segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Compras para Belo Monte: Fogo de artifício


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

Como o governador Simão Jatene poderá se apresentar aos cidadãos do Oeste e do Sul do Estado, derrotados no plebiscito do mês passado, em condições de superar a antipatia e o ódio que seu nome agora suscita nessas duas regiões do Pará? Como o paladino dos interesses de todos os paraenses. Como aquele que vai proporcionar aos separatistas o que eles pretendiam alcançar através da emancipação dos seus territórios.

É o que se depreende da campanha que o governo desencadeou contra o Consórcio Construtor Belo Monte, tendo os empresários e a imprensa de Belém como aliados nessa nova guerra santa. O estopim para a deflagração da beligerância foi a compra, pelo consórcio, de 116 caminhões Mercedes Benz, no valor de 48 milhões de reais, diretamente da fábrica, em São Paulo.

Pelo acordo firmado pelas partes dois meses antes, o consórcio devia compensar os benefícios recebidos do governo fazendo suas compras exclusivamente na praça do Estado. A Norte Energia admitiu seu erro, que teria sido causado por alguém desinformado sobre o entendimento ou pela própria Mercedes Benz (cujo revendedor é a Rodobens), mas negou que tivesse cometido uma traição ao Pará.

Sua nota não foi suficiente para conter os “novos cabanos”. Enquanto o governo condicionava a liberação da carga apreendida e que se destinava à construção da hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, em pleno andamento, ao recolhimento do ICMS devido, a Assembléia Legislativa divulgava uma nota de repúdio ao “ato desrespeitoso” do consórcio.

O desassombro dos guerreiros em defesa do comércio local e dos interesses estaduais contra mais uma espoliação colonial não devia se limitar a fazer sua a causa de uma empresa de revenda de caminhões Mercedes ou cobrar a compensação devida pela condição de exploração que o Pará sofre dos seus recursos naturais. Devia também forçar o Estado a baixar as alíquotas do ICMS, que são das maiores do Brasil, fixadas durante o longo consulado dos tucanos, agora de novo no poder.

A via adotada, a da ânsia em tributar, é solução enganosa para proporcionar o desenvolvimento e um biombo conveniente para que, findas as campanhas públicas, sejam feito acertos “em privado”, como dizem nossos irmãos lusitanos. Em época de réveillons, os estrondos e luzes do foguetório de protesto e de combate podem não passar de fogo fátuo. Só para deslumbrar a plateia e ofuscá-la, parecendo que os de sempre se tornaram (de repente, não mais do que de repente), seus salvadores, os anjos do novo mundo.

Semana é decisiva para a greve na polícia militar

Paulo Bemerguy
Do EspaçoAberto

Esta semana será decisiva para que os policiais militares decidam se paralisam ou não suas atividades no Pará na próxima quinta-feira, dia 19. Fontes militares consultadas pelo Espaço Aberto - e que são críticas do governo do Estado - estão meio céticas quanto à deflagração do movimento.

Avaliam que o desejo da greve é mais resultado da influência dos movimentos que estão pipocando país afora, como recentemente no Ceará.

Não vislumbram um movimento organizado e definido, até porque, segundo afirmam, a maioria das associações está sob a tutela do governador e, portanto, submissas ao governo do Estado.

Mas alertam: se a paralisação não ocorrer a partir de quinta-feira, vai eclodir mais tarde, uma vez que não haveria disposição para aceitar as reivindicações dos policiais.

Pelo sim, pelo não, o clima de mobilização perdura aí pela internet.

Já foi até criado um site. É o Greve na Polícia Militar do Pará.
As associações dos Bombeiros (ACSPMBMPA), dos Subtenentes e Sargentos (ASSUBSARPM) e dos Policiais Civis (Aspol), entre outras, estão fazendo circular aí pela internet, inclusive e sobretudo pelas redes sociais, o rol de reivindicações.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Primeira rodada do Parazão

O sábado foi movimentado no futebol paraense, marcado pela abertura da segunda fase, a etapa principal, do Campeonato Estadual de 2012. E logo de cara, a decepção ficou para o Paysandu, que perdeu em casa, na Curuzu, à tarde, para o Cametá, por 2 a 1.
O São Raimundo, com gol de Zé Rodrigues, empatou, por 1 a 1, com o São Francisco, com gol de Rodrigão.
O Independente perdeu em casa para o Tuna Luso, por 2 a 1. O destaque do jogo foi Sinézio, que marcou dois gols – um deles de falta. Para o time da casa marcou Joãozinho, de pênalti.
Domingo à tarde, mesmo atuando dentro do Estádio Baenão, em Belém, um jogo truncado e amarrado, o Remo venceu por apenas 1 a 0, mas somou três pontos.
A segunda rodada já será disputada no meio da semana. Na terça-feira (17) acontecem o confronto entre São Francisco e Paysandu em Santarém, e o duelo entre Tuna e Águia em Belém. Na quarta-feira (18), o Cametá recebe em casa o Independente, e o Remo pega o São Raimundo no Baenão. 

