segunda-feira, 27 de junho de 2011

Campanha sobre a garantia da qualidade dos alimentos consumidos no Brasil

Os Fiscais Federais Agropecuários, responsáveis por zelar pela qualidade dos alimentos de origem animal e vegetal consumidos pelos brasileiros, lançam a campanha “Passou pela gente, tá legal”. A ação, que será realizada entre os dias 30 de junho e 2 de julho (de quinta-feira a sábado), tem como objetivo informar a população sobre a importância do trabalho de fiscalização e controle da qualidade dos alimentos feito por esses profissionais, mas também destacar a necessidade de o consumidor estar atento a cuidados de manuseio que garantirão a qualidade do produto em casa.
A campanha, uma iniciativa do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical), ocorrerá simultaneamente em 12 capitais brasileiras.
O início da campanha ocorrerá no Dia Nacional do Fiscal Federal Agropecuário, comemorado em 30 de junho. Os Fiscais Federais Agropecuários são funcionários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Algumas dicas importantes para segurança e conservação de alimentos:

Produtos de origem animal: carnes, presunto, salsicha, manteiga, leite e derivados, mel, peixes e enlatados precisam ter na embalagem o selo do Serviço de Inspeção;

Pescados embalados: precisam ter o selo do serviço de inspeção, devem ter a data em que foi embalado e o prazo de validade;

Pescados frescos expostos: devem estar cobertos por uma farta camada de gelo, de forma a garantir que a temperatura de segurança seja mantida (entre 0°C e 5°C). Peixes congelados precisam ser mantidos em balcões apropriados de acordo com as recomendações do fabricante, normalmente abaixo de -18ºC;

Pescados frescos: devem ter aspecto brilhante e liso, olhos convexos e brilhantes. Manchas negras em espécies como camarão e lagosta e aparecimento de coloração amarelada na pele dos peixes são indícios de apodrecimento;

Carrinho de compras: o consumidor deve colocar por último no carrinho as carnes, queijos e alimentos que precisam ser mantidos gelados;

Automóveis: não deixe os alimentos no carro por muito tempo;

Refrigerador: ao chegar em casa, coloque imediatamente os alimentos no refrigerador;

Validade: fique atento à data de validade dos alimentos e não consumi-los após o vencimento;

Vinho, espumante, sucos e refrigerantes: devem apresentar no rótulo uma identificação que começa pela sigla do estado de origem seguida de 11 números. O consumidor também deve observar os dados do fabricante, que são obrigatórios;

Nozes, amêndoas, castanhas, amendoins e pistaches, frutas secas e cristalizadas: podem abrigar substâncias nocivas à saúde, como a aflatoxina (produzida por um fungo), que aparece quando o produto não foi bem secado depois de colhido ou ficou armazenado em lugar úmido. O mais seguro é comprá-los empacotados, com informações de fiscalização e procedência na embalagem.(Fonte: www.oficinadapalavra.com)

Juiz dá prazo de 60 dias para que Prefeitura de Monte Alegre demita funcionários temporários

No Site do TJE:

O juiz da Comarca de Monte Alegre, Thiago Tapajós Gonçalves, concedeu liminar, no último dia 20 de junho, determinando que o prefeito municipal de Monte Alegre demita todas as pessoas contratadas em caráter temporário que estejam exercendo atividades em cargos para os quais existam candidatos aprovados no concurso público nº 003, Edital nº 001/2006. A decisão também determinar a nomeação dos candidatos aprovados no referido certame, em substituição aos temporários. Caso o prefeito não cumpra a decisão, no prazo de 60 dias, ficará sujeito ao pagamento de multa diária de R$ 1 mil.

Segundo a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, a prefeitura de Monte Alegre contratou expressivo número de servidores temporários de forma irregular para o exercício de cargos públicos, em detrimento dos candidatos aprovados no concurso público nº 003 – Edital nº 001/2006. De acordo com o MP, apesar de todos os candidatos aprovados nas 935 vagas do certame já terem sido nomeados, se a prefeitura ainda tinha necessidade de pessoal, deveria ter dado preferência aos aprovados no concurso. O MP considerou o “fato ilegal, imoral e contrários aos ditames constitucionais”.

