domingo, 18 de abril de 2010

Belo Monte será modelo, diz Ana Júlia



‘Roubem nossas histórias’


De como um site de conteúdo livre e uma médica que gosta de escrever ganharam o prêmio máximo do jornalismo

Comemoração. O staff do ProPublica faz festa para a ganhadora do Pulitzer, Sheri Fink. Sem fins lucrativos, a redação de 32 repórteres espera que o prêmio aumente as doações

Quando chegou à sede da redação do ProPublica na terça-feira, Sheri Fink logo se deu conta de que aquele não seria um dia normal de trabalho. Ela mal aterrissara no 23º andar do prédio de esquina da Broadway com a Exchange Plaza, em Manhattan, e já era alvo de uma penca de pedidos de entrevista. Habituada ao ofício de repórter, sentia-se um tanto desconfortável naquela estranha inversão de papéis.

Na véspera, a Universidade Colúmbia, como em todo mês de abril desde 1917, havia anunciado os ganhadores da edição do mais importante prêmio da imprensa americana: o Pulitzer. Na lista dos vencedores de 2010 da categoria reportagem investigativa, a matéria premiada de Sheri chamou atenção pelo ineditismo. Foi a primeira vez que uma organização de mídia digital recebeu o prêmio batizado em homenagem ao editor Joseph Pulitzer, que no testamento deixou fundos para que Colúmbia laureasse exemplos de excelência na imprensa.

O Pulitzer de Sheri foi para a reportagem As Escolhas Mortais no Memorial, em que reconstrói o dilema da cirurgiã Anna Pou na manhã seguinte à destruição provocada pelo furacão Katrina em New Orleans. O Memorial Medical Center ficou cercado de água e a única escapatória era pelo heliponto. Feita a triagem, os pacientes com mais chances de sobreviver foram os primeiros a serem retirados. Para muitos dos doentes em estado mais grave, a espera pelo resgate seria fatal, avaliou a doutora Pou. Um ano depois do episódio, Anna Pou, com duas enfermeiras, acabaram presas. Anna foi acusada de mandar aplicar injeções de sedativos morfina e midazolam em 17 pacientes do hospital, causando a morte de pelo menos 4. Durante dois anos e meio, Sheri acompanhou o caso, que motivou intenso debate nos EUA sobre a ética dos profissionais da saúde durante desastres. Anna Pou foi absolvida por júri popular.

Sem copyright. O site não cobra nada para a publicação de suas reportagens. Foto: Reprodução

"Não podemos deixar que médicos sejam postos nessa situação", diz a repórter de 41 anos, também formada em medicina pela Universidade Stanford. Tendo vivido situações de estresse semelhantes à da personagem central de sua matéria, Sheri tem ligação profunda com o tema. Durante anos alternou seu trabalho de jornalista free-lancer com o dos meses que integrava as tropas da organização humanitária International Medical Corps, na qual prestou serviços em Kosovo, Chechênia, Afeganistão e Iraque.

A decisão de se tornar jornalista veio no ano seguinte ao da graduação médica, em 1998, quando partiu para a Bósnia com a intenção de narrar a história de uma equipe de jovens médicos que, encurralados no fogo cruzado entre sérvios e bósnios, eram atormentados diariamente por decisões da mesma natureza moral da doutora Pou.

No hospital-bunker de Srebrenica, Sheri conheceu o cirurgião bósnio Nedret, que cruzava campos minados para atender os feridos que não conseguiam chegar ao hospital. Outro idealista, Eric, acreditava que os Médicos Sem Fronteiras poderiam impedir o genocídio de 8 mil bósnios. Suas histórias foram reunidas por Sheri durante cinco anos de pesquisa e resultaram na publicação, em 2003, de War Hospital: A True Story of Surgery and Survival, pelo qual ela recebeu o Special Book Award 2004 da Medical Writers Association. Sheri era exatamente o que procuravam os fundadores do ProPublica enquanto garimpavam os nomes para a equipe inicial do site.

Fundado em 2008, o ProPublica não tem fins lucrativos. O site surgiu da confluência de interesses do então editor-executivo do Wall Street Journal, Paul Steiger, que estava preocupado com o efeito da crise financeira da imprensa sobre a qualidade do jornalismo das grandes redações, e do casal de banqueiros da Califórnia Herbert e Marion Sandler, que desejava doar US$ 10 milhões para um projeto na área de mídia. Graças aos Sandlers, o site tem suas finanças garantidas até 2012. Outras fundações, como a MacArthur, Atlantic, John S. James e L. Knight, também são colaboradoras.

A ideia defendida por Steiger era a de que, em tempos de escassez financeira, os primeiros jornalistas a serem demitidos são os repórteres investigativos, que não produzem conteúdo diário e cujas matérias são as que saem mais caro. Steiger convidou, então, Stephen Engelberg, que em seus 18 anos de New York Times, tinha se especializado em coordenar reportagens investigativas de fôlego. Juntos, conceberam o ProPublica.

Com o objetivo de privilegiar reportagens de "clara importância moral" e claro interesse público, o ProPublica traz à luz histórias que revelam a exploração dos mais fracos e as falhas dos detentores do poder. "Para a democracia funcionar, precisamos de jornalismo de qualidade. É nisso que acreditamos", diz Sheri, traduzindo o ideário dos demais 31 jornalistas que com ela fazem o site.

Outros dois repórteres do ProPublica também chegaram à final do Pulitzer, mas na categoria jornalismo de serviço público. Tracy Weber e Charles Ornstein investigaram as falhas do Estado de Indiana em adotar medidas disciplinares com cem enfermeiras acusadas de romper com a ética da profissão. Uma delas chegou a ameaçar uma colega de trabalho com uma faca e nada foi feito. Sobre o sucesso de seus profissionais, o editor Paul Steiger escreveu: "Este é o sinal de que nossa organização sem fins lucrativos pode fazer uma significativa contribuição para a necessidade de informação do povo americano em uma era de mudanças explosivas nos jornais".

O futuro. O Pulitzer do ProPublica é crucial para mudar a forma como os publishers pensam o jornalismo, pois "as velhas maneiras já não funcionam", acredita o americano Philip Meyer. Professor de jornalismo da Universidade da Carolina do Norte e autor de Os Jornais Podem Desaparecer?, ele dedicou a carreira ao desenvolvimento do jornalismo de apuração mais sofisticada, usando estatísticas e bancos de dados com informações públicas. Seu livro Precision Journalism, de 1973, foi o primeiro a idealizar reportagens produzidas com o auxílio de computador. Meyer preconiza que os jornais tendem para uma forma híbrida: "Ainda existirá o impresso, mas talvez apenas semanalmente; a maioria dos leitores optará pelo jornalismo online".

Membro do conselho do site PatchNews, que cria jornais virtuais voltados para pequenas comunidades nos subúrbios, alimentados pelos próprios moradores, Meyer acredita que o futuro do jornalismo passará inevitavelmente pelo trabalho do "repórter-cidadão". Esse garimpeiro de informações é "o cara no café com seu laptop", descreve ele. "O repórter-cidadão faz isso pelo bem da comunidade, mas também porque acha divertido e porque quer poder." No entanto, precisam ser supervisionados por jornalistas profissionais, que filtram o conteúdo dos veículos virtuais.

O Patch só contrata jornalistas com diploma. "Veja que ainda há empresas que pensam dessa maneira", diz Meyer. Para ele, no entanto, não há necessidade de graduação em jornalismo e a melhor maneira de fortalecer a categoria é por meio de associações profissionais independentes, que determinem um sistema próprio de certificação. Os jornalistas terão de ser bons não só em jornalismo, acredita o professor. Seguindo o exemplo de Sheri Fink, eles terão de ser pessoas especializadas nas áreas em que desejem atuar, sendo também médicos, engenheiros, cientistas políticos.

Conteúdo livre. Além de sair no ProPublica, a matéria de Sheri foi publicada na edição de agosto de 2009 da New York Magazine. Pelo caráter não lucrativo do site, veículos que queiram usar seu material podem fazê-lo sem pagar nada por isso. "Roubem nossas histórias", sugere o site. As matérias são licenciadas pelo modelo contratual do Creative Commons, permitindo o compartilhamento gratuito do conteúdo, desde que com o devido crédito. O site trabalha com cerca de 50 parceiros, entre eles The New York Times, The Washigton Post, USA Today, 60 Minutes e Los Angeles Times.

"Grandes jornais estão desesperados por investigação de qualidade, mas não querem pagar por isso", diz Meyer. "O ProPublica usa o meio tradicional de mídia porque lhe dá maior credibilidade", finaliza. "Se alguém tinha dúvidas sobre nós, agora elas foram apagadas", comemora o diretor de comunicações, Mike Webb, contando como o Pulitzer de Sheri teve um efeito positivo sobre a redação e deve facilitar as arrecadações de fundos de agora em diante.

(O Estado de São Paulo)

sábado, 17 de abril de 2010

Alter do Chão, o paraíso é aqui

Bajara rasga os últimos raios de sol deste sábado, em Alter do Chão.
Foto: Rejane Jimenez

Governo e Senado são as opções de Jader para 2010

Diário do Pará

Governo e Senado são as opções de Jader para 2010
Jader discursou com afagos aos aliados e recados aos adversários

O presidente do PMDB no Pará, deputado federal Jader Barbalho, quebrou ontem o silêncio e deu pistas sobre os planos dele para as eleições deste ano. Durante inauguração de um restaurante popular em Ananindeua, Barbalho confirmou que será candidato ao governo ou ao Senado. “Serei candidato a um cargo majoritário, com certeza. Não vou atrapalhar o pessoal da eleição proporcional”, brincou, afirmando que a decisão sobre qual dos dois cargos concorrerá será tomada “pelo partido em momento oportuno”.

