quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lúcio Flávio Pinto: "Irmãos Maiorana estão acima da justiça?"


Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O Ministério Público Federal quer que os irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana continuem a ser processados por crime contra o sistema financeiro nacional. Os procuradores Igor Ney Figueiredo e André Sampaio Viana não aceitaram a sentença do juiz da 4ª vara federal de Belém, Antonio Campelo, que considerou extinta a punibilidade dos delitos (que, em tese, é de dois anos), ocorridos em 1996 e 1997, por não acolher o enquadramento feito na denúncia pelo MPF, em 2008.

No recurso em sentido estrito, no qual pedem a reforma da sentença, dada em maio, os dois procuradores sustentam que a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) age como instituição financeira quando concede colaboração financeira aos projetos que aprova. A agência recebe debêntures ou ações por parte do beneficiário dos incentivos fiscais, que precisa ser uma sociedade anônima, com obrigação de cumprir seu projeto para ter de volta seus papeis. E o controle do dinheiro é feito pelo Banco da Amazônia.

Também argumentam haver provas abundantes e suficientes nos autos de que os dois Maiorana, mais dois dos seus empregados no grupo Liberal, Fernando Nascimento e João Pojucan de Moraes, sócios na Tropical Indústria Alimentícia, fraudaram a contrapartida de recursos próprios para receber o dinheiro da Sudam. Foram três liberações, mas o crime praticado em relação à primeira, de 1995, a de maior valor, já prescreveu. Por isso foram denunciados apenas em relação às duas seguintes (todas em torno de 650 mil reais, valor da época). Atualizado, chega a R$ 7 milhões.

A fraude consistia em tomar emprestado junto ao BCN (banco privado já extinto) o valor do capital próprio que deveriam aportar para se credenciar ao recurso do Finam (Fundo de Investimento da Amazônia). O dinheiro, apesar de vultoso, dormia apenas um dia na conta da Tropical, justamente quando da liberação do dinheiro pela Sudam. No dia seguinte era devolvido ao banco.

“As condutas praticadas, assim, amoldam-se perfeitamente” ao tipo de crime contra o sistema financeiro nacional, ”crime que possui pena máxima de 6 anos de reclusão, aumentada de um terço, gerando prazo prescricional de 12 anos”. Como os fatos ocorreram em 7 de novembro de 1996 e 10 de setembro de 1997, e a denúncia foi recebida no dia 25 de agosto de 2008, “nota-se que não se operou a prescrição, na espécie”, alegam os procuradores. Pedem, assim, que a sentença seja reformada para que a ação prossiga e os denunciados sejam condenado uma pena que poderá ir de um a 9 anos de reclusão.

No recurso, que reafirma os termos da denúncia, os procuradores ressalvam que o enquadramento dos réus foi feito por praticarem fraude para ter acesso aos recursos da Sudam e não pelo desvio. A fraude foi consumada e não pode ser anulada pelo arrependimento eficaz, que tanto impressionou o juiz federal, fazendo-o avançar sobre o mérito penal da ação, mesmo depois de decidir com base na preliminar da extinção da punibilidade.

No seu despacho, o juiz destacou que os Maiorana, depois de alertados para o delito que praticaram, repuseram na fábrica de sucos regionais (transformada, na implantação, em produtora de refrigerantes artificiais do tipo tubaína) o dinheiro que tinham fraudado e muito além do comprometido com a Sudam. Daí seu convencimento, apenas para efeito argumentativo (que não caberia numa sentença decidida por preliminar) de que, mesmo admitido o crime contra o sistema financeiro, o arrependimento eficaz o teria anulado. Com o que não concordam os representantes do MPF.

Mas nem eles, na sua recusa à sentença, esclareceram a questão crucial: qual o sentido da fraude praticada pelos irmãos Maiorana para se apossar de dinheiro da renúncia fiscal do tesouro nacional, na forma de incentivo aos investimentos privados na Amazônia? Se nenhum dinheiro saiu do bolso deles, exceto (se realmente saiu) a quantia paga ao banco privado pelos juros de um único dia, o que eles fizeram com os quase dois milhões de reais (valor de 15 anos atrás) que tomaram da Sudam? Os R$ 7 milhões de hoje sze aproximam dos R$ 10 milhões que os Maiorana acusam Jader Barbalho de ter desviado do Banco do Estado do Pará, tema de dezenas de editoriais publicados em O Liberal.

A dedução óbvia é de que colocaram essa verba pública nos próprios bolsos. O auditor fiscal da Receita Federal Alan Marcel Warwar Teixeira, que participou das fiscalizações realizadas na Tropical Indústria Alimentícia S/A, ao depor em juízo, disse que esteve presente na empresa em duas oportunidades, em 2002 e 2004. que nessa ocasião em 2002, que no endereço da empresa existia apenas um galpão, que a empresa não existia de fato, que a partir daí passou a analisar a contabilidade da empresa e a rastrear os recursos liberados pelo Finam para a empresa para verificar eventual desvio de recursos neste repasse; que não constatou desvio dos recursos do Finam, contudo, verificou que os valores que deveriam ter sido apontados pelos sócios da empresa no investimento em realidade não haviam sido implementados, conforme exigido pela liberação do repasse; que o procedimento de liberação de verba verificado era sujeito a fraudes, que para essa liberação era exigido, além de outros requisitos, apresentação de extrato bancário comprovando o depósito do valor equivalente ao montante a ser liberado pelo Finam pela empresa; que tal procedimento era de fácil burla, pois a empresa poderia, por exemplo, realizar um empréstimo bancário no valor exigido para depósito, apresentar o extrato comprovando o depósito do valor na conta da empresa, e no dia seguinte retirar o valor da conta para a quitação do empréstimo (…) que na ocasião da fiscalização verificou que os projetos estavam atrasados e os recursos destinados pra empresa não tinham permanecido na conta (…) que os registros contábeis não correspondiam aos resultados contábeis apresentados (…) que independentemente do resultado do projeto, o fato é que a empresa não comprovou o aporte de recursos necessários no momento em que deveria tê-lo feito; que ratifica o relatório a que se refere a denúncia”.

O próprio auditor diz que não houve desvio. Mas o dinheiro da liberação só seria suficiente para a construção “de um galpão”? Esse era o galpão destruído por uma ventania quem por um enigmático fenômeno meteorológico, o atingiu exclusivamente em toda a região, ou aquele reconstruído para ser apresentado à inspeção? Não há esclarecimento nos autos. Mas há esclarecimento nos documentos da Receita Federal, enviados ao MPF: de que as notas fiscais comprobatórias dos gastos feitos na construção eram tão frias quanto a contrapartida dos recursos próprios. O emissor das notas admitiu a fraude ao ser interrogado pela Receita. Cedeu os papeis a pedido dos Maiorana, seus amigos, para atestar com papéis falsos o que não haviam feito.

