quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Carrefour finca a bandeira no Pará


Fonte do setor supermercadista bate de primeira para o Blog do Estado.

O grupo francês Carrefour, líder nacional do segmento dos supermercados, só espera concluir a aquisição de uma importante rede da capital para anunciar que vai fincar bandeira em quatro cidades paraenses.
Em Belém, serão dois pontos de venda.Os outros serão em Ananindeua, Santarém e Marabá.

Conflitos socioambientais nos rios Tapajós e Cauca são discutidos em conferência em Santarém


Acontece amanhã, dia 18 de agosto, em Santarém (PA), a I Conferência Internacional de Conflitos Socioambientais e Direitos Humanos nas Bacias dos rios Tapajós (Brasil) e Cauca (Colômbia). 

Promovida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Nacional da Colômbia (UNC), Universidade de Utrecht da Holanda, FIAN Internacional, Comissão Pastoral da Terra (CPT) e CENSAT – Água Viva (Amigos de la Tierra, Colômbia), a Conferência será realizada, a partir das 8 horas, no Auditório Wilson Fonseca, Campus Rondon (Av. Marechal Rondon, s/n, bairro do Caranazal).

Coordenado pelas professoras Judith Costa Vieira e Lidiane Nascimento Leão, do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), o evento é uma atividade do Projeto LAR (Terra, Água, Direitos), que busca analisar, por intermédio da produção científica e da assessoria a movimentos sociais, questões sociais e ambientais no Brasil e na Colômbia.

Aberto ao público, o evento inicia-se, pela manhã, com o debate “Conflitos Socioambientais e Direitos Humanos no Pará”, que contará coma a participação do coordenador do Projeto LAR, Prof. Dr. Tim Boekhout van Solinge, de lideranças de movimentos sociais e representantes da Pastoral da Terra, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, OAB, Incra, ICMBio, IBAMA e FUNAI. A tarde haverá a apresentação dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelos grupos do Brasil e da Colômbia.

(Fonte: Comunicação/UFOPA)

Henrique Sawaki assume interinamente Sepaq


Em decorrência do pedido de afastamento do secretário Asdrubal Bentes, aceito pelo governador Simão Jatene, o Diário Oficial do Estado, edição desta quarta feira, 17, traz a nomeação do secretário adjunto, Henrique Sawaki, para responder interinamente pelo órgão. 

Henrique já vem atuando como adjunto desde janeiro deste ano e entre as atividades coordenadas por ele na Sepaq estão a chipagem de peixes e em animais de reprodução com análise de DNA; a operação de repovoamento de alevinos de tambaqui da Estação Santa Rosa (Rio Maicá, Santarém) durante o governo itinerante, e visita aos projetos Ipirá (de criação de peixes em tanques e redes), de criação de pirarucu em Conceição do Araguaia e aos produtores de peixes em Marabá e Capitão Poço.

Site: www.agenciapara.com.br

Força Nacional continua no Pará

 O Globo On Line

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prorrogou a presença da Força Nacional nos estados do Pará e de Alagoas. No Pará, a Força Nacional apoia ação da Polícia Federal para a retirada de não-índios da Terra Indígena Apyterewa, localizada no Município de São Félix do Xingu. E, em Alagoas, os agentes colaboram com a polícia estadual no combate ao crime.

Entidade espírita celebra 75 anos com palestras e exibição de filmes

Redivisão do Pará: O debate continua (3)


Jota Ninos fez um comentário sobre sua postagem de  Paulo Cidmil, intitulada "Debate: Redivisão do Pará":

Concordo que é preciso haver o debate, mas acho que o momento é de campanha pelo SIM no plebiscito. Vivemos o momento único da possibilidade de criar um novo estado através do voto. Se nem passarmos do plebiscito, que debate faremos?
Paulo, concordo que é preciso se questionar todos os atores sobre que projeto se tem para esse estado, mas não acredito que este seja o momento. Como você mesmo disse, após o plebiscito ainda temos um longo caminho a percorrer, pois ainda enfrentaremos uma luta no Congresso. E precisaremos da articulação de todos os políticos que possamos contar, tanto do Tapajós e, principalmente do Carajás.
Enquanto essa articulação estiver sendo feita em Brasília, caberá aos que aqui ficaram extasiados com o resultado favorável do plebiscito começar o debate, nas organizações populares, nos partidos.
Estaremos com uma eleição municipal pela frente, que poderá ser o reflexo da rearrumação das forças políticas, as que serão mantidas e as que porventura ascenderão.
A população, além de votar, terá que se preparar para um novo debate de propostas, e de pois disso, mais uma vez a sociedade civil (des)organizada terá que se preparar para discutir a Constituição que queremos, o Estado que queremos.
Como concatenar desenvolvimento e ambientalismo? Quais os desafios desse novos estado? Quem serão os líderes que surgirão na futura Assembleia Estadual Constituinte?
Por isso, acho que o momento não é de fazer esse debate, até porque o que temos pela frente é uma verdadeira guerra de ideias com quem é simplesmente contra a criação dos novos estados. Não temos tempo e nem dinheiro para isso. O plebiscito deve ser pedagógico no sentido de criar a alternativa do debate, com a realização de um sonho secular e que, infelizmente, nunca foi amplamente debatido pela sociedade.
Desde o período do Império foi uma aspiração elitista, e só começou a tomar uma forma de aspiração popular em 1994. Naquele ano elegemos uma grande bancada de deputados, mas após isso não houve nem por parte dos políticos e muito menos dos movimentos sociais, a tentativa de iniciar o necessário debate.
E passamos a viver da expectativa de aprovação de um projeto, que acabou caindo no nosso colo a partir da injunção de um senador de Roraima, e mais recentemente do apoio dos políticos do sul do Pará na Câmara Federal.
reafirmo: a hora é de animar todos a votarem no SIM. O debate virá depois.
E ai de nós que não o façamos...
Jota Ninos

terça-feira, 16 de agosto de 2011

São Raimundo fica só 35% da renda do jogo contra o Comercial(PI)


