou.
As comparações foram defendidas também pelo ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha. Ele ainda afirmou que o PT está disposto a debater com os tucanos suas propostas para o futuro. "Assim que mostrarem o que querem fazer, nós vamos comparar com aquilo que queremos fazer daqui para frente."
Operação da PM na área do Juá derruba construções e cercas
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Clasificação do campeonato paraense
2º Paissandu, 8 pontos
3º Independente, 7 (saldo: 2/gols pró: 5)
4º Cametá, 5
5º Águia, 4 (saldo: 0)
6º Santa Rosa, 4 (saldo: -3)
7º Ananindeua, 3
8º São Raimundo, 2
Ação da PM no terreno do Juá 'vazou' para invasores
A prefeita tomou conhecimento que o serviço reservado da PM já tinha detectado um movimento de resistência ao cumprimento da liminar, e que por isso a operação teria sido abortada para não provocar situações descontroláveis de ambas a partes.
O Blog do Estado apurou que os invasores, orientados por lideranças do MST, estariam fabricando coquetéis molotoves para enfrentar o grupo de missões especiais da PM.
A PM também já estaria em mãos com os nomes dessas lideranças do MST e dos invasores que organizaram a reação à ação da PM mas, inexplicavelmente, não efetuou nenhuma prisão.
Como a operação policial foi abortada, os manifestantes, então, decidiram ocupar o prédio da prefeitura de Santarém para forçar uma reunião com a prefeita Maria do Carmo.
Invasores da área do Juá ocupam prédio da prefeitura de Santarém
Daqui a pouco mais informações.
Re-Pa da confusão termina empatado
Por Gerson Nogueira:
Com o placar definido ainda no primeiro tempo - gols de Moisés, aos 45, e Vélber um minuto depois -, o Re-Pa mais atrapalhado de todos os tempos foi tecnicamente um jogo acima do esperado, com bons momentos dos dois lados e lances eletrizantes até os instantes finais. No primeiro tempo, o Remo esteve mais tempo com a bola e teve ligeira superioridade até a expulsão (corretíssima) do volante Ramon aos 40 minutos.
A partir daí, o Paissandu passou a mandar na partida e pressionou seguidamente, com muito perigo. Até que, em jogada iniciada pelo lado direito de seu ataque, a bola foi lançada por Luciano Dias para o interior da área e Moisés, oportunista e veloz, antecipou-se aos zagueiros e mandou para as redes de Adriano.
Os jogadores do Paissandu se prolongaram nas comemorações do gol de Moisés e custaram a recompor a defesa. Gian deu a saída rapidamente, passou por dois marcadores e tocou para Vélber, que entrou livre para encobrir o goleiro Alexandre Fávaro e empatar a partida. O Remo substituiu Marciano por Marlon para recompor o setor de marcação.
Na sequencia, o Paissandu ainda teria a dupla oportunidade de desempatar, depois que a bola bateu no travessão de Adriano e, no rebote, foi cabeceada novamente na trave pelo atacante Luciano Dias.
Na etapa final, a situação se inverteu: o Paissandu tinha o domínio das ações, tocava a bola quase com liberdade em seu campo, mas não conseguia ser incisivo nos lances de área. O técnico Barbieri, aos 20 minutos, lançou o veterano Zé Augusto no lugar do lateral direito Parral e aumentou seu poderio ofensivo, embora o atacante tenha sido deslocado para jogadas pelos lados do campo.
O volante Sandro, mais recuado, organizava as jogadas, tentando lançamentos para Brida (que entrou no lugar de Fabinho), que atuava como ala, e Jênison (que substituiu Tácio), pelo lado direito. Confuso e errando muitos passes, Jênison não dava andamento às jogadas e atrapalhava as tentativas de Moisés, que tentava se deslocar constantemente para confundir os zagueiros do Remo e o bloqueio de Danilo, incansável no combate à entrada da área.
O Remo pressionava esporadicamente, aproveitando o contra-ataque através de lançamentos longos de Gian para Héliton e Vélber. Em um desses lances, Héliton invadiu pela direita e disparou forte, à meia-altura, para boa defesa de Fávaro. O Paissandu deu o troco em grande jogada na entrada da área, finalizada por Zeziel em meia-bicicleta. Adriano espalmou em lance de puro reflexo.
Sinomar Naves fez sua última alteração (o estreante Índio, havia sido substituído ainda no primeiro tempo, por Levy), tirando Gian, cansado, e lançando Samir para ajudar na armação. O Paissandu, porém, continuava mais presente no ataque e perdeu boa chance com Luciano Dias, que mandou a bola rente à trave, aos 41 minutos. Na saída rápida para o ataque, uma boa trama iniciada por Marlon quase resultou em gol remista, após disparo de Héliton da entrada da área.
A igualdade no placar terminou sendo o resultado mais justo para o clássico, pela produção e empenho das duas equipes, mas os bicolores lamentaram as oportunidades não aproveitadas. (Foto: MARCELO LÉLIS/Bola)
Jader pede a Dirceu lista tríplice do PT para PMDB escolher candidato a presidente
Do Blog do Parsifal, sob o título abaixo:
Três pra cá, três pra lá
Quando o advogado Zé Dirceu esteve em Belém, em conversa com o Deputado Jader Barbalho, lá pelo meio da prosa saiu-se com o verso de que o PT insistia na tese de receber uma lista tríplice do PMDB para escolher o candidato a vice de Dilma Rousseff.
Jader Barbalho, homem de fino trato, não mandou Zé Dirceu pastar, como o fez Ciro Gomes, mas, arredou veementemente a leviandade: o PMDB escolherá um nome e o entregará ao PT.
Zé Dirceu quis ponderar. Jader fechou a estrofe: “está bem Zé, mandem ao PMDB uma lista tríplice com os candidatos a presidente do PT para o PMDB escolher um, e nós faremos o mesmo com o vice.”
Sem medo do passado
Fernando Henrique Cardoso
Ex-presidente da República
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que, se a oposição ganhar, será o caos.Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá: "o Brasil sou eu!" Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições.
Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote — o governo do PSDB foi "neoliberal" — e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social.
Os dados dizem outra coisa. Mas, os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente.
Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país.
Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio.
Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI — com aval de Lula, diga-se — para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte.
Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista.
Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010:
"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha seis milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela".
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia.
Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo.
De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo.
O Bolsa Escola atingiu cerca de cinco milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras seis milhões, já com o nome de Bolsa Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da Aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos.
Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de três milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas, se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Estádio de Santarém muda de nome
O nome estádio Jader Barbalho, ou melhor Barbalhão, já não é mais citado em entrevistas dadas pelas autoridades municipais. O nome adotado é Colosso do Tapajós, depois que o Ministério Público ingressou com ação para proibir que nomes de pessoas vivas dêem nome a prédios públicos.
O detalhe é que, por força legal, a medida teria de ser cumprida cedo ou tarde, mas não se entende a pressa com que a administração petista de Santarém tratou logo de desvincular o nome de Jader Barbalho do estádio, que é estadual, mas é administrado pelo município.
Outro detalhe que não passa despercebido é que o nome do ex-governador Jarbas Passarinho continua dando nome ao prédio-sede do executivo municipal, sem que o letreiro tenha sido retirado da fachada principal da prefeitura de Santarém depois da ação do MP.
Nomeados 213 concursados da Seduc
A governadora Ana Júlia Carepa nomeou, ontem, 213 novos assistentes administrativos aprovados em concurso público
da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Os novos servidores serão distribuídos pelas escolas da rede estadual
em diversos municípios. Com esses, contabiliza-se 16.964 servidores concursados nomeados pelo atual governo.
Águia vence e deixa Pantera na lanterna
Com a vitória, o time marabaense, agora com 4 pontos, deixa o São Raimundo na laterna, com apenas 2 pontos na tabela de classificação do Parazão 2010.
Prefeitura de Santarém convoca candidatos aprovados em concurso para a região do planalto
Leia os editais completos aqui.
Justiça confirma Re-Pa no Mangueirão
Agora, ao que parece, o Re-Pa está mesmo confirmado. Toda a polêmica envolvendo o clássico, com duas tentativas frustradas de cassação da liminar que autorizou sua realização, chegou ao fim na manhã deste sábado. A desembargadora Raimunda Gomes Noronha, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado, depois de fazer uma visita ao estádio, manteve a liminar que garante a realização do clássico previsto para este domingo, às 16h, no Mangueirão. Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 20,00 (arquibancadas), no Baenão, Curuzu e sede da Federação Paraense de Futebol.(Gerson Nogueira)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Quem tem força para usar na eleição
Editor do Jornal Pessoal
A Democracia Socialista é tendência ideológica (ainda?) minoritária dentro do Partido dos Trabalhadores em todo país. Mas conseguiu conquistar o governo de um dos cinco Estados nos quais o PT se saiu vitorioso na eleição de 2006 (menos de 20% das unidades da federação), impedindo a quarta vitória seguida do PSDB, a terceira tentativa do ex-governador Almir Gabriel. Quem não fosse além desse número concluiria que a DS conseguira façanha semelhante à dos bolcheviques: embora minoritários, eles saíram da crise que levou à revolução russa de 1917 como os donos do poder. Os bolcheviques, à parte todos os seus graves erros e crimes, constituíram um dos mais brilhantes grupamentos intelectuais de todos os tempos, em qualquer lugar.
A comparação deve ser sedutora, mas é oca de conteúdo. Se dependesse dela mesmo, a senadora Ana Júlia Carepa não seria candidata ao governo do Estado. Raríssimos acreditavam que ela podia vencer a máquina tucana (que, em tese, ia ser colocada por Simão Jatene a serviço da volta de Almir, o que acabou não acontecendo, ao menos com a ênfase das eleições de 1998 e 2002). Jader Barbalho precisava acreditar que sim. Lula também. O objetivo de ambos era vencer o PSDB, intruso no esquema populista que precisava ser mantido (o PMDB teria, em 2006, quase o dobro de governos estaduais: 9).
O deputado federal peemedebista ofereceu ao presidente petista um esquema que podia dar certo: colocar Ana Júlia no 2º turno, quando seria plenamente viável abater o tucano, em vôo desastrado, usando como ponte uma candidatura auxiliar (que quase cresce além de todas as expectativas, a de José Priante). Ana Júlia recebeu o prato feito em Brasília e, depois de certa relutância, o aceitou. E assim se tornou a primeira mulher a governar o Pará, sem currículo que permitisse antecipar essa façanha histórica. Ou sustentar sua realização, depois.
Mas a nova governadora acreditou na força que imaginou ter e na versão que seu grupo passou a criar a partir daí. Como é próprio de vanguardas, reais ou imaginárias, a DS acreditou na força que alardeava, mesmo não a possuindo. Depois de três anos de exercício do poder estadual, continua a ser um grupo minoritário no PT, na representação política e no Estado. Cresceu, é bem verdade, e ainda poderá continuar crescendo até a eleição de outubro, mas a relação custo/benefício (ou de vantagens comparativas) pelo uso e abuso da máquina pública é inferior à dos tucanos e, antes deles, dos peemedebistas. O PT também se tornou fisiológico, mas nesse campo ainda está aprendendo, apesar do tom doutoral dos seus líderes.
O problema é que o PMDB de Jader Barbalho, supostamente aliado, mas, na prática, um sapo de difícil deglutição (e vice-versa, pela ótica do ex-governador), que devia ser abatido, cresceu mais do que o PT e, principalmente, do que a DS. Não sei se algum “socialista democrático” tem consciência desse fato, mas basta lembrar que, com todos os recursos que a chave do cofre do tesouro estadual e a caneta que assina os atos de nomeação e demissão proporcionam, a DS só tem um candidato a deputado federal: é o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty.