Tabela de classificação

Taça Cidade de Belém

 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Cametá 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
2  Tuna Luso 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
3  Remo 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
4  São Francisco 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
5  São Raimundo 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
6  Independente 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
7  Paysandu 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
8  Águia 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

MEC divulga lista de primeria chamada no Sisu

 
A documentação necessária por ser conferida no boletim de acompanhamento do estudante, disponível no sistema ou junto às instituições. A previsão do MEC é que a segunda chamada seja divulgada no dia 26 de janeiro, com prazo para matrícula nos dias 30 e 31 de janeiro.

Serviço Florestal inicia concessão de 300 mil hectares de florestas no oeste do Pará

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) iniciou o processo de concessão florestal em cerca de 300 mil hectares na região de influência da BR-163, no Pará, na Floresta Nacional do Amana. A área está dividida em três unidades de manejo: uma com aproximadamente 30 mil hectares, outra de 133 mil hectares e a maior com 140 mil hectares.
O pré-edital, documento que traz informações preliminares sobre a concessão e sobre como concorrer à licitação, já está disponível para consulta. Também já foram marcadas as audiências públicas, que ocorrerão nos dias 31 de janeiro em Itaituba (PA) e 2 de fevereiro em Jacareacanga (PA). As sugestões feitas pela população nessas audiências auxiliarão na elaboração do edital de licitação, previsto para ser lançado no primeiro semestre deste ano.
A concessão visa estimular o aumento da oferta legal e sustentável de madeira em uma região antes conhecida pelo desmatamento. “A região da BR-163 precisa ter a retomada da economia florestal madeireira, mas não nos moldes anteriores, e sim por meio das concessões florestais, sem grilagem, e com empregos qualificados e de longo prazo”, diz o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel.
Melhorias
A licitação é voltada a empreendedores do setor madeireiro de diferentes portes, e aqueles que apresentarem as melhores propostas assinam um contrato que permite realizar manejo, ou seja, a extração sustentável de madeira na área por até 40 anos.
Neste pré-edital, o SFB adotou novos procedimentos para ampliar a participação dos candidatos. Uma das principais mudanças foi o estabelecimento de um preço mínimo único pelo metro cúbico da madeira em R$ 31,45.
Se considerado o valor mínimo, o pagamento anual pela extração sustentável de madeira deve alcançar R$ 4,6 milhões por ano. Quando a concessão estiver em plena operação, a expectativa é de que sejam produzidos, anualmente, 146 mil metros cúbicos do produto.
Outra mudança é a possibilidade de o candidato vencedor pagar a garantia em três fases (antes da assinatura do contrato, após a aprovação do plano de manejo e após a aprovação do segundo plano operativo anual). Anteriormente, o pagamento era feito em uma única parcela, antes da assinatura do contrato.
Pequenas empresas, cooperativas e associações são ainda isentas de pagar os custos do edital e terão desconto de 80% no preço das auditorias independentes.
Veja as datas, locais e horários das audiências:
Itaituba
Data: 31 de janeiro, terça-feira
Local: Instituto Federal do Pará, Campus Itaituba - Estrada do Jacarezinho, s/n - Bairro Maria Madalena
Horário: 14h
Jacareacanga
Data: 2 de fevereiro, quinta-feira
Local: Centro de Referência e Assistência Social - Rua Brasilino Barbosa, s/nº
Horário: 14h
(Texto: Ascom SFB)

Novos advogados

Confira a lista dos nomes dos novos advogados habilitados junto à OAB em Santarém:.
Aqui.

Benedito Pinto Silva é o árbitro do Rai x Fran


A Federação Paraense de Futebol (FPF) divulgou a relação dos árbitros e assistentes para as partidas da primeira rodada do primeiro turno do Campeonato Paraense 2012.

Para o jogo de abertura do Parazão entre Paysandu e Cametá no próximo sábado (14), a partir das 16h, no estádio Leônidas Castro, a Curuzu, foi escalado o árbitro Joelson Silva dos Santos, com assistências de Lúcio Ipojucan da Silva Mattos e Hélcio Araújo Neves.

O clássico santareno entre São Raimundo e São Francisco, a ser realizado no sábado (16), às 19h, no estádio Jader Fontenelle Barbalho, o Barbalhão, terá à frente Benedito Pinto da Silva e os assistentes Odonaldo Alho Cardoso e Rinaldo Pimentel de Souza.

Ainda no sábado (16), se enfrentam Independente Tucuruí e Tuna Luso, no estádio Navegantão, a partir das 19h30, tendo como apitador Marco Antonio da Silva Mendonça e como bandeirinhas José Ricardo Guimarães Coimbra e Silverio Ferreira Pinto.

No fecho da primeira rodada no domingo (15) jogam, a partir das 9h45, no estádio Evandro Almeida, o Baenão, os times de Clube do Remo e Águia de Marabá, com arbitragem de Joelson Nazareno Cardoso e assistências de Marcio Gleidson Correia Dias e Alessandro Guerra Alexandre.
(Gustavo Pêna, DOL)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mulher morre durante parto de trigêmeos em Santarém e família denuncia demora no atendimento

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Nenhum bebê sobreviveu ao parto de trigêmeos, informou ainda há pouco o diretor do Hospital Municipal de Santarém, Fábio Tozi. Ele contestou a denúncia de demora no atendimento e informou que a paciente sofria de eclampse, mas admitiu que por causa da superlotação, a paciente ficou deitada em um colchão sobre o chão até ser levada para o centro cirúrgico.(Atualização às 17h55)
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Do Blog do Estado

Apenas um dos trigêmeos sobrevive ao parto realizado às pressas, ontem
à noite, no Hospital Municipal de Santarém.