A prefeitura alegou que as contratações foram realizadas em acordo com a lei, ressaltando que os temporários contratados ocupam cargos que não estavam previstos no concurso. Mas tal argumento não foi acolhido pelo juiz, que ressaltou os dispositivos legais em seu despacho. “Primeiramente, percebe-se que o contrato temporário, instrumento que tem a finalidade de resguardar a administração em situações excepcionais, vem sendo usado para casos de necessidade de serviço permanente. Assim, lógico que não se pode permitir a continuidade desta situação. A realização de concurso público é um dever do Administrador, sendo certo que o preenchimento dos cargos pelos aprovados no certame torna-se uma conseqüência lógica de seu cumprimento.

Após análise de oito volumes, o juiz julgou procedente a reclamação do MP. “No presente caso, os candidatos aprovados no último concurso, mesmo os não classificados dentro do número de vagas oferecidas, devem ser chamados para a posse e devidamente efetivados, eis que existe necessidade de trabalho e servidores aprovados em concurso público, fato comprovado pela contratação de temporários, sendo irregular a contratação temporária para suprir necessidades permanentes, como já dito antes. Esse fato é incontroverso, pois o próprio Município assumiu a prática de contratação temporária sob alegação da expiração do prazo do concurso anterior”.

ANA contrata consultoria do Banco Mundial para dimensionar aqüífero Alter-do-Chão


Diante das notícias alarmistas difundidas por alguns blogs que reproduzem as declarações de um professor da UFPA dando conta que o aquífero Alter do Chão teria sido entregue a pesquisadores estrangeiros, ameaçando a soberania brasileira, o Blog do Estado publica reportagem acerca do assunto, obtida de fonte oficial, dia 5 de junho deste ano:

Miguel Oliveira
Enviado especial a Porto Velho

A Agência Nacional de Águas(ANA), órgão regulador do uso e exploração dos recursos hídricos no Brasil contratou no ano passado, junto ao Banco Mundial, uma consultoria internacional para dimensionar  a extensão e a reserva de água doce do Aquífero Alter-do-Chão, identificado no ano passado na região de Manaus até Santarém, no oeste do Pará. A informação é do coordenador de Produção de Águas da ANA Flávio de Carvalho, que esteve em Porto Velho, esta semana, participando do II Encontro de Jornalistas da Região Norte, promovido pela Fundação Banco do Brasil.

Segundo Flávio de Carvalho, a agência ainda analisa com reservas o potencial e o uso imediato dessas águas subterrâneas, a exceção do município de Manaus, onde os poços profundos de captação da empresa amazonense de saneamento já  bombeiam a água do aqüífero Alter-do-Chão. “ A ANA considera o aqüífero Alter-do-Chão uma reserva estratégia para o Brasil, mas em relação ao aqüífero Guarany há um desvantagem, pois a região onde se encontra é remota, com pouca população e grande oferta de água superficial”, explicou Carvalho.

“O Aquífero Guarny está assentado sob diversos países e regiões densamente povoadas da América do Sul e por isso sua exploração tem prioridade nas atividades da agência reguladora, ao contrário do aqüífero Alter do Chão”, ponderou o coordenador.

Quanto a qualidade da água e o grau de dificuldade para sua exploração subterrânea, Carvalho explicou que o aqüífero Alter do Chão leva vantagem se comparado ao Guarany.“ A água do Guarany é cristalina, isto é, a água está dentro ou nas fissuras das rochas, o que dificulta um pouco sua exploração. Já o aqüífero Alter-do-Chão tem a água  em bacias sedimentares, de mais fácil captação”, comparou o coordenador da ANA.

Flávio de Carvalho voltou a defender o fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas para a definição do uso sustentável dos recursos hídricos brasileiros. Os comitês são formados pelo governo, entidades da sociedade civil e empresários e têm a função de definir normas para a utilização da água para consumo humano e seu uso industrial ou agrícola.

A experiência bem sucedida de comitê de bacias são as do rio Paraíba do Sul(São Paulo e Rio de Janeiro) e rio das Velhas( Minas Gerais).