Puty entrou no jogo do poder ao ser nomeado para integrar o secretariado. Até então, seu universo se limitava à academia. De lá contemplava o espetáculo da política como um observador interessado, mas sem participação efetiva. O exercício do maquinismo oficial lhe despertou o desejo de entrar na roda da fortuna. A pretensão é natural e deve ser encorajada, mas Puty almeja muito mais votos do que poderia alcançar se não contasse com o sopro do alto para passar à frente de quem está há mais tempo na fila e sobe vencendo cada etapa intermediária.
O sopro que projetou Puty mais acima vai derrubando quem já estava a postos pelo caminho, seja adversário, aliado ou correligionário. Por enquanto, a gritaria é mais na casa do PT. Tornou-se tonitruante pelas vozes do deputado federal José Geraldo e da deputada estadual Bernardete ten Caten, que ecoam vozes ainda no solfejo dissonante. A principal reserva de votos deles é no sul do Estado, com ênfase em Marabá, onde as lideranças costumam ficar pulverizadas. Para atrair mais adesões, um dos instrumentos mais eficazes é o Incra (assim como, embora sobre outra clientela, o Ibama). O Incra recebeu um reforço de 30% para este ano, mas para que o comando mude de mãos e apóie o preferido da governadora, que fez de Marabá o destino principal das suas viagens ao interior.
Essa cisão interna revela não apenas o tamanho verdadeiro da DS, mas o “desenvolvimento não-sustentável” do PT paraense no governo – para o bem e para o mal. Ao analista isento e bem informado não escapa mais uma conclusão: sem o uso da máquina e a decisiva participação do governo federal, Ana Júlia Carepa estaria com a reeleição ameaçada, ou comprometida de vez.
O problema está em saber se bastam essas duas forças para reverter a rejeição que a governadora acumulou? Dizem alguns comentadores de pesquisas metafísicas que o índice da governadora já é pior do que o de Jader Barbalho, inclusive na área da capital. Se é ou não é, não se sabe ao certo por falta dos resultados da sondagem. Mas a rejeição é uma pedra tão grande no caminho da governadora quanto na do seu incerto aliado principal.
Só que, sem os mesmos recursos da petista, Jader se fortaleceu mais do que ela, ainda que essa riqueza que formou represente também uma fonte de angústia para ele. Jader pode tomar várias decisões, mas, se a escolha não for vitoriosa, seu futuro estará comprometido de vez. Por isso, a melhor alternativa, que seria disputar o governo, é também a mais arriscada.
No entanto, parece fora de dúvida que o espantalho da política paraense em quase três décadas demonstrou capacidade de sobrevivência excepcional. Boa parte dessa capacidade deve-se a qualidades que, em política, respondem pela liderança autêntica, mesmo quando negativa, porque testada em diversas condições e momentos. Dentre elas a de se impor ao PT neste novo e grande teste, para o qual o Partido dos Trabalhadores não se apresenta com as mesmas qualidades. Continua muito menor do que a própria sombra – e tão distante das suas promessas e compromissos.
NOTA DA REDAÇÃO – A edição já estava fechada quando o Diário do Pará anunciou, na segunda-feira, 1º (em mais um bom trabalho da repórter Rita Soares), o principal resultado dos entendimentos do final de semana no PT para apaziguar as dissensões internas, geradas pelo favorecimento do governo a Cláudio Puty. O chefe da Casa Civil terá que antecipar sua desincompatibilização, de 3 de abril para uma data próxima do final deste mês, mas ainda não definida. Para não ficar escancarado o recuo, a governadora Ana Júlia Carepa estabeleceu esse prazo como fatal para outros três secretários estaduais que também concorrerão em outubro: Edílson Silva, da Cultura; Suely Oliveira, de Urbanismo (outros dois preferidos da DS), e Valdir Ganzer, dos Transportes. Bernadete também conseguiu retomar o controle do Incra em Marabá, perdido pelo aliciamento de Puty do atual dirigente do órgão, Raimundo Oliveira, que fará com o secretário dobradinha como candidato a deputado estadual, apoiando-o para federal. As ameaças da deputada e de Zé Geraldo deram resultado. Refeito o pacto, todos ficaram satisfeitos. As questões suscitadas pela reação dos parlamentares contrariados foram esquecidas, como conveio a todos. Menos à opinião pública.
Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós
SEFA cobra IPVA maior que tabela do Diário Oficial do Estado
Dia 18 é o prazo para farmácias venderem somente remédios
Pegas na Rui Barbosa já ocorriam antes do reasfaltamento da avenida
Urnas eletrônicas de Mojuí chegam em março
Everaldo assume Casa Civil dia primeiro de março
Invasores avançam sobre ára do Juá
Novo delegado da Marinha descarta base de fiscalização em Monte Alegre
Diretor da penitenciária desmente espancamentos em Cucurunã
Conselho de Saúde quer retorno marcado no hospital regional
Registrados 64 casos de hanseníase em Santarém no ano passado
Reformado, Museu João Fona não tem guias especializados
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Re x Pa será domingo
PGE e SEEL convocam coletiva para as 19 horas, no CIG, em Belém.
Everaldo assume Casa Civl dia 1º de março
Everaldo Martins foi recebido ontem à noite pela governadora Ana Júlia para conversarmos, os três, sobre a transição da Casa Civil, já que os secretários candidatos saem dia 1º de março, antecipando em um mês o período de desincompatibilização. E também fazer uma avaliação dos desafios do governo e formas de superar esses desafios.
Foi uma conversa tranquila e Everaldinho se colocou inteiramente à disposição da governadora para trabalhar na diretriz apontada pelo governo, para somar.
Ônibus do interior, mesmo sem catraca, apanham passageiros na zona urbana de Santarém
Repórter
Se dependesse da quantidade de ônibus em Santarém, os usuários teriam um serviço melhor de transporte coletivo. Conforme dados da Secretaria Municipal de Transporte (SMT), Santarém possui um cadastro com 105 ônibus da área urbana, 47 intramunicipais. Belterra também faz parte desse cadastro com 2 empresas e 6 ônibus. Mojuí dos Campos ainda está cadastrado como linha intramunicipal, mas com a instalação do novo município, a SMT está fechando um convênio com a ARCON - Agência Reguladora do Estado - para que a fiscalização de Belterra e Mojuí dos Campos fique a cargo da secretaria de transportes de Santarém.
