quinta-feira, 16 de setembro de 2010

UFOPA inscreve para processo seletivo 2011

A universidade ofertará 1.200 vagas para o ano letivo de 2011. Gratuitas, as inscrições para o processo seletivo estão sendo realizadas pela internet até o dia 24 de outubro.

A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), com sede em Santarém (PA), está com inscrições abertas para o processo seletivo de 2011, que habilitará para admissão à universidade, no seu semestre inicial, intitulado Formação Interdisciplinar I. A UFOPA utilizará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para preencher 1.150, vagas, que serão distribuídas igualmente nos turnos matutino, vespertino e noturno (400 vagas cada). Além disso, ofertará 50 vagas para candidatos indígenas, que serão admitidos sob critérios definidos em edital próprio.

Gratuitas, as inscrições serão realizadas pela internet, no endereço eletrônico http://www.ceps.ufpa.br, no período de 15 de setembro a 24 de outubro de 2010, observado o horário de Brasília (DF). No ato da inscrição, os candidatos devem indicar a ordem de preferência por turno, além da edição do ENEM a ser considerada na seleção (resultado dos anos 2009 ou 2010). Conforme o edital, serão admitidos, em primeira chamada, os 1150 inscritos melhor classificados pelo ENEM, com notas superiores a zero nas provas objetivas e de redação.

A classificação dos candidatos será feita em ordem decrescente da média obtida no resultado do ENEM. Em caso de empate, a classificação dos candidatos obedecerá sucessivamente aos seguintes critérios: maior nota em redação; idade do candidato (será classificado o candidato de maior idade cronológica). A relação dos aprovados será divulgada no endereço eletrônico http://www.ufopa.edu.br.

FORMAÇÕES GRADUADAS - GERAIS E ESPECÍFICAS

CENTRO

1º CICLO – FORMAÇÃO GRADUADA GERAL

VAGAS/TURNO M / V /N

CENTRO DE FORMAÇÃO INTERDISCIPLINAR

Formação interdisciplinar 1 - 400H: semestre obrigatório e comum para todos os alunos

M – 400

V – 400

N – 400

INSTITUTOS

1º CICLO – Formação Graduada Geral: Bacharelado Interdisciplinar

2º CICLO – Formação Graduada Específica: Licenciaturas Integradas e Bacharelados

CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

Licenciaturas Interdisciplinares em:

· Ciências Naturais e Matemática

· Ciências Humanas

· Linguagens e Códigos

Bacharelado Interdisciplinar em Ciências da Educação

Matemática-Física

Química-Biologia

História-Geografia

Língua Portuguesa-Inglês

Pedagogia:

· Educ. Infantil - Primeiros anos

· Educ. Especial

· Gestão e Coord. Pedagógica

Vagas / Turnos

50 M

50 V

50 N

50 N

30 V

40 M

30 N (Total 300)

BIODIVERSIDADE E FLORESTAS

Agroecologia

Química de Produtos Naturais

Agronomia

Engenharia Florestal

Zootecnia

Farmácia

40 M

40M + 40 V

40 M

40 M

(Total 200)

CIÊNCIAS DA SOCIEDADE

Estudos Jurídicos

Ciências da Sociedade

Direito

Antropologia e Arqueologia

Economia (recursos naturais)

Planejamento e Desenvolvimento Regional

50 V

50 M

50 N

50 N

(Total 200)

ENGENHARIA E GEOCIÊNCIAS

Ciência e Tecnologia

Ciências da Terra

Ciências da Informação e da Computação

Engenharia Física

Geofísica

Geologia

Ciência da Computação

50 M+50V

25 V

25 V

50 M

(Total 200)

TECNOLOGIA DAS ÁGUAS

Ciências Biológicas

Ciência e Tecnologia das Águas

Biologia (Aquática ou Vegetal)

Engenharia de Aquicultura

Engenharia de Pesca

50 M

50 M

50 V

(Total 150)

Fonte: PROEN/UFOPA

Santarém - Avenida Barão do Rio Branco. Passado e Presente

Barão do Rio Branco, em 1962. Ao lado esquerdo da pista, o terreno onde se construía o Colégio Álvaro Adolfo. A avenida era palco dos desfiles escolares, hoje realizados na avenida Tapajós. Esta foto foi publicada no blog do SílvioJr.

Avenida Barão do Rio Branco, hoje, nesta manhã de sol forte e céu azul. Pista reasfaltada, prédios ao fundo, mas a água do esgoto continua correndo a céu aberto. Calçadas ganharam oitizeiros. Muro esconde o prédio do Colégio Alvaro Adolfo. Foto: Blog do Estado.

Comando da PM manda apurar denúncia publicada pelo Blog do Estado

O comandante da PM, coronel Leitão, determinou a formação de comissão de sindicância para apurar responsabilidade pela interrupção de fornecimento de comida aos policiais militares de Santarém, conforme denúncia publicada dia 4 de agosto pelo Blog do Estado, como se lê abaixo:

PM's continuam sem fazer refeição no quartel de Santarém

Há cerca de um mês mais de 100 policiais militares fazem a refeição em casa por não haver comida no 3º Batalhão da Policia Militar de Santarém. O problema é o corte de fornecimento de carne devido à falta de pagamento. O subcomandante regional do CPR1, coronel Dourado, garantiu à reportagem desconhecer do problema. E diz que só tomou conhecimento do fato ao telefonar diante da reportagem para o coronel Mafra, comandante do 3º BPM.
A reportagem procurou o coronel Dourado para esclarecer a situação e saber quando será resolvido. Durante a ligação ele perguntou se o problema era verdadeiro tendo então a confirmação, chegou perguntar há quanto tempo isso estava acontecendo. Quis saber se o coronel Mafra havia tentando resolver o problema e comunicado o fato ao Comando Regional da Policia Militar.
Um dos questionamentos do coronel Dourado com o coronel Mafra, é que logo deveria ser resolvido, pois a imprensa já tinha conhecimento da situação. Perguntou se o problema no fornecimento era em Belém ou Santarém.
No término da ligação o coronel admitiu que estava havendo o problema e que o coronel Campos, comandante do CPR1, já tinha conhecimento da situação. Ele garantiu que iria ligar para Belém e saber o que estava acontecendo.
A reportagem apurou que o Departamento de Apoio Logístico da PM, em Belém, não pagou o fornecer de carne, que por esse motivo a empresa cortou as entregas de suprimento ao batalhão de Santarém.

Lula, o bom ditador - O debate continua

Prezado Lúcio Flávio, o debate foi interessante, porém, analisando seu artigo (LULA, O BOM DITADOR), o mesmo faz crer que a nova classe média é produto exclusivo ou em grande medida, dos programas “paliativos” do governo federal, o que destoa das constatações recentes da FGV-RJ sobre o PNAD, onde a mesma atribui ao EMPREGO COM CARTEIRA ASSINADA a principal variável explicativa para o surgimento e poder de compra desta nova classe.

O outro fator que põe em xeque vossa avaliação, quando tentar limitar programas como bolsa família a um mero instrumento assistencialista, é o fato de 2 milhões de pessoas já terem deixando o programa por conta de terem conseguindo emprego com carteira assinada, fruto da qualificação que receberam oriundos de programas complementares relacionados a qualificação e inserção profissional, formação de micro-empreendimentos, concessão de microcrédito, estratégias de apoio à aquisição, construção ou reforma de unidade habitacional.

Acredito que foi interessante a tentativa de constitui um Lula populista e ditador pai de todos, e dessa forma, sem oposição e intocável, porém nos pontos acima expostos, infelizmente forçaste a barra meu amigo. E pela forma como as coisas se dão, não creio que este governo seja um protótipo fascista moderno, constituídos de medidas remediativas que não projeta pessoas, como afirmas, o que fundamentalmente desconstitui, a abordagem, em termos gerais, de seu artigo.

Porém acredito na seriedade e imparcialidade de seu trabalho, e faço votos que continue sendo o bom jornalista que és.

Forte abraço,

Belém, 15 de Setembro de 2010

Marcello Santos Chaves
Economista

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Resposta de Lúcio Flávio Pinto:

Caro Marcelo

Você está certo e eu não estou errado. Em nenhum momento do meu artigo eu fiz a relação entre o Bolsa Família e essa "nova classe média", produto de dois movimentos: de pessoas de renda inferior que ascendem e da tradicional classe média que se empobrece. O primeiro movimento certamente supera o segundo, mas, como digo no artigo, já vimos isso antes. Não com a expressão quantitativa de hoje, que se explica pelo crescimento da população entre o "milagre econômico" do regime militar e o atual "boom", mas com características semelhantes, a maior das quais é o endividamento. Hoje mesmo a imprensa confirma o que observei no artigo: o sinal amarelo intenso da inadimplência, por conta de um crédito fácil, por ocasião da tomada, e difícil, no momento da quitação. Quanto à evolução de famílias que integravam o programa assistencial, por encontrarem emprego com carteira assinada, o que você considera expressivo eu acho de pouca significação. Compare o programa de remediação do Lula com o do Roosevelt e verá porque, a partir daí, o crescimento dos EUA, imperialismos à parte, se tornou contínuo, até o paroxismo da especulação financeira de 2008.

