terça-feira, 20 de março de 2012

Mendonça Furtado começou a ser reasfaltada


Foto: Rozinaldo Garcia/Divulgação PMS
Começou na tarde de hoje o recapeamento da Avenida Mendonça Furtado. Os serviços iniciaram no cruzamento com a Avenida Cuiabá e seguem sentido centro da cidade.

No total, serão recapeados 4.100 metros de via, entre a Rua Almirante Barroso (bairro Liberdade) e a Avenida Dom Frederico Costa (Bairro Prainha).

O recapeamento da Avenida Mendonça Furtado está orçado em cerca de R$ 3 milhões e faz parte de um convenio entre a Prefeitura de Santarém e o Ministério das Cidades.

CDP diz que galpões serão retirados e montados em outros locais


Belém - A direção de Companhia Docas do Pará acaba de se reunir com a Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa para apresentar o projeto de ampilação da área de carga e descarga do porto de Belém.

A CDP vem sendo pressionada por segmentos organizados de defesa do patrimônio cultural a manter os galpões onde estão instalados. 

Os parlamentares foram informados que os dois galpões serão desmontados, um dos quais será remontado no terreno onde funcionava a Atlas Veículos, na avenida Pedro Alvares Cabral, para funcionamento de um depósito de mercadorias apreendidas pela Receita Federal. O outro será doado a uma instituição ou órgão governamental.

Participaram da reunião os deputados Nélio Aguiar, Eduardo Costa, Edmilson Rodrigues, Bordalo e Valdir Ganzer.

Informação é a arma contra o desperdício de água e energia elétrica


A Mineração Rio do Norte (MRN) e os alunos da Fundação Vale do Trombetas promoveram mais uma ação sustentável no neste mês de março, com foco no  uso racional da energia elétrica e da água e o descarte correto de resíduos. 

No último sábado (17), os moradores da cidade receberam em casa uma cartilha com dicas relacionadas à preservação ambiental acompanhada de uma sacola ecológica, como forma de reduzir o baixo consumo de sacolas plásticas no supermercado. Ao todo, foram visitadas 885 residências.


A ação faz parte do Programa de Educação Ambiental e Conscientização Comunitária desenvolvido pela MRN. 

Porto Trombetas foi o primeiro lugar do Brasil a receber a certificação da norma ISO 14001, ainda em 2001. A norma, que tem reconhecimento internacional, define o que deve ser feito para estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental efetivo, garantindo o equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade de uma empresa e a redução do impacto ambiental.(Fonte: Ascom MRN)

 

Para perde mais com omissão do que com a Lei Kandir

Do Espaço Aberto

A revelação de que o Estado tem perdido, nos últimos dez anos, pelo menos R$ 5 bilhões anuais porque não cobra as mineradoras pelo uso de seus recursos hídricos poderia muito bem tornar-se um ponto de inflexão no discurso de que a reforma da Lei Kandir é essencial para evitar que o Pará continue a ser esfolado em seus cofres.
E de fato é. O Pará é espoliado, esfolado, arrombado com a desoneração das exportações da cadeia mineral. No ano passado, o do Tribunal de Contas do Estado fez um estudo detalhado - que inclusive foi entregue em mãos pelo presidente do TCE, conselheiro Cipriano Sabino, ao governador Simão Jatene - sobre as perdas causadas pela Lei Kandir.
O trabalho revelou que o montante das perdas tributárias decorrentes da desoneração das exportações, com base na Lei Kandir, alcança, entre 1997 e 2010, a quantia de R$ 21,5 bilhões. Não é pouca coisa. Ao contrário, é muitíssima coisa.
Mas vejam só.
A reforma da Lei Kandir é um assunto de todo dia, o dia todo. E nunca se sai do lugar. E assim acontece porque a lei é federal. É preciso uma reunião de forças políticas que demanda uma enorme, grandiosa, amazônica capacidade de articulação. A reforma esbarra em circunstâncias políticas que acabam por se refletir em todos os Estados, e não apenas aos grandes exportadores de minérios, como Pará e Minas.
Pois é.
E a cobrança de recursos hídricos?
O Pará, tendo desperdiçado pelo menos R$ 5 bilhões nos últimos dez anos, já abriu mão de arrecadar mais de duas vezes o que o Estado desperdiçou com a Lei Kandir num ciclo de de 13 anos, conforme o estudo de técnicos do TCE.
E a cobrança dos recursos hídricos não depende de reunião de forças, de articulações políticas, de superações de conveniências regionais - de nada disso. Basta apenas que se faça valer a lei, que está aí, plenamente em vigor.
Com R$ 5 bilhões em seus cofres a cada ano, o Estado poderia distribuir os quinhões de municípios como Paragominas, por exemplo - de onde se extraem 9,9 milhões de toneladas anuais de bauxita por ano -, e sedimentar vinculações políticas, econômicas e sociais capazes de amenizar um pouco mais a centalização sociopolítica que ainda tem Belém como polo predominante.
No momento, todavia, o governo do Estado se põe num mutismo que acaba sendo revelador. Tão revelador como os R$ 5 bilhões que vêm sendo desperdiçado há décadas.
É que, assim, como os seis personagens de Pirandello que estavam à procura de um autor, talvez o governo do Estado ainda esteja atrás de um discurso capaz de justificar por que dar prevalência a uma taxa que vai agregar a merreca R$ 800 milhões aos cofres do Estado, se o Pará poderia passar a mão numa bufunfa de R$ 5 bilhões, sem fazer esforço.
E o mesmo discurso que está sendo procurado, digamos assim, também poderá justificar por que o Estado prefere gastar energias com a tal reforma da Lei Kandir, quando poderia muito bem meter nos cofres R$ 5 bilhões que as leis lhe asseguram.
Mas esperem que logo, logo teremos esse discurso.
Ou não, sabe-se lá.

Novo shopping center corre risco de embargo por falta de licença de instalação

Da Redação de O Estado do Tapajós
 
Apresentado quarta-feira ao empresariado santareno, o shopping Rio Tapajós corre o risco de ter suas obras iniciais embargadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). O empreendimento precisa apresentar estudos, como o de viabilidade de transportes urbano, para poder adquirir a Licença de Instalação. Atualmente, o projeto possui apenas a Licença Prévia. A informação foi revelada com exclusividade pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Marcelo Correa, à reportagem de O Estado do Tapajós.

O novo empreendimento do grupo Franere deve ser construído às margens da rodovia Fernando Guilhon numa área cercada de vegetação. Por isso, o seu licenciamento ambiental deverá sofrer forte fiscalização por parte dos órgãos competentes. No entanto, a demora em apresentar os estudos necessários para a obtenção das licenças pode ocasionar o embargo das obras.

