sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lista dos políticos multados pela Justiça Eleitoral

* Airton Luiz Faleiro: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
Alessandro Albuquerque Novelino: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu, mas TRE manteve entendimento de que não houve irregularidades.
* Ana Júlia Carepa: condenada a pagamento de multa de R$ 10,5 mil.
* Antônio Rocha: condenado a pagamento de multa de R$ 15 mil.
* Arnaldo Jordy (duas vezes): em um processo, Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE. No outro processo, condenação foi de multa de R$ 5 mil.
* Carlos Augusto Cavalcante Barros: ainda não julgado.
* Domingos Juvenil Nunes de Souza: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Elcione Therezinha Zahluth Barbalho: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu ao TRE, que condenou a acusada ao pagamento de multa de R$ 5 mil.
* Jader Fontenelle Barbalho: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Joércio Fontinelle Barbalho: ainda não julgado.
* José Geraldo Torres da Silva (Zé Geraldo): condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* José Priante: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
José Rodrigues de Souza Neto (Zé Neto): Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Lúcio Dutra Vale: condenado a pagamento de multa de R$ 5 mil.
* Maurílio Gomes da Cunha (Maguila): ainda não julgado.
* Odair Santos Corrêa: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Suleima Pegado: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Tatiana Amoras Távora Batista Martins: Justiça entendeu que não houve propaganda antecipada. MPE recorreu e aguarda julgamento pelo TRE.
* Wandenkolk Pasteur Gonçalves: condenado a pagamento de multa de R$ 25 mil.
* Wildson Araújo de Mello: ainda não julgado.
* Wladimir Afonso da Costa Rabelo (duas vezes) condenado a pagamento de multa de R$ 10 mil em um dos processos. O outro ainda não foi julgado.

Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós


Laudo do MPE culpa prefeitura pelo desabamento no Hospital Municipal de Santarém

Justiça aceita denúncia contra Everaldo e mais 4 e livra Maria do processo das microusinas

Lei permite a temporário dirigir escola municipal

Ribeirinhos recebem assistência de voluntários

Lula quer todos aliados em um palanque só

Empresa se apossa de trecho do cais para atracar

TAC vai regularizar matadouros de Monte Alegre

Maestro Isoca:Uma referência na música nacional

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Madeireiras lideram reclamações trabalhistas

De todas as reclamações nas varas do Fórum Trabalhista de Santarém, 60 % são do setor comerciário e 25 % do setor madeireiro. A afirmação é do diretor do serviço de distribuição do Fórum, localizado na 1ª Vara do Trabalho, Manoel Amaral. "Os empregados reclamam de algo que não receberam. Geralmente, isso inclui horas extras, diferenças de salário e valores de rescisão de contrato", afirma. De acordo com o diretor, 633 ações trabalhistas foram realizadas até abril. Desse total, 60 % já foram arquivadas e 40 % ainda está tramitando.
Em relação ao ano passado, Manoel compara que no mesmo período, mais de 700 ações trabalhistas já haviam sido tramitadas. Hoje, são realizadas aproximadamente 30 audiências, na 1ª e 2ª Vara do Trabalho.

Concorrência acirrada em concurso deixa candidatos em pânico

Basta pensar em prestar concurso público, que já vêm à cabeça uma grande competição. Em um mercado de alta rotatividade, onde as empresas privadas buscam sempre o funcionário mais qualificado, a estabilidade que oferece uma carreira pública, os altos salários, acrescidos de abono, os benefícios obtidos - muitos são os motivos para tentar ser um concursado. Porém, essa admiração pela vaga pública, muitas vezes acaba quando o candidato se depara com uma enorme quantidade de concorrentes.

Para a coordenadora de um curso preparatório para concurso no centro da cidade, Kátia Peres, esse medo de concorrer com muitas pessoas atrapalha o aluno, pois além de perder as esperanças quando se depara com números altos de adversários, ele ainda deixa de estudar como deveria. Kátia lembra que existem outros detalhes que também podem influenciar no estudo. "Geral-mente, os alunos não se dedicam muito quando concorrem a vagas de cadastro de reserva. Eles levam mais a sério quando as vagas já existem", declara.

Na busca pela aprovação, existe o aluno que se matricula no cursinho para estudar um mês antes da prova, na fase de revisão, e existe o aluno batizado de "concurseiro" - que sempre freqüenta as aulas do cursinho e faz toda e qualquer prova de concurso para adquirir experiência, até conseguir (em alguns casos, mesmo aprovado ele tenta outros). Kátia Peres acredita que a cultura do povo santareno é estudar pouco tempo antes de uma prova para concurso, enquanto que em grandes cidades, os alunos se preparam durante um ano para fazer uma prova. "Muitas vezes, o aluno não quer investir no cursinho muito tempo, outros se matriculam, mas não estudam como deveriam". Para ela, nem todo aluno que concorre a uma vaga pública está preparado para fazer a prova.

André Melão é novato no cursinho. A intenção dele é passar em uma prova de concurso bancário, para poder manter seus estudos e a conclusão do ensino superior. Quando o assunto é a concorrência, apesar de André acreditar que esse fator estimula o estudo, ele opta por fugir dessa informação. "Eu não faço questão de saber, pois como nunca fiz prova, sinto receio em saber com quantos estou concorrendo", declara. Já para Wanderson Amaral, que estuda para concurso desde 2008 e já fez cinco provas, o temor não é o mesmo. Para o veterano, a sensação de saber que existem muitos concorrentes não é boa, mas não é capaz de impedi-lo. "O número de inscritos, ou seja, concorrentes, não é proporcional ao número dos que estudam", acredita.

IBGE faz coleta para o Censo que inicia em agosto

Da redação

A coleta de dados nas ruas que dá início ao Censo 2010 iniciou em Santarém na segunda quinzena de abril, após quatro dias de treinamento que instruiu os 32 Agentes Censitários Supervisores - ACS e os quatro Agentes Censitários Municipais - ACM. A pré-coleta tem o propósito de contribuir para a qualidade do trabalho durante a segunda etapa de coleta do Censo 2010, que começa em agosto.
Nessa primeira etapa, os agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE estarão nas ruas durante todo o mês de maio para reunir informações como a quantidade de domicílios, a identificação dos logradouros, tipo de pavimentação, onde há iluminação pública, presença de bueiro, esgoto a céu aberto e o depósito ou acúmulo de lixo.
O chefe da agência do IBGE de Santaré, Edilberto Figueira, explicou que, somente na segunda etapa, os agentes irão entrevistar os domiciliares, com questionamentos sobre educação, saúde, renda, etnia e migração. Segundo Edilberto, para a segunda etapa serão contratados 255 agentes temporários, via concurso.
De acordo com o chefe da agência, os agentes vão colher dados da área urbana, Vila Curuai, Alter-do-Chão, Mojuí dos Campos e Boim. Os demais municípios do oeste paraense serão atendidos pela equipe que os corresponde.
A fase de pré-coleta tem o objetivo de atualizar os mapas e a listagem de domicílios do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos - CNEFE. Isso otimizará a duração e a qualidade do trabalho durante a coleta do Censo que inicia no mês de agosto.
No Pará, a Pré-coleta mobilizará 840 Agentes Censitários de Supervisão que irão às ruas e mais cerca de 200 pessoas entre Agentes Censitários Regionais e Municipais e Subáreas, que supervisionarão os trabalhos.
Nos dois anos que antecedem a etapa de coleta de dados do Censo, o IBGE prepara e atualiza a Base Territorial do país, que é o conjunto de mapas e cadastros que contém informações de diversas áreas (estados, municípios, bairros, aglomerados, distritos, quarteirões etc.). Consequentemente, é neste período que são planejados e definidos os setores censitários, que constituem a área de trabalho de cada recenseador. O setor censitário é a unidade formada por área contínua inteiramente classificada como urbana ou rural; sua dimensão, número de domicílios e de estabelecimentos permitem ao recenseador cumprir suas atividades em um prazo determinado, respeitando o cronograma de atividades.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ximenes vai para a Ufopa

Do Blog do Nilson Pinto:

Parabéns ao reitor da Ufopa, Seixas Lourenço, que fez um gol de placa ao levar para a Universidade do Oeste do Pará o ex-reitor da UFPa, prof. Dr. Marcos Ximenes Pontes.

Lourenço convidou e Ximenes aceitou dirigir o Instituto de Engenharia e Geociências da Ufopa. Ximenes tem mestrado em Ciências Térmicas pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutorado em Engenharia Aeronâutica e Mecânica também pelo ITA, além de um pós-doutorado na University of Missouri – Columbia, Estados Unidos.

Haverá surpresa nas eleições de outubro ?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Em 2006 a candidata do PT ao governo do Estado, Ana Júlia Carepa, só venceu a disputa porque o PMDB apresentou uma chapa própria para o 1º turno e seu candidato, o então deputado federal José Priante, teve uma votação superior a todas as expectativas. No 2º turno, armou-se a coligação dos dois partidos para enfrentar o adversário comum, o ex-governador Almir Gabriel, que, contra a tendência em favor da mudança, tentava voltar ao cargo pela terceira vez.

Em 2010 a situação é inversa. Se o PMDB apresentar candidato próprio no 1º turno só não ameaçará a reeleição de Ana Júlia Carepa se usar um fantoche, um nome sem qualquer densidade eleitoral, só para constar. Mas se fizer isso, poderá provocar a reação dos seus próprios eleitores. Para eles, o principal inimigo deixou de ser o PSDB. Agora, é o PT.

É insólita esta constatação porque PMDB e PT ainda são partidos aliados no Pará. O PMDB ocupa alguns cargos de primeira linha da administração estadual, mas perdeu os principais, que lhe couberam na partilha logo depois da vitória de 2006. E perdeu depois de um longo processo de desgaste, amargando uma imagem que se mantém grudada ao partido há muitos anos e que seus aliados trataram de reforçar: de fisiológico, nepotista e corrupto. A escória, como disse um dos principais “quadros” do grupo da governadora, seu assessor especial Cláudio Puty.

Político profissional com mais de 40 anos de carreira, iniciada pela base, como vereador, Jader Barbalho absorveu os golpes petistas, mas não ficou parado. Tratou de avivar os elos com o presidente Lula e a direção nacional do PT, arranjar cargos e verbas federais e com tudo isso montar a melhor estrutura eleitoral no interior, controlando mais prefeituras do que o PT, fato inédito nos últimos governos do Estado.

Em intensa atividade municipal, sempre levando alguma coisa para oferecer, Jader conseguiu o que parecia impossível, diante do péssimo estigma que seu nome suscita: aumentar sua popularidade e reduzir sua rejeição. Com isso, ampliou o campo de influência do PMDB e recriou sua identidade. Seu peso eleitoral é maior agora do que há quatro anos. É, mais uma vez, quem vai decidir a disputa.

Os petistas no poder, os do grupo (minoritário até internamente) da Democracia Socialista, demoraram a perceber esse fato – e vários preferem ignorá-lo até hoje. O ataque frontal de Puty a Jader no domingo, 18, que parecia o golpe de graça na aliança, foi seguido no dia seguinte pela visita da governadora à residência do líder do PMDB, o chefe da escória (em contraste com a pureza imaculada dos petistas). Muito mais experiente do que seu lua-preta, Ana Júlia deve ter percebido o terreno desaparecer sob seus pés. A arenga de Puty era apenas a gota d’água: os sinais do desastre iminente estavam na recusa de Jader de atender os telefonemas da governadora.

