quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Alencar elogia belezas de Santarém ao sancionar lei que cria UFOPA

Fernando Hadad, José Alencar, José Padilha e Seixas Lourenço

Ocorreu na noite desta quinta-feira (05), a breve cerimônia realizada para a sanção do projeto que cria a Universidade Federal do Oeste do Pará. O evento foi realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (onde a Presidência da República está despachando, por conta da reforma do Palácio do Planalto) e contou com a presença de diversas autoridades.

A sanção foi feita pelo presidente em exercício, José Alencar. Durante a cerimônia, ele fez diversos elogios à Santarém e à região Oeste do Estado. "Santarém é uma belíssima cidade. O rio mais lindo do mundo está lá", disse. Alencar também elogiou a criação da universidade, que ajuda a interiorizar o ensino superior.

Presente na solenidade, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) destaca que o dia é histórico não só para a região Oeste, mas para todos paraenses e amazônidas. "Esta será a primeira universidade federal com sede no interior da Amazônia. É um passo de uma longa caminhada que temos de percorrer para que a Amazônia deixe de ser prioridade apenas nas palavras, mas também na prática", comentou o parlamentar paraense.

Também esteve presente o Ministro da Educação, Fernando Haddad, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a Governadora Ana Júlia Carepa, o deputado federal Nilson Pinto (PSDB-PA), entre outros parlamentares.

De acordo com o Ministério da Educação, a nova universidade oferecerá 1,6 mil vagas em oito cursos de graduação. Entre eles, engenharia florestal, direito e biologia. O futuro reitor da Ufopa, Seixas Lourenço, disse ainda que a inauguração da nova universidade em Santarém deverá ocorrer entre os dias 6 e 8 de dezembro.

Já o edital do concurso para contratação de pessoal será divulgado na semana que vem e as provas para a seleção devem ocorrer no final de janeiro de 2010. O quadro de funcionários terá cerca de 800 servidores. Serão incorporados os atuais do campus da UFPA e UFRA de Santarém, além de realizar brevemente um concurso para preenchimento das vagas.

Foto: Daniel Nardim

Coluna do Estado (Expressas)

O aniversário dos 64 anos anos do deputado federal Jader Fontenele Barbalho, no dia 27, teve uma forma nova de comemoração. Nesse dia, seu jornal, o Diário do Pará, encartou um caderno de quatro páginas para apregoar a condição de “maior líder político do Pará” do dono. Como a ânfase das fotos e textos era na ação executiva do homenageado, o leitor podia achar que a publicação atestava o que corre na central de boatos: Jader será novamente candidato ao governo. Estaria disposto a enfrentar todos os riscos dessa decisão em função do que ela representa: tornar-se o primeiro político paraense a conquistar três vezes o governo através de eleição direta. Almir Gabriel tentou esse troféu, mas não conseguiu. Jader conseguiria? Pelos critérios objetivos de hoje, é quase impossível. Mas em dia de aniversário, cabe sonhar. Ou fantasiar. *** O professor Plínio Carmago, do Projeto LBA em Santarém, revelou com exclusividade a O Estado do Tapajós que medições na estação da Flona revelam que houve uma alternância de caracterísitica, no período de 6 anos, dos índices de emissão e absorção de carbono nas florestas de Santarém. *** Segundo Camargo, em 2003 e 2004 houve mais absorção do que emissão de carbono pela floresta, o que já não aconteceu em 2005, quando a emissão de gás carbono superou a absorção. Em 2006, segundo dados do LBA, houve um equilíbrio entre emissão e absorção. No último ano de medição, em 2007, foi registrado maior abosrção do que emissão de carbono nas florestas da região. *** Exclusivo: ainda vai demorar um mês para o Instituto Buantan concluir os ensaios clínicos da vacina contra gripe suína, cujo antídodoto está sendo produzido a partir do ovo de galinha. *** Segundo Otávio Mercadante, diretor do Butantan, a etapa atual de produção se concentra no teste de um novo adjuvante( susbstância que aumenta a eficácia da vacina)patenteado pelo próprio laboratório brasileiro. *** A previsão da vacina contra a gripe suína produzida pelo Butantan estar disponível para a população é a partir do primeiro trimestre de 2010. *** Na sessão da Câmara que dicutiu a crise do Hospital Regional com a presença da secretária de saúde Silvia Comaru o assessor de imprensa da Pro-Saúde em Santarém ouviu de um médico que é preferível ser surdo do que escutar as besteiras que ele anuncia em nome do hospital. *** Ainda no assunto. O único momento descontraído da sesão foi quando a titular da Sespa disse queseu sobrenome é de uma madeira muito cheirosa, porém muito firme. *** 12 técnicos da CGU passaram a semana em Santarém investigando as obras do PAC.

Marinha apreende 21 embarcações este ano

Cilícia Ferreira
Repórter


De acordo com dados da Delegacia Fluvial de Santarém, em 2009, foram apreendidas 21 embarcações e 14 retiradas de circulação por medidas de segurança. As embarcações descumpriram a legislação e normas da Autoridade Marítima Brasileira.
Recentemente repercutiu a notícia da apreensão de uma lancha próxima a praia do Maracanã. O delegado Evandro Souza informa que em Inspeção Naval de rotina fez a apreensão da embarcação que estava parada no meio do rio. Com a abordagem, o proprietário e condutor Júlio Cesar Ribas argumentou que havia uma pane na lancha. Como procedimento normal os oficiais da Marinha solicitaram a documentação da embarcação, bem como a do condutor.
A embarcação foi apreendida por não possuir o Título de Inscrição da Embarcação (TIE), ou seja, não ser inscrita na Marinha conforme prevê o decreto 2596 de 18 de maio de 1998, artigo16, inciso I. Além de não possuir o documento da embarcação no momento da abordagem previsto no inciso II do mesmo artigo. Não portava a habilitação e nenhum documento pessoal. O equipamento de salvatagem estava incompleto, havia um colete salva-vidas para três ocupantes e não possuía extintor de incêndio.
O capitão informa que todos foram deixados no cais em segurança e a lancha conduzida até a Delegacia Fluvial de Santarém. O proprietário vai pagar multa que varia de 40 reais a 1 mil e 600 reais e diária de 33 reais por cada dia em que a lancha ficar no pátio da delegacia. O empresário tem o prazo de 90 dias para fazer sua defesa e regularizar-se junto a Delegacia da Marinha.

