terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lira Maia pede que UFOPA faça provas de concursos em Santarém

O deputado Lira Maia (DEM/PA), encaminhou na tarde desta terça-feira(08), Ofícios ao Ministro da Educação, Fernando Haddad e ao Reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará, Professor Seixas Lourenço, solicitando a realização de provas para o concurso público de Professor também no Município de Santarém.

Para Lira Maia, quando o poder público define como local de provas somente a capital do Estado, exclui significativa parcela da população principalmente em razão das dificuldades regionais: “A realização de provas somente na capital afasta da população santarena a possibilidade de participar do certame. Além do problema de locomoção, temos o problema de estadia destes candidatos. Muitos podem não ter condições de pagar um hotel, uma pensão ou ainda não ter um parente para hospedá-los”.

Segundo o deputado, a região Oeste do Estado do Pará representa mais da metade da extensão territorial do Estado, sendo cortada pela BR 163, principal eixo produtivo local. Devido a esta peculiaridade geográfica, para se locomover de Santarém até a Capital Belém, a população se vale de aeronave (cerca de 1 hora de Boeing), de barco (cerca de 2 dias e meio) ou de veículo (cerca de 2 dias). Nesse caso, durante o período de chuvas, as estradas ficam intransitáveis, chegando a ser interditadas em diversos pontos”.

No ofício encaminhado ao Ministro da Educação e ao Professor Seixas Lourenço, o deputado Lira Maia solicitou que, nos próximos editais, principalmente para as áreas administrativas, sejam realizadas provas em Santarém e também nos Municípios que terão Campi da UFOPA. “Nossa intenção é assegurar à população do oeste do Pará, independente da condição social, o direito de participar de forma igualitária dos concursos públicos, assegurando assim a aplicabilidade do “Princípio da Isonomia”, dando tratamento “igual aos iguais, e desigual aos desiguais”. “Não posso admitir que o Município Sede da Universidade Federal do Oeste do Pará bem como os Municípios que terão Campi descentralizados, não sejam contemplados com a aplicação das provas em seus concursos”, concluiu o deputado Lira Maia.

(Assessoria de Imprensa)

Ibama libera licença para usina hidrelétrica no Jari


O presidente do Ibama, Roberto Messias, assinou hoje a licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari. O projeto prevê a construção de uma usina com capacidade para 300 megawatts (MW), o suficiente para abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. A usina será construída no Rio Jari na divisa entre o Pará e o Amapá.

Com a licença concedida, essa passa a ser, por enquanto, a única hidrelétrica nova que o governo poderá oferecer aos investidores no leilão de energia marcado para o dia 18 deste mês. Na ocasião serão negociados contratos de venda de energia para fornecimento a partir de 2014, o chamado leilão A-5. O reservatório da usina alagará uma área de 31,7 quilômetros quadrados.

Neste leilão do dia 18, a intenção do governo era oferecer sete novas hidrelétricas de médio e pequeno portes. Mas o próprio presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, vem dizendo que só conta com a participação de duas usinas: Santo Antônio do Jari e Garibaldi, em Santa Catarina, com capacidade de geração de 150 MW. Por enquanto, essa segunda, porém, não tem presença garantida no leilão, uma vez que a licença prévia não foi liberada pelo órgão estadual do meio ambiente. Pelas regras do setor elétrico, só podem ser oferecidos em leilões projetos que tenham esse aval prévio dos órgãos ambientais.

(Agência Estado)

Selvageria e impunidade

Gerson Nogueira:

O que aconteceu no estádio Couto Pereira, domingo, só fez repetir antigas mazelas dos nossos campos. A começar pela negligência (e até resistência) dos clubes em relação ao controle das torcidas “organizadas”, tratadas com a mesma boa vontade dedicada aos torcedores comuns. É um grave equívoco. As gangues devem ser identificadas, enquadradas e impedidas de ter acesso aos espetáculos, pelo bem dos demais freqüentadores.


Quando eclodiu o tumulto, depois do jogo Coritiba x Fluminense, com o ataque direto ao trio de arbitragem ainda no gramado, ficou mais do que evidente que a invasão era premeditada. Parecia ensaiado: os marginais passavam com extrema facilidade através de pontos estratégicos do estádio.

Coisa de quem pensou e planejou o ato. Nesse aspecto, cabe observar que a polícia e os clubes parecem não entender que estão lidando com criminosos comuns, capazes de praticar baderna e até homicídios. O despreparo da polícia é inversamente proporcional à capacidade de organização das quadrilhas que freqüentam praças esportivas no Brasil.

O perigo é que, pela repetição sistemática, todos passem a ver com normalidade ações violentas e irracionais desse tipo. As cenas dantescas registradas em Curitiba não constituem fatos isolados. Constantemente, ocorrem situações parecidas em todos os Estados. Na Série C deste ano, jogadores do Águia foram atingidos por artefatos lançados pela torcida do Sampaio Corrêa, em São Luís. Ninguém foi identificado, o clube não foi punido e tudo ficou por isso mesmo.

Há três anos, depois de Re-Pa decisivo pelo Parazão, no Mangueirão, um associado do Paissandu saiu do túnel destinado ao time e invadiu o campo para tentar agredir jogadores remistas que davam a volta olímpica. Estimulados pelo gesto, várias outras pessoas invadiram o campo, sendo contidas a muito custo. Por pouco, uma festa não se transformou em pancadaria, mas tudo acabou esquecido e ninguém sequer foi preso.

Algum tempo antes, um jogador (Sandro Macapá) havia sido esfaqueado na avenida Almirante Barroso quando se dirigia à concentração do Remo, no Baenão. Tempos depois, um jovem torcedor do Paissandu morreu depois de atingido por um rojão na cabeça. São vítimas da mesma insanidade – e da impunidade – vista no Couto Pereira. Os bandidos de lá são iguais aos de cá, não há diferença.

A paz plena talvez seja uma utopia, mas a segurança aos torcedores é possível de obter. Sistemas de controle efetivos nos estádios e em seu entorno já solucionaram o problema em outros países. As providências devem vir acompanhadas de punição exemplar para todo e qualquer abuso.
No caso do Coritiba, por exemplo, o clube deveria ser penalizado até com o rebaixamento para a Série D. Posicionamento assim enérgico seria o primeiro passo para que outros clubes aprendessem, a pulso, a respeitar a integridade de seus torcedores.

Cobertura de luta de Erick Jennings no vale-tudo provoca críticas ao Blog do Estado'




Miguel Oliveira

Me vejo na obrigação de prestar alguns esclarecimentos sobre a cobertura que este Blog do Estado e o twitter deram à luta do médico Erick Jeninnigs contra David, o Predador, no 'vale-tudo' realizado sábado último, no Kanecão.

Alguns leitores tentam atribuir a este Blog a responsabilidade pelo mau exemplo que este tipo de competição possa causar perante crianças e adolescentes, esquecendo de avaliar que apenas fizemos a cobertura de uma luta que, pelos personagens envolvidos, se transformou em uma importante notícia.

Para estes exigentes leitores, adianto que não concordo com esse tipo de luta e que esse tipo de competição, por exemplo, não tem sua publicidade veiculada neste blog e nem no jornal O Estado do Tapajós. Essa é uma decisão comercial.

Mas, editorialmente, não vejo porque não noticiar uma luta. Até para mostrar sua violência. Uma pedagogia às avessas. Mas é o que está ao nosso alcance.

Reproduzo texto que postei no Blog do Paju sobre a vitória de Erick. O meu posicionamento é muito claro, como o leitor poderá conferir abaixo:


Vou discordar, não para provocar polêmica.
Disse ao Erick, ontem à noite, quando trocamos telefonema, que não concordo e nem concordarei que alguém, como perfil pacifista e humanista como o dele, vá subir a um ringue, feito besta-fera.
Mesmo que me digam que a violência física é menos pior do que a violência psicológica ou moral, vê o Erick no hexágono, embora tenha ido lá por pura curiosidade e a serviço do Blog do Estado, me deixou em profundo desconforto, tanto que minha esposa Rejane, amiga de Erick desde a infância, sentiu-se mal.
Não comemoro o resultado da luta. O Erick tem o meu apreço por outras qualidade que possui.
Não condeno quem luta no vale-tudo, cada um tem o livre arbítrio de praticar o 'esporte' que deseja.
Meio cafona, ainda cutivo alguns valores que aprendi em minha curta passagem pelo tatami de karatê, ainda na infância. "O uso da força física é permitido apenas para defesa pessoal".
Desejo toda a sorte do mundo ao Erick. Só ele pode revelar o que esteve presente em sua mente ao subir naquele ringue. Respeito sua decisão, mas faço-lhe um pedido: use suas mãos apenas para salvar vidas.

Um afetuoso abraço do
Miguel Oliveira

Por quê a UFOPA não faz seu próprio vestibular?

Com a anulação da primeira fase do Processo Seletivo Seriado(PSS) da Universidade Federal do Pará, que também servia de acesso aos cursos oferecidos pela Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA), bem que o reitor Seixas Lourenço poderia determinar um vestibular exclusivo para os candidatos da UFOPA, que tem sede em Santarém.

