sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Jatene expõe motivos para taxar atividade mineral
Foto: Agência Pará)
O governador do Pará, Simão Jatene, em reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ontem, em Brasília (DF), expôs os interesses do Estado ao criar a taxa de controle sobre a atividade mineral, apresentou o projeto que visa melhorar a compensação aos Estados exportadores de matéria-prima e ressaltou a necessidade de o governo federal solucionar o problema que afeta as indústrias eletrointensivas, devido às altas taxas pagas pelo consumo de energia.
Sobre a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração a Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM), o governador ponderou que, em nenhum momento ela cria uma situação conflituosa com a legislação federal ou com as empresas mineradoras instaladas em território paraense. “Queremos apenas garantir maior participação do povo do Pará nos lucros por essa exploração”, afirmou Simão Jatene ao ministro.
O governador informou que a tributação é equivalente a R$ 6,00 por tonelada sobre a exploração mineral no Pará. Junto com a taxa, a Assembleia Legislativa do Pará também já aprovou o Cadastro Estadual de Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (CFRM).
COMPENSAÇÃO
Simão Jatene expôs ainda a proposta do governo do Pará de criação de um fundo, visando uma maior compensação para o Estado pelos bens exportados. Segundo a proposta, cada movimento de exportação ou importação geraria um depósito no fundo, baseado em uma alíquota de 7%. Ao mesmo tempo, o governo federal também creditaria os mesmos 7%, baseado no saldo da balança comercial brasileira.
Segundo o governador, o objetivo do governo paraense é compensar melhor o Estado por suas exportações, em função das perdas decorrentes da Lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) os produtos e serviços destinados à exportação.
Desde que a lei entrou em vigor, o Pará já perdeu R$ 21,5 bilhões em arrecadação com a desoneração dos impostos. O ministro assumiu com o governador o compromisso de que sua equipe analisará o projeto.
ENERGIA
Em todo o Brasil, as eletrointensivas - indústrias que usam muita energia elétrica para fabricação de alumínio, aço, petroquímicos, papel e celulose, entre outros produtos -, enfrentam dificuldades. O alto custo da energia elétrica, a invasão de produtos fabricados na China e os incentivos tributários concedidos por outros países estão deixando o Brasil em segundo plano na rota de investimentos de empresas multinacionais.
A siderúrgica Gerdau Usiba, instalada na Região Metropolitana de Salvador (BA), esteve paralisada por causa do alto custo da energia. A Valesul Alumínio, em Santa Cruz (RJ), também ficou fechada pelo mesmo motivo. A Novelis fechou fábrica em Aratu (BA), e existe a possibilidade de mudar para o Paraguai. No Pará, representantes da Albras, com sede em Barcarena (município da região do Tocantins), já procuraram o governo estadual relatando dificuldades por causa dos altos custos de produção.
Há um ano, o Ministério de Minas e Energia criou um grupo de trabalho para avaliar a situação das eletrointensivas no país. Mas até hoje nenhum resultado foi apresentado. Na reunião com o ministro, o governador Simão Jatene frisou a necessidade de uma definição sobre o assunto, e defendeu uma atitude única e conjunta para resolver o problema de todas as eletrointensivas brasileiras que enfrentem o mesmo problema.
Do encontro em Brasília também participaram os secretários Especiais de Estado de Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento Sustentável, Sérgio Leão, e de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa, o secretário de Estado da Fazenda, José Tostes Neto, além do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA).(Agência Pará)
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Atualizações do Blog do Estado
Por problemas técnicos, o Blog do Estado voltará a ser atualizado amanhã à tarde.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Maria do Carmo vai à forra contra Puty
Embora possa vir a negar, o que mais pesou na decisão de Maria do Carmo ao anunciar seu apoio a Alfredo Costa, no segundo turno das prévias que o PT está realizando para escolher seu candidato a prefeito de Belém, foi uma vingança pessoal contra Cláudio Puty, a quem a prefeita de Santarém acusa de ser o responsável pela derrota da candidatura de seu irmão Carlos Martins à Câmara dos Deputados, nas eleições do ano passado.
Embora sabidamente seu apoio não possa ser traduzido em muitos votos, o gesto de Maria soa como um acerto de contas, no tempo certo, com quem foi responsável, segundo ela mesma já confidenciou ao Blog do Estado, de ter usado a máquina do governo do estado para obter cerca de 15 mil votos nos currais eleitorais do irmão no Oeste do Pará, votação que fez falta para eleger seu irmão pela bancada do PT.
E tem mais.
A prefeita de Santarém também elegeu Puty como responsável pelo engavetamento de pleitos que apresentou ao governo Ana Júlia, o que lhe deixou em condição desfavorável para cabalar votos perante o eleitorado santareno, que descarregou seus votos maciçamente no deputado federal Lira Maia, reeleito com mais de 65% dos votos válidos em Santarém.
Trocando em miúdos: Se Maria tem alguma influência perante à militância petista em Belém, seu apoio a Alfredo Costa pode até não somar votos para ele, mas que tira de Puty uns votinhos, isso tira com certeza.
