terça-feira, 23 de outubro de 2012

Vereadores preocupados com desmatamento no Juá


Os vereadores Henderson Pinto (DEM), Carlos Jaime (PT) e Valdir Matias Júnior (PV) cobram providências para o desmatamento que, segundo eles, vem ocorrendo às proximidades do lago Juá. 

Segundo os parlamentares, a empresa que está fazendo um loteamento no local, estaria desmatando além do limite permitido.

Foi  sugerida a formação de uma comissão de vereadores para visitar a área do Juá com o objetivo de conferir as denuncias de desmatamentos fora do limites permitido pelo licenciamento ambiental expedido pela Semma.

Nélio Aguiar pede reforço para segurança pública em Santarém

 
Kátia Aguiar
 
O deputado Nélio Aguiar (PMN) deu entrada na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), nesta terça-feira, 23, à moção, que solicita ao Governo do Estado reforço na segurança pública no Município de Santarém. O parlamentar enfatiza que se faz necessário o aumento de policiais militares (PM e Corpo de Bombeiros), Polícia Civil, implantação de mais Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), aquisições de lanchas para possibilitar operações nas regiões de rios, um helicóptero e ainda monitoramento com câmeras nas ruas do centro comercial, e mais viaturas com combustível suficiente para        que  carros e motos possam fazer o policiamento ostensivo na cidade. 

“Uma das grandes preocupações da população santarena nos últimos meses tem sido a falta de segurança pública que vem tomando conta da cidade. Tem sido grande  o registro de casos  de violência e, muitos dos comerciantes e populares tem sido vítimas de arrombamentos, assalto a mão armada nas ruas e nos estabelecimentos comerciais, além de outros crimes”, disse.
 
O deputado que faz parte da base de sustentação do governador Simão Jatene na Alepa adiantou que diversas ações têm sido realizadas pelo Governo para conter ou procurar diminuir os índices de violência, em Santarém, mas a sensação de insegurança daquela população vem tomando proporções alarmantes. “Por tais razões é preciso com o apoio da Secretaria de Segurança Pública. Defendo  que haja mais estrutura, como aquisições de lanchas para possibilitar operações nas regiões de rios, Faz-se também indispensáveis a implantação de mais UPPs nos bairros do Santarenzinho e Prainha e outra para a comunidade do Lago Grande, com mais policiais civis”, defendeu.

Parceria com a comunidade. O deputado Nélio Aguiar disse ainda que somente com um policiamento ostensivo, um eficiente serviço de investigação, aparelhamento das policias , mais viaturas nas ruas e monitoramento por vídeo podemos garantir a segurança do cidadão, pois b Vários assaltos a mão armada vem ocorrendo em plena luz do dia. "O serviço de informações das policias civil e militar tem que se empenhar na investigação, descobrir e prender quem vem praticando esses assaltos e quem vem atuando como receptador de celulares, eletro-eletrônicos e joias roubadas. Cadeia neles!” Repudiou Nélio Aguiar.

O Brasil dos novos prefeitos ainda é o País dos contrastes



 O Brasil que os prefeitos eleitos e reeleitos irão receber em 2012 é um País com grandes avanços principalmente na renda e consumo, mas com deficiências gritantes nos serviços oferecidos pelo Estado.

Os últimos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 (POF), do IBGE mostram, por exemplo, que mais de 96% dos domicílios contam com televisores e geladeiras. Há fogões em 98,7% das casas dos brasileiros.

Com relação a fogões e geladeiras, já temos índices semelhantes ao dos EUA.

-Por outro lado, o acesso ao saneamento básico, por exemplo, chega a apenas 55,8% dos domicílios e 31,1% ainda não têm pavimentação na rua.

Na educação, mais um vexame. A taxa de escolarização de jovens de 15 a 17 anos caiu de 85,2% para 83,7% entre 2009 e 2011.

Pelos números gerais, é possível concluir que os principais avanços ocorridos no Brasil são fruto de medidas como a estabilidade econômica, repasses de recursos à população e aumento do crédito.

São melhorias que vieram em boa parte como consequência de ações tomadas pelo governo PSDB/Democratas. A atual gestão ainda se beneficiou de uma economia consolidada e uma onda de crescimento mundial. Com mais recursos em caixa, foi possível insistir no aumento real do salário mínimo e expandir os programas sociais existentes.

Por exemplo, entre 2001 e 2011, o rendimento médio mensal do trabalho avançou 16%, descontada a inflação. Essa variação foi bem mais expressiva para as faixas de menor renda. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) com base na Pnad, nos últimos dez anos o ganho real de renda dos 50% mais pobres da população foi de 68%.

Já o crédito total dobrou no mesmo período. Passou de 25% do Produto Interno Bruto em 2002 para 51% em agosto deste ano.

 Entre 2003 a 2011, a expansão dos empregados com carteira assinada foi de 48,1%, diante de um crescimento do total dos ocupados de 21,3% no período.

Com relação à internet, o acesso à rede já está presente em 37% dos domicílios. A luz elétrica chegou a 99,3% dos municípios. É preciso esclarecer que o governo PSDB/Democratas já havia deixado esse índice em 96% devido a ações como o Luz no Campo.

O contraste se revela quando se sabe que 39,7% das residências não contam com rede de abastecimento de água e coleta de lixo e esgoto adequado.

Em comparação, de acordo com o censo da população americana, em 2011 apenas 0,6% das casas dos EUA não contam com água encanada, chuveiro e vaso sanitário com descarga.