Não digo que o governo do Lula seja fascista. Digo que pode levar a um fascismo. Não por Dima se eleger (o artigo deixa bem claro que considero justo Lula fazer o sucessor), mas pela engrenagem corrupta e corruptora que se montou à generosa sombra dele, que nunca sabe de nada e é pai para bandidos nada deletérios. Sim, já os houve antes - e até piores. Mas o PT devia ter mudado esse aparelhamento e essa pirataria nos cofres públicos e na estrutura de poder, cada vez mais vertical e concentrada. Lula é um "bom ditador", conforme a subiedade intencional do título, porque atropela as leis, inclusive a maior, a Constituição, e tudo fica por isso mesmo, porque ele é simpático, é do povo, fala ao íntimo do povo, e a economia cresce (graças às exportações, que fizeram a delícia de Delfim Netto, especialmente de commodities não renováveis). É aquela flor arrancada do jardim e que, repetida, por falta de vigilância e controle, acaba por provocar a destruição do jardim. Como na república de Weimar, na Alemanha. Tenha como indicador dessa onda de intolerância a reação dos petistas a qualquer crítica que se faça ao cerne da questão que lhes interessa.

Obrigado por suas observações e pelo crédito.
Grande abraço,
cio

Veículos nas praias, reação dos leitores


Sobre o post Veículos nas praias Felipe Siqueira
escreveu...

Isso acabou com Salinas e Ajuruteua está indo pelo mesmo caminho.

Quando a tragédia acontecer, todos vão fingir uma surpresa detestável.

Como sempre digo: "playboy, carro e cachaça não combinam".

Cidade sem lei e sem governo

No dia 12 de agosto, a prefeita Maria do Carmo concedeu entrevista coletita à imprensa e fez duas promessas, infelizmente não cumpridas.

O assunto principal da conversa com os jornalistas aquela altura era o atraso e abandono das obras de saneamento do PAC, no bairro do Uruará, periferia de Santarém.

Na última sexta-feira, as casas construídas para abrigar os remanejados de áreas alagadas foram ocupadas por famílias de outros bairros.

Abaixo está a reprodução das promessas de Maria do Carmo:

A prefeita Maria do Carmo anunciou ainda há pouco que a prefeitura de Santarém vai assumir a vigilância das casas construidas pelo PAC no bairro do Uruará, que estão abandonadas após terem sido concluídas.

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Maria do Carmo diz que se a Mello de Azevedo não recomeçar as obras do PAC no Uruará, na próxima semana, vai rescindir o contrato com a empresa e convocar a segunda colocada na licitação ou até fazer nova licitação.

Por isso, soa estranho que somente esta semana prefeita Maria do Carmo tenha convocado às pressas o comitê gestor do PAC em Santarém para enfrentar o problema.

Bastava que Maria, deixasse a campanha eleitoral de lado, e cumprisse seu mandato de prefeito.

Do jeito que está, Santarém é uma cidade sem lei e sem governo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pontos e contrapontos

Francisco Rocha Junior:

Nunca é demais repetir: este blog se caracteriza pela diversidade de opinião. Diversidade entre os leitores, entre os comentaristas e, talvez principalmente, entre os editores.

Para quem acompanha o Flanar, é um caso emblemático a discussão que travei, durante algumas postagens, sobre a concessão ou não de asilo político ao italiano Cesare Battisti com nosso confrade Itajaí de Albuquerque.

Portanto, não há que causar espanto eventual discordância entre os autores do blog, que, também repito, são maiores, vacinados e, por isso, respondem plenamente por suas opiniões.

Dito isto, ressalvo meu entendimento sobre o texto a respeito do qual um anônimo, na caixa de comentários do post As Fúrias Tropicais, pediu a opinião do Itajaí. Tratava-se de um trecho do artigo “Lula, o Bom Ditador”, que o jornalista Lúcio Flávio Pinto publicou em seu Jornal Pessoal da 2ª quinzena de agosto último, e que foi republicado no site do O Estado do Tapajós, do também jornalista santareno Miguel Oliveira. A seguir, a parte transcrita pelo anônimo:

Lula é aquilo que, abusando do jargão, se passou a chamar de “força da natureza”. É uma esplêndida culminação de instintos vitais. Mas sem a menor condição de autoconhecimento, de reflexão e de análise. Sua maior malignidade está em se infiltrar sem ser percebido. E, mesmo sendo impossível, passar a ser aceito como normal.

Tomado fora do contexto, a redação causou no poster do Flanar indignação, que ele expressou na postagem Um Curioso Exemplo de Higienismo na Política Brasileira. Aqui, para mim, está o primeiro motivo de discordância com meu companheiro de blog: não se pode tomar um texto por parte dele. Não se pode criticá-lo a partir de mera análise descontextualizada, sob risco de incorrer no mesmo equívoco dos cegos da fábula, que tomaram um elefante por tudo aquilo que ele não era.

Mas assim fez meu caríssimo Itajaí. E por isso desconsiderou a análise – para mim, perfeita – que LFP fez a respeito do alcance que esta quase unanimidade do presidente Lula traz para a crítica política brasileira. O artigo espelha o que penso a respeito do tema, focando a absoluta indigência de posicionamento, de crítica e até mesmo de marketing que a oposição brasileira tem revelado nestas eleições.

É preciso, é necessário, é imprescindível para a democracia que haja o contraponto. Lula e o Partido dos Trabalhadores não são a nona maravilha do mundo moderno. Dentre outras coisas, Lula foi incapaz de romper com o modus operandi político das elites brasileiras: teve que se vergar a elas, atraindo para seu lado, em nome da quase maldita governabilidade, gente da estirpe de Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor. Traiu, na verdade, a esperança de milhões que queriam mudanças no modo de fazer política quando, sob a luz inevitável dos holofotes, mostrou que o PT trata a máquina administrativa exatamente como PFL, PMDB, PTB e até o próprio PSDB o fazem: para multiplicar e manter o poder.

Claro que o governo Lula tem seus méritos. Um deles, atacar aquilo que os governos sociais-democratas não conseguiram (ou não quiseram): aplacar a fome da população. Mas esta não pode ser uma justificativa suficiente para que se esqueçam os inúmeros erros, por inconsequência, omissão ou deliberação, que o governo petista cometeu. Aí deveria estar a oposição para, se responsável fosse (ou se tivesse moral), levantar o debate.

Por tudo isso, a figura do bom ditador é paradigmática. Mas se a oposição deve ser contraponto, a situação também deveria por a mão na consciência e, se fizer a crítica interna das ações e omissões do governo, expô-la ao respeitável público. Afinal, se o PT foi o maior algoz de Rubens Ricúpero no hoje já histórico “escândalo da parabólica”, parece não ter querido aprender a lição pela experiência dos outros.

Ibama diz que ainda não recebeu pedido de Belo Monte

LEONARDO GOY

Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente do Ibama, Abelardo Bayma, disse hoje que a Norte Energia, empresa responsável pelo projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), ainda não entregou ao órgão toda a documentação necessária para a emissão de uma licença ambiental provisória que autorize a instalação do canteiro de obras. "Estamos aguardando que a empresa dê entrada com esse material na semana que vem", disse Bayma, após participar de solenidade de lançamento do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas do Cerrado (PPCerrado).

Segundo Bayma, os empreendedores participaram com o Ibama, há 15 dias, de uma reunião na Casa Civil onde manifestaram interesse em obter uma licença de instalação para o canteiro de obras, antes da licença mais ampla para toda a obra. De acordo com ele, somente após ter todos os documentos em mãos, é que o Ibama terá condições de julgar a qualidade do material apresentado para decidir se libera ou não a licença.

A estratégia de pedir uma licença provisória para o canteiro é uma maneira de tentar começar o quanto antes as obras de Belo Monte. O objetivo da Eletrobras, estatal que na prática lidera o consórcio, é começar os trabalhos ainda neste mês, cronograma que está cada vez mais difícil de ser cumprido. Questionada sobre eventuais prazos para a liberação da licença, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, preferiu não fazer previsões.

A licença provisória de canteiro foi usada, por exemplo, no projeto da usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. Naquele caso, como os empreendedores alteraram o local de construção da barragem, a licença completa para a obra demoraria mais para sair. Por isso, a solução naquela ocasião foi liberar uma licença para o canteiro.

Veículos nas praias

José Olivar:

Os motoqueiros e veículos traçados que infestam as praias de Santarém nesta época do ano, fazendo das mesmas, pistas de corrida colocando em perigo todos os banhistas que aos domingos e feriados se dirigem para o único lazer que dispõem.
No feriado de 07 de setembro pude constatar o desprezo dos condutores desses veículos para com a vida dos banhistas. Muito mais que antes, reforço meu apoio aos reclamos dos que defendem uma praia livre de veículos e faço aqui um apelo às autoridades policiais para se deslocarem até estas praias e lá apreenderem motos e automóveis. Do contrário, não demorará muito e vamos registrar acidentes horríveis. É só esperar!