Ana Júlia teve que fazer a visita de surpresa, na manhã bem cedo, e levando consigo o deputado federal Paulo Rocha, interlocutor e aliado informal de Jader. Se se anunciasse e fosse sozinha, corria o risco de bater com o rosto na porta em madeira de lei do ex-governador, no condomínio luxuoso em que ambos residem, na área metropolitana de Belém. A conversa foi demorada, a governadora ofereceu troféus ao seu aliado, prometeu que agora tudo vai ser diferente e Jader foi atencioso com ela. Mas falou pouco. Os compromissos ficaram para depois. Ou para nunca mais.

Contar com a máquina do governo para a eleição é importante e pode ser decisivo. A maioria dos candidatos aceitará um novo acordo, mesmo que céticos quanto ao seu cumprimento. Mas pela primeira vez haverá resistências dentro do partido e na sua militância. Muitos já acreditam que desta vez o PMDB, além de não apresentar um “laranja” para a eleição, terá Jader Barbalho como cabeça de chapa. O próprio Jader induziu essa gente a acreditar na sua quarta candidatura ao governo (com duas vitórias e uma derrota, na mais recente tentativa). Ele mesmo não deve ter encarado com muita seriedade a hipótese, mas ela cresceu mais do que ele pretendia ter sob seu controle.

É uma parada demasiado arriscada. Seu índice de rejeição ainda é alto. A reeleição como deputado federal ou a volta ao Senado são dadas como certas. Mas ele sabe que só se manteve na Câmara porque se limitou aos bastidores – e mesmo assim não se livrou de constantes críticas na mídia. Para a imprensa, sua volta ao Senado detonará o sinal de alarme: ele será alvo de atenções constantes e a proximidade dos tribunais dará eco maior a esse barulho.

Se ficar no Pará, o interesse será menor e esporádico. Apesar de tudo, o Pará fica longe de Brasília e só interessa aos centros econômicos quando lhes dá lucro, o que é a regra de procedimento. Mas não só por isso. Se ainda quiser ser uma liderança forte no Estado, Jader terá que se apresentar mais e exercer o poder local. Seu herdeiro, o filho, Helder, prefeito de Ananindeua, o segundo município mais populoso, não dá indícios de que estará pronto para concorrer ao governo em 2014. Mas, quem sabe, em 2018? Se vencer neste ano, Jader poderá conquistar um segundo mandato e preparar a sucessão em família. Já setentão, estará com o perfil de senador e em condições de suportar uma nova campanha de mídia, se ela ainda estiver interessada nele.

Mas a disputa para o governo em outubro é incerta e não sabida. Poderá ser-lhe fatal, deixando-o sem um cargo eletivo, um vácuo que ele já experimentou duas vezes e provavelmente não quererá repetir. O risco é quase o mesmo para todos os demais candidatos, incluindo a governadora, líder em rejeição. Ela conta com a máquina e graças a ela poderá contrabalançar sua imagem ruim. Mas há um momento a partir do qual nem mesmo uso ou o abuso do poder público salvam um candidato. Não se pode dizer ainda se Ana Júlia atravessou esse Rubicão, mas sua súbita visita a Jader, nas circunstâncias em que a realizou, são sintomas da sua preocupação – ou talvez já do desespero.

Se forem procedentes as informações vazadas de pesquisas não oficializadas, Jader é candidato para passar ao 2º turno, seja lá quem for que o acompanhe nessa travessia difícil. Se for Ana Júlia, contará com a adesão maciça dos tucanos, que não querem mais saber de petistas e sabem que, ao contrário deles, Jader cumpre os acordos que faz (sobretudo aqueles que não podem ser assinados e reconhecidos em cartório, dependendo apenas da palavra empenhada). Se for Jatene, os petistas não desconhecem que essa vitória representará a volta da hegemonia tucana, com possibilidade de se manter por outros 12 anos (de máquina pública os social-democratas à brasileira entendem).

Este é o eixo principal da perspectiva eleitoral. Há inúmeras variações possíveis, mas laterais a essa espinha dorsal, o suficientemente significativas, porém, para que se preveja a mais disputada das eleições em tempos recentes no Pará. Tão difícil que mesmo sendo o principal eleitoral ou o mais importante candidato, Jader Barbalho tem também diante de si o maior dos riscos: tanto o de dar a volta por cima e restabelecer sua força política, abrindo caminho para uma permanência em família, como iniciar a derrocada rumo a um destino inglório.

Esse drama é produto da repetição de um enredo que está exaurindo as lideranças do Estado, tudo mudando para tudo continuar como está. Por isso, à parte todas as hipóteses de relações políticas para a próxima eleição, pode haver um elemento de surpresa sobre as conjecturas, se o eleitor quiser, desta vez, se fazer ouvir, depois de ser tantas vezes ignorado ou manipulado.

Bullying nas relações familiares

José Olivar:

A comunidade jurídica brasileira vem se despertando para a grave situação que ocorre dentro das relações de família. É que, após o término da vida conjugal, o filho do casal é “programado” por um dos genitores que tem sua guarda, para odiar, sem qualquer justificativa, o outro genitor, em razão do sentimento de vingança que aquele mantém por este.

Com isso, cria um grande problema com profundos danos psíquicos na criança, colocando-a sob constante estado de tensão.

Atualmente, este tipo de bullyng – palavra de origem inglesa – é também conhecida, como a Síndrome da Alienação Parental, que deve veementemente, segundo os doutrinadores, ser combatida.

Resposta ao Editorial anti-separatista

O jornal Agora S. Paulo, do grupo O Estado de São Paulo, em editorial abaixo reproduzido, ataca a criação de novos estados com a velha ladainha de que novas unidades federativas provocam gastos públicos desnecessários.

Leia o texto:

A Câmara dos Deputados discute se autorizará a realização de plebiscitos que podem aprovar a criação de mais dois Estados no país. Com os nomes de Carajás e Tapajós, eles seriam desmembrados do Pará. O Senado já aprovou os projetos.

Não faz o menor sentido esse tipo de proposta, que só serve para criar um número maior de empregos públicos. Se a decisão for colocada nas mãos da população local, é bem possível que ela vote pela separação.

Mas não é só esse o problema. Há várias outras propostas de criação de novos Estados, como a divisão de Mato Grosso, Amazonas, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais e até de São Paulo. Se os dois desmembramentos do Pará passarem, eles darão força a novas iniciativas.

Esse tipo de projeto segue um mesmo modelo: políticos de regiões distantes se aproveitam da insatisfação dos eleitores com os governadores de seus Estados para defender a separação. Se tiverem sucesso, milhares de cargos brotam de uma só vez –governador, secretários de Estado, senadores, deputados federais e estaduais. Sem falar nos assessores.

Um dos Estados em debate é o de Rio Negro, hoje parte do Amazonas. Tem 87 mil pessoas. Caraguatatuba sozinha tem mais gente que isso.

O país já cometeu esse erro antes. A Constituição de 1988 permitiu a multiplicação desenfreada de municípios. Surgiram mais de mil. Muitos só vivem dos repasses de verbas federais. No final, o Congresso foi obrigado a limitar a criação de novos municípios.

Resposta do Blog do Estado:

Por quê São Paulo, através de seu mais tradicional jornal, é contra a criação de novos estados?
Vocês acham que é por economia de recursos?
Alguém sabe, por exemplo, que a cidade de São Paulo tem um Tribunal de Contas do Município?
Há maior desperdício de dinheiro público do que isso?
E o editorial do Estadão, faz vista grossa, né, gente?
Sabe o porquê?
A federação está controlada pelos grandes estados, que detém a maior bancada na Câmara.
Criar novos estados significa redesenhar o perfil das representações no Congresso.
Por quê somente os parlamentares federais que emergeriam de novos estados provocariam gastos? Os atuais paulistas, mineiros e fluminense, por acaso, nada custam ao erário?
Quanto ao Tapajós, que surgirá da região de onde nasci e moro, o sentimento de emancipação não depende de apoios de ‘forasteiros’ e tem sim o apoio de quem aqui vive e trabalha.
Voltando ao ponto principal. O que é bom para São Paulo é bom para nós?
Pensem nisso.

Vaias na Câmara

A vereadora Marcela Tolentino(PDT) foi a parlamentar que mais levou vaia da galeria da Câmara, durante votação da lei da gestão (anti)democrática da educação.

Lei da gestão das escolas vai acabar na justiça

Partidos de oposição prometem recorrer à justiça para anular artigo da lei aprovada ainda há pouco, na Câmara, que estabelece que servidores temporários também possam concorrer à direção escolar, por um período de 3 anos, renovável por igual período.

A emenda apresentada pelo vereador Erasmo Maia previa que apenas os servidores estáveis poderiam concorrer à direção das escolas municipais.

Argumenta a bancada da oposição que os temporários só podem, em tese, permanecer no serviço público por até um ano, período em que podem ser dispensados pela administração, e que por isso não estariam aptos a concorrer ao cargo, cujo mandato excede ao tempo de permanência na função.

Criação do Estado do Tapajós: “O povo tem que decidir”, diz Elcione


O Projeto de Decreto Legislativo nº 731 de 2000, que determina a realização de plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós, tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

A deputada federal Elcione (PMDB-PA) se diz favorável à consulta pública. “O povo tem que decidir”, ressalta. Contudo, a parlamentar chama a atenção sobre possíveis consequências que a divisão do Pará pode acarretar para a população e para as contas públicas.

Ouça o que a nossa deputada 'guerreira' diz sobre o tema: http://www.elcione.com/blog/?p=1059

Pirotecnia policial

Embora necessária, essa operação caça-pirata que as polícias realizam desde ontem, em Santarém, está mais para exibição do que para dar seguança ao cidadão.

Estão sendo estourados fábricas de CDs e DVDs falsificados e apreendidos esse tipo de produtos em mãos de camelôs.

Mas não se vê, por outro lado, o mesmo empenho em combater outros crimes mais nocivos ao cidadãos, como assaltos e guerra de gangues.

Lira Maia diz que Belo Monte será boa para o Brasil e o Pará


A construção da Hidrelétrica de Belo Monte divide opiniões entre governo, especialistas do setor elétrico e entidades, principalmente ambientalistas. Mesmo assim, a obra já foi leiloada no fim do mês de abril.
Para o deputado democrata Lira Maia, Belo Monte traz mais benefícios do que prejuízos e, portanto, será boa tanto para o desenvolvimento do Brasil como para oestado do Pará.

Veja o vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=koW79_Fvizs

Brigas, lágrimas e uma reportagem premiada

Larissa Brainer
Da equipe Manual dos Focas

Desejo de todo estagiário de redação é ter uma sugestão de pauta aceita pelo chefe. Desejo maior é que essa pauta tenha destaque e um bom espaço, de preferência página limpa, com direito a matéria principal, vinculada, arte, foto e tudo o mais. Para a vida desse estagiário (nem só do estagiário, diga-se) se tornar perfeita, só se, além de ter um ok nos dois itens supracitados, o chefe der um bom tempo para apuração e redação disso tudo.

