domingo, 22 de março de 2009
São Raimundo 1 x 1 Vila Rica
Jader impõe condições a Ana Júlia
A aliança entre o PT e o PMDB, que governo o estado do Pará desde 1o de janeiro de 2007, somente será mantida para as eleições de 2010, quando a governadora Ana Júlia (PT) tentará a reeleição, se forem garantidas algumas condições impostas pelo presidente do PMDB paraense, o deputado federal Jader Barbalho.
Em um almoço realizado na semana passada, Barbalho colocou a faca no pescoço de Ana Júlia: reclamou que seu pessoal, do PMDB, tem sido hostilizado pelos petistas nas secretarias de Saúde e Obras e em órgãos públicos como Detran, Adepará e Cosanpa.
E sugeriu a, digamos assim, "chapa dos sonhos" para 2010: Ana Júlia para o governo, seu filho Helder Barbalho, atual prefeito de Ananindeua, como vice; ele, Jader disputando uma das vagas do Senado, com a outra sendo do deputado federal Paulo Rocha (PT).
Jader Barbalho mostrou que o P T ganharia a prefeitura de Ananindeua - segundo maior colégio eleitoral do estado -, onde a vice de Helder é Sandra Batista, mas o PT se comprometeria, desde já, a não lançar candidatura própria ao governo do estado em 2014, quando Jader lançaria seu filho Helder na disputa.
Pragmático, Jader reclamou que o PT "não cumpre acordos" e revelou que não terá nenhum constrangimento em se aliar aos tucanos Simão Jatene e Mario Couto na eleição de 2010 se sua proposta for rechaçada pelo PT.
Lembrou, por fim, que o PMDB elegeu mais de 40 prefeitos em 2008 e está estruturado em todos os municípios do estado, o que não ocorre inclusive com o PT, e que seu nome, de Jader, também está bem cotado nas pesquisas como candidato ao governo em 2010, o que pode desequilibrar o quadro eleitoral para um lado ou para outro.
A governadora Ana Júlia, anfitriã no almoço, ficou rouca de tanto ouvir e prometeu dar uma resposta após consultar suas bases. A conferir.
São Raimundo 1 x 0 Vila Rica
Primeiro tempo encerrado.
sábado, 21 de março de 2009
Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós
Gado prejudica Amazônia mais que produção de grãos
Detran cobra por lacre inexistente
Miniaturas de réplicas ganham mercado em Santarém
Pantera joga ofensivo contra o Vila Rica
Lavrador é ferido em explosão de forno de carvão
Professores terão que dar aulas aos sábados por causa da greve
sexta-feira, 20 de março de 2009
Governadora vem a Santarém inaugurar obras
Durante a audiência, o prefeito convidou a governadora para a solenidade de inauguração das obras de recuperação do Mercado Modelo e do Mercado Municipal. Ela disse que deverá ir a Santarém até o final de março.Na visita ao município do oeste do Pará, Ana Júlia Carepa deverá inspecionar também os 15 quilômetros de asfaltamento, executados em bairros de Santarém.
(Fonte: Agência Pará)
Assessor de imprensa do vice-governador envia email falso
O Blog do Estado já está de posse do corpo e dos endereços do email falso enviado pelo assessor de imprensa do vice-governador Odair Corrêa:
O texto, mentiroso, diz o seguinte:
" o colega Miguel Oliveira encaminhou retratação, provando que estávamoscerto, com relação a nota caluniosa sobre o nosso Vice´governador Odair Corrêa. "A transformação do mundo e da sociedade começa na hora em que cada pessoa assume, responsavelmente, seu papel social, para a construção do bem comum". Louvo a atitude do jornalista Miguel Oliveira, que lamentavelmente estava servindo de peça de manobra política. Nunca é tarde para se arrepender. Parabéns pela iniciativa. Devemos primeiramente checar as informações, princípio> básico para se fazer um bom jornalismo.Thompson Mota".
Este site já deixou claro que não publicou nenhuma retratação e confirma, quantas vezes forem necessárias, que o vice-governador Odair Corrêa foi barrado na visita do Príncipe Charles a Santarém.
Assessor de imprensa do vice-governador frauda página do Blog do Estado

Uma página do Blog do Estado, quando o contador marcava 104,684 acessos foi fraudada e está sendo enviada por email pelo asssessor de imprensa do vice-governador Odair Corrêa.
A fraude é tão grosseira, veja a reprodução acima - que pode ser facilmente desmontada se o leitor a qualquer momento acessar o arquivo do blog( coluna à direita da página) do dia 19, onde constam 8 notas e nenhuma delas tem o teor do texto usado nessa vergonhosa montagem.
O que Thompson Mota fez é uma tentativa desesperada de desmentir a notícia sobre a exclusão do vice-governador Odair Corrêa da comitiva que recepcionou o Principe Charles, em Santarém.
No texto da página fraudada, Thompson inclui uma retratação que nunca existiu. E nem exisitirá porque a notícia é verdadeira.
A direção do jornal O Estado do Tapajós, empresa que edita o Blog do Estado, vai levar o caso à polícia para que seja feita perícia nos email enviados por Thompson Mota e acionará a justiça em busca de reparação pelo dano causado ao editor do jornal.
Ana Júia recebe prefeito de Santarém
Queimado passou 4 horas sem atendimento no Pronto Socorro Municipal
Detalhe: o lavrador só recebeu atendimento por um clínico geral porque o caso chegou ao conhecimento da imprensa.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Juízes do Pará têm direito a receber diferença por substituição temporária
Fonte: Agência CNJ de notícias
Operação policial na casa de empresário (II)
Por isso, este blog foi o primeiro a cobrar do promotor uma resposta à denúncia do próprio Canté de que a ação teria sido uma represália ao fato do empresário ter se recusado a pagar propina à polícia.
O caldo entornou quando Canté também passou a sustentar que o revólver encontrado em sua residência - e que motivou a prisão de sua esposa - 'fora plantado' pelo próprio delegado Casseb.
Hoje de manhã, o empresário sustentou a denúnica e anunciou que vai pedir a perícia na arma em busca de impressões digitais para provar que a arma não lhe pertence. "Pra quê eu quero uma arma velha em casa? - questionou.
Diante da gravidade da denúncia, o promotor Harisson deveria convocar uma coletiva à imprensa e rebater, tim-tim por tim-tim, o que diz Washimgton Canté.
Ainda no assunto: É sabido que a polícia de Santarém não é flor que se cheire, com raras exceções.
Lembram das investigações, até hoje inconclusas, do 'incêndio' em um depósito de cesta básica e que até agora os autores da farsa não foram indentificados pela polícia?
Há quem sustente que o silêncio da polícia estaria relacionado ao fato da susposta vítima ser um dos membros da quadrilha que fez o serviço em seu próprio depósito para incriminar inocentes.
Sobrinho que tentou matar o tio vai a júri popular amanhã
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Pará já perdeu mais de 6 mil empregos este ano
Em fevereiro, o Pará perdeu quase 2.500 empregos com carteira assinada. Nos dois primeiros meses do ano já são mais de 6 mil empregos extintos. De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Dieese/Pa, com base em dados do Ministério do Trabalho, em fevereiro foram feitas em todo o Estado 18.716 admissões, ante 21.200 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2.484 postos de trabalho, com decréscimo de 0,45% em relação a janeiro. Em fevereiro do ano passado foi registrado um saldo positivo de 923 empregos formais, com um crescimento de 0,18%.
A maior queda na oferta de empregos no Pará em fevereiro ocorreu no setor da construção civil, de 4,41%, seguido pela indústria de transformação, com recuo de 1,66%. Em toda a região Norte foram feitas, naquele mês, 45.491 admissões e 51.720 desligamentos, com saldo negativo de 6.229 postos de trabalho e um decréscimo no emprego formal de 0,47%. O melhor desempenho ficou com o Tocantins, com um crescimento de 0,96%. Já o pior desempenho ficou com o Amazonas, com queda de 1,84%.
Em janeiro e fevereiro o Pará registrou 38.746 admissões e 44.762 desligamentos, gerando um saldo negativo de 6.016 postos de trabalho, um decréscimo de 1,09% em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve um saldo positivo de 554 empregos, com crescimento de 0,11%. Também em relação aos dois primeiros meses do ano, a construção civil foi o setor que mais desempregou, com uma queda de 5,98% na geração empregos formais, seguido pela industria de transformação, com recuo de 2,22%.
