domingo, 21 de fevereiro de 2010

Neuton Miranda, gerente regional do GRPU, morre em Belterra

Meuton Miranda, gerente regional da Gerência de Patrimônio da União(GRPU) no Pará, morreu esta madrugada, no interior do hotel onde se hospedou em Belterra, após presidir, sábado, solenidade de devolução das terras da União aquele município.

A mais provável causa da morte de Neuton Miranda seria infarto fulminante do miocárdio.

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Atualização as 9h56:

Neuton Miranda se tratava de um câncer na próstata.
Ontem à noite, gripado, foi acometido de forte pneumonia.
O gerente do GRPU chegou ainda ser levado com vida ao hospital municipal, mas faleceu no inteiror da ambulância da prefeitura de Belterra.
O corpo está sendo embalsamado em uma funerária de Santarém e será levado para Belém, ainda hoje de manhã, em avião do governo do estado.

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Atualização as 10h52, com informações do Portal ORM:

O corpo do superintendente chega em Belém no início da tarde deste domingo (21), em um avião do Governo do Estado, e segue para a capela da Beneficente Portuguesa, onde será velado. Amanhã, o velório continua na Alepa (Assembleia Legislativa do Pará). O enterro deve acontecer somente na terça-feira (22), porque a família aguarda a chegada da filha dele, Janaína Miranda, que mora em Londres.
Histórico - Neuton Miranda Sobrinho nasceu em Marabá, era casado com a professora Leila Mourão e tinha uma filha, Janaína. Iniciou sua vida política em Belo Horizonte e, por determinação do partido, retornou ao Pará nos anos 80. Foi militante político desde 1968, atuou no movimento estudantil, era filiado ao PC do B (Partido Comunista do Brasil) há 38 anos e presidente do partido no Pará.

Foi diretor da UNE (União Nacional dos Estudantes), foi jubilado da Universidade pela Ditadura Militar através do Decreto 477, que expulsava o aluno das universidades brasileiras e os proibia de estudar por três anos em quaisquer uma delas. Estava a frente da Superintendência do Patrimônio da União do Pará há cerca de cinco anos.

Foi deputado estadual, Presidente da Cohab e Secretário Municipal de Habitação.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pantera é derrotado pelo Remo por 3 x 1

São Raimundo e Clube do Remo entraram em campo pela sexta rodada do campeonato paraense de futebol, em jogo disputado no estádio Baenão.

Aos 20 minutos do primeiro tempo o time do São Raimundo abre o placar em um contra-ataque de Branco. 1 x 0 para o Pantera.

Com 25 minutos do primeiro tempo o Clube do Remo empatou o jogo com Marciano, deixando a torcida azulina agitada.

Aos 44 minutos do segundo tempo o Leão vira o jogo com a sobra do chute na trave de Hellinton, aproveitado por Samir.

Clube do Remo marcou o terceiro gol aos 48 minutos do segundo tempo com Samir, que consagra a vitória azulina de virada.

Remo x São Raimundo: acompanhe pelo twitter do Blog do Estado

O Blog do Estado vai acompanhar, através do twitter, os principais lances do jogo Remo x São Raimundo.

O leitor basta clicar nesse endereço www.twitter.com/BlogdoEstado e ficar por dentro de todos os lances, o placar e o tempo de jogo.

Remo x São Raimundo: ficha técnica

REMO x SÃO RAIMUNDO

Local: estádio Baenão, às 20h30 deste sábado (20)

Remo - Adriano; Levy, Pedro Paulo, Rodrigo e Paulinho; Danilo, Fabrício, Gian e Vélber (Samir); Héliton e Marciano. Técnico: Sinomar Naves.

S. Raimundo – Labilá; Ceará, Filho, Evair e João Pedro; Marcelo Pitbull, Beto, Maurício Oliveira e Michel; Max Jari e Branco. Técnico: Flávio Barros.

Ingressos – R$ 15,00 (arquibancada), R$ 7,00 (meia entrada) e R$ 30,00 (cadeira).

Árbitro - Dewson Fernando Freitas. Assistentes – Márcio Gleidson Correia Dias e Aldemir Carvalho Reis.


Jader e PT reúnem na terça para “acertar ponteiros” no PA

Por Ana Célia Pinheiro

Na próxima terça-feira (23), PT e PMDB sentarão para mais uma rodada de negociações, em torno da reeleição da governadora Ana Júlia Carepa.

O encontro acontecerá às 19 horas, em Brasília.

Estarão presentes o morubixaba peemedebista, Jader Barbalho, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e os presidentes nacional e regional do PT, José Eduardo Dutra e João Batista.

Segundo uma fonte petista, a intenção é que os dois partidos acertem os ponteiros já nesse encontro.

Depois, será marcado um tête-à-tête entre Jader e Ana Júlia, “para bater o martelo”.


O PT corre contra o tempo para recompor a relação do Governo com o PMDB, seu principal aliado nas eleições de 2006.

Os petistas trabalham até com um prazo fatal para o fechamento da aliança: o final deste mês.

Para viabilizar essa recomposição, os petistas mexeram no núcleo do governo, antes monopolizado pela Democracia Socialista (DS), a minúscula tendência da governadora Ana Júlia Carepa (leia a postagem “Aliança: PMDB é o alvo das mexidas no núcleo do governo

Mas o problema é saber se ainda há condições de salvar o casamento mais problemático da política paraense.

Na tarde de ontem, a Perereca conversou com uma fonte muito próxima a Jader.

Perguntei-lhe como o cacique peemedebista viu a mexida no núcleo do governo estadual.

A resposta da fonte: “Ele (Jader) acha que é um problema interno do PT. É uma queda de braço entre aqueles que controlam o partido e aqueles que controlam o governo. Mas, continua havendo resistência do grupo que controla o governo. Mas, tudo isso é indiferente. Não facilita o diálogo com o PMDB, porque o problema é de confiabilidade. E não é uma simples troca, a mudança de uma pessoa (do chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, da DS, por Everaldo Martins, da tendência Unidade na Luta) que vai alterar essa relação. São gestos muito concretos que podem mudar a visão do PMDB”.

E acrescentou: “Já estamos organizando as nossas tropas para a guerra. No momento oportuno, vamos dizer contra quem vamos fazer a guerra”.

Disse que Jader não está fechado nem com o PT, nem com o PSDB, mas, “com o PMDB”.

Por isso, não descarta a possibilidade de ele ser candidato ao Governo do Estado.

Leia a matéria completa aqui.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Venda de ingressos para o jogo Remo x S. Raimundo

Do Blog do Gerson Nogueira

Os ingressos para o jogo Remo x São Raimundo, marcado para este sábado (20), às 20h30, no estádio Baenão, começam a ser vendidos hoje (19) nos seguintes locais:

Baenão: vendas nas bilheterias do estádio nesta sexta-feira, das 9h às 16h30, e no sábado (20), das 9h às 21h.

FPF (Arquibancadas,meias e gratuidades): ingressos de meia entrada, gratuidade e arquibancadas estarão à venda na sede da FPF, na sexta (19), de 9h às 16h30.

Sede social: ingresso VIP/Nação Azul e Jogo Fácil (sócio-torcedor que paga metade do preço) à venda nesta sexta-feira(19), das 9h às 19h, e no sábado(20), das 9h às 13h.

Caso sobrem ingressos de cadeiras sociais, serão vendidos nas bilheterias do Baenão no dia do jogo.

(Com informações da assessoria de comunicação do Remo)

CBF muda jogo do São Raimundo no Rio de Janeiro para dia 13 de março

A CBF divulgou nova mudança na data de Botafogo x S. Raimundo, pela Copa do Brasil.

O jogo, inicialmente previsto para o dia 24 de fevereiro e que havia sido transferido para 4 de março, está confirmado para o dia 13 de março, um sábado, às 21h30 (HBV).

O SãoRaimundo oga em vantagem, por ter vencido a partida de ida por 1 a 0, em Santarém.

Suspensa greve no Detram

Após mais de uma hora de reunião intermediada pela Justiça, servidores do Detran (Departamento de Trânsito do Pará) e diretoria do órgão entraram em acordo, na tarde desta sexta-feira (19). A greve foi suspensa, temporariamente, por uma semana, até que o Governo receba os servidores para discutir as reinvindicações da categoria. A greve completou hoje dez dias.

De acordo com Lacênio Barbosa, diretor de comunicação do Sindetran (Sindicato dos Servidores do Detran), o acordo foi um pedido da Justiça, representada na reunião pela juíza Rosileide Cunha, da 3ª Vara da Fazenda da Capital. 'Ficou acertado que voltaremos a trabalhar na semana que vem. Em contrapartida, aguardamos uma reunião com o Governo para que nossos pleitos sejam discutidos', informou. A Justiça também deve intermediar essa próxima reunião.(Portal ORM)


Ofício de jornalista e a roda quadrada

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Antes da exigência, criada em 1969 pela Junta Militar, de que só poderia exercer a profissão de jornalista o portador de diploma do curso superior de comunicação social, a admissão às redações dependia da qualificação do pretendente. Algumas vezes a qualidade era de quem o indicava, mas mesmo com a ação desse “pistolão”, certos candidatos foram aprovados porque revelaram aptidão para o “métier”. Na maioria das vezes, porém, o teste era prático e sumário: mal manifestava o seu desejo, o aspirante a jornalista era logo despachado para cumprir uma tarefa e do seu desempenho na volta dependia se ia ou não ser admitido. O componente vocacional era considerado vital. A regra era de que jornalistas encruados de pronto – ou pouco depois – revelavam o que eram.

A principal praga da profissão era o excesso de colaboradores e de jornalistas de expediente. Essas pessoas queriam a carteirinha para entrar de graça em locais de diversão publicar, pagar metade da passagem de avião, serem isentadas de imposto de renda e obterem financiamento integral da casa própria. Por essas benesses, se dispunham a trabalhar de graça e fazer todos os jogos que os patrões lhes propunham, inclusive sabotar as iniciativas dos verdadeiros profissionais por melhores salários e condições de trabalho.