A primeira fraude já está prescrita, pela demora de seis anos entre a entrega dos documentos reunidos pela Receita Federal e a apresentação da denúncia pelo Ministério Público. A amplitude dos crimes praticados foi reduzida pela exclusão, na denúncia, do delito de desvio de recursos públicos, que obrigaria os réus a ter que devolvê-los, com a correção monetária devida e os acréscimos previstos em lei. O arrependimento dos Maioranas pode não ser eficaz, mas é suficiente para desonerá-los dessa obrigação. E a sentença, da qual o MPF recorreu, ao penetrar no mérito mesmo sendo adotada pela preliminar da extinção da punibilidade, acaba se tornando uma peça em favor dos réus na instância recursal.

Assim, será que há mesmo possibilidade de que eles venham a pagar pelo crime que cometeram, do qual se isentam totalmente em seus veículos de comunicação? Nem se dão ao trabalho de se defender. Pelo silêncio sepulcral sobre o assunto, parecem dar um recado: de que estão acima do poder da justiça.

Coluna do Estado desta semana

A resposta do governo do Estado todas as vezes em que a campanha pela emancipação do Tapajós esquentou sempre foi a mesma: descentralizar a administração pública. Durante a campanha eleitoral, logo depois da vitória ou quando as críticas ao abandono e as reivindicações de autonomia se intensificavam, o governador e sua equipe se deslocavam para Santarém para um dia, ou alguns dias, de permanência. Mas, na essência, nada mudava. Apenas alterações cosméticas ou episódios inusitados, como o que aconteceu com o coronel Jarbas Passarinho, primeiro governador do regime militar implantado no Brasil em 1964, com a deposição do presidente João Goulart. *** O sobrinho, Ronaldo Passarinho Pinto de Souza, é quem conta o episódio no livro Jarbas Passarinho, o homem: "Essa se deu numa localidade chamada Mojuí dos Campos [hoje município], em Santarém. Lá, instalou-se o 'governo itinerante', que Jarbas instituiu em 1965. Uma cobra, do tipo chamada 'papagaio', despencou de uma árvore e caiu sobre o palanque, onde Jarbas e comitiva falariam ao povo. A cobra enroscou-se no cabo do microfone, e foi atacada e morta a pauladas por populares, aflitos, com a ameaça que o réptil representaria ao governador e acompanhantes. Ao que Jarbas, quebrando a tensão, reagiu com uma frase de humor:- Por que esta maldade? 'Papagaio' não faz mal a Passarinho...". ***

Leia a coluna completa aqui.

Argumentos pró Tapajós e Carajás (Parte 1)

Sebastião Imbiriba

Eis aqui alguns argumentos que tenho utilizado frente a adversário da criação do Estado do Tapajós.

Defendo ideais republicanos, mas não sou político, sou apenas um cidadão comum. Aos 80 anos, tenho vivido com simplicidade, dignidade e correção buscando sempre ser exemplo para filhos e netos. Minha família se estabeleceu em Santarém, de onde se irradiou pela Amazônia e pelo Mundo há mais de 150 anos, e sempre defendeu a ideia do Estado do Tapajós. Portanto, não sou forasteiro nem adventício. Estou convencido de que esta será uma mudança verdadeira e benéfica, que dinamizará a administração pública, aumentará a autoestima do povo todo e criará condições para a prosperidade. Razões materiais e morais substantivas, aliadas a aspectos sentimentais, me fazem lhe pedir: por favor, não me deixe sozinho, permita que o sonho deste ancião se realize; você nada tem a perder e ambos teremos muito a ganhar. Muito obrigado por seu SIM.
 
Leia ao artigo completo aqui.

Pontuando

(Coluna de José Olivar, jornal O Estado do Tapajós)

A perseguição policial que deu origem a um acidente provocado por ter a viatura da Polícia Militar avançando uma preferencial é um fato grave e que merece apuração do comando. Viaturas militares (sejam Federal ou Estadual), não podem fazer perseguição aleatoriamente causando acidentes e colocando em perigo a vida dos transeuntes. Para isso devem ser treinados e autorizados.

Leia mais aqui.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Os plebiscitos

Lúcio Flávio Pinto

Meio século atrás o povo brasileiro foi convocado a votar num dos maiores e mais polêmicos plebiscitos da história nacional. Era para decidir se o país voltava ao regime presidencialista ou se ficava sob o parlamentarismo. 

O novo regime foi introduzido às pressas em 1961 para promover a conciliação com os que, principalmente militares, não queriam que o vice-presidente constitucional, o petebista João Goulart, assumisse a presidência no lugar do (neo)udenista Jânio Quadros, que renunciara ao cargo. 

Maciçamente o povo votou, em dezembro de 1962, contra o parlamentarismo, retomando o ciclo de crises que redundaria na deposição de Jango, menos de um ano e meio depois. 

Agora, o povo paraense experimenta algo inédito: votar para definir a fisionomia do Estado.

FAO quer uso da floresta em benefício das populações locais

Da Redação de O Estado do Tapajós

As riquezas da floresta amazônica devem favorecer as populações nativas que nela habitam. A afirmação é de Manuel Paveri, oficial da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU). Paveri e sua colega Eva Müller, também oficial da FAO, estiveram em Santarém durante a semana participando das atividades do Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação.
 
Em entrevista exclusiva a reportagem de O Estado do Tapajós, Manuel Paveri falou sobre a intenção do governo de construir grandes obras na Amazônia, como a pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163).
 
Segundo o representante da ONU, a pavimentação vai trazer muita gente à região do Oeste paraense. Por isso, a ONU observa e apóia os projetos que vão ajudar a amenizar os impactos dessa migração. A maior preocupação é a manutenção das condições de permanência das populações nativas, que já habitavam a região antes da chegada das obras. O oficial diz que o manejo florestal tem sido uma das principais armas para a preservação da floresta e para ajudar financeiramente essas populações nativas.
 
"Não se deve explorar apenas a madeira tem outros meios e recursos. O manejo florestal faz com a floresta sirva ás comunidades que vivem na floresta há muitos anos. Eles também têm de ganhar com o uso da floresta de forma ambientalmente viável. Podem continuar aproveitando seus recursos", explica Paveri.
 
A área observada pela ONU está inserida no primeiro distrito florestal sustentável criado no Brasil. "A união européia e a FAO elaboraram um programa para poder controlar o desmatamento com a essa pavimentação da BR-163 e favorecer o uso racional dos recursos naturais. O projeto já funciona há três anos. 2012 é o último ano e estamos vendo o resultado do programa. Vendo a contribuição que a floresta está recebendo. Fortalecer o manejo e a capacidade das comunidades florestais de se favorecer dos recursos da floresta. Capacitar as lideranças para que possam desenvolver suas ações de trabalho", explica Paveri.
 