Apenas 52,5% dos domicílios brasileiros - ou cerca de 30 milhões - são considerados adequados pelo IBGE. Falta o básico em mais 27 milhões de moradias - onde vivem quase 105 milhões de pessoas. Em 2000, a parcela das residências brasileiras que eram consideradas adequadas era de 43,9%.

Regionalmente, esses dados são ainda mais dramáticos. Na Região Norte, o percentual de lares adequados cai para 16,3% e no Nordeste, 35%. Na outra ponta, o Sudeste tem taxa de 68,9% de residências adequadas e o Sul, 59,35%.

Nas residências onde moram crianças de zero a seis anos, essa parcela cai para menos de 30%. E na região Norte a 8,8%

Quando se olha por critérios discutíveis como “raça”, os “brancos” moram em domicílios melhores. São 63% contra 45,9% dos negros morando em casas consideradas adequadas. Em 2000, eram 53,9% e 34%, respectivamente.

De maneira espontânea, a fecundidade tem caído no Brasil. De acordo com o Censo, em 2010, as mulheres tinham 1,90 filho, taxa abaixo do nível de reposição, que é de 2,1 filhos e garante a substituição das gerações. Em 1960, eram 6,28 filhos por mulher.
As maiores quedas aconteceram entre as mulheres “pretas” no Nordeste (29,1%), Norte (27,8%) e Sul (25,3%).

Ainda que a taxa tenha caído, o Censo mostra que ainda há distância entre o número de filhos quando são consideradas as mulheres nos extremos das faixas de renda (3,9 filhos para as que ganham até 1/4 de salário mínimo; 0,97 filho para aquelas com mais de cinco mínimos).

Cada vez mais as mulheres são chefes de família. No ano 2000, 22,2% das famílias eram chefiadas por mulheres. Neste ultimo censo o índice se chegou a 37,3%.

O IBGE traçou um perfil de quem são os chefes de família. A maioria ainda são mulheres sozinhas com filhos. Nos lares onde a presença feminina é a referência, só 46,4% são casadas. Quando o responsável é homem, o percentual sobe para 92,2%.

Os dados do IBGE mostram um país onde se consome mais, há proporcionalmente menos crianças, mais idosos e contrastes gigantescos no papel do Estado, que estimulou o consumo sem oferecer contrapartida em áreas fundamentais de qualidade de vida e futuro melhor, como nos casos dos números da educação e do saneamento básico.(Rede Democratas)

Nova lei garante instalação de juizados para julgar conflitos em áreas rurais de todo país



Sancionada na última quarta-feira, 17/10, a Lei 12.726/2012 determina que todos os estados da União e o Distrito Federal instalem juizados especiais itinerantes dedicados à resolução de conflitos em áreas rurais.
Na avaliação do secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça (SRJ/MJ), Flávio Caetano, trata-se de grande avanço, pois supre uma lacuna existente na própria legislação . “Em um curto período de tempo, toda a população rural, atualmente 30 milhões de pessoas, terá acesso a uma Justiça mais rápida e efetiva. Nessas áreas, não existem comarcas, forúns, então essa é a forma de a justiça chegar onde o povo está”, afirma.
A partir da nova legislação, pequenos conflitos no campo poderão ser resolvidos com mais rapidez do que na tramitação da Justiça comum. As pequenas causas não podem envolver valores superiores a 40 salários mínimos, o que corresponde a cerca de R$ 25 mil. Além disso, os juizados especiais não podem julgar, por exemplo, causas de natureza alimentar, familiar, fiscal e recessos que tratam de acidentes de trabalho.
“Quando falamos de conflitos no campo, falamos principalmente de problemas sobre posse e arrendamento rural, que é o aluguel de uma área para plantio”.
Os estados e Distrito Federal têm até abril de 2013 para instalar os juizados especiais nas áreas rurais do país.

Cerimônia de entrega do Prêmio Vladimir Herzog será nesta terça, 23. Lúcio Flávio Pinto é um dos homenageados



ABERTO AO PÚBLICO.

Impactos da instalação de portos em Itaituba são avaliados pela Sema

Avaliar a infraestrutura necessária para enfrentar os impactos vindos da instalação de portos em Miritituba, município de Itaituba, região do Tapajós. Esse foi o objetivo da reunião organizada pela Secretaria de estado de Meio Ambiente (Sema), segunda-feira (22), no Centro Integrado de Governo, em Belém. O encontro agrupou representantes de secretarias de Estado do Pará, da Rede Celpa, Companhia de Portos e Hidrovias, da Assembléia Legislativa, da prefeita eleita de Itaituba, Eliane de Oliveira, integrantes da futura Associação das Estações de Transbordo e Terminais de Grãos da Região, e outros convidados presentes.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, José Alberto Colares, mostrou preocupação com o licenciamento ambiental de aproximadamente uma dezena de portos em Miritituba, área tradicionalmente portuária. “Essa área carece de toda a infraestrutura necessária para enfrentar o impacto vindo do ponto de vista social, econômico e ambiental. Precisa-se de um plano preventivo que envolva ações de toda natureza: engenharia de tráfego para acessibilidade tanto rodoviária quanto hidroviária à zona portuária, transmissão energética, segurança pública, saneamento, saúde, educação, gestão de risco, profissionalização da mão-de-obra local para conter a migração, coleta de lixo, abastecimento de água”, explica.

