sexta-feira, 1 de julho de 2011

Criação de novos estados em debate no Congresso dos Municípios do Pará

Belém- Neste sábado (02), durante o último dia do II Congresso Paraense dos Municípios, o assunto em destaque é a divisão do Pará. O tema será discutido a partir das 9 horas, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, (Belém, PA). Serão apresentadas análises e perspectivas socioeconômicas sobre a possibilidade de desmembramento do Estado e a criação das unidades federativas Carajás e Tapajós.
 
As informações serão apresentadas a prefeitos, gestores municipais, secretários de estado e representantes da sociedade civil que participam do evento.
 
Palestram sobre o tema os economistas Célio Costa, autor do livro Estudo de Viabilidade de Carajás, e Rogério Boueri, pesquisador do IPEA, além do professor Edivaldo Bernardes, coordenador do Instituto Cidadão Pró-Estado do Tapajós (ICPET). Em seguida, o tema segue para o debate conduzido pelos prefeitos de Ananindeua, Helder Barbalho; de Pau D’Arco, Luciano Guedes; e representantes da Amucan e Amut.
 
“Não podemos nos deixar contaminar pelos interesses pessoais ou políticos. Mas também temos que ter em vista que aqueles que defendem a separação não fazem por deixar de gostar do Pará, o fazem porque não vêem a presença do poder público próximo delas”, ponderou Helder Barbalho na abertura do Congresso.
 
A decisão sobre a divisão do Pará será definida pelos paraenses em plebiscito, marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o dia 11 de dezembro de 2011, das 8 às 17 horas.(Fonte: Famep)

Pará, vítima da história



 Lúcio Flávio Pinto

O que vai acontecer ao Pará? Esta é uma pergunta que deixou de ser retórica. O Estado se encontra em questionamento, a começar pela sua integridade física. O momento seria para reflexão profunda e ação conseqüente. Mas falta liderança para essa missão.

O Pará está em transição, em trânsito e em transe.

A começar por sua própria base territorial. Na sua configuração atual, se fosse um país, o Pará seria o 25º mais extenso do mundo. No continente latino-americano, só estaria abaixo do próprio Brasil e da Argentina, superando o país seguinte na lista, a Colômbia.
O paralelo não deixa de ter algum significado. A principal marca colombiana nos últimos 60 anos tem sido a violência. O Pará é um dos Estados mais violentos do Brasil, a violência no amplo espectro da sua expressão: desde a morte de pessoas, incluindo assassinatos por encomenda (e a preço vil, se é que se pode estabelecer valores para a eliminação da vida), até a destruição da natureza, às vezes por motivações torpes e primárias.

Não por coincidência, no início da temporada de verão, o Pará volta à sua sombria liderança em destruição da floresta e em execuções de pessoas consideradas indesejáveis ou hostis aos interesses dominantes. Uma coisa tem muito a ver com a outra: o desmatamento é o ritual da extração da riqueza fácil e valorizada, a madeira, que encomenda os assassinatos dos que se opõem a essa prática, ou concorrem com ela.

Por tamanho físico, o Pará, se fosse um país, estaria logo abaixo da África do Sul, no 25º lugar do ranking. Essa é outra comparação que lança luzes sobre a situação atual do Estado. Como a nação africana, o Pará tem um subsolo extremamente rico em minérios. Embora a pesquisa geológica sistemática abarque apenas uma pequena fração dos seus 1,2 milhão de quilômetros quadrados, o Pará já é a unidade federativa que mais exporta minério de ferro do mundo.

É também o maior produtor mundial de alumina, o 3º maior produtor internacional de bauxita, significativo produtor de caulim (o de melhor qualidade do mercado para papéis especiais) e com crescente participação em cobre e níquel. É uma pauta de exportação mineral mais diversificada do que a da África do Sul, cuja atividade econômica é muito mais antiga do que a do Pará.

