E ficará assim até o dia primeiro de agosto.
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Lama. Garimpeiros fazem extração manual com água e mercúrio - empresa canadense vai explorar subsolo de Serra Pelada
A violência marcou o período em que a empresa Colossus Minerals Inc., com sede em Toronto, e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) fecharam contrato para explorar ouro no local. Houve três assassinatos, um suposto suicídio, tiroteios e a intervenção de um ex-araponga indicado pelo então ministro, hoje senador, Edison Lobão (PMDB-MA).
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O Estado revelou ontem que o grupo de Lobão montou um esquema com empresas de fachada e caixa 2 e tomou o controle da Coomigasp para garantir a exclusividade na exploração do ouro subterrâneo da jazida, localizada no município de Curionópolis, na região sul do Pará.
Um dos assassinatos ocorreu em maio de 2008. A execução do sindicalista Josimar Barbosa, presidente afastado da Coomigasp e rival do grupo ligado a Lobão, facilitou o avanço da Colossus. Morto com 13 tiros por dois motociclistas até hoje não identificados, Barbosa tinha obtido na Justiça o direito de voltar ao posto.
À época, a Coomigasp estava sob controle de Valdemar Pereira Falcão, um dos aliados de Lobão. Na Justiça, Josimar alegou que o rival havia sido eleito em uma assembleia sem quórum. O argumento funcionou, mas a liminar não chegou a ser cumprida. Houve o assassinato.
Associados passaram a apontar o grupo de Valdemar como culpado. A contenda enfraqueceu a turma ligada a Lobão. Fragilizado, em outubro de 2008 Falcão pediu à Justiça do Pará que determinasse intervenção na Coomigasp. A desembargadora Maria Rita Lima Xavier aceitou o pedido e coube a Lobão, à época ministro de Minas e Energia, indicar o interventor. A parceria com a Colossus seguiu firme.
Velho amigo. Lobão indicou como interventor um velho amigo, o coronel da reserva do Exército Guilherme Ventura, ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI). Ele fora secretário de Segurança Pública do governo de Lobão no Maranhão, em 1993 e 1994 , e tem no currículo ações de repressão a movimentos de posseiros.
Quando Ventura apareceu no garimpo, em 2008, a Colossus tinha fechado o primeiro contrato com a Coomigasp, que garantia à empresa participação de 51% na sociedade para extrair ouro.
Ventura enviou ofício à Justiça propondo varrer o povoado de Serra Pelada, transferindo os 7 mil habitantes para outra área. Fez uma lista de supostos criminosos do garimpo - todos contrários ao acordo com a Colossus.
Um dos mais destacados opositores do acordo com a empresa morreu em fevereiro de 2009. O corpo de José Ornédio de Lima, o Zé da Padaria, de 46 anos, e 0 da sua mulher, Vânia, foram encontrados no casebre em que viviam. A polícia concluiu que Vânia, em depressão, teria matado o marido e depois se suicidado.
A versão é contestada pelos antigos aliados de Zé da Padaria, também acusados de violência. Integrante de uma caravana de Imperatriz (MA) escalada para defender o contrato com a Colossus, Manoel Batista Oliveira morreu quando o ônibus em que viajava foi alvejado por atiradores, perto da entrada do garimpo.
Assessor eleito. Em janeiro de 2009, Ventura conduziu uma eleição para escolher o novo presidente da Coomigasp. O vencedor foi Gessé Simão, ex-vereador de Imperatriz e homem de confiança de Lobão, que nos anos 1980 assessorou o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz Davi Alves Silva - assassinado em 1992.
Foi com Gessé no comando da cooperativa que a Colossus conseguiu fechar, em setembro de 2009, um aditivo aumentando para 75% a sua participação no negócio. Dois meses depois, o presidente da Coomigasp disse aos associados que haviam sido feitas "alterações" no contrato. Elas foram aprovadas por unanimidade.