Legislação precisa ser cumprida

Navegar não é simplesmente pegar uma embarcação e sair rio afora. A navegação possui regras e normas estipuladas por legislação específica. As leis direcionam as atividades marítimas quanto às condições do condutor, da embarcação e do serviço prestado pela embarcação - no caso das comerciais.
O Comandante Evandro atenta para a importância da regularização e atualização dos documentos necessários para se navegar com segurança. Nos casos de embarcações de esporte e recreio o proprietário necessita apenas da Carteira de Habilitação de Arrais Amador (CHA) e do Título Inscrição da Embarcação (TIE).
Para tirar Carteira de Habilitação é necessário ser maior de 18 anos e comparecer a delegacia fluvial munido de documentos pessoais: RG, CPF, comprovante de residência - todos com cópias autenticadas; atestado médico de boas condições físicas e mentais e pagamento da taxa de da Guia de Recolhimento da União, que possibilitará o candidato a realizar uma prova objetiva de 40 questões. O valor da inscrição da prova é de 40 reais. Em caso de aprovação a carteira é expedida na hora - se houver falha no sistema de informação a carteira é entregue no 1º dia útil após a realização das provas, mas o candidato recebe um protocolo dando garantia da aprovação, podendo navegar tranquilamente. A habilitação tem validade de 10 anos, sendo renovada com a apresentação dos mesmos documentos atualizados e novo pagamento da GRU.
Para a inscrição de qualquer embarcação na Marinha, seja de esporte e recreio ou comercial, basta dirigir-se a delegacia fluvial local portando RG, CPF, comprovante de residência e a nota fiscal da embarcação - todos com cópias autenticadas em cartório e pagar a Guia de Recolhimento da União (GRU) no valor de 30 reais, pagos no Banco do Brasil.
Nos casos de embarcações comerciais a habilitação é a Carteira de Inscrição e registro do piloto de embarcação (CIR), o piloto tem que está em dia e fazer o curso de formação de aquaviários. O curso é obrigatório e é ministrado nas dependências da delegacia fluvial que capacita todos os funcionários de embarcações.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Salão do Livro em Santarém

Estão abertas as inscrições para as escolas interessadas em participar da programação do II Salão do Livro que será realizado no período de 23 a 29 de novembro no Parque da Cidade. As inscrições das escolas municipais podem ser feitas na sala do projeto Casinha de Leitura, no prédio da SEMES, situado à Avenida Borges Leal.
(Fonte: PMS)

Hospital regional: mudança depende de tomada de consciência

Emanoel Santos

Bem sabemos na mão de quem está a saúde em Santarém, e ao que tudo indica esse mal que assola nossa cidade no que se refere a má administração dos hospitais públicos se alastra como um câncer e vai contaminando até mesmo os órgãos que deveriam servir de referência no tratamento de pessoas que vivem (e não raramente morrem) em Santarém e vai continuar ser alastrando a menos que a população local tome a consciência de que somente ela pode mudar essa situação, do contrário, muitas pessoas continuarão sendo obrigadas a sair de Santarém em busca de tratamento.

Sou um exemplo claro dessa situação. Tive de deixar Santarém porque minha esposa não encontrou na cidade o tratamento necessário para uma doença crônica. Minha mãe também precisou ir para São Paulo em busca de tratamento, quando pelo tamanho e estrutura fisica existente no Hospital Regional o oeste paraense poderia ter um atendimento digno.

Basta conversar com funcionários do Hospital para se ter uma noção básica da situação em que se encontra o mesmo. Não faltam relatos de como algumas pessoas, dentre as quais médicos forasteriros e de Santarém, sob as asas de políticos inescrupulosos, formaram um grupo onisciente, onipresente e onipotente que toma decisões a frente do hospital, levando em conta apenas interesses pessoais, sem se importar um pouco que seja com a saúde de milhares de pessoas que sobrevivem em todo o oeste paraense. Dessa forma quem concorda com o grupo passa a fazer parte do mesmo, quem discorda é sumarimente desligado, inclusive pessoas aprovadas em concurso público da Sespa.

Mesmo com muitas dificuldades, minha família pôde sair de Santarém em busca de tratamento e graças a Deus, as coisas andaram e a saúde, bem maior de todo ser humano esta aos poucos sendo estabelecida.

Mas e quem não podem? Estarão essas pessoas condenadas a sofrer com a falta de assistência médica? ou até mesmo morrer a míngua a espera de uma consulta que pode levar meses para ser feita, ou ainda a espera do resultado de um exame do qual depende um diagnóstico preciso?

São perguntas que deveriam ser feitas por todos os precisam do Hospital Regional. 2010 está chegando e com ele as eleições para o governo do estado, então mais uma vez teremos os debates sobre a situação da saúde, em que os dois grupos que disputarão a eleição mutuamente se acusarão de responsáveis pela situação precária em que se encontra a saúde em Santarém e mais uma vez a população vai ter de escolher, mas será uma escolha dificil, pois bem sabemos, o que cada um dos grupos fez quando estava a frente do executivo estadual.

Assembléia Legislativa se congratula com São Raimundo

O Plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Pará aprovou por unanimidade requerimento de aplausos e congratulações ao São Raimundo Esporte Clube, de Santarém, em decorrência da exuberante conquista do titulo de campeão brasileiro, proposto conjuntamente pelos Deputados Italo Mácola, José Megale e Alexandre Von.

Leia a integra do requerimento:

Greenpeace 'fabrica' índios em Santarém, diz jornalista

Inácio Régis*
Especial

Gleba Nova Olinda situa-se no município de Santarém no Oeste do Pará, na margem esquerda do rio Maró e margem direita do rio Aruã, afluentes do rio Arapiuns. Em linha reta, fica aproximadamente, 93 Km (12 horas de barco a motor) de distância da sede do município. Com uma dimensão total aproximada de 87.496 ha, a Gleba Nova Olinda I é constituída integralmente por terras públicas arrecadadas pelo Estado, sendo composta por 14 (quatorze) Comunidades ribeirinhas, formada por populações tradicionais.
Segundo Basílio Matos dos Santos, tio de Odair Borri, as ONGs diziam que os madeireiros iriam tomar as terras das comunidades e tirar toda a madeira e, os sojeiros, iam derrubar tudo e o rio ia secar(não existe plantação de soja em toda a Gleba Nova Olinda). Basílio então conclui: como acreditar neles se o que eles pediam é que agente mentisse dizendo que era índio. Eu sou tio do Odair, eu ajudei a criar esse menino desde que o pai dele morreu aos 25 anos. O Bisavô dele era riograndense, Meu pai, avô de Odair, morava em Belém, nós nunca tivemos índio na família. Aqui no Maró, agente se conhece uns aos outros e, nunca teve índio nessa Gleba, como concordar com uma mentira dessas?
Resultado: Ds quatorze comunidades que habitam a Gleba, apenas três aceitaram se declarar índias (Novo Lugar, Cachoeira do Maró e São José III).
Convém mencionar que, há época, as comunidades pleiteavam a regularização fundiária junto ao Governo do Estado, algumas queriam regularização coletiva e outras individual. Segundo o relatório da equipe de trabalho realizado em 2007 para coletar coordenadas geográficas, realizar levantamento socioeconômico e fundiário e, identificar a forma de regularização pretendida pelas comunidades (equipe composta por técnicos do ITERPA, IBAMA, SEMA e INCRA), a comunidade Cachoeira do Maró havia optado por regularização individual, tendo em 2006 formalizado 22 (vinte e dois) processos individuais e, quando da visita dos técnicos em 2007, esta mudou sua opção para área indígena.
Basílio denuncia ainda que, quando da visita dos técnicos, em agosto/2007, foi realizada uma reunião na comunidade Fé em Deus onde ficou decidido que, nós não entraríamos na área deles e eles não entrariam na nossa. Isso ficou acertado na presença dos técnicos e assinado na folha de presença.
Só que agora, influenciados pelas ONGs, eles querem fazer reserva até o Igarapé do Arara, ou seja, atravessou a nossa estrada, passou por trás de nossa comunidade aliás, passou por todas comunidades até chegar a última comunidade que é a Mariazinha. Então eu pergunto: e a nossa estrada? Por onde vamos tirar nossa produção se no verão tem uma cachoeira que não passa barco? Por onde vai chegar a energia luz para todos? Pelo ar?. Nós somos vizinhos. Conhecemos todos eles desde quando chegaram na região. O Odair eu ajudei a criar e, agora, esse moleque vem dizer que é Cacique de índios que nunca existiu em nossa região e, muito menos em nossa família.
Nunca existiu índio na Gleba Nova Olinda. As ONG é que ensinam eles. Êles só se vestem e se pintam como índio quando vão falar com pessoas do Governo, pra poder enganar!
O que ele e as ONG querem é impedir que o ITERPA regularize as terras das comunidades como acertado e, isso nós não vamos aceitar.

