terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ferrovia Cuiabá-Santarém não é utopia, diz governador do Mato Grosso

Foto: Marcos Negrini/SoNotícias


"Andamos mais de 700 km na BR-163 e podemos ver que as obras trazem mais oportunidades para as cidades. Ver isso nos comprova que a ferrovia não é uma utopia e sim uma realidade", disse o governador de Mato Grosso Silval Barbosa, no encerramento da Rota da Integração, no porto da CDP, em Santarém. 

O governador Simão Jatene ressaltou que, "se Mato Grosso e Pará estiverem juntos seremos os melhores produtores do mundo. Precisamos nos unir ainda mais", discursou. 

Jatene manifestou apoio à construção da ferrovia, na integração da rodovia Br-163 com outros modais de transporte, para assegurar ainda mais poder de competitividade para os produtos da região.

Marco regulatório da mídia proposto pelo PT não é consenso entre base e oposição


Marcos Chagas
Agência Brasil

A moção de retomada dos debates sobre um marco regulatório para a mídia aprovada, ontem (5), no 4º Congresso do PT, é um assunto controverso para parlamentares da base governista e da oposição. O líder do PSB no Senado, Antonio Carlos Valadares (SE), por exemplo, disse que o tema não faz parte da agenda nacional do seu partido. Na oposição, o tema é tratado como uma tentativa do governo federal, por meio do PT, de estabelecer a censura a veículos de comunicação.

O líder socialista destacou que a liberdade de imprensa "é uma questão de direito constitucional" e, por isso, "intocável". Segundo ele, os países democráticos se caracterizam pela garantia dos princípios de liberdade de imprensa. "Hoje existe uma lei de imprensa vigente e rígida quanto aos abusos praticados por veículos de comunicação ou jornalistas. Se alguém se sentir prejudicado basta acioná-la. Esse é um assunto do PT, não do PSB", ressaltou Valadares.

No PR, partido que perdeu o controle do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) depois de denúncias vinculadas na mídia, a discussão desse tema está fora de questão. 
O líder do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG), disse que a legenda "nunca se manifestou a favor da mordaça na imprensa". Nos dois meses de denúncias seguidas de corrupção na pasta, Portela disse que conversou com todos os repórteres que o procuraram.

Já o senador pedetista Cristovam Buarque (DF) considera que antes de qualquer comentário sobre o assunto é necessário que se leia com atenção o que foi aprovado pelo PT. Entretanto, ele frisou dois pontos que devem ser modificados com urgência. O primeiro, diz respeito a políticos serem donos de rádios, jornais ou emissoras de televisão. "Sou radicalmente contra um político ter qualquer veículo de comunicação", frisou ele. Entretanto, Cristovam julga que essa questão deve ser tratada no âmbito da reforma política e não em um marco regulatório para a mídia.

O outro ponto, segundo ele "o fato mais grave”, é o governo querer controlar a mídia por meio da veiculação de anúncios publicitários de autarquias e estatais em rádios, jornais, revistas e canais de televisão. "Temos que encontrar uma fórmula para evitar que o governo use o dinheiro público para controlar os veículos de comunicação", destacou o senador. De acordo com Cristovam Buarque, o debate sobre um marco regulatório para a imprensa ainda não foi posto na pauta da Executiva Nacional do PDT.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), integrante da cúpula do partido, disse que para iniciar qualquer discussão é necessário que exista, no Congresso, algo de concreto sobre o tema. "É complicado falar em tese", acrescentou o parlamentar. Cunha ponderou, no entanto, que é contra a possibilidade de se proibir os políticos que já detenham veículos de comunicação de continuar no comando dessas empresas.

O presidente do DEM e senador José Agripino Maia (RN) disse à Agência Brasil que a moção do PT trata-se de "uma resposta do partido à faxina prometida pela presidenta Dilma Rousseff que não aconteceu". Ele acrescentou que, diante dessa atitude da presidenta, os petistas tentam agora "silenciar a imprensa pela censura".

O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), tem a mesma opinião de José Agripino. Segundo ele, a moção "tenta jogar para debaixo do tapete" a faxina prometida pela presidenta. "Essa [regulamentação da mídia] é uma vocação autoritária do partido que não é nova. Várias tentativas já foram feitas", disse o senador tucano.

