Loja do centro comercial anuncia na televisão a 'promoção de enchente'.
Estãos endo vendidos com desconto de 50% os produtos - a maioria tecido-, que foram molhados durante a forte chuva que castigou Santarém antes da semana santa.
A água da enxurrada invadiu várias lojas cusando prejuízos aos comerciantes.
quinta-feira, 27 de março de 2008
SETRAN prossegue obras na Calha Norte
Pedro Medina
Debaixo de um rigoroso inverno com os rios transbordando, a Secretaria de Estado de Transportes (SETRAN), prossegue as obras de recuperação da rodovia PA – 254, agora concentradas nas rodovias de acesso aos municípios de Curuá, Oriximiná, Óbidos e Alenquer.
As máquinas pesadas trabalham nos trechos, quando as chuvas dão trégua, alargando as rodovias para que o sol seque os leitos. Nesse período, os fazendeiros da região dos campos retiram as boiadas e trazem para as fazendas à beira das rodovias, onde os pastos não sofrem alagamento. Cerca de 200 mil animais pisoteiam as rodovias molhadas deixando profundos buracos na pista.
Segundo o fazendeiro Halim Salim Michel, de Alenquer, que tem fazendas no Km 8 e na localidade do Camburão, os criadores não têm recursos financeiros nem caminhões suficientes para transportar a boiada e a estrada é a única solução. “Precisaria de se criar um caminho à beira da estrada cercado de arame para a boiada passar “, sugere ele. Ocorre que os proprietários colocam suas cercas muito próximas ao leito da rodovia desobedecendo a lei que prevê a distância de 30 metros a contar do centro da pista para cada lateral.
Os motoristas dos ônibus que fazem o percurso na região como o das linhas Oriximiná à Óbidos e de Curuá às comunidades do Flexal, Fuzil, Paiol, Liberdade dentre outras reconhecem que as estradas da região da Calha Norte, como é denominada a margem esquerda do rio Amazonas, melhoraram muito no ano passado quando a SETRAN recuperou cerca de 800 quilômetros de rodovias estaduais e dezenas de vicinais como apoio de algumas prefeituras dentro do programa “Caminhos da Parceria”.
Debaixo de um rigoroso inverno com os rios transbordando, a Secretaria de Estado de Transportes (SETRAN), prossegue as obras de recuperação da rodovia PA – 254, agora concentradas nas rodovias de acesso aos municípios de Curuá, Oriximiná, Óbidos e Alenquer.
As máquinas pesadas trabalham nos trechos, quando as chuvas dão trégua, alargando as rodovias para que o sol seque os leitos. Nesse período, os fazendeiros da região dos campos retiram as boiadas e trazem para as fazendas à beira das rodovias, onde os pastos não sofrem alagamento. Cerca de 200 mil animais pisoteiam as rodovias molhadas deixando profundos buracos na pista.
Segundo o fazendeiro Halim Salim Michel, de Alenquer, que tem fazendas no Km 8 e na localidade do Camburão, os criadores não têm recursos financeiros nem caminhões suficientes para transportar a boiada e a estrada é a única solução. “Precisaria de se criar um caminho à beira da estrada cercado de arame para a boiada passar “, sugere ele. Ocorre que os proprietários colocam suas cercas muito próximas ao leito da rodovia desobedecendo a lei que prevê a distância de 30 metros a contar do centro da pista para cada lateral.
Os motoristas dos ônibus que fazem o percurso na região como o das linhas Oriximiná à Óbidos e de Curuá às comunidades do Flexal, Fuzil, Paiol, Liberdade dentre outras reconhecem que as estradas da região da Calha Norte, como é denominada a margem esquerda do rio Amazonas, melhoraram muito no ano passado quando a SETRAN recuperou cerca de 800 quilômetros de rodovias estaduais e dezenas de vicinais como apoio de algumas prefeituras dentro do programa “Caminhos da Parceria”.
Cadê o dinheiro?
A prefeita Maria do Carmo e seus áulicos políticos e da imprensa dome$ticada viviam alardeando o prestígio que Santarém teria no plano federal e estadual por conta de que estas três esferas adminitrativas estão sob o comando de um mesmo partido, o PT, e que isso era a garantia para que o dinheiro da União e do Estado bamburrasse nos cofres municipais para pagar obras e serviços.
Mas que prestígio é esse?
Hoje, em tom desolado, Maria do Carmo fez um discurso no encerramento da reunião da Defesa Civil, informando que vai 'correr atrás do Ibama para pedir madeira para reconstruir as pontes que foram derrubadas pela enxurrada".
Que prefeitura é essa, cuja titular é amiga do presidente Lula e da governadora Ana Júlia, que não tem dinheiro e nem orçamento para comprar madeira para construir pontes derrubadas pela força da enxurrada?
Talvez a resposta esteja nesta informação: metade do dinheiro da cota mensal do ICM a que o município de Santarem tem direito é gasto com o pagamento da empresa Clean, aquela mesma de propriedade de Chico Ferreira, que foi condenado pela morte dos irmão Novelino.
Mas que prestígio é esse?
Hoje, em tom desolado, Maria do Carmo fez um discurso no encerramento da reunião da Defesa Civil, informando que vai 'correr atrás do Ibama para pedir madeira para reconstruir as pontes que foram derrubadas pela enxurrada".
Que prefeitura é essa, cuja titular é amiga do presidente Lula e da governadora Ana Júlia, que não tem dinheiro e nem orçamento para comprar madeira para construir pontes derrubadas pela força da enxurrada?
Talvez a resposta esteja nesta informação: metade do dinheiro da cota mensal do ICM a que o município de Santarem tem direito é gasto com o pagamento da empresa Clean, aquela mesma de propriedade de Chico Ferreira, que foi condenado pela morte dos irmão Novelino.
Amazonas na dianteira da Copa de 2014
Este site já havia alertado que o Pará não vinha sendo páreo para o Amazonas na briga para transformar uma das capitais do norte em sede da copa do mundo de 2014, ao comentar cenas registradas em Zurique, sede da FIFA, por o acasião do anúncio do mundial de futebol no Brasil.
Naquela ocasião, o governador Eduardo Braga e outros pesos pesados industrais da Zona Franca de Manaus monopolizavam as entrevistas concedidas às principais redes de televisão do mundo, todos afinados com o discurso de promoção de uma copa do mundo 'sustentável em Manaus.
A delegação paraense ficou escondida num canto do auditório da FIFA.
Hoje, o Repórter Diário volta ao assunto, com a nota Devagar:
"O Amazonas começa a se distanciar do Pará na briga para sediar a Copa do Mundo em 2014. Em agressivo lance de marketing, Manaus reúne, no final de semana, a seis anos do maior evento futebolístico do planeta, cronistas esportivos de todo o país para mostrar vantagens de logística e turismo da cidade aos profissionais da imprensa que influenciam em decisões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Patinhando, o Pará padece da falta de comitê organizador e de simples site para tentar se credenciar."
Naquela ocasião, o governador Eduardo Braga e outros pesos pesados industrais da Zona Franca de Manaus monopolizavam as entrevistas concedidas às principais redes de televisão do mundo, todos afinados com o discurso de promoção de uma copa do mundo 'sustentável em Manaus.
A delegação paraense ficou escondida num canto do auditório da FIFA.
Hoje, o Repórter Diário volta ao assunto, com a nota Devagar:
"O Amazonas começa a se distanciar do Pará na briga para sediar a Copa do Mundo em 2014. Em agressivo lance de marketing, Manaus reúne, no final de semana, a seis anos do maior evento futebolístico do planeta, cronistas esportivos de todo o país para mostrar vantagens de logística e turismo da cidade aos profissionais da imprensa que influenciam em decisões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Patinhando, o Pará padece da falta de comitê organizador e de simples site para tentar se credenciar."
Remédios queimados em lixão de Óbidos
Apesar da falta de medicamentos nos postos de saúde, um vídeo amador flagrou a queima irregular de medicamentos no lixão público do município de Óbidos, no último dia 5 de março.
O flagrante foi feito pelo vereador Emanuel Santos de Aquino, acompanhado do cinegrafista, que desconfiou de uma caminhonete que seria contratada pela prefeitura carregada de medicamentos, seguiram a carga e presenciaram a ilegalidade.
A denúncia foi encaminhada no último dia 10 de Março para os Ministérios Públicos Estadual e Federal, Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde.
Ontem, a denúncia chegou a Assembléia Legislativa através de uma moção da deputada Josefina Carmo, que reforça a solicitação aos órgãos citados para que investiguem o caso.
A denúncia também foi encaminhada para a Comissão de Saúde da Alepa, sob a tutela do deputado Márcio Miranda que vai acompanhar a investigação.
O deputado Carlos Martins, líder do PT da AL, aproveitou para opinar sobre a política de compra de medicamentos. “Durante muito tempo o Governo Federal comprava ou fabricava os medicamento para distribuir para todo o país. Logística complicada que gerava grandes desperdícios. Com SUS, agora todos os recursos são repassados diretamente aos municípios. Política este que deveria ser implantada pelo Estado”, sugeriu Carlos Martins completando que a Sespa continua distribuindo através de kits e já começa a repassar para o Fundo Municipal de Saúde. “
De acordo com as legislações Federal e Estadual em vigor, os medicamentos com o prazo de validade vencido devem retornar ao fabricante para que em fornos específicos os lotes sejam incinerados.
(Fonte: Assessoria de Imprensa da Alepa)
O flagrante foi feito pelo vereador Emanuel Santos de Aquino, acompanhado do cinegrafista, que desconfiou de uma caminhonete que seria contratada pela prefeitura carregada de medicamentos, seguiram a carga e presenciaram a ilegalidade.
A denúncia foi encaminhada no último dia 10 de Março para os Ministérios Públicos Estadual e Federal, Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde.
Ontem, a denúncia chegou a Assembléia Legislativa através de uma moção da deputada Josefina Carmo, que reforça a solicitação aos órgãos citados para que investiguem o caso.
A denúncia também foi encaminhada para a Comissão de Saúde da Alepa, sob a tutela do deputado Márcio Miranda que vai acompanhar a investigação.
O deputado Carlos Martins, líder do PT da AL, aproveitou para opinar sobre a política de compra de medicamentos. “Durante muito tempo o Governo Federal comprava ou fabricava os medicamento para distribuir para todo o país. Logística complicada que gerava grandes desperdícios. Com SUS, agora todos os recursos são repassados diretamente aos municípios. Política este que deveria ser implantada pelo Estado”, sugeriu Carlos Martins completando que a Sespa continua distribuindo através de kits e já começa a repassar para o Fundo Municipal de Saúde. “
De acordo com as legislações Federal e Estadual em vigor, os medicamentos com o prazo de validade vencido devem retornar ao fabricante para que em fornos específicos os lotes sejam incinerados.
(Fonte: Assessoria de Imprensa da Alepa)
Macrodrenagem
Entrevista do secretário de governo Inácio Corrêa, exibida pela TV Guarany, aponta a inexistência de planejamento da atual administração municipal.
Sem ter muito o que explicar diante do quadro caótico em que se encontra a periferia de Santarém e algumas áreas do centro da cidade, Inácio arriscou a dar um palpite sobre as causas desse caos urbano.
E sem lhe ser perguntado, adiantou que a Santarém precisa de obras de 'macrodrenagem' para resolver esse problema.
Mas o secretário da prefeita Maria do Carmo só não informou que o governo municipal não tem e nem apresentou nenhum projeto dessa magnitude aos órgãos financiadores tais como Caixa, BNDES e Ministério das Cidades.
A obras previstas pelo PAC só contemplam serviços de microdrenagem em três bairros da cidade. Isto é, se realmente saírem do papel pois atá agora o projeto técnico dessas obras ainda nem foram aprovados, enquanto em outros municípios já estão sendo até licitados.
