domingo, 5 de junho de 2011

ANA contrata consultoria do Banco Mundial para dimensionar aqüífero Alter-do-Chão

Miguel Oliveira
Enviado especial a Porto Velho

A Agência Nacional de Águas(ANA), órgão regulador do uso e exploração dos recursos hídricos no Brasil contratou no ano passado, junto ao Banco Mundial, uma consultoria internacional para dimensionar  a extensão e a reserva de água doce do Aquífero Alter-do-Chão, identificado no ano passado na região de Manaus até Santarém, no oeste do Pará. A informação é do coordenador de Produção de Águas da ANA Flávio de Carvalho, que esteve em Porto Velho, esta semana, participando do II Encontro de Jornalistas da Região Norte, promovido pela Fundação Banco do Brasil.

Segundo Flávio de Carvalho, a agência ainda analisa com reservas o potencial e o uso imediato dessas águas subterrâneas, a exceção do município de Manaus, onde os poços profundos de captação da empresa amazonense de saneamento já  bombeiam a água do aqüífero Alter-do-Chão. “ A ANA considera o aqüífero Alter-do-Chão uma reserva estratégia para o Brasil, mas em relação ao aqüífero Guarany há um desvantagem, pois a região onde se encontra é remota, com pouca população e grande oferta de água superficial”, explicou Carvalho.

“O Aquífero Guarny está assentado sob diversos países e regiões densamente povoadas da América do Sul e por isso sua exploração tem prioridade nas atividades da agência reguladora, ao contrário do aqüífero Alter do Chão”, ponderou o coordenador.
Quanto a qualidade da água e o grau de dificuldade para sua exploração subterrânea, 

Carvalho explicou que o aqüífero Alter do Chão leva vantagem se comparado ao Guarany. “ A água do Guarany é cristalina, isto é, a água está dentro ou nas fissuras das rochas, o que dificulta um pouco sua exploração. Já o aqüífero Alter-do-Chão tem a água  em bacias sedimentares, de mais fácil captação”, comparou o coordenador da ANA.

Flávio de Carvalho voltou a defender o fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas para a definição do uso sustentável dos recursos hídricos brasileiros. Os comitês são formados pelo governo, entidades da sociedade civil e empresários e têm a função de definir normas para a utilização da água para consumo humano e seu uso industrial ou agrícola.

A experiência bem sucedida de comitê de bacias são as do rio Paraíba do Sul(São Paulo e Rio de Janeiro) e rio das Velhas( Minas Gerais).

sábado, 4 de junho de 2011

80 anos de curiosidade


Sebastião Imbiriba
Hoje, completo oitenta anos de vida, oito décadas desde que nasci. É um bocado de vida, não que esteja satisfeito, quero muito mais. Beatriz, minha mãe chegou pertinho dos cem e prima Sophia se foi faltando apenas dezenove dias para completar um século. Quero chegar por ai e até quebrar a barreira dos cem. Mas já estou no lucro. 

De qualquer forma, oitenta anos são um bocado de tempo. Ainda mais, se pensarmos em como a Humanidade evoluiu. Primeiro, quanto à escala de vida: quando eu era criança, o tempo esperado de vida humana média não passava dos quarenta e cinco anos, isso sem contar a mortandade por guerras, fomes e doenças. Hoje, se vive em média setenta e cinco anos. Depois: pela intensidade e quantidade do conhecimento e dos acontecimentos. Na minha infância ainda se viajava de navio, semanas para chegar do Rio a Santarém, sem contar a espera pela saída. Além disto, a informação que você deseja e que antes não se encontrava nem nas melhores bibliotecas, hoje está a segundos do clique de seu mouse. Fatos são comunicados e decididos, de um lado a outros do Mundo, em minutos, quando antes necessitavam meses.

Oito décadas de vida, portanto, mais do que tempo, é templo de reflexão, onde se sorvem lições, se medita sobre elas e, talvez, se as repassa a eventuais discentes.

Depois das atribulações de saúde do ano anterior, quando passei meses em várias internações hospitalares por motivos diversos, inclusive delicada cirurgia vascular, do que me recupero a contento, o raiar de uma nova década de vida enche o espírito de esperanças, de ânimo e de indagações: O que fiz da vida que percorri? O que farei da vida que me resta?

A vida me fez. Muito do que sou, herdei genética, moral e culturalmente de meus antepassados. As características físicas, a ética, a abertura para o conhecimento, jeito de ser e lições que recebi de pai e mãe, e que estes herdaram dos seus, por gerações anteriores, tudo vem desta origem. Mas isto é apenas a base sobre a qual se constrói a vida. É inegável a aleatoriedade da sorte nos encontros que conformam nossos destinos. Este é fator importante. Mas daí pra frente é nossa responsabilidade, depende de interesse e comprometimento a vida que construímos, a profissão que escolhemos, o amor que merecemos.