Ontem (4), no encerramento do congresso, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, negou que o debate de um marco regulatório da mídia represente qualquer tentativa de se estabelecer uma censura aos veículos comunicação, inclusive na internet. Na ocasião, ele destacou que é necessário coibir o "jornalismo partidário" e os grandes grupos de comunicação que detêm mais de um veículo.

Falcão acrescentou que o partido vai pressionar os parlamentares em geral para conseguir a aprovação de um projeto com foco na “democratização da comunicação”, que garanta liberdade de imprensa, direito à opinião e nenhuma censura de conteúdo.

Empate complica São Raimundo e Trem na briga pela classificação


Santarém, PA, 05 (AFI) - Fechando a oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, São Raimundo e Trem fizeram um jogo movimentado e cheio de gols. Apesar de sair vencendo, a Locomotiva tomou a virada, mas foi buscar o empate. Com isso, o jogo terminou empatado por 2 a 2, resultado que não interessava a nenhum do times.

Com o empate o São Raimundo não conseguiu abrir vantagem e se complicou na classificação. O time está na vice-liderança do grupo 2, com nove pontos, mas com um jogo a mais. Para o Trem o resultado também não agradou, pois o time chegou aos oito pontos, ocupando apenas quarta colocação da chave.

O jogo...
 
O São Raimnundo, como era de se esperar, por estar jogando diante dos seus torcedores, começou o jogo criando mais e tentando sufocar o Trem. A Locomotiva, por sua vez, não se intimidou e apostou nos contra-ataques.
A estratégia do time amapaense deu certo e o Trem abriu o placar aos 18 minutos, quando Diego Ratinho foi lançado na esquerda, entrou na área e tocou na saída do goleiro, anotando primeiro gol da partida.

No segundo tempo o time de Santarém voltou mais confiante e determinado. Dominando a partida desde o início, o Pantera não demorou a empatar o jogo. Aos dois minutos, após cobrança de escanteio, o zagueiro Hélder subiu e cabeloou no canto esquerdo, para sacudir o torcedor.

A pressão seguiu e o São Raimundo ampliou aos 12 minutos, quando o meia Aldivan recebeu na direita, entrou na área e bateu cruzado, a bola desviou na zaga e entrou no gol da Locomotiva. Na sequência o Trem não desistiu e continuou apostando nos contra-ataques. Em um dos bons lances a bola foi para escanteio. Na cobrança, Rubran subiu e cabeçou para empatar, aos 34 minutos e dar números finais a partida.

A renda divulgada foi de R$ 38.005,00 para um público total de 4.560 expectadores, sendo 3.760 pagantes e 800 credenciados.

Classificação
Grupo 2

 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Sampaio Corrêa-MA 12 6 4 0 2 16 6 10 66.7
2  São Raimundo-PA 9 7 2 3 2 8 7 1 42.9
3  Independente-PA 8 6 2 2 2 9 9 0 44.4
4  Trem-AP 8 6 2 2 2 7 10 -3 44.4
5  Comercial-PI 7 7 2 1 4 5 13 -8 33.3

Dívida trabalhista


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós


No ano passado, a justiça trabalhista no Pará recebeu 70 mil reclamações. Só no primeiro semestre deste ano as ações trabalhistas somaram 39 mil. Segundo os dados divulgados pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho, José Alencar, 66% dos processos chegaram ao fim, transitando em julgado no 1º semestre, mas as dívidas não foram pagas. Por isso, o TRT decidiu começar a enviar os nomes dos inadimplentes para a “lista suja” do crédito nacional, através do Serasa. Em entrevista a O Liberal, Alencar informou que o cadastro dos devedores à justiça trabalhista já possui 121 nomes e o débito é de 6,1 milhões de reais.

O presidente da Associação Comercial, Sérgio Bitar, reagiu de imediato à iniciativa. A entidade está disposta a questionar em juízo a medida, considerando-a “coercitiva e perigosa”, violando a “integridade das pessoas”, que precisa ser preservada. Ele admite que às vezes as empresas ficam sem pagar seus funcionários, “mas não é porque querem, é porque a situação difícil”.