Sem ter muito o que explicar diante do quadro caótico em que se encontra a periferia de Santarém e algumas áreas do centro da cidade, Inácio arriscou a dar um palpite sobre as causas desse caos urbano.
E sem lhe ser perguntado, adiantou que a Santarém precisa de obras de 'macrodrenagem' para resolver esse problema.
Mas o secretário da prefeita Maria do Carmo só não informou que o governo municipal não tem e nem apresentou nenhum projeto dessa magnitude aos órgãos financiadores tais como Caixa, BNDES e Ministério das Cidades.
A obras previstas pelo PAC só contemplam serviços de microdrenagem em três bairros da cidade. Isto é, se realmente saírem do papel pois atá agora o projeto técnico dessas obras ainda nem foram aprovados, enquanto em outros municípios já estão sendo até licitados.
Espaço do leitor - Saudades de Santarém
Sou "Mocorongo" com muito orgulho e moro em Floripa - SC, sou assíduo leitor do Estado do Tapajós para me inteirar sobre a nossa querida terra natal.
Gostaria de sugerir a voces que criassem uma área com fotos atuais da cidade(praças, praias, do nosso Rio Tapajós, das baladas da cidade, etc) e que as noticias fossem acompanhadas com fotos.
Assim ficaríamos mais informados e mataríamos a saudade que esta sempre apertada no peito. Não vejo a hora da minha aposentadoria para voltar amorar na minha terra natal querida.
Parabéns pela edição jornalística e pelas matérias.
Um abraço a todos da nossa cidade.
Saudações
Raimundo E. SANTAREM Portela
Assessor Técnico
Gostaria de sugerir a voces que criassem uma área com fotos atuais da cidade(praças, praias, do nosso Rio Tapajós, das baladas da cidade, etc) e que as noticias fossem acompanhadas com fotos.
Assim ficaríamos mais informados e mataríamos a saudade que esta sempre apertada no peito. Não vejo a hora da minha aposentadoria para voltar amorar na minha terra natal querida.
Parabéns pela edição jornalística e pelas matérias.
Um abraço a todos da nossa cidade.
Saudações
Raimundo E. SANTAREM Portela
Assessor Técnico
PMs são vítimas de estigmas que precisam ser removidos
Paulo Bemerguy
A providência do promotor militar Armando Teixeira Brasil, de pedir informações ao diretor de Recursos Financeiros da Polícia Militar sobre os atrasos no pagamento de diárias, conforme postagens várias que tiveram destaque aqui no blog nos últimos dias, é das mais salutares. E o Ministério Público deve se manter vigilante sobre esse assunto, para que a PM não venha a eximir-se da obrigação de prestar as informações solicitadas.
Policiais militares, não é de hoje, são vítimas de estigmas que crescem na mesma medida em que a corporação se vê numa situação de desfavorecimento em relação, inclusive, a conceitos correntes perante boa parte da sociedade, destinatária da proteção dos aparelhos de segurança do Estado.
Pois a sociedade, em vários de seus segmentos, mostra-se tendente a ver no policial um relapso, alguém conivente com desvio de condutas éticas deploráveis, um servidor público que se mostra exímio em meter o pé na porta para invadir residências de madrugada, sem o amparo de ordens judiciais. Tende a ver no policial, enfim, um servidor público agressivo que, em vez de inspirar respeito, inspira temores.
Essa, repita-se, é uma visão estigmatizante. Policiais bandidos e que não merecem vestir a farda que vestem são como jornalistas aos quais faltam caráter e qualidades mínimas para exercer a profissão. Da mesma forma como há maus policiais, há maus advogados, maus juízes, maus promotores, maus médicos e maus professores.
Os depoimentos postados no blog (aqui e aqui) devem servir como referência que policiais são trabalhadores, têm famílias, têm obrigações financeiras a cumprir, são presas de sentimentos de afeto por familiares dos quais ficam distantes. Policiais são integrantes de carreira típica de Estado. E se expõem – ao contrário dos que vivem em gabinetes com clima de montanha – a riscos de toda ordem, num ambiente em que o banditismo se arma, coleciona munição da melhor espécie e põe em prática a audácia desmedida, tudo isso em confronto com policiais sem meios adequados para enfrentá-los.
O governo do Estado, que se elegeu no ano passado, elegeu-se por um partido de trabalhadores. Deveria, por isso, dar preponderância a questões graves como essa, que envolve trabalhadores. A menos que o governo do Estado tenha incorporado estigmas deploráveis, capazes de colocar os policiais militares no limbo do esquecimento, do desprezo e do desrespeito a seus direitos.
Enquanto a negação de direitos básicos aos PMs perdurar – como é o caso da justa remuneração -, será difícil o governo do Estado negar que não comunga de visões discriminatórias – e por isso repulsivas – em relação aos policiais militares. Não a todos, evidentemente, mas aos que estão na linha de frente e que deveriam, por isso, ser melhor distinguidos.
A providência do promotor militar Armando Teixeira Brasil, de pedir informações ao diretor de Recursos Financeiros da Polícia Militar sobre os atrasos no pagamento de diárias, conforme postagens várias que tiveram destaque aqui no blog nos últimos dias, é das mais salutares. E o Ministério Público deve se manter vigilante sobre esse assunto, para que a PM não venha a eximir-se da obrigação de prestar as informações solicitadas.
Policiais militares, não é de hoje, são vítimas de estigmas que crescem na mesma medida em que a corporação se vê numa situação de desfavorecimento em relação, inclusive, a conceitos correntes perante boa parte da sociedade, destinatária da proteção dos aparelhos de segurança do Estado.
Pois a sociedade, em vários de seus segmentos, mostra-se tendente a ver no policial um relapso, alguém conivente com desvio de condutas éticas deploráveis, um servidor público que se mostra exímio em meter o pé na porta para invadir residências de madrugada, sem o amparo de ordens judiciais. Tende a ver no policial, enfim, um servidor público agressivo que, em vez de inspirar respeito, inspira temores.
Essa, repita-se, é uma visão estigmatizante. Policiais bandidos e que não merecem vestir a farda que vestem são como jornalistas aos quais faltam caráter e qualidades mínimas para exercer a profissão. Da mesma forma como há maus policiais, há maus advogados, maus juízes, maus promotores, maus médicos e maus professores.
Os depoimentos postados no blog (aqui e aqui) devem servir como referência que policiais são trabalhadores, têm famílias, têm obrigações financeiras a cumprir, são presas de sentimentos de afeto por familiares dos quais ficam distantes. Policiais são integrantes de carreira típica de Estado. E se expõem – ao contrário dos que vivem em gabinetes com clima de montanha – a riscos de toda ordem, num ambiente em que o banditismo se arma, coleciona munição da melhor espécie e põe em prática a audácia desmedida, tudo isso em confronto com policiais sem meios adequados para enfrentá-los.
O governo do Estado, que se elegeu no ano passado, elegeu-se por um partido de trabalhadores. Deveria, por isso, dar preponderância a questões graves como essa, que envolve trabalhadores. A menos que o governo do Estado tenha incorporado estigmas deploráveis, capazes de colocar os policiais militares no limbo do esquecimento, do desprezo e do desrespeito a seus direitos.
Enquanto a negação de direitos básicos aos PMs perdurar – como é o caso da justa remuneração -, será difícil o governo do Estado negar que não comunga de visões discriminatórias – e por isso repulsivas – em relação aos policiais militares. Não a todos, evidentemente, mas aos que estão na linha de frente e que deveriam, por isso, ser melhor distinguidos.
'Prêmio' suspeito
Press release da Prefeitura de Santarém baseado em recorte de matéria do jornal O Liberal atribui a secretaria de educação um 'premio' pela qualidade do ensino no município.
Mas extensa reportagem exibida ontem no Jornal Nacional, da Rede Globo, focou as experiências vitoriosas na área de educação no Pará e - pasmem - só aparecem as experiências da rede de ensino de Altamira.
Nenhum linha sobre Santarém foi mencionada pela autora da matéria, a repórter Cristina Serra, que é paraense.
Mas extensa reportagem exibida ontem no Jornal Nacional, da Rede Globo, focou as experiências vitoriosas na área de educação no Pará e - pasmem - só aparecem as experiências da rede de ensino de Altamira.
Nenhum linha sobre Santarém foi mencionada pela autora da matéria, a repórter Cristina Serra, que é paraense.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Os sete pecados capitais podem levar à reprovação em concursos
Ana Clara Brant
Gula, soberba, preguiça, inveja, ira, luxúria, avareza. Os sete pecados capitais. Atire a primeira pedra quem nunca cometeu algum deles. Realmente resistir às tentações não é fácil. E você já parou para pensar que até na hora de estudar e prestar um certame é possível pecar? Isso é o que garante um dos maiores experts em concursos públicos do país: William Douglas, que é juiz federal, professor e autor de obras importantes da área jurídica relacionadas a concursos. "Segundo os religiosos, o pecado faz mal e leva para o inferno; os 'pecados do concurso' fazem mal também, e levam à reprovação. Ou, dependendo do caso, levam o candidato a desanimar e a desistir de seus sonhos", filosofa.
Para cada um dos pecados, Douglas faz uma análise diferenciada e avalia que o mais grave cometido pelos concurseiros é a falta de capacidade de administrar o tempo e o excesso de lazer, apesar de a total falta de atividades prazerosas também ser ruim. Mas sem dúvida, os mais comuns, de acordo com o "papa dos concursos", são a gula e a preguiça.
Gula
É a pressa de passar. Concurso não se faz para passar, mas até passar. E, para isso, é preciso um processo de maturação. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que a pessoa - se trabalhar direito - pode contar.
Soberba
Soberba é a arrogância, o achar que já é o "dr. sabe-tudo", o "rei da cocada", mal que atinge muitos candidatos bem preparados (e outros nem tanto!). Muitos candidatos inteligentes e bem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados, chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nas aulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.
Preguiça
Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Contudo, eu sou meio preguiçoso, reconheço. Por isso sempre procurei técnicas de estudo para render mais e poder ter resultados de forma mais eficiente.
Inveja
A inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que os outros possuem ao invés de ir resolver a própria vida.
Ira
A ira representa deixar-se "estourar" pela enorme quantidade de fatos que até dão raiva mesmo mas que fazem parte do processo, do sistema: cansaço, carteiras duras (do curso e a sua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxas de inscrição abusivas etc. Haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não de virtudes...) Mas não adianta ficar irado. O jeito é estudar, pois um dia a gente passa, apesar de tudo.
Luxúria
A luxúria é talvez o maior pecado: o lazer exagerado, as viagens, passeios, baladas e tudo o mais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo de estudar e treinar, bem como a chance de fazer isso no futuro, já nomeado e empossado.
Avareza
A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato que economiza nos investimentos necessários para ser aprovado e a segunda avareza, a pior delas, ocorre quando o cidadão é aprovado e deixa de utilizar o cargo, os poderes e competências dele para o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos) sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo o quanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade e entusiasmo.
Gula, soberba, preguiça, inveja, ira, luxúria, avareza. Os sete pecados capitais. Atire a primeira pedra quem nunca cometeu algum deles. Realmente resistir às tentações não é fácil. E você já parou para pensar que até na hora de estudar e prestar um certame é possível pecar? Isso é o que garante um dos maiores experts em concursos públicos do país: William Douglas, que é juiz federal, professor e autor de obras importantes da área jurídica relacionadas a concursos. "Segundo os religiosos, o pecado faz mal e leva para o inferno; os 'pecados do concurso' fazem mal também, e levam à reprovação. Ou, dependendo do caso, levam o candidato a desanimar e a desistir de seus sonhos", filosofa.