Segundo o secretário, à Sema cabe o licenciamento e os problemas não podem ser responsabilidade apenas do Estado, são dos empreendimentos também. Dentre deste contexto, destacam-se o ordenamento territorial, o detalhamento do Zoneamento Ecológico Econômico e o apoio à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A sustentabilidade do projeto, de acordo com Colares, precisa de um plano imediato e emergencial no máximo entre um e dois anos. "A necessidade não é só da população, é do empreendimento também. Os problemas de Santarém e Barcarena não podem ser repetidos”, alertou o secretário.
Kleber Menezes, representante da Rio Turia, disse que Miritituba não pode ser apenas um ponto de passagem e que as empresas Rio Turia, Cargill, Reicon, Hidrovias do Brasil, Cian Port, Bunge, Unirios e outras empresas que vão formar a Associação das Estações de Transbordo e Terminais de Grãos vão consolidar a responsabilidade que possuem. “Pretendemos ser uma associação atuante, sem repetir erros anteriores”, afirmou.(Agência Pará)


Inchaço da folha de pessoal da Prefeitura de Santarém eleva despesa mensal a 16 milhões de reais

O inchaço de funcionários efetivos e temporários da Prefeitura Municipal de Santarém elevou o gasto com a folha de pagamento mensal para cerca de 16 milhões de reais.
Além disso, o recolhimento da Previdência é de cerca de 4 milhões de reais.
São cerca de 20 milhões de reais por mês que o município gasta  com o funcionalismo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Alexandre Von viaja à Inglaterra

Deu na Coluna do Estado desta semana:

O deputado Alexandre Von, prefeito eleito de Santarém, faz uma viagem internacional antes de iniciar a transição de governo, que começa dia 6 de novembro.

No dia 28, próximo domingo, Von embarca para Manchester, Inglaterra, integrando uma comitiva de parlamentares e do executivo paraense que participarão da Feira Mundial de Cooperativismo. A missão é chefiada pelo secretário especial Sidney Rosas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Começa transição em Santarém

Foto: Ronaldo Ferreira
Começou a transição administrativa em Santarém, hoje à tarde, com a visita do prefeito eleito Alexandre Von à prefeita Maria do Carmo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Santarém: órgãos 'cabide de emprego' consomem 11 milhões de reais por ano

Da redação

As quatro secretarias criadas no início do segundo mandato da prefeita Maria do Carmo e que pouco mostraram serviço no decorrer dos últimos quatro anos, têm um orçamento global de quase R$ 11 milhões ao ano para gastos com aluguel de imóveis, veículos, telefone, energia, material de expediente, combustível, entre outros.

O orçamento de 2012 da Secretaria Municipal de Organização Portuária (SEMOP) é de R$ 1.220.000,00. A criação da SEMOP que tem como titular o empresário Hilário Coimbra, indicado pelo PR, foi uma das mais criticadas, por que em termos práticos, nada foi executado pelo órgão. No terminal da Praça Tiradentes continua a mesma desorganização e as reclamações de proprietários de embarcações, estivadores e usuários são muitas, principalmente em relação às precárias condições de funcionamento do porto improvisado. Enquanto que, na Vila Arigó, se arrasta há anos a construção do terminal de cargas e passageiros.

A Secretaria Municipal de Produção Familiar (SEMPAF), que até meados do ano passado foi gerida pela sindicalista e atual vereadora Ivete Bastos (PT),  que transmorofou o írgão em seu feudo eleitoral, tem o maior orçamento entre as quatro criadas no segundo mandato da prefeita Maria do Carmo, em torno de R$ 6.660.000,00. A criação da SEMPAF, também foi alvo de críticas por parte dos produtores que achavam que o novo órgão daria impulso à produção familiar rural no município de Santarém, o que não ocorreu apesar do município dispor de 2 secretarias de 'agricultura', pois a SEMAB também foi mantida.
Entre as ações que a secretaria focou, está a produção de peixe em cativeiro (uma ação que já era desenvolvida pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento - SEMAB) e a introdução de produtos da agricultura familiar na merenda escolar.

A Secretaria Municipal de Habitação, que tem como titular o empresário Humberto Frazão (PTB), com um orçamento anual de R$ 660 milhões, se ocupou do aforamento de terrenos na área urbana do município e mais recentemente, dos cadastros do programa federal Minha Casa Minha Vida.

E por fim, a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (SEMSC), com o orçamento anual de R$ 2.750.000,00 dos quais R$ 1.120.000,00 são destinados às ações da Defesa Civil Municipal, se ocupou de acompanhar as ações da Defesa Civil nas áreas de risco da cidade durante o período chuvoso e em quatro anos, não conseguiu implantar a Guarda Municipal.
Além das quatro secretarias, no segundo mandato da prefeita Maria do Carmo foram criadas três coordenadorias municipais (Integração regional, Promoção Social e Orçamento Participativo).

A Coordenadoria da Integração Regional que é vinculada à Secretaria Municipal de Turismo (SEMTUR) tem um orçamento de R$ 320 mil/ano. Enquanto o Orçamento Participativo, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLAN),  tem um orçamento anual de R$ 240 mil.

Vereador pede que blogueiro seja investigado pela PF

Da redação

O vereador Erasmo Maia, presidente municipal do Democratas, pediu em discurso da tribuna da Câmara, que o Blog do Jeso Carneio deve ser investigado pela Polícia Federal." Essas pesquisas do Blog do Jeso, mentirosas como ficou provado pelo resultado das urnas, deveriam ser investigadas pela Polícia Federal, já que o senhor Jeso adora mencionar o nome da PF em seus escritos tendenciosos", afirmou Erasmo.

Segundo o parlamentar, "na campanha eleitoral, essas pesquisas do Blog do Jeso chegaram a colocar a candidata para quem ele trabalhava a troco de dinheiro clandestino à frente de Alexandre Von, coisa que nunca ocorreu, até porque todas as outras pesquisas - eu digo e repito: todas as outras pesquisas apontavam a ampla vantagem de Alexandre Von sobre Lucineide", arrematou Erasmo.

