terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Confira o gabarito e o boletim de questões da UEPA



- Gabarito (PRISE e PROSEL) 1ª Etapa

- Prova (PRISE e PROSEL) 1ª Etapa

- Gabarito (PRISE e PROSEL) 2ª Etapa

- Prova (PRISE e PROSEL) 2ª Etapa

UFPA inicia investigação

No AMAZÔNIA:

A Universidade Federal do Pará (UFPA) instalou, ontem, a comissão criada para investigar a conduta dos professores elaboradores da prova de geografia do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS). A comissão terá até 60 dias para apontar a responsabilidade pelas questões clonadas que fizeram com que a instituição anulasse toda a prova da disciplina.
A comissão é formada por dois professores da UFPA com titulação de doutorado, indicados na sexta-feira, 27, pela Comissão Permanente de Processos Seletivos (Coperpes). Ontem, eles abriram a sindicância que poderá resultar em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a banca elaboradora.
Segundo as informações da assessoria da instituição, o prazo para a conclusão da investigação é de 30 dias, a contar de ontem, renováveis por mais 30. Durante esse período, serão ouvidas testemunhas e analisados documentos, mas tudo em sigilo.
Conforme a assessoria, caso a sindicância aponte para um PAD, os responsáveis poderão sofrer punições que vão da suspensão até demissão.
A sindicância foi aberta após a constatação de que três das cinco questões de geografia do PSS 2010 eram iguais ou muito semelhantes às encontradas em uma apostila de um cursinho de Belém ou em outros processos seletivos, como o da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, disse que todos os professores contratados para a elaboração das provas se comprometeram a apresentar questões inéditas. Houve, então, uma quebra do contrato.
A banca elaboradora da prova de geografia é composta por três professores da própria UFPA. Segundo Maneschy, não há um grupo fixo de professores elaboradores, mas todos os que participaram do PSS 2010 acumulam experiência na elaboração de outros processos seletivos realizados pela instituição.
Ontem, a universidade anulou mais uma questão da primeira fase do PSS 2010. Foi a de número 24 da prova de física. A assessoria informa que a anulação não tem a ver com plágio ou suspeita de fraude, e sim com a utilização de uma palavra que tornou a questão incorreta.
Vestibulinho - A UFPA divulgou ontem o gabarito e a prova do Processo Seletivo Externo, o vestibulinho. Os materiais podem ser acessados no site www.ceps.ufpa.br. O resultado do exame realizado no domingo, 29, deverá sair dentro de 15 dias.

Fafá também derrapa no Hino Nacional

Depois do vexame de Vanusa, agora foi a vez da cantante paraense. A gafe aconteceu em Cuiabá, no Mato Grosso, em cerimônia da Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso). Segundo o portal R7, Depois do vacilo, Fafá pediu desculpas e disse que estava emocionada. A TV Rondon Canal 5 entrevistou a cantora, que se mostrou irritada: “Não queria falar nisso. Isso acontece tantas vezes”, disse. Como a repórter local insistisse, Fafá alfinetou Vanusa: ”Não vou dar detalhes, na boa. A Vanusa faria isso. Eu não”.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governadora defende hidrelétrica com desenvolvimento sustentável


A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, diz que a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, tem o apoio de seu governo, acompanhada de um projeto de desenvolvimento sustentável para a região e com respeito às populações tradicionais e indígenas. Ana Júlia participou do 1º Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Sócio-Ambiental da Transamazônica e Xingu, realizado em Altamira, dias 27 e 28.

Ana Júlia explicou que os impactos ambientais causados pela usina serão mitigados com ações compensatórias realizadas pelo empreendedor e que a obra não vai repetir erros do passado. Ana Júlia lembrou após a construção da Hidrelétrica de Turucuí as cidades da região continuaram sem energia. “Isso não vai se repetir, pois consegui junto ao presidente Lula a garantia que Belo Monte, depois de pronta, destinará 20% de toda a energia produzida para o Pará", afirmou a governadora.

A governadora garantiu que a energia de Belo Monte é crucial para a verticalização da cadeia do alumínio. "Hoje, a bauxita extraída de Juruti, aqui na região oeste do Estado, é enviada para o Maranhão para ser transformada em alumínio, um produto de maior valor agregado. Ou seja, os maranhenses ganham mais dinheiro às nossas custas", disse.

Acompanharam a governadora diversos secretários de Estado, como o Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, a secretária de Desenvolvimento Urbano e Regional, Suely Oliveira, a secretária de Educação, Socorro Coelho, o prefeito de Anapu e presidente do consórcio Belo Monte, Francisco de Assis, o Chiquinho do PT, o deputado federal Zé Geraldo, o deputado estadual Aírton Faleiro, além de lideranças locais, prefeitos e vereadores.

Pagot garante asfaltamento da Transamazônica


O diretor geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, garantiu que até março do próximo ano o governo terá licitado todo o asfaltamento da Rodovia Transamazônica (BR-230). A informação foi dada durante o 1º Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Sócio-Ambiental da Transamazônica e Xingu, realizado em Altamira nos dias 27 e 28.

Pagot percorreu um trecho da Transamazônica entre as cidades de Altamira e Brasil Novo e depois participou de uma mesa sobre o assunto, com a presença de mais de 300 lideranças dos 11 municípios da área de influência da Hidrelétrica de Belo Monte. As lideranças cobraram a liberação de recursos para a retomada das obras de pavimentação da rodovia, que haviam sido iniciadas há dois anos, mas foram paralisadas.

O diretor do Denit declarou que diversos problemas impediram o prosseguimento da obra, entre eles problemas ambientais e de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Mas os recursos estão garantidos, existe o recurso, que está liberado e não contigenciado”, disse Pagot, fazendo questão de repetir a informação para o público presente. O diretor disse que no próximo ano voltará a região, mas para vistorias as obras que estarão em andamento.

'Fé cabocla' vence festival de música de Porto Trombetas


Pelo segundo ano consecutivo, a música de Alexandre Cordeiro interpretada por Carlinhos Dias foi a grande vencedora do 9o Festival da Canção de Porto Trombetas (FECAN), realizado entre os dias 27 e 29 de novembro no palco do Mineração Esporte Clube, em Trombetas. “Fé Cabocla” envolveu o público e foi aclamada como o primeiro lugar do Festival.


A voz jovem de Sebastião Júnior, músico de Juruti, levou o recado da preservação das águas com a canção “Gotas Divinas” e conquistou o segundo lugar no Festival. O músico também conquistou a premiação por “Aclamação Popular” e agradeceu pela oportunidade de mostrar seu trabalho e ser reconhecido pelo público do FECAN. “A cada ano as coisas mudam e as pessoas já estão me reconhecendo. Agradeço à população de Porto Trombetas pelo carinho. Esse ano representei minha cidade com uma belíssima música e, sempre que puder, estarei aqui, ganhando ou perdendo, gosto muito de Porto Trombetas”.


A terceira canção premiada durante a final do 9o FECAN foi “O último poema”, de Sérgio Sales, músico de Macapá – AP. O próprio autor interpretou a música, que faz uma homenagem aos últimos momentos de vida do reconhecido poeta de Língua Portuguesa, Fernando Pessoa.


Salão do livro esvaziou primeira semana do arraial da Conceição

Com uma programação diferenciada o II Salão do Livro do Oeste do Pará e sua data coincidiu com as festividades de Nossa Senhora da Conceição, o publico santareno, com pouco dinheiro no bolso, acabou por se dividir entre os dois eventos. A coordenação da festa minimiza a concorrência com a feira, alegando que as pregações litúrgicas estão sendo bem freqüentadas.

Já os barraqueiros têm outra posição em relação à sobreposição de datas. A insatisfação é geral, motivado pelo movimento fraco e a queda nas vendas em relação aos anos anteriores, mesmo com a grande maioria ainda não tendo sentido os prejuízos. Alguns dizem que a cidade não comporta dois eventos desse porte ao mesmo tempo, como que em uma concorrência por publico.

Dona Margarida Ferreira de França Santana, de Manaus, segundo ano trabalhando no arraial, diz que o movimento este ano está muito fraco em comparação com o ano passado, mas que suas expectativas estão voltadas para a próxima semana quando não houver outro evento na cidade "A nossa esperança é que Deus possa prover", diz a vendedora.

Francisco Sobrinho afirma ainda não ter tido prejuízos, por não trabalhar com materiais perecíveis. "A feira do Livro acabou com o arraial", ele diz que se tivesse ocorrido no mesmo local do ano anterior - Praça São Sebastião - talvez tivesse sido melhor, pela proximidade com a Praça da Matriz, mas a distância entre os dois eventos e a programação com os shows gratuitos só diminuiu o numero de freqüentadores da festividade já tradicional na cidade. Quem trabalha com alimentos já sente os prejuízos. Michela Débora de Araujo veio de Itaituba com o marido e está na esperança de um publico maior a partir desta próxima segunda-feira com o final do II Salão do Livro. Esta é a primeira vez que o casal participa do arraial e ainda não conseguiu suprir as suas expectativas, "As pessoas se dividem. Sobra muito material, estraga" reclama a barraqueira.