Para cada um dos pecados, Douglas faz uma análise diferenciada e avalia que o mais grave cometido pelos concurseiros é a falta de capacidade de administrar o tempo e o excesso de lazer, apesar de a total falta de atividades prazerosas também ser ruim. Mas sem dúvida, os mais comuns, de acordo com o "papa dos concursos", são a gula e a preguiça.
Gula
É a pressa de passar. Concurso não se faz para passar, mas até passar. E, para isso, é preciso um processo de maturação. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que a pessoa - se trabalhar direito - pode contar.
Soberba
Soberba é a arrogância, o achar que já é o "dr. sabe-tudo", o "rei da cocada", mal que atinge muitos candidatos bem preparados (e outros nem tanto!). Muitos candidatos inteligentes e bem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados, chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nas aulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.
Preguiça
Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Contudo, eu sou meio preguiçoso, reconheço. Por isso sempre procurei técnicas de estudo para render mais e poder ter resultados de forma mais eficiente.
Inveja
A inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que os outros possuem ao invés de ir resolver a própria vida.
Ira
A ira representa deixar-se "estourar" pela enorme quantidade de fatos que até dão raiva mesmo mas que fazem parte do processo, do sistema: cansaço, carteiras duras (do curso e a sua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxas de inscrição abusivas etc. Haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não de virtudes...) Mas não adianta ficar irado. O jeito é estudar, pois um dia a gente passa, apesar de tudo.
Luxúria
A luxúria é talvez o maior pecado: o lazer exagerado, as viagens, passeios, baladas e tudo o mais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo de estudar e treinar, bem como a chance de fazer isso no futuro, já nomeado e empossado.
Avareza
A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato que economiza nos investimentos necessários para ser aprovado e a segunda avareza, a pior delas, ocorre quando o cidadão é aprovado e deixa de utilizar o cargo, os poderes e competências dele para o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos) sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo o quanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade e entusiasmo.
Arigós
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
e articulista de O Estado do Tapajós
Já era noite quando o Aratimbó, navio da Costeira, atracou no porto de Belém, em maio de 1958. Normalmente a embarcação só admitia passageiros de primeira classe, mas aquela viagem era excepcional: trazia 300 “arigós”, nordestinos (principalmente cearenses) expulsos de suas terras por mais uma seca rigorosa.
Ao invés da cena tradicional criada no cais pela chegada de vapores da Costeira, desta vez havia muita confusão com o desembarque dos “flagelados”, dentre os quais havia muitas crianças. Ninguém do serviço de imigração, o INIC, os esperava.
Eles tiveram que se arranjar debaixo da marquise do armazém do porto para passar sua primeira noite em solo amazônico, tão sofrida quanto todos os dias precedentes – e, provavelmente, os seguintes.
Editor do Jornal Pessoal
e articulista de O Estado do Tapajós
Já era noite quando o Aratimbó, navio da Costeira, atracou no porto de Belém, em maio de 1958. Normalmente a embarcação só admitia passageiros de primeira classe, mas aquela viagem era excepcional: trazia 300 “arigós”, nordestinos (principalmente cearenses) expulsos de suas terras por mais uma seca rigorosa.
Ao invés da cena tradicional criada no cais pela chegada de vapores da Costeira, desta vez havia muita confusão com o desembarque dos “flagelados”, dentre os quais havia muitas crianças. Ninguém do serviço de imigração, o INIC, os esperava.
Eles tiveram que se arranjar debaixo da marquise do armazém do porto para passar sua primeira noite em solo amazônico, tão sofrida quanto todos os dias precedentes – e, provavelmente, os seguintes.
Destino da região da Calha Norte vai ser decidido por consórcio de ONGs
Paulo Leandro Leal
Poucos - pouquíssimos mesmo - moradores da região da Calha Norte do Rio Amazonas no Pará ouviram falar em Cooperação Técnica Alemã (GTZ), Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon), Instituto de Manejo Florestal da Amazônia (Imaflora) e Conservação Internacional do Brasil (CI). Mas o destino de praticamente toda esta região está nas mãos destas organizações não-governamentais (ONGs). Elas integram um consórcio formado ainda a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
O consórcio foi criado pelo governo do Estado para formatar um grande programa de criação de novas Unidades de Conservação (UCs) e ajustar as unidades já criadas. Nesta segunda-feira 24, o consórcio de ONGs se reuniu na sede da secretaria da Sema com o secretário Valmir Ortega. Ele deixou clara a intenção de criar mais reservas ambientais na região, afirmando que há uma lei no Estado que permite a criação de um total de mais de 10 milhões de hectares em Unidades de Conservação.
Técnicos do Imazon, CI-Brasil, Imaflora, GTZ, Sema, Imaflora e Museu Goeldi estão em campo, na região da Calha Norte, levantando dados sobre a região. Eles também participam da elaboração dos planos de manejo para as unidades de conservação criadas em 2006, mas as discussões, até agora, excluíram completamente a sociedade civil da região afetada por estas reservas. O Museu Goeldi faz um inventário biológico, de plantas e animais da Calha Norte.
Segundo a Sema, as propostas das organizações que integram o consórcio irão convergir para auxiliar na implantação do Plano de Manejo das futuras Unidades de Conservação. Este plano de mano é que aponta de que forma serão usados os recursos naturais, que atividades podem ser desenvolvidas e quais são proibidas. É um instrumento importante, mas que se for elaborado por pessoas de má fé, pode se tornar um impedimento para atividades econômicas importantes.
A Sema garante que as intenções do consórcio são boas. A secretaria informou que haverá ainda uma reunião para se discutir a formação e capacitação dos "atores-chaves" dos Conselhos Consultivos das unidades. Uma preocupação demonstrada pela Sema diz respeito ao potencial madeireiro da região, que tem 27 milhões de hectares, 22 milhões de hectares só em Unidades de Conservação e as Terras Indígenas (TI).
Desafios - Na reunião desta segunda-feira, Ortega ressaltou que o governo está desenhando um programa de criação de novas unidades de conservação focado, num primeiro momento, no desafio de implementar o Macrozoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), instrumento que indica um conjunto de áreas com potencial, ou necessidade de criação de unidades, a grande maioria de uso sustentável.
"Unidades que visam sobretudo a proteção da biodiversidade, associada ao uso que as comunidades locais fazem desses recursos naturais, o que é uma forma de garantir o Direito fundiário, garantir a manutenção de vida dessas comunidades, reconhecendo nelas uma forma sustentável de relação com o meio e os recursos naturais. Esse e o desafio", defendeu o secretário.
Poucos - pouquíssimos mesmo - moradores da região da Calha Norte do Rio Amazonas no Pará ouviram falar em Cooperação Técnica Alemã (GTZ), Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon), Instituto de Manejo Florestal da Amazônia (Imaflora) e Conservação Internacional do Brasil (CI). Mas o destino de praticamente toda esta região está nas mãos destas organizações não-governamentais (ONGs). Elas integram um consórcio formado ainda a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
O consórcio foi criado pelo governo do Estado para formatar um grande programa de criação de novas Unidades de Conservação (UCs) e ajustar as unidades já criadas. Nesta segunda-feira 24, o consórcio de ONGs se reuniu na sede da secretaria da Sema com o secretário Valmir Ortega. Ele deixou clara a intenção de criar mais reservas ambientais na região, afirmando que há uma lei no Estado que permite a criação de um total de mais de 10 milhões de hectares em Unidades de Conservação.
Técnicos do Imazon, CI-Brasil, Imaflora, GTZ, Sema, Imaflora e Museu Goeldi estão em campo, na região da Calha Norte, levantando dados sobre a região. Eles também participam da elaboração dos planos de manejo para as unidades de conservação criadas em 2006, mas as discussões, até agora, excluíram completamente a sociedade civil da região afetada por estas reservas. O Museu Goeldi faz um inventário biológico, de plantas e animais da Calha Norte.
Segundo a Sema, as propostas das organizações que integram o consórcio irão convergir para auxiliar na implantação do Plano de Manejo das futuras Unidades de Conservação. Este plano de mano é que aponta de que forma serão usados os recursos naturais, que atividades podem ser desenvolvidas e quais são proibidas. É um instrumento importante, mas que se for elaborado por pessoas de má fé, pode se tornar um impedimento para atividades econômicas importantes.
A Sema garante que as intenções do consórcio são boas. A secretaria informou que haverá ainda uma reunião para se discutir a formação e capacitação dos "atores-chaves" dos Conselhos Consultivos das unidades. Uma preocupação demonstrada pela Sema diz respeito ao potencial madeireiro da região, que tem 27 milhões de hectares, 22 milhões de hectares só em Unidades de Conservação e as Terras Indígenas (TI).
Desafios - Na reunião desta segunda-feira, Ortega ressaltou que o governo está desenhando um programa de criação de novas unidades de conservação focado, num primeiro momento, no desafio de implementar o Macrozoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), instrumento que indica um conjunto de áreas com potencial, ou necessidade de criação de unidades, a grande maioria de uso sustentável.
"Unidades que visam sobretudo a proteção da biodiversidade, associada ao uso que as comunidades locais fazem desses recursos naturais, o que é uma forma de garantir o Direito fundiário, garantir a manutenção de vida dessas comunidades, reconhecendo nelas uma forma sustentável de relação com o meio e os recursos naturais. Esse e o desafio", defendeu o secretário.
Hospital regional vive dias de penúria(3)
Leiam o que disse hoje na Câmara de Santarém o vereador Henderson Pinto (DEM) sobre o hospital regional do Baixo-Amazonas:
"O episodio envolvendo o Hospital Regional está virando uma novela. Fui procurado por familiares de um paciente que precisa realizar um exame de ressonância magnética, marcada a data, disseram não haver o contraste, marcaram uma nova data, a mesma conversa, está faltando o contraste, a família procurou no mercado e encontrou o medicamento na empresa que fornece o produto para o hospital.
Senhores vereadores precisamos tomar medidas enérgicas contra esse hospital, agora para completar, já tem uma nova administração oriunda do Rio Grande do Sul, o que é pior, a antiga está retendo a carteira profissional dos funcionários, o que caracteriza um crime.
Estamos solicitando ao Ministério Público do Trabalho que verifique essa questão."
"O episodio envolvendo o Hospital Regional está virando uma novela. Fui procurado por familiares de um paciente que precisa realizar um exame de ressonância magnética, marcada a data, disseram não haver o contraste, marcaram uma nova data, a mesma conversa, está faltando o contraste, a família procurou no mercado e encontrou o medicamento na empresa que fornece o produto para o hospital.
Senhores vereadores precisamos tomar medidas enérgicas contra esse hospital, agora para completar, já tem uma nova administração oriunda do Rio Grande do Sul, o que é pior, a antiga está retendo a carteira profissional dos funcionários, o que caracteriza um crime.
Estamos solicitando ao Ministério Público do Trabalho que verifique essa questão."
Ação de vândalos faz Celpa desligar energia para reparos na linha de transmissão
Foi solucionado o problema detectado na Linha de Transmissão Rurópolis Tapajós,nesta quarta-feira, 26.
As equipes de manutenção da Celpa trabalharam na reposiçãode 06 isoladores da Linha , quebrados por ação de vandalismo.
Os isoladores sãoessenciais para a distribuição de energia, pois protegem os cabos da Rede de Distribuição, evitando curtos circuitos permanentes. A Celpa informa ainda que osistema está totalmente normalizado.
(Fonte: Celpa)
As equipes de manutenção da Celpa trabalharam na reposiçãode 06 isoladores da Linha , quebrados por ação de vandalismo.
Os isoladores sãoessenciais para a distribuição de energia, pois protegem os cabos da Rede de Distribuição, evitando curtos circuitos permanentes. A Celpa informa ainda que osistema está totalmente normalizado.
