sábado, 24 de setembro de 2011

Miniempresa é inaugurada em Juruti para desenvolver talentos de jovens



Os jovens empreendedores de Juruti ganharam um lugar especial para desenvolver seus talentos. O município já faz parte do “Programa Empresários para o Futuro”, uma parceria entre a Alcoa, a entidade sem fins lucrativos Junior Achievement e empresários locais. Os estudantes de Juruti aprenderão a gerenciar uma miniempresa de cabides de alumínio. O Programa, que já tem cerca de 20 anos nas unidades da Alcoa, reúne funcionários em um trabalho voluntário de consultoria para os adolescentes que participam da miniempresa.

Em Juruti, foram selecionados 25 estudantes do Ensino Médio, com idade entre 14 e 17 anos, para aprender na prática noções de recursos humanos, produção, finanças e marketing. De acordo com a analista de Relações Comunitárias e coordenadora do Programa, Anne Dias, a miniempresa proporcionará aos jovens a experiência prática em economia e negócios na organização e operação da fábrica de cabides.

“São 12 alcoanos voluntários de várias áreas, chamados de conselheiros. Semanalmente os estudantes serão acompanhados por esses profissionais para aprenderem a lidar com uma organização empresarial. Os jovens irão gerenciar todo o processo produtivo, desde a fabricação dos cabides, passando pela administração e elaboração do plano de negócios para que o produto seja comercializado com sucesso”, explica a cordenadora.

A seleção para a primeira turma da miniempresa foi realizada nas escolas públicas Emanuel Salgado Vieira e Vereador Raimundo de Souza Coelho, priorizando adolescentes que demonstrassem interesse pelo assunto e tivessem perfil empreendedor. O engenheiro de Produção, Bruno Moreira, será conselheiro em sua área. Sua consultoria será sobre a linha de montagem dos cabides. “Como eu trabalho na área de qualidade da Alcoa, o ABS - sistema de negócios da Companhia, que visa melhorar a produtividade eliminando o desperdício,estarei ligado diretamente à aplicação de ferramentas que produzam qualidade aos cabides fabricados na miniempresa”, afirma.

A miniempresa está em funcionamento no Km 2 na Unidade da Alcoa em Juruti. A primeira turma segue no Programa até Dezembro deste ano. O próximo processo seletivo acontecerá em 2012.(Fonte: Ascom/Alcoa)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Edição de 16 de setembro de O Estado do Tapajós em PDF


                                                   

A força da palavra

A prefeita Maria do Carmo, que é promotora de justiça, sabe bem o que significa a frase 'a justiça deveria mandar prender quem descumpre decisão judicial', ao se referir à demora na desocupação de um terreno reservado para o programa Minha Casa, Minha Vida, na estrada do Aeroporto.

Mesmo que o alvo não tenha sido o governador Simão Jatene, comandante-em-chefe da PM, a declaração da prefeita em coletiva de imprensa, na última terça-feira, deu margem para que sua indignação fosse mal interpretada, até porque se houver ordem de prisão, esta deverá ser expedida contra o comandante do batalhão da PM em Santarém, coronel Antenor, que se recusa a fornecer força policial para o cumprimento da liminar de reintegração de posse.

Por enquanto, não se sabe quem tem mais poder: a força da palavra ou a força policial?.

Botos invadem Belém


Uma delegação de dançarinos e destaques dos botos Cor de Rosa e Tucuxi , de Alter do Chão, desembarcou hoje em Belém para participar de uma feira cultural e musical promovida pelo jornal Diário do Pará.

TRE quer concluir apuração do Plebiscito até meia-noite

Do Blog O Mocorongo:

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão desde o dia 19 em Belém testando o sistema operacional das urnas que serão utilizadas no Plebiscito sobre a divisão do Pará, que vai ocorrer no dia 11 de dezembro. Ao todo serão utilizadas 15 mil urnas eletrônicas e 277 pontos de transmissão de dados via satélite. A meta da Justiça Eleitoral é de que a apuração seja concluída até a meia-noite.

Comissão da Meia Verdade, ou a volta da “conciliação nacional” de Tancredo


Pedro Estevam da Rocha Pomar*

Aos desavisados, pode ter parecido que a aprovação do PL 7.376/2010 pela Câmara dos Deputados, na noite de 21 de setembro, foi uma vitória da democracia. Afinal de contas, o projeto impôs uma derrota aos setores de extrema-direita representados por parlamentares como o ex-capitão Jair Bolsonaro. Afinal de contas, dirão os otimistas, conseguiu-se criar a Comissão Nacional da Verdade, antiga reivindicação de ex-presos políticos e de familiares de desaparecidos políticos.

Ocorre que a Comissão Nacional da Verdade — na configuração em que foi aprovada e caso o Senado mantenha inalterado o texto do projeto — tende a resultar em mero embuste, um simulacro de investigação, tais as limitações que lhe foram impostas. Será preciso enorme pressão dos movimentos sociais para que ela represente qualquer avanço em relação ao que já se sabe dos crimes cometidos pela Ditadura Militar, e, particularmente, para que obtenha qualquer progresso em matéria de punição dos autores intelectuais e materiais das atrocidades praticadas pelos órgãos de repressão política.

A verdade pura e simples é que o acordo mediante o qual o governo aceitou emendas do DEM, do PSDB e até do PPS, mas rejeitou sem apelação e sem remorsos as diversas emendas propostas pela esquerda e pelos movimentos sociais, é a renovação da transição conservadora de Tancredo Neves. O acordo que selou a “conciliação nacional”, celebrado nos estertores da Ditadura entre o líder do conservadorismo civil e a cúpula militar, foi preservado por Lula e acaba de ser repaginado e remoçado por Dilma Roussef. Os militares são intocáveis, não importa que crimes tenham cometido, e seus financiadores e ideólogos civis idem.

