quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Contraponto - A coluna semanal de Alailson Muniz

Alailson Muniz
Editor-chefe de O Estado do Tapajós

Helenilson
Está redondamente enganado quem pensava que a alegria do vice-governador e supersecretário, Helenilson Pontes, era unicamente por causa do cargo que assumiu recentemente. Ainda faltam alguns meses para ele extravasar de vez essa alegria.

Trabalho
O retorno do coronel Valter dos Santos à penitenciária agrícola Silvio Hall de Moura fez muito bem à instituição. Os projetos que ajudam os internos a remir pena e a conseguir ajuda financeira foram reativados.

77 é o SIM
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu terça-feira, 9, que o '77' será o número do 'Sim' no plebiscito agendado para o dia 11 de dezembro e que pretende criar os Estado do Tapajós e Carajás a partir de desmembramento do Pará. A ordem das perguntas também foi definida. A primeira será: "Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?" O sorteio foi feito pela vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau e realizado no plenário do TSE, em sessão administrativa. O TSE também aprovou o envio de forças federais para garantir a ordem durante o Plebiscito.

Pró Tapajós
Três municípios instalaram seus comitês Pró-estado do Tapajós: Almeirim, Monte Alegre e Prainha. Outros municípios devem seguir os mesmos passos durante a semana. É o movimento pelo SIM ganhando musculatura.

Ato contra Belo Monte
Neste próximo dia 20 será realiza do o 'Ato Mundial contra Belo Monte'. Vários países e cidades vão organizar manifestações simultâneas em protesto à construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Em Santarém, várias entidades também estão se organizando para realizar o protesto local.

São Raimundo
O afastamento do presidente do São Raimundo Rozinaldo do Vale, por vontade própria, ainda não foi bem esclarecido. Ele alegou problemas de saúde, mas estipulou um prazo para a sua volta: 120 dias. Sebastião Sampaio, que assumiu, já reformulou toda a diretoria como se fosse ficar por bastante tempo. A postura é de como tivesse ocorrido uma eleição, o que não aconteceu. Será que os sócios e torcedores vão ter vez e voz agora?

Cadê vocês?
Aliás, a decisão de Francisco Garcês fez-nos lembrar que temos um juiz federal atuante que pode aparecer e ser solicitado quando precisamos. Falta só agora os procuradores federais mostrarem trabalho. Na época de Felipe Fritz e Gustavo Nogami qualquer pessoa sentada em mesa de bar sabia os nomes dos procuradores federais residentes em Santarém. Bons tempos!

Juruti
O governo do Pará instalou quinta-feira (11) placas nas entradas principais da gleba Curumucuri, a 50 quilômetros de Juruti, indicando a implantação do primeiro centro tecnológico florestal paraense. Nos últimos anos, a área foi alvo de madeireiros e posseiros ilegais, mas agora foi retomada pelo Estado. A partir da construção do centro, beneficiará centenas de comunidades, instituições de ensino e pesquisa, além de empresas do setor.
A desocupação da área está sendo realizada pela Operação Mamuru, coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), em parceria com órgãos de meio ambiente e segurança pública do Pará.

Audiência
O poeta Floriano Cunha, os vereadores Gerlande Castro e Nélio Aguiar, o aposentado Jorge Ferreira, a empresária Luciane Ferreira, o delegado Gilberto Aguiar, o Major Costa, o advogado Euler Ferreira e o jornalista Genildo Júnior são leitores assíduos da coluna. Obrigado pela audiência.

STF julgará, hoje, se água encanada é serviço ou mercadoria


Água encanada é um serviço ou uma mercadoria? A resposta a esta pergunta deverá ser emitida nesta quinta-feira (18/08), pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. É que hoje o STF julgará o Recurso Extraordinário nº 607056, movido contra o estado do Rio de Janeiro, pelo condomínio do Edifício Paula, que trata do entendimento acerca da cobrança do ICMS sobre o fornecimento de água encanada.

A 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, decidiu não incidir ICMS sobre o fornecimento de água encanada, por considerá-la serviço público essencial e específico e não mercadoria, de competência do Poder Público, nos termos do art. 23, incisos II e IX, e 175 da Constituição Federal.

Ocorre que o Estado do Rio de Janeiro alega, em síntese, que houve ofensa ao artigo 155, inciso II, da Constituição Federal, ao fundamento de que o fornecimento de água canalizada não é serviço público essencial, conceituando como serviço impróprio, pois pode vir a ser suspenso pela concessionária, caso não haja o pagamento da tarifa pelo usuário.

O Estado do Rio de Janeiro sustenta, ainda que a água canalizada revela-se bem fungível e consumível, essencialmente alienável, não se encontrando fora do comércio.

Já o condomínio alega que a água potável é bem público fornecido à população, após tratamento efetuado por empresas concessionárias, não se caracterizando como circulação de mercadoria, sujeita a tributação do ICMS, mas como prestação de serviço público.

A Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe) participa como amicus curiae nos autos deste Recurso Extraordinário, por entender a repercussão da matéria e a importância de seu resultado para o equilíbrio financeiro das companhias de saneamento de todo o país.

Sema acompanha e fiscaliza estudo do aquífero Alter do Chão


Uma Comissão Técnica de Acompanhamento e Fiscalização, formada por técnicos da Agência Nacional das Águas (ANA) e representantes das Secretarias de Meio Ambiente do Pará, Amazonas, Rondônia, Acre e Amapá, foi constituída para acompanhar e fiscalizar o estudo denominado Avaliação dos Aquíferos das Bacias Sedimentares da Província Hidrogeológica Amazonas(aquífero Alter do Chão) iniciado em junho pela ANA, através do consórcio Techne/Projetec.