O local de construção do shopping também deverá possuir um projeto específico e eficiente no que diz respeito ao despejo de esgoto. A região é cercada por igarapés e mais à frente existe o lago do Juá, uma dos pontos turísticos mais procurados de Santarém.

Sábado é dia de vacinação antirrábica

Com a meta de vacinar mais de 62.500 cães e gatos no município de Santarém, a secretaria municipal de saúde realizará no dia 24 de março (sábado), o dia “D” da Campanha de Vacinação Antirrábica, que este ano traz como slogan “Quem não tem cão, vacina gato”. Segunda a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), mais de 100 postos de vacinação irão funcionar nesse dia no horário de 08h às 16h.

Durante a Campanha que será coordenada pela Divisão de Vigilância em Saúde –DIVISA da Prefeitura de Santarém, cães e gatos a partir dos três meses de idade poderão ser vacinados sem que haja qualquer ônus para seus donos.

Segundo orientações do Centro do Controle de Zoonoses, setor da Divisão de Vigilância em Saúde, a imunização de cães e gatos contra a raiva é obrigatória e estabelecida pelo governo federal, através do Ministério da Saúde.

Paulo Pimentel, Chefe da DIVISA, faz um alerta: os animais que por algum motivo não puderem ser vacinados no dia “D” da Campanha, devem ser levados no período de 26 a 31 de março ao Centro de Controle de Zoonoses, no horário de 8h às 13h, para serem vacinados contra a raiva.(Ass. Imp. PMS)

Venda do pescado na Semana Santa é normatizada

O Diário Oficial do Estado publicou decreto do governador Simão Jatene, determinando a suspensão da emissão de documentos necessários para a venda de pescado in natura, fresco, resfriado e curado, para fora do Pará, no período de 18 de março a 06 de abril de 2012. Apenas os produtos congelados, controlados pela Federação, ficam fora do decreto.

A medida pretende garantir o abastecimento interno do pescado na Semana Santa, período de maior consumo, em quantidade e preços acessíveis à população.

O decreto estabelece ainda que serão lançados programas de vendas de pescado vivo durante a Semana Santa. 

(Com informações de Julia Garcia-Secom)

domingo, 18 de março de 2012

Santarém: a terra dos encontros, de Laurimar Leal e Dica Frazão

É do encontro das águas e das culturas indígena e portuguesa que se construiu Santarém. A cidade, a 807 Km de Belém, assiste de camarote ao choque do rio Tapajós e Amazonas. Verde de um lado e marrom do outro, as águas correm em paralelo, não se misturam e formam um espetáculo natural incrível, visto de qualquer ponto da margem da cidade.

De um lado, o escuro rio Tapajós, do outro, o barrento rio Amazonas
Mas nada como olhar tudo isso bem de perto. No Porto de Santarém ficam ancoradas pequenas embarcações disponíveis ao turista – não precisa nem agendar um horário. Em 10 minutos chegamos ao encontro e percorrendo essa linha, ainda encontramos os botos saltando por ali.

 Quanto mais perto melhor!
As marcar portuguesas estão espalhadas pelos sobrados coloniais, com azulejos como revestimento externo. A fé do povo está retratada no filme “Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios”, de Beto Brant – adaptação da obra homônima de Marçal Aquino, gravado ali e em Altamira – previsto para estrear dia 20 de abril.
ARTE VIVA
Santarém é geralmente o ponto de passagem para quem quer chegar até Alter do Chão. Por isso, um ou dois dias na cidade podem ser suficientes. Durante esta estada, além de tomar os sorvetes das frutas paraenses (bacuri foi o meu preferido!), vale reservar algumas horas para ir ao Centro Cultural João Fona.
Sentado de frente para o encontro das águas, “Seu” Laurimar Leal é o guardião do acervo que tem como objetivo preservar a história da cidade, além de ter quadros do italiano Domenico de Angellis — que pintou a Catedral da Sé em Belém — como o retrato de D. Pedro II, em 1882. Apesar da figura frágil, cego há seis anos, o senhor com bengala na mão tem fôlego e história para contar.

                                Laurimar Leal tem curso de restauro no Louvre

As obras em escultura de Laurimar estão espalhadas por toda Santarém, como as peças nas Praça São Sebastião e Praça da Liberdade. Pintor e artesão, ele trabalhou com temas da natureza e foi retratista de todos os prefeitos da cidade. Os retratos dividem espaço com peças originais de escravos que pertenceram à sua família e cerâmicas arqueológicas tapajônicas.
Quando menino se formou em um seminário, é tenor lírico e tem curso de restauro feito no Louvre, em Paris, fala inglês e francês. “Nos anos 90, um barco passou por aqui e muitas pessoas desceram para visitar a cidade. Eu estava com uma exposição embaixo das mangueiras, aqui na praça ao lado do museu. Tinham uns franceses no grupo que gostaram do meu trabalho e depois de alguns meses chegou o convite. Fiz cursos no Louvre, fui para Bélgica, Suíça…”, explica.
Quando retornou ao Brasil, ele restaurou o prédio onde agora está este centro cultural. Da formação religiosa, Laurimar guarda a humildade. “Nunca liguei para dinheiro, por isso hoje levo uma vida simples”, conta relembrando o tempo em que ganhava do município apenas o material para criar e nada mais. “Meu trabalho é brigar pelas nossas origens, para preservar a nossa história. Com os europeus, aprendi que seu conhecimento só é válido se repassado para alguém e é isso que tentei fazer dando cursos e oficinas”.
Para Laurimar, com 72 anos, a força da arte paraense está no contato com o místico, com as lendas e crenças da região. “O artesão trabalha com as mãos de operário e a mente de artesão. O artista com as mãos do operário, a mente do artesão e o sentimento de artista”, reflete.
O documentário “Laurimar e Outras Lendas”, dos cineastas Miguel Ângelo, Bob Barbosa e Chico Caprário detalha a vida do homem mais famoso de Santarém!

Veja um trecho:
http://www.youtube.com/watch?v=o_SAwQtbork&feature=player_embedded#t=0s

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Dica Frazão transforma fibras naturais em tecido

Além do Seu Laurimar, Santarém guarda outra personalidade curiosa, Dica Frazão. Estilista e artesã, há 63 anos ela transforma itens naturais em roupas e acessórios. É quase inacreditável, mas a casca de árvores, raízes de patchuli, sementes e palhas viram de chapéus e bolsas, a vestidos de noiva.

