sábado, 5 de dezembro de 2009

Corrida eleitoral: manobras e palpites

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Se o que aconteceu na política paraense nas últimas semanas tiver seu desdobramento lógico e as evoluções dos personagens principais não forem manobras de despistamento ou de mera especulação, mas atos para valer e ter a devida conseqüência, a aliança entre o PT e o PMDB, vitoriosa em 2006, não mais se repetirá na eleição de 2010. A governadora Ana Júlia Carepa é candidata à reeleição, mas desta vez não voltaria a contar com o apoio do deputado federal Jader Barbalho. PMDB e PT terão palanques distintos para o 1º turno, como aconteceu na eleição anterior. Só que desta vez não juntariam suas forças no 2º turno.

Ao contrário de 2006, Jader vem batendo com força crescente no governo petista e não no adversário de ambos, o PSDB e seus aliados. Pode-se interpretar essa fúria como uma forma de elevar o preço para a composição de interesses por ocasião do 2º turno da eleição do próximo ano. Mas há limites para esse jogo de cena. Se a oposição continuar a ser sistemática e a ênfase dos ataques cada vez maior, haverá um ponto sem retorno. A animosidade estará tão disseminada que os líderes perderão o controle dos correligionários – e o apoio dos seus redutos eleitorais – se voltarem atrás, indicando que tudo não passou de dissimulação ou esperteza política.

Esse limite já foi alcançado? Talvez não, mas pode estar bem próximo. Como a estratégia do PMDB é quase um monopólio da vontade de Jader Barbalho, tudo vai depender do juízo que ele já fez ou está formando sobre o potencial da governadora. As notas de coluna e as matérias que têm saído no Diário do Pará sugerem que Ana Júlia alcançou um grau de desgaste irrecuperável. Se esse convencimento for partilhado pelo PT nacional e, em particular, pelo Palácio do Planalto, talvez Jader seja liberado da coligação local, se garantir seu palanque para a ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula à sua sucessão. Como já parece ter feito.

Caso essa hipótese se confirme, quem seria o candidato do PMDB ao governo do Estado? A propaganda e os artigos que o Diário começou a publicar do – e sobre o – seu proprietário parecem querer difundir a certeza de que Jader irá enfrentar a quarta eleição para a chefia do executivo paraense (com o cartel de duas vitórias e uma derrota, esta o resultado mais recente – e desanimador para ele). Nos artigos que começou a publicar no jornal há três semanas, o ex-senador enfatiza sua experiência como administrador. Vai buscar exemplos do passado e os requenta como prontos para serem servidos como solução para o presente e o futuro. Ou seja: está em condições de aspirar novamente ao cargo.

A decisão é de alto risco, sujeitando o ex-ministro a ficar sem qualquer privilégio ou proteção diante dos processos judiciais que o têm como réu de enriquecimento ilícito, desvio de recursos públicos e outros delitos. As últimas eleições mostraram que ele ainda é o maior aliado de qualquer candidato a cargo majoritário no Pará, mas sua votação já não é suficiente para assegurar-lhe vitória nessa disputa.

No entanto, com base em pesquisas, que, evidentemente, não revela, Jader pode ter chegado à conclusão de que uma boa campanha de marketing pode retocar essa má imagem ou controlar a memória dos seus malfeitos. Adicionalmente, um maior fracionamento do eleitorado paraense lhe garantiria a passagem para o 2º turno, quando algum tipo de composição poderia atenuar sua alta rejeição.

Ou tudo isso não passa mesmo de manipulação e o que o líder do PMDB está fazendo é ocultar uma carta guardada na manga do paletó para o momento decisivo? É possível. Mas esse tipo de manobra não se justificaria em relação ao PT. Jader não precisaria bater tão forte na administração estadual nem se afastar dela, abrindo mão de cargos ou deixando de preencher as compensações oferecidas. Se age assim, é porque já examina outro tipo de coligação. Os Democratas surgiram como alternativa, mas eles são uma força secundária, coadjuvante. O PSDB poderia vir a ser um aliado, dependendo do desfecho da interminável novela protagonizada pelos ex-governadores Simão Jatene e Almir Gabriel.

Se ainda não sabe com quem estará junto para a eleição, parece que Jader não tem dúvida sobre quem deve combater. O Diário do Pará mantém uma campanha sistemática e intensa contra o prefeito de Belém, Duciomar Costa. Pode ser para minar a já combalida aliança do PTB com o PT, prevenir o surgimento do prefeito como candidato ao senado ou imobilizar a anunciada aliança PTB-PR para apoiar a candidatura de Anivaldo Vale, vice-prefeito da capital, ao governo do Estado. Como ela poderia se tornar fonte de desgaste, o PMDB está tratando de lançar lama sobre a administração municipal, tarefa para a qual disporá de farta matéria prima.

Como muito do que é apresentado como fato consumado não passa de balão de ensaio, é um bom exercício especulativo imaginar uma hipótese improvável, embora não impossível: Ana Júlia Carepa, Jader Barbalho e Almir Gabriel medindo forças para o governo. Os dois últimos sem a máquina estadual para impulsioná-los e a primeira sem a mesma perícia para tirar os melhores rendimentos dessa máquina. Se o eixo da disputa pelo poder no Pará está condenada a não conter novidades, que ao menos desmoronem alguns mitos.

Pantera pode perder mando de campo em jogos da série C e Copa do Brasil

A CBF já avisou à Federação Paraense de Futebol que o estádio Jader Barbalho, em Santarém, não tem a capacidade mínima de 10 mil torcedores sentados exigida pelo estatuto do torcedor.
Se não houver reforma do Barbalhão para a susbtituição da área da geral por um lance de arquibancadas até o início dos jogos da Copa do Brasil e do campeonato brasileiro da série C, o São Raimundo terá que mandar seus jogos no estádio Mangueirão, em Belém.
Mesmo que a geral seja transformada em arquibancada, a capacidade do Barbalhao deve cair de 18.500 para 12.500 torcedores.
O atual lance de aruibancadas comporta apenas 8.500 torcedores sentados.

Manchetes de O Estado do Tapajós

VAZANTE PODE SER A MAIOR DA DÉCADA EM SANTARÉM

MARINHA FAZ BALIZAMENTO DE ÁREAS CRÍTICAS

SENADO APROVA CONSULTA SOBRE NOVO FUSO-HORÁRIO

PM VAI FAZER VISTA GROSSA A PIRATEIROS PORQUE POLÍCIA NÃO LAVRA FLAGRANTE

GOVERNO CEDE PATRULHAS MECANIZADAS ÀS PREFEITURAS

Lúcio Flávio Pinto: CORRIDA ELEITORAL É JOGO DE MANOBRAS E PALPITES

BANCADA SANTARENA APRESENTA EMENDAS CONJUNTAS AO ORÇAMENTO DO ESTADO

EVASÃO PODE FECHAR NÚCLEO DO PROJOVEM EM SANTARÉM

CRIANÇAS ESCREVEM AO PAPEL NOEL PEDINDO PRESENTES

ANA JÚLIA ANUNCIA SANTARÉM COMO CIDADE DIGITAL

Miguel Oliveira: AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA FERIDA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sentença determina afastamento já do prefeito de Belém. Agora, é com o TRE

Do Espaço Aberto:

O teor da sentença do juiz Sérgio Lima, da 98ª Zona Eleitoral, que condenou à perda de mandato o prefeito de Belém, Duciomar Costa, e seu vice, Anivaldo Vale, começa a ser conhecido aos poucos.
O dispositivo da sentença – ou seja, a sua parte final, bem lá no finalzinho – é breve.
O magistrado, além de cassar o registro das candidaturas – com a consequente perda dos mandatos de ambos -, aplica multa de R$ 50 mil para o vice-prefeito e de R$ 50 mil para a coligação pela qual foi eleito. Duciomar não foi multado porque já havia sido antes.
E a sentença, além disso, determina que Duciomar seja imediatamente afastado do cargo e que a Câmara de Belém emposse o segundo colocado, José Priante (PMDB), e seu vice Zeca Pirão.
A questão, agora, se desloca para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que com certeza, conforme já adiantou, será chamado a ser pronunciar sobre um pedido de Duciomar, para que permaneça no cargo até o julgamento do mérito do recurso.

ATUALIZAÇÃO ÀS 14H40:

O advogado do prefeito Duciomar Costa, Sábato Rosseti, informou há pouco, por telefone, que na segunda-feira ingressará com recurso perante o TRE, pedindo a reforma da decisão do juiz da 98ª Eleitoral, Sérgio Lima, que casou o mandato do gestor por abuso de poder econômico.
Ao mesmo tempo, segundo Sábato, os advogados do prefeito ajuizarão uma ação cautelar, pedindo que o recurso tenha efeito suspensivo. Com isso, pretende-se que Duciomar só tenha o mandato efetivamente cassado se o recurso, quando julgado, eventualmente não obtiver provimento.
Sábato lembrou que o TRE, em casos do gênero, tem concedido a cautelar, assegurando ao gestor cassado o direito de permanecer no cargo até decisão posterior da Corte. “Já aconteceu isso nos casos de cassação dos prefeitos de Chaves, São Domingos do Capim e Medicilândia, entre outros”, lembrou o advogado.
O advogado enfatizou que até a publicação da sentença no Diário Oficial e a intimação do prefeito, provavelmente na próxima segunda-feira, Duciomar não poderá ser compelido a sair do cargo.