Sandro Lopes, diretor financeiro do São Raimundo, enviou ao Blog do Estado o borderô da arrecadação e despesas do jogo do último domingo entre São Raimundo e Comercial, quando o Pantera derrotou o time piauiense por 1x0, pela terceira rodada do campeonato brasileiro da série D.

Confiram e façam seus comentários:
PUBLICO TOTAL : 4.052
CREDENCIAIS : 800 ( Policiais , Bombeiros, Agentes/Fiscais SMT, menores de 12 anos, Conselheiros/Diretores,  Patrocinadores, Autoridades, Sorteados nas promoções, familiares de jogadores - 01 pra cada jogador ). É importante ressaltar que não pode haver mais entrada de pessoas sem portar o ingresso, pois todos no estádio deverão estar com cobertura de seguro  já incluso no valor do ingresso) .
PAGANTES .......: R$ 3.252
RENDA BRUTA : R$ 32.670,00  ( Estudantes a R$ 5,00 - 344 )
 
PRINCIPAIS DESPESAS :
 
ARBITRAGEM .......  R$ 7.597,73
FEDERAÇÃO 5%....  R$ 1.635,50
ALUGUEL ESTADIO: R$ 3.267,00
INSS TOTAL ..........:  R$ 2.264,00
DESPESAS FPF     R$ 4.139,02 (Passagem do representante da FPF, hospedagem, gandulas, pessoal apoio, lanches ) .
SEGURO TORCEDOR : R$ 487,00
SOBRA SÃO RAIMUNDO..: R$ 11.311,94 ( CERCA DE 35% DA RECEITA BRUTA ) ..
 

Debate: Redivisão do Pará


Paulo Cidmil fez o comentário abaixo sobre a postagem de João Camerini: “Sim!” a quê, cara pálida?":
 
Seu texto é de enorme lucidez frente a euforia quase coletiva que vivenciamos.
O SIM virou uma cortina de fumaça atrás da qual a quase totalidade dos políticos esquiva-se de perguntas como as que você faz e procuram surfar no otimismo geral empunhando a bandeira da rendeção para nossa região.
A imprensa e a sociedade civil precisam sabatiná-los para saber por exemplo qual o plano estratégico de desenvolvimento dos Partidos e Movimento Pró Tapajós.
Logo após plebiscito virá eleição para governador, senado e câmaras. Esse processo plebiscitário, do jeito que esta sendo posto, acaba por criar mitos, dos quais muito tenhamos que lamentar no futuro.

Lei proííbe tráfego de veículos nas praias


A Câmara Municipal de Santarém acaba de aprovar lei que proíbe o tráfego de veículos nas praias do município.

O perigo em Alter do Chão




Se repetem a cada final de semana acidentes com jet-sky, lanchas e rabetas que atingem banhistas que frequentam a ilha do Amor.

Há 15 dias, o filho de uma barraqueira sofreu um corte em suas costas provocado pela hélice de uma lancha.

Na semana passada, no início da noite, um jet-sky por muito pouco não colidiu com uma catraia.

À beira do lago Verde, os frequenadores têm que dividir espaço com lanchas e balsas, e ainda, ficar bem atento para não ser atingido pelas manobras dos pilotos de jet-sky.

A foto é um exemplo do caos em que se transformou o banho nas águas de Alter do Chão, na ilha do Amor, ontem à tarde.

Nenhuma lancha da Delegacia da Marinha de Santarém fazia fiscalização.

Política & Saúde


Aos poucos,  secretário de saúde Emanoel Silva está afastando os nomes do PMDB que atuavam em cargos de confiança desde a gestão de Zé Antônio Rocha na Semsa.

O último foi o médico Glvandro Valente, que deixou a direção do PSM, dando lugar ao médio Fábio Tozzi.

Mas, a troca de cargos não é suficiente para azeitar a máquina da saúde. No posto de saúde do Livramento, por exemplo, não há médicos para atender à população.

domingo, 14 de agosto de 2011

São Raimundo 1 x 0 Comercial(PI). Gol de Rodrigo, aos 34' do primeiro tempo.

Futebol Interior - Com gol de Rodrigo, o time paraense derrotou o Comercial-PI, por 1 a 0, mas mesmo assim segue na lanterna do Grupo 2, com quatro pontos. O time piauinense segue na segunda posição, com seis pontos.

Quem manda na chave é o Sampaio Correa. O time maranhense goleou o Independente-PA, por 4 a 1, e disparou na liderança. A Bolívia Querida chegou aos nove pontos, contra quatro da equipe paraense que está na vice-lanterna.
 
