quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

O Blog do Estado deseja a todos os leitores um Feliz Natal.

As atualizações serão retomadas a partir de 08h00 de sábado, 26/12.

J.Lennon, Merry Christmas War Is Over



Manchetes de O Estado do Tapajós


LEI NÃO INIBE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

RESGATADOS 10 CORPOS DO NAUFRÁGIO DO BARCO ALMIRANTE BARROSO

INQUÉRITO DA MARINHA SÓ COMEÇA APÓS FIM DAS BUSCAS

ALMIRANTE BARROSO NAUFRAGOU SOB COMANDO DE PILOTO SUBSTITUTO

QUEM TEM MEDO DE 'AMIGO INVISÍVEL'?

PROIBIDO USO DE CAPACETES EM LOCAIS PÚBLICOS

NICODEMOS SENA, O ESCRITOR QUE SAIU DO PORÃO PARA A LITERATURA

TÉCNICO DO SÃO RAIMUNDO PREFERE PRE-TEMPORADA EM ALTER DO CHÃO

ALUNOS DA REDE ESTADUAL VÃO ENTRAR 2010 NA SALA DE AULA

DETRAN LANÇA NOVO MANUAL DE PROCEDIMENTOS

IBAMA DENUNCIA QUE CARVOARIAS CONSTINUAM IRREGULARES EM SANTARÉM

Memória de Santarém: BR-163 - QUANDO OS PIONEIROS ESTAVAM CHEGANDO


LEILÃO DE JÓIAS DA CAIXA É CONCORRIDO

APOSTADORES DA MEGASENA DA VIRADA TEM QUE JOGAR NO VOLANTE CERTO

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Emater convoca aprovados em concurso público

Mais 30 técnicos agrícolas, classificados no último concurso, acabaram de ser convocados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). Os editais foram publicados nos dias 17 e 21 de dezembro no Diário Oficial do Estado do Pará. Os profissionais têm 30 dias para se apresentar. Eles estão sendo lotados nos quatro polos regionais em que a Emater atua: Belém, Marabá, Altamira e Santarém.

Os editais de convocação podem ser consultados no site www.ioepa.com.br.


Naufrágio: Marinha desloca navio e helicóptero para local do acidente

Um helicóptero da Marinha, baseado em Manaus, já está em Monte Alegre dando suporte às operações de busca aos desaparecidos no naufrágio do barco Almirante Barroso.

O comando do IV Distrito Naval, em Belém, deslocou um navio para o serviço de remoção do barco, que está adernado às margens do rio Amazonas.

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Atualização as 14h28:

A delegacia da Marinha em Santarém confirma o resgate do corpo da décima vítima do naufrágio do barco Almirante Barroso.

Atualização as 11h08 (25/12):

Já foram confirmadas 14 mortes no naufrágio. O corpo de uma mulher continua desaparecido no rio Amazonas.

Após nota do Blog do Estado, Pro-Saúde confirma greve dos médicos no Hospital Regional

A Direção do Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará – Dr. Waldemar Penna informa que o Corpo Clínico desta unidade decidiu em assembleia paralisar parcialmente os atendimentos à população a partir desta terça-feira, dia 22 de dezembro, em virtude do atraso no pagamento da remuneração do mês de novembro, que deveria ser paga até o dia 20 de dezembro.

Ontem (22), o Hospital Regional recebeu da Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESPA um repasse que não foi suficiente para o pagamento integral e imediatamente repassou o equivalente a 50% da remuneração em atraso. A SESPA informou ao Hospital Regional que efetuará um novo repasse nos próximos dias, que seria suficiente para efetuar o pagamento do restante da remuneração.

A Direção do HRBA reuniu-se com uma comissão representativa do Corpo Clínico e foi informada que a paralisação deverá permanecer até que a remuneração seja paga de forma integral.

Desta forma, ficam suspensos serviços como consultas ambulatoriais, exames, novas internações e cirurgias eletivas. Não houve paralisação nos serviços de UTIs, hemodiálise, oncologia, atendimentos emergenciais (exames, cirurgias e internações), como também na assistência aos pacientes já internados. A Direção do HRBA informa que todas as demais equipes estão trabalhando normalmente.

O Hospital Regional aguarda que essa situação seja resolvida e que todos os serviços estejam com suas atividades normais o quanto antes.

Santarém, 23 de dezembro de 2009.
Dr. João Batista Alves Júnior
Diretor Técnico-Médico
Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará – Dr. Waldemar Penna
Pró-Saúde

Papai Noel sofre com o calor em Santarém

Mesmo com o calor insuportável, e bem longe da realidade tradicional natalina do sul do país, algumas lojas em Santarém continuam investindo em contratar o "bom velinho" para ajudar nas vendas. Atraindo as crianças e conseqüentemente os pais.
Henrique Moraes, que desde 1992 é animador de festa, palhaço (farofa) profissional, há quatro anos vem trocando a fantasia nesta época do ano e se transformando em Papai Noel para garantir uma renda extra. O jovem que trabalha no comércio também participa da programação oficial do município. Ele reclama do calor e do incômodo da roupa e da barba, mas diz que vale a pena, pois consegue faturar algo mais, cobrando R$ 100,00 por apresentação e assim garante um fim de ano melhor.

Mas em relação aos incômodos da roupa e do calor, ele diz ainda que existem alternativas, como não ficar por mais de três ou quatro horas com a roupa, sempre há um tempinho pra parar, tirar um pouco e hidratar, se não a jornada acaba por não ser cumprida corretamente. Para que tudo dê certo, o Papai Noel permanece sempre próximo ao ar condicionado.

A loja que o contratou diz que as pessoas ainda não entraram no clima natalino, mas esperam que isto aconteça a partir desta sexta-feira, com a maior proximidade da festa, pois esta é a esperança dos comerciantes. Os lojistas não enxergam outras alternativas para deixar o Papai Noel com um ar mais amazônico, pois só assim o publico se ente atraído, é diferente e incomum.

Preços e tradição ditam cardápio da ceia de Natal

Da Redação:

Mesmo com a queda dos preços de produtos que compõem a ceia natalina em relação ao ano de 2008, as famílias santarenas sentem no bolso os altos custos da ceia de natal e procuram alternativas para diminuir os gastos. Segundo a FGV, Fundação Getulio Vargas, a ceia de natal do brasileiro terá este ano uma redução de 17% nos preços dos produtos classificados como complementos da ceia, notadamente os importados, mas esse cardápio pode ainda estar longe dos sonhos de consumo da maioria das famílias.

Enquanto existem famílias que procuram manter a tradição, outras famílias não estão muito preocupadas com a ceia tradicional, ou por falta de costume ou por economia. Alguns usam dos itens típicos amazônicos para a realização de sua ceia alternativa e justificam que o mais importante é estar reunido em família. No caso da família dos Oliveira a ceia é temática, eles se reúnem todos no sitio, trocam presentes, fazem o culto, e abusam de alimentos típicos do interior, como a galinha caipira, por exemplo, fugindo dos altos custos dos produtos natalinos, mas não deixando de confraternizar.

Já na ceia da família Viana tem que ter o peru, mas os demais complementos são alternativos, o preço é um dos fatores que fazem com que a família fuja do tradicional, mas também muitos na família não são adeptos a gastronomia tradicional natalina. Esta tem sido uma opção de muitas famílias santarenas, uma ceia mais regionalizada e que possa agradar ao paladar de todos que encontram-se na mesa.

Alguns ainda são adeptos a uma ceia tradicional. As famílias Sá e Amaral que se reúnem todos os anos para a tradicional ceia, não dispensam o peru e as frutas em sua mesa, mesmo com os custos altos as mulheres da família que sempre ficam encarregadas das compras e dos preparos dizem que ainda vale a pena um investimento maio pra reunir a família, mas também não dispensam alguns itens não tradicionais, itens mais regionalizados. Outra família adepta a ceia clássico são os Feitosa que costumam se reunir diante da mesa para uma ceia farta e tradicional, onde não pode faltar as frutas, o panetone, o peru, o pernil e claro a oração e a troca de presentes. E, para que a ceia seja assim a família costuma economizar e dividir os gastos.

Os principais produtos são encontrados nos supermercados da cidade com uma faixa de preço muitas vezes razoável, mas como justificaram muitas famílias, pelo fato de serem muitos familiares reunidos a quantidade tem que ser grande e acaba saindo dispendioso.

O panetone preferido das crianças pode ser encontrado entre R$ 5,89 e R$ 30,99, já o pernil o quilo sai em media de R$ 8,49, enquanto a media do preço do peru pode ser encontrado até de R$ 8,90 o quilo, e entre as frutas a mais cara são as nozes que não saem menos de R$ 51,00 o quilo, passo pelo damasco que pode ser encontrado por R$ 20,00, até chegar a alternativa mais em conta, as frutas cristalizadas que não saem mais de R$ 4,73 o quilo. Mas não podemos esquecer as uvas (R$ 7,99 Kg), as passas (R$ 19,00 Kg), o bacalhau (R$ 29,00 Kg) e o Chester (R$7,99 Kg).