(Fonte: Celpa)
Códigos vão ser rediscutidos
A mesa da Câmara de Santarém retirou de pauta projetos do executivo que instituem o código de obras e do desenvolvimento urbano, que estavam prontos para ser votados pelos vereadores, até que seus conteúdos sejam debatidos com representantes da sociedade civil organizada.
Situação de emergância será decretada amanhã
Fonte do jornal informa que a prefeita Maria do Carmo vai decretar amanhã, às 10 horas, situação de emergência em Santarém.
Para alegria da prefeita e dos empreiteiros, é claro, já que nesse período obras e serviços poderão ser contratados com dispensa de licitações.
Para alegria da prefeita e dos empreiteiros, é claro, já que nesse período obras e serviços poderão ser contratados com dispensa de licitações.
O futuro de Lira Maia
Ronaldo Brasiliense
Aos políticos de Santarém que pensam em ganhar as eleições de outubro no 'tapetão', o deputado federal Lira Maia (DEM) - favorito na disputa - avisa que está tranqüilo. Espera reverter a condenação que teve no Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, que não teria computado os gastos que a administração de Lira, à frente da Prefeitura de Santarém, no ano 2000, teria feito com o pagamento do INSS dos professores.
Para o pesadelo da atual prefeita Maria do Carmo (PT), despencando pelas tabelas em todas as pesquisas, Lira é candidatíssimo.
Aos políticos de Santarém que pensam em ganhar as eleições de outubro no 'tapetão', o deputado federal Lira Maia (DEM) - favorito na disputa - avisa que está tranqüilo. Espera reverter a condenação que teve no Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, que não teria computado os gastos que a administração de Lira, à frente da Prefeitura de Santarém, no ano 2000, teria feito com o pagamento do INSS dos professores.
Para o pesadelo da atual prefeita Maria do Carmo (PT), despencando pelas tabelas em todas as pesquisas, Lira é candidatíssimo.
Governo de Maria do Carmo não empolga voluntários
A prefeita Maria do Carmo está fazendo apelos desesperados pelo rádio para que voluntários se engajem na Comissão Municipal de Defesa Civil.
Até o momento a Defesa Civl só conta com funcionários da prefeitura.
Este é o retrato de uma cidade sitiada pela força das águas do rio e das chuvas e de um governo desprezado pela população.
Até o momento a Defesa Civl só conta com funcionários da prefeitura.
Este é o retrato de uma cidade sitiada pela força das águas do rio e das chuvas e de um governo desprezado pela população.
Filho de Antônio Rocha pede exoneração da SMT
Jose Antônio Rocha, filho do deputado Antônio Rocha, deve apresentar até sexta-feira seu pedido de exoneração do cargo de secretário municipal de transportes de Santarém.
A partir da próxima terça-feira, 1º de abril, ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições municipais deste ano têm que se afastar 180 dias antes do pleito.
Outro indicado de Antônio Rocha também vai pedir afastamento. Trata-se do advogado Sandro Lopes, diretor regional do Detran.
A partir da próxima terça-feira, 1º de abril, ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições municipais deste ano têm que se afastar 180 dias antes do pleito.
Outro indicado de Antônio Rocha também vai pedir afastamento. Trata-se do advogado Sandro Lopes, diretor regional do Detran.
Eia/Rima da Cargill mais abrangente
O geólogo Jubal Cabral filho fez um comentário sobre a postagem "Vereadores pedem Eia/Rima da Cargill mais abrangen...":
Acho que falta orientação jurídico-ambiental ao vereador do PV, pois todo EIA/RIMA produzido gera diversas audiências públicas para discutir tanto os problemas que irão causar como as consequencias deles. Para isso os autores deverão apresentar a análise dos impactos ambientais (positivos e negativos; diretos e indiretos; imediatos ou a médio/longo prazo; temporários e permanentes; suas peopriedades cumulativas e sinergéticas; a distribuição dos ônus e benefícios sociais) do projeto e, consequentemente, as medidas mitigadoras dos impactos negativos.
Com certeza se nos dirigirmos a legislação ambiental, especificamente à Resolução CONAMA 1/86, onde em seus artigos 5º e 6º são detalhados os procedimentos específicos da atividade, nossos edis não se vejam obrigados a convocar os responsáveis pela empresa consultora e pagar este "mico".
Aliás, aproveitando a ocasião, podemos citar que diversos autores aconselhariam a realização inicial de uma Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), mais abranjente e, porteriormente o EIA/RIMA, mais localizado, embora seja comum a realização do EIA, por ser de maior expressão.Assim, a operacionalidade do EIA/RIMA só estará garantida se houver (e não há) mecanismos de controle institucional, jurídico, administrativo e profissional compatíveis com os instrumentos técnicos adequados. E, por aqui, estes fatores nem sempre são levados a efeito na prática.
A operacionalização deste EIA/RIMA, no porto da Cargill só será respaldado se não houver ranço jurídico, ambientalista, político ou administrativo dos envolvidos direta ou indiretamente.
A Câmara Municipal deveria se cercar de profissionais qualificados (em Santarém tem o curso Tecnológico de Gestão Ambiental, no IESPES) para enriquecer suas opiniões ambientais.E, finalmente, não deveremos nos deixar levar pelas palavras bonitas no RIMA produzido do EIA, pois poderão apresentar dificuldades institucionais e operacionais, além de credibilidade do instrumento, pois a equipe executora é contratada pelo empreendedor.
Acho que falta orientação jurídico-ambiental ao vereador do PV, pois todo EIA/RIMA produzido gera diversas audiências públicas para discutir tanto os problemas que irão causar como as consequencias deles. Para isso os autores deverão apresentar a análise dos impactos ambientais (positivos e negativos; diretos e indiretos; imediatos ou a médio/longo prazo; temporários e permanentes; suas peopriedades cumulativas e sinergéticas; a distribuição dos ônus e benefícios sociais) do projeto e, consequentemente, as medidas mitigadoras dos impactos negativos.
Com certeza se nos dirigirmos a legislação ambiental, especificamente à Resolução CONAMA 1/86, onde em seus artigos 5º e 6º são detalhados os procedimentos específicos da atividade, nossos edis não se vejam obrigados a convocar os responsáveis pela empresa consultora e pagar este "mico".
Aliás, aproveitando a ocasião, podemos citar que diversos autores aconselhariam a realização inicial de uma Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), mais abranjente e, porteriormente o EIA/RIMA, mais localizado, embora seja comum a realização do EIA, por ser de maior expressão.Assim, a operacionalidade do EIA/RIMA só estará garantida se houver (e não há) mecanismos de controle institucional, jurídico, administrativo e profissional compatíveis com os instrumentos técnicos adequados. E, por aqui, estes fatores nem sempre são levados a efeito na prática.
A operacionalização deste EIA/RIMA, no porto da Cargill só será respaldado se não houver ranço jurídico, ambientalista, político ou administrativo dos envolvidos direta ou indiretamente.
A Câmara Municipal deveria se cercar de profissionais qualificados (em Santarém tem o curso Tecnológico de Gestão Ambiental, no IESPES) para enriquecer suas opiniões ambientais.E, finalmente, não deveremos nos deixar levar pelas palavras bonitas no RIMA produzido do EIA, pois poderão apresentar dificuldades institucionais e operacionais, além de credibilidade do instrumento, pois a equipe executora é contratada pelo empreendedor.
Hospital municipal não tem gerador de energia
Bem que a Celpa avisou ontem, com bastante antecedência, que hoje de manhã cedo a rede de distribuição de energia seria desligada para reparos na linha de transmissão de Rurópolis, mas a direção do hospital municipal, como se diz na gíria, não está nem aí para a saúde dos pacientes atendidos no s etor de emergência e não se antecipou ao problema que enfrentaria no dia seguinte.
Na hora do desligamento foi um deus-nos-acuda provocado pela escuridão.
O atendimento só foi normalizado depois que a energia foi restabelecida pela Celpa.
Na hora do desligamento foi um deus-nos-acuda provocado pela escuridão.
O atendimento só foi normalizado depois que a energia foi restabelecida pela Celpa.
Defesa Civil faz vistoria
Oficial do Corpo de Bombeiros e membro da Comissão Estadual de Defesa Civil já está em Santarém para vistoriar as áreas afetadas pelas chuvas.
Após laudo conclusivo, a prefeita Maria do Carmo vai decidir se decreta ou não situação de emergência na cidade.
Após laudo conclusivo, a prefeita Maria do Carmo vai decidir se decreta ou não situação de emergência na cidade.
Tucanos em ebulição
Na Coluna do Estado, edição desta quarta-feira:
O PSDB faz encontro regional na boate Fun House, dia 11 de abril, para difundir a tese de que os tucanos vão estar representados nas chapas majoritárias às eleições nos principais municípios do Pará, dentre estes, Santarém.
O PSDB faz encontro regional na boate Fun House, dia 11 de abril, para difundir a tese de que os tucanos vão estar representados nas chapas majoritárias às eleições nos principais municípios do Pará, dentre estes, Santarém.
Usina da Vale no Pará depende de energia e infra-estrutura, diz Agnelli
O projeto da Vale de instalar uma usina siderúrgica no Pará em parceria com um investidor estrangeiro depende de investimentos do governo em infra-estrutura, afirmou o presidente da companhia, Roger Agnelli. Segundo ele, o projeto ainda está em fase de estudos e ainda não há definições sobre o parceiro. 'A questão de energia e infra-estrutura na região Norte é crítica', disse em entrevista coletiva à imprensa. É o que noticia a Agência Estado.
A usina produzirá placas de aço, seguindo os moldes dos projetos da Vale com a alemã Thyssen no Rio de Janeiro e com a chinesa Baosteel no Espírito Santo. Agnelli defendeu que a melhor forma de proteger a floresta amazônica não é manter a região subdesenvolvida, mas apostar em investimentos que dêem oportunidades para a população local. A Vale também está negociando com o governo do Maranhão para instalar uma siderúrgica no Estado. Agnelli afirmou que teve há poucos dias um encontro com o governador Jackson Lago para debater o projeto. 'Um investimento neste setor leva tempo, depende da localização e da infra-estrutura', disse. O executivo destacou que o governo do Rio de Janeiro teve uma participação muito grande no seu projeto com a Thyssen.
(Pará Negócios)
A usina produzirá placas de aço, seguindo os moldes dos projetos da Vale com a alemã Thyssen no Rio de Janeiro e com a chinesa Baosteel no Espírito Santo. Agnelli defendeu que a melhor forma de proteger a floresta amazônica não é manter a região subdesenvolvida, mas apostar em investimentos que dêem oportunidades para a população local. A Vale também está negociando com o governo do Maranhão para instalar uma siderúrgica no Estado. Agnelli afirmou que teve há poucos dias um encontro com o governador Jackson Lago para debater o projeto. 'Um investimento neste setor leva tempo, depende da localização e da infra-estrutura', disse. O executivo destacou que o governo do Rio de Janeiro teve uma participação muito grande no seu projeto com a Thyssen.
(Pará Negócios)
Mais de 3,3 mil motoristas podem perder carteira de habilitação
Pelos próximos três meses, o Detran (Departamento de Trânsito do Estado) vai intensificar o envio de notificação a 3.324 condutores da instauração do processo administrativo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). São motoristas que já acumularam 20 pontos ou mais na CNH nos últimos 12 meses ou cometeram infrações que prevêem de forma específica a suspensão (ver quadro).Os condutores listados ainda terão prazo de, no mínimo, 15 dias para apresentar a defesa junto ao Detran. Segundo explica Cynthia Cordeiro, procuradora autárquica do órgão, os condutores que forem notificados poderão se dirigir a qualquer agência do Detran, e apresentar no protocolo a defesa por escrito, munido da cópia de qualquer documento de identificação.
Leia mais aqui.