Leia o artigo completo aqui

Em julho, O Estado do Tapajós circula às sextas-feiras

Neste mês de julho, o jornal O Estado do Tapajós circula às sextas-feiras.   
Clique na imagem abaixo para ampliar a primeira página da edição deste final de semana.

TSE define plebiscito para o dia 11 de dezembro no Pará

Da Folha de São PAulo

FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA 

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou na noite desta quinta-feira resolução definindo que o plebiscito para a divisão do Estado do Pará ocorrerá no dia 11 de dezembro deste ano.

A população terá de responder se concorda ou não com a criação de dois novos Estados: Carajás e Tapajós.

A propaganda destinada às frentes contrária e a favor à divisão do Pará terá início no dia 13 de setembro e vai até o dia 8 de dezembro. 

Os ministros também definiram as perguntas que serão feitas para todo o eleitorado do Estado, independentemente de onde vivem. 

Serão elas: 
1) Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado de Carajás? e 2) Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado de Tapajós? 

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Nota da redação:

O TSE definiu que a área interessada é todo o estado do Pará. Por isso, votarão nessa consulta todos os eleitores do Pará.

A coordenação do movimento Pro-Tapajós está preparada para encarar o plebiscito em qualquer colégio eleitoral. 

Já o movimento Pro-Carajás pretende recorrer ao STF para garantir que o plebisicito seja realizado apenas nas áreas que desejam se emancipar.

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Datas 

A primeira data do calendário é dia 2 de setembro, que marca o dia limite para que integrantes da Assembleia Legislativa do Pará, ou ainda da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, se manifestem sobre o interesse de formar frente para defender uma das correntes de pensamento que serão temas do plebiscito. Essa manifestação deverá ser feita perante o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) e as mesmas frentes devem pedir o registro também ao TRE até o dia 12 de setembro.
O cidadão que pretende participar do plebiscito, mas ainda não pediu seu título de eleitor ou transferiu seu domicílio eleitoral, deve tomar essas providências no cartório eleitoral mais próximo até o dia 11 de setembro, três meses antes do plebiscito.

Propaganda 
O calendário autoriza a propaganda sobre o plebiscito a partir do dia 13 de setembro, inclusive na internet e com alto falantes e amplificadores de som. Também a partir desta data as pesquisas de opinião pública relativas ao plebiscito deverão ser registradas no TRE-PA. Já a propaganda gratuita no rádio e na televisão, a ser transmitida apenas para o Estado do Pará, terá início no dia 11 de novembro, 30 dias antes do plebiscito.
No dia 23 de novembro o TSE deverá lacrar todos os programas que serão utilizados nas urnas eletrônicas que receberão o voto dos paraenses.
Três dias antes do plebiscito (dia 8) deverão ser realizadas as últimas reuniões públicas e comícios com o fim de fazer propaganda política bem como a divulgação da propaganda gratuita no rádio e na televisão.
Dia 10 de dezembro é o último dia para fazer propaganda por meio de alto falantes ou amplificadores de som. O prazo termina às 22h. Nesse mesmo horário será encerrada a distribuição de material gráfico e a promoção de caminhadas, carreatas, passeatas pelas cidades divulgando mensagens das frentes.
A apuração do resultado começará logo após o término da votação, às 17h.


Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Silval vai a Rússia e China; grupo pode investir em ferrovia Nova Mutum-Santarém