Para Paveri, o mundo todo tem um olhar especial sobre a Amazônia. Ele diz que as grandes obras que estão sendo feitas e programadas para a Amazônia vão ocasionar grandes impactos nos recursos naturais utilizados pelas famílias amazônidas. "A idéia é preservar. Manejo florestal sustentável. Grandes obras sempre têm impacto nos recursos naturais. A idéia é ver como foi os impactos negativos. Eles podem ser diminuídos. E o uso dos recursos pelas comunidades continue sem agredir a floresta", afirma. "Outras grandes obras pela frente o governo tem a vontade de fazer. Ação tem a colaboração de muitos setores. Não é fácil definir como vai ser as conseqüências. O governo sempre pensa que será positiva a ação no desenvolvimento econômico da região", acrescenta Paveri.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A apaixonante Ilha do Amor, no ‘Caribe amazônico’

Alter do Chão, no litoral do Pará, já foi considerada uma das melhores praias do Brasil

Ilha do Amor, em Alter do Chão, onde se chega após cinco minutos de barco a remo ou um minuto de voadeira navegando pelo rio Tapajós Fernanda Krakovics / Agência O Globo
ALTER DO CHÃO - Não é à toa que a vila de Alter do Chão, a cerca de 35 quilômetros de Santarém, no Pará, é conhecida como o “Caribe amazônico”. O local é sucesso inclusive em publicações internacionais — já tendo sido citado pelo “The Guardian”, entre as melhores praias do Brasil. O Rio Tapajós é de um azul cristalino, a água é morna e a areia, branca. E sem mosquitos a incomodar, devido à acidez da água, resta aos visitantes relaxar em suas praias, passear de barco e, para quem quiser, explorar a Floresta Nacional do Tapajós, fazendo uma trilha, tomando banho de igarapé e conhecendo a realidade de uma comunidade ribeirinha.
Diante da imensidão do Tapajós, às vezes é difícil acreditar que estamos num rio. Em alguns trechos, ele chega a ter impressionantes 18 quilômetros de largura. Em Alter, a praia que faz mais sucesso é a Ilha do Amor, localizada bem em frente à vila e seu cartão-postal. A travessia é feita em barquinhos a remo, leva cerca de cinco minutos e custa R$ 3. No mês de novembro as águas baixam ainda mais e é possível chegar lá a pé.
A Praia do Cajueiro também encanta os visitantes, e fica a dez minutos a pé do centro da vila. Nas duas há barracas que servem bolinho de piracuí (farinha feita de peixe seco socado no pilão), iscas de peixe e tucunaré na chapa.
Entre os passeios de barco, há o Lago Verde, que inclui passagem por igapós (áreas de floresta amazônica alagada); a praia de Ponta das Pedras, com formações rochosas; e a Ponta do Cururu, onde você verá um lindo pôr do sol e, com sorte, botos. Prepare-se para tomar um banho mesmo no barco, na ida ou na volta de Ponta das Pedras, dependendo da direção do vento.
Caminhada e banho de igarapé às margens do Rio Tapajós
Partindo de Alter do Chão, também vale a pena conhecer é a Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós), a uma hora e meia de voadeira (lancha veloz). O passeio inclui caminhada de três horas pela floresta, parando para apreciar árvores como Breu Branco, utilizada no preparo de remédios para sinusite, seringueiras e uma enorme sumaúma.
Apesar de ter um trecho de subida, a caminhada não é pesada, mas torna-se cansativa por causa do forte calor, principalmente na área de floresta secundária, que foi desmatada no passado, antes de o local ser transformado em Unidade de Conservação. Mas a vegetação é tão fechada nesse trecho que um leigo só percebe a diferença a sua volta por causa do aumento do calor e do solo arenoso. Depois da caminhada, a pedida é um bom banho de igarapé, com água bem mais gelada que a do Tapajós.
Um dos pontos de partida para a trilha é a comunidade de Jamaraquá, formada por 24 famílias que vivem da extração da borracha e do turismo. Mas, antes de fazer esse passeio, certifique-se de que o guia contratado tem autorização do Instituto Chico Mendes (ICMBio) para entrar na reserva florestal. O preço médio fica em torno de R$ 150 por pessoa para um grupo de três.
O verão amazônico vai de agosto a dezembro. A partir de novembro, o calor é muito intenso. A melhor época para visitar Alter do Chão é durante o mês de setembro, quando as águas do rio baixam, formando bancos de areia e praias, e a temperatura é amena. Mas é justamente nessa época que Alter vive seu período de altíssima temporada, com a realização do Sairé.
O Sairé, festa de cunho religioso e bastante importante para as comunidades da região, acontece na segunda quinzena de setembro. O evento é marcado pela procissão fluvial que dá início à programação e inclui shows de carimbó e uma disputa dos botos Tucuxi e Cor de Rosa, nos moldes dos bois de Parintins.
Mas o Sairé costuma superlotar a vila, expondo a frágil estrutura da região para comportar tantos visitantes de uma vez só. Por isso, quem quiser programar sua viagem para o mês de setembro deve fazê-lo com bastante antecedência, já que a oferta de quartos em pousadas e hotéis é limitada para o volume de visitantes que a localidade atrai nesse período.
Quatro dias são suficientes para explorar o lugar. Devido à proximidade de Santarém, principal cidade no oeste do Pará, a vila de Alter do Chão oferece infraestrutura razoável. Há bons hotéis e pousadas, mas não há muitos restaurantes. A especialidade são os pratos à base de peixe. Tucunaré, surubim, tambaqui e pirarucu são as grandes atrações, servidos na chapa, à escabeche, na manteiga ou na forma de moqueca.
Procure levar dinheiro em espécie, já que nenhum lugar aceita cartão e há somente um caixa eletrônico da Caixa Econômica, no mercadinho, e uma agência dos Correios que funciona como banco postal do Bradesco.
COMO CHEGAR
Alter do Chão: De Santarém saem ônibus diariamente, de hora em hora, para Alter do Chão. De táxi, a viagem é feita em menos de uma hora e custa cerca de R$ 80.
ONDE FICAR
Hotel Beloalter: Situado em uma praia particular do Lago Verde, cobra diárias a partir de R$ 184. Tel. (93) 3527-1230. beloalter.com.br
Hotel Mirante da Ilha: De frente para o rio Tapajós, o hotel fica ao lado da praia do Cajueiro. Diárias a partir de R$ 153. Rua Lauro Sodré 369. Tel. (93) 3527-1268. hotelmirantedailha.com.br
Pousada Vila da Praia: A um quarteirão da praia, a pousada oferece chalés com ar-condicionado a partir de R$ 100. Trav. Copacabana 145. Tel. (93) 8114.2694. viladapraiapousada.blogspot.com
PASSEIOS
Raimundo: É possível combinar de fazer os três passeios visitando as Ilhas do Amor e do Cajueiro, além do Lago Verde, todos de uma vez só, por um preço único em torno de R$ 70. Os passeios são tratados em uma barraca na Ilha do Amor ou pelo telefone (93) 9139-1680.

Papel das elites(criticas à esquerda e ao marxismo ortodoxo)


Lúcio Flávio Pinto

A propósito do artigo "Os índios é que decidirão sobre usina de Belo Monte? o jornalista Paulo Leandro Leal, de Santarém, postou o seguinte comentário no blog do jornal O Estado do Tapajós:

"’As vozes consideradas mais qualificadas para o debate popular contestam Belo Monte’. Esta tentativa de desqualificar as vozes favoráveis ao empreendimento só mostra que a esquerda não aprende mesmo. O LFP se acha o Moderno Príncipe Gramsciniano, que tem o poder de dizer o que é bom e o que é mal”.