Não foi por outra razão que o líder do DEM, deputado ACM Neto, subiu à tribuna ao final da sessão, minutos antes da votação decisiva, para elogiar “a boa fé e o espírito público” da presidenta da República. “O Democratas está pronto para votar, pronto para dizer sim à História do Brasil”, acrescentou gloriosamente. O deputado Duarte Nogueira, líder do PSDB, também comportou-se à altura da ocasião. Depois que o líder do governo, deputado Candido Vaccarezza, dispôs-se a incorporar uma emenda conjunta da deputada Luiza Erundina e do PSOL, Nogueira elegantemente pediu a palavra para objetar e declarar inaceitável o seu teor. Foi o que bastou para o líder do governo imediatamente recuar.

Muito sintomático do tipo de acordo que se arquitetou, e do papel que se pretende reservar à Comissão Nacional da Verdade, foram as repetidas homenagens que ACM Neto, Vaccarezza e até o líder do PT, deputado Paulo Teixeira, prestaram ao ex-ministro Nelson Jobim e ao seu assessor José Genoíno. Estes dois personagens foram os leva-e-traz dos altos comandos das Forças Armadas nas “negociações” entre estas e o governo ao qual deveriam prestar obediência. O líder do governo foi mais longe em suas demonstrações de subserviência e chegou a agradecer expressamente aos comandantes militares.

Na tribuna, o deputado Paulo Teixeira fraudou a história ao declarar que, “como todos sabem”, as violações ditatoriais “foram praticadas entre 1968 e 1980”! Portanto, não houve golpe militar nem qualquer atrocidade entre 1964 e 1968. Gregório Bezerra não foi arrastado seminu pelas ruas de Recife. Os militantes das ligas camponesas não foram executados pela repressão. Comunistas não foram presos e torturados na Bahia. O tenente-coronel aviador Alfeu de Alcântara Monteiro não foi assassinado na Base Aérea de Canoas, e o sargento Manoel Raimundo Soares não foi atirado, de mãos amarradas, nas águas do Guaíba. Nada disso. E, para arrematar, o líder do PT citou a boa tese de Tancredo: a “conciliação nacional”, a ser propiciada pela Comissão Nacional da Verdade.

O setor da esquerda que embarcou no acordo para manter viva a Ditadura acredita piamente que não é possível, nem desejável, avançar um milímetro em punições, porque a correlação de forças está dada, ad eternum, desde a transição. Nisso, consegue apequenar-se perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, que, ao julgar o caso da Guerrilha do Araguaia, decretou que “as disposições da Lei de Anistia brasileira que impedem a investigação e sanção de graves violações de direitos humanos são incompatíveis com a Convenção Americana, carecem de efeitos jurídicos” e que “são inadmissíveis as disposições de anistias, as disposições de prescrição e o estabelecimento de excludentes de responsabilidade, que pretendam impedir a investigação e punição dos responsáveis por graves violações dos direitos humanos, como tortura, as execuções sumárias, extrajudiciárias ou arbitrárias e os desaparecimentos forçados”.

Mas qual será mesmo a finalidade da Comissão Nacional da Verdade, se contar com apenas sete membros, alguns dos quais poderão ser até militares; se não dispuser de autonomia financeira; se tiver de investigar quatro décadas em apenas dois anos; se for sujeita ao sigilo; e, finalmente, se não puder remeter suas conclusões ao Ministério Público e à Justiça, para que os autores dos crimes e atrocidades cometidos pela Ditadura Militar sejam julgados e processados na forma da lei?

A resposta é uma só. Na visão desse setor que envergonha a memória dos heróis tombados na luta contra a Ditadura, ela foi assim enunciada pelo ex-ministro Nilmário Miranda: “O objetivo principal da Comissão da Verdade é produzir um relatório que seja base para os currículos escolares. Essa que é a grande novidade, nunca tivemos isso na história do Brasil”.


*Jornalista, editor da Revista Adusp

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Plebiscito: a campanha do SIM


Da Redação de O Estado do Tapajós

O material que será utilizado na campanha na campanha do SIM pela Frente Pró-Tapajós será refeito.

O material já distribuído será todo recolhido.

O tesoureiro da frente, Edivaldo da Silva Bernardo, afirmou que o setor jurídico percebeu que não poderia adotar a mesma campanha do grupo favorável à criação do Estado de Carajás, como havia sido planejado.

A idéia de enfeitar as casas nos municípios do Oeste paraense será adiada por enquanto. O objetivo é gerar um clima parecido com o que ocorre nas Copas do Mundo de Futebol.

As frentes que trabalham contra a criação dos estados do Tapajós e Carajás também terão de refazer seus materiais de propaganda pelo mesmo motivo.

Resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) diz que as frentes serão autônomas, não podendo haver arrecadação, repasse e realização de despesas conjuntas ou em benefício de outra frente.

Carro nacional está mais caro

Do Correio Braziliense

Antes mesmo de a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 30 pontos percentuais, entrar em vigor, os donos de concessionárias aproveitaram para reajustar os preços de automóveis nacionais. Levantamento feito pelo Correio constatou que além dos carros coreanos e chineses — alvos da medida determinada pelo governo —, que devem ficar em média 40% mais caros, os valores de marcas tradicionais no país também serão remarcados. 

Em uma concessionária Fiat, o modelo Uno oferecido por R$ 32,9 mil custará a partir de R$ 34,9 mil na próxima semana, conforme alerta dos próprios vendedores. Nas lojas da General Motors (GM), o Celta subiu de preço, passando de R$ 23,9 mil para R$ 29,9 mil.