Autonomia na tela da Tv Liberal

Lúcio Flávio Pinto

Nem parece que a TV Liberal e o jornal O Liberal pertencem ao mesmo grupo empresarial. A mesma linha editorial é que eles não seguem. O jornal dos Maiorana fez o possível e o não recomendável para reduzir o significado da cassação do prefeito Duciomar Costa: colocou a primeira notícia no pé da primeira página e a partir daí só abriu o noticiário com a posição do alcaide. Chegou ao cúmulo de denunciar na primeira página, como delito penal, o que foi um ato de improvisação dos membros da mesa da Câmara Municipal: abrir a sala para dar posse (embora indevida) ao novo prefeito, José Priante, do PMDB, aquele que foi sem ter sido.

Já a TV Liberal vem fazendo uma campanha de matérias sobre aquilo que se transformou em caso de calamidade pública: o serviço de saúde em Belém. As culpas abrangem os três segmentos do governo (federal, estadual e municipal), mas a ênfase tem sido nos postos municipais. Todos os dias há situações escabrosas para relatar sobre o descalabro no setor – e a TV Liberal está presente. Como se fez bem presente à cobertura do cassa-não-cassa de Duciomar. Um contraste brutal com o que sai (e, em especial, com o que não sai) nas páginas dos jornais impressos da família Maiorana, que começou a cobertura não anunciando o fato (a sentença do juiz), mas a defesa do prefeito.

Como explicar o paradoxo? Simples: os Maiorana continuam a mandar na administração e nas finanças da sua emissora de televisão, mas quem dita as regras sobre a cobertura jornalística é Álvaro Borges, o jornalista deslocado de Minas Gerais para atuar como interventor na redação da TV Liberal. Até um tempo atrás essa intervenção branca se limitava às pautas da rede. Estendeu-se depois à cobertura local. E agora atinge também os investimentos necessários para que os jornalistas tenham boas condições de trabalho: câmeras, carros, equipamentos e agora até um helicóptero.

De moto próprio, os Maiorana se recusavam a cumprir integralmente o esquema de aplicações cobrado pela Rede Globo. Quando o atendiam, era parcialmente. A emissora esteve próxima do sucateamento algum tempo atrás. Mas a direção da Globo endureceu e, baseada no faturamento que proporciona aos afiliados, por conta de sua esmagadora liderança no mercado nacional, e para conter a sangria de receita, destinada a outras mídias, exige qualidade, que se tornara matéria escassa no balcão de negócios da Liberal.

Agora as ordens de cima têm que ser cumpridas. Tanto para dar credibilidade ao noticiário da emissora, fazendo-o aproximar-se da realidade e assim se libertar da pasteurização a que fora submetido pelo excesso de matérias recomendadas (pelo departamento comercial ou pelo totem do chefe), como também para melhorar o aprumo formal das reportagens, que falhavam por causa do uso de equipamentos defasados ou saturados.

A completa atualização da TV Liberal ao padrão Globo desafiava a liquidez da empresa, sem recursos próprios para bancar todas as despesas necessárias. Mas o Jardim Botânico não pretende condescender: a afiliada que arranje os recursos para responder aos desafios. A alternativa não é romper o contrato de afiliação, o que nunca esteve em pauta, desde que Romulo Maiorana tirou a representação de Roberto Marinho da TV Guajará, da família Lopo de Castro, na metade da década de 70 do século passado. O risco pode ser o aparecimento de um grupo – com disposição e capital – que se apresente para assumir o negócio, com uma oferta vantajosa para todos.

Portal da floresta (Veja on line)




A floresta recua e, às margens
do Rio Tapajós, surgem as praias
de Alter do Chão, uma surpresa
no coração do Pará

Leonardo Coutinho

Fotos Luiz Braga

Caribe na Amazônia: Alter do Chão tem areias branquinhas e as águas azuis do Tapajós, o rio-mar que de uma margem não se vê a outra

Pode ser alguma coisa no ar, na linha do horizonte, no calor que gruda na pele, na paisagem. Quem desembarca pela primeira vez em Belém do Pará faz uma série de constatações imediatas: está no Equador, o mar a sua frente é um rio, a imensidão verde da floresta chega até ali pertinho, suas referências do que é o Brasil precisam de várias adaptações. E Belém pode ser a base para uma experiência amazônica diferente, uma espécie de iniciação à floresta, com as praias de rio a seu redor, a exótica Ilha de Marajó quase na outra margem e, mais adiante, a melhor incursão de todas, Alter do Chão.

Para quem traz na mente as imagens convencionais da Amazônia, chegar a essa vila de pescadores, a 35 quilômetros de Santarém, é um espanto. Primeira surpresa, as águas do Tapajós, o mais bonito dos rios da Região Norte. Mornas e cristalinas, são de um azul intenso, que lembra o mar. Essa Amazônia de ares caribenhos se completa com mais de 30 quilômetros de praias de areia macia, branquinha. De uma margem do rio não se vê a outra – um efeito tão impressionante que os primeiros navegadores europeus, há mais de 400 anos, provavam de suas águas para ter certeza de que não era salgada.



Mercado de carnes, Belém: estruturas vindas da Europa no auge da "era da borracha" são restauradas em projeto que pretende devolver à cidade o antigo esplendor

A melhor época para visitar Alter do Chão é no verão amazônico, de julho a dezembro, quando a ausência de chuvas amplia a faixa de praia. É nessa época também que a modesta indústria turística local oferece mais opções de lazer: aluguel de caiaques, pranchas de windsurfe e de equipamentos de mergulho, todos artigos raros na baixa temporada. Na primeira quinzena de setembro, a vila lota com cerca de 100.000 pessoas que vão assistir ao sairé, uma festa regional que mistura elementos religiosos e lendas locais. Seguindo o modelo de outra festa amazônica, a da Ilha de Parintins, a população e os turistas lotam o sairódromo para acompanhar a luta entre o boto-cor-de-rosa e o cinza, o tucuxi. Saindo de Alter, os melhores passeios são de lancha, até praias desertas, como Aramanaí, Pindobal e Muretá – esta, enfeitada por um lago de águas verdes no meio da floresta, habitado por piranhas e jacarés. De volta à vila, no fim da tarde, a natureza oferece um programa obrigatório: a quinze minutos de lancha, na entrada da enseada que banha Alter do Chão, dezenas de botos, nadando em pares, sobem e voltam a mergulhar, alimentando-se dos peixes que usam o local para se reproduzir.

Para chegar a Alter, viaja-se uma hora de avião de Belém a Santarém (há vôos diários) e mais meia hora (35 quilômetros) de táxi ou carro alugado. Neste último caso, deve-se encher bem o tanque em Santarém, tendo em mente que na vila não existe posto de gasolina – nem táxi, nem agência bancária, nem caixa automático. A opção mais ousada é ir de barco. São 150 reais por pessoa em camarote duplo, com banheiro, ar-condicionado e o direito de contar, depois, aventurescas histórias de navegação no rio-mar. A duração da viagem também é amazônica: sessenta horas.


Ver-o-Peso: com suas torres e armações de ferro, o mercado tricentenário vende de tudo um pouco em barracas coloridas e é o cartão-postal de Belém

O sabor indígena: ingredientes amazônicos dão o tom exótico da culinária paraense, em que se destacam o pato no tucupi, o tacacá e a caldeirada (foto) de peixe

Na ida ou na volta, a revitalizada Belém é parada obrigatória. Metrópole da Amazônia no auge da extração da borracha, apelidada de "Francesinha do Norte" pela influência da França na arquitetura e no modo de vida dos novos-ricos do século XIX, a cidade está sendo reconstruída a partir do que restou de quase 100 anos de abandono. Em abril foi reinaugurado o Theatro da Paz, que teve suas pinturas e peças de madeira no estilo belle époque recuperadas. Na onda de reformas, até o tricentenário Mercado do Ver-o-Peso ganhou nova pintura, barracas padronizadas e um espaço mais arejado e limpo. São, ambos, parte da série de obras iniciadas três anos atrás, com a instalação da Estação das Docas, um complexo de lojas, restaurantes e teatro na zona portuária da cidade, onde galpões de aço trazido da Inglaterra há mais de um século receberam paredes de vidro, ar-condicionado e iluminação especial. Lá é um bom lugar para provar a culinária paraense, a mais autenticamente indígena do país, carregada no tucupi, um molho de cor amarelada feito de manipueira, o suco extraído da mandioca. Pratos obrigatórios: pato no tucupi e tacacá, este uma mistura servida em cuia do mesmo molho com camarão, goma de mandioca e temperos. Quem prova não esquece.