Tenho defeitos de sobra, sei que existem e me desgostam profundamente, mas não me preocupo tanto assim com eles, nem seria eu que os revelaria. Há qualidades, no entanto, que me proporcionam grande satisfação. A primeira é a curiosidade, a segunda a persistência.

Curiosidade. Sempre fui curioso, era assim aos dois anos de idade, e continuo assim aos oitenta, sou perguntador, o que é isto, porque aquilo? Vou atrás da informação, quero saber tudo nos mínimos detalhes. Houve tempo em que passava horas em bibliotecas e enciclopédias eram consultadas a cada momento, hoje está quase tudo na Internet, mais fácil, mais rápido, às vezes até mais completo. Meu pai me dizia: “Toda ciência do mundo está nos livros”. Então eu lia muito. Hoje eu digo: “Falta pouco para que quase toda ciência do mundo esteja na Internet”. Então navego muito.

Persistência. Reconheço, não sou inteligente, demoro muito para entender, é uma dificuldade enorme. Por isso mesmo, tenho que ser persistente, insistir, estudar e reestudar, desenvolver exercícios, ler e reler, até que, por fim, uma tênue luzinha de entendimento aparece e o conhecimento desabrocha e ilumina.

Agora tenho que lutar com mais uma dificuldade, a memória me foge, ambas, a antiga e a recente. Oh meu Deus, quem é mesmo que introduziu o aristotelismo na escolástica, Agostinho ou Tomás de Aquino? O lado oposto sobre a hipotenusa é seno ou co-seno? Coço a cabeça, tento relembrar de coisas que aprendi há sessenta, setenta anos atrás. Mas isto é questão de tempo, minutos, daqui a pouco a informação salta à lembrança. O pior é tentar relembrar fatos recentes: “Muito prazer seu João. Como é mesmo seu nome?” Valha-me Deus. Tenho que prestar atenção redobrada, usar artifícios de memorização, anotar, o que nem sempre é possível. Mas que fazer quando os dois únicos neurônios de que disponho não querem mais se encontrar? Mas isto não me amedronta, continuo a ser curioso, a querer aprender cada vez mais e persisto com maior intensidade. Com parcos resultados, é verdade, mas, de qualquer forma, alguma coisinha aprendo ao longo da vida.

O problema é que, apesar do pouco que sei, não posso utilizar todo o pequeno conhecimento de que disponho. Tão pouco saber, tão pouco utilizado. Profunda e frustrante sensação de desperdício, inutilidade. Por que, para que, tanta ânsia por saber, tanto sacrifício em aprender, com capacidade de fazer tão diminuta? Se empreendedores se bastam e pouco se interessam pelo que, eventualmente, eu conheça e possa ser de utilidade para eles; se acomodados não desejam nem fazer, nem saber?

Ah, como eu gostaria de ser como Sophia, a Mestra! O anseio por discípulos é insuportável. Um tiquinho assim de desânimo tenta me acomodar. Então a curiosidade se envereda por outro caminho e me leva a outras explorações. E é aí que descubro: o único conhecimento que realmente interessa é a ciência do amor.

Que novas experiências a vida me trará?

Santarém do Tapajós, 04/06/2011

Capa da edição desta semana de O Estado do Tapajós

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Padre Edilberto faz conferência na Itália contra obras do PAC na Amazônia


O padre Edilberto Sena, diretor da Rádio Rural de Santarém e membro da Frente em Defesa da Amazônia, faz amanhã, em Bassano de Grapa, cidade próxima a Veneza, norte da Itália,  uma conferência para um público de cerca de 500 pessoas sobre os impactos desastrosos dos projetos do PAC sobre os povos da Amazonia. 

Além de Edilberto, serão conferencistas lideres populares de El Salvador e Nigéria,e religiosos da Itáilia.

Cara-de-pau e oportunismo


Odair Corrêa, quando vice-governador de Ana Júlia, se omitiu e até lutou contra a criação do estado do Tapajós, ressurge feito um zumbi invocando um passado de luta emancipacionista que renegou quando esteve no poder.

O outro personagem macabro é Alberto Oliveira, presidente da ACES que, como empresário, sempre se omitiu da luta pelo novo estado e agora quer sufar nas ondas da aprovação do plebiscito.