Para lembrar
O senador Edison Lobão (PMDB-MA) atuou em várias frentes pela reabertura de Serra Pelada. Primeiro, articulou para formalizar a Coomigasp como proprietária do garimpo. Em 2007, ele conseguiu que o governo convencesse a Vale, até então detentora da mina, a transferir à cooperativa os seus direitos de exploração no local. Em 2009, já com Lobão ministro de Minas e Energia, a Vale cedeu à Coomigasp mais 700 hectares de área. Na sequência, garimpeiros ligados a Lobão assumiram a entidade em um processo conturbado e violento. Nessa época, foi fechado o contrato entre a cooperativa e a empresa canadense Colossus, constituída por um emaranhado de pessoas judídicas, mas, na prática, controlada por brasileiros com ligações estreitas com o próprio Lobão. A Vale afirma não se interessar pela exploração da área.
Quando chegar à urna eletrônica, o eleitor poderá escolher um candidato com identidade, proposta e currículo honorável? Ou os nomes foram nivelados por baixo e estabeleceram seus acordos visando, acima de tudo, o interesse pessoal? Está difícil o voto consciente.
A eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará desde que o povo voltou a eleger a principal autoridade pública do Estado, em 1982.
De 1971 até 1982 os governadores foram eleitos apenas pelos deputados estaduais. No retorno da votação direta e geral se uniram o último governador eleito, em 1965, o tenente-coronel Alacid Nunes, um dos militares que entraram na vida política com o golpe de 1964, e a maior liderança da oposição, o então deputado federal Jader Barbalho. Apesar dessa companhia contraditória, Jader se elegeu governador com uma boa imagem porque do outro lado estava a outra facção da política até então dominante, liderada pelo coronel Jarbas Passarinho.
O governo federal, chefiado pelo general João Batista Figueiredo (o último dos generais-presidentes), apoiou Passarinho, que disputava a reeleição para o Senado, e seu candidato ao governo, o empresário Oziel Carneiro. Já a máquina pública estadual foi colocada a serviço de Jader Barbalho, garantindo sua vitória por uma pequena diferença de votos. Jader se iniciara na política como vereador, 12 anos antes, sob o eco do baratismo, que mandou no Pará em boa parte das quatro décadas anteriores, sob a liderança do coronel Magalhães Barata. O pai de Jader, o ex-deputado estadual Laércio Barbalho, era um destacado baratista.
Mesmo com essa origem, o filho prometia inaugurar um tempo novo no Pará. Era da corrente dos “autênticos”, os mais à esquerda do então MDB, o partido da oposição consentida ao regime militar, do qual resultou o PMDB. Jader parecia disposto a fazer a vontade dos que queriam pôr um fim à era dos coronéis e abrir as portas do Pará à modernidade.
Logo se livrou de um deles, o tenente-coronel Alacid, aliado de ocasião, para apoiar o antigo inimigo, o coronel Passarinho, que ajudou a voltar ao Senado. Indo e vindo, recompondo ou rompendo, Jader Barbalho acabou por revelar o que era: um novo coronel, sem precisar de farda para se impor. Cativando parte expressiva da população com seu carisma, dispensou as armas para suplantar os coronéis fardados, que foram catapultados para o poder pelo regime militar. Desde a República Velha, nenhum político paraense foi tão forte quanto ele.
Suas inquestionáveis habilidades para fazer política e a simpatia do povo constituíram um capital notável. Com ele, Jader se tornou duas vezes governador e ministro, conquistou a presidência do Senado e bateu de frente com o mais terrível político nacional, o baiano Antônio Carlos Magalhães. Venceu-o, mas não levou o troféu. Jader superestimou sua força e subestimou suas fraquezas. A principal delas: a associação da sua fortuna pessoal a enriquecimento ilícito, à base do desvio de dinheiro público.