Fui atrás do primeiro item. “Chefe, vamos fazer uma matéria sobre consumo de água. Vemos todos os dias as pessoas desperdiçando, os vazamentos na cidade, acho que era muito importante… E nesses tempos de debates ambient-” – aqui, se minha vida fosse filme e tivesse trilha sonora, se ouviria o barulho do disco arranhando – “Qual é o gancho? Isso a gente vê todo dia. O que há de novidade?”, Zero. Eu não tinha nada. “Volte para falar comigo quando arrumar um gancho”.

Meses depois, fui pautada para uma coletiva de imprensa na operadora de abastecimento de água de Pernambuco. Uma conversa pós-coletiva com um diretor da companhia me deu o gancho para a matéria que eu já estava quase perdendo a esperança de fazer. A empresa tinha um projeto-piloto para regular o abastecimento no estado e reduzir os vazamentos. O chefe topou, me deu uma página limpa. Seria uma principal, uma vinculada e uma arte grande. Sonho. Mas tinha um problema. Era terça-feira e ele queria a matéria pronta na quinta para ser publicada na sexta.

Entre um parágrafo e outro da matéria da terça, fiz ligações para adiantar personagens, entrevistas, fontes. Para confirmar se o tal projeto-piloto que tinham me falado procedia, fui ao bairro no dia seguinte. Meu tempo era curto, fui na hora do almoço. Bati de porta em porta perguntando há quanto tempo o morador vivia ali, como era o abastecimento, como estava agora, os hábitos de consumo, se sabiam o que tinham feito no bairro deles. Quando consegui o melhor personagem, corri pra redação.

Baixei da internet um número incontável de documentos relacionados a recursos hídricos. Em um deles, encontrei um dado que me deu o lide da matéria principal. Apurei tanto que tinha a sensação que ia morrer afogada.

Cheguei na redação, na quinta, às 8h e saí às 23h30. O caderno fechava às 21h, no máximo 21h30. Só consegui terminar tudo, depois de gritos, às 22h. Atrasei a edição. Fui embora arrasada. No dia seguinte, levei uma chamada gigante. Tentei argumentar que tive pouco tempo, mas não adiantou. Bronca coletiva dos três editores. Eu tava tão exausta que não consegui dizer mais nada e só fiz escutar e chorar.

Hoje, olhando para aquele dia, vejo que meu maior erro foi ter “apurado demais”. Tinha informações para uma hidrelétrica de Itaipu, mas só precisava encher uma lagoa. Ou seja: parti sem foco. Sem isso, me perdi no meio do aguaceiro. Tinha informação demais, possibilidades de enfoque demais e espaço de menos. Lição aprendida.

Dias depois, inscrevi a matéria em um prêmio de jornalismo que tinha justamente o tema do consumo de água. Na semana passada, quase seis meses depois da publicação da reportagem que arrancou água dos meus olhos, recebi um e-mail dizendo que fui premiada. Dei um grito e muitos pulos. A emoção que dá quando conquistamos algo assim com o nosso esforço é indescritível. Depois que me pus em ordem novamente, respirei fundo e pensei: “Valeu a pena”. Sempre vale a pena.

P.S. A matéria que gerou esse relato está disponível aqui.

Retrocesso


Projeto de lei da gestão democrática que vai ao plenário da Câmara, daqui a pouco, acaba com autonomia financeira dos diretores das escolas.

Retrocesso inconcebível para um governo que se diz popular e participativo.

Lei da Gestão Democrática contém 'aberração jurídica'

Projeto de lei do executivo municipal, que a Câmara de Vereadores de Santarém começa a votar na sessão de hoje, contém um artigo que permite que servidor temporário possa ser nomeado diretor de escola, prerrogativa que deveria ser, apenas, dos concursados.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Leilão de Belo Monte: escândalo anunciado

Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal


Em 1982 o milionário americano Daniel Ludwig decidiu não pagar a prestação que vencia do empréstimo japonês, de 200 milhões de dólares para a construção – no Japão – da fábrica de celulose e da usina de energia do Jari, de propriedade daquele que era então considerado um dos homens mais ricos do mundo. Seria uma questão do mundo de negócios se o tesouro nacional não fosse o avalista da operação. Uma vez constituída a inadimplência, o governo brasileiro teria que quitar a dívida. E executar o devedor para ter de volta o seu dinheiro. O problema é que Ludwig, pressentindo os prejuízos que teria e que não previu, não queria mais continuar à frente do Projeto Jari, que era seu desde 1967. O desfecho da história seria uma heresia para o governo do general João Figueiredo: estatizar um empreendimento que era a vitrine da colaboração estatal com o capital estrangeiro.

O ainda todo-poderoso ministro Delfim Neto entrou em ação. Ele ligou para um grupo de empresários, sobretudo empreiteiros e banqueiros, que deviam favores ou benefícios do governo, e “convidou-os” a formar um consórcio para nacionalizar o super-projeto de Ludwig, até então cantado em prosa e verso. O comando ficaria com o mineiro Augusto Antunes, amigo de Ludwig e que atuava na região desde a década de 50, associado à segunda maior multinacional do aço, a Bethlehem Steel, na exploração da jazida de manganês de Serra do Navio, no Amapá. Esperto, Antunes ficou só para si com a coroa do espólio de Ludwig, a Cadam, empresa de caulim, a única que já era rentável.

Não podendo dizer não a Delfim, os empresários entraram na sociedade. Mas cada um ficaria com apenas 3% do capital e só integralizaria de imediato 10% dessa parcela. Antunes ficaria com 40% e o controle acionário, mas não colocaria dinheiro vivo. A integralização seria feita com a Cadam. Como a principal atividade do projeto, a fábrica de celulose, era deficitária e assim continuaria por longo tempo, quem colocaria capital para valer?

Ora, o BNDES. Em seguida, quando o rolo cresceu, também o Banco do Brasil. A soma das aplicações foi além de 500 milhões de dólares, sem retorno, porque a contrapartida dos bancos estatais foi receber ações preferenciais, sem poder sobre a administração. Teriam apenas direito a preferência na distribuição de lucro, que nunca houve. O dinheiro público não voltou até hoje e o empreendimento continuou privado, agora com o grupo Orsa, de São Paulo.

Dos 23 empresários contatados por Delfim, apenas um foi ver com seus próprios olhos o negócio oferecido: sozinho, em vôo de carreira, o banqueiro Olavo Setúbal, dono do Itaú. Na ida e na volta ao Jari, conversei com ele no aeroporto de Belém. Setúbal disse, com tranqüilidade, que não entraria no consórcio. Não havia rentabilidade. Logo, não era de interesse para um empresário. E não entrou. Para não cometer a heresia de estatizar o Jari, o governo enfiou num buraco sem fundo meio bilhão de dólares para que os supostos donos continuassem a tocar o empreendimento.

O leilão da hidrelétrica de Belo Monte tem muitos pontos de identidade com a “nacionalização” do célebre Projeto Jari, quase 30 anos atrás. Também sem similitudes com a venda da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997, um dos escândalos – talvez só superado pela privatização do sistema estatal de telecomunicações – do governo Fernando Henrique Cardoso. A CVRD talvez também pudesse ser privatizada, para o bem da nação. Mas nunca por aquele preço irrisório. E jamais na íntegra, incluindo seu sistema logístico, que só se constituiu porque a Vale era estatal. Em poder de uma empresa privada, não seria aceito nem nos Estados Unidos ou na Inglaterra dos nossos dias.

O projeto de Belo Monte se tornou um monstro, um Frankenstein, depois de tantas mudanças, correções, ajustes e mistificações feitos nos seus 30 anos de história. Começou como uma cópia do modelo de hidrelétricas no Brasil, com ênfase em Tucuruí, apenas com ligeiras correções e adaptações. Consistia numa sucessão de seis barragens, uma delas, a de maior reservatório, para estocar água do Xingu e garantir sua energia média viável da maior das casas de forças, num rio com grande variação de vazão (diferença de mais de 230 vezes entre o inverno e o verão).

O facão da índia Tuíra, passado no rosto do tecnocrata com o principal papel nesse enredo, o engenheiro José Antônio Muniz Lopes, encerrou essa etapa, em 1989, durante o Encontro dos Povos Indígenas em Altamira. O Banco Mundial decidiu não mais financiar grandes barragens na Amazônia. Fechou-se a grande porta de financiamento internacional, base de sustentação do “barragismo” no Brasil.

Belo Monte parecia condenada ao esquecimento. Mas em 2002 ela foi reapresentada com nova moldura: sem as demais barragens rio acima e com seu reservatório reduzido a um terço do tamanho original (de 1.200 para 400 km2), metade dele coincidindo com a área natural de inundação do Xingu à altura de Altamira. Era a primeira grande hidrelétrica a fio d’água do Brasil, destinada a ser a terceira maior do planeta sem qualquer dos efeitos dramáticos de Tucuruí, que tem 3.100 km2.

Mas sem o estoque de água da barragem de Babaquara, as 18 enormes turbinas da casa de força ficariam paradas, por absoluta falta de água, durante três meses e funcionariam a baixa potência por igual período. A energia firme ficaria abaixo do nível recomendado, de 50%, podendo bater em pouco mais de 30%. E havia ainda outro problema: o custo da transmissão da energia crescera tanto que se aproximou do custo da geração, relação inédita nesse tipo de orçamento.

A preocupação com a imagem ambiental do projeto, abalada desde 1989, afetou a viabilidade técnica e econômica do projeto, que se tornou tremendamente complexo e inseguro. A construção dos diques para conduzir a água por dois igarapés até a casa de força, num desnível de 90 metros e uma distância de 50 quilômetros, demanda um volume enorme de concreto e requer uma precisão tal para evitar vazamentos temerária diante das condições da área na Volta Grande do Xingu. Uma barragem secundária foi concebida para manter a vazão pelo leito natural do rio, impedindo-o de secar, mas depois foram aduzidas turbinas a bulbo, que produzem – embora em muito menor quantidade do que as Francis da casa de força – com água corrente.

A condução do projeto também se tornou descontínua. Depois de ficar sob o controle total da Eletronorte, foi dividido entre a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, e a Chesf substituiu a estatal amazônica, sem condições financeiras, enquanto as duas empreiteiras privadas acabaram se desinteressando por apresentar o lance vencedor no leilão. O consórcio que arrematou a concessão será incapaz de executar a obra, convicção a que se pode chegar apenas examinando as empresas que o compuseram.

A expectativa de que o outro competidor seria o vencedor, por combinar construtoras experientes e habilitadas com grupos de consumidores intensivos de energia (como a Vale e a CBA), se frustrou por algum incidente de bastidores ainda não reconstituído. A própria marginalia do leilão deve ter crescido tanto que, se chegar a ser revelada, desnudará provavelmente um escândalo de acertos prévios e cartas marcadas, o maior do governo Lula.

A sofreguidão do presidente arrematou a sucessão de erros e irregularidades com a decisão de que, se tudo der errado, como está acontecendo, o governo assumirá sozinho o projeto, estatizando-o de vez. As tinturas de privatização são tênues demais para que se acredite nelas. O BNDES se dispõe a financiar 80% dos 19 bilhões de reais orçados para a obra, a Sudam já comprometeu isenção de 75% do imposto de renda e outros benefícios já se incorporaram à cesta de favores, com o objetivo de reduzir ao mínimo o risco do empreendedor. Com tudo isso, a rentabilidade do negócio dependerá ainda da disposição do governo de ir além porque a obra poderá ultrapassar R$ 30 bilhões, nela ainda não está prevista a transmissão, e ficam pendentes detalhes técnicos que não podem ser minimizados diante da grandiosidade do projeto.