Santarenas esperam por notícia de brasileira desaparecida no Japão

 
Rosanne D'Agostino  
Do G1, em São Paulo
 
 
“A gente não tem muita esperança de encontrá-la viva. A única saída é esperar”, afirma Odete Jati de Alencar, tia que criou a brasileira Erika Inomata, de 34 anos, desaparecida desde quarta-feira (21) após cair em um rio durante a passagem do tufão Roke pelo Japão. Em Santarém, no Pará, ela e uma filha da brasileira, de 17 anos, esperam notícias sobre as operações de resgate.

Erika estava com o colega Marcos Kanematsu em um carro indo para o trabalho em Ninobo, a 170 quilômetros a sudoeste da capital, Tóquio, quando decidiram seguir a pé por uma ponte por causa do trânsito. Eles caíram em um vão de uma altura de dez metros no rio.

Marcos foi arrastado por 300 metros pela água até ser localizado, na noite de quarta. Na manhã desta quinta, ele finalmente foi resgatado de helicóptero. Erika ainda é procurada pelas autoridades japonesas.

Na cidade natal de Erika, Santarém, no Pará, Odete, mãe de criação, e uma das filhas de Erika, Sâmela, de 17 anos, aguardam notícias da brasileira, que está no Japão há 16 anos. “A última vez que falei com ela foi ano passado, quando ela ligou perto do meu aniversário. Fiquei sabendo pelo G1. Não temos contato com ela lá”, diz a filha.

Vereador de Santarém cogita transferir domicilio eleitoral para o Piaui


O vereador Evaldo Costa(PT) tem até o final do mês para decidir se transfere ou não seu domicílio eleitoral para o estado do Piauí, onde tem raízes familiares.

Desiludido com a política santarena e com os rumos da administração municipal, Evaldo vem conversando com seus colegas sobre a possibilidade de deixar sua cadeira na Câmara de Santarém até o final do mês.

Se Evaldo transferir seu título ele perderá automaticamente o mandato, que deve ser ocupado pela primeira suplente do PT, Ivete Bastos.

CPI que investiga tráfico humano visita a Colônia Heleno Fragoso


Agência Pará

Os secretários estaduais de Segurança Pública, Luiz Fernandes, e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), José Acreano Brasil Jr., além do superintendente do Sistema Penal, Mauro Barbas, acompanharam na tarde desta quarta-feira, 21, a visita da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembléia Legislativa do Estado que investiga o tráfico humano à Colônia Agrícola Heleno Fragoso, no município de Santa Isabel.

O ouvidor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Domingos Silveira, e a assessora da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Dayse Benedito, também participaram da visita e foram municiados de informações sobre as providências que estão sendo tomadas pelo Governo do Pará quanto ao caso que envolve a presença de uma adolescente dentro daquela casa penal e que foi encaminhada pela Polícia Militar à delegacia de Santa Isabel para que a denúncia seja apurada.

Logo ao adentrar à Casa Penal, o deputado estadual Edmilson Rodrigues, membro da CPI, foi abordado pelo interno Manoel Araújo, que se mostrou indignado com a generalização de que estão sendo vítimas os presidiários da Colônia Agrícola Heleno Fragoso. “A maioria dos presos aqui cumprem suas penas e trabalham de sol a sol, em busca da ressocialização. Nem todo mundo aqui  descumpre as regras da casa penal, como está sendo mostrado”, argumentou Manoel Araújo. Ele também fez questão de ressaltar que o Poder Judiciário também parou de realizar os mutirões penitenciários na colônia, o que faz com que presos que já cumpriram sua pena permaneçam no local.

O secretrário de Segurança pública esclareceu sobre os investimentos do Governo do Estado no setor penitenciário e mais especificamente na Colônia Heleno Fragoso. “O complexo de Americano está sendo cercado. Na Heleno Fragoso, dois alojamentos - cada um com capacidade para 100 detentos - serão construídos no prazo de quatro meses. Por ser uma situação de urgência, garantimos reforço policial para as áreas externas ao prédio da colônia”, informou, explicando que a instituição penal não poderia ter  policiais em sua área interna por funcionar em regime semi-aberto.

Nos próximos meses, garantiu Luiz Fernandes, o Estado promoverá o primeiro concurso público para o cargo de agente penitenciário. O edital será lançado até outubro, para 500 vagas. Haverá também concursos para as polícias Militar, com duas mil vagas, e Civil, com outras 500. Todos deverão ocorrer ainda este ano. O secretário de Segurança também ressaltou que o governador Simão Jatene exigiu apuração rigorosa do episódio envolvendo a adolescente, que hoje recebe todo o apoio psicossocial do Programa Pro Paz. O caso está sendo investigado em segredo de Justiça - como recomenda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - pela Divisão de Atendimento à Criação e ao Adolescente  da Polícia Civil (Data).

O secretário da Sejudh, José Acreano Brasil Jr., criticou a superexposição da adolescente envolvida no caso. “Não podemos aceitar  que ela venha sendo exposta demasiadamente como vem sendo feito até agora, de forma indiscriminada”. Acreano informou que o estado representou, Junto ao Ministério Público, a apuração dos fatos sobre a exposição demasiada a que a adolescente vem sendo submetida, de forma contundente, desde que o fato foi denunciado, o que contraria o ECA.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PF prende casal suspeito de atear fogo em madeira sob guarda do Ibama

Está preso na Polícia Federal de Santarém o casal Roberta e Leomir.

Eles são suspeitos de atearem fogo da madeira que era depositada no terreno da Assibama, no bairro da Aldeia, em Santarém, no último domingo à noite.

Segundo informações extra-oficiais, Roberta, conhecida naquele bairro como "Ratinha', após assaltar um idoso, teria pulado o muro do terreno e provocado o incêndio que consumiu 5 mil metros cúbidos de madeira que foram resultados de apreensões do Ibama na região Oeste do Pará.

