quinta-feira, 22 de abril de 2010
Secretária de finanças acumula cargo deixado vago por Hilário Coimbra
O ex-secretário é candidato a deputado federal pelo PR.
As “rosas e as pedras” no caminho de um grande partido: o PMDB
Ana Célia Pinheiro
É possível que Jader Barbalho venha a enfrentar, nestas eleições, um dos maiores testes de liderança de sua trajetória.
Até porque, no cipoal de interesses em jogo, é quase impossível ter uma imagem veraz das circunstâncias que determinarão as suas próximas cartadas.
Há questões complicadíssimas que Jader terá de responder, com um bom grau de certeza, apesar desse cipoal.
A primeira é o tamanho da relutância das bases peemedebistas a um eventual acordo com o PT, ou até mesmo com o PSDB.
A segunda é a probabilidade de as lideranças peemedebistas contornarem tal relutância, caso a decisão da cúpula contrarie o desejo das bases partidárias.
A terceira é quanto às condições materiais, objetivas, para uma eventual candidatura ao Governo - e as chances efetivas de sucesso.
A quarta é o tamanho do estrago nos interesses nacionais de Jader, a partir de uma candidatura própria ou do apoio local ao PSDB.
O problema é que são tantos os jogadores a puxar a sardinha para a própria brasa, que o terreno em que se pisa, ao se tentar responder a tais perguntas, pode acabar se revelando uma armadilha, mesmo para o instinto e o olhar aguçado de um Jader Barbalho.
No entanto, é da resposta a essas perguntas que dependerá o acerto da próxima cartada desse grande jogador.
“Para Jader, ocupar o Governo novamente seria como casar com a mesma mulher pela terceira vez – e ainda ter de brigar para casar”, diz-me uma fonte peemedebista.
O problema, observa, é que pesa sobre os ombros do velho cacique peemedebista “o ônus da liderança”.
Em outras palavras: a cobrança de seus liderados para que seja, novamente, candidato a governador.
“É como em 1998. O Jader não queria ser candidato, mas foi - pelo partido. Ele não tinha a menor vontade de fazer campanha e todo o projeto dele era nacional. Além disso, ele havia recebido uma proposta irrecusável de Almir Gabriel: a metade do Governo Estadual, todos os cargos federais, o Senado e a vice e, ainda por cima, ajuda financeira ao PMDB”, recorda.
Ele não estaria inclinado a se aliar nem ao PT, nem ao PSDB, por considerar os problemas do PMDB com as duas legendas.
Daí que Jader estaria a analisar “com a maior serenidade” todas as circunstâncias das quais dependem uma eventual candidatura ao governo.
E faz isso enquanto devora “As Rosas e Pedras de Meu Caminho”, livro de memórias do jornalista (e político) Carlos Lacerda...
Uma parruda Mega-Sena
Nos arraiais peemedebistas há quem calcule que uma campanha ao Governo de um candidato como Jader não sairia por menos de R$ 40 milhões, o equivalente a uma Mega-Sena bem parruda.
E olhem que se está a falar de um candidato conhecido, com um partido de grande capilaridade e que jamais enfrentaria essa parada sem uma forte coalizão.
Nesta semana, uma liderança peemedebista me falou sobre as dificuldades de cada alternativa diante de Jader.
“Como vamos subir no palanque do Jatene e pedir votos para Dilma?” Como você acha que a direção nacional do PT veria isso?”– indaga.
“Mas, também é muito difícil recuperar a relação com a Ana, com o nível a que chegou a distensão. Mesmo quando a gente sai em lua de mel, tem porrada em cima do palanque. Agora, imagine o PMDB e o PT, hoje, em cima do mesmo palanque. E imagine isso, principalmente, no interior”- salienta.
Quer dizer, haveria dificuldades “de lógica diferente”, mas, proporcionalmente idênticas, quer para uma aliança com o PT, quer para uma aliança com o PSDB.
Daí que essa liderança peemedebista defenda, ardorosamente, uma candidatura própria.
Mas aí surge outro problemão: onde arranjar dinheiro para a campanha?
“A falta de dinheiro é a dificuldade, embora já tenhamos alguma possibilidade de adquirir; embora a gente já comece a enxergar alguma coisa”, desconversa.
No entanto, observa mais adiante: o PMDB não desistiu da hipótese da terceira via.
Campanha nacional
Ao longo de doze anos de tucanato, os peemedebistas comeram o pão que o diabo amassou.
Mesmo durante o governo do democrático Simão Jatene, suas prefeituras e a bancada estadual foram lipoaspiradas de tal maneira que até o fidelíssimo Bira Barbosa acabou trocando de canoa.
Do grupo de comunicação dos Barbalho, então, nem se fala: a tentativa de asfixia atingiu das verbas de propaganda ao noticiário, já que era proibido repassar ao grupo até uma simples sugestão de pauta.
O problema é que os peemedebistas também penaram, e muito, nestes três anos de PT – ao ponto de reclamarem de falta de dinheiro até para o pagamento das contas de luz, em secretaria sob seu comando.
É verdade que mantiveram muitos DAS – mas, perderam a esperança.
Em outras palavras: a frustração que sentem é proporcional à empolgação que demonstravam, em 2006, após doze anos de vacas magras.
É pouco provável, no entanto, que o PMDB se alie a Jatene, uma vez que a solidez do palanque de Dilma Rousseff no Norte e Nordeste vai se transformando numa questão de vida ou morte para o PT nacional.
Nos bastidores políticos, o que se diz é que a própria ida da governadora Ana Júlia Carepa à casa de Jader, na última segunda-feira, pode ter sido motivada por isso.
No sábado, antes de embarcar para Recife, diz-me uma fonte, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, teria mantido um diálogo “muito duro” com a governadora, para mostrar-lhe as dificuldades da campanha de Dilma.
“Há uma preocupação muito grande do PT nacional, porque a vitória da Dilma só se configura no Norte e Nordeste” – contou-me a fonte – “E se o Serra colocar 60% a 40%
Uma proposta tentadora
Mas, a improbabilidade de fechamento com os tucanos, não coloca o PMDB, necessariamente, nos braços do PT.
Por isso, talvez, a proposta tentadora apresentada pelos petistas aos peemedebistas: dinheiro, máquina, para a campanha – ou seja, uma verdadeira sacola de bondades, nestes tempos bicudos em que os financiadores rareiam, por medo de escândalos.
“A nossa proposta para eles passa pelos interesses naturais de um partido de ampliar as suas bases e bancadas. E isso não é ilegítimo”, diz uma fonte petista.
É claro que uma proposta assim seduz todos os pré-candidatos – quer dizer, boa parte das principais lideranças partidárias.
Mas, até que ponto seduzirá as bases peemedebistas, levando-as a esquecer, ou ao menos a relevar, os sucessivos atritos destes três anos?
Além disso, haverá condições reais de conter aqueles petistas que também parecem agir no sentido da ruptura?
No último sábado, por exemplo, a Democracia Socialista (DS), a tendência da governadora Ana Júlia Carepa, aprovou uma moção de apoio às críticas feitas ao PMDB, pelo deputado Zé Geraldo, da tendência PT Pra Valer.
Além disso, diz-me alguém, integrantes da DS estariam “profundamente incomodados” com a ida dela à casa de Jader, na última segunda-feira.
Tudo porque a visita ocorreu no dia seguinte à publicação de um artigo do ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, no jornal O Liberal, repleto de críticas ao PMDB – o que passou a impressão de que a governadora desautorizou a atitude de seu assessor, talvez, a principal liderança da DS local.
E, se não foi assim, parece mesmo. Até porque a visita de Ana a Jader era para ter acontecido ainda na noite de domingo. Mas, o morubixaba peemedebista já dormia, quando petistas encerraram uma reunião de organização da campanha, na qual a estratégica e surpreendente visita foi decidida.