Silêncio judicioso


Lúcio Flávio Pinto

O desembargador Rômulo Nunes recusou-se a relatar os quatro recursos dos Maioranas contra a minha absolvição pela juíza da 7ª vara penal. Foi seu protesto contra minha matéria, que citou seu irmão como um dos denunciados ao CNJ acusado de dar cobertura a duas pessoas, uma delas seu genro, e favorecê-las em demandas judiciais. O ex-presidente do TJE disse que eu transcrevi as acusações “sem que tivesse o cuidado de averiguar sua veracidade”. E mais não disse. Nem seu irmão.

Todos os nobres personagens dessa história preferiram continuar em silêncio público, embora aleguem não ter tido a oportunidade de se defender e dizendo-se injustiçados. Por que não se defendem agora? O espaço neste jornal está aberto para que eles exerçam seu direito de resposta. Ouvi-los não cabia na primeira matéria, publicada na edição 488.

Por ser extensa e minuciosa, além de grave, a acusação feita ao Conselho Nacional de Justiça exigia uma reportagem específica. O que fiz foi checar todos os documentos constantes dos autos dos processos citados na denúncia, para verificar se as alegações tinham fundamento. E tinham mesmo. A demonstração é o silêncio geral, só interrompido pela carta da promotora Ociralva Tabosa, publicada na edição anterior.

De tudo o que a representante do Ministério Público disse, a conclusão é que a digna promotora apenas mudou de opinião sobre o Jornal Pessoal: deixou de ter a "certa admiração" que tinha por ele. Isso acontece quase sempre quando o leitor é contrariado. Não me surpreende a reviravolta no juízo. Continuo aguardando as retificações dos fatos noticiados pelo jornal na sua edição anterior.

Nenhum deles foi abordado pela nobre promotora, que apenas registrou sua insatisfação e assegurou não ter dado "embargo de gaveta" ao processo, que esperou durante dois longos anos por sua denúncia. Portanto, o JP mais uma vez não foi desmentido. Porque, novamente, pode provar tudo que publicou. Por isso os contrariados, ao invés de pelo menos se proporem a responder de público a questões públicas, como fez a distinta promotora (embora sem abordar as questões polêmicas), transferem suas mágoas para os autos dos processos que ajuizam contra mim, imaginando assim sonegar o debate junto à opinião pública, verdadeiro árbitro das contendas. O que explica o silêncio dos personagens citados.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ministra diz a Jatene que Belo Monte é prioridade para o país

Da Secom:

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou nesta quinta-feira (2), ao governador do Pará, Simão Jatene, que pretende visitar ainda este mês o município de Altamira, no oeste do Estado, para acompanhar o início das obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e considerada fundamental pelo Governo Dilma Roussef.
Acompanhado do secretário de Estado de Governo, Sérgio Leão, Simão Jatene mostrou sua preocupação com as medidas compensatórias prometidas pela União, a fim de minimizar os impactos ambientais e sociais decorrentes da construção da barragem.
“Foi uma conversa muito boa, em que a ministra Miriam Belchior ressaltou a importância de Belo Monte para o país”, disse Simão Jatene, lembrando que a titular da pasta do Planejamento também destacou a implantação da usina como um novo vetor de desenvolvimento regional, que evitará erros cometidos no passado.
“Defendemos que a sociedade local seja protagonista do empreendimento”, afirmou o governador do Pará, anunciando que nesta sexta-feira (3) será implantado o Comitê de Acompanhamento das Obras de Belo Monte, que terá representantes dos municípios que serão afetados pela construção da usina.


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Será instalado nesta sexta-feira (3), às 10h, no município de Altamira, região oeste do Pará, o Comitê do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu, formado por representantes dos governos federal e estadual, prefeitos dos municípios do entorno da Hidrelétrica de Belo Monte e mais 15 representantes de empresários, sindicatos rurais, pescadores, populações indígenas e de outros segmentos sociais.
O secretário Extraordinário para Assuntos de Energia do Pará, Nicias Ribeiro, já está em Altamira. Ele, que integra a coordenação geral do comitê, informou que durante todo o dia os integrantes discutirão o regimento interno e a metodologia de trabalho que norteará as ações do comitê.

Votação relâmpago convoca Palocci


A Comissão de Agricultura da Câmara, presidida pelo deputado federal Lira Maia(PA) aprovou a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (Democratas do Rio Grande do Sul). A oposição quer explicações sobre o aumento patrimonial de Palocci.

Veja o vídeo da votação clicando no link  abaixo:
 
http://www.youtube.com/watch?v=K7p6Jzd4ydM

Novos investimentos para o Oeste do Pará


O governador Simão Jatene deve anunciar, por ocasião da instalação do executivo estadual em Santarém, por ocasião da semana de aniversário da cidade, um pacote de obras e serviços que causarão impactos político e econômico na região Oeste do Pará.