(Para acessar o site dos hotéis, clique nos estabelecimentos sublinhados)

Alter do Chão

Hospedagem

Uma opção sossegada é o Belo Alter (fone: 527-1247, 91 reais), novinho em folha e afastado do centro da cidade. Os apartamentos têm móveis simples, mas comodidades raras por lá, como ar-condicionado e TV. O acesso é por estrada de terra (menos de 1 quilômetro até a vila), sem iluminação. A Pousada Alter do Chão (fone: 527-1215, 25 reais) é para quem enfrenta qualquer parada – os quartos, com paredes de tábua, são mobiliados com nada além de uma cama e um ventilador.


DDD
O DDD da região é 93

Belém


Hospedagem

O Hilton Belém (fone: 0800-780888, diária de 380 reais) segue o padrão hotelão de rede, fica em frente ao Theatro da Paz e é considerado o melhor hotel da cidade. Oferece dois restaurantes e serviços compatíveis com o preço que cobra. O Beira Rio (fone: 249-7111, 98 reais), às margens do Rio Guamá, é ponto de partida para passeios de barco pelo rio. Já o Manacá (fone: 223-3335, 75 reais), instalado em uma casa numa região central, é simples, sem luxos, mas simpático – mais parece uma pousada e é tão escondido que até os taxistas têm dificuldade de localizá-lo.


Restaurantes
A restaurada Estação das Docas é o superendereço gastronômico de Belém, com quase uma dezena de restaurantes, que servem quase tudo, entre paredes de vidro com vista para a bela Baía de Guajará. As opções vão da comida regional à japonesa. O mais conhecido local para provar a saborosa e exótica comida paraense é o Lá em Casa (fone: 223-1212). Seu carro-chefe é o pato no tucupi.

DDD
O DDD da região é 91

Naufrágio: 9 corpos encontrados

Com o resgate do corpo de um menino de 11 anos, sobre para 9 o número de vítimas do naufrágio do barco Almirante Barroso.

Naufrágio: Superlotação

Ivan Lopes deixou um comentário sobre a postagem "Naufrágio: 5 corpos encontrados, 94 sobreviventes ...":

Naufrágios na região amazônica é tão corriqueiro que deveria não ser mais notícia. Se fosse um avião, certamente a imprensa nacional e internaciona estaria brigando para ver quem faria mais "furos" de reportagens.

As informações dão conta de que a referida embarcação estaria superlotada. suspeitei desde o início, mas serão as autoridades que vão fazer essas conclusões. Cadê as autoridades responsáveis que deixam esses barcos partirem com excesso de mercadorias e passageiros?

Se tivessem morrido 100 pobres, ainda assim, tal fato não comoveria as nossas autoridades, a não ser às vésperas das eleições, pois seriam 100 votos. É lamentável.

A morte por ganância

Antenor Giovaninni(*)

Quem é de fora, realmente estranha ao observar junto a orla da cidade aquele sem número de barcos ancorados a espera de cargas e passageiros. É o nosso ponto de ônibus para diversos destinos que margeiam nossos rios.
Como um exército de formigas lá vão eles chegando.
Os passageiros com suas malas, seus pertences, suas esperanças, seus ânseios, seus problemas, suas saudades.
Por outro lado outro exército de homens fortes e suados carregando nos ombros mercadorias para diversos destinos.
Todos são alojados.
Uns mais , outros menos apertados.

Chama atenção as centenas de redes esticadas ao longo dos barcos onde a grande maioria dos passageiros irá se acomodar até seu destino final.
Ao cair da tarde, lá vão eles já cheios de saudades mas ansiosos pela chegada no destino.
Mas, muitos deles no "olhômetro" dão a certeza e a sensação que estão acima do limite permitido. São muitas pessoas aglomeradas num dos pisos dos barcos.
Mesmo assim ele segue viagem.
Suas luzes desaparecem no horizonte pela imensidão do rio.
O aceno de muitos, o choro e o abraço de despedida ficam na beira na espera de ver o barco sumir nesse infinito.

No destino, o oposto. Mãos e olhos atentos no aguardo de entes queridos que muitas vezes fazem anos de distância e de saudades. A espera é agoniante, mas vale o sacrificio.
Os carregadores ajeitam seus carrinhos a espera da encomenda prometida.
Os ambulantes ajeitam suas guloseimas a espera da clientela que irá em breve desembarcar. É a féria do dia .
O tempo passa. As horas avnçam e o barco não chega.
A espera se transforma em sofrimento. A angustia se torna alflitiva.
Informações desencontradas. Pode ser que o barco quebrou.

Alguém chega com a noticia que ninguém quer ouvir e acreditar.
O barco virou. O barco afundou. O barco bateu e afundou. A tragédia aconteceu.
O chôro compulsivo pedindo a Deus pelo salvamento e pelo resgate.
Quem pôde se salvar, salvou. Quem pôde ser resgatado, o foi. Quem não conseguiu, é o fim.
Muitas vezes à espera de anos ao invés de chegar correndo, saltitando, sorrindo ao seu encontro para abraçá-lo, beijá-lo, dizer que lhe ama, que estava com saudades,
se tranforma apenas um corpo coberto por um lençol e a espera da identificação.
A irresponsabilidade de um, de dois, de alguns simplesmente destroem a vida de muitos por um punhado de dinheiro a mais.

O que era um sonho se transforma apenas num retrato na sala da casa e uma dor eterna e profunda no meio do coração que rasga a alma numa súplica de saudades.

O rio irá continuar seu destino, ora aguas mansas, ora revoltas, os homens da mesma forma irão continuar gananciosos a explorar suas travessias, conscientes que nada irá lhes afetar, nada irá lhes acontecer, porque quem morreu não foram eles, quem deioxu de viver não foram eles e nem seus parentes, o que importa na próxima viagem é faturar mais que a viagem anterior.

Trin-Trin próxima parada Santarém ...


(*) Aposentado e morador em Santarém.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Prorrogada inscrição e data do consurso do Iasep

As inscrições para o concurso público do Instituto de Assistência dos
Servidores do Estado do Pará (Iasep) foram prorrogadas até 12 de janeiro, informou a assessoria de imprensa da
Secretaria de Administração (Sead). A comunicação será publicada no Diário Oficial do Estado
nesta quarta-feira, 23.

Com a prorrogação, a dia da prova do concurso público do Iasep ficou marcado para 7 de fevereiro. O concurso do
Iasep vai ofertar 140 vagas para diversos cargos de nível médio e superior. Ele está sendo executado pela Fundação
de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), com supervisão da Universidade Federal do Pará.

A carga horária de todos os cargos é 30 horas semanais. As provas objetivas do concurso público serão realizadas em Belém.

Naufrágio: Respeito à ética e à dor de familiares não permitem divulgação de fotos de mortos

O Blog do Estado dispõe, desde o meio-dia, de fotos dos corpos de pessoas mortas no naufrágio do barco Almirante Barroso.

Mas não vai publicá-las em respeito à dor das famílias.

A exploração de fato macabro não encontra guarida neste espaço, aliás, assunto comentado pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, ao se referir à exposição de cadávares pelos jornais de Belém.

O Blog do Estado procurou cobrir esse trágico acidente com responsabilidade, revelando com exclusividade detalhes que acabaram sendo copiados por outros sites e emissoras de televisão de Santarém.

A equipe do Blog do Estado sabe de seu compromisso com a boa informação, mesmo em momentos críticos, como no caso desse naufrágio, mas jamais usará de baixarias para conquistar audiência, tais como exibição de cadáveres e mulheres em trajes sumários.

Naufrágio: Divulgada lista dos sobreviventes

Confira a lista dos sobreviventes do naufrágio do barco Almirante Barroso.
Clique aqui.

Obras nos mercados não resolvem velhos problemas

Cilícia ferreira
Repórter


Os mercados Modelo e Municipal passam por reforma há cerca de 20 meses. A obra era para ser concluída em 120 dias, 4 meses, como consta na placa de divulgação da obra afixada no local. O atraso vem gerando discussões entre os vendedores ambulantes, principais interessados, que foram remanejados para a Praça Rodrigues dos Santos e arredores. De um lado a Secretaria Municipal de Abastecimento (SEMAB) atrasa a entrega, com o argumento de que faltam alguns ajustes e de outro os vendedores que não vêem à hora de retornar para o mercado.

Cláudio Neves, presidente do Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Santarém, diz que a reclamação dos ambulantes é por conta do excesso de dias atrasados da obra, além de algumas situações como a instalação dos boxes para cada tipo de atividade. Ele diz que, principalmente, os peixeiros estão sentindo-se prejudicados com o tamanho e a fragilidade da bancada destinada para os peixes.

O presidente do sindicato diz que em relação às condições estéticas e de higienização do mercado as instalações estão boas, mas em relação a adequar essas condições à realidade do trabalho dos vendedores foi que a SEMAB falhou. Ele informou que em reunião com os peixeiros, na última terça-feira (15) a SEMAB expôs um contrato de locação para ser assinado pelos vendedores e deu 'explicações' sobre o atraso e estrutura do prédio e dos boxes.

