terça-feira, 24 de março de 2009
Leitor diz que Osmando é pago para trabalhar na Semab e não na Câmara
"Senhor editor,
Enquanto esse senhor[Osmando Figueiredo] se preocupa em fazer articulações politicas, a cidade que importava 400 tons agora passou a importar 450 tons de produtos para nosso consumo. Se antes importavamos apenas horti-fruti, hoje já passamos a importar também de carne suina. E não nos esqueçamos do peixe . Sem incentivo, sem politica agricola, sem titularidade, com os Bolsa Familia da vida, fica dificil alguém querer plantar .. nesse meio tempo vamos fazendo chuleios politicos como uma grande toalha de tricot.
Antenor Giovannini"
Sarney cobra segurança de Ana Júlia
O senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Congresso Nacional, bem que tentou por telefone convencer a governadora Ana Júlia Carepa (PT) a devolver a segurança que três soldados da Polícia Militar do estado davam ao senador Mario Couto (PSDB-PA) em suas viagens ao Pará. Sarney argumentou com Ana Júlia que se algo acontecer a Couto a governadora será responsabilizada e pediu um documento por escrito do governo do Pará confirmando o fim da segurança da PM para o senador, crítico contumaz de Ana Júlia. Até a sexta-feira o documento ainda não havia chegado em Brasília.
Crise encerra ''lua de mel'' entre Lula e prefeitos
Passados 41 dias do evento com 3,5 mil prefeitos promovido pelo governo em Brasília para anunciar um "pacote de bondades", o clima de "lua de mel" cederá lugar hoje a duras cobranças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre agenda em Salvador. Confirmado o corte de 19% no segundo repasse de março do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um grupo de prefeitos liderados pelo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Roberto Maia, entregará um documento a Lula cobrando urgente revisão dos valores.
Amanhã, prefeituras paranaenses fecharão as portas em ato simbólico e outro grupo levará à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pedido de reconsideração dos repasses. A rebelião contrasta com o ambiente festivo do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, no qual foi anunciado parcelamento das dívidas com o INSS (ver abaixo) e o presidente defendeu a eleição de uma mulher em 2010 para a Presidência. Partidos de oposição viram um ato para promover a pré-candidata Dilma e recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral, mas o pedido não avançou.
O corte foi anunciado na sexta-feira, com base em estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional, e reflete a queda de arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda (IR) nos dez primeiros dias deste mês. Estava previsto um pagamento de R$ 310 milhões, mas só R$ 250 milhões foram efetivamente transferidos.
No acumulado dos últimos três meses - entre o fim de dezembro e o último dia 20 - a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula perda de 7,49% sobre o que era previsto. Em relação a igual período do ano passado, a queda, em valores reais, chegaria a 14,5%.
Em 2008, o total repassado no primeiro trimestre foi de R$ 13,6 bilhões, em valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Neste ano, foram R$ 11,9 bilhões - queda de R$ 1,7 bilhão.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, uma das consequências, nas cidades que sobrevivem do fundo, será a redução brusca no investimento em educação e saúde. "Também o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) têm caído de forma assustadora. Os repasses do fundo vinham aumentando havia seis anos e despencaram subitamente, surpreendendo os prefeitos, que contavam com outro perfil de arrecadação e têm compromissos altos a honrar", afirmou.
Ziulkoski lembra que 4 mil dos 5,5 mil municípios brasileiros têm o fundo como principal fonte de recursos. Procurado ontem, o Ministério da Fazenda não respondeu aos pedidos de entrevista.
Mais aqui.
São Raimundo x Paysandu confirnado para sábado as 17 horas
A diretoria alvinegra queria o jogo no horário noturno, mas o Paysandu vetou a pretensão do Pantera.
Amanhã, o São Raimundo enfrenta o Time Negra, as 20h30.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Caixa deve parar de exigir depósito para abertura de conta Caixa Fácil, adverte MPF
judicial caso não for suspensa.
A recomendação, assinada pelo procurador da República Alan Rogério Mansur Silva, foi encaminhada ao banco na última sexta-feira, 20 de março, e vale para todas as agências no país. O prazo para a resposta começa a contar assim que o documento for oficialmente entregue à
Caixa.