Partidos querem dobrar propaganda política na TV e no rádio
Os grandes partidos pretendem aumentar o tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão. O Projeto de Lei 576/2007, do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), já recebeu aprovação das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Ciência e Tecnologia (CCT), onde recebeu pareceres favoráveis, respectivamente, dos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Ideli Salvatti (PT-SC), então líder petista no Senado.
Caso a proposta seja aprovada pelo Senado e pela Câmara até junho, as novas regras entrarão em vigor no segundo semestre. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hoje os partidos com os requisitos que asseguram horário gratuito em rádio e TV têm direito, semestralmente, a dez minutos de propaganda em bloco (sem divisão em horários diferentes), além de 20 minutos divididos em inserções de 30 segundos a 1 minuto.
O projeto de Sérgio Guerra duplica o tempo disponível aos partidos: ao invés de 20, seriam 40 minutos de inserções em bloco na programação da TV aberta e nas emissoras de rádio. O bloco passará para 20 minutos por semestre. Isso quer dizer que, anualmente, estas legendas passarão a contar com 120 minutos (duas horas) de propaganda eleitoral gratuita.
O tribunal informa que, hoje, os 26 partidos com direito ao espaço gratuito ocupam, por ano, cerca de mil minutos da programação de emissoras de rádio e TV – o equivalente a 16 horas da grade de conteúdo das teledifusoras.
Confira a íntegra da reportagem em www.congressoemfoco.com.br
Lúcio Flávio Pinto: O PRÍNCIPE HERDEIRO E NÓS CABOCLOS AMAZÔNIDAS
Especial para o Estado do Tapajós
O príncipe Charles dançou o carimbó em Santarém com um olho na dançarina e o outro em Londres. Ficou claro que, ante a eventualidade de a qualquer momento ser convocado para assumir o trono da mais importante monarquia do mundo, o herdeiro da casa dos Windsor está polindo a própria imagem - e também a de sua controversa esposa. Quer fazer o rito da passagem, deixando para trás as sombras ainda vivas da rainha Elizabeth, como as evocações da princesa Diana. Charles quer ser um verdadeiro rei, enquanto há tempo.
Qual outro líder mundial já se dispôs - ou manifesta disposição - a ir até Alter-do-Chão, nos confins amazônicos (da perspectiva de Londres, a expressão a usar pode ser mais grosseira), e se misturar com o povo, de tal maneira aparentemente natural que nem se consegue perceber a severa segurança real? O programa do príncipe combinou um rápido oficialismo, sem pompa e circunstância, com a característica que ele tenta associar ao seu nome: um cidadão do mundo, preocupado com a saúde do planeta, atento ao que se faz de melhor em todos os lugares, receptivo aos demais homens de boa vontade. O príncipe tem preferido se reunir mais com cientistas e nativos, que acumulam o conhecimento científico e o saber tradicional, do que com políticos.
Não há efeitos concretos ou imediatos desse jogo de marketing e relações públicas para a terra visitada? Se não há, a culpa é mais nossa do que da comitiva britânica. Se a Amazônia cede a força do seu nome à campanha de adensamento da figura do príncipe herdeiro, tanto para sua retórica quanto para os negócios "verdes" da fundação que ele preside, não se pode ignorar os efeitos da presença do futuro monarca. Ele colocou na pupila de centenas de milhões de pessoas as cenas do "paraíso perdido", que estariam ao alcance das vontades se também tivéssemos nossos próprios mecanismos de promoção e de marketing, ferramentas que não podem ser deixadas de lado quando se trata de auditório mundial.
Para todas as suas conseqüências (ou sua ausência), a visita do príncipe Charles a Santarém foi um acontecimento positivo. Pode ser efêmero e de pouca intensidade. Mas ao invés de transferirmos a responsabilidade para o visitante, por que não olhamos para nossa própria culpa? Estamos deixando ao acaso a tarefa de decidir por nós. Continuamos a encarar com um amadorismo indesculpável a missão que nos cabe: de manter a Amazônia à nossa imagem e semelhança. Antes, porém, tratando de nos colocar à altura da responsabilidade imposta por esse privilégio, como os donos do maior patrimônio de biodiversidade da Terra.
Se não conseguimos avaliar adequadamente esse valor e tratá-lo como ele merece, os visitantes farão isso por nós. Por isso o príncipe tentava acompanhar os movimentos sinuosos da dançarina regional com os olhos bem postos na capital londrina, de onde veio e para onde voltou, enquanto nós ainda parecemos não ter descoberto onde estamos: na Amazônia.
Odair Corrêa foi barrado sim, na visita do Príncipe Charles
Eis o texto da nota:
" Amigos e fiéis colaboradores de Odair Corrêa não escondem a preocupação com a saúde do vice-governador depois que sua excelência foi barrado na comitiva de sua alteza o príncipe Charles que visitou Alter-do-Chão e Belterra, no último sábado.
O Odair é uma pessoa simples, caboclo da região e por tinha um velho sonho de cumprimentar um príncipe, esperança que alimentava desde criança quando lia contos de Andersen sobre a realeza - informou um interlocutor ao Blog do Estado.
Por isso, ser excluído dessa programação imperial deixou Odair muito agastado. "Temo que o nosso vice-governador entre
Eis o direito de resposta de Thompson Mota em nome de Odair Corrêa:
"Com relação à nota publicada na Coluna do Estado na edição de número 1.618 com circulação entre os dias 18 e 20 de março, na qual fala que o vice-governador do Pará Odair Corrêa foi barrado na comitiva de sua alteza o Príncipe Charles que visitou Alter do Chão e Belterra no último sábado (14). Informo que a nota não condiz com a verdade, Odair Corrêa se encontrava
Na certeza que terei o direito de resposta publicado, fica o meu agradecimento.
Thompson Mota
Assessor de Comunicação da Vice-governadoria. "
Thompson, que assina a nota acima, nada responde sobre o que aconteceu nos bastidores da visita do príncipe a Santarém e Belterra, preferindo o deboche. Mas, agindo assim, deixou de tomar cuidado com a veracidade de sua versão - que Odair estava
Leia o texto do release:
"ODAIR CORRÊA VISITA UNIVERSIDADE
O Vice-governador do Pará, Odair Corrêa, visitou a Universidade Federal de Itajubá
Nota da redação:
Odair não foi convidado pelo cerimonial da governadora Ana Júlia para vir a Santarém recepcionar o príncipe Charles. Isso é fato.
Odair não estava impedido de vir a Santarém, pois teve tempo de ir visitar a Universidade de Itajubá. Isso é fato.
O Blog do Estado mantém a informação sobre o desapontamento do vice-governador em não poder participar, em sua terra natal, da programação de sua alteza real, ele, Odair, que tem se reunido com diversas autoridades mundiais ligadas à ecologia, tendo chegado a instar, por telegrama, o presidente dos Estados Unidos. Falar com o príncipe de Gales é uma aspiração legítima, embora sua intenção tenha sido frustrada. Isso é fato.
A fonte do Blog do Estado é bem informada e tem acesso à entourrage do vice-governador Odair Corrêa.
Calúnia é imputar a alguém fato definido como crime, o que não consta no texto publicado. Isso é fato.
E por último, este site está de bem com a vida, frequentado por pessoas que querem saber os fatos que são omitidos na imprensa por profissionais que são pagos para falsear a verdade aos leitores.
Lúcio Flávio Pinto: O paraná de Dona Rosa
Escrevi o prefácio do livro Catalinas e Casarões (edição do autor, 283 páginas), que Ademar Ayres do Amaral lançará no dia 2. Reproduzo o texto como um convite a essa proveitosa leitura.
O Paraná da Dona Rosa não é Yasnaia Polyana nem Ademar Ayres do Amaral é Leon Tolstoi. Guardadas as devidas proporções, entretanto, ele introduz, com este saboroso livro, uma nova toponímia na geografia universal. Por sua localização e por sua história, essa região, a meio caminho entre Belém e Manaus, as duas maiores cidades da Amazônia, já havia ensaiado a sua inserção em grande estilo pela pena de outros autores. Mas nenhuma das investidas consignadas na parca bibliografia se compara ao texto que Ademar escreveu, baseado em sua própria memória, na de outras pessoas, que consultou, e naquilo que de melhor foi escrito a respeito.