O estudo visa a geração de conhecimento hidrogeológico sobre os principais sistemas aquíferos da região e também em cinco áreas urbanas - cidades de Macapá, Porto Velho, Rio Branco, Santarém e Tabatinga. A partir deste trabalho será possível atuar na proteção ambiental e gestão sustentável das águas subterrâneas na região amazônica, contando-se também com a participação de países vizinhos.

Ao final dos trabalhos, o Pará terá à disposição produtos que poderão auxiliar na gestão das águas subterrâneas do seu território, principalmente no apoio ao instrumento de Outorga – concessão para utilização da água -, onde estão em destaque a caracterização da hidrogeologia dos sistemas aquíferos das Bacias Sedimentares da Província Hidrogeológica Amazonas, com maior ênfase nos aquíferos Alter do Chão, Solimões e Içá; a elaboração de Mapa Hidrogeológico da área urbana de Santarém; e a preparação de proposta de um plano de implementação de projeto para proteção ambiental e gestão sustentável das águas subterrâneas na região amazônica. (Fonte: Ascom Sema)

Campanha de vacinação segue até 16 de setembro em todo o Estado


A campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a segunda etapa contra a poliomielite, realizada também em todo o Pará, continua até o dia 16 de setembro. Durante esse prazo os pais devem levar seus filhos aos postos de vacinação para que recebam a segunda dose da pólio e também a vacina contra o sarampo.(Agência Pará)

Ibama não autoriza extermínio de ratos silvestres na várzea de Santarém


Aritana Aguiar
Repórter de O Estado do Tapajós

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará(Emater) ainda espera autorização do Ibama para orientar o extermínio de ratos silvestres por produtores da região da várzea de Santarém.

Desde o ano passado, as plantações de milho, feijão, hortaliças e frutas estão sendo atacadas por redores que causam a hantavirose. Com a descida das águas, as terras voltam a ser cultivadas e são alvos preferidos de ratos.

Antes de sugerir o extermínio desses roedores, a Emater orientou que 62 produtores tivessem o sangue coletado para exames de sorologia, além de 25 técnicos, pessoal das embarcações e cozinheiros, mas ainda não há resultados que apontem contaminação de humanos. 

Segundo o agrônomo Francisco Chaves, caso o Ibama libere a aplicação de raticidas, a Emater dará apoio técnico para que o produtor sabia manusear corretamente o produto.

Três campos de demonstração de produção da Emater foram perdidos por causa do ataques de ratos, observa o agrônomo.
Os locais atingidos pelos ratos silvestres, no ano passado, foram Santana do Ituqui e Costa do Tapará, no rio Amazonas. 

O escritório do Ibama em Santarém confirmou que fez a fiscalização juntamente com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa) e que foram constatados a ação dos roedores e os prejuízos causados nas plantações.

Um relatório foi enviado à Superintendência do Ibama em
Belém, mas até o momento não houve resposta.
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Aviso: Os textos e imagens do Blog do Estado não podem ser reproduzidos sem autorização expressa da Editora O Estado do Tapajós sob pena de responsabilização cível dos infratores, de acordo com a lei de direitos autorais. Reproduções são permitidas apenas para os blogs: Espaço Aberto, Parsifal, Gerson Nogueira, O Mocorongo, Alailson Muniz e Blog do Colares.

Ministério da Agricultura quer prevenir praga da mosca da carambola


Aritana Aguiar
Repórter de O Estado do Tapajós

Os produtores de frutas do Baixo Amazonas passam a ter mais uma preocupação, esta vinda Guiana Francesa: a mosca de carambola. A praga está localizada no Amapá, segundo informa a engenheira agrônoma do Ministério da Agricultura, Heloisa Helena Figueiredo.
A mosca da carambola tem como hospedeiros  manga, goiaba, acerola, jaca, caju, abiu, taperebá, tangerina, laranja, jambo e tomate. Os países que importam frutas brasileiras, como Japão, Estados Unidos, e os países do Mercosul, só aceitam os nossos frutos livres da doença.
A mosca da carambola chegou ao Brasil há 13 anos, oriunda da Guiana Francesa. Ela estava isolada na cidade de Oiapoque no estado do Amapá. Mas agora a mosca chega ao Pará. Almerim foi a cidade paraense em que já houve o registro da mosca. 
A  engenheira do Ministério da Agricultura passou uma semana em Santarém se reunindo com técnicos em extensão rural, da defesa agropecuária e produtores rurais. 
Heloísa Figueiredo considera que a vigilância sanitária deve ficar atenta para que praga não se dissemine nos municípios do Baixo Amazonas, devido ao grande fluxo de embarcações que vem do estado do Amapá para os municípios dessa região e da Calha Norte do rio Amazonas.
Mas até o momento, o monitoramento da Adepará mostra que a mosca da carambola ainda não infestou as plantações no Oeste do Pará. Mesmo assim, a campanha de educação sanitária prossegue esta semana nos municípios de Monte Alegre, Prainha, Almeirim, Porto de Moz, Gurupá, e distrito de Monte Dourado.
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Aviso: Os textos e imagens do Blog do Estado não podem ser reproduzidos sem autorização expressa da Editora O Estado do Tapajós sob pena de responsabilização cível dos infratores ,de acordo com a lei de direitos autorais. Reproduções são permitidas apenas para os blogs: Espaço Aberto, Parsifal, Gerson Nogueira, O Mocorongo, Alailson Muniz e Blog do Colares.