Campeonato paraense: Muito além dos 3 pontos
Marcelo Pellegrini
Da Carta Capital
Engana-se quem acha os campeonato paulista ou carioca os mais emocionantes do País. Emocionante mesmo é o campeonato paraense. Num estado cerca de 28 vezes maior do que o Rio de Janeiro, o Parazão tem emoção garantida muito antes de a bola rolar. O desafio começa quando os times percorrem grandes distâncias de ônibus, em meio à Amazônia, para somar míseros três pontos na tabela. Ou voltar de mãos abanando. No Pará, uma vitória fora de casa até devia valer mais conforme a quilometragem.
Times de regiões opostas do Estado, como o Águia de Marabá e o São Francisco, de Santarém, têm de atravessar mais de 1.000 km para disputar o campeonato. “Precisamos do apoio do governo, senão o Campeonato Paraense fica inviável”, diz o presidente do Águia de Marabá Futebol Clube, Sebastião Ferreira, conhecido por Ferreirinha.
Mesmo com o apoio logístico e de hospedagem garantido pela Federação Paraense de Futebol (FPF), a saúde financeira dos clubes do Estado é precária. Sem o apoio dos grandes canais de televisão, os oito clubes que disputam a elite do campeonato têm dificuldades em obter patrocínios. No Pará, a Globo retransmite o Campeonato Carioca, enquanto a Bandeirantes passa o Paulista, lamenta Ed Ribeiro, presidente do São Francisco.
Desequilíbrio regional
A única emissora de Tevê que transmite os jogos do campeonato paraense é a TV Cultura do Pará, companhia pública do governo. Por meio dela, muitos clubes encontram suas principais fontes de renda.
No entanto, os repasses da companhia para os clubes são desiguais e privilegiam os times da capital, o que gera grande descontentamento. “A TV Cultura, atualmente, repassa quase sete vezes mais dinheiro ao Remo e ao Paysandu. Isso é muito prejudicial aos times do interior e é uma forma de influenciar no resultado final do campeonato”, argumenta Ferreirinha. “Os clubes do interior poderiam se unir para rever e reivindicar seus direitos”, completa Ribeiro. Atualmente, os repasses da TV Cultura do Pará giram em torno de 99 mil reais anuais aos times do interior e 690 mil reais para Remo e Paysandu.
Mesmo com o abismo entre os valores dos repasses, há mais de dez anos que não ocorre uma final Re-Pa (Remo-Paysandu) – a última foi em 2001. Contudo, dos dez últimos títulos paraenses, cinco foram para o Paysandu, quatro para o Remo e apenas o último foi para o Independente Futebol Clube, de Tucuruí, a 500 km de Belém. O time hoje é o lanterna da segunda fase da competição – liderada pelo Água de Marabá.
Os títulos dos últimos dez anos e a posição do atual campeão na tabela do campeonato de 2012 reforça a fragilidade e instabilidade dos “interioranos” frente os times de Belém.
Apoio governamental
Além do auxílio passagem e hospedagem, o Campeonato Paraense também conta com um patrocinador local de peso: o Banco do Pará. Com apoio de cerca de 15 mil reais mensais para cada clube, a organização pública é uma peça importante na manutenção da competição.
Com uma realidade muito diferente dos times paulistas e cariocas, paraenses se mantêm, principalmente, com doações ou pequenos eventos em seus clubes, além do suporte da televisão e do banco público.
“O patrocínio do banco não é nossa principal fonte de renda. Nossos recursos são principalmente de doações, eventos e do sócio-torcedor”, relata Ribeiro.
“Estávamos afastados da série A do Parazão por doze anos. A série B é terrível, mas temos que atravessar. Nela, não temos o apoio de ninguém. A Federação só monta a tabela e os clubes têm que se virar. É como se pagássemos para jogar”, reclama.
Para disputar a série A do Campeonato paraense, o Leão Azul de Santarém, como é conhecido o São Francisco, tem uma folha de pagamento que gira em torno de 60 mil reais – menos que o salário de muito medalhão do futebol paulista. Do outro lado do estado, o Águia de Marabá tem gastos salariais em torno de 100 mil reais. No Rio, só o salário de Thiago Neves, craque recém-contratado pelo Fluminense, é avaliado em 700 mil reais mensais. Em São Paulo, potências como o Corinthians esperam receber patrocínio de 60 milhões de reais para a temporada de 2012.
Falta de estrutura
Outra dificuldade no Pará é a falta de campos para treinamentos. Atualmente, tanto o Leão Azul de Santarém quanto o Águia de Marabá não possuem um Centro de Treinamento. Esta realidade é bastante comum nos clubes do interior. “Ainda não temos um CT. Possuímos uma área de 165 mil m² para a construção dos primeiros campos, estimada para o ano que vem. Enquanto isso, alugamos campos de parques públicos ou propriedades privadas para treinar” diz o presidente do Leão Azul.