II Fórum Nacional de Conflitos Agrários

Quinta, sexta-feira e sábado está acontecendo em Belém, o II Fórum Nacional de Conflitos Agrários, reunindo mais de dois mil participantes no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. O anfitrião do evento foi o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que reuniu representantes dos três Poderes da República, além de especialistas e outros convidados envolvidos com a questão fundiária no Brasil.

II Fórum Nacional de Conflitos Agrários

Quinta, sexta-feira e sábado está acontecendo em Belém, o II Fórum Nacional de Conflitos Agrários, reunindo mais de dois mil participantes no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. O anfitrião do evento foi o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que reuniu representantes dos três Poderes da República, além de especialistas e outros convidados envolvidos com a questão fundiária no Brasil.

Lula, o bom ditador - A controvérsia unilateral

O artigo de Lúci Flávio Pinto, 'Lula, o bom ditador", publicado aqui no Blog do Estado, provocou as mais controversas reações, mas nenhum ao ponto a que chegou Itajaí Albuquerque.

Por se tratar de uma análise unilateral feita por Itajaí a partir de um pequeno trecho do artigo de Lúcio Flávio Pinto, publicado originalmente no Jornal Pessoal, e sua recusa em publicar a resposta do autor do texto, o Blog do Estado se vê na obrigação de publicar os dois lados dessa polêmcia para que, você leitor, tire suas próprias conclusões.

Escreveu Lúcio Flávio Pinto:

Um amigo me surpreendeu ao enviar, hoje, um comentário de Itajaí Albuquerque a partir de trecho da minha matéria de capa sobre o Lula na última edição do Jornal Pessoal (uma nova deverá estar nas bancas amanhã). Peço a quem receber esta mensagem que a leia com atenção e, querendo, a comente e difunda. Acredito que ajudará a pensar sobre o grave momento que o país atravessa neste período eleitoral.

Escreveu Itajaí Albuquerque no Blog Flanar:

Em comentário à postagem As Fúrias Tropicais, pediram-me opinião sobre o seguinte texto: Lula é aquilo que, abusando do jargão, se passou a chamar de “força da natureza”. É uma esplêndida culminação de instintos vitais. Mas sem a menor condição de autoconhecimento, de reflexão e de análise. Sua maior malignidade está em se infiltrar sem ser percebido. E, mesmo sendo impossível, passar a ser aceito como normal.
Eu não sei exatamente a procedência do texto, mas qualquer que seja a origem dele é de pouca importância para responder o que me foi solicitado. De cara observamos que o parágrafo apresentado exemplifica um viés ideológico do autor (a), ao apresentar uma visão estereotipada do presidente Lula. Chamam a atenção os elementos textuais que tem correspondência com às idéias dos higienistas raciais que contaminaram vergonhosamente a ciência desde os meados século XIX e levaram aos desvios éticos da eugenia no século XX. Os termos "força da natureza" e "culminação de instintos vitais", "malignidade", "infiltrar", "normal" remetem com força à linguagem própria dessas disciplinas que deram sustentáculo ao nacional-socialismo alemão e seus conhecidos crimes contra a Humanidade.
Para clarificar melhor o conteúdo narrativo do texto, cito Roso e colaboradores*, que descrevem de forma aguda a fisiologia do estereótipo: estereotipar faz parte da manutenção da ordem social e simbólica, estabelecendo uma fronteira entre o “normal” e o “desviante”, o “normal” e o “patológico”, o “aceitável” e o “inaceitável”, o que “pertence” e o que “não pertence”, o “nós” e o “eles”. Estereotipar reduz, essencializa, naturaliza e conserta as ‘diferenças’, excluindo ou expelindo tudo aquilo que não se enquadra, tudo aquilo que é diferente.
Podemos contextualizar os elementos dessa explicação no exemplo a seguir, extraído de "Minha Luta" (Mein Kampf), opera omnia de Adolf Hitler: As qualidades intelectuais do judeu formaram-se no decorrer de milênios, Ele passa hoje por "inteligente" e o foi sempre até um certo ponto. Somente, sua compreensão não é o produto de evolução própria, mas de pura imitação.
Minha opinião, portanto, quanto ao parágrafo que me foi solicitado comentar, é a constatação do quanto a paixão política pode levar as pessoas ao exercício das mais baixas inspirações ideológicas.

*Cultura e Ideologia: A Mídia Revelando Estereótipos Raciais de Gênero.

Postado por Itajaí de Albuquerque
Lamentável. Fica mantida a análise publicada

Anônimo das 23:50, publicaremos sua postagem quando ela trouxer elementos que justifiquem sua afirmação.

Anônimo disse..

Tenho 61 anos, 45 de jornalismo, e nunca jamais, para citar o Lula, alguém me havia feito acusação tão grave quanto fez o Itajaí nessas poucas linhas, a partir de um mínimo trecho de um artigo bem maior, concatenado entre vários parágrafos em defesa de uma tese. Por ele, deixei escapar meus instintos mais satânicos: nazismo enrustido, higienismo, preconceito et caterva. Tudo isso por fanatismo anti-Lula, a quem eu imaginava ter analisado com todo empenho da minha inteligência. Deixo ao distinto público, se é que me conhece de fato, fazer seu juízo a respeito da acusação (acusação, não: sentença inquisitorial). Sobre o Itajaí, eu já fiz o meu. Seu texto dogmático diz tudo, para mim, sobre sua seriedade intelectual e condição humana. Um abraço, Lúcio Flávio Pinto

Itajaí de Albuquerque
disse...

De minha parte, e acredito que acompanhado por segmento dos teus leitores, aguardamos um texto que supere esse que infelizmente tu escreveste, sei lá porque sem a seriedade intelectual que evitasse a dura análise que fiz.

Escreveu Lúcio Flávio Pinto:

Logo em seguida mandei novo comentário (segue abaixo), que até agora não foi aceito no blog. Nem minha cobrança de publicação foi respondida. Pelo que decidi tornar pública a controvérsia, para que mais pessoas possam se manifestar.

Tenho 61 anos, 45 de jornalismo, e nunca jamais, para citar o Lula, alguém me havia feito acusação tão grave quanto fez o Itajaí nessas poucas linhas, a partir de um mínimo trecho de um artigo bem maior, concatenado entre vários parágrafos em defesa de uma tese. Por ele, deixei escapar meus instintos mais satânicos: nazismo enrustido, higienismo, preconceito et caterva. Tudo isso por fanatismo anti-Lula, a quem eu imaginava ter analisado com todo empenho da minha inteligência. Deixo ao distinto público, se é que me conhece de fato, fazer seu juízo a respeito da acusação (acusação, não: sentença inquisitorial). Sobre o Itajaí, eu já fiz o meu. Seu texto dogmático diz tudo, para mim, sobre sua seriedade intelectual e condição humana. Um abraço, Lúcio Flávio Pinto
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Nota do editor: LFP avisa que o comentário já foi postado. Menos mal.
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Atualização às 16h34:
O gentleman Francisco Rocha Junior, um dos titulares do Blog Flanar, faz os seguintes esclarecimentos:

"Caro Miguel,

Cumpre-me esclarecer que o comentário do Lúcio demorou a ser publicado por um motivo muito simples: temos uma regra interna, no Flanar, de que somente o "dono" do post modere seus comentários. Como todos temos outras ocupações, às vezes a moderação dos comentários fica um pouco lenta. Foi só este o motivo na demora.
Peço-lhe, portanto, que se possível publique este esclarecimento com o mesmo destaque dado à crítica na não liberação do comentário.
Abraço cordial.
Francisco Rocha Junior "

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Lúcio Flávio Pinto volta a escrever sobre a polêmica:

Só uma dúvida final e derradeira, Itajaí: leste o texto completo? Infelizmente, não sou leviano o bastante para, tendo escrito o que escrevi, substituí-lo por outro artigo, só porque consideras que meu texto não tem a seriedade que exiges para me poupar da tua dura análise (profeta do dura lex, sed lex). O que eu repeti do Lula no último JP não é novidade. Já escrevi isso várias vezes, sem merecer tão duras - e, a meu ver, inconsistentes e absurdas - acusações. O que mudou é a campanha eleitoral. Estás nela. Eu. não. Continuo fiel ao jornalismo que sempre fiz. Não o pratico para agradar a "a" ou "b", seja quem for, dono do poder ou seu áulico, intelectual ou operário. O que tento é me aproximar da verdade, expondo meus argumentos e os fatos em que se baseiam. A tua é outra. Podes ficar com ela que eu fico com a minha. E os leitores, que se manifestem, conforme suas próprias visões. Não sei se eles te deram procuração para falares por eles. Abraço a todos. Lúcio Flávio Pinto