Mas a realidade é outra. Basta apanhar um ônibus em uma das paradas específicas no Mercadão, ou na Silvino Pinto, próximo à Feira da Candilha, para se constatar que a frota data do século passado. Além de antigos, os ônibus não estão em bom estado de conservação.
Muitas vezes os ônibus viajam com excesso de carga, poltronas e assentos quebrados, faróis quebrados, lataria enferrujada e deteriorada, pneus carecas. Esses são alguns aspectos que podem ser vistos a 'olho nu'. As condições internas, do motor e de outros equipamentos só podem ser avaliadas por um profissional mecânico que tenha acesso a um dos coletivos com linha para o interior.
Os problemas não são apenas de condições de veículos, mas do serviço prestado de modo geral. Muitos ônibus que vêm das comunidades vão pegando passageiros ao longo do trajeto dentro de área urbana. O que segundo Sandro Lopes, secretário municipal de transportes, não é ilegal. "todos podem pegar, mas os intramunicipais não têm bilhetagem eletrônica", explica o secretário.
Dentro da área urbana é comum vê passageiros que pegam esses ônibus por falta de opção, muitas vezes querem chegar mais rápido ao seu destino e acaba deparando-se com um ônibus que não oferece boas condições, além de não receber a bilhetagem eletrônica. As empresas da área urbana disputam diretamente com os da área rural. Muitas rotas coincidem principalmente nas comunidades às margens da Rodovia Curuá-Una e Santarém-Cuiabá.
Geralmente, os ônibus que vêm das comunidades alguns chegam sujos, com muita poeira ou lama, dependendo da estação do ano; com cargas e, na grande maioria, em péssimas condições de uso e segurança. A competência de fiscalizar esse tipo de situação é da SMT.
Sandro Lopes informa que o controle é difícil, mas informa que os ônibus passam por vistorias semestrais, e quando é verificada ocorrência de sujeira ou más condições, a empresa é notificada, primeiro como advertência e depois com multas até 200 UFMS.
Segundo o secretário, o problema é que as muitas linhas intramunicipais não são viáveis e o atendimento só consegue ser feito, muitas vezes, por alguém que mora na comunidade.
No caso da Estrada Nova, o secretário explica que houve um ônibus apreendido e a empresa notificada através da fiscalização da SMT. Os fiscais detectaram o transbordo de passageiros para uma caminhonete e corte de linha, retorno antes do previsto.
Sandro diz a comunidade foi até a secretaria, mas não havia nenhum problema com relação ao atendimento da linha, era apenas questão de operação, descumprimento das regras. O proprietário da empresa pode reaver o ônibus após o pagamento da multa.
A SMT vai disponibilizar mais 3 pontos fixos de fiscalização, cabines e duas motos para dar mais mobilidade aos fiscais. O secretário diz que qualquer usuário pode denunciar quando for mal atendido ou verificar uma situação irregular dos transportes coletivos. O número para denúncias é o 158.
Sandro finaliza dizendo que a responsabilidade pelo bom funcionamento do transporte coletivo é todos: a fiscalização, os operadores e o usuário.
Restaurante popular tem que ser entregue até 30 de abril, diz Semtras
De acordo com informações da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (SEMTRAS), não tem data de entrega definida, mas o prazo de vigência do contrato vai até 30 de abril. "dentro desse prazo pode ser entregue, depende só da secretária", afirma Tânia Borges, do setor financeiro da SEMTRAS.
A SEMTRAS informou que após serem tomadas todas as providências, o restaurante será inaugurado. Segundo Tânia Borges, as providências dependem de liberação da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, que faz vistoria na obra e gera um boletim de medição para então liberá-la.
Segundo Ana Elvira Alho, titular da SEMTRAS, a secretaria está fazendo licitação para determinar a forma de gestão do restaurante. A licitação é conforme o padrão do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) cuja definição apontará se a gestão será pública, terceirizada ou mista.
O perfil do restaurante, segundo Ana Elvira, terá capacidade para até 500 refeições por dia. O espaço é multiuso e, além de restaurante, poderá ser utilizado para outros fins, como, teatro, apresentações. As dependências contam com salas, mini auditório. Dra. Ana Elvira ressaltou que haverá um posto de atendimento do Bolsa-Família para os ribeirinhos.
A reportagem de O Estado do Tapajós esteve no local e constatou que as obras estão prontas, apenas pequenos ajustes estão sendo realizados, como, colocação de lajotas no auditório e algumas salas. A cozinha, já está montada; fogões, exaustores, câmaras de frigoríficas, entre outros materiais. A placa que divulgava o prazo e o valor total da obra já foi retirada do local.
Os vendedores do Mercadão 2000 reclamam da demora, pois com a abertura do restaurante popular, os que não têm condições de pagar 6 reais por um prato de comida serão beneficiados com a refeição custando 2 reais.
A data de publicação do convênio é de 25 de novembro de 2005, com vigência de novembro de 2005 a dezembro de 2007. Já se passaram 2 anos do vencimento do prazo e as obras não foram concluídas.
Presos deveriam estar em albergue
Repórter
Conforme Ação Civil Pública ingressada pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o Estado do Pará, os presos do regime semi-aberto em Santarém deveriam estar recolhidos em uma Casa de Albergado. A casa deveria ser construída com capacidade mínima de 90 presos. A Ação é de 2007, mas o Estado entrou com recurso após a liminar ser concedida, em primeira instância, pelo Tribunal de Justiça em Santarém.
Enquanto isso não acontece o sistema carcerário de Santarém passa por uma fase crítica, tumultos e ameaças de rebelião são uma constante, causando problemas para os presos e familiares e para os órgãos de segurança pública Estado. Os presos que condenados por crimes de potencial menos ofensivos são obrigados estar no mesmo complexo penitenciário que os de alta periculosidade.