 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Leia a mais recente edição impressa de O Estado do Tapajós


Carreata comemora aprovação do plebiscito do Tapajós


A Associação Comercial e Empresarial de Santarém(ACES) organiza carreata sexta-feira, a partir de 17 horas, pelas ruas de Santarém, com concentração na praça do Relógio.

A Aviação regional e o PROFAA


Apostole Lazaro Chryssafidis*

A liberação de R$ 102,3 milhões dos recursos do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (PROFAA) para investimentos em aeroportos de pequeno e médio porte é sem dúvida uma ótima notícia. Principalmente, quando sabemos que a falta de infraestrutura pode brecar o crescimento do setor e ainda paralisar as atividades.
 A ABETAR (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional) parabeniza e comemora o anúncio feito pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), mas alerta: ainda é pouco!
Há anos cobramos mais agilidade na concretização de convênios com Estados e municípios. E agora, esperamos que a pasta interaja mais com o setor produtivo e com as entidades representativas como a ABETAR, afim de que as decisões sejam tomadas em consonância com as necessidades do mercado.
É preciso muito mais para que amenizemos os problemas nos aeroportos secundários. Até o final de 2011, 14 aeroportos que atendem a aviação regional correm o risco de encerrar suas atividades, caso não obtenham os recursos necessários para atender às solicitações previstas na resolução nº 115 da ANAC. Entre as exigências, está a aquisição de caminhão de combate a incêndio, uma das maiores dificuldades encontradas pelos administradores destes aeródromos, devido ao seu alto custo.
A situação é preocupante, mas ainda restam soluções. Com base em um estudo realizado pela ABETAR que analisou a infraestrutura de 174 aeroportos em todo país, sugerimos que o PROFAA seja remodelado para que atenda uma gama maior de obras nos terminais aeroportuários. Além disso, sugerimos que ele passe a aceitar emendas parlamentares.
Desta forma, os valores que hoje chegam anualmente a R$ 150 milhões poderiam saltar para R$ 600 milhões. Volume que se aplicados por 4 anos seguidos, seriam suficientes para a adequação dos aeroportos às exigências da ANAC e para atendimento da demanda por novos voos.
Acreditamos que tais recursos irão contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da aviação regional, que opera em muitos destinos onde as grandes não chegam. Só as associadas da ABETAR atendem entre 140 e 150 localidades, transportando em média 300 mil passageiros ao mês.
Além disso, trabalhamos pela expansão dos destinos atendidos, pois isso significa contribuir para a integração entre as regiões e, desta forma criar condições favoráveis ao desenvolvimento da atividade turística e econômica destes locais.

*Presidente ABETAR
Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional

Ideflor apresenta concessão florestal na Calha Norte

A partir da próxima semana, o Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor) começa a construir uma agenda de trabalho junto a representantes de vários de setores nos municípios no Baixo Amazonas. Segundo José Alberto Colares, diretor geral do Ideflor, a meta é estabelecer um diálogo com os organismos estaduais, universidades, intituições de pesquisa, agência de fomento, prefeituras, produtores rurais, populações tradicionais, ONGs e Ministério Público, entre outros, nos dias 7, 8 e 9 deste mês.

“Vamos apresentar as principais linhas de trabalho do Ideflor voltadas para a região, como o processo de concessão das Florestas Estaduais (Flotas) localizadas na Calha Norte; os planos de desenvolvimento para atender as populações tradicionais; o Centro de Treinamento para o Manejo Florestal que será implantado na Gleba Curumucuri; a rede de áreas de coletas de sementes (ACS) e pólos de produção de mudas para atender a demanda de recuperação das áreas alteradas da região, e o plano estadual (com atenção local) de manejo florestal comunitário e familiar, entre outras ações. Queremos construir essa agenda em parceria com todos os setores envolvidos”, destacou.

Concessão - Na região do Baixo Amazonas está sendo conduzida a primeira licitação destinada a disponibilizar áreas à concessão florestal no estado. No total, 150,9 mil hectares de área nas glebas Mamuru-Arapiuns estão sendo postas à concorrência. Uma Comissão Especial de Licitação analisou a habilitação das empresas interessadas e deve realizar uma sessão no próximo dia 8 de junho, para a abertura dos envelopes com as propostas. O proximo edital está previsto para o mês de outubro e envolverá 400 mil hectares localizados na Flota Paru, em Monte Alegre.( Flávia Ribeiro - Ascom/Ideflor)

Em julho, O Estado do Tapajós circula as sextas-feiras


Capa da edição deste final de semana.

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Plebiscito do Tapajós aprovado pelo Senado Federal


O decreto legislativo que autoriza a realização de plebiscito para a criação do estado do Tapajós foi aprovado no final da tarde de hojea sessão ordinária do Senado Federal.