Um grupo empresarial chinês, com tecnologia e grande expertise em ferrovias, poderá investir em uma linha férrea ligando Nova Mutum a Santarém (PA). A informação foi dada pelo governador Silval Barbosa, ontem à tarde, durante coletiva. O governador anunciou que vai a Rússia e, posteriormente, a China, dialogar com possíveis investidores e convidá-los para conhecer o Estado. Ele embarca esta tarde.
"Recebi uma proposta de um grupo chinês, que tem interesse em conhecer o projeto que começamos a elaborar, da ferrovia entre Nova Mutum a Santarém. Tem empresários da China, com expertise, tecnologia, além de empresas ligadas ao governo chinês, com intenções de investir no Brasil", falou. O grupo ao qual se refere Silval, já seria detentor de 90.000 km de ferrovias no país asiático. "Estou indo conhecer o grupo e fazer o convite para que eles venham a Mato Grosso, conhecer as possibilidades de investir aqui e no Pará", falou.
Com o governo russo, Silval vai tratar de outra possibilidade de parceria. O estado estaria com intenções de adquirir equipamentos com tecnologia moderna de monitoramento, para montar um centro integrado de operações na capital e nas regiões pólo. Em contrapartida, seriam doados a Mato Grosso veículos equipados com sistema de monitoramento via satélite, para fronteira.

Para ser feito escoamento da safra, produção madeireira, carne e demais produtos do Médio Norte (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Alta Floresta e demais cidades) via porto de Santarém (PA), está na reta final a pavimentação da BR-163. As obras, da divisa de Mato Grosso até a cidade paraense iniciaram há cerca de 2 anos e a previsão é de conclusão no final de 2012, de acordo com o DNIT.
Ainda no setor de ferrovias, o governo federal está concluindo projetos para iniciar a Ferrovia Centro-Oeste, ligando Goiás e Mato Grosso a Porto Velho, em Rondônia, onde tem porto, também para escoar a produção. Lucas do Rio Verde terá um terminal de cargas - previsão de ser construído até final do ano que vem. (Fonte: Só Notícias/Editoria e Marcio Uhde, de Nova Mutum (foto:Só Notícias)

Santarém, 350 anos. Edição Especial de O Estado do Tapajós em PDF

Debate na UFPA sobre redivisão do Pará


Acompanhe no portal da UFPA o debate que está sendo realizado em Belém sobre a proposta de redivisão do Pará.

Clique aqui.

As principais declarações dos participantes você acompanha pelo twitter do Blog do Estado, clicando aqui.

Projeto “Garoto Nota 10” da PM é exemplo em Santarém



O projeto social de destaque é o “Garoto Nota 10” que funciona no quartel do 3º Batalhão de Polícia Militar em Santarém e no destacamento do município de Belterra. O Objetivo é retirar as crianças da ociosidade e ensinar um esporte saudável a elas que totalizam 260 crianças atendidas em Santarém e mais 160 em Belterra.

A faixa etária do público atendido é de 06 a 12 anos, mas para participar do projeto não adianta somente querer jogar bola, pois todos os participantes passam frequentemente por avaliações e investigação de como estão às notas na escola para poder continuar sendo o “Garoto nota 10”, pois aqueles que apresentam notas baixas ou desinteresse pelos estudos não permanecem frequentando as aulas do projeto. 

Esse método de trabalho, segundo relatos dos pais das crianças ajuda muito para que os filhos tenham sempre um grande empenho na escola, pois se esforçam para não correr o risco de deixar de frequentar as aulas de futebol.

O projeto tem 13 anos em Santarém tendo como coordenador o 1º sargento Leôncio Rêgo e em Belterra completa um ano coordenado pelo cabo Odair José.(Fonte: Ascom/CPR-1)

Como serão controladas as doações no plebiscito?

 
Separatistas e antisseparatistas, favoráveis e contrários à divisão do Estado do Pará estão numa grande expectativa sobre um ponto especial - para não dizer especialíssimo, fundamental - da resolução a ser editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para estabelecer as regras do plebiscito que decidirá sobre a criação de duas novas unidades federativas - Tapajós e Carajós.
 
Ninguém sabe, até agora, como é que a Justiça Eleitoral vai controlar os gastos das campanhas que comitês e partidos deverão desencadear nos 45 dias anteriores ao plebiscito, que ocorrerá provavelmente em dezembro. E os gastos, concordam separatistas e antisseparatistas, serão milionários, porque não apenas interesses políticos vão predominar nesse debate. Além deles, os interesses econômicos serão de dimensões, digamos, amazônicas. E não faltará quem se coce para despender os tubos, seja para a campanha em favor da divisão, seja para manter o Pará íntegro.
 