Ex-aliado quer que Ana Júlia se explique

Além das críticas da bancada de sustentação do governador Simão Jatene (PSDB), direcionada a ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT), baseada em irregularidades na prestação de contas da administração petista em 2010, agora o líder do Psol, Edmilson Rodrigues, também cobra da ex-gestora estadual explicações sobre as irregularidades apontadas pelo relatório da Auditoria-Geral do Estado (AGE), divulgado este mês pelo próprio governador.

Entre elas, a duplicação de 16 notas ficais provenientes de serviços contratados com recursos do BNDES, do empréstimo de R$ 366 milhões autorizados pela Assembleia Legislativa, dos quais R$ 295 milhões foram liberados. Juntas, as notas somam R$ 77 milhões, mas até agora nem a ex-governadora nem o seu partido explicaram porque as notas foram usadas em duas operações de crédito diferentes. “As acusações que constam no relatório da AGE não podem ficar sem resposta, sob pena de se consagrar o mais absoluto menosprezo com o trato ético e a coisa pública”, revelou o psolista. Todos os parlamentares tiveram acesso ao relatório, enviado pela AGE. (Diário do Pará)

Concluída apuração sobre suposta fraude em cartório


Está concluída – concluidíssima da silva – a sindicância instaurada pelo Tribunal de Justiça do Estado, através de sua Corregedoria da Região Metropolitana de Belém, para apurar as responsabilidades do Cartório Diniz na falsificação da assinatura do vice-presidente da OAB do Pará, Evaldo Pinto.
A assinatura consta de procuração assinada por cinco diretores da OAB, concedendo plenos direitos a uma advogada para tratar de questões relativas à venda de um imóvel em Altamira, procedimento que resultou num angu sem precedentes na história da entidade no Pará.
A autora confessa da falsificação é a advogada Cynthia Portilho Rocha, que já foi afastada do cargo de chefe do Jurídico, cargo que ocupava havia vários anos. Ela foi apontada como a autora do crime em nota pública divulgada pelo próprio presidente da Ordem, Jarbas Vasconcelos.
Cynthia, segundo a nota, teria dito que falsificou a assinatura com autorização expressa do próprio Evaldo Pinto. O vice nega a acusação e diz que não sabe como é que foi produzido um cartão de registro de firmas do Cartório Diniz contendo sua assinatura, uma vez que ele, Evaldo, sempre operou com o Cartório Kós Miranda.
A suspeita de que o cartório pode estar envolvimento numa fraude é que motivou a investigação determinada pela Corregedoria da Região Metropolitana, que tem como uma de suas atribuições fiscalizar a regularidade dos serviços cartorários.
O juiz Lúcio Guerreiro, designado para conduzir as investigações, já fez o que tinha de fazer. Seu relatório deverá ser entregue na próxima, informou ontem ao Espaço Aberto o TJE.

PF ainda não concluiu o inquérito
 
Na Polícia Federal, o inquérito continua.
Os primeiros 30 dias de prazo para o encerramento dos trabalhos ainda não expiraram.
A delegada Lorena Costa, que preside as investigações, disse ontem ao blog, em rápido contato por telefone, que ainda não sabe se precisará de prorrogação de prazo.
Ela preferiu não prestar nenhuma outra informação – nem mesmo as de ordem procedimental -, sob o argumento de que está impedida de fazê-lo porque a apuração transcorre de forma sigilosa.

Von propõe Sessão Especial para debater UFOPA

O deputado estadual Alexandre Von (PSDB/PA) propôs, na sessão ordinária desta quarta-feira (17/08/2011), que a Assembleia Legislativa do Estado do Pará realize uma Sessão Especial para debater e avaliar a importância da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA – e sua contribuição no avanço da educação superior pública, com a consequente oferta de novos cursos e oportunidades de formação profissional a milhares de jovens em toda a vasta região Oeste do Pará. Para o parlamentar santareno, a realização da sessão especial permitirá ao Legislativo Estadual conhecer e discutir o estágio de sua implantação e os projetos de sua expansão para atender as demandas dos municípios do Oeste do Pará.

Caso a proposição seja aprovada, serão convidados a participar da referida sessão o Ministro da Educação, o Reitor da UFOPA, representantes dos corpos docente e discente da instituição, os reitores da UFPA, UFRA e UEPA e, ainda, o Secretário Especial de Estado de Promoção Social, o Secretário de Estado de Educação, o Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia e representantes das Câmaras dos Municípios que compõem a Região Oeste do Pará.
(Fonte: Assessoria parlamentar)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Carrefour finca a bandeira no Pará


Fonte do setor supermercadista bate de primeira para o Blog do Estado.

O grupo francês Carrefour, líder nacional do segmento dos supermercados, só espera concluir a aquisição de uma importante rede da capital para anunciar que vai fincar bandeira em quatro cidades paraenses.
Em Belém, serão dois pontos de venda.Os outros serão em Ananindeua, Santarém e Marabá.

Conflitos socioambientais nos rios Tapajós e Cauca são discutidos em conferência em Santarém


Acontece amanhã, dia 18 de agosto, em Santarém (PA), a I Conferência Internacional de Conflitos Socioambientais e Direitos Humanos nas Bacias dos rios Tapajós (Brasil) e Cauca (Colômbia). 

Promovida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Nacional da Colômbia (UNC), Universidade de Utrecht da Holanda, FIAN Internacional, Comissão Pastoral da Terra (CPT) e CENSAT – Água Viva (Amigos de la Tierra, Colômbia), a Conferência será realizada, a partir das 8 horas, no Auditório Wilson Fonseca, Campus Rondon (Av. Marechal Rondon, s/n, bairro do Caranazal).

Coordenado pelas professoras Judith Costa Vieira e Lidiane Nascimento Leão, do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), o evento é uma atividade do Projeto LAR (Terra, Água, Direitos), que busca analisar, por intermédio da produção científica e da assessoria a movimentos sociais, questões sociais e ambientais no Brasil e na Colômbia.