Confira os resultados da quinta rodada da Série D:
 
Quinta-feira
Itumbiara-GO 2 x 0 Gama-DF
 
Sábado
Audax-RJ 1 x 2 Villa Nova-MG
Tupi-MG 3 x 1 Anapolina-GO
Penarol-AM 2 x 0 Plácido de Castro-AC
Juventude-RS 4 x 2 Metropolitano-SC
Treze-PB 4 x 3 Coruripe-AL
 
Domingo
Alecrim-RN 1 x 0 Porto-PE
Santa Cruz-PE 1 x 0 Santa Cruz-RN
Vitória da Conquista-BA 1 x 1 River Plate-SE
Formosa-DF 0 x 0 Volta Redonda-RJ
Operário-PR 0 x 2 Oeste-SP
Brusque-SC 1 x 0 Cruzeiro-RS
Cuiabá-MT 3 x 1 Vila Aurora-MT
Sampaio Corrêa-MA 4 x 1 Independente-PA
São Raimundo-PA 1 x 0 Comercial-PI
Mirassol-SP 0 x 0 Cerâmica-RS
 

Fim do jejum do torcedor santareno


Há exatamente três meses o São Raimundo jogava sua última partida no estádio Barbalhão.

Hoje, as 15 horas, contra o Comercial(MT), o Pantera quebará o jejum de jogos fora de casa do torcedor santareno.

Divisão do Pará em três estados é polêmica e merece destaque na mídia


Áudio de André Trigueiro

Origem do Dia dos Pais


Kátia Balieiro



Dizem que o primeiro a comemorar o Dia dos Pais foi um jovem chamado Elmesu, na Babilônia, há mais de 4.000 anos. Ele teria esculpido em argila um cartão para seu pai. Mas a instituição de uma data para comemorar esse dia todos os anos é bem mais recente...
Em 1909, a norte-americana Sonora Louise Smart Dodd queria um dia especial para homenagear o pai, William Smart, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando sua esposa teve o sexto bebê e que criou os seis filhos sozinho em uma fazenda no Estado de Washington.
Foi olhando para trás, depois de adulta, que Dodd percebeu a força e generosidade do pai.
O primeiro Dia dos Pais foi comemorado em 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington. A rosa foi escolhida como a flor oficial do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Pouco tempo depois, a comemoração já havia se espalhado por outras cidades americanas. Em 1972, Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.
O pai brasileiro ganhou um dia especial a partir de 1953. A iniciativa partiu do jornal O Globo do Rio de Janeiro, que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. Primeiro, foi instituído o dia 16 de agosto, dia de São Joaquim. Mas, como o domingo era mais propício para as reuniões de família, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto.
Em São Paulo, a data foi formalmente comemorada pela primeira vez em 1955, pelo grupo Emissoras Unidas, que reunia Folha de S. Paulo, TV Record, Rádio Pan-americana e a extinta Rádio São Paulo. O grupo organizou um grande show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Lá, foram premiados Natanael Domingos, o pai mais novo, de 16 anos; Silvio Ferrari, de 96 anos, como o pai mais velho; e Inácio da Silva Costa, de 67 anos, como o campeão em número de filhos, um total de 31. As gravadoras lançaram quatro discos em homenagem aos pais. O maior sucesso foi o baião É Sempre Papai, com letra de Miguel Gustavo, interpretada por Jorge Veiga. O Dia dos Pais acabou contagiando todo o território brasileiro e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto.

Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.
Na Itália, Espanha e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.
Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.
Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.
África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).
Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para dizer um simples "Obrigado Papai"!

Fontes de informações: Arte e Educação e Portal da Família

A dignidade do presidente Allende: uma semente para o futuro


Lúcio Flávio Pinto


A morte do presidente chileno Salvador Allende Gossens completará 38 anos no próximo mês. Por coincidência, um dos aspectos mais relevantes dessa história acaba de ser definitivamente esclarecido: Allende se suicidou mesmo, conforme o resultado dos exames feitos no seu cadáver, anunciados no mês passado.

Este já não era mais um fato polêmico. De início, chegou a ser apregoado como verdade que ele fora morto ao ser deposto por um golpe militar. O poeta e embaixador Pablo Neruda (o único chileno Prêmio Nobel de Literatura, junto com Gabriela Mistral), seu amigo pessoal, difundiu a versão do assassinato. E morreu logo depois, de causas naturais, ainda que também postas imediatamente em dúvida por uma dessas teorias conspirativas, sempre em curso.

A versão da execução foi desautorizada pela reconstituição dos acontecimentos naquele traumático dia 10 de setembro de 1973, em Santiago do Chile. A família, que já estava convencida da verdade, solicitou um exame do cadáver apenas para colocar um selo oficial – e final – sobre esse capítulo importante da história do Chile, da América do Sul e do mundo. Para todos os fins de direito e de posteridade.

O significado atribuído ao episódio não é exagerado. Allende se considerava marxista, mas rejeitou a conquista do poder através da ditadura do proletariado, a fórmula ortodoxa da passagem do capitalismo ao socialismo, através de parto violento (embora Marx tenha terminado seus dias à direita da interpretação sectária das suas idéias, o que o levou à frase codificada: “se isso é marxismo, então eu não sou marxista”). Os italianos também saíram dessa bitola bolchevique, melhor desenvolvida (para pior efeito) por Lênin, mas só Allende chegou ao poder nacional.