Durante o evento, o peemedebista fez um discurso com afagos aos aliados e recados aos adversários. Reforçou a decisão do PMDB de apoiar a candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República; elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não fez qualquer referência à governadora Ana Júlia Carepa. Entre os petistas do Pará, apenas o deputado federal Paulo Rocha e a vice-prefeita de Ananindeua, Sandra Batista, foram citados.

Numa referência a petistas que têm feito críticas ao PMDB, Barbalho disse lamentar a atitude dos que, segundo ele, não passaram pela universidade da vida e, por isso, não sabem fazer política sem tentar diminuir os aliados. “Quem quer crescer tem que aprender a somar. Lamentavelmente, tem gente que não aprendeu com o presidente Lula que, mesmo sem doutorado na Itália ou em outro lugar, aprendeu com os movimentos populares”, disse, para em seguida afirmar que todas as “obras importantes em andamento no Pará só estão sendo feitas, graças ao governo federal”. Entre os críticos de Barbalho está o ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, que fez doutorado no

exterior e cursos na Itália.

DECLARAÇÕES

O deputado foi indagado sobre as declarações do deputado Zé Geraldo que afirmou estarem os petistas “perdendo a paciência com o PMDB”. Jader deu de ombros. “Ele fez declarações?”. Ao ser confrontado com o fato de Geraldo ter anunciado que o peemedebista é contra a reeleição da governadora, ironizou: “Eu não tenho porta-vozes e se tivesse com certeza não seria ele (o deputado petista)”.

Apesar das críticas, o deputado garantiu que “não há diálogo interrompido”. Admitiu, contudo, que o PMDB ainda não decidiu que caminho tomar nas eleições. “Mas qualquer que seja vai ser um caminho que indicará o futuro do Estado”. Barbalho encerrou o discurso com a plateia gritando “governador, governador”.

Nas 24 horas que passou em Belém, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez malabarismos para afagar a todos os aliados num claro esforço para manter a unidade em torno da candidatura de Ana Júlia. A missão não tem se mostrado fácil. Pela manhã, Padilha se reuniu com o prefeito de Belém, Duciomar Costa, do PTB, partido que nacionalmente negocia apoio a Dilma Rousseff e, no Pará, tem dado mostras de que poderá ter candidatura própria ao governo.

Após o encontro com Duciomar, foi a vez de afagar o PMDB, maior partido da base aliada do governo Lula, mas que tem dado sinais de que poderá não apoiar Ana Júlia. No evento em Ananindeua, o ministro não poupou elogios ao prefeito Helder Barbalho e saudou o presidente do PMDB, Jader Barbalho, como “grande amigo do presidente Lula”.

Jornalismo ou propaganda política?

Rogério Faria Tavares

Se você quiser informar-se corretamente sobre as eleições, acompanhe com olhar bastante atento e crítico a cobertura política providenciada pelos meios de comunicação social sobre o tema. Quase sempre influenciada pela paixão ideológica ou, em diversas circunstâncias, irremediavelmente comprometida por ela, a atuação da mídia deve ser vista com prudente distância e uma dose razoável de ceticismo. Refém da preferência (ou da repulsa) por partidos e até mesmo por pessoas, boa parte da imprensa terá grandes dificuldades para desempenhar o ofício de reportar, com sobriedade e lucidez, os eventos relacionados ao pleito de outubro.

Defensores aguerridos de uma visão de mundo, de um determinado projeto para o país ou simplesmente sócios eventuais de grupos de interesses, expressivos segmentos da imprensa certamente acolherão recomendações tácitas (em alguns casos, até expressas) dos estrategistas de marketing de certos candidatos ou de seus formuladores políticos, e acabarão por transformar-se em agentes encarregados de definir o ângulo de abordagem dos acontecimentos, criar escândalos, fomentar falsas polêmicas, definir os protagonistas e os coadjuvantes, estigmatizar personagens, disseminar versões e boatos e, sobretudo, de omitir fatos e números que prejudiquem seus amigos ou que beneficiem seus adversários.

Ainda que não surpreenda, essa constatação é dolorosa e produz um grande desalento, já que a presença independente e equilibrada da imprensa na vida social é decisiva para o sucesso do sistema democrático e não deveria ser considerada algo utópico ou romântico. O fato é que, no Brasil, numerosas práticas que se apresentam como jornalismo, são, na verdade, propaganda política. O seu caráter pernicioso é indiscutível. Os danos que provocam são graves. Sendo assim, o que fazer para prevenir-se em relação a elas? Seguem algumas sugestões...

1. Nunca deixe de conferir o expediente do jornal e das revistas ou a seção "quem somos" dos sites e blogs que você freqüenta. Preste atenção na ficha técnica do telejornal ou do noticiário radiofônico de sua preferência. Veja quem está no comando. Procure saber os antecedentes dos responsáveis pelos órgãos de comunicação. Pergunte sobre eles para alguém em quem você confia e que pode ter referências seguras a respeito dos profissionais em questão. Tente, em prospecção cuidadosa, conhecer melhor o pensamento e o comportamento de tais pessoas.

2. Despreze as matérias anônimas. Combata as denúncias sem assinatura e as notícias que circulam sem autoria conhecida e confirmada. Certamente são peças fabricadas por candidatos e partidos ou por militantes de má-fé. Atualmente, existem até empresas especializadas nas técnicas da calúnia, da injúria e da difamação, sobretudo pela internet (algumas delas, contratadas para fazer a campanha eleitoral que se aproxima, já estão em plena atividade).

Reúna energia! Vale a pena

3. Investigue as posições adotadas pelo jornal, pela revista, pelo site ou blog, ou pela emissora de televisão ou rádio em relação aos candidatos e a seus partidos nos últimos anos. Qual tem sido a postura padrão empregada para tratá-los? Que tipo de avaliação merecem em seus editoriais? Construa uma pequena série histórica a respeito. Não dá tanto trabalho e pode ser de uma utilidade incrível, revelando animosidades ou preferências que resultam, antes de tudo, de alianças históricas ou de oposição consolidada ao longo do tempo.

4. Para entender melhor o que dizem os veículos de comunicação, procure descobrir se os seus proprietários ou diretores foram prejudicados ou beneficiados pelos candidatos ou partidos participantes das eleições. Contratos, empréstimos, favores... tudo isso é vital para compreender o sentido do conteúdo jornalístico que editam.

5. Consulte regularmente vários veículos de comunicação. Não se restrinja a um ou dois, ainda que você não disponha de tanto tempo nem de muito ânimo para tal tarefa. Não recorra apenas a publicações editadas por duas ou três empresas. Diversifique. Inclua em seu cardápio veículos regionais, especializados, comunitários, religiosos, estudantis ou sindicais. Reúna energia! Vale a pena. Afinal, as eleições só ocorrem de vez em quando.

Uma conquista da democracia

6. Compare os veículos: levante as semelhanças e as diferenças entre eles. Comece a perceber a escolha das pautas, as omissões, as contradições, as inconsistências, as ênfases. No caso de jornais, revistas, sites e blogs, observe também os aspectos gráficos e a diagramação com que se apresentam. Como estão dispostas as notícias, em que ordem, de que tamanho?... Quem ganha a capa? E as manchetes? Quem aparece bem nas fotos? Fique atento: não acredite facilmente no que mostra a mídia sem que você a submeta ao seu controle rigoroso de qualidade. Lembre-se de que ela tem objetivos que não são necessariamente os de atuar com equilíbrio e serenidade ou de deixar você bem informado.

7. Vá às fontes mencionadas na notícia. Hoje em dia, praticamente todos os partidos e candidatos têm seus próprios espaços na internet e se comunicam diretamente com o cidadão. Ouça o que eles têm a dizer, sem a mediação da imprensa. O recurso a esse expediente se torna ainda mais importante se a notícia veiculada nos meios tradicionais embute algum ataque à honra ou à dignidade de alguém. Infelizmente, será muito difícil saber o que a "vítima" tem a dizer sem que você recorra aos canais de comunicação que ela mesma organizou (ela pode ter sites ou blogs em que fatalmente exporá suas razões). No Brasil, o instituto do direito de resposta, ainda que previsto pelo artigo 5º da Constituição Federal, é de concretização lenta e trabalhosa e depende da celeridade, da coragem e do rigor de uma Justiça com que não se pode contar.

8. Sempre que possível, assista ao horário eleitoral gratuito na televisão ou acompanhe o programa pelo rádio. Não o rejeite. Ele é conquista da democracia e dá a todos chance justa de divulgar seu ideário político.

Preço pela negligência é muito alto

9. Acompanhe, sobretudo, os debates entre os candidatos. Comente com seus amigos, familiares e colegas de trabalho o que você achou de cada um deles.

10. Vá a comícios, reuniões, conferências. Pergunte diretamente aos candidatos o que você considera importante. Converse muito sobre as eleições com as pessoas do seu círculo de relacionamento. Troque idéias. Proponha questões. Crie oportunidades de reflexão coletiva. Aja com a mente aberta, sem preconceitos, com predisposição para surpreender-se e aprender.

Finalmente, mantenha sempre muito clara a noção de que a política é parte importantíssima da vida em sociedade e, por isso, jamais deve ser deixada de lado. O preço que se paga por uma atitude negligente é muito alto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

TRF: hidrelétrica não representa perigo aos índios

Desembargador diz que não há 'perigo eminente' com a emissão da licença para Belo Monte

O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, desembargador Jirair Aram Meguerian, que cassou hoje a liminar que suspendia o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, disse que não há perigo iminente para a comunidade indígena, uma vez que a emissão da licença prévia e a realização do leilão não implicam na construção imediata da hidrelétrica de Belo Monte. Este foi o argumento usado por ele, segundo nota distribuída nesta tarde pelo TRF, para cassar a liminar que, além de suspender o leilão, também anulava a licença prévia ambiental para a construção da usina.

