segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pantera apresenta plantel para a série C

O técnico Valter Lima vai contar com os seguintes jogadores do São Raimundo para a disputa da série C do campeonato brasileiro:


NOME POSIÇÃO PRINCIPAIS CLUBES POR QUAL TEVE PASSAGEM

Del Curuça Atacante Castanhal (PA), Ananindeua (PA), Bragantino (PA)

Branco Atacante São Raimundo (AM), Marilia (SP), Nacional (AM)

Torona Atacante América(RN), Baraunas (RN), Alecrim (RN)

Jailson Atacante Cametá (PA), Paysandu (PA), Novo Hamburgo (RS), Remo (PA)

Marinelson Atacante Fast (AM), Corinthians (PR), Nova Iguaçu (RJ).

Hallace Atacante Paysandu (PA), Tuna (PA), Ananindeua (PA)

Tarta Atacante São Raimundo

Labilá Goleiro São Raimundo, Fast (AM)

Nei Goleiro São Raimundo

Roberto Lat. direito Ceará (CE), Guarani (CE), Juzeiro (CA).

Ceará Lat. direito São Raimundo, Paysandu, Castanhal, Remo

Souza Lat. Esquerdo Cametá (PA), Ananindeua (PA), Paysandu (PA).

Flamel Meia Flamengo (RJ), Olaria (RJ), Águia (PA).

Tete Meia Horizonte (CE), Paysandu (PA), Portuguesa Santista (SP)

Michel Meia São Raimundo, Fast (AM)

Jaquinha Meia São Raimundo

Beto volante Remo (PA), Juventude (RS), Bom Sucesso (RJ).

Marcelo PitBul Volante Cametá (PA), São José (AP), Amapa Clube (AP).

Quiglas Volante São Raimundo

Paulo de Társio Volante Paysandu (PA), Tuna (PA), Cametá (PA), Time Negra (PA)

Nata Volante Guarany (SP), Cabofriense (RJ), União São João de Araras (SP).

Romerson Volante São Raimundo

Preto Marabá Zagueiro Santa Helena (GO), São Raimundo, Mogi Mirim (SP), Paysandu.

Filho Zagueiro São Raimundo, Bragantinho (PA), Nacional (AM), Cristal (AP).

Preto Barcarena Zagueiro Paysandu (PA), Tuna (PA), Ipiranga (AP).

Evair zagueiro São Raimundo, Paysandu (PA), Portuguesa (SP), Oeste (SP).

domingo, 30 de maio de 2010

Cartilha sobre hidrelétrica provoca polêmica

Uma cartilha bancada por ONGs incentiva índios e ribeirinhos a resistir violentamente caso o governo federal implante um complexo de cinco hidrelétricas na bacia do rio Tapajós, entre Amazonas e Pará.

A publicação contém o desenho -segundo o crédito, feito por um adolescente- de um índio carregando a cabeça cortada de um homem branco e diálogos de histórias em quadrinhos que incentivam a luta contra a "Eletromorte" -uma referência à Eletronorte, subsidiária da Eletrobras na região.

Feita em janeiro deste ano, mas só lançada no último dia 1º, a cartilha pretende elucidar as "verdades e mentiras sobre o projeto" e vem sendo distribuída para movimentos sociais e comunidades que devem atingidas pelas hidrelétricas.

O link da matéria completa você lê aqui

Abaixo, a nota da Frente em Defesa da Amazônia contestando os termos da reportagem da Folha.

Nota Pública FDA

No último dia 15 de maio deste ano, foi publicado no jornal Folha de São Paulo, reportagem, assinada por João Carlos Magalhães, intitulada “Cartilha pede reação violenta à índios e ribeirinhos da região”, cujo teor, em síntese, afirma que a Cartilha em Defesa da Bacia do Rio Tapajós seus povos e culturas, elaborada por iniciativa conjunta da Frente em Defesa da Amazônia, do Movimento Tapajós Vivo e da Aliança Missionária Franciscana do Tapajós, estaria incentivando indígenas e ribeirinhos a uma resistência violenta caso o governo federal insistisse na implantação de um complexo de cinco usinas hidrelétricas na bacia do rio Tapajós.

Diante de tal fato, a Frente em Defesa da Amazônia decidiu, em reunião de seus militantes, emitir a presente nota com as seguintes considerações:

1- Ao contrário do que diz a reportagem, somos um MOVIMENTO POPULAR formado por pessoas e organizações que se comprometem com defesa e melhoria de vida dos povos da Amazônia. Nossa atuação se pauta pela defesa contra os crimes e criminosos da Amazônia e é fruto do espírito de solidariedade de seus militantes, que não recebem qualquer tipo de remuneração por isto. Nossa organização, existente há sete anos, optou por não vincular sua existência a projetos que buscam financiamentos, prescindindo, portanto, de uma constituição de pessoa jurídica com sede, estatuto e representação hierárquica (presidente, coordenador, etc.).

2- A história da Amazônia nos ensinou que as políticas públicas reservam à Amazônia o papel de colônia fornecedora de matérias-primas aos países desenvolvidos, que concentram os benefícios dos grandes empreendimentos aqui implantados, enquanto distribuem os prejuízos (sociais e ambientais) ao nosso povo. O complexo de hidrelétricas da bacia do Tapajós é mais um desses grandes empreendimentos bancados por um Estado que decidiu implementá-lo em nome de um suposto interesse nacional que “coincide” com a chegada de grandes mineradoras internacionais na região.

3- A Cartilha em Defesa da Bacia do Rio Tapajós é um instrumento de luta com objetivo de dar informação sobre o real significado das hidrelétricas na bacia do Tapajós e INCENTIVAR à organização da resistência DOS POVOS AFETADOS contra um ESTE projeto imposto pelo governo federal de forma autoritária. Nossa reação também fundamenta-se na falta de qualquer consulta, por parte dos trabalhos do Ministério de Minas e Energia, aos povos tradicionais a serem atingidos. Consulta que, conforme preceitua a nossa Constituição Federal e a Convenção 169 da OIT é obrigatória. Neste sentido, o conteúdo da Cartilha expressa o sentimento de povos que, historicamente, foram esquecidos pelo Estado brasileiro e que quando são lembrados, pela primeira vez, é para serem expropriados de seus territórios.

4- Entendemos que a reportagem publicada na Folha de São Paulo é parte de uma iniciativa nacional de criminalização dos movimentos sociais, coordenada por setores do agronegócio, em especial a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e a bancada ruralista no Congresso Nacional. Este processo vem se desenvolvendo, principalmente, nas instituições do Poder Judiciário e nos veículos de comunicação de massa (diga-se grande mídia) que deixam de prestar um serviço público para servir a interesses privados, criminalizando manifestações populares que objetivam o fim das injustiças sociais. A criminalização dos movimentos sociais parte do pressuposto absurdo de que a realização de um Estado Democrático de Direito se dá pela obediência cega e submissa de seu povo às decisões arbitrárias e autoritárias de um governo federal em benefício de poucos.

5- Por fim, consideramos profundamente lamentável que organizações, que se dizem atuar em defesa dos povos amazônidas, estejam reproduzindo a reportagem aqui tratada, sem qualquer esclarecimento sobre o seu real significado, contribuindo, portanto, com os anseios do grande capital nacional de criminalizar os movimentos sociais.

Diante destas considerações, a Frente em Defesa da Amazônia vem tornar público o seu REPÚDIO a reportagem do Sr. João Carlos Magalhães, publicada pela Folha de São Paulo, e reafirma seu compromisso com a luta em defesa dos povos a serem atingidos pelo complexo hidrelétrico da bacia do rio Tapajós. Não estamos exigindo mais do que nossos direitos garantidos constitucionalmente e toda ação em defesa de direitos consiste em uma ação em legítima defesa.

Atenciosamente,

FRENTE EM DEFESA DA AMAZÔNIA

Fim da Última Hora: lembranças apressadas

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Há uma frase que soa como sentença nas redações: jornal não morre de véspera; mas, quando começa a morrer, não tem escapatória. A Última Hora do Rio de Janeiro morreu quando seu criador, Samuel Wainer, a vendeu para um grupo de empreiteiros, em 1971. Mas a certidão de passamento só saiu 20 anos depois. É um caso incrível: por duas décadas o jornal vegetou, servindo de pasto para vicejarem interesses paralelos ou antagônicos ao jornalismo. Foi uma fase exatamente igual à anterior, que também durou 20 anos, iniciada em 1951, quando Wainer fundou o jornal. Só que nessa primeira metade, a UH se tornou legenda, marco na história da imprensa no Brasil. Da segunda, ninguém mais lembra.

Mesmo assim, não acabou a curiosidade sobre o fenômeno. Quem ainda busca uma reconstituição mais convincente e substanciosa sobre as origens e o fim do jornal, foi atraído pelo título provocativo que Benício Medeiros deu ao seu livro: A rotativa parou! Os últimos dias da Última Hora de Samuel Wainer (215 páginas, Civilização Brasileira, 2009). Medeiros foi repórter nos estertores do jornal sob Wainer, continuou na profissão depois e nela se destacaria ainda mais. Parecia credenciado, se não a apresentar nova visão sobre os anos de glória do jornal, ao menos saciar a curiosidade dos seus leitores sobre como se desnatura agoniza e um grande jornal, visto a partir de dentro da redação, com intimidade. Os testemunhos disponíveis a respeito são francamente insatisfatórios no Brasil.

A situação continuará imutável. Talvez sem a intenção, Janio de Freitas já dá pistas nessa direção quando observa na orelha do livro (e bem que podia ser um alerta): “Este não é um livro de memórias, é um livro de lembranças”. É muito pouco para uma história tão patética. Benício, ao contrário do que diz seu apresentador, não tinha consciência na época da importância do que vivia e testemunhava. O que lhe sobrou não chega à memória: fica no plano da lembrança. Ela está bem narrada, tem trechos interessantes, mas frustra o título.

O autor pode se defender alegando que nunca pretendeu mais do que uma crônica de época. Desobrigou-se de consultar documentos, fazer entrevistas, forçar a memória. Mas é uma pena que sua pretensão não haja sido maior. Quando os irmãos Alencar compraram a UH, depois de terem arrendado um jornal ainda maior, o Correio da Manhã, em decadência forçada pelo regime militar, com o qual entrou em colisão, tinham como objetivo dar apoio à candidatura do então ministro dos Transportes, Mário Andreazza, à presidência da República.