A votação foi por unanimidade e venceu 4 medidas provisórias estavam trancando a pauta.

Com a aprovação, o projeto vai a promulgação e em seguida ao TSE que baixará as normas para realização do plebiscito que deverá ocorrer em seis meses.
 
"Estamos confiantes de que a divisão territorial do Pará é o maior projeto de desenvolvimento de nosso Estado e de nossa Região. Acredito que, a partir de agora, o trabalho de conscientização de nossa população será feito e temos a convicção que a partir do plebiscito, mostraremos os benefícios para o Estado e toda a região oeste do Pará. Viva o Brasil! Viva o Pará! Viva o Tapajós!, afirma o deputado Lira Maia.

Jatene reforça necessidade de ação conjunta contra conflitos no campo


Secom

O governador do Pará, Simão Jatene, considerou positiva, nesta segunda-feira (30), a decisão do governo federal de colaborar com o Estado na resolução dos problemas que acirram os conflitos de terra na Amazônia. Jatene recebeu ligação do presidente em exercício Michel Temer, propondo a união de forças para evitar que esse crise se acentue.

“É importante que o governo federal esteja interessado em ajudar”, destacou Simão Jatene, que no dia 26 passado tomou iniciativa semelhante, convidando os procuradores da República no Pará a aliar-se na busca de soluções definitivas para esses conflitos. O governador roga, no entanto, que essa disposição não se esgote num episódio e se dê de forma firme e permanente, mesmo depois que a crise atual seja contornada e perca os holofotes da grande imprensa.

“É necessário romper com o hábito histórico e a equivocada tradição de transferir responsabilidades para esconder fragilidades. O crime deve ser punido por todas as esferas de governo”, argumentou Simão Jatene. Segundo o governador, o presidente em exercício Michel Temer, no telefonema, disse que é preciso que os governos federal e estadual encontrem maneiras de trabalhar em cooperação para cortar o mal pela raiz.
Jatene informou a Temer sobre a reunião com o Ministério Público Federal na semana passada, em que se decidiu traçar uma estratégia de reação imediata aos conflitos factuais, em que pontuam tragédias como a de Nova Ipixuna, sem abandonar as causas desses problemas, que têm origem no modelo equivocado de ocupação da Amazônia.
Também informou ao presidente em exercício as providências tomadas pelo Governo do Estado tão logo foram descobertos os crimes em Nova Ipixuna, quando a cúpula de Segurança do Pará se transferiu para a região e formou-se uma equipe de 16 policiais, entre os quais cinco delegados, para se dedicar à elucidação desses homicídios o mais rapidamente possível.

Na reunião com os procuradores federais, lembrou o governador, definiram-se três eixos de atuação que deverão criar condições objetivas de resolver os conflitos e prevenir a ocorrência de novos problemas. O primeiro deles é a gestão de crises. 
Estado e Ministério Público Federal vão reunir esforços, utilizando o aparato de segurança pública e o apoio da Polícia Federal, para identificar culpados e puni-los.
O segundo eixo é o gerenciamento de risco. Trata-se da identificação das pessoas que estão em condição de risco maior, para fortalecer os programas de proteção, tanto do Estado como da União. O terceiro eixo definido é o investimento em ações destinadas a reduzir a tensão no meio rural, nas áreas de potencial e efetivo conflito. “Algumas das medidas anunciadas pelo governo federal se encaixam perfeitamente nesse critério”, considera o governador.

Ele se refere, por exemplo, ao anúncio de aprimoramento e ampliação da fiscalização sobre as áreas de assentamento, em que existem casos de extração ilegal de madeira. O governo federal também resolveu divulgar a lista com 125 nomes entregue pela Comissão Pastoral da Terra em que, segundo a entidade, estão arrolados os líderes ameaçados de morte. Aliado a isso, será criado um grupo interministerial, com participação dos ministérios da Justiça, do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário, da Secretaria de Direitos Humanos, da Secretaria Geral da Presidência e do Gabinete de Segurança Institucional.

Esse grupo manterá contato permanente com os Estados em que os conflitos se acentuaram recentemente, como Pará e Rondônia, para analisar caso e indicar os de maior gravidade e que tenham necessidade efetiva de proteção. “Espero que a disposição do governo federal em ajudar os estados a resolver problemas históricos como os conflitos de terra seja intensa e permanente. A motivação tem de ser as nossas causas, não os nossos causos”, alertou Jatene.