A saga dos viajantes num livro generoso

Lúcio Flávio Pinto


Há lugares no mundo em que o visitante chega com expectativas ou idéias sobre o que vai encontrar, mesmo quando nunca antes esteve no local. Paris é um desses lugares, mas o detonador do seu fascínio é mais sua história como produto da ação humana. A Amazônia é outro, mas sua marca é mais a do mito, a natureza ainda superando o homem como protagonista. A imagem da Amazônia sempre antecedeu o seu conhecimento. Freqüentemente é a imagem que prevalece e a região acaba sendo substituída naquilo que é, de fato, pelo que seu visitante espera que ela seja, por suas projeções. Daí a variedade extremada na sua definição, desde o celeiro do mundo até o inferno verde.

Como ainda é pouco conhecida, a Amazônia motiva preocupações e teorias sobre o significado marginal ou oculto do interesse do seu visitante. Sem saber com precisão o que ela contém, o brasileiro, seu proprietário putativo, está convencido de que ela é alvo de uma permanente e insaciável cobiça internacional. Um dos agentes ou vetores desse imperialismo imorredouro seriam os cientistas, hoje, como os viajantes, ontem. Apregoando causas humanitárias e armados da ética do saber, eles seriam os pontas-de-lança de apetites geopolíticos e caçadores dos segredos da natureza, hoje associados à biodiversidade amazônica, sem igual no planeta.

Mas dificilmente se chegará ao fim da leitura de Grandes Expedições à Amazônia Brasileira (1500-1930), o livro de João Meirelles Filho, a ser lançado oficialmente em Belém neste mês, com tal concepção. Mais do que um livro, trata-se de um álbum (com 242 páginas) primorosamente editado, com rica iconografia. Passará a ser fonte de referência e de consulta indispensável sobre a saga dos “viajantes expedicionários” ou “viageiros” ao longo de quase quatro décadas e meia de peregrinações pela Amazônia continental, um território que equivale a 5% de toda superfície do planeta e a metade da extensão da América do Sul.

O livro, porém, é muito mais do que uma súmula analítica de 567 viagens, realizadas no curso de 42 expedições, a princípio individuais, depois coletivas, algumas amadoras, a maioria empreendida em bases científicas, de um total de mais de mil que João Meirelles inventariou. Ele reúne informações e apreciações suficientes para estimular uma interpretação mais profunda sobre a contribuição desses homens curiosos ou representantes da ciência.

Leia o artigo completo aqui.

Pantera brilha na festa dos melhores do ano no Rio de Janeiro


No palco, destaque para o escudo do São Raimundo
Ricardo Teixeira entrega a taça ao presidente e ao técnico do clube santareno
Lúcio Santarém ergue o símbolo da grande conquista
Ontem à noite, no Rio de Janeiro, o São Raimundo recebeu das mãos do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o trofeu de campeão da série D.

O time foi
representado pelo presidente do clube, Rosinaldo do Valle, pelo técnico Lúcio Santarém e pelo meia Trindade.

As fotos são do site O Mocorongo.

Competição titânica

No Blog da Franssi:

A Vale vai enfrentar maior competição no longo prazo agora que a BHP e a Rio Tinto confirmaram uma joint venture para economizar pelo menos US$ 10 bilhões por ano em custos operacionais e de capital e levar a projetos mais ambiciosos. A parceria entre as gigantes da mineração pode, por outro lado, ajudar a conseguir preços mais elevados para o minério de ferro. Ainda sob avaliações sobre concentração de mercado, a parceria teria capacidade de produção de 350 milhões de toneladas, superando a atual da Vale, de cerca de 300 milhões de toneladas.

Em relação aos clientes asiáticos – os maiores consumidores -, as australianas já ganham vantagem por causa do frete, e agora terão a seu favor também a sinergia para realizar projetos de expansão a custos mais baixos. A Vale já vem investindo pesado para aumentar rapidamente a produção.

Juízes eleitorais vivem dilema

A justiça eleitoral é especialíssima, diriam experientes advogados.

Especialíssima e supreendente, diriam velhos políticos.

Mas que tal os doutos magistrados aplicarem um preceito basilar do direito que prevê que toda e qualquer sentença só produz resultado quando o processo for transitado eM julgado?

No caso das recentes cassações de mandatos de prefeitos( Belém e Aveiro) o próprio juiz poderia ter recorrido ao TRE para confirmar sua sentença. e Não veriam seus despachos tendo seus efeitos supsensos por simples liminares concedidas em ações cautelares.

Simples, muito simples, não acham?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UFPA anula primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010

A Comissão Permanente de Processos Seletivos da Universidade Federal do Pará (COPERPS) decidiu, nesta segunda-feira, 07 de dezembro, anular a primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS), realizada no último dia 22 de novembro. O novo calendário de provas ainda não foi definido, mas a segunda fase, que seria neste domingo, dia 13 de dezembro, foi adiada. A COPERPS informa, ainda, que as inscrições para o concurso não serão reabertas.

O reitor da Universidade, Carlos Maneschy, explicou que o posicionamento da UFPA sobre a primeira fase do PSS 2010 seria alterado apenas diante de uma decisão judicial ou do surgimento de um fato novo. Os dois motivos que levaram a esta decisão foram uma liminar da Justiça Federal e o resultado de investigações da Polícia Federal.

A investigação da Polícia Federal sobre os problemas relacionados com a primeira fase do PSS 2010 iniciou a pedido do reitor da Instituição e revelou que um integrante do Centro de Processos Seletivos (CEPS), o qual tinha acesso à prova, possui um sobrinho inscrito no concurso, indo de encontro às regras da Instituição. Como o servidor da Universidade tinha acesso ao conteúdo de toda a prova, a comissão decidiu refazer totalmente a primeira etapa do concurso, em vez de refazer apenas a avaliação de Geografia, conforme determinação da Justiça Federal.

“Para evitar que situações como esta voltem a acontecer, a COPERPS irá elaborar novas regras sobre a realização de concursos na Universidade a serem adotadas, ainda, no PSS 2010 e vamos contar com a colaboração da Polícia Federal neste sentido”, garantiu Carlos Maneschy.

A COPERPS irá discutir os detalhes operacionais da decisão, como as datas e os locais de prova, mas adianta que todos os candidatos inscritos no concurso realizarão as provas do certame 2010 de acordo com as inscrições já efetuadas e tão logo o novo calendário de provas seja definido, haverá ampla divulgação.

Do total de 50.436 candidatos inscritos no Processo, 47.707 estão inscritos para participar da primeira fase do concurso. A Coordenadora da COPERPS e pró-reitora de Ensino de Graduação da Universidade, Marlene Freitas, assegura que o adiamento do concurso não interferirá no início das aulas, marcado para o dia 1º de março.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFPA

Primeira fase do PSS será anulada, diz reitor


Belém- Após denúncias de plágio, vazamento das questões e uma série de protestos por parte dos estudantes, a Universidade Federal do Para (UFPA) decidiu anular toda a primeira fase do vestibular 2010.
A decisão foi informada agora há pouco pelo reitor Carlos Maneschy, em entrevista coletiva.(Diário On line)

Liminar que manteve prefeito de Belém no cargo já era esperada

Não surpreende a decisão do juiz José Maria Teixeira do Rosário, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que deferiu a ação cautelar ajuizada pela defesa do prefeito Duciomar Costa, pedindo que ele continue no cargo até o julgamento de recurso contra sentença que o condenou à perda do mandato.

Fórum funciona no feriado

Não é costume, mas o fórum de Santarém vai funcionar amanhã, 8 de dezembro, dia consagrado à justiça.

Como amanhã é dia nacional da conciliação, e havendo necesidade do judiciário trabalhar com carga toral, o TJE transferiu o feriado - que coincide com o da festa de N.sa. da Conceição - para o dia 14 de dezembro.

Novo gabarito do Enem será divulgado hoje

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), organizador do Exame Nacional do Ensino Médio(Enem) 2009, informou ter identificado problemas no gabarito oficial da avaliação que havia divulgado à noite no site da instituição.

O Ministério da Educação prepara uma nova versão do gabarito, com as devidas correções, que deve ser divulgada hoje. As questões 101 nas provas amarela, azul e rosa, e 102, na prova cinza, também foram anuladas. Tinham mais de uma alternativa correta, segundo o Inep.

PSDB sem bandeira

Lúcio Flávio Pinto

Há oito meses o espetáculo que o PSDB oferece à opinião pública é o de desnudamento de todos os tipos de fantasias que carregava. Os tucanos sempre procuraram vender a imagem de que seu partido tem programa e o programa é a espinha dorsal da sua prática política, o cimento a unir as suas peças individuais. No entanto, a indefinição sobre o nome do candidato ao governo no próximo ano é uma disputa cada vez mais feroz pelo poder pessoal. À medida que o tempo passa, as sutilezas e as aparências são deixadas de lado. O combate se tornou selvagem. Travado na mais alta cúpula do partido, indiferentemente às suas bases.

O principal responsável por esse strip-tease é o ex-governador Almir Gabriel. Ferido em sua ilimitada vaidade pela derrota para Ana Júlia Carepa, ele decidiu abandonar a nau tucana quando seu filho foi preso e ele, tentando se preservar, se manteve oculto durante o episódio. Inutilmente: o desgaste acabou por atingi-lo. Tanto como o político que não conseguiu manter a família à distância do nepotismo atado ao exercício do poder como o pai ausente durante as complicações do filho, o doutor Almir acumulou pontos contra a sua imagem anterior, de bom administrador e político limpo. Por isso organizou duas despedidas públicas, convidando para elas só os amigos e correligionários do peito. Depois, fez a trouxa e sumiu, sem prestar contas sobre a sua condição de homem público e de partido.