Durante a manhã daquele dia,  Meicilane de Souza Freire, de 26
anos, foi se consultar  na Casa da Mulher, mas acabou ficando em observação até as quatro da tarde. 

A médica que fazia seu pré-natal a liberou, mas por volta das dez horas da noite, a parturiente passou mal e o seu marido a trouxe de volta ao hospital.

Melciane chegou ao hospital sentindo tremores pelo corpo e pressão
alta. Não havia leito na emergência. Meicilane, segundo o marido Regildo Lira Freitas, foi colocada no chão até ser transferida para o centro cirúrgico do HMS.

A família acusa o hospital de negligência. O marido afirma que o

médico demorou a atender sua esposa.

O bebê que sobreviveu está em observação na incubadora, na UTI neonatal.


Até o início da tarde de hoje, a direção do Hospital Municipal de

Santarém, ainda não havia contestado as denúncias da família da vítima.
 
A morte de Meicilane é o segundo óbito com repercussão em Santarém somente nesta semana. 

Na última segunda-feira, um homem morreu antes de ser levado para o hospital municipal pela ambulância do SAMU.  

Segundo a família da vítima, houve demora no resgate e Manoel Pinto dos Santos, de 91 anos, que sofria de úlcera, passou mal e morreu sem mesmo ter sido levado para o Hospital Municipal  Santarém.

Imagens da Amazônia


Balé dos talha-mares, na ponta do Cururu, dia 30 de dezembro de 2011, em Alter do Chão, município de Santarém. Foto de Larissa Oliveira.

Furto de milhas: saiba como não ser a próxima vítima


Com a facilidade oferecida pela Internet, as movimentações das contas dos programas de milhagem passaram a ser feitas quase exclusivamente online. Consultas, emissões e compras podem ser feitas com poucos cliques sem que o cliente tenha de se deslocar a alguma loja ou perca tempo no telefone. Essa facilidade, contudo, trouxe consigo um perigo cada vez mais constante: os golpes e armadilhas para furtar as milhas dos clientes.

Muitos leitores têm nos informado sobre estes crimes e alguns chegam a relatar que foram vítimas e viram milhares de seus pontos desaparecerem de uma hora para a outra de sua conta no programa de fidelização. Para orientar e alertar nossos leitores, preparamos este post com dicas simples e básicas, que certamente tornarão mais difícil que suas preciosas milhas caiam nas garras dessas quadrilhas.

Os cuidados que você precisa ter são basicamente os mesmos que têm com a sua conta bancária. O funcionamento dos sites dos programa de fidelidade é bem parecido com o dos bancos via internet e as técnicas utilizadas para roubar milhas são basicamente as mesmas que usam para roubar as senhas bancárias.

1. Cheque sempre o seu saldo: TAM e GOL enviam a seus clientes um resumo mensal por e-mail de suas contas nos programas Fidelidade/Multiplus e Smiles, respectivamente. Confira com atenção seu saldo e não deixe de entrar na página de seu programa periodicamente para acompanhar a movimentação com mais detalhes, avisando imediatamente a empresa caso haja alguma divergência.

2. Não abra e-mails suspeitos: Promoções tentadoras de milhas reduzidas, prêmios, bônus e outras promessas levam milhares de pessoas a clicar em mensagens falsas, chamadas de phishing. Esses e-mails levam a páginas das quadrilhas onde o usuário desavisado insere os dados de sua conta, fornecendo os mesmos aos criminosos. Outras vezes estes sites instalam programas maliciosos (malwares) capazes de furtar dados do computador da vítima. Para evitar esses golpes, jamais clique em e-mails de origem duvidosa, fora do padrão, com erros de ortografia, com ofertas de prêmios em milhas e principalmente solicitando dados cadastrais. Achou a promoção boa demais? Acesse o Melhores Destinos e veja se postamos algo sobre ela ou ligue na companhia aérea.

Veja abaixo dois exemplos de falsos e-mails do TAM Fidelidade.

Outros cuidados que valem tanto para os programas de fidelidade como para bancos e outros serviços.

4. Jamais exponha seus dados: Tenha muito cuidado com o que revela em redes sociais, salas de bate-papo ou mesmo por e-mail – há arquivos maliciosos que podem fazer a leitura de suas mensagens e extrair de lá informações e senhas. Além disso desconfie de pessoas que se oferecem para “ajudá-lo” a obter mais milhas. Os criminosos também podem tentar tirar proveito de usuários se passando por compradores ou vendedores de pontos: esteja sempre atento!

5. Instale um bom antivírus: Se você usa Windows já deve estar cansado e ler isso. Um antivírus sempre atualizado em seu computador é vital para sua segurança. Mas ele não é garantia de que você não terá sua senha roubada. Dê preferência a modelos que contem com rastreamento de vírus e arquivos maliciosos em sua máquina, e-mails e navegação, alertando para páginas falsas ou mal intencionadas. Muitos antivírus gratuitos já englobam essas funções.