Gratuidade envergonhada


A OS ProSaúde, que administra o Hospital Regional do Baixo-Amazonas, tinha anunciado através de sua desclassificada assessoria de imprensa que cobraria inscrição para um curso caça-níquel de Cirurgia Laparoscópica que seria realizado dentro de um hospital, que embora terceirizada sua gestão, é mantido exclusivamente com recursos públicos.

Mas aí o caso vazou para a imprensa e houve ameaça de recurso ao Ministério Público e a ProSaude, com medo de ser punida, recuou em sua pretensão mercenária.


No release dessa semana, a assessoria do HRBA afirma, sutilmente, que o curso foi amostra grátis.

Delta, serviços gerais bem pagos


Sob o título abaixo, o colunista Giba Um conta que a Delta, aquela empresa que faturava de um tudo no governo passado, está com tudo e não está prosa:

Predileta
 
De 2006 para cá, a empreiteira Delta, incluída no bloco das cinco que mais faturam no Brasil, está entre as que mais receberam recursos da União, sendo a campeã dos dois últimos anos. E neste ano, o quadro não mudou: até agora, já recebeu R$ 254,7 milhões repassados pelo governo. Entre 2006 e 2010, a Delta recebeu R$ 2,5 bilhões. Em 2009 e 2010, R$ 1,5 bilhão. A construtora Delta é aquela denunciada na mídia como uma das empresas que contrataram a consultoria de José Dirceu para orientá-la. Os dados estão no Siafi – Sistema Integrado de Administração Financeira.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Reajuste salarial dos rodoviários e aumento da tarifa de ônibus comprovam 'jogo combinado'

O Blog do Estado adiantou aqui, há duas semanas, que houve um jogo combinado entre os empresários de ônibus e os rodoviários de Santarém para que houvesse, este mês, tanto o aumento salarial de cobrador e motorista quanto o reajuste da tarifa de ônibus urbano.

Os rodoviários, como se sabe, conseguiram um reajuste salarial de 8,5%.

Hoje de manhã o twitter do Blog do Estado informou que a prefeitura de Santarém reajustou a passagem de R$ 1,70 para R$ 1,90 a partir de quarta-feira, dia primeiro de junho.

Construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho

Foto: Vânia Beatriz

Governador de Rondônia tenta aplicar tecnologia social criada no Pará


O governador de Rondônia Confucio Moura(MPDB) afirmou hoje, em entrevista concedida após a solenidade de abertura do II Encontro de Jornalistas do Norte, promovido pela Fundação Banco do Brasil, em Porto Velho, que o governo estadual vai utilizar tecnologia social do programa Pobreza e Meio Ambiente(POEMA) da Universidade Federal do Pará(UFPA).

Segundo o governador, Rondônia tem mais de 120 mil pessoas abaixo da linha de pobreza e muitos conflitos de origem ambiental e mineral. " Não há como preservar a floresta se não combatermos a pobreza", afirmou Confúcio. Ele também mostrou sua preocupação com a violência praticada contra lideranças rurais e acusou "forças ocultas' de atrasar a regularização do rateio dos lucros da exploração mineral no estado.

Ainda este ano, o governo de Rondônia vai concluir o cadastro das famílias que moram nas zonas ribeirinhas e rural do estado. Após esse levantamento, o governo estadual vai determinar que os órgãos estaduais do setor agrícola e ambiental lancem programas que ajudem a combater a pobreza e preservar o meio ambiente no estado, através de capacitação para o trabalho, identificação e valorização de produtos agroflorestais e organização social.

Visceras expostas na imprensa do Pará



A guerra entre as duas famílias que controlam as comunicações e boa parte do poder no Pará chegou a um nível violento e sujo. O que impressiona é elas terem a mesma origem, no baratismo, o grupo que por mais tempo dominou a vida pública no Estado. Ao expor suas chagas, talvez eles consigam pôr um final nessa história.


Lúcio Flávio Pinto:
Os leitores de O Liberal do dia 19 devem ter sido surpreendidos – e chocados – por um artigo ocupando boa parte da primeira página do jornal, assinado pelo principal executivo da empresa, Romulo Maiorana Júnior. Era o texto mais violento que O Liberal já publicou, superando os da campanha eleitoral de 1990 – e com uma diferença substancial: estes reproduziam declarações de terceiros, enquanto o de agora era de responsabilidade de Romulo Jr., que nunca se notabilizou por esse tipo de atitude.

Nos dois casos de virulência descontrolada de linguagem, o alvo era o mesmo: Jader Barbalho, o inimigo público número um dos Maioranas – e, desde alguns anos atrás, seu maior concorrente no poderoso negócio de ambos, as comunicações. No artigo da semana passada (sob o título “Um safado e sua safadeza”), o ex-governador foi mimoseado com expressões como ficha-suja, canalha, sem-vergonha, safado, chantagista, corrupto e ladrão. Ao final de 12 parágrafos extremamente agressivos, Romulo Jr. revela o seu propósito: “Temos que acabar com esse câncer”.