Andreazza era dos poucos militares que saíram das casernas para a atividade política, em função do novo regime, sem estranhar a mudança. Era um autêntico anfíbio, como o paraense Jarbas Passarinho, o que mais ministérios colecionou, enquanto se mantinha no Senado. Mas a patente inferior de coronel foi fatal aos propósitos de Andreazza e ele teve que se contentar como ministro. O esquema jornalístico perdeu sua razão de ser. A UH foi passada em frente. O Correio da Manhã teve morte inglória.

No entanto, ao contrário da noção em geral aceita, quem se imortalizou foi o jornal de Edmundo, Paulo e Niomar Bittencourt. O Correio deve sua existência e seu alto conceito ao fato de ser um empreendimento autônomo, com marca pessoal e alguns princípios editoriais indeléveis. Já o nascimento da Última Hora resultou de outro projeto político, o de Getúlio Vargas, agora aplicado à fase democrática da sua passagem pelo poder. Sem o dinheiro do Banco do Brasil e a sombra do governo, espalhando-se sobre anunciantes e “apoiadores”, como hoje se diz, o jornal de Samuel Wainer não se consolidaria.

Ele sobreviveu ao fim de Getúlio, três anos depois de chegar ao mercado, mas o getulismo ainda era uma fonte de poder. Ressoava o bastante para favorecer a criatura impressa. Mas não por muito tempo e não ao custo Wainer. Todas as virtudes, conquistas e inovações do jornal resultavam da condição especial do seu dono, que era um verdadeiro jornalista, ao contrário da esmagadora maioria dos capitães da imprensa (que mal conseguem escrever um bilhete, como podemos constatar em nossa ilharga). Infelizmente, todas as deficiências, vícios e lacunas também.

Deve-se creditar a Wainer, porém, o mérito de, uma vez despejado do poder, que tanto perseguiu, ter-se comportado com dignidade até o fim dos seus dias, em 1980, aos 70 anos. O ostracismo não o deixou amargurado nem derrotado. Merecia uma lembrança mais exigente do que a que Benício Medeiros lhe dedicou.

Dialética das dores&delícias do jornalismo

No Página Crítica:

"(...)


No melhor dos cenários, jornalistas instalam-se à margem da história da mesma maneira que vulcanogistas escalam uma cratera fumegante, tentando olhar para seu interior em meio a fumaça e cinzas, esticando os pescoços sobre a beirada que ameaça cair. Os governos procuram assegurar que tudo permaneça como está. Suspeito de que seja isto de que trata o jornalismo - ou pelo menos aquilo que deveria ser: assistir à história e testemunhá-la e, então, apesar dos perigos e restrições e de nossas imperfeições humanas, registrar tudo da maneira mais honesta possível."


Robert Fisk (1946), jornalista e escritor inglês, considerado o mais importante e completo correspondente de guerra em atividade. Pobre Nação. As Guerras do Líbano no século XX ( Rio de Janeio: Record, 2007, p.10)

sábado, 29 de maio de 2010

Show Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós e Parceiros


Dia 04 de junho, no Iate Clube, o Show Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós e parceiros.

Pela primeira vez estarei apresentando ao vivo o repertório que compõe o CD Cristina Caetano interpreta Sebastião e parceiros em um grande show.

Todos os músicos que fazem parte da gravação do CD estarão na cidade de Santarém (Iate Clube) e Porto Trombetas (MEC).

Terei o prazer de mostrar à Santarém um grande show, com nomes reconhecidos da música popular brasileira como:

Sebastião Tapajós, meu grande parceiro nesta empreitada, violonista santareno e internacional, que assina a produção musical. Sebastião compôs todas a músicas em parceria com Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Geraldo Julião, Avelino V. doVale, Marilena Amaral e Paulo André Barata e fez os arranjos.

O contrabaixista paraense de renome nacional Ney Conceição que nos honrou com sua extrema competência musical;

Marcelo Bernardes excelente intrumentista brasileiro (clarinete, sax, flautim etc…) que nos deu a honra de ter sua musicalidade abrilhantando o CD;

Célio Vulcão, pianista santareno radicado no Rio de janeiro, que vem trilhando um caminho de sucesso, um orgulho para nossa cidade!

Edivaldo Anaice baterista de Belém, um dos músicos mais requisitados para shows de grandes artistas paraenses.

Marcio Jardim, percussionista do Trio Manari que também acaba de gravar um CD com Sebastião Tapajós.

Teremos também a participação especialíssima de nosso músico pianista santareno Andresson Dourado, meu parceiro musical de longa data.

Santarém faz aniversário e ganha de presente o lançamento de mais uma artista da cidade com seu primeiro CD muito bem apadrinhado por Sebastião Tapajós.

(Fonte: www.cristianacaetano.wordpress.com )

Uma dica de grande música

Bastidores políticos

A jornalista Rita Soares, repórter especial do Diário do Pará, acaba de ingressar na blogosfera.

Desde esta semana já está no ar seu Blogdarepórter.

Puty invade horta eleitoral de Carlos Martins

O ex-chefe da Casa Civil Claudio Puty faz programação em Santarém na manhã deste sábado.

As 8h30, Puty estará na sede da AABB para uma reunião. A partir das 9h30 o candidato da DS à Câmara Federal terá outros encontros partidários. As 11 horas, Puty seguirá para Alenquer.

O ex-chefe da Casa Civil vem a Santarém garimpar votos no reduto do deputado estadual Carlos Martins, que também é candidato a deputado federal, mas por outra tendência do PT, a Unidade na Luta.

Incomodada com a presença de Puty, a prefeita Maria do Carmo, irmã de Carlos, neste sábado vai estar a centenas de quilômetros da cidade.

Maria segue agora cedo para Rurópolis, onde se encontrará com o presidente do DNIT, Luiz Antônio Pagot, levando a tiracolo secretários municipais e o irmão-candidato.

Obras em ano eleitoral

A postagem "Após 5 anos de atraso, restaurante popular será in..." provocou o seguinte comentário:

Como as "obras" e "serviços" só aparecem em ano eleitoral, deveria haver uma mobilização nacional para lançar o PAE- PROGRAMA ANUAL DE ELEIÇÕES. A coisa funcionaria assim: Em um ano se votaria para Prefeito e dois Senadores. Em outro, Presidente da República e Deputado Estadual. No outro ano seriam eleitos vereador e um senador. Fechando o ciclo teríamos as eleições de Governador e Deputado Federal.

Todos teriam mandato de quatro anos e a recandidatura seria livre. Se fosse bom continuava, se não prestasse dava o fora. Com certeza não teríamos obras paralisadas como ocorre agora em todos os lugares.

Os mandatários teriam que prestar contas anualmente aos eleitores, e sempre estariam em contato com as bases, pois teriam interesse no voto para sí, ou para algum aliado. Sendo eleito um representante local e outro nacional simultaneamente, sempre teríamos investimentos do governo federal, que é quem detém a chave do cofre.

Juiz proíbe réus de dirigirem veículos

Enquanto durar a instrução do processo em que são acusados de provocar a morte da estudante Susana dos Reis Lima, durante um 'pega' na avenida Rui Barbosa, o juiz Gérson Marra Gomes determinou a "suspensão da permissão para dirigir do réu Felipe de Sousa Bello, bem como a suspensão do processo de habilitação do corréu [Roberto Junio Mendonça de Oliveira].

A "decisão deverá ser obedecida até segunda ordem deste juízo, devendo ser comunicado ao DETRAN local o seu teor para os fins de mister, sendo os réus advertidos que até a eventual revogação desta medida cautelar ficam proibidos de conduzirem qualquer veiculo automotor, sendo que a desobediência poderá ocasionar a decretação de suas novas prisões preventivas".

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Caráter político da greve dos professores prejudica ano letivo


Agência Pará

A greve dos professores do ensino público estadual deixou de ser um movimento por melhores salários para se tornar um movimento de caráter político, conduzido por um pequeno grupo de lideranças partidárias. A eles, não interessa a negociação.

O governo do Estado sempre esteve aberto ao diálogo com os professores. Sempre reconheceu o valor profissional dos trabalhadores da educação, e por isso levou as negociações salariais até os limites permitidos pela legislação e pelo orçamento do Estado.

Mas a intransigência de parte da liderança grevista se recusa a voltar para as salas de aula, deixando fora das escolas parte dos 800 mil alunos em todo o Pará. O ano letivo está quase inviabilizado, e com risco de comprometer o de 2011. Alunos da rede pública que se preparam para o vestibular são os mais atingidos. É um prejuízo grave ao futuro da juventude.

A Seduc e a Sepof conduziram sucessivos acordos em torno do Plano de Cargos, Salários e Remuneração (PCCR), e não vê justificativas para a continuidade da greve.

Entre 2007 e 2010, o governo concedeu reajuste de 46,57% no vencimento base do professor que trabalha em regime de 200 horas; realizou concurso público; garantiu auxílio alimentação aos profissionais da educação, e enviou à Assembleia Legislativa o PCCR, uma reivindicação histórica da categoria.

O próprio sindicato reconhece que o PCCR "já significa uma vitória", mas insiste em prejudicar os alunos e ameaçar o cumprimento do calendário escolar e a qualidade do ensino.

Diante das manobras protelatórias do movimento, o governo decidiu que cortará o ponto dos grevistas e exigirá a reposição de todas as aulas. Para isso, constituirá uma comissão com a participação de técnicos, alunos, pais e professores, para monitorar o cumprimento da medida.

Após 5 anos de atraso, restaurante popular será inaugurado


Esta semana, a prefeita Maria do Carmo reservou pelo menos três horas em sua agenda diária para visitar obras que estão sendo executadas na cidade e que serão entregues por ocasião das comemorações dos 349 de Santarém. O Restaurante Popular que funcionará no segundo piso do Mercadão 2000 é uma dessas obras.

A prefeita visitou o Restaurante Popular que já está equipado e pronto para entrar em funcionamento, após cinco anos do início de sua construção.

