quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desatenção e sonegação de mãos dadas em Belém

Lúcio Flávio Pinto

Romulo Maiorana morreu em 23 de abril de 1986. O fato se tornou do amplo conhecimento público, dada a notoriedade do personagem. Todos ficaram sabendo, menos a prefeitura de Belém. Ela executou o falecido pelos débitos acumulados de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 1997, 1998 e 1999. Mais de 10 anos antes o imóvel objeto da execução passara do nome do fundador do grupo Liberal para a viúva e seus filhos, que não pagaram o imposto (como fazem costumeiramente), mas adotaram todos os procedimentos para legalizar a transferência.

A partilha foi aprovada em dezembro de 1987 e o formal expedido três meses depois, além de ser registrado na matrícula do imóvel, consumando a transferência. Mas a cobrança do IPTU foi expedida em nome de Romulo pai. Por isso, o juiz da 4ª vara dos feitos da fazenda pública de Belém extinguiu a execução fiscal sem resolução de mérito por ilegitimidade passiva. A prefeitura ainda recorreu. Alegou descabida a tese da ilegitimidade por ser possível a substituição processual do falecido por seus herdeiros e argumentou que os sucessores deviam ter promovido a averbação administrativa da transferência.

Mas perdeu todos os recursos apresentados até agora, à unanimidade e sem qualquer consideração pelo mérito, em virtude da grave falha de citação, que dá causa à extinção do processo. Talvez continue a perder enquanto não fizer a sua parte, que é atualizar o seu cadastro e ter o mínimo de informação sobre o que acontece no mundo. Citar um morto famoso, nas circunstâncias do caso, é ignorância, incompetência ou má fé?

Todas as especulações podem ser consideradas, como parece sugerir o voto do desembargador-relator da apelação na 1ª Câmara Cível Isolada, Leonardo Tavares. Ele disse na sua manifestação que as alegações do representante da prefeitura no recurso “afiguram-se inconsistentes, dando a impressão que não dispensou a atenção devida quando da leitura dos autos ou até mesmo que não os leu”.

Quantos sonegadores de impostos já não se aproveitaram dessa “desatenção”, que favorece o mau cidadão, sobretudo aquele que, podendo (e devendo) pagar, em função de seus muitos e sólidos recursos, foge ao seu dever? Eis uma questão relevante. O Ministério Público podia atrás de uma resposta e dos responsáveis pelo prejuízo causado ao erário.

Realidade da Amazônia

Carlos Matos Bandeira Jr.

Foto: Carlos Bandeira Jr.

A comunidade de Água Fria, distante uns 70 km da Vila de Curuai no Pará , é um exemplo do isolamento e as peculiaridaes geográficas que vive o povo da Amazônia. As mais de 80 famílias que ali vivem tem apenas uma estrada de terra batida como opção de transporte caso necessitem de algum auxilio fora dali. Meio de comunicação somente o rádio alimentado por pilhas. Celular ainda é um sonho distante para esse povo. 

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Ibama não dispõe de estatística pesqueira para embasar defeso de espécies

Aritana Aguiar
Free lancer


Começa mais um período de defeso de peixes na região Oeste do Pará, mas o IBAMA não dispõe de verbas para financiar um serviço de estatística pesqueira que venha confirmar ou não a eficácia do defeso de certas espécies ou até mesmo a inclusão de outras ainda que não estejam protegidas.  

O responsável pelo setor de fauna e peixe do Ibama, Rodrigo Numeriano, revela que existe uma carência na região para ter um controle de aumento ou diminuição das espécies de peixes em se tratando de dados científicos. Mesmo assim afirma que estarão fiscalizando quanto ao período do defeso. E conta que grande parte das apreensões vem através de denúncias.
 

"Infelizmente na região existe uma carência forte em pesquisa justamente para saber se o defeso está funcionando, se tem aumentado ou não os estoques ou diminuído as espécies de peixes. Precisamos desses dados científicos para fazermos a legislação, que seja condizente no que acontece nos rios; sem esses dados fica complicado para fazer qualquer tipo de determinação", informou Rodrigo. 
Ele conta que a Ufopa já demonstrou a intenção de pesquisar a potencialidade dos nossos recursos pesqueiros.

Ativismo judicial no Brasil

José Olivar:

Há no Brasil, críticas e aplausos para a forma como o Judiciário vem agindo em certos julgados. Alguns estudiosos consideram a posição assumida em determinados arestos como um verdadeiro ativismo judicial, e não como defendem os julgadores, meras criações judiciais do direito. 

Pelo primeiro (ativismo judicial), o exercício da função jurisdicional extrapola os limites do próprio ordenamento jurídico. Pelo segundo (criação judicial do direito), seria o poder do julgador em transformar o direito legislado em direito interpretado/aplicado. 

Para muitos, o ativismo é prejudicial e arbitrário, posto que o Judiciário passa dos limites substanciais do seu papel no sistema de separação dos poderes do Estado. Em outras palavras: o primeiro é ruim, o segundo é bom!

O desmontar dos palanques

Adenaeur Góes
adenauergoes@gmail.com   

A nível estadual, os eleitores não deixaram dúvidas em dizer com clareza que o desejo de mudar era bem mais forte do que o de continuar. Toda eleição tem uma história, sendo que ela é construída, pelo menos para aquele candidato que está no poder e pleiteia a reeleição, desde o momento que ele assume o poder.Uma das grandes lições que se extrai desta história que ainda está sendo escrita é justamente a distancia entre o que foi prometido, e o que foi efetivamente cumprido.

A grande maioria dos eleitores acompanhou o desenrolar dos acontecimentos, votou em 2006 na esperança de ver a materialização de promessas que não se concretizaram, e não teve dúvida, disse não a continuidade, conferindo á Governadora Ana Júlia índices de rejeição nunca antes auferidos por um governante paraense.O Governador eleito Simão Jatene representou a oposição a esta situação.

Aos seus próprios votos, oriundos do PSDB, juntaram-se os demais desiludidos, o próprio Deputado Federal eleito José Priante-PMDB em seu discurso na Doca de Souza Franco logo após o reconhecimento da vitória na noite do dia 31, pediu desculpas ao povo pela sua opção equivocada em apoiar a então candidata Ana Julia no pleito de 2006, tendo sido ele o candidato do PMDB e que com sua decisão decidiu o resultado final daquela eleição.

Infelizmente o que se viu foi uma descontinuidade total de tudo que os Governos anteriores haviam feito e mesmo com toda a máquina estadual e federal a serviço da candidatura oficial a onda vermelha não conseguiu embalar a campanha que continuou submersa na profundidade da rejeição consolidada.