A maior expectativa de todos é para os três últimos dias de arraial, quando o movimento promete melhorar, como comentou Patrícia Moita. Ela espera cobrir os gastos de aluguel, tendo em vista que cada barraqueiro pagou o valor de R$700 pelo espaço da barraca.

As festividades de Nossa Senhora da Conceição, evento tradicional na cidade, que atrai todos os anos um grande numero de pessoas, tanto na programação religiosa quanto na programação social (arraial), por seu tamanho e por atrair pessoas de outros municípios faz parte do calendário oficial de eventos do Estado, pela PARATUR, órgão oficial de turismo do Pará.

Segundo Padre Ronaldo, pároco da matriz, não está havendo essa queda no numero de fieis nas programações. "As missas continuam atraindo uma grande quantidade de pessoas que lotam a igreja todas as noites, chegando a ficar muita gente do lado de fora como nos anos anteriores. O Salão do Livro é bom para população que tem oportunidade de poder participar de um evento desta categoria".

Gabriel, o pensador sem papas na língua

Diante dos repórteres que lhe agradavam para o salão do livro, o rap , compositor, cantor e escritor Gabriel, o Pensador, provocou uma saia justa no secretário de planejamento Everaldo Martins.
Evealdo, talvez pensando que Gabriel era um de seus subordinados na prefeitura, teve o topete de cobrar explicações de Gsabriel sobre a ausência dele em um show no dia mundial do meio ambientae(5 de junho) em Santarém.
- Me informaram que você se recusou a vir a Santarém em junho deste ano, provocou Everaldo.
- Que é que isso companheiro, respondeu Gabriel. E arrematou:
- Eu só agora fui convidado para vir a Santarém, cidade sobre a qual eu conheço bastante através de eitura de jornais e revistas. Ninguém me convidou antes. Se tivesse recebido o convite, teria vindo com prazer.

Oposição assume Prefeitura de Santarém

O vereador Nélio Aguiar, vice-presidente da Câmara, é prefeito interino até quinta-feira, 3 de dezembro, por causa da viagem da prefeita Maria do Carmo e do vice-prefeito José Antônio Rocha a Fortaleza e Rio de Janeiro, respectivamente.

Nélio assume o posto em função do substituto da prefeita e do vice-prefeito, o presidente da Câmara José Maria Tapajós, estar de licença médica.

Nesse caso, Nélio, na condição de segundo na hirerarquia do legislativo, foi guindado à condição temporária de chefe do executivo, enquanto o primeiro secretário, vereador Emir Aguir passa a presidir a Câmara de Santarém.

Nélio é oposição, mas Emir integra a base de apoio ao governo no legislativo municipal.

Caminhada de fé com Maria

Chegada da caminhada de fé com Maria, domingo de manhã, na orla de Santarém.
Foto: Alfonso Jimenez.

PT contesta denúncias de compra de votos

Em nota assinada por seu presidente regional, João Batista da Silva, e todos os deputados federais, estaduais e vereadores do partido, o PT contesta os termos de matéria divulgada pelo Diário do Pará deste domingo (29), sobre assalto que teria ocorrido na sede da Democracia Socialista (DS) e supostas irregularidades nas últimas eleições internas na agremiação.


“Faz parte da história de vida e lutas do PT o repúdio a qualquer tentativa de fraude e compra de votos. Sempre rechaçamos essa prática, como também sempre rechaçamos qualquer tipo de violência à vida e à democracia. Esses são valores intrínsecos ao PT. Qualquer denúncia é apurada nas instâncias partidárias e com ampla chance de defesa de todos os envolvidos. Mas neste caso, não há denúncia, repetimos”, dizem os subscritores da nota.

Leia mais aqui.

domingo, 29 de novembro de 2009

Watergate ao tucupi

Paulo Bemerguy destaca a manchete deste domingo do Diário do Pará, “Compra de votos agita eleições no PT”, assinada por dois experientes repórteres: Carlos Mendes e Euclides Farias.

Leia os detalhes aqui.

Desmatamento da Amazônia: história deletada

Lúcio Flávio Pinto

Em 1987 foi registrado na Amazônia o maior desmatamento num único ano em toda história da humanidade. Atingiu 80 mil quilômetros quadrados de mata nativa densa, quatro vezes mais do que a média da década de 90, que também foi um período de fogo intenso na floresta. O cálculo desse desmatamento foi feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos (São Paulo), com base em imagens de satélite. No entanto, o registro foi apagado da história da instituição e da própria história do país.

Na quinzena passada o Inpe anunciou que o desmatamento entre agosto de 2008 e julho deste ano, de sete mil quilômetros quadrados, foi o menor desde 1988, “quando o Inpe começou a fazer o levantamento”. A memória sobre o terrível ano de 1987 foi oficialmente apagada. Uma hipótese seria a de que o instituto considera aquele cálculo errado, sem validade científica, como alguns alegaram na ocasião, e por isso é melhor desconsiderá-lo. Ou trata-se de mais um revisionismo utilitário, que coloca no armário ou debaixo do tapete fato incômodo, à custa de uma violação da verdade histórica?

De fato, a metodologia utilizada para a apuração do desmatamento de 1987 apresentava falhas, tanto na margem de erro exagerada quanto no tipo de imagem utilizada, de um satélite meteorológico (falha admitida e, por isso mesmo, compensada na excepcional margem de erro, de 30%). Mas havia um fato concreto a dar credibilidade aos números: os proprietários e grileiros de terra desmataram loucamente para criar benfeitoria e se imunizar contra a ameaça de desapropriação de seus imóveis – tornados produtivos através da manobra – na definição do capítulo sobre reforma agrária na Assembléia Nacional Constituinte, que preparava a carta magna, aprovada no ano seguinte. Numa ordem legal e administrativa delimitada pelo conceito de “terra nua” como elemento de valor fundiário, desmatar era o recurso acessível, mesmo que irracional.

A divulgação do relatório do Inpe sobre o desmatamento de 1987 provocou muita celeuma na ocasião, mas depois parece ter havido amnésia coletiva. Dela se valem os que decidiram apagar esse capítulo da terrível história da ocupação da Amazônia, da mesma maneira como atuam os que induzem um entendimento obtuso sobre os fatos novos. Ao anunciar o desmatamento de 2007/2008, o Inpe incensou as loas sobre a redução da destruição de 13 mil km2 (como aconteceu na temporada de fogo de 2006/2007) para 7 mil km2 na última apuração.

A queda, de quase 50%, merece mesmo ser recebida com certo alívio. Mas também precisa ser relacionada ao total acumulado de destruição em cada momento para que se apure seu significado relativo. E, relativamente, a redução nada alivia porque o universo destruído é crescente, sem mudança de tendência. São mais de 700 mil quilômetros quadrados de floresta postos abaixo, três vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

É possível que se algum dia for alcançado o desmatamento zero, não haja o que comemorar. Por já não haver mais floresta nativa densa para desmatar.

sábado, 28 de novembro de 2009

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós

QUEDA NO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA É UMA FARSA

FÉ DOS ROMEIROS SE RENOVA A CADA CÍRIO DA CONCEIÇÃO

ARRAIAL ENFRENTA CONCORRÊNCIA DA FEIRA DO LIVRO

PORTOS EM CONSTRUÇÃO NÃO TÊM DESTINAÇÃO DEFINIDA PELA PMS

ANA JÚLIA CONCORDA COM DIVISÃO DE ROYALTIES

CONFERÊNCIA DE SAÚDE DEFENDE GESTÃO PÚBLICA PARA HOSPITAL REGIONAL

DEMOCRATAS LANÇA VALÉRIA PARA O SENADO EM 2010

PRODEPA PEDE PARA POLÍCIA INVESTIGAR CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SINAL DO NAVEGAPÁ EM SANTARÉM

PROJETO RÁDIO PELA EDUCAÇÃO VENCE PRÊMIO NACIONAL DE TECNOLOGIA SOCIAL

SANTARÉM PODE GANHAR CENTRO LÁBIO-PALATINA

VESTIBULAR DA UEPA COMEÇA DOMINGO

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Omissão, esperneio e descaso em Oriximiná

A jornalista Franssinete Florezano, em comentário abalizado em seu Uruatapera, reclama da omissão dos vereadores de Oriximiná quanto ao péssimo serviço de internet daquele município. Leiam o que escreveu Franssi:

Oriximiná estagnada

Em Oriximiná, a população não se conforma com a situação aflitiva por que passa. Diariamente, falta água e energia elétrica. E o município, que abriga a Mineração Rio do Norte, uma das maiores do mundo, não dispõe de internet. Os oriximinaenses estão literalmente fora do mundo e na contramão da história. Os vereadores não movem uma palha para que a MRN pelo menos estenda à cidade a sua cobertura de internet. Quando fazem sessão especial convidando a empresa, ficam só escutando o relato dos projetos, tecendo loas e batendo palmas. O comércio é fraco e a indústria não existe. 30 anos depois do início do primeiro embarque de bauxita, o município permanece refém dos royalties, que têm prazo para acabar.