Detran chama 10 mil com pendências para nova habilitação

No AMAZÔNIA:

Mais de dez mil candidatos têm somente até o final deste mês para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Pará. Quem perder o prazo, de pouco mais de três semanas, espremido pelas festas de final de ano, vai precisar reiniciar todo o processo em 2010. Segundo o Departamento de Trânsito do Estado (Detran/Pa), estão nessa situação os candidatos que deram entrada no processo para a primeira habilitação em dezembro do ano passado e, portanto, tinham direito de obter o documento de acordo com a antiga regra. Ou seja, curso teórico de 30 horas e 15 horas de aulas práticas.
Apesar da expectativa de que muitos desses candidatos corram para agendar seus testes em cima da hora, o Detran acredita que, no Pará, não será necessário montar um esquema especial para atender a demanda, como vem ocorrendo em outros Estados. 'Nós estamos preparados para atender a demanda. O que a gente verifica ainda é um certo relaxamento por parte do próprio candidato, que deixa para a última hora. A recomendação é que as pessoas possam se adiantar ao encerramento do prazo, recolhendo os documentos necessários e procurando o Detran em tempo', orientou Carlos Valente, coordenador de planejamento do órgão.
Os candidatos que perderem esse prazo serão obrigados a recomeçar todo o processo a partir de janeiro do ano que vem, mas dessa vez de acordo com a nova regra que passou a valer em janeiro deste ano e aumentou de 30 para 45 o número de horas do curso teórico e de 15 para 20 as horas de aulas práticas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ordenamento da orla

Anisio Quincó deixou um comentário sobre a postagem "Ordenamento da orla de Santarém divide prefeitura":

Que bom que estão pensando nesse ordenamento. Quanto ao terminal, acho interessante utilizar o Tecejuta para cargas e passageiros. Aquela área já é degradada demais para ser utilizada somente para fins de carga. Além do mais, existe área suficiente para implantação de um programa de necessidades amplo, que contemple várias atividades, e com acesso facilitado (Av. Ubaldo Corrêa, a Altamira), com previsão de um terminal de ônibus urbano de passageiros.
Acho que a idéia de ainda usar o terminal Tiradentes é viável, por manter as atividades comerciais que hoje existem, sem perda de link social e linhas de ônibus existentes. Tudo isso não funcionará sem uma certa infra-estrutura, claro.
Enfim, o ordenamento deve visar a ocupação da orla por inteiro, com regras bem definidas. E devem fazer isso enquanto há tempo para tal.


Bancada santarena apresenta emendas conjuntas ao Orçamento do Estado

A bancada parlamentar do Município de Santarém na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, formada pelos deputados estaduais Alexandre Von (PSDB), Antonio Rocha (PMDB) e Carlos Martins (PT), apresentou emendas conjuntas ao Projeto de Lei Orçamentária do Estado do Pará, que encontra-se em análise na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária para posterior deliberação pelo plenário da ALEPA. As emendas, que somadas alcançam o valor de R$ 8.200.000,00 (oito milhões e duzentos mil reais), asseguram recursos orçamentários adicionais para as áreas de transporte, infra-estrutura, educação e cultura, com a seguinte distribuição:

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Transportes
    Programa: CAMINHOS DA PARCERIA
    Projeto/Atividade: Pavimentação e Restauração de Rodovias Estaduais
    Valor: R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais)
    Objeto: Pavimentação de 10 km da Rodovia PA-431, no trecho Mojuí dos Campos à Rodovia Santarém-Curuá-Una, no Município de Santarém.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Obras Públicas
    Programa: GESTÃO MOBILIÁRIA E IMOBILIÁRIA DO ESTADO
    Projeto/Atividade: Construção de Prédios Públicos
    Valor: R$ 1.200.000,00 (Um milhão e duzentos mil reais)
    Objeto: Construção dos prédios do Poder Executivo e do Poder Legislativo do futuro Município de Mojuí dos Campos.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Educação
    Programa: QUALIFICAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA DA REDE ESCOLAR ESTADUAL
    Projeto/Atividade: Reforma de Unidades Escolares
    Valor: R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais)
    Objeto: Reforma de unidades escolares estaduais, no Município de Santarém. Observa-se que, na proposta original enviada pelo Poder Executivo à ALEPA, já constam recursos na ordem de R$ 3.300.000,00 (Três milhões e trezentos mil reais) para esta atividade.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Esporte e Lazer
    Programa: ESPORTE PARTICIPATIVO
    Projeto/Atividade: Construção de Espaços de Esporte e Lazer
    Valor: R$ 3.000.000,00 (Três milhões de reais)
    Objeto: Conclusão do Estádio Estadual localizado no Município de Santarém. Trata-se da contrapartida que o Governo do Estado do Pará necessitará disponibilizar para fazer face à emenda parlamentar ao Orçamento da União, apresentada por toda a bancada paraense no Congresso Nacional, no valor de R$ 30.000.000,00 (Trinta milhões de reais), destinada à conclusão das obras de construção do referido estádio.

A nova proposta orçamentária do Estado do Pará para o exercício de 2010 deverá ser votada até o próximo dia 20 de dezembro, quando a Casa entrará em recesso.

(Fonte: Assessoria parlamentar)

Santarém deve ganhar centro para cirurgias lábio-palatinas

O município de Santarém pode ganhar um centro para pacientes com fissuras lábio-palatinas.
Será o segundo no Pará, já que na capital existe um centro, mas com capacidade insuficiente para atender toda a demanda do Estado. O anúncio foi feito pelo diretor Executivo da Operação Sorriso, Clovis Brito.
A equipe da Operação Sorriso, que esteve em Santarém esta semana para a realização de 60 cirurgias, fará a capacitação dos profissionais enquanto o governo municipal providenciará a estrutura física e os equipamentos.

Campeonato paraense:Tuna encosta no líder Independente

No Blog do Gerson Nogueira:

Quatro jogos finalizaram nesta quarta-feira a 4ª rodada da primeira fase do Campeonato Paraense 2010. No Souza, a Tuna assumiu a vice-liderança (9 pontos) ao vencer o Vila Rica, por 1 a 0, gol de Jóbson no rebote de um pênalti cobrado por ele mesmo, aos 27 do primeiro tempo. Em Santa Izabel, o Ananindeua recebeu o Independente em jogo que terminou empatado em 1 a 1. Pelo time de Tucuruí marcou o atacante Cristiano Tiririca, aos 32 minutos do 1º tempo. Max Melo empatou para o Ananindeua, aos 18 da etapa final.

Em Castanhal, empate de 0 a 0 entre Santa Rosa e Cametá. No estádio Zinho Oliveira, em Marabá, na noite desta quarta-feira, o Time Negra derrotou o Sport Belém por 1 a 0, gol de Waitwai, aos 11 minutos do 1º tempo. Na terça-feira, o Castanhal derrotou o Bragantino, por 3 a 0, no estádio Maximino Porpino. (Com informações da Rádio Clube)

Classificação:
1º – Independente = 10 pontos
2º – Tuna= 9 pontos
3º – Cametá= 8
4º – Ananindeua= 7 (saldo= 0 /4 gols pró)
5º – Time Negra= 7 (saldo= 0 /3 gols pró)
6º – Castanhal= 6
7º – Santa Rosa= 5
8º – Sport Belém=4
9º – Bragantino= 0 (saldo= -9)
10º – Vila Rica = 0 (saldo= -10)

Ordenamento da orla de Santarém divide prefeitura



CILÍCIA FERREIRA

REPÓRTER


Não só a orla da cidade é desorganizada. A recém-criada secretaria municipal de organização portuária trilha pelo mesmo caminho. È surpreendente que o titular da pasta, o ex-deputado Hilário Coimbra, embora esteja disposto a encaminhar as soluções dos graves problemas da orla da cidade, não sabia, por exemplo, que destino terá o píer que a construtora Mello de Azevedo está erguendo na área do novo trecho urbanizado da orla de Santarém. Essa falta de informação pode revelar, também, um descompasso entre as propostas do secretário Hilário e as da cúpula da prefeitura.

O secretário indica algumas propostas para melhorar a área portuária de Santarém, dentre elas destacam-se, a classificação das embarcações por porte - pequeno médio e grande - para que, segundo ele, haja um ordenamento no fluxo dessas embarcações, separando também as embarcações por rotas. Organizar os barcos que tem linhas intermunicipais e intra-municipal, os barcos das comunidades de Santarém.

Outra proposta é a criação de terminais de passageiros separados dos terminais de cargas. Hilário sugere que os terminais de passageiros fiquem em frente à orla da cidade, na chamada área de uso paisagístico-recreativo, sem que isso prejudique a finalidade da área. "O que atrapalha são os caminhões e as cargas que ocupam o mesmo espaço do passageiro", comenta. Hilário é favorável à proposta cujos passageiros devem receber um tratamento especial e diferenciado separado da confusão do embarque e desembarque de cargas. "Penso em um local mais tranqüilo, exclusivo para o passageiro, onde ele não se depare com a agitação de carregadores e cargas", comenta.

Caberiam, segundo o secretário, pelo menos, três terminais no trecho: um na Tiradentes, para aproveitar o aterro que já existe; outro em frente ao Mercado Municipal, que já está em construção; e outro na antiga usina da Celpa ou próximo a Marques Pinto. Hilário diz que "isso ainda está sendo analisado, não está nada decidido".

Em relação ao porto provisório da Tiradentes, ele explica que a área pode ser totalmente aproveitada para a construção do terminal exclusivo de passageiros, uma vez que "o tumulto fica por conta dos caminhões que estacionam no porto e do fluxo de carregadores de cargas misturados aos passageiros". O secretário também expõe a disputa de espaço que os barcos travam para atracarem no local. A transferência desses barcos para outro local, conforme propostas de Hilário, obedeceria a uma classificação por porte de embarcação, mas que ainda não está definida.

