terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dívida trabalhista


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós


No ano passado, a justiça trabalhista no Pará recebeu 70 mil reclamações. Só no primeiro semestre deste ano as ações trabalhistas somaram 39 mil. Segundo os dados divulgados pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho, José Alencar, 66% dos processos chegaram ao fim, transitando em julgado no 1º semestre, mas as dívidas não foram pagas. Por isso, o TRT decidiu começar a enviar os nomes dos inadimplentes para a “lista suja” do crédito nacional, através do Serasa. Em entrevista a O Liberal, Alencar informou que o cadastro dos devedores à justiça trabalhista já possui 121 nomes e o débito é de 6,1 milhões de reais.

O presidente da Associação Comercial, Sérgio Bitar, reagiu de imediato à iniciativa. A entidade está disposta a questionar em juízo a medida, considerando-a “coercitiva e perigosa”, violando a “integridade das pessoas”, que precisa ser preservada. Ele admite que às vezes as empresas ficam sem pagar seus funcionários, “mas não é porque querem, é porque a situação difícil”.

O problema é que, quando há essa dificuldade, o primeiro a sofrer é o empregado. Outras despesas são mantidas, mas a remuneração do trabalho é logo afetada, embora seja (ou devesse ser) o elo mais nobre do processo produtivo. Mas, ao menos por enquanto, a classe empresarial não tem motivos para apreensões açodadas: mais da metade dos integrantes da lista suja trabalhista são pessoas físicas. A média da dívida é de R$ 50 mil per capita. Não há tubarão nesta rede.

Mais água para Itaituba


O governador Simão Jatene assinou na manhã de ontem  contrato que dará início, dentro de aproximadamente 20 dias, às obras de ampliação do sistema de abastecimento de água da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) em Itaituba.

Um elogio, uma medalha!


Por Jorge Wanghon



"Oi Jorge, tudo certo?! Primeiramente, mais uma vez parabéns pela vitória! Foi uma das disputas mais emocionantes, com você ganhando no último terra!"
Os treinos pesados na academia Djalma Lima, com o técnico apoiando e às vezes até gritando comigo continuam valendo a pena. Do Brasileiro até o Pan foram apenas 2 meses, mas o progresso foi acentuado. Treino desde o primeiro mês do ano e ainda encontro-me em ascensão. Não parar de treinar e continuar crescendo é minha meta; talvez a mais difícil, a mais pedregosa diante dos desafios que me esperam. Brasileiro de Terra, Brasileiro de Powerlifting, Sulamericano, Panamericano, Mundial. Muita pretensão? Hoje não! Os passos estão sendo dados de acordo com o tamanho da perna. E por falar em pernas, não sou do tipo que tem as pernas grossas, os braços grossos, que nem fisiculturistas que andam com os braços abertos, como se estivessem com as axilas inflamadas. De camisa e short, sou mais um na multidão. Mas com o macacão de treino, as faixas de joelho, o sapato de agachamento e 200 kgs na barra me esperando para treinar, a transformação é nítida. O magrinho se agiganta e as repetições pesadas na gaiola de treino viram rotina, ao ponto de pensar em treinar com 240 kgs, ainda este ano. Minha meta é chegar aos 260 no mundial. Se é possível? Ultimamente já não estou ligando tanto para esta palavra, apenas convivo com ela.
 


Ainda busco um patrocínio forte. Esta é uma luta que já não depende tanto de mim. Mas é um reforço que preciso para continuar os meus treinos, para continuar a sonhar. Desta vez, o sonho já se mistura com a realidade. Conheço os caminhos, mas preciso de alguém que caminhe junto comigo.

Jorge Wanghon é campeão Brasileiro e Panamericano 2011 de Powerlifting na categoria Master I / até 66 kgs. Em sua última competição, na Argentina, bateu 3 recordes brasileiros e 2 sulamericanos. O santareno é o único representante do Estado do Pará, na Seleção Brasileira de Powerlifting.

Sema cria Lista de Regularização Ambiental para imóveis rurais


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já publicou no Diário Oficial do Estado a portaria que institui a Lista de Regularidade Ambiental dos Imóveis Rurais situados no Pará. O município onde está localizado o imóvel rural a ser regularizado deve participar do Programa Municípios Verdes.

