quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O estigma Barbalho



 Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

O Pará está voltando a ser a terra sem lei, sem respeito, sem liderança autêntica, sem valores coletivos. Repetem-se as violências e aprofundam-se as violações aos direitos. Pela omissão dos principais personagens, os coadjuvantes avançam. É uma perspectiva perigosa.

Setores da opinião pública rejeitam o retorno de Jader Fontenele Barbalho ao poder, por considerá-lo nocivo à vida pública brasileira, São abundantes os argumentos em defesa dessa posição. Mas serve menos ainda ao interesse público exercê-la impedindo a execução da lei, a pretexto de que ela favorece um péssimo cidadão.

Pela norma legal e a definição do Supremo Tribunal Federal, Jader Barbalho devia ter sido diplomado senador ao fazer a primeira provocação a um dos ministros do STF. A decisão da corte, de que a lei da ficha limpa não podia ter vigência na eleição do ano passado, foi considerada de alcance geral. Logo, tem que ser acatada por todos e qualquer um dos membros do poder judiciário, quando provocados sobre seu cumprimento.

Quatro ministros já se recusaram a cumprir a decisão. Alegaram que a medida não pode ser adotada monocraticamente, por um juiz singular. É preciso o referendo do colegiado. A tese não é apenas um sofisma: constitui clara e insustentável violação da hermenêutica jurídica mais elementar. Consagra princípio que não consta dos códigos, o jus neolítico: posso, quero, faço.

Leia o artigo completo aqui

Explicações da Celpa sobre apagão não convencem vereadores, que querem CPI



Da Redação de O Estado do Tapajós
A Celpa já substituiu os isoladores defeituosos que vinham provocando apagões em Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos há uma semana.

Na última terça-feira, os isoladores foram trocados. Os equipamentos  têm a função de separar os cabos da alta tensão, evitando curtos circuitos e desligamentos. As duas torres estão localizadas numa área de difícil acesso.

Mas a medida tomada pela Celpa é considerada insuficiente por empresários, que reclamam dos prejuízos no comércio, e pela Câmara de Vereadores de Santarém.

O vereador Carlos Jaime (PT) assegurou que está enviando denuncia por escrito a Agência Nacional de Energia Elétrica (Anael), pedindo providência para uma solução definitiva do problema. Carlos Jaime defende a instalação de um CPI na Câmara Municipal de Santarém porque "as explicações do superintendente local da Rede Celpa não convencem".   

O vereador Henderson Pinto (DEM), garante que o apagão foi à prova cabal "de que algum problema serissimo está ocorrendo no sistema de abastecimento de energia na região oeste do Pará".

A deputada estadual Bernadete tem Caten (PT-PA) quer uma CPI na Assembléia Legislativa do Estado para investigar as graves denúncias contra a Celpa, ainda mais porque a tarifa de energia é tão cara no Pará.

Por do sol vermelho

Por do sol, em Alter do Chão, no dia 7 de setembro de 2011. Foto: Miguel Oliveira

Diretores apelam a Jarbas para que se licencie da OAB Pará


No documento conjunto, em que formalizam sua licença dos respectivos cargos que ocupam na diretoria da OAB do Pará, o vice-presidente, Evaldo Pinto, e o secretário-adjunto, Jorge Medeiros, apelam ao presidente Jarbas Vasconcelos para que também se afaste do cargo.