Hoje, individualmente, ele ainda é o político mais importante do Pará, mas a nódoa que estigmatiza sua imagem o impede de usufruir na plenitude essa condição e lhe impõe contrariedades. Seu índice de rejeição não o animou a concorrer ao governo do Estado e dessa maneira se tornar o único eleito três vezes pelo povo (Almir Gabriel, que voltou a ser seu surpreendente aliado, depois de duas décadas como inimigo figadal, tentou e não conseguiu realizar a façanha). Sua candidatura ao Senado, considerada a favorita, foi tisnada pelo pedido de impugnação formulado pelo Ministério Público Eleitoral no dia 10.
Essa iniciativa não impedirá que a candidatura de Jader se mantenha e que ele venha a ser votado e até eleito. A quantidade dos recursos previstos na lei processual e os prazos para as decisões transferirão por meses o pronunciamento final da justiça. Se depender das manifestações do Tribunal Superior Eleitoral, é provável que a impugnação do líder do PMDB seja mantida, assim como a do petista Paulo Rocha, também para o Senado, e de Luiz Afonso Sefer, do PP, para a Assembléia Legislativa. Todos renunciaram sob a ameaça de ter seus mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar. Mas talvez não venha a ser o mesmo o entendimento do Supremo Tribunal Federal diante da argüição de inconstitucionalidade da chamada lei da ficha limpa, que procura afastar da corrida eleitoral políticos com passado desabonador.
A simples apresentação da impugnação pelo Ministério Público, porém, não causará desgastes aos candidatos? Não colocará em ação o mecanismo do voto útil, fazendo o eleitor desistir de votar em candidato ameaçado de afastamento da disputa por transgressão à lei, mesmo se eleito? Certamente este será um recurso de campanha dos adversários. Ainda assim, mais uma vez, no caso de Jader e Paulo Rocha, eles conseguirão compensar esse risco e o neutralizar, como fizeram num passado ainda tão recente?
O fato negativo, de qualquer maneira, existe e vai ter conseqüências. Porém, não é único: é mais um dentre vários fatores de desgaste do processo eleitoral no Pará. Não se tem notícia de governador que tenha ido para uma nova eleição (para eleger seu sucessor ou tentar a reeleição, conforme a possibilidade mais recente na vida pública nacional) com um índice de rejeição tão alto quanto Ana Júlia Carepa. Seu mau conceito experimentou ligeira melhora ultimamente, mas o grande empenho do caro marketing colocado ao seu serviço é fazê-lo ficar abaixo dos 50% nas sondagens que continuam a ser feitas.
Claro que até o dia da votação a situação poderá mudar, mas a estratégia tem que reconhecer essa fragilidade da candidata do PT para tentar evitar o desfecho insinuado pelas pesquisas. É o que pode explicar suas atitudes inconsistentes, sua falta de orientação e diretriz, sua insegurança. E também algo que mesmo entre protagonistas de currículo ruim precisa existir, mas que nela é uma ausência: a palavra, o compromisso. Depois de ter desgastado ao máximo sua relação com o PMDB, mais por omissão em relação à ação dos integrantes do seu grupo, que não controla, por falta de liderança real ou por conveniência, Ana Júlia Carepa tentou ressuscitar a aliança de uma forma primária, amadorística, diante de um jogador tão profissional quanto Jader Barbalho.
A governadora parecia consciente de que o acordo fora rompido e por isso saiu à cata de novos parceiros para encher o baú de legendas, o que acabou conseguindo, com 13 delas ao lado do PT. É uma maneira de fortalecer o seu nome e dar a impressão de ser apoiada por uma frente de partidos e ter a hegemonia, ao menos no plano institucional. Incluiu nesse balaio o seu maior adversário na eleição anterior, o prefeito de Belém, Duciomar Costa, cujo principal título no momento é o de ter rejeição ainda maior do que a de Ana Júlia (a medida pelo Ibope chegou a 73%). O acerto de gabinete foi rápido, à base de toma-lá-dá-cá de favores, compensações e brindes.