Mas a justa indignação de Franssi poderia ir bem mais além do que simplesmente atribuir responsabilidades aos vereadores e à Mineração Rio do Norte.

Depois de ter recebido zilhões $$$$$$ por IUM, (atual CFEM) e royalties, a prefeitura de Oriximiná, ao que parece gastou tudo em asfalto, se esquecendo de fomentar atividades produtivas sustentáveis e a implantação de serviços - incluindo aí telefonia e internet - de qualidade e que não dependessem, para sua efetivação, das benesses dos governos ou da iniciativa privada.

Prefeitos de diferentes partidos se locupletaram do dinheiro da prefeitura. E, num gesto de covardia, todos eles se ajoelharam aos pés da MRN, atribuindo a esta uma importância que nem mesma a empresa reconhecia como sua. Deu no que deu. Feitos filhotes de mucura se agarraram à MRN em troca de migalhas. Se bem que agumas quinquilharias foram obtidas. Mas a trôco de que?

Ao aproximar-se o prazo de 10 anos para o fim da exploração de bauxita nas minas existentes em seu município - a extração passará para os territórios de Faro e Terra Santa - recomeçou o chororô de alguns setores de Oriximiná.

Não digo que é injuto o esperneio. Mas, convenhamos, é no mínimo atrasado e fora de foco. Que a cidade precisa de internet de qualidade, isso nem se discute.

Mas,a final, o que tem a MRN a ver com tudo isso? Alegará a empresa que pagou as taxas e impostos devidos e que oferecer ou estender o sistema de internet utilizado pela empresa aos oriximinaenses não é sua atribuição. Certo ou errado?

Depende, de acordo com a ótica dos atores desse processo.

Eu, fico com a opinião de que quem deveria ter zelado ou lutado por internet de boa qualidade em Oriximiná são a prefeitura e os empresários locais.

Mas sei que haverá sempre aqueles que, baseados em uma imagem negativa per si de mineradoras, dirão que é obrigação dessas empresas dar água, egosto, hospitais e até internet em compensação pelo minério extraído de seus subsolos.

E não lhes tiro essa justa reivindicação, embora não concorde totalmente com esse pensamento.




Lagos correm perigo com devastação



Cilícia Ferreira
Repórter

A invasão que avança rumo ao Lago do Juá preocupa estudiosos da expansão urbana de Santarém. A ocupação desordenada é um fator de risco iminente para a destruição de um berçário de peixes e inimiga do meio ambiente.
Há quase dois meses, uma área de 1.372 hectares foi invadida às margens da rodovia Fernando Guilhon. A ocupação vem causando grandes danos ambientais que vão de derrubada e queimada da vegetação até chegar à mata ciliar - mata típica das margens dos igarapés que servem de proteção - que poderá conseqüentemente extingui-la, assim como o igarapé do Juá.
O engenheiro Roberto Branco, que já foi coordenador municipal de desenvolvimento urbano, em sua dissertação de mestrado, com o tema "a Urbanização de Santarém e a Preservação ambiental do Lago Mapiri: um estudo de caso", faz referência ao desenvolvimento urbano da cidade e importância da preservação do Lago do Mapiri. No trabalho foi abordado a formação da malha urbana que avançou involuntariamente para as áreas dos lagos e igarapés de Santarém. Ocasionando um crescimento desordenado.
A O Estado do Tapajós fez um comparativo do que já aconteceu com o Lago do Mapiri e que o poderá ocorrer com o Igarapé e Lago do Juá com a permanência dos invasores e omissão dos órgãos ambientais.
Roberto verifica que Juá e Mapiri são lagos que durante a cheia são invadidos pelo Rio Tapajós, mas durante a seca o processo é inverso, ou seja, os igarapés que deságuam no Tapajós alimentam os lagos. "Se não fossem os igarapés, durante a seca, os lagos não seriam lagos, seriam áreas baixas alagadas".
Por análise, segundo Roberto Branco, o que acontece atualmente com o Juá, tem as mesmas características do que aconteceu com o Mapiri.
O Mapiri vem sendo, ao longo dos anos, destruído em suas cabeceiras. Os invasores ocupam as áreas cada vez mais próximas do igarapé, destruindo as matas ciliares. No caso do Mapiri, o igarapé do Irurá que o mantém tem sido prejudicado pela descida de areia da Serra do Índio, onde foi retirada a ponta superior da serra a fim de reduzir a altura da serra e facilitar o pouso de aeronaves no antigo aeroporto da cidade. A ação causou um dano ambiental sério, pois os idealizadores da obra não previram o desastre do assoreamento do Irurá com a descida das terras durante a chuva.
Segundo Roberto, matando o igarapé acaba-se com a biodiversidade e transforma-se a área em um 'deserto'. Salientou o avanço das habitações do bairro do Santarenzinho às margens do igarapé, causando um estrangulamento do córrego. O engenheiro é a favor da retirada total da Serra do Índio, pois o impacto seria menor visto que a preocupação deveria ocorrer antes da retirada da parte superior da serra que lhe servia de proteção. Agora sem a proteção natural, a areia desce impactando o ambiente, assoreando o igarapé e toda região.
A proibição da retirada é incoerente na visão do engenheiro. Com a remoção total da serra, a alternativa proposta por ele seria o reflorestamento da área e a construção de uma escola florestal, um bosque ou outra área verde para a cidade.

Juá pode ter o mesmo destino do Mapiri



Atualmente, o Juá passa pela mesma ameaça de degradação do Mapiri, só que ainda é possível impedir que isso aconteça. O ideal é proteger as matas ciliares obedecendo a uma distância de 100 metros, no mínimo, e não 30 metros com prevê a lei federal. Segundo Roberto Branco, apenas os 30 metros não conseguem proteger o igarapé. Ele aponta que algumas casas de banho já se instalaram. Com a entrada dos invasores, as queimadas estão chegando até a beira do igarapé.
O engenheiro enfatiza que a destruição da vegetação que protege as margens do igarapé fará com que água da chuva conjuntamente com a terra carreie para o lago possibilitando o assoreamento. Ele diz que se espanta ao ver a omissão do governo, dos órgãos ambientais e das organizações não-governamentais engajadas na luta contra a destruição da Amazônia, não e pronunciarem e nem agirem em função do igarapé e do lago do Juá.
Segundo Roberto, a área em torno do Juá, por se tratar de um terreno muito arenoso, a queimada da vegetação e ocupação desordenada pode causar o aparecimento das voçorocas, que são grandes valas. E salienta que a vegetação é diferenciada das demais encontradas na região, no entanto, que tem grande importância para o equilíbrio ecológico da região, fazendo com que os animais se mantenham no local e o cerrado ajude não só na proteção natural do igarapé e lago, mas também no clima da cidade.
Roberto observa que nos processos expansões desordenadas é imprescindível que o poder público chegue antes da população, ou seja, fazer a urbanização organizada para que quando população chegar à área encontre um sistema viável de habitação, com os lotes definidos, com a implantação de rede de água, de esgoto e de eletricidade. Proporcionando o crescimento urbano equilibrado, evitando o caos.
O ex-coordenador de urbanismo aponta que a solução é o isolamento imediato das margens do igarapé e da praia. "Pois quanto mais tempo se omite mais área se degrada. O poder público tem essa obrigação, as margens dos igarapés, mesmo passando dentro de propriedades privadas, tem proteção legal. Isolando as margens, o restante do terreno fica a critério do proprietário para utilizá-lo de forma que não degrade o ambiente", alerta Roberto.
Ele afirmou que ao longo dos anos, o igarapé do Juá vem sofrendo ameaças de destruição e alerta que os maiores prejudicados da degradação ambiental são os próprios invasores do terreno às margens da rodovia Fernando Guilhon, que ao ocuparem desordenadamente, acarretam problemas graves de infra-estrutura, saúde pública, educação e outros danos sócio-econômicos.