* Inácio Régis é jornalista e pesquisador ambiental e Pós-Graduando em Mudanças Climáticas pela Universidade Gama Filho


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Pontuando - José Olivar

Muitos dos presentes à Câmara Municipal nos debates a respeito do Hospital Regional criticavam a ausência da Prefeita Maria do Carmo àquele evento, até porque é dever do gestor maior, buscar o melhor para os administrados, só que em Santarém parece que a ilustre Prefeita não está muito preocupada com os problemas de: água, luz, telefonia, segurança e saúde. É o que dizem! ///Enquanto as pessoas reclamam da saúde pública em Santarém, temos a felicidade de contar com excelentes médicos, como é o caso do Dr. Francisco Araújo, ortopedista, e um dos mais conceituados profissionais da sua área, que atende a todos com a costumeira gentileza. ///Ricardo Geller e Geraldo Sirotheau, candidatos à Presidência da Subseção da OAB/Santarém, estavam presentes na audiência da Câmara onde foi tratado o problema do Hospital Regional.

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Terminal da Tecejuta sem Eia-Rima

A prefeitura de Santarém não está executando o Eia-Rima do terminal de cargas e passageiros que está sendo construído no bairro da Prainham, em área da antiga Tecejuta.

O município toca as obras sem o estudo porque recorreu da decisão do juiz Gabriel Veloso de Araújo, que respondia pela Oitava Vara da Fazenda Pública de Santarém. O magistrado determinou a realização do Eia-Rima no prazo de 90 dias, ao analisar Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, que pedia a paralisação da obra até que os estudos fossem realizados.

A obra ficou embargada por 45 dias, mas Gabriel Veloso, ao mesmo tempo em determinou a realização do Eia-Rima, liberou o prosseguimento do terminal. A procuradoria do município recorreu da decisão, manobra jurídica que está permitindo à prefeitura de Santarém construir o terminal sem os estudos de impacto ambiental necessários.

O seringueiro da Amazônia, por Levy-Strauss

Por Nara Alves

O livro “Tristes Trópicos”, de 1955, o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908-2009), que morreu hoje, descreve o seringueiro da Amazônia como um “cliente”. O nome foi dado porque o trabalhador era também consumidor do armazém da zona onde se instalava. O autor francês encontrou no seringal um “território impreciso, concedido por uma vaga autorização do governo, não a proprietários, mas a patrões”. A Amazônia que Lévi-Strauss conheceu há mais de meio século ainda existe, com seus “clientes” e “patrões”. Mas o controle territorial e as funções de cada personagem mudaram e a nova realidade convive com o passado registrado no livro.

Hoje, 45% da floresta têm um estatuto definido se somadas às terras indígenas, segundo a organização ambiental World Wide Fund For Nature, a WWF. Isso não significa que o Estado exerça o controle territorial de fato, por meio de fiscalização e proteção, mas é o começo de uma mudança que, aos poucos, deve se tornar cada vez mais significativa. Além do aumento das terras com estatuto, 74% das áreas protegidas em todo o mundo desde 2003 estão no Brasil, especialmente na Amazônia, de acordo com um estudo publicado na revista Biological Conservation.

A pesquisa realizada por Clinton N. Jenkins e Lucas Joppa, da Universidade de Maryland, mostra que em 2003 havia 114 mil quilômetros quadrados de área protegida. Hoje são 704 mil km² no planeta, sendo que 524 km² estão em terras brasileiras. O maior controle sobre a Amazônia brasileira resulta na redução do índice de desmatamento. No último ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou uma queda de 55% no ritmo de desmatamento da floresta, alcançando a taxa de 12,9 mil km² destruídos ao ano. Pode parecer pouco, mas a área equivale à metade do Estado de Alagoas.

Uma causa estranha de 7 bilhões de reais

Lúcio Flávio Pinto

Quantas questões tramitam pela justiça brasileira com valor de sete bilhões de reais? Pois há uma desse porte que circula pelos fóruns há 15 anos. É uma ação de indenização por “custos financeiros” proposta contra a Eletronorte pela Cnec (Consórcio Nacional de Engenheiros Consultores), empresa de consultoria do grupo Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do país.

O processo teve início em dezembro de 1994. A Cnec alegou que a Eletronorte atrasou o pagamento de contratos firmados com a consultora, obrigando-a a recorrer a financiamento bancário para manter o serviço, numa época de inflação alta, e não foi devidamente ressarcida desses custos. A decisão de primeiro grau foi categórica, nada indicando que a causa prosperaria. O juiz da 5ª vara cível federal de Brasília fundamentou sua decisão em favor da estatal de energia da Amazônia numa cláusula do acerto de contas entre as partes, em 1993, quando os contratos foram rescindidos, dois anos depois de findos os serviços. O juiz considerou essa cláusula “de "clareza ímpar” para a elucidação do contencioso, por estabelecer o seguinte: “A credora reconhece, em caráter irrevogável e irretratável, para não mais reclamar, preservada a relação contratual, que seus créditos até 30 de abril de 1990, aceitos pela Eletronorte, são os referentes às faturas relacionadas no anexo 3”, no qual estava a lista dos serviços prestados pela consultora privada.

A Cenc não se conformou com a decisão de 1º grau e recorreu à instância seguinte, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que reformou o julgamento anterior e deu ganho de causa à Cnec. Para conseguir essa mudança, o tribunal se baseou em argumentos no mínimo insólitos e surpreendentes. Ao invés de usar o Código Civil, que regula os contratos, recorreu ao Código de Defesa do Consumidor, sem justificar essa estranha migração, para enquadrar a consultora como hipossuficiente (sem suficiência econômica) e vulnerável, neste aspecto deixando de lado a definição dessa figura no Código de Processo Civil. Até o Código de Hamurábi, com seus quatro milênios de existência, serviu de inspiração para a proteção dada à Cnec. A decisão do tribunal se prendeu às preliminares, sem entrar no mérito da questão.

Como seus argumentos de mérito (e, portanto, as provas constantes dos autos) não foram apreciados, a Eletronorte recorreu ao Superior Tribunal de Justiça. A votação na 2ª turma do STJ estava surpreendentemente empatada (2 a 2), com o voto do relator favorável à empresa privada, quando, no dia 20 do mês passado, a questão foi desempatada pelo ministro Luiz Fux, convocado da 1ª turma para dirimir o impasse. Felizmente, em favor dos cofres públicos e da verdade.

Seus argumentos, que acompanharam os votos divergentes dos ministros Herman Benjamin e Eliana Calmon, mostraram que as cláusulas contratuais vedavam a cobrança de valores que não os listados no anexo 3, o que afastava a consideração sobre a alegada hipossuficiência da Cnec. Hipossuficiência estabelecida com base no histórico da empresa na internet, sem qualquer consideração por provas muito mais sólidas, que estavam nos autos.