Aberto ao público, o evento inicia-se, pela manhã, com o debate “Conflitos Socioambientais e Direitos Humanos no Pará”, que contará coma a participação do coordenador do Projeto LAR, Prof. Dr. Tim Boekhout van Solinge, de lideranças de movimentos sociais e representantes da Pastoral da Terra, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, OAB, Incra, ICMBio, IBAMA e FUNAI. A tarde haverá a apresentação dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelos grupos do Brasil e da Colômbia.

(Fonte: Comunicação/UFOPA)

Henrique Sawaki assume interinamente Sepaq


Em decorrência do pedido de afastamento do secretário Asdrubal Bentes, aceito pelo governador Simão Jatene, o Diário Oficial do Estado, edição desta quarta feira, 17, traz a nomeação do secretário adjunto, Henrique Sawaki, para responder interinamente pelo órgão. 

Henrique já vem atuando como adjunto desde janeiro deste ano e entre as atividades coordenadas por ele na Sepaq estão a chipagem de peixes e em animais de reprodução com análise de DNA; a operação de repovoamento de alevinos de tambaqui da Estação Santa Rosa (Rio Maicá, Santarém) durante o governo itinerante, e visita aos projetos Ipirá (de criação de peixes em tanques e redes), de criação de pirarucu em Conceição do Araguaia e aos produtores de peixes em Marabá e Capitão Poço.

Site: www.agenciapara.com.br

Força Nacional continua no Pará

 O Globo On Line

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prorrogou a presença da Força Nacional nos estados do Pará e de Alagoas. No Pará, a Força Nacional apoia ação da Polícia Federal para a retirada de não-índios da Terra Indígena Apyterewa, localizada no Município de São Félix do Xingu. E, em Alagoas, os agentes colaboram com a polícia estadual no combate ao crime.

Entidade espírita celebra 75 anos com palestras e exibição de filmes

Redivisão do Pará: O debate continua (3)


Jota Ninos fez um comentário sobre sua postagem de  Paulo Cidmil, intitulada "Debate: Redivisão do Pará":

Concordo que é preciso haver o debate, mas acho que o momento é de campanha pelo SIM no plebiscito. Vivemos o momento único da possibilidade de criar um novo estado através do voto. Se nem passarmos do plebiscito, que debate faremos?
Paulo, concordo que é preciso se questionar todos os atores sobre que projeto se tem para esse estado, mas não acredito que este seja o momento. Como você mesmo disse, após o plebiscito ainda temos um longo caminho a percorrer, pois ainda enfrentaremos uma luta no Congresso. E precisaremos da articulação de todos os políticos que possamos contar, tanto do Tapajós e, principalmente do Carajás.
Enquanto essa articulação estiver sendo feita em Brasília, caberá aos que aqui ficaram extasiados com o resultado favorável do plebiscito começar o debate, nas organizações populares, nos partidos.
Estaremos com uma eleição municipal pela frente, que poderá ser o reflexo da rearrumação das forças políticas, as que serão mantidas e as que porventura ascenderão.
A população, além de votar, terá que se preparar para um novo debate de propostas, e de pois disso, mais uma vez a sociedade civil (des)organizada terá que se preparar para discutir a Constituição que queremos, o Estado que queremos.
Como concatenar desenvolvimento e ambientalismo? Quais os desafios desse novos estado? Quem serão os líderes que surgirão na futura Assembleia Estadual Constituinte?
Por isso, acho que o momento não é de fazer esse debate, até porque o que temos pela frente é uma verdadeira guerra de ideias com quem é simplesmente contra a criação dos novos estados. Não temos tempo e nem dinheiro para isso. O plebiscito deve ser pedagógico no sentido de criar a alternativa do debate, com a realização de um sonho secular e que, infelizmente, nunca foi amplamente debatido pela sociedade.
Desde o período do Império foi uma aspiração elitista, e só começou a tomar uma forma de aspiração popular em 1994. Naquele ano elegemos uma grande bancada de deputados, mas após isso não houve nem por parte dos políticos e muito menos dos movimentos sociais, a tentativa de iniciar o necessário debate.
E passamos a viver da expectativa de aprovação de um projeto, que acabou caindo no nosso colo a partir da injunção de um senador de Roraima, e mais recentemente do apoio dos políticos do sul do Pará na Câmara Federal.
reafirmo: a hora é de animar todos a votarem no SIM. O debate virá depois.
E ai de nós que não o façamos...
Jota Ninos

terça-feira, 16 de agosto de 2011

São Raimundo fica só 35% da renda do jogo contra o Comercial(PI)


Sandro Lopes, diretor financeiro do São Raimundo, enviou ao Blog do Estado o borderô da arrecadação e despesas do jogo do último domingo entre São Raimundo e Comercial, quando o Pantera derrotou o time piauiense por 1x0, pela terceira rodada do campeonato brasileiro da série D.

Confiram e façam seus comentários:
PUBLICO TOTAL : 4.052
CREDENCIAIS : 800 ( Policiais , Bombeiros, Agentes/Fiscais SMT, menores de 12 anos, Conselheiros/Diretores,  Patrocinadores, Autoridades, Sorteados nas promoções, familiares de jogadores - 01 pra cada jogador ). É importante ressaltar que não pode haver mais entrada de pessoas sem portar o ingresso, pois todos no estádio deverão estar com cobertura de seguro  já incluso no valor do ingresso) .
PAGANTES .......: R$ 3.252
RENDA BRUTA : R$ 32.670,00  ( Estudantes a R$ 5,00 - 344 )
 
PRINCIPAIS DESPESAS :
 
ARBITRAGEM .......  R$ 7.597,73
FEDERAÇÃO 5%....  R$ 1.635,50
ALUGUEL ESTADIO: R$ 3.267,00
INSS TOTAL ..........:  R$ 2.264,00
DESPESAS FPF     R$ 4.139,02 (Passagem do representante da FPF, hospedagem, gandulas, pessoal apoio, lanches ) .
SEGURO TORCEDOR : R$ 487,00
SOBRA SÃO RAIMUNDO..: R$ 11.311,94 ( CERCA DE 35% DA RECEITA BRUTA ) ..
 