Alguns parlamentares ouvidos pelo Espaço Aberto consideram que a questão das contribuições financeiras para a campanha está envolta numa espécie de penumbra legislativa. Isso porque, muito embora o plebiscito tenha um caráter eleitoral, daí ser organizado pela própria Justiça Eleitoral, há particularidades que o diferenciam de um pleito que elege candidatos para vários cargos eletivos.
 
No caso de uma eleição, o fim precípuo da lei é garantir a equidade na disputa entre candidatos individualmente considerados, muito embora eles representem partidos políticos. Mas no caso de um plebiscito, não haverá eleição de ninguém, e sim a decisão de dividir ou não dividir um Estado. E os participantes da campanha serão partidos políticos e comitês que legalmente se constituírem para defender a divisão.
Como vai rolar - aliás, já está rolando, na moita - muito dinheiro nessa parada toda, caberá à Justiça Eleitoral botar o dedo no suspiro para controlar a gastança, de um lado e de outro. E mais do que isso: será necessário estabelecer regras transparentes que permitam a identificação das fontes de doação.

Tudo isso deverá estar perfeitamente claro na resolução que o Tribunal Superior Eleitoral, não se sabe ainda quando, vai editar.(Espaço Aberto)

Pesquisa traça perfil dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativa em Santarém

Edna Nunes

O Programa de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes em Instituições Assistenciais e Judiciais do Estado do Pará (Pró-DCA), coordenado pelo Instituto Universidade Popular (Unipop) e financiado pela União Europeia, apresenta amanhã, em Santarém, o resultado de uma pesquisa que mapeou o perfil dos adolescentes que cometeram atos infracionais e cumprem medidas socioeducativas no município.

A apresentação dos dados será feita pelo coordenador do Pró-DCA, Max Costa, durante o “Seminário Regional Adolescentes - Direitos em  risco: um olhar sobre o atendimento socioeducativo no município de Santarém”, que acontece neste dia 1º, das 15 às 18 horas, no auditório da Faculdade Integrada do Tapajós (FIT).

Além dele, foram convidados para o evento a juíza Josineide Medeiros, da Vara da Infância e da Juventude, a secretária municipal de Trabalho e Assistência Social, Ana Elvira Teixeira, o promotor da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado, Mauro Moraes, a gerente do Centro Socioeducativo do Baixo Amazonas (Ceseba), Alcidea Teixeira e a mestra em Serviço Social, Jandira Silva.

Pesquisa – De acordo com os dados da pesquisa que serão divulgados, 33% dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em Santarém são reincidentes e quase 60% revelaram envolvimento com drogas. Entre os entrevistados, 100% sequer concluíram o ensino fundamental e 78% não têm conhecimento de seus direitos. A pesquisa mostrou, ainda, que dentre os atos infracionais destacados na pesquisa, aparecem assalto/roubo (55%), tentativa de homicídio (22%) e latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte (11%). 

Segundo Max Costa, a pesquisa apontou ainda que no Estado do Pará, incluindo em Santarém, nenhuma unidade de atendimento socioeducativo atende aos parâmetros do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que normatiza o cumprimento de medidas socioeducativas no país. “É preciso que a sociedade civil se mobilize e pressione o poder público, para que os adolescentes sejam vistos como sujeitos de direitos, como estabelece o Sinase”, afirma.

A pesquisa ouviu 20% do universo dos meninos e meninas que estão internados ou em semiliberdade em Santarém, no período de outubro de 2010 a março de 2011. Além deles, foram entrevistados os familiares dos adolescentes e os servidores e gerentes das unidades de atendimento socioeducativo. A pesquisa analisou, ainda, o prontuário dos jovens e foram preenchidos roteiros de observação sobre a estrutura dos espaços onde os adolescentes cumprem a medida.