                               Dica Frazão com algumas de suas matérias-prima no colo

Dona Dica já foi chamada de “fada da natureza” pela BBC de Londres. As principais peças criadas ao longo de sua carreira ficam exibidas em um museu improvisado, em uma sala dentro de sua casinha simples (Rua Floriano Peixoto, 281. Tel. (93) 3522-1026. A entrada é franca e basta bater na porta!).
Aos 12 anos ela perdeu a mãe, mais tarde o pai abandonou a casa. Com sete irmãos mais novos, Dica assumiu a criação de todos eles e aos 17 aprendeu a costurar. Casou com um militar e o contato com pessoas da alta sociedade de Belém a ajudou a guinar a carreira como modista.
“Descobri as fibras naturais quando me pediram para fazer um leque de penas. Quando fiz o primeiro chapéu com fibra de palmeira, dispensei de vez os tecidos e não me arrependo porque levei o nome do meu país para o mundo todo”, conta. Ela já fez toalha de mesa de patchuli para Juscelino Kubitschek, para o Papa João Paulo II e até um casaco para a Rainha da Bélgica, em 1972.
O processo de transformação destas cascas (que são retiradas sem matar as árvores), como a fibra de malva fornecida pelos índios Mudurucus, ela não revela. Nem como faz para transformar um material aparentemente duro, em roupa. O que é uma pena, porque todo este segredo começa e termina com Dica Frazão, já que nenhum dos seus filhos se interessaram pela arte. Apesar da saúde frágil, ela promete ainda ficar bons anos atrás da máquina de costura.

Dica Frazão com algumas de suas matérias-prima no coloVestido e detalhe do chapéu feito com casca de árvoreVestido de noiva com bordado em pérolasÀ esqueda, o casaco feito para rainha da BélgicaAlém de transformar as fibras em tecido, Dica ainda faz bordadosEste traje foi para um festival para representar o Pará
Detalhe de um vestido de noiva, uma das últimas peças feitas por Dica

Estado não cobra água utilizada por mineradoras no Pará

Resumo da matéria assinada pelo repórter Carlos Mendes, publicada na edição deste domingo do Diário do Pará:

O Pará está jogando fora uma fortuna que poderia reduzir seus índices africanos de pobreza. Ele deixa de arrecadar R$ 5 bilhões por ano com a exploração dos recursos hídricos por empresas mineradoras que atuam no estado. A cobrança, que não é taxa ou imposto, está prevista em lei, mas nunca foi feita. A omissão já dura mais de dez anos. As empresas usufruem de outorga gratuita e ainda gozam de renovação sistemática das licenças a cada dois anos. Se a cobrança fosse realizada hoje e as mineradoras tivessem de pagar tudo o que deixaram de recolher em mais de uma década, de acordo com especialistas consultados pelo Diário, o volume de recursos alcançaria entre 80 e 100 bilhões de reais, equivalente a quase duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) paraense.



1- Especialistas calculam que o Pará deixou de arrecadar entre 80 e 100 bilhões de reais em mais de dez anos de utilização da água pelas empresas mineradoras em suas indústrias. Isso equivale a quase duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

2- Apenas no Platô Miltônia 3, na região do mineroduto de Paragominas, o maior do mundo com 244 km de extensão, a água utilizada equivale a 3,4 milhões de litros por hora.


3- No mineroduto, o processo de utilização compreende água bruta para o beneficiamento da bauxita cristalizada, água bruta para a área do próprio mineroduto, água potável e água de combate a incêndios.


4 – A bauxita, adicionada a água, é empurrada em forma de polpa úmida pela tubulação de um metro de diâmetro até a Alunorte, em Barcarena, atravessando sete municípios. Cinco bombas com 13.200 cavalos de força de potência ajudam no processo.


5- Quando chega a Barcarena, a bauxita passa pelo “desaguamento”. Ou seja, o excesso de água na polpa é filtrado. A água expelida é depois reaproveitada.


6 – A lei prevê a cobrança pela utilização de recursos hídricos pelas indústrias, incluindo as de mineração, mas no país somente o Ceará e São Paulo usufruem do benefício.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Capa da edição impressa de 16 de março de O Estado do Tapajós


Capitão do Tri quer ser presidente da CBF


Lancenet  

Carlos Alberto Torres(foto) disse estar disposto a disputar a presidência da Confederação Paraense de Futebol(CBF), caso ocorra uma eleição para o cargo. O Capitão do Tricampeonato mundial em 1970 destacou que um dos objetivos de sua gestão será o de fortalecer os clubes .
-Se marcarem eleições vou bater na porta dos presidentes de federações e falar: querem estar do lado sério? Vem comigo- destacou Torres que , em caso de eleição, para participar da disputa precisa do apoio de no minimo de oito presidentes de federações estaduais de futebol e cinco clubes da série A, de acordo com o estatuto da CBF.
O Capitão do TRI ressaltou que já está montando a sua plataforma com propostas para melhorar o futebol no Brasil.

Edição impressa de 10 de março de O Estado do Tapajós em formato PDF

Deputado Chico da Pesca tem recurso negado pelo TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a liminar pedida em ação cautelar por Paulo Sérgio Souza, o Chico da Pesca (PT), deputado estadual cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PA) por abuso de poder econômico e político, além de incorrer em condutas vedadas durante o período eleitoral de 2010.
O ministro Marcelo Ribeiro indeferiu o pedido de liminar de Chico da Pesca, negando o efeito suspensivo à decisão do TRE/PA, impedindo que ele seja mantido no cargo de deputado estadual até o julgamento do recurso especial, movido contra a cassação. Porém, o advogado do deputado cassado, João Batista dos Anjos, afirma que o PT ainda vai ajuizar no TSE um pedido de reconsideração da decisão do ministro, antes do julgamento do recurso especial. Além de ter o mandato cassado, o petista foi multado pela justiça eleitoral e ficou inelegível por oito anos.
Com a decisão do TSE, o PT terá que decidir se o primeiro suplente, vereador Alfredo Costa, assumirá o mandato, ou se a vaga será preenchida pela segunda suplente, Suely Oliveira, já que o vereador terá que renunciar ao mandato para assumir o cargo na Assembleia Legislativa.
Chico da Pesca foi eleito em 2010 o deputado mais votado do PT no Pará. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral sob a acusação de usar o cargo de superintendente federal da Pesca para se eleger, um esquema que teria adulterado o cadastro de pescadores que teria fraudado mais de R$ 40 milhões do seguro-defeso, pago aos pescadores artesanais em período de proibição da pesca.
ALEGAÇÕES
No recurso ajuizado ao TSE, os advogados do PT alegaram que houve cerceamento de defesa e falta de provas cabais do uso do cargo na superintendência da Pesca para Chico da Pesca se eleger, mas o ministro não considerou o argumento e entendeu que os depoimentos constantes no processo são contundentes, como também entendeu anteriormente o TRE/PA. “Pelo cotejo dos depoimentos ou de parte das declarações prestadas pelo deputado Chico da Pesca, por F.M.C é possível confirmar a ocorrência de várias irregularidades que resultam em ilicitudes graves no campo do uso de bens e servidores públicos no interesse pessoal-eleitoral do deputado Chico da Pesca”, profere o ministro no despacho. (Diário do Pará
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Situação da Celpa é pior do que parece