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DEM quer PSDB apoiando Valéria
Ronaldo Brasiliense
Não se espantem se o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), pousar em Belém em missão de paz. Quer convencer o PSDB paraense a embarcar na canoa da ex-vice-governadora Valéria Pires Franco à disputa da Prefeitura de Belém, em outubro. O ex-governador Simão Jatene está inflexível: não quer e não vai disputar a Prefeitura. A aliança DEM-PSDB na capital vai acabar dando samba. Anotem.
Não se espantem se o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), pousar em Belém em missão de paz. Quer convencer o PSDB paraense a embarcar na canoa da ex-vice-governadora Valéria Pires Franco à disputa da Prefeitura de Belém, em outubro. O ex-governador Simão Jatene está inflexível: não quer e não vai disputar a Prefeitura. A aliança DEM-PSDB na capital vai acabar dando samba. Anotem.
Penso, logo existo
Bellini Tavares de Lima Neto
Advogado, articulista de O Estado do Tapajós
Um dos tópicos que eu pretendia inserir aqui se refere a um hábito que às vezes me parece que nós estamos perdendo. Trata-se do hábito de pensar. Antes que alguém conteste e me chame de extremista ou, o que é pior, um desses tipos conservadores que vivem lançando aquele “as novas gerações são isto ou aquilo”, vamos esclarecer direitinho. É evidente que capacidade para pensar, todo mundo tem e sempre teve. Ninguém era melhor ou se tornou melhor que ninguém em matéria de capacidade. O problema talvez seja o nível de comunicação que se tem hoje e que mostra com muito mais clareza o que sempre existiu, mas ninguém via ou percebia. Ou então é o tamanho da luta pela sobrevivência que obriga todo mundo a entrar de cabeça nela e consome todo o tempo e energia que se tem. Aí, todo o resto acaba ficando no prejuízo. E como dizem os cientistas, o que a gente não usa acaba atrofiando.
Hoje pela manhã eu ouvia um debate promovido pela Radio CBN entre dois deputados federais a respeito de um tema que vem ganhando dimensão: as medidas provisórias, seu uso pelo Poder Executivo e o movimento no sentido de limitá-las.
Antes mesmo de se tocar no debate de hoje, vale a pena observar que o atual ocupante do Palácio do Planalto anda furioso porque estão falando em limitar o uso das Medidas Provisórias. Aí ele vem a público afirmar que sem medida provisória não dá para governar. O curioso é que Medida Provisória é uma forma de legislar. Legislar é atribuição do Poder Legislativo. Poucos dias antes, o mesmo ocupante do Palácio do Planalto (acho que era o mesmo, não?) teve outro ataque de fúria (esse moço vive furioso. Isso faz mal a saúde) porque alguém, do Poder Judiciário andou dizendo alguma coisa sobre uma de suas iniciativas, Tinha alguma coisa a ver com uma campanha de distribuição de dinheiro durante um ano eleitoral e andaram dizendo que havia pirão por baixo daquele angu.
Neste momento não tem importância saber se havia ou não o tal pirão por baixo do angu e nem se o homem do Poder Judiciário tinha razão ou direito de falar o que falou. O que me chama a atenção é que o mesmo moço que disse que o homem do Poder Judiciário não podia meter sua colher no caldeirão do Poder Executivo, agora está bravo porque estão querendo limitar que ele, o moço furioso, meta a sua colher no caldeirão do Poder Legislativo. Ou editar leis sob a modalidade de medidas provisórias não é meter a colher no caldeirão do outro poder, o tal que deve fazer as leis?
Sabe o que é? É que as pessoas andam tão atarefadas, tão assoberbadas como se dizia antigamente, que não param para pensar que o que disseram ontem é exatamente o contrário do que estão dizendo hoje ou vice-versa. Aí, o jeito é dizer que as pessoas mudam, que vale a história da metamorfose ambulante e coisa e tal. Não sei, não, mas alguma coisa parece esquisita e até um pouco perigosa. Se a gente começa a mudar desse jeito, como é que se faz para viver no dia a dia? Se a regra de hoje pode não valer amanhã, como é que a gente vai atravessar a rua ou conversar com o nosso chefe ou dizer uma coisinha bonita no ouvido da nossa namorada?
Por isso é que é preciso pensar. Pensar no que se diz, no significado do que se diz, do que se faz, nas teses e posições que se defende. E então eu volto ao debate de hoje, mediado pelo jornalista Adalberto Piotto. Lá estavam os dois deputados federais, integrantes do Poder Legislativo, defendendo suas posições. O governista defendia o governo e o oposicionista atacava o governo, independente do que se tratava. O incrível, no entanto, é que os dois membros do Poder Legislativo em momento algum defenderam o Poder Legislativo cuja função é legislar, fazer leis, aprovar leis. O governista defendia a opinião do atual ocupante do Palácio do Planalto no sentido de que sem as Medias Provisórias não é possível governar porque o Congresso Nacional é lento e ineficiente. O oposicionista, por sua vez, dizia que havia um excesso de uso das tais Medidas Provisórias e que isso precisava ser limitado. Ele disse “limitado” e não “extinto”. Ou seja, em essência, ele concorda com o colega, mas diverge apenas no volume. Em síntese, o Congresso não funciona.
Aí o jornalista Adalberto Piotto perdeu a paciência e fez uma intervenção meio chata: “Um momento, senhores: chegamos então ao ponto do PAREM O CONGRESSO QUE EU QUERO DESCER? Ou seja, se tudo é tão ineficiente, para quê o Congresso Nacional, para quê o Poder Legislativo, para quê os deputados e senadores?”
Meus amigos, os dois moços ficaram tão atrapalhados que quase perderam o rumo da prosa. É que o jornalista resolveu estragar a conversa com esse tal hábito de pensar. Do jeito que a coisa vai indo, logo vamos ter mais um “slogan” circulando por aí: ”O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: PENSAR É PERIGOSO E FAZ MAL A SOCIEDADE”. Ou será que vai ser a Casa Civil que vai editar?
São Paulo, 24 de março de 2008.
Advogado, articulista de O Estado do Tapajós
Um dos tópicos que eu pretendia inserir aqui se refere a um hábito que às vezes me parece que nós estamos perdendo. Trata-se do hábito de pensar. Antes que alguém conteste e me chame de extremista ou, o que é pior, um desses tipos conservadores que vivem lançando aquele “as novas gerações são isto ou aquilo”, vamos esclarecer direitinho. É evidente que capacidade para pensar, todo mundo tem e sempre teve. Ninguém era melhor ou se tornou melhor que ninguém em matéria de capacidade. O problema talvez seja o nível de comunicação que se tem hoje e que mostra com muito mais clareza o que sempre existiu, mas ninguém via ou percebia. Ou então é o tamanho da luta pela sobrevivência que obriga todo mundo a entrar de cabeça nela e consome todo o tempo e energia que se tem. Aí, todo o resto acaba ficando no prejuízo. E como dizem os cientistas, o que a gente não usa acaba atrofiando.
Hoje pela manhã eu ouvia um debate promovido pela Radio CBN entre dois deputados federais a respeito de um tema que vem ganhando dimensão: as medidas provisórias, seu uso pelo Poder Executivo e o movimento no sentido de limitá-las.
Antes mesmo de se tocar no debate de hoje, vale a pena observar que o atual ocupante do Palácio do Planalto anda furioso porque estão falando em limitar o uso das Medidas Provisórias. Aí ele vem a público afirmar que sem medida provisória não dá para governar. O curioso é que Medida Provisória é uma forma de legislar. Legislar é atribuição do Poder Legislativo. Poucos dias antes, o mesmo ocupante do Palácio do Planalto (acho que era o mesmo, não?) teve outro ataque de fúria (esse moço vive furioso. Isso faz mal a saúde) porque alguém, do Poder Judiciário andou dizendo alguma coisa sobre uma de suas iniciativas, Tinha alguma coisa a ver com uma campanha de distribuição de dinheiro durante um ano eleitoral e andaram dizendo que havia pirão por baixo daquele angu.
Neste momento não tem importância saber se havia ou não o tal pirão por baixo do angu e nem se o homem do Poder Judiciário tinha razão ou direito de falar o que falou. O que me chama a atenção é que o mesmo moço que disse que o homem do Poder Judiciário não podia meter sua colher no caldeirão do Poder Executivo, agora está bravo porque estão querendo limitar que ele, o moço furioso, meta a sua colher no caldeirão do Poder Legislativo. Ou editar leis sob a modalidade de medidas provisórias não é meter a colher no caldeirão do outro poder, o tal que deve fazer as leis?
Sabe o que é? É que as pessoas andam tão atarefadas, tão assoberbadas como se dizia antigamente, que não param para pensar que o que disseram ontem é exatamente o contrário do que estão dizendo hoje ou vice-versa. Aí, o jeito é dizer que as pessoas mudam, que vale a história da metamorfose ambulante e coisa e tal. Não sei, não, mas alguma coisa parece esquisita e até um pouco perigosa. Se a gente começa a mudar desse jeito, como é que se faz para viver no dia a dia? Se a regra de hoje pode não valer amanhã, como é que a gente vai atravessar a rua ou conversar com o nosso chefe ou dizer uma coisinha bonita no ouvido da nossa namorada?
Por isso é que é preciso pensar. Pensar no que se diz, no significado do que se diz, do que se faz, nas teses e posições que se defende. E então eu volto ao debate de hoje, mediado pelo jornalista Adalberto Piotto. Lá estavam os dois deputados federais, integrantes do Poder Legislativo, defendendo suas posições. O governista defendia o governo e o oposicionista atacava o governo, independente do que se tratava. O incrível, no entanto, é que os dois membros do Poder Legislativo em momento algum defenderam o Poder Legislativo cuja função é legislar, fazer leis, aprovar leis. O governista defendia a opinião do atual ocupante do Palácio do Planalto no sentido de que sem as Medias Provisórias não é possível governar porque o Congresso Nacional é lento e ineficiente. O oposicionista, por sua vez, dizia que havia um excesso de uso das tais Medidas Provisórias e que isso precisava ser limitado. Ele disse “limitado” e não “extinto”. Ou seja, em essência, ele concorda com o colega, mas diverge apenas no volume. Em síntese, o Congresso não funciona.
Aí o jornalista Adalberto Piotto perdeu a paciência e fez uma intervenção meio chata: “Um momento, senhores: chegamos então ao ponto do PAREM O CONGRESSO QUE EU QUERO DESCER? Ou seja, se tudo é tão ineficiente, para quê o Congresso Nacional, para quê o Poder Legislativo, para quê os deputados e senadores?”
Meus amigos, os dois moços ficaram tão atrapalhados que quase perderam o rumo da prosa. É que o jornalista resolveu estragar a conversa com esse tal hábito de pensar. Do jeito que a coisa vai indo, logo vamos ter mais um “slogan” circulando por aí: ”O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: PENSAR É PERIGOSO E FAZ MAL A SOCIEDADE”. Ou será que vai ser a Casa Civil que vai editar?
São Paulo, 24 de março de 2008.
Tucanos agitam sucessão na Pérola
Do site Quintaemenda:
O deputado federal Lira Maia (DEM-PA) anda com a pulga atrás da orelha com seus aliados tucanos. É que ele soube que os alados, com orientação do ex governador Simão Jatene, estariam preparando um encontro em Santarém onde lançariam o deputado estadual Alexandre Von candidato à prefeito. Von não teria nenhuma participação na tentativa de lançamento.Maia diz que os tucanos conhecem todos os seus passos na formação de uma aliança mais alargada, digamos.
Quem alargaria a aliança atende pela alcunha de Sobrancelhudo[Jader Barbalho].
O deputado federal Lira Maia (DEM-PA) anda com a pulga atrás da orelha com seus aliados tucanos. É que ele soube que os alados, com orientação do ex governador Simão Jatene, estariam preparando um encontro em Santarém onde lançariam o deputado estadual Alexandre Von candidato à prefeito. Von não teria nenhuma participação na tentativa de lançamento.Maia diz que os tucanos conhecem todos os seus passos na formação de uma aliança mais alargada, digamos.