É provável que esse método não tivesse proporcionado resultado de tão alto nível se aplicado por outra pessoa. Mas Ademar é nativo da terra, é herdeiro da mais importante dinastia local, viveu e testemunhou quase tudo que relata, tem uma sensibilidade rara e pôde rever seu passado pela lente da visão crítica, que sua formação técnica de engenheiro e seu distanciamento físico lhe possibilitaram. O que ele escreveu vai se tornar um livro clássico, uma obra com o gosto de quero-mais das criações cheias de vida, inspiradas por uma profunda identificação com o objeto da sua atenção. Ademar Ayres do Amaral cantou como nenhum outro a sua aldeia. Por isso, este livro é universal. Como Tolstoi antecipou que se tornam criações como esta.
O Paraná Dona Rosa é uma das muitas ruelas de água entre duas ou mais avenidas aquáticas, que se multiplicam na maior bacia hidrográfica do planeta. Tomou esse nome porque a dona Rosa foi "a mais poderosa mulher que existiu no lugar". Não eram muitos os poderosos do paraná, mas eles eram, de fato, muito poderosos. Depois de se ter notabilizado como um dos maiores produtores de cacau do Baixo-Amazonas, o Paraná da Dona Rosa, com a decadência desse cultivo, se tornou "um ajuntamento importante de grandes fazendas, a maioria delas nas mãos do coronel Joaquim Gomes do Amaral e de seus descendentes". Fazendas como a dos Amaral havia a Nazarezinha, a Aliados, a Salva-Vida, a São Nicolau. Eram universos próprios, quase auto-suficientes, que se comunicavam conforme suas regras e seus códigos especiais.
Ademar, neto do coronel maioral, reconstitui esse mundo particular, original, interessante. Outros dos seus parentes podiam ter-se dedicado a essa tarefa. Os patriarcas, que geraram suas descendências no local a partir do final da primeira metade do século XIX, trabalharam duro para que seus sucessores se educassem onde melhor conseguissem. Sucederam-se os doutores, as carreiras brilhantes e os títulos. Mas também o crescente distanciamento dos lugares onde seus umbigos foram plantados. Neste livro, Ademar refaz esse vínculo, que o tornou ponte entre Óbidos e Santarém, as duas principais fontes de civilização ma região, e o projeta para todos nós, beneficiados pela leitura do seu livro. Nele, há histórias e personagens da melhor literatura, exatamente porque forjados na mais autêntica realidade. Como Joaquim Gomes do Amaral, dono de lancha a vapor numa época em que esse tipo de embarcação "era um privilégio de poucos endinheirados". Tão potente que venceu a porfia com o navio Rio-Mar, "o paquete mais veloz da frota da Amazon River". Ou o tio Adalberto, "o último representante e talvez o mais carismático de uma incontável dinastia de coronéis que teve início no século dezenove com a cultura do cacau", define-o Ademar.
Ao final da leitura, fica a sensação de prazer que uma boa narrativa, com bons "causos" e excelentes observações, sempre nos deixa. Mas também uma série de sensações sobre esse mundo, que não apenas foi despovoado da sua gente, mas até mesmo sofreu perdas físicas, causadas tanto pela natureza, que já roeu - pela erosão - um terço dos 40 quilômetros de comprimento (e 1.6 milhão de hectares de área) que o Paraná Dona Rosa possuía, como pelo próprio homem. A natureza costuma compensar seus danos. O que faz a mão humana, mesmo quando age buscando melhorar suas condições de vida, não oferece a mesma segurança. A vida era melhor quando por ali só havia fazendas, povoados, quilombos e nativos, ou agora, com a penetração de mineradoras, das sociedades anônimas e do "progresso"?
É a moral que preciosas reconstituições de época, como esta, de alto valor documental e testemunhal, nos provocam. Ademar segue o fio da meada na sua viagem pela escrita, sem se preocupar em definir ou julgar. Seu compromisso é de fidelidade ao que viveu. Não seleciona nem censura. Fala do fogão alimentado com hastes de lenha nobre, como o pau-mulato ou a macaqueira. Fala também do almoço de domingo com um cardápio invariável: a tartaruga do Trombetas, a melhor que há. Uma cultura da destruição e do desperdício, observada pelos parâmetros do politicamente correto de hoje? Não, uma cultura, simplesmente.
O tamanho do homem era diminuto comparado ao tamanho da natureza, que ainda era a verdadeira protagonista da história. A tecnologia e a demografia acabaram com essa relação tendente ao equilíbrio: um número cada vez maior de homens ingressa no processo produtivo para atender quantidade muitas vezes maior ainda de outros homens. Quanto mais distante, mais exigente esse consumo, menos atenção se dá a quem já estava no lugar e nele fizera sua história. Não há tempo nem espaço para esse mundo. Mas há um traço meio perverso (ou perverso e meio) de união entre os dois momentos. Um filho de Adalberto e sua primeira mulher morreram de febre tifóide, "doença que hoje já quase nem se ouve falar", diz o sobrinho.
Provavelmente, porém, a maior epidemia aconteceu em Oriximiná depois da era dos "grandes projetos", quando Adalberto já era só lembrança. Simplesmente porque o benefício da modernidade não se espraia, não é para todos, como tinha que ser, se reconhecido o direito dos que chegaram primeiro e criaram este maravilhoso mundo que Ademar Ayres do Amaral salva da extinção com este livro maravilhoso.
quarta-feira, 18 de março de 2009
MTur faz estudo em Santarém como destino de referência em Ecoturismo
O Ministério do Turismo escolheu o "Destino Santarém" para estudo como referência na prática de Ecoturismo no país. Englobando os municípios de Santarém e Belterra, localizados no pólo turístico do Tapajós, o chamado "Destino Santarém" foi selecionado pelo projeto Destino Referência, realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, que escolheu dez localidades em diferentes segmentos turísticos. O diagnóstico do Ecoturismo no "Destino Santarém" foi realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), com apoio do Instituto Casa Brasil de Cultura (ICBC), Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e Prefeitura Municipal de Santarém. O estudo constatou como principais pontos fortes do destino: a capacidade indutora do destino, a existência de áreas protegidas como as Unidades de Conservação, a beleza natural exótica e singular, a biodiversidade, o acesso multimodal (ar, terra e água), porto com capacidade para navios transatlânticos, preservação das tradições e culturas caboclas, artesanato e produtos ecológicos, a receptividade, a culinária diversificada, entre outros aspectos. A Floresta Nacional do Tapajós, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, a Vila de Alter do Chão e o Bosque Santa Lúcia, além de dezenas de comunidades ribeirinhas foram alvo do estudo e considerados importantes atrativos para o fortalecimento e acontecimento do Ecoturismo no destino. Ainda de acordo com o diagnóstico, o planejamento ecoturístico do "Destino Santarém" deve ter dois vetores fundamentais: o resgate da identidade comunitária e a estruturação da operação turística e ecoturística. |
Oposição dá contragolpe em Osmando Figueiredo
Com isso, Osmando arquitetava incluir todos os pares de Erlon, inclusive os da oposição, como escudo diante a provável ação popular que será interposta contra a posse do suplente pemedebista.
Percebendo que o filho do titular da Semab, Bruno Paraíba, se preparava para convocar Erlon, a bancada de oposição se retirou do plenário, provocando o encerramento da sessão por falta de quorum.
A rasteira em Osmando, segundo o vereador Erasmo Maia(Democratas) foi uma medida preventiva contra o filho dele, que preside interinamente a Câmara e não tem qualquer relação com a assunção do vereador Valdir Matias Jr.(PV) na vaga de Chico da Ciframa, cassado pelo juiz eleitoral Sílvio Maria.
Ao meio-dia, Erlon e Valdir foram empossados perante à mesa diretora comandada por Bruno Paraíba, Gerlande Castro e Carlos Jaime.
Pronto Socorro de Santarém se assemelha ao de Belém
Não há médico especialista em queimados de plantão naquele hospital.
O PSM de Belém virou notícia nacional pelo mesmo motivo.
Ação popular vai questionar posse de Erlon Rocha
Serão alvos da ação os vereadores Bruno Paraíba, Gerlande Castro e Carlos Jaime.