Independente é o campeão paraense de 2011

Inédito: Independente é o campeão paraense de 2011 (Foto: Everaldo Nascimento)
(Foto: Everaldo Nascimento)
Um novo capítulo foi escrito na história do Campeonato Paraense. O Independente venceu o Paysandu, ontem  (26) à tarde, no Mangueirão, por 3 a 0, nos pênaltis, e se tornou a primeira equipe do interior do Estado a conquistar um título do Parazão, em 99 edições do certame estadual. Depois de empatar, no tempo normal, em 3 a 3, numa disputa emocionante, o Galo Elétrico, que foi superior em grande parte do jogo, conseguiu quebrar a hegemonia dos times da capital paraense.
Com a disputa equilibrada, o time do Independente demorou a se encontrar no jogo, no início do primeiro tempo, embora o Paysandu oferecesse pouco perigo ao adversário. Através de uma cobrança de falta, os bicolores abriram o placar, aos doze minutos, com Sidny, mas nem o gol foi capaz de embalar a equipe alviceleste, que a partir dos vinte minutos começou a ser pressionada pelos visitantes. Em jogadas bem trabalhadas por Marçal e Gian, o Galo Elétrico desarticulou o esquema tático do Papão, que, com três zagueiros desprotegidos, não conseguiu parar o ataque adversário, que marcou três gols em menos de dez minutos.
Na segunda etapa o técnico Roberto Fernandes trocou os volantes Alisson e Alexandre Carioca por Sandro, que jogou mais próximo aos meias, e Heliton, que atuou como terceiro atacante. As alterações deram mais velocidade e qualidade ao Paysandu, que conseguiu diminuir com Heliton logo aos 9 minutos. O Papão chegou ao gol de empate com Sandro, aos 44, mas antes os bicolores escaparam de levar mais gols do Galo Elétrico, que continuou levando perigo à meta de Fávaro, principalmente nas jogadas de contra-ataque. (Diário do Pará)

Na sombra


Parsifal Pontes

Um dos maiores beneficiários do vendaval de fraudes que se investigam na ALEPA é o governo passado do PT: enquanto todos os holofotes focam a Rua do Aveiro, quantias desaparecidas no governo anterior vão ficando na sombra, como os quase R$ 30 milhões repassados, para construção de penitenciárias, que, pelo menos, mereceu as quatro notas abaixo:
3

O deputado Puty deveria formar uma comissão de deputados para investigar os fatos e propor a devida punição aos culpados, afinal, os recursos foram repassados pelo governo federal.

domingo, 26 de junho de 2011

Secult anuncia criação da Orquestra Sinfônica de Santarém

Agência Pará

Cantora Cristina Caetano se apresenta com a orquestra sinfônica do Theatro da Paz. Foto: Ronaldo Ferreira
A criação oficial da Orquestra Sinfônica de Santarém foi anunciada na noite da última quarta-feira, 22, pelo secretário de Cultura, Paulo Chaves. O anúncio foi feito por ocasião da apresentação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, como parte das comemorações pelos 350 Anos da cidade, com a presença do governador Simão Jatene, que agradeceu a forma carinhosa com que o povo santareno o recebeu durante a programação de aniversário do município.

Ao final do concerto, realizado na Casa de Cultura de Santarém, foi também anunciada a criação do Pólo Sociomusical, que terá a participação do maestro santareno Agostinho Fonseca. O projeto irá centrar foco na educação musical como forma de atrair crianças e adolescentes em situação de risco. Entre as metas do Polo Sociomusical está a promoção do intercâmbio entre os profissionais e estudantes de música de Belém, Santarém e toda a região do Salgado.

Manejo florestal comunitário e familiar é tema de simpósio em Santarém


Vinicius Soares Braga
 
O equilíbrio das relações entre comunidades e empresas para viabilizar o manejo florestal será tema do simpósio de encerramento do projeto Floresta em Pé, que acontece de 28 a 30 de junho, no hotel Barrudada em Santarém. Representantes de comunidades envolvidas com planos de manejo florestal, órgãos de governo relacionados às políticas para o setor, além de pesquisadores e professores se reunirão para analisar alternativas para consolidar o manejo florestal comunitário e familiar.

Na Amazônia brasileira, as florestas destinadas a áreas como projetos de assentamentos e reservas extrativistas  constituem a maior parte das terras com regularização fundiária definida. “São cerca de 30 milhões de hectares de florestas destinadas ao manejo comunitário e familiar e que podem ser exploradas de forma sustentável”, afirma o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental Milton Kanashiro.