Se reapareceu, mudando de posição, foi apenas para não permitir que Simão Jatene fosse candidato do PSDB. Depois, se deixou seduzir pelo canto da sereia. Achando que ainda podia ganhar uma eleição para governador, passou a se comportar como candidato plenipotenciário. Bastaria repetir o que fez em 2006 e ninguém se atreveria a contraditá-lo. Mas alguma coisa mudou, mesmo no granítico ninho tucano, e as coisas não se sucederam assim. Incapaz de admitir seu erro, o doutor Almir persistiu nele. O que conseguiu de fato, até agora, foi esgarçar ainda mais a bandeira da social-democracia ao tucupi, que já estava pra lá de rota.

Estiagem castiga Santarém

Não chove em Santarém há exatos 37 dias.
A última chuva registrada na cidade ocorrreu dia 31 de outubro.
De lá para cá, nem um pingo d'água.
A cidade é um poeiral só.

Vazante dos rios pode ser a maior da década em Santarém

CILÍCIA FERREIRA

REPÓRTER

A vazante dos rios Amazonas e Tapajós pode superar o período de estiagem registrado, em 2005, no município de Santarém . Conforme dados Delegacia Fluvial de Santarém, o nível do rio Tapajós marcou 1 metro e 36 centímetros, na última quinta-feira, 3 de dezembro. De acordo com banco de dados de O Estado do Tapajós, em 2005, o nível mínimo dos rios chegou a 1 metro e 48 centímetros, mais precisamente em 25 de outubro daquele ano.

O delegado fluvial de Santarém, capitão Evandro Souza, alerta que "se a chuva não cair nos próximos quinze dias, a situação da navegação no Tapajós e no Amazonas pode ficar altamente comprometida".Ele salientou que no mesmo período do ano passado, as chuvas já haviam caído na região proporcionando o início da subida dos rios.

Os efeitos alarmantes da vazante acentuada já preocupam. Já pode ser notada, na orla fluvial da cidade, a descida brusca do nível do rio Tapajós. Na margem esquerda do rio Amazonas, é possível perceber o surgimento de 'barrancos' até em áreas localizadas abaixo do nível das águas.

O delegado fluvial da Marinha atenta para os cuidados na navegação nesse período crítico. Ele informa que as embarcações precisam navegar obrigatoriamente pelos canais seguindo diretrizes das cartas náuticas, pois, em um período de seca intensa, como a deste ano, a imprudência nos rios pode comprometer a segurança da embarcação, dos tripulantes e dos passageiros.

O delegado informa que a Marinha não registrou mais nenhum encalhe durante o verão. No entanto, ele ressalta que algumas localidades estão inavegáveis, como a cidade de Curuá. "as áreas se transformaram em verdadeiras estradas", comenta o capitão.

domingo, 6 de dezembro de 2009

BR-163 começa a mudar de cara; produtor aguarda saída ao norte


Roberto Samora

SORRISO (Reuters) - A rodovia BR-163, fundamental corredor para o escoamento de grãos da principal região produtora de Mato Grosso para o Sul do país, está ganhando asfalto novo, e há quem diga que o transporte da safra de soja 2009/10, que começa a ser colhida em janeiro, já estará facilitado em trechos antes esburacados no Médio-Norte mato-grossense.

E os sojicultores do principal Estado produtor do Brasil, que não se contentam apenas com o recapeamento do trecho em direção aos portos do Sul, esfregam as mãos com o início das obras para asfaltamento de cerca de mil quilômetros da rodovia federal em sua parte mais ao norte.

Eles querem ver logo os trabalhos concluídos entre Guarantã do Norte (MT) e Santarém (PA), na região amazônica, pois conseguiriam escoar mais rapidamente e a custos reduzidos sua colheita.

"Houve melhorias na BR-163 (em Mato Grosso), mas ainda é um grande gargalo, a nossa saída é Santarém", destacou o produtor Darcy Getúlio Ferrarin, com propriedades nos municípios de Sorriso, Feliz Natal e Vera, todas cidades de Mato Grosso que ganhariam em logística com o asfaltamento de BR na parte paraense.

O novo caminho asfaltado, quase tudo dentro do Pará, reduziria em pelo menos mil quilômetros o trajeto para a exportação de soja, que hoje percorre mais de 2 mil km em rodovias em direção ao porto de Santos (SP) e outros 2,5 mil km até Paranaguá (PR).

A partir de Santarém, a produção do Médio-Norte, principal região produtora do Estado, com 40 por cento da área plantada da oleaginosa mato-grossense, seria escoada de barco pelo Rio Amazonas para o Atlântico, seguindo para a Europa ou ganhando a Ásia pelo Canal do Panamá.

A obra poderá diminuir em dezenas de dólares por tonelada o custo dos fretes marítimo e rodoviário para enviar a soja até a China, por exemplo.

"Aí vamos ter preço melhor que o produtor do Rio Grande do Sul ou do Paraná", completou o agricultor.

A soja do Médio-Norte sofre um desconto considerável em relação ao produto do Sul pelas condições logísticas atuais. Enquanto em Sorriso (MT) o grão vale 37 reais por saca, em Cascavel (PR) é cotado a 44 reais por saca e em Passo Fundo (RS), a 45 reais por saca.

COMO ESTÁ NO PARÁ

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no lado paraense, as obras já estão em andamento perto de Santarém, e entre os quilômetros 789 e 676, perto de Miritituba, e também entre os kms 355 e 103, além de outro trecho na divisa entre o Mato Grosso e o Pará.

Mas o asfaltamento da rodovia ainda está pendente em um trecho de mais de 300 km no Pará, aguardando Licença de Instalação do Ibama, e uma outra parte do projeto está em revisão.

Questões ambientais, aliás, sempre foram o calcanhar de Aquiles para a conclusão da BR-163, pois ambientalistas argumentam que 75 por cento do desmatamento da Amazônia ocorre ao longo de rodovias -enquanto o setor privado agora diz que não mais compra soja ou gado de áreas desmatadas.

Mesmo assim, e sem ter conseguido autorização do Meio Ambiente para todos os trechos da obra, o Dnit prevê a conclusão do asfaltamento de toda a estrada para o quarto trimestre de 2011, com um investimento de 1,15 bilhão de reais, recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) .

MT REGISTRA MELHORA

A reportagem da Reuters trafegou pela rodovia federal esta semana entre Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, e ainda encontrou buracos em alguns trechos com asfalto velho, que aguarda a chegada das obras em andamento.

Mas na maioria do trajeto, de cerca de 150 km, embora ainda sem faixas de marcação na nova via, a viagem mais tranquila indicou que, pelo menos com manutenção de veículos, poderá haver uma economia no transporte da safra para os portos sulistas.

Essa constatação contrasta fortemente com a situação encontrada pela reportagem na mesma estrada há um ano e meio, quando entre Sinop e Sorriso o carro mais ficava parado, entre crateras na estrada, do que andava.

Enquanto sonham com a saída por Santarém, o caminho rumo ao Sul, pelo menos, ficará mais suave, embora a expectativa de uma grande safra em 09/10 já esteja elevando os custos com frete.

(Reportagem adicional de Luciana Lopez)

Flamengo hexacampeão!



O misto do Grêmio valorizou bastante a conquista rubro-negra. Desfez por completo todas as suspeitas quanto à facilitação. O time sulista entrou em campo com disposição, surpreendendo os donos da festa com uma postura ofensiva e saindo na frente no placar. Meio assustado com a vontade gremista, o Flamengo custou a se reequilibrar. Empatou a partida, mas continuou com dificuldades para superar a correria do adversário, principalmente porque Petkovic e Adriano não estavam em tarde inspirada.

Por ironia, o gol salvador veio de Ronaldo Angelim, caso único de zagueiro esforçado mas ruim que se mantém por anos num clube de ponta no Brasil. Título merecido pela arrancada final e pelo comando sereno de Andrade, um treinador da linhagem doméstica da Gávea, como Carlinhos e Carpegiani.

Divulgado gabarito do ENEM

Confira os gabaritos do ENEM clicando aqui

Autonomia universitária ferida

Miguel Oliveira
Editor-Chefe


Com todo o respeito que merecem os bravos membros do Ministério Público Federal, constato a ingerência do MPF de Santarém em assunto interna corporis da Universidade Federal do Oeste do Pará garantido pelo preceito constitucional da autonomia universitária. A audiência pública convocada para o dia 9 de dezembro pelo procurador Cláudio Henrique Cavalcante Machado Dias, com o escopo de discutir, entre outros temas, a grade curricular da UFOPA, agride o princípio do "interna corporis", pois a maioria da pauta da referida audiência é composta de questões que devem ser resolvidas internamente de acordo com regimento interno da referida instituição. Somente caberia ao MPF avocar para si essa tarefa , se a implantação da UFOPA extrapolasse os limites do regimento interno a que está vinculada.

Como nessa fase de implantação da UFOPA , o regimento interno ainda não está aprovado, a direção pró-têmpore da instituição está cumprindo a legislação federal, e atua amparada pelas normas emanadas do Ministério da Educação. Segundo o reitor José de Seixas Lourenço, dentro de 6 meses, a contar de sua criação, a UFOPA terá seu regimento interno e seu conselho Universitário. É para lá que deveriam ser remetidos os questionamentos que fazem parcela da sociedade civil e do MPF.