O marechal Castelo Branco fez um grande bem ao jornalismo quando extinguiu todas essas mordomias, que serviam apenas para amolecer a imprensa e torná-la mais negocista, comercial. Claro que o primeiro presidente do ciclo do regime militar queria mesmo era punir os jornalistas pelo desestímulo geral à profissão e porque medidas draconianas contra os críticos passaram a ser adotadas. De qualquer maneira, porém, a partir daí a picaretagem diminuiu bastante nas redações.

Pessoas com vocação, interesse e curiosidade apareciam constantemente nas redações, que eram seu primeiro destino. Só depois iam procurar o sindicato da categoria, para a filiação, ou o Ministério do Trabalho, para o registro legal. Muitos grandes jornalistas jamais fizeram uma ou outra coisa. Nem por isso deixaram de ser os profissionais de fato que eram – e de merecer a admiração que provocavam. Havia um fluxo contínuo, de chegada e de saída, mas o saldo era positivo. Não foi por outro motivo que a imprensa evoluiu admiravelmente durante a IV República (de 1946 a 1964).

O monopólio do diploma do curso de comunicação social estancou a vertente natural de drenagem de vocações para as redações, aumentou o controle oficial, induziu a censura e burocratizou as relações profissionais durante 30 anos. No ano passado o Supremo Tribunal Federal, escrevendo certo por linhas tortas (o voto vencedor é fraco e não incorporou os argumentos mais sólidos dos que defendiam a volta do Brasil ao padrão mundial da profissão de jornalista, que não exige o diploma, mas o estimula), acabou com a reserva de mercado para os graduados em comunicação social. Qualquer um pode agora ser jornalista. Basta provar que sabe ser jornalista, o que requer curiosidade operativa, hábito de leitura, capacidade de descobrir fatos, de formar fontes e de escrever com clareza e objetividade. E uma qualidade que tem sido desprezada ou ignorada: o compromisso de repassar as informações à sociedade, sobretudo aquelas informações que influem sobre as decisões do dia a dia.

Os sindicatos e demais órgãos corporativos se mobilizaram para colocar uma nova lei de imprensa no lugar daquela, de 1967, que o Supremo declarou inconstitucional. O projeto dessa nova lei, marcada pelo ranço autoritário dos patronos da liberdade de imprensa (sempre dispostos a suprimi-la quando assumem o poder), está tramitando no Congresso Nacional. Mesmo se aprovada, poderá ser posta abaixo por um questionamento ao STF. Se a corte mantiver o entendimento estabelecido, revogará o novo diploma legal. Enquanto isso, a pretexto de que a decisão do STF não é auto-aplicável, as entidades sindicais estão criando um clima de confusão e insegurança no país.

É certo que a deliberação da corte suprema não restabeleceu o status quo ante. As mordomias anteriores inundaram as redações de picaretas e quintas colunas. Mas já nessa época os bons profissionais desfraldaram a bandeira de restringir ao máximo a figura do colaborador (que formava o exército de reserva de mão-de-obra do patrão). Só deveria caber nessa abertura o cidadão que realmente podia contribuir com matéria da sua especialidade para o conhecimento coletivo, com participação episódica e paga. Todos os demais tinham que se enquadrar nas normas da redação.

Hoje, o fator de atração de novos jornalistas, que fazem inchar a disputa por uma vaga nos cursos de comunicação social, é a aspiração a se tornar celebridade – de preferência, instantânea ou rápida. E mais ainda: com o mínimo risco possível. O novo profissional dotado de diploma, com as exceções de praxe, dos neojacobinos, se amolda muito mais facilmente às circunstâncias e restrições para poder escalar com velocidade a carreira. Evita arestas, conflitos e riscos, embora procure manter seus princípios – em tese. A fama pode ser produto do acaso e da circunstância. A exclusão e a estigmatização resultam de erro cometido.

Mesmo com esse novo fator, que apenas se insinuava quando a terrível Junta Militar pós-AI-5 impôs o diploma, não há motivo para alarme. Com registro no Ministério do Trabalho ou filiação a um sindicato, o candidato, quando chegar à redação, terá de provar que, com ou sem diploma, com ou sem qualquer dos registros, sabe escrever bem (e rápido), é capaz de apurar os fatos de uma pauta, por mais complexa que ela seja, consegue informações com fontes confiáveis e bem supridas, gosta de manter a opinião pública atualizada, mantém-se ao corrente dos acontecimentos e se realiza fazendo jornalismo. Aos sindicatos cabe a tarefa de se manterem vigilantes para não permitir que aproveitadores penetrem nas empresas jornalísticas sob a figura de colaboradores e cumprir as demais obrigações estatutárias, que já existiam antes de 1969.

A filiação ao sindicato tem que ser deferida, assim como o registro no Ministério do Trabalho, conforme a justiça foi chamada a exigir pelos interessados. Isso não significa que o portador desses papéis terá garantida a sua condição de jornalista. Se ele não exercer a profissão, o sindicato pode excluí-lo, como permite a legislação, e solicitar ao Ministério do Trabalho o cancelamento do registro, já que o cidadão não é jornalista profissional. Como a própria expressão não deixa dúvida, não existe jornalista amador. Para manter os registros, a pessoa precisa se profissionalizar. Se não trabalha, não é profissional. Logo, seu título é irregular. Deve ir cantar em outra freguesia.

A exceção é a figura do colaborador, mas sua caracterização legal possibilita aos sindicatos limitar o contingente de colaboradores de cada empresa, fiscalizar se o que eles fazem se enquadra na norma e exigir que sejam remunerados. Todo aquele que não atender as exigências, será excluído. Era mais ou menos assim no Brasil e no mundo quando os donos do poder, no período mais negro da história republicana brasileira, decidiram, pela primeira vez na história mundial, que devia ser diferente. Essa roda nasceu quadrada e não há malabarismo que a ajeite. Melhor voltar à roda redonda, para abusar da redundância e, assim, caracterizar o mal-entendido dessa história surrealista, que já devia ter tido um ponto final.

Moradores da Nova República fecham rua em protesto contra a falta de água

A avenida Sérgio Henn, no bairro da Nova República, foi fechada ao tráfego de veículos esta manhã por moradores que protestam contra a falta de água em vários bairros de Santarém.

Há uma enorme fila de veículos impedios de prosseguir viagem.

A PM ainda não está no local para desobstruir a pista.

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Atualização às 16 horas:
A avenida Sérgio Heen já foi liberada.
Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) vai substituir em, no máximo dez dias, a bomba hidráulica que serve o poço do bairro de Nova República, em Santarém.
Segundo a companhia, até o final deste mês de março será construído um novo povo para incrementar o abastecimento na área.
O novo sistema de abastecimento de água da Consanpa em Santarém vai atender cerca de 3 mil pessoas no bairro, solucionando o problema.

MANCHETES DE O ESTADO DO TAPAJÓS

O Jornal O Estado do Tapajós desta sexta-feira está nas bancas com as seguintes manchetes:

42 FARMÁCIAS GANHAM LIMINAR CONTRA ANVISA

Quase a metade das farmácias de Santarém entrou com liminar na Justiça Federal, das quais quarenta e duas foram deferidas, pedindo o cancelamento das instruções normativas 09/2009 e 10/2009 da resolução da ANVISA que estabelece que os medicamentos devam ficar expostos atrás do balcão e não ao alcance dos consumidores; define também que as farmácias e drogarias podem comercializar apenas remédios com prescrição médica e fitoterápicos, cosméticos e alimentos funcionais. As liminares foram deferidas pelos juízes federais Francisco de Assis Garcês Castro Júnior e José Airton de Aguiar Portela.

HIDROPIRATARIA É DESCONHECIDA PELA MARINHA

O Delegado da Marinha, capitão Paulo Antônio, desconhece denúncias de roubo de água doce por navios mercantes que passam pela região. A Polícia Federal está apurando denúncias surgidas em Vila do Conde.

BANCADA FEDERAL PARAENSE PODE SUBIR PARA 20 DEPUTADOS

O Pará é o estado que mais ganha em vagas, sobe de 17 para 20 deputados federais a partir de 201, se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar, até 5 de março, a minuta de resolução que define o número de vagas de deputados federais na Câmara dos Deputados e de integrantes das assembléias legislativas nas Eleições 2010. A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, hoje com 41 deputados, poderá contar com 44 deputados a partir de 2011.

ELEIÇÃO EM MOJUÍ DOS CAMPOS VIRA BATALHA JURÍDICA

O cartório eleitoral recebeu os pedidos de cassação dos registros dos candidatos Jailson Alves e Maria do Carmo. O PMDB alega que Jailson não se afastou da Câmara de Santarém e o PSDB diz que Maria do Carmo não se exonerou de escola onde era diretora.

PREFEITA MARIA DO CARMO DESAFIA INVASORES DA ÁREA DO JUÁ

A prefeita Maria do Carmo considerou uma 'ousadia' dos invasores retirados por determinação judicial do interior da área de preservação ambiental do lago do Juá de irem para a frente da nova sede do Partido dos Trabalhadores, na última quinta-feira, exibir faixas e cartazes acusando-a de se unir a grileiros e latifundiários para conseguir a desocupação da área invadida e a demolição das construções. Maria diz que a Área de Proteção Ambiental - APA é um patrimônio da população santarena. E desafia os invasores. "Faço um desafio de que eles possam ir até à Delegacia Civil e denunciar quem vendeu esses lotes para eles".

DETRAN CONTINUA COM SERVIÇOS PARALISADOS EM SANTARÉM

A greve dos servidores do DETRAN continua sem previsão para acabar. Desde o dia 10 os funcionários estão de braços cruzados em quase cem por cento do Estado. Os serviços terceirizados, únicos a serem realizados, foram suspensos e o último atendimento aconteceu na sexta-feira (12).