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Parsifal Pontes

A situação financeira da CELPA é contabilmente falimentar: a concordada é um derradeiro suspiro caso a Eletrobras não se apresente à contingência de intervir na distribuidora.
> Todo o Grupo Rede estaria em dificuldades
Agrava a situação o índice de que, diferente do que se havia como certo, as amarguras de liquidez estendem-se à todo o Grupo Rede, que estoca um passivo de aproximados R$ 10 bilhões.
Em sendo a notícia verdadeira, responsabilidades do ministro das Minas e Energia devem ser cobradas: o ministério, que está por ofício obrigado a ter conhecimento destas idiossincrasias, não deveria ter consentido que o Grupo Rede continuasse a estocar dívidas, que ora se revelam impagáveis, quando a concessão que opera é de interesse público incondicional.
> Distribuição de energia no Pará ameaçada
O estado concordatário da Celpa pode levar a um colapso da distribuição de energia no Pará. A empresa não mais conseguirá crédito para tocar as suas atividades assim como não conseguirá fluxo de conta corrente para prover suas terceirizadas, principalmente aquela que lhe faz as manutenções das linhas.
Deste modo, o que a empresa já fazia mal, tende a piorar e, ao cabo, estagnar. Se a Eletrobras não pular no bonde e pegar o timão a estagnação tenderá ao descarrilamento.
> À merencória luz das lamparinas
Então viverá o Pará a ironia de, ao mesmo tempo, ter a maior geradora nacional de energia (Usina Hidrelétrica de Tucuruí) em seu território, tendo os mais abastados que ligarem os seus grupos geradores, e a geral voltar às lamparinas.
A luz das velas em determinadas conjunturas pode até ser romântico, mas na que se apresenta é uma tragédia protagonizada pela negligência.

Círio da padroeira de Santarém é patrimônio cultural do Pará


 
A Assembléia Legislativa do Pará aprovou o projeto de autoria do deputado Júnior Ferrari (PSD), que declara o Círio de Nossa Senhora da Conceição, em Santarém, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Pará.(Blog O Mocorongo)

Ana Júlia repetiria "mil vezes" ato de nomeação contestado

Do Espaço Aberto

A ex-governador Ana Júlia Carepa contestou o Ministério Público do Estado, que ajuizou ação civil pública contra ela porque, supostamente, mandou nomear concursados de forma irregular.
"Quero afirmar que eu repetiria este ato mil vezes se governadora fosse. Realizar concursos e nomear seus aprovados na área de segurança pública é uma obrigação de um governante! Principalmente se estes servidores forem atuar no interior do estado, onde a necessidade da população é enorme, vide o resultado do plebiscito sobre a divisão do Pará", diz a ex-governadora, em seu blog, numa postagem intitulada Resposta a mais uma denúncia infundada:
A seguir, a íntegra dos esclarecimentos da ex-governadora:

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Em relação às supostas de denúncias de improbidade administrativa constantes da Ação Civil Pública recebida pelo juiz Elder Lisboa, venha a público informar:
- Para que não pairasse qualquer sombra de dúvida sobre o ato, meu governo fez uma consulta nº CTA 34.096 ao Tribunal Regional Eleitoral, através do então secretário de segurança em exercício, delegado da polícia federal José Ferreira Salles.
- O parecer do Ministério Público Eleitoral, assinado pelo Procurador Daniel Azeredo Avelino, foi objetivo ao afirmar que a homologação do concurso e a nomeação dos aprovados poderia sim ser realizada, dada a essencialidade do serviço de segurança, o que o coloca dentre as ressalvas amparadas pela lei. Ou seja, afirmou que a nomeação dos candidatos concursados em outubro de 2010 não afrontaria a legislação eleitoral, podendo ser realizada no período de 03.07.2010 até 01.01.2011.
- O relator da consulta, Juiz José Rubens Leão, seguiu o parecer do MPE, concluindo que “em se tratando da segurança pública, não há dúvidas de que a carência em sua prestação é capaz de comprometer a segurança, e quiçá, a própria sobrevivência da população, o que nos permite enquadrá-la na exceção prevista na Lei Eleitoral”, respondendo afirmativa mente à consulta. Seu voto foi seguido por todos os juízes do TRE.
O que me preocupa neste caso é que, a despeito de existir uma decisão de um órgão colegiado do poder judiciário, como um promotor de justiça abre uma ação civil pública me denunciando por improbidade administrativa. Não teria ele como verificar se esta consulta fora feita? E, se verificou, porque deu seguimento à ação? E porque não se ocupa em abrir Ações Civis Públicas contras a denúncias que pipocam na imprensa e nos blogs sobre a conduta dos atuais governos? Não parece que existe um outro interesse por trás disso?
Levarei a conhecimento do juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública da capital o resultado da consulta que fizemos antes de nomear os aprovados em concurso para a Polícia Civil.
Aproveito a oportunidade para lembrar que em 2007, quando recebi o governo do estado, o Pará vivia uma situação crítica na área de segurança pública. Poucos policiais nas ruas, poucas viaturas, pouco armamento e quase nenhuma munição, quase nenhum equipamento de segurança individual. O povo se encontrava a mercê da criminalidade, sob o que os então governantes chamavam caricatamente de sensação de insegurança.
Promovi concursos públicos para as Polícias Civil (492 vagas) e Militar (4072 vagas) e Corpo de Bombeiros (882 vagas), convoquei candidatos aprovados em concursos anteriores ainda na validade, adquiri veículos, loquei outros (atitude pela qual fui muito atacada, mas que se mostrou tão eficiente que foi seguida por quem me atacou), construí delegacias (23 novas e 37 reformas), quartéis da PM e Bombeiros, comprei armas, munição, coletes, capacetes balísticos e equipamento não letal, além dos investimentos em inteligência policial e capacitação.
Todas estas ações aconteceram com o desejo de promover a queda da criminalidade, que começou ainda em 2009 e segue até hoje.
O concurso para a polícia civil c-149, realizado em setembro de 2009, para provimento de 350 vagas, sendo 50 para delegado, 150 para escrivão e outras 150 para investigador, foi cercado por muitos recursos de candidatos não classificados. A alguns deles pertinentes, outros não. As pendências judiciais que impediam a homologação do concurso foram debeladas em outubro de 2010. Naquele momento, o estado não dispunha, como ainda dispõe, em muitos municípios, de serviços de segurança permanentes, como por exemplo Cametá que ficou sem Delegado por quase uma ano e, em 2006 tinha apenas dois policiais civis, Ipixuna do Pará, Soure, Salva Terra, e mais 37 outros municípios. Estas nomeações, portanto, exigiam urgência.
Quero afirmar que eu repetiria este ato mil vezes se governadora fosse. Realizar concursos e nomear seus aprovados na área de segurança pública é uma obrigação de um governante! Principalmente se estes servidores forem atuar no interior do estado, onde a necessidade da população é enorme, vide o resultado do plebiscito sobre a divisão do Pará.
É com a consciência tranquila do dever cumprido que esclareço a sociedade em resposta a mais uma ação "política" contra mim!