As pedras e as rosas...
Antes da visita de Ana a Jader, o PMDB vinha empurrando com a barriga qualquer definição.
“Não é para cozinhar as bases” – dizia-me um peemedebista, antes de saber da visita da governadora – “É uma questão estratégica a nível de candidatura. Quando a gente disser o que é, começam os custos e as bordoadas. E maratona, para nós, não dá”.
Tal estratégia, no entanto, já começava a irritar até mesmo petistas que defendem a aliança com o PMDB.
“Não dá para ficar esperando todo esse tempo que o Jader quer; é ficar dependendo muito dele. Não dá para a gente ficar de pires na mão como ele quer, até porque é muito cômodo pra ele”, queixou-se um integrante da Unidade na Luta, uma das tendências majoritárias do PT local.
A visita de Ana, no entanto, parece ter acalmado os petistas e deixado até os veículos de comunicação dos Barbalho “mais contemplativos”, digamos assim...
Ana está otimista e trabalha para uma definição até meados do mês que vem.
Jader não disse que sim – mas, também, não descartou a proposta que lhe foi apresentada.
No meio da semana que vem, ele deve voltar a se reunir, em Brasília, com a direção nacional do PT.
Resta, portanto, aguardar pelos acontecimentos desta semana e da próxima, que deverão lançar algumas luzes sobre a decisão do PMDB e o inteiro teor da proposta que lhe foi apresentada – que, talvez, inclua outros acepipes.
Quer dizer: os próximos dias devem sinalizar como o PMDB resolveu lidar, afinal, com as pedras e as rosas em seu caminho.
Para participar, efetivamente, do Poder. Ou, quem sabe, até para tentar reconquistá-lo.
Conselho aos jovens jornalistas: envelheçam!
Ricardo Noblat:
Encontrei, ontem à noite, no restaurante Piantella, reduto de políticos em Brasília, o jornalista Alberto Dines, que acabara de ser agraciado por Lula em cerimônia no Palácio do Planalto com a Comenda Roberto Marinho.
Dines era editor do Jornal do Brasil quando consegui na sucursal do jornal, no Recife, meu primeiro emprego como jornalista no remoto ano de 1967.
Na época, o JB era o jornal mais importante do país.
Não fui admitido ali por méritos. O chefe da redação era noivo de uma das minhas primas. Foi puro nepotismo.
No Piantella, Dines falou-me do tratamento que recebera de Lula - gentil, amigo, carinhoso, informal.
Pareceu-me encantado.
Compreensível.
Lula é um sedutor. Sabe como ninguém agradar as pessoas quando quer - e as multidões sempre.
Cobri a prisão dele no início dos anos 80 em São Bernardo do Campo. Eu trabalhava na VEJA.
Mais tarde cobri seu julgamento na Auditoria Militar do 2º Exército, em São Paulo.
Estive com ele várias vezes depois disso.
Como presidente da República, só o encontrei uma vez - e ainda assim rapidamente. Foi na sua segunda posse.
Ele aproveitou para elogiar André, meu filho mais velho, petista desde o berço, que trabalhara na campanha dele sob o comando do marqueteiro João Santana.
Na ocasião, ouvi uma provocação simpática de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula:
- André é uma prova da evolução da espécie...
Achei graça. Fazer o quê?
São muitos os políticos sedutores.
Ao mesmo tempo em que você como jornalista é obrigado a conviver com eles, na medida do possível deve manter distância deles.
Do contrário acaba servindo mais a eles do que ao distinto público.
Não é uma tarefa fácil. Não há uma receita segura para isso.
Você aprende - ou imagina que aprende - com a idade.
Daí continuar atual o que o escritor Nelson Rodrigues disse uma vez a estudantes de jornalismo da PUC do Rio.
- Que conselho o senhor daria a jovens jornalistas? - perguntou um deles.
- Envelheçam - respondeu Nelson.
Direito Eleitoral terá curso em Santarém promovido pelo MP
Com informações de Lila Bemerguy:
O Ministério Público do Estado promove um Seminário de Direito Eleitoral na próxima quarta-feira(28) , em Santarém, e terá como temas “Inovação em Propaganda Eleitoral” e “Inovações Processuais”.
O seminário será ministrado pelos promotores de justiça Pedro Roberto Decomain, do MP de Santa Catarina José Edvaldo Sales, do MP de Belém.
Pedro vai abordar as inovações na propaganda eleitoral, como a discussão sobre as medidas legais adotadas para a redução de custos da campanha; os elementos que caracterizam propaganda antecipada; propaganda na internet e por meio de mensagens eletrônicas , e outros.
Sales vai abordar as Inovações Processuais, relacionadas ao registro de candidaturas, representação por captação e gastos ilícitos de recursos, captação ilícita de votos, condutas vedadas aos agentes públicos na campanha eleitoral e outros.
As inscrições são gratuitas e limitadas. Podem ser feitas no MP de Santarém, na Tv. 15 de agosto, Centro.
Prefeitos de Belterra e Juruti tentam cooptar habitantes de Santarém
Na última quarta-feira, , o prefeito de Belterra Geraldo Pastana procurou apoio do presidente da Câmara Municipal de Santarém, José Maria Tapajós para a alteração dos limites entre os dois municípios de modo a permitir que 11 comunidades que fazem parte da área de Santarém, mas que pela facilidade do acesso são atendidas por Belterra, sejam incorporadas oficialmente pelo município vizinho.
Naquele mesmo dia, durante a sessão ordinária da Câmara, o vereador Gerlande Castro denunciou que a prefeitura de Juruti, está investindo em comunidade da região do Lago Grande, no município de Santarém, a troco de eleitores que possam passar seu domicilio eleitoral para aquele município.
O pronunciamento de Gerlande repercutiu entre seus pares e ganhou apoio de Valdir Matias Júnior (PV), Erasmo Maia (DEM), Carlos Jaime (PT) e Nélio Aguiar (PMN), que atribuem o problema a falta de investimentos do governo municipal nas localidades da região do lago Grande. Gerlande deixou claro que não é contra o investimento do município de Juruti nas localidades do lago Grande. "O que sou contra é a negociação, do investimento com a troca de eleitores para o município de Juruti. Essa é uma situação imprudente, imoral e irresponsável", afirmou.
Na região do Lago Grande e da rodovia Translago são cobiçados os habitantes das comunidades de Piraquara, Traíra I,Traíra II, Novo Paraíso, Pindorama, Soledade, Castanhalzinho, Marcos, Bom Jardim e Boa Esperança. Vivem nessas comunidades cerca de 2 mil pessoas.
Mas para o prefeito Geraldo Pastana, "é muito mais viável que as onze comunidades vizinhas ao seu município, sejam atendidas por Belterra, que é próximo, do que ter dificuldades de acesso e ficar sem assistência. Segundo ele para que fique tudo dentro da Lei Municipal é necessário que seja regularizado e que as comunidades de Corpus Cristi, Canaã, Bom Jesus, Boa Vista, São Miguel, Açaizal do Prata, Navegante, Piraninha, São Raimundo, São João e São Pedro possam fazer parte legalmente de Belterra. "Desde que iniciou o município elas vem recebendo atendimentos da nossa cidade e é por isso o interesse delas nessa mudança", afirmou.
Mas o vereador José Maria Tapajós explicou que é preciso que tenha um entendimento dos gestores dos dois municípios quanta a essa situação e ainda que exista um motivo justo, ou seja, que as comunidades envolvidas se manifestem, podendo ser através de um plebiscito ou por um abaixo assinado. "Como trate-se de um número pequeno de comunidades, pode ser feitos por um abaixo-assinado, após a manifestação dos principais interessados é preciso o entendimento dos gestores e por fim a analise e decisão do legislativo, isso através de um decreto legislativo aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado.