Isto, depois de perder três eleições presidenciais seguidas (como Lula, no Brasil – e aí se exaure a coincidência). Na segunda eleição, quando ainda era um fenômeno pouco conhecido, Allende podia ter tido uma vitória mais fácil (oportunidade que se ofereceu a Lula diante de Collor, em 1989, mas ele a desperdiçou, talvez por mais uma intervenção salvadora da sua formidável estrela, embora ao país a alternativa tenha se revelado desastrosa de qualquer modo). A quarta disputa foi duríssima. Como não atingiu os 50% dos votos para a posse automática (ficou com 36,5%, contra 35% do democrata-cristão conservador Jorge Alessandri), sua vitória teve que ser submetida a referendo do Congresso Nacional.

O governo Richard Nixon tentou impedir à força esse reconhecimento, tradição inviolável na democracia chilena, que era a mais duradoura do continente (protegida dos pronunciamentos militares latino-americanos por uma tradição que o tempo iria corroer, sem que os políticos percebessem). Até um respeitado chefe do estado-maior do exército, o general René Schneider, foi assassinado no complô montado pela CIA (a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) para cortar o caminho de Allende. Mas sua trajetória política falou mais alto e ele foi empossado.

No entanto, quase não pôde governar. Enfrentou um poderoso locaute de patrões, que tinha seu ponto forte na paralisação do transporte rodoviário, a espinha dorsal da vida num país tão extenso. Até médicos faziam greve política, deixando de atender a população (embora recebessem clientes particulares, que pagavam, em seus gabinetes e clínicas) O boicote só se sustentou porque verba secreta americana o alimentou. Ainda assim, Allende se manteve nos parâmetros institucionais até o fim.

Ele podia ter endossado a solução armada da esquerda radical, sobretudo do Mir, adepto do “foco” revolucionário à Che Guevara (um fracasso fora de Cuba). Mas se não a reprimiu, por seus integrantes serem companheiros de viagem, não lhes deu os mecanismos para viabilizar a fórmula tradicional do marxismo, que tem resultado em tiranias de esquerda.

Não deixou de cumprir seu programa de nacionalizações e estatizações, que tanta contrariedade causou aos Estados Unidos e um ódio particular – e rudimentar, raivoso – ao presidente Nixon, confirmado por seus assessores mais próximos (como o seu advogado pessoal, John Dean, autor de um retrato devastador do governo mais parecido ao do seu chefe desde então, o de George W. Bush e Dick Chenney, que considerou Pior do que Watergate, livro publicado em 2004 e disponibilizado em português pela editora Francis).
Allende podia ter fugido dos militares que se mobilizaram para depô-lo. Podia também ter convocado seus seguidores à resistência. Sua última mensagem, pelo rádio, já cercado em palácio, foi de desmobilização da resistência, o que provocou a ira dos radicais.

Dada a senha para um possível entendimento posterior, que evitasse a sangria desatada da ditadura Pinochet, teve o gesto altivo de permanecer no Palácio La Moneda, sob bombardeio da força aérea, e deixar seu cadáver como butim para os invasores da sede do poder nacional. A violência da repressão que se seguiu foi tão brutal que esse gesto não teve o valor simbólico esperado. Não virou bandeira de luta. O Chile raspou esse episódio da sua história imediata e partiu para uma solução associada aos EUA, que, graças à cultura do seu povo e à engrenagem social e econômica mantida, resultou no único caso duradouro de crescimento de todas as ditaduras instauradas no continente nesse período.

Costuma-se dizer que um acontecimento só se torna histórico depois de meio século de transcurso. O golpe que depôs Allende e o levou ao suicídio está a caminho desse formalismo. Mas, com 38 anos, não devia mais provocar tantas paixões e absurdos, como os apresentados em várias das mensagens de leitores da coluna que escrevi no site do Yahoo, reprodução quase integral do artigo que saiu neste jornal.

Qualquer que seja a opinião a respeito do governo da Unidade Popular (uma coligação de partidos liderada pelo socialista) e do seu maior líder, a biografia de Allende se impõe às leviandades. Não requer aceitação, mas, por sua dignidade, cobra respeito.

Escrevi o artigo, usurpando a tarefa que me cabe naquele espaço no site, de falar sobre Amazônia & meio ambiente, porque acompanhei em Santiago as últimas três semanas de Allende, como enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo. Conversei com ele e seus correligionários. Mas minha base era o jornal El Mercúrio, um dos baluartes da conspiração ilegal contra o presidente constitucional do país.

Vi muitas cenas desse drama com meus olhos, inclusive a movimentação dos agentes da CIA hospedados no hotel Carrera, em frente à sede da embaixada americana e do La Moneda, na rua Teatinos com a Praça da Constituição. Como eu sabia que era gente da CIA? Pelo seu comportamento sem disfarces, como se fossem agentes secretos da Pide portuguesa. Só faltava a identificação na lapela.

Escrevi o artigo para sugerir a uma editora brasileira a publicação de El dia em que murió Allende, de Ignacio Gonzalez Camus (nenhuma deu qualquer sinal de vida até agora). O livro é uma reconstituição detalhada e precisa dos preparativos e da consumação do golpe. Não tem adjetivações. Quem nos dera se os últimos momentos de Getúlio Vargas tivessem tido cronista igual. É um dos mais emocionantes relatos jornalísticos que já li. A riqueza de informações lhe dá calor e vivacidade, como se estivéssemos vivendo (ou revivendo) aqueles dias. Sem o detalhismo ficcional que levou Bob Woodward ao exotismo.