Em resposta, mandei a seguinte mensagem:

“Caro Paulo: Respeito o seu direito de dizer o que quiser. Por curiosidade, gostaria de saber o que você entende por ‘Moderno Príncipe Gramsciniano’, me atribuindo o título. Escrevi pela primeira vez sobre o filósofo italiano em 1968 e tenho me empenhado em estudá-lo. Mas não consegui atinar para sua comparação. Esclareça-me, por gentileza”. 

Infelizmente, Paulo não voltou ao tema. Achava que podia render um bom caldo. No meu entendimento, Paulo não compreendeu o sentido da frase que provocou sua manifestação – e talvez não tenha entendido também Antônio Gramsci. Tenho feito críticas constantes à esquerda e ao marxismo ortodoxo, em particular. Acho que ambos subestimam o papel das elites, mais bem compreendidas por observadores como Max Weber ou C. Wright Mills. Com ênfase numa região colonial como a nossa, de educação mais do que deficiente.

Aproveito a oportunidade para recomendar aos meus leitores o livro Um Melodrama Americano. Foi publicado pela Editora Expressão e Cultura em 1969, no ano seguinte ao do seu aparecimento nos Estados Unidos, em dois volumes, com mais de 900 páginas. A capa, mal concebida (sugeria mais show-business em si do que política enquanto tal) não ajudou a fazer justiça ao trabalho dos jornalistas ingleses Godfrey Hodgson, Lewis Chester e Bruce Page, todos do Sunday Times, de Londres, que deu suporte à brilhante reportagem.

O que eles realizaram, na abertura do governo Nixon, é muito melhor do que os livros de Bob Woodward e Carl Bernstein sobre o ocaso nixoniano. Mas ficou encalhado, infelizmente. Pouca gente leu. Raros ainda se lembram. Com insistência, o livro pode ser encontrado em sebos.

Em certo trecho, observam os jornalistas: “Tal política conta, sem dúvida, com muitos e fervorosos adeptos, mas os seus adversários – entre os quais se incluem se incluem numerosos ex-adeptos – são ainda mais veementes e clamorosos. E essa oposição é formada por uma vasta proporção daquelas classes ativas, diligentes e talentosas sem o consentimento das quais a organização da vida americana dificilmente poderia manter-se”.

Concebida para situar os campos de apoio e oposição à política oficial americana, a frase se amolda como luva ao confronto em torno da hidrelétrica de Belo Monte. É claro que a maioria apoia a obra. Mas é da mesma clareza o fato de que seus críticos têm mostrado qualificação suficiente para fazer o poderoso governo recuar, mudar de postura, maquilar o projeto e seguir muito mais lentamente do que pretendia.

Essa minoria pode ser derrotada ao final, como tem ocorrido quase sempre. Mas será mais por um ato de força do que de convencimento, de vitória no duelo intelectual, na dialética dos argumentos. A obra poderá sair, mas sua moral não será recomendável. Ainda mais porque a conta da quitação dos erros será apresentada a todos, não apenas aos derrotados.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Semana da Conciliação em Santarém começa hoje


Começa às 09h00 desta segunda-feira (28/11), no Salão do Tribunal do Júri, a solenidade de abertura da Semana Nacional de Conciliação (SNC), em Santarém, sob a presidência da desembargadora Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, corregedora de Justiça das Comarcas do Interior. O evento terá a participação de autoridades do município, operadores do Direito e servidores do Fórum. 

Realizada desde 2006 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em todo o Brasil, a SNC terá uma programação especial em Santarém, segundo informou a juíza da 8ª Vara Cível de Santarém, Betânia de Figueiredo Pessoa Batista, responsável pela organização do evento que acontecerá entre os dias 28 de novembro e 02 de dezembro. Segundo ela, a programação da SNC em Santarém terá audiências de conciliação de processos em tramitação, entre os dias 28/11 e 02/12, a serem realizadas por todas as varas cíveis da Comarca, mas além disso acontecerão outras atividades paralelas, em parceria com diversas entidades:

28/11, das 09h00 às 13h00 (Fórum de Santarém) - Ação de Cidadania com emissão de vários documentos como Certidão de Nascimento (1ª e 2ª vias), Carteira de Identidade (1ª e 2ª vias), CPF, Carteira de Trabalho, Passe Livre para idosos e portadores de necessidades especiais, Carteira de Estudante (em parceria com o Núcleo de Justiça do Governo do Estado);

28/11, das 09h00 às 13h00 (Fórum de Santarém) - Orientação jurídica gratuita a população através de advogados voluntários (em parceria com a OAB/PA Subseção/Santarém);
28/11 e 29/11, manhã e tarde (Espaço de Convivência Reviver/Abrigo Municipal) - Mutirão de audiências para revisão da situação de crianças abrigadas (em parceria com a Prefeitura de Santarém/Semtras);
28/11 a 02/12 (Varas de Juizado da FIT e Ufopa) -
 Audiências em novas ações consensuais (em parceria com Defensoria Publica e Universidades);
28/11 a 02/12 das 13h00 às 17h00 (Varas Cíveis do Fórum) - Audiências de reconhecimento voluntário de paternidade Projeto Pai Presente;
28/11 a 02/12 das 16h00 às 18h00 (Ulbra) - Mutirão de audiências e transação penal no Juizado Especial Criminal;
02/12 às 09h00 (Salão do Júri Popular) - Casamento Comunitário Coletivo (20 casais) (em parceria com Prefeitura de Santarém/Semtras e Núcleo de Justiça do Governo do Estado).
 

domingo, 27 de novembro de 2011

Gabarito da UEPA( Preliminar)


QUESTÃO ALTERNATIVA

1 D
2 B
3 D
4 C
5 C
6 E
7 B
8 D
9 B
10 E
11 D
12 E
13 B
14 B
15 A
16 B
17 D
18 E
19 E
20 D
21 B
22 B
23 D
24 C
25 C
26 A
27 A
28 A
29 C
30 C
31 D
32 E
33 B
34 C
35 E
36 E
37 A
38 D
39 B
40 C
41 E
42 A
43 B
44 B
45 D
46 C
47 D
48 A
49 E
50 C
51 C
52 B
53 B
54 D

55 B
56 B

Cirio de Santarém (2)

Domingo do Círio de Santarém

Imagem de N.Sra. da Conceição na orla de Santarém.Foto: Francisco Ramalheiro

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Segundo turno para cidades com mais de 100 mil eleiores, prevê relator da reforma política


Agência Câmara

O relator da Comissão Especial da Reforma Política, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirmou nesta quarta-feira (23) que acatou parcialmente cinco das 81 emendas oferecidas a seu parecer, apresentado dia 26 de outubro. Entre as novidades no texto, está o aumento do número de cidades que terão 2º turno nas eleições e a flexibilização da regra de domicílio eleitoral para candidatos a prefeito.