Com a decisão do STJ, a questão voltará ao tribunal do Distrito Federal. Independentemente da decisão de mérito de segundo grau, o contencioso deveria servir de motivo para se dar atenção a esses vultosos contratos assinados por órgãos públicos com empresas privadas. Em particular, na Amazônia, a atuação de consultoras, como a Cnec, que atuam decisivamente na definição da viabilidade de grandes projetos, como o polêmico e atual da hidrelétrica de Belo Monte. E para a análise da atuação do poder judiciário quando essas batatas quentes chegam aos fóruns. O silêncio ou a cobertura burocrática da grande imprensa a esse caso não permitiu à opinião pública dar ao episódio a importância que ele tem.

Samuel Câmara assume megaigreja em São Paulo

O pastor Samuel Câmara, pastor da Assembleia de Deus em Belém - aquela do templo enorme, ali na 14 de Março com a Governador José Malcher - assumiu no dia 25 de outubro uma megaigreja (na foto) em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Conta com 174 templos, cerca de 600 pastores e tem trabalhos em mais de 15 municípios do Estado.
Em julho passado, Samuel externou publicamente sua repulsa à decisão do presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (CGADB), pastor José Wellington Bezerra da Costa, que oficializou “outra” igreja e empossou o pastor Gilberto Marques de Souza.
“Além da igreja em São Paulo, cogita-se que importantes ministérios no Brasil passarão a liderança de seus rebanhos ao pastor da Igreja-mãe das Assembleias de Deus. É um ato de reconhecimento a Samuel Câmara, cujo ministério tem avançado muito nos últimos meses”, diz Rui Raio, também pastor, que se desligou CGADB, em solidariedade a Samuel Câmara.(Espaço Aberto)
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Leia mais sobre a polêmica dos pastores da Assembléia de Deus:

Assembleia de Deus reage à decisão da Convenção Geral

Assembléia de Deus está em pé de guerra

Assembléia de Deus: Pastor versus Pastor

Pastor versus Pastor. A polêmica continua

Assembléia de Deus: A briga continua(2)

Assembléia de Deus em pé de guerra(2)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PMS homenageia São Raimundo

A entrega da bandeira de Santarém e de medalhas de honra ao mérito a jogadores e membros da diretoria do São Raimundo Futebol Clube fizeram parte da festa organizada pela prefeitura municipal ao time consagrado campeão da série “D” do campeonato brasileiro no último domingo. As homenagens aconteceram hoje à tarde no Palácio Jarbas Passarinho.

O presidente do São Raimundo, Rosinaldo do Vale, após ofertar uma camisa do time à prefeita, ofereceu a conquista do campeonato aos torcedores e à família Martins, em nome de seu patriarca Everaldo de Sousa Martins, que foi um dos grandes incentivadores do clube.

Em seu pronunciamento, a prefeita Maria do Carmo falou sobre o orgulho que o time proporcionou a todos os santarenos através da conquista do título. “Vocês nos fizeram viver e acreditar na magia do futebol, sendo hoje, exemplo para meninos e meninas que enxergam nesse esporte, uma grande possibilidade de inclusão social. A vitória de domingo foi o ápice de uma história que começou há 65 anos. A imagem que vocês passam é de um time guerreiro, que soube enfrentar as dificuldades e trabalhar a unidade. Em nome do povo santareno, agradeço a dedicação, pois vocês vestiram a camisa não por obrigação de ofício, mas por amor ao time. Sabemos do nosso compromisso e de nossa responsabilidade, por isso, contem conosco em 2010, que também será um ano de vitórias. Tenho orgulho de ser prefeita em um momento como esse”, afirmou Maria do Carmo.
(Fonte: PMS)

Medicina como profissão

Leitor que se assina Médico Mocorongo deixou este comentário sobre a postagem "Pro-Saúde cobra 20 vezes mais caro por um exame no...":

Estudamos 14 anos de colegial, vencemos um vestibular lutando contra milhares, passamos 6 anos longe de casa virando noites de estudos e estágios em nossas faculdades. Uma formatura vitoriosa. Mais uma luta vencida nas provas de residência (3, 4 ,5 anos ) de especializações.

Alguns ficaram por lá outros decidiram voltar pra casa, Santarém, com o objetivo de aqui aplicar a melhor medicina aprendida lá fora. Nos apresentaram um Hospital com estrutura para isso, HRPO, bonito, moderno, bem equipado, justo e perfeito, mas faltava pessoal. Equipes de médicos, enfermeiros e técnicos foram montadas, acreditamos e começamos uma revolução da medicina prestada no serviço publico na região, exames, consultas e cirurgias que nunca haviam sido feitas pelo SUS na região e até mesmo em todo o interior do Pará aqui foram iniciados.

Enfrentamos falta de equipamento (levamos os nossos quando foi preciso), não pagamentos de salários ( Abril de 2008 + 10 dias de Maio), mudança de administração, mudanças de fornecedores, influencias políticas em áreas totalmente técnicas, demissão de funcionários e demissão de colegas.

Fomos obrigados a grevar, suspender cirurgias, consultas (gente vindo de viagem 3 dias de barco e não sendo atendido após esperar meses pelo dia).

Somos pressionados por administradores, políticos, pacientes, familiares. Passamos dias de plantões, consultamos centenas, operamos dezenas e ainda nos dizem que não cumprimos metas.

Estou fazendo uma medicina altamente técnica depois de anos de estudos, cursos e títulos. Estou no interior da Amazônia em Santarém-Pará em um hospital que tem tudo pra ser uma marco de revolução de saúde em toda essa região, mas estou aqui revoltado e perdendo minhas forças, mas não minha esperança de que tudo aquilo em que acredito não morra.

Sou ético respeito meus colegas, meus superiores e meus pacientes, mas estamos numa terra em que se domina o Patrimonialismo em que alguns são donos do público e não os nobres cidadãos eleitores.

Sou médico como profissão mas acima de tudo por um DOM, por uma VOCAÇÃO que nunca deixarei de lado, pois me foi dado para curar e salvar e aqui estou tentando salvar e curar nosso hospital, nossa saúde.

Ainda os Mototaxistas clandestinos

Antenor Pereira Giovannini

Lamentavelmente nossa Prefeita confirmou algumas semanas atrás que ela não tinha condições de acabar com essa onda de "moto-taxistas clandestinos".

Apelamos para o Sr. Secretário de Transportes do Município e se foi efetuada alguma blitz, alguma operação de repressão, nos pareceu pífia.

Creio que o jeito é apelar para a Polícia:
Alô Dr Jardel .. Alô Dr Jamil ... Alô Major Risuênio .. . Alô Sr Comandante do Tático .. Alô Cel Mardock ... alô autoridades policiais.