Em aparte, o vereador José Maria Tapajós, que concorreu pelo PMDB à Prefeitura de Santarém, também criticou a manipulação de pesquisas eleitorais em Santarém. Tapajós entende que o Congresso Nacional deve tomar uma providência imediata para que a legislação coíba o uso de pesquisas falsas nas futuras campanhas.

Leia a íntegra do discurso proferido pelo vereador Erasmo Maia, na sessão de quarta-feira(10):

“Senhores vereadores, senhoras vereadoras desta casa. Minhas primeiras palavras são de agradecimento a Deus, à minha família e aos meus companheiros de partido.

 Saúdo, novamente, a vitória do nosso prefeito eleito Alexandre Von e sua vice-prefeita, a professora Maria José.

 Não fosse a providência divina e o nosso trabalho de oposição sério e responsável eu não estaria aqui para falar o que vou falar depois de confirmada nossa reeleição pelo Democratas.

Senhores e senhoras vereadoras, membros da imprensa e pessoas que ocupam as galerias. Nunca havia enfrentado uma campanha eleitoral tão sórdida, e até mesmo criminosa. Mas eu venci. 

Venci o terrorismo, o baixo nível, os panfletos anônimos com ataques a mim e a minha família, venci o uso despudorado da máquina pública colocada para comprar votos em minhas áreas de atuação.

Venci uma campanha de boatos e intrigas na internet para tentar desacreditar o nosso partido.

Essa mesma pessoa que usa internet como meio de chantagem e para atacar aqueles ou aquelas que não lhes rendem bajulação está envolvida até o pescoço na manipulação de pesquisas eleitorais.

Eu estou falando do senhor Osvaldo de Jesus Maciel Carneiro, vulgo Jeso Carneiro. Este nacional publicou e manipulou pesquisas em conluio com a campanha do PT, lamentavelmente.
 
As pesquisas mentirosas da Doxa que se diziam contratadas pelo Blog do Jeso - coisa que eu não acredito - porque foram patrocinadas pela campanha do PT para serem usadas no programa da candidata Lucineide.

Essas pesquisas do Blog do Jeso, mentirosas como ficou provado pelo resultado das urnas, deveriam ser investigadas pela Polícia Federal, já que o senhor Jeso adora mencionar o nome da PF em seus escritos tendenciosos.

 Na campanha eleitoral, essas pesquisas do Blog do Jeso chegaram a colocar a candidata para quem ele trabalhava a troco de dinheiro clandestino à frente de Alexandre Von, coisa que nunca ocorreu, até porque todas as outras pesquisas - eu digo e repito: todas as outras pesquisas apontavam a ampla vantagem de Alexandre Von sobre Lucineide.

O uso de pesquisas falsas, sua manipulação para tentar enganar o eleitor foram, felizmente, rechaçadas pelo povo de Santarém.

O Blog do Jeso, que já tem a fama de ser tendencioso e de servir de porta-voz de interesses escusos, agora está com uma tarja carimbada em sua página na internet: MENTIROSO.
 Muito obrigado.”

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Nélio Aguiar vota favorável a mais recursos para obras no Oeste do Pará

Kátia Aguiar 

Dois dos mais antigos sonhos da população do Oeste do Pará sairá do papel. Nesta terça-feira,16, o plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou em 1º e 2º turnos, projeto de autoria do Executivo que destinará verbas para a construção do porto de Santarém e do Hospital Regional de Itaituba.

 O recurso está contemplado no Projeto de Lei 116/2012 de autoria do Poder Executivo, aprovado hoje, que autoriza o Governo do Estado a contratar operação de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de mais de R$ 955 milhões no âmbito do programa Proinveste.

No horário de lideranças,  o deputado Nélio Aguiar (PMN), membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (CFFO-Alepa), já havia se manifestado, mais uma vez, favorável ao projeto. “Esse investimento vai garantir a realização de obras estruturantes para todo o Pará, no caso do Oeste, vai contemplar a construção do porto de Santarém, pois só quem vive na região sabe qual é o sacrifício que passamos para embarcar e desembarcar, passando, muitas das vezes, por dentro de até três embarcações, que ficam paradas lado a lado para que o passageiro possa desembarcar. Imagine essa situação para crianças, idosos e pessoas que tem dificuldades de locomoção”, alertou.

Pelo projeto R$ 30 milhões serão investidos na construção do porto  de Santarém e R$ 80 milhões na construção e aparelhamento do hospital Regional de Itaituba. “O hospital regional é outra obra que também terá um caráter regionalizado, pois vai beneficiar os moradores de toda a nossa região, que hoje almejam atendimento de qualidade”, disse.

Ao longo do período de tramitação do projeto, Nélio Aguiar, foi incansável  e assíduo às sessões da Alepa para acompanhar de perto todos os passos da tramitação do projeto. “Fico feliz por estar contribuindo para  realização do sonho de milhares de cidadãos da região Oeste. Não vamos sossegar enquanto todos esses antigos sonhos do povo da minha região não forem concretizados, pois verifiquei com atenção cada projeto apresentado e pude observar que a nossa região será contemplada com obras importantes para o desenvolvimento regional como por exemplo, implantação de ambulatório médico de especialidade- AME em Santarém, pavimentação da PA-255-trecho Amazonas/Murumuru/Monte Alegre, construção do porto de Santarém, Itaituba, Almeirim e Prainha", concluiu Nélio Aguiar.
Na área de segurança o recurso vai permitir a aquisição de helicópteros para Santarém e Itaituba e construção de outras Unidade Integradas ProPaz e de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na Região Oeste.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Com horário de verão, mudam horários dos bancos, vôos e programação da TV


Embora Santarém e o Pará não estejam incluídos no Horário Brasileiro de Verao, o leitor deve ficar atento porque haverá mudança no horário dos vôos comercias, no expediente das agências bancárias e na grade de programação das redes de televisão.