10% dos torcedores entram de graça nos jogos do Pantera
Suzana Pinto
Free lancer
No último jogo ocorrido no domingo, entre São Raimundo e Castanhal, 10.779 pessoas compareceram ao estádio Barbalhão para assistir à partida que rendeu R$ 82.800,00. O público pagante foi de 9.966 torcedores. A diretoria do Pantera lamenta, no entanto, que 813 pessoas não pagaram o bilhete de entrada, o que representa cerca de 10% do público presente ao estádio.
O acesso de pessoas que não pagam ingresso no Barbalhão agrava o prejuízo financeiro para a equipe do São Raimundo que, em virtude de um acordo com o Castanhal, o clube santareno receberia 100% nas arrecadações, mas no final do borderô a diretoria constatou que pouco mais de 50% da renda entrou nos cofres do Pantera.
É que da renda do jogo, 10% são pagos para a administração do estádio( a prefeitura) e outros 10% para a Federação Paraense de Futebol. Além disso, o time precisa quitar outras despesas como contratação de seguranças e fiscais de bilheteria e portões de acesso. O São Raimundo reclama, ainda, que as federações de outros estados cobram apenas 5% da renda do jogo, ao contrário da Federação Paraense de Futebol(FPF) que cobra uma das mais altas taxas do país, igualando-se apenas a São Paulo e Goiânia.
Portanto, a entrada de 813 pessoas contabiliza um grande prejuízo para equipe que tem o mando de campo. No jogo contra o Castanhal, cerca de 8 mil reais deixaram de ser arrecadados pelo clube. O interessante é que as pessoas que não pagam ingresso, os conhecidos 'caroans' não são os simples torcedores, são policiais civis e bombeiros não escalados para trabalhar, agentes penitenciários, parentes e amigos de integrantes da imprensa, funcionários da prefeitura de Santarém, sobretudo os da assessoria de esporte e lazer, diretores dos clubes e ainda 600 crianças. "É claro que as crianças com menos de 10 anos têm por direito não pagarem o ingresso e que se deve incentivar os pais a levarem os filhos para assistir ao jogo", reconhece um dirigente alvinegro.
Outro diretor do São Raimundo informa ainda que há, no Barbalhão, um portão por onde as pessoas se aglomeram para entrar sem pagar no estádio. O prejuízo do São Raimundo poderia ser maior se o clube não montasse um sistema de fiscalização com segurança e fiscais contratados pela diretoria do time.
Medida provisória tabela o corpo humano para indenizações
A proposta que cria novas alíquotas de Imposto de Renda mexe com mais do que o bolso do contribuinte. Nos últimos quatro artigos, a Medida Provisória 451/08 trata de modificações na aplicação do Seguro Obrigatório para Veículos Automotores, o DPVAT. A MP tabela o corpo humano para definir o valor das indenizações a serem pagas às vítimas de acidentes de trânsito e, ainda, repassa uma conta de aproximadamente R$ 264 milhões, antes coberta por convênio de seguradoras, para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida provisória causa polêmica entre os deputados ligados à área da saúde, que acusam o governo de favorecer o setor de seguros em detrimento do SUS, e desagrada ao ministro José Gomes Temporão. Ela é o terceiro item na pauta da Câmara e tranca as votações desde o último dia 12.
O governo alega que as alterações pretendem reduzir o índice de fraudes que atinge as seguradoras, a maioria delas ligadas a grandes bancos, e evitar o aumento de 23% na cobrança do DPVAT. Com o reajuste de 10% em relação a 2008, a taxa cobrada do condutor varia este ano de R$ 93,87 (carros de passeio e camionetes) a R$ 259,04 (motocicletas). Só no ano passado, o seguro obrigatório rendeu R$ 4,6 bilhões aos cofres públicos.
O DPVAT arca com três tipos de ressarcimentos: indenizações por morte causada por acidente de trânsito, no valor de R$ 13,5 mil; por invalidez parcial ou total, no valor de até R$13,5 mil; e no valor de até R$ 2,7 mil para cobertura de gastos com atendimento médico hospitalar.
De acordo com a tabela usada pelas seguradoras, a perda do dedo mínimo em um acidente de carro dá direito, por exemplo, a uma indenização de R$ 1.620. Já o encurtamento de uma das pernas implica indenização de R$ 810. O tabelamento do governo toma como base uma tabela utilizada pelas seguradoras, que era constantemente questionada na Justiça pelos segurados.
O relator da proposta, deputado João Leão (PP-BA), prometia entregar seu relatório hoje (18), mas adiou o prazo para a próxima semana. Ainda assim, espera-se que o projeto final da MP vá a plenário sem grandes mudanças nos dispositivos que tratam do DPVAT. Segundo parlamentares contrários à norma, o relator sofreu grande pressão do governo para não modificar o texto.
Confira a íntegra da reportagem em www.congressoemfoco.com.br.
Suspensa sessão da Câmara por falta de quorum
Por isso, o presidente Bruno Paraíba teve que encerrar os trabalhos legislativos.
Mas antes leu a sentença do juiz Sílvio Maria cassando o mandato do vereador Chico da Ciframa.
Ato contínuo, declarou a perda de seu mandato perante o legislativo.
Espera-se, agora, a posse do suplente Valdir Matias Jr.
Erlon Rocha ainda não foi empossado
Lúcio Flávio Pinto: Onde a Amazônia já virou sertão
Os cientistas definiram a existência de um Centro de Endemismo Belém, uma área homogênea, que abriga espécies únicas da natureza (por isso mesmo, endêmicas do local). Esse centro abrange as florestas e os ecossistemas situados entre o leste do rio Tocantins e a porção amazônica do Maranhão, de mais antiga ocupação humana, o primeiro ponto de ataque das frentes pioneiras nacionais impulsionadas pela geopolítica da integração regional.
No entendimento dos cientistas, esta é a área mais ameaçada da Amazônia, porque 70% de suas florestas já foram colocadas abaixo. Justamente por seu endemismo, a continuidade da destruição causará um dano irreparável global. Mas nem é preciso pensar em futuro: a lesão - profunda - já pode ser percebida a olho nu. Quem anda por essa região já não consegue percebê-la como parte do bioma amazônico: ela se tornou uma extensão do sertão brasileiro. O colonizador refez a paisagem para que ela se assemelhasse ao seu ponto de origem. Pouco fez para se adaptar ao lugar no qual se instalou, respeitando-lhe a integridade, entendendo seus mecanismos de equilíbrio e adaptando-se a essa engrenagem natural.
Motivos não faltam para preocupação com o que já foi realizado. Mais motivos ainda existem para inquietação com o que está em curso ou pode ser previsto. Todas essas razões foram apresentadas por 35 pesquisadores reunidos em Belém pelo Museu Emílio Goeldi, no mês passado, para participar do seminário "Espécies Ameaçadas e Áreas Críticas para a Biodiversidade no Estado do Pará". A Secretaria de Meio Ambiente do Estado e a ONG Conservação Internacional apoiaram o encontro.
Segundo o informe do seminário, os especialistas indicaram ao governo paraense como prioridades para ações emergenciais de conservação quatro áreas do Centro de Endemismo Belém: a antiga fazenda Pirelli, localidades do litoral paraense, as propriedades do Grupo Agropalma e da empresa Cikel, e as corredeiras junto à Serra dos Martírios-Andorinhas, no rio Araguaia. Provavelmente esses locais estão ainda mais ameaçados do que o relato do encontro indicou.
Na área de oito mil hectares da antiga Fazenda Pirelli, adquirida pelo Estado durante o governo Almir Gabriel, o atual governo pretende construir nove mil casas populares. Esse local é um dos dois de maior diversidade arbórea e de maior concentração de espécies ameaçadas da Região Metropolitana de Belém, segundo os pesquisadores. Não podia ser menos indicada a escolha dos construtores oficiais. Não há outro sítio urbano com passivo ecológicol tão elevado? Aliás, nenhuma instituição do setor vai se pronunciar? A construção pode ser feita sem aprovação ambiental?