Já que não se consegue coibir essa nova "profissão", mesmo que ela não seja legalizada, mas pediria aos nossos amigos policiais civis e militares que busquem uma maneira de que se tenha contínuas volantes nos pontos de estacionamento onde alguns desses moto-taxistas clandestinos param à espera de eventuais passageiros, principalmente no centro da cidade.
O comportamento de alguns diante das estudantes, moças, e até mesmo senhoras é criminoso e não é de alguém que esteja trabalhando. Assédio e constrangimento ainda se encontram no Código Brasileiro como crimes e essas pessoas os cometem a todo instante, quando surge alguma delas andando em suas direções.
Nesses mesmo espaço já acusamos o que alguns fazem na esquina do Banco Real. Como de vez em quando aparece algum fiscal, algum carro do SMT, eles descem e ficam na esquina da XV de Novembro próximo do INSS e nem se perturbam em ficar em frente as lojas, atrapalhando o comércio. Chegam a fazer um verdadeiro corredor polonês, onde caso alguma moça queira passar é obrigada a ouvir uma série de adjetivos que esses mesmos pilantras não falam para suas irmãs ou mãe (se é que têm).
Muitas senhoras deixam de frequentar as lojas exatamente pela presença desses cidadãos, que junto com os autorizados , uma vez que o ponto é próximo, formam um exército de homens parados a espera de passageiros ..
Senão nessa esquina, outros ficam na Rui Barbosa com Barão e da mesma forma, atrapalhando o comércio, sentando na porta das lojas e ainda por cima, bastam moças se deslocarem pela proximidade, para ouvirem uma série de "gracinhas" nada agradável de ser escutada.
Creio que alguém com autoridade tem que fazer alguma coisa antes que algo de mais grave aconteça.
Se 8/10 desses elementos travestidos de "moto-taxistas" fôssem processados por assédio, perturbação da ordem, e constrangimento, talvez os demais começem a raciocinar e se limitem apenas a trabalhar mesmo que de forma ilegal.



Pro-Saúde cobra 20 vezes mais caro por um exame no Hospital Regional

Miguel Oliveira
Repórter

A Pro-Saúde, organização social que administra o Hospital Regional do Baixo-Amazonas, cobra preços superfaturados por serviços prestados para a secretaria de Estado de Saúde Pública(Sespa). Por um exame de fezes é cobrado R$ 32,00 no hospital regional enquanto na rede de laboratórios conveniada ao SUS o mesmo procedimento custa R$ 1,45, cerca de vinte vez mais barato. Esses dados fazem parte do levantamento dos custos de manutenção do referido hospital apresentados, quarta-feira, no Barão Center Hotel, aos secretários municipais de saúde da região Oeste do Pará pela diretora-técnica da Sespa Domingas Alves.
A revelação foi feita quase que por um acaso. Domingas tentava convencer os secretários municipais de saúde a não encaminhar pacientes ao hospital que necessitem de atenção básico ou de média complexidade. " Cada paciente que é internado no hospital regional paga os custos como se fosse de alta complexidade e quem perde com isso sãos municípios. Um exame de fezes, por exemplo, no hospital regional custa R$ 32,00, afirmou.
O debate esquentou ainda mais quando o médico Valter Sinimbu, responsável pela regulação do atendimento no hospital regional, cotejou alguns números apresentados pela Sespa durante a reunião. " A Sespa está pagando a mais para a Pro-Saúde, que está oferecendo serviço de atendimento de urgência e emergência, sem estar credenciado para isso, a um custo muito maior do que praticado pelo hospital municipal", reclamou Sinimbu.
Segundo o médico, a Pro-saúde não tem como fazer urgência e emergência e usa de um artifício de considerar estes procedimentos no lugar de 'acolhimento de pacientes", que são aquelas pessoas que ingressam no hospital na véspera para exames ou internações. Segundo dados apresentados por Domingas, no último semestre a Pro-Saúde fez 7.200 atendimentos de urgência e emergência enquanto o hospital municipal, segundo Sinimbú, que recebe a maior demanda, fez 12 mil.
Outro exemplo de superfaturamento dos preços repassados a Sespa pela Pro-Saúde está no custo médio de internação para atendimento de cobrado pela OS para procedimentos similares ao hospital municipal. Enquanto o custo médio de um paciente é de cerca de R$ 1.300,00, no hospital regional esse custo sobe para R$ 7.200,00. Segundo Sinimbu, enquanto o município gasta R$ 800 mil para fazer 600 internações, a Pro-Saúde cobra da Sespa R$ 2,9 milhões para atender a 413 pacientes.
"É por isso que estamos revendo as metas com a Pro-Saúde", reagiu a secretária Sílvia Comaru, também presente à reunião acompanhada do coordenador dos hospitais regionais Roberto Carepa.

Parlamentares questionam

Na sessãoda Câmara de Vereadores, terça-feira, Silvia Comaru foi alvo de inúmeros questionamentos que exigiam esclarecimentos a respeito das demissão dos funcionários, da paralisação de serviços médicos hospitalares, do não pagamento em dia do salário dos médicos e do não chamamento dos concursados que até hoje esperam ser chamados para trabalhar no Hospital.
Os vereadores cobraram da secretária Silvia Comaru, transparência na gestão do Hospital e a regularização dos salários dos médicos e pediram que de três em três meses a Secretaria de Saúde do estado preste contas aos vereadores de Santarém e da região do dinheiro investido, detalhando em que e como está sendo gasto. Os médicos pediram a volta imediata dos serviços hospitalares que foram paralisados em função da demissão dos profissionais que atuavam nessas áreas.
O deputado Alexandre Von (PSDB), cobrou o funcionamento pleno e imediato do Hospital Regional. e o deputado Carlos Martins (PT), que é médico sugeriu como solução a criação de um mecanismo junto à 9ª Regional de Saúde, para acompanhar a atuação do Hospital no cumprimento dos serviços de um modo geral. O deputado Antonio Rocha (PMDB), cobrou da secretária Silvia Comaru o pagamento imediato dos médicos que atuam no Hospital.
Foi o vereador Nélio Aguiar em sua fala, que contextualizou a crise por qual passa o Hospital Regional: "Esperamos muitos anos por esse hospital, ele é uma conquista nossa e o que está acontecendo hoje é um retrocesso".

Concursados não serão chamados

A secretária de saúde do estado, médica Sílvia Comaru,descartou a municipalização do hospital, garantiu o retorno de algumas especialidades que foram canceladas pela Pro-Saúde, mas deixou claro que serviços de média complexidade terão que ser atendidos pelo hospital municipal de Santarém.
Sobre a volta dos concursados para vagas no hospital regional e a proposta de municipalização ,a titular da Sespa foi enfárica ao descartar essa possibilidade.
“Quando a gente diz alta complexidade, a gente diz cirurgia cardíaca, hemodiálise e outros procedimentos e fazer os procedimentos de média complexidade que nós temos capacidade instalada. A nossa idéia é que esse hospital seja regional”, afirmou.

Pantera quer segurar base

No AMAZÔNIA:

Depois da ressaca da conquista do título da Série D do Campeonato Brasileiro, o São Raimundo vai pensar em segurar a base de sua equipe para disputar as próximas competições: a Copa do Brasil, o Parazão 2010 e o Brasileirão 2010. Para isso, a diretoria do clube vai ter de superar propostas de outros clubes interessados nos jogadores do seu atual elenco.
O meia Michell, considerado o craque do time, sendo inclusive artilheiro da Série D com 10 gols, está sendo assediado pelo Clube do Remo. Ele diz que o contato foi feito apenas por telefone antes mesmo da final do Campeonato Brasileiro. 'Fui sondando apenas por telefone. Perguntaram quanto eu ganhava no São Raimundo e apenas isso', diz a reportagem.
Não houve confirmação, no entanto, o meio de campo afirma que a questão financeira vai pesar bastante, pois, diz ele, já está em uma fase amadurecida de sua carreira. Michell tem 28 anos de idade. 'Na atual fase de minha carreira tenho de pensar na questão financeira. Vou esperar a proposta, mas por enquanto nada foi acertado', disse Michell, que teve uma rápida passagem pelo Paysandu.
Outro jogador, considerado craque do jogo final, o atacante Rafael Oliveira está sendo pretendido pelo Macaé (RJ), que demonstrou bastante interesse no jogador. Rafael pertencia ao Paysandu e foi emprestado ao Pantera santareno. Ele diz ainda não pensar em propostas, mas não quer voltar ao Paysandu. 'Ainda é cedo para pensar em sair, mas tenho propostas boas', diz.
O goleiro Labilá é outro que pode deixar o elenco alvinegro. Ele tem propostas de pelo menos três clubes, mas por enquanto o defensor evita falar em mudança de clube. 'Ainda é cedo para falar nisso.'
Os diretores evitam falar no assunto, mas Alberto Tolentino deixa bem claro que os jogadores podem ficar livres para escolher as melhores propostas para suas vidas. Nos bastidores da diretoria fala-se em trazer jogadores do Alecrim (RN) para a próxima temporada. O Alecrim foi o adversário do Pantera na semifinal da Série D. Também foi o clube onde o técnico Lúcio Santarém foi campeão estadual em 1986.