6. Utilize versões atuais de navegadores modernos:  as versões mais recentes de navegadores como  Google Chrome ou o Mozilla Firefox, já trazem recursos para bloquear sites maliciosos. Mas assim como os antívirus, isso não é garantia de segurança, apesar de ajudar a dificultar o trabalho dos golpistas.

7. Cuidado com computadores públicos: Acessar seu programa de fidelidade, e-mail ou site bancário em computadores públicos nunca é recomendável, mas por vezes você precisa fazer isso durante uma viagem se valendo de equipamentos de lan houses, hotéis e aeroportos. Se isso ocorrer, lembre-se de fazer o logout (sair da página) antes de deixar o computador e se possível exclua os dados de navegação, como histórico e opções de auto preenchimento. Assim que tiver acesso a uma máquina segura é recomendável a troca das senhas utilizadas.

8. Denuncie erros e fraudes: Ainda que você siga todas as recomendações de segurança há sempre o risco de ser uma vítima de hackers e outros criminosos que podem obter seus dados invadindo a página das companhias ou por outros caminhos ilegais. Neste caso, assim que perceber a alteração no valor das milhas questione a companhia aérea e peça medidas de ressarcimento. Você também pode buscar auxílio junto ao Procon de sua cidade. Para isso fala uma carta relatando com detalhes todo o ocorrido e a leve consigo ao posto de atendimento mais próximo.

Seguir essas dicas básicas, como dissemos, não são garantia de que você nunca terá problemas, mas certamente reduzirá muito o risco de ver suas milhas ou pontos usadas de maneira indevida por alguma quadrilha!(Fonte: Melhores Destinos)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Licitação para reforma do aeroporto de Santarém será aberta dia 23


A Infraero publicou hoje no Diário Oficial da União o Pregão Eletrônico nº 001/ADNO-3/SBSN/2012 que trata da contratação de empresa para execução de obras e serviços de engenharia para reforma com ampliação do terminal de passageiros e estacionamento do Aeroporto de Santarém/Maestro Wilson Fonseca, em Santarém (PA).

A abertura das propostas está marcada para o dia 23/01, às 10:30h (horário de Brasília), conforme aviso publicado no Diário Oficial da União.

MP pede maior atuação no combate à retirada ilegal de madeira em Trairão

 
O Ministério Público Federal quer que os órgãos responsáveis pelo assentamento Areia e pela floresta nacional de Trairão, no sudoeste do Pará, adotem medidas permanentes de fiscalização.
O MPF também quer saber quem são os responsáveis pela extração ilegal de madeira e qual é o destino desse material.

Caminhões foram flagrados saindo da floresta nacional de Trairão carregados de toras de madeira. A área de 2.500 km², quase duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, é de preservação permanente e fica ao lado de um assentamento do Incra. Quem vive no local denuncia que a extração ilegal de madeira é comum na região.

Os moradores do assentamento têm medo. Desde outubro de 2010, a delegacia local registrou 11 homicídios na região, quatro deles supostamente ligados à disputa de terras e à exploração de madeira.

No ano passado uma grande operação foi feita na área, madeira ilegal foi apreendida e guardada na floresta nacional.

A secretaria do Meio Ambiente do Pará informou que vai apurar quais são as empresas que tem autorização para funcionar na área e, a partir daí, monitorar se os planos de manejo estão cumpridos de forma correta. (Fonte: G-1)

Dinheiro da corrupção em Santo André teria sido destinado a José Dirceu, afirma irmão de Celso Daniel


Entrevista concedida ao repórter Fausto Macedo, publicada em “O Estado de S.Paulo”.