Pedido recadastramento eleitoral de Belterra, Juruti e Mojuí dos Campos
O vereador Valdir Matias Jr. (PV) requereu do Poder Legislativo encaminhamento junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), para que se estude a possibilidade de ser realizado um recadastramento eleitoral nos municípios de Belterra e Juruti.
Utilizando dados de órgãos oficiais, como os do IBGE e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e com base em denúncia publicada pelo jornal O Estado do Tapajós, o vereador acredita que haja indício de que, no caso de Belterra, o número de eleitores seja maior do que o número de habitantes.
Para Matias Jr., o quadro é prejudicial ao município de Santarém, onde cidadãos que residem e utilizam os serviços públicos, transferem o domicílio eleitoral para outras localidades."Você tem, por exemplo, o caso de algumas comunidades na região de Lago Grande que pela proximidade com o município de Juruti acabam votando lá. Isto é ilegal. Você tem que votar no local onde reside", ressalta o parlamentar.
Dentro do requerimento, o vereador acatou emenda incluindo nesse recadastramento o recém-criado município de Mojuí dos Campos.
DISPARAM PREÇOS DE PEÇAS E SERVIÇOS AUTOMOTIVOS
Em Santarém, o precário estado de conservação das ruas contribui para que a demanda por peças e serviços automotivos aumente, forçando, também, a elevação dos preços. Um amortecedor que custava 215 reais, no mês passado,na terça-feira já era vendido a 230 reais, em uma loja, e que custava 309 reais, no final de março, na terça-feira estava sendo vendido a 319 reais. Um pivô de suspensão, antes cotado a 50 rais, já está sendo vendido a 55 reais.
Os serviços de conserto registraram alta de 7,05% nos últimos 12 meses. O preço do seguro avançou 7,03%. O custo da lubrificação e de lavagem deu um salto de 11,37% e o de pintura de veículo, de 8,47%. As peças ficaram 4,1% mais caras.
Nos últimos 12 meses, os serviços de manutenção dos carros ficaram, em média, 8,5% mais caros, quase o dobro da inflação no período (4,99%). A disparada de preços coincidiu com o anúncio em massa de recalls - em 2009, foram 46 e, apenas nos quatro primeiros meses deste ano, 13.
Já o tempo de espera por atendimento em concessionárias e mecânicas autorizadas, que variava entre dois e três dias, passou para mais de uma semana. Isso, se as peças forem entregues a tempo.
As empresas dizem que não há muito o que fazer. Estão apenas seguindo as leis de mercado - de oferta e procura. Entre 2001 e 2009, mais 24 milhões de veículos passaram a circular pelas ruas e estradas do país. Na pressa, porém, de satisfazer o sonho de consumo dos brasileiros, as montadoras aceleraram a produção e o controle de qualidade caiu. O reflexo desse movimento foi explicitado no faturamento da indústria de autopeças, que cresceu mais de 200% nos últimos oito anos, passando dos U$$ 40 bilhões no ano passado.
Policial receberá gratificação por arma apreendida
Cada arma apreendida pela Polícia Militar equivalerá a uma gratificação em dinheiro, paga ao policial que fizer a apreensão. Isto é o que dispõe um projeto de lei a ser enviado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa do Pará ainda neste ano. A medida foi anunciada pela governadora Ana Júlia Carepa (PT) durante a cerimônia militar em alusão ao Dia de Tiradentes, patrono das Polícias Militares e Civis do Brasil, que ocorreu na manhã de ontem, no espaço Aldeia Amazônia Davi Miguel, em Belém.
A governadora também anunciou que concedeu um abono salarial aos policiais civis e militares, que varia de R$ 100,00 (para os civis) a R$ 1,2 mil (para os militares). Para a Polícia Civil, o maior abono é de R$ 500,00 para a função de delegado, R$ 200,00 para os demais policiais civis e R$ 100,00 para os auxiliares administrativos. "Estamos reestruturando a carreira da Polícia Civil", disse.
A governadora ainda destacou que já foi encaminhado para a Assembleia um projeto de lei que tem como objetivo alterar o quinquênio e o anuênio dos policiais que cogitam entrar para a reserva. Neste caso, serão modificados os cálculos proporcionais por tempo de serviço - o que deve beneficiar centenas de policiais. Ana Júlia garantiu que vai entregar até o final do ano três mil moradias aos militares: 2,5 mil delas a PMs e 500 a integrantes do Corpo de Bombeiros. Além disso, o governo estadual firmou o compromisso junto aos militares de ampliar a gratificação por jornada extraordinária, inclusive no acompanhamento de grandes eventos esportivos.
Segundo ela, até o final de 2010, pelo menos mil cabos devem preencher a vacância no cargo de sargento. No mesmo período, Ana Júlia afirma que serão abertas 350 vagas para presos na Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará), e com isso alguns policiais serão remanejados. Quanto aos três mil imóveis que serão entregues pelo governo estadual aos militares, Ana Júlia assegura que o procedimento será feito pela Cohab (Companhia de Habilitação do Estado do Pará), a partir do programa "Minha casa, minha vida", do governo federal. "Isso representa a recuperação das nossas forças de segurança pública, que estavam abandonadas durante todo este tempo, e agora passam a ser valorizada", comenta.(Amazõnia Jornal)
O lago de Belo Monte cresceu
Em 2002 a Eletronorte reapresentou à sociedade o projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, com uma nova - e atraente - roupagem. Tentava assim vencer as resistências, que mantiveram a idéia congelada por mais de uma década. O custo da usina foi reduzido significativamente - e sem qualquer perda na capacidade instalada de geração de energia, o que permitiria colocá-la no ponto final de consumo com uma tarifa três vezes inferior à que então estava vigente no Centro-Sul do país.
Não seria mais preciso barrar o rio Xingu em cinco locais a montante, para armazenar água para o período de estiagem, a jusante, quando a vazão pode ser reduzida em até 100 vezes em relação ao pique das chuvas. Nem mesmo seria necessário formar um reservatório específico para Belo Monte: o lago artificial, inicialmente previsto para ocupar 1.200 quilômetros quadrados, ficaria em um terço dessa área, metade dela já coincidindo com as inundações anuais do Xingu às proximidades de Altamira.
A usina seria praticamente a fio d'água: embora o reservatório ainda contivesse 7,7 bilhões de metros cúbicos de água, esse volume representaria apenas 8% do lago da hidrelétrica de Tucuruí. Mais importante ainda: enquanto o volume de água útil no lago de Tucuruí é de 32 bilhões de m3, em Belo Monte seria zero. Toda água que chegasse iria passando para a casa de força principal ou a secundária.
No EIA-Rima (estudo e relatório de impacto ambiental), a área do reservatório de Belo Monte sofreu uma ligeira correção para 515 quilômetros quadrados. Mas no edital da licitação da obra, [realizado dia 20], houve reajuste ainda mais acentuado, para 668 km2. A evolução, a partir da primeira versão do novo projeto, já passou de 50%. Embora em valores absolutos a diferença não seja tão expressiva, o percentual é alto demais para que a dança dos números transcorra sem explicações. E até mesmo sem cobranças, já que os opositores do projeto não parecem ter observado a mutação.
Mais um motivo - dentre vários - para que o licenciamento ambiental do projeto seja revisto, impedindo a execução da obra a toque de caixa, como acontecia quando o Brasil vivia em regime de ordem unida. Em regime democrático, o fator de convencimento tem que ser a verdade, produto que os promotores de Belo Monte ainda não apresentaram por completo.