Sabe-se que os presos são separados por pavilhões, mas de alguma forma os presos do semi-aberto tem acesso a área externa do presídio e conseguem ter uma visão mais ampla da possibilidade de escapar. Conseqüentemente, mesmo sem contato, acabam influenciando os demais presos do regime fechado e provisório a uma tentativa de fuga ou de rebelião.
O Estado recorreu por conta da multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da liminar. Em outubro de 2007, a decisão foi modificada, no que diz respeito ao pagamento da multa diária pelo Estado, que passou de R$ 10 mil para R$ 1mil por dia. A desembargadora do caso foi a Dra. Célia Regina de Lima.
A decisão só tem valor legal a partir da publicação do Acórdão no Diário Oficial, que se deu apenas em julho de 2009, ou seja, quase dois anos depois. Em virtude disso, o Estado está obrigado a cumprir a liminar, e construir um albergue para os presos do semi-aberto, mas até agora não o fez, e desde então passa a valer o pagamento de multa diária de R$ 1 mil.
Segundo o MPE, a atual situação do processo é: o Estado foi notificado dessa decisão e a Ação passa a correr em segunda instância, ou seja: o MP de Santarém tem que ser intimado pelo TJ de Belém a ingressar com outro tipo de recurso, já relacionado ao não pagamento da multa. Mas até essa data, isso ainda não ocorreu.
Apenas 1.200 torcedores assistem ao jogo do Pantera em Cametá
O S. Raimundo voltou a vacilar nos minutos finais de jogo. Na tarde desta quarta-feira, no Parque do Bacurau, em Cametá, o time santareno saiu na frente, aos 9 minutos do segundo tempo, através do estreante Max Jari (de cabeça). Pressionado pelo Cametá, acabou permitindo a igualdade aos 48 minutos do tempo final. O Rodrigão, também de cabeça, marcou para o Mapará. O atacante é santareno, ex-jogador do São Francisco, levado para a equipe cametaense pelo técnico Artur Oliveira.
O resultado manteve o Cametá na terceira posição, agora com 5 pontos. Já o Mundico soma 2 pontos e deixou a lanterna para o Águia de Marabá que tem apenas 1. A renda divulgada foi de R$ 9.875,00. Público total de 1.227 torcedores, com 1.067 pagantes e 160 credenciados.
PMS divulga dia 8 relação de concursados aptos
Na última segunda-feira, foi divulgado o edital de convocação dos candidatos aprovados e classificados no concurso público número 001/2008 para provimento de vagas em cargos efetivos nos níveis fundamental, médio e superior.
“Em um primeiro momento, estaremos chamando 600 servidores da área da educação”, afirmou a prefeita Maria do Carmo, durante coletiva à imprensa. O restante será chamado durante este ano.
POÇO ESTÁ CONCLUÍDO, MAS ÁGUA NÃO CHEGA ÀS TORNEIRAS
Repórter
A falta d'água nas torneiras é um problema antigo de muitos santarenos. Os moradores do bairro da Nova República que o digam. Já foi construído um novo poço de abastecimento para atender toda a grande área da Nova República (Nova República, São Francisco, Vitória Régia, Matinha, Santo André). Mas o poço ainda não está funcionando, deixando os moradores numa situação crítica.
Segundo o novo diretor da COSANPA em Santarém, Edimar Rosas dos Santos, o poço ainda não entrou em funcionamento devido à falta da bomba. O diretor informou que a solicitação da bomba foi feita junto à companhia em Belém. "Estamos esperando chegar [a bomba], mas não tem nenhuma previsão de que dia ou mês para isso acontecer", explicou o diretor.
O novo diretor afirma que o problema é causado pela expansão da área do bairro resultando num aumento populacional que um poço apenas não deu conta da demanda. Por isso a implantação de um novo poço.
O primeiro poço que abastece o bairro está com problemas que ainda não foram detectados. Segundo Edimar, será preciso retirar a bomba e a tubulação interna para averiguar qual o problema. "O poço está funcionando com dificuldades, a água está sendo bombeada, mas acaba voltando, por isso o abastecimento está deficiente", diz o diretor.
Edimar diz que para o novo poço entrar em funcionamento depende da bomba, que, segundo ele, já foi solicitada junto à direção geral da empresa, mas não garantiu nenhum prazo. De acordo com o diretor regional, a demora da chegada da bomba deve-se a um fator atípico no Brasil: o PAC. "São tantas obras que as fábricas não conseguem produzir de acordo com a demanda", explica.
A direção local da COSANPA diz o problema será solucionado totalmente a partir da instalação da bomba e ampliação da rede no bairro, essa última prevista somente para as obras do PAC 2.
Clodoaldo Rêgo, presidente da Associação dos Moradores do bairro da Nova República (ASMOBNOR), conta que os moradores estão descontentes com o abastecimento de água no bairro. Segundo ele, o primeiro poço da COSANPA já tem dez anos e não supre mais a necessidade dos moradores. O presidente da associação conta que devido ao aumento populacional do bairro, a COSANPA cavou um novo poço, como medida emergencial, para garantir o abastecimento da grande área da Nova República até que o bairro seja contemplado com as obras do PAC 2, previsto para iniciar a partir de setembro de 2010. Conforme informações de Clodoaldo, o poço tinha data de entrega para 26 de junho de 2009, mas até agora não funciona.
Várias ruas do bairro estão sem águas nas torneiras. A parte mais alta do bairro está numa situação mais delicada. De acordo com moradores da Travessa 7, entre Rua A e Rua B, nem de madrugada a água chega. Além de culpar a COSANPA pelo problema, eles atribuem a falta de água às invasões próximas ao bairro.
"Acredito que a água falta aqui em cima para nós, porque tem muita invasão, tem muita gente fazendo 'gato' de água", conta Myrlys Viana, moradora revoltada com a situação.
Myrlys diz que conta com a solidariedade de uma amiga que mora na rua de trás de sua casa. "Meu marido vai buscar água no balde para não ficarmos sem nada aqui", explica.