STF MANTEVE CRIAÇÃO DE ESTACÃO ECOLÓGICA NO RIO XINGU

Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou o Mandado de Segurança (MS) 25347, em que a Associação dos Agricultores da Colônia Fernando Velasco pedia a anulação do decreto de 17 de fevereiro de 2005, do Presidente da República, que criou a Estação Ecológica Terra do Meio, localizada nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu, no Pará.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ex-prefeito de Monte Alegre terá de devolver mais de R$ 1 milhão

O ex-prefeito Jorge Braga (PTB), de Monte Alegre, foi notificado pelo Ministério da Defesa a devolver mais de R$ 1 milhão aos cofres da União pela não execução integral de um convênio celebrado com o Programa Calha Norte (PCN). A prefeitura de Monte Alegre recebeu R$ 1,45 milhão para a construção de rede de drenagem nos bairros da Serra Ocidental e Camarazinho. Com a obra, seria contida a voçoroca conhecida por "Buraco do João Bocó", seria contida e a área urbanizada. Mas não foi isso que aconteceu.

Segundo laudo de vistoria emitido por técnicos do PCN em 27 de dezembro do ano passado, apenas 49,74% da obra foram executadas, apesar de Jorge Braga ter informado, em prestação de contas enviada à coordenação do programa, que a obra estava concluída, prontinha.

Como o convênio foi encontrado em situação irregular pela nova administração municipal, em janeiro de 2009, e denunciado ao Ministério da Defesa e ao Ministério Público Federal, o ex-prefeito foi intimado a devolver o valor correspondente à parte não executada ( 50,26%), de R$ 728,7 mil. Com acrescimo de juros esse valor corresponde, hoje, a R$ 1,025 milhão.
(Fonte: O Liberal)

Metade de Santarém está sem água encanada

Moradores de parte do centro comercial, Santíssimo, Nova República, Santa Clara, Livramento, Jardim Santarém e Rodagem enfrentam desde o início da semana o problema de falta de água da Cosanpa em suas torneiras.

A direção da Cosanpa em Santarém não se pronunciou sobre a secura que assola quase metade da cidade.

Caboclo remador

Do Blog do Zé Carlos

Está com os dias contados a figura do caboclo amazônico que singrava os nossos rios, aproveitando a maré, com seu remo afiado a golpear a água e se deslocar elegantemente de um lado para o outro. 112

O velho remo de guerra está sendo substituído por um rabeta. É um pequeno e leve motor, com uma haste e uma hélice na ponta. Este mecanismo é facilmente instalado na poupa da canoa, tem baixo consumo de combustível e facilita o transporte. Contra ou a favor da maré vai muito bem.

Os motores e o mecanismo de navegação chamado rabeta é doado pelo INCRA nas comunidades rurais do Pará. Alguns são de fabricação chinesa e fazem o maior sucesso.

Índios Zoé passam por cirurgia de videolaparoscopia

Do Blog do Paju

Woi Zoé em preparo pré-anestésico


Enes, Marcelo, Fábio, Erik e Paulo

Siô, Kenan, Tatitô e Woi Zoé no dia seguinte as cirurgias.

Nos dias 14 e 15 de janeiro 2010 foram realizadas na TERRA INDÍGENA ZO’É, situada no noroeste do Estado do Pará em área florestal remota, cirurgias por VIDEOLAPAROSCOPIA, de alta complexidade e tecnologia de ponta, entre indígenas da etnia ZO’É, de recente contato e atendidos pela CGIIRC-Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato, da FUNAI.


A cirurgia, denominada colecistectomia, consiste na solução cirúrgica do que popularmente é conhecido como “pedras na vesícula”; em Medicina colecistopatia litiásica. Há uma referência mundial de maior incidência desta patologia no quadro conhecido como “os 4 F”: Female (mulheres), Fatty (“gordinhas”), Forty ( na faixa dos 40 anos) e Fertility (férteis, multíparas). Entre os Zo’é, povo indígena contatado na década de 80, suspeita-se que sua dieta alimentar tradicional, rica em gordura animal (oriunda da caça) e com ingestão maciça de castanha-da-amazônia (Bertolletia excelsa) favoreça a propensão feminina à colelitíase, inclusive em mulheres multíparas mais jovens. A doença, quando agravada, pode levar a óbito pela infecção na vesícula biliar ou obstrução da via biliar principal.

O evento cirúrgico, inédito em área indígena e em localização remota na Amazônia, foi resultado do empenho coletivo e voluntário de um grupo de médicos especializados, apoiados pela Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema-CGII-FUNAI, Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, Hospital Municipal Santa Izabel, de João Pessoa (PB), Hospital Universitário da UFPB e FUNASA/DSEI-Santarém.

A necessidade cirúrgica foi inicialmente diagnosticada pelo Dr..Erik Jennings Simões (coordenador em Saúde da Frente Cuminapanema pelo DSEI-STM) com a colaboração voluntária dos Drs.Alan Soares e Bruno Moura, médicos radiologistas do Hospital Regional do Oeste do Pará (Santarém), que realizaram ultrassonografias com equipamento portátil na própria área indígena, constatando a colelitíase com indicação cirúrgica em 04 mulheres Zo’é. Posteriormente, a articulação do Dr.Fábio Tozzi, cirurgião do PSA-Projeto Saúde e Alegria, de Santarém, e médico colaborador junto aos Zo’é, atraiu a participação voluntária do cirurgião Marcelo Averbach e do médico anestesista Enis Donizetti Silva, ambos do Hospital Sírio-Libanês (SP), instituição que apoiou decisivamente a iniciativa cedendo o videolaparoscópio e todo o aparato tecnológico para adaptar o Centro de Saúde da Terra Indígena Zo’é para a realização desta cirurgia de alta complexidade, e do cirurgião Paulo Haiek, do Hospital Universitário da UFPB e Hospital Santa Izabel. Os hospitais da Paraíba cederam parte dos materiais necessários aos procedimentos, e para disponibilizarem tais materiais ao evento suspenderam durante a semana as cirurgias similares não-urgentes em sua programação interna. Em área, os cirurgiões receberam integral apoio técnico e linguístico da enfermeira Suely de Brito Pinto, da Frente Cuminapanema.

A colecistectomia por videolaparascopia é uma técnica que revolucionou as cirurgias intra-abdominais a partir dos anos 90. Exige tecnologia em equipamentos e técnica cirúrgica altamente especializada, pois os procedimentos são realizados sem contato manual direto. Pequenos tubos são inseridos na cavidade abdominal e através deles são introduzidos uma microcâmara com fonte de luz e pinças específicas para este método. As pinças são operadas a partir da visualização através de um monitor de vídeo. O procedimento é minimamente invasivo, pois a introdução das pinças é feita a partir de 4 incisões mínimas (de 5 a 10mm). Permite um pós-operatório com pronto restabelecimento e menor incidência de dor, possibilitando liberação dos pacientes em menos de 24 horas. Técnicas e substâncias anestésicas igualmente avançadas permitiram às pacientes Zo’é saírem do evento cirúrgico em excelente estado geral e sem queixas de tonturas ou dores e, sem riscos pós-cirúrgicos, em pouco tempo retornarem às aldeias e retomarem suas atividades usuais.

Os Zo’é ficaram conhecidos na mídia no final dos anos 80 como um dos últimos povos Tupí contatados na Amazônia. Tiveram graves perdas demográficas no período inicial pós-contato, e seu atendimento foi assumido exclusivamente pelo então Departamento de Índios Isolados, da FUNAI (atualmente, CGIIRC) apenas em 1991. Desde então, o aporte maciço em saúde, tanto no atendimento quanto na infraestrutura clínica no interior da área indígena, permitiu a segura recuperação demográfica e estabilização do quadro de saúde. Concomitantemente, um incisivo trabalho de reforço à identidade cultural e autonomia econômica em seus próprios padrões de autosustentação no ecossistema de Floresta Tropical Úmida, no qual este povo está harmoniosamente inserto, têm possibilitado aos Zo’é romperem o século XXI como um dos povos de recente contato com melhores índices de saúde integral e excelente patamar de qualidade de vida, sem comprometer seu ethos tribal. Atualmente, a população Zo’é constitui-se de 251 pessoas; são assistidos pela Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema (CGIIRC-FUNAI), coordenada há mais de dez anos pelo indigenista João Lobato.

(Nota: Texto revisado por João Lobato e Rosa Cartagenes e aprovado pela CGIIRC-Funai)

Hospital Municipal não se responsabiliza por objetos de valor de servidores

Cilícia ferreira
Repórter


A segurança no Hospital Municipal de Saúde parece estar comprometida. Que o diga o Dr. Fábio Botelho, nefrologista do Hospital. Na manhã da quinta-feira (04), ele teve uma pasta com aparelhos médicos, livros, palm top, documentos e dinheiro, somando cerca de R$ 3.500,00 levados de dentro do consultório médico onde atendia. O médico registrou um boletim de ocorrência na delegacia de polícia para que o caso seja apurado.

O médico não quis entrar em detalhes, mas confirmou o fato. Confirmou que o caso aconteceu enquanto ele ia atender uma solicitação em ouro setor do hospital. Segundo ele, a ausência do consultório demorou cerca de 1 hora e meia, quando retornou a pasta tinha sumido.

Fábio disse que procurou a diretoria do hospital e posteriormente a polícia. Conforme informações do nefrologista, o hospital havia aberto sindicância para apurar o ocorrido. O médico disse que gostaria mesmo de ter os pertences de volta, não pelo dinheiro, mas por todas as informações médicas contidas na pasta furtada. Ele informou que todos os seus materiais são personalizados e, que por ventura alguém encontre jogado por algum lugar, que devolva o quanto antes.