Se ainda estivesse vivo e fosse ao Xingu ver o que estavam lhe oferecendo, o banqueiro Olavo Setúbal certamente voltaria de lá com a mesma convicção que trouxe do Jari. O negócio só pode ir em frente com muito dinheiro público. E quando isso acontece, sem uma diretriz firme, a história começa a feder.

Férias no Pantera

Os ditos diretores e abnegados do São Raimundo se trancaram, ontem, no sede do clube.

Nada de refletores da imprensa, ao contrário das vezes anteriores.

Após a derrocada do time em 2010 - o que já era esperado pelo Blog do Estado, que denunciou as trapalhadas dessa thurma de aproveitadores - os dirigentes resolveram dar férias ao que restou do elenco.

Valter Lima foi mantido à frente do Pantera para a campanha da série C. O treinador já adiantou ao Blog do Estado que vai dispensar a maioria do atual plantel.

Os diretores do São Raimundo, que antes se ofereciam para dar entrevistas, agora se escondem dos repórteres setorizados.

Como esse espaço jamais bajulou essa thurma em troca de ingressos ou outras mordomias, a fala desse pessoal não faz falta. O silêncio deles 'preenche uma lacuna'.

Teresa Cordovil revela um pouco do governo Ana Júlia

Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto:

A jornalista Ana Célia Pinheiro foi à luta.
Botou a mão no telefone e conseguiu uma excelente – porque reveladora – entrevista com Teresa Cordovil, a ex-auditora Geral do Estado.
A mesma Teresa Cordovil que mandou uma papelada e tanta para Assembleia Legislativa.
Ana Célia conta tudo em seu blog, A Perereca da Vizinha.
Confiram os melhores momentos de Teresa Cordovil:

* “Não briguei com ninguém. Tenho o maior respeito e admiração pela governadora: ela é uma guerreira, que chegou ao governo cheia de boas intenções. Não estou saindo chateada com ela. Estou saindo porque não gosto da maneira como o sistema político funciona no Brasil”.

* "O governo está em polvorosa, porque essa coisa toda está com o PMDB, e eu fico me sentindo mal, como se fosse uma arma nas mãos desses partidos. E tenho medo que isso tome uma grandeza que fuja da nossa governabilidade”.

* “No Detran é que tem coisas graves. No Detran, Sespa, Seduc e Asipag são os mais graves. O resto são casos de gestão. Na minha opinião, não tem ‘bomba’. Mas, não sei o que os outros vão achar”.

* "O Governo não é uma podridão”.

* “O Maurílio [Monteiro, secretário] nunca foi contra mim. Ele me apoiou muito. É uma pessoa muito boa, um intelectual”.

* No lado oposto estariam, porém, o consultor geral do Estado, Carlos Botelho, “que sempre deu péssimos conselhos à Ana”, e o ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty. “Esses são os dois que nunca gostaram de mim”.

Cliquem aqui e confiram a entrevista na íntegra.

Regina Barata: “Não será jogado para baixo do tapete”

A deputada Regina Barata, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, disse nesta segunda-feira à noite ao blog, por telefone, que os petistas zelam pela transparência e não temem a divulgação de documentos constantes que a Auditoria Geral do Estado remeteu à Casa.
A líder petista ressaltou apenas que a Assembleia precisa ter a consciência de que não seria oportuno interferir em procedimentos instaurados pela AGE que ainda não tenham sido concluídos.
Regina Barata acredita que, entre os documentos enviados ao Legislativo, existam informações sobre auditorias concluídas e outras não. Mas reforça que formular juízos sobre processos ainda pendentes de conclusão contraria a própria natureza de um trabalho de apuração interna, como o desempenhado pela AGE.
“O que tiver de ser corrigido será corrigido. Se houve qualquer tipo de irregularidade, tenho certeza que a governadora não terá problema nenhum de exonerar e encaminhar alguns casos ao conhecimento do Ministério Público. Isso eu tenho certeza: nada será jogado para baixo do tapete”, afirmou a deputa.
Regina Barata confirmou que Teresa Cordovil encaminhou o material à Assembleia por iniciativa própria, sem consultar a governadora. Mas ressaltou que a própria Ana Júlia, ao criar a AGE, concedeu-lhe certa liberdade, certa autonomia para apurar procedimentos internos, apontar falhas e indicar os caminhos para solucioná-las.

Ganso, orgulho paraense

Gerson Nogueira

No espaço tradicional das terças-feiras, Fernando Maia desfia todos os adjetivos e superlativos para enaltecer Paulo Henrique Ganso, maestro do Santos campeão paulista. “Vi, sem sombra de dúvidas, que o Pará tem atualmente o melhor jogador brasileiro em atividade, o Paulo Henrique Ganso. Não podemos mais dizer que ele é um futuro craque, pois ontem (domingo) deu uma prova de que já é realidade. Mostrou frieza, maturidade, além de uma categoria fora do comum”.
Encantado com as proezas do camisa 10, Maia destaca o passe de letra para Neymar fazer o segundo gol do Santos. Aplaude também a demonstração de maturidade de Ganso, recusando-se a deixar o campo e preferindo liderar seu desfalcado time nos minutos finais da decisão.
“Quando Robinho e Neymar se apagaram no jogo, o herdeiro de Giovanni no alvinegro praiano assumiu a responsabilidade pegou a bola e prendeu no ataque, sofrendo faltas e ganhando escanteios. Quase fazendo um gol de falta do meio de campo, para coroar a sua atuação”, descreve.
Diz, ainda, que alegra-se em ver que Ganso não ficou em Remo ou Paissandu, onde “certamente não iria servir para jogar nos nossos clubes, já que é um jogador da terra, e nós não gostamos disso”. Conclui rogando aos céus que Dunga tenha visto o mesmo jogo e, atendendo ao clamor de milhões de brasileiros, leve Ganso e Neymar para a Copa.
Ninguém, em sã consciência, haverá de discordar do apaixonado torcedor. Tomo a liberdade de acrescentar que, desde Sócrates no auge, o Brasil não produzia um meia-armador clássico, canhoto, com o talento objetivo de Ganso e sua destreza para os passes de primeira. É uma preciosidade que nenhum time (ou seleção) no mundo pode esnobar.

Empresa se apossa da orla e atraca dique para lanchas no cais de arrimo



Santarém, ao que parece, parece mesmo terra-de-ninguém.

Se já não bastassem as bicicletas, carros de churasquinho, cargas, lavadores de carros e outras cositas mas, eis que agora mais uma aberração se levanta junto ao cais de arrimo da cidade.

Desde esta semana, a empresa que explora linhas intermunicipais com lancha rápida, que já havia se instalado irregularmente na orla, ocupando espaço público sem nada pagar à prefeitura, agora acostou em sua base nada menos que um dique para reparos de suas embarcações.

E fez sem que a ácela e desnecesária secretaria de (des)organização portuária tomasse qualquer providência para remover esse entulho que, entre outras coisas, cria uma barreira visual para quem gosta de ver o rio Tapajós naquele trecho da orla.

A cena foi registrada ontem, no final da tarde.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deputados Zé Geraldo e Airton Faleiro multados pela Justiça Eleitoral

Os deputados petistas Zé Geraldo(federal) e Airton Faleiro( agora suplente do estadual Valdir Ganzer) foram multados em R$ 25 mil por propaganda irregular( distribuição de camisetas) pela Juíza Auxiliar Vera Araújo de Souza, do Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

Aluna é agredida dentro de escola protestante

A mãe de uma menina procurou hoje à tarde o Conselho Tutelar de Santarém para denunciar que sua filha teria sido agredida no interior do Colégio Batista, mantido pela Igreja Batista de Santarém.

A prosa do doutor Puty

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Valendo-se das costas imensamente largas do poeta russo Vladimir Maiakovski (que glorificou a revolução russa e foi por ela engolido), o assessor especial do governo e pré-candidato a deputado federal pelo PT, Cláudio Puty diz, no seu artigo dominical em O Liberal, que o PT pode estar varrendo da república a “escória”. No Pará, ela se abriga na legenda do PMDB, sob a liderança do deputado federal Jader Barbalho.

A paciência dos petistas com os peemedebistas está se esgotando ou se esgotou. O recado – admite Puty – foi dado pelo também deputado federal Zé Geraldo, “que verbalizou o inconformismo das principais lideranças do PT com a atitude ‘quinta-coluna’ do PMDB do Pará em relação ao governo do qual o partido efetivamente faz parte”.

Estranho. A escória não só dá apoio ao governo federal como é recebida com salamaleques no Palácio do Planalto pelo próprio Lula. Em visita a Belém, seu principal representante político, o ministro das relações institucionais, Alexandre Padilha, desautorizou Zé Geraldo. Disse que ele fala apenas por si, não pelo partido. O presidente regional do PT, João Batista, confirmou. Por quem, afinal, fala Zé Geraldo? E com qual autoridade Puty lhe confere representatividade?

Sem a escória, Ana Júlia não teria sido eleita governadora do Pará em 2006. Isso já é história, mesmo que o doutor Puty se negue a reconhecê-la. Se era apenas uma aliança eleitoral, Ana Júlia não devia ter estabelecido compromissos de governo com o PMDB de Jader Barbalho. Se estabeleceu, é porque a aliança não era apenas para a disputa eleitoral. E não era.

Tanto que os peemedebistas continuam ocupando “espaços estratégicos no governo nas áreas de saneamento, habitação, trabalho e saúde”. E “cerca de 80% das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Pará estão sob o controle do partido de Jader Barbalho”, como Puty declara no artigo. E isso após tantas provas de que essa parte importante do governo “da mudança” estava entregue à escória da república.

O ex-chefe da Casa Civil tem justos motivos para se queixar do jornal do ex-governador peemedebista pelo “exercício do denuncismo desenfreado, fundamentado em acusações falsas e levianas, em intrigas de bastidores, onde até informações enviadas pelo governo em nota oficial são adulteradas para que a versão se sobreponha aos fatos”, como aconteceu na reportagem sobre irregularidades na Secretaria dos Transportes.

O próprio Puty não é neófito em alguns desses procedimentos, que vazavam da corte no Palácio dos Despachos contra Jader e o PMDB. Agindo assim, o PT se mantinha fiel à sua filosofia de poder, aliando-se a qualquer um que possa abreviar o caminho para o topo e depois manifestando nojo ou segregando o aliado de ontem. Só que, em função do autoritarismo e do personalismo de Lula, que impôs uma candidata à sua sucessão que até ele tem dificuldades de carregar, quanto mais o PT, a conjuntura de 2020 difere da de 2006.

Agora, se é possível eleger as candidatas majoritárias federal e estadual, ótimo. Se não, o que importa é quem apóia Dilma. Jader a apóia, mas por seus motivos e pelos de Puty, não quer mais apoiar Ana Júlia, que só voltou a procurá-lo por necessidade vital. Puty bate nele para ver se recupera essa escória para a missão salvífica (ou milagrosa) de manter o PT no poder no Pará. Iniciantes, como Puty, descobrem que a realidade deu uma rasteira nas suas elucubrações políticas e saem em busca de uma base de apoio. Podem acabar descobrindo que, no poder como na vida toda, não há meio honesto, meio ladrão e meio virgem. Mesmo sabendo que o PMDB é escória, o doutor Puty pede-lhe que “continue na aliança que está mudando o Pará”

Ou o partido barbalhista não é escória, ou mudança não há. Pode não caber no verso do poeta nem possuir rima, mas é a verdade.