Clique aqui para ver as cópias dos relatórios

quinta-feira, 15 de março de 2012

Uso do twitter por candidato é proibido antes de 5 de julho


Por 4x3, Plenário do TSE decide que uso do Twitter pelo candidato antes da data permitida para a propaganda constitui ilícito eleitoral.

Leia mais aqui.

Pará tem mais de 570 mil hectares de florestas disponíveis para concessão

O Plano Anual de Outorga Florestal (Paof 2012), publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (15), pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), já está disponível para consulta. A íntegra do documento pode ser lida no site www.ideflor.pa.gov.br. O Paof traz, entre outras informações, as áreas de florestas públicas estaduais que podem passar pelo processo de concessão florestal.

Segundo a diretora de Gestão de Florestas Públicas, Cíntia Cunha, as florestas públicas estaduais passíveis de outorga florestal na vigência do Paof 2012 estão localizadas na Região de Integração do Baixo Amazonas e no Distrito Florestal Sustentável da BR-163. “O Pará tem pouco mais de 16 milhões de hectares de florestas públicas, sendo que 3.869.527,92 de hectares são considerados como de imediata intervenção. Deste total, 571.488 hectares serão objeto do presente Paof”, informou a diretora.

As áreas estão localizadas na Flota do Paru, abrangendo os municípios de Almeirim e Monte Alegre, e no conjunto de glebas Mamuru-Arapiuns, numa área entre os municípios de Santarém, Aveiro e Juruti.(Agência Pará)

Justiça proíbe jornalista de criticar gestão do governador de Mato Grosso

Em mais um caso de censura togada no Brasil, um jornalista foi impedido por liminar de fazer críticas à administração do governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PSDB), segundo informações do site Repórter MT.
De acordo com o Midia News, o político moveu uma ação por danos morais contra o apresentador Maksuês Leite, da TV Cuiabá, afiliada da Rede TV!, alegando ter sido ofendido durante um programa ao vivo. Barbosa pediu uma indenização no valor superior a R$ 37 mil.
Leite foi informado da liminar na última segunda-feira, 12 de março, e deverá pagar R$ 5 mil por dia que descumprir a decisão e criticar o chefe do executivo do estado, explicou o site Olhar Direto.
Em editorial, a TV Cuiabá lamentou a iniciativa do governador e comparou a resposta da justiça à Ditadura Militar. "A decisão judicial que manda calar as críticas à forma que Mato Grosso é governado nos remete a um tempo de incerteza e medo". A direção da emissora afirmou que vai recorrer da liminar.
A perseguição judicial vem se tornando um entrave à liberdade de imprensa no Brasil graças aos constrangimentos econômicos e logísticos gerados pela participação nos processos, especialmente prejudiciais a meios de comunicação comunitários e publicações de pequeno porte. O site de notícias Congresso em Foco é um dos alvos recentes da estratégia que utiliza os tribunais como instrumentos de censura.

Oriximiná sediará evento científico da SBPC


Já estão abertas as inscrições para a Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Oriximiná (PA), que acontece de 27 a 29 de abril no campus da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). A inscrição, que pode ser feita pelo site http://www.sbpcnet.org.br/oriximina/home/, é necessária apenas para quem pretende submeter um resumo de trabalho para ser apresentado na forma de pôster durante o evento, frequentar um minicurso da programação, ou receber a programação impressa e o atestado de participação geral no evento. Nos demais casos, a participação nas atividades é livre.

Esta é a 2ª edição da Reunião Regional em Oriximiná, cuja tema central será “Educação e Ciência na Amazônia”. Na edição anterior, o evento reuniu cerca de 1,3 mil participantes, entre estudantes de graduação e pós-graduação, professores do ensino superior e profissionais das mais diversas áreas. Neste ano, a expectativa é atrair um número similar de participantes.

A Reunião Regional em Oriximiná contará com conferências e mesas-redondas, das quais participarão cientistas renomados de várias regiões do País. Os temas que serão abordados nessas atividades já estão listados no site do evento. A programação completa será disponibilizada em breve. Durante o evento, os inscritos também poderão participar de minicursos sobre os mais diversos temas. A lista dos minicursos será divulgada a partir de 5 de abril, quando terão início as inscrições para essas atividades.
           
 

Jader pede intervenção da Eletrobras na Celpa


Jader pede intervenção da Eletrobras na Celpa (Foto: Marcelo Lelis/Arquivo)