Assembléia Legislativa vai entrar com Adin contra a Lei Kandir


Por Carlos Boução

A Assembleia Legislativa vai entrar com um pedido de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a União por omissão por não garantir ao estado do Pará o ressarcimento das perdas advindas com a implantação da Lei Kandir. O requerimento para a formulação da Adin foi aprovado nesta quarta-feira, 21, em plenário.

A Lei Kandir, que impede as unidades da federação de receber pagamentos de impostos que incidem sobre produtos de exportação, é de 1996 e foi regulamentada em 2003 através de emenda. As perdas que impôs ao Pará, segundo cálculos de especialistas das áreas pública e privada, já são superiores a R$ 1,5 bilhão.

A emenda que regulamentou a Lei Kandir previa a edição de uma lei complementar regulamentando também as compensações que os Estados teriam pela aplicação dos seus dispositivos, mas até o presente momento nada foi feito nesse sentido”, explicou o deputado Celso Sabino (PR), autor do requerimento e coordenador da comissão.

Para o deputado, as compensações feitas pelo Governo Federal são irrisórias. No ano passado, ele informa, o estado do Pará deixou de arrecadar cerca R$ 2 bilhões e recebeu apenas 10% disso, ou seja, R$ 200 milhões, a título de compensação. “Vamos exigir, por meio da Adin, que a União faça o ressarcimento do que o Pará efetivamente perdeu até que a lei complementar seja editada”, concluiu Sabino.

Presidente do Incra hoje em Altamira


O presidente nacional do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Celso Lisboa desembarca, hoje, em Altamira para cumprir o acordo com os representantes dos movimentos sociais da Transamazônica, firmado no último dia 01 de setembro, por conta do protesto de cerca de 3 mil agricultores da região que durante quatro dias acamparam em Altamira, interditaram a Rodovia Br-230, paralisaram as obras da hidrelétrica de Belo Monte e ocuparam a sede do Incra no município.

A pauta de reunião, que acontecerá na sede do Incra, a partir das 15h,  tratará da situação dos assentamentos já criados  e das Reservas Extrativistas (Resexs), no tocante ao crédito moradia, fomento, regularização fundiária e ambiental na região. (Com informações de Iolanda Lopes)

Jatene assina projetos de lei para agilizar gestão ambiental


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizará , amanhã, uma cerimônia para a assinatura dos projetos de lei destinados à reestruturação da Sema, fortalecimento e modernização do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, e criação do Instituto de Gestão de Águas e Mudanças Climáticas do Pará. Os trabalhos tiveram a consultoria do ex-ministro do Meio Ambiente, José Carvalho, e do coordenador técnico Antônio Eustáquio Oliver.

Na ocasião, o governador Simão Jatene também assinará o decreto de Licenciamento Ambiental das Atividades de Silvicultura e Agropecuária realizadas nos imóveis rurais no Estado do Pará, o decreto que institui o Grupo de Trabalho para elaboração da Política Estadual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar, e os Contratos de Concessão de Manejo em Áreas de Florestas Estaduais, sob coordenação do Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor).

O evento, que acontecerá às 09h, no Teatro Maria Silvia Nunes, na Estação das Docas, visa simplificar os procedimentos ambientais e atrair novos investimentos para o Estado do Pará.(Agência Pará)

Plebiscito: o debate continua (3)

O geólogo Nleson Tembra disparou milhares de emails propalando sua posição contrária à criação de novos estados a partir da redivisão do Pará.

O texto pode ser lido aqui.
Paulo Cidmil, leitor assíduo do Blog do Estado, faz o contraponto a seguir:

Prezado Nelson Tembra, 

Seus principais argumentos, como o da maioria das pessoas que defendem a idéia do grande Pará, se atem a duas idéias fixas, ambas equivocadas. A alegada perda dos recursos naturais existentes no Tapajós e Carajás que inviabilizará o futuro do novo Pará. 

Essa riqueza até o momento não trouxe desenvolvimento social e econômico para o povo do Pará, e o novo Pará, que aos olhos dos que querem um grande território parece pequeno, será um Estado maior que o Estado de São Paulo, repleto de recursos naturais, de imensa diversidade, litoral, Marajó, florestas; continuará sendo o centro econômico e financeiro da região, o principal fornecedor de serviços e continuará a produzir a cultura mais significativa, rica e diversa de toda a Amazônia, hoje uma das mais importantes do país, fruto do engenho de seu povo, essa riqueza ninguém pode dividir. Continuará pertencendo ao novo Pará e sendo consumida e influenciando o povo do Tapajós.

Se você acha que ter um território cheio de recursos é uma questão estratégica para o Pará, olhe para a África ou para esse próprio Pará que você quer ver grande. Verá que de nada adianta os recursos quando o modelo de exploração desses recursos é excludente.

Seu outro argumento equivocado é achar que essa divisão trará benefícios apenas para classe política e que os Estados do Tapajós e Carajás serão deficitários e mantidos com recursos da união, logo com o dinheiro do contribuinte. 

Os números do IPEA são frios e não cansam de se equivocar. Se fosse ouvir o IPEA o governo Lula não teria realizado nem a metade dos seus programas de transferência de renda e de desenvolvimento regional. Você também pode dar uma olhada no que aconteceu com Mato Grosso do Sul e Tocantins, o surgimento desses estados modificou a realidade econômica de ambas as regiões, oferecendo novas oportunidades a seu povo.

Quanto aos péssimos políticos que infelizmente bancamos, sugiro que tire da cartola um sistema político democrático que os exclua. Se isso é impossível, que tal você, eu e todos os que nos indignamos com esses espertalhões, darmos nossa parcela de sacrifício e civismo, com uma participação política, combatendo esses escroques dentro das células partidárias, participando dos movimentos sociais e até oferecendo o nome como opção de voto para a população, trazendo maior dignidade para a atividade política.