Os produtores rurais de 90 municípios paraenses (dos 143 existentes), que já aderiram ao “Municípios Verdes”, tiveram prorrogados seus prazos para requerimento do licenciamento ambiental.

O programa objetiva intensificar a atividade agropecuária nas áreas consolidadas, promover o reflorestamento, apoiar a conclusão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da Licença Ambiental Rural (LAR), reduzir o desmatamento e a degradação ambiental, regularizar passivos ambientais do Estado, recuperando as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as áreas degradadas em Reserva Legal, fortalecer os órgãos municipais, incluindo os sistemas municipais de meio ambiente, e modernizar a legislação ambiental.

Para ser inserido na Lista de Regularidade Ambiental o imóvel precisa ter inscrição no CAR até 31 de dezembro deste ano. Após esse prazo, somente estarão aptos à lista os cadastros já validados pela Sema, a partir de imagem de satélite de alta resolução e base cartográfica individualizada para cada município inserido no “Municípios Verdes”.

Metas - Constará da lista o imóvel que estiver inscrito no CAR e esteja localizado em município participante do “Municípios Verdes”, que cumpra as metas estabelecidas: ter 80% do seu território relativo a imóveis privados ou posses inseridos no CAR, excluindo-se áreas protegidas, assentamentos, acampamentos e Planos de Desenvolvimento Sustentável (caso não atenda este requisito, deverá apresentar novo cronograma do CAR para 2011); ter instrumento de celebração de pacto pelo controle de desmatamento em conjunto com organizações sociais e de produtores rurais do município, ter grupo de trabalho entre signatários do pacto para monitorar, fiscalizar e manter o desmate em níveis inferiores a 40 quilômetros quadrados por ano ou inferior ao registrado no ano anterior, a contar de agosto de 2011.

Ainda é necessário requerimento dos produtores rurais para a Licença da Atividade Rural (LAR), dentro dos seguintes prazos: propriedades maiores do que 3 mil hectares, até 30/8/2011; acima de 500 ha até 3 mil ha, até 31/12, e propriedade de até 500 ha, em 30/06/2012.

A permanência na lista está condicionada ao cumprimento da legislação e das metas estabelecidas. Se for constatado desmatamento em imóvel rural constante da lista, a Sema poderá excluí-lo até que o processo administrativo seja julgado definitivamente em favor do proprietário ou que haja recuperação do dano ambiental. A Lista de Regularidade Ambiental está sendo emitida no site da Sema - http://www.sema.pa.gov.br/

Os imóveis rurais localizados em municípios não participantes do programa Municípios Verdes devem comprovar a regularidade ambiental com a apresentação da Licença da Atividade Rural, que substitui a Lista de Regularidade Ambiental.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pagamento de desapropriações de imóveis rurais somente em dinheiro


A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o parecer do Deputado Lira Maia (DEM/PA) ao Projeto de Lei nº 5.459/2005 que determina o pagamento em dinheiro de imóveis rurais destinados à Reforma Agrária.

O projeto inicial previa este pagamento somente aos processos de desapropriação que não tenham ações judiciais. Pelo parecer do Deputado Lira Maia, todos os imóveis que forem objeto de reforma agrária serão indenizados em dinheiro, inclusive os provenientes de acordos judiciais.

Apagões revelam precariadade do sistema elétrico no Oeste do Pará

Os constantes apagões e piques de energia ocorridos nos municípios alimentados pela hidrelétrica de Curuá-Una e/ou linhão Tramoeste revelam  a precariedade e inconfiabilidade do sistema de energia elétrica nesta região.

A distribuidora de energia alega, na maioria das vezes, que a responsabilidade pelos contantes desligamentos é da geradora, a Eletronorte, que nada esclarece à população.

Mas em outros casos, a sobecarga de consumo e falta de dimensionamento da carga necessária à alimentação de empresas e pequenas indústrias é responsável pelo pisca-pisca que Santarém parece que nunca consegueirá se livrar.

A concessionária e a geradora de energia estão em débito com a população dessa região, que espera não só esclarecimento dos eventos ocorridos como também as soluções que serão adotadas para livrar o consumidor dos transtornos causados pela constante falta de energia.

Caso Altamira: relatório da corregedoria nacional revela negócio entre amigos


OABPA

Do Blog do Parsifal

O relatório da Corregedoria Geral do Conselho Federal da OAB, sobre o "Caso Altamira" leva os envolvidos no avexado processo de compra ao mais rés dos chãos. 