Mesmo para um PT cada vez mais fisiológico, no entanto, a mudança, além de súbita, foi radical demais. Provocou traumas internos e desencadeou a ameaça de cisões. Para tentar restabelecer a aparência de unidade, a governadora deixou de cumprir o compromisso com o PTB. De pronto, Duciomar mexeu numa pedra importante do jogo: apresentou a candidatura do empresário Fernando Yamada ao Senado.
Viu-se então o que parecia inimaginável em outros tempos, quando princípios e palavras não haviam sido tão desgastados e desprezados: o PT foi atrás dos partidos aliados para que aderissem à candidatura única ao Senado – no caso, do próprio PT, Paulo Rocha. Iludido pelo domínio dos penduricalhos do poder, o PT parece convencido de que pode substituir eleição por plebiscito, a maneira de manter-se no poder com um sofrível elenco de nomes.
Atento, Jader reagiu apresentando um verdadeiro “laranja” como o segundo candidato do PMDB ao Senado. Esse movimento se harmonizou com a atitude de Simão Jatene de fechar as portas do PSDB a Valéria Pires Franco, pré-candidata que ficou em segundo lugar na pesquisa do Ibope encomendada pelo seu partido, o DEM, dirigido pelo seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco. Significaria que, se passar para o 2º turno, Jatene – e não Ana Júlia – será apoiado por Jader?
O PT renunciou à sua história e ingressou de vez na mixórdia que faz todos os partidos políticos patinarem na mesma lama. Buscam a vitória dos seus interesses sem a menor consideração pelo que representavam ou pela idéia que dele faziam – ou ainda fazem – os eleitores. O cidadão que comparecer à sua seção para exercer o “sagrado direito do voto” deverá se inspirar em alguma coisa que o motive, menos no futuro do Pará, que não estará em jogo na eleição de outubro.
Os candidatos que se apresentam agora ao eleitor embaralharam tudo para criar uma enorme ameba, indistinguível, indefinida, que tudo absorve e forma um organismo pegajoso, que não tem identidade nem proposta. Um retrato triste da representação política do Estado.
Aritana Aguiar
O consultor da empresa Macrologística, Olivier Girard, reuniu-se segunda-feira (19/07) com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para apresentar a segunda etapa do Projeto Norte Competitivo. Ele resumiu quatro meses de pesquisa, percorrendo os Estados e reunindo-se com empresas e órgãos, período após o qual os consultores diagnosticaram os principais problemas de logística da região amazônica e fizeram o levantamento dos 150 projetos existentes na Amazônia Legal.
As 16 principais cadeias produtivas da região, que somam 50 produtos e são responsáveis por 98% do que foi produzido na região, também foram avaliadas. A Macrologística realizou ainda levantamento de custos logísticos como frete, transbordo, custos de armazenagem e portuários, para identificar possibilidades logísticas e retorno de investimento.
Amazonas
A construção da BR-163, que interligará Santarém (PA) a Cuiabá (MT), foi um dos corredores mais sugeridos aos diretores da Fieam. Segundo Olivier, a estrada reduzirá em até três dias o frete para o Amazonas, influenciando nos custos. “A BR-163 é a maneira de Manaus ficar mais próxima do centro do Brasil”, vislumbrou.
O estudo previu ainda a necessidade da construção de um novo porto em Manaus (AM), um porto de contêineres em Porto Velho (RO) e outro porto de grãos em Itacoatiara (AM).
Sobre a pavimentação e recuperação da BR-319, o consultor fez restrições, a partir das barreiras ambientais que podem impedir o asfaltamento da mesma.
O presidente da Fieam, Antonio Silva, disse que o projeto Norte Competitivo é um estudo estratégico, de longo prazo, que contempla os nove Estados da Amazônia Legal, e que está sendo conduzido pelas Federações das Indústrias, na Ação Pró-Amazônia, unidas para começar a resolver os problemas de logística da região.