Sugerimos a V. Exa. que proceda da mesma forma, pois nossa permanência na direção da entidade retira-nos a isenção necessária que deve prevalecer para que tudo seja esclarecido, bem assim, ratifica a nossa irrestrita confiança no Conselho Federal e na comissão de apuração”, dizem os signatários.(Espaço Aberto)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O jornalismo-relâmpago numa Amazônia veloz


Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Fui surpreendido, no último dia 18, por dois contatos feitos por jornalistas do Diário do Pará. A primeira jornalista queria uma entrevista. A segunda, um artigo. As matérias seriam publicadas na edição de aniversário do jornal, no dia 28. Apesar de muito atarefado, atendi aos pedidos, depois de tentar reduzi-los a um único, a entrevista. E ainda recomendei à jornalista que o encomendou, com premonição baseada na experiência: “trate dele com carinho”.
Carinho não houve. Os textos simplesmente não foram publicados em nenhum dos 15 cadernos da edição especial dos 29 anos. Por quê? Não sei. Os anfitriões não se deram ao trabalho de esclarecer – ou até se desculpar pelo mau jeito com meus textos. E seriam – artigo e entrevista – gratuitos, cortesia de confrade, relação que já foi sagrada nas redações e hoje ninguém lembra. Elegância, cavalheirismo, bonomia e fair-play foram extintos na imprensa paraense, penetrada pelos ranços do ódio e da disputa sem regras.
Para ajuntar minha contribuição às comemorações do jornal dos Barbalhos, publico a seguir os textos destinados ao Diário. O leitor que entenda, se puder, os motivos do veto.

O jornalismo é uma fonte confiável para a reconstituição da história ou serve apenas para o efêmero registro dos eventos cotidianos, servindo apenas – e quando muito – como roteiro e agenda? Diz-se que um jornal não resiste mais do que 24 horas nas ruas. Logo seu papel é usado apenas para fazer embrulho, ou em fins menos nobres. Aqueles que torcem o nariz para o produto mostram-se incapazes de buscá-lo quando precisam de informações.

Os acadêmicos, por exemplo. Poucos deles utilizam matérias jornalísticas nas suas bibliografias. Supõem que dessa maneira as protegem de menções que as desvalorizariam. Não deixam de ter alguma razão. Quando submetida a teste de consistência, a enorme produção jornalística se desfaz. Muito dela não resiste a uma checagem mínima quanto à sua exatidão ou relevância. Ou mesmo à sua coerência e lógica interna.

Com essas deficiências, porém, o jornalismo é essencial para a vida dos cidadãos e fonte necessária para sua história. Basta que vá de carona na dinâmica do cotidiano, atrelado às mutações do dia a dia, sintonizado com a mudança dos tempos. Não importa que o jornalista de vez em quando se desequilibre, vá ao chão e saia com escoriações generalizadas.

A história segue a alta velocidade e fazendo ziguezague. Mesmo um acompanhante bem dotado não consegue dar conta do recado. Sem o jornal, porém, o percurso perderia algumas de suas marcas necessárias, dos seus sinais de alerta. Ainda mais em áreas de fronteira, como a Amazônia, nas quais se pode passar do zero ao infinito num intervalo de tempo muito mais curto e fulminante do que nos centros já consolidados.

Sem o jornalismo, a agenda dos cidadãos pode ser privada de informações fundamentais para definir os seus atos, a sua presença e a sua própria razão de ser. E a sua possibilidade de fazer história, que sempre existe, mas nem sempre oferece a recorrência.

Há mais de 45 anos ininterruptos pratico o tipo de jornalismo assumido até as suas últimas consequências, ciente das suas deficiências, comprometido com todas as suas possibilidades. Convido meu leitor a submeter esse jornalismo ao teste de consistência mais rigoroso. Claro que meu convite só será aceito se o leitor se interessar pelo que escrevo.

Se houver a motivação, resultante de uma combinação de fatores (a clareza do texto, o tema da narrativa, o encadeamento dos fatos, a fruição argumentativa), mesmo que o leitor não concorde com as idéias que o jornalista apresenta, é muito provável que consiga relacionar o conteúdo da narrativa à sua própria vida. Assim poderá tirar dela uma contribuição para sua ação, e, com melhores ferramentas intelectuais, ultrapassar o conhecimento e a percepção do autor dos textos.