A entrega da obra do Mercado Municipal está atrasada por conta da instalação de energia dos boxes. Os pontos de energia totalizam 273, que precisam ser instalados individualmente em cada boxe. De acordo com o dono da construtora responsável em executar o projeto, a instalação elétrica está pronta, o que falta é a instalação dos 'relógios' e ligação da energia, ambas pela Rede Celpa.

Célia Henn, do setor de projetos e licitação da SEMAB, diz que 95% da obra estão prontos, mas não tem previsão para a entrega. Ela diz que faltam alguns ajustes para a inauguração do novo mercado, como, a ligação da energia.

Com medo de represália, alguns não quiseram se identificar. João (fictício) é ambulante de eletrônicos há muitos anos e disse que está ansioso para voltar a trabalhar no interior do mercado. Ele conta que trabalhar do lado de fora compromete as vendas, porque "muitas vezes os clientes não querem fazer compras no sol". O ambulante também diz que a permanência deles nas calçadas e na Praça Rodrigues dos Santos, prejudica o tráfego de veículos e de pedestres. "Os próprios pedestres reclamam do aperto e alguns deles compram com a gente", explica o ambulante.

Já seu Arivaldo Oliveira, vendedor de peixe há 30 anos, disse que não tem medo de represália e aceitou falar sobre o atraso das obras. Ele diz que as obras do mercado foram previstas para 120 dias e já faz 1 ano e 8 meses que os ambulantes estão em um lugar improvisado. Segundo seu Arivaldo, as bancas não apresentam mais condições seguras de uso. Além dessa reclamação, ele conta que os boxes que serão entregues aos peixeiros não estão de acordo com a realidade deles. "O balcão de inox é pequeno e muito "fraco", não vai agüentar a carga de peixe que a gente coloca na banca e a bancada da pia foi feita com uma pedra muito fina e não tem nenhum apoio embaixo dela. Ela vai arriar com o peso dos peixes", comenta seu Arivaldo.

Atraso compromete vendas de ambulantes, açougueiros e peixeiros


Salustiano Figueira Castro, membro da diretoria do sindicato dos ambulantes, diz que o atraso das obras já está comprometendo as vendas dos ambulantes, uma vez que o local para onde foram remanejados não as bancas foram construídas para suportarem 4 meses apenas e, já está sendo usado a 1 ano e 8 meses. "Nós temos que receber essa obra, devido o inverno estar às portas. Não podemos passar mais um inverno nesse local".

O presidente dos ambulantes diz que, mesmo faltando alguns ajustes, eles querem mudar para o mercado o mais rápido possível. As adaptações que serão necessárias fazer, segundo Salustiano, serão divididas entre os vendedores e concluíram para que o mercado funcione ainda este ano. Ele diz que a SEMAB não deu uma precisão na data de entrega do mercado.

Os vendedores de carne também estão inconformados com a demora, pois segundo eles, o local provisório onde estão vendendo sua mercadoria, já está em péssimas condições. "Não dá para passar mais um inverno aqui", diz seu Rui Barbosa, açougueiro.

De acordo com o açougueiro, no inverno passado a enxurrada passava pelo meio do barracão improvisado, alagando todos os boxes e gerando riscos de acidentes graves, como choques elétricos, com o contato da água e os aparelhos elétricos.

Seu Rui Barbosa diz que os vendedores querem respostas diretamente da prefeita. "Queremos falar com a prefeita, pois todos os representantes da prefeitura que vêm ao mercado falam a mesma coisa sempre e não dão respostas concretas", diz o açougueiro.

Ibama diz que Sema só quer fiscalizar atividades que rendem receitas

Cilícia Ferreira
Repórter


Notícias de que o Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) realiza operações de fiscalização e autuação rotineiramente, todos conhecem. Mas que algumas dessas operações são de competência de outros órgãos ambientais que não cumprem o seu papel fiscalizador, isso não é divulgado.

Operações do instituto realizadas em meados de 2007 até meados 2008 foram embasadas por denúncias de que na região da rodovia Curuá-Una havia um tráfego intenso de transporte ilegal de madeira. Com a operação deflagrada no período, foram apreendidos aproximadamente mais de 80 caminhões madeireiros que faziam o transporte irregular de madeira sem nenhum tipo de documentação. Os caminhoneiros receberam o auto de infração e tiveram os caminhões e madeiras apreendidas.

Bruno Iespa, Chefe da Divisão de Controle de Fiscalização (DICOF) do IBAMA, diz que a partir dessa operação, vez ou outra, é feita fiscalização ao longo da rodovia. Mas informa que essa é uma competência da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), uma vez que o órgão licenciador passou a ser estadual. "O papel de fiscalizar aquela área é o Estado, a (SEMA)", comenta.

Bruno diz que o licenciamento já é bem definido em relação às áreas ambientais, os licenciamentos mais locais são de competência dos municípios, que já estão fazendo convênios com o Estado. No âmbito estadual, naturalmente, é competência do Estado. "Alguns estados da federação já tem suas incumbências em relação aos licenciamentos", explica o chefe da DICOF.

"Na fiscalização você não colhe os 'louros' como nos licenciamento. Quando um órgão licencia uma atividade existem as taxas que são recolhidas. Agora, na fiscalização é diferente, o órgão fiscalizador atinge o bolso do contribuinte, além do que, a fiscalização acaba não angariando recursos. É um trabalho oneroso para os cofres públicos".
Bruno diz que talvez seja por isso que os estados acabam não assumindo seu papel.

EMBARCAÇÕES REGIONAIS DEVEM PERMANECER NA ORLA DA CIDADE

A organização portuária em Santarém tem divergências de propostas dentro do governo. De um lado: Hilário Coimbra, secretário municipal de organização portuária (SEMOP), defende a criação de terminais exclusivos para passageiros em frente à cidade e para cargas. De outro: Everaldo Martins, secretário municipal planejamento (SEPLAN), diz que a proposta do governo é de levar cargas e passageiros para o novo terminalfluvial da Prainha.

Everaldo Martins afirma que a proposta do governo é de que o novo terminal funcionará com operações de cargas e passageiros. Diferentemente de Hilário, que defende a utilização do novo terminal como um porto exclusivo de cargas.

Hilário argumenta que a área onde está sendo construído o novo terminal fluvial tem características de embarques de cargas. Para o titular da SEMOP, os terminais de passageiros caberiam ao longo da orla da cidade, cuja definição no plano diretor participativo de 2006 é de uso recreativo-paisagístico, trecho compreendido entre a Travessa Frei Ambrósio e Avenida Borges Leal, no bairro da Prainha.

Hilário diz que a criação de terminais exclusivos de passageiros não compromete o uso da orla para qual foi destinado, conforme o plano diretor de 2006. Para ele, o que interfere é a ocupação de passageiros, cargas e carregadores ocupando o mesmo espaço.

Everaldo confirma que após a concretização das obras do Novo Porto da Prainha, na área da antiga Tecejuta, as embarcações de grande porte, que fazem as linhas interestaduais e intermunicipais migrarão do terminal provisório da Praça Tiradentes para o local do novo porto.

Enchente dos rios começou dia 1O

Cilícia Ferrreira
repórter

A grande vazante dos rios na Amazônia este ano afetou negativamente a vida de muitos ribeirinhos. Mas com a chegada das chuvas para a região, o nível dos rios começa subir. Conforme dados da Delegacia Fluvial de Santarém, na última quinta-feira (17), o Rio Tapajós marcava 1 metro e 80 na régua da Agência Nacional das Águas (ANA), régua que a Marinha utiliza para medir o nível das águas.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a régua media 3 metros e 20 centímetros o nível do Tapajós. Uma diferença de 1 metro e 40 centímetros.

De acordo com o Comandante Evandro Souza, delegado da Marinha, o nível começou a subir mesmo após o dia 10, em decorrência das chuvas que caem na região. O comandante conta que em ocasião de uma viagem que fez à Itaituba, na primeira semana de dezembro, o nível do rio estava baixo ainda sob influência do período de estiagem na região, mas a partir da segunda semana do mês, no seu retorno à cidade, percebeu que os temporais que caíram na região estão contribuindo para a subida do rio.

As chuvas que têm caído na região ainda não caíram com toda força em Santarém, apenas alguns chuviscos dão sinal de que o clima está mudando e a região oeste já começa a viver os tempos de inverno amazônico. É certo que esse ano, devido a grande cheia dos rios, a vazante chegou com um certo atraso e conseqüentemente o retorno do inverno também sofrerá esse atraso.

Edson Oliveira, comunitário de Piracauera, diz que aproveita bem as duas estações do ano, mesmo com as dificuldades peculiares de cada uma. No verão, com a estiagem, o lago seca, dificultando a navegação no interior da comunidade onde mora, ele diz que tem de deixar sua bajara na beira do rio Amazonas correndo o risco de roubo, ou de ser levada pelo fenômeno das terras caídas. Mas em compensação, ele aproveita o verão para plantar e colher alimentos que tem uma produção mais rápida, como, milho e melancia.