Para o setor madeireiro, essas áreas representam oportunidade de exploração florestal legalizada. Já para as comunidades, desprovidas dos meios de produção para execução de planos de manejo, a parceria com empresas é a forma para viabilizar essa atividade.

De acordo com o coordenador do projeto Floresta em Pé, analista ambiental do Ibama Hildemberg Cruz, o manejo florestal dessas áreas representa a principal possibilidade de ganho econômico para muitas dessas comunidades, garantindo a conservação da cobertura vegetal.

PROGRAMAÇÃO - O primeiro dia do simpósio terá quatro sessões técnicas. A primeira abordará experiências de comunidades com manejo florestal; o tema seguinte será o manejo de uso múltiplo na Amazônia; a terceira sessão tratará dos acordos entre empresas e comunidades; por fim, questões relativas à política pública e às normas vigentes para o manejo florestal comunitário e familiar encerram a rodada de sessões técnicas.

O segundo dia do evento será dedicado à elaboração de propostas e compromissos sobre acesso, uso e conservação dos recursos florestais junto às instituições públicas presentes. Já no último dia da programação os participantes poderão optar entre duas visitas de campos: projeto de assentamento Moju, onde o Grupo Natureza Viva produz óleo de andiroba, ou cooperativa Coomflona, na Floresta Nacional do Tapajós, que elabora seu plano de manejo e organiza a venda da madeira explorada por meio de licitações.

PROJETO - O Floresta em Pé tem como objetivo promover a gestão sustentável dos recursos florestais em áreas de florestas de uso comunitário e familiar. Para tanto se utiliza de apoio técnico, de estudos-chave, da implantação de infraestruturas para melhorar os processos produtivos e do estabelecimento de parcerias equilibradas entre empresas e comunidades.

O trabalho é um projeto de cooperação franco-brasileiro financiado por recursos, de um lado, da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) por meio do Fundo Francês pelo Meio Ambiente Mundial (FFEM) e, do outro, por contrapartida do governo brasileiro. A Embrapa Amazônia Oriental é uma das parceiras do projeto, para o qual contribui com suas competências técnicas na elaboração dos planos de manejo e na capacitação das técnicas de exploração de baixo impacto.

Vale: grande mudança, tudo fica como estava

Lùcio Flávio Pinto

No cargo de presidente da Vale, a maior empresa privada brasileira, há menos de dois meses, Murilo Ferreira deu à revista Exame a sua primeira entrevista individual. Não disse muito, mas o que disse indica uma mudança de estilo no topo da companhia, sem que haja qualquer alteração significativa nos seus rumos. O novo executivo da mineradora lembrou ao entrevistado que esteve na empresa durante 11 dos seus últimos 13 anos. Deu uma pista para sua saída: provavelmente desentendimento com o então presidente, Roger Agnelli, ao qual viria a suceder.

Por sua visão exageradamente imediatista e estritamente financeira, Agnelli promoveu demissões na Vale logo que os efeitos da crise financeira de 2008 começaram a ser sentidos. Fiel ao seu estilo autoritário e voluntarioso, incluiu no rol das demissões 900 empregados da Inco, empresa canadense adquirida pela Vale, que ainda estavam protegidos por uma cláusula de garantia de trabalho. Ao ser pela repórter Roberta Paduan sobre o episódio para confirmar se foi contra a antecipação por um ano ds dispensas, Murilo simplesmente respondeu: “Uma coisa que eu posso garantir é que fui um guardião daquele acordo. Para mim, contratos são feitos, assinados e respeitados”.

Haverá outra mudança de estilo na presidência da Vale: menos cobrança por resultados, menos açodamento na busca de resultados. Murilo Ferreira quer “desestressar” os funcionários da mineradora, que trabalhavam sob o chicote digital de Roger Agnelli. Era um ritmo tal de cobranças e exigências que no ano passado a empresa teve 11 acidentes fatais, que poderiam ser evitados se medidas adequadas, visando o bem estar das pessoas, fossem adotadas, conforme o novo presidente ouviu de outros executivos da Vale. É, finalmente, uma boa notícia na área de recursos humanos, tão massacrada na gestão anterior.