O setor do turismo a exemplo de praticamente todos os demais setores produtivos apresentou queixas e mais queixas ao longo de quase quatro anos. Foram deficientes os investimentos em infra-estruturar e em divulgação e promoção. As articulações entre os segmentos caminharam no sentido inverso, distanciando-se cada vez mais, culminando com a incrível decisão do setor privado, imprescindível em qualquer negócio, de simplesmente não participar da Feira Internacional de Turismo da Amazônia realizada em agosto. A PARATUR foi esvaziada em seu orçamento, levando a que funcionários tivessem que viajar de ônibus para participar de feiras em São Paulo, o processo desandou de tal maneira que a empresa responsável oficial pelo turismo de nosso estado teve que grevar.

Renasce a esperança com a volta de Simão Jatene ao governo, terminada a eleição, é hora de desmontar os palanques. Este é o grande mérito da democracia, é possível apostar em uma direção, mas caso a expectativa não se concretize, ao povo é permitido mudar o rumo e assim por diante.A lição serve para todos.
                                                                                                                                                         

Abertas as inscrições para o 1.º Colóquio de Geografia do Oeste do Pará


Já estão abertas as inscrições para o 1.º Colóquio de Geografia do Oeste do Pará, evento que será promovido pelo Programa de Geografia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) no período de 30 de novembro a 2 de dezembro, no Auditório Wilson Fonseca, em Santarém (PA). Destinado a acadêmicos e profissionais da Geografia e áreas afins, além da comunidade em geral, o Colóquio discutirá o tema “A Construção do conhecimento geográfico na região oeste paraense: da teoria à práxis”.

Além de marcar o início das atividades acadêmicas do recém-formado corpo docente de Geografia da UFOPA, o Colóquio promoverá debates e reflexões sobre o Pensamento Geográfico e sua importância no entendimento da dinâmica socioespacial do Oeste do Pará. O evento contará com minicursos sobre Turismo, Cartografia, uso de GPS, Movimentos Socioambientais e Populações Tradicionais.
A inscrição, que custa R$10,00, está sendo realizada na Biblioteca da UFOPA (1.º andar), situada no Campus Rondon, bairro do Caranazal. Mais informações pelo telefone (93) 3064-5096 ou pelo e-mail coloquiodegeografia@yahoo.com.br .
(Fonte: Ascom/UFOPA)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ana Júlia e Simão Jatene iniciam transição de governos


Os primeiros passos para a transição do Governo do PT para o do PSDB no Pará foram dados, oficialmente, nesta terça-feira (9). Uma reunião entre a atual governadora Ana Júlia Carepa e o governador eleito Simão Jatene tratou sobre os detalhes do processo, no Palácio dos Despachos.

Antes de se reunirem a portas fechadas, eles falaram com a imprensa. De acordo com Ana Júlia, a transição será tranquila. Ela acredita que tudo será feito democraticamente, nos moldes da transição do governo de Jatene para o dela, há quatro anos.


Sobre a transição, Jatene também acredita na transparência do processo. 'O importante é que a sociedade possa ver e conhecer todos os números, e o principal, avaliar esses números. Quero encontrar um equilibrio no governo, seja na questão de receita/despesas, contratos etc.', disse o tucano.


Ana Júlia destacou que a situação financeira do Estado é boa. 'O governador eleito não terá nenhuma surpresa desagradável com as contas do Estado', garantiu. A atual governadora também lembrou que, até o final do ano, vai inaugurar a finalização da primeira etapa do Ação Metrópole. 'Sou governadora do Pará até o dia 31 de dezembro, portante vou governar até lá', disse, afirmando também que vai entregar mais obras em estradas e escolas.


Uma reunião entre os coordenadores das equipes de transição dos dois governos foi marcada para a manhã desta quarta-feira (10), no Centro Integrado de Governo, na avenida Nazaré.

Sérgio Leão, coordenador da equipe de transição de Simão Jatene, adiantou que vai entregar um ofício ao coordenador da equipe de Ana Júlia, Edílson Rodrigues, atual secretário de governo. 'Vamos solicitar mais informações sobre as ações do atual governo, como estão os contratos, obras, precatórios, para poder começarmos nosso planejamento', disse.

Alepa - Na manhã de hoje, Simão Jatene fez uma visita de cortesia na Assembleia Legislativa do Pará para saber como está o andamento do projeto orçamentário do Estado para 2011. Vinte e um deputados, além do presidente da Casa, Domingos Juvenil, receberam Jatene na Alepa. 'O Governador foi lá conhecer o projeto para que a equipe de transição do governo pudesse também dar algumas propostas para o orçamento do ano que vem', afirmou Sérgio Leão, da equipe de transição de Jatene.(Portal ORM)

Juíza do CE proíbe a divulgação de gabarito do Enem

Do Blog do Josias:

Um dia depois de suspender a validade do Enem realizado no último final de semana, a juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, do Ceará, tomou nova decisão.

Ela proibiu a divulgação do gabarito do exame, que seria liberado pelo Ministério da Educação às 18h desta terça (9).

A magistrada vetou também o recebimento pelo MEC de requerimentos de alunos que se julgam prejudicados com os erros verificados nas provas do Enem.

Com seu novo despacho, a juíza impede que o MEC continue fingindo que nada sucedeu. Na véspera, o ministério informara que irá recorrer.

Na África, onde se encontra, Lula comentou a encrenca. Tomado pelas palavras, não deixou apenas o país. Ao viajar para o exterior, abandonou também a realidade.

Considerou o Enem-2010 “extremamente bem sucedido”.

Deputada estadual Bernadete Ten Caten (PT) é cassada pelo TRE

A deputada estadual, Bernadete Ten Caten (PT), teve o seu registro cassado na manhã de hoje, durante uma sessão ordinária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A sentença de Bernadete foi decidida pelo voto de minerva, aplicado pelo desembargador João Maroja, que votou a favor da cassação.
Bernadete Tem Caten é acusada de abuso de poder econômico, em 2008, e a partir de agora, é considerada inelegível pelos próximo três anos.
A reportagem tentou entrar em contato com a deputada, mas até o momento não obteve resposta.(Diário On Line)

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Nota da redação:

Uma vez cassada Bernadete, há uma dúvida. Se seus votos forem considerados nulos( negativa de registro por causa da leia FichaLimpa) sua votação vai ser apartada da coligação do PT?
Isso ocorrendo e interferindo no cáculo da legenda, o PT perderia também outro deputado?
Com a palavra os advogados especialialistas em legislação eleitoral.
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Atualização as 16h56:

Parsifal Pontes:
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As notícias postadas sobre a “cassação” da deputada estadual, reeleita, Bernadete Ten Caten do PT, a meu ver são precipitadas quanto aos efeitos que se alardeiam.
A deputada, no caso julgado hoje pelo TRE-PA, já houvera sido processada por abuso de poder econômico na Justiça Eleitoral de Marabá, por conduta vedada cometida na eleição de 2008, quando ela foi candidata a prefeita.
O processo foi extinto por não ter sido trazido à lide o candidato à vice-prefeito que lhe compunha a chapa.
Foi em grau de recurso contra a extinção que o processo chegou à Corte Eleitoral Regional, que em julgamento de hoje, em decisão personalíssima, decretou a inelegibilidade da deputada por três anos.
A decisão do TRE-PA é superveniente ao registro da deputada, que foi deferido pela Corte. Desta decisão cabe recurso, primeiro ao próprio TRE-PA e depois para o TSE, onde a decisão poderá, ou não, ser reformada.
Portanto, salvo melhor juízo de quem outro entendimento tenha, enquanto a decisão do TRE-PA, tomada hoje, não transitar em julgado, a deputada Ten Caten poderá ser diplomada, tomar posse, e exercer o mandato.

Novo Enem para alunos prejudicados não interfere na igualdade entre os concorrentes, diz Haddad

Veja On line:

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que a aplicação de uma nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) somente para os alunos que tiveram problemas com as falhas detectadas no exame não prejudicaria o critério de igualdade entre os concorrentes.

Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, o ministro afirmou que a tecnologia educacional permite, hoje em dia, a realização de uma nova prova com o mesmo grau de dificuldade da primeira. Haddad lembrou que, no ano passado, o Ministério da Educação (MEC) aplicou o Enem em duas etapas, sendo que a segunda foi destinada aos alunos do Espírito Santo prejudicados pelas enchentes e aos estudantes que estão detidos.

Haddad disse ainda que não há razão para o cancelamento de toda a prova e que o poder público deve se retratar pelo desconforto causado aos alunos prejudicados. Sobre os erros de digitação e de formulação de algumas questões da prova, o ministro afirmou que há uma tolerância para tais problemas e que nos vestibulares é comum a anulação de questões por falhas como essas.

Na segunda-feira, a Justiça Federal do Ceará suspendeu temporariamente o exame em todo o país. Enquanto vigorar a suspensão judicial, o MEC não poderá divulgar informações sobre resultados das provas do fim de semana e tampouco marcar nova prova. O MEC vai recorrer da decisão

Quem fica no poder?

Lúcio Flávio Pinto

A história da eleição de 2010 no Pará ainda não terminou. Ela depende da resolução do impasse jurídico em torno do Senado. A justiça sacramentará o afastamento de Jader Barbalho da vida política ou possibilitará o seu renascimento das cinzas?

Ana Júlia Carepa teria evitado a derrota se contasse com a aliança vitoriosa de quatro anos atrás, somando ao PT os votos do PMDB? A resposta a esta questão foi positiva em 2006: sem Jader Barbalho, a candidata petista jamais teria sido a primeira mulher a governar o Pará. Mas neste ano a resposta ainda é incerta e não sabida. Ao contrário de quatro anos atrás, o cacique do PMDB teve diante de si a mais desfavorável de todas as conjunturas que já enfrentou. Por ora, é o maior derrotado, embora ainda haja uma réstia de esperança de renascimento.

A soma da votação de Ana Júlia e do candidato peemedebista Domingos Juvenil no 1º turno foi de 46,86% dos votos (36,05% mais 10,81%), enquanto Simão Jatene teve 48,92%. Em qualquer circunstância, o candidato do PSDB seria o vencedor em 3 de outubro. No 2º turno Jader não declarou seu voto e liberou seus partidários de compromisso. Mas é evidente que como a grande maioria assumiu o apoio a Simão Jatene, Jader agiu nos bastidores em favor do candidato tucano. Não pode, entretanto, cobrar de público compromisso que de público não existiu.

Jatene pode alegar que deve sua vitória apenas aos seus méritos, do seu partido, do único aliado oficial, o DEM, e dos políticos peemedebistas que individualmente declararam seu voto a ele. Ao contrário do que se esperava da tendência observada até 3 de outubro, ele cresceu menos (7 pontos percentuais) do que Ana Júlia  (que incorporou 8 pontos percentuais) do 1º para o 2º turno. A diferença, que poderia ser esmagadora se tivesse tido a votação que Jader Barbalho lhe poderia transferir, diminuiu ao invés de crescer.

Essa contração, ainda que ligeira e que nunca ameaçou o triunfo do ex-governador, deve-se ao uso intensivo da máquina pública, estadual e federal. A realização de obras de última hora, a pressão sobre os servidores públicos, o feriado prolongado, maior propaganda e a presença do presidente Lula diminuíram a rejeição à governadora, mas não na proporção necessária. E já era tarde demais.

O eleitor não gostou da gestão de Ana Júlia e não acreditou que ela pudesse corrigir tantos e tão elementares erros, como os muitos que cometeu. Ao invés de apostar numa nova perspectiva de mudança, preferiu voltar ao passado, mesmo sendo o passado que rejeitara em 2006. Isto pode significar que também já não aposta em Jader Barbalho, que foi então o avalista da petista?

O líder do PMDB deve ter percebido logo que a marca negativa da sua aliada não sairia mais. Deve ter mandado avisos para Ana Júlia e procurado se aproveitar das suas fraquezas, mas a cegueira e a certeza dos próprios méritos impediram a governadora, cercada por neófitos em política (apesar disso, extremamente presunçosos e arrogantes), de perceber a situação. Quando tentou recompor o acordo com Jader, não havia mais jeito: o instinto de sobrevivência do deputado federal, com mais de 40 anos de carreira política, ocupando todos os cargos que dependem de votos, já o advertira para sair do barco.

Não foi por outro motivo que, embora sem romper com o PT nacional, do qual ainda esperava alguma ajuda (que ainda não veio), ele modelou o seu candidato ao governo com a imagem de oposicionista. Domingos Juvenil existia para favorecer Simão Jatene, não para aliviar Ana Júlia, intensamente criticada nos veículos de comunicação dos Barbalhos. E quando ficou claro que Brasília não podia – ou não queria – ajudar o ex-senador a voltar à câmara alta, influindo nos bastidores do julgamento da impugnação da sua candidatura, Jader decidiu apostar na hipótese de maior risco: ao contrário de Joaquim Roriz, que renunciou e lançou sua esposa ao governo do Distrito Federal, Jader continuou pelo caminho difícil. Talvez porque não tivesse alternativa melhor.