"Extrai-se do depoimento do ilustre presidente da Seccional Pará que, apesar de ser amigo íntimo e de parceria política com o proponente à aquisição do terreno de Altamira, conselheiro estadual Robério A. D'Oliveira, e, presumidamente, saber do interesse deste seu amigo na aquisição do imóvel, além do seu próprio interesse e de diversos colegas de profissão na aquisição de terrenos em Altamira, em razão de oportunidades de novos negócios na comarca com a instalação das obras da usina de Belo Monte, não tomou qualquer providência no sentido de determinar critérios transparentes para formulação de propostas, valor mínimo de venda, avaliações, ampla publicidade da oferta, editais em diversas localidades, especialmente em Altamira", lavra um trecho do relatório, que, inequivocamente, condena como irregular toda a operação.

A corregedora pesa a mão sobre o presidente da OAB-PA, que confessou desídia na condução do negócio: "O presidente confirma em seu depoimento que laborou em diversos equívocos que levaram a seccional da OAB-PA às paginas dos jornais locais e à exposição dos diversos dirigentes da entidade sob pechas dos mais variados adjetivos negativos tanto para a entidade como para os seus dirigentes".

E faz análise de mérito que deixa Vasconcelos em desconcerto: "outrossim, confirma que não se preocupou em ler o conteúdo da procuração pública que assinou ao término da sessão do Conselho, autorizando a formalização da venda, fato que, por si só, já seria suficiente para caracterizar a sua irreverência e irresponsabilidade no tratamento que conferiu ao patrimônio dos advogados, que está, em confiança, sob a sua guarda".

Resume, o fulminante relatório, que a venda foi feita "sem qualquer observância às normas morais e éticas de probidade a que todos os dirigentes da OAB se submetem".

Como eu já disse aqui, já passou da hora do presidente da OAB-PA convocar os um marcha contra si mesmo. E não pode se esquecer de convidar os bispos.

Br 163: Carreata da integração será recepcionada em Belterra



Cerca de 200 produtores rurais em companhia do governador Simão Jatene recepcionarão o governador Sinval Barbosa, em Belterra, hoje, no final da tarde.

Simão Jatene foi encontrar-se neste domingo, com o governador do Mato Grosso,  no distrito de Castelo de Sonhos, município de Altamira, que fica à margem da rodovia B-163.

Desde sábado uma expedição comandada por Sinval Barbosa deixou Cuaibá, passando por Castelo dos Sonhos, Novo Progresso e Itaituba.A caravana pretende chamar a atenção do governo federal para a conclusão da pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá e mostrar a potencialidade da região oeste do Pará a investidores estrangeiros que avaliam a possibilidade econômica de implantação de uma ferrovia acompanhando o traçado da rodovia. 

O grupo interessado é o China Railway Engineering Corporation (CREC) responsável pela construção e administração de quase 45 mil quilômetros, dos 90 mil quilômetros de ferrovias existentes na China.

Hoje, durante a manhã, o governador Simão Jatene permanece em Itaituba. Ao meio-dia atravessa o rio Tapajós e espera, no distrito de Miritituba, o governador Sinval Gauzeli. Haverá uma almoço com empresários. Depois, Sinval Barbosa prossegue via terrestre até Santarém e Jatene permanece no em Itaituba até as 16 horas. De Itaituba, de  avião, Jatene vem a Santarém.
 
Do aeroporto, o govenador do Pará, segue em carreata até a entrada de Belterra para recepcionar Sinval Barbosa. Haverá um ato público em defesa da pavimentação da rodovia Br-163 para marcar o encerramento da caravana da integração.

domingo, 4 de setembro de 2011

Um desafio para o jornalismo:descobrir a Amazônia no mundo



Entrevista/Lúcio Flávio Pinto*

Como você avalia o papel do jornalismo hoje no Brasil?
Num mundo no qual as informações são abundantes, contínuas e até ininterruptas, chegando ao cidadão por muitas vias, o jornalismo continua a ter uma importância vital. Ele deve assumir o compromisso de que apurará as informações essenciais para definir a pauta do dia (que é também a agenda da história), checando cada uma dessas informações com sua competência específica. Só o jornalismo profissional tem fontes estabelecidas em todas as instâncias da sociedade. Como os fatos têm origem em pessoas, o jornalista pode confirmar a veracidade da informação antes de se preocupar em contextualizá-la, mostrando para o seu leitor o que ela representa. E separando o boato e mesmo a dedução empírica da realidade.