Murilo, porém, tangenciou a questão quando confrontado com a interferência do governo na companhia para pôr fim aos 10 anos de Roger Agnelli na Vale. Garantiu que a Previ e o BNDES, dois dos maiores acionistas da empresa, não são “agentes do governo”, atuando como entidades autônomas. A primeira como representante dos seus aplicadores, funcionários do Banco do Brasil, e o segundo como agente financeiro de fomento, em busca de resultados. Disse que não precisou falar com ninguém do governo para ser eleito presidente da Vale, apenas se reportando aos acionistas.

É evidente que a versão não procede. Quem pediu a cabeça de Agnelli ao presidente do Bradesco, Lázaro Barbosa, responsável pelo executivo, foi o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O distanciamento crescente entre o PT e Agnelli não podia ter motivo no desempenho da companhia, que era excepcional, nem em eventuais divergências de opções de política empresarial, que estavam sendo resolvidas.

Foi um conflito de poder, que levou Agnelli a abrir o jogo, ao acusar o PT de querer cargos dentro da mineradora, e o governo Lula a considerar a cabeça da criatura do Bradesco questão fechada, ou de honra (se tal valor pudesse estar em causa). Sem consideração pelo seu posto, o ministro Mantega foi ao criador em pessoa, ignorando os dirigentes da Previ e do BNDES (com os quais a relação é de mando), com um tacape na mão: a concessão do Banco Postal ao Banco do Brasil e não ao Bradesco, que considerava ganha a parada milionária. Saiu com a cabeça do desafeto.

Murilo Ferreira foi o escolhido porque deverá manter tudo que vinha sendo considerado exitoso na Vale (para cujo resultado deu sua contribuição ao longo de 11 anos) e por ser muito mais afirmativo aos interesses do controlador oculto do que o antecessor. O novo presidente, tão fascinado por indicadores quanto Agnelli, acomodará melhor situações que haviam se tornado tensas e explosivas, como a implantação de pelo menos uma siderúrgica na área de Carajás.

Entrando na retórica da agregação de valor, repetida como litania por Lula & Dilma, a mineradora construiu uma usina no Rio de Janeiro em parceria com os alemães. Também deu início a outra siderúrgica em Marabá, mas não conseguiu atrair sócios, que não acreditam ainda na viabilidade do empreendimento. Roger dizia isso de uma maneira. Murilo o repete em outro tom, como na entrevista:
“Temos interesse em participar de siderúrgicas nas quais, de preferência, não sejamos líderes. Em algumas circunstâncias até seremos líderes, mas, quando o projeto estiver maduro, a Vale sai”, disse ele. Murilo, como Roger, continua apostando na continuidade do ciclo de ascensão de preços das commodities e tem motivos para defender essa posição, como ao exemplificar:
“Em 1996, paguei 3.500 dólares pelo meu primeiro notebook. Naquela época, o minério de ferro era cotado a 17 dólares. Hoje, compro um computador por 1.000 dólares, mas a tonelada de minério custa cerca de 150 dólares”.

Em primeiro lugar, um notebook não é exatamente um “computador” genérico (e há notebooks muito mais caros do que mil dólares). Naquela época, a China e outros enormes países emergentes ainda não haviam se enganchado no mercado, o que fizeram de forma tão atrelada aos índices miraculosos de crescimento que não se ativeram o suficiente sobre questões como as fontes de energia para sustentar esse dinamismo e as condições de vida de suas gigantescas populações.

Decidiram pagar alto por certas matérias primas que lhes permitem contornar esses problemas e lhes dão fôlego para o futuro. Nós subimos do outro lado dessa gangorra de benefícios, mas de olho no imediato. Se levantarmos mais a vista, constataremos a sangria de recursos naturais não renováveis – e únicos pela combinação rara de qualidade e quantidade. Ainda estamos no momento da cigarra, que canta e encanta. Mas logo sentiremos a falta do trabalho da formiga, sobretudo quando grande parte dessa riqueza for volatizada por exportações mastodônticas e relações de troca erosivas.