O hospital não tem câmeras de segurança, apenas os porteiros fazem o controle da entrada de estranhos.

A direção do HMS foi procurada pelo jornal O Estado do Tapajós. A médica Marina Chainne, diretora do hospital, informou que foi aberto um processo administrativo em forma de sindicância para apurar o fato. Todos os funcionários da Hemodiálise e os que têm ligação com a hemodiálise serão investigados.

Segundo a diretora, há uma orientação para que não leve ao hospital nenhum objeto de valor porque a direção da unidade não se responsabiliza.

Marina confirmou que houve outro caso de sumiço de pertences, mas foi na recepção do hospital, ficando difícil a intervenção da direção no ocorrido.

A diretora informou que a segurança do Hospital Municipal está sendo mais intensificada. Segundo ela, a regulação da entrada está sendo maior. Dois porteiros fazem o controle da entrada de terceiros nas dependências do pronto socorro. Mas assumiu que não tem como registrar o nome de todos aqueles que entram no hospital que não seja paciente. "Não tem como registrar os nomes, até pelo ritmo do hospital", declarou a diretora.

Mas ressaltou que está havendo uma normatização em relação à entrada de terceiros na unidade, através de crachás que serão distribuídos: um para acompanhante do paciente, um para visitante e um para visitante religioso. Com os crachás será mais fácil identificar as pessoas que entram no Municipal, além da determinação de horário para cada visita.

Há suspeita de o caso ocorrido com o Dr. Fábio, ter sido cometido por profissionais de saúde que tem acesso livre dentro do hospital, principalmente, ao consultório médico onde ele atende.

INCRA CONFIRMA DESCUMPRIMENTO DE SENTENÇA PELOS CRIADORES DE ARAPEMÃ

A Superintendência Regional do INCRA, em Santarém, confirmou que criadores de gado estão descumprindo ordem judicial e continuam levando os animais para pastos na comunidade de Arapemã.

O fato foi constatado pelo INCRA em vistoria solicitada pelo Ministério Público Federal. As denúncias partiram dos quilombolas. Segundo Martfran Alburquerque, chefe do serviço de regularização dos territórios quilombolas, o gado ainda estava sendo levado para a região, mesmo após a decisão da Justiça que proibia tal ação, além da região ter sofrido com um incêndio, que segundo ele, foi constatado.

Martfran explica que os fatos registrados serviram de provas para um relatório que foi feito por ele e enviado ao gabinete da superintendência e, posteriormente à Justiça. No relatório, o chefe da regularização quilombola sugeriu que uma cópia documento fosse enviada também à procuradoria do INCRA.

Em relação à disputa pela terra ter se intensificado depois que os quilombolas receberam gado apreendidos pela operação "Boi Pirata 2", Martfran disse que o INCRA não tem como entrar nesse mérito, uma vez que a doação foi feita pelo IBAMA em conjunto com outros órgãos estaduais.

O Chefe do Serviço de Regularização dos Territórios Quilombolas reconheceu que a titulação das terras dos quilombolas na região do Arapemã, na várzea de Santarém, está atrasada. O que gera um clima de tensão entre os moradores da área
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Por causa do fenômeno das terras caídas, o juiz Francisco de Assis Garcês Castro Júnior decidiu pela retirada imediata dos não quilombolas da comunidade de Arapemã. A sentença foi o resultado de uma Ação Civil Pública movida pelo INCRA e pelo Ministério Público Federal (MPF).

A sentença foi dada em 31 de julho de 2009, tendo como punição o pagamento individualizado de cinqüenta mil reais e uso de força policial, se necessário, mas os quilombolas afirmam que ainda levam gado para a área delimitada.

São Raimundo deixa a lanterna

Na disputa entre as piores equipes do primeiro turno, o São Raimundo levou a melhor sobre o Ananindeua e conquistou a sua primeira vitória no Campeonato Paraense. O time de Santarém foi mais eficiente nas conclusões e venceu a Tartaruga por 2 a 0, na noite de ontem, no estádio Colosso do Tapajós, em Santarém, pela quinta rodada da competição.
Com o resultado, o São Raimundo chegou aos cinco pontos, deixando a lanterna e se aproximando da parte de cima da tabela. A Pantera passou a ocupar o quinto lugar provisoriamente. Em compensação, a Tartaruga estacionou nos três pontos e caiu para o último lugar.

Na segunda etapa, o São Raimundo cresceu, principalmente, após a entrada de Maxi Jari no lugar do inoperante Hallace. A equipe alvinegra, porém, só chegou ao primeiro gol depois que o volante Marcelo Pitbul aproveitou falha da defesa do Ananindeua para fazer 1 a 0, aos 11 minutos.
Já o segundo gol, aos 32, foi uma jogada em alta velocidade. Tudo começou com o lançamento de Michell para Maxi Jari, que avançou até a linha de fundo e tocou para a chegada de Branco. O atacante acertou o canto direito de Tinho com um belo voleio e definiu o placar: Pantera 2 a 0.

Agora, o São Raimundo volta a campo no sábado, às 16 horas, contra o Remo, no Baenão. Já o Ananindeua vai até Castanhal encarar o Santa Rosa, no domingo, também às 16 horas.
(C0m informações do Amazônia)

Tempo de espera por documentos do Detran vai aumentar com a greve

Não bastassem os serviços do Departamento Estadual de Trânsito(DETRAN) já estarem comprometidos com a burocracia e pela demora na entrega de carteiras de habilitação, recadastramento de Certificado de Registro de Veículos (CRV)e vistorias nos casos de alteração de características de veículo, os usuários do órgão em Santarém tiveram que enfrentar esta desde a semana passada mais um problema: a greve dos funcionários.

Segundo o comando de greve, todos os serviços estão paralisados, exceto aqueles prestados por profissionais terceirizados, como é o caso dos exames médico e psicotécnico. Por causa disso, os usuários de DETRAN em Santarém terão que esperar por tempo indeterminado a volta do atendimento ao público e o fim da demora na entrega de documentos.

Quanto a vistoria para verificação de alterações de características do veículo, Dulfe Marinho, diretor da CIRETRAN, diz que a agência do órgão tem passado por um problema sério, pois a vistoria foi terceirizada e a empresa que realiza o serviço não está instalada na região, só em Belém, o que dificulta nos procedimentos da região a serem realizados.

O problema mais grave tem sido com as auto-escolas, que precisam desse tipo e vistoria por causa da alteração dos carros que são instalados pedais para as aulas práticas de condução. Dulfe disse que conversou com os donos de auto-escolas e que fez a orientação de que procurassem o Ministério Público para o ingressar com uma ação Civil Pública obrigando a empresa a instalar uma unidade na região Oeste. Mas Dulfe diz que a ação das auto-escolas foi entrar com um mandado de segurança na Justiça contra o DETRAN, fazendo com que as vistorias sejam realizadas em Santarém pelo Centro de Perícias Renato Chaves.

Em 2009, foram expedidas pela regional: 16.593 CNH, carteira nacional de habilitação ; 13.287 CRLV, certidão de registro e licenciamento do veículo; 21.263 CRV, Certidão de Registro do Veículo.

Em relação à demora de emissões de carteiras, que é para ser entregue no prazo máximo de 24 horas, o coordenador explica que a maioria dos caso são de pendências na documentação necessária. Segundo ele, o sistema geral do DETRAN é que libera a impressão do documento e isso somente é feito quando o sistema não detecta nenhuma pendência na documentação exigida. "A Regional de Santarém faz a impressão, mas depende da liberação do sistema em e Belém para essa impressão", explica Dulfe.

Estudante denuncia que lei da meia-entrada não vem sendo cumprida

O pagamento de meia-entrada estudantil é um direito assegurado por lei. No entanto, esse direito não vem sendo respeitado como deveria, pelo menos é o que afirma Rubens de Sousa, representante da UGEL - União dos Grêmios Estudantis Livres -, segundo o estudante, a meia-entrada tem sido vetada parcialmente em alguns estabelecimentos culturais.

De acordo com as leis, municipal nº. 15.490/95 e estadual nº. 6.242/99, a meia entrada é assegurada para qualquer estudante. Os ingressos de shows culturais têm que estar disponíveis a classe desde o início das vendas. Não há nas leis, nenhuma restrição ou estipulação de cotas.
Rubens informa que, ele e dois colegas - Ádria Gomes e William Figueira - passaram por constrangimento em frente a uma casa de eventos da cidade. Eles queriam comprar ingressos para o show de uma banda que iria gravar o CD naquele dia.

O ingresso custava R$ 10 e, naturalmente, para estudantes R$ 5. Os jovens pediram ingressos para estudantes e o bilheteiro avisou que não havia mais ingressos para estudantes, só entrada inteira.

Rubens estava com uma cópia da lei na carteira e mostrou ao funcionário da casa, mas o bilheteiro disse desconhecer tal lei. O show foi realizado na sede do São Raimundo Esporte Clube.
No Ministério Público Estadual, os jovens foram informados o MP não teria muito o que fazer em relação ao problema, mas que iria fazer o possível para encaminha-lo para o lugar mais adequado para resolver tal pendência. Segundo o representante da UGEL, foi informado aos estudantes que o órgão responsável em fiscalizar o cumprimento dessa lei é o PROCON.

Na terça-feira (09), uma comissão formada por membros da UGEL voltou ao Ministério Público para uma reunião com o Promotor Hélio Rubens Pinho Pereira. A reunião foi para esclarecer os fatos de descumprimentos da lei e dialogar com os representantes das casas de shows da cidade.
Rubens informa que ficou acertado entre o Ministério Público e a classe estudantil uma fiscalização as casas noturnas e clubes da cidade que não cumprirem com o que a lei determina.O estudante diz que, em jogos no Barbalhão, as restrições são parecidas. Segundo ele, os ingressos nunca estão disponíveis no primeiro dia de venda ou na hora do jogo.