Se renunciasse, quem, ocupando o seu lugar, poderia ter tantos votos quanto Flexa Ribeiro e Paulo Rocha para o Senado, e, ao mesmo tempo, se submeteria à sua liderança? Provavelmente ninguém. Líderes como Jader não gostam de sombra. A única que ele admite (e mesmo cultiva), a do filho, não tem ainda consistência eleitoral para tanto. Talvez nunca venha a ter. Mesmo em Ananindeua, onde é prefeito, a presença de Helder Barbalho é discreta.

Aparentemente a decisão do Supremo Tribunal Federal, confirmando a vigência imediata da lei da ficha limpa e o efeito retroativo da vedação a candidatos que renunciaram para escapar de punições no parlamento, como Jader, confirmou seu afastamento da política. Mais uma vez, entretanto, as aparências não esgotam a variedade de hipóteses que subsistiram. Principalmente pelo comportamento e pelas palavras dos ministros durante a sessão de julgamento do recurso do candidato do PMDB do Pará, que desgastaram a imagem da corte suprema da justiça brasileira, e pelo inusitado de mais uma decisão empatada, que acaba sendo tomada pelo que não pode ser: uma deliberação de execução automática.

Com as reações que teve ou patrocinou, desde uma nota pessoal, passando pela manifestação partidária e a adesão da representação dos empresários à sua causa, Jader deixou claro que perdeu uma batalha importante, mas a guerra ainda não terminou. Ele tem munição importante para prolongar uma nova manifestação do STF, através de recursos, até que o 11º ministro possa ser indicado pelo presidente para desempatar a votação, se houver ainda possibilidade de entendimento com Lula. Caso essa hipótese não exista mais, ele não perdeu todos os argumentos para forçar uma nova eleição para o Senado, já que 57% dos votos dos eleitores do 1º turno (dados a ele e a Paulo Rocha) se tornaram nulos.

A tese sustentada – de forma imprópria e em momento inadequado – pelo presidente do TRE do Pará, desembargador João Maroja, de que a exigência de metade mais um de votos válidos se aplica apenas à eleição para o executivo, não se estendendo à disputa – igualmente majoritária – para o Senado, é, na mais tolerante das hipóteses, discutível. Ana Júlia e Duciomar se elegeram senadores com percentuais muito menores, mas porque não ocorreu a anulação dos votos dos demais concorrentes, que, por serem mais numerosos, tiveram índices menores do que os eleitos, todos, porém, pulverizando a votação, enquanto agora houve muito menos pretendentes e, por isso, mais concentração de votos.

Da mesma forma como a interpretação da norma legal teve que ser distorcida para a lei da ficha limpa já entrar em vigor na eleição deste ano, impondo requisitos restritivos com efeito retroativo, a não realização de nova eleição senatorial no Pará, quando foram anulados 57% dos votos válidos (ou seja, digitados na urna eletrônica por eleitores habilitados em favor de cidadãos que tiveram suas candidaturas deferidas pela justiça), é uma violação aos preceitos legais, cuja clareza é esmaecida pelo tom passional e dogmático da disputa eleitoral deste ano.

Nesse contexto, é pouco provável que tal decisão seja será adotada sem novas polêmicas e saia rapidamente. Se for confirmada a realização de nova eleição e ela acontecer depois de fevereiro, Jader Barbalho poderá concorrer de novo. Ao contrário do que apregoou O Liberal no dia seguinte à deliberação do STF, a inelegibilidade do peemedebista não começa a partir da esdrúxula sentença. Na verdade, ela se encerrará em 31 de janeiro do próximo ano, quando terminaria o mandato que lhe cabia exercer, se ele não tivesse renunciado para escapar a processo por quebra do decoro parlamentar, em função dos casos de corrupção na Sudam, que o levaram a ser preso, algemado e processado.

Todas as sutilezas e complexidades da disputa para o Senado, que saiu das urnas para o imprevisível tapetão da justiça, garantem que o capítulo da eleição deste ano no Pará ainda não se encerrou. O pronunciamento final sobre o Senado é que definirá qual o peso que Jader Barbalho ainda terá na política estadual.

Uma definição contrária aos seus interesses liberará Simão Jatene ainda mais dos efeitos de um compromisso que, se houve, foi informal, de bastidores. Já se os desdobramentos do contencioso resultarem numa nova eleição e com a viabilidade da candidatura de Jader, ele poderá sair fortalecido do novo confronto, talvez como o mais votado, confirmando sua expectativa de dois milhões de votos. Renascerá das cinzas como vítima, injustiçado.

Todas as hipóteses são possíveis num momento em que o poder judiciário revela ao público, às vezes “ao vivo”, suas fragilidades e limitações. Jader pode ser punido numa situação na qual, se a lei fosse realmente cumprida à risca, ele ganharia. Confiando nos argumentos da sua defesa (comandada por um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Eduardo Rangel de Alckmin) e em suas próprias articulações, decidiu prosseguir, ao invés de novamente renunciar.

Mas pode se dar mal: prosseguindo um julgamento mais político e moral do que técnico, os ministros do STF podem manter sua impugnação e não realizar nova eleição para o Senado. Se quisesse voltar à política, ele teria que disputar um mandato de vereador ou de prefeito em 2012. Para o nível da sua biografia, só a prefeitura de Belém satisfaria, mas suas chances de vitória num pleito majoritário na capital são bem menores. Ele se arriscaria a tanto? Ou reconhecerá que seu momento passou?

O drama me fez relembrar um filme marcante, que o grande diretor italiano Dino Risi realizou em 1971. Em italiano, o título é direto: In Nome Del Popolo Italiano. A versão brasileira é mais sutil: Esse Crime Chamado Justiça. Um procurador (interpretado por Ugo Tognazzi) investiga um dos maiores empresários italianos, do setor de construção civil, acusado de ter assassinado sua amante.

Na busca por provas, o procurador testemunha a atuação predatória do empresário, sempre visando lucros exorbitantes, mesmo que necessite adotar métodos imorais ou ilícitos, além de destruir as pessoas que surgem no seu caminho. O empresário (vivido por Vittorio Gassman) é simpático, envolvente, sedutor, mas o procurador resiste: é honesto. Quando está predisposto a denunciar o empresário, descobre uma carta deixada pela amante anunciando seu suicídio.

O empresário estava inocente daquele crime individual. Mas e dos tantos crimes coletivos que comandou ou induziu? Depois de ler a carta, encontrada casualmente entre os papéis da suicida, o procurador para, medita e lança o papel no rio, ao lado do qual caminhava. E continua seu percurso para fazer a denúncia. O empresário pagaria não por aquele homicídio, do qual era inocente, mas pelos outros crimes, numerosos e de maior repercussão, mas que nunca foram provados – nem viriam a ser, dado o seu poder de manipulação e coerção.