---------

horário de verão 2012/2013 começa a partir de 0h do dia 21 de outubro de 2012. Então se prepare: daqui a apenas 5 dias, na noite de sábado 20 para domingo 21, adiante seus relógios em uma hora.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto em 2008, que instaurou data fixa de início (3º domingo de outubro) e de término (3º domingo de fevereiro do ano subseqüente). Quando a data coincide com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão é transferido para o domingo seguinte.

São 11 os estados que aderem ao horário: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, além do Distrito Federal.

A

Primeira parcela do retroativo do Piso Nacional dos Professores será paga amanhã pela SEDUC


A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pagará aos professores da rede estadual de ensino, em folha suplementar, a primeira parcela referente a diferença do Piso Nacional do Magistério, na próxima terça-feira (16). Os contracheques já estão disponíveis para consulta no Portal do Servidor (www.portaldoservidor.pa.gov.br).
Esta parcela é a primeira das três referentes ao retroativo dos meses de janeiro e fevereiro de 2012, quando o novo valor do Piso Nacional do Magistério foi implantado pelo Governo Federal. Cumprindo o acordo firmado com os professores, o Governo do Estado se comprometeu em pagar o retroativo em três parcelas, a partir desse mês. O montante de retroativo a ser pago é de R$ 28 milhões.

A partir do mês de março, o salário base do professor da rede estadual de ensino do Pará, passou a ser de R$ 1.451,00. A integralização do piso representou um acréscimo de R$ 14,5 milhões por mês (R$ 188 milhões por ano) na folha de pagamento do Estado. Com a nova base, mais as gratificações, o professor em início de carreira no Pará passou a ganhar o equivalente a R$ 3.555,00 e o salário médio da maioria dos 27 mil educadores passou a ser de R$ 4.070,00.(Agência Pará)

Vítimas de trânsito do Pará poderão solicitar Seguro DPVAT nas agências dos Correios


A partir desta quarta-feira, dia 17 de outubro, as vítimas de acidentes de trânsito do Pará poderão solicitar, gratuitamente, o Seguro DPVAT nas agências dos Correios no Estado. O DPVAT é um Seguro que pode ser acionado por vítimas de acidentes de trânsito resultantes em invalidez permanente, morte e para reembolso de despesas médicas e hospitalares. 
Toda pessoa que sofrer um acidente em território nacional, seja pedestre, motorista ou passageiro, tem direito ao Seguro, basta procurar uma Seguradora conveniada ou, a partir de agora, uma agência própria dos Correios em um dos Estados em que a parceria está vigente. Nesta quarta-feira, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás também recebem o projeto, que já está implantado nos Correios do Ceará, Maranhão, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Piauí.

Para dar entrada no pedido de indenização nos Correios é simples:

- Informe-se sobre a documentação necessária para dar entrada no Seguro pelo telefone 0800 022 12 04 ou pelo site www.dpvatsegurodotransito.com.br. Lembrando que o prazo para pedir a indenização é de até 3 anos, a contar da data do acidente.

- Dirija-se a uma agência própria dos Correios em um dos Estados participantes levando a documentação necessária (nos demais Estados, consulte a rede de atendimento pelo site).

- Guarde o comprovante de envio fornecido pelos Correios.

- O pagamento da indenização será feito por meio de crédito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários em até 30 dias a contar da data da entrega da documentação solicitada. Os valores indenizados são de R$13.500,00 no caso de morte; até R$13.500,00 para invalidez permanente, variando conforme o grau de invalidez; e até R$2.700,00 para reembolso de despesas médicas e hospitalares, de acordo com as despesas comprovadas.

Quem é Edmilson Rodrigues segundo Lúcio Flávio Pinto


Aos eleitores de Belém, uma boa leitura deste artigo de Lúcio Flávio Pinto, da última edição do Jornal Pessoal, joga luzes sobre o candidato do PSOL à prefeitura de Belém.

"Edmilson Rodrigues foi o primeiro prefeito a conceder verba pública (100 mil reais) para aumentar o lucro de um grupo de Comunicação (o Liberal) na venda ao público de fitas de vídeo descaradamente comerciais."

Leia o artigo completo aqui.

Dia do Professor?


domingo, 14 de outubro de 2012

Círio de Nazaré leva 2 milhões de pessoas às ruas de Belém



Thais Rezende Do G1 PA
 

Millhares louvaram Nossa Senhora de Nazaré neste domingo (14), em Belém (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)Millhares louvaram Nossa Senhora de Nazaré neste domingo (14), em Belém (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)

Uma leve brisa refrescou a multidão que assistia emocionada a missa que antecedeu o Círio de Nazaré, em frente a Igreja de Sé, na madrugada deste domingo (14), em Belém. Após a bênção final, milhares de pessoas participaram da procissão, que percorreu cerca de 3,6 km pelas principais avenidas da capital paraense até a Basílica Santuário. Por onde passava, a berlinda com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré foi louvada e recebeu homenagens dignas de chefe de estado.

