sexta-feira, 18 de abril de 2008
Aumento emperrado
Os rodoviários reivindicam 15% de aumento nos salários, mas o sindicato das empresas de transporte coletiva oferece apenas 3,75% de reajuste.
Cardápio suspeito
Qual o motivo do Ibama ter doado o pirarucu apreendido esta semana no Mercadão 2000 para o Corpo de Bombeiros?
Será que não há dinheiro para o rancho dos nobres soldados do fogo?
Será que não há dinheiro para o rancho dos nobres soldados do fogo?
Hospital Regional agoniza(6)
O médico Rodrigo Rodrigues, representante do sindicato dos médicos em Santarém, diz à repórter Eva Maués, do Diário do Pará, que o Hospital Regional do Baixo-Amazonas pode fechar até o dia 25 deste mês por falta de insumos e salários atrasados.
Este site, no entanto, já vem afirmando que o hospital regional já está praticamente parado há muito tempo.
Este site, no entanto, já vem afirmando que o hospital regional já está praticamente parado há muito tempo.
Militar deve ter 16% de reajuste
A proposta técnica de reajuste para os salários dos militares que será submetida a uma decisão final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê reajuste médio de 16% para o soldo das Forças Armadas. Segundo fontes do governo, o percentual deve ser concedido em três parcelas. A primeira, de 8%, será aplicada sobre os salários de janeiro. A segunda, de 4%, deve incidir sobre os vencimentos de julho ou agosto e uma última, novamente de 4%, sobre o soldo de dezembro.
O anúncio oficial do reajuste dos militares pode sair a qualquer momento e deverá ser encaminhado ao Congresso por medida provisória. Também faz parte da proposta técnica a previsão de reajuste salarial de 3% acima da inflação oficial para o próximo ano e a aplicação do mesmo percentual para 2010. Ao contrário dos anos anteriores quando um único percentual de aumento foi aplicado a todas as patentes, agora o governo pode conceder reajustes diferenciados por graduação.
Os índices diferenciados beneficiariam militares de patentes inferiores, reduzindo a diferença entre os menores e os maiores salários das Forças Armadas. Por esse critério, os praças — cabos, sargentos e sub-oficiais — receberiam uma reposição maior que os oficiais. O reajuste vem sendo negociado entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo.
O governo também deve elevar os ganhos dos recrutas e alunos das escolas preparatórias e academias que passariam a receber um salário mínimo (R$ 415) mensal, com reajuste anual.
(C0rreio Brasiliense)
O anúncio oficial do reajuste dos militares pode sair a qualquer momento e deverá ser encaminhado ao Congresso por medida provisória. Também faz parte da proposta técnica a previsão de reajuste salarial de 3% acima da inflação oficial para o próximo ano e a aplicação do mesmo percentual para 2010. Ao contrário dos anos anteriores quando um único percentual de aumento foi aplicado a todas as patentes, agora o governo pode conceder reajustes diferenciados por graduação.
Os índices diferenciados beneficiariam militares de patentes inferiores, reduzindo a diferença entre os menores e os maiores salários das Forças Armadas. Por esse critério, os praças — cabos, sargentos e sub-oficiais — receberiam uma reposição maior que os oficiais. O reajuste vem sendo negociado entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo.
O governo também deve elevar os ganhos dos recrutas e alunos das escolas preparatórias e academias que passariam a receber um salário mínimo (R$ 415) mensal, com reajuste anual.
(C0rreio Brasiliense)
Concurso da PM liberado
O secretário de Segurança Pública, Geraldo Araújo anunciou ontem que o governo deve iniciar ainda esse mês o curso de formação de policiais militares. O curso não podia ser iniciado porque o governo tinha contra si 337 liminares que paralisaram o processo natural do último concurso público da PM do Pará.
Mário Cardoso diz que Priante mente sobre apoio de Lula
Espaço Aberto
“O Priante não entende p.n. de PT. Ele mal entende do PMDB dele. E o ex-deputado deve compreender de uma vez por todas que o PT não tem dono. O PMDB, sim, pode até ter dono. Mas o PT não tem. O PT tem base partidária. E base partidária das mais aguerridas. Portanto, ele [Priante] ele deve parar de ficar usando o nome das pessoas para dizer que o Lula o apóia e que estaria fazendo um apelo ao PT para que abra mão de ser cabeça de chapa e faça uma composição com o PMDB para as eleições de outubro em Belém. Isso é mentira do Priante. O Lula não o apóia e nunca houve esse apelo do presidente ao PT.
”Quem disse isso ao contactar com o blog por telefone, no início da noite de quinta-feira (17), foi o ex-deputado, ex-secretário de Educação, ex-candidato petista ao Senado nas eleições de 2006 e atual pré-candidato – agora único – do PT a prefeito de Belém, Mário Cardoso.
Professor, ele conversou com o Espaço Aberto logo após sua última aula. Demonstrava estar agastado. E o agastamento não era com seus alunos. É com o ex-deputado federal, ex-candidato do PMDB ao governo do Estado nas eleições de 2006 e atual pré-candidato do partido da legenda a prefeito de Belém, José Priante.
Até aqui, Mário Cardoso e Regina Barata, deputada estadual petista, eram os únicos nomes que assumiam declaradamente a condição de pré-candidatos do PT às eleições de outubro. Mas Regina abandonou a raia. Reconheceu que, internamente, o adversário desfruta de melhores condições de consolidar sua candidatura e preferiu franquear-lhe o espaço, em nome da unidade partidária.
Com a desistência da deputada, o campo ficou livre para Mário Cardoso, que, aliás, integra o grupo Unidade na Luta, componente, por sua vez, da tendência Campo Majoritário, da qual fazem parte, entre outros, o deputado federal Paulo Rocha, a prefeita de Santarém, Maria do Carmo, e o ex-deputado Miriquinho Batista.
Leia mais aqui.
“O Priante não entende p.n. de PT. Ele mal entende do PMDB dele. E o ex-deputado deve compreender de uma vez por todas que o PT não tem dono. O PMDB, sim, pode até ter dono. Mas o PT não tem. O PT tem base partidária. E base partidária das mais aguerridas. Portanto, ele [Priante] ele deve parar de ficar usando o nome das pessoas para dizer que o Lula o apóia e que estaria fazendo um apelo ao PT para que abra mão de ser cabeça de chapa e faça uma composição com o PMDB para as eleições de outubro em Belém. Isso é mentira do Priante. O Lula não o apóia e nunca houve esse apelo do presidente ao PT.
”Quem disse isso ao contactar com o blog por telefone, no início da noite de quinta-feira (17), foi o ex-deputado, ex-secretário de Educação, ex-candidato petista ao Senado nas eleições de 2006 e atual pré-candidato – agora único – do PT a prefeito de Belém, Mário Cardoso.
Professor, ele conversou com o Espaço Aberto logo após sua última aula. Demonstrava estar agastado. E o agastamento não era com seus alunos. É com o ex-deputado federal, ex-candidato do PMDB ao governo do Estado nas eleições de 2006 e atual pré-candidato do partido da legenda a prefeito de Belém, José Priante.
Até aqui, Mário Cardoso e Regina Barata, deputada estadual petista, eram os únicos nomes que assumiam declaradamente a condição de pré-candidatos do PT às eleições de outubro. Mas Regina abandonou a raia. Reconheceu que, internamente, o adversário desfruta de melhores condições de consolidar sua candidatura e preferiu franquear-lhe o espaço, em nome da unidade partidária.
Com a desistência da deputada, o campo ficou livre para Mário Cardoso, que, aliás, integra o grupo Unidade na Luta, componente, por sua vez, da tendência Campo Majoritário, da qual fazem parte, entre outros, o deputado federal Paulo Rocha, a prefeita de Santarém, Maria do Carmo, e o ex-deputado Miriquinho Batista.
Leia mais aqui.
Portal 2008 - José Olivar
Pontuando
As ameaças sofridas por religiosos (bispos, padres, etc.) parecem que não estão sendo levadas a sério pelas autoridades. Se houver um homicídio contra um destes religiosos, aí os políticos vão aparecer com hipocrisias. * O Dr. José Airton Portela de Aguiar, Juiz Federal, será removido, a pedido, para a Seção Judiciária de Santarém a partir de junho, quando então fixará residência na cidade * Não acredito muito na propalada reforma dos mercados Modelo e Municipal. Acho que as promessas têm efeitos eleitoreiros, mas que estes logradouros merecem reformas, não se discute. * Os moradores da Avenida Bartolomeu de Gusmão se perguntam quando será, enfim, asfaltada aquela artéria. * O protesto dos trabalhadores rurais contra a letargia do INCRA bem espelha o Governo do PT que antes prometia tudo e agora nega o mínimo. Bem feito! * O Dr. Rodolfo Geller retornou de Brasília onde sempre vai, já que integra a Comissão Nacional de Ensino Jurídico, do Conselho Federal da OAB, além de participar também das reuniões do Conselho, quando no exercício de Conselheiro Federal. * O maior cego é aquele que vê mas não reconhece suas qualidades negativas e pensa que é melhor que os outros. * Um contribuinte me perguntou se é ético e moral, um servidor público contratar com o seu ente estatal para prestação de certos serviços ou locação de bens já que os princípios da Lei de Licitação apontam no sentido contrário. Com a palavra o Ministério Público! * Vou dar o aviso antecipado: A Secretária de Saúde do Município que procure urgentemente manter descontaminado o Hospital Municipal, caso contrário vai ter que indenizar pacientes que sofrerem danos por contaminação hospitalar. Digo isto pelo fato de que, recentemente, o Supremo Tribunal Federal determinou que o Distrito Federal pagasse indenização a um menino de 09 anos que sofreu lesões por contaminação. Deus ajude que isto não ocorra aqui. * Os prefeitos e ex-prefeitos respondem por seus atos na forma do art. 1º do Decreto Lei 201/67, e não na forma da Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade), e se estes exercem cargo eletivo no Congresso Nacional, a competência é do STF, não podendo responder pelo mesmo fato em dois juízos diferentes. Daí, a incompetência, no meu ponto de vista, do juízo singular, e a resposta a quem me fez a consulta. * Verifiquei reforma na pista de rolamento do viaduto, isto pela quarta vez, o que deixa claro que o asfalto daquela artéria não foi de qualidade, como prometeu a Prefeita. * O tempo passa e as estradas de Alter do Chão e Fernando Guilhon não recebem melhoramentos pelo Governo do Estado já que a responsabilidade é dele. Mais alguns meses e os trechos estarão quase intrafegáveis em partes das Rodovias.
As ameaças sofridas por religiosos (bispos, padres, etc.) parecem que não estão sendo levadas a sério pelas autoridades. Se houver um homicídio contra um destes religiosos, aí os políticos vão aparecer com hipocrisias. * O Dr. José Airton Portela de Aguiar, Juiz Federal, será removido, a pedido, para a Seção Judiciária de Santarém a partir de junho, quando então fixará residência na cidade * Não acredito muito na propalada reforma dos mercados Modelo e Municipal. Acho que as promessas têm efeitos eleitoreiros, mas que estes logradouros merecem reformas, não se discute. * Os moradores da Avenida Bartolomeu de Gusmão se perguntam quando será, enfim, asfaltada aquela artéria. * O protesto dos trabalhadores rurais contra a letargia do INCRA bem espelha o Governo do PT que antes prometia tudo e agora nega o mínimo. Bem feito! * O Dr. Rodolfo Geller retornou de Brasília onde sempre vai, já que integra a Comissão Nacional de Ensino Jurídico, do Conselho Federal da OAB, além de participar também das reuniões do Conselho, quando no exercício de Conselheiro Federal. * O maior cego é aquele que vê mas não reconhece suas qualidades negativas e pensa que é melhor que os outros. * Um contribuinte me perguntou se é ético e moral, um servidor público contratar com o seu ente estatal para prestação de certos serviços ou locação de bens já que os princípios da Lei de Licitação apontam no sentido contrário. Com a palavra o Ministério Público! * Vou dar o aviso antecipado: A Secretária de Saúde do Município que procure urgentemente manter descontaminado o Hospital Municipal, caso contrário vai ter que indenizar pacientes que sofrerem danos por contaminação hospitalar. Digo isto pelo fato de que, recentemente, o Supremo Tribunal Federal determinou que o Distrito Federal pagasse indenização a um menino de 09 anos que sofreu lesões por contaminação. Deus ajude que isto não ocorra aqui. * Os prefeitos e ex-prefeitos respondem por seus atos na forma do art. 1º do Decreto Lei 201/67, e não na forma da Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade), e se estes exercem cargo eletivo no Congresso Nacional, a competência é do STF, não podendo responder pelo mesmo fato em dois juízos diferentes. Daí, a incompetência, no meu ponto de vista, do juízo singular, e a resposta a quem me fez a consulta. * Verifiquei reforma na pista de rolamento do viaduto, isto pela quarta vez, o que deixa claro que o asfalto daquela artéria não foi de qualidade, como prometeu a Prefeita. * O tempo passa e as estradas de Alter do Chão e Fernando Guilhon não recebem melhoramentos pelo Governo do Estado já que a responsabilidade é dele. Mais alguns meses e os trechos estarão quase intrafegáveis em partes das Rodovias.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Lula quer que general que criticou política indigenista se explique a Jobim e Enzo Peri
Luiza Damé, Jailton de Carvalho, Carolina Brígido, Eliane Oliveira e Ailton de Freitas - O Globo
BRASÍLIA - Em reunião nesta quinta-feira com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante do Exército, Enzo Peri, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou explicações sobre as declarações do general Heleno Ribeiro Pereira , comandante militar da Amazônia, a respeito da política indigenista brasileira e, mais especificamente, sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Jobim e Peri ficaram de conversar com Heleno e levar os esclarecimentos ao presidente. ( Reservas indígenas são risco às fronteiras do país? Opine! )
Na quarta-feira, o general Heleno voltou a classificar a transformação da faixa da fronteira norte do país em terras indígenas como ameaça à soberania nacional. Em palestra sobre a defesa da Amazônia no Clube Militar, no Rio, o general não se mostrou preocupado em contrariar a posição do governo, que defende a homologação de terras indígenas mesmo em regiões de fronteira, chamou a política indigenista de "caótica" e disse que o Exército "serve ao Estado brasileiro e não ao governo".