Para os que acham que a avaliação do governo Allende é uma distorção da esquerda, recomendo a leitura de dois livros. O primeiro é The last two years of Salvador Allende, publicado em 1985 nos Estados Unidos (pela Cornell University) e em 1990 no Brasil, pela Editora Civilização Brasileira. O autor é Nathaniel Davis, embaixador americano até sete semanas depois do golpe militar. São 520 páginas de um testemunho único.

O outro livro é The Pinochet File (A declassified dossier on atrocity and accountability), de Peter Kornbluh, publicado nos EUA pela primeira vez em 2003. Suas 587 páginas se baseiam em documentos oficiais do governo americano liberados pouco antes. Já devia ter sido traduzido para o português. Sepulta, na tumba da vilania, todas as mensagens injuriosas, desrespeitosas e desinformadas enviadas para a minha coluna na internet. E permite, a partir de fatos concretos, estabelecer uma base mínima para que a democracia continue a prosperar, afastando de vez a ressurgência de estados policiais na sociedade, dos quais o nazismo de Adolf Hitler foi o paroxismo.

Supermercados abrem no feriado


Comércio em geral, escolas, bancos e órgão públicos estarão fechados, amanhã, feriado de Adesão do Pará à Independência do Brasil.

Apenas os supermercados funciionrão neste 15 de agosto, em Santarém.

“Sim!” a quê, cara pálida?

 
João Carlos Bemerguy Camerini*
O Oeste do Pará experimenta um “aparente” consenso acerca da criação do novel Estado do Tapajós. Correntes político-partidárias as mais diversas brandem a bandeira da separação e se reúnem em torno de uma única e singela palavra: “sim!”. Mas sim a quê? Penso que é o que deve ser desde já questionado.
Talvez seja estratégico para os políticos – não, certamente, para a população – conservar, pelo menos por enquanto, essa questão marginalizada e postergar o seu enfrentamento. É que o seu desvelamento implicaria em alto risco de o debate descarrilhar, por um motivo claro e inerente a uma democracia como a brasileira, que vive em eterna crise de representatividade: é muito fácil e rápido aos políticos chegarem a um consenso quanto ao que é bom para eles próprios, como o aumento de seus salários da noite para o dia, ou a criação de um novo ente federativo repleto de cargos políticos vagos, além de outros tantos “toma lá dá cá”. Mas não é tão simples a esses mesmos partidos concordarem quanto ao que é bom para o povo. Aliás, como cidadão, minha tendência é desconfiar de um discurso tão uniforme quanto monossilábico (pois tudo se reduz ao “sim!”) originado de grupos que, na prática, divergem diametralmente em suas concepções do que seja o desenvolvimento regional.
Ocorre que esse silêncio estratégico possui o efeito adverso de abrir margem para as críticas cotidianamente ouvidas, aqui e alhures, de que o grande acordo em torno do “sim!” serviria para mascarar pretensões neocoronelistas de transformar essa região em um curral econômico e eleitoral de um ou outro grupo político.
E quando menciono um curral, digo-o literalmente. Não há dúvidas de que existem aqueles que desejariam ver Santarém transformada numa espécie de “Sinop Amazônica”, bondosa com o agronegócio, mas cruel com as populações nativas e camadas excluídas dessas bolhas de progresso insustentável, extremamente frágeis a qualquer oscilação do mercado de commodities, além de traduzir um sistema econômico altamente mecanizado e gerador de empregos parcos e de má qualidade. Precisam esses grupos entender que campos de monocultivo podem parecer belos para seus padrões estéticos e desejáveis à sua ambição por acúmulo financeiro, mas eles ofendem o espírito amazônico.
De outro lado, estão aqueles que nem mesmo têm um projeto próprio e se limitam a rezar a cartilha do atual Governo Federal populista e nacionalista, que em sua ideologia industrial deseja reduzir a Amazônia a mero insumo de mineradoras transnacionais e expulsar dessa terra comunidades centenárias para dar lugar às empreiteiras que financiam suas campanhas. Para essas elites políticas locais, importa mais se conservar no poder do que empreender uma corajosa luta em prol da construção de alternativas econômicas e sociais independentes. Esse dito governo popular, na prática é autoritário e reatualiza projetos da Ditadura Militar como Belo Monte e a extração intensiva de minério, sem falar que agora planeja crivar a bacia do nosso amado Rio Tapajós com mais de uma dezena de grandes barragens, que não servirão, como nunca serviram, nem para iluminar a várzea do Baixo Amazonas, historicamente carente de eletricidade, nem tampouco para conter as tarifas abusivas impostas ao consumidor mais necessitado.
Portanto, já é hora que colocar as cartas na mesa e esboçar, de modo democrático, um plano de desenvolvimento capaz de dar credibilidade a essa demanda histórica da população oeste paraense, e conferir ao cidadão local a oportunidade de saber com o que, exatamente, irá concordar no plebiscito que se avizinha.
Seria bom esclarecerem, por exemplo, para não ficarmos apenas nas críticas:
O que farão para viabilizar o turismo, além de promover, na época do Çairé, transporte para uma massa local que muitas vezes destrói e desorganiza o potencial turístico da cidade? Essa é uma alternativa econômica inexplorada, que distribui renda e faz girar como nenhuma outra a economia local, do comércio urbano ao artesanato nativo, do setor de entretenimento ao de alimentos, da hotelaria ao agenciamento de pacotes turísticos. Tudo isso disponibilizado a um público com disposição a pagar e sem pressão excessiva sobre os ciclos ecológicos e recursos naturais.
O que farão para que a descida da soja de Blairo Maggi pela BR-163 não traga consigo a desterritorialização das comunidades locais, o êxodo rural e a desfiguração total da geografia e da paisagem oeste paraense? Definitivamente, o caminho não parecer ser o corte dos investimentos na agricultura familiar e o atual abandono dos assentamentos existentes, que não dispõem de incentivo e infraestrutura mínima para a produção.
Como garantir o uso sustentável de nossas florestas, se a lei que prevê a preferência à concessão de florestas públicas para manejo comunitário madeireiro e não-madeireiro não sai do papel, e todas as concessões acabam beneficiando grandes empresas, que são as únicas capazes de satisfazer as intermináveis exigências burocráticas do Governo? Se o aproveitamento múltiplo e racional da floresta em pé não for priorizado, continuaremos entregues à exploração ilegal de madeira que prolifera diante da ausência do Estado, algumas vezes utilizando mão-de-obra semiescrava.
Enfim, qual a proposta desse movimento pelo Estado do Tapajós de modelo energético adaptado a uma Amazônia não-urbana, cortada por grandes e lendários rios, sem agredir e impedir a vida das comunidades ribeirinhas? Não se pode mais continuar com essa lógica ambientalmente injusta que distribui desigualmente os ônus e os bônus do crescimento econômico. Não se pode mais repetir o discurso de que os impactos serão suportados apenas por poucos índios ou caboclos e beneficiarão milhões de “brasileiros”, pois de meia dúzia em meia dúzia já são mais de um milhão de pessoas expulsas por barragens no Brasil.
Assim, aos fautores do novo Estado, se querem superar as críticas e fortalecer esse processo de luta pela autonomia e pelo desenvolvimento a partir das necessidades endógenas do Oeste do Pará, é melhor levarem a sério essas e outras questões, agora que foi dada a largada desse movimento em direção à emancipação de nossa gente e de nossa terra. A sociedade civil está assistindo.