E na Amazônia, mais especificamente no Pará, esse papel se difere?
Difere. A Amazônia é uma região de fronteira submetida a um processo colonial. Significa que sofre mudanças constantes, profundas e, às vezes, súbitas. Mudanças que são promovidas principalmente pelos colonizadores. Sendo eles agentes externos, relacionados a uma realidade mais ampla e complexa, ao decidir atuar na região buscam resultados de grande porte e de efeitos imediatos e intensos.
É o que caracteriza o "grande projeto". Um grande projeto, como a hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, fez o Pará saltar do zero energético para a condição de 5º maior produtor nacional. O jornalismo comprometido com a realidade tem que se manter muito atento para perceber o surgimento dessas iniciativas, acompanhar sua maturação e relatar o que elas representam para o cidadão, fazendo com que ele inclua esse tema na sua agenda. Cumprir essa missão exige grande qualificação, capacidade de deslocamento e atualização às questões mundiais, já que é o do centro do mundo que foram tomadas várias das decisões mais relevantes da Amazônia nos últimos tempos.

Você acredita que a imprensa ainda seja um porta-voz da comunidade, que anseia melhores condições de vida?
Primeiro precisa verificar, com senso autocrítico honesto e rigoroso, se realmente está sendo esse porta-voz. Se não é, deve corrigir sua diretriz editorial. Para isso, precisa ir ao povo, ouvi-lo, dialogar com ele, trazê-lo para o debate, torná-lo personagem, dar-lhe a prioridade que lhe é devida. Afinal, é o ponto de partida e o ponto de chegada do jornalismo.

O que você acredita ser uma boa prática de jornalismo?
Ter os fatos como o centro, o vértice da sua atividade. Jamais deixar de publicar os fatos relevantes que identifica. Encontrar um jeito de registrá-los, mesmo que isso acarrete certos riscos, inclusive comerciais e políticos. Se houve um acontecimento importante num dia e ele não apareceu na imprensa, não será o fato que estará ameçado de desaparecer, mas a imprensa.

De que forma esse bom jornalismo ocorre no Pará?
Ocorre quando o jornalista vai atrás do fato, onde quer que ele aconteça (e os mais importantes acontecem longe da sede dos órgãos da imprensa), e da explicação onde for possível encontrá-la. Se ocorre um conflito em Tucuruí, a empresa jornalística tem que despachar logo os seus enviados especiais. E se a explicação para determinados fatos se acha em algum lugar do mundo, é preciso ir buscá-la. Nem que através da internet. Ser imediato e suficiente, é ao atender esses requisitos que se faz o melhor jornalismo.

Você acredita que atualmente é feito um(a) estudo/pesquisa mais aprofundado(a) do jornalismo na Amazônia?
Felizmente já há vários trabalhos acadêmicos a respeito. É preciso impor a ótica científica sobre a produção da imprensa. Mas sem perder o referencial primário, o conhecimento da realidade. A crítica à distância não é suficiente.

E na prática? No que você acredita que o jornalismo tenha evoluído ao longo dos anos?
Tecnicamente, sim. Também no potencial de recursos que oferece. Mas sinto que falta a qualificação pessoal. E uma dose mínima de amor à profissão. O jornalismo está entre aquelas profissões com um alto componente vocacional. Ou que exigem paixão e dedicação especiais. O jornalismo como ofício e prazer. O prazer de exercer esse ofício. Acho que é o que mais falta. Também maior contato pessoal do jornalista.

O que você acha que falta no jornalismo do Pará? O que é preciso melhorar?
As empresas precisam se convencer que o bom jornalista não se forma na redação, ligado a um telefone ou à internet. Ele precisa ir à rua e viajar, quando há um acontecimento importante fora da sede. Precisa formar fontes em contato direto. Necessita da experiência que só uma viagem como enviado especial possibilita. Precisa dispor de documentos e livros. Tudo isso só é possível com investimento. Informação não é gratuita, apesar da ilusão do mundo virtual. E boa informação é cara.