A explosão de ira teve como detonador uma matéria da véspera do Diário do Pará. O jornal dos Barbalhos proclamou, em título de primeira página, que, ao depor na justiça federal como réu de crime contra o sistema financeiro nacional, valendo-se de fraude para obter quatro milhões de reais (em valor histórico) da Sudam para um projeto de fabricação de sucos de frutas regionais, o executivo atribuiu a culpa pelo ilícito ao irmão.

Ronaldo Maiorana depusera três meses antes no mesmo local, confessando o crime e alegando desconhecer que seu ato fosse ilegal, embora seja bacharel em direito. Ambos eram sócios no controle da Tropical Indústria Alimentícia, beneficiada com recursos dos incentivos fiscais para a instalação de uma fábrica no distrito industrial de Ananindeua.

Segundo a matéria, assinada pelo repórter Luiz Flávio, Romulo Jr. depôs perante o juiz da 4ª vara federal, Antonio de Almeida Campelo, “hesitante e consultando sempre o advogado das Organizações Romulo Maiorana”, Jorge Borba. Alegou “ignorância quanto às acusações de fraude contra a Sudam” e “acabou atirando toda a responsabilidade do caso no irmão e também réu no processo, Ronaldo Maiorana”.
Romulo Jr. teria dito que toda a gestão da empresa de sucos (hoje de refrigerante de sabor artificial, a Fly) “cabe ao irmão Ronaldo Maiorana e que, por essa razão, não poderia dar explicações mais detalhadas sobre o negócio”. Garantiu ainda que, “apesar de sócio na empresa, não interferia no negócio”. Tinha certeza, porém, que seu irmão “não havia feito nada de errado”. Afirmou que “jamais assinou qualquer cheque da Tropical”. Ao final, declarou que a empresa substituiu o dinheiro da Sudam por capital próprio e desde então cresceu com sua receita, sem precisar de colaboração oficial.

Na sua reação no dia seguinte, Romuo Jr. desautorizou a versão do Diário, “que teve a audácia de colocar meu nome em estórias que desrespeitam o próprio Judiciário Federal, inventando que culpei meu irmão Ronaldo por atos praticados numa indústria de sucos, até porque ele não fez nada de errado”. Pelo contrário: “A indústria detém a liderança do mercado, gera 250 empregos diretos e 150 indiretos, paga seus impostos em dia e tem a União devendo 70% do projeto”.

Em sua defesa, Maiorana Jr. invocou o testemunho do juiz Campelo, que o ouviu em depoimento, “para provar que em nenhum momento fiz qualquer tipo de acusação contra meu irmão Ronaldo, a quem defendo com a própria vida, como toda a minha família”.

Assumindo uma posição privilegiada, como se estivesse planando sobre todos os personagens, Romulo Jr. ressalta: “Tive o cuidado de alertar o nobre Juiz de que a presença na sala de uma repórter da Rede de Corrupção da Amazônia – RCA – [a versão que criou para a sigla da RBA – Rede Brasil Amazônia – da família Barbalho] iria fazer com que fossem publicadas mentiras a meu respeito e sobre minha família. Não deu outra coisa”.

Sustentou que esse noticiário resulta do desejo do grupo do ex-senador de “jogar a lama que produzem onde não existe lama”. E aí, de moto próprio, aborda pela primeira vez de público, em seu próprio jornal, o que se vinha recusando a fazer até então, um tema que ali estava proibido, vetado, excomungado:

“Dizem que meu pai era contrabandista. Ora, se ele foi contrabandista, foi para dar comida a sete pessoas, a sua família, e não para tirar a comida de sete milhões de paraenses, como faz esse ficha suja sem-vergonha, que hoje vive mendigando um mandato que levou fora do pleito, sem ter condições morais e legais de participar”.
Romulo Jr. cobra então respeito ao seu pai, o fundador do império de comunicações, a partir de 1966, quando assumiu o controle do jornal, e dá uma informação que também até então era desconhecida do público: “Respeite meu pai que, quando vivo, quase todo o dia o recebia e ao seu pai pedindo dinheiro ou pedindo para trocar cheques, que tenho guardados até hoje. Sem fundos, é claro”.

Para estabelecer o devido contraste, afirma que o enterro do seu pai “foi o maior que o Estado já viu”, superior até ao do maior líder político do Pará, Magalhães Barata. Mas prevê desfecho inglório para Jader Barbalho, a quem tanto ataca sem escrever uma vez sequer seu nome. Diz que ele “certamente terá a ‘solidão dos crápulas’”, que não terá “nem a presença da meia dúzia de ‘puxa-sacos’ de sua companhia pois terão vergonha da posteridade”.