Problema semelhante acontece com as categorias de base dos clubes. “É muito difícil com a estrutura que temos falar em categoria de base”, diz Ferreirinha. “Quando percebemos que o jovem tem talento, o incentivamos a treinar e na hora do jogo perguntamos: ‘Tu guenta?’ Se o menino disser que ‘guenta’ colocamos para jogar”, exemplifica bem-humorado Ribeiro.
Outro agravante para o futebol paraense é que, embora tenha o maior público dos estados da Amazônia e os dois clubes mais tradicionais (o Paysandu conquistou uma Copa dos Campeões, em 2002, e já derrotou Boca Juniors, em 2003, em plena La Bombonera, na Argetina), o estado foi preterido como sede da Copa Mundo – que, na região norte, será representada por Manaus. Para muitos, era a chance de o Pará modernizar sua estrutura esportiva e seu potencial turístico.
Organização
Composto por oito times, o Parazão tem uma estrutura complexa de classificação, que tem início em outubro.
A primeira fase do torneio termina em novembro. Nela, oito times se enfrentam – sendo que todo ano os dois piores times descem para a segunda visão e os dois melhores da série B do Parazão ascendem para a primeira fase.
Após esta fase classificatória, ascendem dois times da primeira fase para compor os oitos times da elite do futebol paraense. Depois de todos se enfrentarem, se classificam quatro times para disputar o ‘mata-mata’ das semi-finais e posteriormente a final do Parazão, programada para o dia 26 de fevereiro.
Justiça manda fechar loja de compra premiada em Castanhal
Até que enfim a justiça coloca a mãos em cima dos empresários picaretas que enganam, há anos, os clientes com a arapuca de pirâmide de prêmios travestida de compra premiada ou consórcio premiado, como vem denunciando solitariamente o Blog do Estado.
Agora foi em Castanhal.
O juiz aceitou pedido do MP e mandou lacrar a sede de uma empresa que vendia pirâmide premiada.
Leia a íntegra da representação do MP aqui.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
'As Brasileiras' estréia quinta-feira e tem episódio sobre índia santarena
Lindas, batalhadoras, talentosas, engraçadas, mães, abelhas-rainhas. Mulheres únicas, unidas por um tempero, uma ginga, algo que vai muito além da certidão. Vinte e duas atrizes representando a diversidade feminina de um país, em uma verdadeira viagem de Norte a Sul. Elas estarão em ‘As Brasileiras’, a partir do dia 2 de fevereiro, na Rede Globo(Tv Tapajós), às quintas-feiras, logo após o ‘Big Brother Brasil 12’.
“Até uma aldeia indígena reproduzimos em estúdio, com direito a um rio e canoa. Confeccionamos armas, redes...”, se diverte o diretor de arte a respeito do episódio estrelado por Suyane Moreira em ‘A Selvagem de Santarém’, conta o diretor de arte Clóvis Bueno
A SELVAGEM DE SANTARÉM - Suyane Moreira é Araí
A personagem por Suyane: “A Araí é uma índia que tem de especial a pureza, a doçura, aquela naturalidade de quem está sempre à vontade, que se entrega”.
Araí (Suyane Moreira) é uma bela índia que recorre a um antropólogo para ajudá-la a escapar da tribo das lendárias Amazonas, conhecidas pelo canibalismo. Infeliz por viver ali, ela vê em Diogo (Danton Mello) a possibilidade de fugir, mas quem acaba ficando preso é ele.
Personagens:
Diogo (Danton Mello): antropólogo, bonito, alto e com ar de intelectual.
Furtado (Fabio Porchat): amigo de Diogo.
Jeremias (Claudio Torres Gonzaga): professor e amigo de Diogo.
Cibele (Laila Zaid): noiva de Jeremias. (Com informações e foto da Rede Globo)
Ex-secretário petista depõe na corregedoria da Sefa
Por Paulo Bemerguy
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José Raimundo Trindade: explicações à Sefa sobre pagamento de R$ 27 milhões à Assets Alicerce |
O promotor Nelson Medrado - aquele mesmo, o que está fazendo uma devassa como nunca antes, jamais, em tempo algum foi feita na augusta Assembleia Legislativa do Estado do Pará –, foi espectador e expectador privilegiado e atento de depoimento ocorrido na semana passada.
Foi espectador - com “s” sim, senhoras e senhores -, porque assistiu ao depoimento ao vivo e em cores.
Foi expectador - com “x” sim, senhoras e senhores -, porque está na expectativa, à espera de elementos que possam respaldar ações futuras.
Então é isso.
Medrado, na semana passada, esteve presente em carne e osso ao depoimento que o sua senhora o doutor José Raimundo Trindade prestou na Corregedoria da Secretaria de Estado da Fazenda.
Trindade, lembra-se?, é ex-sua excelência.
Foi secretário de Fazenda no governo Ana Júlia Carepa.
Depois, numa minirreforma administrativa, foi deslocado para o Idesp.
Trindade apresentou sua versão – ou versões – sobre tema dos mais palpitantes.
