(Com informações de Jota Ninos)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Lota e Lotinha condenados a quase 30 anos de prisão
(Com informações de Jota Ninos)
Maria do Carmo descarta bater chapa com Ana Júlia, como se especula em Belém
Maria diz que ficará até o fim de seu mandato e depois retornará ao Ministério Público, de onde se encontra licenciada.
O Blog do Estado alertou que se Maria estivesse disposta a deixar a prefeitura para concorrer ao governo do estado, teria também de se afastar do Ministério Público, condição que parece ser desconhecida daqueles que, no âmbito interno do PT, cultivam essa possibilidade, agora descartada de vez pela prefeita de Santarém.
Ministério da Pesca cancela 10 mil carteiras de pescadores no Pará
Segundo uma fonte do setor, há um exagero no número de carteiras de pescador no estado do Pará. " Se formos dividir a produção de pescado catalogada pelo Ministério da Pesca e Sepaq pelo número de pescadores, a produção anual de cada um será de apenas 2 quilos de peixe, o que é irrisório", revelou. Por causa desta desproporção entre o número de pescadores e a produção de pescado artesanal é que o ministério resolver fazer uma checagem rigorosa nos cadastros.
Outra anomalia apresentada pelo cadastro dos pescadores é o número elevado do benefício do seguro-defeso. Em Santarém por exemplo, mais de 6 mil pescadores receberam o benefício este ano, mas a produção artesanal pesqueira é pequena. O mesmo acontece em Alenquer, onde mais de 10 mil pescadores são beneficiados. Com a medida, o ministro Gregolin espera "colocar um dedo no suspiro dos falsos pescadores".
Conselho de Saúde quer marcação de consulta de retorno no próprio Hospital Regional
Repórter
Uma das principais críticas do Conselho Municipal de Saúde ao modelo de funcionamento do Hospital Regional do Baixo Amazonas é o sistema de marcação dos retornos de consultas nas unidades básicas de saúde, obrigando o paciente, muitas vezes debilitado pela doença e pela luta para conseguir a cura, precisar voltar ao centro de saúde onde fez a marcação da consulta eletiva para também agendar o retorno.
Na última quarta-feira, os conselheiros se reuniram com o diretor do Hospital médico Hebert Mareschi, reivindicando que as consultas de retorno sejam reguladas pela própria Sespa e não mais pela secretaria municipal de Saúde de Santarém que, pela pactuação, é a responsável pela regulação das internações do Hospital Regional. Se atendido o pleito do conselho, esse retorno poderá ser marcado diretamente no HRBA, logo após a saída da primeira consulta ou cirurgia.
Foi o caso citado pelo neurocirurgião Eric Jennings. Ele relatou que um paciente que operou de hérnia de disco, saiu do regional com o dia marcado para retornar, mas foi informado que precisaria ir até oposto de saúde do seu bairro para marcar o retorno, assim como foi pactuado entre SESPA e SEMSA. O paciente estava no seu pós-operatório e foi informado que a consulta de retorno iria demorar muito, além da data que ele sabia. Mas se quisesse que ter a consulta marcada para logo, teria que pagar uma "ponta" para a atendente do posto. O paciente revoltado, pagou uma consulta particular com o Dr.Eric e contou o fato. O médico levou o caso até o Dr. Valter Sininbú, responsável pela central de regulação no município.
Hebert disse que a central de regulação concentra atualmente todo um acesso ao hospital regional e aos demais serviços, que está passando por ajustes e no decorrer do próximo dois meses (fevereiro e março) o acesso será facilitado muito mais rápido com agendamentos feitos pelo HRBA com a comunidade. O novo diretor do hospital regional, reconheceu que esses problemas precisam ser reparados e que os serviços ociosos são um exemplo do mau funcionamento do hospital. O diretor diz que o perfil do hospital é de alta e média complexidade .
64 casos de hanseníase em Santarém
Repórter
A hanseníase é uma doença infecciosa, de evolução crônica (muito longa) causada pelo Mycobacterium leprae, microorganismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. Embora seja uma doença antiga e a cura já exista, o preconceito ainda é muito presente. Dados da Secretaria Municipal de Saúde(SEMSA), aponta para 64 novos casos na cidade registrados em 2009, desses 31 paucibacilar (forma mais branda) e 33 multibacilar (forma mais avançada).
Para esclarecer a mais sobre a doença, a Dra. Francimary Leão, dermatologista, que atende hansenianos (pessoas com hanseníase) na URES, pelo programa que o Ministério da Saúde tem com a secretarias municipais e estaduais de saúde, explicou o que é a doença, como diagnosticar e qual o tratamento.
A dermatologista informa que quanto mais cedo o diagnóstico menor as chances de transmissão, a cura é mais rápida, as seqüelas são diminuídas. As seqüelas são resultantes dos casos mais avançados não diagnosticado precocemente. Elas podem apresentar-se como úlceras, deformidades, chegando até as neurológicas: atrofia dos nervos, o doente pode ficar com o "pé caído", mão em forma de "garra", na qual o paciente precisa de acompanhamento com fisioterapeuta.
Ela explica que, geralmente, os infectados são de um poder aquisitivo menor, isso não significa que uma pessoa de um poder sócio-econômico maior não tenha, mas é raro. A transmissão é feita por vias aéreas ou com o contato com a secreção das feridas de um paciente infectado que ainda não tenha sido tratado.