A irregularidade foi denunciada ao MPF por consumidores que tentaram abrir uma conta apenas com a apresentação de documentos pessoais, conforme propaganda feita pelo banco na televisão, na internet e em material impresso. Para checar as informações, servidores do MPF foram
ao banco e constataram a prática da cobrança.
"Ficou constatado que, de fato, além da documentação mencionada na publicidade veiculada, é exigido, para abertura da conta Caixa Fácil, comprovante de residência e depósito inicial em dinheiro, de valores distintos, estabelecidos pela gerência de cada agência", informa Mansur
Silva na recomendação.
"Ao veicular publicidade que induz o consumidor a erro, a Caixa Econômica Federal, além de descumprir preceito estabelecido no Código de Defesa do Consumidor, também está descumprindo resolução do Banco Central que estabelece que as instituições financeiras devem adotar medidas que objetivem assegurar transparência nas relações contratuais, preservando os clientes mediante prévio e integral conhecimento das cláusulas contratuais", complementa o procurador da República.
(Fonte: Assessoria de Imprensa do MPF)
Santarém sofre com a falta de água em plena época de chuvas
BELÉM - Dez bairros da Grande Área da Nova República no município de Santarém, a 1.300 quilômetros de Belém, no Pará, estão há quase uma semana com as torneiras secas. População sofre com o descaso.
- Eu tive que comprar água. Paguei R$ 10 para encher um tanque. Quem tem poço em casa está vendendo. É um absurdo - desabafou a dona-de-casa Isabel Soares.
Em situação semelhante à de Isabel estão 30 mil famílias que há cinco dias estão tendo que improvisar para ter água em casa.
O abastecimento nos bairros foi suspenso desde que a bomba da Companhia de Saneamento do Pará quebrou. A situação não deve ser resolvida em menos de 15 dias.
O fotógrafo Roque Pereira é uma das pessoas que não depende do fornecimento feito pela Cosanpa. Ele construiu um poço no seu quintal para não ter que passar por esse tipo de situação. Agora é ele que socorre os vizinhos.
- Faço isso com satisfação. É a única opção que muitas pessoas têm. Fico feliz por poder ajudar - afirma.
A manutenção no sistema de abastecimento deve começar ainda no final de semana. Enquanto o fornecimento não é normalizado, os moradores aguardam a chegada dos carros-pipas para amenizar a escassez.
Dever de casa dos comerciários: lavar a loja de manhã cedo
Desde sábado, as madrugadas na cidade são um dilúvio só.
'Caronas' fazem a festa no Barbalhão
Embora o público tenha sido menor ( 7.238), domingo 650 torcedores não pagaram ingresso para assisitirem à vitória de 3 x 1 mas, percentualmente, este número é maior do que o registrado na quarta-feira, quando 832 torcedores entram de graça, pois o número de pagantes foi de 9.988.
Em Belém, no Re x Pa, os caronas foram 5% do público pagante.
Em Santarém, esse índice oscila entre 8 e 10%.
E ninguém faz nada, para a alegria dos penetras.
Espécies vegetais encontram vida nova em áreas de reflorestamento da MRN
O desafio começa durante o salvamento das espécies. Todo cuidado é pouco para que as plantas sejam retiradas corretamente dos troncos das árvores, mantendo as características necessárias para que possam se desenvolver em um novo ambiente. No caso da MRN, é justamente para as novas áreas de reflorestamento que as espécies são transferidas, como explica Gentil Antônio Sousa Júnior, engenheiro florestal da empresa: “Viemos aprimorando ao longo dos anos as técnicas de reflorestamento identificando espécies potenciais à recuperação das áreas mineradas e o projeto de Manejo de Epífitas vem contribuindo com informações para o constante desenvolvimento de novas técnicas”, afirma.
A reintrodução das espécies em paralelo aos trabalhos de desmatamento é uma novidade, já que, nos anos anteriores, as epífitas resgatadas na mata eram armazenadas no horto florestal da empresa para posterior inclusão nas áreas reflorestadas. A nova dinâmica tem gerado bons resultados, agilizando o processo e oferecendo maiores chances das plantas se readaptarem ao meio ambiente.