Zé Dirceu, o comandante em chefe, o capitão do mato

Do Espaço Aberto:

Zé Dirceu é mesmo uma parada.
Gostemos ou não de Dirceu, convém respeitarmos o Zé: quando ele fala, não costuma fazê-lo por meias palavras.
Todo mundo entende logo.
Pois quando fala, claramente e sem rodeios, convém que lhe respondam da mesma forma, claramente e sem rodeios.
Dirceu foi a Salvador e, ontem à noite, mandou ver.
“O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da Imprensa", disse ele.
Viram?
Foi o que disse.
Claramente e sem rodeios.
Grande Zé!
Grande Dirceu!
Zé Dirceu tem razões, claro, de achar que “o excesso de liberdade e do direito de expressão e da Imprensa” é um problema.
Dirceu é ex-ministro.
Está sendo processado no Supremo como o condestável do Mensalão.
No esquema do Mensalão, ele despontou como o comandante em chefe (agora sem hífen, vocês sabem).
Como mensaleiro, notabilizou-se como o capitão do mato.
Se não fosse a liberdade de Imprensa, Zé Dirceu seria a Dilma hoje.
Provavelmente, seria o candidato de Lula a presidente da República.
Se não fosse a Imprensa que o denunciou, talvez Dirceu mantivesse o esquema pelo qual foi denunciado pelo Ministério Público e está sendo processado.
Se não fosse a Imprensa e suas liberdade, Zé Dirceu precisaria de mais um Brasil e umas quatro ou cinco Cubas para abrigar as extensões de sua arrogância e do seu quilométrico desprezo a um dos valores maiores de qualquer democracia: a liberdade de Imprensa.
Se não fosse a liberdade de Imprensa, Dirceu não teria um blog, onde diz o que quer, quando quer e como quer.
Se não fosse a liberdade de Imprensa, Dirceu não abrigaria em seu blog colabores e autores de convicções que não comungam, como ele, do “monopólio das grandes mídias”.
Se não fosse a liberdade de Imprensa que existe no Brasil, Dirceu não teria como contrapô-la ao ferrolho verbal, aos freios de expressão, ao monopólio oficial, ao monopólio governamental da informação que existe em Cuba, para onde o Zé viaja para espairecer sob o tacão de uma ditadura assassina, todas as vezes em que o excesso de liberdade o exaspera.
Se não fosse a liberdade de Imprensa, não teríamos como mandar Dirceu pra Pasárgada.
Lá, como amigo do rei, ele poderia ser tudo.
Até ser Zé Dirceu.
O ex-ministro.
O líder do PT.
O factótum do governo Lula.
O comandante em chefe do Mensalão.
O capitão do mato dos mensaleiros processados no Supremo.
O cara que só não é a Dilma de hoje porque a liberdade de Imprensa lhe conteve os passos e as pretensões.
Claramente é isso.
Sem rodeios, é assim.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nada mudou

Sob o título "O bate-papo", publiquei a crônica abaixo em junho de 2008.

Constato que, pelo acirramento da disputa eleitoral, quase nada mudou.

Vale a pena reler esse texto, para reflexão:

Quem tem arcano tem que saber guardá-lo. Quando duas pessoas compartilham do mesmo segredo, já não é mais segredo, dizia meu velho pai. Por isso, sentar à mesa de bar, para aquele bate-papo semanal, tem lá suas precauções.

Reporto-me a esse fato para recordar minha última estada no terrace do Bar Mascote, sexta-feira última, como não fazia há vários meses.

Partilhei com o casal Ary e Rosa e mais tarde com o ex-pescador de aviú José Ronaldo de momentos agradáveis. Foi de um malabarismo danado a escolha dos assuntos. Um amigo comum ligou para um dos convivas como que com a intenção de auscultar o ambiente. Desistiu de se juntar ao grupo, talvez se precavendo de maledicências políticas.

Todo ano de eleição é assim mesmo. Todo mundo pensa logo que um simples bate-bato é uma confabulação, a preparação de uma revolução, montagem de uma sabotagem e por aí vai.
Mal sabem esses senhores que em mesa de bar se conversa de tudo. Ali não é o local para a revelação de segredos profissionais e nem tão pouco para confidências políticas.

Mas o leitor que agüentou ler esta crônica até esta parte já deve estar se perguntando do porquê de todo esse preâmbulo. Com justa razão já deve estar pensando que este cronista não tem assunto melhor para abordar.

Mas o objetivo é bem outro, senão o de estimular o bate-papo em mesa de bar, lanchonete ou restaurante. E também à porta de casa, como antigamente.
À sua mesa, invariavelmente, chegam até você as mais desencontradas notícias, gente interessante, mas também algumas novas inconvenientes.

Na mesa de bar se sabe que um artesanato hippie vendido a menos que um prato de comida custa não menos que cem reais em quaisquer butiques. Que há instantes uma menina fugitiva do abrigo municipal tinha passado por ali, driblando a fiscalização do conselho tutelar. E ser surpreendido com a chegada de uns 'piratas' de araque indagando onde está o ouro.
Mas o gostoso mesmo é rememorar fatos pitorescos do passado já distante. E ouvir, de um dos transeuntes por entre as mesas, que gostou do que foi escrito ou mesmo que há uma pequena imprecisão em minhas narrativas semanais.

Nesse ponto, Ari me acompanha com sua boa memória e sua desenvoltura em conversar tanto sobre assuntos cibernéticos quanto à degustação de uma boa cerveja. Com apurado paladar, o meu amigo fez suas considerações sobre a mais nova marca do mercado do malte espumado. Eu aqui, resistindo à tentação, saboreando àquela altura uma caipirinha sem açúcar.

Naquela noite, depois de conversar vários assuntos do cotidiano, Ary fez-me uma cobrança de maneira elegante, preocupado com a forma acanhada com que tenho me inserido no mundo cibernético. Uma observação dele me deixou pensativo: que o nosso jornal, possuidor de um dos maiores acervos de textos e fotografias de Santarém e da região, precisava colocar à disposição do internauta todo esse material. E ganhar dinheiro com isso também.

Mas a provocação de Ary ainda não me fez repensar a forma retraída com que me posto diante da internet, talvez por ainda ser, apesar de ainda não está na fase dos cinqüentões, um dos jovens dinossauros do jornal impresso.
É aqui que me encontro comigo mesmo e com vocês, leitores.

MRN é finalista no Prêmio Aberje 2010

A Mineração Rio do Norte é uma das três finalistas do Prêmio da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial - Aberje 2010 (Regional Norte/Nordeste) com o case “Mineração Rio do Norte 30 Anos. Muitas histórias, um só lugar”. O trabalho concorre na categoria Comunicação e Relacionamento com o Público Interno e foi produzido pela agência Temple Comunicação, de Belém, com a coordenação da Assessoria de Comunicação da MRN.
A campanha em comemoração pelos 30 anos de operações da MRN foi realizada ao longo de 2009 com diversas ações envolvendo os empregados da mineradora de bauxita, além da comunidade de Porto Trombetas. Jornal interno especial de 30 anos, promoção voltada para o público interno, série de curiosidades sobre a história da empresa divulgadas via Intranet, Jornal Mural e Outlook, produção de vídeo especial sobre a data, concurso de redação, início da homenagem aos empregados com 30 anos de empresa e show gratuito com a presença de uma banda nacional foram algumas das principais ações da campanha. Os empregados foram os grandes destaques na produção dos materiais.

Os malefícios causados pelos cartolas ao São Raimundo

Leia matéria especial na edição de sábado do jornal O Estado do Tapajós.
Imperdível.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ministro do TSE cassa candidatura de Paulo Rocha



Em decisão monocrática do ministro Aldir Guimarães Passarinho Junior, o TSE indeferiu o registro da candidatura ao Senado do petista Paulo Rocha atendendo a recurso do Ministério Público Federal do Pará.

Fontes do MPF disseram que a decisão monocrática pode ter sido possível porque já houve decisões em plenário sobre o mesmo tema.
Paulo Rocha renunciou ao mandato de deputado federal em meio ao escândalo do mensalão.
O deputado vai recorrer ao Supremo.

A imagem acima é da página de acompanhamento do TSE para o processo.

Clique para visualizar melhor.(Blog da Repórter)

Tucuxi conquista quinto título


O boto Tucuxi conquistou o quinto título de campeão do festival dos botos do Çairé 2010.

Boto Cor de Rosa tem 7 títulos em 12 disputas.

Qual a mais sensual dança da sedução? Cor-de- Rosa ou Tucuxi?





2- Dança da sedução do boto Tucuxi.
Fotos: Alfonso Jimenez e Aritana Aguiar

Qual a mais sensual dança da sedução? Cor-de- Rosa ou Tucuxi?





2- Dança da sedução do boto Cor-de-Rosa.
Fotos: Alfonso Jimenez e Aritana Aguiar

Qual a mais sensual dança da sedução? Cor-de- Rosa ou Tucuxi?