Fontana aceitou proposta do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) que prevê 2º turno nas cidades com mais de 100 mil eleitores – hoje só ocorre nos municípios com mais de 200 mil eleitores. O relator também incluiu a autorização para que um candidato possa concorrer a prefeito em uma cidade diferente da que possui domicílio eleitoral, desde que seja no mesmo estado.

O deputado afirmou ter acatado algumas das propostas da emenda substitutiva global apresentada pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), inclusive o detalhamento do financiamento público exclusivo de campanha, eixo fundamental do seu relatório.

Também foram acolhidas as propostas de aumento de 10% para 20% do tempo de propaganda partidária gratuita dedicado à participação política feminina e de reserva de 10% para participação de jovens. Além disso, segundo o novo texto, os candidatos ficam proibidos de pagar as despesas dos convencionais de seu partido e os candidatos a vice devem participar, obrigatoriamente, da propaganda eleitoral gratuita.

Fontana aceitou ainda parte de emenda da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) e incluiu no texto a possibilidade de os projetos de iniciativa popular terem coleta de assinatura pela internet. Por último, o relator reduziu a idade mínima para concorrer ao Senado, que passou de 35 para 30 anos. A proposta foi do deputado Luciano Castro (PR-RO).

Negociação
 
Fontana defendeu que haja negociação para que o relatório expresse a posição da maioria da comissão especial. “Tem de haver um esforço de todos porque o meu relatório não é o relatório que o PT gostaria de ter apresentado à Casa. É um relatório que busca abrir o caminho para compor uma maioria.”
Na reunião desta quarta, foi apresentado pedido de vista coletivo do parecer. O relator propôs que a comissão faça três reuniões semanais para discutir e votar os destaques ao texto, o que deve ocorrer após o intervalo de duas sessões do Plenário. Fontana espera que o relatório seja votado em até duas semanas.

Plebiscito - Debates esquentam nas redes sociais


A carência de recursos financeiros das frentes que comandam a campanha do plebiscito aliada ao sucesso das redes sociais no Pará, está provocando, na internet, um debate cada vez mais quente sobre a questão de dividir ou não o Estado para criar Carajás e Tapajós.

As principais trincheiras dos partidários dos dois lados são o twitter e o facebook. Milhares de mensagens sobre o tema são postados todos os dias e, não raro, ocorrem debates acalorados. 

A campanha do plebiscito nas redes sociais não chega a ter um comando organizado. Os perfis na internet foram surgindo de maneira espontânea, mas hoje têm total apoio das frentes que, oficialmente, comandam as campanhas.

Em geral, as páginas são usadas para troca de informações e rebate de argumentos contrários. Há espaço também para conversas bem humoradas entre os litigantes.

Morador de Santarém, o jornalista Miguel Oliveira é um dos mais atuantes no twitter. Não deixa comentários contra a divisão sem resposta. Ele usa o perfil pessoal para a campanha e conta que não planejou usar o twitter para a campanha. “Não há um movimento organizado. Foi surgindo do interesse das pessoas, dos simpatizantes da causa”.

DEBATE

Ele explica que a ideia é contestar argumentos contrários à divisão e esclarecer informação, segundo ele, mentirosas. “Têm gente difundindo muita mentira. Parece que vai ter um terremoto e que tudo vai acabar se o sim vencer”, diz. Para Oliveira, as redes sociais ajudam a desmistificar a ideia de que se trata de uma batalha entre marqueteiros. “Não são eles que vão decidir. Quem decide é o eleitor”.

Outro separatista que tem usado a rede para divulgar seus argumentos é o microempresário José Eduardo Vale, conhecido por ser autor do “blogdozedudu”. Ele mora em Parauapebas há 28 anos. “Tenho filhos aqui. Gosto dessa terra. A divisão é uma forma de tentar resolver o abandono que sofremos com a ausência do Estado. Aqui falta escola, saúde, saneamento”, justifica.

Vale diz discordar dos argumentos de que a divisão beneficiaria apenas a elite política local. “Essa história não prospera. Tanto que as pesquisas mostram que 84% dos moradores de Carajás são favoráveis à divisão e 74% são favoráveis no Tapajós. Uma das comunidades acompanhadas por Vale no facebook já tem 12,4 mil participantes.(Diário do Pará)

Santarém - Operação apreende 13 veículos irregulares

Operação apreende 13 veículos irregulares (Foto: Polícia Civil)
                                    (Foto: Polícia Civil)

Treze veículos em situação irregular foram apreendidos, ontem, durante a operação "Centro Seguro" coordenada pela Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas, em Santarém, oeste do Pará. Agentes realizaram fiscalizações em dois pontos do centro comercial da cidade entre 9h30 e 12h30.

Um dos locais definidos foi a Avenida Rui Barbosa às proximidades da praça São Sebastião, onde os agentes envolvidos na operação fizeram abordagens na entrada principal de acesso à área comercial por meio do bairro da Prainha e da zona leste da cidade. O outro ponto foi a avenida Tapajós, na orla da cidade, onde veículos foram fiscalizados na entrada de acesso à área central e zona oeste do município. O objetivo principal foi o combate a prática dos crimes de furto, roubo, estelionato, assaltos cometidos por motociclistas e desarmamento.

De acordo com o delegado Gilberto Aguiar, superintendente regional da Polícia Civil, neste período do ano, a cidade recebe um grande número de pessoas de outros Estados devido às festividades do Círio da Padroeira de Santarém, Nossa Senhora da Conceição.

Isso faz com que as Polícias tenham de intensificar as fiscalizações, pelo fato de existir criminosos que se aproveitam da aglomeração de pessoas para praticar crimes. "Um dos objetivos da operação é identificar a presença dessas pessoas e atuar de forma preventiva na garantia do transcurso das festividades dentro do fundamento de segurança à população", explica.

Durante as ações, foram apreendidos 13 veículos - uma picape e 12 motocicletas. Todos foram conduzidos ao pátio do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e à Polícia Militar para procedimentos administrativos. Foram realizadas também buscas dentro de veículos de transporte coletivo e em veículos particulares, bem como em aglomerações de pessoas em frente a casas bancárias, pedestres e abordagem de motoqueiros.

A operação foi coordenada diretamente pelo superintendente com comando operacional desempenhado pelos delegados Jamil Farias Casseb e Luiz Augusto Carneiro da Paixão. No total, atuaram 16 policiais civis em duas equipes com a parceria da Polícia Militar e emprego de policiais do Grupamento Tático Operacional (GTO); do PTRAN (Pelotão de Trânsito) e da 16ª ZPOL (Zona de Policiamento), além de agentes de Fiscalização do DETRAN e da Coordenadoria Municipal de Trânsito de Santarém (SMT).

Na operação, foram empregados policiais da Superintendência; da 16ª Seccional Urbana de Santarém; da DPA (Divisão de Polícia Administrativa); do Núcleo de Apoio à Investigação de Santarém (NAI) e da DEAM (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) de Santarém.