Já sobre a obra do cais de arrimo e trapiche flutuante que começou a ser construído na direção do Mercado Municipal, o secretário informa que a obra é da Prefeitura e o projeto é da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF), e não tem informações precisas sobre a obra, apenas que será um cais. Mas diz que poderá naturalmente aproveitar a estrutura para um dos terminais de passageiros.

As divergências

A cúpula da administração municipal pretende transferir para o terminal da Tecejuta todas as operações que hoje estão sendo executadas no terminal improvisado da praça Tiradentes, mas Hilário defende que para lá apenas sejam transferidas as operações de carga. Já que a área tem uma característica própria de cargas, em virtude de disponibilidade de um espaço bem mais amplo para caminhões e carretas. Segundo ainda o secretário, a Vila Arigó seria aproveitada como porto por pertencer à área portuária.

Foi sugerida, também, a organização dos donos de embarcações, em forma de associação para representar a categoria e juntamente com a secretaria ter mais peso para o setor. Além da implantação de campanhas educativas constantes voltadas para os donos de embarcações, os passageiros, os turistas, e todos aqueles que de alguma forma utilizam os portos, seja como meio de renda ou meio de lazer.

O secretário informa que a secretaria será auto-sustentável, pois vai gerar receita para o município. No entanto, a cobrança de taxas só terá validade depois da municipalização da zona portuária de Santarém. "Organizar para que se possa cobrar", declara. Ele explica que não pode cobrar das empresas pelo uso do porto antes da transferência da gestão dos portos. "Não há uma organização nem regulamentação para isso". "Muitas empresas carregam e descarregam no local onde não tem fiscalização".

Hilário diz que as propostas da secretaria são altamente técnicas, estudadas prevendo o desenvolvimento da cidade com o asfaltamento da BR163, onde as grandes transportadoras, que fazem o trajeto pela Belém-Brasília, se deslocarão para a Santarém-Cuiabá e, conseqüentemente, precisarão de uma estrutura portuária bem consolidada.

Bancários inauguram subsede em Santarém

Nesta sexta-feira, 04 de dezembro, será naugurada a subsede do Sindicato dos Bancários na região Oeste do Pará. O espaço, situado à Travessa 15 de Agosto, Ed. Augusto Coimbra nº 19-B, sala 01, será um ponto de apoio para atendimento e reuniões da categoria na região.

Além disso, nesse mesmo dia, os bancários comemoram mais uma campanha salarial vitoriosa com a Festa do Reajuste 2009, que marcará a confraternização de fim de ano dos bancários em Santarém.

O presidente do Sindicato, Alberto Cunha, está na cidade visitando as agências e dialogando com os bancários, com o objetivo de avaliar a Campanha Salarial 2009 e debater sobre os rumos da categoria para 2010.

Policia investiga uso do Navega Pará com fins comerciais

O acesso à internet via Navega Pará em Santarém tem sido comprometido por problemas de conexão do servidor e por denúncias de que provedores estão utilizando o sinal para pacotes comerciais.

Jorge Souza, da Diretoria de Clientes e Mercado (DCM) da Empresa de Processamento de Dados do Pará (PRODEPA), explica que são cerca de 100 pontos conectados, na rede do NAVEGAPARÁ, entre escolas, unidades de segurança pública, saúde, administrativas e de justiça e cidadania. Dois pontos de livre acesso (Orla/Igreja Matriz e mirante) e 10 infocentros. O link principal de chegada em Santarém tem a capacidade de transmissão de 6,25 Gbps e cada ponto conectado pode atingir até 6 Mbps.

Sobre as ocorrências de comercialização do sinal do 'Navega Pará', Jorge admitiu que o PRODEPA tem conhecimento da captação do sinal por outras antenas próximo aos pontos de acesso aberto, mas diz que nãopode comentar o assunto. "Pelo fato de estar sob investigação, não podemos divulgar", despistou.

Jorge alerta que a captação ilícita do sinaldo Navega Pará tem a mesma tipificação do crime de furto disposto no artigo 155 do Código Penal, pelo qual, desde que juridicamente comprovado o crime através de processo judicial com todas as garantias constitucionais previstas, a pena é de reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Por este motivo, já existe um equipe de policiais complementada com peritos, investigando os supostos autores do desvio de sinal para posterior apuração de responsabilidades. Adicionalmente, estão sendo instalados servidores "proxy", no intuito de manter um maior controle sobre os acessos nos pontos públicos.

Os órgãos públicos que recebem o sinal do navega Pará têm os serviços atrasados por causa do sistema. A Superintendência Regional de Polícia Civil os serviços são afetados diretamente. Francinara de Almeida, assistente administrativo da superintendência, informa que o sistema oscila freqüentemente, comprometendo o atendimento. "O sistema fica fora do ar e as pessoas pensam que nós não queremos atender", comenta a assistente. Francinara informa que quando o sinal do Navega Pará normaliza os serviços são agilizados, mas que na semana passada o sistema passou a maior parte com problemas. "Não ficava sempre fora do ar, mas o servidor sempre 'caía'", comenta.

No departamento de identificação da Polícia Civil, o problema é o mesmo. Os usuários que vão para tirar seu documento de identidade têm que esperar horas, se quiser sair com a carteira de identidade nas mãos no mesmo dia.
Os funcionários contam que o serviço atrasa, mas a fila só não é maior por causa da descentralização dos serviços de expedição de carteiras identidades.

Já no Mirante, onde existe uma antena do Navega Pará com sinal aberto, os internautas que se utilizam do espaço para navegar na rede, também apontam os mesmos problemas.
Andréia Reis, moradora do bairro do Maracanã, disse que vai todos os domingos ao Mirante para acessar. Ela conta que a conexão à rede, geralmente, é mais rápida aos domingos. Mas que ultimamente tem sido mais difícil.

UFOPA nasce como referência amazônica, diz vice-reitora

Segundo a professora Raimunda Monteiro, vice-reitora da recém-criada Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA) a nova universidade irá produzir conhecimento de excelência sobre a Amazônia. "A UFOPA, já nasce como referencia dentro do sistema que esta aperfeiçoando o ensino no Brasil, dentre as demais novas universidades criadas esta é a única que propõe trabalhar com o sistema de ciclos constituídos sobre eixos temáticos: Sociedade.Natureza e Desenvolvimento: Relações Sociais, locais e globais; A produção do conhecimento: Ciência e não ciência; e, Lógica, Informática e Comunicação".
Segundo a vice-reitora, "na Ufopa estará em foco o conhecimento amazônico, os quais serão trabalhados nos dois primeiros períodos de vida acadêmica, gerando um certificado de Extensão Universitária em Estudos da Amazônia, com o total de 800h aula. O semestre seguinte direciona o aluno ao instituto especifico, o qual direcionará o mesmo ao curso escolhido, o encaminhamento se dará através de uma avaliação desempenho interno", explicou.
Raimunda alerta que "é importante que os vestibulandos saibam que a partir de 2011 a seleção pra ingresso da UFOPA será feita através do ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio, diferentemente dos vestibulares atuais".

Cargill arrenda armazéns no planalto para evitar congestionamento de caminhões na área da CDP

Até que enfim uma boa noticia da Cargill, muito embora esta não mereça a atenção da 'assessora de imprensa' da multinacional em Santarém: em 2010, os silos da Matogrosso Cerais, na comunidade do Cipoal, servirão de entreposto da produção regional de soja que será exportada via porto de Santarém.

Com a medida, a Cargill espera evitar que se formem imensas filas de caminhões na avenida Cuiabá, como aconteceu este ano, atrapalhando o trânsito nas imediações do porto da CDP.

Mesmo os caminhões abastecidos que ficarem no pátio da Matogrosso só entrarão na zona urbana da cidade quando receberem permissão da empresa para se deslocar até o porto sem necessidade de esperar em fila, do lado de fora do terminal, na avenida Cuiabá.

Diretoria do Leão pune atletas por derrota diante do Pantera

Inacreditável.
Os jogadores do São Francisco perderam o direito de ir aos treinos a bordo de ônibus confortável após a derrota para o São Raimundo, por 2 x0, na última terça-feira.
Ontem, os atletas do leão tiveram que se espremer no interior de uma van para chegar até o campo de treinamento.
Nenhum diretor apareceu para incentivar os jogadores. O técnico Arapixuna teve que se virar sozinho para incentivar a equipe.
Os jogadores azulinos são acusados pela diretoria de fazer corpo mole em campo, apesar de todo o apoio que lhes é dado, incluindo, aí, gratificações por vitórias.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pará receberá o maior projeto de exploração de níquel do mundo

A Anglo American apresenta - hoje, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) - o maior projeto de níquel do mundo: o Projeto Jacaré. Localizado na Comunidade do Jacaré, a 60 km da cidade de São Félix do Xingu, sul do Pará, o empreendimento movimentará a cadeia produtiva da região, gerando mais emprego e renda.

O Projeto Jacaré, que requer investimentos totais da ordem de R$ 9,4 bilhões, já consumiu R$ 23 milhões em pesquisa geológica e avaliação de reservas minerais, que somam mais de 495 milhões de toneladas de minério saprolítico e laterítico com teor médio de níquel de 1,19%. O projeto contempla o tratamento do minério saprolítico por uma planta de pirometalurgia e o tratamento do minério laterítico por uma planta de hidrometalurgia.

As reservas minerais de Jacaré foram avaliadas e apresentam potencial para suportar uma planta industrial de pirometalurgia e outra de hidrometalurgia. A produção anual estimada de níquel é da ordem de 35.000 toneladas provenientes da planta de pirometalurgia e de 47.000 de toneladas de níquel eletrolítico mais 5.400 toneladas de cobalto provenientes da planta de Hidrometalurgia.