Te afirmo apenas que um Senador como o Cristovão Buarque, se recebesse o dobro do que recebe no Congresso, seria muito justo pelos serviços que presta ao povo brasileiro. Um Senador como Jader Barbalho, que ainda veremos tomar posse, esse há muito deveria estar preso. Portando não generalize a classe política como fez no seu texto.

Só para corrigir um erro seu: O novo Pará terá mais de 4 milhões de habitantes e conseqüentemente mais de 8 deputados federais. Essa densidade populacional também determina valores que são repassados pela União. Isso dará ao NOVO PARÁ uma condição bem mais confortável do que a que possui hoje. Vocês só não podem entregar esses recursos nas mãos do Jader Barbalho nas próximas eleições.

Poderia tecer horas de comentários, com argumentos convincentes, que justificam a criação do Estado do Tapajós, mas não vale a pena, não pretendo convencê-lo de nada.

Um fraterno abraço e saudações tapajônicas,

Paulo Cidmil

Liminar mantém mandato de Chico da Pesca


Antes de retirar de pauta a apreciação da medida cautelar impetrada pelo deputado Estadual Chico da Pesca (PT-PA), o pleno do TRE-PA decidiu, liminarmente, mante-lo no cargo até o julgamento dos embargos de declaração opostos ao processo.
 
Portanto, até que se julguem os embargos, o que deverá demandar cerca de 30 dias, o deputado Chico da Pesca (PT-PA) permanece do exercício do mandato.(Blog do Parsifal)

PMDB define candidatura própria à Prefeitura de Santarém


Em encontro realizado no último sábado entre o prefeito de Ananindeua Helder Barbalho, o deputado estadual Antônio Rocha e o vereador José Maria Tapajós, o PMDB definiu que o partido terá candidato a prefeito de Santarém nas próximas eleições.

A conversa informal é um indicativo que será levado à convenção do partido no ano que vem, quando o cenário eleitoral poderá apontar para a realização de segundo turno em Santarém.

Duas  candidaturas majoritárias foram postas na mesa: Antônio Rocha e José Maria Tapajós toparam o desafio de concorrer à sucessão da prefeita Maria do Carmo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Caos em Belterra

Salários do funcionalismo atrasados.

Verbas do FPM bloqueadas por ordem do Tesouro Nacional.

Falta de água.

Esse é o retrato da administração do prefeito Geraldo Pastana(PT).

CBF suspende primeira rodada do Grupo E da Série C

CBF suspende primeira rodada do Grupo E da Série C (Foto: Everaldo Nascimento)
                              

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acaba de confirmar a suspensão da primeira rodada do Grupo E da Série C, grupo formado pelo Paysandu, Luverdense, América de Natal e CRB. A entidade acatou pedido do Rio Branco (AC), que foi excluído da competição pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas conseguiu por meio do mesmo órgão um efeito suspensivo que paralisa a competição.
Confirmada por Paulo Romano, diretor técnico da Federação Paraense de Futebol (FPF), a paralisação da rodada foi anunciada pela Diretoria de Competições da CBF, que comunicou a FPF por telefone na tarde de hoje (20). A FPF ainda aguarda um documento oficial da CBF, mas a suspensão já está decidida, adiando a rodada de estreia para permitir o julgamento do recurso do Rio Branco no STJD.
A primeira rodada do Grupo E teria início no próximo sábado (24), com o confronto entre CRB e Paysandu em Maceió (AL), e seria concluída no domingo (25), com a partida entre Luverdense e América de Natal, em Lucas do Rio Verde (MT). Caso o Rio Branco consiga reverter a desclassificação no STJD, o time acreano deveria disputar a primeira rodada contra o CRB e o Paysandu contra o América de Natal em Belém.
Com o campeonato paralisado, o STJD deve julgar o recurso do Rio Branco na próxima semana, e até lá a primeira rodada do Grupo E deve seguir sem data para acontecer.(Alexandre Yuri Nascimento/DOL)

Chico da Pesca é mantido afastado do mandato


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Boatos surgiram, hoje cedo, de que o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) teria concedido liminar em ação cautelar impetrado pelo deputado estadual Chico da Pesca (PT-PA), para que o mesmo se mantivesse no cargo até transito em julgado da sentença que lhe cassou o mandato.

Não procedem os boatos. O TRE-PA não apreciou a medida cautelar de Chico da Pesca, retirando a mesma de pauta até que sejam julgados os embargos de declaração opostos à sentença.

Agiu corretamente a Corte, pois não é possível processualmente julgar medida cautelar antes de serem julgados os embargos.(Blog do Parsifal)

Diretor exonerado da Susipe foi indicado pelo vice-governador



O major Francisco Bernardes, que foi exonerado do comando da Superintendência do Sistema Penal (Susipe) pelo governador Simão Jatene por não ter tomado medidas que poderiam prevenir ocorrências registradas na colônia penal agrícola de Santa Izabel, mesmo tendo sido comunidade do problema há pelo menos 3 meses, foi indicado para o cargo pelo vice-governador Helenilson Pontes que, assim como o ex-diretor, é natural de Santarém.
 
Outra indicação de Helenilson que ameaça gorar é a direção regional do Detran, em Santarém, onde, segundo denúncia do semanário O Impacto, a diretora Roberta Merabeth dá cobertura a  um servidor 'fantasma' oriundo da Seduc.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Belo Monte: a usina que virou um monstro


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

A Amazônia tem a maior bacia hidrográfica do planeta, que drena rios espalhados por 3 milhões de quilômetros quadrados, com 8% da água superficial da Terra nesse circuito. Apesar disso, a possibilidade de gerar energia em grande escala na região sempre foi encarada com receio ou desconfiança.