Ele argumentou ainda que, se o leilão não fosse realizado na data prevista, que é a próxima terça-feira (dia 20), isso traria "graves prejuízos à economia pública, pois é conhecida a deficiência de energia elétrica no País". A decisão do desembargador foi tomada mediante uma análise breve, segundo a nota. "A não conclusão do empreendimento levaria o governo a procurar outras fontes de energia tais como a termelétrica, mais cara e mais poluente". O TRF não divulgou a íntegra da decisão.

(Agência Estado)

Posição de Zé Geraldo não reflete a opinião do PT

Principal articulador político do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, não quis comentar as declarações do deputado federal petista Zé Geraldo com críticas ao PMDB do Pará. Deixou claro, contudo, que a opinião do parlamentar não representa o Partido dos Trabalhadores (PT), tampouco o governo de Ana Júlia Carepa.

“Não vou avaliar declaração de deputado de partido A ou B. A governadora tem um coordenador político novo, o chefe da Casa Civil, Everaldo Martins. É ele quem conduz a ação política do governo e o PT tem um presidente estadual (João Batista). Eu ouço essas pessoas. Para mim, são elas que falam em nome do governo e do PT do Pará”, disse Padilha, que desembarcou ontem em Belém para uma série de compromissos, entre eles a inauguração de um restaurante popular no município de Ananindeua, encontros com os prefeitos Helder Barbalho e Duciomar Costa e com a governadora Ana Júlia Carepa.

Em pronunciamento feito ontem pela manhã na tribuna da Câmara Federal, o deputado petista disse que as lideranças do PT “estão perdendo a paciência com o PMDB” que, segundo ele, está emperrando a aprovação de quase R$ 700 milhões em empréstimos ao governo prejudicando assim a reeleição de Ana Júlia.

Padilha disse não acreditar que as articulações que têm atrasado a aprovação do empréstimo sejam fruto de disputa eleitoral. “Eu acho que os deputados querem maiores esclarecimentos. Estão dialogando com o governo do Estado e torço para que estejam à altura do volume de recursos que o governo federal quer liberar para o Pará”.

Padilha repetiu que ainda trabalha pela aliança do PT com o PMDB no Estado e disse ter esperanças de que os dois vão caminhar juntos desde o primeiro turno. “Ao presidente Lula interessa que todos os partidos da base aliada estejam juntos aqui no Pará. Essa é a melhor forma de ganhar a eleição e dá uma grande vantagem de votos à candidata Dilma Rousseff, além de garantir a reeleição de Ana Júlia.

Indagado sobre a declaração de Zé Geraldo de que o PMDB estaria trabalhando contra a reeleição de Ana Júlia, o ministro disse entender que os movimentos dos peemedebistas no Estado que têm feito críticas ao governo fazem parte do momento político de formação das chapas.

O deputado federal Paulo Rocha (PT) afirma que o colega Zé Geraldo “está destoando da posição partidária”. E ressaltou que as declarações de Geraldo não representam o partido. “É uma opinião individual. O PT tem decisão de buscar a unidade política”. Rocha negou que tenha pensado em desistir de concorrer ao Senado. Disse que a candidatura está “fortíssima”. “Essa é a estratégia política definida pelo PT há um ano”. Zé Geraldo admitiu que não fala institucionalmente em nome do governo e do PT, mas afirmou que suas declarações refletem o pensamento de lideranças da legenda.

>> Para Parsifal, declarações são “erro de cálculo”

Líder do PMDB na Assembleia Legislativa, o deputado Parsifal Pontes classificou a acusação de Zé Geraldo de que o PMDB estaria impedindo a aprovação de autorizações de empréstimos ao governo de Ana como resultado de “um erro de cálculo”. “O PMDB tem 7 deputados de um total de 41. Se fosse apenas o PMDB que não quisesse aprovar, o governo já o teria feito”. Em trecho do discurso que não chegou a ser lido na tribuna, mas foi entregue à presidência da Câmara para que “recebesse ampla divulgação”, Zé Geraldo diz que o PMDB usufrui do governo, mas não ajuda. O texto foi divulgado no site e ontem à noite Geraldo informou que passaria cópia aos prefeitos e lideranças no Estado.

Parsifal negou que o PMDB seja contra os empréstimos. Segundo ele, a legenda tem questionado apenas a forma como o governo estaria tentando a aprovação. “Até agora não recebemos nenhuma modificação quanto ao projeto de empréstimo de R$ 366 milhões. O governo quer uma carta em branco. Queremos saber onde os recursos serão aplicados”. Sobre as declarações de Zé Geraldo de que o PMDB trabalharia contra a reeleição de Ana Júlia, Pontes não poupou artilharia. “Nunca ouvi do deputado Jader que ele não quer a reeleição da governadora. Mas se de fato não quiser, não estará sozinho: 60% dos paraenses também não querem, incluindo a mim”.
(Diário on line)

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós


Câmara dos Deputados aprova urgência para votar plebiscitos


Prefeitos de Belterra e Juruti avançam para tirar habitantes de Santarém

Candidatura de Maurício Corrêa a deputado estadual abre crise no PMDB

Gavião real pode nascer em zoológico de faculdade

Disparam preços de serviços e peças de veículos em Santarém

Oi vai instalar orelhão em vez de fone de acesso indivual na zona rural

Uso de barro não se justifica com liberação da usina de asfalto

Código de ética pode afugentar médicos de direção dos hospitais do interior

Memória de Santarém: Quando a soja estava chegando

Zé Geraldo: " PMDB não quer a reeleição da governadora"

THIAGO VILARINS
Da Sucursal de O Liberal


Brasília- O deputado federal Zé Geraldo (PT-PA), que já acusara o PMDB e seu presidente, o deputado federal Jader Barbalho, de trabalharem contra os interesses do Pará, volta a abrir o verbo. Os alvos, novamente, são o PMDB e Jader. Em entrevista exclusiva ao repórter Thiago Vilarins, o parlamentar diz que ele e todos os petistas paraenses perderam de vez a paciência com os aliados peemedebistas. Afirmou que a resistência dos deputados peemedebistas em votar pedidos de empréstimo visa somente desgastar a governadora Ana Júlia. Para Zé Geraldo, Jader lidera um esquema para que o governo petista não se reeleja. "Parece que ele não quer a reeleição da governadora Ana Júlia. É a essa conclusão que estamos todos chegando: o PMDB não quer a reeleição da governadora", sentenciou. O deputado aponta como quase nula a possibilidade dos dois partidos seguirem juntos nas próximas eleições, menospreza a força que o PMDB diz possuir no Estado e garante que, mesmo sem o apoio da legenda, a presidenciável petista Dilma Rousseff terá um palanque forte no Pará. "Não estamos com medo de ter um palanque fraco. Temos alternativas para construir uma forte aliança no Pará", disse o deputado. A seguir, a entrevista.


O senhor perdeu a paciência com o PMDB pela demora de votar os empréstimos?

A minha paciência, eu já perdera havia muito tempo. Quem perdeu a paciência agora foi a bancada estadual e federal do PT e o governo. Vamos chamar o povo para dialogar com a Assembleia Legislativa. A Assembléia é a casa do povo e está exatamente prejudicando o povo do Pará.


O senhor fala em chamar a população para dialogar. Mas a sua reação não é contra a postura dos deputados do PMDB apenas?

Exatamente. Hoje os dois partidos que se empenham pela não aprovação dos mais de R$ 600 milhões - porque não são mais R$ 365 milhões apenas, já são quase R$ 700 milhões - é o PMDB e o PSDB. Mas o partido aliado que está impedindo é o PMDB. Como pode um partido estar no governo e ser contra o governo?


Eu lhe faço essa mesma pergunta.

É porque há uma tentativa de desgastar o governo Ana Júlia.

O senhor disse anteriormente, em discurso no plenário da Câmara, que o responsável por essa postura do PMDB no Estado era o deputado Jader Barbalho. Essa acusação ainda está de pé?

Sim. É o Jader Barbalho que está liderando esse processo. Ele é que está liderando essa posição na Assembleia Legislativa. E o PMDB tem a presidência da Assembleia. Como pode o presidente da Assembleia, deputado Domingos Juvenil, do PMDB, ter hoje, em Altamira, a Adepará, Cosanpa, Sespa e Detran e estar trabalhando contra o governo? Ele está, justamente, impedindo que o dinheiro vá para essa região. É inadmissível. O PMDB desfruta do governo e desgasta o governo. Nunca vi coisa assim.

Qual o interesse do deputado Jader Barbalho em orientar seus correligionários contra os empréstimos?

Parece que ele não quer a reeleição da governadora Ana Júlia. É a essa conclusão que estamos todos chegando: o PMDB não quer a reeleição da governadora.

Quais os interesses por trás dessa ação?

Por interesses de poder. Ele (Jader Barbalho) tem dito que será candidato a governador. Tudo indica que há uma esperança dele ser o governador do Pará.

O governo federal tem tentado solucionar problemas com o PMDB em vários Estados. Em muitos, inclusive, tem sacrificado a cabeça da chapa para garantir um palanque forte para a ex-ministra Dilma Rousseff. O PT regional não está evitando bater de frente em virtude dessa preocupação do Diretório Nacional?

Não. Vamos construir um palanque muito forte para a Dilma no Pará. Não estamos com medo de ter um palanque fraco. Temos alternativas para construir uma forte aliança no Pará.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, chega amanhã a Belém. Entre os compromissos da sua agenda, tem um encontro marcado com o deputado Jader Barbalho. Essa reunião indica uma intervenção do governo federal nessa crise regional entre PT e PMDB?

Não. Ele está indo participar de um seminário internacional do PT da Amazônia, que a gente sempre fez na região Norte. Essa é agenda dele. O governo federal tem limites na sua interferência nos Estados. Nós, do PT, já colocamos a nossa preocupação para o PT nacional. E vamos cuidar da nossa vida no Pará.

O senhor disse que todo o PT do Estado perdeu a paciência. O senhor, realmente, está protestando em nome de todos os membros do partido no Pará?

É. Todos nós, a bancada federal, estadual e o governo. O PT em geral.