[1] É advogado, mestre em direito socioambiental. Assessor jurídico da Terra de Direitos Organização de Direitos Humanos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Capa da edição deste sábado de O Estado do Tapajós


Clique na imagem abaixo para ampliar.


Funcionários do Banpará usam email do banco para espalhar 'terrorismo' sobre redivisão do Pará


Email internos do Banpará estão sendo utilizados por funcionários contrários à redivisão do Pará para espalhar mensagem aos colegas com conteúdo alarmista e mentiroso.

Está aí um bom motivo para a corregedoria eleitoral do TRE pedir à Polícia Federal para investigar o uso de equipamentos e serviços públicos indevidamente por funcionários do Banpará, o que, em tese, configuraria crime eleitoral.

Edição de 05 de agosto de O Estado do Tapajós em PDF


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Filmes gratuitos


Maioranas: Livres, leves, soltos



 Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
O juiz federal Antônio Campelo livrou os irmãos Romulo e Ronaldo Maiorana da acusação de terem cometido crime contra o sistema financeiro nacional. Embora réus confessos, se beneficiaram do arrependimento eficaz. E de outros argumentos mais.

Leia o artigo completo aqui.

Apesar da queda em pesquisa, Dilma diz estar tranquila

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Recife


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (11) que vê “com muita tranquilidade” a queda no índice de aprovação do governo, apontada em pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem (11). Segundo o levantamento, a aprovação popular de Dilma caiu de 73%, na pesquisa de abril, para 67%. Já a taxa de desaprovação subiu de 12% para 25% no mesmo período.

Em entrevista a emissoras de rádio do Ceará, onde inaugura obras, a presidente disse que não vai mudar o trabalho do governo por conta de variações na aprovação popular. “Acho que pesquisa a gente tem que tratar com respeito, olhar e falar: 'É importante saber que houve a variação'. Mas o que você não pode é pautar a  ação só pela pesquisa. Ela sobe, ela desce e a gente vai tocando. Vejo [a queda] com muita tranquilidade”, disse