1- Dança da sedução do boto Tucuxi.
Fotos: Alfonso Jimenez e Aritana Aguiar

Qual a mais sensual dança da sedução? Cor-de- Rosa ou Tucuxi?





1- Dança da sedução do boto Cor-de-Rosa.
Fotos: Alfonso Jimenez e Aritana Aguiar

Vozes das ruas

O comitê de campanha do deputado federal Lira Maia(DM) amanheceu em festa.

Duas pesquisas internas, uma do DEM e outra do PSDB, apontam que Lira Maia, candidato à reeleição, teria dia 3 de outubro mais votos em Santarém que qualquer candidato a quaisquer mandatos nestas eleições: presidente, senador e governador.

Cassação da candidatura de Jader atenta contra o estado de direito

Por Sérgio Buarque de Gusmão (*)

Com 134 milhões de eleitores e quase 29 mil candidatos nestas eleições de 2010, o Brasil agiganta-se como uma das maiores democracias eleitorais do mundo – curvando-se de dois em dois anos à soberania popular para a escolha dos governantes em duas grandes esferas de poder, o Executivo e o Legislativo. Pena que a Política, a mais importante fórmula para administração pacífica dos choques de interesses que permeiam qualquer sociedade, esteja a cada dia se tornando uma atividade perigosa e estigmatizada no fosso do crime. A criminalização da Política é um sintoma da carga pesada que se faz contra a democracia representativa.

A última investida leva o nome de Ficha Limpa – um atentado ao estado de direito chancelado por um Congresso Nacional emparedado, e imposto à Nação pela Justiça Eleitoral com efeito retroativo. Se a Lei Complementar n.º 135 que instituiu a Ficha Limpa já era inconstitucional, por considerar inelegível mesmo quem não foi declarado culpado, ou seja, condenado por sentença irrecorrível, assemelhou-se ainda mais a um monstrengo jurídico quando desrespeitou dois institutos legais vigentes: a anualidade das mudanças na legislação eleitoral, prevista no artigo 16 da Constituição, e a irretroatividade de qualquer diploma legal. A Constituição determina que “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até 1 (um) ano da data de sua vigência.” Promulgada em abril, a lei da Ficha Limpa já está sendo aplicada antes das eleições de outubro. E o mesmo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tomou esta esdrúxula decisão, abusando de seu poder normativo, como se fora um órgão revisor do Parlamento, decidiu que a lei tem o condão de retroceder no tempo e enquadrar como crime atos que na época em que foram praticados não o eram. Viola-se um dos mais antigos preceitos do Direito, burilado pelo jurisconsulto italiano Cesare Beccaria, o de nullum crimen nulla poena sine lege, acatado já no artigo primeiro do nosso Código Penal: “Não há crime sem lei anterior que o defina.”

Não importa que o projeto de lei da Ficha Limpa tenha origem popular. Se é lícito e desejável que a sociedade civil se organize para propor alterações no quadro jurídico-institucional do País, há de se levar em conta que a constituinte da opinião pública é a pior fábrica de leis. A praça é o espaço soberano do povo, para a política, o protesto e até a insurreição, mas nunca para a Justiça. Nosso maior jurisconsulto, Rui Barbosa, nunca escondeu seu horror “à execrável justiça das ruas”, pois sabia que toda corte montada na calçada vira um Tribunal de Lynch. Não deveríamos esquecer que no mais famoso julgamento da História, a turba consultada por Pôncio Pilatos libertou Barrabás e condenou Jesus Cristo à morte.

Sem dúvida existem políticos criminosos, mas querer varrê-los de cena cassando direitos gerais e ofendendo o estado de direito é, para citar o adágio famoso, mais que um crime, é um erro. Nesta questão dos direitos do cidadão não pode haver barganha. Quem abre mão de um direito em favor de outro, perde os dois. Como observou o jurista José Roberto Batochio, no artigo Eleições democráticas e Estado de Direito (O Estado de S. Paulo, 31/08/2010), “é juridicamente inaceitável que pela via do estupro constitucional se queira defender a virgindade da política.”

Entre as iniquidades destas excepcionalidades da lei da Ficha Limpa está a cassação preliminar, pelo TSE, da candidatura ao Senado do deputado Jader Barbalho. O nefando crime que o torna inelegível é ter renunciado ao mandato de senador em 2001. Como um capitão do mato da legalidade, a lei leva seus grilhões a uma viagem de volta no tempo para estabelecer que agora é delito o que há nove anos foi um simples ato de abdicação por iniciativa pessoal. Nem vale a pena discutir o disparate de a lei considerar crime – ao ponto de tornar um político inelegível por oito anos – o ato de renunciar a mandato para livrar-se de uma investigação legislativa, seja esta procedente ou fruto de interesses partidários. No caso, a alegação do então senador foi que havia um processo de “linchamento político” contra ele. Na minha opinião, realizou uma manobra defensiva inscrita na arte da guerra, a retirada estratégica. Do outro lado, com sua imaculada biografia, a despachar seus ebós políticos, estava ninguém menos que o paladino da moralidade Antônio Carlos Magalhães.

A boa notícia é que até as pedras sabem que a lei do Ficha Limpa será revista pelo Supremo Tribunal Federal em decisão a ser tomada antes de 3 de outubro – e as candidaturas perseguidas não sofrerão nenhuma restrição. Ainda ecoa na Praça dos Três Poderes a indignação jurídica de um ministro que acaba de se aposentar, o maragato Eros Grau: “A Lei Complementar 135 é francamente, deslavadamente, inconstitucional”, disse o ex-integrante do Supremo em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Ficha limpa é qualquer cidadão que não tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado. A Constituição do Brasil diz isso, com todas as letras”, sustentou Grau, que infelizmente saiu antes de votar em causa tão importante. Mas há indicações de que ao menos cinco ministros do Supremo têm o mesmo entendimento. Oxalá acabem de vez com esta moda das leis justiceiras.

(*) Sérgio B. de Gusmão, paraense radicado em S. Paulo, é jornalista e escritor.

domingo, 12 de setembro de 2010

O Remo e a tragédia anunciada

Gerson Nogueira:

Aconteceu o que a torcida mais temia. Com um empate dramático de 1 a 1 frente ao Vila Aurora (MT), o Remo está eliminado do Brasileiro da Série D. Vélber marcou o gol remista aos 12 minutos do segundo tempo, mas Daniel empatou aos 24 minutos. No primeiro tempo, jogando de maneira errada, o Remo foi dominado pelo visitante, que saía da defesa ao ataque com tranquilidade e perdeu pelo menos duas chances de abrir o marcador. As jogadas azulinas se limitavam a tentativas de lançamento para Landu, que, fora de forma, não conseguia levar vantagem sobre a marcação. Frontini, isolado, brigava com os zagueiros para tentar acertar os poucos cruzamentos que chegavam até a área.

Voluntarioso, organizado em suas linhas, o Vila Aurora jogava sem pressa, saindo só nos momentos certos e destruindo as tentativas ofensivas do Remo. Do outro lado, a equipe mandante não conseguia criar bons lances no meio-campo, apesar dos esforços de Vélber e Gian. Raul, Dinei e Marcão levavam constante perigo e superavam sem maior esforço a dupla de zaga Pedro Paulo-Ênio. Giba, que surpreendeu a todos escalando Landu logo de início, não mudou o time para a etapa final.

No reinício da partida, o Vila Aurora manteve o domínio territorial, valorizando a posse da bola. Mas, com o incentivo da torcida, o Remo se empolgou e conseguiu articular um ensaio de sufoco. Até que, aos 12 minutos, Landu cruzou bola alta na área e Vélber cabeceou para as redes. Parecia que a classificação iria se garantir naquele lance. O problema é que, aos poucos, o time foi voltando ao compasso anterior, deixando-se envolver pelo bom passe do adversário. Giba substituiu Lima, contundido, por San. Landu também se bateu e Héliton entrou em seu lugar. Aos 24 minutos, em falha do zagueiro Pedro Paulo, o Vila silenciou o Mangueirão: a bola chegou livre para Daniel, que chutou para marcar o gol de empate.

A partir desse momento, o Remo entrou em desespero. Chutões para a área do Vila, que se fechou no campo de defesa. Surgiram ainda duas boas chances para o desempate. A primeira, em belíssima jogada de Héliton, que driblou dois zagueiros e cruzou nos pés de Zé Carlos, que havia substituído Gian. O atacante errou a finalização e o chute saiu longe. Em seguida, em cruzamento alto na área, zagueiro do Vila botou a mão na bola, mas o árbitro não assinalou a infração.

No final, para desespero da grande torcida presente, o Remo saiu cabisbaixo, amargando nova eliminação em torneio nacional. E o Vila Aurora, através de seu presidente, ainda mandou um último recado aos dirigentes azulinos: o time matogrossense tem um belo estádio e não tem planos de vendê-lo para pagar dívidas.