Preocupado com a grave situação financeira que levou a Centrais Elétricas do Pará - Celpa a entrar em processo de recuperação judicial, o senador Jader Barbalho (PMDB) procurou seu colega de partido, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para externar sua
preocupação com as consequências que poderão advir ao final do processo judicial. Ele pediu ao ministro que o governo federal reconheça o Pará como principal fonte de energia hídrica para todo o país. Logo após a reunião, o senador encaminhou ofício para o gabinete do ministro, dando prosseguimento à conversa que tiveram sobre a situação da empresa distribuidora de energia e suas graves consequências para o povo do Pará.
Para o senador, é necessário que haja interesse do governo federal em ajudar o Pará, como já ocorreu em vários outros Estados, intervindo na Celpa para sanear a empresa “e devolver a tranquilidade à população”. Ele destacou que a Eletrobrás, vinculada ao Ministério das Minas e Energia, possui 34% das ações da empresa. “Num esforço, a Eletrobrás deveria adquirir mais 16% das ações e sanear a Celpa. Deixar a empresa em condições de, mais tarde, ser repassada para outro grupo ou mesmo ser leiloada. O governo federal é a única possibilidade com a qual o Pará pode contar para que haja uma inversão financeira e administrativa na Celpa. E não há nada de mais em o poder público intervir num segmento essencial que no caso, não deu certo nas mãos da iniciativa privada, pelo menos no Pará, até o momento”, reforçou. “O Governo Federal, ao intervir no saneamento da Celpa, estará reconhecendo a importância e a contribuição do Pará para o Brasil quando o assunto é energia elétrica”, ressaltou Jader Barbalho, referindo-se à hidrelétrica de Tucuruí, genuinamente brasileira, que está em solo paraense e que não gera nenhuma renda oriunda de impostos pela geração de energia.
“O Pará não recebe um tostão de impostos pela geração da energia. A hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu, também em território paraense, por enquanto, segue o mesmo caminho. A geração de um bem mineral, natural como a energia, não permite a entrada de receita para o Pará. Logo, não é justo o risco de um colapso num Estado que tem dado tanta contribuição ao Brasil. Não é justo!”, enfatizou o senador paraense.
Em sua opinião, o Ministério das Minas e Energia e a sua vinculada Eletrobrás devem se envolver num esforço maior para que seja encontrada uma solução rápida para o problema da Celpa. “Não pode o povo do Pará pagar a conta, porque não deve nada. Ao contrário, é um Estado de muitas contribuições e possibilidades para o crescimento nacional. Insisto, meu caro Ministro, o Pará deseja apenas o mesmo tratamento dado a outros Estados”.
Senador destacou contribuição do Pará
O temor é que a fragilidade da empresa após o pedido de recuperação judicial piore ainda mais a qualidade da prestação de serviço ao consumidor paraense. “Faltam peças de reposição para a solução de problemas. Falta pessoal, pois a Celpa vem reduzindo cada vez mais o número de funcionários. Os apagões acontecem a toda hora por falta de manutenção e pela precariedade dos serviços. O Pará corre o risco de entrar em colapso numa área considerada essencial que é a energia. Não dá para esquecer o coeficiente demográfico e a dimensão territorial do Pará. Portanto, o programa Luz para Todos e a expansão da energia não podem estar fora da prioridade da empresa”, escreveu o senador. Ainda no mesmo documento Jader Barbalho relembrou que, desde o processo de privatização das Centrais Elétricas do Pará, em 1998, a população do Pará vive em estado de alerta no que se refere aos serviços de energia. “Ao longo desses 14 anos, houve vários aumentos nas tarifas, mais rigor na fiscalização e diminuição (ou até ausência) da função de responsabilidade social, prioridade em sua fase estatal. Isto é tão verdadeiro que o programa Luz para Todos, do Governo Federal, tem o pior desempenho do País no Estado do Pará”, completou.
Embora a conta de luz tenha se tornado mais cara, não houve investimento em novas tecnologias e ampliação dos serviços. “Quando chove – e em Belém chove todo dia - quase que instantaneamente estoura um transformador de energia. E aí, dependendo do nível de chuva, vários bairros ficam sem luz por várias horas, porque a empresa terceiriza o trabalho e com isso aumenta o tempo de espera da população”, exemplificou. Outro ponto destacado na reunião com o ministro e reforçado no ofício encaminhado ontem a tarde é sobre a preocupação que o Ministério de Minas e Energia deve ter com o Pará, no rebaixamento da energia do linhão que vai interligar a energia de Tucuruí com os estados do Amapá e do Amazonas.
De acordo com o senador, não está prevista a construção de subestação de rebaixamento para que haja distribuição de energia aos municípios da Ilha de Marajó e também os da chamada Calha Norte, situados à margem esquerda do Rio Amazonas.
Segundo informações, somente Almeirim e Oriximiná estariam contemplados, repetindo o que ocorreu quando a hidrelétrica de Tucuruí foi inaugurada, quando foi construído um linhão para levar energia ao município de Barcarena, para alimentar a fábrica da Albrás. Os municípios paraenses que estavam ao lado da hidrelétrica levaram anos sem ter energia firme.
“É uma ideia absurda se imaginar que o Pará gera energia para o Brasil e os municípios paraenses com a sua população não possam contar com o serviço essencial ao seu desenvolvimento. Certo da sensibilidade e espírito público do estimado Ministro, para os assuntos tão urgentes e importantes para o Pará e os paraenses, renovo protestos de apreço e consideração”, finalizou Jader Barbalho. (Diário do Pará)

Governo do Estado reafirma pagamento de piso para professores



O Governo do Estado compreende a manifestação de caráter nacional dos professores pela integralização do piso salarial da categoria, mas reafirma que está cumprindo a determinação do Ministério da Educação e pagará, já a partir do mês de março, o salário base do professor da rede estadual de ensino do Pará de R$ 1.451,00. 

O pagamento foi garantido pelo Governo do Estado em reunião com a categoria, no último dia 6 de março, no Centro Integrado de Governo (CIG). Com o novo piso (que representa um acréscimo de R$ 14,5 milhões por mês - R$ 188 milhões por ano - na folha de pagamento do Estado), mais as gratificações, o professor em início de carreira passa a receber o equivalente a R$ 3.555,00 e o salário médio dos 27 mil educadores será de R$ 4.070,00. 

Segundo a  Secretaria de Estado de Administração, todos os professores da rede estadual receberão os salários reajustados até o próximo dia 31 de março.(Texto: Agência Pará)

Rio Tapajós Shopping é apresentando aos empresários

Na noite de ontem (14), o grupo FRANERE, representado pelo diretor Marcos Regadas Filho, apresentou o projeto do Rio Tapajós Shopping aos empresários santarenos.

"Essa reunião tem interesse de trazer informação aos nossos associados, parceiros, diretores e representantes políticos. Todos estão curiosos para saber do novo empreendimento. Por isso, no final será aberto um espaço para perguntas", destacou o presidente em exercício da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), Alaércio Cardoso.

No auditório da entidade, a classe empresarial acompanhou a exibição de um vídeo que contou a implantação de outros empreendimentos do grupo (Maranhão) e detalhou os componentes do novo shopping, que promete ser um dos principais locais de lazer da população santarena.  
 
 
De acordo com as informações repassadas no vídeo, o Rio Tapajós Shopping ocupará uma área de 22.000 m², dividida em um estacionamento que contará com duas mil vagas, praça de alimentação, 140 lojas, incluíndo sete âncoras, quatro mini-âncoras, 128 lojas satélites, cinco salas de cinema, espaço para eventos, etc. Marcos Regadas citou nomes de grandes lojas de departamento, como C&A e Riachuelo. Segundo ele, ambas estão em fase de negociação.

"Durante o funcionamento, a gente com certeza vai bater a marca de 1.500 empregos diretos, ou seja, juntando o shopping, lojistas, vendedores, tudo que engloba a área dentro do shopping. Os números de vendas devem atingir em torno de 250 milhões por ano, sendo calculado em mais ou menos 25 milhões por mês. Então, isso com certeza vai modificar bastante o formato de gestão do comércio local", revelou Marcos Regadas. "A obra deve gerar entre 800 a mil empregos", ressaltou o diretor.