. “Estamos na fase de contratação de empresa especializada na prestação do serviço de nutrição, preparo e fornecimento dos alimentos, conforme estabelece o edital de pregão presencial que já publicamos.

Aproximadamente R$ 970 mil foram investidos no Restaurante Popular, cujos recursos são provenientes do governo Federal, através do ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com contrapartida da prefeitura de Santarém, por meio da secretaria municipal de Trabalho e Assistência Social (SEMTRAS).

A proposta do Restaurante será a de vender à população santarena, e em especial aos trabalhadores (as) formais e informais, bem como às pessoas que vivem em vulnerabilidade social, 1000 refeições por dia, ao preço popular de R$ 2,00 (dois reais). O horário de funcionamento será de 11h às 14h, de segunda a sexta-feira.
A data de inauguração do Restaurante Popular será divulgada na próxima semana pela prefeita Maria do Carmo.
(Foto: Ronaldo Ferreira/Divulgação PMS)

Priante mantém pré-candidatura ao governo pelo PMDB

O ex-deputado federal José Priante mantém sua pré-candidatura ao governo do estado pelo PMDB, mesmo após o lançamento do nome do deputado Domingos Juvenil, presidente da Assembléia Legislativa.

Priante diz só esperar até o dia 15 de junho por uma decisão do TRE quanto à cassação do mandato do prefeito Duciomar Costa e de seu vice Anivaldo Vale. Caso o TRE mantenha a cassação determinada pelo juiz eleitoral da capital, Priante assumirá a Prefeitura de Belém e, nesse caso, abriria mão de postular sua candidatura dentro do PMDB.

Priante conversou com Jader antes da reunião da bancada estadual que definiu o nome de Juvenil como pré-candidato ao governo e informou ao presidente do PMDB sua disposição de concorrer ao cargo, 'em melhores condições políticas', ao contrário das eleições passadas, quando disputou o governo "no sacrifício'.

Caso o TRE não julgue o processo até essa data ou mantenha o prefeito e o vice nos cargos, Priante vai disputar a convenção do PMDB e bater chapa, se não houver acordo, com Juvenil.

O ex-deputado analisa que o lançamento do nome de Juvenil, após reunião de Jader Barbalho com a bancada estadual, foi uma estratégia para que o vácuo de uma terceira via fosse ocupado pelo PMDB, inibindo, dessa forma, o lançamento de candidatos ao governo pelo PR e PTB.

Priante considera, também, que o lançamento do nome de Juvenil foi uma estratégia que Jader usou para comunciar ao Pará, sem muitos traumas, que disputará o Senado e não ao governo, como se especulava.

Juvenil: reunião definirá entrega de cargos ao PT

Márcio Baena

O candidato a governador Domingos Juvenil disse que o PMDB devolverá todos os cargos ao PT

Com o lançamento da candidatura do presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Domingos Juvenil (PMDB) ao Governo do Estado, o que deve ser homologado nas convenções do partido que acontecem em junho, o PMDB fará uma reunião hoje (28) para acertar a entrega dos de todos os cargos em órgãos do Governo do Estado que ainda estão sob a tutela do partido. A decisão foi anunciada no final da manhã desta sexta-feira (28), pelo deputado Juvenil em entrevista ao DIÁRIO ONLINE, na sede da Assembléia Legislativa do Pará.

“Por coerência, vamos entregar todos os cargos. É uma decisão já tomada do nosso presidente de partido, deputado federal Jader Barbalho, e que será definida em uma reunião que faremos hoje”, adiantou o pré-candidato que avisa ainda que nada o impede de manter a sua gestão à frente do Poder Legislativo.

“O presidente da Câmara Federal Michel Temer (PMDB) é candidato a vice-presidente da República e ele continuará presidente da Câmara. O mesmo acontece no Executivo, pois com a governadora Ana Júlia continuará sendo governadora e candidata. Assim, faremos a campanha, obviamente, sem utilizar nada do poder público, assim como esperamos que a governadora a faça”, esclarece.

ALIANÇAS

O deputado falou sobre como serão desenvolvidas as alianças. “Com exceção, claro, dos partidos que já têm candidatura própria, todos os demais partidos serão contatados. Nós vamos fazer uma grande articulação para que campanha seja o conjunto das ideias partidárias e, portanto, também da sociedade paraense. Nós sabemos que estamos construindo uma terceira via que pode ser a opção do povo paraense. A minha experiência me dá certeza do preparo para ser governador do Estado. Até mesmo a experiência à frente como presidente reeleito da Assembléia do Pará, onde convivo com 13 agremiações partidárias com harmonia de gestão. Tudo isto me dá certeza que dará um bom desempenho na campanha”.

E A CÂMARA?

Domingos Juvenil já estava com a candidatura ao cargo de deputado federal lançada. Contudo, mudou de ideia após uma consulta às bases partidárias de todo o Pará que praticamente exigiram a candidatura.

“As nossas bases exigiram da cúpula uma definição sobre a candidatura nestas eleições. E acho que a gota d’água foi a reunião de prefeitos ocorrida na última terça-feira (27) quando os 40 prefeitos do PMDB no Pará reuniram e decidiram que o partido deveria ter o seu nome ao Executivo. A partir daí, houve toda uma consulta que desaguou no nome do deputado Domingos Juvenil que por sua experiência tem condições para assumir esta candidatura. Sou pois agora candidato a governador”.

Juvenil confessou que pesquisas o encorajaram para assumir a candidatura. “Sabia que, por pesquisas, tinha a melhor pontuação para candidato a deputado federal. Foi o que me encorajou a ampliar meus horizontes para o governo do Estado”, contou.

VICE

Juvenil partirá agora para escolher o seu candidato a vice-governador ou vice-governadora. “Temos aqui vários partidos que estão se articulando para formarmos uma grande aliança para completarmos a chapa. Além de vice-governador, temos mais uma vaga que ainda deve ser definida pelo partido para o Senado. São tantas oportunidades, temos muita gente com espaço político e vamos negociar os seus representantes. Para isso, vamos a vários setores da sociedade. Vamos à classe produtora, aos empresários, e assim, faremos um plano de governo que atenda as inspirações do Pará, especialmente, a população do interior do Estado, que é de onde eu venho”.

PODER LEGISLATIVO

Depois de escolhida a candidatura na convenção o presidente da Alepa garante que manterá sua administração sem interferência. “Continuarei trabalhando, presidindo as sessões, continuo presidente da Assembleia, pois nada me impende que sendo presidente do Poder Legislativo seja também candidato a governador”.

ALIANÇA NACIONAL

“O PMDB nacional tem o compromisso já com a candidatura da doura Dilma Roussef. Mas já aqui no PMDB estadual será uma discussão que nós vamos fazer para saber o procedimento que será tomado para a preparação da campanha que ainda está curso”.

QUEBRA ESTADUAL

“A aliança com o PT já vinha sendo desgastada há tempos. E os últimos acontecimentos foram decisivos. E este desgaste chegou ao interior às bases do partido e foi por isso também que todos se levantaram para que tivéssemos um candidato próprio. Vamos Respeitar o ponto de vista federal, nisso não há dúvida, visto o compromisso do partido. Mas aqui estamos estudando como será precedido. A aliança ou ‘meia-aliança’ que existia agora vai se extinguir”. (Diário Online)

Transparência fosca

Quem consultou o Portal da TranSparência da Prefeitura de Santarém, as 13h51, em busca de informações sobre despesas, deparou-se com esta singela mensagem:

Dados estão sendo atualizados no Servidor de Internet. Opção estará disponível nas próximas horas.

Mas assim, como diria meu amigo Colares!!!

Proposta de Lira Maia estende benefícios para micro e pequenas empresas

O deputado Lira Maia (DEM/PA), protocolou Projeto de Lei Complementar nº 577/10 que “estende às empresas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional o pagamento e parcelamento de débitos junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e à Secretaria da Receita Federal do Brasil, de que tratam os arts. 1º a 13 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009”

Pela proposta de Lira Maia, às empresas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, poderão efetuar o pagamento e parcelamento de débitos junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma que dos arts. 1º a 13 da Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009. A proposta reabre o prazo de opção pelo pagamento à vista ou pelos parcelamentos de débitos de que trata o art. 7º da mesma Lei por 90 (noventa) dias contados da publicação desta Lei Complementar.

Segundo Lira Maia, a Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009, possibilitou às empresas de grande porte, o pagamento à vista ou o parcelamento, em até 180 (cento e oitenta) meses, dos débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e os débitos para com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Posteriormente a Portaria Conjunta PGFN/SRFB n° 6, de 22 de julho de 2009, não permitiu que as empresas integrantes do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, optassem pelos benefícios da referida Lei.

“Trata-se de uma grande injustiça com as micro e pequenas empresas. Por esta razão é que apresentei o presente projeto de lei complementar estendendo os benefícios da Lei n° 11.941, de 2009, às empresas inscritas no Simples Nacional. Trata-se de medida justa e de grande alcance econômico e social pois as pequenas e médias empresas são responsáveis por expressiva parcela dos empregos formais no País. Não é justo excluir este seguimento dos benefícios da referida Lei”, ressaltou Lira Maia.



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Liberdade de imprensa e o dono da liberdade

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Foi a Unesco, a agência da ONU para ciência, cultura e educação, que instituiu o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado todos os anos a 3 de maio. Na sua mensagem sobre a data, a Unesco “conclama os governos e autoridades públicas ao redor do mundo a colocarem um fim na cultura da impunidade relacionada à violência contra jornalistas, por meio da investigação e da punição dos responsáveis pela violência contra profissionais de mídia, e por tomar as necessárias precauções para tornar possível que os jornalistas possam continuar a nos oferecer o conhecimento essencial e a informação que emanam de uma imprensa livre e independente”.

Eu achei que a conclamação era válida não apenas em Nova York, mas também nos confins amazônicos. Por isso, quando fui agredido pelo diretor do jornal O Liberal, Ronaldo Maiorana, em função de um artigo que escrevi neste jornal, em janeiro de 2005, procurei a proteção da agência da Organização das Nações Unidas. Ela tinha em seu poder um instrumento concreto para transformar palavras em ação. Juntamente com a Associação Nacional de Jornais (ANJ), órgão patronal de representação das empresas jornalísticas brasileiras, a Unesco criou, em 1997, o Programa em Defesa da Liberdade de Imprensa, que recebe recursos do Programa Internacional de Defesa da Comunicação. Até a época em que fui agredido, por exercer a profissão de jornalista e nenhuma outra, a ANJ registrara 200 atentados à liberdade de imprensa no Brasil. Dessa relação, porém, não constava a agressão que sofri. Por iniciativa própria, a agência não fez o registro.