Manchetes de O Estado do Tapajós

O jornal O Estado do Tapajós está desde ontem nas bancas com as seguintes manchetes:

Corte de luz em atraso vai demorar três meses

Cor-de-Rosa e Tucuxi encenam lenda do boto pela décima-segunda vez

Prévia do Censo aponta Santarém com 300 mil habitantes

Juvenil diz porque quer ser governador

Poluição de igarapé no Mojuí causa mortandade de peixes

Lula, o bom ditador

Jovens começam a fumar aos 12 anos

sábado, 11 de setembro de 2010

Águia vence e São Raimundo é rebaixado para a D

O Águia de Marabá venceu o São Raimundo por 2 a 0, gols do lateral-direito Vander e do atacante Torrô. A partida aconteceu no estádio Barbalhão e, com esse resultado, o Azulão continua com chances de classificação à próxima fase do Campeonato Brasileiro da Série C, enquanto que o Pantera foi rebaixado para a Série D de 2011, competição onde foi campeão, em 2009.

Jogo complicado, corrido. Era necessária muita entrega pelo resultado positivo. Na base da vontade, quase o São Raimundo abre o placar. O lateral-direito Ceará tentou encobrir o goleiro Alan, mas a bola tocou na trave. Até que o Águia reagiu, precisando da vitória para seguir em frente na Série C. Vander chutou a primeira vez. Labilá defendeu. No segundo lance, o lateral do Azulão não titubeou: 1 a 0 para os marabaenses.

Percebendo os erros da sua equipe, o técnico Sebastião Rocha sacou Michel para a entrada de mais um atacante, Branco. Michel saiu irritado, tirou o uniforme no meio do campo e recebeu cartão amarelo. E se a fase não é boa... Labilá, um dos grandes goleiros do futebol paraense, falhou feio, e os aguianos quase marcam o segundo no embate. Contudo, o alvinegro conseguiu segurar o placar, visando uma melhora no segundo tempo.

Para a segunda etapa, o São Raimundo voltou com mais vontade. Logo no início, Branco chutou na trave. Em seguida, o mesmo Branco testou, mas Alan colocou para escanteio. Era pressão do clube santareno. Porém, não adianta pressionar sem marcar o gol. Em lance pela esquerda, o atacante Torrô deixou Labilá pelo caminho e fez o segundo gol do Águia no jogo. Era o suficiente para rebaixar o clube de Santarém para a Série D de 2011. (Gustavo Pêna, Diário Online)

São Raimundo: Labilá; Ceará, Pedro Paulo, Preto Marabá e Sousa; Beto, Marcelo Pitbull. Paulo de Tárcio (Daniel) e Michel (Branco); Paulo Rangel e Gabriel (Max Jari)

Técnico: Sebastião Rocha

Águia: Alan; Sinésio, Bernardo, Ari e Vander (Marcondes); Darlan, Jaime, Analdo e Diego Biro; Felipe Mamão (Samuel Lopes) e Torrô (Tiago Marabá)

Técnico: João Galvão

Cartão amarelo: Michel e Beto (SR); Darlan e Diego Biro (AGU)

Situações dos clubes no Campeonato Brasileiro da Série C:

Paysandu: Ainda líder do Grupo A da competição, com 14 pontos, já está classificado.

Próxima partida: Paysandu x Rio Branco (AC). Próximo domingo (19), às 16h, no estádio Arena da Floresta

Águia de Marabá: Segundo colocado, com 11 pontos. Se empatar com o Fortaleza, na próxima rodada, está classificado.

Próxima partida: Águia x Fortaleza. Próximo domingo (19), às 16h, no estádio Zinho Oliveira

Fortaleza (CE): Terceiro colocado, com 11 pontos, precisa vencer o Águia para seguir no mata-mata.

Rio Branco (AC): Quarto colocado, com sete pontos. Se manteve na Série C de 2011.

São Raimundo: Quinto colocado, com três pontos. Rebaixado para a Série D de 2011.(Diário On Line)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bancários denunciam assédio moral em Santarém

ARITANA AGUIAR
FREE LANCER


Os assédios morais e a doença LER/DORT (Lesões por esforços repetitivos e /distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho) têm provocado abalos físicos e psicológicos aos bancários, além dos constantes medos de assalto. É o caso do gerente geral do Banpará, Ademar Costa, feito refém no assalto ao banco há mais de um mês. Ele pediu licença para recuperar do trauma. Segundo a secretária administrativa do Sindicato dos Bancários, Elizamar Costa, em Santarém mais de 30 bancários denunciaram assédio moral e mais de 15 pessoas se queixam de maus tratos.
Este ano no Banco do Brasil nenhuma pessoa pediu licença por algum problema de saúde ou assédio, o mesmo ocorreu na Caixa Econômica Federal, mas no Banpará houve o caso do gerente geral com licença de dois meses. "Entrei em contato com ele esta semana e afirmou que ainda não se recuperou do trauma", afirmou o coordenador de atendimento do Banpará, Benedito Brasil. Um bancário do posto do Banpará localizado no DETRAN pediu licença por LER/DORT, mas já retornou ao trabalho.
Segundo Elizamar, houve caso de uma bancária que havia desenvolvido síndrome do pânico por que o gerente lhe enviava e-mails ameaçando demissão caso não fizesse o trabalho corretamente. "Esta moça chegou ir ao hospital devido à pressão que sofria", informou. Nessas situações, de acordo com Elizamar. quando é comprovado o assédio no caso moral, o responsável é chamado para uma conversa amigável para que o fato não se repita.
Nos últimos oito meses três bancários foram hospitalizados por problemas de saúde, justamente devido ao estresse do trabalho.
Em outro caso relatado por Elizamar, 15 bancários do mesmo banco, foram ao Sindicato fazer reclamações porque um dos gerentes da agência estaria fazendo pressão. "O que acontece é que o gerente entende que o bancário não é capaz de fazer o serviço e por isso a pessoa fica com muito medo, mas acontece é que as pessoas se sentem incapacitadas de fazer o serviço, devido a essa pressão", explicou a secretária do Sindicato dos Bancários. Elizamar garante que o maior número de reclamações provém de bancos privados.
Em outras situações o que tem ocorrido é a troca de função. "Este gerente chegou a colocar a caixa para ser supervisora e a outra para ser caixa, alegando questões de incapacidade. Isso destrói a pessoa, além disso, essas trocas não podem acontecer assim", afirmou Elizamar.
Em Santarém o Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá irá realizar entre os dias 9 e 11 de setembro um evento jurídico justamente para discutir melhores condições de trabalho, segurança bancária e campanha salarial 2010/2011.

O que enfrentam os bancários no dia-a-dia

A LER/DORT são doenças graves originadas do uso excessivo ou inadequado do sistema que agrupa nervos, músculos e tendões. Podem se tornar graves se não tiverem tratamento adequado, podendo levar a incapacidade temporária ou permanente para o trabalho. Elas atingem as mãos, os punhos, o antebraço, o cotovelo, os ombros, a coluna vertebral, etc. Ela veio ser mais freqüente na década de 90 com o advento da informática.
Assédio moral pode ser definido como manipulação perversa e terrorismo psicológico. No caso exposição do empregado, quer por ato comissivo ou omissivo do empregador, a situações repetitivas, prolongadas, humilhantes e constrangedoras que atentem contra a sua integridade. Tarefas que inferiorizam, abusos de poder, estimulo a rivalidade, desqualificação do trabalho entre outros.
As conseqüências que o assédio moral pode trazer ao trabalhador é comprometimento com a saúde mental e física da vitima, depressão e stress, irritação, falta de confiança, alterações do sono, perda de memória, morte social, isolamento, mudança de personalidade, sentimento de culpa, aumento ou perda de peso, consumo de bebidas alcoólicas ou drogas, crises de choro ou raiva.

Pontuando- José Olivar


Me disseram - não sei se é verdade, se for, o caso é sério - que pessoas não sócias do Iate Clube de Santarém continuam descendo lanchas pela rampa do clube sem pagar nada, pois a diretoria ainda não implementou a cobrança. Será? Enquanto isso, os sócios arcam com os altos custos mensais dos seus boxes.


O problema da falta de banheiro público em Alter do Chão, se agrava mais ainda, no Çairé, onde as necessidades fisiológicas são feitas no meio da rua em plena luz do dia, sem respeitar quem quer que seja. O pior é que o único banheiro público continua derramando dejetos da fossa nas águas do rio. Isso é crime contra o meio ambiente e a saúde pública. E a SEMA, o que faz?

Inicia-se a festa do Çairé, sem os bois de Parintins, como prometido, e, quem sabe, sem as tribos de Juruti. Ou seja, só promessas e mais promessas!

Você sabia que o nosso Presidente Lula assinou decreto autorizando a doação de 25 milhões de reais para os cofres daqueles guerrilheiros da faixa de Gaza, lá onde fica a Palestina, mais precisamente o grupo Ramas? Pois é verdade, enquanto os brasileiros morrem de fome - aqui em Santarém é só ir ao buraco do lixão do Santo André e confirmar o estado de miserabilidade das pessoas - o Lula afaga os estrangeiros. Pode?