Presidente eleito da OAB defende diploma para jornalista

Miguel Oliveira
Repórter

O novo presidente da subseccional da OAB, advogado José Ricardo Geller, defende a obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista, apóia a campanha pelo voto consciente e se posiciona contrario ao foro privilegiado.
A chapa encabeçada por José Ricardo Geller venceu a disputa contra a chapa de Geraldo Sirotheau pela presidência da subseção da OAB de Santarém.
O presidente eleito da OAB reconhece que o pleito foi muito disputado por que, segundo ele, 'houve interferência partidária na campanha".
Leia íntegra da entrevista:

O Estado do Tapajós - Com uma diferença apertada para o segundo colocado, a nova diretoria pretende encampar algumas bandeiras de campanhda da chapa de Geraldo Sirotheau? Se sim quais?
José Ricardo Geller - Temos um projeto de administração da Subseção construído com intensa participação de advogados e advogadas. Ele será nosso guia de compromissos. Contudo, estamos abertos a contribuições, sugestões e acréscimos qualitativos, na Diretoria e Conselho Subsecional, de todos os colegas. Nosso objetivo é realizar o melhor para a advocacia e a OAB, de forma ética, coerente e justa.

O Estado do Tapajós - O senhor esperava um votação tão apertada? O que contribuiu para isso na sua opinião?

José Ricardo Geller - Esperava sim. As estratégias da política partidária não devem ser modelo para as eleições da Ordem. Aqui não temos partidos. O sistema eleitoral na OAB deve ser democrático puro, sem estar permeado de interesses particulares ou de grupos. Acabada a eleição não há divisões. A OAB é a casa dos advogados e abriga a todos, independente de idéias ou partidos, segundo as normas.

O Estado do Tapajós - O senhor usou como discurso não permitir que a OAB se transformasse em feudo partidário, mas como explicar a maciça participação de advogados do PT ou ligados à administração municipal em sua chapa?

José Ricardo Geller - Somos contra e renovamos a convicção de que a OAB não deve ser feudo de partidos políticos, que devem ter vinculação apenas com o Legislativo e suas atribuições constitucionais e legais. Que eu saiba, há um filiado a partido em nossa chapa, o Dr. Roberto Vinholte, ao PTB, mas nunca disputou cargo político. Da outra chapa seis membros já haviam disputado cargos nas lutas partidárias.

O Estado do Tapajós - O que o senhor acha de como a OAB deve se posicionar diante de demandas do movimento social organizado?

José Ricardo Geller - A OAB deve atuar no limite de suas competências e finalidades normativas. A par das atribuições internas, a OAB defenderá a Constituição, o Estado de Direito, os direitos humanos fundamentais, a justiça social, lutará pela boa aplicação das leis, rápida administração da justiça e aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas. A Ordem cumprirá com sua função social histórica.

O Estado do Tapajós - A OAB vem sendo acusado de inércia e desinteresse em questões fundamentais para a cidade e região, como asfaltamento da BR-163, criação do estado do Tapajós, funcionamento pleno do hospital regional. O que o senhor pensa sobre essas trê grandes demandas?
José Ricardo Geller - A OAB não se furtará de apreciar as questões locais e regionais importantes no âmbito da Diretoria e Conselho. Não vai criar a ilusão de que poderá resolver ou decidir. Chega de vendedores de ilusões. Queremos mudanças coerentes com nossa realidade e cultura, com nossos valores, com nossa dignidade.

O Estado do Tapajós - O senhor é a favor da campanhaque visa impdir impedir que cidadãos processados sejam impedidos de se candidatar ou se reeleger a cargos legislativos?

José Ricardo Geller - O Conselho Federal da OAB é favorável a idéia da ficha limpa para candidatos aos cargos políticos em geral. Não distoamos, mas isto não significa prévio julgamento ou condenação antecipada. Apenas cria um novo critério eletivo, isto é, só pode ser candidato quem atender novas condições e exigências. Do ponto de vista ético-filosófico é saudável e defensável. Basta de artifícios formais.

O Estado do Tapajós - Qual sua opinião sobre foro privilegiado?

José Ricardo Geller - Pessoalmente somos contrários a todos os privilégios. O princípio da igualdade reclama maior irradiação normativa constitucional. Não é bom para a sociedade nem para o Estado instituir ou manter privilégios fora dos que estão inscritos na Constituição. Porém, não se deve confundir privilégios com prerrogativas de função ou cargo nem com direitos à proteção.

O Estado do Tapajós - Como o senhor vê a tentativa de dispensa do exame da Ordem para o ingresso do bacharel de direito no efetivo exercício da advocacia e do fim do quinto constitucional nos tribunais superiores?

José Ricardo Geller - Somos frontalmente contrários à dispensa do exame de ordem para os que querem exercer a advocacia. Precisamos fortalecê-lo para bem atender aos jurisdicionados. A inclusão de questões das disciplinas propedêuticas são provas do vigor do exame de ordem. O acesso de advogados à magistratura pela via do quinto constitucional é engrandecedor e deve ser mantido.

O Estado do Tapajós - Como o senhor analisa o fim da obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista e se essa decisão do STF abre precedente para que sejam desregulamentas outras categorias profissionais, inclusivedo advogado?

José Ricardo Geller - Embora a profissão de jornalista pareça acessível a curiosos, isto não se pode pretender de serviços mais técnicos. Não cremos que a decisão circunstancial do STF retire a importância técnica e ética do curso de jornalismo. De igual sorte nas outras profissões. Do contrário, voltaremos ao tempo em que charlatões agiam como se fossem médicos. Precisamos evoluir, crescer e não regredir.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quilombolas do Arapemã esperam por titulação. Produtores rurais pedem anulação da sentença

CILÍCIA FERREIRA
REPÓRTER


O Chefe do Serviço de Regularização do Território Quilombola do INCRA de Santarém, Martfran Albuquerque, reconheceu que a titulação das terras dos quilombolas na região do Arapemã, na várzea de Santarém, está atrasada. "Encaminhamento prático e recente, temos apenas a instalação de placas dando publicidade à decisão da Justiça Federal", explicou Martfran.

O Juiz Francisco de Assis Garcês Castro Júnior decidiu pela retirada imediata dos não quilombolas da comunidade de Arapemã. A sentença foi o resultado de uma Ação Civil Pública movida pelo Instituo de Colonização e Reforma Agrária e Recursos Renováveis (INCRA) e pelo Ministério Público Federal (MPF). A sentença foi dada em 31 de julho de 2009, tendo como punição o pagamento individualizado de cinqüenta mil reais e uso de força policial, se necessário, mas os quilombolas afirmam que ainda levam gado para a área delimitada.

Devido o fenômeno das terras caídas a comunidade de Arapemã tem passado por um conflito de terras entre os produtores rurais e remanescentes quilombolas. A área total da comunidade é de 3.828 e a área delimitada pelo juiz é de 1.075 hectares.

Os produtores rurais informam que cumprirão a determinação judicial, contudo, entraram com uma ação pedindo a anulação da sentença.

Segundo Adinor Batista, vice-presidente do Sindicato Rural de Santarém, a insatisfação dos produtores rurais, que praticam atividades rurais na área e não são quilombolas, é com relação ao pedido de extensão das áreas quilombolas para as áreas dos produtores rurais. Ele diz que concorda que o fenômeno tem das terras caídas tem prejudicado os quilombolas, mas discorda com o pedido de extensão das terras quilombolas para as terras dos produtores. Defende o argumento de "que não se pode tirar de um para se dar para outro".

Leia a matéria completa aqui

Jari: uma história errada desde o coronel José Júlio

Lúcio Flávio Pinto


O grupo Orsa anunciou, no início do mês, que decidiu transferir sua matriz de controles, antes instalada em São Paulo, onde a corporação tem sua sede, para Monte Dourado, no Pará. A decisão foi adotada como forma de “celebrar os 110 anos do início do extrativismo no Vale do Jari e a concepção do Projeto Jari, adquirido no ano 2000 pelo Grupo Orsa, data da mudança em relação à sustentabilidade”.

A transferência é uma iniciativa positiva. A inspiração é péssima. Não há razão decente para celebrar o início do império do coronel José Júlio de Andrade no vale do rio Jari. Durante quase meio século, entre 1899 e 1948, quando vendeu as terras que dizia lhe pertencerem a um grupo de comerciantes portugueses, o imigrante cearense impôs um regime de violência, abusos e trabalho escravo sobre legiões de trabalhadores, que recrutou para a coleta de castanha, seringa e balata.

A história oficial, à qual os atuais proprietários do Jari dão um toque de renovação descabida, proclama José Júlio como herói, o desbravador do vale, o mecenas, patrono e padrinho de centenas de afilhados e seus dependentes, aos quais proporcionava ofício e meios de sobrevivência. Era, de fato, muito poderoso. Tinha um dos mais extensos domínios de terra, embora boa parte da papelada que juntou não lhe conferisse propriedade legal. Ele esquentava os papéis com seu prestígio junto aos políticos e governantes da 1ª República no Pará. Dava-lhes abundância de votos recrutados em currais cativos e financiava campanhas. Em troca, recebia os favores da lei – e o que a própria lei não seria capaz de conferir.