Dino Risi era um autor de comédias. Tragicomédias, na verdade. Fazia seu público rir e logo em seguida pensar. Talvez por levar de um extremo a outro, provocava pensamentos profundos, como o deste filme, que contém um dos principais dilemas de um julgamento. Se houve julgador bem fundamentado para examinar o caso de Jader Barbalho, ele deve ter-se visto diante do dilema do procurador do filme de Risi.

Tecnicamente, acho que Jader Barbalho tem motivos suficientemente sólidos para vencer a demanda e, no mínimo, poder disputar de novo a vaga de senador que lhe tiraram indevidamente. Mas, do ponto de vista moral, não seria a hora de afastá-lo da vida pública, pelos mal feitos do passado, pelo balanço negativo da sua forte presença na política do Pará, com a apropriação particular dos benefícios que ele tornou possíveis, em nome do povo que o elegeu para tantos cargos públicos, e que podiam ter sido mais intensos para a sociedade?

A resposta cabe ao leitor, mas a um jornalista, que o coloca diante dessa grave e fundamental questão, se impõe outra pergunta: e os outros? Sem dúvida, Jader Fontenele Barbalho se tornou o político mais poderoso do Pará desde Magalhães Barata. O Estado podia ter tido outro rumo, ao invés de se manter dividido entre seu enorme potencial de riquezas e a forma viciada de explorá-la, que gera enriquecimentos fora de seus limites ou concentrado entre alguns dos seus habitantes, se ele tivesse feito a boa política.

Mas é nada mais do que oportunismo de outros integrantes predatórios da elite paraense apontá-lo como bode expiatório ou espantalho dos males do Estado. Mesmo que Jader seja obrigado a sair agora da vida pública, isso não garante que ela se tornará melhor. O quadro que se delineia a partir da eleição do 2º turno revela que o empobrecimento da representação política do Estado persiste. Se é que não se agrava. Porque os gatos pardos podem apontar para o telhado e alegar que o único gato preto que ali havia foi expurgado da cobertura.

A evolução do patrimônio do ex-governador, em desarmonia com o que seria de esperar de um político profissional, sempre foi o calcanhar de Aquiles de Jader. Também a freqüência com que foi associado a casos de desvio de recursos públicos, com destaque para órgãos que estiveram sob seu comando ou influência. O que ele pode dizer em sua defesa é que nenhum dos processos judiciais a que foi submetido transitou em julgado. E que o episódio do qual resultou sua impugnação só evoluiu a ponto de obrigá-lo a renunciar para não ser cassado porque interessava ao seu desafeto de então, o todo-poderoso senador Antônio Carlos Magalhães, versão mais rudimentar (e também mais bem sucedida, o que também diz bastante sobre a qualidade dos políticos brasileiros contemporâneos) do que foi Carlos Lacerda até 1964.

Se Jader Barbalho foi algemado, preso e processado, o campeão dos votos senatoriais deste ano, o empresário Fernando Flexa Ribeiro, também passou pela mesma via crucis, nem por isso se tornando ficha suja na letra da lei eleitoral. Provavelmente porque não chegou tão alto quanto Jader, que conquistou a presidência do Senado contra a vontade de ACM. A vingança do babalorixá baiano foi proporcional ao tamanho do que considerou como ultraje pessoal.

A condição de empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias deve ter ajudado bastante o antigo senador biônico a contornar maiores dissabores e a responder ao incidente com um mandato obtido agora pelo maciço voto popular. A comunidade empresarial, porém, não esqueceu os serviços do ex-governador, os já prestados e os que ainda poderão vir a ser úteis, naquelas circunstâncias que exigem a interferência de alguém com a habilidade e os conhecimentos de um político profissional de amplitude nacional (qual o outro, além de Jader, em atividade no Pará?). Tratou de se posicionar ao lado dele na nova batalha, para conquistar o mandato de senador, com o qual poderá ser afastada a presença de um representante da esquerda.

O que distingue Jader Barbalho dos demais é a sua capacidade de sobrevivência, que, em política, requer carisma, experiência e instinto para as oportunidades. Ninguém ainda se sente seguro o bastante para tratar o – por enquanto – derrotado líder do PMDB paraense como cachorro morto. Ele já sobreviveu a golpes quase tão profundos quanto o atual e sua carreira não foi interrompida. Quem garante que não tem mais algumas vidas de reserva, como um gato de muitos fôlegos?

É que, olhando em volta, pode-se constatar que ele não é único nem é dissonante na elite paraense. Neste momento, seu mais sério inimigo é o grupo Liberal, tanto por motivação política quanto empresarial. Comparando-se as trajetórias das famílias e de suas corporações, a diferença mais marcante entre elas é que os Maioranas estabeleceram seu fenomenal poder à margem do poder institucional, sem ocuparem cargos políticos, enquanto os Barbalhos não seriam o que são sem o usufruto das benesses do poder estatal.

Para que a comparação seja elucidativa, porém, é bom não esquecer que os dois varões da família Maiorana bem que tentaram se tornar políticos. Primeiro Romulo Maiorana Júnior, que se filiou ainda jovem ao PMDB com o abono do então governador Jader Barbalho, ainda um aliado da “casa”. Depois, Ronaldo Maiorana, que chegou a ser dirigente partidário. Mas nenhum foi em frente, por absoluta falta de vocação para a atividade. Se tivessem dado certo, teriam diferido dos demais políticos, incluindo o cacique do PMDB?

Duas matérias sobre o uso de recursos públicos pelos Maioranas publicadas nesta edição sugerem que não. O insucesso na investida política foi um acaso feliz, que agora os dois podem usar para estabelecer contraste com os feitos do seu principal inimigo e concorrente. O que é apenas meia verdade, como, em geral, são as verdades tidas por absolutas. No Pará, apenas uma desafia as exceções: os nomes mudam, mas as lideranças têm sido as mesmas. Péssimas.

Carros à frente do bois


Apesar do governador eleito Simão Jatene ter afirmado em entrevista ao Diário do Pará que ainda não saber o que vai fazer com os veículos alugados pela PM, o comandante do CPR-1, coronel Godinho, não se faz de rogado e anunciou que as viaturas vão continuar a ser utilizadas no próximo governo.

Dengue chegou


Jorge Eymar, chefe da Divisão de Vigilância Sanitária, anunciou há pouco, no Bom dia Santarém, da Tv Tapajós, que a dengue tipo 1, voltou com força total.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nova prova do Enem deve ser aplicada até o fim do mês

Veja On line

O Ministério da Educação (MEC) já estuda a aplicação de uma novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os alunos que receberam a prova amarela - que tinha falhas de impressão - no último fim de semana. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a nova avaliação deve ser aplicada até o fim deste mês. 
 