O culpado é a lei

Parsifal Pontes

shot001

Em virtude das irregularidades encontradas na atabalhoada aplicação do empréstimo de R$ 366 milhões, que tem todos os ingredientes para alimentar um escândalo nacional, o PT publicou uma nota com 1.252 palavras que podem ser fatoradas em 11: “o culpado de tudo é a lei que autorizou o empréstimo.”. É bom os advogados de Ana Júlia não se basearam na nota para defende-la.
A administração pública não pode negar vigência a uma lei porque “acha” que ela é inconstitucional: só o Poder Judiciário pode fazer isto e enquanto não fizer os demais poderes estão obrigados a prestar obediência a ela. A nota do PT, portanto, tenta tapar um pino Sol de meio dia com uma peneira, ao apostar em explicações que são água em paneiro.
O PT, ao culpar a lei para os desmandos da ex-governadora, quer descontruir um princípio jurídico básico universal, ensinado no primeiro ano do curso de direito: “Dada a norma deve ser a prestação. Dada a não prestação deve ser a sanção (Carlos Cossio).”.
Embora o governo anterior tenha tentado, a lei não foi declarada pelo Poder Judiciário como inconstitucional, está em vigência, e deve ser obedecida pelo PT, PSDB, PMDB e todos as demais siglas da República.
Foi exatamente isto que a sigla que emprestou o dinheiro fez. O BNDES disse, sem entrelinhas, que está errada a prestação de contas do 366 e, sem entrelinhas, a rejeitou: “... não será possível aceitarmos a aprovação em virtude da sua inadequação a lei autorizativa.”.
O BNDES analisou a aplicação do empréstimo e a rejeitou porque o governo anterior não obedeceu a lei que o autorizou, ou seja, o banco colocou a lei autorizativa acima de qualquer outra norma para os efeitos da aplicação do recurso.
Mas, a inobservância legal não é a mais grave das irregularidades. A temeridade na aplicação descambou para o crime puro e simples, no momento em que ali se encontram documentos fiscais em duplicidade, que evidenciam um alcance de R$ 77 milhões no erário.
A nota do PT diz que ainda vai analisar as notas duplicadas: espera-se que não somente o PT analise, mas, também, o MPE, o MPF e a Polícia Federal.
E não terminam as anomalias por aí: apuram-se, na prestação, fortes, e já confessados indícios de que mesmo parcelas que estão formalmente perfeitas, não existem, ou não coincidem com a aplicação física.

Aprovado em concurso tem direito a nomeação, decide o STF


Do G1, em São Paulo

Ao julgar um recurso extraordinário nesta quarta-feira (10), o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que aprovado em concurso público dentro do número de vagas tem direito a nomeação. A decisão, por unanimidade, foi em cima de um processo em que o estado de Mato Grosso do Sul questiona a obrigação da administração pública em nomear candidatos aprovados para o cargo de agente auxiliar de perícia da Polícia Civil. Houve repercussão geral, portanto, a interpretação terá de ser seguida em todos os processos que envolvem essa questão, diz a assessoria do Supremo.

Houve discussão sobre se o candidato aprovado possui direito subjetivo à nomeação ou apenas expectativa de direito. O estado sustentava violação aos artigos 5º, inciso LXIX, e 37, caput e inciso IV, da Constituição, por entender que não há qualquer direito líquido e certo à nomeação dos aprovados. Alegava que tais normas têm o objetivo de preservar a autonomia da administração pública.

O relator, ministro Gilmar Mendes, considerou que a administração poderá escolher, dentro do prazo de validade do concurso, o momento no qual se realizará a nomeação, mas não poderá dispor sobre a própria nomeação, “a qual, de acordo com o edital, passa a constituir um direito do concursando aprovado e, dessa forma, um dever imposto ao poder público”.

Mendes salientou que as vagas previstas em edital já pressupõem a existência de cargos e a previsão de lei orçamentária. "A simples alegação de indisponibilidade financeira desacompanhada de elementos concretos tampouco retira a obrigação da administração de nomear os candidatos", afirmou.

Para o ministro, quando a administração torna público um edital de concurso convocando todos os cidadãos a participarem da seleção para o preenchimento de determinadas vagas no serviço público, “ela, impreterivelmente, gera uma expectativa quanto ao seu comportamento segundo as regras previstas nesse edital”.

“Aqueles cidadãos que decidem se inscrever e participar do certame público depositam sua confiança no Estado-administrador, que deve atuar de forma responsável quanto às normas do edital e observar o princípio da segurança jurídica como guia de comportamento”, avaliou.
 
Situações excepcionais
 

Mendes, no entanto, entendeu que devem ser levadas em conta "situações excepcionalíssimas" que podem exigir a recusa da administração de nomear novos servidores. O ministro afirmou que essas situações seriam acontecimentos extraordinários e imprevisíveis "extremamente graves". Como exemplos, citou crises econômicas de grandes proporções e fenômenos naturais que causem calamidade pública ou comoção interna.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Gafes no Sirsan: esclarecimentos de Adriana Pessoa da Cunha


A respeito da nota sobre as gafes em cerimonial da abertura da feira agroindustrial, a jornalista Adriana Pessoa da Cunha, em contato com o Blog do Estado, fez os seguintes esclarecimentos:

1-Não se considera responsável pelas falhas ocorridas, atribuindo-as à própria coordenação da feira. Diz que apresentou o cerimonial, mas não o elaborou;

2-Nega que tenha demonstrado nervosismo na condução da cerimônia. O Blog mantém a informação;

3-Alega que a chamada por último do presidente da Adepará Mário Moreira para compor a mesa foi de responsabilidade da assessoria do Sirsan. Ouvido pelo Blog, após a solenidade, o presidente Tony Filter atribui essa falha ao cerimonial;

4-Observa que a quebra da precedência nos discursos é de total responsabiliadade do presidente do Sirsan. Tony Filter falou após a prefeita Maria do Carmo, que deveria ter encerrado a solenidade;

5 - Quanto à gafe da placa do SPU, Adriana alega que só teve conhecimento de seu conteúdo minutos antes da solenidade.

MP debate legislação e uso de agrotóxicos no Pará

 
 

Legislação e uso de agrotóxicos, os riscos a saúde humana e ambiental e contaminações em alimentos, estes são os pontos centrais do I Encontro sobre agrotóxicos no Pará, a ser promovido pela Comissão Estadual de Agrotóxicos (CEA), nos dias 17 e 18 de agosto, com palestras e debates na sede do Ministério Público em Belém do Pará.