Punição para concessionária que deteriorar patrimônio público
De acordo com o projeto, a empresa que destruir calçadas e ruas e não reparar o dano num prazo de quarenta e oito horas será multada em R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais) por dia. "A iniciativa pretende evitar o que já se tornou comum em nossa cidade. Aquela situação desconfortável quando uma empresa concessionária de serviço público destrói parte de calçamento e asfalto de ruas para realizar algum tipo de serviço, mas não faz a recuperação devida. Em muitos casos, os buracos permanecem por meses e meses e crescem com as chuvas. Sendo também um problema para o trânsito da cidade quando realizado no meio das ruas", explica o parlamentar.
O projeto prevê ainda a que a fiscalização seja realizada pela Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura). Os valores arrecadados com as multas deverão ser revertidos a um "fundo de apoio as creches comunitárias em conta vinculada e destinada exclusivamente para o apoio à educação infantil".
"Um caso bastante comum tem sido registrado, por exemplo, quando a concessionária do serviço de distribuição de água executa algum trabalho e destrói parte da via pública, mas não o recupera em tempo hábil", diz Nélio Aguiar. "Queremos evitar que obras e serviços que causam danos ao patrimônio público fiquem inacabados, deixando buracos em calçamentos e pavimentos, comprometendo assim o bem estar do cidadão", acrescenta o peemenista.
O vereador deve contar com o apoio da maioria dos colegas para aprovar o projeto de lei. Ele lembra que o projeto prevê ainda a disponibilização de um serviço de terminal telefônico 0800 para o recebimento de denúncias do descumprimento da lei por parte da população santarena. É uma forma de ajudar na fiscalização. "Queremos instituir uma lei que puna a conduta negligente das empresas concessionárias de serviços públicos, obrigando-as a recuperar os danos causados decorrentes de obras e serviços por elas prestados a toda evidência, inacabados", finaliza o parlamentar.
Candidatura de Maurício racha PMDB de Santarém
Alguns partidários de Rocha asseguram que Maurício não terá legenda para se candidatar à Assembléia Legislativa. Sabedores dessa reação, os vereadores José Maria Tapajós e o próprio Maurício já não se articulam mais com Rocha em regiões do Lago Grande, tradicional reduto eleitoral do deputado.
Os simpatizantes da reeleição de Rocha argumentam que a entrada de Maurício vai dividir o eleitorado peemedebistas levando risco as duas candidaturas. “ Se dividir muito com a entrada de Mauricio, nenhum dos dois se elege deputado”, confideou a O Estado do Tapajós uma fonte do PMDB.
Os defensores da candidatura de Maurício argumentam que o partido “não tem dono” e que o deputado federal Jader Barbalho será sensível ao pleito do grupo e garantirá legenda para que o vereador concorra à Assembléia Legislativa.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Encerrado: Ananindeua 2 x 3 São Raimundo.
Ananindeua 0 x 2 São Raimundo
Daniel, de cabeça.
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29 minutos.
Ananideua 1 x 2 São Raimundo.
André.
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34 minutos
Ananindeua 2 x 2 São Raimundo.
Kanu.
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36 minutos
Ananindeua 2 x 3 São Raimundo.
Maurício Oliveira
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43 minutos
Ananindeua 2 x 3 São Raimundo.
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49 minutos.
Encerrado.
Ananindeua 2 x 3 São Raimundo.
Primeiro tempo encerrado: Ananindeua 0 x 1 São Raimundo.
Ananindeua 0 x 0 São Raimundo
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25 minutos.
Ananindeua 0 x 0 São Raimundo
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40 minutos.
Ananindeua 0 x 0 São Raimundo
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43 minutos
Ananindeua 0 x 1 São Raimundo.
Branco, de cabeça.
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45 minutos
Primeiro tempo encerrado.
No Pará, defesa sanitária vegetal é lei
Quem transporta, produz, armazena, comercializa e industrializa material de origem vegetal, vai ter que se adequar as normas estabelecidas pela nova Lei de Defesa Vegetal N° 7392/2010, sancionada pela governadora Ana Júlia Carepa. A Lei cria uma Guia de Transito Vegetal – GTV, que vai proporcionar o controle de pragas em culturas que têm grande relevância para a economia paraense.
O deputado Carlos Martins – PT acompanhou toda tramitação da proposição do Executivo na Assembleia Legislativa do Pará. Foi dele o parecer favorável à aprovação do projeto em plenário, emitido pela Comissão de Agricultura da Casa, da qual o próprio parlamentar é presidente.
Na função de presidente da Comissão de Agricultura, Terras, Indústria e Comércio – CATIC, realizou reuniões que contaram com a presença do titular da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará – ADEPARA, Aliomar Arapiraca, e de assessores técnicos da Agência. Na ocasião, o projeto foi intensamente debatido pelos parlamentares que compõem a CATIC, para só então ter o parecer favorável aprovado. Carlos Martins defendeu a importância do projeto declarando, “acredito ser de grande relevância para a saúde da população paraense, na medida em que regula criteriosamente os meios de se manter a sanidade vegetal no Pará. Assim como a implantação da educação sanitária, evitando futuras infrações”.
Jader Barbalho destronado
Petistas incham a máquina oficial
Lúcio Flávio Pinto
Quando Ana Júlia Carepa assumiu o governo, em janeiro de 2007, o Estado contava com 95.230 servidores públicos, que lhe custavam quase 170 milhões de reais por mês. Não houve maior alteração nesses números até os dois primeiros meses de 2008. A partir do segundo bimestre desse ano, porém, começou a haver crescimento. Em abril já eram 99.807 servidores e a folha de pessoal chegara a R$ 200 milhões mensais. Entre julho e agosto o quadro de funcionários estaduais voltou à casa dos três dígitos (101.770 exatamente).
Em abril de 2009 o número já era de 109.314 e o custo estava próximo de R$ 220 milhões, sem incluir o orçamento previdenciário. Metade do efetivo (51.171) eram servidores de nível médio, havendo 31 mil de nível superior e 17 mil de nível operacional. Ou seja: em pouco mais de dois anos o governo do PT incorporou quase 15 mil funcionários ao serviço público, com um acréscimo de quase R$ 50 milhões à folha (ou quase 30%, bem acima da inflação no período).
A questão que fica desses números: o crescimento foi para ajustar a máquina oficial às demandas do Estado, que também cresceram demais? Essa hipótese pode ser comprovada pelo aumento da produtividade e eficiência do governo? Ou ele podia até melhorar seu desempenho com a mesma estrutura de pessoal existente, fazendo apenas ajustes entre os diversos setores (uns inchados, outros anêmicos)?
Respostas satisfatórias dependerão do acesso a informações melhores do que as que foram divulgadas na edição do Diário Oficial de 13 de agosto do ano passado. Confesso que só a li na semana passada, agradavelmente surpreso em encontrá-la e negativamente chocado por sua sumariedade. De uma só vez, o governo Ana Júlia cumpriu, nessa edição, a exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, de publicar bimestralmente o demonstrativo da remuneração do pessoal.
O descumprimento da obrigação, que acarreta crime de responsabilidade, começou na administração de Simão Jatene (2003-2006), que interrompeu a série, mantida pelos seus antecessores (inclusive por seu “padrinho”, Almir Gabriel), mesmo que a muito custo. O atual pré-candidato do PSDB a voltar ao governo simplesmente deixou de publicar as informações, ninguém lhe cobrou o compromisso (exceto este jornal) e ficou por isso mesmo, como se o Pará fosse a casa da Noca (e não a “terra de direitos” da propaganda petista).
Ana Júlia seguiu o péssimo exemplo do seu provável antagonista desta eleição. Continuei cobrando e o governo, ignorando. Até que alguém, com poder institucional para tal, deve ter obrigado a governadora a se submeter à lei, para não reduzi-la, de novo, a mera potoca baratista. Confesso minha falha no acompanhamento regular do Diário Oficial, que faço quando os processos judiciais maioranicos (e de outros poderosos) não me desviam da minha função profissional, de auditor do poder em nome do povo (não meu ofício pessoal, mas de todo e qualquer jornalista). Só fui ler essa edição do DO ao fazer a revisão de montanhas de papéis que escaparam ao meu controle. Não é por acaso que os interessados em me calar me processam seguidamente, sem o menor respeito pela justiça.