Essa farsa desmoronou quando, em 1928, um dos navios de sua frota atracou em Belém. Trazia dezenas de trabalhadores, que se rebelaram contra o regime de escravidão a que eram submetidos. Sob a liderança de outro cearense, José Cesário, tomaram a embarcação e fugiram do reino de pavor, trazendo consigo as provas vivas e documentais do que sofriam. Embora José Júlio comprasse jornalistas e autoridades, O Estado do Pará reproduziu com destaque as denúncias dos fugitivos, provocando um grande impacto junto à opinião pública da capital.

O impacto ainda ressoava quando os tenentes fizeram sua revolução, em 1930. O líder do movimento no Pará, Magalhães Barata, tomou José Júlio como exemplo do regime “carcomido” que queriam eliminar e lhe dispensou perseguição pessoal, como uma espécie de vingança pelo que fez no Jari aos trabalhadores. Obrigou o antigo soba a se refugiar no Rio de Janeiro e se desfazer do latifúndio.

Depois de passar pelo grupo português, as terras foram compradas por Daniel Ludwig, em 1967. Começava o Projeto Jari, nacionalizado em 1982, porque o milionário americano se recusou a pagar o empréstimo internacional que contraiu para a aquisição da fábrica de celulose e de uma termelétrica, com o aval do tesouro nacional. Em 2000 o empreendimento passou para o grupo Orsa, que pagou um dólar como valor simbólico e assumiu a dívida ainda remanescente, de 415 milhões de dólares.

Ao celebrar os 110 anos de extrativismo no Jari, a Orsa retoma uma história trágica dando-lhe falsa roupagem cor de rosa. Antes de se lançar a essa infeliz aventura, a empresa devia fazer uma revisão mais rigorosa do passado no vale. Um dos participantes da revolta de 1928, Jesus de Miranda Carvalho, escreveu um livro, Revolução do Jari (2004, 113 páginas, Smith Produções Gráficas), que é um testemunho precioso sobre a história verdadeira, que a empresa paulista ignora, do “maior escravista da região”. Fazendo a opção errada, os novos donos do Jari assumem um papel negativo no novo enredo.

Aftosa: Multa para quem não vacinar rebanho

A campanha para vacinação contra febre aftosa que teve inicio no dia 1º de novembro prossegue até dia 30 e está ocorrendo na região Oeste do Pará conforme o esperado pela Agencia de Defesa Agropecuária do Estado do Pará( ADEPARÁ), de acordo com as informações repassadas por Lorena Lobato, veterinária do órgão em Santarém. A ADEPARÁ espera superar nesta segunda etapa de vacinação a primeira etapa ocorrida no mês de maio com 97% do rebanho de Santarém vacinado. O município tem hoje o total de cento de dezesseis mil cabeças de bovídeos.
A campanha tem como objetivo radicar o ocorrência da doença na Área 3, a qual fazem parte trinta e três municípios que estão classificados como alto risco, os quais o órgão pretende conseguir a mudança para médio risco.

Os pecuaristas têm ate o final do mês para fazer a vacinação de seu rebanho, prazo que não tem previsão para ser prorrogado. Após a vacinação é necessário que estes compareçam na sede da unidade da Adepará, em Santarém, munidos dos documentos necessários a comprovação da vacinação até o dia quinze de dezembro, caso não ocorra a vacinação ou comparecimento para constatação, nos prazos estabelecidos pelo órgão, o pecuarista está sujeito a multa. As multas variam de R$ 145,00 para quem não vacinou no prazo e de R$ 135,29 por não comparecimento para comprovação até quinze de dezembro. Após estas datas o pecuarista deve continuar a vacinação de seu rebanho, o que não o isenta da multa por não cumprimento dos prazos estipulados.

Leia a matéria completa aqui.

Proposta criaçãode comissão externa da Assembléia para acompanhar instalaçãode Mojuí dos Campos

Da redação

Assim que tomou conhecimento da decisão do TSE, Carlos Martins apresentou na Assembleia Legislativa requerimento solicitando a criação de uma Comissão Externa para acompanhar as eleições municipais e a estruturação de Mojuí dos Campos, já aprovado pelo Plenário dessa Casa e constituída pelos deputados Alexandre Von (PSDB) e Antônio Rocha (PMDB), além de Carlos Martins.
A Comissão que já se reuniu, no dia 17, com representantes do TRE-PA, que afirmaram que a Corte está elaborando a minuta de resolução que regulamentará as eleições para prefeito e vereadores do novo município. A minuta deverá ficar pronta antes do recesso, que terá inicio no dia 20 de dezembro. “É provável que as eleições ocorram no final de março, se for cumprido tudo aquilo que nos foi repassado. Aguardamos com ansiedade a instalação do município de Mojuí dos Campos, pois é algo almejado pela população local há muito tempo e que só agora poderá ser concretizada” informa. A Comissão pretende visitar outros órgãos, como o TCM e TCE, além de promover audiências publicas na localidade.
Os deputados Carlos Martins (PT), Alexandre Von(PSDB) e Antõnio Rocha (PMDB) apresentaramemendas ao projeto de lei orçamentária para o exercício de 2010, propondo a destinação de recursos para a construção de prédios da Prefeitura Câmara de vereadores.

Nepotismo pode provocar ação contra prefeitura de Santarém

Na coluna de José Olivar, em O Estado do Tapajós:

A oposição em Santarém, está colhendo provas de casos de nepotismo que, segundo ela, a Prefeita Maria do Carmo vem praticando, objetivando ingressar na Justiça pela prática de crime de responsabilidade. Um caso já foi confirmado. Trata-se do irmão de uma Secretária o qual exerce o cargo de procurador no Município que, aliás, neste cargo, participou de reunião no caso da Gleba Nova Olinda, do Rio Arapiuns. Os casos de nepotismo podem gerar também devolução dos valores pagos indevidamente.

Leia a íntegra da coluna aqui.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A equipe do projeto premiado

Socorro Carvalho fez um comentário sobre a postagem "Programa da Rádio Rural ganha prêmio nacional da F...":

Miguel!

Agradecemos pela bonita divulgação desse momento tão especial pra todos nós, que formamos a Equipe do Projeto Rádio Pela Educação.
Sem dúvidas, que todo esse êxito é fruto de muito trabalho e dedicação, de um coletivo de pessoas que contribuem para que o Rádio Pela Educação se projete.
Estamos muito felizes pela conquista.
Esse Prêmio só nos estimula ainda mais a continuarmos contribuindo com nossa sociedade e partilhando sonhos com nossas crianças e adolescentes de que é possível a construção de um mundo melhor, através da aquisição do conhecimento e da Educação..
Um grande abraço da Equipe que forma a mais Nova Tecnologia Social do Brasil – Rádio pela Educação.

EQUIPE TÉCNICA:

Coordenadora: Rosa Rodrigues
Produtora Executiva: Socorro Carvalho
Assessora Pedagógica: Adrya Letícia
Repórteres: Ageíse Navarro, Cesar Sousa e Júlio Guimarães.
Diretor de Edição: José Maria Gama
Auxiliar Administrativa: Lizandra Brasil
Coordenação Geral: Pe. Edilberto Sena

Estragando a guerra com baladeira

No mesmo dia em que Santarém vira notícia nacional com o prêmio concedido ao programa Rádio pela Educação, da Rádio Rural, pela Fundação Banco do Brasil, um espírito de porco posta esta nota na blogosfera:

Pró-Saúde e diretores são premiados no Hospital Best

A Pró-Saúde, seu presidente, Paulo Roberto Mergulhão, e o diretor de Administração, Carlos Massarenti, foram premiados na edição 2009 do Hospital Best, um dos principais prêmios do setor de saúde. A Pró-Saúde foi escolhida em três categorias: Administração Hospitalar terceirizada, Consultoria Hospitalar e Responsabilidade Social.

Se este fosse um país sério e se os responsáveis por esse prêmio tivessem conhecimento da péssima atuação da Pro-Saúde na administração do Hospital Regional do Oeste do Pará, esses picaretas não fariam jus a essa homenagem.

Relógio atrasado


Os senadores Flexa Ribeiro e Arthir Virgílio apresentaram projeto de lei para alterar a lei nº 11.662 igualou o horário do Oeste do Pará, Acre e parte do Amazonas com Brasília, tão logo o Senado aprovou a realização de referendo para o estado do Acre.

Pelo projeto dos senadores tucanos, haverá também consulta popular nos estados do Amazonas e Pará.

Nota do editor: O Blog do Estado apóia o novo fuso horário da regiao Oeste do Pará.