Qual o prazo limite em relação à decisão do PMDB?

Nós queremos prazo para votar o empréstimo. E deve ser até o início de maio.

E se não forem votados até maio?

O PT vai colocar a situação em debate para toda a população paraense. Isso quer dizer: colocar os atores do Estado, que fazem parte dos nossos diretórios, movimentos sociais para refletir e discutir a situação que o Pará está passando na Assembleia Legislativa. Agora, para a aliança não tem uma data certa. Vai depender também do PMDB. A mesma pressa que tem o PT também tem o PMDB. E o PMDB não é mais a única força determinante no Estado.

Com essa sua reação, não fica mais distante essa possibilidade dos dois partidos seguirem juntos nas eleições?

Se o PMDB mantiver essa posição na Assembleia, ele está buscando o distanciamento.

Senador tucano acusa PT de chantagear PMDB no Pará

[Foto:  senador Flexa Ribeiro ]

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou em discurso, quita-feira (15), que o PT do estado do Pará está "usando a chantagem" para tentar convencer os seus aliados na Assembléia do estado, especialmente o PMDB, a aprovarem um novo endividamento do governo, mesmo "sem dar explicações" sobre o que fez com o dinheiro de empréstimos anteriores. Trata-se de um financiamento de R$ 366 milhões junto ao BNDES.

Ele leu trechos de uma entrevista do deputado federal Zé Geraldo (PT-PA) ao jornal O Liberal, de Belém, onde o parlamentar diz que o PT "já perdeu a paciência" com o PMDB, que "não quer a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa", do PT. O senador explicou que os deputados estaduais querem que a governadora informe como gastou um empréstimo anterior de R$ 244 milhões.

Flexa Ribeiro disse que a entrevista do deputado petista "é reveladora" por mostrar como o PT trata seus aliados: "com arrogância e autoritarismo". Ele pediu que fosse transcrita nos anais do Senado a entrevista.

- O PT mostra que entende o Estado como um feudo de sua propriedade, onde os partidos aliados são apenas vassalos, que devem ser subjugados e cumprir suas vontades - acusou o senador.

Ele acrescentou que, se depender dele próprio, o Pará não aumentará seu endividamento. Informou ainda que a governadora Ana Júlia Carepa já conseguiu da Assembléia paraense autorização para tomar empréstimos bancários por conta da arrecadação futura de royalties pagos por hidrelétricas e empresas que exploram minerais.

- Aliás, de 2007 para cá o governo Ana Júlia já aprovou cerca de 2 bilhões de reais em empréstimos na Assembléia Legislativa. Desse total, realizou/usou cerca de 800 milhões. Mas a governadora não explica onde foi parar a diferença, de 1,2 bilhão de reais, muito menos presta contas do que foi feito com 800 milhões - disse Flexa Ribeiro.
(Agência Senado)

Zé Carlos e Parsifal na berlinda

Dois porta-vozes de líderes políticos pararense trocam farpas pela internet.

Parsifal diz que Zé Carlos mente ao afirmar que o PV está unido no apoio do partido à reeleição da governadora Ana Júlia.

Você lê aqui.

Zé Carlos responde que Parsifal exerce ilegalmente mandato de deputado estadual.

Você lê aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Roselito Soares, cassado, fica inelegível

O advogado Sabatto Rosseti, que atuou no caso Maria do Carmo, quando esta foi cassada pelo TSE, conseguiu mais uma façanha: a cassação do prefeito de Itaituba, Roselito Soares, e do vice Sílvio Macedo, pelo Tribunal Regional Eleitral, hoje de manhã, por 4 x 1.

Segundo Rosseti, a sentença tem cumprimento imediato assim que for publicada no Diário da Justiça, podendo os cassados recorrem da decisão do TRE, 'fora do cargo', como aconteeu com os prefeitos de Bragança e Chaves, que até hoje não conseguiram reformar as sentenças da corte eleitoral estadual junto ao Tribunal Superior Eletoral(TSE).

Valmir Climaco foi o segundo colocado no pleito e é quem vai assumir o cargo de prefeito de Itaituba.

Tanto Roselito Soares quanto Silvio Macedo, além de perderem os mandatos, ficarão inelegíveis por 3 anos.

Roselito, que já havia se desincompatibilizado para concorrer à Assembléia Legislativa pelo PR, com essa decisão não tem mais condições de elegibilidade.

Seminf interdita área do cais de arrimo próxima à feira do pescado

O calçadão do cais de arrimo localizado no trecho entre a trav. Prossor Carvalho e a trav. 2 de junho foi interditado, hoje, pela Seminf, para passagem de pedestres e atracação de barcos, por apresentar riscos de desabamento.

Esse e outros pontos críticos do cais de arrimo já foram indicados pela prefeitura à Comissão Nacional de Defesa Civil, que ainda não liberou recursos para sua reconstrução.

Mais problemas para Belo Monte

Responsável por suspender o leilão de Belo Monte ontem, o juiz Antonio Carlos Almeida Campelo está neste momento trancado em seu gabinete analisando mais uma das ações que o MPF do Pará ajuizou contra a usina. São oito no total. Até o fim do dia poderá sair mais uma decisão contra a obra.(Lauro Jardim/Radar Online)

Quem é quem na votação da urgência para o plebiscito do Estado do Tapajós

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, ontem à noite, por 265 votos, 51 não e 13 abstenções o requerimento de urgência ao Projeto de Lei Complementar que institui o plebiscito para a criação do estado do Tapajós. A matéria foi encaminhada favoravelmente em plenário pelo deputado federal Lira Maia, na condição de vice-líder do Democratas.

Da bancada paraense, quatro deputados não compareceram à votação: Jader Barbalho(PMDB), Vic Pires Franco(Democratas), Vlad(PMDB) e Gerson Peres(PP).

O único voto contrário à matéria foi do deputado Zenaldo Coutinho(PSDB).

Votaram a favor do plebiscito: Lira Maia(Democratas), Paulo Rocha(PT), Zé Geraldo(PT), Beto Faro(PT), Elcione Barbalho(PMDB), Asdrúbal Bentes(PMDB), Bel Mesquita(PMDB), Lúcio Vale(PR), Giovani Queiroz(PDT), Zequinha Marinho(PSC), Wandenkolk Gonçalves(PSDB) e Nilson Pinto(PSDB).

Vacinação paga contra gripe suína só começa no final de maio em Santarém

Os números da força da influenza A (H1N1) - a gripe suína - na população brasileira entre 20 e 29 anos em 2009 nitidamente preocuparam os jovens que começaram a ser vacinados esta semana na terceira etapa de imunização da campanha promovida pelo governo federal. Mas no Pará, apenas em Belém clínicas particulares estão ministrando as doses da vacina, que só podia ser encontrada nos postos de vacinação do SUS. Em Santarém, a maioria dos hospitais e clínicas não fez encomenda da vacina e nem está preparado para atender o público de uma maneira em geral.

O Estado do Tapajós fez um levantamento junto à rede particular de saúde e constatou que apenas o Pronto Atendimento Infantil(PAI) vai disponibilizar a vacina contra a gripe H1N1 a partir do final do mês de maio. "Já fizemos o pedido e fomos informados que as doses da vacina estarão disponíveis para o PAI a partir do fim da campanha nos postos do SUS, que será na segunda quinzena de maio", explicou a direção da clínica pediátrica.

O preço da vacina na rede privada em Santarém também ainda não foi definido. Em Belém, a dose da vacina contra a gripe suína custa 90 reais.

O Hospital São Camilo confirmou que haverá vacinação a pacientes conveniados ou particulares, mas não informou quando a imunização começará. A Clínica Albany descartou a imunização e o novo hospital da Unimed também informou que não vai vacinar contra a influenza A.

Médico descarta recall de silicone em seios de pacientes operadas em Santarém

O governo brasileiro demorou quase duas semanas para suspender a venda, a distribuição e a importação das próteses de silicone Poly Implant Prothese (PIP) no país. A fábrica de implantes foi fechada pela Agência Francesa de Segurança Sanitária de Produtos de Saúde (AFFSAPS) há cerca de 10 dias por suspeita de fraude na matéria-prima do produto.

Mas em Santarém, a decisão Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender a comercialização do produto no Brasil não afetará as mulheres que colocaram prótese de silicone em Santarém.

Segundo o cirurgião plástico Euler Amaral, que atua há 4 anos na cidade, todas as cerca de 70 próteses implantadas por ele são fabricadas no Brasil pelas empresas Silemed, Eurosilicone e Macgan. " Não utilizei as próteses fabricadas por essa empresa francesa", garante o médico, que é o único especialista que faz esse procedimento em Santarém.

Mas as pacientes que implantaram prótese para aumento de seios em outras localidades do país devem ficar atentas. Com base nos dados de 2008, 96 mil procedimentos para aumento dos seios são feitos anualmente no país - isso significa que em uma semana e meia, mais de 2 mil pacientes recorreram a esse tipo de cirurgia.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sebastião Nelson diz que, há cerca de 15 dias, a entidade encaminhou e-mail, com a decisão do governo francês, a todos os cirurgiões credenciados. A intenção era alertar. "Pedimos que os médicos que usam a prótese em suas cirurgias entrem em contato com as pacientes para uma avaliação", explicou. Espera-se que a medida evite o pânico. As próteses francesas teriam provocado o dobro de reações inflamatórias que outras marcas, provavelmente por conta da qualidade do produto usado. Nelson afirma ainda que encaminhou outro e-mail à Anvisa pedindo uma posição oficial sobre o assunto. Segundo ele, ainda não houve resposta.

O alerta da Anvisa, publicado no Diário Oficial da União, suspende por tempo indeterminado a comercialização das próteses francesas em virtude do risco à saúde. A EMI Importação e Distribuição Ltda., detentora do registro no Brasil, funciona em São Paulo. A reportagem procurou a empresa ontem. Um funcionário disse que encaminharia uma nota por e-mail mas, até o fechamento desta edição, não houve resposta. A empresa francesa, especializada em silicones, funcionava desde 1991 e distribuiu o produto para mais de 60 países. Segundo a BBC, foi liquidada judicialmente na semana passada.