Por iniciativa própria ou por pressão externa, finalmente o governo petista publicou a demonstração da remuneração dos seus servidores, exigência que todos os demais poderes constituídos cumprem regularmente. De uma vez saíram os boletins bimestrais, desde janeiro de 2007 até abril de 2009. Mas sem seguir o padrão anterior. Só foi incluído o pessoal ativo. Não houve mais a distribuição dos funcionários pelos locais em que estão lotados. A razão? Simples: esconder da opinião pública o autêntico exército de assessores especiais (provavelmente já acima de mil) que servem (ou deviam servir) à governadora, colocados em seu gabinete. Um escândalo funcional que o PT prometia encerrar, mas apenas repetiu.
Ao contrário do que acontecia antes, já não se pode mais apontar o quanto essa assessoria pesa aos cofres do erário por falta da especificação, mas a tese da repetência do PT nos maus hábitos administrativos pode ser demonstrada. Em janeiro de 2007 havia no Estado 5.134 servidores em cargos comissionados, divididos praticamente ao meio entre os que tinham e os que não tinham vínculo (2.616 e 2.518), e que custavam mais de R$ 7 milhões ao mês. Em abril do ano passado esse contingente pulou para 7.435, com quase o dobro daqueles sem vínculo funcional (que passaram a ser 4.862), enquanto o total dos vinculados até diminuiu um pouco (para 2.573). Já o custo mensal, por isso mesmo, mais do que dobrou, chegando a R$ 16 milhões.
Ou seja: como determina o mandamento partidário, os companheiros encontraram lugares mais bem remunerados para os companheiros, que caem de pára quedas no serviço público e lá podem até se eternizar, dependendo dos arranjos. Sempre reservando uma parcela expressiva do que ganham para o partido, garantindo seu milionário fundo à base do velho patrimonialismo, tingido de vermelho.
Ainda não pude verificar se a publicação foi atualizada de agosto para cá nem reconstituir as origens da decisão do governo Ana Júlia de, finalmente, cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, um dos melhores penduricalhos que a legislação incorporou ao corpo brutamontes do aparelho de Estado. Precisarei de mais tempo para me atualizar ao Diário Oficial e consultar fontes, cada vez mais difíceis. Espero que os processos maioranicos não continuem a atormentar minha atividade profissional e me impedir de cumprir meu dever para com o distinto público: informá-lo sobre o que dizem e fazem os poderosos. Que, como se pode ver em mais este exemplo, não cumprem suas promessas de transparência, quando chegam a fazer promessas.terça-feira, 20 de abril de 2010
Diálogo reaberto: Ana Júlia espera fechar aliança com PMDB até o mês que vem
A governadora Ana Júlia Carepa está otimista: embora não haja um prazo determinado para isso, ela acredita que a aliança como PMDB pode estar fechada até meados do mês que vem. “Pelo menos, vou trabalhar para isso”, disse a governadora, há pouco, à Perereca da Vizinha.
Ana não quis falar sobre a proposta entregue na noite de ontem ao presidente regional do PMDB, Jader Barbalho, pelo presidente regional do PT, João Batista, com vistas às eleições do próximo outubro.
Mas revelou que foi dela a idéia de ir à casa de Jader, na manhã de ontem, para conversar sobre a coalizão. E explicou o porquê:
“Todos os diálogos que temos tido, inclusive o último, apontavam para que a gente conversasse. Na democracia as lideranças têm de conversar, é natural. Então, por isso é que procurei o diálogo com o deputado (Jader), como tenho feito com outros partidos e lideranças”.
Perguntei à governadora se é verdade que ela e Jader já nem se falavam mais. Ela negou: “Eu tinha falado com ele por telefone há umas semanas. O que estava acontecendo é que a gente não estava conseguindo se encontrar. Mas o diálogo estava acontecendo”.
E acrescentou, mais adiante: “Se vai sair a aliança, não é uma resposta que eu tenha agora. O meu papel é procurar os partidos que integram o meu governo, para que a gente possa caminhar juntos. Isso é o que me move. Estou seguindo a estratégia das lideranças nacionais”.
Ana riu quando lhe perguntei se foi estratégica, também, a sua visita-surpresa à casa de Jader. E comentou: “ele é meu vizinho. Fui lá fazer uma visita ao meu vizinho!”
Disse que todas as conversas que manteve com Jader sempre foram muito amistosas e respeitosas: “Nunca deixamos de ser gentis; isso sempre foi uma marca das nossas conversas. Agora, na política, se discute quando há problemas a superar”.
Perguntei à governadora como ela via, em meio a todo esse esforço de negociação com o PMDB, até com a participação da direção nacional do PT, as críticas feitas, na semana passada, pelo deputado federal Zé Geraldo e pelo ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty.
A resposta dela: “A gente não tem responsabilidade disso, assim como há críticas do PMDB a mim. Isso faz parte. As lideranças políticas têm liberdade de se expressar. Não creio que isso seja um problema. Vamos contornar isso e trabalhar no sentido de uma aliança ampla”.
Ana lembrou, porém, a dificuldade de aprovação, pela Assembléia Legislativa, do empréstimo de R$ 366 milhões que o Governo pretende contrair junto ao BNDES, para compensar as perdas decorrentes da crise financeira internacional.
“Há um fato inédito, que é a Assembléia Legislativa não aprovar esse empréstimo” – disse ela – “E penso que a preocupação de lideranças como o Zé Geraldo é muito mais nesse sentido. Ele sabe que os municípios estão precisando muito desses recursos”.
Perguntei também à governadora se é verdade, como diz o deputado Parsifal Pontes, que ela resolveu tomar as rédeas do próprio governo, em vez de deixar as articulações, apenas, nas mãos de interlocutores nacionais.
A resposta: “A idéia de ir lá foi minha. O PT é um partido nacional e uma coisa é a ajuda das lideranças, o que é importante. Agora, as rédeas têm de ser minhas mesmo e do partido. Quem vai fechar isso somos nós. A gente está conduzindo o diálogo com a nacional, porque as alianças também acontecem em nível nacional”.
Perguntei-lhe se admitia erros nas articulações políticas do governo, não apenas com o PMDB, mas, com a totalidade da base aliada.
“Reconheço que em todo processo político existem percalços. E, até numa relação familiar, existem situações em que, mesmo a gente se amando, há problemas. Cabe a quem tem liderança procurar superar isso”, respondeu.
Indaguei se está otimista, quanto à possibilidade de fechar a aliança com o PMDB nos próximos dias.
Disse ela: “Sou otimista por natureza. Acho que demos um passo. Sei que não é um processo da noite para o dia. Mas é um passo importante no processo de diálogo. Não podemos é perder tempo”.
Ana contou ter tido conhecimento de que vários prefeitos estiveram na Assembléia Legislativa, solicitando aos deputados a aprovação do empréstimo de R$ 366 milhões. E comentou: “Eles estão agindo legitimamente como líderes”.
Perguntei se considerava, como alegam alguns petistas, que o PMDB agiria, hoje, muito mais como inimigo do governo – seja devido às críticas veiculadas pelo grupo de comunicação dos Barbalho, seja em decorrência da relutância do partido em aprovar o empréstimo de R$ 366 milhões.
O que disse a governadora: “Acho que o PMDB é um aliado que está dentro do governo. Mas tem lideranças do PMDB que trabalham pela aliança, e tem outras que trabalham pela ruptura”.
Então, em que grupo se inclui o deputado Jader Barbalho? A resposta: “Jader está ouvindo. Como fez questão de dizer, não é o dono do partido. E vai fazer a sua avaliação em cima do que achar adequado. O que eu propus é que ele se paute pelos interesses do desenvolvimento do estado”.