Ele falou sobre o pagamento, durante sua gestão e a de Vando Vidal, seu sucessor, da bagatela de R$ 27 milhões feitos à empresa Assets Alicerce Assessoria Empresarial Ltda., que ficava com R$ 0,14 de cada real arrecadado (ou 14% do total de créditos recuperados) junto a contribuintes inadimplentes.
Empresa de consultoria sediada em Minas Gerais, a Assets foi contratada para fazer um trabalho que qualquer contador ou analista da Secretaria da Fazenda (Sefa) poderia executar sem custo algum para os cofres públicos.
O Sindifisco, à época, mostrou que o contrato, celebrado depois de decretada a inexigibilidade do processo licitatório, era leonino e predatório aos interesses e às finanças do Estado.
Além do processo administrativo que rola na Corregedoria da Sefa, o Ministério Público também já investiga o assunto.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Família classe C ganhou prêmio da Mega da virada em Belém
Do Espaço Aberto
Então é assim.
O apostador de Belém que ganhou a bolada de R$ 35.523.497,52 na Mega-Sena da virada, no final de 2010, não é o apostador. Na verdade, são os apostadores. Oito, para ser preciso. O Espaço Aberto confirmou neste último final de semana.
Todos são de uma mesma família. Em verdade, sete guardam parentesco entre si; o oitavo é a empregada doméstica.
Todos são de classe nível C.
No bolão familiar, cada um dos oito entrou com 10 paus. R$ 80,00 no total.
Ganharam os R$ 35,5 milhões. No rateio, R$ 4 milhões e uns trocados para cada, inclusive para a empregada da residência, a mais humilde de todos.
De início, especulou-se que o ganhador seria o filho de um grande empresário de Belém, que teria jogador sozinho de R$ 100 mil a R$ 150 mil.
Conversa fiada.
Só para lembrar, além dos apostadores de Belém, outros quatro dividiram a bolada de R$ 170,6 milhões: um de Russas (CE), outro de Mauá (SP), um de Carmo do Cajuru (MG) e mais outro de Brasília (DF).
O apostador de Belém que ganhou a bolada de R$ 35.523.497,52 na Mega-Sena da virada, no final de 2010, não é o apostador. Na verdade, são os apostadores. Oito, para ser preciso. O Espaço Aberto confirmou neste último final de semana.
Todos são de uma mesma família. Em verdade, sete guardam parentesco entre si; o oitavo é a empregada doméstica.
Todos são de classe nível C.
No bolão familiar, cada um dos oito entrou com 10 paus. R$ 80,00 no total.
Ganharam os R$ 35,5 milhões. No rateio, R$ 4 milhões e uns trocados para cada, inclusive para a empregada da residência, a mais humilde de todos.
De início, especulou-se que o ganhador seria o filho de um grande empresário de Belém, que teria jogador sozinho de R$ 100 mil a R$ 150 mil.
Conversa fiada.
Só para lembrar, além dos apostadores de Belém, outros quatro dividiram a bolada de R$ 170,6 milhões: um de Russas (CE), outro de Mauá (SP), um de Carmo do Cajuru (MG) e mais outro de Brasília (DF).
Maria terá que renunciar ao cargo de promotora se quiser continuar na pólítica
Na Coluna do Estado, de O Estado do Tapajós desta semana, que está nas bancas de Santarém:
A prefeita Maria do Carmo se quiser concorrer a qualquer outro cargo eletivo ou ser nomeada para cargos da administração federal, depois de deixar a prefeitura de Santarém, terá que se aposentar ou se afastar definitivamente do Minitério Público Estadual. *** A licença de Maria das atividades do parquet lhe foi garantida pelo STF, no julgamento de seu processo de cassação, apenas até o final de seu mandato de prefeita, sob a tese de direito adquirido à reeleição. Nova eleição para Maria significa começar tudo de novo, dentro das regras estabelecidos para os integrantes do Ministério Público, proibidos de atividade político-eleitoral pela Constituição Federal, assim como os demais integrantes da magistratura.
Santarém: Cidade sem lei e sem calçadas

Antenor Pereira Giovannini (*)
Havia prometido e escrito que deixaria de conceder pitacos, rabiscar, reclamar sobre coisas que ocorrem nesse nosso universo sejam em que nível for federal, estadual ou municipal.
Porém, creio que valha um parêntese, nessa minha decisão principalmente, depois que eu tive privilégio de cair na rua tal qual um saco de batatas velho.
Se isso tivesse ocorrido numa rua distante, numa rua não asfaltada, não seria nada estranho, porém, a queda se deu na principal avenida da cidade, Av. Ruy Barbosa, quase próxima ao Banco HSBC, motivada não pela velhice que já bate nas costas do blogueiro, mas, sim pelo excesso de entulhos e materiais de uma obra realizada nas proximidades.