shot012

O que o fez retornar?
Não consegui integração profissional estável na França, com tudo o que decorre disso. Trabalhos tinham caráter precário, período muito ruim. E também em função de sentir muita falta de meus parentes, amigos e das instituições onde eu trabalhava, todos muito solidários.
Recapitule os momentos críticos que o fizeram sair.
As maiores dificuldades que sentimos antes de nossa partida deveram-se a ter que lidar com ameaças, especialmente quando começaram a se dirigir a nossos filhos e após a morte do médico legista Carlos Del Monte Printes, em 2005. Resolvemos não arriscar mais e continuar nossa luta pela elucidação do caso do exterior. Na história recente de nosso País, várias pessoas conhecidas que receberam ameaças foram executadas.
Como foram esses anos longe da sua gente?
Foram muito mais difíceis do que poderia imaginar. Obtivemos refúgio estatuário do Estado francês. Pudemos, em função dele, viver praticamente como os cidadãos desse país que tem tantas coisas boas e ao qual tanto devemos. Mas está muito longe do que costumamos idealizar. Além disso, está em crise desde meados da década de 70, agravada a partir de 2008. Isso dificultou nossa integração ao país e tornou nossa vida muito penosa. Recebemos solidariedade também de amigos que lá fizemos, mas ficar longe de nossa gente, de nossa cidade, do Brasil, é terrível. Os laços antigos são fortes demais. Os novos laços construídos são ótimos, mas têm características diferentes. Não se substituem.
Qual é a sua rotina?
Não há um ato específico a destacar após meu retorno. Há um conjunto de providências adotadas para reconstruir nossas vidas após tanto tempo, como, por exemplo, a retomada de contatos com parentes, com nossos antigos amigos e instituições e a retomada de trabalho. Não há como não ficar emocionado e grato com a acolhida que tenho tido. Não tenho rotina definida e procuro evitá-la.
Ainda recebe ameaças?
Se voltarmos a recebê-las, vamos refletir sobre o que fazer.
A Justiça condenou apenas um acusado. O mandante apontado pela promotoria, Sérgio Sombra, não foi julgado.
A condenação desse acusado é altamente auspiciosa, pois o júri popular tomou essa decisão acatando as teses do Ministério Público, não as do Departamento de Homicídio. Há ainda nossa expectativa de que os demais indiciados sejam encaminhados a júri popular e novamente prevaleçam as teses do Ministério Público. Se isto ocorrer, novos fatos podem vir à tona, quem sabe dando origem inclusive a novos indiciamentos e condenações, até aqui inesperados para muitos. Mas tudo isto tem sido lento demais.
A que atribui essa situação?
Nossas instituições precisam ser reformadas, leis precisam ser aperfeiçoadas. O direito de defesa é sagrado, mas parece que certas leis e ritos permitem àqueles que podem pagar "a peso de ouro" certos escritórios de advocacia, postergar julgamentos indefinidamente. Justiça que tarda não é Justiça. Por que tantos outros casos já chegaram a seu final e este tem demorado tanto?
Como vê agora o País?
Embora tenha acompanhado de longe o que tem ocorrido no Brasil, tenho que voltar a reconhecê-lo. Tenho me encontrado com pessoas bastante contentes com a evolução do País, mas outras muito descontentes, algumas delas até sem ação, especialmente em caráter coletivo, apresentando um grande sentimento de mal-estar, apesar de poderem usufruir de bons níveis de consumo. Sinto que tais sentimentos opostos podem ser compreendidos por grandes ordens de questões.
Quais?
Do ponto de vista institucional, algumas coisas pioraram, fazendo com que parte das pessoas perca a esperança de um futuro melhor. Os desequilíbrios entre os Poderes da República são imensos. Talvez tenham se aprofundado e parece-me que o crime organizado tem avançado; nossa mídia é, em geral, de qualidade bastante discutível e tem atingido níveis ainda inferiores. Parte dela é concessão do governo. Os Poderes Legislativo e Judiciário estão em crise e piores. Poderes Executivos atropelam decisões de instâncias participativas, ferindo a Constituição. Desviam recursos públicos, contratando ONGs e empresas irregularmente. Separa-se pouco o público do privado. Altos funcionários públicos enriquecem supostamente prestando consultorias ao setor privado. O Estado funciona mal, apesar de termos eleições regulares e imprensa formalmente livre.
O que o frustra mais?
O assassinato de meu irmão e a evolução das investigações são emblemáticos. Dez anos depois, muitos morreram, o trabalho da polícia foi muito ruim e apenas um dos indiciados foi a júri popular. A investigação e os indiciamentos do Ministério Público sobre a obtenção ilícita de recursos para financiar campanhas e enriquecer a alguns ilicitamente não deram lugar a qualquer condenação. De lá para cá, nenhuma mudança no sistema de financiamento de campanhas surgiu e os escândalos não param de ocorrer.
Questionam no STF o poder de investigação do Ministério Público.
Vivemos um risco iminente de retrocesso institucional ligado a uma decisão ainda pendente no STF relativa ao questionamento dos poderes de investigação do Ministério Público. Conclamo a todos a ficarem vigilantes em torno desse tema. Não é somente o caso do Celso que está em jogo. É possível verificar melhoras pontuais e às vezes significativas para grande parcela de brasileiros em outros campos, mas me parece que continuamos com gravíssimos problemas.
Não há avanços?
As desigualdades continuam abismais. Apesar da lenta melhora do índice de Gini, não é possível esconder a dramática situação da distribuição funcional da renda e das demais desigualdades. A despeito de certos avanços, entre os quais se destacam o aumento do salário mínimo, acesso a crédito, a programas de transferência de renda e, consequentemente, melhoria nos padrões de consumo de muitos, nossos sistemas de educação, saúde, habitação e transportes continuam muito precários. O País se desindustrializa, investe pouco e inova muito menos do que o necessário. Nossos problemas ambientais se agravam, crescemos muito menos do que outros países emergentes.
São conflitantes as versões sobre o assassinato de Celso.
Concordo com as provas do Ministério Público que indicam crime planejado, que houve mandantes e que havia na cidade um esquema de arrecadação ilícita de recursos para financiar campanhas eleitorais, fato aliás relatado a mim e a meu irmão João Francisco por Gilberto Carvalho (hoje ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência), como declarei na CPI dos Bingos, em 2005. Creio também que Celso não admitia que tais recursos fossem utilizados para enriquecimento pessoal.
João Francisco denunciou à promotoria que ouviu de Gilberto Carvalho a revelação de que dinheiro da corrupção era levado ao então presidente do PT, José Dirceu.
Trata-se de algo que, sem dúvida, deveria ser investigado.
O PT os abandonou?
Tivemos que resolver o problema de duas mortes. A morte do Celso e a morte simbólica da maioria dos nossos antigos companheiros do PT. Apesar de todas as evidências, o PT sustentou a tese do crime comum. As promessas e os compromissos de agir nunca foram concretizados. Cito três honrosas exceções de lideranças petistas: Ricardo Alvarez (ex-vereador em Santo André, hoje no PSOL), Hélio Bicudo (sem partido) e Eduardo Suplicy (senador).