A falha era desconcertante, mas presumi a boa fé da instituição. Enviei-lhe um relato do acontecimento e pedi sua inclusão no levantamento, no qual havia numerosas ocorrências de muito menor relevância, mas a ANJ, falando também em nome de sua parceira, se recusou a a acrescentar o que lhe informei à relação de atentados à liberdade de expressão. Forçada por minhas cobranças, usou como fundamento da sua atitude um parecer que encomendou. Sua assessoria caracterizou o episódio como produto de “rixa familiar”. E assim a questão foi arquivada.

Quando a entidade fez um novo levantamento, achei que chegara a hora de abrigar um novo atentado à liberdade de imprensa, quando o juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª vara cível de Belém, me condenou a indenizar os irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, por supostamente ofendê-los em um artigo, no qual fiz referência à origem do grupo de comunicação da família, o maior do norte do país, afiliado à Rede Globo de Televisão.

Além de me condenar ao pagamento de 30 mil reais a título de indenização, o juiz me impunha a publicação de uma carta da dupla, no exercício do direito de resposta, carta essa que eles nunca anexaram aos autos do processo (e, por isso, não fez parte da instrução; logo, não existia para o mundo jurídico). Também me proibiu de fazer qualquer referência a Romulo Maiorana e a seus dois filhos, embora eles tivessem pedido a tutela inibitória apenas para a memória do pai e não para si.

O caso era grave: censura prévia pela via judicial, algo proibido pela Constituição. Nem assim a ANJ se dispôs a incluir a censura determinada pelo juiz Raimundo das Chagas ao Jornal Pessoal na relação dos 31 casos que o seu portal relatava. Ficava claro que a defesa da liberdade de imprensa estava condicionada aos interesses corporativos da associação, que não ia aplicar os seus princípios a um associado, que, ainda por cima, é um dos 13 jornais que financiam o Programa em Defesa da Liberdade de Imprensa da ANJ/Unesco. Mas e a Unesco, que alega agir em nome de toda humanidade: como se curvou a essa vilania? Qual a legitimidade para falar em nome da liberdade de imprensa no Brasil depois dessa conivência?

A perseguição dos irmãos Maiorana, com a cumplicidade de membros do judiciário paraense, que lhe fazem todas as vontades se mantém e novamente se aperta em torno de mim. É a razão de este jornal ter perdido a sua pontualidade nas últimas edições e não poder acompanhar como devia os acontecimentos. A movimentação forense dos processos me desvia do exercício da minha profissão, apesar dos esforços que tenho feito para resistir a essa manobra dos que não querem que a verdade seja matéria prima do jornalismo local.

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós


Governo vende a R$ 2,99 0 hectare de terra pública para regularizar posses na Amazônia

Feira do Pescado não vai eliminar velho tablado

Cosanpa descumpre promessa feita na Câmara de Vereadores de Santarém

Horário dos bancos será reduzido em dia de jogos do Brasil

Orelhões viram peças decorativas na cidade

Empresa santarena apresentará tecnologia de ponta na feira agropecuária

Memória de Santarém: Como não destruir a floresta no Tapajós

Santarém terá mais uma etapa do Luz para Todos

Marinha informa que é lento ritmo da cheia do rio Tapajós

Barcos intermunicipais desistem de reajustar passagem

Mês junino, alegria que custa caro

TCE aprova parecer prévio favorável às contas de 2009 do governo do estado

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Juvenil é lançado pré-candidato ao governo pelo PMDB

O Blog do Parsifal informa que o"atual presidente da Assembléia Legislativa, encontrou-se, ontem, com o deputado Jader Barbalho e, de forma determinada, ofereceu o seu nome ao partido para disputar o governo do Pará. Juvenil argumentou que o PMDB, organizado em todo o Pará, tem musculatura suficiente para disputar a eleição com candidatura própria, e acredita que a resolução do partido e o apoio da liderança inconteste de Jader, podem levar o PMDB ao segundo turno e à vitória."

Jader Barbalho será o candidato do partido ao Senado Federal.
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Nota da redação:

Uma questão não pode ser desprezada. Por quê Domingos Juvenil não foi lançado logo 'candidato' do PMDB ao governo do estado?
Uma fonte do Blog do Estado arrisca um curioso palpite: Tudo é jogo de cena. Jader teria mandado Juvenil se lançar pré-candidato para poder barganhar o lugar de vice na chapa de Ana Júlia.
É aguardar para conferir depois.

Fina ironia

Edson Cardoso fez um irônico comentário sobre a postagem "Efeito contrário":

Adorei isso!! se fosse feito sempre assim com tudo de ruim que tem na cidade, talvez a prefeitura cuidasse mais dela. Já pensou se a partir de agora as emissoras começassem a agradecer pelos buracos, elogiar os assaltos, condecorar a cosampa pelos serviços prestados a população, achar bonito as ruas sem luz nos postes, a sujeira que tem por tudo que é canto, os esgotos que estão acabando com as praias da frente da outrora Pérola do Tapajos.. etc. quem sabe não é isso que falta ao poder pública pra resolver ou amenizar isso.

MUITO ACIDENTE, POUCA FISIOTERAPIA

Aritana Aguiar
free lancer


A limitação de movimento ou locomoção, total ou parcial, é decorrente de traumatismos fáceis de adquirir, mas difíceis e demorados de se curar em Santarém e na maioria dos municípios brasileiros. Apesar de contar com uma população de cerca de 300 mil habitantes, a cidade não possui nenhum setor público municipal que faça tratamento fisioterapêutico a pessoas que sofreram traumatismo e ficaram paraplégicas ou tetraplégicas.

Em 2009, foram registrados no Hospital Municipal de Santarém 3.125 casos de acidentes de trânsito que causaram algum tipo de traumatismo, e muito dessas pessoas necessitam de cuidados especiais.

Isso tem sido uma das grandes dificuldades para os deficientes, às vezes é necessário sair da cidade em busca de um tratamento mais completo, como o hospital público Sarah Kubitschek, em Brasília ou São Luiz. É o caso dos paraplégicos Marla Soares, que vai fazer 10 meses que sofreu um acidente de carro, e Ildo Pfeifer: há 13 anos ele foi atropelado quando vinha de Alter-do-Chão de bicicleta.

Mas o Sistema Único de Saúde (SUS) é conveniado com três clínicas particulares, para tratarem de pacientes que necessitam de fisioterapia e o governo do estado, através da Sespa, é o único o órgão que atente parcialmente alguns tipos de traumatizados. Desde 2009, o setor fisioterápico do Hospital Regional de Santarém está desativado.

"A paraplegia atinge somente as pernas, enquanto a tetraplegia afeta até o pescoço, alguns movimentos só conseguem ser realizados de acordo com tipo de lesão", afirma o fisioterapeuta Emanuel Maia.

Nas clínicas particulares de Santarém as seções fisioterápicas são para amenizar as seqüelas, manter os movimentos, articulações, orientar as famílias ambientarem a casa para o cadeirante, entre outros.

Marla Soares estava em Alenquer quando o carro dirigido pelo cunhado em alta velocidade capotou, ela e quebrou o punho, sofreu uma lesão medular traumática, afetando as medulas T4 e T5, resultando na paraplegia.

No caso de Ildo Pfeifer, foi lesionado a toráxica T3, na época os médicos o consideraram como tetraplégico devido o tipo da lesão.

Quando Marla veio de Alenquer foi levada para o Pronto Socorro Municipal (PMS) e no mesmo dia foi encaminhada para o hospital Regional, onde ficou 20 dias internadas e passou por duas cirurgias. "Quando saí do hospital fiquei em casa onde eram feitas massagens particulares pra estimular as pernas", relembra.

Já Ildo não teve a mesma sorte, ele ficou em coma por dois dias e ficou internado no PMS, durante dois meses sendo atendido por clínicos gerais, para recuperar as condições físicas e traumáticas, mas os resultados não foram bons, "enquanto estive hospitalizado nenhum fisioterapeuta me visitou".

Em seguida ele foi para Porto Alegre no Rio Grande do Sul, onde passou oito meses em tratamento, "só não tive dificuldades de hospedagem por que tenho alguns parentes na cidade", diz. Durante dois meses a fisioterapia era feita pelo SUS, por não haver resultado, pagou durante seis meses um fisioterapeuta particular, foi então que apresentou melhoras. Logo, Ildo conseguiu passagens através do TFD (Tratamento Fora de Domicilio), e foi para São Luis do Maranhão, fazer tratamento no hospital Sarah Kubitschek, lá ele ficou em um período de quatro meses, "o tratamento é completo, palestras, orientações psicológicas, conhecer o problema e aprendemos até como se locomover na cadeira de rodas", afirmou.

Marla também foi para o hospital Sarah Kubitschek, passou 30 dias e conseguiu aprender ter controle do tronco, se sentar melhor e movimentar o punho direito. Ildo afirma que ao sair de Santarém não conseguia mexer muito os braços, como a lesão foi leve na medula e com os tratamentos feitos no Sarah, ele conseguiu evoluir modificando seu laudo de tetraplégico para paraplégico.

Uma das grandes dificuldades para quem consegue se tratar fora da cidade é que as despesas, com exceção das passagens, são de responsabilidade do paciente. O problema é pra alguns cadeirantes que não possuem renda para esse tratamento. De acordo com a fisioterapeuta Marília Santos, uma das grandes dificuldades quando termina as seções do paciente atendido pelo SUS, é ter que esperar novas autorizações para continuar o tratamento, e a demora é de dois a três meses, "não pode esperar muito pra iniciar as novas seções, por demorar o paciente acaba perdendo os movimentos conquistados devido ter ficado muito tempo parado", declarou.

No site da Rede Sarah de Hospitais (www.sarah.br), é divulgada que as maiores causas de lesão medular são: acidentes automobilísticos, mergulhos rasos, agressão com arma de fogo, e quedas.