E em relação ao sindicato? Você acha que ele cumpre o seu papel? De que forma o sindicato pode ajudar na atuação da área?
O sindicato não pode ser apenas uma entidade corporativa e profissional, embora nem sempre consiga sequer desempenhar essa tarefa. Precisa acompanhar o trabalho dos seus associados, suprir-lhe as necessidades e deficiências, trazê-lo para a atividade sindical, motivá-lo para a militância na causa da imprensa, da liberdade, da crítica, da diversidade de opiniões. E se tornar uma referência nessas matérias para toda a sociedade.

*Entrevista concedida à reportagem do Diário do Pará, mas não foi publicada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Oferta de emprego

Jornal O Estado do Tapajós. Trav. 15 de Novembro, 251, altos, sala 01. Centro. Entre Rua Galdino Veloso e Rua Floriano Peixoto.
Atenção:
Horário de entrega de currículos:
Sábado(3 de setembro): De 08h00 as 12h00.
Segunda-feira(5 de setembro): De 08h00 as 12h00 e 14h30 as 17h30.

Importante: Não serão aceitos currículos enviados por email.

Edição de 27 de agosto de O Estado do Tapajós em PDF


Tapajós já aparecia em mapa do tempo do Império


Este mapa do império brasileiro, de 1880, mostra o Brasil dividido em 40 províncias(estados).
Nele pode-se ver a província do Tapajós. A imagem foi enviada ao Blog do Estado pelo padre e escritor Sidney Canto, retirada da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Prazo para eleições municipais começa a contar dia 7 de outubro

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou a primeira resolução que disciplinará as eleições muncipais de 2012.

Os prazos determinados no cronograma se iniciam no dia 7 de outubro com a data limite para registro dos estatutos partidários junto ao TSE; para os candidatos obterem domicílio eleitoral no local onde pretendem concorrer e para que sua filiação partidária esteja deferida.

Leia a resolução completa aqui.

Von registra Frente Pro-Estado do Tapajós junto ao TRE


O deputado estadual Alexandre Von acaba de registrar no Tribunal Regional Eleitoral o pedido de registro prévio da Frente do Estado Tapajós. Amanhã é o último prazo para que os parlamentares interessados em participar de frentes pro ou contra a criação de novos estados a partir da redivisão do Pará se habilitem junto ao TRE.

A Frente Pro-Tapajós é composta de 3 deputados federais ( Lira Maia(DEM), Zé Geraldo(PT) e Dudimar Paxiuba(suplente do PSDB).

Doze deputados estaduais também compõem a frente: Alexandre Von e José Megale(PSDB), Antonio, Rocha, Josefina Carmo e Ozório Juvenil(PMDB), Airton Faleiro e Zé Maria(PT), Gabriel Guereiro(PV), Junior Ferrari(PTB), Hilton Aguiar(PSC), Junior Hage(deputado licenciado) e Raimundo Santos(PR).

Projeto de combate ao uso de drogas encerra com casamento coletivo


Encerrado ontem, com o casamento coletivo de 55 casais, o projeto Viva A Vida, realizado desde 2003 pela Tv Tapajós, emissora afiliada à Rede Globo
.
Houve 16.816 atendimentos nesta ultima edição o Viva a Vida, um projeto que tem como proposta desenvolver ações de combate a violência e principalmente ao uso e tráfico de drogas. 



Com serviços e atendimentos diferenciados, o evento leva cidadania, saúde e educação as comunidades mais carentes do município de Santarém.

Cigarro envelhece mais do que o sol

Além dos inúmeros riscos para a saúde, as consequências do vício podem ser vistas e sentidas na pele. “São diversos prejuízos tanto para a saúde quanto para a beleza da pele. Do ponto de vista do envelhecimento, o fumo é mais nocivo do que os raios solares. Ou seja, pode trazer danos irreversíveis”, explica a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço. Confira alguns dos principais riscos que o fumo traz à saúde da pele:

Envelhecimento precoce – O fumo envelhece a pele mais do que os raios solares, isso porque suas toxinas promovem o aumento de radicais livres, destroem fibras de elastina e de colágeno e prejudicam a produção de novas fibras. “Com a perda significativa do colágeno e da elastina, a pele perde sua elasticidade natural e isso resulta no envelhecimento precoce e aparecimento acentuado de rugas. Ou seja, o fumante, em geral, parece ser muito mais velho do que realmente é”. Uma das áreas mais afetadas é a região ao redor da boca, pois o movimento de franzir os lábios para fumar, associado à perda do colágeno, leva ao aparecimento de rugas finas.