Já nos 106 mil hectares de propriedade da Agropalma em quatro municípios paraenses (Acará, Tailândia, Moju e Tomé-Açu), de onde saem 80% da produção de óleo de palma do Brasil, o grande desafio é saber se o que a empresa está fazendo é correto e suficiente para conciliar dois elementos conflitivos: o plantio homogêneo (e de uma espécie exótica, o dendê) e a enorme diversidade da mata nativa. No meio dos extensos plantios a empresa mantém 75 mil hectares de florestas secundárias "de grande importância para a conservação da biodiversidade global", diz o informe do Goeldi. Há dois anos (muito depois, portanto, da formação dos plantios), um dos patrocinadores do seminário, a Conservation, mais o Instituto Peabiru, responsável pela parte social do programa conjunto, defende a biodiversidade nessa reserva. Se faltam informações independentes sobre o alcance da iniciativa, que também é promovida pelo grupo Cikel na mesma região, pelo menos ela existe, contrastando com a mera destruição em torno, onde o desmatamento ocorre "numa taxa bastante alta", segundo os pesquisadores.
O alvo mais recente nesse centro de endemia é o projeto da hidrelétrica de Santa Izabel, que ameaça a área das corredeiras do Araguaia. Esse projeto, das décadas de 70/80, parecia definitivamente arquivado por seus efeitos ecológicos, inundando área bem maior do que a hidrelétrica de Tucuruí e produzindo quatro vezes menos energia. Surpreendentemente, foi retirado da prateleira das inviabilidades, reformulado e reapresentado como obra do Programa de Aceleração do Crescimento do presidente Lula e da ministra-candidata Dilma. Tudo isso sem a menor discussão prévia. Talvez por isso sente-se um frisson de alarme que os participantes do seminário mal conseguem conter - e que cabe à opinião pública repercutir.
Salas comuns, alunos especiais
Alunos com necessidades especiais já estudam nas salas de aula do ensino regular. De acordo com o MEC (Ministério da Educação) há 10 anos atrás apenas 13% dos alunos com deficiência assistiam aulas em salas comuns, hoje esse índice aumentou para 54%. Isso revela que a educação inclusiva é uma preocupação de todo o país.
O município de Santarém tenta adaptar-se às novas exigências educacionais inserindo alunos com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Segundo a SEMED, no ano de 2008 o município matriculou 310 crianças especiais na educação básica da cidade. Muitas delas são encaminhadas pela APAE que realiza um trabalho de socialização e incentiva a evolução das áreas do desenvolvimento como locomoção e atenção entre outras atividades tendo em vista a preparação do aluno para ingressar na sala de aula.
A inclusão de alunos especiais nas salas de aula comuns é realidade em quase todas as escolas de Santarém. A escola municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima, por exemplo, educa seis (6) crianças com necessidades especiais. De acordo com diretora Adriana Osório Piza essas crianças são bem recebidas pelas outras tidas normais. A pequena Emanuela (foto) tem dificuldades de locomoção, mas realiza bem suas atividades em sala, acompanha o ritmo de aprendizagem nos colegas. Ela e os outros alunos com necessidades especiais recebem atenção com profissional especializado no contraturno em que estuda, com isso, o aluno especial é incluso no ensino regular e ainda recebe atendimento diferenciado de acordo com a necessidade existente em cada um. Além do apoio pedagógico de profissional especializado, a escolas precisam readaptar seu espaço físico para atender a clientela especial. As escolas em Santarém ainda não possuem a estrutura adaptada oficial proposta pelo MEC, mas já procuram organizar sua estrutura física com rampas para favorecer a acessibilidade.
Nos dias 11, 12 e 13 de março a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), intensificou avaliação diagnóstica de alunos com necessidades educacionais especiais matriculados na rede regular de ensino.através da divisão de educação especial. A atividade ocorreu na escola Felisbelo Jaguar Sussuarana onde uma equipe de especialistas em educação especial avaliou 30 crianças com suspeita de necessidades especiais matriculadas na rede pública regular de ensino da comunidade São Raimundo - Palestina e Santa Cruz.
A equipe composta por pedagogos, psicólogos e psicopedagogos avalia as dificuldades de aprendizagem de cada criança. Esses alunos já estudam em salas de ensino regular, porém apresentam dificuldades de aprendizagem as quais são detectadas pelo professor que encaminha à equipe da SEMED para realização de parecer técnico para que esses alunos possam ter atendimento educacional especializado (AEE) nas escolas onde estudam, ou se for o caso, encaminhado para atendimento clínico. Com o acompanhamento contínuo do profissional o aluno especial poderá aumentar as suas potencialidades e melhorar a AVA (Atividades da Vida Autônoma) como o ir e vir à escola, desenvolver a habilidade de leitura e de escrita, por exemplo, para ter uma vida mais independente.
A equipe realiza constantemente este trabalho na SEMED e nas escolas tanto da cidade quanto do interior.
Cais de arrimo ameaça desabar e tem trecho interditado
Free lancer
Em maio de 2008 o jornal O Estado do Tapajós alertou a sociedade e as autoridades de Santarém para as conseqüências das lanchas que fazem linha para as cidades de Juruti e Alenquer fixarem suas cordas no gradil de proteção da orla próximo ao Museu João Fonna. Na quinta-feira, dia 12, esse trecho da orla foi interditado por apresentar buracos e rachaduras oferecendo perigo aos passageiros que embarcavam neste local.
A interdição do trecho da orla só ocorreu quando os riscos já estavam visíveis, como sempre, a alguma providência só é tomada quando a situação já está caótica.
Mas a funcionária de vendas de passagens permanece no local. Os dias de viagem continuam com normalidade. "Não tem problema de ficar para lá, é só para embarque e desembarque de pessoas, é rápido". A funcionária diz que as vendas continuarão no antigo local de saída das lanchas pelo fato de as pessoas estarem acostumadas no referido trecho. Agora as lanchas dividirão espaço com pequenas embarcações ficando atracadas apenas a alguns metros de distância do trecho interditado.
O trecho está interditado com promessas de reconstrução. O falta de espaço no terminal de Santarém impossibilita as lanchas de fixarem-se com segurança, já que os barcos maiores podem danificar ou ocasionar algum acidente com a embarcação.
Muitos passageiros preferem a viagem de lancha pelo fato da viagem ser mais rápida, mas a interdição na local de embarque assustou alguns viajantes que não sabiam o motivo do trecho da orla está interditado.
Ratos d'água roubam lancha de hotel em Alter do Chão
No bairro da Prainha, os ratos d'água têm preferência por canos de 12 palmos.
Ainda no assunto: até uma balsa de transporte de combustível já foi roubada do porto do DER e até agora a polícia nada faz.
TJ do Pará inscreve em concurso com 216 vagas
Os interessados têm até 30 de março para acessar o site da Fundação Carlos Chagas (FCC), organizadora do processo seletivo. A taxa de inscrição é de R$ 70,30 para postos de nível médio e R$ 86,80 para nível superior.
A partir da homologação do resultado final, o concurso terá validade de dois anos, podendo ser renovada uma vez por igual período.
- Ensino Superior Completo:
Analista Judiciário - Área/Especialidade Direito
Analista Judiciário - Área/Especialidade Análise de Sistema (Desenvolvimento)
Analista Judiciário - Área/Especialidade Análise de Sistema (Suporte)
Analista Judiciário - Área/Especialidade Assistente Social
Analista Judiciário - Área/Especialidade Ciências Contábeis
Analista Judiciário - Área/Especialidade Economia
Analista Judiciário - Área/Especialidade Estatística
Analista Judiciário - Área/Especialidade Enfermeiro do Trabalho
Analista Judiciário - Área/Especialidade Engenharia Elétrica
Analista Judiciário - Área/Especialidade Fiscal de Arrecadação
Analista Judiciário - Área/Especialidade Medicina Psiquiátrica
Analista Judiciário - Área/Especialidade Pedagogia
Analista Judiciário - Área/Especialidade Psicologia
Analista Judiciário - Área/Especialidade Taquigrafia
Oficial de Justiça Avaliador
- Ensino Médio (antigo 2º Grau) Completo:
Auxiliar Judiciário
Auxiliar Judiciário - Área/Especialidade Técnico em Segurança do Trabalho
REMUNERAÇÃO
- Cargos de Analista Judiciário a remuneração é constituída do vencimento básico no valor de R$ 2.311,99 acrescido da gratificação de escolaridade no percentual de 80%, conforme inciso III do artigo 140 da Lei Estadual nº 5.810/1994.