Andrade destacou que os jornalistas mostram à sociedade o que ela precisa saber sobre os candidatos, porque seu trabalho tem "natureza essencialmente pública". Ele falou durante reunião do MCCE, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
As entidades que fazem parte do movimento estão procurando esclarecer sobre as eleições deste ano. O secretário-geral da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Daniel Seidl, recomendou que o movimento fiscalize se a lei da Ficha Limpa está mesmo sendo obedecida e, ao mesmo tempo, oriente o eleitor para exercitar o voto consciente. "O eleitor deve conhecer a trajetória do candidato e se certificar se ele esta comprometido com os direitos sociais."
Algumas cartilhas com orientações eleitorais foram distribuídas durante o encontro. Entre elas, a que trata da corrupção eleitoral.
A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu na tarde da última segunda-feira (20), as escalas de arbitragem para a segunda rodada dos Campeonatos Brasileiros das Séries C e D, onde estão incluídas as equipes paraenses de Clube do Remo, Paysandu, São Raimundo, Águia de Marabá e Cametá.
Série C:
Para a partida do próximo sábado (24), entre Águia de Marabá e São Raimundo, às 19 h, estádio Zinho Oliveira, foi sorteado o árbitro paraense Andrey da Silva e Silva, que será auxiliado por Diógenes Menezes Serrão e Lúcio da Silva de Mattos, todos do quadro de árbitros do Pará.
Já para o jogo de domingo (25), entre Rio Branco (AC) e Fortaleza (CE), às 19h30, no estádio Arena da Floresta, foi escalado o árbitro rondoniense Arnoldo Vasconcelos Figarela, que será auxiliado por Wilson Gonçalves de Aquino e Sidnei Pereira de Oliveira, ambos também de Rondônia.
Na terceira rodada do torneio, para a partida entre São Raimundo e Fortaleza (CE) a ser realizada na quarta-feira (28), às 20 h, no estádio Colosso do Tapajós, em Santarém,
a arbitragem será do maranhense Mayron Frederico dos Reis Novais, auxiliado por Aelson Mariano Campelo Gomes e Sérgio Henrique Campelo Gomes, também maranhenses.
Série D:
Para o jogo entre Cametá e América (AM), marcado para o próximo dia 25 (domingo), às 17h, no estádio Parque do Bacurau, a CBF escalou o trio do Piauí, formado pelo árbitro Antônio Santos Nunes e pelos auxiliares José Nilton da Costa e Rogério de Oliveira Braga.
Na partida entre Cristal (AP) e Clube do Remo, também no próximo domingo (25), a partir das 16h, no estádio Augusto Antunes, em Santana, no Amapá, caberá ao trio amazonense a arbitragem, formado por Edmar Campos da Encarnação como árbitro central, além de Jander Rodrigues Lopes e Luis Cláudio Rodrigues da Costa como auxiliares. (Gustavo Pêna, Diário Online)
| Lúcio Flávio Pinto Observatório da Imprensa Apresentação de Memória de Santarém, de Lúcio Flávio Pinto, 420 pp., Editora O Estado do Tapajós, Santarém, 2010; R$ 60. | |
| Ninguém pode mais ignorar que um povo sem história está condenado a repeti-la. E que a repetição acaba se transformando em farsa. Apesar disso, é cada vez mais difícil garantir o registro da história, um paradoxo inquietante diante de tanta informação estocada no mundo virtual. Tão enorme que, pela dispersão, acaba deixando a clientela perdida, incapaz de discernir quais as informações que a ajudam a escrever a história, ao invés de anestesiá-la. Este livro representa o esforço de salvar a história recente de Santarém da dilapidação, da diluição e do esquecimento. À falta de iniciativas sistemáticas e aglutinadoras, aqui há um conjunto de dados e análises que servem de trilhas para que o leitor se identifique e se situe no passado, e o utilize como ferramenta para se posicionar hoje e amanhã. Esse conjunto de informações, extraídas de jornais e outras fontes cotidianas, mostra que esta terra tem história e tem inteligência. Não é um acampamento montado às pressas