Perda da capacidade de cicatrização – O hábito de fumar promove a vasoconstricção, ou seja, a diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos. Na pele, o resultado é a diminuição significativa da irrigação sanguínea e, consequentemente, a baixa oxigenação. “Com a circulação comprometida, menos sangue chega à pele e isso faz com que ela perca a capacidade de cicatrização. Sendo assim, pequenas feridas e até mesmo a acne podem demorar muito mais para desaparecerem nos fumantes”.

Pele opaca e sem brilho – O comprometimento na circulação sanguínea também é responsável por deixar a pele do fumante opaca e sem brilho, em alguns casos, até mesmo acinzentada. “A circulação ruim, a baixa oxigenação e a perda do colágeno faz com que a pele do fumante fique mais fina e com menor quantidade de células vivas, levando a esse aspecto envelhecido”.

Para diminuir os sinais - Dra. Annia explica que dependendo dos danos que a pele sofreu, mesmo que a pessoa pare de fumar, há sinais que são irreversíveis. “Em alguns casos, é possível realizar alguns tratamentos, como laser, preenchimentos, uso de ácido retinóico e antioxidantes”, explica.

Sobre a doutora Annia Cordeiro Lourenço: www.annia.med.br | www.twitter.com/Dra_Annia

Vereadora legisla em causa própria


A vereadora Marcela Toletnino(PDT) não se emenda, mesmo.

Depois de pedir à prefeitura o asfaltamento de trecho de uma rua onde mora o irmão dela, a parlamentar manifestou na Câmara elogios à faculdade onde ela trabalha.

Mas assim....

Ação inócua


Dos cerca de 2 mil quilômetros de ramais que cortam a zona rural  de Santarém, a secretaria de agricultura do município anuncia que já recuperou a extensão de 36 quilômetros.

Isto é, praticamente nada.

Mais um delegado


Pelo menos um delegado de polícia civil do grupo de 21 que se formou esta semana pela academia de polícia, em Belém, será lotado em Santarém.

Lei é potoca


A lei municipal que regula o horário de funcionamentos bares e casas noturnas nunca foi cumprida em Santarém.

E não é que o empresários do setor querem flexibilizá-la?

Tudo isso com o apoio do vereador Valdir Matias Jr.(PV).

Desse jeito, é melhor nem ter  mais lei. 

Os bares e casas noturnas desrespeitam a lei do silêncio. Tem um bar na esquina da Alvaro Adolfo com a Curuá-Una que funciona 24 horas e não tem portas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Empresas e Infraero vão barrar bagagens de mão fora de padrão


Os abusos de passageiros com relação bagagem de mão estão na mira das empresas aéreas. Reuniões com a Infraero estão definindo detalhes para a instalação de gabaritos de medida e balanças para verificar o cumprimento das normas para as bolsas e mochilas transportadas no interior do avião. De acordo com a Anac, cada passageiro tem direito de levar uma bagagem com no máximo de 5 kg e 115 cm de volume. Como não há fiscalização, porém, muitos passageiros não observam este limite e preferem levar consigo volumes grandes, evitando filas no check-in e ganhando tempo no desembarque.

Oficialmente, a Infraero confirma que está em negociação com empresas aéreas. Consultada pelo Melhores Destinos, a assessoria de imprensa da estatal disse que estão sendo realizadas “reuniões”, mas que não há nenhuma definição sobre quando terá início o controle e como será feito.

A Anac também confirmou o processo. Segundo a agência, não haverá necessidade de uma nova norma, já que a Portaria n.º 676/GC-5, de 13 de novembro de 2000, já determina as medidas e peso da bagagem. “O que as companhias farão a partir de agora é exigir o cumprimento da regra, já que o os abusos na bagagem de mão atrasam o embarque, a acomodação das malas nos bagageiros e geram atrasos em cadeia”.