A Vale está no eixo dessa diretriz. E a substituição de Roger Agnelli por Murilo Ferreira não deverá representar alteração significativa nesse rumo. O maior trem de cargas continuará em função, com mais viagens e mais carga originária de Carajás com destino ao Oriente, onde brilha a estrela mirífica.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sebastião Hoyos morre na Suiça

Sebastião Hoyos: a incrível saga de um santareno
Foto: Diário do Pará





 
 O ex-militante comunista e ilustre santareno Sebastião Hoyos, faleceu terça de ataque cardíaco (21/06) na Suíça. Seu corpo chegará em Santarém na semana que vem para ser enterrado no município, como era de sua vontade. Segundo informações de familiares, Sebastião foi encontrado morto no baheiro de seu apartamento por um neto seu. Seu corpo está sendo necropsiado na Suíça e já está liberado para o traslado para a família.


Hoyos fez história na década de 60, fugindo do regime militar e passando por diversas cadeias, até chegar à Suíça. A história toda, desde a juventude em Santarém até o ponto em que Sebastião se tornou perseguido e depois um cidadão suíço, poderia ser argumento de um grande roteiro cinematográfico, no entanto, ganhou vida nas 300 páginas de “Champ-Dollon, Cela 211 - Uma Aventura Revolucionária”, nome homônimo da cela, que foi a casa e o castigo daquele que hoje é celebrado pelo escritor também santareno Carlos Mendonça como um exemplo de resistência e força de vontade.

O livro, que mistura realidade e ficção, foi lançado e fevereiro de 2009 pela editora Paka Tatu. Além de uma biografia, o autor Carlos Mendonça quis retratar a imagem de um homem que, para ele, merece grande admiração. “Eu tive contato com a história de Sebastião na época em que tudo aconteceu. Não éramos amigos, nem nos conhecíamos, mas compartilhamos a mesma formação, frequentamos os mesmos lugares, praias... Então me sinto, de certa forma, ligado a ele. Muito tempo depois, eu pude conhecê-lo, por coincidência. Estava na Suíça e pude conversar com ele pouco antes de ser preso. Foi assim que começamos essa relação de cumplicidade e pude ter acesso a tantas histórias fantásticas que ele me narrou”, relembra Carlos.

A história de lutas e cadeias de Sebastião começa na Guiana Francesa, em 1964, onde o jovem, com 25 anos na época, fugia da repressão do Regime Militar. Sua fuga aconteceu de barco, na verdade, canoa, ao lado de figura conhecida como “Amaral” citado no livro com um dos grandes amigos e colaboradores de Sebastião. Na Guiana, ele viveu por oito anos, se envolveu com movimentos políticos de independência da Guiana em relação à França, mas segundo Carlos Mendonça, não era nenhuma participação ativa. “Ele apenas conversava com eles e não estava participando das manifestações ativamente. Mesmo assim, ele foi preso e deportado para França, em 1972, onde ficou encarcerado por um mês, até parar numa pequena cidade do interior, chamada Mouchard, onde a justiça francesa o impedia de sair”, explica Carlos.

Um dos motivos para a prisão de Sebastião ter acontecido, seriam as supostas ligações políticas do acusado em relação aos movimentos de independência. É provável que a França não estivesse interessada em divulgar nada relacionado ao tema.

No entanto, a França não segurou Sebastião por muito tempo e cinco meses depois, ele fugiu para a Suíça, onde conseguiu viver em Genebra com a anistia cedida pelo próprio país. “Naquela época, ele começou a trabalhar em diversos lugares até virar funcionário de um banco. Alguns anos depois, já na década de 90, houve um grande assalto e Sebastião foi acusado de ser um dos integrantes da quadrilha. Foram quatros numa cadeia assistindo diversas cenas terríveis de tortura, solidão, sem ao menos ter um julgamento. Ele mandou cartas para juízes, promotores e políticos denunciando a sua situação. Ele conseguiu a liberdade a partir da sentença do Supremo Tribunal de Genebra. Hoje ele vive com duas nacionalidades, entre a Suíça e o Brasil, no entanto, ainda há a chance do caso dele voltar à tona no Supremo Tribunal Europeu” diz Carlos.

Sebastião viveu 18 anos na Suíça, trabalhando em bons empregos, até que o assalto do banco mudasse a sua vida, em 1990. Depois de sua soltura, em 1994, como diz Carlos Mendonça, ele tenta levar uma vida normal, com sua dupla nacionalidade, transitando entre o Brasil e a Europa.