E acrescentou: “Temos feito um governo inovador e estamos atraindo investimentos, como esses que resultaram na siderúrgica de Marabá. Estamos agregando valor aos nossos recursos naturais, estamos industrializando os nossos recursos. Aquilo que se sonhou durante muito tempo está finalmente acontecendo. Expus isso a ele (Jader). Falei sobre o Ofir Loyola que, pela primeira vez em muitos anos, não tem fila. Falei sobre isso: sobre todos esses imensos avanços”.
Ana disse que não foi fixado um prazo para o fechamento da aliança com o PMDB, embora esteja trabalhando para que isso aconteça nos próximos 15 dias ou até meados do mês que vem.
E observou: “Foi uma preocupação comum, nossa, a de que não podemos perder tempo. Vou trabalhar para fechar até o final do mês, mas, não posso criar expectativas. Espero que até meados do mês que vem isso esteja resolvido”.
E arrematou: “Sei que as coisas não são assim. Sei que isso merece um tempo. Quando as relações ficam difíceis, estremecidas, a gente tem de fazer um trabalho de reconquista, que nem acontece com dois namorados que têm de ter um tempo mínimo antes de poderem voltar”.
Classificação do segundo turno do Parazão
CLASSIFICAÇÃO DO 2º TURNO – TAÇA ESTADO DO PARÁ | ||||||||||
| POS | TIMES | PG | J | V | E | D | GP | GC | SG | AP |
| 1° | ÁGUIA | 12 | 5 | 4 | 0 | 1 | 7 | 8 | -1 | 80% |
| 2° | PAYSANDU | 10 | 5 | 3 | 1 | 1 | 14 | 7 | 7 | 67% |
| 3° | REMO | 10 | 5 | 3 | 1 | 1 | 11 | 9 | 2 | 67% |
| 4º | CAMETÁ | 7 | 5 | 2 | 1 | 2 | 7 | 7 | 0 | 47% |
| 5° | INDEPENDENTE | 6 | 5 | 1 | 3 | 1 | 12 | 12 | 0 | 40% |
| 6º | SÃO RAIMUNDO | 5 | 4 | 1 | 2 | 1 | 6 | 6 | 0 | 42% |
| 7° | ANANINDEUA | 3 | 4 | 1 | 0 | 3 | 7 | 9 | -2 | 25% |
| 8° | SANTA ROSA | 0 | 5 | 0 | 0 | 5 | 6 | 12 | -6 | 0% |
Última rodada - Além disso, a última rodada da fase classificatória do Parazão também sofreu mudanças, mas, desta vez, em todos os jogos. Paysandu x São Raimundo; Cametá x Ananindeua; Santa Rosa x Independente; e Águia x Remo passaram do domingo (2) para o sábado (1º).
(Com informações da Rádio Clube e Portal ORM)
Jader revela: PT deve apresentar “leque de motivações” ao PMDB ainda nesta semana
Ana Célia Pinheiro
“Acho que foi um gesto espontâneo da parte dela, em conseqüência da visita do José Eduardo Dutra (presidente nacional do PT), que deve ter conversado com ela e ela deve ter decidido estabelecer um canal de conversação. Creio que o Dutra deve ter recomendado que ela conversasse comigo, para retomar as conversações, com vistas às próximas eleições”.
A declaração foi feita há pouco à Perereca da Vizinha, pelo presidente regional do PMDB, deputado federal Jader Barbalho, acerca da conversa que manteve, na manhã de ontem, com a governadora Ana Júlia Carepa – que quebrou o protocolo e foi à casa do deputado, para um cara a cara com ele, durante cerca de uma hora (leia a postagem anterior).
Jader evitou entrar em detalhes em relação ao que Ana ofereceu ao PMDB, para a repactuação da aliança vitoriosa de 2006. Disse, apenas, que Ana ficou de lhe apresentar “um leque de motivações”, para que ele discuta com seus correligionários.
Ele não soube dizer ao certo a data de apresentação dessas propostas pela governadora, mas acredita que isso ocorrerá ainda nesta semana.
O morubixaba peemedebista negou que tenha ficado sem reação, tamanha a surpresa, na manhã de ontem, ao receber a visita da governadora em sua casa, no condomínio Cristal Ville.
“Não fiquei sem saber o que dizer. Ela é minha vizinha, afinal de contas. Nunca tive dificuldades pessoais com ela, em nenhum momento houve indelicadeza, falta de educação. As conversas sempre foram cordiais entre nós. É natural que, na política, haja momentos de atritos e de inconveniências. Mas nunca houve, no meu relacionamento com ela, indelicadezas”, afiançou.
Jader contou que, durante o encontro, disse à governadora mais ou menos o seguinte: “Vocês conversem e proponham, façam uma proposta de participação e eu vou conversar com os companheiros do PMDB”.
E acrescentou ao blog: “Sim, porque eu não sou dono do partido. Eu converso com os meus companheiros”.
Perguntei-lhe se é verdade que há grande resistência entre os peemedebistas em relação a uma aliança com os petistas, para as eleições do próximo outubro.
A resposta de Jader: “Existe hoje no PMDB entusiasmo em relação a uma candidatura minha ao Governo, em razão até das pesquisas. O que existe é isso. O sonho de um partido é ter candidatura própria. E evidentemente que entre uma candidatura ao Governo e apoiar outro partido, a simpatia é mais pela candidatura própria”.
O deputado deixou claro, porém, que ainda não decidiu seu futuro político – se será candidato ao Governo ou ao Senado:
_Estamos examinando essas questões com muita calma. Até porque são questões políticas; não podem ser examinadas como projeto pessoal. Como líder do partido, tenho obrigação de examinar todos os ângulos.
Perguntei-lhe, então, se hoje o PMDB estaria mais próximo de Ana Júlia ou do tucano Simão Jatene. A resposta: “hoje, estamos distantes de todos dois”.
Indaguei-lhe, ainda, o que existe de verdade, nas especulações da blogosfera, acerca do distanciamento ou reaproximação com o PT.
A resposta dele: “O que existe é diálogo, principalmente fomentado pela direção nacional e por setores locais do PT”.
Apertei: perguntei quais as chances, numa escala de 1 a 10, de retomada da aliança com os petistas.
A resposta: “Fica difícil estabelecer, porque a política é profundamente dinâmica. Acho que o importante é não amesquinhar essas questões. Vamos analisar e aí ver o caminho que vamos tomar, evitando posturas preconceituosas. Não existe isso, especialmente num comandante de longo curso, como é o meu caso. Já vi muita noite de luar e já enfrentei muitas tempestades. Temos que ter tranqüilidade para isso, para não assumir posturas precipitadas. Isso fica para os iniciantes, que é um direito que eles têm. Aliás, até li um dia desses uma frase que considerei fantástica: Não sou tão jovem para saber tudo”.
Jader também confirmou o encontro que deverá manter, possivelmente no meio da próxima semana, em Brasília, com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra: “O Dutra me fez um pedido nesse sentido, que a gente sente para conversar”.
Perguntei-lhe, por fim, se as propostas que serão apresentadas pelo PT ao PMDB incluirão, além de participação no governo, também na campanha eleitoral. A resposta dele: “A essa altura, vamos discutir é a campanha eleitoral. Qualquer outro tipo de tema é perda de tempo”.
CNJ aposenta juíza que ordenou prisão de menina em cela com 23 homens em Abaetetuba
Agencia EFE
Rio de Janeiro, 20 abr (EFE).- O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu hoje com aposentadoria compulsória uma juíza que ordenou a prisão de uma menina de 15 anos em uma cela na qual estavam 23 homens, vários dos quais a violaram repetidamente.