O problema é que, quando há essa dificuldade, o primeiro a sofrer é o empregado. Outras despesas são mantidas, mas a remuneração do trabalho é logo afetada, embora seja (ou devesse ser) o elo mais nobre do processo produtivo. Mas, ao menos por enquanto, a classe empresarial não tem motivos para apreensões açodadas: mais da metade dos integrantes da lista suja trabalhista são pessoas físicas. A média da dívida é de R$ 50 mil per capita. Não há tubarão nesta rede.

Mais água para Itaituba


O governador Simão Jatene assinou na manhã de ontem  contrato que dará início, dentro de aproximadamente 20 dias, às obras de ampliação do sistema de abastecimento de água da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) em Itaituba.

Um elogio, uma medalha!


Por Jorge Wanghon



"Oi Jorge, tudo certo?! Primeiramente, mais uma vez parabéns pela vitória! Foi uma das disputas mais emocionantes, com você ganhando no último terra!"
Os treinos pesados na academia Djalma Lima, com o técnico apoiando e às vezes até gritando comigo continuam valendo a pena. Do Brasileiro até o Pan foram apenas 2 meses, mas o progresso foi acentuado. Treino desde o primeiro mês do ano e ainda encontro-me em ascensão. Não parar de treinar e continuar crescendo é minha meta; talvez a mais difícil, a mais pedregosa diante dos desafios que me esperam. Brasileiro de Terra, Brasileiro de Powerlifting, Sulamericano, Panamericano, Mundial. Muita pretensão? Hoje não! Os passos estão sendo dados de acordo com o tamanho da perna. E por falar em pernas, não sou do tipo que tem as pernas grossas, os braços grossos, que nem fisiculturistas que andam com os braços abertos, como se estivessem com as axilas inflamadas. De camisa e short, sou mais um na multidão. Mas com o macacão de treino, as faixas de joelho, o sapato de agachamento e 200 kgs na barra me esperando para treinar, a transformação é nítida. O magrinho se agiganta e as repetições pesadas na gaiola de treino viram rotina, ao ponto de pensar em treinar com 240 kgs, ainda este ano. Minha meta é chegar aos 260 no mundial. Se é possível? Ultimamente já não estou ligando tanto para esta palavra, apenas convivo com ela.
 


Ainda busco um patrocínio forte. Esta é uma luta que já não depende tanto de mim. Mas é um reforço que preciso para continuar os meus treinos, para continuar a sonhar. Desta vez, o sonho já se mistura com a realidade. Conheço os caminhos, mas preciso de alguém que caminhe junto comigo.

Jorge Wanghon é campeão Brasileiro e Panamericano 2011 de Powerlifting na categoria Master I / até 66 kgs. Em sua última competição, na Argentina, bateu 3 recordes brasileiros e 2 sulamericanos. O santareno é o único representante do Estado do Pará, na Seleção Brasileira de Powerlifting.

Sema cria Lista de Regularização Ambiental para imóveis rurais


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já publicou no Diário Oficial do Estado a portaria que institui a Lista de Regularidade Ambiental dos Imóveis Rurais situados no Pará. O município onde está localizado o imóvel rural a ser regularizado deve participar do Programa Municípios Verdes.

Os produtores rurais de 90 municípios paraenses (dos 143 existentes), que já aderiram ao “Municípios Verdes”, tiveram prorrogados seus prazos para requerimento do licenciamento ambiental.

O programa objetiva intensificar a atividade agropecuária nas áreas consolidadas, promover o reflorestamento, apoiar a conclusão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da Licença Ambiental Rural (LAR), reduzir o desmatamento e a degradação ambiental, regularizar passivos ambientais do Estado, recuperando as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as áreas degradadas em Reserva Legal, fortalecer os órgãos municipais, incluindo os sistemas municipais de meio ambiente, e modernizar a legislação ambiental.

Para ser inserido na Lista de Regularidade Ambiental o imóvel precisa ter inscrição no CAR até 31 de dezembro deste ano. Após esse prazo, somente estarão aptos à lista os cadastros já validados pela Sema, a partir de imagem de satélite de alta resolução e base cartográfica individualizada para cada município inserido no “Municípios Verdes”.