Ao deixar a parte mais transitável para uma senhora acompanhada de uma criança/adolescente, me predispus a querer andar sobre uma camada fina de areia pertencente à obra e que se encontra jogada bem no meio da calçada acompanhada de outras tralhas, e não tive suficiente apoio para me equilibrar no rápido balé proporcionado pelo movimento e a queda foi inevitável, sob os olhares assustados de algumas pessoas próximas. Aos palavrões dirigidos aos nossos administradores me levantei, limpando a sujeira e continuei o caminho. Fico imaginando se sofresse alguma fratura quem iria me ressarcir.
Interessante que à tarde nossa prefeita inaugurou uma praça toda enfeitada com escola de samba, foguetório bem ao estilo pão e circo que nossa população adora e aplaude e não conseguem enxergar que se a praça é interessante, concede lazer à população, porque não olhar com rigor e atenção para nossas calçadas que estão simplesmente abandonadas, sem lei, sem Código de Postura onde cada um faz o que bem entende e o pedestre, o verdadeiro dono delas, que se lixe e que vá andar junto com os carros e motos no leito da rua, porque as calçadas servem tão somente para colocação de todos os tipos de coisas, menos para uso dos pedestres.
Tenho dúvidas que haja alguma cidade com tanto desleixo com calçadas como a nossa. Lixo, entulhos, floreiras, materiais de construção, comércio, puxadinhos, garagem, enfim tudo é permitido com aval da Prefeitura, sem que haja qualquer contestação, uma vez que Código de Postura é utopia nessa cidade. Uma vergonha. Talvez nossos administradores não saibam da situação por não andarem pelas “pseudo-s calçadas” de nossa cidade haja vista que mesmo andando de um lado para o outro, nunca cruzei com algum vereador, com algum secretário caminhando ou pelo menos tentando caminhar por entre elas. l
Criam espaço novo e não cuidam dos espaços velhos. E inauguram como pompa de algo fora do comum, mas não possuem habilidades, vontades em fazer com que principalmente, as calçadas de modo geral, sejam dos seus reais proprietários: os pedestres.
Ficam os leitores imaginando se as pessoas sãs são tratadas dessa forma no quesito calçadas, imaginem para as pessoas com alguma deficiência física, um deficiente visual ou pior ainda um cadeirante.
Somos na realidade uma cidade sem lei e sem calçadas. Aliás, um título de um texto que rabisquei para o Jornal " O Estado do Tapajós" no dia 09 de dezembro de 2008. Não mudou e continua piorando cada vez mais.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Paysandu vence Re-Pa
Belém, PA,29 (AFI) - Um dos clássicos mais famosos do Brasil, o Re-Pa, também conhecido como Clássico Rei da Amazonia, aconteceu neste domingo, pela quinta rodada do Campeonato Paraense de 2012. E quem fez festa foi a torcida do Paysandu, que derrotou o Remo, por 2 a 0. Lenadrinho abriu o placar ao um minuto do segundo tempo e Helinton finalizou para o Paysandu, aos 30 minutos.
Além de bater o grande rival e se reabilitar, o Papão também impediu que o Leão do Norte carimbasse sua vaga às semifinais, de forma antecipada. Bastava uma vitória. Agora, o time azulino é o segundo colocado, com dez pontos. Perde para o líder Águia no saldo de gols: 3 a 1. Já o Bicolor assumiu o quinto lugar, com seis pontos.
Re-Pa ou Clássico Rei da Amazônia é o clássico mais vezes disputado no futebol brasileiro. Até hoje, Remo e Paysandu já se enfrentaram em incríveis 710 oportunidades. São 249 vitórias remistas, 240 empates e 221 vitórias bicolores. O Leão anotou 929 gols e sofreu 917.
A maior invencibilidade na história é remista. De 31 de janeiro de 1993 a 7 de maio de 1997, o Remo ficou 33 clássicos sem perder para o rival. Foram 21 vitórias e 12 empates. A maior série invicta do Papão foi de apenas 13 jogos (seis vitórias e sete empates), em 1970.
No entanto, nem só de estatísticas negativas vive o Paysandu. O time bicolor pode se gabar de ter a maior goleada da história do confronto. Aconteceu em 1945, quando aplicou 7 a 0 sobre o rival.
A rodada
A rodada começou com o Tuna Luso vencendo o São Francisco por 3 a 1, que agora soma seis pontos e está em quarto lugar. O líder é o Aguia que empatou com o Cametá, por 0 a 0, no sábado. Neste domingo, São Raimundo e Independente empataram, por 2 a 2.
Confira os resultados da quinta rodada do Paraense
Sábado
Tuna Luso 3 x 1 São Francisco
Cametá 0 x 0 Águia
Tuna Luso 3 x 1 São Francisco
Cametá 0 x 0 Águia
DomingoPaysandu 2 x 0 Remo
São Raimundo 2 x 2 Independente
São Raimundo 2 x 2 Independente
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Açaí ganha normas de higienização no Pará
O Governo do Estado está normatizando a manipulação artesanal do açaí e da bacaba. Por meio do decreto nº 326, publicado na última terça-feira, 25, o executivo estabelece regras que visam padronizar a produção do fruto, definindo requisitos higiênicos-sanitários para os batedores artesanais e para a infraestrutura dos pontos de venda. Com a medida, o Estado busca conhecer, também, o número real de estabelecimentos que manipulam artesanalmente o açaí, a fim de desenvolver políticas públicas de inclusão sócio-produtivas imediatas neste segmento da cadeia produtiva.