Se assim for, a função e a missão do jornalismo estarão realizadas: colocar as pessoas diante da realidade. Cada um, encontrando seu lugar, que trate de pôr em prática sua vontade. Esta é a melhor herança da polis dos pais do nosso modo político de ser, os gregos antigos.

A maioria dos meus livros tem sido uma seleção de artigos e reportagens que escrevi para a grande imprensa e, nos últimos 24 anos, completados nesta primeira quinzena de setembro, no Jornal Pessoal, quinzenário que começou a ser publicado na 1ª quinzena de setembro de 1987, apenas cinco anos depois do Diário do Pará.

Um dos últimos livros que lancei, sempre em edição do autor, eu decidi publicá-lo de súbito, quatro dias antes de mandá-lo para a gráfica. Quando limpava meu latifundiário correio eletrônico, me dei conta de que dezenas de artigos escritos para um site de jornalismo editado em São Paulo (e já extinto) constituíam um razoável roteiro do que aconteceu na Amazônia e no mundo a ela conectado, entre 2004 e 2008, o período de abrangência dos textos.

Eu podia reescrever esse material, fundir suas partes ou organizá-lo por assuntos. Preferi manter a sucessão cronológica, mesmo à custa de alguma repetição ou incongruência. Minha intenção era mostrar como o significado dos acontecimentos isolados se aclara; como fatos na aparência desconexos se ligam e – também – como é árduo conseguir saber o que está acontecendo diante dos nossos olhos, sem que muitas vezes consigamos sequer ver os acontecimentos (dentre outros motivos, porque a percepção da realidade concreta – conforme o fecundo conceito-matriz de Marx – exige o uso das lentes da ciência na Amazônia).

Como informação continua a ser poder, e é cada vez mais poder, ela não é oferecida “de grátis” na rede mundial de computadores. Às vezes chega-se a ela tateando pelo sempre problemático método de ensaio e erro, ou tendo que pôr abaixo uma montanha de press-releases, afastando balões de ensaio ou tangenciando dogmas e mitos.

É muito fácil e cômodo, de posse de uma teoria explicativa, passar a aplicá-la a torto e a direito sobre toda e qualquer realidade, que mais se induz do que se deduz, sem qualquer forma efetiva de aproximação dialética, que não seja a retórica ou formal, por isso mesmo mecânica.

A Amazônia é a vítima do imperialismo e o produto do colonialismo. Sob essa sentença, tudo mais se ajusta e está entendido. Tenho a pretensão de mostrar que não é bem assim. E ainda que fosse assim, há um caminho a percorrer entre o zero e o infinito, do estabelecimento do imperialismo ou o colonialismo na jungle à sua saída ou expulsão, sabe-se lá quanto tempo depois (se “depois” moral positivo houver). Nesse interregno, milhões de pessoas terão que viver cada dia e enfrentar todos os seus desafios, para os quais freqüentemente precisam mobilizar todo seu saber e talento. E acreditar que com seu uso irão melhorar de vida.

Mas qual se, a pretexto de realizar o grandioso fim último da história, a ignoramos até lá, em sua concretude e especificidade, na soma de labores e suores que a constitui. Há amazonólogos às pencas espalhados pelo país e o mundo inteiro, porque o esquema explicativo já está pronto. Basta aquecê-lo no microondas do saber e servi-lo.

Enquanto isso, batalhas e mais batalhas deixarão de ser enfrentadas por falta de informações sobre a complexidade dos processos e a intrincada rede de conexões internacionais, que emerge nas rústicas e (só na aparência) provincianas paisagens amazônicas.

O dia a dia dos empreendimentos de ocupação, que é o nome verdadeiro dos “grandes projetos”, é muito complexo mesmo. Nenhuma de suas engrenagens funciona ao acaso ou isolada. Às vezes um sopro no meio da mata tem como origem um vendaval lá fora. Sobretudo nos setores produtivos mais internacionalizados, como a geração de energia, a mineração e a extração florestal, a complexidade desafia as mentes mais sagazes e as capacidades intelectuais mais bem articuladas ou organizadas. A porta do entendimento desses processos é lacrada e só se abre com acesso a um código sofisticado.