Segundo Gilberto Aguiar, as ações serão intensificadas até as últimas semanas de dezembro para manter a tranquilidade da população local e dos turistas que frequentam a cidade e balneários. (Polícia Civil)

Coluna do Estado desta semana

 
Insatisfação
O secretário de Planejamento Everaldo Martins não anda muito satisfeito com o desempenho do pretenso prefeiturável Inácio Correa. Alçado à pasta de Infraestrutura, Correa tinha a missão de aproveitar os holofotes das ações da pasta para alavancar sua candidatura junto ao povão, mas não é o que está acontecendo. Everaldo tem puxado para si a maioria das entrevistas devido a essa insatisfação.

O bom Samaritano
O ex-diretor do São Raimundo Jardel Guimarães agora posa de bom moço e diz que vai entrar na justiça para cobrar explicações sobre algumas dívidas contraídas pelo ex-presidente Rosinaldo Vale. Quando Jardel ainda estava no clube não trabalhava para manter a transparência das contas do Pantera e muito menos batia de frente com o todo poderoso presidente. Agora, ele vem posar de bom samaritano. Engana outro.

Prejuízo no caixa
Aliás, o prejuízo no caixa do São Raimundo ultrapassa os R$ 300 mil. Isso levando em consideração as ações recentes da antiga diretoria. As prestações de contas não foram apresentadas e nem devem ser. O caso deve parar na justiça. Um dos pepinos para a nova diretoria resolver será a penhora da sede do clube em pagamento a dívidas trabalhistas.

Greve dos professores
Os professores rodaram, rodaram e pararam no mesmo lugar. Uma simples abertura para diálogo evitaria prejuízo aos alunos e a perda das férias dos profissionais da educação.

Prainha sem delegado
Após denúncias de que estaria dificultando a investigação de roubo de gado no município de Prainha, o delegado Paulo Maurício foi transferido do município para outra cidade. O Ministério Público e o juiz local não estavam muito satisfeito com o trabalho do policial.

Não é guerra
Os moradores da zona metropolitana de Belém têm de aprender que a campanha do plebiscito não é uma guerra. As batalhas devem ser travadas no campo das idéias e sem ofensas e muito menos humilhações. Do contrário, o cenário pós-plebiscito será pior do que o resultado desfavorável para ambas as partes.

Belo Monte
O Ministério Público Federal (MPF) requisitou ao Banco Central (Bacen) que faça operação de fiscalização no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para analisar todas as operações de crédito referentes à usina hidrelétrica de Belo Monte. O MPF deu 90 dias de prazo para que o Bacen conclua a fiscalização.

ONU em Santarém
Os principais atores e organizações envolvidos com o Projeto BR-163 receberão, em Santarém, entre os dias 22 a 24 de novembro, representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em missão de monitoramento. A missão é formada pelos oficiais da FAO, sede em Roma, Eva Müller e Manuel Paveri.

Leia as notas Expressas, clicando aqui

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Recurso de Lira Maia adia sanção de mudança do fuso horário do oeste do Pará




Do Blog do Altino Machado


O deputado Lira Maia (DEM-PA) apresentou recurso contra a apreciação conclusiva do Projeto de Lei nº 1.669 que restabelece o antigo fuso horário do Acre e de parte dos estados do Amazonas e Pará.

O Projeto de Lei, de autoria do senador Pedro Taques (PDT-MT), altera o artigo 2º do Decreto nº 2.784, de 18 de junho de 1913. Ele havia sido aprovado na Câmara e no Senado e seria enviado para sanção presidencial, restabelecendo o padrão do fuso horário brasileiro que vigorou entre 1913 e 2008.

Na verdade a presidente Dilma Rousseff oficializaria o plebiscito em que a população do Acre decidiu pela volta do fuso horário com diferença de duas horas a menos em relação ao horário de Brasília.

O deputado quer a revisão do Projeto de Lei porque o mesmo recebeu uma emenda do senador Flecha Ribeiro (PSDB-PA), que mexe com o horário do oeste do Pará. Segundo Lira Maia, a emenda “contaminou o projeto dos meus amigos do Acre”.

- Não tenho nada contra o pessoal do Acre, sou amigo inclusive da sua bancada, solidarizo-me com eles, mas me vi na obrigação de fazer um recurso pedindo que o projeto venha ao plenário para ser analisado, porque tem uma emenda que mexe novamente com o horário do oeste do Pará, deixando o local com uma hora de atraso em relação ao de Brasília. E a pressão de lá é muito grande - alegou o deputado.

Atualmente, a diferença do fuso horário do Acre é de apenas uma hora em relação a Brasília. A mudança aconteceu em 2008, sem consulta popular, a partir da Lei 11.662/08, de autoria do então senador Tião Viana (PT), atual governador do Acre, sancionada por Lula, presidente na época.

Prorrogado prazo de georreferenciamento para imóveis rurais com menos de 500 hectares

Os proprietários de imóveis rurais com menos de 500 hectares que precisam realizar qualquer situação de transferência da propriedade só serão obrigados a fazer o georreferenciamento do imóvel e a certificação no Incra a partir de novembro de 2013. O prazo, que conforme previsão legal venceria no último dia 20, foi prorrogado com a entrada em vigor do Decreto nº 7.620, publicado no Diário Oficial da União ontem (22).

Leia mais.

Exploração sexual de meninas no Marajó é tema recorrente

Foto: Correio Braziliense

Se for a fundo, CPI descobre tudo

Denúncias de exploração sexual infantil nos rios da Amazônia não são novidade, mas isso não serve de consolo.

Os jornais têm contribuído, às vezes em maior ou menor grau, no combate à essa prática ilegal, perniciosa e desumana. Muitas reportagens têm sido publicadas.

O Estado do Tapajós, por exemplo, publicou uma série de matérias sobre o título "Meninas balseiras" e relatou, tintim por tintin o caminho da prostituição em troca de comida e óleo dieesel a partir do relato de um caminhoneiro de Santarém que viajava com frequência nas balsas que transportam cargas no trecho Manaus-Belém.

Se a CPI requistar a relação dos empregados das empresas transportadoras, dos motoristas e do pessoal que utiliza as balsas como meio de transporte na calha do rio Amazonas, mesmo que por amostragem, vai poder identificar alguns nomes que usam e abusam da exploração sexual de meninas.

Nesse caso, a CPI pode pedir auxílio da Marinha para conseguir essa relação.

É só querer.
 
É só pedir. 

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Nota da redação.

A postagem acima foi publicada em 14 de janeiro de 2009.
É triste constatar, no entanto, que nada mudou.
A exploração sexual de meninas continua impune, infelizmente.

Haitianos entram ilegalmente no Brasil rumo à Guiana Francesa

Da Redação de O Estado do Tapajós

O rio Amazonas e o Oeste do Pará têm sido a porta de entrada de haitianos que vão tentar a vida na Guiana Francesa e na Europa. Eles fogem do seu país de origem devido à situação econômica calamitosa e a difícil recuperação estrutural pós-terremoto que arruinou o país em 2010.