No inverno, com a cheia há a possibilidade de submersão das casas igualmente como aconteceu com várias comunidades ribeirinhas, no inverno passado, cujas casas foram levadas ou inundadas pelas águas, em contrapartida ele diz que a pesca durante o período é melhor e mais acessível. "quando enche, tem mais peixe", comenta. E a navegação no interior das comunidades é bem mais fácil e rápida.

Naufrágios na Amazônia continuam ceifando vidas

Em julho deste ano, o motor Karolina do Norte adernou no porto de Manaus, quando iniciava viagem para Monte Alegre, matando duas pessoas.

Ontem, o barco Almirante Barroso, adernou próximo a Monte Alegre. Até o momento foram contabilizados 5 mortes, mas o número pode passar de dez, pois seis pessoas estariam presas no interior da embarcação.

Tapajós reassume a Câmara

Ainda em convalescência por causa de uma cirurgia na próstata, o vereador José Maria Tapajós, reassumiu hoje a presidência da Câmara Municipal de Santarém.

Sangue impresso

Lúcio Flávio Pinto

A vendagem do Diário do Pará ainda não atingiu o nível que a empresa gostaria de alcançar para começar a divulgar os resultados dos boletins de auditagem do IVC (Instituto Verificador de Circulação). A tiragem não cresceu desde que o Diário se filiou ao IVC, aproveitando-se da saída desonrosa de O Liberal, que se desfiliou na véspera da chegada a Belém de uma equipe encarregada de verificar se o jornal dos Maiorana continuava a fornecer informações falsas sobre sua tiragem.

Talvez por causa dessa estagnação, o Diário voltou a usar e abusar da publicação de fotos sensacionalistas sobre cadáveres no seu caderno de polícia, para atrair a atenção dos compradores. Estava se aproveitando da demora em ser intimado da decisão tomada pelo juiz Marco Antônio Castelo Branco, da 2ª vara da fazenda da capital, que reajustou para 20 mil reais por dia a multa a ser imposta ao jornal pelo descumprimento de sua sentença. O juiz recebeu uma ação civil pública proposta no ano passado pela Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos e Movimento República de Emaús contra os abusos do jornal na divulgação de fotografias de cadáveres. A intimação do jornal ocorreu na semana passada.

Naufrágio: uma família destruída

Nosso leitor Ivan Lopes informa sobre a postagem "Naufrágio: 5 corpos encontrados, 94 sobreviventes ...", que uma família inteira morreu nesse trágico acidente naval:

Infelizmente, mais uma tragédia soma-se ao grande número que integra a história da Amazônia.

Será que essa embarcação atendia as normas de segurança?

Lamento muito por termos perdido alguns amigos da região do Vale do Jari, em especial o professor Eronildo, sua esposa e sua filhinha.

Os três corpos já foram encontrados, ou seja, uma família inteira destruída.

Médicos do Hospital Regional entram em greve

Pacientes estão dando com a cara no portão do Hospital Regional do Baixo-Amazonas, em Santarém.

Quem chega é avisado que o funcionamento do hospital está suspenso para novas internações ou liberação de exames.

Apenas os pacientes internados recebem assistência pós-operatória.

Os médicos do regional estão em greve porque ainda não receberam o salário de novembro.

Esta é a terceira vez que os médicos paralisam as atividades desde que o Hospital Regional foi inaugurado.

Naufrágio: 5 corpos encontrados, 94 sobreviventes e pelo menos 6 pessoas desaparecidas

Informações colhidas pelo Bolog do Estado apontam que pode passar de 10 o número de mortos no naufrágio do barco Almirante Barroso, que adernou ontem à noite, próximo a Monte Alegre, ao bater em um banco de areia.

Somado aos cinco mortos, o número de vítimas fatais ainda pode crescer, pois pelo menos seis pessoas estariam desaparecidas( o comandante da embarcação, dois maquinistas, dois tripulantes e uma mulher).

Agora há pouco, a Polícia Militar de Monte Alegre divulgou a lista com os nomes de 94 sobreviventes. Mas o nome de um rapaz que pilotava o barco em substituição ao comandante -que dormia no camarote na hora do naufrágio -, não consta dessa relação. Ele sobreviveu, mas fugiu do local com medo de represálias.

Quatro dos cinco corpos localizados ainda durante a madrugada estão no necrotério de Monte Alegre. O corpo de uma criança foi levado para Parinha.

Naufrágio do barco Almirante Barroso já teria 7 mortes

O naufrágio do barco Almirante Barroso já contabiliza sete mortes.

As informações são do repórter Erton Miranda, do jornal Tribuna da Calha Norte, que está neste momento na hidroviária de Monte Alegre.

Segundo o repórter, dos sete passageiros mortos, dois são de uma mulher e de uma criança, ambas de Prainha. Somente o corpo da mãe será removido para Monte Alegre.

Segundo apurações de Erton, o barco transportava mais de 100 passageiros. Já foram resgatados com vida 97 pessoas, que estão sendo levadas para Monte Alegre no barco Miranda Dias.

Um outro barco menor está levando alguns passageiros com estado de saúde agravada pelo naufrágio e deve chegar em Monte Alegre daqui a uma hora. O Miranda Dias é esperado por volta do meio-dia.

Projeto de bio-álcool em Santarém

Uma equipe do Ministério de Desenvolvimento Social e a secretária apresentaram o projeto de Inclusão Sócio-produtiva em Santarém para a prefeita Maria do Carmo (PT) e autoridades locais, onde será desenvolvido o arranjo produtivo para a produção de bio-álcoool, a partir da produção da agricultura familiar em comunidades quilombolas, que irá beneficiar famílias do município, com investimentos de mais de R$3 milhões.

O projeto de Inclusão Sócio-produtiva será desenvolvido com apoio e parceria de mais dez secretarias de estado e outros órgãos do governo, como o Banpará e a Adepará. Vai ampliar as competências de indivíduos e aumentar a capacidade familiar por meio da educação, da cultura e principalmente da qualificação e capacitação para o trabalho, com inclusão sócio-produtiva, e a promoção da autonomia delas para a produção e emancipação socioeconômica individual, das famílias e das comunidades.

(Com informações da Agência Pará)

Barco naufraga no rio Amazonas

O barco Almirante Barroso naufragou na madrugada de hoje no rio Amazonas, quando fazia a rota entre o distrito de Monte Dourado(Almeirim) e a cidade de Monte Alegre. A embarcação bateu em um banco de areia.

Segundo informações preliminares, o barco transportava 85 passageiros e tripulantes.

Um casal de idosos está desaparecido e uma criança teria morrido no naufrágio. Os demais passageiros foram resgatados e levados para uma fazenda.

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O acidente, segundo o site G-1

O barco motor, chamado Almirante Barroso, com capacidade para cerca de cem pessoas, fazia o trajeto Monte Dourado, Almeirim, Prainha e Monte Alegre. O acidente aconteceu quando a embarcação seguia de Prainha para Monte Algre, numa localidade conhecida como Farol do Peregrino. É investigada a hipótese de o barco ter batido num banco de areia.

Segundo os bombeiros, a comunicação do acidente às autoridades foi feita pelo proprietário do barco, que estava em Santarém, às 2h25 desta terça. O dono teria recebido as informações por telefone de um tripulante, que contou que o acidente ocorrera por volta das 22h.

Segundo o major Lima, ainda não há dados sobre se a embarcação estava em situação irregular ou não.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A redivisão do Pará: um bem

Lúcio Flávio Pinto

Foi induzido ao erro quem, surpreendido pela manchete de capa de O Liberal, passou a considerar iminente o desmembramento de um quarto do atual território do Pará (280 mil quilômetros quadrados) para nessa área constituir um novo Estado, o de Carajás. O projeto foi apenas aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde estava desde 2007, quando foi apresentado pelo senador Leomar Quintanilha. É provável que a iniciativa venha a ser aprovada no plenário da casa, já que 33 senadores a subscreveram dois anos atrás. Mas ainda passará pela comissão técnica e pelo plenário da Câmara Federal, onde a aprovação é considerada problemática, na melhor das hipóteses para os defensores do novo Estado.

Ultrapassada a barreira do Congresso Nacional, começará a fase do plebiscito. Os pró-emancipação, porém, ou ignoram as normas legais específicas ou agem de má-fé: a população “diretamente interessada” a ser ouvida não é apenas a que mora nos 38 municípios do sul e sudeste do Pará que constituiriam o Estado de Carajás; o plebiscito terá que abranger tanto a população do território que se pretende desmembrar “quanto a que sofrerá desmembramento”, conforme a lei que regulamentou a matéria, sancionada em novembro de 1998 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Se os emancipacionistas vencerem, será a vez de propor lei complementar para a criação do novo Estado, a ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas levando em conta as informações que lhe forem prestadas pela Assembléia Legislativa do Pará.