Negar ao poder executivo a prerrogativa de implantar uma instituição de ensino superior, referendado pelo Congresso Nacional, seria o mesmo que transferir para esfera judicial o comando da administração pública.

O princípio da autonomia universitária foi inserido na Constutição Federal, em 1988, justamente para proteger as instituições das ingerências indevidas de outras esfera de poder. O cidadão ou entidade que se sentirem lesadas emseus direitos pela administração de uma universidade tem a prerrogativa, garantida em lei, de acionar o poder juduciário em busca da reparação desse dano. No caso da UFOPA, ainda não vislumbro que direitos estejam sendo violados.

Lamento que esteja havendo, mesmo que de forma não intencional, uma judicialização do processo de implantação da UFOPA. Os membros do parquet optaram por uma ação pirotécnica em sua forma, mas vazia em seu conteúdo. Discutir temas como o currículo universitário, local e estrutura da instituição, processo de ingresso, cursos e grade curricular, pode parecer um gesto altruísta. Não nego que a implantação de uma instituição de ensino superior deva ser aberta, democrática, pluralista. Mas, acho confuso o método de enfrentamento que alguns segmentos da sociedade civil manejam, agora, com o apoio institucional do MPF.

A presença já confirmada do reitor Seixas Lourenço e de sua equipe à referida audiência pública, no entanto, deve ser vista como um gesto político maduro, uma atitude responsável de quem tem a tarefa de conduzir um processo tão importante para educação na Amazônia. Mas não pode e nem deve ser entendida como capitulação da luta em defesa da autonomia universitária.

O reitor sabe, mais do que ninguém, que a garantia da autonomia universitária não é uma tarefa intramuros da UFOPA. É uma tarefa de toda a sociedade, beneficiária final do conhecimento e do saber ali produzidos. Se abdicar dessa defesa, o reitor decepcionará a todos nós. E será cobrado por isso.

O Pará atrasado

Lúcio Flávio Pinto

O Pará, Estado colonial por causa da sua função extrativa, não consegue transformar seu crescimento em progresso. É o que mostra o PIB de 2007, revelado na semana passada pelo Idesp. O modelo continua a ser o do rabo de cavalo: crescimento para baixo.

O Pará anda em piloto automático. Não importa quem esteja no Palácio dos Despachos, a sede do executivo estadual, na rodovia Augusto Montenegro. O ocupante do mais alto posto da administração pública no Estado só não é figura decorativa porque alguns desses dirigentes andaram tentando tomar pé – ou mesmo assumir o comando – no imenso território posto sob sua jurisdição. Seus esforços, porém, esgotados os seus efeitos localizados e temporários, se revelaram inúteis.

O Pará transcende a sua própria capacidade de gestão. É produto de matrizes e variáveis que só circunstancialmente se cruzam com os mecanismos decisórios locais. O Pará é o efeito de vontades externas. Na origem das decisões se encontra também a sua destinação. Como se o jogo para valer fosse de bumerangues. Por serem lançados a partir de fora, lá fora é que está o seu ponto de chegada. O Pará é uma circunstância de si mesmo, numa típica caracterização colonial.

O circuito mais importante dessas engrenagens é controlado pela antiga Companhia Vale do Rio Doce. O valor de mercado da empresa é duas vezes e meia maior do que o PIB (Produto Interno Bruto) do Pará. Seu lucro líquido no ano passado excede em mais de 10 vezes a capacidade de investimento do governo estadual. O Pará é um dos 12 Estados da federação nos quais a empresa atua, mas é o segundo de onde ela mais extrai receita e o primeiro em saldo líquido de divisas. Se o Pará tem perfil colonial, a Vale é quem mais o modela.

A ferocidade exportadora da empresa contribui decisivamente para a consolidação de um paradoxo: quanto mais cresce, mais o Estado fica pobre. É o que indicam os principais indicadores do PIB de 2007, revelados na semana passada pelo Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), a partir de dados só agora apurados porque esperava que o IBGE concluísse a apuração do PIB nacional.

Em 2007 o Brasil cresceu a uma taxa quase três vezes superior (6,09%) à do Pará (2,24%), que, por sua vez, foi quase 50% inferior ao incremento da Amazônia (3,80%). O Estado ainda tem o 13º PIB do país (e o maior da região amazônica), mas nem pelo critério de grandeza demográfica sua dimensão se alinha, já que possui a 9ª maior população brasileira (está quatro degraus abaixo do nivelamento econômico pelo critério populacional). O crescimento da riqueza física tem sido proporcionalmente maior nos últimos cinco anos, com taxa média anual nesse período de 4,15% (bem acima da média nacional, de 2,71%), enquanto o incremento médio da população foi de 1,54% ao ano.

Ainda assim, o Pará cai para o 22º lugar no ranking nacional quando a referência é o PIB per capita (a riqueza dividida pela população). O PIB per capita paraense não chega nem a metade do valor brasileiro. É o menor da Amazônia Clássica. Já na Amazônia Legal só ganha do Maranhão dos Sarney, que só está à frente do Piauí, o último da federação. Amazonas e Mato Grosso, líderes regionais, têm o dobro do PIB per capita do Pará.
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Leia o artigo completo aqui.

Luta Erick x Predador

Erick Jeninngs vence Predador em luta de vale-tudo




O médico e militante do PV Erick Jennings venceu esta noite seu adversário de vale-tudo.
'Predador', de Jacareacanga, não resistiu a um nocaute no segundo round da luta que levou milhares de pessoas ao Kanecão, na noite deste sábado.
No primeiro round, Predador levou ligera vantagens desferindo muitos golpes em Erick, que levou o combate para o chão, imobilizando seu adversário na maior parte da luta.
Mas no início do segundo round, Predator levou um golpe fatal de Erick e o juiz deu a luta por encerrada.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Corrida eleitoral: manobras e palpites

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Se o que aconteceu na política paraense nas últimas semanas tiver seu desdobramento lógico e as evoluções dos personagens principais não forem manobras de despistamento ou de mera especulação, mas atos para valer e ter a devida conseqüência, a aliança entre o PT e o PMDB, vitoriosa em 2006, não mais se repetirá na eleição de 2010. A governadora Ana Júlia Carepa é candidata à reeleição, mas desta vez não voltaria a contar com o apoio do deputado federal Jader Barbalho. PMDB e PT terão palanques distintos para o 1º turno, como aconteceu na eleição anterior. Só que desta vez não juntariam suas forças no 2º turno.

Ao contrário de 2006, Jader vem batendo com força crescente no governo petista e não no adversário de ambos, o PSDB e seus aliados. Pode-se interpretar essa fúria como uma forma de elevar o preço para a composição de interesses por ocasião do 2º turno da eleição do próximo ano. Mas há limites para esse jogo de cena. Se a oposição continuar a ser sistemática e a ênfase dos ataques cada vez maior, haverá um ponto sem retorno. A animosidade estará tão disseminada que os líderes perderão o controle dos correligionários – e o apoio dos seus redutos eleitorais – se voltarem atrás, indicando que tudo não passou de dissimulação ou esperteza política.

Esse limite já foi alcançado? Talvez não, mas pode estar bem próximo. Como a estratégia do PMDB é quase um monopólio da vontade de Jader Barbalho, tudo vai depender do juízo que ele já fez ou está formando sobre o potencial da governadora. As notas de coluna e as matérias que têm saído no Diário do Pará sugerem que Ana Júlia alcançou um grau de desgaste irrecuperável. Se esse convencimento for partilhado pelo PT nacional e, em particular, pelo Palácio do Planalto, talvez Jader seja liberado da coligação local, se garantir seu palanque para a ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula à sua sucessão. Como já parece ter feito.

Caso essa hipótese se confirme, quem seria o candidato do PMDB ao governo do Estado? A propaganda e os artigos que o Diário começou a publicar do – e sobre o – seu proprietário parecem querer difundir a certeza de que Jader irá enfrentar a quarta eleição para a chefia do executivo paraense (com o cartel de duas vitórias e uma derrota, esta o resultado mais recente – e desanimador para ele). Nos artigos que começou a publicar no jornal há três semanas, o ex-senador enfatiza sua experiência como administrador. Vai buscar exemplos do passado e os requenta como prontos para serem servidos como solução para o presente e o futuro. Ou seja: está em condições de aspirar novamente ao cargo.

A decisão é de alto risco, sujeitando o ex-ministro a ficar sem qualquer privilégio ou proteção diante dos processos judiciais que o têm como réu de enriquecimento ilícito, desvio de recursos públicos e outros delitos. As últimas eleições mostraram que ele ainda é o maior aliado de qualquer candidato a cargo majoritário no Pará, mas sua votação já não é suficiente para assegurar-lhe vitória nessa disputa.

No entanto, com base em pesquisas, que, evidentemente, não revela, Jader pode ter chegado à conclusão de que uma boa campanha de marketing pode retocar essa má imagem ou controlar a memória dos seus malfeitos. Adicionalmente, um maior fracionamento do eleitorado paraense lhe garantiria a passagem para o 2º turno, quando algum tipo de composição poderia atenuar sua alta rejeição.