A movimentação já foi identificada pela Polícia Federal que investiga o caso, pois muitos deles estão entrando ilegalmente no país. Eles descem pelo rio Amazonas por meio das frágeis fronteiras do Amazonas.

Aqui, no Oeste paraense, eles se aproveitam da fragilidade momentânea que a Base Candiru oferece e, em embarcações, passam despercebidos. Seguem até o Amapá de onde entram na Guiana Francesa. Eles vão à busca de uma vida melhor. Alguns têm até um sonho mais ousado: conseguir nacionalidade francesa para ir morar na Europa.

Como a Base Candiru está desativada, a Operação Sentinela tenta suprir o mesmo trabalho, mas ainda há deficiência e falta de contingente.

Poucos conseguem entrar legalmente no Brasil. Eles conseguem entrar como refugiados, mas, às vezes, utilizam o visto de um para justificar a entrada de vários haitianos. A informação foi confirmada pela superintendência da Polícia Federal em Santarém.

"Identificamos esse movimento. Realmente, os haitianos estão entrando por Óbidos", disse o agente federal Uilses Tavares, relações públicas da Superintendência em Santarém.

Quem for pego entrando no Brasil de forma ilegal será mandado de volta ao seu país de origem. Até o momento, nenhum incidente foi registrado devido à entrada dos haitianos no país pelo rio Amazonas.

O agente confirmou que a fiscalização não é tão eficaz como era no tempo em que a Base Candiru estava ativada. Ele confirmou que o destino dos haitianos tem sido a Guiana Francesa. "Em busca de trabalho. Fogem do país deles que está bastante castigado". Ele também confirmou que muitos entram como refugiados. "Eles pedem visto de refugiados devido a atual situação do país deles", informou Tavares.

Alunos vão estudar aos sábados por causa da greve


A Seduc divulgou o calendário de reposição de aulas na rede estadual, a partir do fim da greve dos professores, determinado pela justiça. Haverá aulas aos sábados.

Leia mais aqui

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O direito de Tito e a bolsa-ditadura


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós


O melhor campus universitário do Brasil era o da Universidade de São Paulo. Mesmo nele, porém, o curso de ciências sociais ficava alojado em barracões, que contrastavam com construções arrojadas, como a do curso de arquitetura e mesmo a de história. Eram barracões bem melhores do que os das ciências sociais de Belém, mas, de qualquer forma, para discriminar mesmo, estigmatizar, isolar.


Foi lá que tive a última conversa com frei Tito de Alencar. Uma conversa longa e proveitosa. Tito tinha a fragilidade demarcada no corpo magro, baixo. Mas se fazia ouvir com prazer. Seu sotaque nordestino do Ceará era manso e doce. Conversávamos sobre coisas espirituais e questões filosóficas ou sociológicas, como naquele dia. Veio o escurecer, que era lúgubre naquele descampado, e nos despedimos.

Soube que era ligado à luta armada e estava associado à ALN de Carlos Marighela quando ele foi preso. Jamais pude supor que fizera essa opção. Olhando-o, via a mim mesmo: não estava preparado para esse desafio. Mas não era só uma questão de despreparo físico: eu não acreditava no que a esquerda mais radical fazia. Tirante tanta discussão de fundo, havia uma evidência primária: o povo não estava disposto a endossar essa forma de reação a um governo que, mesmo despótico ao extremo, oferecia compensações materiais, especialmente à classe média. O radicalismo de oposição engendraria mais radicalismo oficial.


O Tito com quem eu conversava nos barracões coloridos não sugeria preparo para a barra pesadíssima da repressão, que podia esmagar quem pegasse em armas contra o governo militar. Essa certeza se materializou quando ele se suicidou, em Lyon, na França, em 1974. Tinha apenas 29 anos. Sobrevivera às torturas comandadas pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, o carrasco da repressão. Mas não às seqüelas da brutalidade. Atormentado, se enforcou às proximidades do convento dos dominicanos, onde se exilou, sem encontrar a paz em vida.


Frei Tito de Alencar volta ao noticiário com a aprovação de pensão especial que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara concedeu à sua família. Se o projeto passar pelo Senado, seus 10 irmãos dividirão 500 reais por mês. Dará 50 reais para cada um dos herdeiros.


É 40 vezes menos do que recebe o escritor Carlos Heitor Cony, que continua vivo e com boa saúde, renovada ainda mais pela pensão de mais de um milhão de reais. Valor ínfimo também se comparado aos R$ 4,5 mil que os cartunistas Ziraldo e Jaguar recebem, acima da média de R$ 3,7 mil dada a 13,5 mil anistiados, que perfazem um custo de quase U$ 3 bilhões aos cofres públicos.


O escárnio fez o Tribunal de Contas da União anunciar uma revisão dessa milionária bolsa-ditadura, a maior de todas do repertório de favorecimentos que denigrem o passado e desmoralizam seus personagens. Numa questão que tanta controvérsia pode provocar, o critério justo tinha tudo para ser simples: receberia ressarcimento material aquele que promovesse a devida ação judicial de indenização, garantindo-se a imprescritibilidade para os crimes de natureza política. Mas demais situações, ficaria preservada a contagem do tempo de serviço aos punidos por atos do governo de exceção.


Frei Tito de Alencar teria direito a essa indenização. Clarice, a viúva de Wladimir Herzog, mais ainda. No entanto, sua ação foi apenas para que a justiça responsabilizasse a União pelo assassinato do marido, sem qualquer ressarcimento. Cony, Jaguar, Ziraldo et caterva, não. Ao menos num país sério, feito por gente séria, sobretudo a que se declara defensora dos direitos humanos e da justiça social.

Em Terra Santa, projeto de combate à gravidez precoce comemora resultados


Informação é a ferramenta de trabalho do projeto Prevenir, que está contribuindo para o controle da gravidez precoce no município de Terra Santa, no oeste do Pará. Por meio de palestras, os jovens do município estão conhecendo mais sobre as formas de prevenção da gravidez na adolescência, sobre a transmissão das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e sobre o perigo do uso de drogas.

As palestras são realizadas em escolas, para estudantes de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental. “Nós trabalhamos com estudantes com idade entre 11 e 17 anos. Esse público preocupa porque está atrás de descobertas. Nosso objetivo é alertá-los e prepará-los para evitar uma gravidez precoce, doenças, uso de álcool, cigarro e outros problemas”, informa Eliçandra Guerreiro, enfermeira e coordenadora de projetos da Secretaria de Trabalho e Promoção Social.

Os resultados da ação já são facilmente percebidos. “Há pouco tempo, a assistente social do CRAS fez um levantamento nos postos de saúde e constatou que diminuiu muito o número de adolescentes grávidas. A maioria das gestações está entre mulheres a partir dos 19 ou 20 anos de idade. Hoje, nós temos que procurar muito para encontrar gestantes para o projeto Jovem Mãe. Isso, pra nós, é uma evolução”, comemora Eliçandra.