O Pró-DCA é uma iniciativa que pretende contribuir para a garantia de direitos e enfrentamento a todas as formas de violência contra crianças e adolescentes no Brasil. A partir dele, a Unipop deseja fortalecer a cooperação e a articulação entre organizações da sociedade civil, comunidades e órgãos públicos do Estado do Pará, para a efetivação do Sistema de Garantia de Direitos e redução de todas as formas de violência contra crianças e adolescentes, sobretudo, das que estão sob a tutela do poder público.

Coordenado pela Unipop, o Pró-DCA é financiado pela União Européia e Christian Aid e conta com a parceria da SDDH, Sódireitos, Movimento República de Emaús, Cedeca/Emaús, Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente no Pará (Cedca), Fórum DCA e Famcos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Defesa de Jader Barbalho pede liminar que permita sua posse

Do STF:

A defesa de Jader Barbalho apresentou Ação Cautelar (AC 2909) ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede a concessão de antecipação de tutela até que o Plenário da Corte julgue os embargos de declaração no Recurso Extraordinário (RE) 631102. Com esse recurso, os advogados do político pretendem reverter a decisão que manteve o indeferimento do registro de sua candidatura ao Senado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no pleito de 2010, com base na Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010).

Segundo os advogados, a demora da Justiça em permitir que Barbalho assuma o mandato de senador está lhe causando danos irreparáveis, na medida em que está encurtando seu mandato. Na ação, a defesa pede a concessão de tutela antecipada a fim de que ele tenha seu registro de candidatura restabelecido e, em consequência, seja diplomado e passe a exercer o mandato para o qual foi legitimamente eleito.    

Após julgar o recurso de Barbalho, o Plenário do STF, com composição completa e julgando o RE 633703, entendeu que as previsões de inelegibilidade contidas na Lei da Ficha Limpa não são aplicáveis às eleições de 2010. A defesa de Barbalho pediu então que o relator de seu recurso, ministro Joaquim Barbosa, exercesse o juízo de retratação quanto à decisão que aplicou a Lei da Ficha Limpa a seu caso. O pedido foi negado. Segundo Barbosa, somente o Pleno do STF pode fazer tal juízo.

“Dá-se, porém, que é previsível a demora na apreciação dos aludidos embargos, especialmente a se considerar a proximidade do recesso forense do mês de julho, com o que a apreciação do presente processo somente ocorrerá no segundo semestre do corrente ano, isso na mais otimista das hipóteses. Inegavelmente, o requerente está a sofrer dano irreparável, com o comprometimento de considerável período de seu mandato – tendo aqui dele permanecido afastado por quase cinco meses – com grave prejuízo para a preservação da vontade democrática e do sufrágio popular”, argumenta a defesa.


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Agricultura Familiar precisa e merece mais

 André Alves*

O Governo Federal lançará nesta sexta-feira (1º/07) o Plano Safra 2011/2012 para a agricultura familiar. Entre as medidas que serão anunciadas estão a redução de juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a unificação de linhas do programa que terá R$ 16 bilhões para operações de custeio e investimento. Outras medidas importantes como a ampliação do seguro da Agricultura Familiar, aporte de recursos para Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e a criação de uma ação específica do Programa de Garantia de Preços Mínimos estarão contempladas no plano do governo federal.

O total dos recursos chegam na casa dos R$ 20 bilhões, incluindo R$ 530 milhões para obtenção de terras para a reforma agrária e outros R$ 3,2 bilhões para projetos do PAC Saneamento, voltados para municípios com menos de 50 mil habitantes. Parte dessas medidas faz parte do Plano Brasil sem Miséria e não deixa de ser um reconhecimento ao setor que é responsável, segundo dados do próprio Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por 70% dos alimentos que chegam nos lares das famílias brasileiras.