Ou tudo isso não passa mesmo de manipulação e o que o líder do PMDB está fazendo é ocultar uma carta guardada na manga do paletó para o momento decisivo? É possível. Mas esse tipo de manobra não se justificaria em relação ao PT. Jader não precisaria bater tão forte na administração estadual nem se afastar dela, abrindo mão de cargos ou deixando de preencher as compensações oferecidas. Se age assim, é porque já examina outro tipo de coligação. Os Democratas surgiram como alternativa, mas eles são uma força secundária, coadjuvante. O PSDB poderia vir a ser um aliado, dependendo do desfecho da interminável novela protagonizada pelos ex-governadores Simão Jatene e Almir Gabriel.

Se ainda não sabe com quem estará junto para a eleição, parece que Jader não tem dúvida sobre quem deve combater. O Diário do Pará mantém uma campanha sistemática e intensa contra o prefeito de Belém, Duciomar Costa. Pode ser para minar a já combalida aliança do PTB com o PT, prevenir o surgimento do prefeito como candidato ao senado ou imobilizar a anunciada aliança PTB-PR para apoiar a candidatura de Anivaldo Vale, vice-prefeito da capital, ao governo do Estado. Como ela poderia se tornar fonte de desgaste, o PMDB está tratando de lançar lama sobre a administração municipal, tarefa para a qual disporá de farta matéria prima.

Como muito do que é apresentado como fato consumado não passa de balão de ensaio, é um bom exercício especulativo imaginar uma hipótese improvável, embora não impossível: Ana Júlia Carepa, Jader Barbalho e Almir Gabriel medindo forças para o governo. Os dois últimos sem a máquina estadual para impulsioná-los e a primeira sem a mesma perícia para tirar os melhores rendimentos dessa máquina. Se o eixo da disputa pelo poder no Pará está condenada a não conter novidades, que ao menos desmoronem alguns mitos.

Pantera pode perder mando de campo em jogos da série C e Copa do Brasil

A CBF já avisou à Federação Paraense de Futebol que o estádio Jader Barbalho, em Santarém, não tem a capacidade mínima de 10 mil torcedores sentados exigida pelo estatuto do torcedor.
Se não houver reforma do Barbalhão para a susbtituição da área da geral por um lance de arquibancadas até o início dos jogos da Copa do Brasil e do campeonato brasileiro da série C, o São Raimundo terá que mandar seus jogos no estádio Mangueirão, em Belém.
Mesmo que a geral seja transformada em arquibancada, a capacidade do Barbalhao deve cair de 18.500 para 12.500 torcedores.
O atual lance de aruibancadas comporta apenas 8.500 torcedores sentados.

Manchetes de O Estado do Tapajós

VAZANTE PODE SER A MAIOR DA DÉCADA EM SANTARÉM

MARINHA FAZ BALIZAMENTO DE ÁREAS CRÍTICAS

SENADO APROVA CONSULTA SOBRE NOVO FUSO-HORÁRIO

PM VAI FAZER VISTA GROSSA A PIRATEIROS PORQUE POLÍCIA NÃO LAVRA FLAGRANTE

GOVERNO CEDE PATRULHAS MECANIZADAS ÀS PREFEITURAS

Lúcio Flávio Pinto: CORRIDA ELEITORAL É JOGO DE MANOBRAS E PALPITES

BANCADA SANTARENA APRESENTA EMENDAS CONJUNTAS AO ORÇAMENTO DO ESTADO

EVASÃO PODE FECHAR NÚCLEO DO PROJOVEM EM SANTARÉM

CRIANÇAS ESCREVEM AO PAPEL NOEL PEDINDO PRESENTES

ANA JÚLIA ANUNCIA SANTARÉM COMO CIDADE DIGITAL

Miguel Oliveira: AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA FERIDA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sentença determina afastamento já do prefeito de Belém. Agora, é com o TRE

Do Espaço Aberto:

O teor da sentença do juiz Sérgio Lima, da 98ª Zona Eleitoral, que condenou à perda de mandato o prefeito de Belém, Duciomar Costa, e seu vice, Anivaldo Vale, começa a ser conhecido aos poucos.
O dispositivo da sentença – ou seja, a sua parte final, bem lá no finalzinho – é breve.
O magistrado, além de cassar o registro das candidaturas – com a consequente perda dos mandatos de ambos -, aplica multa de R$ 50 mil para o vice-prefeito e de R$ 50 mil para a coligação pela qual foi eleito. Duciomar não foi multado porque já havia sido antes.
E a sentença, além disso, determina que Duciomar seja imediatamente afastado do cargo e que a Câmara de Belém emposse o segundo colocado, José Priante (PMDB), e seu vice Zeca Pirão.
A questão, agora, se desloca para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que com certeza, conforme já adiantou, será chamado a ser pronunciar sobre um pedido de Duciomar, para que permaneça no cargo até o julgamento do mérito do recurso.

ATUALIZAÇÃO ÀS 14H40:

O advogado do prefeito Duciomar Costa, Sábato Rosseti, informou há pouco, por telefone, que na segunda-feira ingressará com recurso perante o TRE, pedindo a reforma da decisão do juiz da 98ª Eleitoral, Sérgio Lima, que casou o mandato do gestor por abuso de poder econômico.
Ao mesmo tempo, segundo Sábato, os advogados do prefeito ajuizarão uma ação cautelar, pedindo que o recurso tenha efeito suspensivo. Com isso, pretende-se que Duciomar só tenha o mandato efetivamente cassado se o recurso, quando julgado, eventualmente não obtiver provimento.
Sábato lembrou que o TRE, em casos do gênero, tem concedido a cautelar, assegurando ao gestor cassado o direito de permanecer no cargo até decisão posterior da Corte. “Já aconteceu isso nos casos de cassação dos prefeitos de Chaves, São Domingos do Capim e Medicilândia, entre outros”, lembrou o advogado.
O advogado enfatizou que até a publicação da sentença no Diário Oficial e a intimação do prefeito, provavelmente na próxima segunda-feira, Duciomar não poderá ser compelido a sair do cargo.

Detran chama 10 mil com pendências para nova habilitação

No AMAZÔNIA:

Mais de dez mil candidatos têm somente até o final deste mês para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Pará. Quem perder o prazo, de pouco mais de três semanas, espremido pelas festas de final de ano, vai precisar reiniciar todo o processo em 2010. Segundo o Departamento de Trânsito do Estado (Detran/Pa), estão nessa situação os candidatos que deram entrada no processo para a primeira habilitação em dezembro do ano passado e, portanto, tinham direito de obter o documento de acordo com a antiga regra. Ou seja, curso teórico de 30 horas e 15 horas de aulas práticas.
Apesar da expectativa de que muitos desses candidatos corram para agendar seus testes em cima da hora, o Detran acredita que, no Pará, não será necessário montar um esquema especial para atender a demanda, como vem ocorrendo em outros Estados. 'Nós estamos preparados para atender a demanda. O que a gente verifica ainda é um certo relaxamento por parte do próprio candidato, que deixa para a última hora. A recomendação é que as pessoas possam se adiantar ao encerramento do prazo, recolhendo os documentos necessários e procurando o Detran em tempo', orientou Carlos Valente, coordenador de planejamento do órgão.
Os candidatos que perderem esse prazo serão obrigados a recomeçar todo o processo a partir de janeiro do ano que vem, mas dessa vez de acordo com a nova regra que passou a valer em janeiro deste ano e aumentou de 30 para 45 o número de horas do curso teórico e de 15 para 20 as horas de aulas práticas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ordenamento da orla

Anisio Quincó deixou um comentário sobre a postagem "Ordenamento da orla de Santarém divide prefeitura":

Que bom que estão pensando nesse ordenamento. Quanto ao terminal, acho interessante utilizar o Tecejuta para cargas e passageiros. Aquela área já é degradada demais para ser utilizada somente para fins de carga. Além do mais, existe área suficiente para implantação de um programa de necessidades amplo, que contemple várias atividades, e com acesso facilitado (Av. Ubaldo Corrêa, a Altamira), com previsão de um terminal de ônibus urbano de passageiros.
Acho que a idéia de ainda usar o terminal Tiradentes é viável, por manter as atividades comerciais que hoje existem, sem perda de link social e linhas de ônibus existentes. Tudo isso não funcionará sem uma certa infra-estrutura, claro.
Enfim, o ordenamento deve visar a ocupação da orla por inteiro, com regras bem definidas. E devem fazer isso enquanto há tempo para tal.


Bancada santarena apresenta emendas conjuntas ao Orçamento do Estado

A bancada parlamentar do Município de Santarém na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, formada pelos deputados estaduais Alexandre Von (PSDB), Antonio Rocha (PMDB) e Carlos Martins (PT), apresentou emendas conjuntas ao Projeto de Lei Orçamentária do Estado do Pará, que encontra-se em análise na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária para posterior deliberação pelo plenário da ALEPA. As emendas, que somadas alcançam o valor de R$ 8.200.000,00 (oito milhões e duzentos mil reais), asseguram recursos orçamentários adicionais para as áreas de transporte, infra-estrutura, educação e cultura, com a seguinte distribuição:

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Transportes
    Programa: CAMINHOS DA PARCERIA
    Projeto/Atividade: Pavimentação e Restauração de Rodovias Estaduais
    Valor: R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais)
    Objeto: Pavimentação de 10 km da Rodovia PA-431, no trecho Mojuí dos Campos à Rodovia Santarém-Curuá-Una, no Município de Santarém.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Obras Públicas
    Programa: GESTÃO MOBILIÁRIA E IMOBILIÁRIA DO ESTADO
    Projeto/Atividade: Construção de Prédios Públicos
    Valor: R$ 1.200.000,00 (Um milhão e duzentos mil reais)
    Objeto: Construção dos prédios do Poder Executivo e do Poder Legislativo do futuro Município de Mojuí dos Campos.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Educação
    Programa: QUALIFICAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA DA REDE ESCOLAR ESTADUAL
    Projeto/Atividade: Reforma de Unidades Escolares
    Valor: R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais)
    Objeto: Reforma de unidades escolares estaduais, no Município de Santarém. Observa-se que, na proposta original enviada pelo Poder Executivo à ALEPA, já constam recursos na ordem de R$ 3.300.000,00 (Três milhões e trezentos mil reais) para esta atividade.