Em São Paulo, pelos menos dois grandes vestibulares estão marcados para o mês de novembro e podem coincidir com a data do Enem. No dia 14, os candidatos a uma vaga na Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizam a primeira fase do vestibular; no dia 28, é a vez dos candidatos da Fuvest, que seleciona candidatos para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O MEC informou também que está investigando exatamento quantos alunos teriam sido prejudicados pelo erro de impressão na prova amarela. Dados preliminares indicam que são ao menos 21.000 estudantes. O número, contudo, ainda deverá ser confirmado pelo ministério. 
 
Histórico - A prova deste ano foi marcada por dois erros graves. A confusão ocorreu no sábado. Para evitar cola, o Enem apresenta quatro versões da avaliação, com cadernos nas cores amarela, azul, rosa e branca. As perguntas são as mesmas, variando apenas a ordem delas. Estima-se que 21.000 provas apresentaram erro: a numeração das perguntas no caderno de questões não coincidia com a ordem no caderno de respostas.

Prova do Enem 2010 é suspensa em todo o Brasil


Por Kleyson Barbosa 
Guia do Estudante
Nesta segunda-feira, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará determinou a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010. A decisão que atendeu a um pedido do MPF (Ministério Público Federal) e vale em todo o país, impede que os pontos obtidos pelos candidatos no exame sejam utilizados no processo seletivo de cursos universitários.

A Justiça acatou o argumento de que o erro de impressão das provas prejudicou os candidatos. "As falhas de impressão e montagem das questões e os problemas de segurança (como o ingresso de pessoas com celular) geraram efeitos negativos ao Exame", diz Karla.

Segundo a juíza, a intenção de realizar novas provas não resolveriam o problema pois colocaram em desigualdade os candidatos. “A decisão do INEP corrigiria em parte o problema, mas não da melhor forma. Ela fere a isonomia com os outros estudantes que fizeram o Enem nesta data e não tiveram problemas”, justifica a juíza.

A decisão tem efeito em todo o Brasil. Cabe recurso.

Ministro desinformado


O ministro Alexandre Padilha, que passou o maior vexame diante da coordenação de campanha de Dilma Roussef por causa da surra que a candidata do PT levou de José Serra em Santarém, além de uruquento, é desinformado.

Ao ser entrevistado pela Agência Brasil, Padilha garante que o PT vai requerer junto ao TRE a realização de novas eleições para o Senado Federal porque o STF confirmou a anulação dos votos dados a Jader Barbalho e Paulo Rocha, o que configuraria a maioria dos votos e obrigaria novas eleições.

Mas esqueceram de avisar a Padilha que o STF anulou apenas os votos de Jader, o que é, por enquanto, insuficiente para alcançar a maioria dos votos válidos. O caso Paulo Rocha ainda nem entrou em pauta.
 

Mais linhões

Lúcio Flávio Pinto:

Cametá será o ponto de partida para a expansão da linha de transmissão de energia de Tucuruí para mais duas direções, além do Marajó. Uma diretriz será no rumo de Macapá, que terá 713 quilômetros de extensão, integrando a capital amapaense ao sistema nacional, do qual ela ainda está desconectada, ao custo de R$ 666 milhões. A outra linha irá para Oriximiná e Manaus, num percurso de 586 quilômetros, com investimento de US$ 1,3 bilhão.

A obra, apesar de representar aplicação de R$ 2 bilhões, não tem atraído maior interesse, como deveria. Será a maior linha de energia da região, atravessando áreas ainda isoladas, nas quais deverá provocar a primeira grande intervenção humana, com desmatamentos e outros efeitos. Também o seu significado econômico tem sido descurado. É mesmo esta a melhor alternativa para tirar a capital amazonense da sua situação energética crítica?

Tratamento de choque


As primeiras intervenções do novo governo em Santarém serão na Polícia Civil e no Detran.
A informação é da Coluna do Estado, edição deste final de semana de O Estado do Tapajós que está nas bancas.

Prefeita se esconde da imprensa


Até junho deste ano, a prefeita de Santarém Maria do Carmo convocava seguidas entrevistas coletivas.
Há mais de 60 dias a alcaidina santarena foge dos holofotes comoo diabo foge a cruz.
Por quê será?

Secretariado de Ana Júlia se reúne hoje

Do Espaço Aberto:

A governadora Ana Júlia Carepa reúne todo o secretariado na Granja do Icuí, hoje de manhã.
A reunião está marcada para começar logo mais, entre 9h e 10h.
Será o primeiro encontro de Sua Excelência com seus auxiliares do primeiro escalão, depois da derrota nas eleições de domingo passado.
Em pauta, a avaliação do pleito, as providências para o início da fase de transição e, por último, mas não menos importante, as exonerações de assessores especiais e de exercentes de cargos em comissão nas secretarias.
A intenção do governo é cortar em torno de 1.300 pessoas da folha de pagamento.
Permaneceria nas secretarias o mínimo do mínimo necessário para levar o barco até 31 de dezembro.

domingo, 7 de novembro de 2010

Para repensar o futebol santareno


Antenor Pereira Giovannini

Caro Editor

Por mais que haja paixão quando se fala em futebol creio que a razão deveria cair sobre todos os dirigentes santarenos que lidam com futebol profissional e avaliarem depois dessas experiências onde um time subiu de uma série e caiu novamente em menos de 1 ano, e o outro tentou retornar sem sucesso ao futebol profissional, que existem barreiras intransponiveis (por melhor vontade que se tenha) e que hoje se trabalhar com futebol profissional em cidade do interior, se torna um sacrificio supremo cujo retorno nem sempre é o desejável e com saldos financeiros muitas vêzes abalados. 

Poderiam os dirigentes, sem bandeiras, sem camisas, os jornalistas esportivos ou não, sentarem à mesa e discutirem até que ponto é válido se ter nos dias, nas condições atuais um time de futebol profissional. Sem paixão apenas deixando a razão ser a tônica. Quanto custou ao S.Raimundo e ao São Francisco manter comissão técnica, jogadores, infra-estrutura, viagens, hospedagens, material de treino, alimentação, material de jogo, e o que ainda ficou pendente passada a desclassificação . Não valeria muito mais a pena, diante dos altos custos, montar celeiros de jogadores e quem sabe de homens? 