Metas - Constará da lista o imóvel que estiver inscrito no CAR e esteja localizado em município participante do “Municípios Verdes”, que cumpra as metas estabelecidas: ter 80% do seu território relativo a imóveis privados ou posses inseridos no CAR, excluindo-se áreas protegidas, assentamentos, acampamentos e Planos de Desenvolvimento Sustentável (caso não atenda este requisito, deverá apresentar novo cronograma do CAR para 2011); ter instrumento de celebração de pacto pelo controle de desmatamento em conjunto com organizações sociais e de produtores rurais do município, ter grupo de trabalho entre signatários do pacto para monitorar, fiscalizar e manter o desmate em níveis inferiores a 40 quilômetros quadrados por ano ou inferior ao registrado no ano anterior, a contar de agosto de 2011.

Ainda é necessário requerimento dos produtores rurais para a Licença da Atividade Rural (LAR), dentro dos seguintes prazos: propriedades maiores do que 3 mil hectares, até 30/8/2011; acima de 500 ha até 3 mil ha, até 31/12, e propriedade de até 500 ha, em 30/06/2012.

A permanência na lista está condicionada ao cumprimento da legislação e das metas estabelecidas. Se for constatado desmatamento em imóvel rural constante da lista, a Sema poderá excluí-lo até que o processo administrativo seja julgado definitivamente em favor do proprietário ou que haja recuperação do dano ambiental. A Lista de Regularidade Ambiental está sendo emitida no site da Sema - http://www.sema.pa.gov.br/

Os imóveis rurais localizados em municípios não participantes do programa Municípios Verdes devem comprovar a regularidade ambiental com a apresentação da Licença da Atividade Rural, que substitui a Lista de Regularidade Ambiental.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pagamento de desapropriações de imóveis rurais somente em dinheiro


A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o parecer do Deputado Lira Maia (DEM/PA) ao Projeto de Lei nº 5.459/2005 que determina o pagamento em dinheiro de imóveis rurais destinados à Reforma Agrária.

O projeto inicial previa este pagamento somente aos processos de desapropriação que não tenham ações judiciais. Pelo parecer do Deputado Lira Maia, todos os imóveis que forem objeto de reforma agrária serão indenizados em dinheiro, inclusive os provenientes de acordos judiciais.

Apagões revelam precariadade do sistema elétrico no Oeste do Pará

Os constantes apagões e piques de energia ocorridos nos municípios alimentados pela hidrelétrica de Curuá-Una e/ou linhão Tramoeste revelam  a precariedade e inconfiabilidade do sistema de energia elétrica nesta região.

A distribuidora de energia alega, na maioria das vezes, que a responsabilidade pelos contantes desligamentos é da geradora, a Eletronorte, que nada esclarece à população.

Mas em outros casos, a sobecarga de consumo e falta de dimensionamento da carga necessária à alimentação de empresas e pequenas indústrias é responsável pelo pisca-pisca que Santarém parece que nunca consegueirá se livrar.

A concessionária e a geradora de energia estão em débito com a população dessa região, que espera não só esclarecimento dos eventos ocorridos como também as soluções que serão adotadas para livrar o consumidor dos transtornos causados pela constante falta de energia.

Caso Altamira: relatório da corregedoria nacional revela negócio entre amigos


OABPA

Do Blog do Parsifal

O relatório da Corregedoria Geral do Conselho Federal da OAB, sobre o "Caso Altamira" leva os envolvidos no avexado processo de compra ao mais rés dos chãos. 

"Extrai-se do depoimento do ilustre presidente da Seccional Pará que, apesar de ser amigo íntimo e de parceria política com o proponente à aquisição do terreno de Altamira, conselheiro estadual Robério A. D'Oliveira, e, presumidamente, saber do interesse deste seu amigo na aquisição do imóvel, além do seu próprio interesse e de diversos colegas de profissão na aquisição de terrenos em Altamira, em razão de oportunidades de novos negócios na comarca com a instalação das obras da usina de Belo Monte, não tomou qualquer providência no sentido de determinar critérios transparentes para formulação de propostas, valor mínimo de venda, avaliações, ampla publicidade da oferta, editais em diversas localidades, especialmente em Altamira", lavra um trecho do relatório, que, inequivocamente, condena como irregular toda a operação.