Após o jogo que deu o título de primeiro Campeão da Série D do Campeonato Brasileiro ao São Raimundo, a torcida seguiu em várias carreatas improvisadas para a orla da cidade, onde os heróis desfilaram em cima de um carro do corpo dos Bombeiros.
Já que ontem era feriado (Dias dos Finados), muitos torcedores aproveitaram para emendar a comemoração e virar a noite. O resultado foi visto ontem durante o dia. As ruas de Santarém vazias, sem trânsito, casas fechadas até o meio dia e muita gente procurando balneários ou analgésicos para matar a ressaca. 'Optei pelas duas opções. Vou para Alter do Chão, mas levo um analgésico para matar a minha dor de cabeça. Já que exagerei na cerveja ontem (domingo) à noite', confessa Mário Araújo, torcedor que ainda veste a mesma camisa do Pantera que foi ao jogo no domingo. 'É para eternizar o momento', justifica.
A diretoria do clube não informou se os jogadores teriam alguma atividade ainda relacionada à comemoração do título inédito. Os atletas que possuem família em Santarém puderam descansar em casa até a última ordem. Os outros ficaram no hotel se recuperando da festa que só encerrou na madrugada de ontem. 'Temos de comemorar. É um titulo inédito para o nosso Pantera. Trabalhamos muito para isso', disse o meia Michell, ainda em cima de trio elétrico na orla da cidade. Michell foi o artilheiro da competição com dez gols.
Confessando que ainda estava sob o efeito do álcool, o torcedor Guilherme Lopes, diz que o São Raimundo colocou Santarém no mapa do futebol nacional. 'Antes o Pará só era lembrado no futebol pelos times da capital. Hoje (ontem), todos ao canais de televisão do Brasil disseram o nome de Santarém avisando que o nosso São Raimundo é campeão', explica Lopes, ainda sob a empolgação da conquista do título.

Bom dia fotográfico

Bajara singra o revolto rio Amazonas, em frente a Santarém.
Foto: Miguel Oliveira

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Governadora cumprimenta jogadores do Pantera

Da Agência Pará

Mesmo ainda convalescendo da cirurgia a que foi submetida na última sexta-feira (30), a governadora Ana Júlia Carepa fez questão de gravar uma mensagem de cumprimentos ao São Raimundo pela conquista do título de campeão brasileiro da Série D, com a vitória de 2 x 1 sobre o Macaé, do Rio de Janeiro, na tarde de domingo, no estádio Jader Barbalho, em Santarém. “O São Raimundo não se intimidou, fez a virada e venceu, o que mostra a garra do nosso povo”, afirmou. Para a governadora, a conquista representa a vitória do esporte paraense e faz jus às torcidas que apoiam o futebol. “Essa vitória é motivo de muito orgulho para todos nós”.

Além das transmissões dos jogos pela Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), o governo do Estado, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), apoiou o São Raimundo com a destinação de passagens aéreas para as partidas realizadas em Natal (RN) e Volta Redonda (RJ). O titular da Seel, Jorge Panzera, disse que dentro das possibilidades institucionais o governo continuará apoiando o São Raimundo a buscar o patrocínio de empresas para profissionalizar ainda mais sua equipe.

A corrida eleitoral, hoje(o futuro é uma incógnita)

Lúcio Flávio Pinto

O deputado federal Jader Barbalho aparece em primeiro lugar em todas as prévias eleitorais, tanto para o governo do Estado quanto para o Senado. Se a eleição fosse realizada agora, ele seria o vencedor? Ainda que a pesquisa fosse 100% certa, não necessariamente. Pode-se até ir além: provavelmente não. O aparente paradoxo tem uma explicação simples: nenhum político é mais conhecido no Pará do que Jader Barbalho (e nenhum líder paraense fora do Estado). Por sua longa exposição e pelo tipo de exposição que o caracteriza, ele provoca reações extremadas, passionais, de amor e ódio, de aprovação e de rejeição. Daqui até o dia da eleição, dentro de um ano, seu desempenho não deverá mudar. E não mudando, ele tem voto para decidir a eleição majoritária dos outros, não tem para garantir a dele próprio.

O eleitorado cativo do ex-governador não vai além de um quarto do universo do voto. É o bastante para colocá-lo sempre na cabeça da principal disputa proporcional, por uma cadeira na Câmara Federal, onde já está. Pode, por vantagem mínima, fazê-lo voltar ao almejado Senado. Como são dois os lugares oferecidos em 2010, não deverá haver surpresa: um deles já é do líder do PMDB, a não ser que surja uma surpresa absoluta, totalmente surpreendente, para cancelar essa previsão.

Não importa a Jader Barbalho quem será o concorrente senatorial: sua votação independe da segunda alternativa de tal maneira que qualquer um poderá ocupá-la. Nas sondagens sobre a segunda vaga, Jader cai do primeiro para o segundo lugar mais por efeito da gravidade. O eleitor está certo de que uma das vagas é dele, por força de sua presença em todo território paraense. Ninguém, no Pará, é indiferente a Jader. Quem mais ocupa tal posição? Nenhum dos tucanos, que devem sua força mais à máquina e às circunstâncias do que a carisma pessoal. E nem dos petistas, também experimentando essa nova dependência.

Os boatos sobre a exigência que Jader teria imposto ao PT, de abrir mão de concorrer ao Senado em troca da renovação da aliança de 2006, não tem a mínima lógica. Jader e os petistas sabem muito bem que o partido da governadora não pode deixar de concorrer ao Senado, sob pena de enfraquecer o cabeça da chapa. Além do mais, é perfeitamente viável que Jader e Paulo Rocha possam ser eleitos para as duas vagas, sem incompatibilidade.

Transformar essa disputa em empecilho para um acordo geral seria apenas demonstração de má-vontade, ou de ajuste de contas, já que o PT traiu o compromisso de votar em Elcione Barbalho, quando ela foi candidata ao Senado contra o atual prefeito, Duciomar Costa. E perdeu justamente porque os votos petistas não migraram para ela, como esperava. Para os políticos, mais do que para qualquer outra categoria profissional ou técnica, conta muito o ditado segundo o qual águas passadas não movem moinho. A vingança ficará (se ficar) para outra oportunidade, quando já estará perto de congelar.