As investigações francesas mostram que nos últimos três anos o índice de ruptura das próteses PIP aumentaram significativamente. Depois da inspeção na fábrica, constatou-se que o gel de preenchimento das próteses era diferente daquele informado na documentação técnica do produto.

Mas o serviço telefônico (0800) da Anvisa ainda não tinha sido informado sobre o problema. Atendentes disseram que não receberam orientação e que iriam repassar as dúvidas para a equipe técnica. O prazo para uma posição é de 15 dias. A agência elaborou também um texto com perguntas e respostas sobre as próteses mamárias PIP, disponível no site da Anvisa.

Preocupação maior

Adenauer Góes
adenauergoes @ gmail.com

Em recente manifestação o Ministro do turismo Luiz Barretto, reconheceu que a maior preocupação do setor turístico diz respeito à falta de uma política nacional de investimentos adequados e necessários nos aeroportos brasileiros. Houve um momento em que o Ministro chegou a sugerir a adoção de medidas emergenciais que pudessem levar á um melhor atendimento á crescente demanda de passageiros. Preocupação semelhante também foi manifestada pelo Presidente do sindicato nacional das Empresas Aeroviárias José Marcio Mollo, assim como foi tema de discussão em reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo.

Existem promessas do Governo Federal de investir em torno de R$6 bilhões nos próximos quatro anos, a preocupação mais do que procede, pois está claro que movimentar-se de avião virou procedimento popular e imprescindível nos dias de hoje. Nos últimos doze meses foram 57 milhões de desembarques.Esperar mais tempo para investir na infra-estruturar aeroportuária é correr sérios riscos de travamento do sistema. O levantamento das necessidades a nível nacional é alarmante, e nossos compromissos com megaeventos (Copa do Mundo de Futebol, Olimpíadas e etc) não nos permite trabalhar com improvisação ou lançar mão do famoso jeitinho brasileiro, temos que ter investimento com planejamento.

É importante atentar que as discussões sobre a privatização de aeroportos no Brasil parecem ter saído de cena, não sendo demais lembrar que dos 67 aeroportos que temos, apenas 10 se auto-sustentas, sendo o restante deficitário. Também é importante dar andamento ao programa de descentralização dos vôos, para se ter uma idéia, o aeroporto de Guarulhos em São Paulo, recebe mais de 80% dos vôos internacionais que chegam ao País.Outro assunto dentro do mesmo tema que ainda não evoluiu foi o da redução das taxas de embarque, antiga reivindicação, parte do que é auferido é encaminhado para o Ministério da Fazenda, quando na realidade deveria ser aplicado na melhoria dos aeroportos.

Num País como o nosso, em que as dimensões são continentais a infra-estruturar aeroportuária é fundamental para o desenvolvimento, assim como a descentralização dos vôos é fator importantíssimo para o crescimento mais harmônico da atividade turística. Logicamente a aviação regional não pode estar à margem desta discussão, pois faz parte desta capilaridade que transportará o passageiro de forma integrada até seu destino final em municípios que na maioria das vezes são os responsáveis pela administração de seus aeroportos, o que acaba por tornar a questão dos investimentos ainda mais complexa e difícil.

De qualquer maneira, estas e outras questões precisam ser encaradas, assumidas e resolvidas, sem o que, o caminho, ou melhor, a pista de decolagem capaz de levar o País a um patamar de primeiro mundo será sempre um sonho um tanto quanto ainda distante. O PAC II trouxe nele embutido a proposta do novo aeroporto de Santarém, vamos anotar este lançamento,infelizmente é para preocupar,pois as informações dão conta de que apenas 11% do PAC I foi concluído.

Ação tributária em mão dupla

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

No ano passado o governo do Estado resolveu cobrar dos empresários que optaram pelo Simples (versão do imposto único adotada em 2004 em todo país) um acréscimo aos 2,5% de ICMS que eram obrigados a recolher, elevando o imposto estadual para 12,5%, quando o total praticado até então era de 4%, um terço desse novo valor. A mudança da alíquota deveria elevar em quase 170 milhões de reais a arrecadação anual do Estado com o Simples. Não chegaria a representar 5% da receita própria estadual, mas abalaria profundamente os micro, pequenos e médios empresários que haviam optado pelo Simples para pagar menos legalmente e diminuir a burocracia do erário.

Nada mais natural do que as entidades que os representam reagirem à medida. Mas não houve acordo. A disposição do governo era tal que a elevação da alíquota foi estabelecida através de decreto, quando exigia uma lei, ainda que fosse inconstitucional. A constitucionalidade ou não da iniciativa ainda vai ser definida pelo Supremo Tribunal Federal, mas o STF já se antecipou ao julgamento de mérito da matéria mantendo a liminar que as entidades empresariais obtiveram, em grau de recurso, para não pagar um imposto mais caro.

Se o Supremo acolhesse a tese do Pará e com ela estabelecesse jurisprudência, o Simples estaria ferido de morte, acabando com uma das poucas inovações tributárias favoráveis aos empreendedores de porte inferior. É mais provável que, seguindo a linha do entendimento dominante, a corte derrube a mudança promovida pelo executivo paraense. Nesse caso, fracassará mais uma tentativa de camuflar a queda na arrecadação própria estadual registrada nos últimos meses.

Mas estará reafirmado o tratamento discriminatório que o governo dá aos pequenos empresários em comparação com as cortesias dispensadas aos grandes contribuintes, que são grandes em função do seu faturamento, mas deixam a desejar na proporção dessa receita que recolhem aos cofres do erário. Por exemplo: quanto de renúncia fiscal e de colaboração oficial, sob diversas formas, a implantação da siderúrgica da Vale acarretará para o Estado?

Quando esse tipo de benefício já se tornou inviável, por seu demorado usufruto, o Estado costuma abrir mesa de negociações (ou negocia sob ela) para os maus efeitos fiscais de grandes empresas, que fraudam o fisco e apostam no transcurso do tempo para não pagar os valores das autuações, que eventualmente sofrem, ou no surgimento de um esquema de composição de dívida, como o do ano passado (que tanto favoreceu a Vale e a Cerpa), ou outro tipo de arranjo menos convencional, mais freqüente em temporadas de caça aos votos (e aos financiadores de campanha). É tão sistemático esse tipo de procedimento que ele termina por premiar o fraudador e punir os que, voluntariamente ou por imposição, recolhem impostos. Uma moral que responde pelo altíssimo grau de sonegação fiscal e tributária no Pará

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Câmara de associações comerciais elogia empenho de Lira Maia pelo plebiscito

CÂMARA DE ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS DO OESTE DO PARÁ
Parabéns Ilustríssimo Deputado Lira Maia,
Em nome da CÂMARA DE ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS DO OESTE DO PARÁ manifestamos nossa felicidade pela vitória de hoje. Continuemos firmes até a consolidação do maior projeto de desenvolvimento de nossa região. Logo o sonho dará lugar a liberdade e teremos o tão sonhado ESTADO DO TAPAJÓS realidade.
Deus conosco!
Sds,
Olavo das Neves
Presidente da Câmara de Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Pará

Justiça libera embargo à usina de asfalto da prefeitura de Santarém

A prefeita Maria do Carmo informou no início da noite ao Blog do Estado que a usina de asfalto da prefeitura, montada no bairro do Amparo, volta a funcionar a partir de amanhã com autorização judicial. A fábrica estava paralisada há 10 dias, por decisão do juízo da fazenda pública de Santarém.

Os serviços de tapa-buraco recomeçam amanhã à tarde, em quatro frentes de trabalho.

Hoje, o Ministério do Turismo liberou cerca de 2 milhões de reais do orçamento da União de 2008 para o serviço de recapeamento asfáltico de várias ruas da cidade, que deve ser iniciado pelas avenidas Borges Leal e Turiano Meira.

A verba de um total de 10 milhões de reais foi obtida através de emenda da bancada federal do Pará, inclusive, contou com o apoio do deputado santareno Lira Maia.

Aprovada urgência para plebiscito do estado do Tapajós

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco o requerimento de urgência do projeto de lei do plebiscito para a criação do estado do Tapajós. A matéria foi encaminhada pelo deputado federal Lira Maia, na condição de vice-líder do Democratas.

Foram 265 votos a favor, 51 não e 13 abstenções.

Como há quorum , o projeto em si pode ser votado ainda hoje à noite.

Neste momento, os deputados encaminham a votação do regime de urgência para o plebiscito do estado do Carajás.

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Atualização as 22h10:

O plenário da Câmara aprovou a urgência do plebiscito do estado do Carajás.
O próximo passo é a votação dos PDCs em plenário o que deve acontecer nos próximos dias. Para a aprovação, o quorum necessário é de maioria simples, ou seja, metade mais um de 257 deputados presentes.
Segundo Lira Maia, “trata-se de uma noite histórica para o Parlamento brasileiro que faz justiça com a população do Pará, assegurando o direito constitucional de se manifestar através do plebiscito. O trabalho que desempenhamos junto ao Presidente da Casa e junto aos Líderes foi fundamental para esta primeira vitória. Continuaremos trabalhando para votar, quem sabe na próxima semana, a autorização de do plebiscito. A partir de agora, a participação de Prefeitos, Vereadores e de toda a sociedade civil do oeste e do sul do Pará é fundamental para a aprovação dos PDCs do Tapajós e do Carajás”, concluiu o deputado Lira Maia.

Como ludibriar incautos, em nome de Jesus

São os mesmos ladinos que vivem repetindo aquela patuscada de “Deus é fiel”… vou te dizer.(Gerson Nogueira)

PSDB rebate nota do PT em defesa de Ana Júlia

NOTA À IMPRENSA

O PSDB do Pará, diante da nota divulgada à imprensa pelo PT, vem a público dizer o que segue.