A corregedora pesa a mão sobre o presidente da OAB-PA, que confessou desídia na condução do negócio: "O presidente confirma em seu depoimento que laborou em diversos equívocos que levaram a seccional da OAB-PA às paginas dos jornais locais e à exposição dos diversos dirigentes da entidade sob pechas dos mais variados adjetivos negativos tanto para a entidade como para os seus dirigentes".

E faz análise de mérito que deixa Vasconcelos em desconcerto: "outrossim, confirma que não se preocupou em ler o conteúdo da procuração pública que assinou ao término da sessão do Conselho, autorizando a formalização da venda, fato que, por si só, já seria suficiente para caracterizar a sua irreverência e irresponsabilidade no tratamento que conferiu ao patrimônio dos advogados, que está, em confiança, sob a sua guarda".

Resume, o fulminante relatório, que a venda foi feita "sem qualquer observância às normas morais e éticas de probidade a que todos os dirigentes da OAB se submetem".

Como eu já disse aqui, já passou da hora do presidente da OAB-PA convocar os um marcha contra si mesmo. E não pode se esquecer de convidar os bispos.

Br 163: Carreata da integração será recepcionada em Belterra



Cerca de 200 produtores rurais em companhia do governador Simão Jatene recepcionarão o governador Sinval Barbosa, em Belterra, hoje, no final da tarde.

Simão Jatene foi encontrar-se neste domingo, com o governador do Mato Grosso,  no distrito de Castelo de Sonhos, município de Altamira, que fica à margem da rodovia B-163.

Desde sábado uma expedição comandada por Sinval Barbosa deixou Cuaibá, passando por Castelo dos Sonhos, Novo Progresso e Itaituba.A caravana pretende chamar a atenção do governo federal para a conclusão da pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá e mostrar a potencialidade da região oeste do Pará a investidores estrangeiros que avaliam a possibilidade econômica de implantação de uma ferrovia acompanhando o traçado da rodovia. 

O grupo interessado é o China Railway Engineering Corporation (CREC) responsável pela construção e administração de quase 45 mil quilômetros, dos 90 mil quilômetros de ferrovias existentes na China.

Hoje, durante a manhã, o governador Simão Jatene permanece em Itaituba. Ao meio-dia atravessa o rio Tapajós e espera, no distrito de Miritituba, o governador Sinval Gauzeli. Haverá uma almoço com empresários. Depois, Sinval Barbosa prossegue via terrestre até Santarém e Jatene permanece no em Itaituba até as 16 horas. De Itaituba, de  avião, Jatene vem a Santarém.
 
Do aeroporto, o govenador do Pará, segue em carreata até a entrada de Belterra para recepcionar Sinval Barbosa. Haverá um ato público em defesa da pavimentação da rodovia Br-163 para marcar o encerramento da caravana da integração.

domingo, 4 de setembro de 2011

Um desafio para o jornalismo:descobrir a Amazônia no mundo



Entrevista/Lúcio Flávio Pinto*

Como você avalia o papel do jornalismo hoje no Brasil?
Num mundo no qual as informações são abundantes, contínuas e até ininterruptas, chegando ao cidadão por muitas vias, o jornalismo continua a ter uma importância vital. Ele deve assumir o compromisso de que apurará as informações essenciais para definir a pauta do dia (que é também a agenda da história), checando cada uma dessas informações com sua competência específica. Só o jornalismo profissional tem fontes estabelecidas em todas as instâncias da sociedade. Como os fatos têm origem em pessoas, o jornalista pode confirmar a veracidade da informação antes de se preocupar em contextualizá-la, mostrando para o seu leitor o que ela representa. E separando o boato e mesmo a dedução empírica da realidade.