Noruegueses compram Albrás e Alunorte

Multinacional Norsk Hydro, da Noruega, é a nova dona da Albrás, Alunorte e da Companhia de Alumina

A Vale surpreendeu ontem o mercado com a decisão de se desfazer de toda a sua área de alumínio, cuja cadeia produtiva completa está hoje concentrada no Estado do Pará. Através de release distribuído à imprensa, pela administração central no Rio de Janeiro, a mineradora anunciou a assinatura de um acordo através do qual transfere para a multinacional Norsk Hydro todas as suas participações na Albrás, na Alunorte e na Companhia de Alumina do Pará (CAP), a nova refinaria de alumina em fase de implantação no município de Barcarena.

A transferência se dá, conforme anunciou a mineradora, em conjunto também com seus respectivos direitos de exclusividade e contratos comerciais em vigor, por US$ 405 milhões em dinheiro e uma quantidade não especificada de ações ordinárias da Hydro. “Após oferta de ações a ser realizada futuramente pela Hydro, essa quantidade de ações deverá representar 22% do capital da Hydro. Além disso, a Hydro assumirá uma dívida líquida de US$ 700 milhões”, acrescentou a nota distribuída pela Vale.

Como parte dessa transação, a Vale criará uma nova empresa, denominada “Bauxite JV”, para a qual transferirá a mina de bauxita de Paragominas e todos os seus demais direitos minerários de bauxita no Brasil. Quando concluída a transação, a Vale venderá 60% da “Bauxite JV” para a Hydro, por US$ 600 milhões, em dinheiro. A parcela remanescente de 40% será vendida em duas parcelas iguais de 20% em 2013 e 2015. Cada parcela tem valor desde já fixado em US$ 200 milhões.

ACORDO

Pelos termos do acordo, uma vez finalizado, a Vale transferirá para a Hydro 51% do capital total da Albrás, 57% do capital total da Alunorte e 61% do capital total da CAP, bem como venderá 60% do capital total da “Bauxite JV”. Uma vez concluída a transação, a Vale deterá 40% de participação na “Bauxite JV”, que será integralmente vendida até 2015.

A participação da Vale na Hydro terá um período de lock-up de dois anos após a conclusão da transação, durante o qual a Vale não poderá vendê-la. Além disso, a mineradora terá direito a um representante no Conselho de Administração da Hydro, sujeito a aprovação pelos órgãos de governança da empresa norueguesa. Como parte da transação, a Vale não poderá aumentar sua participação além de 22%.

A conclusão da transação, aprovada pelos Conselhos de Administração das duas empresas, conforme esclareceu a Vale na nota que distribuiu à imprensa, dependerá “da satisfação de condições precedentes”. Entre estas, a aprovação pelos acionistas da Hydro, incluindo o governo da Noruega, e sócios da Vale nas empresas nas quais a participação será transferida para a Hydro. “Uma vez que todas as aprovações requeridas sejam obtidas, espera-se que a transação seja finalizada no quarto trimestre de 2010”, esclareceu a mineradora.

>> Derrota no leilão de Belo Monte seria motivo

A decisão de se desfazer dos seus ativos da área de alumínio foi tomada pela Vale menos de duas semanas depois de disputar e perder o leilão de concessão da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. O leilão foi realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 20 de abril. Tido como virtual vencedor, o consórcio Belo Monte Energia, liderado pela Vale e pela Andrade Gutierrez, acabou derrotado pelo consórcio Norte Energia, liderado pela Queiroz Galvão e com participação da Chesf em 49,98%.

Na nota que distribuiu ontem, a Vale fez referência a dificuldades de acesso a fontes de energia de baixo custo, sem no entanto deixar claro se foi esta ou não a principal razão que a levou a passar em frente os seus empreendimentos eletrointensivos da área de alumínio. Por outro lado, se a empresa tinha intenção de se desfazer desses ativos, não fica muito clara a razão pela qual ela tinha interesse em participar de um megaprojeto como o de Belo Monte.

A geração de energia, de qualquer forma, sempre foi definida como “prioridade” pela direção da Vale. Como grande consumidor, a empresa acredita que o ato de investir em projetos de geração de energia, para atender às suas operações, é o meio mais eficaz de proteção contra a volatilidade dos preços, contra eventuais riscos regulatórios e também de suprimento. Atualmente, 34% do consumo global de eletricidade da Vale é atendido por produção própria, com usinas no Brasil, Canadá e Indonésia.

Atualmente a Vale tem participação em oito usinas hidrelétricas de geração de energia em território brasileiro, com potência total instalada de 2.509 MW. A participação média da mineradora, sempre em parceria com empresas públicas e privadas, é de 39%. A expectativa da empresa, considerando os investimentos previstos, é de que até o final deste ano seus empreendimentos de geração de energia serão capaz de produzir 15 milhões de MW.

Ao se desfazer dos empreendimentos da área de alumínio, a Vale transfere o controle da Albrás, a primeira fábrica de alumínio primário da Região Norte do país, que no ano passado produziu 446 mil toneladas e gerou divisas da ordem de US$ 712 milhões. A mineradora abre mão também da Alunorte, que entrou em operação em 1995 e já é hoje a maior produtora de alumina do mundo. Depois de passar por três expansões, a refinaria saiu de um patamar de 1,6 milhão na sua fase inicial para uma capacidade instalada hoje de 6,3 milhões de toneladas.

>> Vale: difícil acesso a fontes de energia a baixo custo

De acordo com a nota emitida pela Vale, a administração ativa do seu portfólio de ativos é um dos pilares da estratégia para a criação de valor em base sustentável. “A Vale está bem posicionada no upstream da cadeia do alumínio, com ativos de classe mundial de bauxita e alumina. No entanto, nossa participação na indústria de alumínio primário é pequena, e sem potencial de crescimento devido à falta de acesso a fontes de energia de baixo custo. E energia é um fator fundamental para a competitividade nessa indústria”, acrescentou.

Ressaltou a nota da Vale que a Hydro é uma grande produtora de alumínio primário, “tendo acesso à energia com custos competitivos, expertise tecnológica e potencial de crescimento”. A combinação dos ativos da Vale e da Hydro, conforme frisou, “criará uma das maiores e mais competitivas companhias, uma produtora integrada de alumínio, com acesso a grandes reservas de bauxita, baixo custo de energia e know-how tecnológico”.

ACIONISTAS

A mineradora brasileira observou ainda que, dado que ela permanecerá exposta ao negócio de alumínio, através de uma participação acionária significativa na empresa combinada, acredita fortemente que essa transação “criará valor substancial” para os seus acionistas.

Uma fonte credenciada da Vale disse ontem, por telefone, que a Mineração Rio do Norte, que produz bauxita no município de Oriximiná, não foi incluída na transação – pelo menos por enquanto – porque ela é apenas coligada, mas não controlada pela Vale. Acrescentou que a decisão foi comunicada ontem mesmo ao Governo do Estado. O porta-voz da informação foi o diretor de alumínio da empresa, Ricardo Carvalho, que conversou com o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, e por telefone com a governadora Ana Júlia Carepa.

Ricardo Carvalho esteve reunido ontem, também, com os executivos da Albrás e da Alunorte, para lhes comunicar a decisão, e depois viajou com destino a Paragominas, onde, com o mesmo objetivo, participou de um encontro com os executivos da empresa que atuam no projeto de extração de bauxita.(Diário do Pará)

Ações contra danos a veículos estão sendo preparadas

A prefeitura de Santarém deve enfrentar, em breve, uma enxurrada de processos na justiça propostos por proprietários de veículos que foram danificados em função do péssimo estado das ruas da cidade.

As ações visam cobrar ressarcimento pelos gastos com o conserto dos veículos.

Valtinho sugere renovação de 60% do elenco do São Raimundo

O técnico Valter Lima anunciou, após a derrota do São Raimundo por 3x0 para o Paysandu, que vai propor à diretoria alvinegra a dispensa de 60% do elenco que disputou o campeonato paraense.

O ténico considera que a maioria dos jogadores do plantel está desmotivada e 'exaurida' e que o São Raimundo precisa renovar a equipe para a disputa da serie C do campeonato brasileiro.

domingo, 2 de maio de 2010

Eleições: PT e PMDB disputam Dilma no Pará


Diário do Pará

As desavenças políticas entre PT e PMDB no Pará poderão criar um fato inusitado na eleição de outubro, quando os dois partidos, aliados no plano nacional, tiverem que receber no Estado a pré-candidata a presidente da República, Dilma Rousseff: dois palanques para ela, um da governadora Ana Júlia Carepa (PT) e o outro do deputado federal Jader Barbalho (PMDB). O PMDB defende abertamente o rompimento com a governadora e estimula Jader a enfrentá-la nas urnas como candidato ao governo.

A governadora é acusada de não honrar os compromissos com seus aliados, sobretudo o PMDB, cujo apoio foi decisivo para acabar com a hegemonia de 12 anos do PSDB no poder estadual. Os peemedebistas receberam algumas secretarias de governo, mas os ocupantes alegam que eram penalizados com a falta de recursos e vigiados permanentemente por petistas indicados pela própria Ana Júlia.

“A verdade é que nesses três anos e alguns meses nós nunca participamos do governo”, define Jader, acrescentando haver grande diferença entre participar de um governo, opinar sobre políticas de governo e ter pessoas empregadas no governo. “O que tivemos foi apenas isso: pessoas empregadas no governo”. Pelo tamanho do PMDB no Estado, inclusive decidindo eleições nos últimos 16 anos, Barbalho entende que não interessa ao partido ter vinte ou trinta pessoas empregadas no governo, que não opinam, não interferem na administração onde atuam, e que teriam sido “esvaziadas” ao longo do tempo.

A dura lição, diz o deputado, poderia ser resumida da seguinte maneira: “mesmo novamente correndo atrás do PMDB em busca de apoio, o que a governadora e a ala que a cerca não irão fazer quando tiverem alcançado mais quatro anos de governo sem precisar da reeleição?”

Segundo Barbalho, o problema na relação com Ana Júlia não ocorreu somente com o PMDB, mas com o próprio partido da governadora, o PT, que possui “várias alas”. Para ele, há um grupo petista que controla o partido e outro que controla o governo.

Perguntado se no caso de não lançar sua candidatura ao governo iria apoiar o ex-governador tucano Simão Jatene, o deputado foi taxativo: “tenho um bom relacionamento com ele, mas não é só com ele, e sim com lideranças de todos os partidos”.

Almir Gabriel: PSDB está ‘gagá e incapaz’

Jatene, porém, se quiser contar com eventual apoio de Barbalho terá primeiro que superar suas divergências dentro do PSDB com o seu padrinho político, o ex-governador por dois mandatos seguidos, Almir Gabriel. Os dois atualmente sequer se cumprimentam e Gabriel luta para impedir que Jatene seja o candidato do partido.