A fronteira energética amazônica fica distante pelo menos dois mil quilômetros dos principais centros consumidores. Levar energia até eles exige geração em grande escala e extensas linhas de transmissão em alta tensão. Sem essa combinação, o empreendimento não se torna econômico.

Mas não basta montar uma equação viável comercialmente e sólida como obra de engenharia. As características naturais amazônicas são adversas a intervenções humanas desse impacto. Os rios são de planície, com baixa declividade natural. Represados, suas águas voltam sobre seu curso, submergindo áreas extensas. Os danos sobre um vasto conjunto de riquezas biológicas são elevados e profundos.

Até 1973 imaginava-se que apenas barragens de baixa queda seriam construídas na Amazônia, para atender demandas localizadas, próximas do aproveitamento energético. Nesse ano o governo federal criou a Eletronorte e decidiu mudar a abordagem. A Amazônia teria que fornecer energia abundante e transmiti-la por longas distâncias até os centros mais desenvolvidos do país, que, assim, continuariam a ser os mais desenvolvidos (e a Amazônia permaneceria como fronteira, ou colônia).

Com essa visão, o regime militar construiu a maior (Itaipu, no rio Paraná, no extremo meridional do país) e a quarta maior (Tucuruí, no rio Tocantins, no Pará) hidrelétrica do mundo. Itaipu é considerada uma das sete maravilhas da engenharia moderna mundial. Tucuruí tem o maior salto em esqui já edificado pelo homem(a água que sai pelas aberturas da barragem, depois de movimentar as turbinas).

Os danos socioambientais das duas usinas não podem ser minimizados. Se Itaipu fosse concebida hoje, a sociedade brasileira aceitaria que ela causasse o sacrifício das cataratas de Sete Quedas, que proporcionava aos visitantes um dos espetáculos mais deslumbrantes da Terra? Tucuruí teria aprovação ambiental para submergir uma área de 3.100 quilômetros quadrados, na qual surgiu o segundo maior lago artificial do Brasil? Só para comparar: o lago Paranoá, em Brasília, tem 48 km2.

No entanto, um quarto de toda a demanda nacional por energia é atendida por essas duas hidrelétricas, situadas em pontos inteiramente opostos no território brasileiro, separadas por mais de quatro mil quilômetros de distância. O governo, então, agiu certo ao construí-las, a despeito de seus ônus ambientais e sociais?

Não é fácil nem simples dar uma resposta consistente a essa questão. A legislação ecológica do Brasil só se consolidou a partir de 1981, quando as obras das duas gigantescas usinas já estavam bem adiantadas. Uma prova de que a consciência nacional sobre a natureza e os direitos humanos e sociais avançou é que nenhuma das duas obras seria agora licenciada conforme os projetos originais.

A decisão sobre esses projetos aconteceu na década de 70. Vigia – e até hoje permanece em vigor – na construção de uma obra o princípio se que ela só passa a ter existência concreta quando sua viabilidade econômica é comprovada. A única alternativa para essa regra de ouro do capitalismo é o subsídio, exceção que lhe nega as melhores virtudes. É quando, mesmo sem poder se pagar, a obra é executada porque alguém assumirá o seu custo, sem se preocupar com o retorno do investimento realizado. Em geral, a exceção só ocorre quando o governo é quem paga a conta. Como governo não produz, a conta é repassada ao contribuinte, aquele que paga impostos.

O que define a rentabilidade de uma hidrelétrica é o seu “fator de carga”. Ou seja: a energia que ela poderá oferecer o ano inteiro. A média é tirada entre o pico da geração, quando há água para acionar todas as turbinas instaladas na casa de força (e ainda sobra para ser vertida de um lado para outro da barragem, sem passar pelas máquinas), e o mínimo do verão. Para que uma hidrelétrica amortize o que nela foi gasto, é preciso que essa energia firme varie em torno de 55% da capacidade nominal de geração.

Como a diferença de vazão no rio Paraná não é tão grande, o “fator de carga” de Itaipu é de 61%, acima, portanto, do ponto de equilíbrio. Por isso a usina é rentável e sustenta o Paraguai, que divide sua propriedade com o Brasil (mesmo sem ter investido na obra).

Já em Tucuruí a energia média é de 49%. Podia ser um pouco maior e talvez chegar aos 55% desejados. Mas para isso a crista da barragem, que é de 72 metros, teria que ser elevada. A inundação se tornaria desastrosa, mesmo sem chegar à catástrofe que foi a usina de Balbina, no Amazonas, obra também do regime militar (com apenas 3% da potência de Tucuruí, inundou área equivalente a 80% do que foi submerso no Tocantins).

Tucuruí só não levou a Eletronorte à ruína porque, sendo estatal, foi socorrida pelo tesouro nacional. Seus prejuízos cresceram ainda mais porque as duas maiores clientes da Eletronorte, a Albras e a Alumar, duas das maiores fábricas de alumínio do mundo, ganharam tarifas subsidiadas (abaixo do custo de geração).

Instaladas em Belém e São Luiz do Maranhão, as duas indústrias, agora sob controle multinacional pleno, são responsáveis por 3% do consumo nacional de energia. Os prejuízos da Eletronorte acabaram sendo absorvidos pelo governo e pela Eletrobrás, a holding do sistema. E repassados para os cidadãos.

As administrações democráticas do sociólogo Fernando Henrique Cardoso e do operário Luiz Inácio Lula da Silva, seguida pela companheira Dilma Rousseff, ao contrário do que delas se podia supor na época do regime militar, ao qual se opunham e pelo qual eram perseguidos, pretendem intensificar – e não arrefecer – a construção de mega-hidrelétricas na Amazônia. Parecem convencidas de que os benefícios dessas obras extravasarão seus custos. Vão corrigir os erros já praticados ou repeti-los, agravados?