Programa da Rádio Rural ganha prêmio nacional da Fundação Banco do Brasil



Conforme antecipado pelo twitter do Blog do Estado, o projeto Rádio pela Educação, da Rádio Rural de Santarém foi o vencedor do prêmio de tecnologia social da Fundação Banco do Brasil na categoria direitos da criança e do adolescentes, divulgado ontem à noite, em Brasília.

O 'rádio pela educação' - combate a evasão escolar e repetência de alunos através das ondas do rádio - concorreu com outras duas importantes experiências nacionais: criação de vídeos e documentários em Belo Horizonte e o uso de desenhos como forma de interação entre crianças da periferia de São Paulo.

Na primeira foto, padre Edilberto Sena e Rosa Rodrigues, representantes da Rádio Rural, no momento do anúncio do prêmio de 50 mil reais.
Na segunda foto, padre Edilberto Sena, da Rádio Rural, Bernd Widlich, da Embaixada da Alemanha e Miguel Oliveira, de O Estado do Taspajós.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Jornalista aposta no açaí para fugir do desemprego e empreender

Rafael Menezes
Do Comunique-se, em São Paulo

Uma ameaça de demissão aguçou a criatividade do jornalista Thiago Rocha de empreender e ter seu próprio negócio. “Nossa, não é possível que vou ter que recomeçar tudo de novo”. Foi o que pensou ao ouvir os boatos de que a AOL, uma das melhores empresas em que já trabalhou, iria fechar. Após ficar sem saída, decidiu abrir a República do Açaí.

No começo seus colegas de redação estranharam a iniciativa do jornalista, mas hoje, quase cinco anos depois, ele ganha tão bem quanto um gerente de conteúdo, e ainda trabalha como repórter.

No dia 21 de fevereiro de 2005, Rocha lançou a sua loja, após perceber que o mercado de trabalho no jornalismo estava cada vez mais concorrido, o que levou ele a buscar algo paralelo à profissão.

O jornalista nunca havia trabalhado com açaí, era apenas um apreciador da fruta amazônica. Antes de se formar, trabalhou por três anos em comércio e pôde colocar este aprendizado em prática.

Leia mais aqui.

Comissão da ALC é aprovada

Aprovada hoje na ALEPA proposição de autoria do deputado estadual Alexandre Von que requer Comissão de Estudos para apoiar a criação da Área de Livre Comércio de Santarém.

Além do autor, os deputados Antonio Rocha, Carlos Martins e Gabriel Guerreiro já anunciaram o desejo de particiapar dessa comissão.

UFPA anula questãode Geografia

Após notícias e comentários que rolaram no Twitter, nesta terça-feira (24), sobre o possível vazamento da prova da primeira fase do PSS (Processo Seletivo Seriado), a Universidade Federal do Pará negou o fato e afirmou que não vai anular o vestibular.Segundo conversas publicadas no site de relacionamento, pessoas teriam tido acesso, previamente, à prova de geografia do PSS e teriam constatado que uma questão possuía enunciado e alternativas iguais. Mas a UFPA negou a informação.

Segundo a assessoria da instituição, não houve vazamento. Foi constatada apenas que a questão era semelhante com uma prova utilizada em um vestibular na Bahia, em 2007, e por isso, a diretoria do Centro de Processos Seletivos achou melhor anular a questão.

O item anulado foi o de número 19. O gabarito da primeira fase já foi retificado no site do Ceps (www.ceps.ufpa.br). Todos os candidatos receberão a pontuação referente ao quesito anulado.

De acordo com a diretora do Centro de Processos Seletivos da UFPA, Marilucia Oliveira, a Universidade tem um compromisso moral de prezar pelo ineditismo das questões de seu vestibular. Embora não haja nenhuma obrigatoriedade legal para que as questões de vestibulares sejam inéditas, a anulação foi decidida pela UFPA, por mérito de lisura. 'Nós temos um controle de qualidade e um padrão mínimo que não admite questões repetidas em nossas provas. Por isso, após ter sido detectada a proximidade da questão com a da prova de outra instituição, achamos ético anulá-la', afirmou Marilucia.

Recursos - Os candidatos que realizaram a prova no último domingo (22) tiveram até às 14h30 de hoje para interporem recursos no Centro de Processos Seletivos. O gabarito definitivo da prova será disponibilizado a partir da quarta-feira (25). A previsão é de que o resultado final dos aprovados saia, no máximo, em dez dias. (Portal ORM)

Rádio Rural é finalista do prêmio de tecnologia social


Padre Edilberto Sena e jornalista Rosa Rodrigues recebem, em Brasília, kit de divulgação do projeto Rádio pela Educação, um dos finalistas do prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social.
A premiação dos vencedores será as 19 horas.
Foto: Miguel Oliveira

Juiz condena ex-prefeito, prefeito e vice de Terra Santa

Do Espaço Aberto:

O juiz eleitoral da 89ª Zona, Wilson de Souza Corrêa, passou a caneta no prefeito e vice de Terra Santa, respectivamente Marcílio Costa Picanço e Januário Miranda Lobato. E não só eles. O ex-prefeito Adalberto Cavalcante Anequino também entrou na canetada.
Caneta, no caso, é a sentença condenatória que pune os três com inelegibilidade por três anos, contados de outubro do ano passado, e multa de 50 mil UFIRs para cada. Marcílio e Januário também tiveram cassados seus diplomas.
Os três foram alvo de uma ação de investigação judicial porque, no convite para inauguração de obras públicas, divulgado em carro som em outubro do ano passado, ficou caracterizada a propaganda em favor de Marcílio e Januário, integrantes da chapa que o então prefeito Adalberto Anequino apoiava.
“O abuso de poder político consiste no uso indevido de cargo ou função pública, com a finalidade de obter votos para determinado candidato. Sua gravidade diz respeito à utilização do múnus público para influenciar o eleitorado. Trata-se de uma atuação ímproba, de modo ilícito, de forma a desequilibrar a disputa eleitoral”, diz o magistrado na sentença condenatória.

Recursos beneficiam mais de 300 famílias de reservas extrativistas

Um convênio de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) e o Instituto de Pesquisas Ambientais (Ipam) está beneficiando mais de 300 famílias residentes nas Reservas Extrativistas do Riozinho do Anfrísio, do Xingu e do Iriri, no oeste do Pará.

Os R$ 150 mil repassados pela Sagri para a aquisição de 40 kits farinheira, 15 rabetões (pequenos barcos a motor), com capacidade para 10 toneladas cada, e de materiais e utensílios para a colheita do látexe da castanha do pará, e ainda para custear a formação e capacitação dosribeirinhos. O projeto surgiu de um diagnóstico elaborado pelo Conselho Gestor das reservas extrativistas.

(Fonte: Secom)

Boicote ao círio

Alguns padres não participaram do círio da Conceição este ano em protesto contra o excesso de merchandising dos patrocinadores da festa no trajeto da romaria.

Rompimento à vista

Não convidem mais para o mesmo protesto o padre Ediberto Sena e os ativitistas do Greepeace.

O fogo que consumiu as duas balsas de madeira no rio Arapiuns fez virar pó, também, a dobradinha que o reverendo fazia com aquela ONG barulhenta.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cobertura do twitter do Blog do Estado é elogiada

Sob o título Breakfast, o blogueiro Carlos Kayath fez rasgados elogios à cobertura do Bog do Estado, via twitter, do café da manhã da governadora Ana Júlia com os mais importants blogueiros do estado:

Iniciada às 09:00h, a reunião da governadora Ana Júlia Carepa com os blogs paraenses foi bem civilizada, não se colocou ninguém no paredão.

Show de bola em matéria de blog e tuíter foi a atuação do mocorongo Miguel Oliveira e do presidente do PV Zé Carlos, que transmitiram e comentaram toda a conversa em tempo real. Estava inclusive muito melhor ler o que postavam incessantemente, do que efetivamente participar da discussão...

Vocês já sabem que o nosso estilo é mais de editorial, então com a ajuda de micro-câmera gravei umas respostas mais interessantes, para que a memória não me traia mais tarde ao comentar. Mesmo assim fiz duas perguntas: divisão do Estado e Saúde.

Com relação ao time do Flanar sou testemunha que o Dr. Carlos Barreto levou todas as perguntas da equipe, e sorteou de forma correta duas delas, que foram efetivamente feitas. Ele nem apresentou a sua própria pergunta, o que demonstra notável desprendimento. É verdade que ele me disse que vocês não vão acreditar, mas vale o meu testemunho, não é?.

E, prezado Zé Carlos, ao contrário do que você postou, a bateria não acabou no meio da gravação, estava apenas revisando o equipamento, rsrs.

Resumo do encontro de Ana Júlia com blogueiros está no twitter do Blog do Estado

Ana Júlia no twitter

A governadora Ana Júlia fala aos jornalistas e blogueiros e suas afirmações são postadas up to date no twitter do Blog do Estado e do Zé Carlos do PV.