A doença apresenta basicamente quatro formas, ela pode começar com uma mancha branca que pode ser adormecida ou não, nem todos os casos de hanseníase, a mancha é adormecida; pode se apresentar como manchas vermelhas; como caroços no corpo, vermelhos e pode ser uma infiltração de toda a pele, como se a pele tivesse toda infiltrada de uma cor diferente. "Às vezes, muitos pensam que isso é tradução de saúde: uma pele rosada, corada toda infiltrada, mas não é", esclarece a doutora.
Um fator que precisa ser valorizado é o adormecimento de extremidades. Os sinais que precisam ser considerados são: o adormecimento de uma determinada área do corpo; queda de pêlos em determinada área do corpo; uma área do corpo que não esteja suando normalmente.
A orientação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. De um modo geral, os técnicos de saúde estão preparados.
A medicação é distribuída pela rede pública. Atualmente, são dois tipos de tratamento: o primeiro é tem duração de 6 meses para o s caso mais brandos da doença e o outro de 12 meses para os mais avançados.
Mensalmente, o paciente toma a medicação com uma dose administrada no posto de saúde e as demais doses em casa. A enfermeira explica que esse procedimento é preconizado pelo Ministério da Saúde para dar garantias ao paciente.
O tratamento garante a cura. De acordo com a doutora Francimary, os pacientes sentem uma melhora no aspecto da pele, significativa no primeiro mês, melhora cerca de 90% no aspecto das lesões, o que implica dizer que o tratamento não pode ser parado por conta disso.
Há também aqueles que apresentam reações ao tratamento, mas segundo a doutora, é apenas uma resposta dos microorganismos que estão sendo extinguidos do organismo. Nesse caso também o tratamento não pode ser descontinuado. A médica orienta que todas as reações sejam relatas ao médico que acompanha ao doente.
E em relação ao preconceito, a médica informa que, a partir do início do tratamento o ela de transmissão é cortado, ou seja não há risco de ser contaminado pela doença por alguém que esteja fazendo o tratamento.
Por isso a dermatologista diz que não precisa separar os objetos do doente, como prato, colher, copo, roupas e etc. "O recomendável é que todas as pessoas que tenham um contato mais próximo com o doente antes do tratamento sejam também acompanhados por especialistas, mas a partir do momento que o paciente inicia o tratamento não há com o que se preocupar", esclarece a doutora,
Quanto mais ajudar e proximidade dos familiares melhor, pois são fortalecedores da auto-estima do doente para o alcance mais rápido da cura.
Tem um MP (um pedra) no meio do caminho de Maria do Carmo Martins
Tudo porque, Maria está inelegível para as próximas eleições porque é membro do Ministério Público. Para concorrer a outra eleição - e não haverá terceiro mandato -, a prefeita terá que pedir afastamento definitivo do MP, hipótese que ela rechaça veementemente.
A decisão do STF que lhe garantiu a reeleição como prefeita de Santarém teve por base a tese do direito adquirido por sido eleita em pleito anterior, mesmo licenciada do MP. Para outra eleição, Maria terá que se afastar do Ministério Público.
Como tem pouco tempo no parquet, apenas 20 anos, Maria ainda não poderá se aposentar, nem por por idade.
O nome de Maria passou a ser ventilado como nome ideal para encabeçar as coligações com o PMDB e em meio às reações de tendências majoritárias do PT insatisfeitas com o anunciado desmonte da Casa Civil que, como todo mundo sabe, será ocupada pelo irmão da prefeita, Everaldo Martins Filho.
Sem identidade
Do Blog do Parsifal:
Quem vai até os órgãos estaduais responsáveis pela emissão da carteira de identidade, encontra um aviso desalentador: não há papel para emitir o registro geral.
O aviso diz ainda que o papel deverá demorar 20 dias para chegar.
Isto reflete falta de planejamento, ou falta de dinheiro. Ou ambas as hipóteses.
Em quaisquer dos casos, é uma singularidade lamentável para qualquer governo, cuide ele de gentes ou de serpentes.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Blog do Estado atinge 500 mil acessos esta noite
Esta noite, o marcador de registros se aproxima de 500 mil acessos em dois anos.
Encerrado. São Raimundo 1 x 0 Botafogo. Aos 48 minutos
Botafogo x São Raimundo, no estádio Engenhão.
São Raimundo 1 x 0 Botafogo. 42 minutos do segundo tempo
São Raimundo 1 x 0 Botafogo. 35 minutos do segundo tempo
Somália chute de longe e Labilá espalma para escandeio.
Maurício Oliveira perde gol feito. Bola bate na trave lateral direita e sai pela linha de fundo.
Renda: R$ 327.335,00
Público pagante: 12769
Credenciados: 1450
São Raimundo 1 x 0 Botafogo. 27 minutos do segundo tempo
São Raimundo 1 x 0 Botafogo, aos 22 minutos do segundo tempo.
Maurício Oliveira entra no lugar de Hallace, no São Raimundo.
Caio entra no lugar de Fahel, no Botafogo
Labilá salva gol em chute forte de Herrera. São Raimundo 0 x o Botafogo, 15 minutos segundo tempo
Ceará, na lateral, no lugar de Leandrinho.