O senador Mário Couto cumpre rigorosamente o seu papel constitucional ao avaliar o governo Ana Júlia Carepa, e se o faz negativamente é porque, como representante do povo do Pará, reproduz o que pensa e sente a maioria da população.

O PT, repetindo comportamento já conhecido, não gosta de ser criticado e não aceita que a sua governadora seja avaliada por outros partidos. Mas deve reconhecer que o discurso do senador Mário Couto não é uma voz isolada, tanto que, na nota, o PT não arrisca uma palavra em defesa do governo. No dia-a-dia, em suas andanças em busca da reeleição, a própria governadora Ana Júlia Carepa tem sentido na pele a reação popular, conforme notícias da imprensa.

A mesma reação popular, a que o senador Mário Couto deu voz ao discursar no Congresso Nacional, é o reflexo do estado de abandono do Pará e das pessoas. O povo sente insegurança, convive diariamente com uma violência desmedida. A saúde está sucateada, crianças morrem na Santa Casa, os doentes de câncer vão se tratar em Teresina, o Ofir Loyola passou de referência nacional a hospital sem remédios nem equipamentos. O Pará é campeão em mortes pela gripe H1N1. As estradas estão destruídas. A educação está falida e os kits escolares vêm se somar aos muitos escândalos que rondam várias secretarias e órgãos do governo, conforme noticiado rotineiramente pela imprensa.

Esse é o retrato acabado do governo do PT, que, na oposição, sabe falar e criticar, sempre de forma irresponsável, mas, uma vez com o poder nas mãos, não sabe realizar. Ana Júlia e o PT tiveram tempo para cumprir suas promessas de campanha, mas até hoje nada fizeram. Iludiram os eleitores com discursos sobre mudanças, e só o que deixam são mudanças para pior.

É bem ilustrativo que, apesar de tantos atrativos, o Pará tenha perdido a Copa de 2014 para o Amazonas e, mais recentemente, o Grand Prix de Atletismo para o Rio, evento esportivo de grande envergadura, que já se realizava aqui no nosso Estádio Olímpico do Mangueirão desde 2002. Incompetência é o nome que se dá a isso. Esse governo não faz nada de novo. E sequer mantém o que já havia sido conquistado pelo povo.

Mas o PT, na tentativa de desvirtuar o debate, como é seu costume, fala em “preconceito” contra a mulher. Ora, o Pará está repleto de mulheres competentes em todos os níveis, inclusive em cargos de suma importância, e todas são devidamente reconhecidas. Os governos do PSDB tiveram inúmeras mulheres em cargos-chave, inclusive como vice-governadora, e todas bem avaliadas em suas funções.

O PSDB tem muito orgulho da história que construiu e das grandes lideranças que projetou e que, em doze anos de governo, deixaram marcas indeléveis e saudades na memória do povo, em realizações que engrandeceram o Pará e melhoraram a vida dos paraenses. Infelizmente, em quase quatro anos de PT, o Pará só fez andar para trás.

Por fim, o PSDB lamenta que o PT, no afã de defender sua governadora do indefensável, tenha resvalado para a baixaria. Esse é mais um traço do PT: o partido de Ana Júlia Carepa acha que pode falar de todos, mas ninguém pode falar dele.

O Pará está farto disso.

Belém, 14 de abril de 2010.

Senador Fernando Flexa Ribeiro

Presidente do PSDB do Pará

Compra premiada é pirâmide disfarçada de consórcio para lesar consumidor

Miguel Oliveira
Repórter

Grupos comerciais que se intitulam "Compra Premiada" para vender a ilusão de um 'consórcio' onde o cliente ao ser contemplado, não paga mais nada, estão se instalando em Santarém e em vários municípios do Oeste do Pará. A ação dessas empresas pode ser comparada a uma ‘pirâmide’ em que, inadivertidamente, a maioria dos participantes do grupo de compradores de cotas paga o prêmio sorteado para uma minoria, mas só descobre que foi lesada quando a loja fecha as portas.

Segundo o delegado Francisco Martins, da Polícia Federal de Mosssoró (RN), onde já foram fechadas várias lojas a pedido do Ministério Público, a pirâmide disfarçadas de consórcio é comparada ao ato de andar de bicicleta.Mas "Olha, quando alguém entra nesses 'consórcios' e é sorteado na primeira prestação, ele deixa de pagar, não é? Então, alguém terá que pagar aquele bem por ele. Assim, é como se fosse uma bicicleta. Enquanto ela estiver rodando, ou seja, eles tiverem conseguindo novos clientes, os prêmios vão sendo pagos. Mas chega um momento que o mercado já está saturado, como ocorreu no Ceará, por exemplo, então eles não têm como pagar os outros veículos e acabam fugindo. Aí, a bicicleta parou", diz o delegado.

O chefe da fiscalização da Receita Federal do Brasil em Santarém, Álvaro Lima Sobrinho, reconhece que pode estar se configurando na cidade um comércio disfarçado sob a "roupagem de um consórcio". Embora não quisesse adiantar se a Receita vai agir contra esses 'consórcios", Álvaro diz que o órgão está atento as "movimentações do mercado em que empresas anunciam a distribuição de prêmios", para verificar se essas empresas estão recolhendo o Imposto de Renda.

"Compete à Caixa Econômica a fiscalização da propaganda de distribuição de prêmios e ao Banco Central a fiscalização do cumprimento das regras dos consórcios", explicou o chefe de fiscalização da Receita em Santarém. Mas para ele, em tese, "uns vão pagando para que outros recebam o prêmio, mas quem leva o benefício desses pagamentos são as empresas, que tem que prestar contas do Imposto de renda com a receita", observou Álvaro.

Na semana passada, quatro estabelecimentos comerciais de Mossoró, que trabalhavam com os chamados consórcios de venda premiada de veículos, foram alvo de uma operação da Polícia Federal. Os donos destes estabelecimentos, segundo a PF, estavam exercendo uma atividade ilegal, pois não tinham autorização do Banco Central (BC).

No caso das empresas que vendem 'consórcios' de veículos, não há garantia nenhuma de que os bens serão entregues por montadoras. Mesmo assim, colocam as logomarcas em sua fachada sugerindo legalidade como fazem com as motocicletas. Uma das montadoras, por exemplo, comunicou aos concessionários "que existem atualmente mais de 25 denúncias nos Ministérios Públicos, principalmente nas regiões Norte e Nordeste e Centro Oeste contra estas "empresas"", e solicita à sua rede credenciada que "informe à matriz se em sua cidade há ocorrência de grupos informais, os chamados "sorteou quitou".

Como atrair comprador

A pedido da reportagem, dois 'clientes' procuraram a mais recente loja instalada em Santarém, a Eletro Sonhos Motos, localizada na avenida Rui Barbosa, 607 A, para confirmar as vantagens oferecidas pelos 'consórcios' da compra premiada e constatar como agem os vendedores.

Os 'clientes' foram atendidos por uma vendedora de prenome Néia. Os dois interessados em adquirir motocicletas indagaram se o estabelecimento possuía autorização do Banco Central. A funcionária respondeu que não "é preciso autorização do Banco Central porque a loja não é um consórcio, é como se fosse um consórcio".

Foi indagado se é verdade que há sorteio todo mês de uma cota contemplada, como aparece nas propagandas. Néia respondeu que só há sorteio quando o grupo é fechado com 100 participantes. "Até com 90 participantes há sorteio. Se tiver menos cotistas que isso não haverá sorteio", explicou.

A principal indagação feita à vendedora teve a resposta mais inusitada. Perguntada sobre quem paga o restante das cotas de um participante sorteado - são em média 48 mensalidades - Nélia nem titubeou: são os que ainda vão entrar no grupo.

Perguntada se a Eletro Sonhos Motos possui autorização das montadoras para comercializarem esses veículos, a vendedora garantiu que a empresa possui permissão, mas não exibiu nenhum documento que comprovasse o que estava afirmando.

Em Mossoró foi constatada a irregularidade nesse tipo de atividade, assim como existe a suspeita de que alguns consumidores dos consórcios com venda premiada tenham sido lesados. Na operação, os agentes federais apreenderam vasta documentação que, inicialmente, já comprovam a realização dos consórcios sem autorização do BC. Já as suspeitas de golpe serão apuradas durante as investigações.

As conveniências de Jader Barbalho

Miguel Oliveira
Editor de O Estadodo Tapajós


Tenho, de há muito tempo, apreço pelo deputado Jader Barbalho. Ele nunca me fez favores pessoais e nem gozo de sua intimidade. Meu relacionamento com ele, embora esporádico, é estritamente profissional.

Faço essa introdução para que não venham impingir-me o rótulo de jaderista ou anti-jaderista a partir da análise a seguir.

A roda da política paraense está parada porque o deputado Jader Barbalho travou sua trajetória sob o próprio eixo, deixando imobilizados os demais atores. Todos esperam por uma definição do presidente regional do PMDB para fechar as coligações de outubro.

As táticas políticas de Jader são velhas conhecidas dos políticos paraenses, mas estes ainda não ousaram desmontá-las, preferindo virar seus reféns.

O PMDB adotou a tática de dividir o eleitorado para beneficiar os aliados de ocasião de Jader.

Em Santarém, em 2005, o PMDB lançou Antônio Rocha para facilitar a eleição de Maria do Carmo. No ano seguinte, a tática foi adotada a nível estadual para que Jader se vingasse de Almir Gabriel, e levasse a eleição para o segundo turno, quando Ana Júlia se tornou a primeira mulher a governar o Pará.

Mais uma vez, à falta de um estrategista competente no governo e no PSDB, Jader ensaia os mesmos passos, corteja e se deixa cortejar por quase todos os partidos, e todos, ao que parece, batem palmas para ele.