A fraude da bomba de gasolina se espalha pelo país (II)

Do leitor Walter Azevedo Tertulino sobre a sua postagem "A fraude da bomba da gasolina se espalha pelo país...":

Amigo a coisa no Pará-de-cá é pior do que possa-se pressupor quando o assunto é combustiveis. Roubar um décimo da quantidade abastecida é pouco ainda, diante do produto que se compra. 

É corriqueiro por estas brenhas do interior do Pará que a Gasolina recebe dois batismos antes de chegar ao consumidor, o primeiro é com um aditivo chamado de solvente comprado a centavos de reais para ser vendido a tres, quatro reais, e o segundo batismo é celebrado se interiorizando mais para o estado, que é o Diesel na gasolina. 

É facil se vender um litro de gasolina contendo 50% de diesel, como a matematica é uma ciencia exata, o disel que é 1,00 abaixo do preço da gasolina é vendido ao preço dessa. E ninguem faz nada, cara.

A fraude da bomba da gasolina se espalha pelo país


Nem precisa ser muito astuto para perceber que os motoristas são roubados, há muitos anos, nos postos de gasolina.

Matéria exibida pelo Fantástico, domingo, revela a ação criminosa de donos de postos com o suporte tecnológico de hackers em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Aqui no Pará, começam a pipocar denúncia dessas fraudes no interior do estado, segundo matéria de hoje em O Liberal.
Paulo Bemerguy, em seu Espaço Aberto, já alertava sobre essa manipulação das bombas desde outubro do ano passado. 
Confira aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Agricultores denunciam corte ilegal de madeira em área de preservação

Do G-1

Denúncia é feita por moradores de assentamento no município de Trairão.
Desde outubro de 2010 a delegacia local registra 11 homicídios na região.

Do Globo Rural


Os agricultores de um assentamento do município de Trairão, no Pará, denunciam a exploração ilegal de madeira dentro de uma área de preservação ambiental.
Cerca de 300 famílias fazem parte do Plano de Assentamento Areia, criado em 1998 e localizado no município de Trairão, no sudoeste do Pará. Segundo os moradores mais antigos da comunidade, antes da reforma agrária o lugar já era explorado por madeireiros que abriram a estrada e facilitaram o acesso à área de 20 mil hectares que se tornariam o assentamento.
“A gente passou 15 dias com esse pessoal fazendo o assentamento. Eles vieram pela estrada dos madeireiros”, diz Antônia Feitosa da Silva, agente de saúde.
Em 2006, uma área de 200 mil hectares, vizinha ao assentamento, foi transformada na Floresta Nacional do Trairão. Mas a exploração continuou mesmo sendo área de preservação permanente.
Desde outubro de 2010 a delegacia local registrou 11 homicídios na região. Quatro das mortes estão ligadas à disputa de terra e à exploração de madeira. Os últimos crimes tiveram repercussão nacional. Em outubro de 2011, João Chupel, de 55, morreu com um tiro na cabeça depois de denunciar a exploração ilegal de madeira dentro da área da Floresta Nacional do Trairão.
O homem que não quis ser identificado também fez denúncias ao Ministério Público Federal. Ele sofreu dois atentados e continua ameaçado de morte. “Teve uma pessoa que me avisou: ‘os caras tentou te matar aí; só não te mataram porque você tava na outra moto e vinha de cabeça baixa, quando eles viram que era você, você já tinha passado; então, você foge porque os cara vão te matar’”, diz.
O Instituto Chico Mendes, o Ibama, o Exército e a Força Nacional montaram uma operação para tentar combater a extração ilegal de madeira dentro da Floresta Nacional do Trairão. Durante a operação o barracão da serraria desativada serviu de quartel general. Mas com o barracão vazio os caminhões voltaram a transportar madeira pela estrada que corta o assentamento.
A operação coordenada pelo Ibama terminou no dia oito de dezembro. Procurado pela equipe de reportagem, o Incra não quis dar entrevista. Em nota, o superintendente no oeste do Pará, Francisco Carneiro, informou que ainda este mês deve enviar técnicos ao local para apurar as denúncias.
* Matéria da Cassiele Rangel, de Itaituba.

UFOPA: LISTA DOS APROVADOS NO PROCESSO SELETIVO 2012

Clique aqui e confira o listão da Universidade Federal do Oeste do Pará.

Hidrelétricas e desmatamentos. Só com boa intenção, o caminho do inferno. (Por Lúcio Flávio Pinto)

Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

O Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi, durante todo o regime militar (1964-85), o principal instrumento que o governo federal usou para apregoar e executar os seus atos, que definiam os rumos da região.

Representantes de ministérios e outros órgãos oficiais, além dos governos estaduais e do empresariado (só muito depois, também dos trabalhadores), decidiam sobre os projetos econômicos. Aprovados, receberiam a colaboração financeira dos incentivos fiscais, a maior fonte de fomento regional, um crédito de pai para filho, às custas do tesouro nacional.