No ataque, sai Del Curuçá. Entra Branco.
Começa segundo tempo. São Raimundo 0 x 0 Botafogo
Entra Somália. Sai Eduardo.
Encerrado primeiro tempo. São Raimundo 0 x 0 Botafogo
São Raimundo 0 x 0 Botafogo. 45 minutos do segundo tempo
São Raimundo 0 x 0 Botafogo. 42 minutos do primeiro tempo
Zaga corta a cobrança de Leandro Guerreiro.
São Raimundo 0 x 0 Botafogo. 36 minutos do primeiro tempo
Antônio Carlos, do Botafogo, recebe cartão amarelo por falta cometida em Del Curuçá.
Cobrança de falta levou perigo ao gol de Jeferson.
Torcida do São Raimundo delira com a boa atuação da equipe.
São Raimundo 0 x 0 Botafogo. 31 minutos do primeiro tempo
Fahel, do Botafogo, comete faltas duras, mas não recebe cartão amarelo.
Laterias Leandrinho e João Pedro apóiam as jogadas de ataque do São Raimundo.
Botafogo arma contra-ataques com Lúcio Flávio e Herrera.
São Raimundo 0 x 0 Botafogo. 22 minutos do primeiro tempo
Evair, do São Raimundo e Herrera, do Botafogo, recebem cartão amarelo.
São Raimundo 0 x 0 Botafogo. 5 minutos do primeiro tempo
São Raimundo ensaia jogadas ao ataque, em lances de velocidade.
Botafogo joga no contra-ataque.
Zagueiro Filho chuta de longe para boa defesa de Jeferson.
São Raimundo e Botafogo já escalados
Jeferson, Alessandro, Antonio Carlos, Fábio Ferreira, Marcelo Cordeiro; Leandro Guerreiro, Eduardo, Fael, Lúcio Flávio; Loco Abreu e Herrera.
Banco de reservas: Welington, Welington Jr, Somália, Diguinho, Caio e Junior
São Raimundo:
Labilá, Leandrinho, Filho, Evair, Carlão e João Pedro; Beto, Marcelo Pitbul, Michel; Halace e Del Curuça
Banco de reservas: Tiago, Ceará, Junior, Maurício Olveira, Tiago Neiva, Branco, Tarta
São Raimundo x Botafogo: Acompanhe aqui no Blog do Estado
Os jogadores do Botafogo já inciaram os trabalhos de aquecimento.
O jogo começa às 21 horas, hora local.
Maxi Jari, contundido, e Flamel, não regularizado junto À CBF, não jogam pelo São Raimundo.
Pisca-pisca continua em Santarém
Um desligamento na linha de transmisssão 230 kV da Eletronorte, em Altamira, foi a causa da interrupção no fornecimento de energia elétrica nas cidades de Santarém, Belterra, Itaituba, Trairão, Medicilândia, Uruará, Placas e Rurópolis, às 13h52. A energia foi normalizada às 14h17.
Sefa cobra IPVA acima da tabela fixada pelo Diário Oficial
O valor do IPVA desse ano, cobrado do proprietário do veículo foi de R$ 1.294,37 no boleto do DETRAN, mas o valor registrado no Diário Oficial do Estado é de R$ 1. 242,00. O vencimento do boleto era para 28 de janeiro. Para não ficar em débito, se obrigou a pagar.
O DETRAN informou que não sabe explicar a diferença porque o repasse dos valores do IPVA é feito pela SEFA. O DETRAN apenas gera o boleto.
Procurada pelo jornal, a coordenadora da SEFA em Santarém, Lana Cristina Silva estava em viagem para a capital. Miralva Silva, coordenadora substituta não soube explicar o porquê da diferença.
Foi feita uma consulta no sistema interno da secretaria e não foi constatada nenhuma pendência no nome do proprietário e nem referente ao veículo, uma vez que o imposto foi pago no prazo determinado. Miralva assegurou que iria repassar o caso a coordenação geral em Belém e buscar uma resposta concreta da secretaria. É a coordenação geral responsável pelos IPVAs do Estado.
O valor da diferença pode parecer irrisório em relação ao valor do imposto, mas se a prática for uma constante, a SEFA vai conseguir aumentar sua arrecadação de forma sutil, sem que os proprietários percebam.
Os proprietários precisam checar o valor cobrado pelo imposto de seu carro e verificar se realmente corresponde ao valor a ser cobrado.
Ana Júlia não vem assistir a São Raimundo x Botafogo
Era vontade da governadora assitir ao jogo São Raimundo x Botafogo, pela Copa do Brasil, a exemplo do que ocorreu, domingo, em Belém, quando a chefe do executivo prestigiou o Re x Pa.
Ana Júlia descartou sua presença hoje à noite no Barbalhão através de mensagem ao twitter do Blog do Estado.