Ana Júlia e os blogueiros

Ana Júlia diz que lutou por obras importantes que nao verá sua inauguração no cargo de governadora, como por exemplo, a usina de Belo Monte e a siderúrgica de Marabá.
Foto: Zé Carlos do PV

Ana Júlia presta contas em encontro de blogueiros em Belém

A governadora Ana Júlia Carepa afirma que não há divergência de dados entre o governo e associação de concursados quanto ao número de aprovados nos concursos realizados pelo governo do estado. "O que há são pessoas que estão no cadastro de reservas. Aprovados foram, mas não foram classificados", afirmou.

Garapeira Ypiranga

Em tempos de festividade de N.Sra. da Conceição, nada mais caracterísitco do arraial do que a garapeira Ypiranga, registrada aqui, em fotografia da metade do século passado.
Foto: Arquivo de Lúcio Flávio Pinto.

Time do São Raimundo foi desmontado

Enquanto os dirigentes do São Raimundo faziam proselitismo político, surfando nas glórias do título de campeão brasileiro da série D, os cartolas de outros clubes paraenses ficaram de olho no elenco do Pantera e conseguiram desmontar a equipe que foi a sensação do futebol paraense em 2009.

Ontem, em Tucurui, Time Negra, versão do Kirkatejêo apresentou sua zaga formada por Filho e Preto Marabá, na derrota por 3 x 1 para o Independente, de Tucurui. Outro contratado, Kolt Marrone, ficou no banco.

Déo Curuçá, outra peça importante no esquema do técnico Lúcio Santarém, estreou ontem em Cametá, e fez o gol da vitória contra o Castanhal.

Nesta semana, há rumores que outros jogadores não retornarão mais a Santarém e assinarão com outros times do interior do Pará.

O Ananindeua, do técnico Valter Lima, está de olho em um lateral e um meio-campo.

Círio reúne cerca de 100 mil pessoas

Mesmo sob intenso calor, o círio da Conceição reuniu cerca de 100 mil romeiros, ontem, em Santarém.
A foto de Eros Bemerguy, registra a passagem da imagem a altura dos quiosques da nova orla da cidade.

Um caldeirão de belezas. Na região do Tapajós.

Do Espaço Aberto:

Se alguém ainda tinha dúvidas de que a região de Santarém, no Tapajós, é a mais linda do Brasil, então agora deve ter afastado todas elas.
Para tanto, basta ter assistido à reportagem de mais de meia hora – o que equivaleria a umas 30 páginas de jornal – que o Caldeirão do Huck exibiu neste sábado (21).
Bem-humorada, terna, objetiva e com belas imagens (veja as fotos), a matéria sobre a aventura da família Nascimento – natural de Jaú, em São Paulo – em plena Floresta Amazônica, mais precisamente nas regiões de Urucureá e Suruacá, mostrou a riqueza cultural e o modo de vida simples, mas autossuficiente, de comunidades ribeirinhas. E desvendou hábitos e costumes desconhecidos de boa parte do Brasil.
Ponto para o Huck.
Ponto para a Globo.
Para sabe mais, clique aqui.

Jatene confirma candidatura ao governo do Estado


Foto: Adauto Rodrigues


Em entrevista ao Diário do Pará, o ex-governador Simão Jatene declarou que está “trabalhando como nunca” para ser o candidato tucano ao governo. E garantiu não ter interesse em uma candidatura ao Senado, como vinha sendo ventilado por setores do próprio PSDB. “Claro que sou (pré-candidato ao governo) e o sou com muita satisfação, em decorrência do fato de que essa candidatura vem se forjando num esforço coletivo. Não sou candidato simplesmente porque quero ser. Sou candidato porque sinto nas ruas as pessoas me pedindo para ser. Por onde eu ando, ouço: ‘Governador, volte; nós precisamos do senhor’. Outra razão é que na classe política, prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, deputados estaduais, federais do nosso partido e mesmo de outros partidos me procuraram para conversar. É isso que me alimenta. Se não fosse assim, eu estaria dando aulas na universidade, tocando violão, pescando”, declarou Jatene.

O ex-governador diz sentir também apoio da direção nacional do partido para o projeto de ser candidato. “A executiva tem informação desse sentimento mais geral. Eu confesso que jamais iria ficar insistindo, se não fosse isso. Teria até vergonha de ficar forjando alguma coisa ou tentando criar algum tipo de constrangimento às pessoas ou nas lideranças”.

Entre as vantagens como candidato, Jatene cita “forte adesão popular e espaço para aliança”. “Esta é uma candidatura que vai ganhar a eleição porque é o desejo do Estado, hoje”, disse o ex-governador. Jatene garantiu também acreditar que o PSDB não deixará para escolher o candidato em uma disputa durante a convenção partidária que ocorrerá em junho do ano que vem.

Mesmo evitando fazer críticas diretas ao ex-governador Almir Gabriel, Simão Jatene disse que o apoio que recebe hoje dentro do partido é fruto da decisão que tomou de ficar em Belém e cuidar dos tucanos durante o pesado luto pela derrota para Ana Júlia Carepa. Ao mesmo tempo, as dificuldades de Almir dentro da legenda viriam justamente do fato de ter “deixado o Estado e por duas vezes se despedido dizendo não querer mais saber de política”.

Segundo Jatene, Almir saiu “num momento em que o partido ficou vivendo um drama muito grande”.

SENADO

O ex-governador recebeu a reportagem do DIÁRIO, em seu apartamento, no centro de Belém, na última sexta-feira - três dias após um encontro em Brasília com o também ex-governador Almir Gabriel e com a direção nacional do PSDB. Dessa reunião, esperava-se que saísse o nome do candidato tucano ao governo nas eleições do ano que vem. Não houve, contudo, acordo entre os dois caciques e tudo indica que as negociações voltaram para a estaca zero, embora os dois lados tenham dito que as conversas “estão avançando”.

A vaga de candidato ao governo tucano vem sendo alvo de uma disputa interna jamais vista no PSDB. Hoje são três os pré-candidatos. Além dos ex-governadores, o senador Mário Couto voltou a anunciar que está no páreo. A disputa começou em março deste ano, com Almir Gabriel lançado o nome de Mário Couto e fazendo pesadas críticas ao ex-afilhado político Simão Jatene. De lá para cá, o partido já marcou pelo menos três datas para fazer o anúncio do candidato. Mário Couto chegou a anunciar que renunciaria em nome da unidade do partido, mas desde que o escolhido fosse Almir Gabriel. O problema é que, hoje, tanto Almir quanto Jatene brigam para ser o candidato ao governo.

Na entrevista ao DIÁRIO, Simão Jatene comentou as críticas feitas pelos partidários de Couto de que seria um candidato “pouco aguerrido” e por isso a opção por Mário ou Almir, que lutariam mais pela vitória. “Você já ouviu falar do preço da responsabilidade? Quanto mais responsável, mais alto é o preço que se paga. Quem não é responsável, pode dizer qualquer coisa, em qualquer circunstância. Como eu me sinto responsável, não dá para sair por ai pensando com o meu fígado, querendo parecer o valentão. Agora eu tenho uma quase obsessão na luta pelas minhas convicções”, disse.

Jatene garantiu que não será candidato ao Senado porque “não é isso que as pessoas pedem”. “Ninguém chegou e perguntou se eu ia ser candidato ao Senado, nunca me dizem, ‘olha te esperamos no Senado’”.


sábado, 21 de novembro de 2009

Manchetes deste final de semana de O Estado do Tapajós


CALOR VAI POR À PROVA RESISTÊNCIA DOS FIÉIS NO 91º CÍRO DA CONCEIÇÃO

DERRUBADA DE MATAS DE CONTENÇÃO DEIXARÁ LAGOS DESPROTEGIDOS

POLÍCIA FAZ PROSELITISMO DURANTE APREENSÃO DE DROGAS NA REGIÃO

EMENDAS GARANTEM OBRASA EM MOJUÍ

LIRA MAIA CRITICA CRIAÇÃO DE RESERVAS INDÍGENAS ARTIFICIAIS

ADEPARÁ ESPERA SUPERAR PRIMEIRA ETAPA DE VACINAÇÃO

ANUNCIADOS VICE-REITORA E PRO-REITORES DA UFOPA

II SALÃO DO LIVRO TEM PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA

JARI; UMA HISTÓRIA ERRADA DESDE O CORONEL JOSÉ JÚLIO

QUILOMBOLAS DO ARAPEMÃ ESPERAM TITULAÇÃO, MAS PECUARISTAS TENTAM ANULAR SENTENÇA QUE RETIRA PARTE DE SUAS TERRAS

GELLER DEFENDE OBRIGATORIEDADE DE DIPLOMA PARA JORNALISTA

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estado vai oferecer mais 1.196 vagas em nove concursos


A Secretaria de Estado de Administração (Sead) está elaborando mais nove concursos para o preenchimento de 1.196 vagas
em nove órgãos governamentais. Serão ofertadas 22 vagas para a Secretaria de Governo (Segov); 23 para a Secretaria de
Integração Regional (Seir); 57 para a Secretaria de Comunicação (Secom); 40 para Instituto de Florestas (Ideflor); 51 para a
Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapespa); 96 para o Instituto de Metrologia (Imep); 75 para a Fundação Hemopa; 158 para
Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa) e 674 para o Hospital Ophir Loyola.