Nos bastidores do setor, acredita-se que a medição tenha início nos meses de outubro ou novembro, com o objetivo de estar em todos os aeroportos até o início da alta temporada. Uma das possibilidades é que a medição seja feita na área de embarque, junto à inspeção por raio-X da Polícia Federal. O problema, nesse caso, seria a dificuldade para o passageiro retornar ao balcão da empresa para despachar a mala, já que correria o risco de perder o voo.
Outra possibilidade seria a medição dos volumes durante o check-in, para que o passageiro fosse avisado com antecedência e despachasse o volume excedente antes de ser barrado no embarque. 

Segundo declarações de diretores do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a medida trará mais agilidade ao embarque e desembarque de passageiros, evitará a lotação dos compartimentos de bagagem, que muitas vezes torna difícil a acomodação da bagagem dos que embarcam por último e trará até mais segurança aos viajantes, já que objetos e malas fora do padrão podem cair dos compartimentos.(Melhores Destinos)

Google Street View começa a mapear a Amazônia


REDAÇÃO ÉPOCA
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Barco desce o rio Negro, no Amazonas, para mapear a floresta e comunidades no Google Street View (Foto: Divulgação)


 

O Google Street View, ferramenta que oferece fotos de diversas cidades do mundo em 360º, chegou à Amazônia. Uma parceria do gigante da internet com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) vai levar essa tecnologia para a região, gerando fotos e compartilhando a paisagem e cultura local com o mundo.
O projeto teve início nesta terça-feira, com as primeiras imagens do Rio Negro sendo capturadas por barcos com o trike acoplado - uma espécie de triciclo com câmeras. Os barcos vão fotografar o rio Negro e a floresta, e contam com a participação de moradores da comunidade local, que estão sendo capacitados para operar o trike.
Depois da coleta, as imagens ficarão disponíveis na internet, no site do Street View. "Assim que todas as imagens estiverem no ar, poderemos compartilhar a cultura e a beleza de locais da Amazônia com qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo", afirma Karin Tuxen-Bettman, líder do time de Geolocalização do Google.
Segundo o superintendente geral da FAS, Virgílio Viana, o projeto oferece mais do que apenas entretenimento, e assume "um papel de extrema importância na conscientização sobre os desafios de conservação, desenvolvimento comunitário e sustentabilidade na Amazônia. Esperamos que esta iniciativa fomente outras parcerias que também possam unir a alta tecnologia com a sabedoria dos moradores da floresta".
BC  

Deputado Edmilson pede a exoneração de coronéis da Alepa


O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) reivindicou da Presidência da Assembleia Legislatva do Pará a exoneração imediata dos coronéis da Polícia Militar Abelardo Rufino Borges Júnior e Osmar da Silva Nascimento, lotados na Casa Militar do Poder, devido ao envolvimento deles no desaparecimento de cerca de 50 licitações da Alepa com indícios de fraude. O assunto foi tema do pronunciamento proferido na tribuna da Casa, na sessão ordinária desta quarta-feira, 31. 

Com base em informações fornecidas pelo Ministério Público do Estado, que apura o caso, Edmilson destacou que uma viatura do subcomando da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) garantiu a escolta do veículo que retirou as licitações do prédio da Alepa, no dia 28 de junho deste ano. Qualquer cidadão pode ter acesso a essas informações. Basta ir ao Ministério Público. Não estou fazendo ilações”, destacou Edmilson aos demais pares em pronunciamento na tribuna da Alepa. O extravio das licitações é uma tentativa de dificultar as investigações do MPE sobre os crimes de desvio de recursos na Alepa. “O deputado Pioneiro tem que agir logo porque não há mais denúncia sem comprovação”, completou.

“Obtive informações junto ao Ministério Público do Estado de que, num primeiro momento, os Coronéis Osmar e Rufino negaram que a viatura do subcomando da Rotam tenha entrado nas dependências da Alepa naquele dia, mas o próprio subcomandante da Rotam, Luiz Carlos Rayol de Oliveira, prestou depoimento admitindo que a viatura veio à Alepa prestar um serviço administrativo. A informação teria surpreendido até o comandante da Rotam, Major Neil, que desconhecia o fato. Diante do desmentido, os Coronéis Osmar e Rufino apresentaram nova versão ao MPE, dando conta que a viatura teria vindo para realizar uma ‘atividade pessoal’ do sargento Marcos”, disse Edmilson.