Espero que o leitor dos meus precários e pobres livros partilhe a sensação de surpresa que tenho ao reler todo material que neles reúno (sempre com a adiada aspiração por uma obra inteiramente nova, como a que escrevi sobre o Jari do milionário americano Daniel Ludwig, no distante 1984) e selecionar os artigos. Eles podem ter o mesmo significado das pedrinhas que servem de guias para o João e a Maria daquela lenda inevitável das nossas infâncias.

Um leitor muito mais exigente talvez reaja mostrando que no lugar das pedrinhas eu semeei miolo de pão, que um pássaro faminto tratou de engolir, desfazendo o caminho de volta dos dois irmãos perdidos na mata. Neste caso, espero do leitor (dos livros e do Jornal Pessoal) a gentileza de me alertar e contribuir para que eu busque as pedrinhas devidas, se de tal tarefa puder me desincumbir. É assim que se dialoga, se polemiza e se avança. Juntos, muito melhor do que sozinhos.

A Amazônia precisa com urgência dessa relação – digamos assim – heurística 
ou gnoseológica. Não pode ser tratada apenas à base de caldo de galinha ou sanduíche natureba do cardápio das trivialidades auto-suficientes, das sentenças refratárias à elucidação, do trinfalismo salvífico dos profetas do vazio. Nem pode também ser deixada à sanha dos seus colonizadores: seja o madeireiro rude, que põe abaixo enormes árvores centenárias sem um ai de inteligência ou sensibilidade, como a multinacional planetária, que derrama glacê colorido e vistoso sobre suas vilanias.

É preciso que haja uma base material comum a todos, os que põem em prática o ainda em vigor modelo de integração ou ocupação, à base da pilhagem, e os que perseguem uma forma alternativa, sob utopias ainda vagas, como o desenvolvimento sustentado. Essa base comum são os fatos, as informações. Não os penduricalhos da internet ou a louçania dos press-releases, mas aqueles dados que emergem ou são filtrados dos documentos e dos próprios atos que materializam as filosofias e os programas e projetos.

Para quem não torcer o nariz nem jogar fora o jornal, à mera menção da expressão malsã, o jornalismo verdadeiramente independente e comprometido com a verdade poderá fornecer informações que não se encontrará em nenhuma outra publicação. Talvez o leitor se defronte com uma forma original de interpretar essas informações clandestinas, que são desconhecidas, manipuladas ou permanecem escondidas em caixas-fortes corporativas ou nos cofres embutidos na parede floreada de uma elite que despreza a participação coletiva.

Ao chegar a algumas dessas informações, depois de uma penosa e demorada investigação (esta, a razão de ser de todo e qualquer jornalismo), tomei um choque, seguido de outro abalo ao juntá-las a outros nós soltos ou a peças de intrincados quebra-cabeças, muitos dos quais ainda não consegui montar (mas ainda não desisti do trabalho).

Só para dar um exemplo. Durante muito tempo fiquei intrigado: por que a maior empresa privada brasileira, a antiga estatal Vale do Rio Doce, a segunda maior mineradora do mundo, a maior do continente, a principal fornecedora de dólares para o Brasil (à custa da exaustão de riquezas naturais do Pará), sabotou e sufocou sua empresa internacional de navegação, das melhores do mundo, a Docenave? Por que esse estrangulamento aconteceu depois que a estatal foi privatizada, em 1997? Por que tal destino se deu, apesar de perdas de bilhões de dólares para as contas nacionais?

Tenho algum orgulho profissional de dizer que o distinto leitor não encontrará a resposta em nenhum lugar do mundo cibernético. Ela foi esboçada numa das edições do Jornal Pessoal e num dos meus livros mais recentes. E é muitíssimo importante. Tão essencial que o principal personagem desse livro (Amazônia Sangrada) é a antiga CVRD, conforme continuo a tratá-la.