No entanto se analisarmos os recursos voltados ao agronegócio, cujo propósito maior é a exportação de commodities e que sim, é um dos grandes responsáveis pelo bom desempenho da balança comercial brasileira, veremos que há uma disparidade nos investimentos. Os grandes produtores fornecem apenas 30% dos alimentos aos brasileiros, mas o governo federal, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 vai aportar mais de R$ 107 bilhões. Ou seja, quase seis vezes mais do que o que será destinado à agricultura familiar.

Isso significa dizer que, mesmo com o bom exemplo do governo Dilma, ainda há um abismo entre as prioridades entre quem produz alimentos e quem exporta grãos e carne. Soma-se a isso o fato de que a agricultura familiar tem muitos mais gargalos a serem vencidos, principalmente se o agricultor é assentado e vive longe dos grandes centros, algo bastante comum fora da região Sul e Sudeste.

No assentamento Dorcelina Folador, em Várzea Grande (MT), praticamente às margens da BR-163, é comum o acesso ser restrito em vários meses devido a precariedade das estradas vicinais. Se pensar na região Noroeste mato-grossense ou do Araguaia a situação é ainda mais precária, onde é fácil encontrar lotes com mais de 100 km de distância de seu município. Ou seja, não basta o pequeno agricultor ter como produzir, ele precisa também de ter meios para escoar sua produção.

Outro problema grave é que, segundo dados da Federação dos Trabalhadores da Agricultura em Mato Grosso (Fetagri/MT), 20 a 30 mil agricultores familiares no estado estão inadimplentes e não terão como acessar os recursos do Pronaf. Se o governo não estiver apto a renegociar ou flexibilizar os acessos, dificilmente a metas governamentais serão atendidas com êxito. Para piorar, a assistência técnica rural praticamente desapareceu em muitas regiões do Brasil e o aporte de R$ 127 milhões para atender o Brasil se mostra bastante limitado e desencorajador.

A agricultura familiar merece mais pelo volume de alimentos que gera  e pela força que deveria ter. Priorizá-la significa melhorar a qualidade de vida de uma parcela significativa da população e garantir alimentos mais baratos e mais saudáveis aos brasileiros. Investir na agricultura familiar ajuda a garantir a permanência do homem no campo e favorece o desenvolvimento das regiões que estão longe das capitais.

Um passo importante embora pequeno está sendo dado pelo governo federal, que pretende melhorar ainda mais o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab que compra produtos dos produtores familiares e destina a merenda escolar. E que cada vez mais está apostando nos produtos da floresta como o cumbaru do cerrado e a castanha da Amazônia.

Enfim, do que a agricultura familiar precisa o governo sabe. Falta fazer mais e melhor!


 

PT faz Encontro Estadual com presidente nacional

 Dorinha Rayol
 O Partido dos Trabalhadores do Pará realiza neste final de semana Encontro Estadual que vai definir as estratégias políticas de ação para as eleições dos próximos anos. Outros dois pontos centrais do evento são os debates em torno de uma ampla análise da conjuntura atual e um debate especifico sobre a Reforma Política, assunto que está em pauta no Congresso Nacional. O Encontro terá a presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que está visitando diversos estados brasileiros discutindo com dirigentes e militantes do partido. O evento acontece no Hotel Beira Rio e começa na sexta-feira à noite com o debate aberto promovido pela Fundação Perseu Abramo, “Brasil hoje e suas perspectivas”, se estendendo por todo o dia de sábado, 2 de junho, somente para delegados eleitos nos encontros municipais.
O Encontro Estadual do PT Pará é o resultado de um processo de encontros municipais iniciado em março passado mobilizando centenas de militantes para debater a organização partidária. No total foram 75 diretórios municipais que promoveram seus debates e elegeram delegados para participar do encontro deste final de semana, quando são esperados cerca de 500 participantes. Além de membros da Executiva Estadual, estarão presentes parlamentares, presidentes de diretórios, prefeitos e demais lideranças políticas do partido.
Agenda Rui Falcão em Belém – Vindo de Manaus depois de ter passado nos últimos dias por Fortaleza, Teresina, Manaus o presidente do PT, Rui Falcão chega a Belém no sábado, dia 02, pela manhã. Ás 09:00 participa de coletiva com a imprensa, no Hotel Beira Rio; às dez horas faz a abertura do Encontro Estadual do PT e às 13 horas participa de almoço com a executiva estadual do partido, deputados federais e estaduais. A tarde embarca para Macapá, dando continuidade, assim, a série de viagens que está realizando desde o mês de maio pelos estados para discutir com dirigentes e militantes metas e estratégias eleitorais do partido para ás eleições municipais de 2012 e promover um debate mais aprofundado sobre a Reforma Política.