O caminho, portanto, além de ainda ser muito longo, é pedregoso. Os defensores do retalhamento territorial do Pará terão que fazer proselitismo em todo o Estado para convencer a população a aceitar a redivisão. A população de Carajás é menor do que a da área metropolitana de Belém, onde a posição dominante é contra a separação. No oeste os separatistas deverão ter vantagem, mas nas demais áreas ficarão em minoria. Nessa correlação de forças, o mais provável é que percam o plebiscito, uma possibilidade que também parece prevalecer na composição da atual Assembléia Legislativa.

Os fogos soltados em torno da aprovação do projeto no Senado são, por enquanto, de artifício. Mas a realização do plebiscito pode ser o caminho mais certo para colocar o debate sobre a fisionomia territorial do Pará sob novos parâmetros, afastando o bate-boca inócuo que tem sido travado até agora. Pode ser que a ameaça de um fato concreto sirva para alertar os paraenses para a importância de encarar a questão com a seriedade – e a conseqüência – que ela merece. Não com mero passionalismo ou pelo impulso de interlocutores incompetentes ou de má fé.

Governadora diz que criminalidade não se vence sem políticas públicas

Da Agência Pará

A governadora Ana Júlia Carepa disse que, até março de 2010, a segurança no Pará vai contar com o trabalho de mais de 1.300 policiais militares, admitidos por meio de concurso público. Em entrevista, nesta segunda-feira (21), no programa Bom Dia Pará, da TV Liberal, ela confirmou os investimentos que o governo já fez na área da segurança, com destaque para a realização de concursos públicos e aquisição de novas viaturas e armamentos. "Nós temos um efetivo policial muito maior, com mais equipamentos e melhores condições de combater a violência", disse a governadora.
No entanto, sem as políticas públicas que o governo implementou não será possível vencer a criminalidade, disse Ana Júlia. Ela informou que o programa Bolsa Trabalho já capacitou mais de 40 mil jovens, sendo que 15 mil já tiveram acesso ao mundo do trabalho. O Projovem, outro programa executado pelo governo estadual, capacita atualmente 8 mil jovens. Para a governadora, sem esses programas fica mais difícil superar o problema da violência. "A violência tem de ser combatida nas duas direções: com repressão e prevenção", defendeu.
Questionada sobre a área da saúde pública, Ana Júlia Carepa afirmou que "a mudança é concreta", mas reconheceu que "não é simples", dado o tamanho do estado. "Lamento a morte de qualquer cidadão e cidadã no estado, mas essa situação não é de agora", disse ela, referindo-se às notícias veiculadas pela imprensa, que mostram pessoas sendo atendidas precariamente e até morrendo sem atendimento adequado. Como exemplo de melhoria na saúde, a governadora informou que o governo está implantando o acelerador linear no hospital Ofir Loyola.
"O local onde ele (o acelerador) será instalado não é uma construção qualquer. É um local que, desde o projeto, tem de ser aprovado pela comissão nacional de energia nuclear", disse Ana Júlia, ao informar que em janeiro o aparelho estará à disposição dos pacientes do Ofir Loyola. Ela disse também que o governo está adquirindo aparelhos novos para a UTI do hospital, que não recebia investimento há muitos anos. "Nós estamos fazendo a transformação. Agora essa mudança não é fácil porque ficou muito tempo sem acontecer".
Ana Júlia Carepa também deu informações sobre o hospital de Breves, no Marajó, que está sendo construído pelo governo. Ela disse que o projeto original teve de ser modificado e que a unidade será inaugurada em 2010. Mesmo com a inauguração do hospital de Breves, os problemas de locomoção e transporte de pacientes ainda será um desafio, disse a governadora, que falou sobre a gestão da saúde no estado e da responsabilidade das prefeituras. "Hoje, todos os prefeitos recebem recursos diretos do governo do estado", disse Ana Júlia, ressaltando que o governo apoia as prefeituras na gestão da saúde básica.

A divisão do Pará(II) - Quem é quem na bancada paraense

O Blog do Estado apurou junto a jornalistas que cobrem o Congresso Nacional qual a posição dos integrantes da bancada federal paraense a respeito da votação dos projetos legislativos que autorizam a realização de plebiscitos sobre a redivisão territorial do estado do Pará.

Senadores

José Nery (PSOL) - contra

Flexa Ribeiro(PSDB) - a favor

Mário Couto(PSDB) - indefinido

Deputados federais

Paulo Rocha(PT) - a favor

Beto Faro(PT) - contra

Zé Geraldo (PT) - contra

Lira Maia (Dem) - a favor

Vic Pires Franco(DEM) - contra

Zequinha Marinho(PSC) - a favor

Giovani Queiroz(PDT) - a favor

Bel Mesquita(PMDB)- a favor

Jader Barbalho(PMDB0 - a favor

Asdrúbal Bentes (PMDB) - a favor

Elcione Barbalho (PMDB) - indefinida

Lúcio Vale(PR) - contra

Valdimir Costa(PMDB) - indefinido

Wandenkolk Gonçalves (PSDB) - a favor

Nilson Pinto(PSDB) - a favor

Zenaldo Coutinho(PSDB) - c0ntra

Gerson Peres(PP) - contra

Horários diferentes

Ontem, domingo em que o comércio de Santarém trabalhou em horário especial, fechando mais tarde, as empresas de transporte coletivo recolheram antes da hora os já reduzidos ônibus que fazem a 'domingueira', isto é, cobram passagem a 1 real.

Muitos consumidores tiveram que esperar na parada por mais de 2 horas para voltar para casa.

A divisão do Pará


Jader Barbalho

Na primeira semana deste mês o Senado Federal aprovou o projeto de Decreto Legislativo que autoriza a realização do plebiscito sobre a criação do Estado de Carajás, igual ao já anteriormente aprovado para a criação do Estado do Tapajós. Os dois projetos ainda tem que ser submetidos à votação na Câmara Federal e ter aprovação da maioria dos deputados para, depois, serem encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela realização da consulta popular. Isso fez com que o tema divisão do território paraense voltasse às discussões em qualquer roda de conversa.

Como tenho sido frequentemente abordado sobre a posição que tenho em relação ao assunto, digo que sou completamente favorável ao plebiscito e também a seu resultado. A consulta popular é a melhor maneira para quaisquer intervenções de governo. Ainda não inventaram coisa melhor. E sou a favor da consulta popular – Sim ou Não – por que isso vai obrigar os paraenses a conhecer melhor o Pará. O plebiscito vai abrir uma rede de discussão e convencimento. Os meios de comunicação, enfim, vão nos aproximar. O povo do sul e do oeste paraense vai ter oportunidade de dizer por que quer se tornar independente, assim como muita gente de Belém e mais 78 municípios vão lutar para que o Pará mantenha seu território original. Se houver a separação, e se estiver de acordo com os projetos apresentados, o maior Estado será o do Tapajós, com quase 600 km2 e 25 municípios. Carajás terá 285 km2 e 39 municípios e o Pará ficará com um pouco mais de 360 km2 e 79 municípios. Os que defendem a permanência do território dizem que o tamanho e riqueza são os principais orgulhos paraenses. Os que querem a divisão dizem que a ausência do Estado é o principal fator do movimento, e que isso faz com que os municípios distantes da capital estejam atrelados a um futuro sombrio quanto ao desenvolvimento.

Na consulta popular algumas considerações também terão que vir à tona, em benefício do conhecimento que deveremos ter sobre o lugar em que vivemos: o Estado a ser criado tem projeções viáveis de sustentabilidade econômica e social? Nos anos 90 do século passado, estudos técnicos da Secretaria de Planejamento, à época de meu segundo governo, indicaram que não. Entretanto, hoje é um novo século, uma nova época. Devem haver novos estudos, assim como sobre o quanto isso importará aos cofres públicos, à União. Outro fator é que, a partir da Lei 9.709/98, assinada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, publicada no DOU de 19 de novembro de 1998, (que dá entendimento sobre o que trata a Constituição Federal) no plebiscito, toda a população do Estado deve ser ouvida e não apenas a da parte a ser desmembrada. Ora, o Pará hoje tem um pouco mais de 4,5 milhões de eleitores e o quadro com os 64 muncípios que poderão formar os Estados de Carajás e Tapajós possui cerca de 1,5 milhão, restando 3 milhões de votantes. Isso deve favorecer uma grande disputa de convencimento.

Enfim, sou a favor da resposta da população no plebiscito. Sou a favor da discussão sobre crescimento e desenvolvimento do nosso povo. A separação ou união territorial não quer dizer que sejamos inimigos, mas que procuramos, no bom combate, buscar o que será melhor para todos nós.