Debate: Redivisão do Pará


Paulo Cidmil fez o comentário abaixo sobre a postagem de João Camerini: “Sim!” a quê, cara pálida?":
 
Seu texto é de enorme lucidez frente a euforia quase coletiva que vivenciamos.
O SIM virou uma cortina de fumaça atrás da qual a quase totalidade dos políticos esquiva-se de perguntas como as que você faz e procuram surfar no otimismo geral empunhando a bandeira da rendeção para nossa região.
A imprensa e a sociedade civil precisam sabatiná-los para saber por exemplo qual o plano estratégico de desenvolvimento dos Partidos e Movimento Pró Tapajós.
Logo após plebiscito virá eleição para governador, senado e câmaras. Esse processo plebiscitário, do jeito que esta sendo posto, acaba por criar mitos, dos quais muito tenhamos que lamentar no futuro.

Lei proííbe tráfego de veículos nas praias


A Câmara Municipal de Santarém acaba de aprovar lei que proíbe o tráfego de veículos nas praias do município.

O perigo em Alter do Chão




Se repetem a cada final de semana acidentes com jet-sky, lanchas e rabetas que atingem banhistas que frequentam a ilha do Amor.

Há 15 dias, o filho de uma barraqueira sofreu um corte em suas costas provocado pela hélice de uma lancha.

Na semana passada, no início da noite, um jet-sky por muito pouco não colidiu com uma catraia.

À beira do lago Verde, os frequenadores têm que dividir espaço com lanchas e balsas, e ainda, ficar bem atento para não ser atingido pelas manobras dos pilotos de jet-sky.

A foto é um exemplo do caos em que se transformou o banho nas águas de Alter do Chão, na ilha do Amor, ontem à tarde.

Nenhuma lancha da Delegacia da Marinha de Santarém fazia fiscalização.

Política & Saúde


Aos poucos,  secretário de saúde Emanoel Silva está afastando os nomes do PMDB que atuavam em cargos de confiança desde a gestão de Zé Antônio Rocha na Semsa.

O último foi o médico Glvandro Valente, que deixou a direção do PSM, dando lugar ao médio Fábio Tozzi.

Mas, a troca de cargos não é suficiente para azeitar a máquina da saúde. No posto de saúde do Livramento, por exemplo, não há médicos para atender à população.

domingo, 14 de agosto de 2011

São Raimundo 1 x 0 Comercial(PI). Gol de Rodrigo, aos 34' do primeiro tempo.

Futebol Interior - Com gol de Rodrigo, o time paraense derrotou o Comercial-PI, por 1 a 0, mas mesmo assim segue na lanterna do Grupo 2, com quatro pontos. O time piauinense segue na segunda posição, com seis pontos.

Quem manda na chave é o Sampaio Correa. O time maranhense goleou o Independente-PA, por 4 a 1, e disparou na liderança. A Bolívia Querida chegou aos nove pontos, contra quatro da equipe paraense que está na vice-lanterna.
 
Confira os resultados da quinta rodada da Série D:
 
Quinta-feira
Itumbiara-GO 2 x 0 Gama-DF
 
Sábado
Audax-RJ 1 x 2 Villa Nova-MG
Tupi-MG 3 x 1 Anapolina-GO
Penarol-AM 2 x 0 Plácido de Castro-AC
Juventude-RS 4 x 2 Metropolitano-SC
Treze-PB 4 x 3 Coruripe-AL
 
Domingo
Alecrim-RN 1 x 0 Porto-PE
Santa Cruz-PE 1 x 0 Santa Cruz-RN
Vitória da Conquista-BA 1 x 1 River Plate-SE
Formosa-DF 0 x 0 Volta Redonda-RJ
Operário-PR 0 x 2 Oeste-SP
Brusque-SC 1 x 0 Cruzeiro-RS
Cuiabá-MT 3 x 1 Vila Aurora-MT
Sampaio Corrêa-MA 4 x 1 Independente-PA
São Raimundo-PA 1 x 0 Comercial-PI
Mirassol-SP 0 x 0 Cerâmica-RS
 

Fim do jejum do torcedor santareno


Há exatamente três meses o São Raimundo jogava sua última partida no estádio Barbalhão.

Hoje, as 15 horas, contra o Comercial(MT), o Pantera quebará o jejum de jogos fora de casa do torcedor santareno.