O teste decisivo está sendo realizado na Amazônia, onde já estão em obras três grandes hidrelétricas, com potência global de 18,5 mil megawatts e investimento de mais de 50 bilhões de reais. Elas interrompem ou dão prosseguimento ao modus operandi do regime militar?

O “fator de carga” de Itaipu, a maior do mundo, é de 61%. A de Tucuruí, a quarta maior, ficou em 49%; por isso a usina do rio Tocantins, no Pará, teve que ser subsidiada. O fator de carga na hidrelétrica de Santo Antônio é de 70% e na de Jirau, também no rio Madeira, em Rondônia, é de 57%. Já a energia firme de Belo Monte, no Xingu, ainda em território paraense, está prevista para ser de 40%.

À margem do grosso tiroteio que o projeto tem provocado, duas perguntas elementares precisam ser respondidas: por que a energia média ficou tão baixa? E por que, mesmo assim, o governo decidiu levar avante o projeto?
Para que Belo Monte gerasse mais energia era preciso que a barragem fosse mais alta, para aumentar a queda de água na direção das máquinas e, ao mesmo tempo, estocar mais água no seu reservatório para o período de estiagem. Nessa época, a vazão do rio é mínima, insuficiente para acionar uma só das 20 enormes máquinas da usina, cada uma delas necessitada de 700 mil metros cúbicos por segundo.

Com isso, porém, a área de inundação de Belo Monte seria enorme. Alagar tanta terra sempre foi o calcanhar de Aquiles do projeto. Foi o que o manteve congelado durante mais de um terço da sua história, desde que o rio começou a ser inventariado (na segunda metade dos anos 1970, em pleno regime militar), por causa da reação da opinião pública a esse desastre ecológico.

A segunda barragem, de Babaquara, rio acima, concebida para regularizar o Xingu naquele trecho, foi cancelada. O lago de Belo Monte, que era originalmente de 1.600 quilômetros quadrados, foi reduzido a 510 km2, seis vezes menos do que o reservatório de Tucuruí, o segundo maior lago artificial do Brasil. E a potência instalada de Belo Monte será de 11 mil megawatts contra pouco mais de 8 mil MW de Tucuruí. Uma relação energia/área inundada muito mais saudável, portanto.

Ao puxar o lençol do reservatório para cobrir a chaga ecológica do alagamento de terra, os técnicos criaram o projeto da maior hidrelétrica a fio d’água do mundo. Essas usinas são de pequeno ou médio porte justamente porque, sem reservar água para o verão, funcionam apenas com o que flui naturalmente pela bacia de drenagem. Param no verão.

Para quê construir uma enorme estrutura se no verão o vertimento natural será insignificante? É o que explica as duas primeiras hidrelétricas da Amazônia, construídas antes da era das gigantescas usinas, como Tucuruí, terem entre 30 e 40 MW, no Pará e no Amapá. Uma única turbina de Belo Monte terá 20 vezes mais potência do que as hidrelétricas de Curuá-Una e Coaracy Nunes.

Engenhosos, os engenheiros buscaram uma alternativa. Já que não iam estocar energia para o verão, sugeriram que fosse aproveitado o desnível de 90 metros que há entre o ponto a montante do rio, onde ficará a barragem secundária (no sítio Pimental), de baixa queda, e a casa de força, a jusante, numa distância de 50 quilômetros. É aí que se localiza a Grande Volta do Xingu, um paraíso natural que os críticos de Belo Monte garantem que a usina destruirá.

Para a água descer com fluência, o projeto prevê a construção de canais de concreto na direção da casa de máquinas, aproveitando a drenagem natural. Este é o elemento mais polêmico da engenharia em si: esses canais funcionarão a contento? São seguros contra grandes impactos ambientais? Tratando-se de uma estrutura que utilizará mais concreto do que o aplicado no canal do Panamá, não são questões irrelevantes.

Os desafios à engenharia, pelo contrário, são imensos. Tão grandes que o orçamento oficial de Belo Monte subiu de 19 bilhões de reais para bem próximo de R$ 30 bilhões, sem incluir mais uns dois terços de investimento na extensa linha de transmissão de energia. Tão incertos que todas as empreiteiras de tradição no setor pularam o balcão: deixaram de ser sócias no projeto de energia para se tornarem suas construtoras. Ao invés de investir, vão faturar com aquilo que mais sabem fazer: realizar a obra em si e, graças ao seu gigantismo, manter seu poder político.

Quem investirá? As estatais, é claro, e seus fundos, mas principalmente com o dinheiro do BNDES, que, não tendo tanto (prometeu entrar com 80% do valor necessário), teve que recorrer ao tesouro nacional; que, por sua vez, se desvia de suas funções mais nobres para garantir a sangria do erário.

De tanto mexer no projeto original de Belo Monte, que era inaceitável (só um regime de força podia impô-lo goela abaixo da nação, como aconteceu com Tucuruí e Itaipu), os engenheiros criaram um monstro, um Frankenstein energético. Para que ele funcione, o governo (e, no fim da fila, o contribuinte) terá que pagar a fatura. Para que, ao menos no inverno, a maior hidrelétrica do país mande energia na direção sul. Apenas 3% ficarão na própria Amazônia.

Ao invés de fixar a riqueza da região, Belo Monte a sugará. Um modelo colonial com a marca do PT de Lula, de Dilma e de quem mais aparecer.