Lira Maia acusa Zenaldo de tumultuar discussão do processo de plebiscito do estado do Tapajós
O deputado Lira Maia encaminhou nesta terça-feira(09) ao presidente Michel Temer um ofício rebatendo os fundamentos do requerimento apresentado pelo deputado Zenaldo Coutinho que solicitou que o projeto do plebiscito pela criação do Estado do Tapajós seja analisado pelas Comissões da Amazônia, de Meio Ambiente e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
Segundo Lira Maia, o que pretende o deputado Zenaldo é tumultuar um processo já pacificado pela Constituição, pela Legislação e pelo Regimento interno da Câmara dos Deputados. “O que se discute neste momento é o direito de consultar a população sobre a criação do novo Estado. O que o deputado Zenaldo quer é antecipar uma discussão de mérito que deverá ser travada num segundo momento, caso a população se manifeste pela criação do Estado do Tapajós. Neste momento, o mérito da discussão é a realização da consulta plebiscitária”.
Para Lira Maia, o deputado Zenaldo Coutinho tem sua posição firmada de ser contra a criação do novo Estado. Regimentalmente, somente a Comissão de Constituição e de Justiça tem que se pronunciar sobre a constitucionalidade da proposta, o que já ocorreu. “Não acredito que o entendimento do Presidente Michel Temer que é um constitucionalista, seja diferente do que determina a Constituição Federal e o Regimento Interno da Câmara dos Deputados. O que se discute neste momento é o direito constitucional e democrático da população poder se manifestar”, concluiu o deputado Lira Maia.
ALEPA instala Comissão de Estudos da Área de Livre Comércio de Santarém
- Deputado Alexandre Von (PSDB-PA)
- Deputado Antonio Rocha (PMDB-PA)
- Deputado Carlos Martins (PT-PA)
- Deputado Junior Ferrari (PTB-PA)
- Deputado Gabriel Guerreiro (PV-PA)
Em sua primeira reunião, destinada a instalar a Comissão de Estudos da ALCS, realizada nesta quarta-feira (10/02/2010) nas dependências da ALEPA, os membros da Comissão deliberaram pela escolha de seus presidente e relator, sendo indicados o deputado estadual Carlos Martins como presidente e o deputado estadual Alexandre Von como relator. De acordo com o Artigo 40 do Regimento Interno da ALEPA, a Comissão terá prazo de funcionamento de 40 dias, prorrogável, no máximo, por igual período.
Para o relator da Comissão de Estudos da ALCS, deputado Alexandre Von, esta é uma oportunidade ímpar para que a ALEPA aprofunde estudos e enriqueça o debate em torno da importância e da necessidade de o Estado do Pará também poder abrigar uma Área de Livre Comércio em seu território, a exemplo de outros estados da Região Amazônica.
(Fonte: Assessoria parlamentar)
"PEGAS" NA RUI BARBOSA SE REPETIAM ANTES DO ACIDENTE QUE MATOU JOVEM
A matéria completa você lê aqui.
MRN incentiva o carnaval consciente
O Carnaval de rua do Oeste paraense ganha mais uma vez um reforço no recado sobre a prevenção. Esse é o tema da campanha de conscientização produzida pela Mineração Rio do Norte durante o período do Carnaval. Além de spots de rádio veiculados nos municípios do Oriximiná, Terra Santa e Faro tratando sobre a saúde e a segurança dos foliões, serão distribuídas 5.000 ventarolas contendo dicas para que a festa seja aproveitada de forma consciente.
“Alinhada à sua política de Responsabilidade Social, anualmente, a MRN promove campanha voltada para prevenção de problemas comuns no período carnavalesco, com foco na saúde, segurança no trânsito e bem estar de seus empregados e comunidades vizinhas”, reforça José Haroldo Chaves Paula, gerente do departamento de Relações Comunitárias da MRN.
Feito advocatício
Editor do Jornal Pessoal
Os Cavalcante conseguiram realizar uma façanha: o filho sucedeu ao pai na presidência do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Alguma família já repetiu o feito na longa história da mais poderosa entidade classista do Brasil, que representa a elite ainda mais influente no país? Não vou pesquisar, mas não me lembro de nada igual. Ophir Cavalcante Júnior assumiu o cargo máximo da OAB nacional pouco mais de uma década depois do pai, Ophir Filgueiras Cavalcante, seguindo-lhe fielmente as pegadas ascensionais.
Ambos ocuparam a presidência da entidade estadual, fizeram carreira na representação federal e passaram ao topo depois de um árduo trabalho corporativo. Não foi tarefa fácil, apesar do critério adotado pela Ordem, de fazer rodízio entre as cinco regiões brasileiras. Assim, passou a atender as seccionais de todo país. Só que para a eleição de Ophir Júnior nem houve disputa: ele foi aclamado, só não unanimemente por causa da resistência inicial dos mineiros. Mas o suficiente para que a vez não fosse para o Amazonas, de onde saiu Bernardo Cabral, ou para qualquer outro Estado amazônico.
O fato foi muito comemorado entre advogados que também fizeram parte do revezamento no plano local. Mas não parece ter suscitado repercussão mais ampla, proporcional ao significado da empreitada dos Cavalcante. Talvez porque a OAB de presidentes como Raymundo Faoro, que se tornaram referência não só para as atividades corporativas de uma categoria, mas para a sociedade como um todo. Faoro foi jurista, além de um intérprete do Brasil definitivamente incorporado à bibliografia nacional. Há quanto tempo personagem de estatura equivalente ou aproximada não passa pelo alto da corporação dos advogados?