PAC está empacado no Uruará

Moradores do bairro do Uruará, que estão em alerta constante desde que a primeira chuva caiu na cidade depois do início das obras do PAC.

Na região estão dezenas de família dentro de um "buraco". O tal buraco foi formado com o aterramento da orla para a construção das casas do PAC. As obras começaram a partir da margem do rio em direção ao bairro, deixando os moradores que ainda não foram remanejados de suas casas em uma situação de risco em pleno inverno.

Os moradores moradores do Uruará fizeram um manifesto em frente a prefeitura a fim de chamar atenção da Prefeita para a paralisação das obras e situação de iminente de enchente.

Sefa esclarece cobrança do IPVA

Após publicação da matéria "SEFA COBRA A MAIS POR IPVA", a Secretaria de Estado da Fazenda, através da Delegacia Regional de Santarém, informou que o caso da cobrança de R$ 52,37 reais no IPVA de uma caminhonete L 200, já foi enviado para investigação.

A delegacia da Sefa em Santarém não soube explicar a diferença de valores cobrados pelo IPVA em relação ao definido no Diário Oficial do Estado e o gerado para pagamento no boleto emitido pelo DETRAN.

Segundo Miralva Silva, coordenadora substituta da regional, em consulta ao sistema, consta que o pagamento foi efetuado no dia 29 de janeiro, um dia após a emissão. Consta no sistema que o proprietário pagou R$ 1. 242, 00, valor publicado no Diário Oficial do Estado, e não R$ 1. 294,37, valor gerado no boleto do DETRAN e que o boleto com o valor a mais foi cancelado e gerado outro boleto pela própria SEFA no qual o proprietário pagou R$ 1.260,39. Segundo a coordenadora substituta, o valor a mais é da taxa de emissão do DAE - Documento de Arrecadação Estadual - que segundo ela, é um procedimento legal de arrecadação.

Saúde na UTI

Josué Monteiro
Articulista de O Estado do Tapajós


Ninguém nos disse nada. Simplesmente vimos e constatamos como a saúde é tratada pelo atual governo municipal. Por necessidade, depois de 61 anos de idade, tivemos que ir em busca de atendimento médico. Tudo causado por um tombo onde batemos com a cabeça no solo. Isso nos causou mal-estar e tonturas. Para um esclarecimento de diagnóstico precisamos fazer uma tomografia em caráter de urgência.

Acionamos amigos para ajudar-nos nessa empreitada e fomos aconselhados a ir até o pronto socorro com a finalidade de termos a solicitação de exame computadorizado autorizado pelo médico plantonista do Pronto Socorro Municipal. Até ai tudo bem! Só não esperávamos ver o quadro que assistimos ao chegarmos naquele local. As imagens que ali assistimos eram dantescas. Tivemos a impressão de estar em um campo de concentração.

Confessamos que pedimos para sair do local, visto o ambiente ser de muita tristeza e dor. Imaginamos o quanto não se tem respeito pela saúde do ser humano. O ambiente é de um amontoando de pessoas. Uns deitados em macas enfiadas em cubículos, que mal tem espaço para uma pessoa ficar em pé, e outros espalhados em cadeiras no meio do salão, todos doentes, alguns com problemas graves a mais de 72 horas naquele lugar em desconforto generalizado. Isto contrariando as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que recomenda que os pacientes só devam permanecer 12 horas no pronto socorro.

Vale ressaltar que os profissionais que ali trabalham são verdadeiros heróis. O ambiente não proporciona qualidade de atendimento nem tão pouco segurança para que se possa fazer um trabalho tranqüilo.

Queremos deixar claro que logo estará sendo inaugurado um novo pronto socorro municipal, mas pelo que conhecemos deste novo pronto socorro pouco o quase nada vai mudar. O problema é gerencial. Esta história de que o alto número de pacientes de fora é culpado pelo estrangulamento dos serviços do pronto socorro é mentira. Lembramos que o dinheiro do SUS é distribuído para o município que faz o atendimento. Portanto, quem trata é o que recebe. Na realidade, a historia é de má administração pública.

O problema existe em função da falta de leitos para se internar os pacientes que depois do diagnostico esclarecido no pronto socorro, deveria acontecer. Isto não ocorre, exatamente porque o Hospital Municipal não tem leitos suficientes. O Hospital Regional absolve tranquilamente os pacientes de média e alta complexidade. Muitos são retidos no hospital municipal por falta de uma avaliação por quem de direito.

Os pacientes que ficam mais de 12 horas e até mais de 72 horas no pronto socorro deveriam ter sido encaminhados para esses hospitais, como eram feitos pelo governo passado. Mas eles não querem ter despesas. Isto como se o dinheiro não tivesse que ser usado em beneficio dos necessitados no atendimento de saúde.

Voltamos a dizer que tudo é relacionado à falta de gerenciamento da verba do SUS. O dinheiro existe. O que falta é responsabilidade com a sua melhor aplicação. Portanto, o momento e de se fazer bem o dever de casa e se distribuir com sabedoria a verba que vem para ser dado um atendimento de qualidade aos pacientes que procuram o sistema único de saúde do município. Eu vi! Ninguém me disse!

Pontuando - José Olivar

Até que enfim foi dado um basta na situação caótica criada pelos invasores - alguns especuladores - da área de terra que margeia a Fernando Guilhon no sentido do Aeroporto. O Dr. Silvio César em boa hora concedeu a liminar para acabar com os abusos que tinha o beneplácito de alguns políticos. ///A ida da Prefeita Maria do Carmo à Sessão inaugural dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal correspondente ao ano de 2010, ocorrida dia 10 deste, deixou alguns vereadores estupefatos com o quadro de administração excelente pintado pela Prefeita, quando todos sabem que a cidade está um caos. A resposta virá de alguns vereadores, dentre eles, Henderson Pinto, como me informou. ///A OAB Subseção de Santarém, foi convidada para a solenidade na Câmara, e se fez representar pelo advogado Cabral. Provavelmente algum fato grave impediu a presença do Presidente, Dr. Ricardo Geller, que com certeza, noutros eventos não faltará. ///Enquanto a empresa concessionária de energia elétrica de São Paulo se vê obrigada a explicar perante as autoridades as constantes quedas no fornecimento de energia, a REDE/CELPA e a COSANPA, no Pará, prestam um serviço de terceiro mundo, mesmo assim nada acontece, visto que, nem as Prefeituras nem a Governadora, cobram melhoramentos nos serviços./// Por falar em REDE/CELPA, uma decisão do Juiz da Comarca de Abaetetuba, condenou a empresa a pagar 300 salários mínimos a uma mãe que teve seu filho morto por eletrocutação em fios elétricos caídos em via pública. A condenação mostra que a Justiça, ainda que lenta e não muitas vezes justa, é o caminho.///O Tribunal de Justiça do Estado do Pará expediu nota se insurgindo contra manifestação da Subseção da OAB de Marabá, que alegou descaso da administração do Colegiado para com a Comarca daquela cidade. O Ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça e também Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, fez a saudação ao Dr. Ophir Cavalcante quando da sua primeira participação naquele Conselho, cumprindo a prerrogativa Constitucional de atuação no mesmo. ///Até que enfim a Empresa Brasileira de Correios, sofrerá uma reestruturação e modernização, pois é este o projeto a ser estabelecido em Medida Provisória apresentada ao Presidente Lula pelo Ministro Hélio Costa, das Comunicações. A partir de março todo passageiro do transporte aéreo terá que se identificar com sua identidade antes de embarcar. Atualmente a identificação é feita somente no chck-in. ///A Internet vai chegar a várias comarcas isoladas da Amazônia Legal. O Conselho Nacional de Justiça firmou parceria com o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e sete dos Tribunais da Região Norte, ou sejam: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima. A cooperação técnica servirá também de intercâmbio para estudos, pesquisas, etc. ///São várias as reclamações dos advogados com referência ao atendimento no Cartório da 2ª Vara. Primeiro, pelo desconforto de quem ali se dirige, visto que o espaço destinado ao público é apertadíssimo; segundo, porque ainda conforme os advogados, o atendimento é lento e às vezes, até com descaso aos causídicos. A OAB precisa, urgentemente, atuar para reverter tal quadro. ///A vitória do São Raimundo sobre o Botafogo do Rio, serviu para tirar os saltos altos dos jogadores do time visitante que vieram se apresentar em Santarém e achavam que a partida ia ser moleza. Bem feito! //// A atuação da Polícia Militar no jogo do São Raimundo x Botafogo, foi impecável. Parabéns! Constatei a presença do Promotor Hélio Rubens no jogo do São Raimundo x Botafogo, porém não vi meu prezado amigo, também promotor Dr. Herisson Bezerra.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mascarado Fobó (2)



Arrastão do bloco Unidos do Morro, no carnaval do Mascarado Fobó, ontem, em Óbidos.
Foto: Tamara Saré

Cidadão-de-arco-e-flecha, o caboclo Vicente Salles

Lúcio Flávio Pinto

Em 2011 Vicente Salles completará 80 anos de vida e 63 de atividades intelectuais fecundas, que se espraiam por vários afluentes do saber: antropologia, história, folclore, musicologia, jornalismo. Sendo múltiplo, Vicente é uno. Produz incansavelmente, como raros. Mas mantém coerência com seu compromisso de revelar o que está oculto, encontrar o que está perdido, denunciar a causa da incultura e da inconsciência.

Superando as doenças que o têm acometido nos últimos anos e renascendo com as sementes do otimismo, ele surpreende mais uma vez com um livro único: Estórias do Eldorado nos tempos calamitosos da devastação contadas pelo cidadão-de-arco-e-flecha e escritas pelo folclorista e historiador Vicente Salles – Fantasia desconcertante (Thesaurus Editora, Brasília, 179 páginas).