Não valeria a pena investir numa boa infra-estrutura para jovens de sub 15 , sub 17 , sub 20 e a partir daí procurar novos Gansos, novos Giovanis, e usufruir da venda desses atletas para reinvestir e a medida que um time estivesse no sub-20 tentar alçar voos maiores ? Mas, começando de baixo. Participar de torneios como Copa São Paulo, Copa Minas , Copa Sul e esses garotos adquirindo fama e conhecimento? 

E a torcida? Ela com trabalho bem feito apoiaria essa nova visão. De que adianta ter no elenco jogadores rodados e que pouco ou quase nada trazem e ainda levam do clube? É preferivel um jovem com talento que pode ser melhor trabalhado e valorizado. Depois de montada essa base quem sabe uma parceria com algum clube europeu, ou do leste europeu, para que ajudasse na manutenção desse centro de treinamento onde além de jogadores poderiam dar a esses jovens condições de serem antes de tudo homens.
 
Não seria a hora de repensar do que insistir com futebol profissional em Santarém onde se chega ao cúmulo de disputar um campeonato a 1000 km de sua sede e o transporte é avião, o que torna ilógico aos custos de hoje?
Fica a sugestão de alguém que já viu esse filme e passado em uma cidade de alto poder aquisitivo no interior de São Paulo, mas , usando apenas a razão.
 
Se misturar emoção, paixão de torcedor tudo isso se torna palavras ao vento.

sábado, 6 de novembro de 2010

Manchetes de O Estado do Tapajós


MP PEDE AFASTAMENTO DE MARIA DO CARMO DA PMS

SEMA DIZ QUE LICENÇA DA CARGILL NÃO DEPENDE DE NOVAS AUDIÊNCIAS

DEPRESSÕES NO SOLO SANTARENO SÃO EVIDÊNCIAS DE ASSENTAMENTOS ANCESTRAIS

VEREADORES TRAMAM QUEDA DE ZÉ ANTÔNIO

AMBULANTES SE INSTALAM RAPIDAMENTE EM FRENTE AO NOVO PRONTO SOCORRO

Lúcio Flávio Pinto: QUEM FICARA NO PODER NO ESTADO DO PARÁ?

PF ENCONTRA DROGAS DENTRO DE ELOS DE CORRENTE

IBAMA RECLAMA FALTA DE RECURSOS ´PARA FAZER ESTATÍSTICA PESQUEIRA

LINHÕES DE ENERGIA VÃO CUSTAR MAIS DE R$ 2 BILHÕES

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dilma não é Lula: o que isso significa

Lúcio Flávio Pinto

Ainda levará algum tempo para que se possa compreender por inteiro o significado e os efeitos da eleição presidencial deste ano no Brasil. Não há dúvida que seu enredo é de autoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, façanha nunca antes realizada na mesma plenitude. Lula escolheu sua candidata prematuramente, quando sua sucessão era apenas uma especulação. Surpreendeu com sua favorita. Dilma Roussef não existia, eleitoralmente falando. Nunca disputara um cargo político. Comportava-se de forma a provocar antipatias (mas também temor, como sugeria Maquiavel). Não tinha presença cênica. Parecia talhada para ficar à sombra, como uma autêntica tecnocrata petista, espécie nova no partido, ao qual só aderiu às vésperas da chegada ao poder. Chegadaque transformou o próprio PT.

Nem candidata ela poderia ter sido, se dependesse do partido. Ela era fruto exclusivo de Lula, que podia se dar ao luxo, com sua popularidade de 80%, de fazer o que quisesse. Ele podia ter desejado um petista de valor comprovado, como Jacques Wagner (o único a criticar publicamente os excessos de campanha do president- cabo eleitoral, embora só tenha se manifestado depois de reeleito), ou qualquer outro. Mas nenhum dos melhores nomes do partido iria dever-lhe integralmente.

Com Dilma, o ponto de partida seria o zero. Só haveria ponto de chegada se o candidato fosse o próprio Lula. Em quase todos os palanques ele era o protagonista. Dilma nem foi ao Paraná no 2º turno. Como a situação para ela no Estado era delicada, Lula dispensou os intermediários. Foi pedir votos sozinho.


Mesmo com sua nunca igualada popularidade, o presidente não conseguiu a vitória no 1º turno, conforme imaginou e considerou possível. Teve um susto no início da campanha para o 2º turno, quando foi esboçada uma reação de José Serra. Deixou o que ainda restava (se restava) de escrúpulos de lado, esqueceu a sede do governo e virou pleno candidato, papel insólito na história da república. Foi multado pela justiça eleitoral, mas essas penalidades, por sua irrelevância, só fizeram estimulá-lo. Fosse outra a justiça superior brasileira (como aquele Supremo Tribunal Federal que enfrentou os marechais Castelo Branco e Costa e Silva, os primeiros presidentes militares), o escândalo do abuso da máquina pública teria tido resultados penais ao invés de votos consagradores.

Por muitos justos motivos, Lula teria conseguido eleger seu candidato sem precisar recorrer às artimanhas nas quais se excedeu durante a campanha. Mas ele queria em seu lugar alguém que lhe devesse tudo. Por isso a escolhida foi Dilma Rousseff. Ela tornaria possível a volta do benfeitor em 2014. Sabendo que só conseguiu se tornar a primeira mulher a assumir a presidência da república graças à intensa participação de Lula, haverá de se contentar com um mandato. Não irá exigir a reeleição.

Tão possível quanto isso acontecer é a probabilidade de surpresas a partir do momento em que a presidente eleita assumir o cargo. Não por ingratidão, por efeito da condição que a criatura costuma assumir diante do criador, pela sedução do poder ou qualquer fator subjetivo: pelas próprias contingências da história, pelos fatos que costumam extrapolar a vontade dos homens.

Independente do que é ou representa, a vitória de Dilma deslocou os paulistas do centro do mando nacional. Além de outras características desastrosas, do candidato e da sua campanha, José Serra se enfraqueceu porque – como alguns observaram – suas melhores qualidades estavam indissoluvelmente associadas ao modo paulista de ser e dominar. Ele ainda cometeu o erro fatal de, no início da corrida, se apresentar como se fosse mais lulista do que a candidata do PT. Tornou-se irrelevante, além de antipático, previsível, a permanência de São Paulo sem compensação.

Sagazmente, Lula encaminhou sua mensagem para o Nordeste, consolidando a aliança com a parte pobre do país, por ele beneficiada como nunca antes, embora seu governo tenha favorecido mais do que proporcionalmente a parte mais rica do Brasil. Por isso a pobreza diminuiu, mas não na mesma proporção a desigualdade social. Enquanto colocou o Bolsa Família e outras políticas compensatórias a serviço dos deserdados pelo PSDB, entregou o BNDES aos privilegiados de sempre (e mais o Banco do Brasil, a Caixa, o Banco Central e outras instâncias de menor calibre). Mas Lula é inegavelmente um homem do povo. Sua imagem foi o eficiente anestésico contra a percepção dessa dupla face, a oculta mais forte do que a pública.