Divisão do Pará em três estados é polêmica e merece destaque na mídia


Áudio de André Trigueiro

Origem do Dia dos Pais


Kátia Balieiro



Dizem que o primeiro a comemorar o Dia dos Pais foi um jovem chamado Elmesu, na Babilônia, há mais de 4.000 anos. Ele teria esculpido em argila um cartão para seu pai. Mas a instituição de uma data para comemorar esse dia todos os anos é bem mais recente...
Em 1909, a norte-americana Sonora Louise Smart Dodd queria um dia especial para homenagear o pai, William Smart, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando sua esposa teve o sexto bebê e que criou os seis filhos sozinho em uma fazenda no Estado de Washington.
Foi olhando para trás, depois de adulta, que Dodd percebeu a força e generosidade do pai.
O primeiro Dia dos Pais foi comemorado em 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington. A rosa foi escolhida como a flor oficial do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Pouco tempo depois, a comemoração já havia se espalhado por outras cidades americanas. Em 1972, Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.
O pai brasileiro ganhou um dia especial a partir de 1953. A iniciativa partiu do jornal O Globo do Rio de Janeiro, que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. Primeiro, foi instituído o dia 16 de agosto, dia de São Joaquim. Mas, como o domingo era mais propício para as reuniões de família, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto.
Em São Paulo, a data foi formalmente comemorada pela primeira vez em 1955, pelo grupo Emissoras Unidas, que reunia Folha de S. Paulo, TV Record, Rádio Pan-americana e a extinta Rádio São Paulo. O grupo organizou um grande show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Lá, foram premiados Natanael Domingos, o pai mais novo, de 16 anos; Silvio Ferrari, de 96 anos, como o pai mais velho; e Inácio da Silva Costa, de 67 anos, como o campeão em número de filhos, um total de 31. As gravadoras lançaram quatro discos em homenagem aos pais. O maior sucesso foi o baião É Sempre Papai, com letra de Miguel Gustavo, interpretada por Jorge Veiga. O Dia dos Pais acabou contagiando todo o território brasileiro e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto.

Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.
Na Itália, Espanha e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.
Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.
Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.
África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).
Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para dizer um simples "Obrigado Papai"!

Fontes de informações: Arte e Educação e Portal da Família

A dignidade do presidente Allende: uma semente para o futuro


Lúcio Flávio Pinto


A morte do presidente chileno Salvador Allende Gossens completará 38 anos no próximo mês. Por coincidência, um dos aspectos mais relevantes dessa história acaba de ser definitivamente esclarecido: Allende se suicidou mesmo, conforme o resultado dos exames feitos no seu cadáver, anunciados no mês passado.

Este já não era mais um fato polêmico. De início, chegou a ser apregoado como verdade que ele fora morto ao ser deposto por um golpe militar. O poeta e embaixador Pablo Neruda (o único chileno Prêmio Nobel de Literatura, junto com Gabriela Mistral), seu amigo pessoal, difundiu a versão do assassinato. E morreu logo depois, de causas naturais, ainda que também postas imediatamente em dúvida por uma dessas teorias conspirativas, sempre em curso.

A versão da execução foi desautorizada pela reconstituição dos acontecimentos naquele traumático dia 10 de setembro de 1973, em Santiago do Chile. A família, que já estava convencida da verdade, solicitou um exame do cadáver apenas para colocar um selo oficial – e final – sobre esse capítulo importante da história do Chile, da América do Sul e do mundo. Para todos os fins de direito e de posteridade.

O significado atribuído ao episódio não é exagerado. Allende se considerava marxista, mas rejeitou a conquista do poder através da ditadura do proletariado, a fórmula ortodoxa da passagem do capitalismo ao socialismo, através de parto violento (embora Marx tenha terminado seus dias à direita da interpretação sectária das suas idéias, o que o levou à frase codificada: “se isso é marxismo, então eu não sou marxista”). Os italianos também saíram dessa bitola bolchevique, melhor desenvolvida (para pior efeito) por Lênin, mas só Allende chegou ao poder nacional.

Isto, depois de perder três eleições presidenciais seguidas (como Lula, no Brasil – e aí se exaure a coincidência). Na segunda eleição, quando ainda era um fenômeno pouco conhecido, Allende podia ter tido uma vitória mais fácil (oportunidade que se ofereceu a Lula diante de Collor, em 1989, mas ele a desperdiçou, talvez por mais uma intervenção salvadora da sua formidável estrela, embora ao país a alternativa tenha se revelado desastrosa de qualquer modo). A quarta disputa foi duríssima. Como não atingiu os 50% dos votos para a posse automática (ficou com 36,5%, contra 35% do democrata-cristão conservador Jorge Alessandri), sua vitória teve que ser submetida a referendo do Congresso Nacional.

O governo Richard Nixon tentou impedir à força esse reconhecimento, tradição inviolável na democracia chilena, que era a mais duradoura do continente (protegida dos pronunciamentos militares latino-americanos por uma tradição que o tempo iria corroer, sem que os políticos percebessem). Até um respeitado chefe do estado-maior do exército, o general René Schneider, foi assassinado no complô montado pela CIA (a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) para cortar o caminho de Allende. Mas sua trajetória política falou mais alto e ele foi empossado.

No entanto, quase não pôde governar. Enfrentou um poderoso locaute de patrões, que tinha seu ponto forte na paralisação do transporte rodoviário, a espinha dorsal da vida num país tão extenso. Até médicos faziam greve política, deixando de atender a população (embora recebessem clientes particulares, que pagavam, em seus gabinetes e clínicas) O boicote só se sustentou porque verba secreta americana o alimentou. Ainda assim, Allende se manteve nos parâmetros institucionais até o fim.

Ele podia ter endossado a solução armada da esquerda radical, sobretudo do Mir, adepto do “foco” revolucionário à Che Guevara (um fracasso fora de Cuba). Mas se não a reprimiu, por seus integrantes serem companheiros de viagem, não lhes deu os mecanismos para viabilizar a fórmula tradicional do marxismo, que tem resultado em tiranias de esquerda.