A primeira medida a ser implementada pelo decreto é o cadastro dos manipuladores do açaí. Será feito o cadastramento obrigatório semestralmente de todos os estabelecimentos que produzem e comercializam artesanalmente o fruto no Estado do Pará. Esse processo será coordenado e executado pelo Grupo de Trabalho formado pelas secretarias de Estado de Agricultura (Sagri) e de Saúde (Sespa). O mesmo grupo também fica responsável por desenvolver campanhas para convocar os batedores artesanais para o cadastramento, além de promover ações de educação sanitária, ressaltando a importância da estruturação e organização dos pontos de venda.
O decreto estabelece a infraestrutura necessária para o funcionamento dos pontos de venda do fruto, ressaltando que eles devem estar situados longe de quaisquer criações de animais domésticos, seja em área urbana ou rural. A estrutura física, entre outras especificações, deverá ser construída em alvenaria, com teto de telha forrado de material resistente e de cor clara, que seja de fácil higienização. Além disso, é obrigatório também existir um lavatório exclusivo para a lavagem das mãos na área de manipulação, devendo possuir dispensador de sabão líquido, porta papel toalhas ou outro sistema seguro de secagem das mãos e lixeira acionada sem contato manual.
Os estabelecimentos devem contar também com profissionais capacitados, que sejam habilitados para realizar a higienização do fruto, seguido do branqueamento (choque térmico), bem como a higienização do local, respeitando as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O decreto firma ainda a quantidade de hipoclorito que deve ser utilizada a cada litro de açaí, durante a limpeza do fruto. As medidas serão aplicadas pelo Estado e fiscalizadas pelas vigilâncias sanitárias de cada município paraense.(Texto: Agência Pará)
Classificação do primeiro turno do campeonato paraense
1º Turno | ||||||||||
POS | TIMES | PG | J | V | E | D | GP | GC | SG | AP |
1° | Remo-PA | 10 | 4 | 3 | 1 | 0 | 5 | 2 | 3 | 83.3 |
2° | Águia-PA | 9 | 4 | 3 | 0 | 1 | 6 | 3 | 3 | 75.0 |
3° | Cametá-PA | 8 | 4 | 2 | 2 | 0 | 6 | 4 | 2 | 66.7 |
4° | São Francisco-PA | 6 | 4 | 1 | 3 | 0 | 5 | 4 | 1 | 50.0 |
5° | São Raimundo-PA | 4 | 4 | 1 | 1 | 2 | 4 | 6 | -2 | 33.3 |
6° | Paysandu-PA | 3 | 4 | 1 | 0 | 3 | 5 | 7 | -2 | 25.0 |
7° | Tuna Luso-PA | 3 | 4 | 1 | 0 | 3 | 4 | 6 | -2 | 25.0 |
8° | Independente-PA | 1 | 4 | 0 | 1 | 3 | 2 | 5 | -3 | 8.3 |
Preço de jornal
Lúcio Flávio Pinto
Jornal Pessoal
Belém-Desde o dia 2, os leitores de O Liberal pagam 33% mais caro por um exemplar do jornal: dois reais nos dias da semana e R$ 4,00 aos domingos. O principal concorrente dos Maiorana, o Diário do Pará, manteve seus preços: um real em dias da semana e R$ 2,00 aos domingos.
A alegação para o grande reajuste foi o aumento no preço do papel, o principal insumo na produção de um jornal impresso. É estranho: grande parte do papel usado pela imprensa brasileira é importada, sobretudo do Canadá. O dólar tem gravitado em torno dos mesmos valores. Os principais economistas acreditam que o real está valorizado 35% em relação à moeda norte-americana. A moeda brasileira é uma das mais fortes do mundo atualmente.
Desta vez o papel teria sido responsável não em função da realidade, mas por ter as costas largas. Um aumento tão grande pode ser uma medida gravosa para O Liberal. Pelo importante fator preço, muitos leitores começaram a migrar para o outro jornal do grupo, o Amazônia, e para o Diário, cuja edição dominical custa metade do preço do concorrente, equiparado aos jornais mais caros do Brasil.
Se o argumento dos Maiorana fosse verdadeiro, significaria que os Barbalho estavam assumindo um prejuízo cada vez maior pelo congelamento dos seus preços. Mais dia, menos dia, teriam que fazer o reajuste. Mas se não for assim, indicaria que os Maiorana já não têm fôlego financeiro para se manter diante dessa imutabilidade de preço, que já dura muitos anos. A aparência de força pode ser apenas aparente mesmo.
Alter do Chão sob sombras no por-do-sol
Um fim de tarde em Alter-do-Chão, em Santarém, às margens do Rio Tapajós.
A foto é de Emir Bemerguy Filho.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Santarém ganha praça das flores
Foto: Ronaldo Ferreira/Ascom/PMS |
A Praça das Flores será inaugurada amanhã.