- Cargo de Oficial de Justiça Avaliador a remuneração é constituída do vencimento básico no valor de R$ 2.311,99 acrescido da gratificação de escolaridade no percentual de 80%, conforme inciso III do artigo 140 da Lei Estadual nº 5.810/1994, da gratificação de risco de vida no percentual de 20%, conforme inciso II do artigo 28 da Lei Estadual nº 6.969 de 9 de maio de 2007 e gratificação de auxílio locomoção no valor de R$ 333,00, conforme inciso III do artigo 28 da Lei nº 6.969/2007.
- Cargos de Auxiliar Judiciário a remuneração é constituída do vencimento básico no valor de R$ 1.823,75
R$ 86,80 - Ensino Superior - Cargos de Analista Judiciário e Oficial de Justiça Avaliador
R$ 70,30 - Ensino Médio - Cargos de Auxiliar Judiciário
Período
" Internet
De 9 horas do dia 27/02/2009 às 14 horas do dia 30/03/2009
Pagamento do boleto até a data limite de 31/03/2009.
Manchetes desta quarta-feira de O Estado do Tapajós
Príncipe visita Santarém de olho nos súditos
PMDB fica do mesmo tamanho na prefeitura
Empresário poluidor indicado para a secretaria de meio ambiente de Santarém
Juiz cassa mandato de vereador do Democratas
Nélio Aguiar resiste a golpe branco, toma posse na presidência da Câmara e faz denúncia contra prefeitura de Santarém
Igarapezinho vai desaparecer por causa de lixo e aterro
Curso ensina fazer embalagens de material reciclado
Enchente do rio já preocupa comerciantes da avenida Tapajós
terça-feira, 17 de março de 2009
Segundo portão de emergência do Barbalhão ainda não foi construído
Visita do príncipe adia conversa de Jader com Ana Júlia
Ana Júlia viajou para Santarém justamente na data acertada para almoçar com o presidente do PMDB.
Não se sabe se foi por causa do drible que levou, mas Jader recomendou ao deputado estadual Antônio Rocha, pemedebista de Santarém, que não fizesse as honras à governadora.
Pelo sim e pelo não, boato ou verdade, o certo é que Rocha não se integrou à comitiva da governadora nem quando Ana Júlia foi a Belterra, outro reduto do parlamentar santareno.
Cassado mandato de vereador do Democratas
No ano passado, as contas do vereador foram rejeitadas.
Com base nisso, o advogado Luiz Alberto Pixica ingressou com representação em nome do Partido Verde para que o mandato do vereador fosse cassado com base na decisão da Justiça eleitoral que atestou que Chico da Ciframa recebeu doação indevida de empresa concessionária de serviço público.
Borracha não foi contrabandeada e sim despachada pela alfândega
Articulista de O Estado do Tapajós
A Amazônia não conquistará sua autodeterminação com barreiras, retórica ou satélites, mas com o melhor conhecimento sobre si mesma.
Belém - Numa visão simplista, a culpa pelo fim do período de maior enriquecimento da Amazônia, entre 1840 e 1910, tem nome, sobrenome e nacionalidade certas: o inglês Henry Wickham. Bem na metade do ciclo de expansão da economia gomífera, o aventureiro britânico teria se infiltrado em terras brasileiras para contrabandear ("biopiratear", na linguagem de hoje) sementes da Hevea Brasiliensis, espécie nativa amazônica, única fonte de borracha para uso industrial até então. Levadas para o Ceilão, as sementes floresceram com tal exuberância que, menos de uma década depois de terem chegado ao mercado mundial, acabariam com o boom da borracha extraída nos seringais amazônicos, abrindo um rastro de decadência na região.
Elevado à condição de lorde do império britânico pelo rei George V, Sir Wickham é tratado até hoje pela maioria dos intelectuais da região (e mesmo do país) como um reles traidor, o bandido responsável pela débâcle da Amazônia, que roubou as sementes da seringueira e clandestinamente as fez plantar nos redutos asiáticos de sua majestade, acabando com o fausto de Belém e Manaus, cidades que transitaram do século XIX para o XX equiparáveis às mais afluentes capitais do mundo.
Não importa, que há duas décadas esteja acessível para consulta o livro no qual o americano Warren Dean documenta história completamente distinta da versão corrente no Brasil. Com base em documentos oficiais, Dean provou que Wickham obteve autorização oficial para a remessa das sementes para a Inglaterra, devidamente declaradas na alfândega e ao abrigo das normas legais em vigor, não só com o aceite, mas até mesmo com o estímulo das autoridades. Se quisesse, o Brasil podia até ter participado das experiências que, iniciadas no Kew Garden de Londres, se estenderiam ao Ceilão e à Malásia.
Deitados eternamente em berço esplêndido, conforme referenda o hino nacional, talvez julgássemos, que um monopólio conferido pela natureza, tornando a seringueira endêmica apenas na Amazônia, não poderia ser quebrado pelo homem. Com o conhecimento (e a necessidade) à nossa frente, os ingleses não partilhavam essa convicção. Apostaram na hipótese contrária. O que se convencionou chamar de pirataria foi, na verdade, um bem sucedido empreendimento científico e comercial que, até se consumar, exigiu quase meio século de engenho, arte e dinheiro.
Foi o tempo que decorreu desde a formação do plantio de Wickham no vale do rio Tapajós, no Pará, até a Ásia inundar um explosivo mercado consumidor com quantidade compatível de borracha natural, a um preço e com uma qualidade adequadas à escala industrial, naquele momento. Se fosse preciso roubar, contrabandear ou piratear as sementes, sem dúvida a nação líder do nascente mundo industrial, carente de matéria prima em maior quantidade, mais barata e de qualidade confiável (condições não supridas pelo fornecedor monopolista), não hesitaria em agir dessa forma. Agiu assim em vários outros países e situações. Mas não foi nem necessário: os brasileiros, e particularmente os amazônicos, seduzidos e iludidos pelos jorros constantes de dinheiro, que recebiam pela venda da borracha, achavam que o boom seria eterno, ou pelo menos duradouro.
No seu excelente livro, Dean diz que a natureza, de regra benfazeja com a Amazônia, foi madrasta perversa no caso da borracha. O excesso de água e de umidade, e a inexistência de um período seco mais bem definido, desenvolvem pragas fatais à seringueira quando sua concentração é aumentada para que o seringal alcance um tamanho competitivo. Na Ásia (e em áreas não-amazônicas do Brasil), esse problema não existe ou não tem a mesma gravidade. Por mais que as autoridades brasileiras tivessem sido previdentes, antecipando os movimentos da história e sendo aplicadas nas medidas de proteção ao cultivo, ainda assim a Amazônia teria sido derrotada na luta pela borracha.
Para os que, desprezando fatos e argumentos, optarem pela origem estrangeira (e ainda por cima, americana) do autor para desqualificar sua obra, convém lembrar que o Brasil deve a esse magnífico schollar, além do livro sobre a borracha (já reconhecido como o trabalho inaugural de uma história ecológica já dotada de autonomia), o mais profundo e belo estudo sobre sua mata atlântica. Aliás, é bom não esquecer, a mata atlântica foi a nossa primeira Amazônia, tanto pelo seu potencial de realizações como pelo seu resultado de destruições.
O "caso" da borracha, o capítulo mais polêmico da história (real ou presumida) de apropriação de bens do patrimônio natural da Amazônia, vem a propósito do mais recente episódio, que chegou à grande imprensa na semana passada, depois de ter transitado bem antes pelos circuitos especializados: o patenteamento de plantas e frutas da Amazônia no estrangeiro por empresas internacionais. Causou escândalo a notícia de que, a partir de agora (na verdade, desde 2001), quem quiser usar comercialmente o título cupuaçu - e alguns dos seus derivados - na Europa, nos Estados Unidos ou no Japão vai ter que pagar royalties ou se expor a ser multado por uma firma japonesa, a Asahi Foods, estabelecida em Kyoto (cidade que se tornou ainda mais célebre por ter recentemente abrigado conferência ecológica, que teve como um dos seus propósitos justamente estabelecer regras de respeito ao patrimônio genético da humanidade, especificamente definido conforme sua dispersão geográfica).