Aprovado no Senado referendo sobre fuso-horário no Oeste do Pará

Por Daniel Nardim:

Foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o projeto (PDS 931/2009) de autoria do Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que estabelece a realização de um referendo na região Oeste do Pará e parte do Amazonas, atingida pela mudança de fuso horário desde 2008.

A aprovação ocorre apenas uma semana após o projeto ter sido apresentado. Agora, a proposta segue para votação em plenário em regime de urgência. Em seguida irá para tramitação na Câmara dos Deputados.

O relator na CCJ foi o Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que incluiu uma emenda, a pedido dos senadores Flexa Ribeiro e Arthur Virgílio (PSDB-AM). A alteração, também aprovada, define que o plebiscito seja realizado apenas nas 18 cidades do Pará atingidas pela mudança e em parte do Amazonas.

“Caminhando pelo Oeste do Pará, verificamos que existem dificuldades enormes ocorridas com a mudança, fato aos hábitos da população. Fui solicitado que se fizesse isto que propomos: que se dê à população a oportunidade de decidir se quer ter seu fuso igual ao de Brasília ou retorne ao que era antes da mudança. E isto deve ser decidido por aqueles que tiveram suas vidas alteradas”, explicou Flexa Ribeiro.

Para Arthur Virgílio, também signatário do projeto, o referendo pode trazer à tona os transtornos causados à população. “As pessoas que moram nessas regiões estão tendo que fingir o horário deles. São muitas as críticas. Inicialmente defendi as vantagens econômicas que a mudança poderia trazer. Mas, pensamos também na questão social e na segurança, além do transtorno causado para as pessoas. Eu que ia errar, recuei pois sou obediente ao que dizem aqueles que represento. Mantenho a coerência, pois a mudança não está sendo favorável aos moradores de municípios atingidos por essa alteração”, destacou Virgílio, durante a aprovação na CCJ.

Para Flexa Ribeiro, a expectativa é que na Câmara dos Deputados o projeto tramite também rapidamente. “Tenho certeza que a bancada do Pará estará unida na defesa dessa causa, que é dar aos moradores da região Oeste a decisão sobre uma questão que influencia a vida deles. Essas decisões não podem ser tomadas sem o aval da população. E é isso que queremos fazer: dar a chance da população se manifestar”, destaca o senador paraense.

Entenda mais
No dia 24 de junho de 2008, o Estado do Acre e parte do Pará e Amazonas tiveram seu fuso horário alterado em função da Lei nº 11.662, sancionada pelo presidente da República dois meses antes daquela data. Os relógios foram adiantados em uma hora e a diferença horária em relação a Brasília, no estado do Acre, passou de duas para uma hora a menos.

Já no Pará, os municípios do Oeste do Estado ficaram com o mesmo horário de Belém e de Brasília. Exceto, claro, durante o período de vigência do horário de verão, que não vale para o Estado do Pará.

No Oeste do Pará, os municípios atingidos pela mudança em 2008 foram: Alenquer, Almerim, Aveiro, Belterra, Curuá, Faro, Jacareacanga, Juruti, Itaituba, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Rurópolis, Santarém, Terra Santa e Trairão.

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Atualizado às 23h11:

O plenário do Senado votou, às 21h34, o PDS 931/09 do Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), subscrito também pelo Senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que estabelece um referendo para a região Oeste do Pará e parte do Amazonas decidir sobre o fuso-horário que foi alterado nas regiões desde 2008. A matéria foi apresentada e aprovada em apenas uma semana. Já segue agora para a Câmara dos Deputados.

Igreja Universal quer comprar o Baenão

Do Blog do Gerson Nogueira:

Belém- Caiu mais um dos mistérios sobre o controvertido projeto de venda do estádio Evandro Almeida. O comprador, ainda não divulgado oficialmente, será mesmo a Igreja Universal, que já apresentou proposta e aguarda a decisão dos conselheiros do clube. No âmbito da igreja, já se comenta que no local onde fica hoje o estádio do Remo será erguido ”o maior templo das Américas”, com quatro torres que se destacarão na paisagem da cidade.

Desde o começo das negociações, a diretoria do Remo optou por divulgar o nome de uma construtora e incorporadora paulista como interessada na aquisição. Nesta quarta-feira, em contato com o comentarista Rui Guimarães, da Rádio Clube, um pastor da Universal informou todos os detalhes do negócio. A proposta da igreja não contemplaria, porém, a espera de dois ou três anos (tempo que levaria para a construção de um novo estádio, fora da área urbana) para utilização do terreno da rua Antonio Baena.

Antes da Universal, os dirigentes do Remo chegaram a propor a venda para um grupo supermercadista de Belém e para o prefeito Duciomar Costa. Segundo fontes do próprio clube, a dificuldade em obter certidões negativas emperrou o negócio até agora.

Hospital regional muda consultas de 'retorno'

Cilícia Ferreira
Repórter

O médico Valter Sinimbu, da secretaria municipal de Saúde (SEMSA), informa que a única alteração ocorrida nos agendamentos de consultas do Hospital Regional do Baixo-Amazonas foi a da marcação das consultas de retorno, que antes eram feitas no próprio Hospital Regional. O médico explica que houve um acordo entre o Estado e o município para que os retornos devam ser marcados pela central regulação, para que pudesse haver uma garantia de atendimento, evitando com que pacientes não voltem para casa sem atendimento.

"Assim, o paciente já marca previamente", diz Sinimbu. O paciente sairá do Regional com a solicitação, devendo se dirigir a unidade de saúde, para que seja feito o agendamento por telefone através da unidade. Nos casos de pacientes de outras cidades, o paciente deverá procurar a 9ª Regional do Estado (SESPA) para que seja agendado o retorno desse paciente.

O médico explica que todas as consultas e exames de média e alta complexidade são regulados pela SEMSA, ou seja, o paciente precisa ter uma solicitação médica e esses exames ou consultas são marcadas previamente pela secretaria. O procedimento é feito visando a organização do fluxo dessas consultas ou exames. Sinimbu expõe a finalidade do Hospital Regional que é um hospital de referência, para atender alta e média complexidade para isso precisa dispor de controle do fluxo de atendimentos.

Sinimbu explica que todo o processo de marcação de consultas exames é realizado desde a implantação do hospital na região. Todas as secretarias marcam com a central de regulação. A central de regulação é regional e atende todos os 21 municípios da região, como exemplo, um doente de Monte Alegre que precise ser transferido para o Hospital Regional tem sua transferência marcada pela secretaria municipal local através da central. "Isso ocorre para que o doente não venha à Santarém sem a certeza do atendimento", comenta.

O médico explica que nos casos dos pacientes de outros municípios já estarem em Santarém e serem atendidos por aqui, a marcação do retorno é feita por meio da 9ª Regional de Saúde (SESPA), pois é através da Sespa que é feito o controle do pacientes em tratamento fora do domicílio.

Como critérios para o agendamento, há necessidade de um médico fazer uma solicitação. É esse médico que indica a necessidade ou não do doente consultar um especialista. As consultas agendadas são consultas eletivas. "Tendo a vaga disponível, a central verifica dentro de cada especialidade quantas vagas existem. Desde que haja vaga o paciente é agendado", esclarece Sinimbu.

Nos casos de desistência, o médico diz que é verificada a lista de agendamento e antecipada as consultas para os pacientes posteriores. Ele acrescentou que o agendamento é feito cerca de 15 dias antes da consulta ou exame, para que os serviços se programem e não deixe o paciente sem atendimento. Se houver mudanças, como, um médico adoecer, entrar de férias ou ir a um Congresso os serviços são orientados a notificar a secretaria com antecedência. Nos casos de férias, a notificação precisar ser feita, pelo menos, um mês antes. Nos casos de viagem à congressos, no mínimo 15 dias.

"Isso organiza, evita filas os pacientes, evita que as pessoas de outros lugares venham aqui [Hospital Regional] e não consigam vagas", diz o médico.

Pimenta é refresco para Odair Corrêa

Vejam em que se transformou o nosso vice-governador Odair Corrêa apó sua viagem à China.

De lá voltando, Odair anunciou que pretende impor aos alunos das escolas públicas o estudo do mandarim, uma das inúmeras línguas daquele país.

Agora, talvez fustigado por coceira de pó de mico ou urtiga, Odair se apresenta como expert em pimena-do-reino, especiaria que ele, até bem pouco tempo, conhecia apenas como condimento de comidas picantes.

A dúvida é se Odair, embalado por essa cruzada quixotesca, vai se interessar pelos efeitos colaterais do chá do capim barba de bode e anunciar, em breve, que tal remédio caseiro poderá ser liofilizado para distribuição nas farmácias populares espalhadas pelo país afora.

Um apagão nacional

Adenauer Góes

Na noite do dia 10 de novembro milhões de brasileiros foram submetidos mais uma vez a um apagão de proporções gigantescas (não podemos ter memória curta e nos esquecermos do apagão aéreo que tanta confusão trouxe na mobilização das pessoas), este novo apagão afetou nada mais nada menos que 18 estados e algo em torno de 80 milhões de pessoas. O instinto fez com que o uso de alternativas elementares do passado como a iluminação a luz de velas e a noticia captada através do radio até para saber o que realmente havia acontecido voltassem repentinamente a serem utilizados.
O prejuízo com a produção é imensurável (quem paga esta conta?) a segurança ficou como se diz no popular, sem pai e sem mãe, a orientação e o bom senso mandavam permanecer em casa e de preferência bem trancado. Em plena era da tecnologia, os telefones celulares tiveram funcionamento precário e a internet também. Baterias resistiram enquanto puderam, mas somente geradores de potência maior resistiram as mais de quatro horas de apagão em centenas de cidades principalmente na região sudeste.