Não deixou de cumprir seu programa de nacionalizações e estatizações, que tanta contrariedade causou aos Estados Unidos e um ódio particular – e rudimentar, raivoso – ao presidente Nixon, confirmado por seus assessores mais próximos (como o seu advogado pessoal, John Dean, autor de um retrato devastador do governo mais parecido ao do seu chefe desde então, o de George W. Bush e Dick Chenney, que considerou Pior do que Watergate, livro publicado em 2004 e disponibilizado em português pela editora Francis).
Allende podia ter fugido dos militares que se mobilizaram para depô-lo. Podia também ter convocado seus seguidores à resistência. Sua última mensagem, pelo rádio, já cercado em palácio, foi de desmobilização da resistência, o que provocou a ira dos radicais.

Dada a senha para um possível entendimento posterior, que evitasse a sangria desatada da ditadura Pinochet, teve o gesto altivo de permanecer no Palácio La Moneda, sob bombardeio da força aérea, e deixar seu cadáver como butim para os invasores da sede do poder nacional. A violência da repressão que se seguiu foi tão brutal que esse gesto não teve o valor simbólico esperado. Não virou bandeira de luta. O Chile raspou esse episódio da sua história imediata e partiu para uma solução associada aos EUA, que, graças à cultura do seu povo e à engrenagem social e econômica mantida, resultou no único caso duradouro de crescimento de todas as ditaduras instauradas no continente nesse período.

Costuma-se dizer que um acontecimento só se torna histórico depois de meio século de transcurso. O golpe que depôs Allende e o levou ao suicídio está a caminho desse formalismo. Mas, com 38 anos, não devia mais provocar tantas paixões e absurdos, como os apresentados em várias das mensagens de leitores da coluna que escrevi no site do Yahoo, reprodução quase integral do artigo que saiu neste jornal.

Qualquer que seja a opinião a respeito do governo da Unidade Popular (uma coligação de partidos liderada pelo socialista) e do seu maior líder, a biografia de Allende se impõe às leviandades. Não requer aceitação, mas, por sua dignidade, cobra respeito.

Escrevi o artigo, usurpando a tarefa que me cabe naquele espaço no site, de falar sobre Amazônia & meio ambiente, porque acompanhei em Santiago as últimas três semanas de Allende, como enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo. Conversei com ele e seus correligionários. Mas minha base era o jornal El Mercúrio, um dos baluartes da conspiração ilegal contra o presidente constitucional do país.

Vi muitas cenas desse drama com meus olhos, inclusive a movimentação dos agentes da CIA hospedados no hotel Carrera, em frente à sede da embaixada americana e do La Moneda, na rua Teatinos com a Praça da Constituição. Como eu sabia que era gente da CIA? Pelo seu comportamento sem disfarces, como se fossem agentes secretos da Pide portuguesa. Só faltava a identificação na lapela.

Escrevi o artigo para sugerir a uma editora brasileira a publicação de El dia em que murió Allende, de Ignacio Gonzalez Camus (nenhuma deu qualquer sinal de vida até agora). O livro é uma reconstituição detalhada e precisa dos preparativos e da consumação do golpe. Não tem adjetivações. Quem nos dera se os últimos momentos de Getúlio Vargas tivessem tido cronista igual. É um dos mais emocionantes relatos jornalísticos que já li. A riqueza de informações lhe dá calor e vivacidade, como se estivéssemos vivendo (ou revivendo) aqueles dias. Sem o detalhismo ficcional que levou Bob Woodward ao exotismo.

Para os que acham que a avaliação do governo Allende é uma distorção da esquerda, recomendo a leitura de dois livros. O primeiro é The last two years of Salvador Allende, publicado em 1985 nos Estados Unidos (pela Cornell University) e em 1990 no Brasil, pela Editora Civilização Brasileira. O autor é Nathaniel Davis, embaixador americano até sete semanas depois do golpe militar. São 520 páginas de um testemunho único.

O outro livro é The Pinochet File (A declassified dossier on atrocity and accountability), de Peter Kornbluh, publicado nos EUA pela primeira vez em 2003. Suas 587 páginas se baseiam em documentos oficiais do governo americano liberados pouco antes. Já devia ter sido traduzido para o português. Sepulta, na tumba da vilania, todas as mensagens injuriosas, desrespeitosas e desinformadas enviadas para a minha coluna na internet. E permite, a partir de fatos concretos, estabelecer uma base mínima para que a democracia continue a prosperar, afastando de vez a ressurgência de estados policiais na sociedade, dos quais o nazismo de Adolf Hitler foi o paroxismo.

Supermercados abrem no feriado


Comércio em geral, escolas, bancos e órgão públicos estarão fechados, amanhã, feriado de Adesão do Pará à Independência do Brasil.

Apenas os supermercados funciionrão neste 15 de agosto, em Santarém.

“Sim!” a quê, cara pálida?