Mesmo Marla e Ildo, fazendo fisioterapia pelo SUS, eles continuarão fazendo tratamento no hospital Sarah Kubitschek, já que obtiveram excelentes resultados.

UFOPA não terá novas linhas de ônibus

Arrritana Aguiar
Free lancer


De acordo com Natália Souza, diretora da Divisão de Planejamento da Secretaria Municipal de Transportes, a SMT não pretende aumentar o número de as linhas de ônibus que manobram até no abrigo recém-instalado próximo a Universidade Federal do Oeste do Pará ( UFOPA). A diretora afirma desde que a UFOPA foi transferida, duas linhas de ônibus tiveram o itinerário alterado e foi prolongando o itinerário de mais seis 'linhões universitários' até o acesso ao campus da Vera Paz da Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA).

Com a reforma que está sendo feita no antigo campus da UFPA, na Marechal Rondon, que futuramente irá abrigar o Instituto de Educação da UFOPA, a maioria dos estudantes foi remanejada para o campus da Vera Paz, em que antes funcionava a UFRA, por isso está ocorrendo reclamações dos estudantes.

Natália Souza, afirmou que no dia 15 de abril, os ônibus Floresta Prainha e Liberdade tiveram o itinerário alterado e circulariam até o abrigo próximo a UFOPA. "Agora faz parte da linha regular dos dois ônibus passarem na universidade", explicou.

A SMT incluiu como atendimento as universidades as linhas de ônibus: Nova República Cohab, Nova República Prefeitura, Santana Universidades, Prainha /Dom Frederico Costa, Santarenzinho Universidades e Tabocal Universidades.

Os acadêmicos de Letras da UFOPA, Poliane Miranda e Gleidson Figueira, reivindicam por que os ônibus Circular Esperança e Aeroporto Velho,, que não fazem parte do 'linhão universitário', tenha seus intinerários alterados e passem a deixar e buscar os alunos no abrigo. Atualmente, os universitários precisam ir para a Avenida Cuiabá para apanhar essas duas linhas de ônibus.. A estudante de biologia Moema Ribeiro afirma que por não saber os horários dos ônibus vários alunos preferem ir pra Avenida Cuiabá.

De acordo com a SMT os ônibus que fazem 'linhão universitári'o pra UFOPA, passam no abrigo entre os horários de sete da manhã, até as 19h30min, e depois entre 22 e 23 horas, totalizando em 10 viagens diárias nos dias úteis e sábados.

Igreja da Paz contesta jornal

Estiveram na redação de O Estado do Tapajós esta semana o pastor Ricardo Assunção e o advogado Eilson Lisboa para apresentar a versão da igreja da Paz diante da reportagem intitulada "Igrejas redobram combate à pedofilia e ao adultério", publicada na edição anterior.

Segundo a versão apresentada, a igreja da Paz desconhece casos em que três pastores foram afastados do ministério porque cometeram adultério e nega que um pastor tenha confessado em público a traição à esposa, pedido perdão, perdoado, mas afastado do cargo . "A Igreja da Paz vem a V. Sa., informar que essa informação não é verdadeira, até porque não é de conhecimento do Pastor Presidente da Igreja como pelo Presbitério de Governo, tal situação", diz a nota emitida pela igreja evangélica com sede em Santarém.

O Estado do Tapajós mantém a informação publicada, ressalvando que os três casos mencionados ocorreram em dez anos, e não em dois, como informado erroneamente.

Escolas estaduais de Santarém ainda esperam por reformas

Da Redação

Em 2009, o Ministério Público Estadual apontou à Secretaria de Estado de Educação(SEDUC) os prédios de seis escolas estaduais que necessitavam de urgentes reformas em suas instalações e estrutura, mas até a segunda quinzena de maio, nada aconteceu providenciado. De acordo com a diretora da 5ª Unidade Regional de Ensino - URE, Graça Pedroso, o motivo das obras não terem iniciado ano passado, foi à falta de recursos e diminuição da receita do orçamento. Mas agora em 2010, segundo Graça, a Seduc recebeu uma verba 164 milhões de reais do Ministério da Educação - MEC para investir no ensino médio com construção e reformas de escolas, capacitação e formação dos professores.

As escolas que segundo o MP apresentavam risco aos alunos e professores são Professor Olindo do Carmo Neves, que está com buracos no teto, e problemas elétricos, sendo preciso desocupar o prédio e transferir os alunos para a escola municipal Everaldo Martins; Nossa Senhora do Guadalupe e Frei Othmar, com problemas em algumas paredes; Gonçalves Dias, Plácido de Castro (está cercado de mato), Álvaro Adolfo da Silveira, correm risco de incêndio e desabamento, e Roman Leal, que chegou até a ser demoilida, mas as obras foram interrompidas por ordem da então secretaria Socorro Coelho. Na semana passada,Socoro foi demitida da Seduc.

Segundo Graça Ninos, a Seduc havia preparado um plano de reforma para várias escolas, inclusive o Romana Tavares Leal estava na lista. Em 2008 uma parede caiu, necessitando urgentemente retirar os alunos. Em setembro do ano passado uma construtora tirou o telhado e derrubou uma parte das paredes, mas através a Seduc e a 5ª URE só ficaram sabendo do fato. Quase um mês depois que a empresa já estava fazendo a reforma, a secretária de educação da época, Socorro Coelho, impediu a continuidade da obra, alegando que não havia nenhuma licitação de reforma daquela escola.

"Nós iremos dar prioridade para as escolas, Olindo do Carmo Neves e Romana Tavares Leal, e já está havendo vistoria dos engenheiros da Seduc nas escolas com problemas", declara Graça. O colégio Gonçalves Dias já recebeu a visita dos engenheiros, que fotografaram os lugares com risco.

ALVARO ADOLFO

A diretora do Álvaro Adolfo da Silveira, Joana Bernardo, afirmou que já encaminhou para a 5ª URE e o Corpo de Bombeiros outra solicitação de vistoria, pedindo que sejam emitidos novos laudos. Até o momento, a escola não recebeu nenhuma visita de engenheiros da Seduc, apenas uma notificação que em 2010 a escola vai ser reformada de acordo com suas necessidades, mas as obras não têm data para começar.

Em 2009, alguns alunos tiveram que assistir aula debaixo da árvore. Devido problemas na parte elétrica, os ventiladores não eram ligados por medo de haver incêndio. Este ano, duas alunas ficaram feridas por causa da queda de um ventilador.

Efeito contrário

A prefeitura de Santarém agiu rápido, ontem à tarde, após a exibição de matéria da Tv Tapajós que, ingenuamente, homenageava os vendedores que ocupavam a orla da cidade para vender churrasquinho e minguau.

Alertados do enxame de vendedores que se dirigia para lá, estimulados pela reportagem, fiscais da Semdes trataram de fazer uma ação preventiva.

Quem caminhou por lá no final da tarde encontrou o calçadão livre de churasqueiras e fumaça.

MORADORES DIZEM QUE ÁREA DO PAC FICOU MAIS PERIGOSA

Aritana Aguiar e redação

De acordo com alguns moradores do bairro do Uruará, desde que iniciaram as obras do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, aquela área de Santarém ficou mais perigosa. Não há nenhuma iluminação ou policiamento no local das construções que garanta a segurança dos moradores. Com isso está havendo confronto de gangs, telhas quebradas, roubos (nas casas do PAC já levaram quase todas as caixas-d'água e usam o local para consumo de drogas). Um morador que não quis se identificar declarou que a partir das sete horas da noite ele fecha seu estabelecimento devido o medo da violência.

Esta semana uma criança de três anos, quase morreu afogada por ter caído na água suja da região dos alagados no bairro do Uruará, uma vizinha foi quem viu e a socorreu imediatamente. Os moradores reclamam se sentindo abandonados pela prefeitura, tiveram que quebrar a parte de um esgoto para amenizar a situação, pois havia muita água, impedindo a locomoção dos moradores.

"Quando chove forte, ninguém consegue dormir, todos se levantam de madrugada, cavando para escoar a água", afirmou Alessandra Santos, moradora. E completa, "quando vem uma enxurrada, traz muito lixo acumulado". Na Rua Beira Rio, frente aos alagados, foi colocado um aterro, que invés de ajudar acabou piorando a situação, "antes só acumulava água na área dos alagados, agora com o aterro o outro lado da rua também, pois não tem pra onde a água sair", declarou um morador.

Quando chove forte a Rua Tauri, próximo a vila, fica completamente alagada. "A prefeitura está pagando o aluguel da minha casa, mas quando chove entra água devido às goteiras, até o momento ninguém do governo veio pra nos dá uma posição", afirma Joelda Oliveira, moradora beneficiada com o programa.

As obras iniciaram em 2008, pela construtora Mello de Azevedo, mas há quase um ano as obras de saneamento estão paradas. O motivo alegado pela empresa é atraso de pagamento. Alguns habitantes do bairro, afirmam somente quando chove alguns funcionários da empresa, vão averiguar o local.

Quando chove forte a Rua Tauri fica completamente alagada. "A prefeitura está pagando o aluguel da minha casa, mas quando chove entra água devido às goteiras, até o momento ninguém do governo veio pra nos dá uma posição", afirma Joelda Oliveira, moradora beneficiada com o programa.

Existe uma grande expectativa dos moradores para que termine a construção e sejam transferidos. Este ano a Defesa Civil recadastrou as famílias devido à área ser de risco. foi feita, também, a doação de água potávell para as famílias que estão alagadas.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Remendo novo em roupa velha

Além do atraso das obras do PAC, a Cosanpa finge que não vê um problema que ainda vai fazer muito político entrar pelo cano em ano de eleição, aqui em Santarém.

Boa parte da rede de distribuição de água ainda é de amianto, fácil de danificar por causa do intenso tráfego de veículo nas ruas da cidade e pela própria pressão da água - isso quando não está em falta.

Por causa desse tipo de vazamento, um setor da rede de abastecimento que alimenta o bairro do Santíssimo foi isolado pela segunda vez em menos de uma semana, deixando os moradores naquela secura total.

Os moradores que esperem que os técnicos da Cosanpa usem uma bom remendo para tapar o vazamento.