Botafogo escalado para enfrentar Pantera
Jefferson, Antônio Carlos, Fahel e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Herrera e Loco Abreu.
O técnico do São Raimundo, Flávio Barros, ainda não definiu a escalação do Pantera.
A partida começa às 21 horas(horal local).
Sema lança manual que define direito de uso da água no Pará
O engenheiro civil Fernando Fernandes, que há 12 anos trabalha na área hídrica, explicou que para o uso comercial da água, armazenamento em mananciais e demais modalidades, independentemente da quantidade a ser utilizada, o usuário deve estar com o documento em mãos (outorga ou declaração de dispensa). "É uma forma de saber a disponibilidade hídrica, ou seja, quanto tem e como pode ser utilizado de forma disciplinada, com vistas a futuras gerações", garante o consultor.
O documento estará disponível, em breve, a toda a sociedade, conferindo ao usuário o direito de utilizar os recursos hídricos de maneira ordenada e disciplinada.
Desde 2008, o governo do Estado emite outorgas para uso da água, e em 2010 a Sema se prepara para atender com mais eficiência aos usuários de recursos hídricos.
(Ascom/Sema)
Deficiente, aceitar ou mudar de cidade.
Seu nome pode ser João, Antonio, José, Luiz, não importa. O que conta é que êle é só mais um entre tantos brasileiros renegados, excluídos apenas e tão somente porque ele é um cadeirante. Como tantos outros deficientes vivendo em diversas outras cidades espalhadas por esse imenso País, você ele teve a infelicidade de ser cadeirante. E, o que é pior: em Santarém.
Se tal descriminação já existe nas demais cidades que possuem certa estrutura, imagine em Santarém que não possui o básico de qualquer cidade que é um Código de Postura devidamente inserido num Plano Diretor. Esses documentos inexistem em nossa cidade. Nossos dirigentes administram sem a necessidade de tais documentos. E justamente pela falta deles é que o deficiente não tem como exigir que seus direitos sejam respeitados. Aliás, como qualquer cidadão. A população inteira não dispõe de calçadas para transitar. Seja um pedestre dito normal, velho, novo, ou um deficiente físico, ou visual ou mesmo um cadeirante. Alias, em relação ao cadeirante, qualquer vilarejo deste País possui rampas de acesso para se atravessar de uma calçada para outra, obrigação contida na Constituição Federal. Mas, em nossa cidade isso de nada vale. Se as pessoas tidas como normais não se queixam de ter que andar pelas ruas já que inexistem calçadas em condições de trafegabilidade, aonde ou a quem os deficientes vão querer reclamar?
“Haja paciência, Sr. Antenor. O senhor e essa ladainha de novo de falta de calçadas, que deficiente não tem vez, bla, blá, blá. Esse seu discurso cansa. Literalmente enche o saco de ler sempre a mesma coisa“ E assim segue a vidinha nos conformes. De dentro do meu carro acompanho o trânsito lento numa das ruas do centro da cidade e ouço um buzinaço na minha frente. E ao conseguir avançar mais alguns metros, encontro à causa do buzinaço. E não consigo evitar pensar que a criatura que enfiou a mão na buzina e causou todo aquele barulho não deve ter sido gerado por mãe alguma. O desiluminado, o ensombreado de alma não teve paciência nem respeito ao próximo que tentava se locomover em sua cadeira de rodas (foto). E como as calçadas transitáveis são poucas e invariavelmente sem rampas, o alvo do buzinaço tentava pacientemente seguir junto ao meio fio até atingir seu objetivo que era o Banco (que, aliás, possui rampa de acesso). Mas, como subir na calçada? Obviamente, sua cabeça procurou entre os passantes uma alma caridosa que erguesse a sua cadeira e o colocasse à frente da porta do Banco. Feito isso, ele gentilmente agradeceu o seu condutor que continuou viagem. Ele se postou na rampa de acesso ao Banco e, mesmo antes de se preocupar com seu compromisso, já deve ter começado a sofrer pensando no seu retorno. que sabe bem ele, terá que ser realizado da mesma maneira: pedindo ajuda, sendo colocado no leito carroçável das ruas e se arrastando entre carros, motos e outros cidadãos de alma ensombrecida e enlameada para retornar a casa.
Tudo isso porque os dirigentes de nossa cidade, atuais ou antigos, nunca deram a menor atenção a esse contingente de pessoas que, por mais surpreendente que possa parecer, são cidadãos como todos os demais. Aliás, até são eleitores e votam embora nunca lhes sejam concedidos e respeitados os direitos de qualquer cidadão A despeito disso, eles heroicamente, buscam no dia a dia ir ao encontro dos seus ideais, seus sonhos, sua vida, independente de serem maltratados por quem por obrigação legal, moral e natural, deveria conceder a eles algo que a grande maioria não conhece ou não quer conhecer: dignidade.
Se já não bastasse o sofrimento e a luta por sobrevivência num mundo falso, hipócrita que não lhes concede oportunidade e ainda os olham com ar piegas e discriminatório, esses indivíduos ainda são obrigados a lutar na rua para atingir seus destinos. Os responsáveis por dirigir a cidade, secretários, secretárias, vereadores, vereadoras, deveriam todos os dias agradecer aos céus por terem nascido sem qualquer problema de ordem física. E mais, por poderem olhar seus filhos e saber que terão suas vidas normais e sem percalços. Diferentemente dos nossos João, Antonio, Jose, Luiz. Sem esquecer das nossas Maria, Antonias, Josefa, Luiza, que da mesma forma que os homens, bravamente fazem seu caminho. , Que o diga D. Zenilda, guerreira diária para atuar à frente de sua loja de artigos femininos.