Dilma não tem esse atributo. Além disso, não terá um contexto tão favorável como o que colocou Lula na crista da onda, durante o segundo mandato. A conta dos investimentos sem cobertura, dos juros excessivos para a manutenção do fluxo de capitais estrangeiros, da insuficiência de recursos permanentes para os programas sociais (que já obrigaram o governo a tomar emprestado do Banco Mundial) e outras rubricas onerosas, que Lula empurrou com a barriga, cairão sob o colo da presidente logo no começo da sua gestão. Ela deverá ser colocada diante da lealdade canina ao padrinho, que a cobrará, e a necessidade de demonstrar com seus atos a eficiência que ela e seus patrocinadores lhe atribuíram. Se tudo não passar de propaganda e fantasia, uma nova história começará. Bem diferente do enredo que Lula traçou.

Pontuando - A coluna semanal de José Olivar

De todo o projeto do Código de Processo Civil, o artigo mais polêmico e que vem causando crítica de todos, é o 314, que permite a alteração do pedido formulado na inicial, a qualquer tempo, porém abrindo prazo de 15 dias para um novo direito de defesa. O relator está propenso a mudar a redação visto que tal como está, uma lide se arrastará no tempo por muitos e muitos anos. Ou seja, ficaria pior. 

A Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Santarém, vai realizar solenidades de reinauguração das salas dos advogados nas Comarcas de Oriximiná, Óbidos, Alenquer e Monte Alegre. Tais eventos são frutos das reivindicações do Dr. José Ricardo Geller, que contou com o apoio da Seccional do Estado do Pará, tanto que nos eventos também estarão presentes o Presidente e vice da OAB/PA. 

Até que enfim o Governo do Estado está concluindo o asfaltamento e a sinalização da Rodovia Everaldo Martins (Santarém/Alter do Chão), cuja pavimentação teve a iniciativa dos Deputados de Santarém - leia-se: Alexandre Von e Carlos Martins - que introduziram verbas no orçamento buscando a recuperação daquela rodovia. 

O novo Pronto Socorro Municipal vai dar aos munícipes maiores e melhores condições de atendimento, visto que o antigo que funcionava no Hospital Municipal mais parecia um hospital de campanha de guerra. Atualmente pode-se dizer que o atendimento foi humanizado. Só se espera que a infraestrutura e os recursos humanos sejam suficientes. 

As chuvas começaram a cair na cidade e no interior do Município trazendo a melhora na temperatura e a esperança de que brevemente os nossos rios comecem a subir para permitir o trânsito dos ribeirinhos que atualmente estão impossibilitados de se deslocarem até Santarém, salvo com muito sacrifício. 


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará no período de 29 de novembro a 03 de dezembro, a Semana Nacional de Conciliação. O CNJ está mantendo contatos com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e os grandes bancos brasileiros com o objetivo de traçar uma pauta comum de políticas de conciliação, incluindo os conflitos que envolvem a rede bancária. É uma grande iniciativa do CNJ que, aliás, toma sempre as melhores medidas objetivando uma prestação jurisdicional mais racional e célere. 

O Conselho Federal da OAB, por meio de seu órgão especial, decidiu por unanimidade que o contrato com cláusula "quota litis" não fere o regime ético disciplinar da OAB. Para quem não sabe, a cláusula "quota litis" é aquela em que a prestação de serviços jurídicos do advogado será paga quando do final do processo com uma espécie de participação nas vantagens econômicas auferidas pelo constituinte. 

Todo cuidado é pouco, por isso, muita atenção para não discriminar na empresa onde trabalha, pessoas que tem opção sexual diferente da do chefe ou do patrão. O fato gera indenização, como já decidiu o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais 

Tudo conforme noticiou a Agencia Estado. Os economistas dizem que o Governo do Presidente Lula fez uma mágica de transformar a dívida em receita, produzindo o maior superávit primário em setembro, quando na verdade o tesouro teve um déficit de 5,8 bilhões. Ainda segundo a mesma fonte, citando o ex-ministro Maílson da Nóbrega, o Governo está fazendo mágica e destruindo a solidez e a transparência das estatísticas do País, o que é um absurdo. 

A manifestação do Promotor Ricardo Vita Porto, no caso do candidato tiririca, a respeito do advogado que processou a sua defesa e a entregou cinco minutos antes do término do prazo, foi repudiada pela OAB/SP, pela expressão que o promotor usou: "advogado sórdido". 

Se você quer comprar um imóvel se garanta para não ser ludibriado. As certidões judiciais de inexistência de constrição sobre o mesmo, assim como a certidão do registro imobiliário são necessárias para provar que o bem está livre e desembaraçado. Do contrário, você poderá sofrer prejuízos. Um advogado para orientá-lo não custa caro. 

O cheque pré-datado está prestes a ser legalizado no sistema jurídico brasileiro. Projeto nesse sentido tramita na Câmara alterando a Lei do Cheque (Lei nº 7.357/85). Se o projeto for aprovado, um cheque pré-datado apresentado antes da data indicada deve ser recusado ou devolvido pelo banco e o beneficiário do mesmo ficará sujeito a pagar multa de até três vezes o valor ali consignado, desde que comprovado dolo ou má-fé.

O Vereador Valdir Matias usou a tribuna no dia 27/10 para se manifestar sobre o projeto de lei que cria o Conselho Municipal de Meio Ambiente, elogiando a iniciativa. Espera-se somente, que o Conselho seja formado por pessoas voltadas para a proteção do meio ambiente e não por meros correligionários políticos. 

Os comunitários da Colônia Santa Rosa, nas margens da Curuá-Una reclamaram e reclamaram junto à SEMAB para que fosse recuperada a ponte que caíra e dava acessos a quem para lá se dirigia, sem qualquer resultado prático. Depois de muito tempo, quando a Prefeitura resolveu fazer o serviço, a ponte já estava toda refeita pelos particulares. Cansaram de tanto esperar! É sempre assim, e depois reclamam dos munícipes! 

O Dr. Roberto Vinholte, diretor consultor jurídico do Iate Clube, precisa, pela sua experiência vivida naquele clube, cientificar aos membros da Diretoria que existe um dito popular que é taxativo: "quem muito abraça pouco aperta". Portanto, melhor começar a fazer para depois exigir, e não, querer exigir muito sem fazer nada. 

Um abraço para os advogados Cláudio Araújo Furtado e Célio Silva, leitores assíduos desta coluna.