Em tom de folhetim, mas com as marcas da literatura de cordel, Vicente incorpora na plenitude a “designação pejorativa dos habitantes em geral e dos políticos da Amazônia que circulou no Rio de Janeiro, no parlamento e na imprensa, nos últimos tempos da monarquia”, conforme o autor o define no Índice de Particularidades, um anexo instrutivo e orientador, juntamente com o Índice Onomástico. O cidadão-de-arco-e-flecha recriado por Vicente conhece a própria história, sabe interpretá-la e valorizá-la. Faz dela sua arma de combate em defesa dos seus valores e contra o “arrivista semiculto”, que serve de biombo à destruição da Amazônia e ao estabelecimento do colonizador.

O livro é a 2ª edição, corrigida e ampliada, do 15º volume das micro-edições do autor (armas da guerrilha cultural que travou contra a desmemória regional e a arrogância externa), lançada em 1998, que continha as “estorinhas infantis” publicadas originalmente na imprensa local entre 1970 e 1981. São crônicas que divertem, instruem, informam, alertam e iluminam. Vicente circula com naturalidade por todos os temas, que aprendeu de leituras e de vivências. Conhece as pessoas, os lugares e os acontecimentos, de muitos dos quais é testemunha e de outros, referência. Por isso, fala com intimidade, pleno conhecimento de causa. Com indignação, mas também ironia e humor, as melhores ferramentas para a tarefa de desmontar os preconceitos e as deturpações históricas.

A força de Vicente nesses desafios provém de sua atitude diante da vida: uma combinação de simplicidade com rigor, de tolerância com integridade, de bonomia com altivez. E cobrindo essas qualidades, a posição que assumiu, ao lado da sua terra, do seu habitante, da sua história, intransigente na exigência de que a voz do nativo seja ouvida e sua vontade considerada. É uma prerrogativa da sua própria existência e do que construiu antes da chegada do colonizador, do novo dono de tudo, como reclama num dos trechos mais expressivos do texto:

“João Bobo viu que o bumbá era uma festa e aprendeu a lição do repartimento do boi. Entonce foi pro rei e disse que assim, reizinho, se faz o repartimento do Eldorado: tira o Arumanduba do coronel Zé Júlio e dá pro Daniel Ludwig; tira o Amapá todinho do Cabralzinho e dá pro Antunes, primo do Roqueféler; tira o sul do Grão-Pará dos índios e dá pr’aquela fabriqueta de automóveis, tadinha; os minérios, ou seja, o filé minhão, tira ele e a gente dá um, jeito com os contratos de risco com a mineradora Vale do Rio Doce; o Trombetas tira dos mocambeiros e dá pro japonês que só tem quatro filhos... E escancara a terra do povo Baré, fazendo franca a zona!”

Para quem não consegue acompanhar sua verve em evolução acelerada, alfinetando ou esbofeteando os transgressores, Vicente acrescentou os dois anexos, com informações sumárias mas, muitas vezes, inéditas ou difíceis de encontrar, que são guias para levarem o leitor a novas incursões no mundo cultural amazônico, região que está muito longe de ser um deserto de inteligências, ao contrário do que proclama o conquistador e seus aliados arrivistas semicultos. Vicente Salles dá as pistas e se coloca numa versão indígena do filósofo grego Diógenes: armado de poranga no lugar da mitológica lanterna, à cata de um verdadeiro homem, Vicente acabará encontrando-o diante do espelho.

Índice dos personagens

Selecionei duas das descrições de Vicente Salles de personagens da história contemporânea da Amazônia, como um aperitivo para a leitura completa do seu livro. Verbetes concisos e densamente informativos. Definidores.

ANTUNES. Família de capitalistas brasileiros oriunda do Rio Grande do Norte que se aplicou aos negócios de minérios. Associada a capitalista norteamericano, a grande empresa dos Antunes (Icomi) explorou até a exaustão o manganês do Amapá, ficou à frente do consórcio que deu continuidade à aventura amazônica de Daniel Ludwig, no Jari, com enormes perdas de capitais públicos e privados.

CURIÓ. Coronel. Déspota no tempo da ditadura militar de 1964 foi despachado para “domar” os garimpeiros de Serra Pelada e a guerrilha do Araguaia. Acabou ganhando prestígio político local e até emprestou o nome para batizar uma comunidade plantada na área devastada do sul do Pará e que ele próprio administrou. Caso curioso de construção de um (pseudo) mito político.

Serra é pós-Lula, analisa El País

Correio Braziliense

Um artigo no diário espanhol El País de ontem avalia que, qualquer que seja o vencedor das eleições de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sairá, simbolicamente, vencedor da disputa. Segundo o texto, assinado pelo correspondente do jornal no Brasil, Juan Árias, mesmo na hipótese de vitória do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), as conquistas sociais da gestão petista seriam mantidas, e, com isso, Lula estaria, de certa forma, presente no próximo governo.

Seria de se supor, diz o artigo, que uma vitória de Serra significasse “alternância normal, interrompendo de alguma forma a continuidade do PT no poder”. Mas o autor acredita que o governador não seria um “anti-Lula” mas um “pós-Lula”: “Com Serra, o Brasil seria um país sem Lula, mas ainda com Lula, no sentido de que o governador paulista não nega nenhuma das conquistas sociais de seu governo.” O texto avalia que o tucano está “à esquerda” do atual governo e que não faria uma gestão idêntica à do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “Para Serra, seu governo não seria uma fotocópia do passado social-democrata, mas uma página nova”.

Juan Árias aposta em uma disputa acirrada na eleição presidencial e descreve Dilma como “uma espécie de sombra” do presidente. “Se ela vencer, as eleições seriam na verdade um terceiro mandato de Lula e garantiriam a continuidade de um certo lulismo”, avalia. A conclusão do texto é a de que a condução do país não mudará seja quem for o eleito: “A partir do próximo dia 1º de janeiro, o Brasil será um Brasil sem Lula. O que acontecerá? Nada”, diz o repórter. “Continuará sendo um país com instituições democráticas consolidadas, que não apenas conseguiu sair, sem se quebrar, da crise mundial, mas que está crescendo; um país sem possibilidades de golpe de nenhum tipo e que, apesar de alguns rompantes populistas em alguns momentos — sobretudo pela influência do chavismo — não se deixou arrastar pelo populismo da vez na América Latina.

Fobós arrastam multidões em Óbidos

O Carnaval dos Fobós de Óbidos, um dos maiores carnavais do Oeste do Pará, arrasta multidões pelas ruas da cidade histórica.

Mascarados Fobós e palhaços revivem antigos carnavais.
O carnaval obidense tem suas raízes cravadas no século XVIII , vindo de Portugal com o nome de 'Entrudo', espécie de desafio travado entre famílias tradicionais.
Todo fim de tarde, aos domingos, antes do Carnaval, os blocos de fobó fazem arrastão experimental para conferir e ajustar o percurso da apresentação oficial. Levam em média 2,5 mil brincantes ao fobódromo, a Praça do Sesquicentenário, onde são recebidos por uma
grande platéia.

Os Fobós brincam vestidos com Dominó, um tipo de macacão feito em chita, bastante largo e colorido, capacete feito em papel de saco
de cimento e papel de seda em cores diversas, além de uma máscara feita artesanalmente, apito, bexiga e caixa de pó de arroz ou amido de milho. No arrastão, o povo segue o trio elétrico, brincando, cantando e lançando polvilho tanto nos brincantes quanto na platéia. Nem mesmo os policiais que fazem a segurança escapam.

O bloco Chupa Osso, desfilou no domingo (14), e o Unidos do Morro, na segunda (15).
(Com informações da Secom e fotos de Tamara Saré) 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

PF mira nos navios bauxiteiros de Trombetas e Juruti para apurar roubo de água doce

A fiscalização da Polícia Federal para apurar denúncia de roubo de água doce (hidropirataria) na Amazônia, vai concentrar esforços no porto de Vila do Conde, onde, na análise da PF, há a maior movimentação de grandes navios, entre 40 a 45 por mês, de acordo com dados da Delegacia de Imigração da Superintendência no Pará.

A partir da experiência nesse primeiro porto, a PF vai estudar a possibilidade de estender as ações para os de Santarém, Porto Trombetas (município de Oriximiná) e Belém.

Acidente na Br-163 mata 3 soldados do 8o. BEC

Os soldados do Oitavo BEC Ronald Gonçalves Silva, Tarciano Ribeiro Jati e Nirlande da Silva Alves morreram ontem em acidente na rodovia Santarém-Cuiabá, no trecho Rurópolis-Itatiuba.

O caminhão em que viajavam e era dirigido pelo motorista Parminas da Silva, que sobreviveu e está internado no Hospital Municipal de Santarém, despencou de uma ribanceira e caiu em um bueiro às margens da Br-163.

Os três soldados não conseguiram sair do veículo e morreram afogados. Os corpos foram trazidos na madrugada de hoje para Santarém e já foram liberados para sepultamento.

Campanha de igrejas faz crítica à política econômica de Lula

Da Folha de São Paulo:

A Campanha da Fraternidade de 2010 levará para cerca de 50 mil comunidades cristãs discussões sobre economia. O texto-base do evento, que começa na quarta-feira, critica a crescente dívida interna do país, as altas taxas de juros, a elevada carga tributária, o sistema financeiro internacional e até mesmo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), vitrine de Lula.

Realizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) desde 1964, a campanha deste ano reunirá, além da Igreja Católica, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e a Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia. Elas integram o Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil), o organizador do evento em 2010.

Será a terceira vez que a campanha terá caráter ecumênico, repetindo 2000 e 2005.

Com textos e gráficos, o material do evento propõe a conscientização sobre alguns temas econômicos que são pouco conhecidos por grande parte da população. Em relação à dívida interna, por exemplo, o manual da campanha diz: "Apesar de os gastos com juros e amortizações da dívida pública consumirem mais de 30% dos recursos orçamentários do país, essas dívidas não param de crescer. A dívida interna alcançou a gigantesca cifra de R$ 1,6 trilhão em dezembro de 2008, tendo apresentado crescimento acelerado nos últimos anos".