Mário Couto x Cláudio Puty ( II Parte)

Segundo o Blog CJK, o senador Mário Couto se pronunciou ainda há pouco da tribuna do Senado Federal e fez essas afirmações:

1 - Iniciou denunciando uma "ditadura" contra a Oposição;

2 - Estaria sendo perseguido pelos petistas, querem calar a sua voz;


3 - Os quatro deputados petistas Faro, Zé Geraldo, Puty e Miriquinho são "safados" e "cínicos", responderiam na Justiça por diversos crimes;


4 - Zé Geraldo, acusado pela arrecadação ilegal de recursos junto a madeireiros para campanhas políticas do PT;


5 - Puty, alvo de ação por conduta vedada à administração pública;


6 - Beto Faro, preso e algemado;


7 - Miriquinho Batista responde a processo pela emissão de falsas carteiras de pescador;


8 - Miriquinho, alías, seria o "Palocci do Pará", aumentou em 1.000% o seu patrimônio pessoal durante seu último mandato de deputado estadual;


9 - Nunca teria sido preso, ao contrário dos petistas, "quem quer lhe prender agora é o PT do Jarbas Vasconcelos" (presidente da OAB/PA);


10 - Ao chamar de "malditos petistas" os seus algozes, foi advertido pela senadora Marta Suplicy, que mantivesse o "decoro";


11 - Não deu bola, exaltou-se, chegou à lágrimas, mas continuou a afirmar que "vão ter que me aturar".

Fogo cruzado


O PT, através do seu presidente Rui Falcão, escudado pelos deputados federais Claudio Puty, Beto Faro e Zé Geraldo, foram, ontem, às barras da Procuradoria Geral da República, impetrar pedido de investigação contra o senador Mario Couto (PSDB-PA), acusando-o de “chefe da quadrilha” que protagonizou fraudes na ALEPA, quando o mesmo era presidente da referida Casa.

É óbvio que quem já é denunciado por supostas delinquências, Puty e Faro, não está impedido de denunciar as supostas obliquidades alheias, portanto, nada a reparar na atitude dos deputados, tão pouco do próprio PT, também useiro e vezeiro em protagonismos de escândalos nacionais.

Todavia, como os missivistas têm protuberâncias inflamáveis, o senador Mario Couto não deixou por menos e começou, ontem mesmo, a atear fogo na palha: mirou o deputado Puty e o qualificou de o “mais corrupto” de todos, prometendo metralhar algumas de suas supostas delinquências, ainda hoje, da tribuna do Senado.

Prometeu, também, Mario Couto, bater à mesma porta que bateram os deputados, e protocolar pedido igual a respeito de supostas estripulias do deputado Puty quando era chefe da Casa Civil e durante a campanha de deputado federal.

O presidente do PT nacional, por ocasião da entrega do documento contra Mario Couto à PGR, declarou que “o PT é partido que mais defende a ética”.

Permita-me o presidente Rui Falcão fazer uma emenda à asserção: pode o PT até ser o partido que mais defende a ética, mas, na mais perfeita tradução do espeto de madeira, é o partido que menos a tem praticado nos últimos 8 anos. Para constatar isto, basta acessar o noticiário.
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Nota da redação:
O deputado federal Beto Faro, outro signatário da denúncia contra o senador Mário Couto, responde a processo por formação de quadrilha e grilagem de terras, em Santarém, resultado da operação 'Faroeste', cujo nome é uma alusão ao referido parlamentar, à época superintendente do Incra no Pará.