Gabriel acusa o ex-governador de ter feito “corpo mole” em 2006, permitindo que Ana Júlia e Barbalho, unidos, provocassem sua derrota nas urnas.

Ele não perdoa o fato de o PSDB ter feito nas urnas a maior bancada da Assembleia Legislativa, com dez deputados, e afirma que Jatene “não teve competência” para elegê-lo governador.

“Foram erros e erros cometidos”, dispara. Gabriel recebeu o DIÁRIO em seu sítio, na Região Metropolitana de Belém, profetizando que Jatene não será candidato ao governo. Sua certeza estaria baseada na suspeita de que o ex-governador “não goza de saúde” para suportar a campanha eleitoral. Revelou ter ouvido queixas no PSDB sobre a ausência de Jatene nos municípios onde são marcadas suas visitas.

Provocado, confessa que gostaria de disputar o governo. Diz que uma pesquisa encomendada pelo PSDB aponta que ele teria 32% de chances de vencer a convenção, contra 29% de Jatene. E culpa o presidente nacional do partido, o deputado Sérgio Guerra, por ter optado por um Jatene “mais simpático e bonitinho”. Demonstra mágoa com o PSDB, dizendo que o partido, por ele chamado de “oposição chapa-branca no Pará”, o considera “gagá e incapaz”, sem entender o motivo do alijamento.

TERCEIRA VIA?

A proposta de Gabriel é o PSDB apostar numa terceira via, indicando como cabeça de chapa ao governo, numa dobradinha com o PR, o vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale, alguém indicado pelo prefeito da capital, Duciomar Costa (PTB), ou até mesmo um nome do DEM. Dos democratas, destaca a ex-vice-governadora de Jatene, Valéria Pires Franco, a quem define como “revelação extraordinária da política paraense”.

‘PSDB FECHADO’

Ouvido pelo DIÁRIO, Jatene evitou fazer críticas diretas a Gabriel. Observou, no entanto, que o colega de partido “não está bem”, sem entrar em detalhes. Apenas lamentou que seja alvo de declarações que “nada constroem” no momento em que o mais importante seria definir um “novo rumo” para o estado do Pará.

Mas Jatene nega não ter se empenhado em eleger Gabriel. O argumento é de que a eleição dele não ocorreu por circunstâncias alheias ao PSDB.

Na verdade, faltaram votos suficientes para que Gabriel viesse a governar o Estado pela terceira vez.

Jatene não quer falar do passado, de olho no presente. Diz que o PSDB está “todo fechado” com sua candidatura. Vai para a convenção com os votos de delegados de todo o interior. Só espera que Gabriel não se lance candidato na hora da convenção. Não vê qualquer sentido nisso.

SEM AGENDA

A governadora Ana Júlia Carepa, por intermédio de sua assessoria, informou que não tinha espaço na agenda para conceder entrevista ao DIÁRIO DO PARÁ.

sábado, 1 de maio de 2010

Semifinais do segundo turno do Parazão

Paysandu x Remo

Águia x Cametá

A última pena de morte no Pará

No fascículo Memória de Santarém, que circula encartado à edição desta semana do jornal O Estado do Tapajos:

Santarém teve o triste privilégio de abrigar a última pena de morte executada no Pará. Em fevereiro de 1851 foi enforcado, na praça da Constituição (depois Rodrigues dos Santos), um escravo africano de 60 anos, conhecido por Pai Antônio. Ele cometeu um crime que, pela legislação da época, não podia ser perdoado nem comutado: matou o feitor da fazenda Cacaual Grande, um dos maiores estabelecimentos rurais do rio Tapajós. Não interessava se o escravo, de 60 anos, reagiu a ofensas e maus tratos. A lei impunha a pena capital como forma de exemplo para inibir os escravos e fazê-los se submeter às vontades dos seus proprietários.

Encerrado: Paysandu 3 x 0 São Raimundo.

7 minutos do primeiro tempo.

Jogo equilibrado.
------
10 minutos.

Paysandu está mais presente no ataque. Defesa do São Raimundo bate cabeça.

----
12 minutos
Bruno Rangel tenta encobrir goleiro Labilá e perde gol para o Paysandu.

-----
15 minutos

Gol. Tiago Potiguar, livre, faz Paysandu 1 x o São Raimundo.

----
22 minutos
Paysandu joga melhor. Defesa do São Raimundo não consegue voltar nos lances de contra-ataque.

----
30 minutos
Moisés obriga Labilá a espalmar para escanteio para o Paysandu.
----

32 minutos

Bruno Rangel faz Paysandu 2 x 0 São Raimundo.

----
40 minutos
Labilá salva mais um gol do Paysandu.

---
45 minutos
Primeiro tempo encerrado: Paysandu 2 x 0 São Raimundo.

----
Começa o segundo tempo.
Paysandu 2 x 0 São Raimundo
---
3 minutos
Pênalti de Labilá em Bruno Rangel

---
4 minutos
Bruno Rangel perde o pênalti. Chuta a bola na trave
Paysandu 2 x 0 São Raimundo

----
15 minutos
Zé Augusto entra no lugar de Bruno Rangel, no time do Paysandu.

----
27 minutos
Moisé cobrando pênalti. Paysandu 3 x o São Raimundo.

----
37 minutos
Paysandu 3 x o São Raimundo.
---
45 minutos
Encerrado.
PAysandu 3 x 0 São Raimundo

Paysandu x São Raimundo. Acompanhe pelo Blog do Estado a partir de 16 horas

Jogos da Copa 2010 vão ser transmitidos em alta definição

RAFAEL CAPANEMA
Folha de São Paulo


A Copa do Mundo na África do Sul começa em junho cercada de expectativas. A dos torcedores brasileiros é ver a seleção se sagrar hexacampeã. Já a dos fabricantes de televisores é vendê-los aos borbotões.

Neste ano, o principal apelo para a tradicional troca de TV na véspera da Copa do Mundo é a imagem superior proporcionada pela alta definição --todos os jogos serão filmados com câmeras HD e exibidos com essa qualidade pela Globo e pela Band, as duas emissoras abertas brasileiras que detêm os direitos de transmissão do evento no país.

De acordo com estimativa da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Eletroeletrônicos), os fabricantes venderão neste ano 11,5 milhões de TVs --19,6% a mais do que em 2009.

No primeiro trimestre deste ano, as vendas de televisores superaram largamente as previsões dos fabricantes, o que resultou em atrasos de até 20 dias nas entregas de aparelhos de LCD e de plasma para as lojas, de acordo com o Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos e Eletrônicos de Manaus.

Decisão

Escolher a TV ideal implica lidar com características e especificações técnicas com nomes tão complicados quanto o de um ponta-direita da Eslováquia ou da Costa do Marfim.

Mas a festa da TV digital não se resume às telonas. Quem quiser acompanhar os jogos da Copa no ônibus ou na fila do banco pode recorrer a minitelevisores que cabem no bolso e a celulares capazes de captar o sinal digital das emissoras.

Outra opção são os aparelhos receptores de TV digital que podem ser conectados a notebooks ou computadores de mesa, transformando-os em televisores de alta definição.

Engana-se, porém, quem pensa que as esguias TVs de LCD e plasma sepultaram as corpulentas TVs de tubo. Ainda há uma demanda alta por esses modelos, que, em alguns casos, podem oferecer uma boa relação custo-benefício.



Transmissão

Os jogos da Copa serão registrados com até 33 câmeras de alta definição. Os replays serão gravados com câmeras de alta velocidade, capazes de capturar imagens até 12 vezes mais rapidamente do que as de tempo real. Câmeras suspensas por cabos e instaladas em helicópteros prometem deslumbrantes panoramas aéreos.

"A transmissão [da Copa] é algo ditado pela própria Fifa. Ela dá o sinal e você não pode interferir nele", afirma José Emílio Ambrósio, diretor de jornalismo e esportes da Band. Segundo ele, as novidades que a emissora apresentará se concentrarão nos cenários virtuais no pré-jogo e no pós-jogo e nas reportagens locais feitas pela emissora na África do Sul, que também serão filmadas e exibidas em alta definição.

Já a Globo promete exibir tira-teimas sofisticados, com a recriação virtual precisa da posição de todos os 22 jogadores, da bola e do juiz em lances duvidosos.
Outra promessa da emissora carioca é uma aplicação de interatividade.

Uma tarde eletrizante

Gerson Nogueira:

Na super rodada de hoje, seis times precisam vencer. Três brigam para assegurar presença nas semifinais do returno do campeonato, dois lutam pela liderança do G-4 e um defende a chance de continuar na elite estadual. Com isso, os quatro jogos têm diferentes graus de importância, mas valem muito para os atores envolvidos.

Desconfio que o melhor confronto, pelo grau de risco envolvido, vai acontecer na Curuzu. Paissandu e S. Raimundo disputam vaga nas semifinais e quem perder praticamente se despede desta fase. Para os bicolores, há a tranqüilidade de já ter conquistado o primeiro turno e garantido presença na decisão do campeonato. Uma derrota, porém, seria terrível para a confiabilidade no trabalho de Charles Guerreiro, pois o torcedor já se mostra insatisfeito pelo desempenho do time em Cametá. Além do mais, tiraria a chance de faturar o título por antecipação.

Ao São Raimundo, de técnico novo (Valter Lima), só importa vencer. Um revés elimina definitivamente o campeão da Série D e atual vice-campeão estadual. Depois da gangorra de técnicos que o clube santareno viveu nos últimos meses, o objetivo é estabilizar as coisas para a reta final do Paraense e a campanha na Série C.

Pelo que produziram até agora na competição, o Paissandu leva vantagem no aspecto da regularidade. Some-se a isso o fator campo-torcida. O caráter decisivo do jogo deve atrair bom público à Curuzu. Charles tem problemas na lateral-esquerda. Sem Álvaro, vai repetir a escalação de Edinaldo, que comprometeu o setor defensivo em Cametá. Por outro lado, resgata a formação ideal de meio-campo, com Tácio, Sandro, Fabrício e Tiago Potiguar. Com esse quadrado, o Paissandu conseguiu seus melhores resultados no torneio – e Moisés realizou as atuações mais convincentes.

Outro embate equilibrado acontece em Marabá, onde o Águia recebe o Remo para defender a liderança isolada do returno. Em jogo, a ponta da tabela, mas um empate preserva as atuais posições. João Galvão não terá Soares e Samuel Lopes, mas o time-base está preservado no 3-5-2.

O Remo não terá Marlon, suspenso. Gian e Vélber, barrados, ficam como opções no banco de reservas. Giba acerta ao lançar pela primeira vez o garoto Diego Azevedo e erra ao prestigiar Otacílio, cujas atuações não justificam a titularidade.

No Parque do Bacurau, um empate basta ao Cametá para se classificar às semifinais do turno, situação inédita em seu curto histórico no certame estadual. A missão é facilitada porque o Ananindeua é o penúltimo colocado na classificação geral e não tem mais qualquer ambição na competição.

Por fim, o Independente precisa superar o Santa Rosa para permanecer na primeira divisão. Normalmente, não seria tarefa das mais complicadas, mas o desânimo do time de Samuel Cândido pode pesar negativamente.