Para coroar isso tudo, observa-se aquela vergonha de obra de acesso ao mezanino do mercado na orla da cidade com uma escada ridiculamente estreita e de degraus curtos, alijando os deficientes de modo geral e também às pessoas de idade e com dificuldades de locomoção via escadas. Fica a impressão que, por aqui, deficiente não tem vez. A solução é aceitar ou se mudar.
Fica o importante registro e um reparo: quem nasce com alguma restrição física não é deficiente e tampouco pode ser discriminado com pecha de “não normal”. Deficiência é a de caráter, essa que marca de forma indisfarçável e incorrigível a quase totalidade dos que se dizem responsáveis pelos destinos da cidade e do país. E isso não há de ser eterno.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Treino do Botafogo atrai 5 mil torcedores ao estádio de Santarém










Miguel Oliveira
O técnico Joel Santana comandou o treino-apronto do Botafogo para a partida desta quarta-feira, em Santarém(PA) pela Copa do Brasil, diante do São Raimundo, em ambiente mais que favorável ao time. Segundo o radialista Mianel Andrade(Rádio Rural), cerca de 5 mil torcedores botafoguenses compareceram ao estádio Barbalhão para ver o treinamento e incentivar a equipe alvinegra.
Joel não esconde o esquema tático do time para a estréia na Copa do Brasil e deve manter a escalação do Botafogo das últimas duas partidas disputadas pelo Campeonato Carioca, ao contrário do técnico do São Raimundo, Flávio Barros, que ainda não definiu o esquema do time santareno.
O São Raimundo, campeão Brasileiro da série D, está com o plantel remodelado para a temporada 2010. O Pantera perdeu o cérebro do time, o meia Luiz Carlos Trindade, o zagueiro Preto Marabá e o atacante Rafael Oliveira, autor do gol do título contra o Macaé, no ano passado.
No campeonato paraense, o Pantera ainda não conseguiu vencer e ocupa a lanterna do Parazão 2010. Das quatro partidas que disputou, o São Raimundo empatou duas e perdeu duas, e ainda demitiu o técnico Lúcio Santarém, que comandou a equipe na conquista do brasileiro da série D.
Flávio Barros promoveu treinos de portões fechados esta semana em Santarém após o regresso do time de Cametá. O treinador ainda tem dúvidas se vai manter o esquema 3-5-2, que o time vem adotando sob seu comando no campeonato paraense ou se fortalece a zaga, no esquema 4-4-2.
Segundo o treinador, a escalação da equipe só será conhecida minutos antes da partida, mas o São Raimundo não contará com o zagueiro Marabá e o atacante Max Jarí, contundidos.
Se o técnico optar pelo esquema 3-5-2, o recém-contratado Flamel, com rápida passagem pelo Flamengo, ficará no banco, para a manutenção de Evair na zaga, no lugar de Marabá. Se o time jogar no esquema 4-4-2, o técnico Flávio Barros promoverá a entrada de Flamel no meio-campo, ao lado de Beto, Marcelo Pitbul e Michel, recuando os laterais Leandrinho e João Pedro.
Cerca de 16 mil ingressos foram colocados à venda aos preços de 20 reais(arquibancada descoberta), 35 reais(arquibancada coberta) e 50 reais (arquibancada central).
O árbitro da partida será o brasiliense Wilton Pereira Sampaio.
Local: Estádio Jader Barbalho(Barbalhão)
Início: 20 horas (local)
Esquentando os tamborins
As perguntas (im)pertinentes do grupo Pajú sobre a invasão do Juá
Depois de ser desocupado o terreno localizado na rodovia Fernando Guilhon, algumas perguntas devem ser feitas aos órgãos executores das políticas públicas de meio ambiente:
Ana Júlia visita Itaituba amanhã
Às 10 horas ela assina acordo de cooperação técnica entre SEMA e DNPM, visando à mútua colaboração para agilizar a regularização das atividades de mineração, por meio da outorga de direitos minerários, o necessário licenciamento ambiental e as ações de fiscalização do setor mineral no Estado do Pará. A cerimônia acontece na sede a Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós, localizada na rua Nova de Santana, 380, Centro.
ÁS 11 horas a Governadora inaugura o INFOCENTRO da APAE. O infocentro terá 12 computadores ligados ao programa NavegaPará, e oferecerá cursos de informática básica, ferramentas para escritório e uso da internet e correio eletrônico para a comunidade. O infocentro fica localizado na Rua Por Deus de Lima, s/n, bairro Piracanã 2.
Às 12, lança a pedra fundamental de 930 casas do Programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Piracanã, e às 12:30 assina contrato para início da construção das casas, no Parque de Exposições de Itaituba.
Às 15:30 a governadora inaugura o infocentro do Rotary Club. Este infocentro contará com 12 computadores, e localiza-se na Av. Drº Hugo de Mendonça, s/n, bairro: Boa Esperança Rabelo.