Estudante levou um pé de cera para a procissão. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA) 
Estudante levou um pé de cera para a procissão.
(Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)

Ainda estava escuro quando a estudante Brenda Andrade, 20 anos, chegou na praça Frei Caetano Brandão para acompanhar o Círio. A jovem carregava um pé de cera para pagar uma promessa. Ela conta que a virgem de Nazaré intercedeu por ela em uma causa considerada impossível pela medicina. “Na véspera do dia das mães do ano passado em torci o tornozelo, foi grave. No hospital, os médicos disseram que eu só voltaria a andar depois de dois anos”, explica Brenda. “Foi então que eu fiz a promessa: se ficasse boa, ia levar um pé de cera na procissão. Em outubro do mesmo ano eu já estava boa e pude pagar a promessa”, conta emocionada a estudante. “Foi ela que me curou, tenho certeza!”, afirma.
 
Terminada a missa, o arcebispo metropolitano Dom Alberto Taveira conduziu a imagem peregrina até a berlinda para o início da romaria que, segundo a Diretoria da Festa, é a maior procissão católica do mundo. Os fiéis, que lotaram a praça em frente à Catedral, estenderam as mãos em sinal de devoção e entoaram o coro: “Viva Nossa Senhora de Nazaré!”.

Fiéis lotaram a Praça Frei Caetano Brandão antes da procissão. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)Fiéis lotaram a Praça Frei Caetano Brandão antes da procissão. (Foto: Thais Rezende/ G1 PA)

Os promesseiros já aguardavam a berlinda chegar para atrelar a corda, símbolo da festa católica. Com o sol escondido entre as nuvens, Nossa Senhora de Nazaré foi a única a brilhar, todos os olhares estavam voltados para ela, todos os pedidos e todos os agradecimentos eram direcionados a ela.

Veja a galeria de fotos da grande procissão

No meio da multidão, uma promesseira chamava atenção pelo sacrifício. Cláudia Renata, de 29 anos, acompanhou a procissão de uma forma incomum, andando com as mãos e os joelhos no chão. A devota explica o comportamento com uma palavra: fé. “Agradeço pela saúde dos meus filhos, passamos por um período de muitas doenças e graças a Nossa Senhora agora estamos bem”, afirma a promesseira.

Para agradecer saúde dos filhos, devota acompanhou a procissão com joelhos e mãos no chão. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)Para agradecer saúde dos filhos, devota acompanhou a procissão com joelhos e mãos no chão. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)

Para que Cláudia conseguisse pagar a promessa, outras pessoas ajudavam, colocando papelão no caminho da devota para aliviar a dor. No Círio, há quem pague sua promessa ajudando os outros a cumprirem as suas. “Prometi que distribuiria 1.200 copos de água no Círio se a minha filha passasse no vestibular. Ela foi aprovada no curso de direito. Há 4 anos pago a promessa e vou continuar fazendo para sempre”, conta a gerente comercial Ana Cláudia, de 41 anos.

Cidade das mangueiras foi palco de uma das maioresfestas religiosas do mundo. (Foto: Gustavo Pena/ G1 PA)Cidade das mangueiras foi palco de uma das maioresfestas religiosas do mundo. (Foto: Gustavo Pena/ G1 PA)

Mais 2 milhões de pessoas disputavam um espaço no trajeto da procissão. Alguns cortavam caminho por ruas paralelas para ver a santa passar. E por onde passava a berlinda, olhos marejados e mãos estendidas para receber as benções. Devotos de todas as idades, etnias e classes sociais se juntam com um mesmo objetivo, homenagear Nossa Senhora de Nazaré.

Ermito atribui a Nossa Senhora a construção de sua casa. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA) 
Ermito atribui a Nossa Senhora a construção de
sua casa. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)

Ermito Guimarães, 46 anos, participou da romaria acompanhado da família. Assim como muitos, ele levava a miniatura de uma casa na cabeça. “Estava desempregado e precisava construir a minha casa. Fiz a promessa e consegui um emprego, que possibilitou a construção da minha casa”, afirma orgulhoso Ermito. Já Eliana Leal de Melo, 68 anos, acompanhou a procissão vestida com uma mortalha, uma vela de metro de altura e um coração feito de cera. Ela acredita que a mãe de Jesus a curou de um problema de saúde.
“Precisava operar o coração e, se eu saísse boa, iria acompanhar a procissão desta forma. E assim faço há 10 anos”, conta Eliana, que faz o trajeto ao lado das filhas.
 
Homenagens

Várias homenagens marcaram o caminho que a imagem peregrina faz por Belém. Cerca de 15 demonstrações de carinho e fé são tradicionais no trajeto do Círio de Nazaré. Os fogos dos pescadores do Ver-o-Peso e dos Estivadores deram início às homenagens, que seguiram pela avenida Presidente Vargas.
Uma das homenagens mais marcantes foi realizada por um banco. Com a chegada da berlinda em frente a empresa, uma chuva de pétalas de rosas nas cores branca e amarela caiu sob a berlinda e os peregrinos que a acompanhavam. A cantora Joanna  deixou os fiéis emocionados com o hino “Maria de Nazaré”.

Cantora Joanna emocionou os romeiros com homenagem na avenida Presidente Vargas.  (Foto: Thais Rezende/G1 PA)Cantora Joanna emocionou os romeiros com homenagem na avenida Presidente Vargas. (Foto: Thais Rezende/G1 PA)

“É um sentimento indescritível. Em nenhum lugar do mundo vemos isso. Quando ela passa, é difícil segurar... O que mais emociona é ver essa fé inabalável, gente feliz, o coração feliz!”, explica Joanna.
 