Sobre a data de inauguração, o diretor do grupo FRANERE falou que prevê para setembro de 2013, porém, aguarda a posição das lojas para iniciar o funcionamento. "Então, pode ser que no máximo, em abril de 2014 inauguremos".

De acordo com Marcos Regadas, a comercialização das lojas será feita preferencialmente através de aluguéis e inicia em outubro de 2012.

FRANERE - Empresa consolidada no ramo da construção civil há 27 anos, tendo sua marca reconhecida em todo o nordeste brasileiro. A empresa nasceu em São Luiz do Maranhão, onde está localizada a sua matriz.(Texto e fotos: Luana Leão)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sede do Saci em Santarém será inaugurada em abril

Até o fim de abril, o governo do Estado entregará à população de Santarém, no oeste do Pará, a sede do Serviço de Atendimento ao Cidadão (Saci), que abrigará a Casa do Trabalhador, posto do Departamento de Trânsito (Detran) e Banco do Cidadão. O prazo de entrega da obra foi anunciado nesta quarta-feira (14) pelo secretário de Estado de Obras Públicas, Joaquim Passarinho, que no último fim de semana fez uma visita técnica à obra.

A construção da sede do Saci em Santarém é uma das obras que estavam paralisadas, e foram retomadas pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop). A obra foi iniciada ainda no primeiro governo de Simão Jatene, em março de 2006.

Localizado na Avenida Rui Barbosa, próximo à Praça dos Três Patetas, o complexo tem cerca de 1.800 metros quadrados. “No espaço serão agregados serviços voltados ao atendimento à população de vários municípios do oeste do Pará”, ressaltou Passarinho.

O secretário também esteve nas Unidades Integradas de Polícia, uma em Mojuí dos Campos e outra em Alter do Chão, que a Seop está construindo, num investimento superior a R$ 1,6 milhão.

Segurança e saúde - O governo do Estado pretende, com a 
construção dessas unidades, integrar o trabalho das polícias e 
manter uma relação mais próxima com a comunidade, juntando esforços no combate à criminalidade. Segundo Joaquim Passarinho, esse tipo de construção já existe em outros Estados, e vem obtendo resultados significativos na redução da violência, “pois regionaliza o atendimento”.

Ainda em Alter do Chão, o secretário conheceu o terreno onde deverão ser construídos os barracões das duas agremiações folclóricas de Santarém, o Boto Cor de Rosa e o Boto Tucuxi, que protagonizam todos os anos um grande espetáculo cultural e turístico durante a Festa do Sairé. “Estamos ainda vendo o terreno, para depois discutirmos o projeto com o governador Simão Jatene, principal interessado na obra”, ressaltou Joaquim Passarinho.

De Santarém, o secretário viajou para Itaituba, também no oeste paraense, para conhecer o terreno, cedido pela Prefeitura local, onde será construído o Hospital Regional de Itaituba. “É compromisso do governador Simão Jatene a construção deste hospital regional, que está incluído na Agenda Mínima. Já temos o terreno, agora podemos discutir o projeto”, finalizou. (Texto: Clara Costa-Seop)

Ana Julia é acusada de nomeações irregulares

A ex-governadora do Pará, Ana Júlia Vasconcelos Carepa, tem 15 dias para apresentar defesa sobre supostas nomeações irregulares de concursados durante sua gestão. O despacho foi proferido pelo juiz Elder Lisboa, da 1ª Vara da fazenda da Comarca de Belém, nesta quarta-feira (13) após denúncia movida pelo Ministério Público, em Ação Civil Pública.

No despacho, consta que o Ministério Público recebeu via e-mail, denúncias de possíveis irregularidades presentes no concurso n.° C-149/2009-SEAD/PCPA. Instaurado o inquérito policial, verificou-se que a homologação e a nomeação dos aprovados no Concurso em questão se processaram fora do período permitido da Lei n.° 9.504/97. A homologação deu-se em 13 de outubro de 2010, enquanto a nomeação, por sua vez, em 14 de outubro de 2010, ambas contrariando o que prescreve o art. 73, inciso V da citada lei.

Conforme o disposto na lei, existe a possibilidade de nomear ou contratar no período vedado, desde que, no caso dos concursos públicos, estes tenha sido homologados até o inicio do prazo que consiste este período de vedação.

Da mesma forma, em se tratando de nomeação e contratação, necessária à instalação ou funcionamento de serviços públicos essenciais, não será proibida a conduta se o serviço tiver caráter inadiável e seja prévia e expressamente autorizado pelo Chefe do Poder Executivo.

Segundo as alegações do representante do Ministério Público, constata-se que os atos de homologação e nomeação encontram-se viciados, visto que, tais atos não se abrigam nas exceções previstas na referida lei, não restando duvidas de que em relação à alínea “c”, inciso V, do art. 73, da Lei n.° 9.504/97, vai ao encontro ao preceito uma vez que a homologação do concurso de deu apenas em 13 de outubro de 2010.

Na época, o representante do Ministério Público oficiou a possível transgressão à lei eleitoral ao Procurador Regional Eleitoral, para as providencias que o Ministério Público Eleitoral entendesse cabível.

A ex-governadora não poderia nomear os concursados sem que promovesse a devida e necessária justificação de seu ato, perdendo assim a o seu sentido de excepcionalidade, o que não foi feito, tornado-se, na prática, um ato rotineiro do Governo.

Em resposta ao TJ, Ana Julia afirmou que a homologação do concurso público e consequente nomeação de candidatos aprovados, ainda que nos três meses que antecederam as eleições, não constituía infração ao disposto no art. 73, V, da Lei n.° 9.507/97, pois as nomeações encontravam-se ao abrigo da exceção trazida no mesmo artigo, sendo “nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais”. (DOL com informações da assessoria TJ/PA)

SUS credencia serviços de radiologia que não dispõem de médicos radiologistas para emissão de laudos e controle de radiação em Santarém

Bruno Moura

O médico radiologista Bruno Moura, diretor de uma clínica de imagens e diagnóticos, denunciou hoje, em seu twitter,  o credenciamento pelo SUS de serviços por Estado e Municipio que possuem equipamentos de raios x, porém sem contar com médico radiologista para emissão de laudos e realizar controle de radiação, o que contraria as normas da Anvisa.
Bruno encaminhou à denuncia do deputado estadual Nélio Aguiar, que também é médico.

O médico radiologista sustenta que "se não há médico com conhecimento de física radiológica, o controle de radiação não está sendo feito, o que pode ser maléfico para o paciente. Os pacientes podem estar sendo expostos à radiação excessiva, o que pode estar causando danos irreversíveis a saúde. Isso é grave!", afirma Bruno Moura.