Tucuxi é bicampeão do festival dos botos do Çairé

Dança da sedução do Boto Tucuxi. Foto: Rozinaldo Garcia

Terminou há pouco a apuração dos pontos do festival dos botos do Cairé, em Alter do Chão.

O boto Tucuxi sagrou-se bicampeão, derrotando o rival Cor de Rosa. 

Foram 17 pontos de diferença: (Boto Tucuxi 734 pontos contra 717 pntos do Boto Cor de Rosa).

O Tucuxi venceu festival do Çairé em 1999,2000, 2004, 2006, 2010 e 2011. 

O Cor de Rosa venceu em 2001, 2002, 2003, 2005, 2007, 2008, 2009.

Mineradora orienta sobre a prevenção de acidentes domésticos


A Mineração Rio do Norte inicia, nesta segunda-feira (19), em Porto Trombetas - distrito de Oriximiná - a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho na Mineração (SIPATMIN). A programação, que é direcionada ao debate sobre a segurança do trabalhador, será aberta com uma sessão especial voltada para a comunidade. O objetivo da empresa é orientar a população a evitar acidentes domésticos.(Ascom MRN)

Escola do Legislativo promove treinamento em atendimento ao público


Belém (19.09) - A Escola do Legislativo, da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), promove o treinamento "Relacionamento Interpessoal com foco em Atendimento ao Público" nos dias 20 e 21 de setembro, terça e quarta-feira, das 14h às 20h.

O treinamento será ministrado pelo professor Fabiano de Cristo. A informação é de Neuracy Sebastião Chaar, diretor da Escola do Legislativo.

Segundo Chaar, a Escola do Legislativo, que estava parada, está sendo praticamente recriada pelo presidente da Casa, deputado Manoel Pioneiro. "Estamos reforçando a nossa estrutura e montando uma programação consistente de cursos e treinamentos para os servidores da Alepa", afirma.(Iran Souza)

Aves de rapina dilaceraram o time do São Raimundo


Não precisa ter bola de cristal.

O time do São Raimundo não possuia qualidade técnica para prosseguir na série D do campeonato brasileiro. Acabou eliminado, ontem, após empate de 1x1 com Sampaio Corrêa, em São Luiz(MA).

Toda sua energia foi sugada e seus dividendos surrupiados pelas aves de rapina que promoveram um ataque letal ao Pantera: Jardel Guimarães, André Cavalcante, Junior Tapajós, Sandiclei Monte, Beto Tolentino e Rozinaldo do Vale.

26 dias de selvageria e 5 dias de barbárie

Do Correio Brasiliense


Em outubro de 2007, apreendida pela polícia por tentativa de furto em uma casa, a menina de 15 anos que ficou conhecida no Brasil pela inicial L. passou 26 dias em uma cela, em Abaetetuba (PA), com 30 homens. A garota foi estuprada diariamente — com exceção das duas quintas-feiras, dia em que os detentos recebiam visitas de namoradas e esposas — em troca de comida. Sessões de tortura também fizeram parte da selvageria praticada contra a adolescente. Ela teve o cabelo cortado pelos carcereiros, o que lhe dava a aparência de um garoto. Quando o caso veio à tona, a menina foi incluída em um programa de proteção a pessoas ameaçadas de morte. Mas voltou às ruas, viciou-se em crack e, hoje, o paradeiro de L. é incerto.

A barbárie só foi interrompida depois de uma denúncia anônima feita ao conselho tutelar de Abaetetuba, alertando para a situação dramática vivenciada pela garota com a conivência das autoridades, incluindo uma delegada e uma juíza. Autoridades alegaram desconhecer a idade de L. e até um documento foi fraudado para tirar qualquer responsabilidade dos ombros dos agentes do estado. A então governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, saiu-se com a declaração surpreendente de que “essa é uma prática lamentável que, infelizmente, já ocorre há algum tempo”. Cinco delegados foram condenados pela Justiça do Pará no fim de 2010 e a juíza do caso teve a aposentadoria compulsória determinada pelo Conselho Nacional de Justiça.
 
Barbárie em Santa Izabel
 
Quase quatro anos depois de uma adolescente ser presa em uma cela com 30 homens que a estupraram por 26 dias, em Abaetetuba (PA), outro caso de barbárie pode ter se repetido no sistema penitenciário paraense. Uma menina de 14 anos teria passado cinco dias sendo abusada sexualmente e espancada por detentos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, unidade penal de regime semiaberto, em Santa Izabel do Pará, a 50km de Belém. Os relatos foram colhidos pelo conselho tutelar do município, depois que a Polícia Militar foi procurada pela garota, às margens da BR-316, no fim da madrugada de sábado. Em seguida, ela foi levada ao conselho de Belém e à Delegacia de Atendimento ao Adolescente (Data), onde prestou depoimento e submeteu-se a exames de lesão corporal e de conjunção carnal, cujos resultados devem sair em dois dias.

A menina, que fugiu de casa em julho e não tem contato com a mãe, foi levada para um abrigo. Segundo a conselheira Helennice Rocha, ela está muito abalada e relatou ter sido aliciada por uma mulher de 25 anos, na Praia do Outeiro, distrito de Belém, que se apresentou como Ana. A aliciadora teria intermediado o contato da jovem com um detento identificado como Faísca, na segunda-feira passada. A jovem contou que entrou, por conta própria, na unidade penal para encontrar Faísca com outras duas adolescentes, seguindo uma trilha no meio de um matagal. Chegando lá, as três teriam sido drogadas, alcoolizadas, espancadas e obrigadas a manter relações sexuais com vários detentos. Depois de cinco dias, a garota conseguiu fugir.
 
Ontem, o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), exonerou o diretor da instituição penal, Andrés de Albuquerque Nunes, e outros funcionários por negligência. Jatene pediu um estudo para construir um muro de contenção ao redor da área.