Leia mais aqui

Pontuando - José Olivar


Toque, não me toque....


Na Coluna de José Olivar, em O Estado do Tapajós:

Um médico urologista que atua em Santarém, não gosta de fazer o "toque" para detectar possível problema prostático. Segundo ele, não há necessidade do exame, se forem baixos os índices do PSA e da ultrassonografia.

Pessoalmente, acho que este profissional caminha na contramão da recomendação unânime da Medicina.

Tenho confirmação de dois casos de recusa do referido profissional. Por outro lado, os excelentes profissionais da urologia, Alberto Tolentino e Mauro Carneiro, rotineiramente fazem o "toque" nos seus pacientes.

Leia a coluna na íntegra aqui.

Criação de novos cartórios em Santarém

Por José Olivar

José Ricardo Geller e Jarbas Vasconcelos (eleitos respectivamente, para OAB/STM e OAB/PA), devem ter em mente, como uma das primeiras ações, a luta para criação na Comarca de Santarém, de mais três cartórios destinados aos registros públicos de: pessoas naturais e jurídicas; títulos e documentos e imóveis.

Como é sabido, há mais de 30 anos que em Santarém existem apenas três cartórios destinados a estes serviços, só que a população aumentou - hoje é de mais 200 mil habitantes - a cidade cresceu, e continuamos com a mesma estrutura daquela época, o que é inconcebível. Sei que os novos dirigentes abraçarão esta luta junto ao TJE, em prol da coletividade. Atualmente a delegação para cartórios se faz por lei e mediante concurso público.

Quem é o responsável?

Há cerca de um mês, em Santarém, lideranças de índios ressurgidos da região do Maró anunciaram na presença de procuradores federais que iria destruir as balsas carregadas de madeira que foram retidas na comunidade de São Pedro, no rio Arapiuns.
A ameaça virou realidade e a madeira foi queimada após um reunião dos manifestantes com um procurador federal.
Ontem, em Altamira, na presença de procuradores federais, lideranças indígenas anunciaram que haverá um 'banho de sangue' na região do Xingu se o governo prosseguir com o projeto de construção da usina de Belo Monte.
Será que o pior vai acontecer de novo e o MPF assiste a tudo de camarote?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um vídeo sobre as belezas de Alter do Chão, Flona Tapajós e Ponta de Pedras


Senado aprova plebiscito do Estado de Carajás

O plenário do Senado aprovou, na tarde desta terça-feira, o projeto de plebiscito para criação do Estado de Carajás. Agora, o projeto segue para apreciação da Câmara dos Deputados. Caso venha a ser criado, o novo Estado será um dos mais ricos do país, em função de sua potencialidade em recursos minerais. Terá cerca de 1,5 milhões de habitantes e renda per capita cinco vezes superior à do Estado do Pará.(Blog do Gerson Nogueira)

Obras emergenciais em Santarém

Continuam sendo executadas em Santarém obras emergenciais de drenagem profunda com várias frentes de serviço nos trechos críticos afetados com alagamentos e erosões nos primeiros meses deste ano, em função do período chuvoso. Bairros como Santarenzinho, Jardim Santarém, Aeroporto Velho e Interventoria já estão sendo contemplados com essas obras.
Em outros pontos da cidade, também estão sendo realizados pela prefeitura de Santarém, trabalhos de infraestrutura. Na Orla da cidade, às proximidades da praça do Mascotinho, já está sendo executado o reforço estrutural do cais de arrimo, seguindo os padrões da obra realizada há dois anos na Orla em frente ao Museu João Fona.
Na Avenida Tancredo Neves, no bairro da Nova República, os trabalhos de assentamento da rede de drenagem profunda continuam na fase de construção dos poços de visita. Na Rua Margarida, no Santarenzinho, está sendo concluída a etapa de assentamento de tubulação da rede de drenagem profunda e posteriormente, serão iniciados os serviços de terraplenagem e a colocação de meio fio.
Na Avenida Rouxinol, no bairro da Floresta, o trecho situado entre a Avenida Moaçara e a Rua Seringueira, está pronto para receber a imprimação. Neste momento, equipes trabalham no tratamento da base no trecho entre as Ruas Seringueira até a Chico Irene.
(Fonte: Assessoria de imprensa da PMB)

RÉU É CONDENADO A 12 ANOS NO PRIMEIRO JÚRI DA VARA ESPECIALIZADA DO TRIBUNAL

Terminou por volta das 16h30 desta terça-feira, a primeira sessão de júri popular da recém-criada 10ª Vara Penal - Privativa do Tribunal do Jùri de Santarém. Sob a presidência do juiz auxiliar Dr. Gabriel Veloso de Araújo, o réu Edgar de Miranda Sousa, lavrador, hoje com 44 anos, acusado de ter matado no dia 20.12.1989 o também lavrador Waldir Figueira Guimarães, (à época com 22 anos), com um tiro de espingarda, foi condenado à pena de 12 anos de reclusão em regime fechado, após veredicto dos jurados pela votação de 5 x 2.

Tumulto - O réu não compareceu ao plenário do Tribunal, sendo julgado à revelia como prevê a nova redação do Código Penal Brasileiro, em seu artigo 457. Antes do início da sessão houve um princípio de polêmica provocada pelo advogado Cléber Parente, que apresentou procuração do réu constituindo-o como patrono na causa. O advogado alegou que foi contratado na sexta-feira e pedia adiamento da sessão por não ter tido acesso aos Autos. Edgar, que já havia tido dois advogados durante o processo, em 2006 optou por defensor público.

O juiz Gabriel e o promotor público Rodrigo Aquino Silva, não concordaram com as alegações do advogado. A defensora Paula Maria Adrião aguardava a resolução do impasse, mas estava pronta para a defesa do réu. Ao final, o presidente do júri indeferiu o pedido do advogado e manteve o início da sessão.

Rixa - O caso em julgamento era sobre um fato ocorrido há 20 anos, na localidade de Ajamury, no Lago Grande, por causa de uma rixa entre famílias pela ocupação de uma área de terras. Edgar chegou a ser preso à época, mas logo foi liberado e passou a trabalhar em uma colônia na BR-163, não sendo localizado e considerado em lugar incerto e não sabido, sendo intimado da Sentença de Pronúncia. (que remete o processo ao julgamento pelo júri popular) por Edital

O réu foi julgado pelo crime tipificado no art. 121, caput, do código Penal Brasileiro (Homicídio Simples), mas sua prisão não foi decretada, por ter respondido o processo em liberdade. A defensoria recorreu da sentença.

O próximo júri da 10ª Vara Penal será nesta quinta-feira (03/12), ainda sob a presidência do Dr. Gabriel Araújo, que é titular da Comarca de Porto de Moz e responde como auxiliar da 10ª Vara de Santarém, por conta das férias do titular, Gérson Marra Gomes.(Jota Ninos)

Florestas são solução mais rápida para o clima

Thomas L. Friedman

Por mais que já as tenhamos escutado, algumas estatísticas simplesmente nos surpreendem. Uma que sempre me espanta é a seguinte: imaginem que se pegassem todos os carros, caminhões, aviões, trens e navios do mundo e se somassem suas emissões a cada ano. A quantidade de dióxido de carbono, ou CO2, que todos esses carros, caminhões, aviões, trens e navios coletivamente emitiram na atmosfera seria na verdade menor que as emissões anuais de carbono resultantes da derrubada e desmatamento de florestas tropicais em lugares como Brasil, Indonésia e Congo.

Estamos perdendo hoje uma floresta tropical do tamanho do Estado de Nova York a cada ano. E o carbono que isso libera na atmosfera responde por aproximadamente 17% de todas as emissões globais que contribuem para as mudanças climáticas.

Vai demorar um bom tempo até eliminarmos as emissões da frota de transporte mundial. Mas agora - e amanhã - poderíamos eliminar 17% de todas as emissões globais se pudéssemos interromper a derrubada e queima de florestas tropicais. Isso, porém, requer a criação de todo um novo sistema de desenvolvimento econômico - um que torne mais lucrativo para as nações mais pobres e ricas em florestas preservar e administrar suas árvores em vez de derrubá-las para fazer móveis e plantar soja.

Sem um novo sistema de desenvolvimento econômico nos trópicos ricos em madeira, podemos dizer adeus às florestas tropicais. O velho modelo de crescimento econômico as devorará. A única Amazônia (em inglês, Amazon) com a qual nossos netos se relacionarão um dia é a que termina em "pontocom" e vende livros.

Para compreender melhor essa questão, estou em visita à Floresta Nacional do Tapajós, no coração da Amazônia brasileira, numa viagem organizada pela Conservação Internacional e pelo governo brasileiro. Viajando de Manaus para cá em avião a hélice, pode-se compreender por que a floresta amazônica é considerada um dos pulmões do mundo. Mesmo de 6 mil metros de altitude, tudo que se pode ver em qualquer direção é uma extensão ininterrupta das copas de árvores da floresta tropical que, do ar, lembram um vasto e interminável tapete de brócolis.

Uma vez em terra, seguimos de carro de Santarém para Tapajós, onde nos reunimos com a cooperativa comunitária que administra os negócios de cunho ecológico que sustentam os 8 mil moradores que vivem nessa floresta protegida. O que se aprende quando se visita uma minúscula comunidade brasileira que realmente vive na e da floresta é uma verdade simples, mas crucial: para um ecossistema da natureza, é preciso um ecossistema de mercados e governança.