Leão decente

Lúcio Flávio Pinto


Sou sócio remido do Clube do Remo. Mesmo assim, decidi colaborar quando recebi a primeira cartela para fazer depósitos em benefício do clube. Nunca recebi a prestação de contas da campanha. Por isso, joguei fora o segundo carnê, quando me chegou.

Minha ligação com o Remo era através da natação, que era rentável e eficiente ao tempo em que freqüentava a piscina, embora a água sempre deixasse muito a desejar, como o vestiário. Mesmo assim, o velho servidor que nos atendia invariavelmente estava com salário bem atrasado. Alguma “vaquinha” era organizada para que se alimentasse. O departamento se mantinha graças à abnegação, quase heróica, de alguns dos seus integrantes.

As atenções da direção se voltavam apenas para o futebol. Com a total falência e descrédito do Remo em chuteiras, proponho que se pratique agora uma política salvadora, de terra arrasada, com aquela bomba neutra que os americanos inventaram para matar pessoas sem destruir instalações físicas.

Mandar todo mundo embora, de jogadores a cartolas, fazer a convocação de jovens que se sintam honrados ao envergar o uniforme do time, dar-lhes as melhores condições possíveis para se adestrarem como atletas, supervisionados por gente competente e honesta, e apostar na prata da casa para o retorno do Clube do Remo às trilhas da sua história gloriosa.

Tudo novo. Todos comprometidos com a dignidade de uma autêntica instituição da terra. Ainda que haja choro e ranger de dentes, faça-se a mudança radical. As pessoas passam. A instituição é permanente.

MRN recebe novo grupo de japoneses


Na última quarta-feira, 22 de junho, seis empregados da empresa japonesa Mitsui conheceram as instalações da Mineração Rio do Norte (MRN), no distrito de Porto Trombetas, Oeste do Pará. A visita faz parte de um programa voltado para o intercâmbio dos profissionais japoneses com empresas de mineração que são referência no Brasil.

Para a analista de meio ambiente Akiko Yoshikawa, a MRN tem feito um bom trabalho de manejo de flora e fauna: "Para mim foi muito boa a oportunidade de ver o trabalho de uma empresa com experiência em projetos ambientais como a MRN. Também pude ver que todos os empregados são comprometidos com o meio ambiente e a segurança no trabalho", finaliza.

O Programa de Visitas da MRN é coordenado pela Assessoria de Comunicação da empresa e em 2010 recebeu mais de 60 pessoas por mês, entre representantes de empresas acionistas, estudantes brasileiros e estrangeiros, moradores de comunidades ribeirinhas vizinhas às operações da mineradora e familiares de empregados.(Fonte:MRN)

Prefeita de Santarém responde a processo por improbidade administrativa


A prefeira Maria do Carmo, o ex-secretário de governo e atual secretário de infraestrutura Inácio Corrêa e a agência Vanguarda respondem desde o início deste mês a uma ação de improbidade administrativa por suposto crime de uso de verba pública para promoção pessoal.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Publico Estadual com base em representação assinada pelo advogado José Maria Lima, a pedido do partido Democratas, diretório de Santarém.

A juiza Bethania Pessoa recebeu a ação, notificou os reús, mas liminarmente negou o afastamento da prefeita Maria do Carmo e de Inácio Corrêa dos respectivos cargos.

Leia mais sobre o assunto na edição de hoje do jornal O Impacto.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Capa da edição especial de O Estado do Tapajós alusiva aos 350 anos de fundação de Santarém

Clique na imagem para ampliá-la.


Sustentabilidade foi o tema de exposição realizada em Oriximiná


Quem visitou a I Exposição Socioambiental realizada pela Mineração Rio do Norte (MRN) no município de Oriximiná nos dias 17 e 18 de junho teve a oportunidade de conhecer detalhes sobre alguns dos principais projetos desenvolvidos pela empresa na região Oeste do Pará. Desenvolvimento Sustentável, Saúde, Educação, Meio Ambiente e Cultura foram os temas abordados nos estandes montados para o evento. Também tiveram destaque os mini-cursos e oficinas oferecidos durante a programação e as apresentações de grupos folclóricos locais. A previsão é que a Exposição seja montada em outros municípios a partir da segunda edição.