Quem alargaria a aliança atende pela alcunha de Sobrancelhudo[Jader Barbalho].
Manchetes de O ESTADO DO TAPAJÓS
JUÍZES PEDEM TROPAS FEDERAIS PARA AS ELEIÇÕES EM SANTARÉM.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO JÁ RECEBEU MAIS DE 300 DENÚNCIAS
MOTOTÁXI TERÁ FISCALIZAÇÃO A PARTIR DE QUARTA-FEIRA
NÍVEL DO RIO TAPAJÓS ESTÁ APENAS A 1 CM DA MARCA DA ENCHENTE DE 2006
CURUÁ-UNA SÓ FICA PRONTA EM JUNHO.
Madrugada tranquila
Bom dia,
Não se confirmou a previsão da Defesa Civil de que Santarém seria varrida esta madrugada por ventos de até 50 km/hora.
Pelo menos até as 6 da manhã desta quarta-feira.
Não se confirmou a previsão da Defesa Civil de que Santarém seria varrida esta madrugada por ventos de até 50 km/hora.
Pelo menos até as 6 da manhã desta quarta-feira.
terça-feira, 25 de março de 2008
De olho no planalto santareno
É de autoria do deputado Antônio Rocha(PMDB) o projeto de lei que declara de utilidade pública a Associação dos Produtores Rurais Agro- extrativistas da Lagoa Azul, na Gleba Pacoval, localizada na região do Curuá-Una em Santarém. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos deputados em plenário.
Dono de 1 mil hectares pode requerer regularização de terras na Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (25) uma medida provisória que aumenta o limite de terras que poderão ser regularizadas na Amazônia.
Atualmente, quem vive e trabalha em áreas com até 500 hectares pode requerer documento que lhe garanta direito de uso da terra.
De acordo com o Palácio do Planalto, com a MP, os produtores que ocupam áreas de cerca de mil hectares também poderão apresentar o requerimento. O objetivo, segundo o Planalto, é resolver a questão fundiária na região.
(Agência Brasil)
Atualmente, quem vive e trabalha em áreas com até 500 hectares pode requerer documento que lhe garanta direito de uso da terra.
De acordo com o Palácio do Planalto, com a MP, os produtores que ocupam áreas de cerca de mil hectares também poderão apresentar o requerimento. O objetivo, segundo o Planalto, é resolver a questão fundiária na região.
(Agência Brasil)
Paysandu 1 x 0 Tuna
O Paysandu venceu a Tuna Luso por 1 a 0, gol anotado pelo meia Rafael Oliveira aos 37 minutos do primeiro tempo, e garantiu a liderança do primeiro turno, tendo o direito de jogar pelo empate na semifinal para disputar o título.
O Bicola volta a jogar no próximo domingo contra o quarto colocado, que será definido amanhã. Águia, Ananindeua, Tiradentes, Cametá e Castanhal entrarão em campo nesta quarta por três vagas às semifinais.
(Bola)
O Bicola volta a jogar no próximo domingo contra o quarto colocado, que será definido amanhã. Águia, Ananindeua, Tiradentes, Cametá e Castanhal entrarão em campo nesta quarta por três vagas às semifinais.
(Bola)
Suspensa liminar que liberava venda de bebidas alcoólicas em rodovias de SP
O desembargador federal Fábio Prieto de Souza, da 4ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, atendeu pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) e suspendeu liminar obtida pelo Sindicato de Restaurantes, Bares e Hotéis contra a Medida Provisória 415/08, que proibiu a venda de bebidas alcoólicas em rodovias federais.
Em Santarém, o bar Celeiro, localizado às margens da rodovia Br163, reabriu suas portas mediante liminar expedida pelo juiz federal Francisco Garcês.
Em Santarém, o bar Celeiro, localizado às margens da rodovia Br163, reabriu suas portas mediante liminar expedida pelo juiz federal Francisco Garcês.
Remo e Paysandu têm sedes leiloadas pela Justiça do Trabalho
A Justiça do Trabalho da 8ª Região dá início, nas próximas quinta (27) e sexta-feira (28), ao seu ciclo de Leilões Periódicos de 2008. No primeiro dia do evento, na sede do TRT8, às 14h, irão à praça 18 bens imóveis e veículos; no dia seguinte, no Depósito Público do Fórum Trabalhista de Belém, a partir das 9h, estarão disponíveis para arremate 250 bens móveis.
Entre os imóveis leiloados estão as sedes do Clube do Remo e do Paysandu Sport Club, ambas localizadas na Av. Nazaré. O terreno do Paysandu está avaliado em R$4 milhões e irá à praça pelo processo 1288/2005, em tramitação na 9ª Vara do Trabalho de Belém, movido pelo jogador Alex Sandro Pinho. Já o bem remista, avaliado em R$10 milhões e 800 mil, vai a leilão pelos processos 140/2005, 1102/2007 e 535/2007, movidos, respectivamente, pelos jogadores Thiago Lima dos Santos, Márcio Queiroz de Pinho e Sérgio Henrique da Silva.
Entre os imóveis leiloados estão as sedes do Clube do Remo e do Paysandu Sport Club, ambas localizadas na Av. Nazaré. O terreno do Paysandu está avaliado em R$4 milhões e irá à praça pelo processo 1288/2005, em tramitação na 9ª Vara do Trabalho de Belém, movido pelo jogador Alex Sandro Pinho. Já o bem remista, avaliado em R$10 milhões e 800 mil, vai a leilão pelos processos 140/2005, 1102/2007 e 535/2007, movidos, respectivamente, pelos jogadores Thiago Lima dos Santos, Márcio Queiroz de Pinho e Sérgio Henrique da Silva.
Odair desperta críticas e elogios
Opiniões de leitores sobre o vice-governador Odair Corrêa:
Mais uma vez o vice-governador Odair Corrêa não cumpre com o que prometeu,alias enganar os santarenos está se tornando rotina em suas andanças por esta cidade. Como o barbalhão não vai ser liberado como o mesmo prometeu aos torcedores santarenos,será que ele ainda vai ter a cara de pau de disser que não prometeu a reforma do estádio para o São Raimundo jogar em nossa cidade?
Me engana que eu gosto!!!
Paulo Roberto Cruz
Alvinegro de coração
24 de Março de 2008 22:19
-------------------
Quando os Santarenos elegeram o vice-governador tinham a esperança das coisas mudarem um pouco, pois o Sr. Odair Corrêa tinha conhecimento dos problemas enfentados pelos moradores, depois que conseguiu se eleger, é como se a cidade não existe mais para o vice-governador. Mas, afinal de contas quem é que lembra de Santarém sem ser em época de eleição? Espero que o povo lembre disso quanto for votar de novo em pessoas que só prometem, não cumprem e depois passeiam pela cidade achando que mais tarde vão se eleger novamente porque a memória dos eleitores é curta!
25 de Março de 2008 11:32
------------------------
O Odair deveria ganhar o premio de persona non grata dos torcedores santarenos. O homem é só promessa.
25 de Março de 2008 12:03
------------------------
Era só o que faltava,querer culpar o nosso vice governador ODAIR CORRÊA pela interdição do estádio. Eta povinho invejoso. Só porque o odair é pessoa simples e humilde começam a denegrir sua pessoa.
25 de Março de 2008 12:32
-----------------------
O anonimo das 12:32 só pode ser um daqueles assessores ´puxa saco. Te manca e pede pro teu vice-governador cumprir com o que prometeu, pois os santarenos já não aguentam tanta promessa por parte do Odair.
25 de Março de 2008 21:33
Mais uma vez o vice-governador Odair Corrêa não cumpre com o que prometeu,alias enganar os santarenos está se tornando rotina em suas andanças por esta cidade. Como o barbalhão não vai ser liberado como o mesmo prometeu aos torcedores santarenos,será que ele ainda vai ter a cara de pau de disser que não prometeu a reforma do estádio para o São Raimundo jogar em nossa cidade?
Me engana que eu gosto!!!
Paulo Roberto Cruz
Alvinegro de coração
24 de Março de 2008 22:19
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Quando os Santarenos elegeram o vice-governador tinham a esperança das coisas mudarem um pouco, pois o Sr. Odair Corrêa tinha conhecimento dos problemas enfentados pelos moradores, depois que conseguiu se eleger, é como se a cidade não existe mais para o vice-governador. Mas, afinal de contas quem é que lembra de Santarém sem ser em época de eleição? Espero que o povo lembre disso quanto for votar de novo em pessoas que só prometem, não cumprem e depois passeiam pela cidade achando que mais tarde vão se eleger novamente porque a memória dos eleitores é curta!
25 de Março de 2008 11:32
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O Odair deveria ganhar o premio de persona non grata dos torcedores santarenos. O homem é só promessa.
25 de Março de 2008 12:03
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Era só o que faltava,querer culpar o nosso vice governador ODAIR CORRÊA pela interdição do estádio. Eta povinho invejoso. Só porque o odair é pessoa simples e humilde começam a denegrir sua pessoa.
25 de Março de 2008 12:32
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O anonimo das 12:32 só pode ser um daqueles assessores ´puxa saco. Te manca e pede pro teu vice-governador cumprir com o que prometeu, pois os santarenos já não aguentam tanta promessa por parte do Odair.
25 de Março de 2008 21:33
Defesa Civil alerta para vendaval na madrugada de quarta-feira
A prefeita Maria do Carmo acaba de ser informada pela Comissão Estadual de Defesa Civil que na madrugada desta quarta-feira Santarém será atingida por rajada de ventos de velocidade de até 50km/hora.
Carta ao médico que denunciou falta de condições de trabalho no Hospital Regional
Recebemos de leitor que não se identificou esta carta endereçada ao médico Manoel Alvarenga, autor de um dos posters mais importantes publicados por este site.
Dr. Manoel...
A gente não se conhece, mas trabalhamos de uma certa forma bem próximos. Sei muito bem do que estais falando, mas eu gostaria de dizer para todo mundo que puder ler as nossas palavras o tanto que és importante para nossa cidade, muito além de ser o único endócrino do SUS todos que te rodeiam sabem o tanto que és humano e amas a profissão que exerce.
Gostaria que ao menos a metade dos políticos paraenses tivessem amor pela profissão e pelo próximo...
Quero pedir encarecidamente para você Dr. Manoel Alvarenga que não permita que esse "balaio de gato" lhe separe da gente, pois precisamos muito do seu conhecimento. Deixe que o tempo se encarregue de mostrar ao povo daqui quem "eles" realmente são.
Não adianta abraçar uma causa aonde o maior privilegiado se acovarda e abaixa a cabeça. O Oeste do Pará já tem por sina sofrimento na sua história e não vai ser você quem vai mudar os maus costumes de um povo.
Só iremos aprender a viver quando aprendermos a VOTAR... Cada um tem o líder que merece!!
Fica com Deus!
Teu amigo e fã incondicional!!!
Dr. Manoel...
A gente não se conhece, mas trabalhamos de uma certa forma bem próximos. Sei muito bem do que estais falando, mas eu gostaria de dizer para todo mundo que puder ler as nossas palavras o tanto que és importante para nossa cidade, muito além de ser o único endócrino do SUS todos que te rodeiam sabem o tanto que és humano e amas a profissão que exerce.
Gostaria que ao menos a metade dos políticos paraenses tivessem amor pela profissão e pelo próximo...
Quero pedir encarecidamente para você Dr. Manoel Alvarenga que não permita que esse "balaio de gato" lhe separe da gente, pois precisamos muito do seu conhecimento. Deixe que o tempo se encarregue de mostrar ao povo daqui quem "eles" realmente são.