O novo espaço de lazer de Santarém está localizada à Rua Afonso Pena com as avenidas Barão do Rio Branco e Ismael Araújo.
A praça foi arborizada e conta com diversos canteiros de flores. O maior atrativo do local será uma academia pública onde a população terá acesso a diversos equipamentos de ginástica, a exemplo da Praça do Parque.
A realidade e a fantasia dos minérios: o que fica e o que se vai
Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós
Duas extensas rodovias iniciaram, no final dos anos 1950, a integração definitiva da Amazônia ao Brasil. Eram a Belém-Brasília e a Brasília-Acre, com mais de dois mil quilômetros de comprimento. Seus eixos partiam da capital federal nos rumos norte e oeste da nova fronteira econômica em abertura. O mineiro Juscelino Kubutscheck queria que, nos seus cinco anos de mandato como presidente da república, o Brasil se desenvolvesse num ritmo 10 vezes superior à medida do tempo: “50 anos em 5”, era o seu slogan.
O ciclo dos “grandes projetos”, entretanto começou e se consolidou mesmo durante os governos dos generais, que se sucederam de 1964 a 1985. O primeiro desses “grandes projetos” entrou em operação em 1979. O equivalente a um bilhão de dólares foi investido para que nesse ano começasse a funcionar uma das maiores minas de bauxita do mundo.
Distante mil quilômetros do litoral, numa região isolada e pouco habitada da selva amazônica, em Oriximiná, sua capacidade nominal era de 3,5 milhões de toneladas do minério, que dá origem ao alumínio, Hoje produz seis vezes mais.
Dezenas de grandes navios singram os rios Amazonas e Trombetas para ir buscar a carga, que é distribuída pelo mundo. Outras duas grandes jazidas de bauxita entraram depois em atividade no Pará porque a produção da primeira não pode mais crescer. O rio Trombetas simplesmente não comporta mais nenhum navio. Sua capacidade de escoamento foi saturada.
Durante os seis primeiros anos de funcionamento, o grande projeto” do Trombetas ofereceu aos seus visitantes um espetáculo de desperdício, irracionalidade e selvageria.
O transporte do minério entre a mina e o porto, numa distância de 28 quilômetros, era – e ainda é – feito por trem. Um terço da carga era de rejeito, argila inaproveitável, sem o teor de alumínio necessário para processamento. Uma vez descartado do processo de lavagem e secagem, esse material era despejado num dos mais belos lagos da região, o Batata.
Quase 20% da superfície do lago se tornaram terreno sólido, compactado. A água do lago que sobreviveu à sedimentação ficou vermelha. Vermelha ficou também toda a paisagem ao redor. Como boa parte da produção ia para o Canadá, onde está a sede de um dos sócios do empreendimento, a Alcan, o minério precisava ser secado para não congelar nos porões dos navios nos períodos de inverno mais intenso.
A secagem era feita em fornos, que deixavam escapar uma nuvem de pó vermelho, da cor da bauxita, pela chaminé. O combustível era derivado de petróleo, muito poluente. Durante um tempo a madeira também foi queimada. Como o governo pretendia construir uma hidrelétrica às proximidades, em Cachoeira Porteira, a Mineração Rio do Norte foi autorizada a abater as árvores situadas na área do futuro lago. A hidrelétrica não saiu. As árvores foram sacrificadas em uso muito menos nobre do que se tivessem permanecido ali, em pé.
Em 1985 o recém-empossado presidente José Sarney foi à mina, na época controlada pela estatal Companhia Vale do Rio Doce (em parceria com cinco multinacionais e o grupo Ermírio de Moraes, o maior do alumínio no Brasil). A TV Globo documentou a visita. Entre imagens festivas, exibiu cenas chocantes do lago assoreado e da paisagem coberta de pó vermelho. Foi um impacto, de repercussão internacional. Parecia uma estampa de Marte na Terra.
Como é que uma mineradora, reunindo tantos sócios importantes no mundo, se comportava daquela maneira? Por que, ao invés de transportar lixo mineral de trem para descarregá-lo depois num esplêndido lago natural, não fazia a lavagem e a deposição na própria mina? Por que não colocava filtros nas chaminés da usina de secagem de bauxita para evitar a poluição?
Eram tantos e tão graves os questionamentos que a Mineração Rio do Norte precisou fazer novos investimentos e ir atrás de tecnologia para corrigir os erros flagrantes.
As operações de seleção e descarte do minério foram transferidas para o alto da serra do Saracá (outras já foram lavradas desde então), onde estava a primeira jazida explorada. Os buracos provocados pela extração da argila, uma das sequelas da lavra, foram preenchidos com terra vegetal e feito o replantio das espécies nativas, restabelecendo a paisagem natural (embora não integralmente).