Grandes projetos

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal


O BNDES se dispõe a investir 13 bilhões de reais na hidrelétrica de Belo Monte. É 30% mais do que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social emprestou a sete grandes empreendimentos na Amazônia nos últimos quatro anos. São cinco projetos privados e dois públicos, de infraestrutura, ambos de energia, que somam R$ 10,6 bilhões.

O maior de todos, de R$ 6,1 bilhões, é na hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, contratado em março do ano passado. A usina, que deve produzir 3.150 megawatts, tem orçamento de R$ 13,5 bi. E tem ainda a hidrelétrica de Jirau, no mesmo trecho do rio, com previsão de investimento de R$ 9,4 bilhões (se mantida a relação, de 50%, contra 80% em Belo Monte, serão mais de R$ 4 bilhões do banco estatal).

O segundo empréstimo, no valor de R$ 2,5 bilhões, é no gasoduto Urucu-Manaus, que parte de Coari e vai até a capital amazonense, já em operação. Na expansão da hidrelétrica de Tucuruí o banco comprometeu R$ 931 milhões. A MMX Amapá Mineração e Logística, que era de Eike Batista, conseguiu R$ 580 milhões. A Alcoa, no mais recente desses contratos, de novembro do ano passado, ficou com R$ 304 milhões para implantar a infraestrutura da mina de bauxita de Juruti na escala de 2,6 milhões de toneladas anuais de bauxita.

À Jari Celulose, do grupo Orsa (originalmente do americano Daniel Ludwig), foram reservados R$ 145 milhões. E para a Usipar instalar em Barcarena dois altos fornos para produzir 500 mil toneladas de ferro gusa e uma planta de sinterização, R$ 31 milhões.

A demanda por recursos do BNDES cresceu tanto que o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que constitui a principal fonte do banco, não deu conta. O governo decidiu entrar com verba volumosa do tesouro. Se os negócios nos quais o banco entrou derem certo, o dinheiro volta. Se não, vai para a conta da viúva. O governo Lula entrou com tudo na nova era dos “grandes projetos”. Nenhum deles se compara ao de Belo Monte: em volume físico de dinheiro e em potencial de risco.

Boataria suína

Ouvintes de uma FM de Santarém ligaram hoje para emissora apavorados com a falsa notícia, veiculada pela internet, de que a vacina contra o vírus H1n1 provoca Aids.

Receosos em tomar a dose da vacina, os ouvintes informaram que tomaram conhecimento através de rodas de bate-papo no centro comercial da cidade.

Isto é. Há algum engraçadinho espalhando esse boato no centro de Santarém.

Por desinformação, muita gente ainda cai nessa conversa fiada.

O Blog do Estado confirmou junto a uma infectologista que a vacina é segura e que os pacientes não correm nenhum risco de se tornarem soropositivos.

Cartórios Imobiliários sob o crivo da Justiça

José Olivar

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pretende especializar Magistrados do Pará, para aumentar a fiscalização sobre a atividade dos Cartórios de Registro de Imóveis no Estado. Com essa iniciativa o Conselho busca regularizar a situação das propriedades e dos assentamentos na região, como forma de evitar conflitos. Além de especializar Juízes para tais tarefas, também a medida pretende capacitar os registradores e servidores dos Cartórios de Registro em todo o Estado do Pará.

Simão Jatene on line

Simão Jatene está definitivamente plugado no mundo virtual.

Acompanhe o ex-governador aqui e aqui.

Plano de regularização na Amazônia vende terras a R$ 2,99 o hectare

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O Estado de São Paulo

Nova tabela de preços - que permite descontos superiores a 80% no valor das terras - foi definida pelo governo depois de intenso lobby ruralista; a meta oficial do Palácio do Planalto é legalizar cerca de 50 mil posses irregulares na região


Marta Salomon - O Estado de S.Paulo


Bondade. A maioria dos ocupantes de terras já cadastrados no programa não pagará pelo título de propriedade

BRASÍLIA

Um pedaço de terra pública na Amazônia pode custar R$ 2,99 por hectare (a dimensão de um campo de futebol) ao atual ocupante, de acordo com a nova tabela de preços definida pelo governo. Até o fim deste ano eleitoral, a meta é regularizar 50 mil posses irregulares na região. O preço mais baixo dos terrenos foi objeto de intenso lobby ruralista.

Portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, publicada no Diário Oficial, definiu descontos aos candidatos a títulos de terras na Amazônia por meio do programa de regularização fundiária. O programa Terra Legal começou a cadastrar os candidatos aos títulos em junho do ano passado.

De acordo com simulações de preços a que o Estado teve acesso, um terreno de 200 hectares no município de Manoel Urbano, no Acre, poderá ser vendido ao atual ocupante por menos de R$ 600, a serem pagos em 20 anos em parcelas anuais, com três anos de carência e juros de 1% ao ano.

Neste caso, o hectare terá desconto de mais de 80% e sairá por R$ 2,99. O preço pode ser ainda menor, caso o terreno ocupado irregularmente esteja mais distante da sede do município e não seja acessível por estrada permanente, calcula Carlos Guedes, coordenador do Programa Terra Legal.

Acessíveis. Guedes apresentou anteontem a nova tabela de preços ao Tribunal de Contas da União (TCU) e a procuradores do Ministério Público. As simulações levaram em conta terrenos ocupados há cerca de 15 anos, localizados a mais de 50 km da sede do município e acessíveis por estradas permanentes.

Os descontos em relação ao valor mínimo da terra sem benfeitorias na região estabelecidos por tabela do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) variam de 54,50% a 83,40%, segundo as simulações sobre as novas regras de cálculo do preço da terra.

Os descontos maiores beneficiam quem ocupou até dezembro de 2004 terrenos públicos menores, de até dois módulos fiscais. O tamanho do módulo varia entre os municípios. Na Amazônia, os módulos podem ter de 60 a 100 hectares.

Um terreno de 1.350 hectares no município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso, será vendido por R$ 638.820, de acordo com as novas regras do programa, que também alcançarão os primeiros 276 ocupantes de terras públicas que já receberam títulos de terras na Amazônia.

O mais recente balanço do programa Terra Legal, divulgado no início do mês, indica que a maioria dos ocupantes de terras já cadastrados receberá títulos de propriedade sem pagar nada. Eles ocupam atualmente pouco mais de 1,4 milhão de hectares da Amazônia em terrenos de até um módulo rural. Isso equivale a 19% do total de terras cujos ocupantes já foram cadastrados pelo governo.

O programa de regularização fundiária prevê a venda sem licitação de terrenos com até 1.500 hectares. O balanço do Terra Legal mostra que é maior a fatia de terras públicas entre 4 e 15 módulos a caminho da regularização - 40,8% da área já cadastrada - do que os terrenos menores, de até quatro módulos, atribuídos à agricultura familiar, que somam 35,1% da área cadastrada.

O balanço registra ainda o cadastramento de 33 candidatos à regularização cujos terrenos extrapolam o limite de venda de terras públicas fixado pela Constituição, de 2,5 mil hectares. Eles ocupam 165 mil hectares da Amazônia. E deverão ter as terras retomadas pelo Estado, de acordo com as regras do Terra Legal.

Até ontem, haviam sido cadastrados pouco mais de 72 mil candidatos no programa de regularização fundiária. Eles ocupam área pública de pouco mais de 8 milhões de hectares. Isso equivale à terça parte do território do Estado de São Paulo.

Derrota. O programa de regularização fundiária foi aprovado no ano passado pelo Congresso. Foi alvo de críticas de ambientalistas e ruralistas. Os ambientalistas temiam que a doação ou a venda de terras públicas a preço baixo poderia estimular ainda mais o desmatamento. Os ruralistas defenderam preços ainda mais baixos, mas saíram derrotados na votação final. Essa derrota foi revertida agora, pelo menos parcialmente.

Para o governo, o principal objetivo do programa é combater o desmatamento na Amazônia. O governo alega que não tem como punir por desmatamento irregular terras irregularmente ocupadas. Por meio da regularização, seria possível punir quem abater a floresta.

A grilagem de terras na Amazônia é um dos resultados da ocupação desordenada da região, estimulada pelo regime militar, sobretudo no início dos anos 70. Nos documentos levados ao TCU anteontem, a coordenação do Terra Legal aponta risco de fracasso da regularização fundiária caso o preço da terra não fosse reduzido.

As considerações apresentadas não incluem eventuais pressões em ano eleitoral. Se limitam ao risco de inadimplência e desinteresse daqueles que ocuparam terras públicas sem pagar por elas quando se deparassem com a conta agora.

PONTOS-CHAVE
Programa
Tem direito à terra pública quem comprovar ocupação até dezembro de 2004. Ocupações até 1.500 hectares na Amazônia também podem ser regularizadas sem licitação.


Meta
50 mil
títulos devem ser distribuídos este ano a ocupantes de terras públicas por meio do programa de regularização fundiária

Balanço
Governo estima que haja cerca de 300 mil ocupações de terras públicas atualmente
e que algo em torno de 180 mil delas sejam em terras da União

Corrida
72 mil
ocupantes de terras públicas já se cadastraram no programa e são candidatos a 80,1 mil quilômetros quadrados na Amazônia

Eia/Rima silencioso

Até o momento, há uma calmaria atípica de momentos de pré-audiência pública para o Eia/Rima do porto da Cargill.

30 anos no ar

A Rádio Tapajós FM completa hoje 30 anos de fundação.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Prefeitos do PMDB querem Jader pro governo

Do Blog do Parsifal Pontes:

Os prefeitos do PMDB reunidos desde as 13h na sede do diretório regional do partido em Belém encerraram há pouco a reunião.

Os rumos das falas não foram diferentes daquilo aqui já postado: candidatura própria, com Jader disputando o governo, com 100% de adesão.

O apelo dos prefeitos chegou a ser dramático pela candidatura de Jader, com promessa fervorosas de fidelidade e desprendimento: o esturro da onça do qual eu já falei.

Candidatura própria sem Jader: a fervura amaina e a conveniência de cada um volta à cena, conduzindo, velada e parcimoniosamente a intendência, ao apoio a Ana Júlia.

Cinco moicanos, seis comigo embora eu não seja prefeito, defendem candidatura própria do partido em qualquer hipótese.