Presidente da Funai diz que general 'tá mal informado'
Também nesta quinta-feira, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, rebateu as críticas do general. Para Meira, o general desconhece o papel dos índios na formação das fronteiras do Brasil, principalmente na região Norte, onde hoje se discute a homologação da Raposa Serra do Sol. ( Entenda o conflito na reserva Raposa Serra do Sol )
Márcio Meira argumenta que, na década de 70, o país tinha 250 mil índios e a tônica dos discursos da época era a possibilidade de desaparecimento da população indígena. Hoje o país tem quase um milhão de índios. ( Ouça as declarações do presidente da Funai )
- Isso é resultado de uma política indigenista que garantiu a sobrevivência dos índios. Dizer que a política indigenista é caótica é desconhecer a política indigenista. Tá mal informado - disse Meira.
O presidente da Funai disse também que a crise na Reserva Indígena Raposa Serra do Sol é resultado da "cobiça" e está diretamente relacionada com a questão econômica.
BRASÍLIA - Em reunião nesta quinta-feira com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante do Exército, Enzo Peri, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou explicações sobre as declarações do general Heleno Ribeiro Pereira , comandante militar da Amazônia, a respeito da política indigenista brasileira e, mais especificamente, sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Jobim e Peri ficaram de conversar com Heleno e levar os esclarecimentos ao presidente. ( Reservas indígenas são risco às fronteiras do país? Opine! )
Na quarta-feira, o general Heleno voltou a classificar a transformação da faixa da fronteira norte do país em terras indígenas como ameaça à soberania nacional. Em palestra sobre a defesa da Amazônia no Clube Militar, no Rio, o general não se mostrou preocupado em contrariar a posição do governo, que defende a homologação de terras indígenas mesmo em regiões de fronteira, chamou a política indigenista de "caótica" e disse que o Exército "serve ao Estado brasileiro e não ao governo".
Presidente da Funai diz que general 'tá mal informado'
Também nesta quinta-feira, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, rebateu as críticas do general. Para Meira, o general desconhece o papel dos índios na formação das fronteiras do Brasil, principalmente na região Norte, onde hoje se discute a homologação da Raposa Serra do Sol. ( Entenda o conflito na reserva Raposa Serra do Sol )
Márcio Meira argumenta que, na década de 70, o país tinha 250 mil índios e a tônica dos discursos da época era a possibilidade de desaparecimento da população indígena. Hoje o país tem quase um milhão de índios. ( Ouça as declarações do presidente da Funai )
- Isso é resultado de uma política indigenista que garantiu a sobrevivência dos índios. Dizer que a política indigenista é caótica é desconhecer a política indigenista. Tá mal informado - disse Meira.
O presidente da Funai disse também que a crise na Reserva Indígena Raposa Serra do Sol é resultado da "cobiça" e está diretamente relacionada com a questão econômica.
Veículo do Ibama incendiado em Uruará
Um empregado de uma madeireira incendiou hoje um veículo do Ibama em Uruará.
O clima é tenso na cidade desde a chegada de tropas da Força Nacional de Segurança, na semana passada.
O clima é tenso na cidade desde a chegada de tropas da Força Nacional de Segurança, na semana passada.
Aviso aos navegantes
Rosana Herman
Um blog é uma padaria.Tem post novo e pão quente todo dia. Temos orgulho de atender bem a freguesia.
Mas sei que onde há alimento, além de muita gente boa também há insetos indesejáveis.
Faz parte do ecossistema.
Mas ninguém quer ver uma mosca numa rosca de coco. Ou num croissant de presunto e queijo.
Inseto na comida faz a gente perder o apetite e o gosto pela vida.
Muito pior é quando a gente vê, num ambiente de alimentação, uma barata passeando pelo chão. Barata, não.
Apagar um comentário nojento é tão desagradável quanto esmagar uma barata com o chinelo. Ninguém gosta, ninguém quer.
Ninguém sente prazer em deletar uma coisa suja, assim como ninguém gosta de dar uma sapatada numa barata. É muito, muito desagradável, pra todos.
Melhor seria se ele não estivesse lá. Mas lá está ele, o inseto repulsivo.
Mas é melhor prender a respiração e eliminar o bicho do que permitir que ele contamine o ambiente.
A barata, tonta, não tem para onde correr.
E o chinelo já está na mão.
Mosca a gente espanta.
Barata a gente elimina.
Metaforicamente falando.
Um blog é uma padaria.Tem post novo e pão quente todo dia. Temos orgulho de atender bem a freguesia.
Mas sei que onde há alimento, além de muita gente boa também há insetos indesejáveis.
Faz parte do ecossistema.
Mas ninguém quer ver uma mosca numa rosca de coco. Ou num croissant de presunto e queijo.
Inseto na comida faz a gente perder o apetite e o gosto pela vida.
Muito pior é quando a gente vê, num ambiente de alimentação, uma barata passeando pelo chão. Barata, não.
Apagar um comentário nojento é tão desagradável quanto esmagar uma barata com o chinelo. Ninguém gosta, ninguém quer.
Ninguém sente prazer em deletar uma coisa suja, assim como ninguém gosta de dar uma sapatada numa barata. É muito, muito desagradável, pra todos.
Melhor seria se ele não estivesse lá. Mas lá está ele, o inseto repulsivo.
Mas é melhor prender a respiração e eliminar o bicho do que permitir que ele contamine o ambiente.
A barata, tonta, não tem para onde correr.
E o chinelo já está na mão.
Mosca a gente espanta.
Barata a gente elimina.
Metaforicamente falando.
A governadora e o príncipe
A governadora Ana Júlia Carepa vai a Londres no final deste mês se encontrar, entre outros, com o príncipe Charles. Ela já havia adiantado a informação recentemente, ao discursar no X Encontro de Juízes Federal da 1ª Região, ocorrido em Belém na semana passada. Temas ambientais constarão da pauta dos encontros.
O Diário Oficial de hoje publica decretos em que Ana Júlia autoriza os integrantes de seu estafe a acompanhá-la. Vão com a governadora Ivonete Pereira Motta, assessora Especial da Governadoria; o tenente-coronal PM Dilson Barbosa Soares Júnior; a capitã PM Ana Cláudia Amato Bilóia Barros e o secretário particular, André Segantin Luiz.
(Espaço Aberto)
O Diário Oficial de hoje publica decretos em que Ana Júlia autoriza os integrantes de seu estafe a acompanhá-la. Vão com a governadora Ivonete Pereira Motta, assessora Especial da Governadoria; o tenente-coronal PM Dilson Barbosa Soares Júnior; a capitã PM Ana Cláudia Amato Bilóia Barros e o secretário particular, André Segantin Luiz.
(Espaço Aberto)
CANOÍSTAS SE AVENTURAM EM EXCURSÃO RUMO A BELÉM
Uma alucinante aventura á remo pelas águas da Amazônia. Este é o tema da I Expedição Santarém-Belém, que reúne quatro canoístas paraenses que em 20 dias devem percorrer 970 quilômetros para chegar até a capital do estado. A saída aconteceu na segunda-feira (14), do Terminal Fluvial Turístico de Santarém e conta com a participação de um atleta super especial, o canoísta José Coelho (Belém), deficiente físico e amante do esporte há muitos anos. Além dele, integram a expedição Evaldo Malato (Belém), Ivaldo Rostand (Santarém) e Jaime Godinho (Santarém). A expedição tem como objetivo inserir Santarém no calendário oficial e na rota da Confederação Brasileira de Canoagem.
A idéia de descer o rio Amazonas rumo a Belém foi do canoísta Evaldo Malato, professor de Educação Física que já viajou grande parte do país. "Iremos fazer dessa expedição uma das mais famosas do país e ao longo de anos, convidaremos mais atletas para participar. Vamos exaltar a nossa Amazônia", entusiasmado, Malato despediu-se de Santarém. Na bagagem leva apenas alguns litros de água, e uma alimentação balanceada com cereais e comidas leves e um microssystem para acompanhar as notícias do Pará.
Para Ivaldo Rostand, o único canoísta que já desceu o trecho, a experiência de apresentar as belezas naturais da nossa região aos novos desbravadores será maravilhosa. "Será a segunda vez que irei descer o Amazonas, mas tenho a responsabilidade de guiá-los e levá-los em paz até Belém. Contudo, tenho certeza que vai ser tranqüilo, sem problemas", falou o canoísta, nascido na comunidade de Uricurituba e que há mais de 17 anos se dedica ao remo. "É um prazer viajar e fazer o que gosto. Minha vida sempre esteve ligada ao rio, a pesca e aventura", destacou.
Por sua vez, o esportista José Coelho, que já participou de competições importantíssimas como o Para-Panamericano, no Rio de Janeiro, a descida do Amazonas é a realização de um sonho e mais uma prova de superação. "Não há fronteira a ser vencida pelo deficiente, a não ser o preconceito. Quem quiser desbravar o mundo pode vir", contou.
Enquanto os canoístas se despediam de Santarém, as esposas pediam apoio das empresas da região afim de que pudessem ajudar a sanar as despesas da viagem. "É complicado a gente ver os nossos maridos em busca de um sonho, que visa chamar atenção da população da necessidade de preservar a nossa Amazônia e divulgar suas belezas naturais para o mundo, sem que ter apoio. Eles só foram porque a Associação dos Canoístas de Belém arcará com as despesas, caso contrario, ficariam em Santarém", disse a professora de canoagem Vanderléia Castro esposa de um dos canoístas, acrescentando que os empresários infelizmente fecham as portas quando se trata de patrocínio. "Nós já cansamos de ir atrás. Eles não estão a fim de cumprir o papel social de ajudar o esporte", lamentou Vanderléia.
Contudo, o último dia em terra firme foi só alegria e muita expectativa. O caçula da viagem é o canoísta Jaime Godinho, oriundo da comunidade de Anã, região do rio Arapiuns. Vai ser a primeira vez que ele desce o Amazonas rumo a capital do estado. Segundo ele, dias de dedicação e muito treino foram essenciais para que os 970 quilômetros sejam vencidos a tempo. A previsão de chegada dos canoístas á Belém é para o dia 06 de maio.
A idéia de descer o rio Amazonas rumo a Belém foi do canoísta Evaldo Malato, professor de Educação Física que já viajou grande parte do país. "Iremos fazer dessa expedição uma das mais famosas do país e ao longo de anos, convidaremos mais atletas para participar. Vamos exaltar a nossa Amazônia", entusiasmado, Malato despediu-se de Santarém. Na bagagem leva apenas alguns litros de água, e uma alimentação balanceada com cereais e comidas leves e um microssystem para acompanhar as notícias do Pará.
Para Ivaldo Rostand, o único canoísta que já desceu o trecho, a experiência de apresentar as belezas naturais da nossa região aos novos desbravadores será maravilhosa. "Será a segunda vez que irei descer o Amazonas, mas tenho a responsabilidade de guiá-los e levá-los em paz até Belém. Contudo, tenho certeza que vai ser tranqüilo, sem problemas", falou o canoísta, nascido na comunidade de Uricurituba e que há mais de 17 anos se dedica ao remo. "É um prazer viajar e fazer o que gosto. Minha vida sempre esteve ligada ao rio, a pesca e aventura", destacou.