  • Unidade Orçamentária: Secretaria de Estado de Esporte e Lazer
    Programa: ESPORTE PARTICIPATIVO
    Projeto/Atividade: Construção de Espaços de Esporte e Lazer
    Valor: R$ 3.000.000,00 (Três milhões de reais)
    Objeto: Conclusão do Estádio Estadual localizado no Município de Santarém. Trata-se da contrapartida que o Governo do Estado do Pará necessitará disponibilizar para fazer face à emenda parlamentar ao Orçamento da União, apresentada por toda a bancada paraense no Congresso Nacional, no valor de R$ 30.000.000,00 (Trinta milhões de reais), destinada à conclusão das obras de construção do referido estádio.

A nova proposta orçamentária do Estado do Pará para o exercício de 2010 deverá ser votada até o próximo dia 20 de dezembro, quando a Casa entrará em recesso.

(Fonte: Assessoria parlamentar)

Santarém deve ganhar centro para cirurgias lábio-palatinas

O município de Santarém pode ganhar um centro para pacientes com fissuras lábio-palatinas.
Será o segundo no Pará, já que na capital existe um centro, mas com capacidade insuficiente para atender toda a demanda do Estado. O anúncio foi feito pelo diretor Executivo da Operação Sorriso, Clovis Brito.
A equipe da Operação Sorriso, que esteve em Santarém esta semana para a realização de 60 cirurgias, fará a capacitação dos profissionais enquanto o governo municipal providenciará a estrutura física e os equipamentos.

Campeonato paraense:Tuna encosta no líder Independente

No Blog do Gerson Nogueira:

Quatro jogos finalizaram nesta quarta-feira a 4ª rodada da primeira fase do Campeonato Paraense 2010. No Souza, a Tuna assumiu a vice-liderança (9 pontos) ao vencer o Vila Rica, por 1 a 0, gol de Jóbson no rebote de um pênalti cobrado por ele mesmo, aos 27 do primeiro tempo. Em Santa Izabel, o Ananindeua recebeu o Independente em jogo que terminou empatado em 1 a 1. Pelo time de Tucuruí marcou o atacante Cristiano Tiririca, aos 32 minutos do 1º tempo. Max Melo empatou para o Ananindeua, aos 18 da etapa final.

Em Castanhal, empate de 0 a 0 entre Santa Rosa e Cametá. No estádio Zinho Oliveira, em Marabá, na noite desta quarta-feira, o Time Negra derrotou o Sport Belém por 1 a 0, gol de Waitwai, aos 11 minutos do 1º tempo. Na terça-feira, o Castanhal derrotou o Bragantino, por 3 a 0, no estádio Maximino Porpino. (Com informações da Rádio Clube)

Classificação:
1º – Independente = 10 pontos
2º – Tuna= 9 pontos
3º – Cametá= 8
4º – Ananindeua= 7 (saldo= 0 /4 gols pró)
5º – Time Negra= 7 (saldo= 0 /3 gols pró)
6º – Castanhal= 6
7º – Santa Rosa= 5
8º – Sport Belém=4
9º – Bragantino= 0 (saldo= -9)
10º – Vila Rica = 0 (saldo= -10)

Ordenamento da orla de Santarém divide prefeitura



CILÍCIA FERREIRA

REPÓRTER


Não só a orla da cidade é desorganizada. A recém-criada secretaria municipal de organização portuária trilha pelo mesmo caminho. È surpreendente que o titular da pasta, o ex-deputado Hilário Coimbra, embora esteja disposto a encaminhar as soluções dos graves problemas da orla da cidade, não sabia, por exemplo, que destino terá o píer que a construtora Mello de Azevedo está erguendo na área do novo trecho urbanizado da orla de Santarém. Essa falta de informação pode revelar, também, um descompasso entre as propostas do secretário Hilário e as da cúpula da prefeitura.

O secretário indica algumas propostas para melhorar a área portuária de Santarém, dentre elas destacam-se, a classificação das embarcações por porte - pequeno médio e grande - para que, segundo ele, haja um ordenamento no fluxo dessas embarcações, separando também as embarcações por rotas. Organizar os barcos que tem linhas intermunicipais e intra-municipal, os barcos das comunidades de Santarém.

Outra proposta é a criação de terminais de passageiros separados dos terminais de cargas. Hilário sugere que os terminais de passageiros fiquem em frente à orla da cidade, na chamada área de uso paisagístico-recreativo, sem que isso prejudique a finalidade da área. "O que atrapalha são os caminhões e as cargas que ocupam o mesmo espaço do passageiro", comenta. Hilário é favorável à proposta cujos passageiros devem receber um tratamento especial e diferenciado separado da confusão do embarque e desembarque de cargas. "Penso em um local mais tranqüilo, exclusivo para o passageiro, onde ele não se depare com a agitação de carregadores e cargas", comenta.

Caberiam, segundo o secretário, pelo menos, três terminais no trecho: um na Tiradentes, para aproveitar o aterro que já existe; outro em frente ao Mercado Municipal, que já está em construção; e outro na antiga usina da Celpa ou próximo a Marques Pinto. Hilário diz que "isso ainda está sendo analisado, não está nada decidido".

Em relação ao porto provisório da Tiradentes, ele explica que a área pode ser totalmente aproveitada para a construção do terminal exclusivo de passageiros, uma vez que "o tumulto fica por conta dos caminhões que estacionam no porto e do fluxo de carregadores de cargas misturados aos passageiros". O secretário também expõe a disputa de espaço que os barcos travam para atracarem no local. A transferência desses barcos para outro local, conforme propostas de Hilário, obedeceria a uma classificação por porte de embarcação, mas que ainda não está definida.

Já sobre a obra do cais de arrimo e trapiche flutuante que começou a ser construído na direção do Mercado Municipal, o secretário informa que a obra é da Prefeitura e o projeto é da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF), e não tem informações precisas sobre a obra, apenas que será um cais. Mas diz que poderá naturalmente aproveitar a estrutura para um dos terminais de passageiros.

As divergências

A cúpula da administração municipal pretende transferir para o terminal da Tecejuta todas as operações que hoje estão sendo executadas no terminal improvisado da praça Tiradentes, mas Hilário defende que para lá apenas sejam transferidas as operações de carga. Já que a área tem uma característica própria de cargas, em virtude de disponibilidade de um espaço bem mais amplo para caminhões e carretas. Segundo ainda o secretário, a Vila Arigó seria aproveitada como porto por pertencer à área portuária.

Foi sugerida, também, a organização dos donos de embarcações, em forma de associação para representar a categoria e juntamente com a secretaria ter mais peso para o setor. Além da implantação de campanhas educativas constantes voltadas para os donos de embarcações, os passageiros, os turistas, e todos aqueles que de alguma forma utilizam os portos, seja como meio de renda ou meio de lazer.

O secretário informa que a secretaria será auto-sustentável, pois vai gerar receita para o município. No entanto, a cobrança de taxas só terá validade depois da municipalização da zona portuária de Santarém. "Organizar para que se possa cobrar", declara. Ele explica que não pode cobrar das empresas pelo uso do porto antes da transferência da gestão dos portos. "Não há uma organização nem regulamentação para isso". "Muitas empresas carregam e descarregam no local onde não tem fiscalização".

Hilário diz que as propostas da secretaria são altamente técnicas, estudadas prevendo o desenvolvimento da cidade com o asfaltamento da BR163, onde as grandes transportadoras, que fazem o trajeto pela Belém-Brasília, se deslocarão para a Santarém-Cuiabá e, conseqüentemente, precisarão de uma estrutura portuária bem consolidada.

Bancários inauguram subsede em Santarém

Nesta sexta-feira, 04 de dezembro, será naugurada a subsede do Sindicato dos Bancários na região Oeste do Pará. O espaço, situado à Travessa 15 de Agosto, Ed. Augusto Coimbra nº 19-B, sala 01, será um ponto de apoio para atendimento e reuniões da categoria na região.

Além disso, nesse mesmo dia, os bancários comemoram mais uma campanha salarial vitoriosa com a Festa do Reajuste 2009, que marcará a confraternização de fim de ano dos bancários em Santarém.

O presidente do Sindicato, Alberto Cunha, está na cidade visitando as agências e dialogando com os bancários, com o objetivo de avaliar a Campanha Salarial 2009 e debater sobre os rumos da categoria para 2010.

Policia investiga uso do Navega Pará com fins comerciais

O acesso à internet via Navega Pará em Santarém tem sido comprometido por problemas de conexão do servidor e por denúncias de que provedores estão utilizando o sinal para pacotes comerciais.