De acordo com Evandro Soares, gerente do Departamento de Relações Comunitárias da MRN, a primeira edição da Exposição Socioambiental atingiu seu objetivo. “A participação do público de Oriximiná atingiu nossas expectativas durante a Exposição e nosso objetivo foi cumprido, pois conseguimos levar informações sobre alguns dos projetos que a empresa desenvolve para o público externo. Muitas pessoas puderam conhecer os projetos e, além, disso, contamos ainda com o apoio de comunitários presentes nos estandes, o que também ajudou muito para o resultado do evento”, afirma o gerente.

Na área da Saúde, foi apresentado ao público o Projeto Quilombo, que leva assistência médica para moradores de mais de 20 comunidades do alto rio Trombetas. Desenvolvido há onze anos em parceria com a Fundação Esperança, de Santarém, o projeto conta ainda com o apoio da Prefeitura de Oriximiná. A iniciativa tornou possível a redução da desnutrição infantil de 39% em 1999, quando teve início, para 7% em 2010. Mensalmente, um barco equipado com médicos, enfermeiros e técnicos da área da saúde se desloca de Santarém e permanece por até cinco dias na região realizando o atendimento dos comunitários.

Outro destaque no evento foi o Projeto Piscicultura, desenvolvido pela MRN desde 2003 e que tem como objetivo estimular a geração de renda aos comunitários por meio da criação de peixes (tambaquis) em cativeiro. O projeto conta com a parceria técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) e atende moradores dos municípios de Oriximiná, Terra Santa, Faro e Óbidos. A renda gerada pela comercialização dos peixes é revertida para as comunidades, que utilizam parte do dinheiro arrecadado para a compra de novos tanques e ração, o que garante a autosustentação do projeto.

Também foram apresentados os seguintes projetos: Inclusão Digital, Sistemas Agro-Florestais, Agricultura Familiar e Educação Ambiental e Patrimonial, além de exposições do Instituto Gaya de Defesa das Águas e de Comunicação Comunitária produzida pela MRN.(Fonte: Ascom/MRN)

Edição em PDF de O Estado do Tapajós


Governo lança site em homenagem aos 350 anos de Santarém


'Diário de viagem' é o site que o governo do estado lançou em homenagem aos 350 anos de fundação em Santarém.

Na matéria de capa está uma reportagem sobre o bar Mascote.

Acesse o site aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Jatene inicia maratona de trabalho em Santarém

A agenda do governador Simão Jatene em Santarém começa às 10 horas com visita visita às obras de construção do centro esportivo . Jatene chega ao município na manhã de hoje para instalar, durante 3 dias, a sede do governo em comemoração ao 350º  aniversario de fundação de Santarém. 

As 11 horas, o governador visita as obras de ampliação do sistema da Cosanpa, em seguida concede entrevista à imprensa local. 

Às 11h30 Jatene visita às obras do Saci – casa do trabalhador – Banco do Cidadão e, as 11h45, assina o termo de criação do Parque Tecnológico do Tapajós, no campus da UFOPA.

A agenda da tarde está reservada a audiências a políticos locais e despachos administrativos no hotel Barão Center.

Amanhã o governador Simão Jatene continua a maratona de visitas, audiências e anúncios de obras que o governo do estado vai construir em Santarém. 

Haverá a cerimônia de formatura do Proerd (programa educacional de resistência às drogas e a violência), o lançamento do programa municípios verdes, a instalação do sistema de integração agropecuária (Siapec) para emissão da guia de trânsito animal eletrônica (GTA) e cartão do produtor rural. 
Jatene assinará, ainda, a autorização para a elaboração do projeto de construção do centro de convenções.

Assalto a clientes de restaurante no Pajuçara rende 4 mil reais

Quatro homens encapuzados e fortemente armados assaltaram ontem à noite os frequentadores de um restaurante localizado na praia de Pajuçara, a 10 km do centro de Santarém.

Os assaltantes montaram tocaia em uma estrada vicinal que dá acesso ao restauante e, na saída, rendereram os clientes, roubando-lhes cerca de 4 mil reais, relógios, celulares e jóias. 

Os bandidos fugiram do local em uma automovel. 

O caso ainda não havia sido registrado na delegacia de polícia de Santarém até a manhã de hoje.