"É preciso um novo modelo de desenvolvimento econômico. Um que se baseie em elevar os padrões de vida das pessoas preservando seu capital natural e não simplesmente convertendo esse capital natural em agroindústria, pecuária, ou indústria madeireira", disse José Maria Silva, vice-presidente para a América do Sul da Conservação Internacional.

Atualmente, as pessoas que protegem a floresta tropical recebem uma ninharia - em comparação com os que a derrubam -, apesar de agora sabermos que a floresta tropical oferece de tudo, de retirar o CO2 da atmosfera a manter o fluxo de água doce nos rios.

INVESTIMENTO

A boa nova é que o Brasil criou todos os elementos de um sistema para remunerar seus moradores das florestas para que eles as preservem. O Brasil já reservou 43% da floresta tropical amazônica para preservação e para povos indígenas. Outros 19% da Amazônia, porém, já foram desflorestados por agricultores e pecuaristas.

A grande questão, portanto, é o que acontecerá com os outros 38%. Quanto mais fizermos o sistema brasileiro funcionar, mais desses 38% serão preservados e menos reduções de carbono o mundo todo terá de fazer. O problema é que isso exige dinheiro.

Os moradores de Tapajós já estão organizados em cooperativas que vendem ecoturismo em trilhas florestais, móveis e outros produtos de madeira feitos a partir de uma derrubada seletiva sustentável e uma linha muito atraente de bolsas feitas com "couro ecológico", ou seja, a borracha da floresta. Eles também recebem subsídios do governo.

Sérgio Pimentel, de 48 anos, explicou-me que cultivava cerca de 2 hectares de terra para a subsistência, mas agora está usando apenas cerca de meio hectare para sustentar sua família de seis pessoas. O resto da renda vem de negócios florestais cooperativos. "Nós nascemos dentro da floresta", ele acrescentou. "Então nós sabemos a importância de ela ser preservada, mas precisamos ter mais acesso aos mercados globais para os produtos que fazemos aqui. Poderia nos ajudar nisso?"

Há cooperativas comunitárias como essa por todas as áreas protegidas da floresta amazônica. Mas esse sistema requer dinheiro - dinheiro para expandi-lo para mais mercados, dinheiro para manter o monitoramente e a fiscalização policial e dinheiro para aumentar a produtividade da agricultura em terras já degradadas para que as pessoas não queiram avançar sobre mais floresta. É por isso que precisamos garantir que qualquer legislação sobre energia e clima que venha a sair do Congresso americano e qualquer estrutura que venha a sair da conferência de Copenhague no próximo mês incluam provisões para financiar sistemas de conservação da floresta tropical como os do Brasil. Os últimos 38% da Amazônia ainda estão disponíveis. Estão lá para nós salvarmos. Nossos netos agradecerão.

É colunista de assuntos internacionais do The New York Times

Modelo F de fracasso

Lucas Mendes:

Colunista comenta um livro que dá novos detalhes sobre a Fordlandia, o faraônico projeto de Henry Ford na selva brasileira.

De Nova York para a BBC Brasil - Henry Ford era o homem mais rico do mundo, mas não era feliz. Isto foi na década de vinte do século passado, quando metade dos carros em circulação no mundo eram fabricados por ele. Controlava todas partes da produção do modelo T menos a borracha dos pneus, que vinha de plantações na Ásia e pertenciam aos ingleses, franceses e holandeses.

O Estado do Amazonas estava na miséria depois que outro Henry, em 1876, numa monumental bio-pirataria, roubou 70 mil sementes das nossas seringueiras e mandou para o Jardim Botânico de Londres. Henry Wickham, um aventureiro expulso de outras praças, acabou com o monopólio brasileiro e com a belle époque amazonense. Pelo roubo recebeu da rainha Vitoria o título de Cavaleiro. Sir Henry.

Os interesses de criador do modelo T e do Amazonas se cruzaram no fim da década de 1920. O Estado empobrecido deu a ele 10 mil quilômetros quadrados para plantar seringueiras na esperança de recuperar a glória perdida. O pedação de terra ficava na margem do Tapajós, 18 horas de barco de Santarém, rio acima.

Quem nos conta a história é o professor Greg Grandin, da New York University, autor do recém-publicado Fordlandia - The Rise and Fall of Henry Ford's Forgotten Jungle City.

O livro traz novas revelações e detalhes preciosos sobre o faraônico projeto de Ford na selva brasileira. Em resumo, Ford estava muito mais interessado na criação de uma nova sociedade do que na borracha para os pneus.

Antes de chegar lá vale a pena voltar à infância de Ford, que nasceu uma fazenda em Michigan, recebeu uma educação austera, mas, logo que pode, caiu fora do campo. Sua antipatia por vacas, leite e e bichos de fazenda duraria a vida inteira .

Detestava igualmente as grandes cidades. Seu sonho era uma cidade pequena, auto suficiente, agroindustrial. Parte do ano produziria alimentos, noutros meses, fabricaria. Fazia experiências semelhantes em cidades do norte de Michigan, mas a selva era como um laboratório isolado.

Na sua Fordlandia, só dançariam quadrilhas, polcas e valsas, só entraria leite de soja, arroz integral, uma cidade sem álcool, fumo, prostitutas, igrejas nem carnes (era vegetariano).

Ford também não gostava de judeus, bandeiras, países - acreditava numa super Nações Unidas -, nem de sindicatos. Os salários dos empregados dele eram o dobro da média para que pudessem comprar o que fabricavam, mas foi implacável contra os sindicatos. Suas fábricas tinham um Departamento de Sociologia, que controlava toda vida dos empregados, do comportamento social a higiene da casa.

Detestava especialistas. Criou seu carro sem eles , empiricamente: errava, corrigia, errava, corrigia, e quando decidiu criar seu mundo na selva não mandou botânicos nem cientistas examinar as terras e as seringueiras.

Deu tudo errado. A cidade virou uma zona sem lei nem ordem, e 3 anos depois de criada foi quase toda queimada pelos empregados numa rebelião que começou quando um engenheiro decidiu substituir o serviço de mesa do restaurante da fábrica pelo bandejão. No protesto contra a fila da comida não sobrou um relógio de ponto. Os carros e caminhões foram jogados no rio.

Ford era teimoso. Despejou mais dinheiro na Fordlandia. A cidade chegou a ter 25 mil habitantes, cinco mil deles empregados. As ruas eram asfaltadas, as casas tinham banheiros, água corrente, máquinas de lavar, vitrolas, geladeiras. O hospital era um dos mais avançados do país. Os problemas sociais diminuíram, mas as seringueiras não produziram borracha. Na Amazônia elas são nativas, com árvores distantes umas das outras .

Na plantação da Forlandia as árvores eram alinhadas e próximas umas das outras. Foram todas destruídas por diferentes insetos e pragas que não existiam na Malásia, Indonésia e Indochina.

Henry Ford não só perseverou como criou uma outra cidade, Belterra, mais perto de Santarém. Pelas contas de Gradin, ele despejou US$ 250 milhões de dólares na selva.

Quando aprenderam a combater as pragas e as seringueiras iam dar o látex para os pneus, o preço da borracha brasileira deixou de ser competitivo com outras borrachas, inclusive a sintética.

Logo depois do fim da Segunda Guerra, com o pai batendo pino, o filho Henry Ford II assumiu o comando da empresa e uma de suas primeiras decisões foi cortar a verba da Fordlandia e da Belterra. Nunca saiu um quilo de borracha do Brasil para Detroit. O novo mundo de Ford se tornou um modelo F, de Fracasso.

Jantar para Nicodemos Sena

O escritor santareno Nicodemos Sena, um dos participantes do II Salão do Livro do Baixo-Amazonas, encerrado domingo, em Santarém, foi recepcionado pelo editor-chefe de O Estado do Tapajós, Miguel Oliveira, com um jantar à base de pratos regionais.

Nicodemos, colaborador de O Estado do Tapajós, onde publicou em folhetim o seu segundo romance "A Noite é dos Passáros" - o primeiro foi "A Espera do Nunca Mais" - veio a Santarém para lançar seu terceiro livro, 'A mulher, o homem e o cão'.

Na foto, Nicodemos e seu primo Adler, Miguel Oliveira e o agrônomo Podalyro Neto.

Deputado pede a publicação da Resolução para as eleições em Mojui dos Campos

O deputado Italo Mácola apresentou nesta terça feira, 01/12, a Moção 544/2009 que pede a publicação da resolução do Tribunal Regional Eleitoral que vai regulamentar as eleições municipais no novo municipio de Mojui dos Campos.

Eis a integra da Moção:

MOÇÃO Nº 544/09

Dispõe sobre a necessidade de publicação pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral da resolução que regulamentará as eleições municipais em Mojui dos Campos.

Em outubro deste ano o Tribunal Regional Eleitoral do Pará decidiu pela realização das eleições municipais em Mojui dos Campos que deverão ocorrer no início de 2010.
Possivelmente em razão da complexidade da situação, até a presente data, esse Egrégio Tribunal não publicou a Resolução que regulamentará o pleito.
Ocorre que para a efetiva formação do novo município, após a posse dos eleitos, algumas medidas precisariam ser tomadas ainda em 2009 para viabilizar a implantação dos poderes executivo e legislativo local que exigem um complexo aparato administrativo.
Uma dessas medidas se referem ao CENSO/2010 a ser realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica – I.B.G.E que regulamentará os repasses constitucionais à cada unidade federativa.
Este deputado recebeu uma equipe do IBGE em 28 de novembro de 2009 que expôs as dificuldades encontradas pelo Instituto para realizar o censo em Mojui dos Campos do ano que vem.
Dentre as dificuldades apontadas, está a não formação na área em questão, da comissão censitária municipal que já está sendo formada nos 5.565 municípios brasileiros, cujas comissões irão nortear as ações desenvolvidas pelo órgão em cada unidade.
Vale destacar que em razão da demora na regulamentação das eleições em Mojui dos Campos ficam prejudicadas as ações do I.B.G.E que fatalmente prejudicarão os preparativos do censo de 2010.
Como é do conhecimento de Vossa Excelência, são extraídos do Censo do I.B.G.E os dados que determinam os repasses financeiros de cada município e sem a regulamentação ora requerida, fica impossível a delimitação por parte do I.B.G.E dos limites geográficos da área.
Regimentalmente, com fundamento no Art. 189 do regimento interno desta Augusta Casa, encaminho a presente Moção, sugerindo que seja publicado no menor tempo possível a resolução que regulamentará o pleito em Mojui dos Campos.
E que o inteiro teor desta seja dado conhecimento ao Tribunal Regional Eleitoral – TRE-Pa

PALÁCIO DA CABANAGEM, Plenário Newton Miranda, 01 de dezembro de 2009.