Eu me submeto à vontade popular. Creio que o melhor caminho seja o debate e o enfrentamento da questão.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Pantera estréia contra o Santa Rosa, dia 17 de janeiro

Com os resultados deste domingo, fica assim definida a primeira rodada da fase principal do Parazão 2010, prevista para 17 de janeiro de 2010:

Paissandu x Independente
São Raimundo x Santa Rosa
Remo x Ananindeua
Águia x Cametá

Definida classificação para o Parazão

Foram definidos neste domingo os dois últimos classificados para a fase principal do Parazão de 2010. As duas equipes que se garantiram na última rodada foram Ananindeua e Santa Rosa. Cametá e Independente já estavam classificados. As quatro agremiações se juntarão na fase de elite do campeonato a Paissandu, São Raimundo, Remo e Águia. Os dois rebaixados para a segundinha de 2010 são Bragantino e Vila Rica. O artilheiro da primeira fase foi o atacante Juliano César (Cametá) com 7 gols.
Última rodada da primeira fase do Parazão 2010:
Tuna 1 x 0 Independente
Castanhal 3 x 1 Time Negra
Ananindeua 3 x 2 Vila Rica
Sport Belém 0 x 1 Santa Rosa
Bragantino 1 x 6 Cametá

Classificação final:
1º Cametá= 21 pontos
2º Ananindeua= 16 (Vit= 5)
3º Santa Rosa= 16 (Vit= 4; saldo= 5)
4º Independente= 15 (Vit= 4; saldo= 4)

5º Tuna= 14
6º Castanhal= 13
7º Sport Belém= 10 (Saldo= -2)
8º Time Negra= 10 (Saldo= -6)
9º Vila Rica= 9
10º Bragantino= 2
(Com informações da Rádio Clube)

Confira o gabarito e o boletim de questões da Uepa:


- Gabarito (PRISE e PROSEL) 1ª Etapa


- Prova (PRISE e PROSEL) 1ª Etapa


- Gabarito (PRISE e PROSEL) 2ª Etapa


- Prova (PRISE e PROSEL) 2ª Etapa

- Gabarito (PRISE e PROSEL) 3ª Etapa


- Prova (PRISE e PROSEL) 3ª Etapa

Curtíssimas de domingo

Coluna do Estado desta semana, de O Estado do Tapajós, revela que o vice-governador Odair Corrêa pode ser candidato a deputado estadual, só para atrapalhar os planos do veredeador Bruno Paraíba.
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A direção da Cosanpa parece que 'esconde' da governadora Ana Júlia as obras de abastecimento de água em Santarém que são tocadas com verbas do PAC. O presidente da empresa, Eduardo Ribeiro, que é do PMDB, já fez visita em companhia de gatos&sapatos, mas ainda não estendeu o convite à mandatária máxima do estado.
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O deputado federal Jader Barbalho(PMDB) apóia, apenas, a emancipação de Carajás. Tanto que articulou com o presidente da Câmara Michel Temer, a votação do requerimento de urgência sem o pedido do Tapajós, mas foi surpreendido com a articulação do deputado Lira Maia(DEM) de colocar em votação os dois requerimentos.
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Ainda no assunto: Lira Maia conseguiu de Temer a garantia de que se Carajás fosse votado, seria em conjunto com o Tapajós. Se um não entrasse, o outro não entraria em pauta. O presidente colocou os dois projetos em pauta, mas deputados de SP e RJ inviabilizaram a votação, que foi adiada para a partir de fevereiro de 2010.
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A secretária de pesca Socorro Pena desistiu de sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PT. Vai coordenar a campanha do cunhado Carlos Martins a deputado federal. Para a Assembléia Legislativa a tendência da prefeita Maria do Carmo pode fechar com dois outros nomes, um deles, do ex-coordenador do Incra em Santarém, Pedro Aquino.
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Será amanhã, dia 21, a sessão extrordinária da Câmara de Santarém que vai apreciar o projeto de lei do executivo que cria o conselho municipal de habitação.
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O lançamento de uma candidatura a deputado estadual pelo PV - fala-se no nome do médico Erick Jennings - tiraria votos do deputado Alexandre Von, candidato à reeleição pelo PSDB. Além de amigos, Erick e Von transitam na mesma faixa do eleitorado santareno.
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A prefeita Maria do Carmo, que é promotora de justiça, mandou renovar contrato de todos os servidores temporários colocados à disposição do poder judiciário, cujo distrato foi autorizado - mesmo sem ter poder para isso - pelo presidente local do PDT.
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Bom domingo a todos.
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sábado, 19 de dezembro de 2009

Lúcio Santarém não é mais técnico do São Raimundo

O queo Blog do Estado já desconfiava acabou se confirmando.

Hoje, a Tv Tapajós exibiu entrevista com o treinador Lúcio Santarém.

O próprio Lúcio confirmou à emissora que já não é mais técnico do Pantera.

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Atualização em 21/12

O técnico Lúcio Santarém recuou e fechou com a diretoria do São Raimundo por 5 mil reais de salário para dirigir a equipe na temporada 2010.

Conselho Estadual de Saúde recomenda medidas emergenciais para o Hospital Regional

Relatório do Conselho Estadual de Saúde aponta as principais deficiências do Hospital Regional do Baixo-Amazonas:
a)
Determinar a PRO SAUDE que garanta a presença de acompanhantes, em tempo integral, no caso de internação de crianças, adolescentes e idosos, com direito a alojamento e alimentação;
b) Determinar a PRO SAUDE que encaminhe para o CES cópia dos relatórios mensais e trimestrais de avaliação e cópia do relatório que é, periodicamente, enviado à Assembléia Legislativa do Estado;
c) Viabilizar o funcionamento pleno da uma Unidade de Referência Especializada Estadual, no município de Santarém, para garantir acesso a atendimento médico especializado (referência secundária) aos municípios da região;
d) Implementar serviço de gestação de alto risco pelo menos até que serviço deste tipo e complexidade seja instalado no município de Santarém;
e) Implementar para o Hospital Regional Oeste do Pará sistema de Regulação das internações compartilhada com a Regulação Municipal;
f) Definir o perfil de atendimento do hospital de forma democrática, ouvidos os municípios, os movimentos sociais e os conselhos municipais de saúde;
g) Rever os quantitativos de altas hospitalares, atendimento de Urgência e Emergência, atendimentos ambulatoriais e número de exames complementares a serem realizados no hospital;
h) Adequar os valores do contrato 2010/2011 ao perfil de atendimento definido;
i) Determinar que a legislação trabalhista seja cumprida pela empresa e os médicos sejam contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);
j) O CES deve manifestar posição contrária a municipalização do Hospital Regional Oeste do Pará;
k) Implementar no Hospital Regional Oeste do Pará Conselho Gestor nos moldes e paridade da resolução 333 do Conselho Nacional de Saúde;
l) Realizar esforço político concentrado e coletivo para o imediata habilitação, perante o Ministério da Saúde, de todos os serviços produzidos no Hospital Regional Oeste do Pará;
m) Ampliar o número de leitos da Unidade de Terapia Intensiva Adulto e viabilizar a contratação de mais anestesistas.

Leia a íntegra do relatório
aqui.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A carta do rancor de Almir Gabriel

Lúcio Flávio Pinto

A carta que o ex-governador Almir Gabriel escreveu para comunicar sua desfiliação do PSDB é um dos documentos mais hipócritas da história recente do Pará. É totalmente utilitário o argumento de que ele decidiu abandonar o partido do qual foi um dos fundadores, “em razão dos atuais desvios dos princípios políticos e éticos que o alicerçavam”. Esses princípios não estavam em vigor quando Almir patrocinou as candidaturas ao Senado de Luiz Otávio Campos, Duciomar Costa e Mário Couto, com currículos nada éticos.

Também não se aplicava então a rejeição que agora Almir exige dos tucanos à Companhia do Vale do Rio Doce (transformado em Rio Amargo, na rancorosa carta do ex-senador). Se seus correligionários de hoje se renderam ao “egocêntrico” Roger Agnelli, Almir chegou a lançar a pedra fundamental da fábrica de cobre da Sabolo Metais, em Marabá, com fanfarra e tudo. O projeto ficou no estouro dos foguetes na festa de lançamento presidida pelo bicudo governador. Uma fantasia para minorar os efeitos do seu azedume.

É igualmente falso que a decisão do PSDB, referendando o nome do também ex-governador Simão Jatene sobre o de Almir, que completou recentemente 78 anos de idade, se fundou “na tola e odiosa discriminação aos idosos”. Almir foi candidato ao governo em 2006, quando tinha 75 anos, e perdeu para Ana Júlia Carepa, do PT, não por ser velho, mas por não concatenar suas idéias, raciocinar com dificuldade e deixar transparecer um estado de espírito próprio não exatamente de velhos, mas de pessoas senis. No entanto, em 1994, ele explorou contra o seu adversários as mesmas características que Jarbas Passarinho, seu adversário, exibiu durante a campanha eleitoral. A carta de desligamento comprova mais uma vez que a história acabou para Almir José de Oliveira Gabriel. Não por estar velho. Mas por estar superado. As orquídeas continuam a esperar por sua promessa de cuidados.