Não adianta abraçar uma causa aonde o maior privilegiado se acovarda e abaixa a cabeça. O Oeste do Pará já tem por sina sofrimento na sua história e não vai ser você quem vai mudar os maus costumes de um povo.
Só iremos aprender a viver quando aprendermos a VOTAR... Cada um tem o líder que merece!!
Fica com Deus!
Teu amigo e fã incondicional!!!
Vereador de Almeirim tem prisão preventiva decretada
O juiz substituto da comarca de Almeirim, Leonel Cavalcanti, decretou no dia 22 de fevereiro a prisão preventiva do vereador Francisco Carlos Gualberto dos Santos, "Onça", acusado de encomendar a morte de Raimundo Almeida dos Santos, popular ‘Cara Seca’, crime ocorrido no dia 03 de julho de 2004.
Também foi decretada a prisão dos demais possíveis envolvidos, José das Graças Borges Alves, vulgo "Zé Baixinho' e Alvino de Sousa Lima, diretor do hospital municipal de Almeirim.
Segundo o jornal Tribuna da Calha Norte, ao tomarem conhecimento do mandado de prisão, os acusados sumiram da cidade e passaram a condição de foragidos perante à justiça.
Geraldo Borges Fróes, vulgo "Pinto", autor do disparo que matou a vítima afirmou à polícia que foi "contratado" para "'fazer o serviço"por R$ 5 mil por Alvino de Sousa Lima, Francisco Carlos Gualberto dos Santos, (vereador Onça) e "Zé Baixinho".
Francisco Dias dos Santos, filho da vítima, informou que há no município de Almeirim a prática ilegal de grilagem de terras públicas (tanto que o cartório de ofício de Almeirim está sob intervenção judicial) bem como a exploração ilegal de madeira. Informou ainda que dias antes do crime de seu pai, ele, que à época era servidor da secretaria de meio ambiente do município, havia participado de uma diligência, a qual resultou na apreensão de várias motosserras pertencentes a ‘Zé Baixinho’, ‘vereador Onça’ e ‘Alvino’, o que resultou em seus indiciamentos pela prática de crime contra o meio ambiente e a paralisação da lucrativa exploração de madeiras nobres.
Francisco Gilberto dos Santos ‘Onça’ é vereador do PSDB e líder do Governo na câmara Municipal de Almeirim e Alvino de Sousa Lima é chefe do Hospital Municipal de Almeirim.
Também foi decretada a prisão dos demais possíveis envolvidos, José das Graças Borges Alves, vulgo "Zé Baixinho' e Alvino de Sousa Lima, diretor do hospital municipal de Almeirim.
Segundo o jornal Tribuna da Calha Norte, ao tomarem conhecimento do mandado de prisão, os acusados sumiram da cidade e passaram a condição de foragidos perante à justiça.
Geraldo Borges Fróes, vulgo "Pinto", autor do disparo que matou a vítima afirmou à polícia que foi "contratado" para "'fazer o serviço"por R$ 5 mil por Alvino de Sousa Lima, Francisco Carlos Gualberto dos Santos, (vereador Onça) e "Zé Baixinho".
Francisco Dias dos Santos, filho da vítima, informou que há no município de Almeirim a prática ilegal de grilagem de terras públicas (tanto que o cartório de ofício de Almeirim está sob intervenção judicial) bem como a exploração ilegal de madeira. Informou ainda que dias antes do crime de seu pai, ele, que à época era servidor da secretaria de meio ambiente do município, havia participado de uma diligência, a qual resultou na apreensão de várias motosserras pertencentes a ‘Zé Baixinho’, ‘vereador Onça’ e ‘Alvino’, o que resultou em seus indiciamentos pela prática de crime contra o meio ambiente e a paralisação da lucrativa exploração de madeiras nobres.
Francisco Gilberto dos Santos ‘Onça’ é vereador do PSDB e líder do Governo na câmara Municipal de Almeirim e Alvino de Sousa Lima é chefe do Hospital Municipal de Almeirim.
Santarém é o 5º município em casos de dengue
A secretaria de saúde do estado divulgou ontem o mapa da dengue no Estado do Pará.
Dos dez municípios relacionados pela Sespa como os de maior incidência da doença, Santarém aparece na quinta posição com 440 casos, atrás de Belém(1.204), Conceição do Araguaia(926), Parauapebas(827) e Oriximiná(766). Itaituba é o sexto município com 414 casos de dengue.
Dos dez municípios relacionados pela Sespa como os de maior incidência da doença, Santarém aparece na quinta posição com 440 casos, atrás de Belém(1.204), Conceição do Araguaia(926), Parauapebas(827) e Oriximiná(766). Itaituba é o sexto município com 414 casos de dengue.
MP entra com ação contra prefeito de Alenquer
O prefeito de Alenquer Cleóstenes Farias vai responder Ação Civil Pública impetrada perante à justiça estadual pelo Ministério Público Estadual pelo uso de propaganda institucional para promoção pessoal em inserções veículadas em emissoras de televisão de Alenquer em Santarém.
As denúncias contra Farias partiram de populares que acionaram a Ouvidoria do Ministério Público em Belém.
Na ação, os promotores pedem a aplicação de multa de R$ 15 mil para cada inserção veiculada.
As denúncias contra Farias partiram de populares que acionaram a Ouvidoria do Ministério Público em Belém.
Na ação, os promotores pedem a aplicação de multa de R$ 15 mil para cada inserção veiculada.
Chuvas castigam estradas e cidades na região Oeste do Estado do Pará
Paulo Leandro Leal
As fortes chuvas que caem diariamente na região oeste do Pará têm causados sérios estragos nas estradas, deixando-as intrafegáveis, e nas cidades, onde os moradores sofrem com alagamentos e enxurradas. A situação tem preocupado a defesa civil do Estado, que está alertando principalmente os municípios de Altamira, Rurópolis, Santarém e Itaituba para o risco de vendavais, alagamentos e acidentes, como queda de árvores e deslizamentos de encostas.
No sábado, 22, uma grande quantidade de terra deslizou para o leito da pista na Rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá), na Serra do Piquiatuba, zona urbana de Santarém. O 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) trabalhou quase o dia todo para liberar o tráfego na rodovia. No domingo, um deslizamento de areia interrompeu por cerca de uma hora o tráfego na rodovia estadual Everaldo Martins, que liga a cidade de Santarém è vila de Alter do Chão. O deslizamento ocorreu durante uma forte chuva.
Nas rodovias Transamazônica (BR-230) e Santarém-Cuiabá, diversos trechos ficam sob água durante as chuvas mais intensas. Os rios estão transbordando e muitas pontes podem ser levadas a qualquer momento pela correnteza. Os motoristas têm que esperar o nível da água abaixar para seguir viagem. Novos atoleiros se formam a cada dia e transformam a viagem num verdadeiro teste de paciência.
Na cidade de Santarém, maior da região, os estragos causados pelas chuvas têm sido grandes. Há duas semanas, o comércio da cidade ficou completamente alagado, a água invadiu as lojas e muitos produtos estragaram. Até mesmo carros foram arrastados pela enxurrada. Na periferia, a situação é mais dramática. Todos os dias, milhares de pessoas não conseguem sair de casa cedo para trabalhar.
Em alguns bairros, os moradores constroem barricadas para impedir o avanço da água durante a chuva. Na Nova República, um dos bairros mais distantes do Centro, muitos moradores jê tiveram as casas invadidas pela água e perderam móveis e eletrodomésticos. "Toda a noite chove e eu já nem durmo mais direito preocupada com meus filhos", relata a doméstica Maria Paula, 35, que mora sozinha com seus cinco filhos. Ela tem faltado com freqüência ao trabalho por causa das chuvas. "Tenho medo de perder o emprego", diz.
Valas e buracos tomam conta da cidade, que ficou com aparência de terra arrasada. A situação é tão grave que a prefeita Maria do Carmo (PT) estuda decretar estado de emergência no município. Mas ela é acusada pela oposição de não realizar os serviços básicos de infra-estrutura, como drenagem e desentupimento de bueiros, o que estaria aumentando o problema.
Segundo a defesa civil do Estado, tem chovido neste mês de março mais do que o índice registrado nos meses de janeiro e fevereiro juntos. A tendência é que as chuvas fortes continuem caindo até o final do mês e vá diminuindo a partir do mês de abril, mas o inverno deve prosseguir até o final do mês de maio.
As fortes chuvas que caem diariamente na região oeste do Pará têm causados sérios estragos nas estradas, deixando-as intrafegáveis, e nas cidades, onde os moradores sofrem com alagamentos e enxurradas. A situação tem preocupado a defesa civil do Estado, que está alertando principalmente os municípios de Altamira, Rurópolis, Santarém e Itaituba para o risco de vendavais, alagamentos e acidentes, como queda de árvores e deslizamentos de encostas.
No sábado, 22, uma grande quantidade de terra deslizou para o leito da pista na Rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá), na Serra do Piquiatuba, zona urbana de Santarém. O 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) trabalhou quase o dia todo para liberar o tráfego na rodovia. No domingo, um deslizamento de areia interrompeu por cerca de uma hora o tráfego na rodovia estadual Everaldo Martins, que liga a cidade de Santarém è vila de Alter do Chão. O deslizamento ocorreu durante uma forte chuva.
Nas rodovias Transamazônica (BR-230) e Santarém-Cuiabá, diversos trechos ficam sob água durante as chuvas mais intensas. Os rios estão transbordando e muitas pontes podem ser levadas a qualquer momento pela correnteza. Os motoristas têm que esperar o nível da água abaixar para seguir viagem. Novos atoleiros se formam a cada dia e transformam a viagem num verdadeiro teste de paciência.
Na cidade de Santarém, maior da região, os estragos causados pelas chuvas têm sido grandes. Há duas semanas, o comércio da cidade ficou completamente alagado, a água invadiu as lojas e muitos produtos estragaram. Até mesmo carros foram arrastados pela enxurrada. Na periferia, a situação é mais dramática. Todos os dias, milhares de pessoas não conseguem sair de casa cedo para trabalhar.
Em alguns bairros, os moradores constroem barricadas para impedir o avanço da água durante a chuva. Na Nova República, um dos bairros mais distantes do Centro, muitos moradores jê tiveram as casas invadidas pela água e perderam móveis e eletrodomésticos. "Toda a noite chove e eu já nem durmo mais direito preocupada com meus filhos", relata a doméstica Maria Paula, 35, que mora sozinha com seus cinco filhos. Ela tem faltado com freqüência ao trabalho por causa das chuvas. "Tenho medo de perder o emprego", diz.
Valas e buracos tomam conta da cidade, que ficou com aparência de terra arrasada. A situação é tão grave que a prefeita Maria do Carmo (PT) estuda decretar estado de emergência no município. Mas ela é acusada pela oposição de não realizar os serviços básicos de infra-estrutura, como drenagem e desentupimento de bueiros, o que estaria aumentando o problema.
Segundo a defesa civil do Estado, tem chovido neste mês de março mais do que o índice registrado nos meses de janeiro e fevereiro juntos. A tendência é que as chuvas fortes continuem caindo até o final do mês e vá diminuindo a partir do mês de abril, mas o inverno deve prosseguir até o final do mês de maio.
Festival das Tribos de Juruti é patrimônio cultural do Pará
O Diário Oficial do Estado publicou ontem lei estadual que transforma o Festival das Tribos de Juruti em patrimônio artístico e cultural do estado do Pará. Na mesma edição foi publicada lei que dá igual tratamento à dança do Marambiré, de Alenquer.
Propaganda eleitoral na internet só nos sites dos candidatos
Os candidatos que vão concorrer às eleições municipais de outubro só poderão fazer propaganda na internet na página destinada exclusivamente à divulgação de sua campanha. Ou seja, está proibida a publicidade em outros sites. A regra consta na Resolução 22.718 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que trata da propaganda eleitoral.