Por sua vez, o esportista José Coelho, que já participou de competições importantíssimas como o Para-Panamericano, no Rio de Janeiro, a descida do Amazonas é a realização de um sonho e mais uma prova de superação. "Não há fronteira a ser vencida pelo deficiente, a não ser o preconceito. Quem quiser desbravar o mundo pode vir", contou.
Enquanto os canoístas se despediam de Santarém, as esposas pediam apoio das empresas da região afim de que pudessem ajudar a sanar as despesas da viagem. "É complicado a gente ver os nossos maridos em busca de um sonho, que visa chamar atenção da população da necessidade de preservar a nossa Amazônia e divulgar suas belezas naturais para o mundo, sem que ter apoio. Eles só foram porque a Associação dos Canoístas de Belém arcará com as despesas, caso contrario, ficariam em Santarém", disse a professora de canoagem Vanderléia Castro esposa de um dos canoístas, acrescentando que os empresários infelizmente fecham as portas quando se trata de patrocínio. "Nós já cansamos de ir atrás. Eles não estão a fim de cumprir o papel social de ajudar o esporte", lamentou Vanderléia.
Contudo, o último dia em terra firme foi só alegria e muita expectativa. O caçula da viagem é o canoísta Jaime Godinho, oriundo da comunidade de Anã, região do rio Arapiuns. Vai ser a primeira vez que ele desce o Amazonas rumo a capital do estado. Segundo ele, dias de dedicação e muito treino foram essenciais para que os 970 quilômetros sejam vencidos a tempo. A previsão de chegada dos canoístas á Belém é para o dia 06 de maio.
PROFESSORES AMEAÇAM PARALISAR CASO GRATIFICAÇÕES NÃO SEJAM PAGAS
Alessandra Branches
Repórter
Os professores da rede estadual de educação que trabalham no ensino modular estão insatisfeitos com o corte nas gratificações referentes ao deslocamento para a região do interior e por isso ameaçam paralisar as atividades. Uma série de reivindicações foi feita a fim de que as gratificações cortadas voltem a ser oferecidas a classe, além de melhores condições de trabalho.
"Nós ouvimos os professores e estamos cientes dos problemas enfrentados pela classe que passam por situações constrangedoras depois que o governo do estado e o município em 2003 quebraram contrato, que por sua vez garantia aos profissionais casa e até uma servente que tomava conta do lar e fazia almoço para o professor. Hoje, a comunidade é que se dispõe a oferecer um local para o professor morar e trabalhar. É complicado", reconheceu a coordenadora do ensino modular da 5 URE, Maria das Graças Ninos.
Trabalham no ensino modular cerca de 115 professores que em sistema de rotatividade atuam em 48 comunidades do interior de Santarém, Belterra e Aveiro. As disciplinas são as mais variadas como português, matemática, biologia. Contudo, matérias como artes, geografia e história e química são as mais difíceis de encontrar profissionais para trabalhar. "As instituições de ensino superior oferecem poucos cursos nessas áreas e por isso, grande parte da mão-de-obra fica em Santarém para abastecer as escolas daqui, e as demais, no interior, ficam sem cobertura" disse Graça.
Devido esses problemas, os professores convivem agora com a evasão escolar. "Tem professor desestimulado. Algumas classes têm menos de 10 alunos por dia. Eles alegam que falta transporte para chegar até a escola. As comunidades pólos, onde o ensino modular é implantado é distante da demais comunidades, fazendo com os alunos tenham um esforço tremendo para chegar até o local onde as aulas serão ministradas. Quem perde o transporte ( barco, bajara, ônibus), não vai para aula. A distancia é muito grande", revela Graça.
Repórter
Os professores da rede estadual de educação que trabalham no ensino modular estão insatisfeitos com o corte nas gratificações referentes ao deslocamento para a região do interior e por isso ameaçam paralisar as atividades. Uma série de reivindicações foi feita a fim de que as gratificações cortadas voltem a ser oferecidas a classe, além de melhores condições de trabalho.
"Nós ouvimos os professores e estamos cientes dos problemas enfrentados pela classe que passam por situações constrangedoras depois que o governo do estado e o município em 2003 quebraram contrato, que por sua vez garantia aos profissionais casa e até uma servente que tomava conta do lar e fazia almoço para o professor. Hoje, a comunidade é que se dispõe a oferecer um local para o professor morar e trabalhar. É complicado", reconheceu a coordenadora do ensino modular da 5 URE, Maria das Graças Ninos.
Trabalham no ensino modular cerca de 115 professores que em sistema de rotatividade atuam em 48 comunidades do interior de Santarém, Belterra e Aveiro. As disciplinas são as mais variadas como português, matemática, biologia. Contudo, matérias como artes, geografia e história e química são as mais difíceis de encontrar profissionais para trabalhar. "As instituições de ensino superior oferecem poucos cursos nessas áreas e por isso, grande parte da mão-de-obra fica em Santarém para abastecer as escolas daqui, e as demais, no interior, ficam sem cobertura" disse Graça.
Devido esses problemas, os professores convivem agora com a evasão escolar. "Tem professor desestimulado. Algumas classes têm menos de 10 alunos por dia. Eles alegam que falta transporte para chegar até a escola. As comunidades pólos, onde o ensino modular é implantado é distante da demais comunidades, fazendo com os alunos tenham um esforço tremendo para chegar até o local onde as aulas serão ministradas. Quem perde o transporte ( barco, bajara, ônibus), não vai para aula. A distancia é muito grande", revela Graça.
Lobão diz a Jader que Lívio não emplaca na Eletronorte
Espaço Aberto
Agora não há mais volta – se é que em algum momento teve ida.Lívio Assis não será mais presidente da Eletronorte, cargo para o qual foi escolhido no início de fevereiro, sem ter assumido até agora. E nem vai assumir.
O deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB e padrinho da indicação de Lívio para a direção da estatal, já foi informado pelo próprio ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, de que é melhor arranjar outro nome, porque Lívio não vai emplacar mesmo.
A resistência tem nome sobrenome e cargo definido no coração do poder do governo Lula: Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, mãe do PAC, capitã do time – dizem também que madrinha de dossiê - e candidata in pectore do presidente Lula à sua sucessão em 2010. Poder maior que o dela, só o do próprio Lula.
Definida a rejeição a Lívio, ficam no ar duas perguntas que não querem calar: a primeira é quem matou JFK (esta não inteiramente respondida até hoje); a segunda é: e como fica a nomeação de Luiziel Guedes para o Detran, acompanhado de alguns parentes seus, conforme atos publicados no Diário Oficial do Estado?
Como fica?
Agora não há mais volta – se é que em algum momento teve ida.Lívio Assis não será mais presidente da Eletronorte, cargo para o qual foi escolhido no início de fevereiro, sem ter assumido até agora. E nem vai assumir.
O deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB e padrinho da indicação de Lívio para a direção da estatal, já foi informado pelo próprio ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, de que é melhor arranjar outro nome, porque Lívio não vai emplacar mesmo.
A resistência tem nome sobrenome e cargo definido no coração do poder do governo Lula: Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, mãe do PAC, capitã do time – dizem também que madrinha de dossiê - e candidata in pectore do presidente Lula à sua sucessão em 2010. Poder maior que o dela, só o do próprio Lula.
Definida a rejeição a Lívio, ficam no ar duas perguntas que não querem calar: a primeira é quem matou JFK (esta não inteiramente respondida até hoje); a segunda é: e como fica a nomeação de Luiziel Guedes para o Detran, acompanhado de alguns parentes seus, conforme atos publicados no Diário Oficial do Estado?
Como fica?
Denúncia de bispo sobre prostituição nos rios já foi feita por O Estado do Tapajós em 2006

Gisele de Freitas
Repórter
A denúncia feita esta semana pelo Bispo do Marajó Dom José Luis Azcona, de que meninas e meninos se prostituem em balsas ao longo do rio Amazonas em troca de comida já havia sido publicada por O Estado do Tapajós em novembro de 2006. A matéria veiculada na época revela que além de comida a prostituição ocorre em troca de óleo diesel, produto de valor para as comunidades ribeirinhas, onde vive a maior parte das crianças e adolescentes exploradas sexualmente. Muitas destas balsas saem de Santarém com destino a outras localidades.
O bispo denunciou que jovens entre 12 e 16 anos aproveitam o percurso das embarcações e trocam sexo por comida.O bispo citou as cidades de Breves, Portel e Melgaço como os principais pontos da prostituição infantil e acusou as autoridades paraenses de total omissão. Para Azcona, após denúncias em 2006 alguns órgãos estaduais estiveram no local para fazer investigação, mas o caso caiu novamente em esquecimento. Ele também denunciou o tráfico de mulheres do Marajó para outros países, principalmente Guiana Francesa. O bispo citou um caso em que 178 mulheres foram levadas do país como escravas, destas 52 eram de Breves, sendo que alguns traficantes foram presos e libertos pouco tempo depois por seis advogados. Para ele, a impunidade dos traficantes é o grande motivador dos abusos humanos.
No ano de 2006 a denúncia era de que meninas e mulheres trocavam algumas horas de sexo com caminhoneiros e operadores de balsas por óleo diesel, que é usado como dinheiro. Na época, um caminhoneiro decidiu contar à reportagem de O Estado do Tapajós como funciona o esquema de prostituição que envolve menores nas balsas que transportam cargas e veículos no rio Amazonas, relatando como alguns moradores das regiões ribeirinhas levam as próprias filhas e mulheres para se prostituírem nas balsas.
O caminheiro, que nesta reportagem teve o nome fictício de João, para ter sua identidade resguardada, disse que fez várias viagens de balsa pelo rio Amazonas, no trajeto Santarém-Belém e Belém-Santarém e que presenciou cenas de prostituição infantil. "Isso é tão comum nas balsas que as pessoas nem ligam mais, tratam com naturalidade", revela o motorista confirmando que na maioria dos casos algumas horas de sexo valem poucos litros de óleo diesel.
A prostituição acontece muitas vezes quando as balsas param nos portos das cidades ribeirinhas entre Santarém e Belém, principalmente em Porto de Moz, depois de da foz do rio Xingu. O caminhoneiro relatou que na maioria das vezes a prostituição ocorre em plena viagem, no meio do rio. As mulheres seriam levadas até as balsas por pequenas embarcações que permanecem atracadas enquanto a prostituição ocorre. O motorista revelou que as meninas descem chegam às balsas se oferecendo em troca de óleo diesel, usado nas embarcações, motores de energia e também trocado por comida. Uma hora com uma mulher custava entre 20 e 30 litros de óleo. "Muitos caminhoneiros retiram o óleo do próprio caminhão para pagarem pelo sexo" revelou.
João lembrou um caso de que o marido levou a esposa na balsa e ficou esperando no barco enquanto a mesma estava com os homens, quando o serviço terminou, ambos saíram felizes com a quantidade de óleo que haviam conseguido. Ele contou que havia casos dos pais levando as filhas, muitas delas menores de idade. "Eu não perguntei a idade, mas dava para ver pelo rosto" relatou o caminhoneiro que garantiu nunca ter ficado com nenhuma mulher nas balsas.
POBREZA - A extrema pobreza em que vive a população ribeirinha da região é o principal motivo que leva à prostituição. As cidades localizadas as margens do Amazonas não contam com muitas oportunidades. Os moradores vivem basicamente da pesca e extrativismo. Nas comunidades rurais o problema é ainda maior em função do isolamento e total falta de condições básicas em que vivem os ribeirinhos. A falta de fiscalização também contribui com o trabalho de pessoas que vivem como agenciadores de menores. O caminhoneiro conta que já viu casos de meninas que fugiram de casa pegando carona nas balsas.
Repórter
A denúncia feita esta semana pelo Bispo do Marajó Dom José Luis Azcona, de que meninas e meninos se prostituem em balsas ao longo do rio Amazonas em troca de comida já havia sido publicada por O Estado do Tapajós em novembro de 2006. A matéria veiculada na época revela que além de comida a prostituição ocorre em troca de óleo diesel, produto de valor para as comunidades ribeirinhas, onde vive a maior parte das crianças e adolescentes exploradas sexualmente. Muitas destas balsas saem de Santarém com destino a outras localidades.