ITALO MÁCOLA
Deputado Estadual

Nova questão é anulada na UFPA


A Universidade Federal do Pará (UFPA) anulou mais uma questão da primeira fase do Processo Seletivo Seriado (PSS) 2010. Foi a de número 24, da prova de física. A assessoria da instituição informou que a anulação não tem a ver com plágio ou suspeita de fraude e sim com o uso de uma palavra que tornou a questão incorreta. Também ontem, a UFPA instalou a comissão
criada para investigar a conduta dos professores elaboradores da prova de geografia do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS).


Médico santareno enfrenta 'Predador' em combate de 'Vale-tudo'

Está confirmado para este sábado à noite, no Kanecão, o combate de vale-tudo que colocará, frente à frente, o 'Demolidor', de Jacareacanga e o neorologista Erick Jenings ( Reconstituidor de cérebros).

A luta já vem despertando a curiosidade dos memtros do PAJU, grupo de amigos que se reúnem em volta de Érick, na praia do Pajuçara, e movimentando a bolsa de apostas para o combate.

Hoje de manhã, membros do PAJU firmavam as primeiras apostas, cravando um em um milhão a possibilidade de Érick sair vitorioso da luta.

Mas se Erick tem a desvantagem diante do favoritismo das apostas do 'Predador", o neurologista vai contar com uma imensa torcida e terá na retarguada um dezena de profissionais que lhe prestarão assistência médica imediata, mesmo antes do final do combate.

Conselho empossado por ministro Padilha tem formação 'biônica'



Instalado em Santarém no último final de semana, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - CDESS, que tem entre suas atribuições, o assessoramento à prefeita na formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento econômico e social do município. No total, são 42 conselheiros, sendo 12 representantes do governo municipal e 30 da sociedade civil organizada, que foram empossados pelo Ministro de Estado de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Rocha Santos Padilha.

Os membros do referido conselho foram indicados pelo executivo municipal, que não fez nenhuma consulta, mesmo que informal, à sociedade civil do município. Os nomes foram escolhidos pelo secretário Everaldo Martins Filho.

Nesse caso, a representativade do conselho está eivada de vício de origem e o colegiado pode se transformar em um simples organismo figurativo, criado apenas para aparentar uma pluralidade que, na prática, não existe.

A assessoria de imprensa da PMS não divulgou, até o momento, a relação completa dos conselheiros nomeados e empossados no último sábado.

Confira o gabarito e o boletim de questões da UEPA



- Gabarito (PRISE e PROSEL) 1ª Etapa

- Prova (PRISE e PROSEL) 1ª Etapa

- Gabarito (PRISE e PROSEL) 2ª Etapa

- Prova (PRISE e PROSEL) 2ª Etapa

UFPA inicia investigação

No AMAZÔNIA:

A Universidade Federal do Pará (UFPA) instalou, ontem, a comissão criada para investigar a conduta dos professores elaboradores da prova de geografia do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS). A comissão terá até 60 dias para apontar a responsabilidade pelas questões clonadas que fizeram com que a instituição anulasse toda a prova da disciplina.
A comissão é formada por dois professores da UFPA com titulação de doutorado, indicados na sexta-feira, 27, pela Comissão Permanente de Processos Seletivos (Coperpes). Ontem, eles abriram a sindicância que poderá resultar em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a banca elaboradora.
Segundo as informações da assessoria da instituição, o prazo para a conclusão da investigação é de 30 dias, a contar de ontem, renováveis por mais 30. Durante esse período, serão ouvidas testemunhas e analisados documentos, mas tudo em sigilo.
Conforme a assessoria, caso a sindicância aponte para um PAD, os responsáveis poderão sofrer punições que vão da suspensão até demissão.
A sindicância foi aberta após a constatação de que três das cinco questões de geografia do PSS 2010 eram iguais ou muito semelhantes às encontradas em uma apostila de um cursinho de Belém ou em outros processos seletivos, como o da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, disse que todos os professores contratados para a elaboração das provas se comprometeram a apresentar questões inéditas. Houve, então, uma quebra do contrato.
A banca elaboradora da prova de geografia é composta por três professores da própria UFPA. Segundo Maneschy, não há um grupo fixo de professores elaboradores, mas todos os que participaram do PSS 2010 acumulam experiência na elaboração de outros processos seletivos realizados pela instituição.
Ontem, a universidade anulou mais uma questão da primeira fase do PSS 2010. Foi a de número 24 da prova de física. A assessoria informa que a anulação não tem a ver com plágio ou suspeita de fraude, e sim com a utilização de uma palavra que tornou a questão incorreta.
Vestibulinho - A UFPA divulgou ontem o gabarito e a prova do Processo Seletivo Externo, o vestibulinho. Os materiais podem ser acessados no site www.ceps.ufpa.br. O resultado do exame realizado no domingo, 29, deverá sair dentro de 15 dias.

Fafá também derrapa no Hino Nacional

Depois do vexame de Vanusa, agora foi a vez da cantante paraense. A gafe aconteceu em Cuiabá, no Mato Grosso, em cerimônia da Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso). Segundo o portal R7, Depois do vacilo, Fafá pediu desculpas e disse que estava emocionada. A TV Rondon Canal 5 entrevistou a cantora, que se mostrou irritada: “Não queria falar nisso. Isso acontece tantas vezes”, disse. Como a repórter local insistisse, Fafá alfinetou Vanusa: ”Não vou dar detalhes, na boa. A Vanusa faria isso. Eu não”.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governadora defende hidrelétrica com desenvolvimento sustentável


A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, diz que a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, tem o apoio de seu governo, acompanhada de um projeto de desenvolvimento sustentável para a região e com respeito às populações tradicionais e indígenas. Ana Júlia participou do 1º Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Sócio-Ambiental da Transamazônica e Xingu, realizado em Altamira, dias 27 e 28.

Ana Júlia explicou que os impactos ambientais causados pela usina serão mitigados com ações compensatórias realizadas pelo empreendedor e que a obra não vai repetir erros do passado. Ana Júlia lembrou após a construção da Hidrelétrica de Turucuí as cidades da região continuaram sem energia. “Isso não vai se repetir, pois consegui junto ao presidente Lula a garantia que Belo Monte, depois de pronta, destinará 20% de toda a energia produzida para o Pará", afirmou a governadora.

A governadora garantiu que a energia de Belo Monte é crucial para a verticalização da cadeia do alumínio. "Hoje, a bauxita extraída de Juruti, aqui na região oeste do Estado, é enviada para o Maranhão para ser transformada em alumínio, um produto de maior valor agregado. Ou seja, os maranhenses ganham mais dinheiro às nossas custas", disse.

Acompanharam a governadora diversos secretários de Estado, como o Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, a secretária de Desenvolvimento Urbano e Regional, Suely Oliveira, a secretária de Educação, Socorro Coelho, o prefeito de Anapu e presidente do consórcio Belo Monte, Francisco de Assis, o Chiquinho do PT, o deputado federal Zé Geraldo, o deputado estadual Aírton Faleiro, além de lideranças locais, prefeitos e vereadores.

Pagot garante asfaltamento da Transamazônica


O diretor geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, garantiu que até março do próximo ano o governo terá licitado todo o asfaltamento da Rodovia Transamazônica (BR-230). A informação foi dada durante o 1º Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Sócio-Ambiental da Transamazônica e Xingu, realizado em Altamira nos dias 27 e 28.

Pagot percorreu um trecho da Transamazônica entre as cidades de Altamira e Brasil Novo e depois participou de uma mesa sobre o assunto, com a presença de mais de 300 lideranças dos 11 municípios da área de influência da Hidrelétrica de Belo Monte. As lideranças cobraram a liberação de recursos para a retomada das obras de pavimentação da rodovia, que haviam sido iniciadas há dois anos, mas foram paralisadas.

O diretor do Denit declarou que diversos problemas impediram o prosseguimento da obra, entre eles problemas ambientais e de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Mas os recursos estão garantidos, existe o recurso, que está liberado e não contigenciado”, disse Pagot, fazendo questão de repetir a informação para o público presente. O diretor disse que no próximo ano voltará a região, mas para vistorias as obras que estarão em andamento.

'Fé cabocla' vence festival de música de Porto Trombetas


Pelo segundo ano consecutivo, a música de Alexandre Cordeiro interpretada por Carlinhos Dias foi a grande vencedora do 9o Festival da Canção de Porto Trombetas (FECAN), realizado entre os dias 27 e 29 de novembro no palco do Mineração Esporte Clube, em Trombetas. “Fé Cabocla” envolveu o público e foi aclamada como o primeiro lugar do Festival.