Segundo o texto, a dívida inviabiliza a aplicação de recursos na área social. Uma das tabelas do material mostra a elevação da dívida nos governos de FHC (1995-2002) e de Lula.

O documento cita o PAC ao atacar a má distribuição de renda: "O crescimento do PIB, expresso em médias nacionais, não é sinônimo de boa distribuição dos recursos entre os diversos grupos sociais. Os pobres continuam lesados nos seus direitos. O PAC é o exemplo mais recente no Brasil".

O secretário-geral do Conic e reverendo da Igreja Anglicana, Luiz Alberto Barbosa, diz que a meta do evento é fazer com que as comunidades reflitam sobre o que está dando certo e errado na economia do país, e possam cobrar mudanças dos políticos nas eleições.

"Escutamos o discurso oficial de que o país caminha para ser a quinta economia do mundo. Mas é preciso perguntar: "Se o cenário é tão bom, onde estão os recursos?" Ainda temos quase 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e não há trabalho e saúde para todos."

O frade dominicano Carlos Josaphat, um dos principais intelectuais da Igreja Católica, diz que um dos objetivos do evento é fazer com que os cristãos deixem de ser omissos em relação a práticas econômicas socialmente injustas.

A campanha defende ainda a realização de um plebiscito sobre a limitação do tamanho das propriedades rurais do país.

Serviço privado ou público, o consumidor é sempre prejudicado

Eric Vasconcelos

Não é apenas no âmbito da esfera pública que se há a falta de "identidade", com a máquina pública sendo sugada pelos próprios agentes públicos, que além de procurar gerir os interesses da população de uma forma lenta, e ainda gerir interesses particulares de uma forma eficaz, cria um meio de se eximir de atividades, surgindo um novo modelo de gestão.

Eis que surge no cenário a privatização, justíssimo, o estado não consegue desempenhar suas ativades com eficiênca e delega a empresas que possam prestar o serviço de uma forma eficaz, fazendo investimento em tecnologia, porém, vamos observar alguns exemplos....

Rede Celpa: acompanhamos diariamente oscilações de energia, apagãos do nada, demora no atendimento, danos são causados aos usuários e poucos que ainda procurarm seus direitos conseguem adquirir seu produto de volta.

O outro é exemplo aqui no meu caso: comprei um modem 3G de uma determinada companhia de telefonia móvel, tudo estava indo bem, até que coincidentemente ao finalizada a promoção(3 meses como é anunciado na mídia), a prestação de serviço de internet móvel também caiu, hoje tenho apenas internet 3G das 22 hrs até às 10 hrs do outro dia, após este período ela se torna EDGE, e a tarde fica caindo constantemente após 5 min de conexão.

Aí eu me pergunto o que fazer?...

Será que vale mesmo a pena privatizar?

Não é apenas nestas situações, tanto o serviço público quanto o seviço privatizado deixam a desejar para com seus consumidores.

Para finalizar este comentário a internet caiu 20 vezes... (tá parencendo a Celpa)

A carne vale (ou o Mardi gras deles lá)

Raimundo Sodré

Este ano o meu carnaval foi todo na Cidade Velha. Cumpri o rito. Cordão do peixe-boi, Fofó do Elói e uma animada caminhada exploratória pelos segredos do entorno (culinários, inclusive). Confesso, porém, que bati perna atrás da bandinha bem pouco. A minha base foi ali, na praça do Carmo. Pertinho do busto de D. Bosco. Ali, entre um passinho escaleno de samba e outra obtusa tentativa, matutava:
Vivendo e aprendendo, né. Trago lá do “Bom dia” do padre Lourenço, na Escola Salesiana do Trabalho, o significado do carnaval.
Novesfora uma confusãozinha por causa de uma inglória morrinha contra o sol desafiador da manhã, ali, cedinho, na quadra da Escola, a festa de carnaval seria como um descarrilamento proposital de nossas, digamos assim, regras comportamentais. É a festa das permissões (por isso tantos lábios masculinos tingidos pelo mais alarmante carmim), dos intentos desprovidos de senso, do sorriso indecoroso, da coragem desmedida (boca pintada, saia rodada, corpete apertado, perna cabeluda e o nó na goela. Pode. Tudo pode no carnaval).
A festa tem este caráter mesmo de transbordamento, de inclinações libertinas, de prazer total exatamente por estar atrelada ao calendário cristão e por anteceder o tempo de contrição e penitências que se realiza na quaresma. Nos primórdios este clima foi associado ao esbanjamento, aos prodigiosos costumes. Como na quaresma a tradição prega a abstinência dos prazeres, da voz aguda, da carne (de pentear o cabelo e de varrer a casa), os dias que antecedem o compromisso de fé compensam a privação. A carne, então vale. Até a quarta-feira de cinzas, “a carne vale...Carnevale...Carnaval”, arrematava o fundador da EST.
Aqui pra nós, porque lá para o povo de Nova Orleans, é Mardi gras. Tem esse nome por causa do dia mais foguento do carnaval que é a terça-feira gorda, dia inspirado no folguedo parisiense antigo, que por matreiro que era, destacou-se como o vovozinho do carnaval moderno (um conceito, um jeito de ser feliz que acabou por dar um outro sentido para a palavra carne, aquela lá de cima, de ‘carnevale’, e que para nós quer dizer...Bom...Vá lá que seja, quer dizer pés em carne viva por causa de três dias de samba e de ginga).
Os americanos desfilam na avenida até com alguma alegria, mas divertem-se movidos por estranhezas e embaraços: esmeram-se em distribuir colares de contas para as garotas e em troca pedem que elas lhes mostrem os seios. Embaraçam-se em algumas centenas de cordões, penitenciam-se carregando um peso danado em só para sair trocando bijus de continhas por uma espiadela. Esses americanos me arrumam cada presepada!
O carnaval é um divertimento antigo, mas todo ano a gente se ‘apatralha’ com a data. Às vezes, é vupt, logo nas calendas de fevereiro, outras vezes vai dar lá nas águas de março. A data varia porque tem uma continha chata na parada. Como é uma festa ligada ao cristianismo, é subordinada ao calendário eclesiástico. E tem como referência a Páscoa, que é uma celebração com data variável (a Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que acontece depois do equinócio. E por aí a gente tira. Dei uma pesquisada e vi que o equinócio este ano vai cair no dia 20 de março, a primeira lua cheia a partir dele será no dia 30, daí então é só...Ah, quer saber, eu vou é consultar a folhinha do ano pra saber quando é a Páscoa. Eu não falei que a conta era chatinha).
Entretanto, é bom se agendar para quando a quarta-feira chegar, receber as cinzas, tomar termo e procurar se emendar porque a essas alturas do campeonato já “acabou nosso carnaval”.

Belo Monte é mesmo necessária?

Do Blog do Parsifal:

Corredeiras no Xingu

Em entrevista a “O Estado de São Paulo”, o jornalista e consultor ambiental Washington Novaes, opina que a construção da Usina de Belo Monte não é necessária.

Fundamenta a afirmação na constatação de que a energia a ser gerada em Belo Monte poderia ser conseguida com a eficientização energética do Brasil.

Entenda-se com tal, a redução da perda na transmissão, que no Brasil chega a 15% da energia transportada (no Japão esta perda é da ordem de 1%), e a potenciação dos geradores antigos, que poderiam gerar 10% a mais se substituídos.

Eu acrescentaria à lista, a substituição dos equipamentos do varejo e a reformulação das plantas industriais com vistas à eficiência energética.

É fato que uma usina como Belo Monte atende muito mais aos interesses das grandes construtoras e da indústria eletro intensiva e, passada a festa da construção, onde todos comem e bebem à vontade, vem a ressaca de saber que a limpeza do salão ficará para o erário.

Em se colocando tudo isto na embarcação dos custos, Belo Monte deverá custar o triplo do que está sendo hoje intuído, portanto, é falaciosa a afirmação do setor elétrico de que o preço do quilowatt da usina em tela é um dos mais baratos do mundo.

Leia aqui, a entrevista de Washington Novaes.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Piracaia, a música


Para quem não gosta de música de carnaval


MEC antecipa o resultado do Prouni

O Ministério da Educação (MEC) divulgou na noite de sexta-feira (12/2) o resultado dos candidatos contemplados com bolsas do Programa Universidade Para Todos (Prouni). Clique aqui para conferir. A programação era de que o resultado fosse liberado apenas na manhã deste sábado (13/2), mas desde pouco mais das 23h desta sexta, os candidatos já podiam acessar o sistema.


Para consultar o resultado, os estudantes devem digitar o número de inscrição no Enem 2009 ou o CPF.

Os 148.327 estudantes pré-selecionados têm do dia 17 a 26 de fevereiro para procurar a instituição escolhida, particpar do processo seletivo e, se aprovado, fazer a matrícula. Para se matricular, é preciso apresentar comprovante de conclusão do ensino médio e documentos para comprovação da renda.

Quem não foi selecionado terá nova oportunidade na segunda etapa de inscrições, com as vagas remanescentes, que será aberta de 4 a 7 de março.

Quem deseja se cadastrar no Fies (programa de financiamento estudantil do governo federal) vai precisar esperar até março, quando deve ser divulgado o prazo de inscrições.

Leia mais


Documentação necessária

Dicas importantes

Leia as perguntas frequentes sobre o ProUni

Anatel proíbe operadoras de enviarem mensagens publicitárias sem autorização dos usuários

A partir do dia 1º de maio, os contratos de adesão ao serviço de telefonia móvel deverão conter cláusulas que permitam ao cliente escolher se deseja ou não receber mensagens publicitárias. Nos contratos vigentes, os usuários poderão entrar em contato com a operadora e manifestar seu desejo de não mais receber tais mensagens.