Eu, de meu lado, defenderei esta última hipótese até as últimas consequências e até derradeiro fôlego: posso ser quebrado, mas não dobro.

Estados e municípios terão que divulgar execução orçamentária

Medida está prevista na Lei da Transparência e precisará ser cumprida já a partir desta semana.

Agência Câmara:

A partir de quinta-feira (27), a União, os estados, o Distrito Federal e os 272 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes (Brasília não entra nessa lista porque suas obrigações são assumidas pelo governo distrital) terão que iniciar a divulgação das suas receitas e despesas na internet, de forma detalhada. A exigência foi criada pela Lei da Transparência (Lei Complementar 131/09), que modificou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRFLei Complementar 101, de 2000, que estabelece várias regras para a administração orçamentária e financeira da área pública, nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Impõe aos governantes normas e limites para a boa administração das finanças públicas.).

Para especialistas e políticos, a obrigação poderá ter efeitos imediatos no combate à corrupção e na disputa em torno do Executivo, principalmente nos estados e municípios. “Os orçamentos no País ainda são em grande medida uma caixa-preta. Nos estados e municípios, de forma geral, a sociedade não tem controle sobre a arrecadação e os gastos. Além disso, os tribunais de contas costumam agir com muito atraso”, avalia o especialista em orçamento Caio Mendes.

Há nove anos prestando assessoria a municípios na implantação da LRF, ele acredita que o maior impacto da Lei da Transparência será o controle sobre os gastos. “A lei é muito exigente quanto ao que terá de ser divulgado”, disse.

Segundo a norma, os estados e municípios terão que divulgar dados pormenorizados das despesas, como o órgão responsável pelo gasto, a pessoa física ou jurídica beneficiada pelo pagamento, o serviço prestado, os contratos e, no caso de licitações, a descrição do procedimento realizado. Pelo lado da arrecadação, os governos terão que informar o lançamento e o recebimento de todas as receitas, ordinárias e extraordinárias.

Controle eletrônico

Tamanha pormenorização, segundo o especialista, ampliará os mecanismos de controle sobre a execução orçamentária. A mesma avaliação é feita por parlamentares. Para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), relator do projeto que originou a norma na Comissão de Finanças e Tributação, a lei coloca o Brasil em dia com as melhores práticas de transparência orçamentária. “É uma medida efetiva contra a corrupção”, disse.

Segundo ele, a tendência é a de que a lei incentive o surgimento de sites e blogs especializados em dissecar as contas públicas e informar a população. “É um movimento sem volta”, define.

O líder do PSB, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), considera que a lei rapidamente será transformada “em uma ferramenta fundamental, indispensável ao controle da corrupção”.

Rollemberg lembra que o projeto que originou a Lei da Transparência tramitou em regime de urgênciaRegime de tramitação que dispensa prazos e formalidades regimentais, para que a proposição seja votada rapidamente. Nesse regime, os projetos tramitam simultaneamente nas comissões - e não em uma cada de vez, como na tramitação normal. Para tramitar nesse regime é preciso a aprovação, pelo Plenário, de requerimento apresentado por: 1/3 dos deputados; líderes que representem esse número ou 2/3 dos integrantes de uma das comissões que avaliarão a proposta. Alguns projetos já tramitam automaticamente em regime de urgência, como os que tratam de acordos internacionais. no ano passado na Câmara, a pedidos de líderes partidários. O texto original é de autoria do ex-senador João Capiberibe. Por isso, a lei também é chamada de Lei Capiberibe.

Punição
De acordo com a Lei da Transparência, quem não cumprir as exigências poderá perder as transferências voluntárias da União, que representam uma parte substancial dos recursos para investimentos em estados e municípios, oriundos em grande parte de emendas parlamentares. Em 2009, essas transferências somaram R$ 8,7 bilhões (sem contar os restos a pagar), dos quais R$ 3,5 bilhões para os estados e R$ 5,2 bilhões para as prefeituras. Desde 2006, o valor global das transferências subiu 19% em termos nominais, um crescimento de quase 6% ao ano.

As transferências têm um peso maior nas regiões Norte e Nordeste, e menor na Sudeste. Nas duas primeiras, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, os repasses voluntários chegaram, em 2009, a R$ 66,37 e R$ 67,67 per capita, respectivamente. No Sudeste, eles foram de apenas R$ 26,38 por pessoa.

Apesar da importância da lei e das consequências do seu descumprimento, nenhuma entidade municipalista procurada pela Agência Câmara havia feito o levantamento, até a semana passada, de quantas prefeituras se prepararam para a divulgação dos seus orçamentos.

A lei estabeleceu uma gradação para os entes divulgarem os dados. Em maio de 2011 será a vez dos municípios que tenham entre 50 mil e 100 mil habitantes — um universo de 317 cidades. Em 2013, será a vez daqueles com até 50 mil habitantes (4.975 cidades).

5º Salão de Turismo Roteiros do Brasil

Adenauer Góes
adenauergoes@gmail.com

Este evento, de caráter anual tornou-se referência nacional, sempre realizado em São Paulo, por ser este o estado que detém o maior número de empresas de turismo e dominar, tanto o mercado consumidor, como emissor de turistas para todo o Brasil. Esta quinta versão começa dia 26 de maio e está com toda sua área de 12.000 metros totalmente comercializada, a expectativa é de 15% de crescimento de volume de negócios em relação á edição do ano passado.
O evento é organizado pela Reed Exibitions Alcântara Machado, sob a orientação do Ministério do Turismo, dentro de uma estratégia correta, de gradativamente retirar o controle total do acontecimento das mãos do Ministério do Turismo e etapa por incentivar, o empresariado á assumir responsabilidade de conduzir se não a frente ,mas pelo menos ao lado do governo os momentos mais marcantes de transformação do potencial em produto turístico propriamente dito, mesmo que ainda totalmente bancado financeiramente pelo governo.Considero este evento chave para o crescimento e desenvolvimento do turismo como negócio, em especial para os estados com menor ritmo de participação e entendimento do arranjo produtivo da atividade turística.
Entendo mesmo que a maior conquista nestes cinco anos de Salão foi a do mesmo ter se transformado num grande palco de comercialização, no principio iniciou como uma vitrine, na qual se expõe os produtos e foi evoluindo para a venda dos mesmos, não apenas para agências e operadoras os levarem para suas prateleiras através de suas portas abertas ao seu publico consumidor em seus mercados de origem, mas também para os mais de 100.000 visitantes que circularão no Salão e que muito bem poderão encontrar a novidade que procuram a preços e condições bem atraentes, até porque a própria data contempla a proximidade das férias de julho e o potencial de compra e venda que este período oferece.
O Programa de Regionalização, que foi criado em 2003, portanto antes do Salão, acabou por definir em todo Brasil, 65 municípios, através dos quais, novos roteiros seriam desenvolvidos, aumentando desta forma a oferta, já que o mercado nacional oferecia apenas algo em torno de 50 produtos antigos e sem renovação. No Pará, os escolhidos foram Belém,com a possibilidade de juntar com o Marajó e Santarém.Acho difícil mensurar o avanço que esta estratégia trouxe para nosso estado,até porque aconteceram muitas mudanças nos órgãos oficiais de turismo,tanto estadual como municipais, assim como o investimento no setor foi muito diminuído, tanto em infra-estruturar como em divulgação e treinamento para qualificação de recursos humanos, o que acabou por aumentar a lacuna entre o público e privado,propiciando desperdício e maior fragilidade nas políticas públicas de desenvolvimento dos negócios.Exemplo deste fato é que deixamos de realizar o nosso próprio Salão Paraense de Turismo,o qual tinha a finalidade de estimular novos roteiros e de melhor qualificar os já existentes.
Independente de qualquer dificuldade, até mesmo das eleições que se aproxima, o Pará precisa estar presente e muito bem representado, tanto pelos Orgãos Oficiais, como pelo empresariado, sob pena de nos distanciarmos mais ainda do cenário de comercialização brasileiro, nos últimos anos, infelizmente perdemos terreno.

Máquina de hemodiálise quebrada

Raimundo Parente, morador do Mapiri, é um dos pacientes que fazem tratamento de hemodiálise no Hospital Municipal de Santarém.

Fazia, melhor dizendo.

Neste final de semana, mais uma máquina de filtrar sangue entrou em pane.

Por causa disso, alguns pacientes foram dispensados e outros, ao invés de fazer 4 horas de hemodiálise, têm que se contentar com apenas 3 horas de tratamento.

A Semsa informa que até o final do dia a maquina voltará a funcionar.

Uma Belo Monte viável e melhor

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Em 1989, quando foram concluídos os primeiros estudos de viabilidade do aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu, no Pará, a Eletronorte previa a construção de uma única barragem, no final da Volta Grande, junto à qual haveria uma única casa de força, com 20 turbinas. A represa inundaria 1.225 quilômetros quadrados e estocaria água suficiente para a produção de 11,2 mil megawatts de energia no pique das cheias e uma geração firme próxima de 50%. Era um projeto semelhante ao da usina de Tucuruí, inaugurada em 1984.

Em 2008, quando o inventário do Xingu foi atualizado, o projeto mudara. O eixo da barragem foi relocado rio acima. A área de inundação foi reduzida para 516 quilômetros quadrados, dos quais 382 km2 no leito do próprio Xingu (apenas 40 km2 de área nova, situada além dos limites alcançados pelas cheias anuais do rio). Os outros 134 km2 constituiriam o que passou a ser chamado de “reservatório dos canais”, a maior inovação do projeto de engenharia.

Reposicionada para o início da Volta Grande, a barragem desviaria as águas do Xingu para um canal artificial, que aproveitaria as drenagens naturais nesse trecho da bacia, corrigindo-as e avolumando-as para se tornarem um vertedouro, através de uma sucessão de diques de terra e de concreto a serem construídos. Assim, a água seria conduzida até a casa de força principal, desvinculada da barragem, valendo-se do desnível de 90 metros entre o início e o fim desse segundo reservatório.

No auge da cheia, haveria água suficiente para movimentar as enormes máquinas, cada uma das quais precisando de 500 mil litros de água por segundo para alcançar sua capacidade nominal. Mas na maior estiagem simplesmente a vazão do Xingu seria insuficiente para colocar a usina em funcionamento. Ela ficaria parada. É a deficiência das hidrelétricas a fio d’água, que não têm estoque formado para o verão. No Xingu, a diferença entre as duas etapas de vazão chega a 30 vezes.