É uma resistência simbólica, que não me deixa acatar o novo nome de 
fantasia da empresa, simplesmente Vale. Talvez para sepultar de vez uma história terrível, ainda tão recente, mas já envolta por brumas artificiais, fabricadas pela máquina de relações públicas, marketing e jornalismo domesticado da corporação.

Talvez algum leitor não se ligue na seqüência dos números que costumo apresentar, para me prevenir contra os sacerdotes da econometria, devolvendo-lhes a arma que costumam usar com agressividade (como se fossem deuses, muito acima do comum dos mortais), preferindo passar por cima deles para pousar seu raciocínio em conceitos e diktats absolutos, que dão a certeza de um catecismo secular.

Peço a esse leitor que se permita seguir a trilha dos números conforme o rito interpretativo que a eles se atém, até estar convencido da verdade ou, pelo contrário, se sentir provocado a procurá-la em outro lugar, em rumo próprio. É sedutora a tentação de subir num palanque ou numa banca de debates e proclamar conclusões sobre a Amazônia.

Depois de mais de quatro décadas nesse circuito, já não reajo com a bonomia de antes ao decálogo dos iniciantes. Exijo que apresentem tempo de serviço dedicado à “causa”. Se não são gênios, nada poderão dizer de enfático sobre a Amazônia se não tiverem anos de peregrinação por estradas pedregosas, como as que se apresentam disfarçadas de balanços, atas, estudos de viabilidade e projetos, ou se exibem como esfinges em solos, subsolos e sobressolos, se me permitem um dedinho mínimo de Guimarães Rosa ao tucupi.

Ou na pobreza dos marginalizados, na violência dos desassistidos e numa algaravia de criminalidades, das que são praticadas com um revólver 38 às que são urdidas nos livros dos cartórios de imóveis, onde um simples golpe de mão transfere do patrimônio público para a propriedade de particulares imensas extensões de terras, do tamanho de países.

A Amazônia, como a arte, é resultante de 99% de transpiração, ou até mais, se Picasso cunhasse a frase nestes trópicos úmidos, suados e sofridos de Lévy-Strauss, intérprete da nossa melancolia, doce e imobilizadora.

Ao fazer a releitura dos artigos, costumo ser acometido pelo pecado da luxúria, combinado com a hipérbole da pretensão: será que estes textos não podem servir de fio condutor da voz amazônica, a ser transmitida a auditórios mais amplos? Embalado pelo impulso, é assim que tenho organizado meus livros-relâmpagos e os entrego ao leitor, na esperança de que ele possa ajudar a iluminar o horizonte, mesmo que seja pelo tempo instantâneo de um relâmpago, de um raio de jornalismo, que tem o céu como horizonte. E limite.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dano a isoladores do linhão Tramoeste provocou apagão domingo à noite em Santarém


Sobre o fornecimento de energia em Santarém, na noite de domingo, 04, a Celpa esclarece:

Um temporal com descargas atmosféricas, no KM 62, do Ramal do Jabuti, região do planalto, atingiu 12 isoladores de duas Torres de Transmissão da Linha Rurópolis Tapajós, de 138 KV, com 205 km de extensão. Os isoladores, que têm a função de separar os cabos da alta tensão, evitando curtos circuitos e desligamentos, foram seriamente danificados pelas descargas atmosféricas. O que provocou o desligamento da Linha, interrompendo o fornecimento em Santarém, Belterra e Mojui dos Campos, às 21h23. 
Trinta técnicos e engenheiros durante toda a noite e madrugada, percorreram a Linha de Transmissão para diagnosticar a causa do desligamento, numa operação que terminou somente no início da tarde da segunda-feira, 05. As duas torres estão localizadas numa área de difícil acesso, até por conta da segurança da população.      