O bispo denunciou que jovens entre 12 e 16 anos aproveitam o percurso das embarcações e trocam sexo por comida.O bispo citou as cidades de Breves, Portel e Melgaço como os principais pontos da prostituição infantil e acusou as autoridades paraenses de total omissão. Para Azcona, após denúncias em 2006 alguns órgãos estaduais estiveram no local para fazer investigação, mas o caso caiu novamente em esquecimento. Ele também denunciou o tráfico de mulheres do Marajó para outros países, principalmente Guiana Francesa. O bispo citou um caso em que 178 mulheres foram levadas do país como escravas, destas 52 eram de Breves, sendo que alguns traficantes foram presos e libertos pouco tempo depois por seis advogados. Para ele, a impunidade dos traficantes é o grande motivador dos abusos humanos.
No ano de 2006 a denúncia era de que meninas e mulheres trocavam algumas horas de sexo com caminhoneiros e operadores de balsas por óleo diesel, que é usado como dinheiro. Na época, um caminhoneiro decidiu contar à reportagem de O Estado do Tapajós como funciona o esquema de prostituição que envolve menores nas balsas que transportam cargas e veículos no rio Amazonas, relatando como alguns moradores das regiões ribeirinhas levam as próprias filhas e mulheres para se prostituírem nas balsas.
O caminheiro, que nesta reportagem teve o nome fictício de João, para ter sua identidade resguardada, disse que fez várias viagens de balsa pelo rio Amazonas, no trajeto Santarém-Belém e Belém-Santarém e que presenciou cenas de prostituição infantil. "Isso é tão comum nas balsas que as pessoas nem ligam mais, tratam com naturalidade", revela o motorista confirmando que na maioria dos casos algumas horas de sexo valem poucos litros de óleo diesel.
A prostituição acontece muitas vezes quando as balsas param nos portos das cidades ribeirinhas entre Santarém e Belém, principalmente em Porto de Moz, depois de da foz do rio Xingu. O caminhoneiro relatou que na maioria das vezes a prostituição ocorre em plena viagem, no meio do rio. As mulheres seriam levadas até as balsas por pequenas embarcações que permanecem atracadas enquanto a prostituição ocorre. O motorista revelou que as meninas descem chegam às balsas se oferecendo em troca de óleo diesel, usado nas embarcações, motores de energia e também trocado por comida. Uma hora com uma mulher custava entre 20 e 30 litros de óleo. "Muitos caminhoneiros retiram o óleo do próprio caminhão para pagarem pelo sexo" revelou.
João lembrou um caso de que o marido levou a esposa na balsa e ficou esperando no barco enquanto a mesma estava com os homens, quando o serviço terminou, ambos saíram felizes com a quantidade de óleo que haviam conseguido. Ele contou que havia casos dos pais levando as filhas, muitas delas menores de idade. "Eu não perguntei a idade, mas dava para ver pelo rosto" relatou o caminhoneiro que garantiu nunca ter ficado com nenhuma mulher nas balsas.
POBREZA - A extrema pobreza em que vive a população ribeirinha da região é o principal motivo que leva à prostituição. As cidades localizadas as margens do Amazonas não contam com muitas oportunidades. Os moradores vivem basicamente da pesca e extrativismo. Nas comunidades rurais o problema é ainda maior em função do isolamento e total falta de condições básicas em que vivem os ribeirinhos. A falta de fiscalização também contribui com o trabalho de pessoas que vivem como agenciadores de menores. O caminhoneiro conta que já viu casos de meninas que fugiram de casa pegando carona nas balsas.
(Foto: Cadu Gomes/Correio Braziliense)
Sespa criticada por diretor do CIAP
Na entrevista coletiva que concedeu hoje de manhã para confirmar 'furo' deste site sobre a concessão de liminar da desembargadora Marneide Merabeth, que anulou o distrato feito pela Sespa com o Centro Integrado de Aperfeiçoamento Profisisonal(CIAP), o diretor Anderson Marcelo não poupou de algumas alfinetadas a secretária estadaual de saúde Laura Rosseti.
Ele afirmou que a suspensão unilateral do contrato do CIAP, que administrava hospital regional desde setembro do ano passado, foi tomada porque a titular da Sespa 'é mal assessorada'.
O contrato entre a Sespa e o CIAP se encerra dia 7 de junho de 2008.
Ele afirmou que a suspensão unilateral do contrato do CIAP, que administrava hospital regional desde setembro do ano passado, foi tomada porque a titular da Sespa 'é mal assessorada'.
O contrato entre a Sespa e o CIAP se encerra dia 7 de junho de 2008.
O caso IPMS
Sábado, o jornal O Estado doTapajós publica reportagem completa sobre as verdades e mentiras que cercam a denúncia feita pela procuradoria do município de 'desvio' de dinheiro do IPMS durante a adminstração do ex-prefeito Lira Maia.
No último dia 15, a juíza Betânia Meireles, da vara da fazenda pública determinou, em despacho liminar, o bloqueio de bens do ex-prefeito até o julgamento final da ação. Nessa mesma decisão, a magistrada negou o pedido de bloqueio dos bens do ex-presidente do IPMS José Maria Lima que se antecipou à citação e já apresentou sua contestação, o que não ocorreu com Lira Maia, que ainda não foi citado do teor da ação.
No último dia 15, a juíza Betânia Meireles, da vara da fazenda pública determinou, em despacho liminar, o bloqueio de bens do ex-prefeito até o julgamento final da ação. Nessa mesma decisão, a magistrada negou o pedido de bloqueio dos bens do ex-presidente do IPMS José Maria Lima que se antecipou à citação e já apresentou sua contestação, o que não ocorreu com Lira Maia, que ainda não foi citado do teor da ação.
Assembléia autoriza financiamento para obras do PAC
Os deputados estaduais aprovaram ontem a redação final do projeto do Poder Executivo que autoriza o Estado a contratar financiamento com a caixa Econômica Federal, no valor de R$ 200 milhões. O dinheiro será destinado à complementação de obras de habitação e saneamento previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.
Castanhal marca o início da exportação brasileira de juta
Sacos para grãos, tecidos para embalagens, fios para confecções e agora sacolinhas para biquínis e lingerie. O primeiro contrato de exportação de juta para a Europa foi celebrado na semana passada entre executivos da Companhia Têxtil Castanhal, do Pará, e uma rede italiana de moda íntima interessada em 'salvar a Amazônia'.
Plantada na beira do rio Amazonas, a fibra já chegou a Milão, na primeira de 500 lojas da marca Yamamay espalhadas pela Itália. Até esta sexta-feira, todas as unidades disponibilizarão a novidade. Cada peça vendida será embalada na sacola de juta, que substituiu o plástico, e reverterá U$ 1 para o Fundo Amazonas de Sustentabilidade, projeto do governo do Amazonas.
'É um grande incentivo para para os produtores', disse ao Valor Oscar Borges, presidente da Castanhal, que viajou a Milão na semana passada acompanhado pelo governador amazonense, Eduardo Braga (PMDB), para presenciar o lançamento de 200 mil sacolas. É a primeira exportação de juta do Brasil, acostumado a importar a matéria-prima para a confecção de tapetes. O principal concorrente é Bangladesh, onde a cultura é vista como carro-chefe da economia.
Empresa familiar, criada há 42 anos, a Castanhal responde por 72% do mercado nacional de juta. Os outros dois fabricantes do país - Cata, no Pará, e Jutal, em Manaus - ficam com restante do mercado. Segundo Borges, a maioria da juta processada (75%) é destinada à confecção de sacos para armazenagem de café, cacau, algodão, batata e pimenta. 'Conseguimos atender à demanda total do mercado interno de sacaria', diz ele. 'E isso é importante para impedir que Bangladesh entre no país'.
Ele fala com razão: com uma população gigantesca envolvida na atividade e salários irrisórios, Bangladesh produz hoje cerca de 800 mil toneladas de juta por ano. Metade disso é exportado. No Brasil ocorre o oposto. Falta mão-de-obra para a cultura, confinada ao Amazonas e ao Pará, e a produção anual gira em torno de 20 mil toneladas. 'Representamos só 1% da produção mundial', afirma Borges. 'A Índia é o maior produtor', lembra ele, 'com 1,2 milhão de toneladas por ano, mas eles usam tudo para o consumo interno'.
A falta de produtores brasileiros pode ser entendida pelo isolamento natural do Amazonas, o maior produtor do país e menos habitado pela força da floresta. A juta cresce nas águas das calhas do rio, em cidades ribeirinhas como Manacapuru e Itacoatiara. Suas sementes são plantadas no lodo deixado pelo período da vazante - a baixa do rio - e são cortadas na cheia, quase seis meses depois. Para um olhar desavisado, podem parecer apenas varetas fincadas na água. Mas é dentro do caule fino que está a fibra, que depois de seca ao sol vai para a fábrica ser transformada em sacos e afins.
O sobe-e-desde de vários metros das águas do Amazonas inviabilizam outras culturas no Estado, explica Borges. Por isso, a juta é tão importante para os amazonenses. Só neste Estado, a fibra serve de fonte de renda para 15 mil famílias de ribeirinhos, ajudando a fixar o homem no campo e impedindo o êxodo para centros urbanos.
Para encorajar os produtores, o governo local oferece desde 2004 um subsídio ao produtor de R$ 0,20 por quilo sobre os R$ 1,15 pagos pela Castanhal (o piso da matéria-prima é de R$ 1,00). A estratégia do governador Eduardo Braga, em seu segundo mandato, parece estar surtindo efeito. A produção e área plantada com juta no Amazonas dobraram no ano seguinte. Apesar dos esforços, Borges acredita que o Brasil não tem como competir com a Ásia no setor. 'A juta é uma atividade artesanal, precisa de gente cuidando dela para que a sua qualidade seja melhor. Com 100 mil pessoas no Amazonas e 70 milhões em Bangladesh, há como competir', afirma. O jeito é confiar no apelo ambiental. 'A juta é plantada na calha do rio, não desmata', diz o presidente da Castanhal.
A empresa faturou R$ 53 milhões em 2007. 'Se a Yamamay tivesse comprado as sacolas da Índia o preço seria bem inferior em virtude da mão-de-obra barata. Mas ela fez questão da juta brasileira graças ao que representa para a preservação da Amazônia'.
(Fonte: Valor Econômico)
Plantada na beira do rio Amazonas, a fibra já chegou a Milão, na primeira de 500 lojas da marca Yamamay espalhadas pela Itália. Até esta sexta-feira, todas as unidades disponibilizarão a novidade. Cada peça vendida será embalada na sacola de juta, que substituiu o plástico, e reverterá U$ 1 para o Fundo Amazonas de Sustentabilidade, projeto do governo do Amazonas.
'É um grande incentivo para para os produtores', disse ao Valor Oscar Borges, presidente da Castanhal, que viajou a Milão na semana passada acompanhado pelo governador amazonense, Eduardo Braga (PMDB), para presenciar o lançamento de 200 mil sacolas. É a primeira exportação de juta do Brasil, acostumado a importar a matéria-prima para a confecção de tapetes. O principal concorrente é Bangladesh, onde a cultura é vista como carro-chefe da economia.
Empresa familiar, criada há 42 anos, a Castanhal responde por 72% do mercado nacional de juta. Os outros dois fabricantes do país - Cata, no Pará, e Jutal, em Manaus - ficam com restante do mercado. Segundo Borges, a maioria da juta processada (75%) é destinada à confecção de sacos para armazenagem de café, cacau, algodão, batata e pimenta. 'Conseguimos atender à demanda total do mercado interno de sacaria', diz ele. 'E isso é importante para impedir que Bangladesh entre no país'.
Ele fala com razão: com uma população gigantesca envolvida na atividade e salários irrisórios, Bangladesh produz hoje cerca de 800 mil toneladas de juta por ano. Metade disso é exportado. No Brasil ocorre o oposto. Falta mão-de-obra para a cultura, confinada ao Amazonas e ao Pará, e a produção anual gira em torno de 20 mil toneladas. 'Representamos só 1% da produção mundial', afirma Borges. 'A Índia é o maior produtor', lembra ele, 'com 1,2 milhão de toneladas por ano, mas eles usam tudo para o consumo interno'.
A falta de produtores brasileiros pode ser entendida pelo isolamento natural do Amazonas, o maior produtor do país e menos habitado pela força da floresta. A juta cresce nas águas das calhas do rio, em cidades ribeirinhas como Manacapuru e Itacoatiara. Suas sementes são plantadas no lodo deixado pelo período da vazante - a baixa do rio - e são cortadas na cheia, quase seis meses depois. Para um olhar desavisado, podem parecer apenas varetas fincadas na água. Mas é dentro do caule fino que está a fibra, que depois de seca ao sol vai para a fábrica ser transformada em sacos e afins.