Agora imagine-se um projeto que eliminasse o reservatório dos canais, mantendo apenas a barragem no eixo do rio e a casa de força secundária. As oito máquinas a serem instaladas na barragem do sítio Pimentel têm capacidade para 233 MW, potência que equivale a menos da metade de uma única das 20 máquinas da casa de força principal, situada a 50 quilômetros de distância, rio abaixo. Mas o suficiente para abastecer quase a metade da população de Belém.

No Relatório de Impacto Ambiental de Belo Monte, os técnicos afirmam, estranhamente, que essa população “corresponde aproximadamente a três milhões e meio de pessoas”. A população de Belém é de 1,5 milhão de habitantes. Logo, a metade deveria ser de 750 mil pessoas. Qual então o valor certo: 750 mil ou 3,5 milhões de pessoas, que correspondem exatamente a metade da população de todo o Estado do Pará? O Rima não diz e esta se constitui em uma de suas falhas, pequena, talvez, mas gritante.

É uma potência insignificante, se comparada aos 11,2 mil MW da capacidade a ser instalada na casa de força principal (apenas 2% dela). Mas as melhores estimativas são de que a energia média de Belo Monte será inferior a 4 mil MW, elevando o percentual da usina secundária para 5% da grande hidrelétrica.

Fazendo-se outra correlação, porém, verifica-se que se Belo Monte fosse reduzida à casa de força complementar, sua potência seria uma vez e meia maior do que o parque eólico de Osório, a quarta mais importante cidade do Rio Grande do Sul. Lá, 75 torres de 100 metros com turbinas acionadas pelo vento irão gerar 150 MW, o suficiente para abastecer 400 mil pessoas. A barragem do sítio Pimentel, inundando uma área de 382 km2, dos quais apenas 40 km2 excederiam as cheias naturais do rio, abasteceria com energia toda a Transamazônica e iria além: garantiria disponibilidade para absorver incrementos exponenciais no consumo, incluindo indústrias que fossem atraídas para a região, centralizada em Altamira.

Como todas as turbinas são do tipo bulbo, que funcionam com água corrente, em desnível de 20 metros, sem precisar da criação de declividade artificial através de barragens de alta queda, a usina funcionaria o ano inteiro. Sem a enorme movimentação de terra e concreto exigida pelo atual projeto, e dispensando as caríssimas turbinas Francis, em quanto ficaria o custo dessa hidrelétrica? Quem sabe, 2% ou, no máximo, 5% dos 19 bilhões de reais previstos pelos cálculos oficiais, ou muito menos ainda se considerados os R$ 30 bilhões estimados pelos empreiteiros, provavelmente mais próximos da realidade. E sem os impactos – sociais, ambientais e econômicos – que a grande e problemática obra provocaria. Por que não testar uma mini-Belo Monte, que já está desenhada no projeto, antes de se arriscar com um mastodonte sujeito ao descontrole?

Fica a sugestão. Espero que ela seja levada na devida conta antes de se consumar a aventura com destino incerto e não sabido, como deverá ser a Belo Monte atual. Voltada para manter a condição colonial da Amazônia, ao invés de desenvolvê-la de verdade.

Jornalista informa que Jader fará acordo com PT no Pará

No Blog Espaço Aberto, sob o título Jader será candidato ao Senado. E vai se aliar a Ana Júlia.

Podem apostar.
Não tenham dúvida.
Nenhuma dúvida.
O deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, será mesmo candidato ao Senado em outubro.
Só falta anunciar.
Mas ele já chegou à conclusão de que a saída política que melhor atende a seus interesses e conveniências e as de seu partido é mesmo essa.
E mais: o PMDB deverá compor com a governadora Ana Júlia.
Mesmo entre tapas e beijos, deverá compor.
Como o mais importante, num processo eleitoral, não são os tapas, nem os beijos, mas votos – e votos válidos, seja bem dito -, está claro, claríssimo que peemedebistas e petistas vão relevar a guerras de palavras dos últimos meses e manterão a aliança.
Essas garantias, essas conclusões resultam de informações que o blog obteve de fontes seguras com as quais o poster conversou ontem.
As negociações entre os dois partidos deu uma guinada e tanta na última semana.
Deu uma guinada, deu uma virada de 360 graus.
A coisa começou a mudar depois da conversa de Jader com Zé Dirceu e José Eduardo Dutra em Brasília, na semana retrasada.
E também depois de uma outra visita de Ana Júlia ao deputado, conforme informou o Blog do Bacana.
De seu lado, Ana Júlia fortaleceu sua convicção de que, sem o PMDB, sua reeleição ficaria muito, muito difícil até mesmo num segundo turno, se os peemedebistas se bandeassem para uma aliança adversária.
De seu lado – e, por extensão, do lado do PMDB -, Jader está convencido de que disputar o governo é uma aventura, mesmo com seu cacife eleitoral pessoal e mesmo que ele esteja na frente em todas as pesquisas.
O deputado sabe que a questão financeira é exponencial. E sabe mais: que não conseguiria o mínimo de recursos suficientes para disputar o governo em condições ideais e seguras de chegar ao segundo turno e ganhar a parada.
A direção do PMDB também começou a se convencer do que é uma realidade: que há prefeitos no PMDB que estão sendo cooptados pelo governo, tendência que poderá se transformar numa onda, dependendo da intensidade do calor federal – leia-se o governo Lula – ao governo Ana Júlia no processo eleitoral que vem por aí.
O que vai acontecer, então?
Jader deve sair ao Senado, juntamente com Paulo Rocha, o candidato petista.
É quase certo que o PMDB também indicará o candidato a vice na chapa de Ana Júlia.
Todo esse cenário começará a ser mais clarificado hoje, na sede do PMDB, numa reunião a que estarão presentes todos os prefeitos do PMDB.
Aliás, em seu blog, o líder do PMDB na Assembleia, deputado Parsifal Pontes, já sinalizou o que deverá acontecer.
Numa postagem intitulada Direto ao ponto, diz o deputado:

A experiência que tenho indica que os prefeitos tomarão a seguinte posição: a candidatura própria com Jader Barbalho terá 100% de apoio; a candidatura própria com outro nome será parcialmente aceita, todavia, com aquele trejeito que indica grande probabilidade de tangência ao largo da fidelidade partidária.
Ao bom entendedor, e na mesa não haverá ingênuos, o sumo da reunião deverá ser um ensaio de resolução intuindo que, na visão dos alcaides, em não havendo uma candidatura de Jader, o menos pior é apoiar Ana Júlia.
Esta será a posição dos prefeitos, que estão recebendo do governo todo tipo de mimos e reverências típicas destas épocas eleitorais.


É isso.
É exatamente isso.
Ah, sim.
Esse é o quadro de hoje, 25 de maio de 2010, início da manhã.
Mas amanhã pode haver uma outra guinada de 360 graus e mudar tudinho.
Mas é difícil.
O mais certo é que as coisas se ajustem.
E que PMDB e PT marchem unidos já no primeiro turno.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Reeleição para cargos na mesa diretora da Câmara de Santarém é aprovada

A Câmara Municipal de Santarém aprovou hoje, em segundo turno e redação final, por maioria absoluta, emenda à Lei Orgânica do Município que permite a reeleição de membros da mesa diretora do legislativo, o que era vedado pela LOM.

O único voto contrário à emenda foi do vereador Carlos Jaime(PT).

Cosanpa deixa Conquista sem água desde o dia 6 e moradores fazem protesto

Moradores da Conquista interditaram hoje de manhã a rodovia Fernando Guilhon e uma das vias de acesso aquele bairro para protestar contra a falta de água fornecida pela Cosanpa.

Desde o dia 6 deste mês, a bomba do poço deu pane e até hoje a Cosanpa não reparou ou trocou o equipamento.

Após negociações com a PM, as lideranças do movimento concordaram em liberar a rodovia e concentrar os protestos no acesso aquele bairro.

Uma fonte da Cosanpa informou que a uma nova bomba já foi adquirida pela empresa em São Paulo e será instalada até quarta-feira.

Realidade das ruas

O programa Rota 5, exibido pela Tv Ponta Negra, mostrou parte do conflito de gangue que já dura uma semana no bairro São José Operário, na periferia de Santarém.

Mas um motivo para o Blog do Estado reclamar da superficialidade da cobertura das emissoras de rádio quando o assunto é (in)segurança pública.

O 'conto sertanejo'

O deputado estadual Carlos Martins(PT) pagou o maior mico na festa das debutantes da Casa da Amizade, sábado, no Iate Clube.

O parlamentar, que é tio de uma das debutantes, prometeu patrocinar a apresentação de uma dupla sertaneja, aqui mesmo de Santarém, durante o evento.

Apesar dos insistentes chamados do mestre-de-cerimônia Luiz Rodolfo Carneiro, os cantores não subiram ao palco para fazer a apresentação, deixando em situação desconfortável o patrocinador mas que, logo em seguida, parecia estar restabelecido da saia-justa ao oferecer para os seus convidados nada menos que um buffet exclusivo servido sob os olhares dos demais presentes ao baile.

Violência oculta

Ouvinte que confia em relato dos repórteres policiais que divulgam, com base em ausência de ocorrências junto à delegacia de polícia, a inexistência de casos de violência na periferia da cidade, pode estar comprando gato por lebre.

Hoje de manhã, a maioria dos confrades ignorou por completo a briga de gangue que ocorre no bairro de São José Operário, que já dura uma semana. No sábado retrasado, um jovem foi esfaqueado nas costas e ficou paralítico.

Neste final de semana houve a vingança. Munidos de armas e bombas caseiras os integrantes da gangue rival aterrorizaram aquele bairro. Um rapaz levou um tiro de raspão e a casa da mãe do suposto esfaqueador foi alvejada com bombas caseiras.

A Policia Militar, segundo relato de uma moradora, foi chamada mas não compareceu à área de conflito, que tende a se agravar porque as gangues juram vingança.

Por isso, causa estranheza que parte da imprensa se baseie apenas no registro ou não de ocorrência policial para informar ao público que "o final de semana foi tranquilo em Santarém".