para abrigar pessoas em trânsito, em busca de sucesso ocasional e individual. Os personagens que surgem destas histórias e estórias participaram ou continuam a participar da construção de uma comunidade, de uma cidade, de um município e de um Estado, transmitindo entre si suas experiências e anseios. Para que a Memória de Santarém se tornasse um suplemento encartado quinzenalmente no jornal O Estado do Tapajós, foi decisivo o apoio e o entusiasmo do seu editor, Miguel Oliveira. Para que o suplemento jornalístico passasse às páginas de livro, a esse empreendimento de juntaram Cristóvam Araújo e J. Ninos. Para que o livro se torne perene, queremos a sua leitura. E, se possível, também a sua manifestação. Santarém merece. | |
Por Lauro Jardim
RAdar On-line
Se necessário, o advogado Márcio Silva, que atua na defesa de Dilma Rousseff nas eleições, vai até o Supremo para garantir a candidatura do mensaleiro Paulo Rocha ao Senado. Com base na Lei da Ficha Limpa, o Ministério Público Eleitoral no Pará contestou o registro de Rocha porque, em outubro de 2005, ele renunciou ao mandato de deputado federal para não ser cassado por envolvimento no mensalão do PT.
Márcio defenderá a tese de que a inelegibilidade de um candidato por causa de renúncia ao mandato – advinda com a nova lei – é uma pena muito pesada para um político. Ele afirma ainda que os efeitos da lei não podem retroagir. Ainda mais para o caso de Paulo Rocha, que se reelegeu um ano depois após a renúncia. Afirma Márcio:
– A eleição de Paulo Rocha foi uma espécie de anistia pelas urnas.
Para Ophir, o Ministério Público está apenas cumprindo o seu papel e que tal atitude do PT pode inviabilizar o funcionamento da própria Justiça Eleitoral. Disse o presidente da OAB:
– Esse tipo de posicionamento objetiva intimidar, tem como pano de fundo impedir que o Ministério Público Eleitoral possa exercer o seu papel. É lamentável que um partido político adote esse tipo de postura. Ninguém está acima da lei.
O ferro que sustentava a estrutura do poste é vendido para empresas siderúrgicas e o concreto é quebrado e reutilizado para pavimentação de áreas internas da concessionária, que desenvolve suas atividades dentro do Sistema de Gestão Ambiental - ISO 14001.
(Com informações de Ansleiria Rodrigues)
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| A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações. |
Amazônias
RODOLFO ALBIERO
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SÃO PAULO — O novo mapa da Amazônia Legal apresenta a inovação do uso da escala 1:100.000, em que cada centímetro do mapa equivale ao tamanho real de um quilômetro. Com isso, é possível pesquisar com mais precisão dados cartográficos da região, com detalhes nunca antes vistos sobre hidrografia, malha viária e divisão política. O mapa faz parte do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que foi criado com apoio do PNUD.
Graças às informações minuciosas trazidas pelo projeto – disponíveis na internet –, denominado Base Cartográfica Digital da Amazônia Legal, afluentes e subafluentes de rios que não apareciam em imagens disponíveis até então podem sem analisados.
O estudo, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Exército, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Banco Mundial, se propõe a "auxiliar na diminuição das incertezas geográficas para o monitoramento e para a fiscalização das atividades humanas".
Por meio de imagens captadas por satélite, o mapa dividiu a Amazônia em 1.816 áreas iguais, cada uma com 3.025 km².
A nova carta geográfica – "cobre todos os chamados vazios cartográficos", correspondentes a uma área de 1,8 milhão de km² que não havia sido devidamente mapeada e sobre a qual existiam poucas informações, afirma o diretor de Zoneamento Territorial do ministério, Roberto Vizentin.