Os membros do Conselho impuseram à juíza por decisão unânime a máxima sanção disciplinar prevista contra um magistrado e remeteram o processo ao Ministério Público para que o órgão adote medidas penais e civis.
A irregularidade ocorreu em 2007 quando a juíza Clarice Maria de Andrade, titular da 3ª Vara Criminal de Abaetetuba (PA), ordenou a prisão de uma menina de 15 anos acusada de furto na única cela existente na cidade junto a 23 homens presos.
A menor permaneceu detida na cela durante 20 dias, onde foi abusada sexualmente por vários dos presos, inclusive por um soropositivo.
Segundo os membros do Conselho Nacional de Justiça, além de ter sido negligente, a juíza falsificou um documento para justificar sua decisão.
Isso porque, quando a imprensa denunciou uma irregularidade que causou protestos de organizações de defesa dos direitos humanos e do próprio Governo, a juíza divulgou uma ordem de libertação forjada e com uma data anterior.
Segundo a investigação dos membros do CNJ, a juíza sabia das condições da cela antes de ordenar a prisão da menor no local e não suspendeu a determinação nem ao ser informada dos abusos sexuais sofridos pela menina.
"Ela não tem condições de ser magistrada em nenhum lugar do mundo", afirmou o conselheiro Marcelo Neves, um dos responsáveis pela sanção.
O juiz Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e também do CNJ, disse que a decisão tem um caráter emblemático por demonstrar que casos assim não podem se repetir.
Embora não poderá voltar a trabalhar no Poder Judiciário, Clarice Maria de Andrade receberá como aposentadoria um salário proporcional ao tempo que se atuou como magistrada.
A ex-juíza só poderá ser privada de seu direito à aposentadoria caso seja condenada penalmente. EFE
Justiça cassa liminar e libera leilão de Belo Monte
O TRF 1ª Região (Tribunal Regional Federal) cassou novamente uma liminar que impedia o leilão de Belo Monte, no Pará. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ainda não se posicionou, mas poderá realizar o leilão da usina ainda hoje, data inicialmente agendada para a disputa.
Ontem, minutos depois de ser informado de nova liminar suspendendo o leilão, o governo entrou com recurso para cassar a decisão. A liminar de ontem foi concedida pelo juiz Antonio Carlos Almeida Campelo, de Altamira (PA), que atendeu um pedido do Ministério Público Federal. Essa é a segunda tentativa do MPF de brecar o leilão da usina, orçada em cerca de R$ 19 bilhões e um dos maiores projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Quando construída, a hidrelétrica de Belo Monte terá potência instalada de 11.233 MW (megawatts) e um reservatório de 516 quilômetros quadrados. A usina será construída no município de Vitória do Xingu (PA).
Pontuando - José Olivar
Doutor Bactéria vem a Santarém
TRF da 1ª Região não julgará recurso da AGU sobre Belo Monte hoje
Continuará suspenso o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Os pedidos de suspensão da Advocacia-Geral da União (Aneel) (SLAT 0022487-47.2010.4.01.0000) e do IBAMA (SLAT 0022486-62.2010.4.01.0000) contra decisão prolatada na Subseção Judiciária de Altamira, no Pará, que suspendeu o leilão pela segunda vez, não serão apreciados hoje pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, informa a Assessoria de Comunicação Social do órgão.
Quanto ao pedido de reconsideração da decisão em liminar que havia autorizado a realização do leilão da usina a ser construída no Rio Xingú, objeto do agravo regimental interposto pelo Ministério Púbico Federal (SLAT 0021954-88.2010.4.010000), este será submetido à Corte Especial do Tribunal oportunamente.
Ana Júlia quebra o protocolo e vai ao encontro de Jader, para resgatar aliança com o PMDB
Ana Célia Pinheiro
É possível que a governadora Ana Júlia Carepa tenha dado um passo decisivo para a repactuação da aliança entre o PT e o PMDB: na manhã de ontem, em companhia do deputado federal Paulo Rocha, ela atravessou os cem metros que separam a casa dela da casa do deputado Jader Barbalho, no condomínio Cristal Ville, e teve um longo bate-papo com o morubixaba peemedebista.A notícia, sob o título “Adivinhe quem veio para o café?”, foi publicada na noite de ontem pelo blog do deputado Parsifal Pontes, do PMDB, e também no Espaço Aberto.
Diz o deputado na postagem:
“Hoje pela manhã o deputado federal Jader Barbalho gravava uma participação radiofônica. O seu assessor, Antônio José, entrou-lhe no gabinete e disparou:
- A governadora Ana Julia e o deputado federal Paulo Rocha estão aqui...
Jader Barbalho, entre incrédulo e surpreso:
- Aqui aonde, rapaz?!
Antônio José, em tom mais convincente, ratificou:
- Dr. Jader, eles estão aqui, na sua casa: na sala.
A governadora mora a menos de 100 metros do deputado Jader e, talvez convencida pelo deputado federal Paulo Rocha, resolveu afastar os interlocutores de fora das fronteiras do Pará.
Ao atravessar a pequena distancia física que separa a casa dela, da residência dele, Ana Júlia fez um gesto para encurtar a enorme distancia política que os dista.
Talvez, tenha sido este o gesto mais aprumado que a governadora tenha tomado no seu relacionamento com o PMDB: o outro seria mandar a criançada que a cerca para o abecedário, inclusive o doublé de articulista dominical.
A surpresa de Jader Barbalho ao se ver, não mais que de repente, com a governadora do Pará em sua sala, sem nada ter sido marcado, sensibilizou-o: refeito da contingência, recebeu-a com gentileza, como lhe é peculiar.
A conversa foi longa. Jader, comme il faut, mais ouviu do que falou. O deputado Paulo Rocha fez algumas observações.
Embora não muita coisa nova tenha sido tratada, permita-me o leitor, por questões estratégicas, e até protocolares, não revelar o teor da entrevista.
Mas, prometo que um dia brindar-lhes-ei com a completa crônica do episodio, que passará a ser um dos mais pitorescos da historia política do Pará”.
O link para a postagem está aqui, e vale à pena dar um pulo lá, até pelos muitos comentários que recebeu: http://pjpontes.blogspot.com/2010/04/adivinhe-quem-veio-para-o-cafe.html
Conversei, na noite de ontem, com Parsifal. Ele disse que a conversa de Ana e Jader durou de 40 minutos a uma hora, mas garantiu que nada de novo foi decidido, nem sequer a data do próximo encontro entre os dois.
Ana teria renovado ofertas já feitas a Jader – uma vaga ao Senado (a outra é de Paulo Rocha), até pelo fato de o cacique peemedebista ter dito ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, na manhã do último sábado, em Belém, que gostaria, de fato, de se candidatar a senador.
Ana também teria oferecido ao PMDB participação no Governo e na campanha, mas, sem entrar em detalhes.
Além disso, não teria tocado na Vice, embora tenha oferecido essa vaga publicamente ao PMDB, há cerca de dois meses.
Ana teria chegado a pé na casa de Jader e demonstrado, no início, certo nervosismo. Até porque, segundo me disse no início da noite uma fonte peemedebista, Jader já teria decidido não mais atender os telefonemas da governadora.
“Ela devia saber que o Jader estava em casa, porque os assessores mais próximos dele estavam lá. Aí, ela nem se preocupou em telefonar: foi lá. Entrou e se colocou na sala. E foi algo tão surpreendente que o Jader, no início, não acreditou: achou que era brincadeira do Antonio José”, contou Parsifal.
De tão supreso, Jader teria até comentado a assessores próximos: “No tempo de vida que tenho e acostumado a qualquer situação, fiquei uns 60 segundos sem saber o que ela dizia, tentando me recompor e pensando no que ia fazer”.