Promesseiros da corda

Promesseiros erguem a estrutura da corda. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA) 
Promesseiros erguem a estrutura da corda.
(Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)

Cerca de 7 mil devotos acompanharam a corda do Círio, um símbolo da procissão que conecta os devotos e a berlinda que carrega a imagem de forma umbilical. Caminhar na corda é sacrificante, e com fé inexplicável e aparentemente inabalável aquelas pessoas ganhavam força a cada minuto para puxar a corda da berlinda e fazer a procissão caminhar até o seu destino.
Rostos suados e aparentemente exaustos não condiziam com a força no braço dos fiéis, que erguiam a corda e

Após a procissão, fiéis disputam um pedaço da corda. (Foto: Gustavo Pêna/ G1 PA) 
Após a procissão, fiéis disputam um pedaço da
corda. (Foto: Gustavo Pêna/ G1 PA)

cantavam com uma alegria de deixar quem assistia a cena de olhos marejados. Ao final, um sutil sorriso no rosto dos devotos expressava a sensação de dever cumprido. A campanha pelo não corte da corda foi cumprida, a corda que puxou a berlinda só foi cortada no momento exato, a poucos metros antes do destino final. Os promesseiros levam um pedaço da corda para casa. Para guardar de recordação deste momento especial junto à virgem de Nazaré.
Após 6 horas de procissão, por volta das 12h30, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré chegou a Praça Santuário, em frente a Basílica. O coordenador da festa retirou a pequena imagem da berlinda e a entregou ao arcebispo auxiliar, Dom Theodoro, que a conduziu, em um tapete vermelho, até o altar da praça, onde é realizada uma missa encerrando o Círio de Nazaré 2012.

Chegada à Praça Santuário encerra a procissão do Círio. (Foto: Gustavo Pêna/ G1 PA)Chegada à Praça Santuário encerra a procissão do Círio. (Foto: Gustavo Pêna/ G1 PA)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Capa da edição de sexta-feira de O Estado do Tapajós


Clique na imagem acima para ampliar.