Segundo a organização do evento entre os objetivos estão: informar sobre os avanços no cumprimento das exigências legais referentes ao comércio e uso de agrotóxicos e debater com a sociedade os problemas que ainda persistem.

ANÁLISE - Estatísticas sobre o uso de agrotóxicos colocam EUA e Brasil no ranking dos maiores consumidores. Na avaliação da pesquisadora e engenheira agrônoma Layse Bastos Barbosa a questão do mau uso de agrotóxicos teve origem numa lista de produtos alimentícios analisados pelo programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA).

A análise do Pará revelou altos níveis de contaminação contrariando o que está na legislação, sobre uso e manejo do produto utilizado em áreas agrícolas no interior do Pará.

Histórico – Denúncias desde 2009 sobre uso indevido de agrotóxicos, gerando contaminações em produtos hortifrutigranjeiros acenderam a luz vermelha nos órgãos de fiscalização na área da saúde pública e do meio ambiente. Foi instaurado inquérito civil no MP para investigar os fatos denunciados sobre o mau uso dos agrotóxicos principalmente em alimentos para o consumo humano.

Em 2009 mesmo foi iniciada uma campanha para a tomada de consciência sobre a gravidade do problema. O movimento gerado por órgãos governamentais e não governamentais trouxe a tona discussões sobre a questão do cumprimento da legislação sobre agrotóxicos e seu uso e manejo em especial na área agrícola no Pará.

Informações podem ser solicitadas através do e-mail: cea_para@yahoo.com.br. (Fonte: Ascom MPE)

Mineradora impedida de desmatar área de Flona em Trombetas

Liminar deferida pelo  juiz federal Francisco Garcês, da Vara Descentralziada da Justiça Federal de Santarém, dia 29 de julho, proibe a Mineração Rio do Norte de desmatar uma área de 267 hectares da Floresta Nacional Saracá-Taquera, para extração de bauxita.

A exploração havia sido permitida pelo Instituto Chico Mendes, apesar da recomendação em contrário dos técnicos do ICMBio, que cuidam da Flona. 

----

Atualização às 17h40:


Nota à Imprensa
Sobre a veiculação da notícia de que a Justiça Federal suspendeu sua autorização de desmatamento no município de Oriximiná,
a Mineração Rio do Norte (MRN) informa que ainda não recebeu qualquer notificação e que, portanto, não se pronunciará sobre o assunto neste momento.

A empresa esclarece, no entanto, que atende a todas as exigências legais para obtenção de autorização para desmatamento, levando a protocolo junto aos
Órgãos Ambientais toda a documentação necessária, e, nesse sentido, coloca-se à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.


Assessoria de Comunicação MRN
 

Saubal será Área de Proteção Ambiental


A Câmara de Vereadores discute, neste momento, projeto-de-lei do executivo que cria a Àrea de Proteção do Saubal, incluindo o platô e a área do pé-de-serra.

A iniciativa da prefeitura tomou por base proposta apresentada pelo vereador Nélio Aguia(PMN), através de indicação ao executivo.
A APA do Saúbal é uma tentativa de por fim à devastação que está ocorrendo no entorno da serra do mesmo nome, alvo de invasão por famílias de sem-teto e pessoas inescrupulosas.

Amanhã, a comissão de terras da Câmara de Santarém faz uma visita aquela área para delimitar sua extensão.

Nova diretoria do São Raimundo pode ser destituída


Quem pensa que está perto do fim o imbróglio que culminou com o afastamento do presidente do São Raimundo Rosinaldo do Vale, por 120 dias, está redondamente enganado.

Mesmo que o vice-presidente Antônio Sampaio tenha assumido a presidência do clube e renovado parte da diretoria antiga, o advogado José Edibal Cabral, o "Pipa", manteve a ação que propôs à justiça pedindo a destituição de toda a diretoria.

Se o juiz considerar procedente a ação, todos os diretores, além de Rosinaldo do Vale, serão afastados, o que atinge de cheio a direção atual do Pantera.

Pipa foi procurado por Sampaio, em Belém, para retirar a ação, mas ouviu um sonoro não do advogado.

Gafes em profusão na solenidade de abertura da feira agroindustrial

O gerente do Serviço de Patrimônio da União (SPU), Lélio Costa, deve ter voltado para Belém, hoje cedo, com um dúvida atroz: O que também estaria escrito na placa que marcou a entrega do título de concessão de uso da área ao Sindicato Rural de Santarém - Sirsan? Uma palavra teve que ser coberta com uma fita preta.

Se Lélio não sabe ainda, o Blog do Estado bate de primeira: a tarja preta aposta sobre o sobrenome da prefeita Maria do Carmo era nada menos que "Maia" [ do deputado Joaquim de Lira Maia, seu adversário político ] e não "Lima", o que seria o correto.

Essa foi apenas uma das gafes do cerimonial contratado pelo atabalhoado presidente do Sirsan, Tony Filter. A mestra-de-cerimônia, jornalista Adriana Pessoa Cunha, muito nervosa, omitiu nomes e fez a promoção ou rebaixamento de títulos de algumas autoridades presentes, além de ter atropelado a ordem de precedência.

O diretor-presidente da Adepará, Mário Moreira, órgão estadual encarregado do combate à febre aftosa, por exemplo, só foi chamado à mesa quase no final do evento, o que provocou constrangimento da platéia.