Jorge Souza, da Diretoria de Clientes e Mercado (DCM) da Empresa de Processamento de Dados do Pará (PRODEPA), explica que são cerca de 100 pontos conectados, na rede do NAVEGAPARÁ, entre escolas, unidades de segurança pública, saúde, administrativas e de justiça e cidadania. Dois pontos de livre acesso (Orla/Igreja Matriz e mirante) e 10 infocentros. O link principal de chegada em Santarém tem a capacidade de transmissão de 6,25 Gbps e cada ponto conectado pode atingir até 6 Mbps.

Sobre as ocorrências de comercialização do sinal do 'Navega Pará', Jorge admitiu que o PRODEPA tem conhecimento da captação do sinal por outras antenas próximo aos pontos de acesso aberto, mas diz que nãopode comentar o assunto. "Pelo fato de estar sob investigação, não podemos divulgar", despistou.

Jorge alerta que a captação ilícita do sinaldo Navega Pará tem a mesma tipificação do crime de furto disposto no artigo 155 do Código Penal, pelo qual, desde que juridicamente comprovado o crime através de processo judicial com todas as garantias constitucionais previstas, a pena é de reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Por este motivo, já existe um equipe de policiais complementada com peritos, investigando os supostos autores do desvio de sinal para posterior apuração de responsabilidades. Adicionalmente, estão sendo instalados servidores "proxy", no intuito de manter um maior controle sobre os acessos nos pontos públicos.

Os órgãos públicos que recebem o sinal do navega Pará têm os serviços atrasados por causa do sistema. A Superintendência Regional de Polícia Civil os serviços são afetados diretamente. Francinara de Almeida, assistente administrativo da superintendência, informa que o sistema oscila freqüentemente, comprometendo o atendimento. "O sistema fica fora do ar e as pessoas pensam que nós não queremos atender", comenta a assistente. Francinara informa que quando o sinal do Navega Pará normaliza os serviços são agilizados, mas que na semana passada o sistema passou a maior parte com problemas. "Não ficava sempre fora do ar, mas o servidor sempre 'caía'", comenta.

No departamento de identificação da Polícia Civil, o problema é o mesmo. Os usuários que vão para tirar seu documento de identidade têm que esperar horas, se quiser sair com a carteira de identidade nas mãos no mesmo dia.
Os funcionários contam que o serviço atrasa, mas a fila só não é maior por causa da descentralização dos serviços de expedição de carteiras identidades.

Já no Mirante, onde existe uma antena do Navega Pará com sinal aberto, os internautas que se utilizam do espaço para navegar na rede, também apontam os mesmos problemas.
Andréia Reis, moradora do bairro do Maracanã, disse que vai todos os domingos ao Mirante para acessar. Ela conta que a conexão à rede, geralmente, é mais rápida aos domingos. Mas que ultimamente tem sido mais difícil.

UFOPA nasce como referência amazônica, diz vice-reitora

Segundo a professora Raimunda Monteiro, vice-reitora da recém-criada Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA) a nova universidade irá produzir conhecimento de excelência sobre a Amazônia. "A UFOPA, já nasce como referencia dentro do sistema que esta aperfeiçoando o ensino no Brasil, dentre as demais novas universidades criadas esta é a única que propõe trabalhar com o sistema de ciclos constituídos sobre eixos temáticos: Sociedade.Natureza e Desenvolvimento: Relações Sociais, locais e globais; A produção do conhecimento: Ciência e não ciência; e, Lógica, Informática e Comunicação".
Segundo a vice-reitora, "na Ufopa estará em foco o conhecimento amazônico, os quais serão trabalhados nos dois primeiros períodos de vida acadêmica, gerando um certificado de Extensão Universitária em Estudos da Amazônia, com o total de 800h aula. O semestre seguinte direciona o aluno ao instituto especifico, o qual direcionará o mesmo ao curso escolhido, o encaminhamento se dará através de uma avaliação desempenho interno", explicou.
Raimunda alerta que "é importante que os vestibulandos saibam que a partir de 2011 a seleção pra ingresso da UFOPA será feita através do ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio, diferentemente dos vestibulares atuais".

Cargill arrenda armazéns no planalto para evitar congestionamento de caminhões na área da CDP

Até que enfim uma boa noticia da Cargill, muito embora esta não mereça a atenção da 'assessora de imprensa' da multinacional em Santarém: em 2010, os silos da Matogrosso Cerais, na comunidade do Cipoal, servirão de entreposto da produção regional de soja que será exportada via porto de Santarém.

Com a medida, a Cargill espera evitar que se formem imensas filas de caminhões na avenida Cuiabá, como aconteceu este ano, atrapalhando o trânsito nas imediações do porto da CDP.

Mesmo os caminhões abastecidos que ficarem no pátio da Matogrosso só entrarão na zona urbana da cidade quando receberem permissão da empresa para se deslocar até o porto sem necessidade de esperar em fila, do lado de fora do terminal, na avenida Cuiabá.

Diretoria do Leão pune atletas por derrota diante do Pantera

Inacreditável.
Os jogadores do São Francisco perderam o direito de ir aos treinos a bordo de ônibus confortável após a derrota para o São Raimundo, por 2 x0, na última terça-feira.
Ontem, os atletas do leão tiveram que se espremer no interior de uma van para chegar até o campo de treinamento.
Nenhum diretor apareceu para incentivar os jogadores. O técnico Arapixuna teve que se virar sozinho para incentivar a equipe.
Os jogadores azulinos são acusados pela diretoria de fazer corpo mole em campo, apesar de todo o apoio que lhes é dado, incluindo, aí, gratificações por vitórias.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pará receberá o maior projeto de exploração de níquel do mundo

A Anglo American apresenta - hoje, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) - o maior projeto de níquel do mundo: o Projeto Jacaré. Localizado na Comunidade do Jacaré, a 60 km da cidade de São Félix do Xingu, sul do Pará, o empreendimento movimentará a cadeia produtiva da região, gerando mais emprego e renda.

O Projeto Jacaré, que requer investimentos totais da ordem de R$ 9,4 bilhões, já consumiu R$ 23 milhões em pesquisa geológica e avaliação de reservas minerais, que somam mais de 495 milhões de toneladas de minério saprolítico e laterítico com teor médio de níquel de 1,19%. O projeto contempla o tratamento do minério saprolítico por uma planta de pirometalurgia e o tratamento do minério laterítico por uma planta de hidrometalurgia.

As reservas minerais de Jacaré foram avaliadas e apresentam potencial para suportar uma planta industrial de pirometalurgia e outra de hidrometalurgia. A produção anual estimada de níquel é da ordem de 35.000 toneladas provenientes da planta de pirometalurgia e de 47.000 de toneladas de níquel eletrolítico mais 5.400 toneladas de cobalto provenientes da planta de Hidrometalurgia.

Aprovado no Senado referendo sobre fuso-horário no Oeste do Pará

Por Daniel Nardim:

Foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o projeto (PDS 931/2009) de autoria do Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que estabelece a realização de um referendo na região Oeste do Pará e parte do Amazonas, atingida pela mudança de fuso horário desde 2008.

A aprovação ocorre apenas uma semana após o projeto ter sido apresentado. Agora, a proposta segue para votação em plenário em regime de urgência. Em seguida irá para tramitação na Câmara dos Deputados.

O relator na CCJ foi o Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que incluiu uma emenda, a pedido dos senadores Flexa Ribeiro e Arthur Virgílio (PSDB-AM). A alteração, também aprovada, define que o plebiscito seja realizado apenas nas 18 cidades do Pará atingidas pela mudança e em parte do Amazonas.

“Caminhando pelo Oeste do Pará, verificamos que existem dificuldades enormes ocorridas com a mudança, fato aos hábitos da população. Fui solicitado que se fizesse isto que propomos: que se dê à população a oportunidade de decidir se quer ter seu fuso igual ao de Brasília ou retorne ao que era antes da mudança. E isto deve ser decidido por aqueles que tiveram suas vidas alteradas”, explicou Flexa Ribeiro.

Para Arthur Virgílio, também signatário do projeto, o referendo pode trazer à tona os transtornos causados à população. “As pessoas que moram nessas regiões estão tendo que fingir o horário deles. São muitas as críticas. Inicialmente defendi as vantagens econômicas que a mudança poderia trazer. Mas, pensamos também na questão social e na segurança, além do transtorno causado para as pessoas. Eu que ia errar, recuei pois sou obediente ao que dizem aqueles que represento. Mantenho a coerência, pois a mudança não está sendo favorável aos moradores de municípios atingidos por essa alteração”, destacou Virgílio, durante a aprovação na CCJ.

Para Flexa Ribeiro, a expectativa é que na Câmara dos Deputados o projeto tramite também rapidamente. “Tenho certeza que a bancada do Pará estará unida na defesa dessa causa, que é dar aos moradores da região Oeste a decisão sobre uma questão que influencia a vida deles. Essas decisões não podem ser tomadas sem o aval da população. E é isso que queremos fazer: dar a chance da população se manifestar”, destaca o senador paraense.

Entenda mais
No dia 24 de junho de 2008, o Estado do Acre e parte do Pará e Amazonas tiveram seu fuso horário alterado em função da Lei nº 11.662, sancionada pelo presidente da República dois meses antes daquela data. Os relógios foram adiantados em uma hora e a diferença horária em relação a Brasília, no estado do Acre, passou de duas para uma hora a menos.