Segunda a moradora, o caminhão pipa que passa no bairro cobra 10 reais por cada mil litros de água. Myrlys conta que para lavar roupa da família precisa ir até a casa de sua sogra, pois a água realmente não chega a sua residência. Até para beber é difícil, diz a moradora. "A gente tem que comprar água do caminhão pipa, ou pedir de quem tem poço", conta a moradora desolada.
Já Joelson Reis, morador da Travessa 7, conta que a vizinha abastece a casa dele a cada três dias. "Pegamos água da vizinha pela mangueira", conta o morador. Na casa de Joelson o reservatório de água tem cerca de mil litros e, segundo ele, dá para passar três dias com muita dificuldade, mas não pode pedir água todos os dias para não abusar da boa vontade da vizinha,
Irene Vasconcelos e o marido, cansados de sofrer com a escassez de água, resolveram economizar e comprar aos poucos os materiais necessários para a perfuração de um poço artesiano. Dona Irene conta que compraram primeiro os canos e os materiais menores e guardaram, depois juntaram dinheiro para mão-de-obra e, só agora, conseguiram mandar cavar o poço. De acordo com ela, cada metro perfurado custa 22 reais, a bomba submersa cerca de 1mil e 400 reais e ainda tem a mão-de-obra. "São quase 3 mil reais ao todo que vamos gastar para fazer o poço", comenta Irene.
Além de passar todas as dificuldades pela falta de água, alguns moradores ainda precisam se arriscar altas horas da madrugada para esperar o líquido precioso chegar às torneiras. É o caso de dona Ideuzita Maciel, moradora da Rua B. Ela conta que a água chega a sua casa por volta de 2 horas da madrugada - e quando vem. Dona Ideuzita é uma senhora idosa e doente das pernas, não pode fazer muito esforço físico, tem dificuldades até de caminhar. Segunda a aposentada, quem a ajuda é uma neta que vai dormir, de vez em quando com a avó para conseguir 'aparar' água na caixa.
"Se não fosse minha neta, não sei como seria (...) moro sozinha com meu marido e sou doente e não posso fazer quase nada em casa", explicou dona Ideuzita.
Pontuando - José Olivar
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Copa do Brasil aceita qualquer pasto
Gerson Nogueira:
Como nem todos os promotores do Brasil são tão rigorosos quanto os daqui, a Copa do Brasil tem sido disputada em qualquer estádio, até naqueles que só têm um pasto para servir de campo de jogo. É o caso do estádio de Roraima, onde o Remo enfrentou o Progresso na Série C de 2008. No lance acima (arquivo do Bola), o meia-atacante Ratinho disputa bola pelo alto no manguezal roraimense. Em meio à lama e ao caos, o Remo ainda venceu por 1 a 0, gol de Ratinho.
Para a Copa do Brasil deste ano, o Paissandu vai jogar no estádio de Currais Novos contra o Potiguar (RN). As arquibancadas foram vetadas parcialmente e só existem 2.200 lugares disponíveis para o torcedor. O Barbalhão, em Santarém, que vai sediar S. Raimundo x Botafogo, esteve interditado até segunda-feira, por apresentar uma série de irregularidades. Misteriosamente, de uma hora para outra, foi liberado para o jogo. Coisas do futebol, paraense e brasileiro.
Espetáculo Parésqui será encenado sábado na Casa da Cultura
Parésqui estreou em dezembro de 2006, como resultado de uma bolsa de pesquisa do Instituto de Artes do Pará (IAP). Em cena, as atrizes Valéria Andrade e Nani Tavares se desdobram para representar cenicamente histórias de vida de oito pessoas de uma mesma família de ribeirinhos que vivem na Ilha do Combu, em frente a Belém.
A construção das personagens utilizou uma técnica chamada de mímesis corpórea, que consiste na imitação e teatralização das ações corporais e vocais cotidianas. Dessa maneira, as personagens imitam o modo de agir e de falar típicos do povo ribeirinho, para contar histórias cheias de humor, paixão, ciúme, brigas, dor e saudade, que mostram a dimensão universal do ser humano que habita a Amazônia.
Após inúmeras temporadas de sucesso em Belém ao longo de três anos, Parésqui foi apresentado em janeiro de 2010 para cerca de 500 pessoas nos municípios de Cametá, Abaetetuba e Barcarena, durante a etapa Rio Tocantins, a primeira desta turnê pelo Pará. Agora, o espetáculo cumpre a segunda etapa da viagem, denominada Rio Tapajós, e que abrange também apresentações nos municípios de Óbidos e Alenquer.
Parésqui tem direção de Alberto Silva Neto, desenho de som de Leo Bitar, figurinos de Anibal Pacha, iluminação e cenografia de Alberto Silva Neto e Patrícia Gondim, projeto gráfico de Alexandre Sequeira e fotos de André Mardock. Durante a turnê, a operação de luz e som é de Milton Aires.
Fundado em 1989, o grupo paraense Usina Contemporânea de Teatro já realizou a montagem de mais de 20 espetáculos em Belém, de vários gêneros que incluem dramas clássicos, comédias, farsas, teatro com bonecos e teatro de rua.
Serviço:
Maiores informações com Alberto Silva Neto, pelos fones (91) 8156-1070 e (91) 8711-8904, ou e-mail netosilvaalberto@gmail.com.br
Cametá 1 x 1 São Raimundo. Rodrigão, aos 48 minutos, em falha de Labilá
Encerrado Cametá 1 x 1 São Raimundo.
Começa segundo tempo: Cametá 0 x 0 São Raimundo
5 minutos do segundo tempo.
Ministro da Pesca vem a Santarém amanhã
Convidado a integrar a comitiva, o deputado federal Lira Maia não vai poder acompanhar a visita do ministro porque haverá votação na Cãmara dos Deputdos nesta quinta-feira.
É de autoria de Lira Maia a emenda ao orçamento da União que repassou R$ 500 mil à secretaria estadual de pesca para a instalação de laboratórios da base de Santa Rosa.