O sobe-e-desde de vários metros das águas do Amazonas inviabilizam outras culturas no Estado, explica Borges. Por isso, a juta é tão importante para os amazonenses. Só neste Estado, a fibra serve de fonte de renda para 15 mil famílias de ribeirinhos, ajudando a fixar o homem no campo e impedindo o êxodo para centros urbanos.
Para encorajar os produtores, o governo local oferece desde 2004 um subsídio ao produtor de R$ 0,20 por quilo sobre os R$ 1,15 pagos pela Castanhal (o piso da matéria-prima é de R$ 1,00). A estratégia do governador Eduardo Braga, em seu segundo mandato, parece estar surtindo efeito. A produção e área plantada com juta no Amazonas dobraram no ano seguinte. Apesar dos esforços, Borges acredita que o Brasil não tem como competir com a Ásia no setor. 'A juta é uma atividade artesanal, precisa de gente cuidando dela para que a sua qualidade seja melhor. Com 100 mil pessoas no Amazonas e 70 milhões em Bangladesh, há como competir', afirma. O jeito é confiar no apelo ambiental. 'A juta é plantada na calha do rio, não desmata', diz o presidente da Castanhal.
A empresa faturou R$ 53 milhões em 2007. 'Se a Yamamay tivesse comprado as sacolas da Índia o preço seria bem inferior em virtude da mão-de-obra barata. Mas ela fez questão da juta brasileira graças ao que representa para a preservação da Amazônia'.
(Fonte: Valor Econômico)
Trabalho de Lúcio Flávio Pinto atrai mais atenção fora da Amazônia
O trabalho do jornalista e sociólogo Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós, atrai mais atenção fora da Amazônia.
É o que afirma o jornalista Manuel Dutra, em artigo publicado no site Pará Negócios.
Clique aqui para ler a íntegra do artigo.
É o que afirma o jornalista Manuel Dutra, em artigo publicado no site Pará Negócios.
Clique aqui para ler a íntegra do artigo.
Adesão ao ProUni começa hoje
Começa hoje o período de adesão das instituições de educação superior particulares ao Programa Universidade para Todos (ProUni). O prazo, que se encerra no dia 9 de maio, é válido também para as instituições que já participam do programa a preencherem o termo aditivo. As instituições interessadas em participar do ProUni precisam informar ao Ministério da Educação o tipo de bolsas de estudo que desejam oferecer aos estudantes de baixa renda - integral ou parcial - em cursos de graduação e seqüenciais de formação específica. Também é possível oferecer bolsas complementares.
A Portaria Normativa nº 1, de 31 de março deste ano, prevê bolsas de 25% no âmbito do ProUni. Assim, 75% da mensalidade será garantida pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Tanto a adesão quanto o recadastramento fazem parte do processo seletivo do ProUni para o segundo semestre deste ano.
Somente após esse processo, o MEC poderá registrar o número de bolsas oferecido. O prazo de adesão foi estabelecido pela Portaria nº 478, publicada ontem no Diário Oficial da União.
(Diário do Pará)
A Portaria Normativa nº 1, de 31 de março deste ano, prevê bolsas de 25% no âmbito do ProUni. Assim, 75% da mensalidade será garantida pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Tanto a adesão quanto o recadastramento fazem parte do processo seletivo do ProUni para o segundo semestre deste ano.
Somente após esse processo, o MEC poderá registrar o número de bolsas oferecido. O prazo de adesão foi estabelecido pela Portaria nº 478, publicada ontem no Diário Oficial da União.
(Diário do Pará)
Maria do Carmo reprovada pelo Sebrae
No Repórter Diário, hoje:
"O prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, foi o único representante do Pará entre os finalistas da categoria Região Norte no prêmio “Prefeito Empreendedor”, concedido pelo Sebrae. Na categoria “Compras Governamentais”, o prefeito de Paragominas, Adnan Demachkl, foi finalista."
Cadê o nome da prefeita de Santarém Maria do Carmo entre os agraciados?
"O prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, foi o único representante do Pará entre os finalistas da categoria Região Norte no prêmio “Prefeito Empreendedor”, concedido pelo Sebrae. Na categoria “Compras Governamentais”, o prefeito de Paragominas, Adnan Demachkl, foi finalista."
Cadê o nome da prefeita de Santarém Maria do Carmo entre os agraciados?
Show marca 35 anos do Iate Clube
Amanhã, dia 18, o Itate Clube apresenta show de Jana Figarella e Mundo Mambo, como parte dos festejos dos 35 anos de fundação do clube da vela de Santarém.
Hospital quase parando
A direção do Hospital Regional do Baixo-Amazonas soube por este site que o CIAP obteve liminar - notícia exclusiva - que anula o distrato feito pela Sespa com a Oscip que administra aquele estabelecimento de saúde.
Ontem à noite, o hospital mais parecia um deserto.
Ontem à noite, o hospital mais parecia um deserto.
Excomungados
Aldenor Junior, do Página Crítica:
Portas trancadas
Morreu no nascedouro a articulação que iria colocar hoje [ontem, 15], frente a frente, a governadora Ana Júlia e uma comissão de bispos da CNBB. A iniciativa foi da própria Casa Civil e, a princípio, recebeu o sinal positivo da Igreja. Seria o espaço para serenar os ânimos após as fortes denúncias de desrespeito aos direitos humanos formuladas pelo bispo do Marajó, Dom José Maria Azcona.
A razão do fracasso foi o veto da governadora à presença de Dom José, a quem acusa de não ter feito críticas à situação do Estado nos governos anteriores.A resposta da CNBB foi imediata: sem a presença do bispo do Marajó nenhum outro bispo se dispunha a atravessar a soleira do Palácio dos Despachos.
Definitivamente, nunca esteve mais azedo o clima entre o governo do PT e a alta hierarquia católica no Pará.
Portas trancadas
Morreu no nascedouro a articulação que iria colocar hoje [ontem, 15], frente a frente, a governadora Ana Júlia e uma comissão de bispos da CNBB. A iniciativa foi da própria Casa Civil e, a princípio, recebeu o sinal positivo da Igreja. Seria o espaço para serenar os ânimos após as fortes denúncias de desrespeito aos direitos humanos formuladas pelo bispo do Marajó, Dom José Maria Azcona.
A razão do fracasso foi o veto da governadora à presença de Dom José, a quem acusa de não ter feito críticas à situação do Estado nos governos anteriores.A resposta da CNBB foi imediata: sem a presença do bispo do Marajó nenhum outro bispo se dispunha a atravessar a soleira do Palácio dos Despachos.
Definitivamente, nunca esteve mais azedo o clima entre o governo do PT e a alta hierarquia católica no Pará.
Fora do ar
Este site não pôde ser atualizado nas primeiras horas da manhã de hoje por causa do péssimo serviço de internet oferecido pela Netsan.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Mega Sena acumulada vai pagar R$ 13 milhões
A Mega Sena deve pagar R$ 13 milhões ao vencedor do próximo concurso no dia 19 de abril, já que ninguém ganhou o prêmio no sorteio desta quarta-feira (16).
As dezenas sorteadas desta quarta são: 02, 04, 16, 21, 36 e 53.
O sorteio foi realizado em São Paulo (SP).
As dezenas sorteadas desta quarta são: 02, 04, 16, 21, 36 e 53.
O sorteio foi realizado em São Paulo (SP).
DNIT renova promessas sobre pavimentação de rodovias
O diretor-geral do DNIT Luiz Antônio Pagot recebeu hoje, em Brasília, uma comitiva de prefeitos da AMUT para tratar sobre o afastamento das rodovias Br-163 e Br-230.
Acompanharam os prefeitos da região da Santarém-Cuiabá e Transamazônica os senadores Flexa Ribeiro e Mario Couto, os deputados federais Lúcio Vale, Lira Maia e Paulo Rocha e os deputados estaduais Carlos Martins, José Megale e Alexandre Von.
À comitiva Luiz Pagot informou que a pavimentação da Br-163 será dividida em dez sub-trechos e que as obras começarão assim que terminar o 'inverno amazônico".
Os prefeitos denunciaram que este ano o DNIT não providenciou os serviços de conservação da Br-163 no trecho entre Novo Progresso e Trairão.
Acompanharam os prefeitos da região da Santarém-Cuiabá e Transamazônica os senadores Flexa Ribeiro e Mario Couto, os deputados federais Lúcio Vale, Lira Maia e Paulo Rocha e os deputados estaduais Carlos Martins, José Megale e Alexandre Von.
À comitiva Luiz Pagot informou que a pavimentação da Br-163 será dividida em dez sub-trechos e que as obras começarão assim que terminar o 'inverno amazônico".
Os prefeitos denunciaram que este ano o DNIT não providenciou os serviços de conservação da Br-163 no trecho entre Novo Progresso e Trairão.
Senadores e deputados visitam municípios madeireiros
A Subcomissão Temporária para acompanhar a Crise Ambiental na Amazônia e a Comissão Temporária Externa de "Risco Ambiental" será recebida, amanhã(17), na Assembléia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), auditório João Batista, às 9 horas, antes de seguir viagem à Tailândia - nordeste paraense, Paragominas - no sudeste do Estado, e Breves, na Ilha do Marajó.
A proposta de criação da subcomissão para aprofundar os debates sobre as áreas desmatadas da Amazônia, além do recadastramento fundiário, obrigatório, dos imóveis rurais dos municípios desmatadores e, ainda a aquisição de terras por estrangeiros foi uma iniciativa do senador Flexa Ribeiro (PSDB/Pa).
Da subcomissão faz parte, ainda, o deputado federal Lira Maia(DEM/Pa), representante da subcomissão da Amazônia da Câmara dos Deputados.
A proposta de criação da subcomissão para aprofundar os debates sobre as áreas desmatadas da Amazônia, além do recadastramento fundiário, obrigatório, dos imóveis rurais dos municípios desmatadores e, ainda a aquisição de terras por estrangeiros foi uma iniciativa do senador Flexa Ribeiro (PSDB/Pa).
Da subcomissão faz parte, ainda, o deputado federal Lira Maia(DEM/Pa), representante da subcomissão da Amazônia da Câmara dos Deputados.
Carlos Martins acompanha marcha dos prefeitos a Brasília
O líder do PT na Assembléia Legislativa, deputado Carlos Martins, acompanha os prefeitos paraenses na XI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Na pauta das reivindicações os prefeitos cobram urgência na regulamentação do Pacto Federativo Nacional, com ênfase para os municípios.
Os prefeitos propõem a formação de um formação de um grupo de trabalho interfederativo para a elaboração de propostas de regulamentação do artigo 23 da Constituição, com o objetivo de fixar as normas de cooperação entre União, Estados e municípios no cumprimento das competências comuns, como educação, saúde, meio ambiente, assistência social, entre outros pontos.
Na pauta das reivindicações os prefeitos cobram urgência na regulamentação do Pacto Federativo Nacional, com ênfase para os municípios.
Os prefeitos propõem a formação de um formação de um grupo de trabalho interfederativo para a elaboração de propostas de regulamentação do artigo 23 da Constituição, com o objetivo de fixar as normas de cooperação entre União, Estados e municípios no cumprimento das competências comuns, como educação, saúde, meio ambiente, assistência social, entre outros pontos.
CIAP obtém liminar para continuar administrando hospital regional
O Centro Integrado de Administração do Paraná(CIAP) obteve na justiça uma liminar que permite que essa Organização Social Civil de Interesse Público(Oscip) continue a administrar o Hospital Regional do Baixo-Amazonas.
O distrato da Sespa com o CIAP foi anunciado pela secretária de saúde Laura Rosseti, na última sexta-feira. Foi anunciado naquela ocasião que o hospital regional seria administrado pela Organização Social (OS)Pró-Saúde.
A notícia da concessão da liminar ao CIAP foi repassada ao site ainda há pouco por um médico que foi contactado no início da tarde de hoje por um dos dirigentes dessa Oscip. Ele prometeu, ainda, pagar os salários atrasados dos médicos na próxima sexta-feira.
Hoje, às 18 horas, estava marcada uma reunião dos diretores da Pro-Saúde com os médicos do hospital regional.
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Atualização. 16h18. Foi cancelada a reunião dos diretores da Pro-Saúde com os médicos do hospital regional.
Atualização. 21h54. O nome correto da Oscip paranaense é Centro Integrado de Aperfeiçoamento Profissional(CIAP)
O distrato da Sespa com o CIAP foi anunciado pela secretária de saúde Laura Rosseti, na última sexta-feira. Foi anunciado naquela ocasião que o hospital regional seria administrado pela Organização Social (OS)Pró-Saúde.