Bruno argumenta, ainda, que o "laudo é parte integrante do exame radiológico, mas sem a presença do médico radiologista não é possível a emissão de laudo".

Aprovadas novas regras sobre direito de resposta para quem se sentir ofendido pela mídia



A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, por unanimidade, projeto de lei (PLS 141/11) do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que disciplina o exercício do direito de resposta ou retificação do ofendido por matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social.

A medida vem preencher um vácuo jurídico aberto com a declaração do Supremo Tribunal Federal (STF) de inconstitucionalidade da Lei de Imprensa (Lei nº 5.250/67). Como foi aprovado em caráter terminativo, se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, a matéria seguirá direto para a Câmara dos Deputados.(Fonte: Agência Senado)
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Atualização às 15h30;

Segundo a proposta, o ofendido terá prazo de 60 dias para solicitar reparação ou retificação

O Globo

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, em caráter terminativo, a proposta que regulamenta o direito de resposta em veículos de comunicação social. De acordo com a proposta, o ofendido por matéria jornalística terá assegurado o direito de resposta "gratuito e proporcional ao agravo". O ofendido terá prazo de 60 dias, contado a partir da data da primeira divulgação, publicação ou transmissão da matéria considerada ofensiva, para solicitar a reparação ou retificação.
O direito de resposta, de acordo com o texto relatado pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), será estendido a todos os veículos que tenham divulgado, publicado ou republicado, transmitido ou retransmitido a reportagem alvo da solicitação. A proposta foi apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).
- Se o veículo A publica notícia ofensiva, conta-se 60 dias a partir dessa publicação para solicitar resposta. Se o veículo B repete a notícia ou usa com outras informações, é outra publicação, portanto, é outro prazo de 60 dias, contado a partir da publicação no veículo B - explicou o relator.
A proposta foi aprovada por unanimidade na CCJ. De acordo com o texto, após a apresentação do pedido do direito de resposta, o veículo de comunicação terá prazo de sete dias para responder, contado do recebimento da correspondência. De acordo com Taques, a resposta ao ofendido não quer dizer a publicação automática do pedido de retratação no mesmo espaço.
Conteúdo divulgado na internet estará sujeito às mesmas regras
Caso o veículo de comunicação não cumpra o prazo de sete dias, "restará caracterizado o interesse jurídico para a propositura de ação judicial", afirma o texto. A novidade fica por conta do prazo de 30 dias dado ao Judiciário para analisar o episódio e decidir se cabe ou não a publicação da resposta.
"Pensamos que o direito de resposta reforça o próprio direito público à informação, ao ponto que garante à sociedade a plena ciência sobre fatos e versões envolvidas, veiculando informações do meio jornalístico e as versões do interessado sujeito da reportagem ou publicação. É também corolário para a garantia da liberdade de expressão e de imprensa, já que pretende evitar o uso irresponsável de tais conquistas democráticas", afirmou o senador Pedro Taques no relatório.
O relator afirmou que acatou parcialmente sugestões da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). De acordo com o autor da proposta, senador Roberto Requião, o texto supre uma lacuna da Lei de Imprensa, revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
- Ninguém quer afrontar a liberdade de imprensa. O direito de defesa está em consonância com o direito de liberdade de expressão - afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Conteúdo divulgado na internet estará sujeito às mesmas regras. Entretanto, comentários de leitores não estarão submetidos às normas da legislação em debate.

Frente de apoio à navegação fluvial é lançada na Câmara dos Deputados

Foi reinstalada, ontem, a Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Navegação Fluvial na Amazônia. Criada em 2009, a frente é formada por 215 deputados e seis senadores e tem o objetivo de reduzir o alto índice de acidentes com embarcações no Norte do País, além de fomentar a economia da região.
A coordenadora da frente, deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), explicou que o objetivo do grupo é promover a navegação segura na Amazônia. 
Segundo o deputado Lira Maia(DEm-PA), que esteve presente ao lançamento da frente, os rios da Amazônias são as estradas da região Norte do país.
 

Tomógrafo do Hospital Regional volta a funcionar


Na última audiência que manteve com o governador  SimãoJatene, o deputado estadual Nélio AguiarPMN) reclamou que o tomógrafo do Hospital Regional estava quebrado e que muitos pacientes estavam reclamando da falta de atendimento. 

Nélio informa que o tomógrafo já foi concertado e o HRBA já restabeleceu o atendimentos dos pacientes que estavam aguardando a realização dos exames.

terça-feira, 13 de março de 2012

Frente sobre navegação fluvial na Amazônia será lançada hoje

Transporte - Barcos e portos - Barco navengando no rio Negro/ AM



Com o objetivo de reduzir o alto índice de acidentes com embarcações no Norte do País e fomentar a economia da região, será lançada hoje a Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Navegação Fluvial na Amazônia. O deputado federal Lira Maia(DEM-PA) estará presente.

A região tem 18.300 quilômetros de hidrovias, e a navegação por rios representa o principal meio de transporte de pessoas e de escoamento da produção local.

O evento terá a presença de representantes do setor naval e do Poder Público e será realizado às 14h30, no auditório Freitas Nobre.

No ato de lançamento, a defensora pública da União Luciene Strada de Oliveira vai falar sobre a modernização da frota da população de baixa renda. A presidente da Associação das Vítimas de Acidente de Escalpelamento, Rosinete Serrão, falará sobre a campanha pela erradicação do escalpelamento na região. O carpinteiro naval Domingos Marreiros abordará a técnica de construção naval tradicional e a situação dos estaleiros na Amazônia.
Da Redação/WS

O outro “médico” de Lula

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Parsifal Pontes

Além de dispor dos melhores médicos do Brasil para tratar do câncer, o ex-presidente Lula também é assistido por um médium que cuida da “’ saúde da alma”. 

> João de Deus atende pessoas de todo o mundo

O Planalto Central do Brasil concentra a maioria dos médiuns especializados em “cirurgias espirituais” no Brasil.
No interior de Goiás, mais precisamente em Abadiânia (117 km de Brasília), está João de Faria, conhecido como João de Deus, que com as suas proezas mediúnicas transformou a pequena cidade (15 mil habitantes) em um polo internacional de “cirurgias espirituais”.
É dito que João de Deus já fez cegos enxergarem, reduziu tumores cancerígenos e fez andarem paraplégicos.

> João de Deus esteve três vezes com Lula

O “Estado de S. Paulo”, em matéria assinada por Alana Rizzo, reporta que “desde que começou o tratamento tradicional, Lula e João de Deus se encontraram ao menos três vezes em São Paulo.”.
Reporta ainda a jornalista que entre os “pacientes” de João de Deus estão Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO). 

Clique aqui para ler a reportagem completa.