O Projeto Prevenir é executado pela Secretaria de Trabalho e Promoção Social em parceria com as secretarias municipais de Educação e Saúde. A iniciativa tem o incentivo da MRN, por meio do Fundo da Infância e Adolescência.(Fonte: Ascom MRN)

Desconstruindo o Dr. Alex

Do Blog do Parsifal

 
zebato
 
O ex-reitor da UFPA e atual secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Pará, Alex Fiúza de Mello, deu o ar da sua pena na topografia plebiscitária: ele é contra a divisão e inaugura a sua tese voltando ao século XVIII, para lá encontrar Adam Smith e Rousseau.

Eles disseram a Fiúza que também são contra a divisão, pois, nas citadas obras de ambos ("A Riqueza das Nações" e "A Origem das Desigualdades entre os Homens", respectivamente), não existe qualquer ocorrência que possa concatenar extensão territorial com desenvolvimento.

A mediunidade não é um privilégio exclusivo do secretário. Eu estive nessa sessão espírita, e asseguro que não passa de esforço vestibular dar fundamentos territoriais às obras citadas, porque em nenhuma delas há a mais tênue correlação do elemento geográfico com as demais vertentes defendidas, até porque no Velho Mundo de antanho, território era preocupação de reis e não de filósofos.

Voltando ao presente, argumenta Fiúza de Mello que tanto países de grandes territórios quanto de pequenas dimensões são "gigantes da economia", como EUA, China e Canadá; e Japão, Suíça e Coreia, respectivamente.

Os exemplos não servem à fundamentação desejada. EUA, China e Canadá têm territórios próximos ao do Brasil, mas, o primeiro tem 50 estados e a China 34 subdivisões e três cidades estados. O Brasil apenas 27 e mais o Distrito Federal.

O Canadá é um caso à parte: por ser um dos países com maior vazio demográfico do mundo, possui 10 estados e três territórios. Grosso modo, somente este último acudiria à tese, mas, um estudo menos epidérmico da federação canadense descortinaria que o país, que já foi uma confederação, guardou tal autonomia geopolítica que seria crasso equívoco emprestar-lhe a concepção geográfica, para comparações com o Brasil.

Quanto ao exemplo dos "pequenos que são grandes", Fiúza de Mello não atentou para o tropeço cometido: o Japão, com território quase equivalente a ¼ do Pará, é dividido em 47 estados, com executivo, legislativo e judiciário autônomos. Convenhamos, isto é um exagero, mas é assim.

Quando vamos à Suíça constatamos que o secretário Fiúza só leu Smith e Rousseau para escrever o seu artigo. Cabem 30 "suíças" dentro do Pará, e a Suíça é dividida em 26 estados autônomos que, segundo a Constituição da Federação Helvética (o que nós chamamos de Suíça), são independentes e soberanos.

Quanto a Coreia, é preciso informar ao Doutor Mello que não existe a "Coreia". Na verdade há a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Aquela, uma ditadura militar com uma área 10 vezes menor que o Pará; mesmo assim é dividia em 13 estados; esta, uma democracia com área 11 vezes menor que o Pará, é dividida em 9 estados, seis cidades metropolitanas e um distrito federal, ou seja, 16 subdivisões.

Portanto, os exemplos usados pelo secretário, mais servem aos defensores da divisão, pois, ele mesmo afirma, e aí ele acerta, que são países com desenvolvimento admirável (exceto a Coreia do Norte, que é uma ditadura), quem sabe, porque são inteligentemente subdivididos.

Quando Fiúza de Mello se muda para o Brasil e tece a mesma lógica (há estados grandes e desenvolvidos e há estados pequenos subdesenvolvidos) mais um equívoco de avaliação é cometido, ao colocar São Paulo na conta dos grandes: São Paulo está entre os menores estados do Brasil e é o mais desenvolvido. Aliás, entre os 10 estados mais desenvolvidos do Brasil , o único com dimensão territorial considerável é Minas Gerais, mesmo assim a sua área é menos da metade da do Pará e lá, também, há "políticos mal intencionados, que não leram Smith ou Rousseau", que querem dividi-lo em três.

Quanto aos pequenos subdesenvolvidos, os exemplos citados, à exceção de Alagoas, são equivocados: o Pará está abaixo de todos os estados do Nordeste no item desenvolvimento (é o penúltimo do Brasil), o que demonstra que também são impertinentes os exemplos embarcados no artigo do ex-reitor.

Aí vem um parágrafo que o Doutor Fiúza de Mello se deveria ter poupado: assevera que o atraso do Pará se dá devido "a baixa qualidade da educação". Concordo que é um dos elementos da equação, mas, como ex-reitor da UFPA, deve saber ele o quanto é complicado prover educação no Pará, e, quero crer, ele não fez melhor na expansão do ensino superior no Estado (e como eu ouço reclamações da ausência da UFPA no interior), pela completa falta de estrutura para provê-lo em um território tão continental.

Adiante, o secretário passeia pelas mesmas argumentações já dedilhadas pelos unionistas, não deixando de repetir os bordões de efeitos midiáticos, como "dividir o Pará é dividir a miséria" e demais pérolas inconsequentes, como se fossemos uma horda de miseráveis querendo curtir, por masoquismo, sozinhos, as nossas misérias.
A certa altura, o Doutor Alex faz as vezes de cartomante, ao prever o futuro: "o Estado tende a se tornar, nos próximos anos, um dos principais polos dos investimentos nacionais e internacionais" e preconiza que o nosso PIB vai crescer "acima da média brasileira" (eu ouço isso desde o século passado). A discussão, aí, vira uma gincana de ponta-cabeça, pois, os divisionistas, prometem a mesma coisa se dividir: deu empate.

Ao final do artigo o secretário faz o rabo torcer a porca, ao desembarcar com a pisada tese diversionista de que a culpa é dos políticos (está vendo, meu caro governador, sobrou para V. Excelência: o secretário esqueceu de observar que a culpa é dos políticos que querem a divisão, que são os mal - ou maus - intencionados e etc...). Alega que se os paraenses forem capazes de eleger melhores políticos terão melhores políticas. Portanto, nós paraenses, de todos os quadrantes, na próxima eleição nos deveremos aconselhar com o Doutor Alex sobre em quem deveremos votar: ele será o nosso caudilho acadêmico-eleitoral.

Meu caro Alex, por favor, menos. Você já esteve, e agora está, em um cargo político e, com certeza, vivencia as dificuldades de não se ver capaz de realizar aquilo que a sua inteligência poderia providenciar, e não é que você não seja um bom quadro: é somente a sua ideia que não corresponde ao fato que você edifica (o início da sentença é com o Cazuza).

Meu caro governador, desculpe-me mais uma vez lhe incomodar, mas, seria de bom proveito, devido às circunstâncias, que V. Excelência pedisse aos seus auxiliares que deixem só o Orly no embate: o danado, sozinho, sem o Smith e sem o Rousseau, somente com uma cuia de tacacá e uma partícula diminutiva, está dando conta do recado.

Meu caro Orly, tu ficas me devendo esta.