A CELPA perdeu o direito de embutir na fatura de energia, as contribuições do PIS e COFINS. É que o Desembargador Leonam Cruz concedeu liminar, em Agravo de Instrumento, dando efeito suspensivo à cobrança. Assim agiu, conforme precedente do Superior Tribunal de Justiça. Se perdurar o julgado, no futuro, a CELPA vai ter que devolver tudo o que cobrou dos consumidores.

Quiseram suspender a livre manifestação de pensamento, no período eleitoral, quando introduziram na Lei das Eleições dispositivos que proibiam humoristas fazer humor usando candidatos, partidos ou coligações envolvidas nas eleições. Porém, o STF, por liminar do Ministro Carlos Ayres Britto, suspendeu os efeitos das normas impugnadas, que foi posteriormente aceita pelo plenário daquele Tribunal.

Falar ao celular dirigindo vai dar margem a aplicação de uma multa gravíssima - até agora média - isto se for aprovado projeto de lei neste sentido. O Tribunal de Justiça do Pará fez publicar na Internet que cumpriu a meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça, para o desempenho processual em 2010. O TJ do Pará, segundo a notícia na Internet, está em primeiro lugar, dentre todos os Estados brasileiros. Que bom! Porém a nossa justiça ainda caminha a passos lentos, principalmente para os jurisdicionados de Santarém.

Os dirigentes desportivos desonestos (no Brasil tem muitos), deverão sofrer reclusão de 1 a 5 anos e multa, uma vez comprovado que se apropriaram ou aplicaram em proveito próprio os recursos dos clubes ou das entidades que dirigem. Projeto de lei neste sentido está em apreciação no Congresso, e se passar, muita gente vai ficar argolada com medo das punições pelas falcatruas praticadas.

A Agência Brasil informa que os investimentos do Governo Federal bateram recorde no mês de julho, apesar das restrições da legislação eleitoral, no que concerne aos repasses para os Estados e Municípios. Como o Executivo Federal não respeita à legislação e nada lhe acontece, mais uma vez a lei foi burlada.

A OAB Nacional, leia-se Ophir Cavalcante Júnior, é radicalmente contra a proposta do Ministro Cezar Peluso, que encaminhou à Presidência da República projeto de mudança da Constituição restringindo aos juizes de carreira as vagas abertas para ministros do Superior Tribunal de Justiça. Ou seja, se aprovada a emenda, advogado que assumiu o desembargo pelo quinto Constitucional da OAB, não pode concorrer ao cargo de ministro do STJ. É o caso do Des. Milton Nobre e de tantos outros.

A Secretária Estadual de Meio Ambiente, sofrerá procedimento judicial por desobediência à uma decisão proferida pelo titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belém, que classificou a atitude da mesma como uma: "vergonha, barbárie, indecência, imoralidade...". É o que se vê atualmente, decisão judicial não respeitada por certos servidores.

Ocorreu uma desinteligência entre uma delegada de Polícia Federal em Santarém e um advogado que fora até lá prestar esclarecimentos numa apuração de eventual crime eleitoral. O fato chegou a um patamar que obrigou ao advogado solicitar a presença do Presidente da OAB de Santarém para fazer valer as prerrogativas do profissional. Com a intervenção da Ordem a situação serenou.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente está exigindo e condicionando a expedição de alvará de funcionamento nos lava jatos da cidade, à realização de uma vistoria, onerando cada vez mais os pequenos comerciantes que vivem destes serviços. O engraçado é que a SEMA faz vista grossa para as lavagens de veículos que proliferam no cais da cidade às margens do Tapajós. Lá o movimento é grande e não pagam nada!

A Ata da assembleia geral do Iate Clube, do dia 23 de junho de 2010 está gerando polêmica junto à alguns associados. É que depois de encerrada foi acrescentado um parágrafo que transfere para a diretoria poderes que são exclusivos da assembleia geral. Pois fixar preços de serviços e mensalidades, é de competência da assembleia e jamais isto pode ser transferido para a diretoria, sob pena de se inverter competência e gerar nulidade dos atos de gestão. Esses associados vão se reunir para as providências cabíveis.

O Tribunal Superior Eleitoral, mais uma vez julgou reafirmando o seu entendimento de que ficha suja não pode e não deve ser candidato. Tanto que depois de indeferir a candidatura de Joaquim Roriz ao Governo do Distrito Federal, também acatou recurso do Ministério Público Eleitoral, e indeferiu a candidatura de Jader Barbalho ao Senado. O próximo que pode sofrer as mesmas punições e o deputado Paulo Rocha, do PT. Embora as decisões sejam recorríveis ao STF, o fato tem repercussão nacional e todo mundo sabe o porquê.

O falecimento de Ademir Pereira, do Grupo Guarany, que eu o conhecia há muitos anos, deixa um vácuo no sistema de comunicação da empresa da família, a quem mando meus sentimentos.

Minha esposa Olívia, minha filha Danielle e minha secretária Elza, me fizeram uma surpresa no dia 02 deste, quando completei 60 anos, convidando parentes e os amigos mais íntimos para um café da manhã no meu escritório. A surpresa foi grande quando, ao adentrar na sala, fui recebido com os "parabéns pra você". Obrigado a todos!

Não posso me conformar com o desprezo das prestadoras de serviços públicos concedidos, tais como: telefonia, água e energia. Nenhuma presta um serviço a contento, porém a REDE CELPA está precisando urgentemente de uma ação conjunta da sociedade organizada de Santarém, aí incluindo: OAB, Ministério Público, Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, Associações de classes, etc., tamanho o descaso para conosco, consumidores. É um sobe e desce de energia, apagões em pontos diversos, prejudicando a todos. Não é mais possível suportar tanto desleixo.

Agradeço as congratulações da OAB, Subseção de Santarém, pela passagem do meu aniversário, transmitidas por um belo cartão de votos de saúde, sucesso, amor e paz, e assinado pelo Dr. José Ricardo Geller e Elizabete Uchoa, respectivamente Presidente da OAB e Delegada da CAAP.

O meu amigo e colega advogado, Dr. Edilbal Cabral é só satisfação pelo sucesso da filha, também advogada, num grande escritório de advocacia em Fortaleza, cujo titular é meu conterrâneo. Ao colega Cabral, que é leitor assíduo da coluna, o meu abraço.

O rombo das fraudes eletrônicas em bancos

José Olivar

Os bancos brasileiros vêm sofrendo prejuízos na ordem de 900 milhões em razão das fraudes eletrônicas perpetradas por quem não trabalha, mas quer levar uma vida de magnata. Os golpes são aplicados em pessoas físicas com valores desviados, via Internet, de quem mantém conta bancária e a maneja por meio de computador. O fato é que a rede bancária cria problemas para ressarcir os prejuízos, obrigando, muitas vezes, aos correntistas a recorrerem à Justiça. Por essa e por outras, é que prefiro fazer as operações bancárias pessoalmente, ainda não me habituei a certos procedimentos.

O travamento do turismo paraense

Adenauer Góes
adenauergoes@gmail.com

O que é que está acontecendo com o turismo paraense? Esta pergunta é feita dentro e fora de nosso estado por todos aqueles que acompanham e vivenciam o desenrolar dos acontecimentos.
No quesito investimento em infra-estrutura, a última obra de impacto no setor foi a construção do Hangar ainda no Governo Simão Jatene, de lá para cá, nada, mas absolutamente nada de novo foi acrescentado, muito pelo contrário, os nossos pontos de referência, quer em Belém, quer nos municípios do interior que fazem parte dos roteiros turísticos, sofrem com a falta de manutenção e os sinais de deteriorização são visíveis.

Quando o item é divulgação e promoção do Pará a nível nacional e internacional, a coisa está pra lá de feia,todo o trabalho que foi feito e que precisava de investimento constante,evoluindo gradativamente ,etapa por etapa, desde a manutenção e incremento da presença do estado nos eventos e feiras, assim como material e ferramentas de apresentação do Pará, em vez de ter evolução positiva, como já foi dito, foi minguando gradativamente, fazendo com que hoje o Pará esteja praticamente ausente dos momentos mais importantes, com uma participação pífia e colocando institucionalmente os técnicos da PARATUR em situação difícil pois os recursos diminuíram de tal forma que nos poucos eventos que nosso estado tem participado, os técnicos são mandados de ônibus para São Paulo.

A Feira Internacional de Turismo-FITA,criada em 2002 pela PARATUR, aconteceu no Hangar em sua 5ª versão agora em meados de agosto passado e infelizmente para nosso turismo foi um verdadeiro fracasso,pois não teve a participação do empresariado local e nem das entidades representativas de classe, o empresariado representativo dos compradores e vendedores de produtos turísticos que veio de fora foi mínimo.Simplesmente,não é possível avançar na atividade turística ou em qualquer outra atividade produtiva sem empresário.Tudo indica pelas conversas e informações repassadas que não há segurança entre o empresariado e o Governo atual.
O tratamento dado á PARATUR e seus funcionários tem sido sofrível, acabaram com o planejamento, o orçamento da instituição vem minguando ano após ano, depois de ter trilhado sentido inverso há quatro anos atrás quando vinha num crescente constante. Até o slogan: Pará: "A Obra Prima da Amazônia", que foi criado pela consultoria espanhola que desenvolveu o Plano de Desenvolvimento Turístico para nosso estado e que deveria ser suprapartidário, foi juntamente com o próprio Plano deixado de lado.