Guerra no Pará: Vale e governo


Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Os dois maiores poderes no Pará colidiram em abril de 2008. A Companhia Vale do Rio Doce, maior empresa privada em atuação no território paraense, acusou o governo do Estado de estimular, por omissão calculada, mais uma agressão praticada contra a companhia pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.
Pela nona vez em 13 meses, o MST invadiu e bloqueou a ferrovia de Carajás, a terceira maior via de exportação do Brasil, que no ano passado movimentou riquezas no valor de quase sete bilhões de dólares. O governo devolveu a acusação: disse que só houve confronto porque a Vale foi inábil no tratamento dado à questão.
De fato, a empresa ajuizou uma ação que, em síntese, queria obrigar o governo a cumprir a lei, impedindo a consumação de um crime anunciado: o bloqueio dos trens, interrompendo o fluxo de minério, de carga geral e de passageiros entre Parauapebas e o porto da ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão, numa extensão de 870 quilômetros.
A situação, entretanto, é complexa. A ferrovia é uma concessão federal, outorgada por 50 anos à Vale. Logo, envolve direitos e responsabilidades da União e não só do Estado, que tem ao seu cargo a segurança pública em geral.
Já o crime só existe quando se materializa. Até lá, todos são inocentes, embora nem tanto. Com bastante antecipação, lideranças do MST anunciaram que o bloqueio da ferrovia de Carajás era um dos itens do “abril vermelho”, uma série de manifestações de protesto e reivindicação disseminadas pelo país.
Do anúncio à sua consecução, os dias que transcorrem serviram para o movimento reunir pessoas, exibir sua força, medir a reação dos demais personagens e partir para o ato, como se ele fosse inevitável.
A proposição da ação pela Vale, mesmo que rejeitada pelo juiz federal de Marabá, combinada com a postura mais agressiva do presidente da empresa, modificaram o cenário armado para os eventos anteriores. Roger Agnelli se permitiu desviar seu jatinho para Belém e passar alguns momentos na cidade para advertir pessoalmente a governadora Ana Júlia Carepa, do PT, para o efeito da agressão do MST.
Tratou os integrantes do movimento por bandidos e garantiu que não cederia à sua intimidação, por ser ilegal. Chegou ao requinte inovador de, desta vez, não ameaçar suspender a implantação do projeto de uma siderúrgica no Pará, que representaria o almejado passo além da mera gusa no processo de beneficiamento (ainda em escala primária) do rico minério de ferro de Carajás. Agora, disse que a Vale continuará a siderúrgica sem contar com o governo do Estado, embora atos como o do MST venham a inibir outros investimentos, trazendo grandes prejuízos ao Pará.
A declaração de guerra do presidente da Vale ganhou eco ultra-ampliado na imprensa local e nacional (regiamente servida pela publicidade da empresa, que agora se tornou anunciante de grande peso, ao contrário do procedimento anterior, especialmente na era estatal) e provocou reações de representações da sociedade, sobretudo junto ao empresariado.
Como o clamor ganhou corpo, o MST alterou sua estratégia: procurou desvincular-se do bloqueio da ferrovia, transferindo-o para a responsabilidade de um difuso movimento de garimpeiros, sem credenciais para promover um ato de tal envergadura.
As camisas e bandeiras vermelhas mudaram de cor, tornando-se amarelas. Podiam ser interpretadas como o símbolo da desculpa esfarrapada do MST para se isentar de responsabilidade, tão sem jeito que imediatamente o movimento divulgou nota oficial declarando seu apoio à iniciativa dos garimpeiros, sem mudar o tom da linguagem, mais adequada para o dono da empreitada.
Essa nova estratégia pode indicar a esperteza dos dirigentes do MST. Ao agir assim, eles se livraram das consequências legais do ato que planejaram e executaram (como a multa, previamente determinada pela justiça do Rio de Janeiro, e a possibilidade de prisão, ainda pendente). Mas, dependendo dos desdobramentos dessa nova situação, esse diversionismo pode começar a enfraquecê-lo, revelando algumas de suas fragilidades, como a de se valer do apoio oficial, velado ou explícito, verbal ou material, para poder exibir sua força.
A relação entre um movimento que se recusa à institucionalização e legalização (não aceita se tornar pessoa jurídica), mas se vale do aparato do poder público, inclusive para arrecadar dinheiro, está sujeita a grandes flutuações conjunturais. Pode se manter eficaz e até duradoura, mas pode se corroer de súbito.
A ação do governo estadual no episódio guardou coerência com o padrão dessa relação difusa. As polícias militar e civil acompanharam a obstrução dos trilhos e a paralisação da composição ferroviária, só intervindo em certo momento, quando o desbloqueio já parecia acertado.
A Polícia Federal, que seguiu essa sincronia, não deixou, porém, de carregar um elemento material do delito: prendeu e indiciou dois dos organizadores da manifestação, um deles da prefeitura de Parauapebas, sob o comando do PT e acusada de ser a principal patrocinadora do ato do MST.
A prefeitura e o governo podem alegar que assim se comportaram porque precisam ser o instrumento das justas reivindicações dos sem-terra e demais habitantes da região, desassistidos pelo Estado, e porque o poder da Vale tem sido usado abusivamente, sem freios nem peias, como precisava ser. É um argumento poderoso.
No entanto, há também outros argumentos apresentados nos bastidores do poder: a constante impetuosidade sobre a Vale teria a finalidade de pressioná-la e forçá-la a ceder recursos ao município de Parauapenas, que reivindica na justiça direitos no valor de 600 milhões de reais e já teria gasto por conta parte desses recursos, embora sua obtenção ainda seja temerária.
Num ambiente de ocultações e manobras, todo tipo de interpretação e de boato tem curso fácil. Principalmente quando se pode de pronto montar uma agenda com itens graves que jamais são esclarecidos, sobretudo porque a poderosa Vale se recusa a descer do seu Olimpo metropolitano, dialogar com pobres mortais interioranos e ceder-lhes ao menos alguns de seus anéis, elaborados à custa da exaustão dos recursos naturais do Pará.
A Vale acumula um contencioso enorme e insolúvel com o Estado, pelo qual o doutor Agnelli não consegue disfarçar sua má-vontade. Essa arrogância gera a antipatia geral pela empresa.
Sentindo-se incompreendida e injustiçada (não sem alguma razão),  a Vale reage com mais arrogância. Mesmo quando se dispõe a fazer alguma concessão ou aceitar alguma ponderação, age como se estivesse realizando uma caridade ou movida por mera liberalidade e paternalismo.
Não pode ser amada ou compreendida uma empresa que gera 10 mil demandas trabalhistas em Parauapebas, forçando a rápida duplicação da antiga junta de justiça, que não deu conta do trabalho. Agora, nem mais as duas são suficientes. As queixas são contra as empreiteiras da Vale em Carajás, mas a reação massiva é fruto de uma terceirização sem fronteiras, irresponsável. E de uma estratégia advocatícia estabelecida com base no frio cálculo aritmético, cujo resultado é revelar que a quitação da dívida em juízo é mais rentável do que o respeito prévio dos direitos trabalhistas.
A terceirização de 90% da mão de obra de Carajás cortaria o elo da empresa com suas empreiteiras, protegendo-a em seu castelo de vidro por um fosso intransponível.
Esta é a ética predominante na Vale privatizada: ela se pauta pelos números, pela ânsia quantitativa de resultados e de grandezas, abstraindo pessoas e relações sociais, ignorando a paisagem em torno de suas catedrais da produção. Uma vez estabelecidas as metas, por critérios contábeis, atuariais, financeiros, de marketing e de gestão de negócios, o que importa é alcançá-las.
A grandeza da empresa é também sua fragilidade: pés sem enraizamento têm que sustentar um comando sujeito à macrocefalia de poder. A autoritária voz de mando dissipou a bruma do querer bem que funcionários, clientes e população tinham pela CVRD, com todos seus erros e distorções.
O poder absoluto de que a Vale atual quer dispor para fazer seus projetos se realizarem exatamente como foram concebidos a levam a se tornar um macaco em loja de louças, ainda que louças de má qualidade, como as que os dois governos – o estadual e o federal – exibem em suas vitrines, quando se apresentam para encarar o difícil, complexo e amplo contencioso com a empresa nos diversos terrenos e setores em que ela atua.
Como não há um diálogo franco e as regras do jogo mudam, assim como as próprias cartas colocadas sobre a mesa (e abaixo dela, e no colete dos jogadores), uma parte tenta enganar a outra e tirar mais vantagem da relação, manipulando armas e parceiros conforme as circunstâncias.
O efeito desse tipo de diálogo é um desgaste geral, com prejuízos para todos, ou para a esmagadora maioria dos que não têm meios de perceber a verdade e participar da cena como personagens ativos, não apenas como marionetes ou buchas de canhão.
Enquanto perdurar essa forma irracional e caótica de relação entre as duas fontes de maior poder no Estado, o jogo só trará vantagens para os iniciados e com acesso à cúpula desses poderes. Até que as riquezas que motivam toda essa movimentação se tenham esgotado, quando então haverá pouco o que fazer porque a Inês metafórica dessa peça já estará morta.
(Abril de 2008)