A imprensa partidária


Lúcio Flávio Pinto

Editor do Jornal Pessoal

Por causa das novas posições políticas que seus proprietários assumiram, o Diário do Pará e O Liberal mudaram drasticamente a sua linha editorial. O jornal da família Barbalho esqueceu a campanha que vinha fazendo contra o prefeito de Belém, Duciomar Costa, e transferiu esse ímpeto para a governadora Ana Júlia Carepa. O PMDB ainda tem esperança de atrair o PTB do alcaide para uma ampla coligação, que reforçaria a candidatura do deputado federal Jader Barbalho ao Senado ou mesmo daria viabilidade ao ainda temerário projeto de se lançar de novo ao governo do Estado. Na pior das hipóteses, os petebistas não repetiriam localmente a aliança nacional com o PT, lançando candidato próprio.

Por causa disso, o jornal da família Maiorana passou a fazer matérias diárias de críticas à administração municipal, que antes estava imune a esse tipo de tratamento nas páginas de O Liberal. Agora, o jornal dá suporte ao governo do Estado, a ponto de materializar o que até recentemente parecia impossível: espaço amplo e de primeira para o ex-chefe da Casa Civil da governadora e seu atual assessor especial, Cláudio Puty. Além de tratamento Vip internamente, chamada do artigo e foto de Puty foram para a capa da edição dominical do dia 18, ao lado da fotografia do dono da casa, Romulo Maiorana Júnior.

O ziguezague contínuo dos dois principais grupos de comunicação do Pará indica que eles abdicaram a qualquer pretensão a coerência editorial e vão seguir seus interesses pessoais e comerciais na cobertura da eleição deste ano. É um grande retrocesso em relação ao comportamento recente, sobretudo por parte do Diário, que procurava dissociar sua linha editorial das atitudes políticas do seu dono.

Por causa desse ziguezague, o leitor precisa ir de um jornal para outro se quiser ter informações mais completas e um entendimento do que acontece na cena política. Para chegar a essa visão, porém, necessita de senso crítico. Todos sabem que só quando divergem ou brigam é que as grandes empresas jornalísticas se dispõem a fazer um jornalismo mais exigente, seguindo as regras da apuração dos fatos.

Mas não em profundidade tal que impeça a recomposição em seguida, como tem acontecido quase sempre. O inimigo de ontem poderá se tornar de novo o amigo amanhã (ou vice-versa), dependendo da força dos seus argumentos ($$$), sonantes no caixa. Mesmo quando uma campanha é aberta, ela não é irremediável. Às vezes porque as críticas ficaram mais no campo das ameaças e dos recados do que na consumação da verdade.

É o que se pode constatar em uma nota do dia 18 da coluna Repórter 70, de O Liberal. Ela anuncia que há tensão entre o prefeito e a secretaria municipal de saneamento, por causa da aproximação do final do contrato de concessão para a coleta do lixo, “prorrogado à exaustão com a Belém Ambiental”. Diz a nota que “além do sinal vermelho de improrrogável, a empresa está caindo pelas tabelas e o lixo começa a se acumular nas ruas”. E acrescenta, com um veneno que só os bem informados perceberão: “Os vereadores estão de olho espichado. Querem ver o que acontece para saber como é que fica”.

O sentido do recado vai por conta da suspeita de que é exatamente da coleta de lixo, concedida a uma empresa apontada como pertencente por via indireta (ou pelo menos associada) ao prefeito, que sairiam os recursos para manter o “mensalinho” da Câmara Municipal. Esse “pró-labore não contabilizado” mantém uma tática inteligente da atual administração municipal: transformar em lei todas as suas iniciativas, mesmo as mais cavilosas, como a redução em 60% do ISS para as inefáveis empresas de ônibus. Há sempre uma maioria de vereadores disposta a engolir esses sapos em troca de compensações. Daí o “olho espichado” no que vai acontecer com o contrato do lixo.

Ao invés de uma simples nota maliciosa, o jornal podia pautar uma reportagem em amplitude e profundidade para responder a todas as indagações e suspeitas em torno dessas operações cruzadas da gestão pública, que acabam permitindo o desvio de dinheiro do erário para particulares e homens públicos. Seria um serviço de alta relevância, no momento em que há uma investigação sobre o “mensalinho” na Câmara e o próprio jornal denuncia irregularidades na prefeitura – em regra, secundárias ou laterais, como a campanha em torno da desapropriação do Iate Clube (que deveria se transformar em bem de utilidade pública e seu uso foi desviado para fins obscuros, com a participação de gente da ante-sala do prefeito).

O jornal está “desovando” matérias contra Duciomar, que estavam proibidas de sair ou de serem produzidas, apesar de constarem do vasto repositório de histórias marginais sobre o prefeito e seus esquemas paralelos de poder e de faturamento. Ao menos enquanto não há um novo entendimento entre as partes, no âmbito mais restrito e particular possível.O procedimento é o mesmo do Diário do Pará, agora contra a administração do PT. O jornal não checa as informações quando o tema é propício a críticas ao governo de Ana Júlia, tão fecundo para esse tipo de abordagem. Por isso, abriu manchete num domingo considerando fantasma uma empresa que presta serviços ao Estado para no domingo seguinte, sem admitir explicitamente o erro primário, desviar o enfoque para a inadimplência da Secretaria de Transportes junto a essa empresa, como a causa do mau serviço realizado, sob suspeita de superfaturamento.

Os jornalistas devem ter cuidado para não se tornarem instrumento dos interesses das empresas, quando eles se confrontam com os fatos. Já o leitor, que acompanha esse traçado tortuoso da grande imprensa, precisa se manifestar pelas formas possíveis para mostrar sua disposição de não ser usado como massa de manobra e cobrar das empresas coerência mínima de postura editorial. Sem essa participação da opinião pública, a mídia vai continuar a agir como partido político. Ou muito mais do que isso.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 26 milhões

Ninguém acertou os números do concurso 1.175 da Mega-Sena, realizado na noite desta sexta-feira em função do feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho. Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), o prêmio acumulado está estimado em R$ 26 milhões para quarta-feira. Veja os números sorteados:

02 - 03 - 12 - 16 - 37 - 47

Ainda de acordo com a Caixa, 77 apostas acertaram cinco dezenas e ganharão R$ 23.254,42. Outras 6.958 fizeram a Quadra e receberão R$ 367,63. (Terra)

Operadoras não podem enviar mensagem via celular

As operadoras de celular só poderão enviar mensagens publicitárias ou propagandas por SMS aos clientes que autorizarem. A medida passa a valer a partir desse sábado, segundo determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A iniciativa é destinada a novos contratos, mas os clientes antigos que não quiserem mais receber as mensagens podem procurar a operadora para se descadastrar do serviço.

A alteração ocorreu após uma recomendação do Ministério Público Federal, que recebeu reclamações sobre o assunto. "Quem já é cliente precisa se descadastrar daquele tipo de prática. O que vai acontecer é que se a operadora continuar insistindo, ofenderá um direito seu e, em tese, garantiria até dano moral ou a possibilidade de deixar o contrato mesmo em caso de fidelidade", destaca o procurador Márcio Schusrterschitz.

O Idec destaca que o consumidor deve ficar atento ao descumprimentos da regra. E pede maior fiscalização para que a empresa cumpra aquilo o que já está previsto na legislação. (ODIA)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ana Júlia diz ironiza ao dizer que Cameron e sua equipe não conhecem as necessidades da região do Xingu

Do UOL:

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), apoiou a construção de uma hidroelétrica na região ao afirmar que a represa ajudará a reduzir abismos sociais em uma região em que "a pobreza não é ficção científica", como ocorre no filme "Avatar".

"É compreensível que Hollywood se preocupe com o meio ambiente, mas tem uma visão muito distante da nossa realidade", declarou à Agência Efe Ana Júlia, em alusão às manifestações contra a represa feitas pelo diretor do filme "Avatar", James Cameron, e alguns atores da obra de maior bilheteira da história.

Em entrevista por telefone à Efe, a governante apontou que o Pará tem um compromisso com a defesa do ecossistema amazônico e citou como exemplo o plantio de 1 bilhão de árvores até 2013.

"É uma meta igual à que a ONU colocou para todo o planeta, mas só para este Estado", disse Ana Júlia, que acrescentou que Cameron e os protagonistas de "Avatar" estão "convidados" a conhecer em primeira mão o projeto da represa e também "ajudar a plantar árvores".

Cameron AECameron, junto da atriz Sigourney Weaver e do ator Joel David Moore, se uniram aos índios e movimentos sociais que se opõem à construção da hidroelétrica de Belo Monte, uma obra que será realizada no rio Xingu, no coração do Pará.

Os três participaram de manifestações realizadas em Brasília, e Weaver se uniu nesta quarta-feira em Nova York a uma manifestação realizada por ativistas que participam do Fórum Permanente para Assuntos Indígenas das ONU, onde denunciaram o dano ambiental atribuído ao projeto.

Segundo Ana Júlia, quem se opõem à represa desconhece as garantias e as contrapartidas ambientais e sociais incluídas na licitação, mediante a qual as obras serão repassadas a um consórcio público-privado em 20 de abril.

A represa de Belo Monte terá um custo de US$ 10,6 bilhões, gerará em média 4.571 megawatts por hora e alcançará um pico de 11.233 megawatts nos períodos de cheia do rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas.

Serão investidos também R$ 1,5 bilhão para mitigar o impacto socioambiental, e outros R$ 2 bilhões em projetos para o desenvolvimento sustentado do rio Xingu, explicou Ana Júlia à Efe.

A governadora acrescentou que na região serão construídas casas e postos de saúde, e serão desenvolvidas obras de saneamento básico hoje quase inexistentes. Ao todo, 12 mil pessoas devem deslocadas com a represa e terão esses benefícios.

Além disso, Ana Júlia expressou que a represa terá um impacto econômico importante em uma área na qual impera a pobreza e o desemprego.

Explicou que as obras gerarão 18 mil empregos diretos e 23 mil indiretos. Esse impacto, no entanto, será multiplicado assim que a represa entrar em operação, pois ajudará a potencializar a economia do Estado do Pará.

Como exemplo, disse que essa região do norte do Brasil é muito rica em bauxita, mas até agora só exporta o mineral, pois não tem condições de beneficiá-lo em alumínio porque, entre outras coisas, na região não há fornecimento de energia elétrica.

"Belo Monte permitirá ao Pará deixar de ser um mero exportador de matéria-prima, gerar emprego e renda e abrir as portas ao desenvolvimento", apontou.

Segundo a governadora, uma região de poucos recursos como Pará "não pode estar condenada à pobreza e ao desemprego" e tem o mesmo "direito" ao desenvolvimento que outras áreas do Brasil e que os países mais ricos do mundo, "que já destruíram todas suas selvas".

Na opinião de Ana Júlia, quem se opõem à represa, além de ignorar as compensações sociais e ambientais estabelecidas como condições para o projeto, fazem a partir de uma "visão que na realidade é conservadora e não conservacionista".

Supermercados fecham amanhã

Amanhã, 1º de maio, é uma das quatro datas em que as lojas e supermercados são obrigados a fechar as portas por causa de convenção coletiva dos comerciários de Santarém.

Quem quiser fazer o rancho ainda é tempo. Os maiores supermercados só encerram o expediente as 22 horas.

Quem vai pagar pelo 366?