Às 16:30, inaugura o infocentro do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, na Quarta Rua, nº1219, bairro: Jardim das Araras.
Seminf nega que Prefeitura use areia da serra da Matinha
Segundo Alba Valéria, desde 2005 que o Ministério Público proibiu a prefeitura de retirar areia e piçarra de outra serra, a do Índio. Desde então, a Seminf exigiu que as empresas contratadas pela prefeitura só adquiram material de áreas licenciadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente(Sema).
Atualmente, a prefeitura e as construtoras retiram areia e piçarra de uma área licenciada pela Sema na serra do Saubal.
Juiz Gabriel Veloso decreta prisão de seguranças do prefeito de Porto de Moz
O juiz Gabriel Veloso, titular da Comarca de Porto de Moz e que responde por uma das varas penais de Santarém, mandou para cadeia dois seguranças do prefeito daquele município que atiraram à queima-roupa em um funcionário do posto local da Adepará.
A dupla, estava em liberdade, apesar de ter sido presa em flagrante pela PM, mas contava com a complacência do delegado de polícia que nada fez para mantê-la atrás das grades.
Agora, o juiz Gabriel Veloso decretou a prisão preventiva dos dois seguranças, que já estão de volta à cadeia.
Seminf fará campanha educativa sobre coleta de lixo
O que é isso, ‘cumpanhêro’?
Dois dos cinco servidores acusados de fraudar o registro de ponto, Cecília Torres e Rafael Aun Ming, não têm vínculo com o Senado. São funcionários de confiança do senador José Nery (PSOL-PA).
Odebrecht e Carmago Corrêa enfrentam concorrência por Belo Monte
No Blog da Franssi:
Esta semana é decisiva na formação dos consórcios que disputarão o leilão da usina de Belo Monte. Desde quinta-feira, com as condições aprovadas pelo TCU, tem sido intensa a negociação entre as empresas e a atuação do governo federal para garantir a competição contra o consórcio liderado por Odebrecht e Camargo Corrêa. O governo federal está usando não só os fundos de pensão como também o BNDES.
Os autoprodutores - que são os grandes consumidores -, ficarão com até 20% da energia e assim ganharam poder de negociação, já que só com sua participação no consórcio é possível que 30% da energia da hidrelétrica seja vendida a um preço diferente do que será negociado no leilão. A negociação caminha para que fechem acordo a R$ 90 o MWh. Os outros 10% da energia seriam vendidos livremente e os 70% dentro do preço-teto.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Brasiliense apita São Raimundo x Botafogo
A escala foi divulgada na tarde desta segunda-feira pelo Departamento de Árbitros da CBF.
Qual futuro do IDESP?
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
Menos de dois anos depois de ter sido recriado, o Idesp atravessa nova crise, comparável à que levou à sua extinção súbita e violenta, em 1999. Os petistas podem repetir o erro dos tucanos, que antes condenavam: submeter a pesquisa à política, sufocando a verdade.
José Raimundo Trindade assumiu a direção do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), no dia 26 de janeiro, com uma proposta inovadora e até mesmo audaciosa: depois da solenidade formal de posse, abriu o primeiro diálogo com a sociedade sobre o tema de trabalho da instituição, o desenvolvimento. Convidou para inaugurarem a prometida série um legítimo representante da academia, o economista Francisco de Assis Costa, com largo e intenso currículo de estudos sobre a Amazônia e o Pará, e a mim, como acompanhante cotidiano da história da região e crítico dos governos, inclusive o do PT, do qual ele faz parte.
Lamentei que o diálogo não tenha sido estabelecido com o presidente anterior do Idesp, Peter Mann de Toledo. Ele foi um incômodo ausente na solenidade, que consistiu em posse, mas não em passagem de cargo, como teria que ser se houvesse harmonia ou pelo menos entendimento entre quem sai e quem entra. Daí todas as especulações, inclusive na imprensa, de que algum estudo recente do Idesp (como sobre o PIB, que confirmou o atraso do Estado) tenha desagradado ao governo. Ou simplesmente que o órgão também foi engajado na campanha pela reeleição de Ana Júlia Carepa, para ser “instrumentalizado”, como se diz no meio político. A iniciativa democrática pelo diálogo seria apenas fogo de artifício para esconder o que virá depois.
O secretário de governo, Edilson Rodrigues de Sousa, tratou logo de desmentir as insinuações e o novo presidente assegurou suas convicções pluralistas e o compromisso de trabalhar a sério, em favor do melhor planejamento das políticas públicas. Suas palavras foram acatadas e ressaltadas, mas é a prática que as confirmará ou desmentirá. Nem haveria especulação, ou ela logo se revelaria infundada, se a transição tivesse sido tão dialogal quanto a assunção da nova direção do Idesp, o que não aconteceu.
O próprio secretário e outros integrantes do governo declararam de público que a mudança foi motivada por razões políticas, embora imaginando fazê-las aceitar como “alta política”. Mas política com P maiúsculo se faz com bons resultados específicos, de cada competência. A do Idesp é fazer pesquisa – e foi justamente com esse compromisso que o paulista Peter Toledo assumiu a presidência do instituto e se pôs a trabalhar. Mas nunca contou com a estrutura mínima para formar quadros (por concurso), um orçamento decente e sede própria, que depende de morosa obra de restauração de um palacete de valor histórico (da família Faciola) no centro da cidade.