Se Jader já não está em campanha aberta para o Senado é porque ainda precisa avaliar melhor os efeitos dessa decisão. Sabe que seus inimigos irão reagir de imediato, usando sua melhor arma: a grande imprensa nacional. Jader é o melhor espantalho anticorrupção. Deu todos os motivos para a campanha moralista que seu nome desencadeia, como um estigma tão evidente que funciona como boi de piranha. Enquanto a opinião pública se farta nessa carne cevada, uma manada de corruptos passa ao largo, valendo-se da cegueira provocada pela luz que se irradia do corpo putrefato do político paraense, em função dos holofotes poderosos voltados contra ele pela grande imprensa. Antes de decidir pela volta ao Senado, ele precisa estar convencido de poder voltar por cima, o que pressupõe o domínio sobre antídotos capazes de anular os efeitos colaterais dessa candidatura.

Já a especulada candidatura de Jader ao governo do Estado não tem qualquer base numérica, quantitativa, factual ou especulativa, ao menos a especulação com base nas evidências lógicas. O ex-ministro já não tem votos suficientes para enfrentar a principal disputa majoritária. Ele tem que se contentar com a condição de fiel da balança. Ela pode até lhe ser mais agradável, se o seu senso de realismo não tiver sido afetado pela picada da mosca azul, dada a sua condição de interlocutor do presidente da república e um dos parlamentares mais influentes no Congresso Nacional. A aventura governamental pode lhe custar caro.

Até seus planos para a constituição de uma oligarquia familiar precisam ser relativizados pelo pouco sucesso do filho, Hélder Barbalho, prefeito do segundo mais importante município paraense, em se colocar à altura do pai como liderança política. Jader vai precisar de mais tempo para encorpar um sucessor na linhagem, que talvez, para o bem de todos e felicidade geral do Estado, pode acabar interrompida.

Para o governo, apenas Ana Júlia Carepa é candidata – e já em campanha. É de se esperar que ela passe para o segundo turno e o vença. O que ainda não se pode garantir é a possibilidade de sua vitória já no primeiro turno. Desde a adoção da reeleição, ela é a candidata que, no exercício do governo, começa a campanha eleitoral com o menor índice de aprovação. Vai precisar andar, gastar, falar e mudar muito (já que não mudou o Estado, como prometera) até lá, se não quiser ter um destino pior do que o de Simão Jatene, o candidato que podia ter sido e não foi.

O gol da reação do Pantera


Michel, aos 28 minutos do segundo tempo.

domingo, 1 de novembro de 2009

As imagens da vitória do Pantera



Fotos: Alfonso Jimenez. Direitos reservados.

Título do São Raimundo é destaque do noticiário nacional

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Macaé estava com o título do Campeonato Brasileiro da Série D nas mãos, mas sofreu a virada e perdeu por 2 a 1 para o São Raimundo, no estádio Colosso dos Tapajós, em Santarém (PA), com mais de 15 mil pessoas. A vitória deu ao time paraense o título inédito da primeira edição da Quarta Divisão nacional.

Após vencer a primeira partida por 3 a 2, o clube carioca estava ganhando por 1 a 0 até a metade do segundo tempo, mas em três minutos sofreu a virada. O São Raimundo é o primeiro time do interior do Pará a conquistar um título nacional. O futebol do Estado sempre foi dominado pela dupla Paysandu, atualmente na Série C, e Remo, que este ano nem disputou a Série D.

Os três gols saíram no segundo tempo. Os visitantes saíram na frente, aos 16 minutos, com Léo Santos, de cabeça. O empate saiu aos 27, quando Marcelo Pitbull fez grande jogada e tocou para Michel, que tocou na saída do goleiro. A virada não demorou para acontecer e, aos 30, Rafael Oliveira recebeu grande lançamento e tocou na saída do goleiro adversário.



Já ao Macaé resta comemorar o acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2010. Os outros dois semifinalistas também garantiram o acesso: Chapecoense-SC e Alecrim-RN. Eles vão ocupar as vagas dos times rebaixados da Série C: Sampaio Correa-MA, Confiança-SE, Mixto-MT e Marcílio Dias-SC.

Apreendidos caça-níqueis em Óbidos


Uma equipe de policiais civis sob comando do delegado Elinelson de Oliveira
Silva, do município de Óbidos, deflagrou neste domingo, 1, uma operação de
combate de contravenções penais de jogos de azar e “jogo do bicho”. A ação
resultou na apreensão de seis máquinas eletronicamente programadas,
conhecidas por "caça-níqueis", além de três motocicletas usadas para receber
a arrecadação nos pontos de apostas; R$ 2.198 em dinheiro e grande
quantidade de moedas. Também foram apreendidas duas caixas de talões de jogo
do bicho, uma delas com talões em branco ainda não usados e outra com
apostas concretizadas. Os equipamentos e demais objetos estavam em um
estabelecimento comercial que funcionava como base de controle e
distribuição das máquinas na cidade. Conhecido por “Banca Tapajós”, o local
estava localizado na Travessa Picanço Diniz, bairro Central. Uma senhora,
que se identificou como gerente do local, foi detida e conduzida à unidade
policial para responder pelo crime de jogo de azar.

Após a detenção da mulher, as investigações continuaram em outros pontos da
cidade, onde mais três máquinas foram apreendidas e encaminhadas para a
Delegacia local. Conforme o delegado Elinelson de Oliveira Silva, a
apreensão ocorreu após uma denúncia feita aos policiais. As informações
davam conta de que no local ocorria a prática de jogos de azar, inclusive,
por crianças e adolescentes. Logo em seguida, os policiais foram ao endereço
indicado e ali encontraram, no interior de uma casa, um bingo ilegal em
funcionamento, bem como, a base de controle de uma rede de exploração de
jogos de azar. Segundo o delegado, as máquinas foram encaminhadas para
perícia, enquanto que a gerente foi ouvida em depoimento e indiciada com
base na lei das Contravenções Penais. Ainda, conforme o policial, outras
operações já estão em andamento com objetivo de reprimir o crime. A Polícia
Civil irá requerer à Justiça a utilização das máquinas apreendidas para
atender ao Projeto de Inclusão Digital do Governo do Estado que visa
transformar os equipamentos apreendidos em computadores para serem usados em
escolas.

(Fonte: Polícia Civil)

Sefa tem novo secretário

O santareno Vando Vidal é o novo secretário de estado da fazenda, em substituição a José Raimundo Trindade.
Vidal é economista, foi diretor da Sedect e atualmente é diretor do Sebrae.

Festa em Santarém

Fogos explodem em toda a cidade.
Jogadores campeões se abraçam no gramado.
Torcida faz festa nas arquibancadas do Barbalhão.
São Raimundo 2 x 1 Macaé.

São Raimundo campeão brasileiro da série D

Poster do Pantera campeão dentro de instantes aqui no Blog do Estado para o leitor baixar a imagem para o celular ou tela de computador.
4 minutos de acréscimo. Sidivan entra no lugar de Ceará no Pantera.
Rafael Oliveira sai contundido.
Entra Amaral.
40 min. seg. tempo.
São Raimundo 2 x 1 Macaé.

Pantera vira. 2 x 1

Rafael Oliveira, aos 31 min. segundo tempo.

São Raimundo 1 x 1 Macaé

Michel, aos 28 minutos do segundo tempo.
24 min. segundo tempo.
Macaé rola a bola e joga no contra-ataque.
Jogadores do Pantera estão nevorsos.

São Raimundo 0 x 1 Macaé

Léo Santos, aos 15 minutos do segundo tempo.
São Raimundo 0 x 1 Macaé.

Começa o segundo tempo. São Raimundo 0 x 0 Macaé

Goleiro Lugão faz duas belas defesas em jogadas de Michel e Rafael Oliveira.
São Raimundo 0 x Macaé. Aos 9 do segundo tempo.