A notícia da concessão da liminar ao CIAP foi repassada ao site ainda há pouco por um médico que foi contactado no início da tarde de hoje por um dos dirigentes dessa Oscip. Ele prometeu, ainda, pagar os salários atrasados dos médicos na próxima sexta-feira.
Hoje, às 18 horas, estava marcada uma reunião dos diretores da Pro-Saúde com os médicos do hospital regional.
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Atualização. 16h18. Foi cancelada a reunião dos diretores da Pro-Saúde com os médicos do hospital regional.
Atualização. 21h54. O nome correto da Oscip paranaense é Centro Integrado de Aperfeiçoamento Profissional(CIAP)
Juiz suspende atuação de empresas privadas nos estudos de Belo Monte
O juiz federal substituto Antonio Carlos Almeida Campelo, que responde pela Subseção Judiciária de Altamira, concedeu liminar suspendendo efeito de acordo que permitiria à Eletronorte atribuir a três empresas privadas os estudos de viabilidade da Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu.
O magistrado ressalta que “a administração pública deve pautar sua conduta como a de ‘mulher de César’: além de ser honesta, deve parecer honesta. A administração pública, ao contrário do administrador privado, não pode eleger contratantes ou parceiros comerciais ao seu alvedrio, por sua livre escolha. Deve dar ampla publicidade de seus atos e permitir que, dentre critérios estabelecidos em edital, qualquer empresa interessada participe do procedimento. São princípios comezinhos do Direito Administrativo.”
As empresas com os quais a Eletronorte assinou o contrato, através de um Acordo de Cooperação Técnica, são a Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A., a Construtora Andrade Gutierrez S/A. e a Construtora Norberto Odebrecht S/A.
O magistrado, conforme o teor de sua decisão, determinou o prazo improrrogável de cinco dias, a partir da intimação, para que as três empresas e a Eletronorte remetam à Justiça Federal de Altamira, “em caixas lacradas”, todo o material já produzido em decorrência do acordo de cooperação, “incluindo arquivos digitais em discos rígidos, CDs e quaisquer outros meios de registro físico de informações.”
Leia mais aqui.
O magistrado ressalta que “a administração pública deve pautar sua conduta como a de ‘mulher de César’: além de ser honesta, deve parecer honesta. A administração pública, ao contrário do administrador privado, não pode eleger contratantes ou parceiros comerciais ao seu alvedrio, por sua livre escolha. Deve dar ampla publicidade de seus atos e permitir que, dentre critérios estabelecidos em edital, qualquer empresa interessada participe do procedimento. São princípios comezinhos do Direito Administrativo.”
As empresas com os quais a Eletronorte assinou o contrato, através de um Acordo de Cooperação Técnica, são a Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A., a Construtora Andrade Gutierrez S/A. e a Construtora Norberto Odebrecht S/A.
O magistrado, conforme o teor de sua decisão, determinou o prazo improrrogável de cinco dias, a partir da intimação, para que as três empresas e a Eletronorte remetam à Justiça Federal de Altamira, “em caixas lacradas”, todo o material já produzido em decorrência do acordo de cooperação, “incluindo arquivos digitais em discos rígidos, CDs e quaisquer outros meios de registro físico de informações.”
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Apreendidos 200 kg de pirarucu fresco
Em operação realizada nesta manhã, fiscais do IBAMA em Santarém, no oeste do Pará, apreenderam aproximadamente 200 quilos de pirarucu (arapaima gigas) fresco, no Mercadão 2000, próximo ao prédio do órgão.
A equipe percorreu os boxes de comércio de pescados, encontrando mantas de Pirarucu em vários deles. As mantas estavam acondicionadas em isopores e sacos, escondidas debaixo de peixes de outras espécies que não estão no período do defeso.
O administrador do Mercadão 2000 será notificado pelos fiscais e deve comparecer ao IBAMA para prestar esclarecimentos e apresentar os nomes dos responsáveis pelos estabelecimentos onde o pescado irregular foi encontrado, para que os mesmos sejam autuados. Os pescados apreendidos foram doados para o 4º Grupamento de Bombeiros Militares, em Santarém.
(Fonte:Ibama)
A equipe percorreu os boxes de comércio de pescados, encontrando mantas de Pirarucu em vários deles. As mantas estavam acondicionadas em isopores e sacos, escondidas debaixo de peixes de outras espécies que não estão no período do defeso.
O administrador do Mercadão 2000 será notificado pelos fiscais e deve comparecer ao IBAMA para prestar esclarecimentos e apresentar os nomes dos responsáveis pelos estabelecimentos onde o pescado irregular foi encontrado, para que os mesmos sejam autuados. Os pescados apreendidos foram doados para o 4º Grupamento de Bombeiros Militares, em Santarém.
(Fonte:Ibama)
Manchetes desta quarta-feira de O Estado do Tapajós
RIO TAPAJÓS NÃO SOBE HÁ QUATRO DIAS
BISPO DO MARAJÓ DENUNCIA PROSTITUIÇÃO INFANTIL NOS RIOS
CANOÍSTAS SANTARENOS EM VIAGEM DE AVENTURA ATÉ BELÉM
VENDAS NO COMÉRCIO TÊM QUEDA DE 50%
MAIORIA DA POPULAÇÃO SENTE DORES NA COLUNA VERTEBRAL
FRENTE PARLAMENTAR PELO PLEBISCITO É APROVADA
LARVAS DO MOSQUITO SÃO ALVO DO ARRASTÃO CONTRA A DENGUE
BISPO DO MARAJÓ DENUNCIA PROSTITUIÇÃO INFANTIL NOS RIOS
CANOÍSTAS SANTARENOS EM VIAGEM DE AVENTURA ATÉ BELÉM
VENDAS NO COMÉRCIO TÊM QUEDA DE 50%
MAIORIA DA POPULAÇÃO SENTE DORES NA COLUNA VERTEBRAL
FRENTE PARLAMENTAR PELO PLEBISCITO É APROVADA
LARVAS DO MOSQUITO SÃO ALVO DO ARRASTÃO CONTRA A DENGUE
Decisão da Justiça determina fim do nepotismo
Não é em Santarém, onde quase toda a família da prefeita Maria do Carmo está pendurada na folha de pagamento da prefeitura.
Em Minas Gerais, o juiz Carlos Frederico Braga da Silva, da 3ª Vara Cível da Comarca de Passos, determinou a dispensa de todos os servidores não concursados e parentes de até terceiro grau de vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. Cabe recurso. A ação foi movida por cidadãos de Passos, por meio de ação popular, que solicitaram a declaração de inconstitucionalidade da prática de nepotismo e a anulação dos atos administrativos que nomearam os funcionários em comissão na Câmara e na Prefeitura Municipal, com base em resolução do CNJ aplicada no Poder Judiciário em âmbito nacional.
O juiz Carlos Frederico Braga da Silva ressaltou que a contratação de parentes e afins não é mais social e culturalmente aceita no Brasil e a Justiça não pode se divorciar da realidade e da construção do direito, pois "os fenômenos sociais dela fazem parte, revelam os seus efeitos e a informam", concluiu.
A Justiça condenou ainda que as pessoas exoneradas devolvam aos cofres públicos as remunerações referentes aos dias posteriores à publicação da sentença.
(Com informações do Última Instância)
Em Minas Gerais, o juiz Carlos Frederico Braga da Silva, da 3ª Vara Cível da Comarca de Passos, determinou a dispensa de todos os servidores não concursados e parentes de até terceiro grau de vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. Cabe recurso. A ação foi movida por cidadãos de Passos, por meio de ação popular, que solicitaram a declaração de inconstitucionalidade da prática de nepotismo e a anulação dos atos administrativos que nomearam os funcionários em comissão na Câmara e na Prefeitura Municipal, com base em resolução do CNJ aplicada no Poder Judiciário em âmbito nacional.
O juiz Carlos Frederico Braga da Silva ressaltou que a contratação de parentes e afins não é mais social e culturalmente aceita no Brasil e a Justiça não pode se divorciar da realidade e da construção do direito, pois "os fenômenos sociais dela fazem parte, revelam os seus efeitos e a informam", concluiu.
A Justiça condenou ainda que as pessoas exoneradas devolvam aos cofres públicos as remunerações referentes aos dias posteriores à publicação da sentença.
(Com informações do Última Instância)
BEC já beneficiou madeira apreendida sem motivo pela PF
O carregamento de madeira do Oitavo BEC apreendido sem motivo pela Polícia Federal, mas liberado pelo Ibama desde a quarta-feira passada(9), já foi totalmente beneficiado em uma serraria da cidade.
Transformada em peças resistentes, a madeira vai começar a ser enviada amanhã ao trecho da Br-163 que corta o igarapé Lux, onde a ponte avariada já começou a ser demontada.
Até sexta-feira, toda a madeira beneficiada já estará nos locais em que será utilizada para recuperação de pontes.
Transformada em peças resistentes, a madeira vai começar a ser enviada amanhã ao trecho da Br-163 que corta o igarapé Lux, onde a ponte avariada já começou a ser demontada.
Até sexta-feira, toda a madeira beneficiada já estará nos locais em que será utilizada para recuperação de pontes.
As ácidas críticas de Ana Júlia à Vale
Ronaldo Brasiliense
Ainda repercute nos bastidores do poder paraense e junto ao empresariado as ácidas críticas que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) fez à mineradora Vale durante a festa do vigésimo aniversário da Marko Engenharia.
Sem explicar suas razões para tanto azedume, Ana Júlia acusou a Vale de só destinar migalhas para o estado do Pará. Traçando um paralelo da Vale com a empresa aniversariante, Ana Júlia elogiou a Marko por reinvestir aqui no Pará seus lucros, o que não aconteceria com a maior mineradora de ferro do mundo. Também elogiou a Marko por contratar no Pará seus profissionais com curso superior.
Fontes ligadas ao palácio dos Despachos contam que os ataques de Ana Júlia à Vale ocorrem por conta de uma suposta pressão que a mineradora estaria fazendo em seus aliados no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios para que Ana Júlia usasse métodos mais, digamos assim, convincentes a fim de evitar ações de vandalismo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) contra a Estrada de Ferro de Carajás e instalações da Vale no sudeste do Pará.
Ainda repercute nos bastidores do poder paraense e junto ao empresariado as ácidas críticas que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) fez à mineradora Vale durante a festa do vigésimo aniversário da Marko Engenharia.
Sem explicar suas razões para tanto azedume, Ana Júlia acusou a Vale de só destinar migalhas para o estado do Pará. Traçando um paralelo da Vale com a empresa aniversariante, Ana Júlia elogiou a Marko por reinvestir aqui no Pará seus lucros, o que não aconteceria com a maior mineradora de ferro do mundo. Também elogiou a Marko por contratar no Pará seus profissionais com curso superior.
Fontes ligadas ao palácio dos Despachos contam que os ataques de Ana Júlia à Vale ocorrem por conta de uma suposta pressão que a mineradora estaria fazendo em seus aliados no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios para que Ana Júlia usasse métodos mais, digamos assim, convincentes a fim de evitar ações de vandalismo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) contra a Estrada de Ferro de Carajás e instalações da Vale no sudeste do Pará.
Câmara rejeita convocação do secretário de saúde
Os vereadores que dão sustentação à prefeita Maria do Carmo na Câmara de Veredores rejeitaram ainda há pouco, por maioria de votos, a convocação do secretário de saúde Emanoel Silva para dar explicações sobre o quadro atual da assistência médica do SUS no município de Santarém.
Governo do estado oferece 5,96% de reajuste para nível superior
Reajuste escalonado na ordem de 9,21% para os cargos de nível operacional; 10,07% para os cargos de nível médio e 5,96% para os cargos de nível superior e Cargos Comissionados foi o principal ponto da proposta encaminhada pelo Governo do Estado ao movimento representativo dos servidores públicos estaduais, em reunião realizada na terça-feira (15), no Centro Integrado de Governo.
'Santarém teve blackout ontem à noite'(2)
A Celpa informa, através de nota oficial, a respeito do post 'Santarém teve blackout ontem à noite', que "um problema técnico na Subestação de Tucuruí, de responsabilidade da Eletronorte,causou interrupções no fornecimento de energia elétrica, nesta terça-feira, 15, de22h13 às 22h22 nas Cidades de Tucurui, Breu Branco, Cametá, Goianésia, Altamira,Anapu, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará,Placas, Belo Monte e Agrovilas próximas.De 22h13 às 23h36 na cidade Novo Repartimento e localidade próximas. De 21h13 às 21h25 nas cidades de Itaituba, Trairão, Rurópolis, Vilas da Caima,Fordlândia, Campo Verde, Miritituba e São Luiz do Tapajós. De 21h13 às 21h50 nas cidades de Santarém, Belterra, Vilas de Alter do Chão, Mojuidos Campos e comunidades próximas."