Contrabando e descaminho na década de 60 em Santarém serão temas de reportagens

Até os mortos se revirarão das tumbas.

Vem ai, em breve, uma série de matérias sobre o contrabando e o descaminho de mercadorias em Santarem há quase meio século.

Aguardem.

Dia de São Pedro em Santarém, era assim...

Do Blog O Mocorongo





 
Década de 60 - 29 de junho: A procissão fluvial em homenagem a São Pedro era bastante concorrida nas águas no Rio Tapajós. Centenas de barcos enfeitados com bandeirolas transportavam os devotos do santo padroeiro dos pescadores. Em um desses barcos era conduzida a imagem de São Pedro, acompanhada por religiosos e autoridades locais.

Milhares de pessoas se aglomeravam no velho trapiche e nas calçadas da rua da frente da cidade para assistir a passagem das embarcações.

Essa procissão ainda é realizada nos dias de hoje, mas com poucos barcos e inexpressiva quantidade de pessoas postadas na orla da cidade para apreciar e participar desse evento religioso.

Fumaça


Lúcio Flávio Pinto

Uma diferença substancial responde pela queda no nível e no grau de representação dos parlamentos no Brasil, em particular no Pará: ao invés de serem intermediários ou intérpretes da sociedade, os políticos usam seus cargos na defesa dos seus interesses ou dos esquemas e grupos a eles associados. Muitos empresários, ao invés de financiar campanhas eleitorais de terceiros, tornaram-se eles próprios candidatos. O dinheiro lhes possibilitou a vitória.

Causa escândalo – embora não chegue exatamente a surpreender – as iniciativas de determinados parlamentares. Quando eles estão no foco direto da opinião pública, as duas reações se tornam siamesas. Pouco tempo atrás um vereador de Belém apresentou projeto para que em determinada esquina da cidade fosse alterado o uso e o gabarito para permitir a construção de um supermercado. O beneficiário parece não ter tido recursos suficientes para usufruir da exceção aberta.

Agora uma vereadora quer que voltem os fumódromos à capital paraense. Alega que a proibição integral viola a liberdade individual. As pessoas poderão voltar a fumar em recintos fechados, mas confinadas. O retrocesso é evidente e de pasmar. Os viciados no fumo já se haviam adaptado à proibição, como quase sempre acontece ao ser humano. Aqui e em outros lugares onde essa postura providencial foi adotada. Os donos dos restaurantes e casas de diversão é que devem ter sentido o golpe dado na sua parte mais sensível: o bolso. Sensibilidade à qual a vereadora parece estar bem atenta.

Espera-se que o prefeito tenha o bom senso de vetar o nada altruístico projeto.

Comitê santareno Pró-Estado do Tapajós será criado hoje


Jota Ninos
 
Será criado hoje (29/06), às 19 horas, no Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), o primeiro dos 27 comitês municipais de mobilização pró-Estado do Tapajós. A reunião terá a participação de associações de bairro, entidades de classe, representantes religiosos e partidários sendo aberta à população de Santarém.
A criação de comitês municipais faz parte da estratégia de mobilização do recém-criado Instituto Cidadão Pró-Estado do Tapajós (ICPET), organização fundada no dia 24/06 que substitui o antigo Movimento Pela Criação do Novo Estado, que atuou até a aprovação pela Câmara Federal e pelo Senado do projeto para a realização do plebiscito de criação dos estados do Tapajós e Carajás.
Na próxima semana, será inaugurada a sede onde funcionarão o ICPET e o Comitê Municipal Pró-Estado do Tapajós. O prédio, que fica na Mendonça Furtado próximo à Assis de Vasconcelos, passa por adequações para receber a estrutura das duas entidades.