Copa 2014: sinais de maracutaia no Amazonas


Da ESPN

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Amazonas recomendaram ao governo estadual, nesta quinta-feira, que anule o procedimento de pré-qualificação de empresas para a construção da Arena Amazônia, complexo esportivo que será construído como parte das obras para a Copa do Mundo de 2014 e que substituíra o estádio Vivaldo Lima. A anulação, segundo os órgãos, deve ser feita por conta de diversas irregularidades encontradas no edital que impediriam o caráter competitivo da licitação. Entre elas, estão a exigência de valores mínimos de faturamento anterior e a limitação de tempo para as comprovações de experiência, além da proibição de participação de consórcio.

Para o Ministério Público Federal, as exigências de valores mínimos de faturamento anterior e de limitação de tempo para comprovações de experiência são ilegais e atentam contra o princípio da livre concorrência, restringindo o caráter competitivo do procedimento licitatório. Das 14 empresas que adquiriram o edital, apenas três – Construtora Andrade Gutierrez S/A, Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção S/A – participaram da pré-qualificação. A reportagem procurou a assessoria do governo estadual para comentar sobre a recomendação, mas não obteve retorno

Manchetes de O Estado do Tapajós


MP QUER CANCELAMENTO DE LICENÇAS DA ALCOA


MERCADOS REFORMADOS CONSERVAM PROBLEMAS

IBAMA APREENDE MADEIRA EM AÇÃO QUE SERIA DA SEMA

DEPUTADOS DE SP E RJ IMPEDEM PLEBISCITO SOBRE TAPAJÓS E CARAJÁS

NÍVEL DO TAPAJÓS COMEÇOU A SUBIR DESDE O DIA 19

CONSUMIDOR COMEÇA A SENTIR NO BOLSO AUMENTO DO PESCADO POR CAUSA DO DEFESO

DECORAÇÃO DE NATAL LONGE DA REALIDADE AMAZÔNIA

Lúcio Flávio Pinto: O NATAL AMAZÔNICO COM FOGO NA MATA

BARCOS REGIONAIS DEVEM PERMANECER NA ORLA, GARANTE SECRETÁRIO

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Multimistura santarena garante gerações saudáveis

Cilícia Ferreira
Repórter

A pedagoga santarena Tatiane da Silva(foto ao lado) é uma prova viva para desbancar toda e qualquer dúvida sobre a eficácia da multimistura como complemento alimentar no combate à desnutrição infantil, contestada pelo Conselho Federal de Nutrição. Tatiane foi uma das crianças que recebeu assistência da creche SEARA, há aproximadamente 20 anos.

Atualmente, Tatiane trabalha como professora na própria creche e em uma escola particular. Passou pela SEARA em três fases da vida: quando criança, até os 5 anos. Dessa fase, ela conta que não tem muita lembrança. Depois Tatiane foi para o programa chamado 'ajudante mirim', que capacitava pré- adolescentes para ajudar os professores na creche. Tatiane diz que, no início de cada ano, os 'mirins' passavam uma semana no centro educacional, em forma de internato para aprender a lidar com todas as áreas da creche( na cozinha, na sala de aula, aprendiam a trabalhar em grupo).

Após a capacitação, os 'mirins' iam para a creche como voluntários. Tatiane conta que, no início, foi uma iniciativa da mãe que a levou para ser voluntária na SEARA. Mas admite que as atividades foram lhe envolvendo e ela começou a gostar do que fazia. Ainda como mirim, entre 14 e 15 anos, Tatiane ganhou uma bolsa para trabalhar meio período como aprendiz na Gráfica Tiagão. Ela passou um ano na gráfica e depois que saiu se desvinculou da creche por quase 6 anos. Em 2004, Tatiane voltou à cheche como voluntária aos 21 anos e depois de três meses foi efetivada com professora da cheche. Ela está lá desde então. Tatiane conta que já recebeu várias propostas, financeiramente melhores, para sair da SEARA, mas diz que tem uma missão a cumprir com a SEARA. "Algo me diz que não é para eu sair, tenho uma missão", comenta.

Atualmente, Tatiane é pedagoga. Está com 26 anos, casada e grávida do seu primeiro filho. Leva uma vida normal. Sem as seqüelas que a desnutrição, quando não tratada a tempo, pode causar na fase adulta. Tudo graças ao trabalho pioneiro da médica Clara Brandão, fundadora da SEARA, em utilizar a multimistura como complementação alimentar de crianças desnutridas.

A Multimistura surgiu a partir de estudos sobre preparações alimentares regionais para o combate a desnutrição alimentar. Em 1975, a Dra Clara Brandão, especializada em Pediatria e, posteriormente, em Nutrição, iniciou, em Santarém, seus estudos a fim de descobrir uma ação para combater a desnutrição infantil. Com o progresso dos estudos, em 1979, e com a parceria do Projeto Casulo, da LBA (Legião Brasileira de Assistência), criou-se, a Sociedade de Estudos e Aproveitamento dos Recursos da Amazônia, a ONG SEARA, que visava atender crianças desnutridas, com educação e complementação alimentar, utilizando-se da multimistura.

A multimistura foi introduzida na alimentação das crianças em creches e, em quatro meses, percebeu-se os efeitos favoráveis da multimistura, as crianças começavam a se recuperar. Com os resultados positivos o trabalho foi continuado com a SEARA, mesmo depois da extinção da LBA.

Rosilda Waughan, membro do Conselho Fiscal da SEARA e que por muitos anos esteve à frente dos trabalhos da associação, recebeu à reportagem e apresentou toda a estrutura física, educacional e administrativa do local.

A multimistura é um princípio básico de nutrição. Atualmente, a SEARA disponibiliza a multimistura em forma de um pó verde. É um complemento alimentar natural, rico em vitaminas e minerais, composto de farelo, pó de folhas verdes escuras, pó de sementes. Das misturas desses componentes se obtém um pó que é utilizado diretamente nas refeições, ou em sucos, batidas de frutas, ou da forma que a pessoa quiser. Dona Rosilda ressalta que o pó só não pode ser cozido, para que não perca seu valor nutricional. "O ideal é colocar a multimistura logo depois da preparação dos alimentos, na hora de servir", explica.

Dona Rosilda ressalta que a multimistura não pode ser vista como 'milagre', mas como uma maneira de suprir o organismo das deficiências de nutrientes, desde que, usada da forma correta, "não como substituição, mas como complementação alimentar".

Ao longo da visita, dona Rosilda mostrou a cozinha e como são manipulados e preparados os alimentos. Como exemplo, a cozinheira, mostrou uma bandeja enorme repleta de folhas verdes (escuras), dentre elas estava a Taioba, planta comumente vista nos quintais, e que estava sendo acrescentada na preparação do almoço do dia. O detalhe que a cozinheira enfatizou foi que a taioba não pode ser consumida crua, tem que passar por, pelo menos, de 50 minutos de cozimento.

No refeitório, onde as crianças se divertem comendo, há uma organização impecável. Crianças entre 1 a 5 anos aprendem a valorizar o momento, assim como os componentes da refeição.
Dona Rosilda, conta que as crianças que não têm o hábito de comer verduras em casa, resistem nos primeiros dias, mas que ao longo dos meses, "vão absorvendo a ideia de comer verduras".

Ana Carolina Pereira, coordenadora do Centro Cultural João de Barro (creche SEARA) conta que o trabalho da creche, funciona com o objetivo de tirar as crianças da desnutrição. São 140 crianças atendidas vindas de 10 bairros: Uruará, Área Verde, São José Operário, Santana, Prainha, Livramento, Jutaí, Diamantino, Mararu e Centro.

As crianças atendidas têm entre 1 e 5 anos e ficam no centro por um período de 3 anos, no máximo, até saírem do quadro de desnutrição. Além disso, ela conta que a instituição visa trabalhar a educação alimentar de toda a família, de uma forma saudável e barata.
"Nós tentamos mostrar para cada mãe que é possível comer bem com pouco dinheiro, através do aproveitamento completo do alimento regional", explica.

Conheça a multimistura

A multimistura é vendida em porções de 200 gramas a um preço de R$ 3,00 e pode durar 20 dias, se consumido nas refeições diárias. O uso de 1 colher em cada refeição é suficiente para a reposição dos nutrientes.
Dona Rosilda(na foto, no centro) dá ênfase à utilização da macaxeira por completo. O uso das raízes, mais consumida popularmente e, sobretudo, das folhas que são riquíssimas em vitamina A e Ferro. Em comparativo com a alface, por exemplo, a folha de macaxeira
(mandioca) possui 1960 mg contra 87 mg da alface de vitamina A; e de ferro a folha de macaxeira possui 7,6 mg contra 1,3 da alface.
Esse complemento promove o crescimento (dentro e fora do útero); aumenta a resistências às infecções; previne e cura anemias nutricionais; diminui as diarréias, diminui as doenças respiratórias e mantém a saúde.