Crônica de 4ª Feira - Esse rio é minha vida
Miguel Oliveira
Editor-Chefe
Quando esta crônica estiver sendo lida, quatro navegadores que partiram de Santarém, segunda-feira, a bordo de caiaques pelo rio Amazonas, em direção a Belém [ notícia que você poder ler em outra página deste jornal ] já devem estar extasiados pela aventura no Mar Dulce. Imagino que deve ser uma aventura extraordinária singrar, no remo, as águas do Amazonas em direção a sua foz estuário-deltáica.
O rio sempre me fascinou. Nasci praticamente dentro d'água. Nossa humilde casa dava fundos para as águas azuis do Tapajós, na maior parte do ano. Em algumas ocasiões, o Amazonas 'avançava' até a margem direita. Era a época da pescaria farta, sem muito esforço. Rio dentro do quintal, cercado de madeira. Um 'lago' particular, piscoso e, às vezes, traiçoeiro.
Em época de cheias dos rios, nosso quintal mais parecia um estacionamento de canoas. As nossas, as dos vizinhos e dos amigos de meus pais. Tive um vizinho que até hoje não arredou o pé daquele pedaço mágico de Santarém: Edmundo, um dos filhos de dona Cassiana. Nasceu, cresceu e ali vive até hoje ao lado da família, depois de uma curta temporada no bairro da Aldeia, enquanto sua casa passava por uma reforma completa.
Confesso que alimento o sonho de, quem sabe um dia, voltar a morar ali, embora nada tenha a reclamar do meu novo aconchego, no Santíssimo, onde moram eu, minha esposa Rejane e Aluísio, o filho dela que domingo completou 15 anos de idade.
Sonho acordar com o apito dos navios, do farfalhar do esguio jaurizeiro, que um raio o partiu ao meio, derrubando a vistosa palmeira ao chão. Lembro do canto meloso das gaivotas e do silvo esganiçado do pato mergulhão, habitantes do rio naqueles bons tempos de menino, como diria Ataulfo Alves. Mas hoje a realidade é outra naquele pedaço da minha infância, semidestruído pela poluição e assoreamento de portos particulares às proximidades.
Mas todo esse rodeio é para contar um episódio vivido por meu irmão Bené, que hoje é engenheiro mecânico e de segurança. Não é uma louvação familiar.
O Bené é um cara batalhador que, quando rapaz, pegou no pesado para ajudar minha mãe a nos criar e educar. O meu irmão tinha uma íntima relação com o rio. Ele tinha o apelido de 'nêgo', de tanto pegar carona na popa dos barcos. E se dizia que ele era 'nêgo' por causa bafejo no rosto que levava da fumaça preta que saía da descarga dos motores de centro das embarcações.
Uma noite, um dos navios da SNAP que estava ancorado no velho trapiche, de passagem para Manaus, permitia a venda de peças do artesanato santareno, principalmente cuias bordadas, leques e bolsas de palha. Ainda não se vivia esta paranóia das aves em extinção. Mas é claro que o navio atraia vendedores de todo tipo de produto.
A notícia correu solta e chegou em casa. Para faturar um dinheirinho, rapidamente meu irmão se enfurnou na canoa, não sem antes pegar dois casais de patos e botou-se a remar desesperado contra a correnteza até o trapiche. O primeiro casal de aves, amarado pelos pés, foi fácil de vender. Alguns minutos após a primeira venda, o negócio estava fechado. Bené contava o dinheiro, cédulas de cruzeiro molhadas, quando uma voz irrompeu do convés do navio:
- É proibido levar animais vivos na viagem a não ser que o vendedor fique a bordo para limpar a sujeira dos patos!
Atônito, Bené parou de desenlaçar as cordas, olhando tristonho em direção dos fregueses, quando se deu conta que os patos já estavam sendo atirados de volta à canoa.
- Devolve o dinheiro rapaz! - gritava uma das passageiras.
E Bené se pôs a olhar o dinheiro fugindo-lhe das mãos que, vazias, trataram logo de se contentar com o remo, movendo a canoa que se afastava do trapiche rumo ao nosso lago particular até que outra aventura a tirasse dali.
-------------------------------
P.S: Paulo Bemerguy e Euclides Farias, dois jornalistas amigos, o primeiro meu conterrâneo, me escrevem acerca da crônica sobre os dicionários. Obrigado pelas palavras de incentivo.
P.S:(2) Reuni domingo, em casa, um grupo de amigos dos tempos de Dom Amando, todos quarentões como eu. A esse grupo se juntaram irmão Leonardo e Antenor Giovaninni, um paulistano que é mais santareno do que muitos que nasceram aqui. Foi um almoço agradável e de muitas reminiscências.
Editor-Chefe
Quando esta crônica estiver sendo lida, quatro navegadores que partiram de Santarém, segunda-feira, a bordo de caiaques pelo rio Amazonas, em direção a Belém [ notícia que você poder ler em outra página deste jornal ] já devem estar extasiados pela aventura no Mar Dulce. Imagino que deve ser uma aventura extraordinária singrar, no remo, as águas do Amazonas em direção a sua foz estuário-deltáica.
O rio sempre me fascinou. Nasci praticamente dentro d'água. Nossa humilde casa dava fundos para as águas azuis do Tapajós, na maior parte do ano. Em algumas ocasiões, o Amazonas 'avançava' até a margem direita. Era a época da pescaria farta, sem muito esforço. Rio dentro do quintal, cercado de madeira. Um 'lago' particular, piscoso e, às vezes, traiçoeiro.
Em época de cheias dos rios, nosso quintal mais parecia um estacionamento de canoas. As nossas, as dos vizinhos e dos amigos de meus pais. Tive um vizinho que até hoje não arredou o pé daquele pedaço mágico de Santarém: Edmundo, um dos filhos de dona Cassiana. Nasceu, cresceu e ali vive até hoje ao lado da família, depois de uma curta temporada no bairro da Aldeia, enquanto sua casa passava por uma reforma completa.
Confesso que alimento o sonho de, quem sabe um dia, voltar a morar ali, embora nada tenha a reclamar do meu novo aconchego, no Santíssimo, onde moram eu, minha esposa Rejane e Aluísio, o filho dela que domingo completou 15 anos de idade.
Sonho acordar com o apito dos navios, do farfalhar do esguio jaurizeiro, que um raio o partiu ao meio, derrubando a vistosa palmeira ao chão. Lembro do canto meloso das gaivotas e do silvo esganiçado do pato mergulhão, habitantes do rio naqueles bons tempos de menino, como diria Ataulfo Alves. Mas hoje a realidade é outra naquele pedaço da minha infância, semidestruído pela poluição e assoreamento de portos particulares às proximidades.
Mas todo esse rodeio é para contar um episódio vivido por meu irmão Bené, que hoje é engenheiro mecânico e de segurança. Não é uma louvação familiar.
O Bené é um cara batalhador que, quando rapaz, pegou no pesado para ajudar minha mãe a nos criar e educar. O meu irmão tinha uma íntima relação com o rio. Ele tinha o apelido de 'nêgo', de tanto pegar carona na popa dos barcos. E se dizia que ele era 'nêgo' por causa bafejo no rosto que levava da fumaça preta que saía da descarga dos motores de centro das embarcações.
Uma noite, um dos navios da SNAP que estava ancorado no velho trapiche, de passagem para Manaus, permitia a venda de peças do artesanato santareno, principalmente cuias bordadas, leques e bolsas de palha. Ainda não se vivia esta paranóia das aves em extinção. Mas é claro que o navio atraia vendedores de todo tipo de produto.
A notícia correu solta e chegou em casa. Para faturar um dinheirinho, rapidamente meu irmão se enfurnou na canoa, não sem antes pegar dois casais de patos e botou-se a remar desesperado contra a correnteza até o trapiche. O primeiro casal de aves, amarado pelos pés, foi fácil de vender. Alguns minutos após a primeira venda, o negócio estava fechado. Bené contava o dinheiro, cédulas de cruzeiro molhadas, quando uma voz irrompeu do convés do navio:
- É proibido levar animais vivos na viagem a não ser que o vendedor fique a bordo para limpar a sujeira dos patos!
Atônito, Bené parou de desenlaçar as cordas, olhando tristonho em direção dos fregueses, quando se deu conta que os patos já estavam sendo atirados de volta à canoa.
- Devolve o dinheiro rapaz! - gritava uma das passageiras.
E Bené se pôs a olhar o dinheiro fugindo-lhe das mãos que, vazias, trataram logo de se contentar com o remo, movendo a canoa que se afastava do trapiche rumo ao nosso lago particular até que outra aventura a tirasse dali.
-------------------------------
P.S: Paulo Bemerguy e Euclides Farias, dois jornalistas amigos, o primeiro meu conterrâneo, me escrevem acerca da crônica sobre os dicionários. Obrigado pelas palavras de incentivo.
P.S:(2) Reuni domingo, em casa, um grupo de amigos dos tempos de Dom Amando, todos quarentões como eu. A esse grupo se juntaram irmão Leonardo e Antenor Giovaninni, um paulistano que é mais santareno do que muitos que nasceram aqui. Foi um almoço agradável e de muitas reminiscências.
Açaí some da mesa do santareno
Mina de Juruti conquista nova marca em segurança
Este mês de Abril é de comemoração na Mina de Juruti. É que no dia 31 de Março, os funcionários que trabalham na implantação do empreendimento, em todas as frentes de obra, alcançaram a marca expressiva de 15 milhões de homens-horas trabalhadas sem incidentes com afastamento. Em virtude da conquista, a Alcoa e empresas contratadas realizaram Diálogo Diário de Segurança (DDS) Geral, reuniões de EHS e almoços comemorativos, nos dias 10 e 11 de Abril, no Porto e no Beneficiamento. No dia 12, os profissionais de segurança e lideranças do empreendimento participaram de um jantar comemorativo. Todos que trabalham na Mina de Juruti vão receber ainda bonés, camisas e cartas de reconhecimento assinadas pela liderança, em agradecimento pela conquista.
De acordo com o Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, Mauricio Macedo, as 15 milhões de homens-horas trabalhadas sem incidentes com afastamento refletem o sucesso absoluto da política de gestão de segurança do empreendimento. “É uma sensação de dever cumprido, fazermos uma obra desse porte e chegarmos a resultados que superam parâmetros em segurança nacional e internacional”, comenta Mauricio Macedo.
(Fonte:Alcoa)
De acordo com o Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, Mauricio Macedo, as 15 milhões de homens-horas trabalhadas sem incidentes com afastamento refletem o sucesso absoluto da política de gestão de segurança do empreendimento. “É uma sensação de dever cumprido, fazermos uma obra desse porte e chegarmos a resultados que superam parâmetros em segurança nacional e internacional”, comenta Mauricio Macedo.
(Fonte:Alcoa)
PF faz operação caça-níquel
Agentes da Polícia Federal acabam de recolher máquinas caça-níqueis no Mercadão 2000.
Os equipamentos eletrônicos de jogos de azar foram levados para a sede da Polícia Federal.
Os equipamentos eletrônicos de jogos de azar foram levados para a sede da Polícia Federal.
Relatório do Estatuto do Garimpeiro é aprovado na Comissão de Educação do Senado
O senador João Ribeiro teve aprovado por unanimidade, o seu relatório sobre Projeto de Lei da Câmara, nº 15, de 2008, que trata do Estatuto do Garimpeiro, na Comissão de Educação do Senado.
Foi aprovado também a tramitação em urgência na casa, para que a relatoria final seja feita em plenário e o dia 21 de julho como o Dia Nacional do Garimpeiro, com o bandeirante Fernão Dias Paes Leme, como patrono.
O estatuto regula o exercício do trabalho de garimpeiro (para aquele que já atua nas áreas tituladas pelo Departamento Nacional da Produção Mineral), nas suas diversas formas, direitos e deveres, e institui políticas públicas para a área. Um dos pontos mais importantes, além de garantir os direitos trabalhistas é que agora o garimpeiro e as cooperativas poderão ter o direito de lavra, com preferência sobre as empresas. As cooperativas poderão inclusive contratar empresas para as áreas onde a garimpagem manual não é mais possível, somente com maquinário.
O senador lembrou da época em que foi delegado do Sindicato Nacional dos Garimpeiros e disse na comissão que a regularização e o reconhecimento da profissão é uma luta de mais de 20 anos. "Os garimpeiros são um povo muito sofrido. Há mais de 20 anos que esperam por isto. Este estatuto é para defesa deles. É preciso que se faça justiça a uma das classes mais sofridas do país".