O MPE já possui a escala de serviço dos policiais da Rotam daquele dia. A viatura do subcomando estava sob a direção do sargento Marcos Antônio Marcos da Silva Ferreira, onde também estavam de serviço o soldado Piedade e o cabo Kleidson. “Houve uma quebra de hierarquia”, alertou o deputado, já que o comando da Rotam e a Presidência da Alepa não estariam informadas da vinda da viatura ao Poder. Além disso, ele criticou o desvio de finalidade do emprego da viatura, que é a única existente no subcomando e destacada para atender situações especiais da segurança Pública. “Houvesse uma situação de risco e a única viatura disponível estava na Assembleia”, apontou. 

Depoimentos colhidos pelo MPE junto ao subcomandante Rayol e ao soldado Piedade, afirmaram que o sargento Marcos já trabalhou com o ex-presidente da Alepa e atual senador Mário Couto (PSDB) e estava aguardando a nomeação para a Casa Legislativa. Outro documento em poder do MPE é o pedido assinado pelo Coronel Osmar, datado de seis de julho deste ano, ou seja, poucos dias após o desaparecimento das licitações, no qual solicita a nomeação do sargento Marcos para a Casa Militar da Alepa. De acordo com as investigações, Edmilson informou que Marcos chegou a trabalhar na Assembleia por curto período, apesar da nomeação não ter sido formalizada e que teria sido lotado em seguida no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Edmilson acrescentou que o sumiço das licitações é alvo de uma sindicância interna da Alepa, que deverá ser concluída na próxima sexta-feira, 2. 

“Quero ter acesso ao relatório conclusivo da investigação. Espero que o documento aponte para onde foram levadas as licitações a fim de que possam ser recuperadas sem prejuízo das investigações do MPE”.(Enize Vidigal e Lucas Campêl)

O estigma Barbalho, a capa do Jornal Pessoal



Matéria de capa da edição desta primeira quinzena de setembro do Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio Pinto, que chega hoje às bancas de Belém:

O Pará está voltando a ser a terra sem lei, sem respeito, sem liderança autêntica, sem valores coletivos. Repetem-se as violências e aprofundam-se as violações aos direitos. Pela omissão dos principais personagens, os coadjuvantes avançam. É uma perspectiva perigosa.

Paxiúba volta à juquira


Com o retorno de Zenaldo Coutinho à Câmara Federal, o segundo suplente do PSDB, Dudimar Paxiúba, fica sem mandato.

Zenaldo reassumiu o mandato, deixando o comando da secretaria especial de promoção social, para integrar a frente contra a criação do estado de Carajás

Tapajós autônomo

 
Paulo Cidmil fez um comentário sobre a postagem "Sobre a declaração de Simão Jatene analisando o Pós-Plebiscito...":

Não estou sugerindo fazer uma campanha emotiva tipo tenham pena de mim, tanto que afirmo "Os habitantes das cidades periféricas do novo Pará desconhecem nossa realidade. Precisam saber que a vida deles irá melhorar pós-plebiscito e que a divisão será boa para todos".

Estou falando de vantagens: preservar Carajás e se ver livre do problema que é administrar o Oeste do Estado é uma grande vantagem para o Pará. O TAPAJÓS autônomo receberá investimentos que indiretamente beneficiará Belém, nosso principal centro de abastecimento, enquanto a BR163 não vem.
Minha sugestão é termos uma campanha autônoma junto aos eleitores do Novo Pará, marcar nossa diferença, e isso, passa por nossa história e isolamento do centro do poder, o que determina as desvantagens de sermos parte do Estado do Pará.

O gerenciamento do Oeste, hoje, é um problema para o Pará. As distâncias tornam qualquer ação do Estado na região uma operação problemática. Veja: TERRA SANTA 900 Km de Belém, JURUTÍ 850 Km, ORIXIMINÁ 820 Km, ALENQUER 700 Km, isso em linha reta, só que aqui envolve avião e barco ou estradas impraticáveis; NOVO PROGRESSO 1.200 Km, JACAREACANGÁ 2.000Km, toda a região da BR163 e Transamazônica, para chegar, envolve avião escasso até Itaituba e estrada precária. Carajás também tem problema parecido, apesar do acesso rodoviário melhor e menores distâncias, mas compensa com uma contribuição significativa para os cofres do Estado.E vc? Parece estar sugerindo que compremos os votos dos eleitores de Belém, ta falando sério?