Da forma como foi anunciado, o fato desabou como uma bomba com megatons semelhantes aos da pirataria de Wickham, de quase um século e meio atrás. O problema tem sua gravidade, embora provavelmente não na dimensão de uma catástrofe irremediável. Se servir de alerta e retirar do sono letárgico alguns setores da estrutura governamental, terá cumprido o seu papel de catarse.
Contra o roubo dos direitos sobre o patrimônio genético ou o conhecimento nativo é duvidosa (ou completamente inócua) a eficácia de ferramentas convencionais, como o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) ou todo o aparato geopolítico e policial. Eles não são dispensáveis, mas não são suficientes, sequer são as armas mais importantes. A principal é o saber, o domínio dos processos do conhecimento, o saber fazer (e como) e a informação exata e pronta. Não é através do isolamento e da pretensa auto-suficiência que se conquistam tais posições: é colocando-se no mundo, diante dele (e, quando o caso, contra ele). Mas não na posição de um encrenqueiro ou de um presunçoso, mas de alguém confiante na sua própria força, por sabê-la consistente e convincente.
O saber resulta de processos educativos, científicos e civilizatórios. Processos que não podem ser traduzidos por índices quantitativos nem por bravatas retóricas. Resulta de 99% de transpiração e 1% de inspiração, como receitava Picasso para uma área da criação humana, a artística, onde mais peso costuma ter o dom natural dos indivíduos, ou sua "vocação", do que sua transpiração. Mesmo que possua satélites, radares, aviões, militares e soldados rondando seus limites e patrulhando seu interior, a Amazônia continuará exposta aos interesses e disposições alheias, se continuar dependendo dos minguados recursos materiais colocados à disposição dos seus estudantes, tecnólogos, pesquisadores e cientistas. E se esses minguados recursos, desprezíveis até pelos anêmicos parâmetros nacionais, permanecerem subordinados a diretrizes obtusas, vesgas, exóticas, coloniais.
Não será com uma nova muralha da China que a região conquistará sua autodeterminação, a capacidade de determinar seu destino na interlocução com o mundo, mas com o melhor conhecimento sobre si mesma. Num momento em que se tratam de questões amazônicas nas principais praças mundiais, como um tema de ciência e de comércio, a sede territorial não pode ter uma relevância meramente retórica. Ou se condenará a sustos e sobressaltos como os de Wickham e o do cupuaçu japonês.
O mais recente episódio fez o escritor e jornalista Aníbal Beça lembrar um caso que aconteceu bem do início da Zona Franca de Manaus: "os nossos caboclos inventivos resolveram contrabandear relógios dentro das cascas de cupuaçu. Serravam a casca e retiravam a polpa, e em seu lugar colocavam relógios, de preferência da marca Seiko. Depois colavam, sem deixar nenhuma marca. O crime perfeito". Um nosso repórter policial do jornal onde Beça trabalhava cunhou uma palavra para esse tipo de crime: o "seikoaçu". Dizia-se então que muita gente, enriqueceu exportando Seikoaçu, até descobrirem o golpe. O crime - atesta o escritor - só foi descoberto por acaso: "um desses contrabandistas deixou cair o cupuaçu. Aí caiu relógio pra tudo que foi lado".
Com base nessa experiência, Beça sugere às entidades e empresas nacionais, quando forem vender nos mercados europeus, americanos ou japoneses, "registrarem o nome dos produtos da fruta como Seikoaçu". A solução seria engenhosa, ainda que também significasse uma capitulação à esperteza dos nossos concorrentes estrangeiros. O novo produto teria ainda que sofrer uma adaptação aos novos tempos: ao invés de relógios made by Zona Franca dentro de caroços de cupuaçu, mais atraente do ponto de vista comercial seria colocar sementes de cobiçadas plantas amazônicas dentro dos Seikos de hoje.
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Artigo originalmente publicado no Blog do Estado em 8 de fevereiro de 2008.
Odair Corrêa está à beira de uma depressão por causa do Príncipe Charles
O Odair é uma pessoa simples, caboclo da região e por tinha um velho sonho de cumprimentar um príncipe, esperança que alimentava desde criança quando lia contos de Andersen sobre a realeza - informou um interlocutor ao Blog do Estado.
Por isso, ser excluído dessa programação imperial deixou Odair muito agastado. "Temo que o nosso vice-governador entre em depressão. Ele está chocado com tanto desprestígio a uma autoridade do oeste do Pará por parte do cerimonial da Embaixada da Inglaterra", completou a fonte.
Ação de improbidade administrativa contra quem empossar Erlon Rocha
Só falta colocar o nome do processado nas qualificações de praxe, que vem bem na folha de rosto da peça jurídica.
Então, quem se habilita?
Motorista irresponsável
O motorista do ônibus de série 0498-0, pertencente à empresa Perpétuo Socorro, após furar o sinal vermelho, reagiu com gestos obcenos com os dedos em direção à motorista do carro que cruzava o sinal por esta ter lhe alertado do perigo da manobra.
O curioso é que a menos de 50 metros desse cruzamento há um posto de fiscalização da Secretaria Municipal de Transportes, que controla a frequência dos coletivos.
Não havia agentes da SMT naquele local.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Zeca BBC: Injustiça, esquecimento
Santarém está devendo uma homenagem póstuma ao saudoso José da Costa Pereira, o Zeca BBC. Senhores vereadores: reparem essa injustiça, essa omissão. Trata-se de um ilustre ´mocorongo` que inclusive exerceu mandato na Câmara Municipal. Proponham que a Avenida Adriano Pimentel, por ter sido o último endereço dele, passe a ser chamada Zeca BBC
O príncipe e os súditos
Negada posse de Erlon Rocha
Mas no caminho dele Osmando encontrou uma pedra.
A pedra chama-se Nélio Aguiar, vereador que preside a Câmara.
Amanhã, Nélio viaja para Belém e o primeiro-secretário Emir Aguiar se manda para Oriximiná.
Aí o 'advogado' não terá problema. O filho dele, Bruno Paraíba, como membro da mesa, dará posse a Erlon.
Mas será que ele terá coragem de contrariar até parecer do juiz eleitoral?
Prefeito empossa secretários-candidatos
A dupla formou a chapa PT/PMDB para as eleições de prefeito que estão suspensas por decisão da ministra Elle Gracie(STF).
Se até o horário da solenidade o PMDB tiver indicado o nome do secretário de meio ambiente, Tapajós aproveita a ocasião e também o empossa.
A questão fundiária em discussão- ENTREVISTA - ASDRÚBAL BENTES – DEPUTADO FEDERAL
Advogado com 20 anos de experiência em questões fundiárias da Amazônia, o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) foi escolhido para ser relator da Medida Provisória número 458, editada pelo governo com o objetivo de legalizar, na região amazônica, 296 mil ocupações irregulares de até 1.500 hectares. "Esta medida provisória pode vir a proporcionar o desenvolvimento sustentável da região porque ninguém quer investir em uma área de terra se não tiver segurança jurídica", afirma Bentes.
Os problemas fundiários na Amazônia persistem. Por quê?
Asdrúbal Bentes: Na realidade, nesses anos todos, o problema fundiário só se agravou devido à inoperância dos órgãos federais e dos órgãos estaduais. Eles não dispunham, seja de estrutura, seja de recursos financeiros, seja de recursos humanos para atender a demanda crescente em acarretada pelos dos fluxos migratórios para a região decorrentes do convite feito pelos governos militares, na década de 70, no sentido de "integrar para não entregar" e de destinar "terra sem homens a homens sem terra". Mas aconteceu que, chegando à região, esses homens se depararam com uma dura realidade: o poder público não tinha estrutura para assegurar terra para que eles pudessem trabalhar. O resultado que adveio disso é o caos fundiário que existe hoje na Amazônia, principalmente no Estado do Pará, por causa da construção das Rodovias Belém-Brasília, Cuiabá-Santarém e Transamazônica.
A MP nº 458 garantirá o desenvolvimento sustentável da Amazônia, como quer o ministro Mangabeira Unger?
Asdrúbal Bentes: A MP é salutar e oportuna. Ela vem complementar a MP nº 422, que só modificava um artigo da legislação, permitindo a alienação de terras públicas na Amazônia até 15 módulos rurais ou 1.500 hectares. A MP 458 propicia aos ocupantes das terras a regularização fundiária sem que seja necessária muita burocracia.