E na Amazônia, mais especificamente no Pará, esse papel se difere?
Difere. A Amazônia é uma região de fronteira submetida a um processo colonial. Significa que sofre mudanças constantes, profundas e, às vezes, súbitas. Mudanças que são promovidas principalmente pelos colonizadores. Sendo eles agentes externos, relacionados a uma realidade mais ampla e complexa, ao decidir atuar na região buscam resultados de grande porte e de efeitos imediatos e intensos.
É o que caracteriza o "grande projeto". Um grande projeto, como a hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, fez o Pará saltar do zero energético para a condição de 5º maior produtor nacional. O jornalismo comprometido com a realidade tem que se manter muito atento para perceber o surgimento dessas iniciativas, acompanhar sua maturação e relatar o que elas representam para o cidadão, fazendo com que ele inclua esse tema na sua agenda. Cumprir essa missão exige grande qualificação, capacidade de deslocamento e atualização às questões mundiais, já que é o do centro do mundo que foram tomadas várias das decisões mais relevantes da Amazônia nos últimos tempos.

Você acredita que a imprensa ainda seja um porta-voz da comunidade, que anseia melhores condições de vida?
Primeiro precisa verificar, com senso autocrítico honesto e rigoroso, se realmente está sendo esse porta-voz. Se não é, deve corrigir sua diretriz editorial. Para isso, precisa ir ao povo, ouvi-lo, dialogar com ele, trazê-lo para o debate, torná-lo personagem, dar-lhe a prioridade que lhe é devida. Afinal, é o ponto de partida e o ponto de chegada do jornalismo.

O que você acredita ser uma boa prática de jornalismo?
Ter os fatos como o centro, o vértice da sua atividade. Jamais deixar de publicar os fatos relevantes que identifica. Encontrar um jeito de registrá-los, mesmo que isso acarrete certos riscos, inclusive comerciais e políticos. Se houve um acontecimento importante num dia e ele não apareceu na imprensa, não será o fato que estará ameçado de desaparecer, mas a imprensa.

De que forma esse bom jornalismo ocorre no Pará?
Ocorre quando o jornalista vai atrás do fato, onde quer que ele aconteça (e os mais importantes acontecem longe da sede dos órgãos da imprensa), e da explicação onde for possível encontrá-la. Se ocorre um conflito em Tucuruí, a empresa jornalística tem que despachar logo os seus enviados especiais. E se a explicação para determinados fatos se acha em algum lugar do mundo, é preciso ir buscá-la. Nem que através da internet. Ser imediato e suficiente, é ao atender esses requisitos que se faz o melhor jornalismo.

Você acredita que atualmente é feito um(a) estudo/pesquisa mais aprofundado(a) do jornalismo na Amazônia?
Felizmente já há vários trabalhos acadêmicos a respeito. É preciso impor a ótica científica sobre a produção da imprensa. Mas sem perder o referencial primário, o conhecimento da realidade. A crítica à distância não é suficiente.

E na prática? No que você acredita que o jornalismo tenha evoluído ao longo dos anos?
Tecnicamente, sim. Também no potencial de recursos que oferece. Mas sinto que falta a qualificação pessoal. E uma dose mínima de amor à profissão. O jornalismo está entre aquelas profissões com um alto componente vocacional. Ou que exigem paixão e dedicação especiais. O jornalismo como ofício e prazer. O prazer de exercer esse ofício. Acho que é o que mais falta. Também maior contato pessoal do jornalista.

O que você acha que falta no jornalismo do Pará? O que é preciso melhorar?
As empresas precisam se convencer que o bom jornalista não se forma na redação, ligado a um telefone ou à internet. Ele precisa ir à rua e viajar, quando há um acontecimento importante fora da sede. Precisa formar fontes em contato direto. Necessita da experiência que só uma viagem como enviado especial possibilita. Precisa dispor de documentos e livros. Tudo isso só é possível com investimento. Informação não é gratuita, apesar da ilusão do mundo virtual. E boa informação é cara.

E em relação ao sindicato? Você acha que ele cumpre o seu papel? De que forma o sindicato pode ajudar na atuação da área?
O sindicato não pode ser apenas uma entidade corporativa e profissional, embora nem sempre consiga sequer desempenhar essa tarefa. Precisa acompanhar o trabalho dos seus associados, suprir-lhe as necessidades e deficiências, trazê-lo para a atividade sindical, motivá-lo para a militância na causa da imprensa, da liberdade, da crítica, da diversidade de opiniões. E se tornar uma referência nessas matérias para toda a sociedade.

*Entrevista concedida à reportagem do Diário do Pará, mas não foi publicada.