Parsifal afirma que também ficou surpreso com o fato: “Qualquer um ficaria. A coisa que ele (Jader) menos esperaria ela chegar na sala da casa dele e encontrar a Ana Júlia, sem que nada tivesse sido combinado”.
Ele jura, no entanto, que nem essa atitude da governadora conseguiu apaziguar os ânimos entre o PT e o PMDB – que andam pra lá de exasperados.
Mas, admite: “Ela quebrou a incomunicabilidade. Ela queria restabelecer o diálogo e quebrou aquela coisa de eles não se falarem”.
Perguntei a Parsifal o que ele achou, afinal, da ida de Ana à casa de Jader.
A resposta dele: “Achei uma atitude corajosa. Mas, é claro, isso também pode ser analisado como um gesto de desespero e uma atitude de quem quer realmente fazer essa coalização”.
O deputado lembrou que, ao ir ao encontro de Jader dessa maneira, “ela (a governadora) abriu mão do próprio rito do cargo. Foi uma coisa extrema, que deixa o Jader numa situação muito complicada, do ponto de visto político e pessoal”.
E analisa: “Ela resolveu agir. Se ela se colocasse a consultar os conselheiros dela, não tomaria essa atitude”.
Para ele, o gesto de Ana Júlia “pode ser o início da busca de uma autoridade da qual ela abriu mão, já que começou a ficar à mercê de interlocutores, o que demonstra fraqueza. Ela pode ter resolvido tomar as rédeas novamente. E como ela é a governadora, você acaba tendo de considerar as colocações dela, já que o resto – Puty e outros interlocutores - já não levamos a sério, até porque achamos que eles contribuíram para a deterioração do mandato dela, não apenas em relação a nós, mas, à Assembléia Legislativa como um todo”.
Perguntei a Parsifal se ele acredita que isso, afinal, abriu a porta para a renovação da aliança entre petistas e peemedebistas.
A resposta dele: “Não digo que isso vá levar à repactuação da aliança, mas, se tiver que levar, é por aí. O caminho seria esse, a governadora tomando as rédeas de seu governo. Se ela resolver ser governadora, fazer a articulação, é por aí o caminho para a repactuação com o PMDB”.
O deputado salientou que o PMDB já não aceita os interlocutores do governo e que as conversas mantidas com o PT, em Brasília, têm versado muito mais sobre a coalizão nacional.
E observou: “Agora, no momento em que ela (a governadora) arreda essa turma e se coloca como interlocutora, a conversa muda de figura. É uma demonstração de que ela quer tomar as rédeas do governo dela. E o problema sempre foi esse: ela entregou as rédeas do governo a esse pessoal, que não sabe fazer articulação política”.
Por “esse pessoal” leia-se assessores próximos da governadora, como é o caso de Cláudio Puty, Carlos Botelho, Maurílio e Marcílio Monteiro, todos integrantes da Democracia Socialista (DS), a corrente política de Ana Júlia; e todos, também, integrantes do chamado “núcleo duro” do Governo.
Perguntei ainda ao deputado se esse encontro com Jader, da forma como aconteceu, pode ter contribuído para a aprovação, pela Assembléia Legislativa, do empréstimo de R$ 366 milhões que o Governo Estadual pretende contrair junto ao BNDES, para repor as perdas decorrentes da crise financeira internacional, no ano passado (o empréstimo, aliás, tem gerado uma verdadeira queda de braço entre o Governo e os deputados estaduais).
Mas Parsifal garantiu que Ana Júlia só mencionou o empréstimo, sem entrar em detalhes.
E acrescentou: “Não é só tratar com o PMDB esse assunto. Isso tem de ser rearticulado na Assembléia. O fato de o PMDB apoiar pode facilitar as coisas, mas os partidos não ficarão a reboque de nós. Isso precisa de uma rearticulação total. E só ela (Ana Júlia) salva isso. Essa coisa de ficar querendo fazer pressão em cima dos deputados não resolve. A Assembléia Legislativa não é uma fábrica, um sindicato. É fazer o que o Lula fez, quando teve problemas no Legislativo: chamou para ele. Nem que o PMDB caminhe com ela (a governadora), tem outra questão a resolver, que é a rearticulação da base do governo”.
Na sua opinião, o que há de novo, de fato, é que Ana Júlia “tomou uma atitude. É como se ela tivesse parado de brincar e dissesse: a política aqui sou eu. Se foi assim realmente que ela pensou, o caminho é esse”.
Mas, embora cordial, essa não foi a melhor conversa entre Ana e Jader. Diz Parsifal:“Ele (Jader) nunca tratou a governadora de maneira indiferente, nem mesmo nos momentos piores. Mas já houve melhores (conversas), quando ainda estávamos em lua-de-mel, antes de ela tomar posse”.
Reunião
No começo da noite de ontem, já se podia notar certo otimismo em liderança petista ouvida pelo blog.
Apesar dos sucessivos atritos entre petistas e peemedebistas, que vêm se acirrando desde fevereiro, a informação era de que as conversas com Jader “estão avançando bem”.
“Vai ser surpresa. Ele (Jader) deve fechar com o PT”, afiançou a fonte.
Disse ainda não haver data para o fechamento da aliança, mas que isso “deve ser logo, logo”.
No meio da próxima semana, aliás, a previsão é de um novo encontro, em Brasília, entre Jader e a direção do PT.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Subestação do linhão da Eletronorte em Uruará não suporta demanda
Entrevista com Maria do Carmo

Liberação de verbas federais
Prefeita Maria do Carmo diz que seu governo monta plantão em Brasília para conseguir liberação de verbas federais. "Uma semana é a Valéria(Seminf) e Inácio(Governo), que estiveram lá na semana passada. Hoje quem dá plantão é o Emanuel(Planejamento), informou a prefeita, que na campanha de sua reeleição afirmou que Santarém seria privilegiada na liberação de verbas porque pertencia ao mesmo partido do presidente da república e da governadora Ana Júlia.
Tapa-buracos
Prefeita diz que serão quatro frentes de trabalho. Uma vai atuar em ruas asfaltadas recentemente, uma nas de tráfego intenso, outra nas mais castigadas pelas chuvas e a última em asfaltadas há muito tempo.
Sem verbas para o cais de arrimo
A prefeita admite que seus secretários nem sequer foram recebidos no Ministério da Integração Nacional. Valéria e Inácio foram em busca de verbas para a reconstrução do trecho do cais de arrimo que está interditado. " Vou pedir ajuda para o José Maria Tapajós, que sabe os caminhos junto ao PMDB para liberar verbas naquele ministério", brincou Maria.
Magalhães Barata e Turiano Meira
Maria do Carmo informou que as obras na Magalhães Barata serão retomadas esta semana a partir da Plácido de Castro até a Irurá.
O asfaltamento da Turiano Meira( a partir da Muiraquitã) também será iniciado após o começo da pavimentação da avenida Borges Leal.
Prefeita ameaça empresa por atraso em obras do PAC
Maria acaba de anunciar que pode rescindir o contrato com a Mello de Azevedo por causa do atraso nas obras do PAC no Uruará. Visivilmente irritada, a prefeita disse não acreditar nos reais motivos de tanta morosidade. " Há dinheiro para a obra, não concordo que a empresa não tenha dinheiro para contratar um vigia para cuidar das casas. Enquanto a obra não nos for repassada concluída, a obra é de responsabilidade da empresa", explicou Maria, ao responder uma pergunta sobre o roubo de caixas-d'água das casas do PAC no Uruará.
Faltam engenheiros para fiscalizar empreiteiras da prefeitura
Mais uma justificativa para a má qualidade e atraso de algumas obras de infra-estrutura da cidade: a falta de engenheiros da Seminf para fiscalizar as empresas que prestam serviço à prefeitura de Santarém. "São apenas três. Não dão conta. A gente paga baixos salários e isso não atrai outros engenheiros para essa função", justificou a prefeita.