Segundo a resolução, a página dos candidatos deverá ficar no ar a partir de 6 de julho até antevéspera da eleição, ou seja, até 3 de outubro. Os candidatos podem optar em usar ou não a terminação “can.br”. Neste caso, deverão solicitar o domínio ao gestor da Internet Brasil e indicar o nome e o número do candidato -os mesmos que vão constar na urna eletrônica. Os domínios “can.br” serão automaticamente cancelados após a votação do primeiro turno ou do segundo turno -caso o candidato vá para o segundo turno.
As punições de cassação de registro e inelegibilidade impostas nos casos de uso indevido de meio de comunicação e abusos e excessos na divulgação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação, que antes só atingiam matérias da imprensa escrita, foram estendidas à reprodução do jornal na internet.
(Folha Press)
Segundo a resolução, a página dos candidatos deverá ficar no ar a partir de 6 de julho até antevéspera da eleição, ou seja, até 3 de outubro. Os candidatos podem optar em usar ou não a terminação “can.br”. Neste caso, deverão solicitar o domínio ao gestor da Internet Brasil e indicar o nome e o número do candidato -os mesmos que vão constar na urna eletrônica. Os domínios “can.br” serão automaticamente cancelados após a votação do primeiro turno ou do segundo turno -caso o candidato vá para o segundo turno.
As punições de cassação de registro e inelegibilidade impostas nos casos de uso indevido de meio de comunicação e abusos e excessos na divulgação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação, que antes só atingiam matérias da imprensa escrita, foram estendidas à reprodução do jornal na internet.
(Folha Press)
Assentamento do Incra é origem de parte da madeira extraída ilegalmente
Parte da madeira ilegal extraída no Pará tem origem em assentamentos rurais criados pelo Incra nos últimos três anos. A afirmação é do Ministério Público Federal no Estado, que aponta que, em pelo menos 25 municípios do oeste do Pará, há 107 assentamentos irregulares. Segundo o órgão, a área destinada pelo Incra em Santarém a projetos sem licença ambiental é de cerca de 56 mil km2. A suspeita é que muitos desses projetos foram criados por interesses de madeireiras.
As denúncias feitas pela Procuradoria levaram a Justiça Federal a determinar, em fevereiro, o bloqueio dos bens e a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de nove pessoas acusadas de responsabilidade no caso, entre elas o ex-superintendente do Incra em Santarém, Pedro de Santana.
Sem-tora desmatam
A extração ilegal de madeira no Pará e a omissão do poder público em relação à atividade nos últimos anos possibilitaram o surgimento de grupos de posseiros, conhecidos como sem-tora, especializados em invadir terras e desmatar a serviço de madeireiras no Estado.
Os sem-tora, assim chamados porque nunca ficam com a madeira extraída, se passam por membros de movimentos de trabalhadores rurais sem terra e invadem áreas de florestas intactas com o objetivo de fornecer matéria-prima para as madeireiras. Estas, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, financiam a estrutura da ação, fornecendo equipamentos como motosserras e caminhões.
(Fonte: Folha de S. Paulo)
As denúncias feitas pela Procuradoria levaram a Justiça Federal a determinar, em fevereiro, o bloqueio dos bens e a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de nove pessoas acusadas de responsabilidade no caso, entre elas o ex-superintendente do Incra em Santarém, Pedro de Santana.
Sem-tora desmatam
A extração ilegal de madeira no Pará e a omissão do poder público em relação à atividade nos últimos anos possibilitaram o surgimento de grupos de posseiros, conhecidos como sem-tora, especializados em invadir terras e desmatar a serviço de madeireiras no Estado.
Os sem-tora, assim chamados porque nunca ficam com a madeira extraída, se passam por membros de movimentos de trabalhadores rurais sem terra e invadem áreas de florestas intactas com o objetivo de fornecer matéria-prima para as madeireiras. Estas, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, financiam a estrutura da ação, fornecendo equipamentos como motosserras e caminhões.
(Fonte: Folha de S. Paulo)
O helicóptero da discórdia
O vice-governador Odair Corrêa está fazendo cavalo de batalha para tentar basear em Santarém o helicóptero doado ao governo do estado pela coordenação dos Jogos Panamericanos.
A governdora Ana Júlia já deu sinais de que quer ver a aeronave operando em Marabá, atuando na campanha Arco de Fogo.
Já Odair Corrêa, segundo nota publicada no jornal O Liberal, estaria interessado em basear o helicóptero em Santarém para dar apoio às ações das polícias militar e civil.
Mas quem conhece bem o vice-governador acha que ele, mais uma vez, está agindo em proveito próprio, pois seus antecedentes no que tange a esquemas espalhafatosos de segurança podem apontar na direção do uso da aeronave para os deslocamentos de Odair na região, principalmente no trajeto até Alter-do-Chão.
Para quem não lembra, na festa do Çairé, no ano passado, o pouso de um helicóptero que transportava o vice-governador e sua comitiva cobriu de poeira a casa do advogado José Ronaldo Campos, localizada às proximidades do campo de futebol do Luso Brasil.
A governdora Ana Júlia já deu sinais de que quer ver a aeronave operando em Marabá, atuando na campanha Arco de Fogo.
Já Odair Corrêa, segundo nota publicada no jornal O Liberal, estaria interessado em basear o helicóptero em Santarém para dar apoio às ações das polícias militar e civil.
Mas quem conhece bem o vice-governador acha que ele, mais uma vez, está agindo em proveito próprio, pois seus antecedentes no que tange a esquemas espalhafatosos de segurança podem apontar na direção do uso da aeronave para os deslocamentos de Odair na região, principalmente no trajeto até Alter-do-Chão.
Para quem não lembra, na festa do Çairé, no ano passado, o pouso de um helicóptero que transportava o vice-governador e sua comitiva cobriu de poeira a casa do advogado José Ronaldo Campos, localizada às proximidades do campo de futebol do Luso Brasil.
Prédio de rico, manutenção de pobre
A queda de um elevador no edifício Torre de Alhambra. no bairo do Umarizal, em Belém, está provocando um jogo de empurra de responsabilidades sobre o ocorrido entre o codomínio e a construtora do prédio, segundo conta hoje Juvêncio Arruda.
Mas se o Corpo de Bombeiros for a fundo mesmo - não em direção ao fosso do elevador - verá que o condomínio, para economizar dinheiro, contratou a firma Global Tec para dar manutenção no equipamento por um preço quase a metade do que é praticado no mercado de Belém.
Isso quer dizer quer o condomínio de rico foi buscar uma empresa 'pirata' que dá manutenção de pobre e o resultado todo mundo já sabe quem é.
Em tempo: esse é o segundo acidente em elevador cuja manutenção está a cargo da Global Tec e que, estranhamente, não foi noticiado pela imprensa de Belém.
Mas se o Corpo de Bombeiros for a fundo mesmo - não em direção ao fosso do elevador - verá que o condomínio, para economizar dinheiro, contratou a firma Global Tec para dar manutenção no equipamento por um preço quase a metade do que é praticado no mercado de Belém.
Isso quer dizer quer o condomínio de rico foi buscar uma empresa 'pirata' que dá manutenção de pobre e o resultado todo mundo já sabe quem é.
Em tempo: esse é o segundo acidente em elevador cuja manutenção está a cargo da Global Tec e que, estranhamente, não foi noticiado pela imprensa de Belém.
Vai ter Eia/Rima?
A reversão do terreno da Vera Paz ao município vai possibilitar que ali a prefeitura de Santarém construa um centro cultural.
Mas será que os ecologistas também vão exigir que seja feito Eia/Rima antes que as obras comecem?
Em tempo: a diretoria anterior da CDP havia reservado aquela área para estacionamento de carretas que chegassem até o porto de Santarém quando a Br-163 for asfaltada.
Mas será que os ecologistas também vão exigir que seja feito Eia/Rima antes que as obras comecem?
Em tempo: a diretoria anterior da CDP havia reservado aquela área para estacionamento de carretas que chegassem até o porto de Santarém quando a Br-163 for asfaltada.
Crônica do dia - Miguel Oliveira
Penico de barro enferruja?
- Alô?
- Alô?
- De onde fala?
- Da casa da dona Joaquina...
- A senhora me faz um favor?
- Sim, pode falar...
- A senhora sabe informar se penico de barro enferruja?
- Depende do rabo que nele senta seu f.d.p....
Eram só três números no início da telefônica em Santarém no meu tempo de menino, na década de 60.
Salvo engano, o telefone da casa da dona Joaquina tinha o número 124. Era o tempo em que possuir uma linha telefônica instalada em casa dava sinal de prestígio social.
De origem modesta, nunca tinha usado um telefone. Mas mamãe precisava falar com dona Puruca, em Belém.
- Vai lá, meu filho, pede para a dona Joaquina emprestar o telefone.
Obediente, pus-me rapidamente a atravessar a rua do Imperador e serelepe galguei o portão principal do velho bangalô dos Braz Rebelo, na esquina da travessa Pedro Teixeira, onde hoje funciona um restaurante.
- Dona Joaquina, a mamãe precisa dar um recado para Belém. Dona Puruca está doente...
- O telefone está cortado!, resmungou a vizinha.
Menino atrevido, ousei contestá-la.
- Mas não tem nenhum fio pendurado aí fora, dona Joaquina...
-Menino, menino, respeita os mais velhos. Tô falando que está cortado porque está cortado, resumiu dona Joaquina.
Dei meia-volta e logo estava diante de dona Sarita, minha mãe, sentada no alpendre de nossa casa que fazia fundos com o rio Tapajós.
Ela sustentou os óculos com a ponta do dedo indicador, de modo a permitir uma melhor visão e, à sua maneira, cobrou o cumprimento do mandado.
-Telefonastes como te mandei?
-Não, minha mãe.
-Por quê?
- O telefone está cortado.
-Menino mentiroso..vais ficar de castigo...nada de jogar bola na praia por uma semana.
-Mas, mamâe... dona Joaquina é que é a mentirosa, não eu. Foi ela quem falou isso.
-Menino, menino, respeita os mais velhos. Mas quando já que a dona Joaquina iria inventar que o telefone dela está "cortado"?
-Foi o que ela disse.
-Menino...
No final da tarde, minha mãe e dona Joaquina sentavam à porta do bangalô para contar prosa. Nem chuva desfazia aquela dupla de amigas.
Lá pela tantas, antes de escurecer, minha mãe não conteve a curiosidade e perguntou se o telefone de dona Joaquina estava mesmo 'cortado'...
Dona Joaquina deu uma sonora gargahada.
- Sarita, tu sabes que um engraçadinho quis brincar comigo no telefone hoje de manhã? Fiquei com tanta raiva que respondi com um palavrão, bem do jeito que a gente gosta de soltar quando dá uma topada com o pé. Ele desligou correndo...
-Mas por causa disso "cortaram" o telefone? Indagou minha mãe.
-Não, Sarita. Quando o menino veio aqui de manhã eu ainda estava me restabelecendo do acesso de raiva. Não queria nem ouvir o ruído do telefone sendo usado. Foi só isso...
- E tu sabes o nome do autor dessa brincadeira de mau gosto? Retrucou minha mãe.
-Tenho uma desconfiança...
- Conta, conta, quem é?
- O meu prório filho!
Dona Joaquina e minha mâe Sarita já não estão mais entre nós. Na década de 90, com pouco mais de 70 anos, as duas amigas foram morar em outro plano espiritual.
Lá com certeza, as gargalhadas de Joaquina e Sarita estão sendo ouvidas com muita intensidade. Quem sabe, depois de receberem um trote passado por alguém do outro lado da linha de um celular com chip, a coqueluche dos tempos modernos.
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