Foi aprovado também a tramitação em urgência na casa, para que a relatoria final seja feita em plenário e o dia 21 de julho como o Dia Nacional do Garimpeiro, com o bandeirante Fernão Dias Paes Leme, como patrono.
O estatuto regula o exercício do trabalho de garimpeiro (para aquele que já atua nas áreas tituladas pelo Departamento Nacional da Produção Mineral), nas suas diversas formas, direitos e deveres, e institui políticas públicas para a área. Um dos pontos mais importantes, além de garantir os direitos trabalhistas é que agora o garimpeiro e as cooperativas poderão ter o direito de lavra, com preferência sobre as empresas. As cooperativas poderão inclusive contratar empresas para as áreas onde a garimpagem manual não é mais possível, somente com maquinário.
O senador lembrou da época em que foi delegado do Sindicato Nacional dos Garimpeiros e disse na comissão que a regularização e o reconhecimento da profissão é uma luta de mais de 20 anos. "Os garimpeiros são um povo muito sofrido. Há mais de 20 anos que esperam por isto. Este estatuto é para defesa deles. É preciso que se faça justiça a uma das classes mais sofridas do país".
Um candidato no mercado?
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
Outdoors espalhados pela cidade reproduzem a manchete de capa do jornal A Vanguarda, anunciando o apoio do presidente Lula à candidatura de José Priante a prefeito de Belém pelo PMDB. Trata-se de propaganda ilegal, realizada dois meses antes da temporada oficial? Essa é a questão, que tem sido suscitada, provocando controvérsias. Se o ex-deputado pagou pelos outdoors, a propaganda estaria caracterizada e ele pode vir a ser punido. Se quem custeou a peça publicitária foi o próprio jornal, não haveria ilícito.
Em qualquer hipótese, não há dúvida de que o maior interessado é Priante. A segunda possibilidade significa apenas uma engenhosa forma de driblar a lei, mesmo a contrariando. A manchete realmente saiu no jornal, que tem o direito de fazer sua propaganda. Mas se a publicação não passa de um tigre de papel e se por trás dela pode ser provada a autoria do ex-deputado, então a trama se revelará inútil e o golpe terá efeitos contrários ao pretendido. Mas que é sagaz, não há dúvida.
Se o expediente usado está além da sanção legal, outros pretendentes ao trono da capital podem recorrer à mesma manobra, claro. Mas teriam que dispor de um jornal, registrado, em funcionamento, preenchendo todas as exigências. Nessas condições, não há nada de condenável na iniciativa, que gera empregos, cria renda e favorece a difusão de informações. Democracia é praticada assim, no meio da diversidade, no entrechoque de posições e idéias, entre chuvas e trovoadas. Pode-se, nela, corrigir os excessos. O problema maior mesmo é a carência de democracia, que requer tratamento mais traumático e apresenta resultados mais demorados.
A Vanguarda é de propriedade de Luís Guilherme Barbalho, irmão do deputado Jader Barbalho. Parece ser impresso nas oficinas do Diário do Pará, que pertence ao ex-governador. Seria então nada mais do que uma extensão do controlador do PMDB? Não necessariamente. Luís Guilherme tem mais autonomia do que parece e Jader menos interferência do que a aparência sugere. Mas não há dúvida que começa a ser estruturada a campanha de José Priante à próxima eleição na capital.
Com o apoio de Lula? Retoricamente, sim. O PT não dispõe de nomes, neste momento, com densidade eleitoral para chegar à vitória. Mas muitos dos seus integrantes (e a esmagadora maioria dos seus militantes) preferem perder sozinho a ganhar em má companhia, segundo entendimento próprio.
O problema é que o PT não estaria no governo do Estado se disputasse sozinho (ou apenas com suas alianças ideológicas) em 2006. Jader Barbalho foi o patrono da vitória. Lula sabe disso, mais do que todos os petistas, por ter avalizado a aliança que Jader lhe propôs, com a inclusão de Priante na disputa, quando as possibilidades de vitória eram remotas. Foi um acerto por cima, que acabou sendo imposto goela abaixo – e deu certo. Poderá se repetir agora, contra a tradição petista de não honrar acordo amargo?
É o que se verá. Logo, logo.
Editor do Jornal Pessoal
Outdoors espalhados pela cidade reproduzem a manchete de capa do jornal A Vanguarda, anunciando o apoio do presidente Lula à candidatura de José Priante a prefeito de Belém pelo PMDB. Trata-se de propaganda ilegal, realizada dois meses antes da temporada oficial? Essa é a questão, que tem sido suscitada, provocando controvérsias. Se o ex-deputado pagou pelos outdoors, a propaganda estaria caracterizada e ele pode vir a ser punido. Se quem custeou a peça publicitária foi o próprio jornal, não haveria ilícito.
Em qualquer hipótese, não há dúvida de que o maior interessado é Priante. A segunda possibilidade significa apenas uma engenhosa forma de driblar a lei, mesmo a contrariando. A manchete realmente saiu no jornal, que tem o direito de fazer sua propaganda. Mas se a publicação não passa de um tigre de papel e se por trás dela pode ser provada a autoria do ex-deputado, então a trama se revelará inútil e o golpe terá efeitos contrários ao pretendido. Mas que é sagaz, não há dúvida.
Se o expediente usado está além da sanção legal, outros pretendentes ao trono da capital podem recorrer à mesma manobra, claro. Mas teriam que dispor de um jornal, registrado, em funcionamento, preenchendo todas as exigências. Nessas condições, não há nada de condenável na iniciativa, que gera empregos, cria renda e favorece a difusão de informações. Democracia é praticada assim, no meio da diversidade, no entrechoque de posições e idéias, entre chuvas e trovoadas. Pode-se, nela, corrigir os excessos. O problema maior mesmo é a carência de democracia, que requer tratamento mais traumático e apresenta resultados mais demorados.
A Vanguarda é de propriedade de Luís Guilherme Barbalho, irmão do deputado Jader Barbalho. Parece ser impresso nas oficinas do Diário do Pará, que pertence ao ex-governador. Seria então nada mais do que uma extensão do controlador do PMDB? Não necessariamente. Luís Guilherme tem mais autonomia do que parece e Jader menos interferência do que a aparência sugere. Mas não há dúvida que começa a ser estruturada a campanha de José Priante à próxima eleição na capital.
Com o apoio de Lula? Retoricamente, sim. O PT não dispõe de nomes, neste momento, com densidade eleitoral para chegar à vitória. Mas muitos dos seus integrantes (e a esmagadora maioria dos seus militantes) preferem perder sozinho a ganhar em má companhia, segundo entendimento próprio.
O problema é que o PT não estaria no governo do Estado se disputasse sozinho (ou apenas com suas alianças ideológicas) em 2006. Jader Barbalho foi o patrono da vitória. Lula sabe disso, mais do que todos os petistas, por ter avalizado a aliança que Jader lhe propôs, com a inclusão de Priante na disputa, quando as possibilidades de vitória eram remotas. Foi um acerto por cima, que acabou sendo imposto goela abaixo – e deu certo. Poderá se repetir agora, contra a tradição petista de não honrar acordo amargo?
É o que se verá. Logo, logo.
Linha dura nas licitações do Exército em Santarém
Acabou a moleza que imperava já há algum tempo na caserna.
Agora, todas as compras e aquisições do Oitavo Batalhão de Engenharia e Construção, com sede em Santarém, são feitas exclusivamente através de pregão eletrônico.
Até as cartas-convites que faziam a alegria de umas poucas empresas locais, foram suspensas.
É a ordem unida estabelecida pelo coronel Ribeiro, que está no comando do BEC há apenas dois meses.
Agora, todas as compras e aquisições do Oitavo Batalhão de Engenharia e Construção, com sede em Santarém, são feitas exclusivamente através de pregão eletrônico.
Até as cartas-convites que faziam a alegria de umas poucas empresas locais, foram suspensas.
É a ordem unida estabelecida pelo coronel Ribeiro, que está no comando do BEC há apenas dois meses.
Santarém teve blackout ontem à noite
Durou cerca de 40 minutos a suspensão do fornecimento de energia elétrica ontem à noite em Santarém.
Um problema ocorrido no linhão Tramoeste da Eletronorte foi a causa do blackout.
Os técnicos da Celpa levaram 40 minutos para alternar a distribuição de energia do linhão para o sistema Curuá-Una.
Um problema ocorrido no linhão Tramoeste da Eletronorte foi a causa do blackout.
Os técnicos da Celpa levaram 40 minutos para alternar a distribuição de energia do linhão para o sistema Curuá-Una.
Primeira etapa do vestibular da Uepa começa dia 30 de novembro
A Universidade do Es tado do Pará (Uepa) divulgou ontem o calendário de provas dos processos seletivos 2009 da instituição.
A primeira etapa acontecerá no dia 30 de novembro e exigirá do candidato o domínio do conteúdo referente a 1ª série do ensino médio para a resolução de 56 questões objetivas de conhecimentos gerais das áreas de Química, Matemática, Física, Biologia, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Portuguesa, História e Geografia.
O edital está disponível no site www.uepa.br.
A segunda etapa será no dia 1º de dezembro, com 60 questões objetivas de conhecimentos gerais das mesmas disciplinas na primeira etapa e mais Língua Estrangeira, referentes ao conteúdo da 2ª série do ensino médio.
Já a terceira etapa acontece no dia 14 de dezembro, com aplicação de 54 questões objetivas de conhecimentos gerais, incluindo Língua Estrangeira, referente ao conteúdo da 3ª série do ensino médio e uma redação valendo 30 pontos. Cada questão objetiva, em todas as fases, valerá 1 ponto.
A primeira etapa acontecerá no dia 30 de novembro e exigirá do candidato o domínio do conteúdo referente a 1ª série do ensino médio para a resolução de 56 questões objetivas de conhecimentos gerais das áreas de Química, Matemática, Física, Biologia, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Portuguesa, História e Geografia.
O edital está disponível no site www.uepa.br.
A segunda etapa será no dia 1º de dezembro, com 60 questões objetivas de conhecimentos gerais das mesmas disciplinas na primeira etapa e mais Língua Estrangeira, referentes ao conteúdo da 2ª série do ensino médio.
Já a terceira etapa acontece no dia 14 de dezembro, com aplicação de 54 questões objetivas de conhecimentos gerais, incluindo Língua Estrangeira, referente ao conteúdo da 3ª série do ensino médio e uma redação valendo 30 pontos. Cada questão objetiva, em todas as fases, valerá 1 ponto.
MRN mostra como está água em área mineral
Os resultados do monitoramento sobre a qualidade da água de igarapés e lagos da região do Rio Trombetas, onde a empresa Mineração Rio do Norte (MRN) tem um projeto de mineração, serão apresentados no VI Encontro de Estudos e Debates Sobre Águas Doces do Baixo Amazonas, que acontece de 16 a 18 de abril, em Santarém.
O encontro tem como objetivo promover e incentivar estudos e debates que possam disponibilizar ferramentas para assegurar a gestão racional das águas doces do Baixo e Médio Amazonas. O evento tem o apoio da MRN, que vai enviar ao Encontro o engenheiro químico da empresa Sanderson Silva Teixeira, que fará palestra sobre o monitoramento de águas na região de influência direta da empresa.
O Encontro de Estudos e Debates sobre Águas Doces do Baixo Amazonas nasceu do interesse de professores das instituições de ensino superior de Santarém sobre o tema. O professor Miguel Borghezan, editor do Jornal das Águas, é um dos idealizadores do evento. O objetivo é fortalecer estudos, pesquisas, debates técnicos e científicos, visando a defesa, recuperação e proteção da quantidade e qualidade das águas superficiais e subterrâneas no Baixo Amazonas.
(Ecoamazônia)
O encontro tem como objetivo promover e incentivar estudos e debates que possam disponibilizar ferramentas para assegurar a gestão racional das águas doces do Baixo e Médio Amazonas. O evento tem o apoio da MRN, que vai enviar ao Encontro o engenheiro químico da empresa Sanderson Silva Teixeira, que fará palestra sobre o monitoramento de águas na região de influência direta da empresa.
O Encontro de Estudos e Debates sobre Águas Doces do Baixo Amazonas nasceu do interesse de professores das instituições de ensino superior de Santarém sobre o tema. O professor Miguel Borghezan, editor do Jornal das Águas, é um dos idealizadores do evento. O objetivo é fortalecer estudos, pesquisas, debates técnicos e científicos, visando a defesa, recuperação e proteção da quantidade e qualidade das águas superficiais e subterrâneas no Baixo Amazonas.
(Ecoamazônia)
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