 
João Carlos Bemerguy Camerini*
O Oeste do Pará experimenta um “aparente” consenso acerca da criação do novel Estado do Tapajós. Correntes político-partidárias as mais diversas brandem a bandeira da separação e se reúnem em torno de uma única e singela palavra: “sim!”. Mas sim a quê? Penso que é o que deve ser desde já questionado.
Talvez seja estratégico para os políticos – não, certamente, para a população – conservar, pelo menos por enquanto, essa questão marginalizada e postergar o seu enfrentamento. É que o seu desvelamento implicaria em alto risco de o debate descarrilhar, por um motivo claro e inerente a uma democracia como a brasileira, que vive em eterna crise de representatividade: é muito fácil e rápido aos políticos chegarem a um consenso quanto ao que é bom para eles próprios, como o aumento de seus salários da noite para o dia, ou a criação de um novo ente federativo repleto de cargos políticos vagos, além de outros tantos “toma lá dá cá”. Mas não é tão simples a esses mesmos partidos concordarem quanto ao que é bom para o povo. Aliás, como cidadão, minha tendência é desconfiar de um discurso tão uniforme quanto monossilábico (pois tudo se reduz ao “sim!”) originado de grupos que, na prática, divergem diametralmente em suas concepções do que seja o desenvolvimento regional.
Ocorre que esse silêncio estratégico possui o efeito adverso de abrir margem para as críticas cotidianamente ouvidas, aqui e alhures, de que o grande acordo em torno do “sim!” serviria para mascarar pretensões neocoronelistas de transformar essa região em um curral econômico e eleitoral de um ou outro grupo político.
E quando menciono um curral, digo-o literalmente. Não há dúvidas de que existem aqueles que desejariam ver Santarém transformada numa espécie de “Sinop Amazônica”, bondosa com o agronegócio, mas cruel com as populações nativas e camadas excluídas dessas bolhas de progresso insustentável, extremamente frágeis a qualquer oscilação do mercado de commodities, além de traduzir um sistema econômico altamente mecanizado e gerador de empregos parcos e de má qualidade. Precisam esses grupos entender que campos de monocultivo podem parecer belos para seus padrões estéticos e desejáveis à sua ambição por acúmulo financeiro, mas eles ofendem o espírito amazônico.
De outro lado, estão aqueles que nem mesmo têm um projeto próprio e se limitam a rezar a cartilha do atual Governo Federal populista e nacionalista, que em sua ideologia industrial deseja reduzir a Amazônia a mero insumo de mineradoras transnacionais e expulsar dessa terra comunidades centenárias para dar lugar às empreiteiras que financiam suas campanhas. Para essas elites políticas locais, importa mais se conservar no poder do que empreender uma corajosa luta em prol da construção de alternativas econômicas e sociais independentes. Esse dito governo popular, na prática é autoritário e reatualiza projetos da Ditadura Militar como Belo Monte e a extração intensiva de minério, sem falar que agora planeja crivar a bacia do nosso amado Rio Tapajós com mais de uma dezena de grandes barragens, que não servirão, como nunca serviram, nem para iluminar a várzea do Baixo Amazonas, historicamente carente de eletricidade, nem tampouco para conter as tarifas abusivas impostas ao consumidor mais necessitado.
Portanto, já é hora que colocar as cartas na mesa e esboçar, de modo democrático, um plano de desenvolvimento capaz de dar credibilidade a essa demanda histórica da população oeste paraense, e conferir ao cidadão local a oportunidade de saber com o que, exatamente, irá concordar no plebiscito que se avizinha.
Seria bom esclarecerem, por exemplo, para não ficarmos apenas nas críticas:
O que farão para viabilizar o turismo, além de promover, na época do Çairé, transporte para uma massa local que muitas vezes destrói e desorganiza o potencial turístico da cidade? Essa é uma alternativa econômica inexplorada, que distribui renda e faz girar como nenhuma outra a economia local, do comércio urbano ao artesanato nativo, do setor de entretenimento ao de alimentos, da hotelaria ao agenciamento de pacotes turísticos. Tudo isso disponibilizado a um público com disposição a pagar e sem pressão excessiva sobre os ciclos ecológicos e recursos naturais.
O que farão para que a descida da soja de Blairo Maggi pela BR-163 não traga consigo a desterritorialização das comunidades locais, o êxodo rural e a desfiguração total da geografia e da paisagem oeste paraense? Definitivamente, o caminho não parecer ser o corte dos investimentos na agricultura familiar e o atual abandono dos assentamentos existentes, que não dispõem de incentivo e infraestrutura mínima para a produção.
Como garantir o uso sustentável de nossas florestas, se a lei que prevê a preferência à concessão de florestas públicas para manejo comunitário madeireiro e não-madeireiro não sai do papel, e todas as concessões acabam beneficiando grandes empresas, que são as únicas capazes de satisfazer as intermináveis exigências burocráticas do Governo? Se o aproveitamento múltiplo e racional da floresta em pé não for priorizado, continuaremos entregues à exploração ilegal de madeira que prolifera diante da ausência do Estado, algumas vezes utilizando mão-de-obra semiescrava.
Enfim, qual a proposta desse movimento pelo Estado do Tapajós de modelo energético adaptado a uma Amazônia não-urbana, cortada por grandes e lendários rios, sem agredir e impedir a vida das comunidades ribeirinhas? Não se pode mais continuar com essa lógica ambientalmente injusta que distribui desigualmente os ônus e os bônus do crescimento econômico. Não se pode mais repetir o discurso de que os impactos serão suportados apenas por poucos índios ou caboclos e beneficiarão milhões de “brasileiros”, pois de meia dúzia em meia dúzia já são mais de um milhão de pessoas expulsas por barragens no Brasil.
Assim, aos fautores do novo Estado, se querem superar as críticas e fortalecer esse processo de luta pela autonomia e pelo desenvolvimento a partir das necessidades endógenas do Oeste do Pará, é melhor levarem a sério essas e outras questões, agora que foi dada a largada desse movimento em direção à emancipação de nossa gente e de nossa terra. A sociedade civil está assistindo.


[1] É advogado, mestre em direito socioambiental. Assessor jurídico da Terra de Direitos Organização de Direitos Humanos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Capa da edição deste sábado de O Estado do Tapajós


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Funcionários do Banpará usam email do banco para espalhar 'terrorismo' sobre redivisão do Pará


Email internos do Banpará estão sendo utilizados por funcionários contrários à redivisão do Pará para espalhar mensagem aos colegas com conteúdo alarmista e mentiroso.

Está aí um bom motivo para a corregedoria eleitoral do TRE pedir à Polícia Federal para investigar o uso de equipamentos e serviços públicos indevidamente por funcionários do Banpará, o que, em tese, configuraria crime eleitoral.

Edição de 05 de agosto de O Estado do Tapajós em PDF