Por isso, não consigo entender o porquê do PT e da governadora Ana Júlia terem deixado Jader se apropriar politicamente de grande parcela do governo, descartar feudos na hora que quer, hostilizar os luas-prestas da DS[tendência interna de Ana Júlia] e travar as votações na Assembléia Legislativa.

É certo que os petistas parecem que acordaram tarde demais, quando Jader já se apresenta como candidato a cargo majoritário e vivam a situação humilhante de ter que, admitir, até, a hipótese da desistência de Paulo Rocha à candidatura ao Senado, para agradar ao (ex)aliado.

Agora, o PT paraense caiu na real e sabe que não vai contar com o PMDB no primeiro turno, a menos que o presidente Lula opere um milagre. E soa atrasado, que as reações às manobras de Jader venham se dando através de notas em jornais e na internet, quando estas deveriam ser operadas politicamente, há muito tempo.

Se o PT pensa enfraquecer Jader através de um debate público, cujos primeiros torpedos partiram do ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, o partido está em franca desvantagem por seu próprio erro estratégico de deixar que o presidente do PMDB tenha em mãos a trava da roda da política paraense e se dê o luxo de guardar para si o step, embora este esteja furado.

Enquanto os petistas sonham acordado, reúnem-se inúmeras vezes, em Belém e em Brasília, será que não aparece nenhuma liderança capaz de iniciar um papo-cabeça com a seguinte pergunta:

- Jader Barbalho é isso tudo mesmo que apregoa ou é só perfumaria?




STF suspende liminares que desobrigavam farmácias a limitar acesso a medicamentos

Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu nesta terça-feira (13) as decisões que desobrigavam farmácias a cumprir normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de limitar o acesso aos medicamentos pelos consumidores em seus estabelecimentos em São Paulo e no Distrito Federal.

O vice-presidente do STJ, Ari Pargendler, suspendeu decisões da Justiça Federal nos dois estados que beneficiavam às farmácias filiadas à Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e à Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar).

A Anvisa, no pedido de suspensão, argumentou que “atuou dentro de sua esfera de competência e que as normas editadas foram fruto de anos de estudos com o objetivo de proteger a saúde da população, evitando, em especial, o estímulo à automedicação.”

As farmácias questionam a resolução da Anvisa, em vigor desde fevereiro, referente à prestação de serviços farmacêuticos em drogarias e farmácias e às instruções sobre quais medicamentos devem ser vendidos nas farmácias, bem como, os produtos que podem ficar ao alcance do consumidor.

O ministro Ari Pargendler acatou os argumentos da Anvisa. Ele entendeu que a agência atuou no exercício de sua competência, atendendo aos propósitos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. “A automedicação é um perigo que se estimulado, compromete a saúde pública, sendo condenada por organismo internacionais de saúde”, disse o ministro em sua decisão.

Deputados reclamam de repressão na fronteira Brasil-Guiana Francesa

Estima-se que cerca de 10 mil brasileiros dedicam-se ao garimpo ilegal na Guiana Francesa.

Parlamentares ouvidos pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional nesta terça-feira (13) reclamaram da repressão de autoridades francesas e do Exército brasileiro aos garimpeiros que exploram ilegalmente minas no território da Guiana Francesa.

O deputado estadual e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Legislativa do Amapá, Paulo José da Silva Ramos, criticou o tratamento dado pela polícia francesa aos brasileiros. Segundo Paulo José, cerca de 30 pessoas deportadas da Guiana Francesa chegam ao aeroporto de Macapá em três voos semanais.

Para o deputado, a ponte a ser construída entre o Brasil e a Guiana “pode se transformar num muro de Berlim”, com os pobres impedidos de transpô-la. Ele exibiu um vídeo onde são registradas as difíceis condições de deslocamento da população brasileira, obrigada a passar por trilhas de difícil acesso na mata carregando alimentos, para evitar a passagem pelo território francês, que seria um caminho mais fácil para suas localidades.

O comandante da 23ª Brigada de Infantaria da Selva, general de brigada Mário Lúcio Alves de Araújo, explicou ao parlamentares que o Exército impede a circulação de combustíveis e alimentos que possam ser usados no apoio das atividades ilegais de garimpo, sem cercear o direito de ir e vir dos moradores. “O Exército realiza o controle, não o bloqueio dos deslocamentos”, garantiu o comandante.

A deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), no entanto, pediu a definição de critérios mais claros sobre o transporte de mercadorias, para que a população não fique à mercê da decisão subjetiva do soldado que está fazendo o controle. “Ninguém quer proteger qualquer atividade ilegal. Queremos os brasileiros tratados com dignidade”, afirmou a parlamentar - que propôs a realização da audiência.

O deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) criticou a atuação do Exército brasileiro, não só da polícia francesa. “As decisões entre Sarkozy e Lula passam por cima do diálogo com a população, excluída da discussão sobre a sua própria sobrevivência.”

Os participantes da audiência pediram, unanimemente, a negociação com as autoridades francesas sobre a liberação da passagem da Gran Roche para os brasileiros já vistoriados pelo nosso Exército e a implementação de uma política nacional integrada de desenvolvimento, que proporcione alternativas econômicas viáveis à população que hoje vive do garimpo ilegal.(Agência Câmara)

O discurso e a prática

O presidente regional do PV fez questão de dizer em Santarém que o partido está 'fechadíssimo' com a reeleição da governadora Ana Júlia.

Zé poderia afirmar isso, talvez, em outro lugar, mas justamente em Santarém há um grupo expressivo do PV que se opõe publicamente à coligação do partido com o PT.

Como jogada de efeito, talvez funcione, mas na prática o discurso ufanista sdoa como autovalorização.

A conferir.

Pantera pega times paraenses na Série C

A CBF confirma o grupo dos clubes paraenses no Brasileiro da Série C: Águia, Fortaleza (CE), Paissandu, Rio Branco (AC) e São Raimundo.

PT e PMDB jogam alianças ao vento

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

O presidente Lula foi o mais lembrado e o maior ausente na solenidade realizada no mês passado, em Marabá, para o início da implantação da siderúrgica da Vale, que devia render tantos dividendos ao PT. A razão estava em outra ausência: a de Jader Barbalho.

Um ponto foi comum em todos os discursos feitos durante a solenidade de entrega do licenciamento ambiental da Aços Laminados do Pará, em Marabá, no mês passado: a usina siderúrgica só saiu do papel graças à pressão direta do presidente Lula sobre o presidente da antiga Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli. A imprensa nacional reconstituiu o episódio: irritado, o presidente exigiu que a Vale não se limitasse a extrair o minério de ferro de Carajás. Queria a verticalização do processo produtivo até o aço. Se não fosse atendido, usaria o poder ao seu alcance para tirar Agnelli e colocar em seu lugar alguém de confiança, como o presidente do fundo de previdência do Banco do Brasil, o Previ, o principal acionista da Vale, que executaria suas ordens. Para se manter num dos postos mais cobiçados do país, Agnelli cedeu ao presidente.

Lula foi convidado para o ato formal que dava partida ao projeto, no valor de 5,3 bilhões de reais, mas não compareceu, não mandou razões públicas para a ausência e nenhum dos oradores, que tanto citaram o presidente, se lembrou do detalhe da sua ausência. Ainda mais injustificável porque Lula compareceu a eventos até insignificantes, na voragem de promover a candidata do PT à sua sucessão, a ex-ministra Dilma Rousseff. Por que faltaria justamente à partida de um dos maiores empreendimentos econômicos em curso no Brasil e para o qual sua intervenção teria sido decisiva, ao menos na versão oficial, aceita por todos?

A razão certamente é política e se deve à diretriz que Lula já estabeleceu para sua participação na campanha eleitoral deste ano: não irá aos Estados onde a base aliada do governo federal está dividida. Este é o caso do Pará. Se ainda havia alguma dúvida sobre o rompimento do PMDB com o PT, o episódio serve para eliminá-la de vez. Jader Barbalho não foi a Marabá para a festiva solenidade programada pelo governo do Estado.

O presidente da república podia até ter pressionado o líder do PMDB paraense para viabilizar sua própria presença em um ato tão importante, de repercussão nacional (e até internacional). Ou então abrir mão do compromisso firmado e aproveitar a oportunidade para ajudar o desempenho da sua cria política, mesmo contrariando o deputado federal peemedebista, um dos seus principais interlocutores nas manobras políticas palacianas. Não seria por esse incidente que os dois romperiam. Acabariam por acomodar seus interesses.

Havia, porém, um detalhe para complicar a iniciativa: a governadora Ana Júlia Carepa também se atribui a – no caso – maternidade da siderúrgica. De fato, ela se empenhou para que o projeto não ficasse apenas como uma vaga promessa da Vale, sem cronograma certo. Mas a mineradora é maior do que o próprio governo do Estado e está acostumada a adotar a estratégia de prometer algo maior e compensar sua falta com algo bem menor, mas o suficiente para adoçar a boca da voraz classe política local.

A frágil pressão da governadora se fortaleceu pela participação pessoal de Lula e a intrincada teia de relações que se formou entre a mineradora, o governo e o mercado. De fato, a Vale não pretendia implantar a siderúrgica do Pará, ao menos de imediato. Tanto que é o único – dentre os cinco projetos siderúrgicos definidos em todo país – em que a empresa aparece sozinha, sem nenhum sócio.

Além disso, surgiu um componente conjuntural de última hora que deve ter influído na decisão de Roger Agnelli de receber pessoalmente a licença ambiental prévia que o Conselho Estadual do Meio Ambiental concedeu à Alpa. O ex-governador Almir Gabriel retornou de vez ao Pará, abandonando seu fugaz retiro no litoral de São Paulo, disposto a usar politicamente uma arma poderosa: o sentimento anti-Vale. A liderança de Almir já é mínima até no seu próprio partido, o PSDB, mas justamente por essa fraqueza seu discurso e seus atos estão se radicalizando e se tornaram obsessivamente monocórdios: o Pará só terá futuro se atacar a maior empresa que atua no seu território, com uma capacidade de gerar dinheiro incomparavelmente superior aos recursos da administração pública. Para vários interlocutores, sem pedir reserva, e até para a imprensa (que preferiu ignorar a informação), o ex-governador chegou a afirmar que esse combate podia chegar a atos de sabotagem, caso a empresa não mude sua forma de exploração das riquezas do Estado.