Depois de deixar a direção do Museu Emílio Goeldi, fazendo de sua vice-diretora, Ima Vieira, sua sucessora (e ela também conseguir a aprovação do nome que indicou, Nelson Gabas Jr.), e de uma carreira como pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Peter não se enquadrou no modelo que parece ter sido imaginado pelo dito “núcleo duro” da administração estadual. Foi tratado a pão e água, fritado e, quando, ainda assim, resistiu a pedir sua demissão, demitido – com detalhes que não honram quem o afastou do cargo (incluindo a versão de que o ato foi conseqüência de iniciativa do próprio Peter, que meses antes, quando a mãe ficou gravemente doente e morreu, pedira seu afastamento, mas decidiu prosseguir, consumada a perda familiar). O desfecho dessa ópera bufa foi bizarro.
Tornou-se inevitável comparar o final do Idesp, em 1999, sob o tucano Almir Gabriel, com o seu renascimento, em 2008. Quando Afonso Chermont, o então diretor, chegou à sede do instituto para começar seu trabalho, soube, pelo Diário Oficial, que estava demitido – e o primeiro órgão estadual de planejamento do país, criado em 1966, extinto. Franz Kafka não teria imaginado situação mais surreal. Como na metamorfose kafkiana do inseto, Afonso se viu transformado subitamente em nada. E como é que o súbito nada podia se entender com seus interlocutores da véspera, inclusive os que, naquele mesmo momento, aplicavam recursos seus no Idesp, imaginando que a ciência é feita sob um terreno mais sólido, insuscetível à mudança de humores do chefe do governo?
A decisão de extinguir o instituto foi tão avassaladora que não deu nem tempo para as formalidades e gentilezas: foi uma autêntica intervenção cirúrgica – de emergência e, por isso, a frio, com todo trauma decorrente desse método. O órgão não estava sendo punido por suas falhas ou lacunas evidentes, mas justamente por ainda conseguir cumprir uma das suas funções: fornecer informações à sociedade. No caso da sucumbência idespiana, estatísticas que revelavam a incapacidade do governo de cumprir um dos seus compromissos de campanha, apresentado em 1996, e a ser renovado em 2000: criar 400 mil novos empregos no Estado. Pelo contrário, o saldo era negativo.
Ao invés de mudar a realidade, o mais fácil e tentador é escondê-la. Assim, mais uma vez o mensageiro das más notícias foi sacrificado pelo destinatário furioso – e com poder de causar a morte. Com um golpe de bisturi, o governador-médico Almir Gabriel eliminou a criatura que não se acomodava ao seu modo autoritário de comandar a máquina pública estadual. Na posse de José Raimundo, o secretário de governo admitiu a história como hipótese, como lenda. Mas os fatos ainda são muito recentes e estão minuciosamente documentados nas edições deste jornal da época para que já possam ser abrangidos pelo vasto manto brumoso da mitologia.
Também deviam ser consideradas mitológicas as interpretações sobre uma nova sanção aplicada ao Idesp justamente pelo governo que o ressuscitou, também insatisfeito em conviver com uma parte do seu corpo que não se conformava ao todo, à ordem unida imposta sobre a totalidade do governo para a tarefa – nada fácil, mas também nada impossível – de garantir a continuidade de Ana Júlia. A se confirmar esse entendimento, será mais uma ironia da história: os petistas repetem os tucanos nas práticas que antes condenavam.
Os discursos da “refundação” do Idesp em 2008 tocaram em dois pontos nevrálgicos que ocasionaram sua morte e são vitais para a sua perenidade. Na ocasião, a governadora, que comandou pessoalmente a solenidade, disse que o PT encontrou o governo sem informações. As decisões eram tomadas à base do conhecimento empírico. Mas que, a partir daquele momento, o Idesp seria um órgão mais da sociedade do que do governo.
Se fosse assim, não teria sido necessário demitir o dirigente do órgão, afastado por razões políticas e não administrativas, técnicas ou científicas. Se fosse a boa política, a transição teria sido pacífica, normal. A governadora teria feito questão de estar presente ao ato de demissão, seguido da posse, diante do público. O chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, o personagem mais citado nas conversas de bastidores, como o articulador da troca, compareceria para negar a veracidade das versões, abraçar o ex-colega de governo, prestigiar o novo cargo assumido pelo ex-secretário da Fazenda e afastar as maledicências sobre seu jeito maquiavélico de agir para se eleger deputado federal, fortalecendo sua vertente política.
Dois anos depois, o cidadão que devia estar à frente dessa trajetória foi colocado de lado, sem qualquer explicação pública, e outro cidadão posto em seu lugar, com a reiteração dos compromissos, que já deviam ter se materializado, mas que travaram na falta de apoio superior e se desviaram para caminhos ínvios pelas barreiras colocadas no caminho. A abertura do diálogo foi importante, mas não faz a remissão do erro nem é garantia do acerto. Agora, mais do que falar, é preciso fazer – e o que é também irônico: não o que foi feito recentemente, até criar a mais nova crise no Idesp.