MPE mantém o veto ao Mangueirão
Reunião entre representantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros termina sem acordo no Ministério Público Estadual e o adiamento do clássicoRe-Pa está mantido.
Presidentes de Remo e Paissandu reúnem nesta tarde de quarta-feira para avaliar a utilização do Baenão como palco do clássico, mas a confirmação vai depender do parecer da PM. Se o Comando do Policiamento garantir a segurança dentro e fora do estádio há chance de o jogo acontecer neste domingo.
O problema é que, no ano passado, uma decisão de sub-20 terminou em batalha campal envolvendo torcidas organizadas, fora do Evandro Almeida.(Gerson Nogueira)
Preventiva decretada para para motorista que atropelou e matou jovem durante 'racha' na Rui Barbosa
O juiz Rômulo Nogueira de Brito decretou, esta manhã, a prisão preventiva do jovem Roberto Júnio Mendonça de Oliveira, um dos envolvidos no "racha" que ceifou a vida de Susana dos Reis Lima, ontem à noite, na avenida Rui Barbosa. Roberto está foragido desde o acidente, não atendendo à voz de prisão do delegado Germano do Vale, que se encontrava no local e prendeu o outro envolvido, em flagrante, Felipe de Sousa Bello, prisão esta já mantida pelo juiz.
(Com informações de Jota Ninos)
Jogo do São Raimundo é antecipado
A equipe local tentou adiar o jogo para sábado, mas o que conseguiu foi apenas antecipar da noite para a tarde o horário da partida, que terá seu início às 16 horas.
"Racha" na Rui Barbosa deixa 1 morto e quatro feridos
Felipe dirigia o automóvel Ford K placas JUQ-5973. Roberto era o motorista do automóvel FIAT Pálio placas KRJ-3250. Ele é dono de um lava-jato localizado na avenida Bartolomeu de Gusmão.
Os dois veículos, em alta velocidade, capotaram depois de se tocarem, atingindo as vítimas, e indo de encontro ao poste de iluminação pública.
Suzana trabalhava em uma concessionária de veículos e se encontrava em uma parada de ônibus quando foi atingida junto com outras 4 pessoas. Os feridos estão internados no Hospital Municipal de Santarém. O estado de saúde de Marlon é considerado grave. Os demais não correm risco de morte.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
MPE veta Re-Pa no Mangueirão
O Re-Pa de domingo está temporariamente suspenso. Representantes do Ministério Público Estadual decidiram, em reunião realizada nesta terça-feira, vetar a realização da partida envolvendo as equipes de Paissandu e Remo, marcada para o estádio Edgar Proença. O jogo entre as duas equipes é o de número 12 do concurso 399 da loteca do Brasil e está marcado para o próximo domingo (7), válido pela quarta rodada do turno do Parazão.
Segundo o Ministério Público, o veto ao estádio foi em virtude do não cumprimento do TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Segundo informações do MPE, o Mangueirão ainda precisará passar por uma série de adequações nos mais variados setores, justificando o cancelamento da partida. A data agendada para realização do clássico passa a ser 7 de março.(Blog do Gerson Nogueira)
Diretor do Dnit diz que Br-163 vai transformar Mato Grosso em canteiro de obras
Em reunião ocorrida na cidade de Novo Progresso (PA), na última sexta-feira, 29, Luiz Antonio Pagot falou com lideranças indígenas Kayapó (do subgrupo Mekrangnotire) sobre as obras de pavimentação da BR-163, a readequação dos ramais que dão acesso às aldeias e a reivindicações relativas ao componente indígena do Programa Básico Ambiental - PBA. O foco da conversa foi direcionado às dúvidas dos membros das aldeias sediadas naquele município paraense. O objetivo do DNIT é apoiar as reivindicações que devem propiciar aos Kayapó a realização de serviços ambientais para mitigar os impactos negativos e otimizar os impactos positivos causados pelas obras na BR-163.
Justiça lenta
O tempo passado para que o julgamento acima citado entre em fase final, força-me a tratar de um ponto que muito se discute no Brasil: a lentidão da justiça.
É verdade que a justiça é lenta no Brasil, todavia, lenta ela é em todos os países, pois os sistemas processuais guardam, no geral, semelhanças.
A Microsoft, por exemplo, conseguiu demandar por 13 anos uma ação que os EUA movem contra ela, e, este ano, recebeu uma sentença condenatória, da qual recorreu, e pretende demandar o recurso por mais 5 ou seis anos.
Os julgamentos são rápidos, nos EUA ou em qualquer outro país, quando há a confissão ou a transação processual, o que evita toda a fase de instrução, que é a parte mais demorada em uma demanda.
O Brasil não precisa mudar as linhas gerais do seu sistema processual, porque não é isto que faz a justiça lenta.
Precisamos, sim, aumentar o número de juízes, de varas, de trabalhadores da justiça e até de tribunais, para que não haja o acúmulo de processos, que é a verdadeira causa da lentidão.
O cidadão não pode ser usado pelo discurso da pressa: os recursos processuais são uma garantia individual. Sem eles, as chances de erros judiciários se consumarem são enormes, e a vítima pode ser você.
Moradores de Rurópolis interditam Transamazônica
Moradores de Rurópolis, na região oeste do Estado, interditam, desde ontem, um trecho da rodovia Transamazônica, a cerca de 18 quilômetros da sede da cidade. O protesto reivindica a implantação, no município, do programa Luz para Todos, do governo federal. Segundo o prefeito da cidade, Aparecido Silva - que está em Belém para tentar resolver o problema -, em Rurópolis, que tem cerca de 38 mil moradores, apenas 8% da população contam com energia elétrica em casa.
De acordo com Aparecido, os manifestantes estão localizados próximos à comunidade de Novo Horizonte. Eles fecharam uma ponte e o tráfego no local está bloqueado. Segundo o prefeito, a pista só será desobstruída quando houver uma resposta para o problema. “Eles querem que a luz chegue principalmente para as vicinais”, destacou.