Nunca uma mina de bauxita abrigara essa experiência. A técnica foi adaptada de minas de fosfato da Flórida, nos Estados Unidos. O pó vermelho desapareceu. Só então esse “grande projeto” entrou no século XX, antecipando-se à centúria seguinte,
Talvez se as imagens de televisão não tivessem corrido mundo, colocando em má situação perante a opinião pública internacional o primeiro presidente civil depois das duas décadas de regime militar de exceção no Brasil, e logo em sua primeira viagem (e ainda mais: à glamourosa Amazônia), as mudanças não tivessem acontecido. Ou pelo menos não seriam promovidas de forma tão ampla e imediata.
Outra grande mina de bauxita começou a funcionar há dois anos do outro lado do rio Amazonas, quase na mesma posição geográfica da jazida do Trombetas. É de propriedade exclusiva da Alcoa, a maior empresa de alumínio do mundo, que também participa da Mineração Rio do Norte e tem um pólo de alumina e alumínio em São Luiz do Maranhão.
A multinacional americana se instalou em Juruti sem querer repetir os erros do Trombetas. Adotou várias iniciativas para que sua entrada na nova região fosse suave e sem maiores impactos sociais e ecológicos. Garante que pretende funcionar sob um padrão de excelência sem igual em qualquer outro lugar.
Não está conseguindo. Surgiram áreas de atrito com a população primitiva, resistências e conflitos. Mas nem sempre a responsabilidade pode ser transferida à empresa. Às vezes é por desconhecimento, desinformação ou má orientação dos seus críticos ou adversários.
Vê-se que eles ignoram a história evolutiva dos seus vizinhos do outro lado do gigantesco Amazonas. Um dos seus manifestos ainda faz referência aos buracos abertos na mina e ao assoreamento do lago Batata, como se o modo antigo de produção continuasse em vigor. Como se não tivesse existido toda uma história para mudar a situação original.
Uma visita ao local os colocaria em sintonia com a realidade. Não para que necessariamente mudem de posição. Mas para perceberem que a complexidade da Amazônia impõe mais do que iniciativas voluntaristas e idéias sem compromisso com a realidade concreta.
Afinal, todos os que vivem nesta incrível região precisam resolver problemas surgidos no contato do homem com essa natureza única. Problemas pequenos ou grandes, recorrentes ou absolutamente inéditos. Do João da Silva ou da multinacional. Se é que querem ficar de vez na Amazônia e não apenas continuar em trânsito, como desatentos turistas ou exploradores, de passagem.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
'Tolentinadas' afundam o São Raimundo
Nota publicada na Coluna do Estado, do jornal O Estado do Tapajós, sábado, portanto, antes do jogo Águia 3 x 1 São Raimundo:
As aves de rapina que dilaceram o Pantera estão de volta e suas garras afiadadas, além do cofre do clube, já atacaram o treinador Lúcio Santarém. *** O motivo de mais uma tolentinada é que o ex-treinador do São Raimundo não aceitava escalar jogadores a pedido dos rapineiros e nem aceitava a contratação de jogadores indicados através de ‘esquema de pagamento de comissões’.
São Raimundo dá vexame, São Francisco empata e Remo lidera Parazão 2012
Belém (AFI) - A partida que fechou a terceira rodada do Campeonato Paraense mostrou um possível arrancada do Águia, que venceu o São Raimundo por 3 a 1, e emplacou a segunda vitória seguida na competição. Depois de estrear fora de casa com derrota, equipe venceu o Tuna Luso, também fora de casa. Com a vitória o time assegurou a terceira posição da tabela, com seis pontos.
Depois de abrir o placar, com Hélder de cabeça aos 10 minutos, o São Raimundo havia terminado de comemorar o gol e cedeu o empate um minuto depois. Branco de cabeça igualou o placar. Flamel de pênalti, aos 21 do primeiro tempo, e Branco, novamente de cabeça, aos 19 da segunda etapa, deram resultados finais a partida. O São Raimundo é o sétimo colocado com apenas um ponto, do empate contra o São Francisco.
Rodada começou na sexta-feira
Jogando em casa, o Paysandu, venceu o Tuna Luso por 2 a 1 com gols de Robinho e Thiago Costa, no primeiro tempo. Edilson Belém, na segunda etapa, marcou o único gol do Tuna Luso.
No sábado, o São Francisco empatou com o Cometá em 1 a 1. Também no sábado, o Independente perdeu para o Remo por 1 a 0, em casa.
Líder do campeonato, o Remo é o único time do campeonato com 100% de aproveitamento. Nas três rodadas até agora, foram só triunfos. Águia, São Raimundo e Independente conheceram a força do Remo até agora. Com nove pontos, o time abriu vantagem de dois pontos do Cometá, segundo colocado.
Confira os jogos da terceira rodada do Paraense:
Sexta-feira
Paysandu 2 x 1 Tuna Luso
Paysandu 2 x 1 Tuna Luso
Sábado
São Francisco 1 x 1 Cametá
Independente 0 x 1 Remo
São Francisco 1 x 1 Cametá
Independente 0 x 1 Remo
Domingo
Águia 3 x 1 São Raimundo
Águia 3 x 1 São Raimundo
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