Em certa reunião, realizada em 1976, o representante das instituições científicas fez uma denúncia bombástica: a Volkswagen destruíra um milhão de hectares (ou 10 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao dobro da área de Belém, a capital) no sul do Pará, onde formava uma fazenda de gado de 140 mil hectares, uma das maiores do país e do mundo.

O incêndio da mata, destruída para o plantio de capim, fora detectado por um satélite americano, o Skylab, que orbitava a 930 quilômetros da Terra. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, era o maior incêndio já registrado documentalmente de todos os tempos.

Escandalizados, seus colegas do Inpe, de São Paulo, o instituto brasileiro equivalente, não sabiam o que dizer. Disse por eles o representante do Inpa, de Manaus, então o maior da ciência na Amazônia.

A afirmativa provocou o impacto de uma bomba, mesmo naqueles tempos de ditadura. A Amazônia foi o único lugar em que a multinacional alemã deixou de lado sua especialidade única, a montagem de veículos automotores, para se dedicar a uma atividade nova: a montagem de bois (o fracasso da empreitada pôs um ponto final na experiência).

Um milhão de hectares de fogo era incêndio para Nero algum botar defeito. Chocou mesmo aqueles que apoiavam a ocupação da Amazônia pela pata do boi, “filosofia” que referendou o maior processo de destruição de florestas da humanidade em tão curto período de tempo (meio século).

Mas o cientista estava errado. O incêndio consumira 1% da extensão que ele indicara. A brutal margem de erro esvaziou a repercussão da denúncia. De tal modo que ninguém atentou para um detalhe importante: o maior desmatamento praticado na região num único verão (pouco mais de seis meses do ano) alcançara 12 mil hectares.

Esse fogareu fora de responsabilidade do bilionário americano Daniel Ludwig, que assim substituiu, ao longo de mais de uma década, 100 mil hectares de floresta nativa, no Pará e Amapá, por um plantio homogêneo de espécies exóticas, no seu império no vale do rio Jari, do qual extrairia celulose.

Para realizar essa “façanha”, a Jari contava com mais de 8 mil “peões” e o maior conjunto de motosserras da América do Sul (comprava 700 delas a cada ano para repor estoque). Esse exército de cupins tecnológicos era necessário porque Ludwig rejeitava o uso do fogo. Já a Volks, com muito menos gente e menores recursos, podia chegar a resultado semelhante ao da Jari?

Os conhecedores da região sabiam que não. A desproporção de meios era evidente. E as próprias características amazônicas impossibilitavam a qualquer agente destruir um milhão de hectares numa única temporada de fogo – e de forma contínua. Mesmo para atingir 11 mil hectares de desmatamento, a Volks precisava de outro recurso além do fogo e da motosserra.

A empresa teria usado o agente laranja, a que outros desmatadores recorreram para se livrar mais rápido das árvores incômodas? Nessa época pululavam denúncias de que o desfolhante químico era contrabandeado para as frentes pioneiras amazônicas. Com o fim da guerra do Vietnam, onde os Estados Unidos o usaram intensamente, e a descoberta dos seus efeitos cancerígenos, o produto foi estigmatizado.

Milhares de toneladas passaram a circular no mercado negro. E certamente foram comercializadas na Amazônia, o lugar onde se travava outro tipo de guerra: contra a floresta. A denúncia contra a Volkswagen oferecia a oportunidade de comprovar um caso escandaloso dessa utilização.

O esvaziamento da acusação, a partir do momento em que o valor deixou de ser de um milhão de hectares e ficou em 11 mil hectares, impediu as pessoas de atentarem para o fato de que esse 1% era mais grave. Simplesmente porque, não sendo fruto de fantasia, era factível. A Volks jamais poderia ter queimado um milhão de hectares. Para chegar aos 11 mil em um semestre, podia ter-se valido do terrível agente laranja.
Lembro esse episódio por ser um antepassado de outro, que agora vivemos: atores de televisão à frente de uma campanha contra outro desses “grandes projetos” que assolam a Amazônia.

Não faltam motivos sólidos e graves para combater a construção da hidrelétrica de Belo Monte, empreendimento de 28 bilhões de reais (por ora) que avança pela promessa de se tornar a maior usina de energia limpa do mundo. Mas os argumentos apresentados pelas “estrelas” da TV Globo têm a consistência daquele milhão de hectares de fogo de 35 anos atrás.

Desmoralizados pelo contracanto de estudantes arregimentados por conta própria (ou de terceiros), os atores nem voltaram ao palco para a réplica. Depois de interpretada a “fala” brilhosa no teleprompter, nada mais tinham a dizer. Quando justamente aí teriam o que dizer.

Pode ser satisfatório para quem encara a “questão amazônica” a partir de fora (da região ou do país) simplesmente emitir uma opinião, subscrever um abaixo-assinado ou participar de um ato público. Essas pessoas solidárias depois seguirão a própria vida em locais que ou diferem muito ou estão bastante distantes da Amazônia. Mas para quem mora na região, os desafios exigem respostas práticas e, diante da rejeição do que é imposto, apresentar alternativas viáveis, não apenas encantadoras.

Os amazônidas precisam decidir se querem barrar seus maiores e mais inclinados cursos d’água. E, se querem, de que maneira e para quê. As respostas exigem conhecimento operativo ou operacional, o “saber como fazer”, o know-how dos pragmáticos americanos. Para fazer diferente, é necessário saber como fazer convencionalmente, pelo modo corrente. Infelizmente, muitos dos adeptos da boa causa não chegam a tanto. Ficam à superfície do conhecimento.