Assumindo a postura de líder, fonte de referência no Estado, do alto da posição que imagina ocupar, o executivo informa ainda ter “dez processos contra esse crápula e seu jornal na Justiça do Pará, que não conseguem andar. Um deles, no Tribunal de Justiça do Estado, já recebeu a suspeição de cinco desembargadores. Vou acabar tendo que levá-lo para o Amapá ou o Maranhão para poder conseguir justiça”.
Atribui à sua corporação o mérito de impedir, através do constante combate à corrupção no Pará, que “esse crápula” aumentasse o seu poder, permitindo que Ana Júlia, Simão Jatene e Almir Gabriel se elegessem governadores. Mas considera triste “ver um governador do nível de Simão Jatene enchendo o seu governo com a canalha que esse safado indica”.

Acusa Jader Barbalho, sempre sem grafar-lhe o nome, de usar suas empresas para lavar dinheiro e assim estabelecer concorrência desleal com uma empresa como O Liberal, que não usa “a venda de jornal para lavar dinheiro”, vivendo apenas de “vender jornal e classificados, que é o nosso negócio”. Já a empresa de Barbalho “não tem conta-corrente em bancos, utiliza empresas de factoring de outros estados para manobrar suas operações com dinheiro vivo e paga funcionários com assessorias em cargos púbicos, ou através de permutas tiradas à força ou chantageando o empresariado. Não temos emissoras ancoradas em contratos de gaveta, como ele fez com a família Pereira, em Santarém, que vai perder a retransmissora da Rede Globo na região por causa das tramóias dele”.

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Municípios recebem 20% a mais de recursos do FPM, nesta segunda-feira


Serão depositados, nesta segunda-feira (30), os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), referentes ao terceiro decêndio do mês de maio. O valor total, já descontados os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), é de R$ 1,2 bi. Esse terceiro repasse apresenta queda de 15% em relação ao terceiro repasse de abril.

Já comparando com o terceiro decêndio de maio de 2010, acumulou-se um crescimento de 35%. A previsão da Receita Federal para este último repasse do mês foi 15,5% menor que o valor efetivamente realizado.

Segundo o presidente da União Brasileira de Municípios (UBAM), Leonardo Santana, os 5.564 Municípios fecham o mês de maio com um total recebido de seis bilhões de reais, registrando um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nestes primeiros cinco meses do ano, todas as prefeituras receberam um total acumulado de 29 bilhões de reais, o que se configurou, segundo ele, num crescimento do FPM em torno de 30% se for comparado ao mesmo período de 2010.

Para o mês de junho, a UBAM prevê uma diminuição, em torno de 12%, em relação ao mês de maio, tomando por base os dados colhidos da Secretaria da Receita Federal. Mesmo assim, se essas previsões se confirmarem, o FPM do ano de 2011 terá registrado um crescimento de 28% se comparado com 2010.

“Estamos torcendo para que os Municípios possam recuperar sua capacidade de governança, já que esses últimos cinco anos se constituíram num caos para os prefeitos, que não vêm conseguindo equacionar as perdas, depois das desonerações promovidas pelo governo da União.” Disse o presidente da UBAM, Leonardo Santana.

O presidente da UBAM disse que tem procurado conversar pessoalmente com cada parlamentar em Brasília, para tentar conseguir a regulamentação da Emenda 29 e a votação do projeto de flexibilização definitiva da Lei de Responsabilidade Fiscal, com o objetivo de auxiliar os gestores durante a prestação de contas de suas administrações e evitar os transtornos que poderão ser causados pelo controle externo exagerado.

Ratos pulam do bajara do São Raimundo


O Blog do Estado é o único veículo de comunicação de Santarém que jamais teceu loas aos oportunistas Jardel Guimarães, Beto Tolentino, Sandiclei Monte e Junior Tapajó,s que formavam o time de oportunistas e aproveitadores do São Raimundo.

Esse grupo se utilizou da imagem do Pantera para proveito próprio, fez do clube uma tentativa de alpinismo social e, como covardes, desapareciam do grande público quando se sucediam as frequentes crises no futebol do São Raimundo.

Com a desclassificação que já era esperada, os coveiros do Pantera querem aplicar o golpe da 'renúncia', uma jogada pra lá de manjada que tenta esconder o que de tão podre esconderam dos torcedores durante o nefasto periodo em que se aproveitaram e se apropriaram do clube.

Como diz o adágio popullar, esses ratos pularam fora da bajara do Pantera antes que o casco fosse a pique. Já erá de se esperar.