Aparecido Silva disse que, no ano passado, representantes do município estiveram em Belém para uma reunião com o comitê gestor do Luz para Todos, o qual teria prometido estudar uma solução para o caso, o que não aconteceu. “Municípios vizinhos ao nosso, como Placas e Uruará já tem mais de 90% da população com energia elétrica”, completou.
O prefeito informou, ainda, que provavelmente uma nova reunião do comitê gestor ocorrerá na próxima sexta-feira e que ele tentará a resolução do impasse. “No ano passado, o pessoal de Novo Progresso, também revoltado com a falta de energia elétrica, derrubou algumas torres de energia na cidade e o problema foi resolvido prontamente. Eu estando uma solução pacífica, para que os moradores de Rurópolis não cheguem a uma postura mais drástica”, observou.
(Fonte: Blog do Colares)
Ministro Padilha indicou nome de Everaldo para a Casa Civil
Pantera não aceita adiamento de jogo em Cametá
A diretoria do time cametaense propôs o adiamento da partida para o próximo sábado, visando turbinar a arrecadação.
Mas a diretoria do Pantera tem pressa em regressar a Santarém e iniciar os preparativos para a partida do dia 10, contra o Botafogo, pela Copa do Brasil
Belo Monte liberada
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) concedeu ontem o licenciamento ambiental prévio da usina de Belo Monte, no rio Xingu, sudoeste paraense. Com isso, o Ministério de Minas e Energia informou que a licitação da hidrelétrica - maior empreendimento deste tipo em elaboração do mundo, orçado entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões e com 11 mil megawatts (MW) de potência - ocorrerá nos primeiros dias de abril.
O ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente do Ibama, Roberto Messias, informaram que foram impostas 40 condicionantes socioambientais, de saneamento, habitação e segurança, entre outras, para que o início das obras seja posteriormente autorizado (licença de instalação, LI). As ações custarão ao vencedor do leilão R$ 1,5 bilhão'. 'Hoje é um momento para se comemorar, é histórico, com o licenciamento de Belo Monte', disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
A expectativa é de que o edital do leilão, com todas as regras e prazos, seja aprovado ainda em fevereiro no âmbito da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O aval do Tribunal de Contas da União (TCU) também deve acontecer em plenário este mês. O relator é o ministro José Múcio Monteiro, que tem o processo em mãos desde o último dia 26. A expectativa do governo é que, com o início das obras ainda este ano, Belo Monte - que será a terceira maior do mundo - fique pronta em 2015.
As condicionantes impostas a Belo Monte foram mais amplas e onerosas do que as exigidas dos empreendedores das usinas de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira, que tiveram que fazer investimentos de R$ 30 milhões em habitação, R$ 30 milhões em saneamento, a adoção de quatro parques nacionais, entre outras.
Messias disse que as condicionantes têm três objetivos gerais. No primeiro caso, atender às populações atingidas pela barragem, como os indígenas, os moradores das cidades da região e os ribeirinhos. A preocupação é transferir os benefícios para estas pessoas. O segundo é biológico, inclusive com programas de preservação de peixes e tartarugas. E um terceiro é manter a vazão do rio. 'São 40 difíceis obrigações, mas todas exequíveis', disse Minc, lembrando que a maioria tem que ser entregue para a concessão da LI.
Alagamentos irão afetar 12 mil famílias
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as obras para a construção da hidrelétrica de Belo Monte irão alagar cerca de 500 quilômetros quadrados. Pelo projeto, antes do início do processo que levou até a liberação da licença prévia, a área atingida pelos alagamentos seria de cerca de 1.500 km², considerando apenas a hidrelétrica, que foi mantida no projeto. Se somadas as três que foram descartadas ao longo dos estudos, a área alagada chegaria a 4,500 km². Mesmo com 500 km² de alagamento, o ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, afirma: 'Não haverá desastre ambiental. Impacto certamente sim e estamos exigindo uma série de contrapartidas justamente para amenizar esse impacto.'
Na estimativa do ministério, cerca de 12 mil famílias serão afetadas ou deslocadas pela obra. 'Não podemos confirmar exatamente o número de famílias que serão deslocadas. Mas elas terão um saldo positivo, com casas novas, saneamento e uma condição de vida melhor', argumentou o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco.
Entre as famílias deslocadas, Minc garante que não haverá um único índio. 'A Funai ficou responsável e ela não aponta nada contra os indígenas no relatório', disse Messias. De acordo com o diretor de licenciamento do Ibama, Pedro Bignelli, as obrigações que o empreendedor terá que cumprir beneficiarão indiretamente os indígenas da região.
A diminuição da vazão do rio em um trecho que passa por uma terra indígena não vai prejudicar as populações locais, disse Bignelli. 'O rio não vai secar', completou. Desde a década de 1970, quando começou a ser elaborado, o projeto de Belo Monte é alvo de críticas de comunidades tradicionais, lideranças indígenas e organizações ambientalistas.
Ministério Público estuda interdição
O Ministério Público analisa a possibilidade de recorrer a tribunais internacionais de defesa dos direitos humanos na tentativa de barrar o início da obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, em caso de o Judiciário brasileiro não julgar em tempo hábil as ações propostas anteriormente pelos MPs Federal e Estadual do Pará, já que ontem o Ministério do Meio Ambiente anunciou a liberação da licença prévia para o pontapé inicial da obra.
Promotores e procuradores alegam que as populações tradicionais que habitam na área onde a usina foi planejada não foram ouvidas nas audiências públicas realizadas para debater o projeto, conforme determina a legislação brasileira. Além disso, o Ministério Público questiona que apenas três audiências são insuficientes para atender os interesses das populações de todos os municípios que serão atingidos pelas obras de Belo Monte.
Belo Monte será a maior usina 100% brasileira, com 11.200 MW (megawatts). Maior do que ela, só a hidrelétrica de Itaipu, que é binacional (Brasil-Paraguai), e pode gerar aproximadamente 14.000 MW. (Fonte: Amazônia)