Os isoladores, que ficaram totalmente danificados, terão que ser substituídos por técnicos especializados, da Transmissão. Por medida de segurança, haverá necessidade de desligar a Linha, interrompendo em caráter emergencial o fornecimento de energia elétrica na cidade de Santarém, Belterra e Mojui dos Campos, na quarta-feira, feriado, 07, de 6h às 7h.

Revista do Çairé, já nas bancas de revistas de Santarém. Apenas R$ 5,00.

Ferrovia Cuiabá-Santarém não é utopia, diz governador do Mato Grosso

Foto: Marcos Negrini/SoNotícias


"Andamos mais de 700 km na BR-163 e podemos ver que as obras trazem mais oportunidades para as cidades. Ver isso nos comprova que a ferrovia não é uma utopia e sim uma realidade", disse o governador de Mato Grosso Silval Barbosa, no encerramento da Rota da Integração, no porto da CDP, em Santarém. 

O governador Simão Jatene ressaltou que, "se Mato Grosso e Pará estiverem juntos seremos os melhores produtores do mundo. Precisamos nos unir ainda mais", discursou. 

Jatene manifestou apoio à construção da ferrovia, na integração da rodovia Br-163 com outros modais de transporte, para assegurar ainda mais poder de competitividade para os produtos da região.

Marco regulatório da mídia proposto pelo PT não é consenso entre base e oposição


Marcos Chagas
Agência Brasil

A moção de retomada dos debates sobre um marco regulatório para a mídia aprovada, ontem (5), no 4º Congresso do PT, é um assunto controverso para parlamentares da base governista e da oposição. O líder do PSB no Senado, Antonio Carlos Valadares (SE), por exemplo, disse que o tema não faz parte da agenda nacional do seu partido. Na oposição, o tema é tratado como uma tentativa do governo federal, por meio do PT, de estabelecer a censura a veículos de comunicação.

O líder socialista destacou que a liberdade de imprensa "é uma questão de direito constitucional" e, por isso, "intocável". Segundo ele, os países democráticos se caracterizam pela garantia dos princípios de liberdade de imprensa. "Hoje existe uma lei de imprensa vigente e rígida quanto aos abusos praticados por veículos de comunicação ou jornalistas. Se alguém se sentir prejudicado basta acioná-la. Esse é um assunto do PT, não do PSB", ressaltou Valadares.

No PR, partido que perdeu o controle do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) depois de denúncias vinculadas na mídia, a discussão desse tema está fora de questão. 
O líder do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG), disse que a legenda "nunca se manifestou a favor da mordaça na imprensa". Nos dois meses de denúncias seguidas de corrupção na pasta, Portela disse que conversou com todos os repórteres que o procuraram.

Já o senador pedetista Cristovam Buarque (DF) considera que antes de qualquer comentário sobre o assunto é necessário que se leia com atenção o que foi aprovado pelo PT. Entretanto, ele frisou dois pontos que devem ser modificados com urgência. O primeiro, diz respeito a políticos serem donos de rádios, jornais ou emissoras de televisão. "Sou radicalmente contra um político ter qualquer veículo de comunicação", frisou ele. Entretanto, Cristovam julga que essa questão deve ser tratada no âmbito da reforma política e não em um marco regulatório para a mídia.

O outro ponto, segundo ele "o fato mais grave”, é o governo querer controlar a mídia por meio da veiculação de anúncios publicitários de autarquias e estatais em rádios, jornais, revistas e canais de televisão. "Temos que encontrar uma fórmula para evitar que o governo use o dinheiro público para controlar os veículos de comunicação", destacou o senador. De acordo com Cristovam Buarque, o debate sobre um marco regulatório para a imprensa ainda não foi posto na pauta da Executiva Nacional do PDT.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), integrante da cúpula do partido, disse que para iniciar qualquer discussão é necessário que exista, no Congresso, algo de concreto sobre o tema. "É complicado falar em tese", acrescentou o parlamentar. Cunha ponderou, no entanto, que é contra a possibilidade de se proibir os políticos que já detenham veículos de comunicação de continuar no comando dessas empresas.