A relação institucional com o Ministério do Turismo esfriou e enfraqueceu-se, o mesmo aconteceu com os municípios no sentido do entrosamento e de ações articuladas que pudessem fortalecer o entendimento do negócio turístico.

O turismo, assim como qualquer atividade produtiva necessita de empresários em sintonia com o Governo. Aos Governos nos seus diversos níveis cabe ser motivador e indutor do desenvolvimento, passando segurança para que os empresários possam investir.Cada qual tem seu papel,sendo imperioso haver sintonia e objetivos comuns.Ao Governo que será eleito na próxima eleição cabe assumir compromisso e cumprir metas que possam recolocar o turismo no rumo certo,destravando a inércia que se estabeleceu sobre a atividade em nosso estado.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

'O presidente Lula passou dos limites''

ENTREVISTA[br]José Álvaro Moisés, cientista político e professor da USP

Roldão Arruda - O Estado de S.Paulo

O cientista político José Álvaro Moisés afirma que a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso das violações de sigilos fiscais é preocupante para a democracia no Brasil - porque estaria sinalizando que a vontade dos detentores do poder fica acima do primado da lei. Para o especialista, professor da Universidade de São Paulo e diretor científico do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas daquela instituição, Lula confunde o papel de primeiro mandatário brasileiro com o de militante petista, responsável pela indicação de Dilma Rousseff como candidata à sua sucessão. Essa confusão de papéis pode dificultar as investigações sobre o episódio.

Como o senhor viu a presença do presidente Lula no horário de propaganda eleitoral gratuita, assumindo o papel de escudo da candidata Dilma Rousseff frente às suspeitas de envolvimento do PT no caso de quebra de dados fiscais de pessoas ligadas ao PSDB? Isso não pode causar a impressão de que o primeiro mandatário do País tomou partido frente a uma questão que vai além do debate eleitoral?

Sim. O presidente não tem tido cuidado, no processo eleitoral, de fazer distinção entre os papéis de presidente da República e de militante do PT responsável pela indicação de Dilma Rousseff como candidata à sua sucessão. Ele tem direito, como cidadão, de participar da campanha, desde que separe os papéis. Deveríamos lembrar o que ocorreu em 2002, durante a campanha que resultou na primeira eleição de Lula. O presidente Fernando Cardoso, apesar de apoiar o então candidato José Serra, teve cuidado para separar completamente as coisas, não misturar as funções. O presidente Lula não está tendo esse cuidado agora, assim como não teve em outros momentos de seu mandato.

Quais momentos?

Podemos citar as vezes nas quais desqualificou procedimentos do governo denunciados pelo Tribunal de Contas da União. Mais recentemente, ao ser multado pelo Tribunal Eleitoral, por fazer confusão entre sua função presidencial e a de dirigente do PT, ele praticamente menosprezou as decisões. Essas não são boas indicações. Elas sinalizam que, uma vez no cargo de primeiro mandatário, você pode misturar e confundir as coisas, pode ficar acima do que a lei estabelece.

O senhor não estaria sendo exagerado nas suas preocupações? Afinal, acaba de citar dois tribunais que estão funcionando e exercendo suas funções, numa comprovação de que a democracia anda normalmente.

Não há exagero. É extremamente importante discutir essas questões porque, embora estejamos numa democracia, o império da lei ainda não está inteiramente estabelecido no Brasil. Essas sinalizações dadas pelo presidente mostram que ele não leva em conta a ideia de que a democracia é o governo da lei e não o governo dos homens. Esse é um momento muito importante, porque envolve uma coisa crucial para a democracia, que é a violação do direito individual. Não estamos falando apenas dos dados da filha do Serra e do vice-presidente do PSDB, mas sim de milhares de pessoas. Fiquei indignado quando abri o jornal e li as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, autojustificando, em certo sentido, as violações, porque já teriam ocorrido outras vezes.

O que se deveria esperar de alguém no cargo dele?

Eu esperaria que o ministro e o presidente da República viessem a público para dizer que medidas estariam sendo tomadas em face dos crimes de violações que afetam direitos individuais garantidos na Constituição - a questão do direito individual é uma cláusula pétrea da Constituição do Brasil. Mas ninguém disse uma palavra sobre isso. Pelo contrário, houve um esforço para blindar a candidata e dizer que, uma vez que já ocorreu em outras ocasiões, é normal que continue ocorrendo. Eu digo: não é normal. Especialmente no governo de um partido que pretendia reorganizar a política no Brasil, com uma resposta republicana. Penso que nesse caso o presidente Lula passou dos limites.

Se o presidente misturou de fato os papéis, isso poderia de alguma maneira atrapalhar as investigações sobre o caso? Os funcionários encarregados desse trabalho poderiam ver na mensagem do primeiro mandatário um sinal de que não é lá tão importante assim aprofundar a investigação?

Eu me preocupo com isso. No Brasil, a função de presidente, pelo prestígio, pelos recursos que tem e até mesmo pelo ritual do exercício do cargo, tem uma influência muito forte na sociedade. Aqui se valoriza muito a pessoa do primeiro mandatário, com uma certa ideia de que ele pode tudo. Vivemos em um meio com um forte elemento de personalização das relações de poder. Daí a necessidade de um cuidado ainda maior para se separar as funções. Se o Lula não faz isso, ele sinaliza que o desmando cometido por alguém, não importa o tamanho desse desmando, pode ser autorizado por alguém lá de cima, alguém que chega e diz que o caso não tem importância nenhuma. É uma situação que me faz lembrar aquilo que dizem que Getúlio Vargas dizia, quando governava: para os inimigos a lei e para os nossos, o tratamento que quisermos dar. Isso diminui e desqualifica a democracia.

Voltamos à questão anterior, sobre o funcionamento das instituições democráticas.

Não acho que está em questão se temos democracia. Nós temos. O que está em questão é a qualidade da democracia. Não se pode ter durante dois ou três anos um presidente que faz campanha eleitoral ao mesmo tempo que exerce as funções de primeiro mandatário. Essa separação é muito importante.

Na sua opinião, o comportamento do presidente, que desfruta de alta popularidade, é negativo para a democracia?

O presidente Lula, particularmente neste último período de governo, tem dado uma contribuição negativa para a cultura política do País. Tudo bem ele dizer que é um brasileirinho igual a você que chegou lá. Os elementos virtuosos da personalidade política não devem ser confundidos, porém, com a função presidencial. Ela tem regras, dispositivos constitucionais, que devem ser aceitos por quem quer que exerça o cargo.

Ele não deveria ter feito declarações sobre o caso na TV?

O presidente Lula poderia ter ido à TV dar explicações, dizer que a sua candidata não tem nada a ver com isso e que a oposição está explorando o fato. Mas também deveria ter admitido os erros e dizer que medidas está tomando para corrigi-los. O escárnio dele é de tal ordem que dias atrás perguntou: "Onde está esse tal de sigilo". Esse comportamento é agravado pela popularidade dele, pela sua enorme responsabilidade. Sigilo é muito relevante para a democracia. Sinaliza o primado da lei, que não deve ser usada arbitrariamente de acordo com a vontade do presidente.

O senhor não estaria sendo muito purista em relação à chamada liturgia do cargo?

Não. A liturgia do cargo ajuda a sinalizar o respeito que a autoridade tem para quem é devido o respeito - os eleitores. Isso é central para as democracias. Eu duvido que em qualquer outro país de democracia consolidada, ao ocorrer um fato dessa natureza, o ministro venha a público para se justificar e não para se desculpar. Qualquer um de nós pode cometer erros e se desculpar. Eu posso citar um autor errado numa das minhas aulas e, mais tarde, ao descobrir o erro, me desculpar perante os alunos e corrigir o erro. Uma autoridade também pode vir a público reconhecer um erro e anunciar que está tomando medidas para corrigi-lo, medidas baseada na lei, nas regras do funcionalismo. Mas o que vimos foi o ministro vir a público para se justificar, com aquele argumento, que insisto, é inaceitável. Mais uma vez querem passar a ideia de que não há nada a ser feito.

Por que mais uma vez?

Isso já aconteceu no episódio do mensalão, quando passaram a mão na cabeça dos envolvidos no caso.


QUEM É

Mestre em política e governo pela University of Essex e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP), é professor titular do Departamento de Ciência Política e diretor científico do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP. Sua experiência tem ênfase em teoria democrática e comportamento político. Entre os livros de análise política que escreveu está Os brasileiros e a democracia

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