Os mapas disponíveis até então eram considerados inadequados para projetos de infraestrutura, como a delimitação de rodovias, gasodutos e a construção de usinas hidrelétricas. Também apresentavam dados insuficientes para segurança e defesa nacionais, principalmente nas áreas de fronteira.
"A iniciativa beneficia vários projetos do setor público e privado que poderão acessar as informações em uma escala inédita", afirma Vizentin.
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| Rotina em Rondônia: jovens viajam de canoa pelas águas do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, na fronteira Brasil-Bolívia /MONTEZUMA CRUZ |
Recursos florestais
Um dos objetivos do trabalho é reforçar o monitoramento e a fiscalização dos recursos florestais, auxiliando a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), da Polícia Federal e de outros órgãos governamentais para diminuir a vulnerabilidade da região.
Dessa forma, pode servir de ferramenta para ações de prevenção e punição em processos administrativos e jurídicos sobre o uso ilegal dos recursos naturais da região.
Com o novo mapa, por exemplo, existe a possibilidade de identificar estradas secundárias dentro da floresta, auxiliando o combate ao desmatamento. Ainda nesse segmento, poderá ser usado para delimitar áreas de conservação, como florestas nacionais, parques nacionais, reservas biológicas, estações e reservas ecológicas, além de reservas indígenas e reservas extrativistas.
A Base Cartográfica da Amazônia Legal passa a fazer parte do Sistema Cartográfico Nacional, supervisionado pelo IBGE.
A Amazônia legal é formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A área total é da região é de aproximadamente 5,2 milhões de km², de acordo com dados do Governo Federal.
SEGUNDA-FEIRA
Agenda de Simão Jatene
O Candidato ao governo do Estado Simão Jatene retorna de Salinópolis no final da manhã e, na parte da tarde, participa de reuniões com seus coordenadores de campanha e com a equipe de mídias sociais e internet.
Agenda de Ana Júlia 20h - Reunião de coordenadores da coligação. *Agenda prevista (Fotos: Assessoria dos candidatos)
Sem qualidade de passe e com muitos erros de finalização,o Fortaleza não vence o paraense Águia de Marabá na estreia na Série C
Com erros de passe e falta de inspiração no ataque, o Fortaleza empatou em 0 a 0, neste domingo, no Castelão, com o Águia de Marabá na sua primeira partida pela Série C. No começo do jogo, mesmo com bem mais posse de bola que o adversário, o Leão só criou a primeira chance de gol aos 16 minutos. Tatu entrou driblando e invadiu a área. Mas o chute do atacante tricolor saiu torto, para fora.
O corpo de Elisa Ribeiro Ralston, de 50 anos, única desaparecida no naufrágio do barco Amazon Green, ocorrido na tarde de ontem (16), no rio Tapajós, foi encontrado na tarde deste sábado (17). O corpo será trasladado para São Paulo, cidade de Elisa.
As buscas começaram ainda ontem, na embarcação parcialmente submersa, e retornaram hoje por volta das 7h com a ajuda de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. "Segundo relato de testemunhas, o corpo estaria no camarote 8. Mas não estava lá. Ele foi avistado quando emergiu e fizemos o resgate", afirma o comadante do 7° Grupamento dos Bombeiros de Itaituba, capitão Ney Tito.(Diário On Line)
A Capitania dos Portos e a Polícia Civil de Itaituba já abriram inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.
Acidente
O Amazon Green, um barco de feito de madeira, com 27 pessoas, sendo 20 estrangeiras, teria batido contra um banco de areia durante uma tempestade, num trecho onde a profundidade, segundo a Capitania dos Portos de Santarém, chega a 15 metros.
Como o acidente ocorreu próximo da margem, a maioria dos ocupantes da embarcação nadou para a beira do rio, apenas Elisa não sobreviveu. Os primeiros socorros aos náufragos foram dados por pescadores e por proprietários de pequenas embarcações. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também esteve no local do acidente e concluiu o trabalho de resgate das vítimas.