Já no Pará, os municípios do Oeste do Estado ficaram com o mesmo horário de Belém e de Brasília. Exceto, claro, durante o período de vigência do horário de verão, que não vale para o Estado do Pará.

No Oeste do Pará, os municípios atingidos pela mudança em 2008 foram: Alenquer, Almerim, Aveiro, Belterra, Curuá, Faro, Jacareacanga, Juruti, Itaituba, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Rurópolis, Santarém, Terra Santa e Trairão.

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Atualizado às 23h11:

O plenário do Senado votou, às 21h34, o PDS 931/09 do Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), subscrito também pelo Senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que estabelece um referendo para a região Oeste do Pará e parte do Amazonas decidir sobre o fuso-horário que foi alterado nas regiões desde 2008. A matéria foi apresentada e aprovada em apenas uma semana. Já segue agora para a Câmara dos Deputados.

Igreja Universal quer comprar o Baenão

Do Blog do Gerson Nogueira:

Belém- Caiu mais um dos mistérios sobre o controvertido projeto de venda do estádio Evandro Almeida. O comprador, ainda não divulgado oficialmente, será mesmo a Igreja Universal, que já apresentou proposta e aguarda a decisão dos conselheiros do clube. No âmbito da igreja, já se comenta que no local onde fica hoje o estádio do Remo será erguido ”o maior templo das Américas”, com quatro torres que se destacarão na paisagem da cidade.

Desde o começo das negociações, a diretoria do Remo optou por divulgar o nome de uma construtora e incorporadora paulista como interessada na aquisição. Nesta quarta-feira, em contato com o comentarista Rui Guimarães, da Rádio Clube, um pastor da Universal informou todos os detalhes do negócio. A proposta da igreja não contemplaria, porém, a espera de dois ou três anos (tempo que levaria para a construção de um novo estádio, fora da área urbana) para utilização do terreno da rua Antonio Baena.

Antes da Universal, os dirigentes do Remo chegaram a propor a venda para um grupo supermercadista de Belém e para o prefeito Duciomar Costa. Segundo fontes do próprio clube, a dificuldade em obter certidões negativas emperrou o negócio até agora.

Hospital regional muda consultas de 'retorno'

Cilícia Ferreira
Repórter

O médico Valter Sinimbu, da secretaria municipal de Saúde (SEMSA), informa que a única alteração ocorrida nos agendamentos de consultas do Hospital Regional do Baixo-Amazonas foi a da marcação das consultas de retorno, que antes eram feitas no próprio Hospital Regional. O médico explica que houve um acordo entre o Estado e o município para que os retornos devam ser marcados pela central regulação, para que pudesse haver uma garantia de atendimento, evitando com que pacientes não voltem para casa sem atendimento.

"Assim, o paciente já marca previamente", diz Sinimbu. O paciente sairá do Regional com a solicitação, devendo se dirigir a unidade de saúde, para que seja feito o agendamento por telefone através da unidade. Nos casos de pacientes de outras cidades, o paciente deverá procurar a 9ª Regional do Estado (SESPA) para que seja agendado o retorno desse paciente.

O médico explica que todas as consultas e exames de média e alta complexidade são regulados pela SEMSA, ou seja, o paciente precisa ter uma solicitação médica e esses exames ou consultas são marcadas previamente pela secretaria. O procedimento é feito visando a organização do fluxo dessas consultas ou exames. Sinimbu expõe a finalidade do Hospital Regional que é um hospital de referência, para atender alta e média complexidade para isso precisa dispor de controle do fluxo de atendimentos.

Sinimbu explica que todo o processo de marcação de consultas exames é realizado desde a implantação do hospital na região. Todas as secretarias marcam com a central de regulação. A central de regulação é regional e atende todos os 21 municípios da região, como exemplo, um doente de Monte Alegre que precise ser transferido para o Hospital Regional tem sua transferência marcada pela secretaria municipal local através da central. "Isso ocorre para que o doente não venha à Santarém sem a certeza do atendimento", comenta.

O médico explica que nos casos dos pacientes de outros municípios já estarem em Santarém e serem atendidos por aqui, a marcação do retorno é feita por meio da 9ª Regional de Saúde (SESPA), pois é através da Sespa que é feito o controle do pacientes em tratamento fora do domicílio.

Como critérios para o agendamento, há necessidade de um médico fazer uma solicitação. É esse médico que indica a necessidade ou não do doente consultar um especialista. As consultas agendadas são consultas eletivas. "Tendo a vaga disponível, a central verifica dentro de cada especialidade quantas vagas existem. Desde que haja vaga o paciente é agendado", esclarece Sinimbu.

Nos casos de desistência, o médico diz que é verificada a lista de agendamento e antecipada as consultas para os pacientes posteriores. Ele acrescentou que o agendamento é feito cerca de 15 dias antes da consulta ou exame, para que os serviços se programem e não deixe o paciente sem atendimento. Se houver mudanças, como, um médico adoecer, entrar de férias ou ir a um Congresso os serviços são orientados a notificar a secretaria com antecedência. Nos casos de férias, a notificação precisar ser feita, pelo menos, um mês antes. Nos casos de viagem à congressos, no mínimo 15 dias.

"Isso organiza, evita filas os pacientes, evita que as pessoas de outros lugares venham aqui [Hospital Regional] e não consigam vagas", diz o médico.

Pimenta é refresco para Odair Corrêa

Vejam em que se transformou o nosso vice-governador Odair Corrêa apó sua viagem à China.

De lá voltando, Odair anunciou que pretende impor aos alunos das escolas públicas o estudo do mandarim, uma das inúmeras línguas daquele país.

Agora, talvez fustigado por coceira de pó de mico ou urtiga, Odair se apresenta como expert em pimena-do-reino, especiaria que ele, até bem pouco tempo, conhecia apenas como condimento de comidas picantes.

A dúvida é se Odair, embalado por essa cruzada quixotesca, vai se interessar pelos efeitos colaterais do chá do capim barba de bode e anunciar, em breve, que tal remédio caseiro poderá ser liofilizado para distribuição nas farmácias populares espalhadas pelo país afora.

Um apagão nacional

Adenauer Góes

Na noite do dia 10 de novembro milhões de brasileiros foram submetidos mais uma vez a um apagão de proporções gigantescas (não podemos ter memória curta e nos esquecermos do apagão aéreo que tanta confusão trouxe na mobilização das pessoas), este novo apagão afetou nada mais nada menos que 18 estados e algo em torno de 80 milhões de pessoas. O instinto fez com que o uso de alternativas elementares do passado como a iluminação a luz de velas e a noticia captada através do radio até para saber o que realmente havia acontecido voltassem repentinamente a serem utilizados.
O prejuízo com a produção é imensurável (quem paga esta conta?) a segurança ficou como se diz no popular, sem pai e sem mãe, a orientação e o bom senso mandavam permanecer em casa e de preferência bem trancado. Em plena era da tecnologia, os telefones celulares tiveram funcionamento precário e a internet também. Baterias resistiram enquanto puderam, mas somente geradores de potência maior resistiram as mais de quatro horas de apagão em centenas de cidades principalmente na região sudeste.

Leia mais aqui

Pontuando - José Olivar


Toque, não me toque....


Na Coluna de José Olivar, em O Estado do Tapajós:

Um médico urologista que atua em Santarém, não gosta de fazer o "toque" para detectar possível problema prostático. Segundo ele, não há necessidade do exame, se forem baixos os índices do PSA e da ultrassonografia.

Pessoalmente, acho que este profissional caminha na contramão da recomendação unânime da Medicina.

Tenho confirmação de dois casos de recusa do referido profissional. Por outro lado, os excelentes profissionais da urologia, Alberto Tolentino e Mauro Carneiro, rotineiramente fazem o "toque" nos seus pacientes.

Leia a coluna na íntegra aqui.

Criação de novos cartórios em Santarém

Por José Olivar

José Ricardo Geller e Jarbas Vasconcelos (eleitos respectivamente, para OAB/STM e OAB/PA), devem ter em mente, como uma das primeiras ações, a luta para criação na Comarca de Santarém, de mais três cartórios destinados aos registros públicos de: pessoas naturais e jurídicas; títulos e documentos e imóveis.

Como é sabido, há mais de 30 anos que em Santarém existem apenas três cartórios destinados a estes serviços, só que a população aumentou - hoje é de mais 200 mil habitantes - a cidade cresceu, e continuamos com a mesma estrutura daquela época, o que é inconcebível. Sei que os novos dirigentes abraçarão esta luta junto ao TJE, em prol da coletividade. Atualmente a delegação para cartórios se faz por lei e mediante concurso público.

Quem é o responsável?

Há cerca de um mês, em Santarém, lideranças de índios ressurgidos da região do Maró anunciaram na presença de procuradores federais que iria destruir as balsas carregadas de madeira que foram retidas na comunidade de São Pedro, no rio Arapiuns.
A ameaça virou realidade e a madeira foi queimada após um reunião dos manifestantes com um procurador federal.
Ontem, em Altamira, na presença de procuradores federais, lideranças indígenas anunciaram que haverá um 'banho de sangue' na região do Xingu se o governo prosseguir com o projeto de construção da usina de Belo Monte.
Será que o pior vai acontecer de novo e o MPF assiste a tudo de camarote?