Ainda não há data marcada para o lançamento dos editais, com exceção do concurso para o Ophir Loyola, cujo edital deverá
ser divulgado ainda este mês.

Outros seis concursos estão em andamento no Estado. Serão preenchidas vagas na Polícia Civil (350); Centrais de
Abastecimento do Pará - Ceasa (77); Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social - Sedes (60); Secretaria de Educação
- Seduc (220), Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado do Pará - Iasep (143) e Secretaria de Saúde Pública
- Sespa (cadastro de reserva).

Os concursos em andamento oferecem 850 vagas.

Um projeto que une Rádio e Educação quebra o isolamento de escolas na Amazônia


Elza Pires

Uma tecnologia social que une educação e comunicação já beneficiou, nos últimos dez anos, mais de 30 mil crianças e adolescentes em idade escolar nas regiões próximas a Santarém, no Pará. O Programa Rádio Pela Educação (PRPE) é uma realização da Diocese de Santarém, através da Rádio Rural. O programa foi escolhido como um dos 24 finalistas do prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais. O resultado do prêmio será anunciado no dia 24 de novembro quando serão escolhidos os oito melhores projetos.

Atualmente, o programa é realizado em parceria com as Secretarias Municipais de Educação de Santarém e Juruti. Conta, ainda, com a participação de escolas do município de Belterra. Além do conteúdo pedagógico do programa, que é trabalhado pelos professores em sala de aula, há também a instalação de equipamentos de som nas escolas que permitem uma rádio interna. A iniciativa estimula os alunos a elaborar conteúdos e ter contato com a produção do rádio na própria escola desenvolvendo programas a partir de cada realidade local.

A ação educativa a partir do programa de rádio Para Ouvir e Aprender chega às escolas espalhadas na região, através de radinhos à pilha ou à energia elétrica, tanto das zonas urbanas quanto das zonas rurais dos municípios envolvidos. Atinge comunidades distantes e isoladas da Amazônia onde o barco ainda é o principal meio de transporte. Neste cenário de isolamento, o programa de rádio é o principal meio utilizado pelos professores para tratar de temas como o incentivo à leitura e à escrita, a educação ambiental, os direitos da criança e do adolescente, entre outros. Os educadores desenvolvem as atividades pedagógicas considerando os conteúdos que também se encontram em um Guia Pedagógico, produzido pela equipe do PRPE em parceria com a Universidade Federal do Pará.

O Projeto já envolve cerca de 1.200 professores e professoras. O programa é transmitido pela Rádio Rural de Santarém, emissora da Diocese local. O ‘Para Ouvir e Aprender’ leva e traz, nas ondas do rádio, as vozes de meninas, meninos, professores, professoras, pais, especialistas, gestores públicos, etc. Vozes muitas vezes esquecidas nas regiões de difícil acesso, como nas regiões ribeirinhas, nas várzeas e nos planaltos, lugares onde só se chegam pelos rios Amazonas, Tapajós ou Arapiuns. Lugares para os quais se levam horas e até dias para chegar. Lugares onde só o rádio consegue quebrar a barreira da distância, do isolamento e do desconhecido.

São vozes que falam da escola, da comunidade, do bairro, da cidade, da educação, do dia-a-dia, de sonhos, de esperanças, do futuro e de cidadania. Seja através das cartas, entrevistas, debates, músicas, poesias, lendas e das radionovelas, as crianças e os adolescentes participam do mundo da comunicação como protagonistas da sua própria realidade.

Outra ação desenvolvida pelo programa é a implantação de rádios internas nas escolas atendidas pelo projeto. As escolas recebem equipamentos para montagem de um sistema de som, através do qual é desenvolvida a experiência de rádio na escola. Professores e alunos recebem orientações para a produção de programas de rádio na própria escola. A iniciativa começou ano passado e está sendo ampliada.

Três dias por semana a voz da professora, cede espaço para o rádio, que durante 30 minutos traz a educação por meio do programa ‘Para ouvir e Aprender’. Atentos, os alunos prestam atenção nas informações repassadas pelos locutores. O conteúdo aborda questões, por exemplo, sobre não jogar lixo no chão para não prejudicar a cidade. “Quando eu era pequena eu ouvia o rádio pela educação e aprendi muitas coisas”, explica Daiana Batista, 9 anos, uma das ouvintes do programa.

Para os professores o projeto é um grande parceiro na formação dos meninos e meninas: “É um poderoso aliado numa sociedade que, hoje, é muito influenciada pela mídia. A escola acaba sendo um pouco desinteressante em alguns pontos, mas o Rádio pela Educação traz a cidadania para dentro da sala de aula com temas relevantes como a humanização, os cuidados com o meio ambiente, isso é muito válido”, afirma a professora Emilse Diniz.

Democratas do Oeste do Pará fazem encontro regional em Santarém


O II Encontro Regional do Democratas no Oeste do Pará será realizado neste sábado (21/11), a partir das 8:30 horas, na plenária da Câmara Municipal e contará com a presença de filiados e simpatizantes, lideranças comunitárias e de associações de bairros do município, além de lideres regionais e nacionais do partido.


O encontro terá a presença do presidente do Democratas Estadual, Deputado Federal Vic Pires, o vice presidente Estadual, Deputado Federal Lira Maia, as lideranças da região, como a presidente do Democratas Estadual Mulher e ex-vice-governadora, Valéria Pires Franco, o presidente do Democratas Jovens Nacional e Deputado Federal Efraim Filho, o Deputado Federal e líder do partido na câmara, Ronaldo Caiado, Deputado Federal, Márcio Junqueira, Deputado Federal, Antônio Carlos Magalhães – A.C.M. Neto, Senadora Kátia Abreu, os deputados estaduais, Márcio Miranda e Haroldo Martins. Estarão presentes, ainda, prefeitos, vices prefeitos e vereadores dos 28 município do Oeste do Pará.

Esta sendo feito um cadastramento para os interessados em participar do Encontro, os assessores dos vereadores Erasmo Maia e Henderson Pinto, no Gabinete da Câmara, estão fazendo as inscrições que também podem ser feitas através do site www.erasmomaia.com.br.

Os conceitos do Democratas é trabalhar com a força das novas idéias, segurança pela vida e liberdade para crescer, e é nesse sentindo, segundo Erasmo Maia. “ Temos a preocupação de trazer novas formas de trabalho em conjunto, o compromisso maior do Partido é com a liberdade”, finalizou e ressaltou o presidente do DEM no município.

Montado atendimento médico para o círio

Com um total de 70 profissionais, a Secretaria Municipal de Saúde, estará com uma estrutura para atender os casos de urgência e emergências, que porventura acontecerem durante o Círio.

Dentre elas, estará o Pronto Socorro Móvel, que dará todo o suporte, além das ambulâncias do SAMU, e dois carros de apoio.

Durante todas as noites haverá profissionais para atender a população que necessitar de atendimento.

(Fonte: PMS)

Consciência negra


Carlos Brito*

Caríssimo, gostaria de partilhar essa reflexão com os leitores do seu blog, que na minha opinião é um dos mais conceituados da região.

Hoje é celebrado em todo o Brasil o dia da Consciência Negra. A data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.Hoje é um dia que não se comemora, se indaga, não se festeja, se faz pensar e resgatar a memória de um povo que teve que lutar e ainda luta para garantir seus direitos.

Um povo que amargou e viu seu sangue ser derramado pela cobiça e pela burrice de quem se achava superior.

Passados séculos de uma realidade que ainda assombra e reflete na sociedade atual, o negro, o afro, o preto - ressurge como uma figura que ultrapassa gerações com a esperança e a fé nos orixás ao som dos tambores do fogo, do ar, da água e da terra. E nessa trajetória a alma da resistência surge na figura de zumbi dos palmares, dos negros, dos excluídos, dos cansados de sofrer.

Sonhador incansável e guerreiro de nascimento, o rebelde que carregava no peito o orgulho da cor, da cultura e costumes dos filhos da mãe áfrica. Apunhalado e morto como um animal, o fantasma de zumbi ainda perturba muitos poderosos e reencarna em muitos guerreiros que lutam pela igualdade, por melhores condições de moradia, de saúde, de educação ... de vida.

Axé aos negros, aos índios, aos brancos....Axé a vida!!!!

*Estudante de Jornalismo