A voz jovem de Sebastião Júnior, músico de Juruti, levou o recado da preservação das águas com a canção “Gotas Divinas” e conquistou o segundo lugar no Festival. O músico também conquistou a premiação por “Aclamação Popular” e agradeceu pela oportunidade de mostrar seu trabalho e ser reconhecido pelo público do FECAN. “A cada ano as coisas mudam e as pessoas já estão me reconhecendo. Agradeço à população de Porto Trombetas pelo carinho. Esse ano representei minha cidade com uma belíssima música e, sempre que puder, estarei aqui, ganhando ou perdendo, gosto muito de Porto Trombetas”.


A terceira canção premiada durante a final do 9o FECAN foi “O último poema”, de Sérgio Sales, músico de Macapá – AP. O próprio autor interpretou a música, que faz uma homenagem aos últimos momentos de vida do reconhecido poeta de Língua Portuguesa, Fernando Pessoa.


Salão do livro esvaziou primeira semana do arraial da Conceição

Com uma programação diferenciada o II Salão do Livro do Oeste do Pará e sua data coincidiu com as festividades de Nossa Senhora da Conceição, o publico santareno, com pouco dinheiro no bolso, acabou por se dividir entre os dois eventos. A coordenação da festa minimiza a concorrência com a feira, alegando que as pregações litúrgicas estão sendo bem freqüentadas.

Já os barraqueiros têm outra posição em relação à sobreposição de datas. A insatisfação é geral, motivado pelo movimento fraco e a queda nas vendas em relação aos anos anteriores, mesmo com a grande maioria ainda não tendo sentido os prejuízos. Alguns dizem que a cidade não comporta dois eventos desse porte ao mesmo tempo, como que em uma concorrência por publico.

Dona Margarida Ferreira de França Santana, de Manaus, segundo ano trabalhando no arraial, diz que o movimento este ano está muito fraco em comparação com o ano passado, mas que suas expectativas estão voltadas para a próxima semana quando não houver outro evento na cidade "A nossa esperança é que Deus possa prover", diz a vendedora.

Francisco Sobrinho afirma ainda não ter tido prejuízos, por não trabalhar com materiais perecíveis. "A feira do Livro acabou com o arraial", ele diz que se tivesse ocorrido no mesmo local do ano anterior - Praça São Sebastião - talvez tivesse sido melhor, pela proximidade com a Praça da Matriz, mas a distância entre os dois eventos e a programação com os shows gratuitos só diminuiu o numero de freqüentadores da festividade já tradicional na cidade. Quem trabalha com alimentos já sente os prejuízos. Michela Débora de Araujo veio de Itaituba com o marido e está na esperança de um publico maior a partir desta próxima segunda-feira com o final do II Salão do Livro. Esta é a primeira vez que o casal participa do arraial e ainda não conseguiu suprir as suas expectativas, "As pessoas se dividem. Sobra muito material, estraga" reclama a barraqueira.

A maior expectativa de todos é para os três últimos dias de arraial, quando o movimento promete melhorar, como comentou Patrícia Moita. Ela espera cobrir os gastos de aluguel, tendo em vista que cada barraqueiro pagou o valor de R$700 pelo espaço da barraca.

As festividades de Nossa Senhora da Conceição, evento tradicional na cidade, que atrai todos os anos um grande numero de pessoas, tanto na programação religiosa quanto na programação social (arraial), por seu tamanho e por atrair pessoas de outros municípios faz parte do calendário oficial de eventos do Estado, pela PARATUR, órgão oficial de turismo do Pará.

Segundo Padre Ronaldo, pároco da matriz, não está havendo essa queda no numero de fieis nas programações. "As missas continuam atraindo uma grande quantidade de pessoas que lotam a igreja todas as noites, chegando a ficar muita gente do lado de fora como nos anos anteriores. O Salão do Livro é bom para população que tem oportunidade de poder participar de um evento desta categoria".

Gabriel, o pensador sem papas na língua

Diante dos repórteres que lhe agradavam para o salão do livro, o rap , compositor, cantor e escritor Gabriel, o Pensador, provocou uma saia justa no secretário de planejamento Everaldo Martins.
Evealdo, talvez pensando que Gabriel era um de seus subordinados na prefeitura, teve o topete de cobrar explicações de Gsabriel sobre a ausência dele em um show no dia mundial do meio ambientae(5 de junho) em Santarém.
- Me informaram que você se recusou a vir a Santarém em junho deste ano, provocou Everaldo.
- Que é que isso companheiro, respondeu Gabriel. E arrematou:
- Eu só agora fui convidado para vir a Santarém, cidade sobre a qual eu conheço bastante através de eitura de jornais e revistas. Ninguém me convidou antes. Se tivesse recebido o convite, teria vindo com prazer.

Oposição assume Prefeitura de Santarém

O vereador Nélio Aguiar, vice-presidente da Câmara, é prefeito interino até quinta-feira, 3 de dezembro, por causa da viagem da prefeita Maria do Carmo e do vice-prefeito José Antônio Rocha a Fortaleza e Rio de Janeiro, respectivamente.

Nélio assume o posto em função do substituto da prefeita e do vice-prefeito, o presidente da Câmara José Maria Tapajós, estar de licença médica.

Nesse caso, Nélio, na condição de segundo na hirerarquia do legislativo, foi guindado à condição temporária de chefe do executivo, enquanto o primeiro secretário, vereador Emir Aguir passa a presidir a Câmara de Santarém.

Nélio é oposição, mas Emir integra a base de apoio ao governo no legislativo municipal.

Caminhada de fé com Maria

Chegada da caminhada de fé com Maria, domingo de manhã, na orla de Santarém.
Foto: Alfonso Jimenez.

PT contesta denúncias de compra de votos

Em nota assinada por seu presidente regional, João Batista da Silva, e todos os deputados federais, estaduais e vereadores do partido, o PT contesta os termos de matéria divulgada pelo Diário do Pará deste domingo (29), sobre assalto que teria ocorrido na sede da Democracia Socialista (DS) e supostas irregularidades nas últimas eleições internas na agremiação.


“Faz parte da história de vida e lutas do PT o repúdio a qualquer tentativa de fraude e compra de votos. Sempre rechaçamos essa prática, como também sempre rechaçamos qualquer tipo de violência à vida e à democracia. Esses são valores intrínsecos ao PT. Qualquer denúncia é apurada nas instâncias partidárias e com ampla chance de defesa de todos os envolvidos. Mas neste caso, não há denúncia, repetimos”, dizem os subscritores da nota.

Leia mais aqui.

domingo, 29 de novembro de 2009

Watergate ao tucupi

Paulo Bemerguy destaca a manchete deste domingo do Diário do Pará, “Compra de votos agita eleições no PT”, assinada por dois experientes repórteres: Carlos Mendes e Euclides Farias.

Leia os detalhes aqui.

Desmatamento da Amazônia: história deletada

Lúcio Flávio Pinto

Em 1987 foi registrado na Amazônia o maior desmatamento num único ano em toda história da humanidade. Atingiu 80 mil quilômetros quadrados de mata nativa densa, quatro vezes mais do que a média da década de 90, que também foi um período de fogo intenso na floresta. O cálculo desse desmatamento foi feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos (São Paulo), com base em imagens de satélite. No entanto, o registro foi apagado da história da instituição e da própria história do país.

Na quinzena passada o Inpe anunciou que o desmatamento entre agosto de 2008 e julho deste ano, de sete mil quilômetros quadrados, foi o menor desde 1988, “quando o Inpe começou a fazer o levantamento”. A memória sobre o terrível ano de 1987 foi oficialmente apagada. Uma hipótese seria a de que o instituto considera aquele cálculo errado, sem validade científica, como alguns alegaram na ocasião, e por isso é melhor desconsiderá-lo. Ou trata-se de mais um revisionismo utilitário, que coloca no armário ou debaixo do tapete fato incômodo, à custa de uma violação da verdade histórica?

De fato, a metodologia utilizada para a apuração do desmatamento de 1987 apresentava falhas, tanto na margem de erro exagerada quanto no tipo de imagem utilizada, de um satélite meteorológico (falha admitida e, por isso mesmo, compensada na excepcional margem de erro, de 30%). Mas havia um fato concreto a dar credibilidade aos números: os proprietários e grileiros de terra desmataram loucamente para criar benfeitoria e se imunizar contra a ameaça de desapropriação de seus imóveis – tornados produtivos através da manobra – na definição do capítulo sobre reforma agrária na Assembléia Nacional Constituinte, que preparava a carta magna, aprovada no ano seguinte. Numa ordem legal e administrativa delimitada pelo conceito de “terra nua” como elemento de valor fundiário, desmatar era o recurso acessível, mesmo que irracional.

A divulgação do relatório do Inpe sobre o desmatamento de 1987 provocou muita celeuma na ocasião, mas depois parece ter havido amnésia coletiva. Dela se valem os que decidiram apagar esse capítulo da terrível história da ocupação da Amazônia, da mesma maneira como atuam os que induzem um entendimento obtuso sobre os fatos novos. Ao anunciar o desmatamento de 2007/2008, o Inpe incensou as loas sobre a redução da destruição de 13 mil km2 (como aconteceu na temporada de fogo de 2006/2007) para 7 mil km2 na última apuração.

A queda, de quase 50%, merece mesmo ser recebida com certo alívio. Mas também precisa ser relacionada ao total acumulado de destruição em cada momento para que se apure seu significado relativo. E, relativamente, a redução nada alivia porque o universo destruído é crescente, sem mudança de tendência. São mais de 700 mil quilômetros quadrados de floresta postos abaixo, três vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

É possível que se algum dia for alcançado o desmatamento zero, não haja o que comemorar. Por já não haver mais floresta nativa densa para desmatar.