Nesse contexto, o presidente da Vale decidiu reagir. Prestigiou a governadora, que passou a utilizar o projeto da siderúrgica como o principal mote da campanha publicitária em andamento, e mandou um recado para o ex-governador, ao ressaltar que agora a empresa consegue se entender com o poder público, sem as inconstâncias e rabugices próprias do temperamento de Almir, agora agravadas pela sua fixação numa meta: não permitir que Simão Jatene, outrora seu amigo, correligionário e a quem escolheu para substituí-lo, seja o candidato tucano ao governo estadual. A qualquer custo, mesmo o desproporcional em relação ao objetivo.

Essa ênfase impediu que Jader Barbalho, imbuído de espírito olímpico, pudesse também ir a Marabá para um acontecimento que o diminuiria. Dificilmente ele conseguiria algum faturamento pessoal num cenário montado para destacar a governadora. Mas ele deve ter sido o responsável pela ausência de Lula, que, dias antes, no interior de São Paulo, participara da entrega de ambulâncias a prefeituras paraenses, principalmente as controladas pelo PMDB. Jader Barbalho esteve lá e ficou próximo do presidente o bastante para sair em fotografias. Nessa “inauguração”, a governadora não apareceu. Foi um capítulo da base aliada nacional, a que mais conta para a candidatura de Dilma Rousseff.

Se esses episódios demonstram a dissolução da aliança partidária que possibilitou a eleição de Ana Júlia Carepa em 2006, desfazendo a hegemonia de 12 anos do PSDB, apontam também para o reforço de outra hipótese cogitada nos procedimentos para a campanha eleitoral, de que Jader Barbalho será candidato ao governo e não à reeleição ou ao Senado. O fato de ele não querer dividir palanque com Ana Júlia, de tal forma a obrigá-lo a privar-se de participar junto com ela de atos que poderiam proporcionar rendimento conjunto, significa que irá disputar na eleição o mesmo espaço que atualmente ela ocupa?

Jader já não estaria apenas abrindo campo para alguém que, à última hora, tirará do bolso do colete para apresentar como candidato do PMDB, mas ocupando ele mesmo esse lugar? Pode ser que, na hora oportuna, ele reverta a expectativa que tem criado nas suas peregrinações pelo interior do Estado, de que concorrerá contra Ana Júlia, e apóie outro nome, favorecido por essa estratégia. Mas pode ser que o recuo lhe acarrete tal desgaste que já não poderá fazê-lo.

Qualquer que venha a ser a hipótese confirmada, os últimos acontecimentos indicam que a eleição deste ano será pesada e desgastante no Pará, mobilizando mais recursos e mais personagens, mesmo que seja para, com nova mudança, tudo continuar como está.

terça-feira, 13 de abril de 2010

CHACINA DE MOJUI; RÉU CONDENADO A QUASE 70 ANOS DE PRISÃO


Terminou há poucos minutos o segundo julgamento do Caso Friemel, a chacina de uma família no ramal do Carrapichal, em Mojui dos Campos, ocorrida em junho de 2005. Por maioria de votos, os jurados condenaram o réu Evaldo Sievert, vulgo "Alemão", 39 anos, pelo crime que vitimou três membros da família. O juiz Gérson Marra Gomes, que presidiu a sessão, aplicou a pena de 69 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado.


Os agricultores Josceli Carlos Friemel, à época com 37 anos, natural de Capanema/PR; sua companheira Adriângela Rodrigues, que tinha 28 anos e era nascida em Céu Azul/PR; e a mãe de Carlos, D. Frieda Friemel, que estava com 71 anos e era natural de Venâncio Aires/RS, foram executados com vários tiros pelo outro réu, Vilson Vicente Ferreira, o "Gaúcho", que já havia sido julgado em 2008 pela 4ª Vara Penal e condenado à pena de 65 anos de reclusão.


Evaldo Sievert, segundo se apurou nos autos, não executou o crime, mas foi quem veio contratar “Gaúcho” para cometer a chacina em nome de Dori Lorenzoni, o mandante do crime, que era cunhado da vítima Josceli Friemel. A motivação teria sido uma briga por herança da família. Durante o júri, o promotor Rodrigo Aquino informou que o mandante do crime já faleceu, vítima de ataque cardíaco. A defensora pública Emilgrietty Silva dos Santos anunciou que vai apelar da sentença.

(Texto: Jota Ninos)

PT rebate críticas pessoais de Mario Couto à governadora Ana Júlia


NOTA À IMPRENSA


O Partido dos Trabalhadores vem a público repudiar as recentes declarações do senador Mário Couto, que tentam denegrir a imagem da governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa.

Mário Couto é um representante do Estado do Pará, mas não se preocupa em defendê-lo. Sua atuação no senado teima em denegrir a imagem do estado, com um discurso truculento e preconceituoso com relação à condição de mulher e de governadora de Ana Júlia Carepa.

A atitude insana do senador esconde a incapacidade do seu partido, hoje sem lideranças e força políticas no Pará.


Ana Júlia Carepa, que o senador, em discurso, diz “gostar de uisque”, tem um passado irrepreensível e admirado pelo povo do Pará.


Foi lider estudantil, bancária, dirigente sindical, vereadora, deputada federal, vice-prefeita de Belém, senadora e é governadora do Pará.

Mário Couto, como é público e notório, não gosta que lembrem do seu passado.


A política no Pará avançou com Ana Júlia Carepa, que é querida e respeitada pelo povo e pelos prefeitos do Pará, inclusive àqueles do partido do senador, que reconhecem na governadora uma mulher que respeita as relações políticas.

Ana Júlia Carepa se relaciona de forma republicana com as demais autoridades constituídas do Pará, sem a prática da cooptação de prefeitos, tão comum à época do governo do partido do senador.

Por fim, o Partido dos Trabalhadores é verdadeiramente solidário com a batalha travada por um familiar do senador que luta, heroicamente, para se livrar da dependência do alcoolismo.


João Batista
Presidente do PT

UFOPA avança na interiorização

Uma caravana composta pelos pro-reitores Aldo Queiroz(Planejamento), Rodrigo Ramalho(Ensino), Arlete Moraes(Adminisração) e das diretoras Terezinha Pacheco(Interiorização) e Fatima Lima(Instituto de Ciêncais da Educação) está na Calha Norte a partir de hoje fazendo contatos com as prefeituras municipais.

Hoje de manhã, a caravana esteve em Juruti e à tarde está em Oriximiná. A manhã os pro-reitores e diretores da UFOPA estarão em Óbidos e Alenquer. A ida à Itaituba e Monte Alegre ainda não foi confirmada.

Nesses municípios, a caravana está discutindo com os prefeitos o início das atividades da UFOPA a partir de julho, com a oferta de cursos de licenciaturas.

Mas, o principal tema tratado é a definição de quais cursos permanentes serão implantados nos campi da insituição a partir de 2011.

PPS critica comentário de Dilma sobre exilados da ditadura

Da Folhanews:

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, divulgou nota de repúdio na manhã desta segunda-feira à afirmação da pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) sobre exilados políticos durante a ditadura.

No sábado, Dilma disse que não tinha medo da luta e não fugia. A declaração foi encarada como uma crítica ao pré-candidato José Serra (PSDB), exilado político na época. "Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta", disse ela, em referência à ditadura, quando foi para a clandestinidade.

Na nota, Freire compara a declaração de Dilma a do general Newton Cruz, que chefiou o DOI-Codi durante a ditadura. Em entrevista ao programa "Globo News Dossiê", da GloboNews, o general afirmou que os exilados da ditadura eram "fugitivos".

"Essa distorção infame do general contra os brasileiros que lutavam contra o regime ditatorial de 1964 e que tiveram que se exilar jamais poderia servir de mote para a insensatez de Dilma Roussef", afirma o partido.

O PPS ainda prestou solidariedade aos exilados, que, segundo a nota, "viveram dias amargos longe da pátria, sem poder voltar".

"Não bastou a declaração do Presidente Lula ao comparar o preso político Orlando Zapata Tamoyo, que morreu numa greve de fome em Cuba, com bandidos das nossas cadeias. Logo vem outra sandice, desta vez para macular a luta dos brasileiros exilados."

Reportagem publicada hoje na Folha mostrou críticas feitas à declaração de Dilma sobre o exílio. "É uma frase aloprada de quem nunca disputou eleição", disse o o pré-candidato à Presidência Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), exilado à época no Chile.

Até mesmo integrantes da base aliada repudiaram a frase. A deputada Jô Moraes (PC do B-MG), disse que o comentário "foi um equívoco".

Hoje, em seu Twitter, Dilma Rousseff deu explicações sobre a declaração. "O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para alguns exilados brasileiros", escreveu ela pela manhã no Twitter. "Querer dizer que eu os critiquei só pode ser má fé."

Furtadas caixas-d'água das casas do PAC no Uruará

Cerca de 20 casas construídas com verbas do PAC, no bairro do Uruará, tivram suas caixas-d'água furtadas desde o início do mês.

As casas, apesar de concluídas, ainda não foram ocupadas por famílias remanejadas de áreas alagadiças daquele bairro.

Gavião real pode nascer em zoológico de Santarém

Do Blog Deadline da Vida

Vai uma omelete ai??


Esse é um ovo de um Gavião Real, da éspecie Harpia, a maior ave das Américas, este ovinho está na Zôofit, e se estiver fertil, vai ser um dado mundial, já que não há registro de nascimento dessa ave em zoológicos de visitação.


É ou não uma ave linda??