O senhor pensa que seja factível assegurar a preservação de 80% de cada imóvel rural na Amazônia, como determina desde 2001 o Código Florestal Brasileiro?
Asdrúbal Bentes: Vou analisar com prudência e cautela. Mas vão encontrar áreas 100% desmatadas. Penso que retomar a terra para a União não é o caminho correto porque a terra estará produtiva. Com um termo de ajuste, o proprietário poderá fazer a reposição florestal. Teremos de levar em consideração também as posses anteriores à legislação, de 80% e de 50% de reserva legal. Não podemos pensar apenas em punir. Temos de compatibilizar o meio ambiente com o desenvolvimento, o que é uma tarefa difícil
Ex-prefeita só diz o que interessa
O que a ex-prefeita não disse aos ouvintes:
1- Que a Constituição Federal proíbe aos membros do Ministério Público que ingressaram na carreira após 1988 de filiação partidária e, em consequencia, a exemplo da magistratura, de disputar eleição a não ser que se afastem definitivamente do cargo. Maria do Carmo ingressou no MP em 1990. Portanto, não tem esse direito.
2- Que a ex-prefeita tem pouco tempo de exercício na promotoria, uma vez que licenciou-se para assumir o mandato de deputado estadual, em 1994, não tendo retornado ao parquet até o dia de hoje. Isso quer dizer que, em 19 anos de Ministério Público, Maria do Carmo só atuou como promotora por 4 anos, isto é, menos de 25% do tempo de serviço.
3- Que o Ministério Público Estadual, de acordo com o Código Eleitoral e resoluções do TSE não é órgão expedidor de atestado de elegibilidade para candidatos. Maria pode ter até autorização do MP, mas esta autorização é inválida de acordo com o direito eleitoral.
4- Que o recurso especial Resp 3374, que foi provido pelo Tribunal Superior Eleitoral e determinou o cancelamento de seu registro de candidata, foi protocolado no TSE pelo Ministério Público Eleitoral. Quem concorreu diretamete para que o TSE tomasse a decisão de invalidar as eleições para prefeito em 5 de outubro foi o procurador eleitoral Ubiratan Cazetta, autor do recurso.
Sessão da Câmara começa só com vereadores de oposição
Neste momento, apenas os cinco vereadores da oposição estão no plenário.
Nélio Aguiar, que é o vice-presidente da Câmara e está no exercício da presidência, está sendo alvo de uma manobra que visa impedí-lo de dirigir a mesa executiva do Legislativo.
Por isso, os 9 veradores da base do governo ainda não deram as caras no plenário Benedito Magalhães.
Quando derem, vão tentar virar a mesa e rasgar o regimento interno do Câmara de Vereadores para colocar Emir Aguiar na presidência.
Lúcio Flávio Pinto: Kit escolar: a voz do dono
Tão pródigo em propagandear o que faz e diz, e de instilar o que lhe interesse através desse bombardeio de noticiário chapa branca, o governo petista é indigente na resposta às denúncias – sobretudo as mais consistentes – feitas contra si e nas respostas aos questionamentos que lhe são feitos de público. Quem vasculhar nos jornais e nos blogs as demandas feitas ao governo e apurar seu atendimento, constatará um déficit monumental. O governo é loquaz, quase boquirroto. Mas detesta crítica, não quer ser incomodado por perguntas inconvenientes.
Podia enfileirar exemplos pessoais. Vou me referir, porém, aos graves questionamentos que o jornalista Paulo Bemerguy fez no seu blog Espaço Aberto sobre o kit escolar que a Secretaria de Educação do Estado distribuiu a um milhão de alunos da rede de ensino sob sua jurisdição (agora intensamente repercutidos pelo Diário do Pará). Durante vários dias o silêncio do governo sobre questão de tal gravidade foi ensurdecedor. As denúncias se sucediam e nenhum sinal de que a grande assessoria governamental as levaria em conta e prestaria os esclarecimentos necessários para repor a verdade. Certamente porque a verdade no Pará foi seqüestrada pelo governo e está em cárcere seguro. Essa presunção forja os ditadores, Mas também responde pelas suas quedas.
Finalmente, quando o deputado oposicionista José Megale cobrou explicações da tribuna da Assembléia Legislativa e um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito começou a zoar, finalmente a Secretaria de Estado de Educação emitiu uma nota oficial. Respondeu a todas as perguntas feitas, não só por Bemerguy, como por vários outros profissionais? Não. Ignorou os questionamentos concretos e fez uma digressão em abstrato, cheia de declarações de propósitos, mas tangenciando as informações numa linguagem ruim, a depor contra uma secretaria encarregada de zelar pela boa educação de todos.
A principal questão era a contratação de serviços, em valor declarado oficialmente como sendo de 27,8 milhões de reais, sem licitação pública. A iniciativa de fornecer blusas, mochila e material didático (de qualidade aparentemente duvidosa) aos alunos da rede pública é meritória. Mas mérito algum, mesmo o já gasto bordão da “educação democrática e de qualidade”, autoriza o governo a passar por cima das exigências da lei, da moral e do zelo pelo dinheiro público. E numa operação tortuosa, provavelmente lançando mão de verba que deveria ter outra destinação, de um agenciador que não foi contratado com tal finalidade, talvez favorecendo uma empresa amiga e indo comprar o produto fora do território paraense. Como o cérebro da ação é uma das cinco agências contratadas para fazer sua publicidade, o governo acha que educação é oportunidade para se promover.
Exemplo acabado de incoerência e mau procedimento, duas das marcas da atual gestão do Estado.
Profeta do caos quebra a cara
Que a ex-prefeita Maria do Carmo reassumiria até 15 de março e sentada na cadeira do Palácio Jarbas Passarinho aguardaria o julgamento do mérito de seu recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal.
Mas até agora o profeta do caos não foi ao rádio, jornal, televisão e internet assumir que falou pelos cotovelos como porta-voz do PT e que tudo não passava de um delírio dele.
Mas ainda há tempo.
São Raimundo assume a liderança do Parazão
O Pantera joga no róximo domingo contra o Vila Rica, no Barbalhão, e o Remo e Paysandu fazem o clássico mais tradional do campeonato paraense, no Manguerião.
São Raimundo vence o Japiim e assume liderança
No AMAZÔNIA:Ao vencer o Castanhal ontem à tarde por 3 a 1, em Santarém, o São Raimundo foi a sete pontos e lidera junto com Clube do Remo e Paysandu o segundo turno, mas, pelos critérios de desempate, é o atual líder da fase. Além da primeira colocação, o Pantera tem o artilheiro isolado da competição. Hélcio marcou duas vezes no Colosso do Tapajós e soma 12 gols.
O jogo começou corrido e com oportunidades para os dois lados. Numa boa infiltrada na zaga, depois de receber uma bola do meio de campo, o atacante Hélcio abriu o placar aos 16 minutos. De dentro da pequena área ele chutou rasteiro no canto direito do goleiro Alencar Baú.
No segundo tempo, o Pantera continuou explorando sempre o meio campo com Luís Trindade, Michell e Garrinchinha. Aos 22min, Hélcio carregou bola após passar por seu marcador e quando todos pensavam que ia cruzar, chutou em direção ao gol e encobriu Alencar Baú para fazer 2 a 0.
Numa bobeada da zaga do Pantera, o Castanhal conseguiu diminuir com Edílson aos 27 minutos do segundo tempo. A torcida já se contentava com o placar, mas o time visitante pressionava em busca do empate. Foi então que aos 45 minutos, num contra-ataque, Michel driblou seu marcador e, de dentro da pequena área, ampliou a vantagem santarena e fechou o placar.
Nélio Aguiar já está na Câmara para reassumir presidência
Nélio é o vice-presidente do Legislativo, mas como o presidente José Maria Tapajós está na prefeitura, o vereador do PMN é o primeiro na linha de sucessão.
Um conhecido golpista advoga a tese que Nélio predeu o cargo da mesa diretora porque o vereador pediu licença para se dedicar à campanha eleitoral, agora suspensa.
Se esse raciocínio tacanho prevalecer, o prefeito José Maria quando retornar à Cãmara também não será mais o presidente daquela Casa.