Renda e público de São Raimundo x Macaé

Público: 17 mil 582 pagantes.
Renda: R$ 277 mil.

Encerrado primeiro tempo

São Raimundo 0 x 0 Macaé.
42 do primeiro tempo.
São Raimundo 0 x 0 Macaé.
Pantera pressiona, mas sofre contra-ataques.
38 minutos do primeiro tempo.
São Raimundo 0 x 0 Macaé.
20 minutos do primeiro tempo.
São Raimundo 0 x 0 Macaé.
Começa São Raimundo x Macaé.
Saída de bola para o time fluminense.
Hino Nacional Brasileiro é executdao pela Orquestra Jovem Wilson Fonseca.
Atletas do Macaé entram em campo sob vaias de 18 mil torcedores do São Raimundo.

São Raimundo x Macaé

Pantera entra em campo.
Macaé ainda não entrou no gramado.

Praias desertas em Santarém



As imagens foram captadas no início da tarde desde domingo do mirante da casa do médico Erick Jennings.
A segunda mostra a exuberância da ponta da praia da Maria José e a outra a areia da praia do Pajuçara. Nas duas, a beleza do rio Tapajós.

Santarém é alvinegra



A cidade respira São Raimundo x Macaé, logo mais no Barbalhão.
Nas ruas da cidade, automóveis desfraldam a bandeira do Pantera.
Foto registrada as 11h30, na avenida Silva Jardin.

SÃO RAIMUNDO x MACAÉ


O Blog do Estado vai acompanhar o andamento da decisão do campeonato brasileiro da quarta divisão, hoje, a partir de 17 horas.

Local: estádio Barbalhão(Santarém)

Horário: 17 h (Hora local)

Macaé

Lugão; Uillian (Jonathan), Rodrigão, André e Vanderson; Gedeil, Maciel, André Gomes e Wallace; Anderson e Bruno Luiz (Léo Santos).

Técnico: Toninho Andrade.

São Raimundo

Labilá; Ceará, Preto Marabá, Filho e João Pedro; Pitbull, Trindade, Beto e Michel; Deo Curuçá e Rafael Oliveira.

Técnico: Lúcio Santarém.

Árbitro: Joao Alberto Gomes Duarte(RN)

sábado, 31 de outubro de 2009

Corpo de um dos desaparecidos no acidente com avião da FAB é encontrado


Seis sobreviventes de acidente aéreo no Amazonas voltam para casa. Foto: Divulgação.

Equipes de busca entraram na aeronave C-98 Caravan da FAB e encontraram o corpo do funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), João de Abreu Filho, nesta tarde. O avião está submerso no igarapé Jacurapá, no Amazonas. O suboficial Marcelo Santos Dias continua desaparecido. Por isso, as buscas permanecem.

Segundo a Aeronáutica, a aeronave foi encontrada a aproximadamente 6 metros de profundidade. Ela também está a 6 metros da margem do rio. A distância entre o local onde foram encontrados nove sobreviventes e a região em que a carcaça foi localizada é de 370 metros.

Agora, 15 militares da FAB, seis do Exército Brasileiro, dois da Marinha e dois bombeiros de Cruzeiro do Sul (AC) estão nas buscas. Índios da tribo Marubo ajudam nas operações, que continuam durante a noite. Helicópteros da FAB fazem o transporte de material e militares até a região onde foi aberta uma clareira.

Correnteza teria levado suboficial e técnico

De acordo com os sobreviventes do acidente aéreo do C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) , no Rio Jacurapá, no Acre, o suboficial Marcelo dos Santos Dias foi arrastado pela correnteza, assim como o avião. O mecânico teria se cansado, depois de ter ajudado os sobreviventes, e teria sido levado pela água dentro da aeronave. O técnico da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), João Abreu Filho, teria reagido ao acidente tarde demais para sair do avião.

Sobreviventes vão para casa

Seis sobreviventes do acidente aéreo no Amazonas, funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), embarcaram, na manhã deste sábado, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino a Tabatinga. De lá, eles seguem para o município de Atalaia do Norte, onde moram.

Antes de embarcar, a sobrevivente Maria das Graças disse que o momento era de felicidade e de tristeza. "Ficamos felizes porque vamos encontrar nossos parentes, mas também ficamos tristes porque alguns familiares que não vão encontrar os deles". Ela afirmou ainda que mesmo após o acidente, continuará no trabalho de atendimento à saúde indígena na Amazônia.

Outra sobrevivente, Josiléia Vanessa, que está grávida, apenas agradeceu e disse que estava bem. "Estamos todos bem e precisamos de um tempo para a gente agora. Obrigada por todos que torceram pela gente", disse na saída do hospital em Cruzeiro do Sul (AC).

* Com informações da Agência Brasil e do Globo

Os tucanos desarvorados

Lúcio Flávio Pinto:

O PSDB do Pará, como na famosa peça teatral, é um drama à procura de autor. Mas pode ser também uma tragédia. Até alguns meses atrás, os pessedebistas que comandavam a máquina partidária tinham um enredo pronto e acabado: o candidato tucano seria o ex-governador Simão Jatene pt saudações. Feita a sagração prévia, seria possível trabalhar o nome de Jatene, projetando-o como uma opção técnica à incompetência do atual governo, à base da massificação subliminar do tipo “éramos felizes e não sabíamos”.

O problema é que essa utopia aguada só poderia ser adensada pela adesão do PMDB de Jader Barbalho, o partido com maior estrutura (e apetite) no Estado. Mesmo sem incompatibilidades profundas e rejeição grave, o nome de Jatene teria a leveza insustentável dos políticos com pretensão olímpica. Jader lhe daria realismo – e peso. Estaria então montada a equação melhor para os tucanos. O problema é que o também ex-governador (e mais ex-coisas do que Jatene foi) Almir Gabriel anatematizou a hipótese, pesada demais para sua capacidade de absorção. Seria a conjunção do ex-amigo que se tornou traidor com o ex-padrinho por si traído – e o doutor Almir abomina estender-se no divã psicanalítico, embora talvez a terapia não lhe fizesse de todo mal (o mal talvez ficasse para o terapeuta, sujeito às iras do profeta tucano, refratário a ouvir verdades).

Almir abstraiu estar no litoral de Bertioga para cuidar de suas orquídeas. Começou a telefonar e a convocar interlocutores. Não satisfeito, voltou a voar para Belém e a articular. Claro, não em causa própria: seu candidato era o senador Mário Couto, que, sem ter o que perder, montou nesse ninho e tratou de picar e cantar para tudo quanto é freguesia. Criou cizânia no PSDB, intimidou correligionários e fez tal alvoroço que o partido ainda não conseguiu definir quando definirá seu candidato governamental. Em entrevista ao sardônico e divertido Diário do Pará, o doutor Almir disse que poderá ser entre outubro e dezembro, mas talvez fique para janeiro, ou, quem sabe, em março, ou – dirão as estrelas – um pouco antes do prazo fatal, em abril. Na undécima hora, comme-il-faut.

Se for assim, do PSDB – e para o PSDB – restarão os ossos do barão, seja lá quem conseguir ser o nome para a corrida ao Palácio dos Despachos. Será a conseqüência da estratégia suicida posta em prática pelo médico Almir Gabriel, na sua busca obsessiva por um terceiro mandato como governador. E da imortalidade.