O presidente do DEM e senador José Agripino Maia (RN) disse à Agência Brasil que a moção do PT trata-se de "uma resposta do partido à faxina prometida pela presidenta Dilma Rousseff que não aconteceu". Ele acrescentou que, diante dessa atitude da presidenta, os petistas tentam agora "silenciar a imprensa pela censura".

O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), tem a mesma opinião de José Agripino. Segundo ele, a moção "tenta jogar para debaixo do tapete" a faxina prometida pela presidenta. "Essa [regulamentação da mídia] é uma vocação autoritária do partido que não é nova. Várias tentativas já foram feitas", disse o senador tucano.

Ontem (4), no encerramento do congresso, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, negou que o debate de um marco regulatório da mídia represente qualquer tentativa de se estabelecer uma censura aos veículos comunicação, inclusive na internet. Na ocasião, ele destacou que é necessário coibir o "jornalismo partidário" e os grandes grupos de comunicação que detêm mais de um veículo.

Falcão acrescentou que o partido vai pressionar os parlamentares em geral para conseguir a aprovação de um projeto com foco na “democratização da comunicação”, que garanta liberdade de imprensa, direito à opinião e nenhuma censura de conteúdo.

Empate complica São Raimundo e Trem na briga pela classificação


Santarém, PA, 05 (AFI) - Fechando a oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, São Raimundo e Trem fizeram um jogo movimentado e cheio de gols. Apesar de sair vencendo, a Locomotiva tomou a virada, mas foi buscar o empate. Com isso, o jogo terminou empatado por 2 a 2, resultado que não interessava a nenhum do times.

Com o empate o São Raimundo não conseguiu abrir vantagem e se complicou na classificação. O time está na vice-liderança do grupo 2, com nove pontos, mas com um jogo a mais. Para o Trem o resultado também não agradou, pois o time chegou aos oito pontos, ocupando apenas quarta colocação da chave.

O jogo...
 
O São Raimnundo, como era de se esperar, por estar jogando diante dos seus torcedores, começou o jogo criando mais e tentando sufocar o Trem. A Locomotiva, por sua vez, não se intimidou e apostou nos contra-ataques.
A estratégia do time amapaense deu certo e o Trem abriu o placar aos 18 minutos, quando Diego Ratinho foi lançado na esquerda, entrou na área e tocou na saída do goleiro, anotando primeiro gol da partida.

No segundo tempo o time de Santarém voltou mais confiante e determinado. Dominando a partida desde o início, o Pantera não demorou a empatar o jogo. Aos dois minutos, após cobrança de escanteio, o zagueiro Hélder subiu e cabeloou no canto esquerdo, para sacudir o torcedor.

A pressão seguiu e o São Raimundo ampliou aos 12 minutos, quando o meia Aldivan recebeu na direita, entrou na área e bateu cruzado, a bola desviou na zaga e entrou no gol da Locomotiva. Na sequência o Trem não desistiu e continuou apostando nos contra-ataques. Em um dos bons lances a bola foi para escanteio. Na cobrança, Rubran subiu e cabeçou para empatar, aos 34 minutos e dar números finais a partida.

A renda divulgada foi de R$ 38.005,00 para um público total de 4.560 expectadores, sendo 3.760 pagantes e 800 credenciados.

Classificação
Grupo 2

 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Sampaio Corrêa-MA 12 6 4 0 2 16 6 10 66.7
2  São Raimundo-PA 9 7 2 3 2 8 7 1 42.9
3  Independente-PA 8 6 2 2 2 9 9 0 44.4
4  Trem-AP 8 6 2 2 2 7 10 -3 44.4
5  Comercial-PI 7 7 2 1 4 5 13 -8 33.3