As hidrelétricas são um poderoso desafio para os amazônidas, talvez o maior do momento. Mesmo grandes barragens, porém, e ainda se considerando seus impactos mais difusos, representam ocupação de espaço muito menor do que a dos fazendeiros ou madeireiros, por qualquer critério que se analise. O contraste entre a combatividade em relação às barragens e certa inércia em relação aos maiores desmatadores e desorganizadores sociais é uma acusação, um libelo a exigir mais lucidez e resultados mais efetivos dos que se empenham em favor da Amazônia.

Coincidência ou não, a medida judicial que continha o avanço das empreiteiras foi suspensa no final do ano passado. Belo Monte avança para se tornar um fato consumado e irreversível, como aconteceu no distante rio Madeira com as usinas de Jirau e Santo Antônio. Muito combatidas, neste ano poderão começar a gerar energia para grandes consumidores a mais de 1.500 quilômetros de distância. A Amazônia deverá se tornar a maior província de energia bruta do Brasil. Colonial as usual.

Como diz o povo, o caminho para o inferno está pontilhado de boas intenções. Elemento necessário para começar a caminhada, nunca é a companhia de chegada. No meio do percurso é preciso agregar o elemento vital: o conhecimento. Sem ele, fala-se besteira e, ao invés de ajudar, complica-se ou leva-se a bandeira da causa ao naufrágio. Rota e ofendida.

Incra antecipa nomeação de candidatos aprovados em concurso público

O Incra antecipou a nomeação de 114 candidatos aprovados no concurso público para o órgão, dentre as 150 convocações autorizadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em dezembro. As portarias estão publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (09). Inicialmente prevista para a segunda quinzena deste mês, a nomeação abrange candidatos de ampla concorrência. Outros 28 classificados em vagas reservadas passarão por avaliação de equipe multidisciplinar e junta médica oficial. Para as demais nomeações autorizadas não houve concorrentes aptos na seleção. 

Foram convocados 88 analistas em Reforma e Desenvolvimento Agrário (41 com habilitação em Engenharia de Agrimensura ou Cartográfica, 27 engenheiros civis, 16 antropólogos e quatro engenheiros florestais), além de 15 analistas administrativos na área de Contabilidade e 11 técnicos em Reforma e Desenvolvimento Agrário. Os candidatos terão 30 dias para tomar posse e, a partir daí, 15 dias para entrar em exercício.

A documentação necessária consta em edital publicado no DOU no início da semana passada (clique aqui para acessar o conteúdo) e pode ser apresentada, junto com os exames médicos requeridos, em qualquer unidade do Incra, independentemente da cidade na qual o candidato trabalhará e onde deverá ser empossado.

A Diretoria de Gestão Administrativa do Instituto aguarda autorização do Ministério do Planejamento para convocar o restante dos 550 aprovados no concurso. A seleção, iniciada em abril de 2010 e organizada pelo Instituto Cetro, ofereceu 480 vagas de nível superior, com remunerações iniciais entre R$ 3.713,74 e R$ 4.598,80, além de 70 vagas para nível médio, com remuneração de R$ 2.254,64.

Do total de oportunidades, 70% foram destinadas às superintendências do Incra na Amazônia Legal, para dar continuidade às ações desenvolvidas na região. Atualmente, o quadro funcional da autarquia conta com aproximadamente 5,8 mil servidores ativos e seis mil aposentados. (Ascon Incra)

A TAM não explica. A Anac, inexistente, também não.

Paulo Bemerguy


E a TAM, hein? Sempre fazendo das suas?
E a Anac, hein?
Sempre inexistente.
Avião da TAM, com 163 passageiros a bordo, quase vai parar no meio do mato, no último domingo à tarde, no aeroporto de Val-de-Cans.
Na aterrissagem, rodopiou e ficou parado na intersecção de duas pistas.
Vejam aí, na foto de Bruno Cecim, de O LIBERAL.
Graças a Deus, nenhum ferido.
Mas muito susto.
E a TAM, o que diz?
Candidamente, diz que, "em decorrência das chuvas", pneus foram danificados durante o acionamento dos freios.
"Em decorrência das chuvas"?
Hehehe.
Tão TAM!
A TAM deveria ficar calada.
Era melhor que não disssesse nada.
Ora, foi a primeira vez que esse aparelho aterrissou em meio a chuvas ou numa pista molhada?
Não foi, certamente.
Se não foi, por que só desta vez é que os pneus estouraram em decorrência das chuvas?
E a Anac, fará o quê?
Nada.
Putz!

Jornalismo paraense de luto


Faleceu na madrugada de hoje, em Belém, o jornalista Hamilton Pinheiro, 65 anos.

Hamilton, conhecido como 'HP', trabalhou praticamente em todas as emissoras de televisão de Belém e atualmente exercia a chefia de jornalismo da Rádio Cultura.

Em Santarém, Hamilton prestou serviço de edição de tv durante campanhas políticas por muitos anos.
O corpo de HP está sendo velado na Golden Pax, na travessa Lomas Valentinas, de onde sairá para sepultamento, hoje à tarde.