A determinação é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que respondeu a recomendação do Ministério Público Federal sobre o assunto.


No mesmo documento enviado às operadoras, datado de 25 de janeiro, a Anatel determinou que todos os contratos, a partir de 1º de maio, deverão ser redigidos com fonte de tamanho não inferior ao corpo 12. A determinação segue a alteração feita no artigo 54, do Código de Defesa do Consumido (CDC), que, de acordo com a nova redação da lei 11.785/08, entre outras obrigações, determina que contratos devam ser redigidos com corpo doze, no mínimo.


O procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, entende que o recebimento de tais mensagens não autorizadas ofendem o direito à privacidade. Ele manterá o procedimento aberto para verificar se as operadoras cumprirão as determinações da Anatel.(Blog da
Naiobe Quelem)

Invasores retirados de área de preservação protestam na festa dos 30 anos do PT em Santarém


Esses invasores da área de proteção ambiental do lago do Juá aprontam cada uma pensando que estão abafando com esse tipo de ação intolerante.


Se já não bastasse o prejuízo que essa turma de espertalhões fez com o meio ambiente, destruindo parcialmente as matas ciliares ao igarapé e lago do Juá, resolveram, agora, criar embaraços às autoridades que, mesmo tardiamente, acabaram com a sensação de impunidade que reinava em ambientes de esbulhos possessórios.


O alvo escolhido foi a prefeita Maria do Carmo, estrela maior do PT santareno. Sobre ela os invasores lançaram sua fúria durante a inauguração da sede do diretório municipal do partido e a festa dos 30 anos da legenda. Foi por determinação de Maria que a procuradoria do município entrou na justiça e conseguiu liminar para a desocupação da área e destruição das construções ali existentes.


Antes mesmo de Maria chegar a sede, em companhia dos deputados estaduais Carlos Martins e Airton Faleiro, do deputado federal José Geraldo e do presidente regional do PT, João Batista, os invasores do Juá se postavam do outro lado da travessa Moraes Sarmento, exibindo faixas e cartazes com dizeres, alguns, até ofensivos à prefeita de Santarém.


A Policia Militar foi acionada e os manifestanes impedidos de entrar na nova sede. Enquanto durou a festa, eles não arredaram o pé do local.


Antes de cortar o bolo de aniversário, incomodada, e de dedo em riste, Maria acusou os invasores de provocararem danos ambinetais e garantiu que se depender da prefeitura, a área do Juá será preservada, independente de decisão judicial vir apontar quem terá a posse e a propriedade da área que, em tese, pertence ao empresário Paulo Corrêa.


Um dos cartazes exibida dizia que Maria se uniu aos grileiros e que estava manchando a imagem da governadora Ana Júlia, que, segundo os manifestantes, não aceita que questões de ocupações urbanas sejam tratadas de forma violenta.

Fotos: Alfonso Jimenez/Blog do Estado.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Candidato não toma posse por falta de diploma

Do Consultor Jurídico

O candidato que passou em primeiro lugar em concurso público para o cargo de assessor de imprensa da UFPR (Universidade Federal do Paraná) foi impedido de tomar posse por não ter o diploma de curso de jornalismo como previsto no edital. A juíza Soraia Tullio, da 4ª Vara Federal de Curitiba, negou liminar para a posse de Gustavo Carvalho de Aquino.
De acordo com reportagem da Folha Online, quando foi avisado pela UFPR que não seria empossado no cargo, Aquino entrou com Mandado de Segurança com base na decisão do STF que extinguiu a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
No despacho, a juíza disse que o edital do concurso já exigia o diploma específico. "Constando expressamente no edital do concurso — que, como é sabido, constitui a lei do certame —, a exigência de curso superior para o exercício do cargo, inexiste ilegalidade ou abuso de poder no ato da autoridade impetrada [UFPR] que impediu a posse do candidato."
Para a juíza, "é opção da UFPR incluir em seus quadros jornalistas com ou sem curso superior". Segundo ela, isso não representa "infringência ou incompatibilidade com o posicionamento do STF".
Na ação, o candidato disse que tem "conhecimento e experiência suficiente para o exercício do cargo".

Exigência da discórdia
Recentemente, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição 33/09, que prevê a exigência do diploma em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. Em junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a exigência é inconstitucional. Por isso, a PEC que segue para deliberação no Plenário do Senado já nasce inconstitucional. Isso porque o Supremo já afirmou que a liberdade de expressão é cláusula pétrea e não pode ser restringida, nem por meio de Emenda Constitucional.
O Supremo se baseou no inciso XIII, do artigo 5º, da Constituição. A regra estabelece que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Os ministros afirmaram que o decreto que previa a exigência do diploma para o exercício do jornalismo não havia sido recepcionado pela Constituição de 1988.
De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC foi acolhida na CCJ com emendas do relator, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). De acordo com o texto aprovado, a profissão de jornalista deve ser privativa de portador de diploma de curso superior de jornalismo, cujo exercício será definido em lei. A regra é facultativa ao colaborador — aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado à sua especialização.
A exigência do diploma não é obrigatória para aquele que comprovar o efetivo exercício da profissão ou para jornalistas provisionados (os que não têm diploma em jornalismo, mas obtiveram registro por terem sido contratados por empresa jornalística em município onde não há curso específico), de acordo com a PEC.

O perigo de viver

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Dois irmãos de um secretário do governo do Estado, vítimas de seguidos assaltos na região metropolitana de Belém e da omissão da polícia, podiam ser vistos como a comprovação da distância que há entre algumas estatísticas e a realidade. Os números, apresentados recentemente pela Secretaria de Segurança Público, indicariam a redução da criminalidade e a eficácia da sua repressão. Mas a “sensação de insegurança” da população não se baseia em qualquer forma de fantasia: tem como origem os dramas cotidianos dos cidadãos.

Os irmãos do secretário dos transportes, Valdir Ganzer, entrevistados por uma emissora de televisão, disseram que gostariam de ir para outro lugar mais seguro do que o Murini, no município de Benfica. Só não vão porque é do seu pequeno comércio no local que tiram seu sustento e de suas famílias. Ainda que o negócio esteja sujeito ao ataque dos criminosos, têm que encontrar um meio de sobreviver sem esperar pelo socorro do poder público. A delegacia de polícia fica bem perto, mas é uma precária instalação física, sem gente. “Nunca um delegado veio aqui”, disse o comerciante, apesar de tantos apelos. Ser parente de um integrante da cúpula da administração estadual de nada vale para minorar essa situação, o que pode ser dado positivo em relação às pessoas, mas é água a mais para o moinho da incredulidade e da descrença do cidadão.

É verdade que a inteligência policial foi aprimorada e dela, com base principalmente em denúncias anônimas, a engrenagem da segurança se movimenta. Mas não na proporção das ondas de crimes, que desabam todos os dias sobre as famílias, indistintamente, e nem sempre como o seu oposto, muito pelo contrário. A letra da célebre música de Chico Buarque (“chame o ladrão”), virou hino de ópera bufa (e triste) em todo país. Soa mais cáustica em alguns lugares, como por aqui.

A mudança de hábitos é um dado mais poderoso. Todos sabem o quanto custa alterar os hábitos. A violência generalizada fez os paraenses – e, em particular, os belenenses – se adaptarem aos riscos rotineiros. É crescente o número das pessoas que recorrem a bolsas velhas ou aparelhos celulares avariados quando vão a lugares perigosos (há realmente pontos negros na cidade, ou viver é que ficou perigoso?): o objeto pode ser sacrificado sem maiores prejuízos. Por isso entregam-no logo ao assaltante. Caminhar virou uma espécie de ginkana: o caminhante se mantém atento, reage em atitude de defesa ou ataque quando percebe que alguém se aproxima. Raramente consegue manter-se relaxado.

Muitos gostariam também de encontrar um lugar mais seguro, melhor de morar. Não podendo sair, como os irmãos Ganzer, procuram se adaptar ao meio violento. O que agrava a situação, num ciclo vicioso cada vez mais difícil de desfazer.

Circulação de jornais brasileiros cai em 2009

A circulação total dos 20 maiores jornais brasileiros caiu 6,9% em 2009, informa o Portal Imprensa, com base nos dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). Considerando todos os jornais auditados, o declínio foi de 4,7%.

O presidente do IVC, Pedro Martins Silva, atribui a queda principalmente à crise econômica mundial, relata o Meio & Mensagem.

De acordo com o site Último Segundo, os jornais cariocas O Dia e Meia Hora apresentaram a maior queda, de 31,7% e 19,8%, respectivamente. Na sequência vêm Diário de S. Paulo (declínio de 18,6%), Jornal da Tarde (17,6%), Extra (13,7%), O Estado de S. Paulo (13,5%), Diário Gaúcho (12%), O Globo (8,6%), Folha de S. Paulo (5%), Super Notícia (4,5%) e Estado de Minas (2%).

Os seis jornais que apresentaram alta na circulação em relação a 2008 foram: Daqui (31%), Expresso da Informação (15,7%), Lance (10%), Correio Braziliense (6,7%), Agora São Paulo (4,8%) e Zero Hora (2%). Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico mantiveram as médias de 2008.

A Folha de S.Paulo é o jornal de maior circulação do País, com média diária de 295 mil exemplares. Em seguida vêm Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). O Estado de S. Paulo fica em quinto lugar, com 213 mil, seguido do Meia Hora (186 mil), Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil), Diário Gaúcho (147 mil) e Lance (125 mil).

Famílias removidas da serra da Matinha para escolas municipais

A Defesa Civil de Santarém vai transferir neste final de semana para abrigo em escolas municipais as famílias que correm o risco de serem atingidas por deslizamentos de terra da serra da Matinha.

As famílias permanecerão nas escolas até que o serviço de implosão das pedras e blocos de areia for concluído.

A prefeitura não se manifestou ainda sobre como os alunos dessas escolas vão estudar nesse período.