Miguel Oliveira
Editor-chefe

Até hoje, relutava em escrever sobre a polêmica autorização legislativa para o empréstimo pretendido pelo governo do estado, junto ao BNDES, batizado pela mídia de ‘366’.

A imprensa da capital trava uma disputa maniqueísta sobre o assunto. O Liberal, fala uma coisa, o Diário, outra. O leitor fica sem poder tirar suas próprias conclusões.
Mesmo considerando insuficientes os argumentos de ambos os lados da contenda – PMDB/PSDB, de um lado, e o PT, de outro, esperava que à verdade começasse a vir à tona, a qualquer tempo.

Hoje, essa oportunidade surgiu. E me foi dada justamente por um dos porta-vozes da contenda, o nobre deputado estadual Parsifal Pontes, ao comentar em seu blog um assunto correlato ao empréstimo 366.

Com justa razão, o líder do PMDB, alerta que as patrulhas mecanizadas, que o governo do Pará entrega hoje a prefeitos, foram compradas com empréstimo de R$ 150 milhões autorizado pela Assembléia Legislativa.

E ressalta que “o pato quem vai pagar é o contribuinte. O deputado mostra-se preocupado com a enorme divida que já beira, neste governo, a R$ 2,5 bilhões.
Pois bem, vamos analisar o raciocínio cartesiano de Parsifal.

Quem paga empréstimo é o tesouro estadual do dinheiro arrecadado pelo fisco diretamente ou através de transferências a fundo perdido ou empréstimos bancários.
Em todas essas situações, é o contribuinte quem paga a conta. Mas em todas essas mesmas situações, a exceção de verbas a fundo perdido, o contribuinte também é o único beneficiário. Ou deveria sê-lo.

Mas a mesma lógica do líder do PMDB não está bem explicada quando se trata da obstrução ao 366, com o qual o governo vai fazer obras, ou promete fazê-las, nos municípios paraenses.

Parsifal sustenta que o governo do estado quer autorização para gastar a seu modo próprio um dinheiro que deveria ser melhor ‘repartido’ entre as prefeituras, indistintamente.

Sua emenda alternativa carimba o destino do bolo. O governo avança em admitir a repartição da massa financeira fermentada em ano eleitoral.

A governadora aceita avançar o percentual de 30 para 43 por cento da fatia reservada a obras e serviços nos municípios, mas não se submete aos critérios da emenda Parsifal, que é o populacional, ao contrário do IDH, tese do governo.

E aqui eu volto a questionar a coerência do líder do PMDB. Se quem vai pagar a conta é o tesouro estadual, em nome do contribuinte que recolhe seus impostos, como fazer essa repartição entre prefeituras?

Esperei até agora que o parlamentar admitisse, pelo menos em tese, que os municípios já tiveram ressarcido, através de Medida Provisória, a queda de arrecadação por causa dos efeitos da crise financeira internacional.

Mas, o líder do PMDB, mesmo sabendo que os municípios já tiveram direito ao seu quinhão, a fundo perdido, uma verdadeira compensação, propõe carimbar o mesmo destino à metade de uma compensação que será dada aos governos estaduais.

Parsifal, tão brilhante em suas afirmações, quer dar marretada com o chapéu dos outros: dividir com as prefeituras um dinheiro que o governo vai pagar sozinho.

Digo pagar sozinho porque poucas prefeituras do Pará têm capacidade de contrair empréstimo com o BNDES, como Belém e Santarém. As pequenas prefeituras não gozam de equilibro fiscal. O governo teria que garantir o pagamento do empréstimo. Dá no mesmo.

Resumindo essa ópera-bufa, está o PMDB, pela voz de Parsifal, a querer impor um ponto de vista caolho no caso do '366, imaginando que por este lado do Equador, quem não tem colírio usa óculos escuros.

Isonomicamente, espero que o deputado reflita e mesmo que vote contra o 336, use em suas análises a mesma argumentação do empréstimo de 150 milhões: o empréstimo precisará ser pago por um dos entes federados em nome do contribuinte.

Se fizer isso, dará uma demonstração que, apesar das arengas políticas, a sinceridade faz bem à nossa rarefeita intelectualidade da qual Parsifal já obteve sua cadeira cativa.

Vassourada na direção do Hospital Municipal de Santarém

O jornal O Estado do Tapajós, que já está nas bancas de Santarém, revela que a prefeita Maria do Carmo venceu a queda-de-braço com o PMDB e defenestrou da direção do Hospital Municipal de Santarém a médica Marina Chanine - aquela que no dia do desabamento que matou duas pessoas no HMS estava clinicando em Alenquer.

Na quinta-feira, o secretário de saude José Antônio Rocha recebeu o pedido de demissão da médica, indicada pelo PMDB para o cargo. Desde o início de março, a prefeita já tinha determinado o afastamento de Marina, mais o partido dela não aceitou a decisão de Maria, o que só ocorreu no final deste mês.

Ontem, a administradora Ana Cláudia Tavares foi nomeada para a direção do HMS. Ela era a chefe de gabinete da Semsa.

Além de Marina, Anderson Cavalcante, coordenador de enfermagem do hospital será substituído assim que Ana Cláudia tomar posse.

Paulo Pires, médico e diretor clínico do HMS enfrentará eleição interna no próximo mês para continuar ou não na função.

Vic Pires Franco: Uma história exemplar

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


O deputado federal Vic Pires Franco era um dos amigos mais íntimos de Romulo Maiorana Jr., o principal executivo do grupo Liberal. A amizade remontava à infância de ambos e se manteve quando tentaram iniciar um negócio próprio juntos, em uma banca de revistas de luxo na avenida Presidente Vargas, que não deu certo. E quando se arriscaram na carreira política, filiando-se ao PMDB, com ficha abonada pelo então governador Jader Barbalho. O chefe do PMDB se tornaria depois inimigos de ambos, permaneceria como o Belzebu dos Maiorana e é tratado pelo deputado do DEM conforme as circunstâncias e o sentido dos ventos. Vic prosperou na política e Rominho nos negócios, sempre como aliados.

Até que se atritaram e o nome de Vic, abundantemente citado nos veículos do grupo Liberal, entrou para o índex da casa. O deputado se vingou propondo uma ação popular contra o “convênio” (na verdade, um contrato) através do qual a Funtelpa (Fundação de Telecomunicações do Pará) cedia sua rede de estações para retransmitir as imagens geradas pela TV Liberal e ainda lhe pagava uma espécie de aluguel, que somou 32 milhões no seu período de vigência, de uma década. Foi um dos maiores escândalos do reinado tucano de 12 anos.

A represália parece ter dado certo porque a relação foi restabelecida, Vic desistiu da autoria da ação judicial e seu nome voltou a ser citado. Até recentemente, quando parece ter-se desencadeado novo atrito. Seu sintoma é o mesmo: o nome de Vic sumiu dos veículos do grupo Liberal. Novamente deu o troco, desta vez através do seu blog. Nele podem-se ler comentários, como:

– Duciomar Costa não está mais de castigo nas páginas de O Liberal

Está no corredor da morte

Sem apelação

Sem perdão

Só um milagre o tira de cadeira elétrica

Ou da forca

Mas como milagres existem, vamos ficar no aguardo.

Seria o "Milagre da rua 25"

– No Liberal, as podruras do prefeito Duciomar

No Diário, as da governadora Ana Julia.

Aproveitem porque alegria de leitor paraense dura pouco.

– Pelo amor de Deus não comecem a ficar com pena do prefeito Duciomar pelas pancadas que ele anda levando nas páginas de O Liberal.

Muito pelo contrário.

Aproveitem, porque alegria de leitor paraense dura pouco.

Depois dessas declarações, haverá possibilidade de nova reconciliação entre Vic Pires Franco e Romulo Maiorana Júnior?

À parte esta questão, verifica-se uma situação estranha em relação à ação popular contra o “convênio”, revogado já na administração Ana Júlia Carepa. A juíza Rosileide Filomeno, da 3ª vara cível, rejeitou a ação, considerando legal a relação entre a Funtelpa e a TV Liberal. Domingos Conceição, que assumiu a causa quando Vic dela desistiu, recorreu. O recurso chegou ao tribunal no final de dezembro de 2007. Desde então, nove desembargadores (do total de 30) recorreram a motivos de foro íntimo para se recusar a apreciar o processo. Em agosto de 2008 ele foi redistribuído pela 10ª vez, estando desde então no gabinete da desembargadora Luzia Nadja do Nascimento, sem despacho.

Borges Leal e Turiano Meira finalmente serão recapeadas

Duas principais vias de Santarém começaram a receber ontem, trabalhos que antecedem ao recapeamento asfáltico: a avenida Borges Leal e a travessa Turiano Meira.

Nas obras de recapeamento da Borges Leal e Turiano Meira, estão sendo investidos recursos do governo federal, através do ministério das Cidades, com contrapartida da prefeitura, por meio da secretaria municipal de Infraestrutura (SEMINF).

A primeira etapa das obras corresponderá aos seguintes trechos: Borges Leal (da Santarém-Cuiabá à avenida Magalhães Barata); e Turiano Meira (da Muiraquitã às proximidades da avenida Tropical).

De acordo com a divisão de Engenharia da SEMINF, a previsão é que até o final desta semana, sejam concluídos os trabalhos de limpeza e iniciados os de recuperação de erosões no solo, através do tapa-buraco, nos mesmos moldes do que foi executado na avenida Magalhães Barata.

Magalhães Barata - A programação da empresa responsável SANENG, também responsável pelas obras de recapeamento da Magalhães Barata, é que amanhã, 30 de abril, inicie o novo asfaltamento de mais um perímetro da via, no trecho entre as avenidas Plácido de Castro e Irurá.(Fonte: Ascom/PMS)

STF é contra revisão da Lei da Anistia por sete votos a dois

“Só o homem perdoa, só uma sociedade superior qualificada pela consciência dos mais elevados sentimentos de humanidade é capaz de perdoar. Porque só uma sociedade que, por ter grandeza, é maior do que os seus inimigos é capaz de sobreviver.” A afirmação é do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, último a votar no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 153) em que a Corte rejeitou o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por uma revisão na Lei da Anistia (Lei nº 6683/79).

A Ordem pretendia que a Suprema Corte anulasse o perdão dado aos representantes do Estado (policiais e militares) acusados de praticar atos de tortura durante o regime militar. O caso foi julgado improcedente por 7 votos a 2.

O voto vencedor foi do ministro Eros Grau, relator do processo. Ontem, ele fez uma minuciosa reconstituição histórica e política das circunstâncias que levaram à edição da Lei da Anistia e ressaltou que não cabe ao Poder Judiciário rever o acordo político que, na transição do regime militar para a democracia, resultou na anistia de todos aqueles que cometeram crimes políticos e conexos a eles no Brasil entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.

Além do ministro Eros Grau, posicionaram-se dessa maneira as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie, e os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.

Defenderam uma revisão da lei, alegando que a anistia não teve “caráter amplo, geral e irrestrito”, os ministros Ricardo Lewandowski e Ayres Britto. Para eles, certos crimes são, pela sua natureza, absolutamente incompatíveis com qualquer idéia de criminalidade política pura ou por conexão.

O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento porque estava à frente da Advocacia Geral da União à época em que a ação foi ajuizada e chegou a anexar informações ao processo. O ministro Joaquim Barbosa está de licença médica.