A mudança contou com a experiência de mais de 30 anos do orquidólogo paraense João Batista da Silva, que desenvolve pesquisas junto ao Museu Paraense Emílio Goeldi,em Belém. Ele participa do resgate das espécies e trabalha no mapeamento de suas principais características e particularidades.
De acordo com o orquidólogo, o trabalho desenvolvido pela MRN fornecerá informações valiosas para o futuro dos trabalhos de identificação botânica. “Durante o resgate das epífitas e o acompanhamento dessas plantas nas áreas de reflorestamento, conseguimos ver detalhes de adaptação e desenvolvimento que não seria possível ver em nenhum laboratório. Podemos ver espécies enraizadas às arvores após um mês de fixação, com florescimento em no máximo dois anos, o que levaria cinco anos em laboratório”, ressalta o orquidólogo. “Os resultados vão ficar em duas áreas, uma é a científica, já que estamos montando um banco de informações sobre as espécies. A outra é a satisfação em contribuir com o meio ambiente”, avalia.
Os próximos passos do projeto Manejo de Epífitas incluem a criação do banco de germoplasma das espécies, que será composto por uma coleção completa de sementes, ilustrações botânicas, coleção viva e catálogo fotográfico dos exemplares coletados pela MRN. “O Manejo de Epífitas e o monitoramento do reflorestamento geram informações que são amplamente divulgadas por pesquisadores, proporcionando assim que outros empreendimentos, agências governamentais e ONG’s possam aplicar a tecnologia desenvolvida pela MRN para recuperação de ambientes alterados por atividades humanas em área amazônica”, finaliza Gentil.
(Fonte: MRN)
Seduc compra 43 mil dicionários desatualizados
Leia os detalhes aqui no site de Paulo Bemerguy.
Presidente da Câmara de Santarém vai à justiça para anular pregão de publicidade

Miguel Oliveira
Repórter
O presidente da Câmara Municipal de Santarém vereador Nélio Aguiar anunciou sexta-feira, com exclusividade a O Estado do Tapajós, que ingressará esta semana junto ao Ministério Público com representação contra ato do prefeito José Maria Tapajós que determinou a realização de pregão eletrônico para a escolha da agência de publicidade que prestará serviço à prefeitura de Santarém.
Segundo o presidente da Câmara, o Decreto 3.555/2000 não menciona o serviço de propaganda como atividade que pode ser contratada através de pregão. Nélio sustenta que a modalidade escolhida pela prefeitura nessa licitação, da qual foi vencedora a agência Vanguarda, deve ser utilizada apenas para aquisição de bens e serviços que não necessitem de aferição de critério técnico, variável indispensável na avaliação das empresas interessadas na prestação do serviço.
"Denunciei na Câmara, segunda-feira, que esse pregão era viciado e ilegal e que o nome da vencedora já estava escolhido antecipadamente", observou Nélio Aguiar.
Nesta entrevista, o vereador do PMN afirma que sua ausência à sessão de quarta-feira na qual foi empossado o suplente Erlon Rocha na vaga de José Maria Tapajós deve-se, exclusivamente, a compromisso previamente agendados para Belém. "Nada tenho de pessoal contra a posse de Erlon. O que eu não estou convencido é de sua legalidade", afirma.
O presidente da Câmara negou que sua atitude em não empossar Erlon seja um ato de retaliação polícia por atualmente estar na oposição. "Não mudei de opinião. Quando eu era da base do governo e agora que estou na oposição, nas duas situações não mudei meu posicionamento quanto à legalidade da posse do Erlon Rocha. Quem quer transformar esse episódio em questão política é a base do governo, que antes era contra e agora é a favor da posse do suplente de José Maria Tapajós por causa da necessidade da situação ter dois terços dos votos", explicou.
Nélio Aguiar revela também que já comunicou ao prefeito José Maria Tapajós não aceitará interferência do secretário de agricultura Osmando Figueiredo nos trabalhos internos da Câmara. "Ele( Osmando) tem é que cuidar da Semab, uma vez que os ramais estão abandonados e não querer vir se meter no legislativo. Para isso, o governo tem um secretário de faz essa articulação com os vereadores, que é o Inácio Corrêa", desabafou.
Leia a íntegra da entrevista de Nélio Aguiar:
Por quê o senhor viajou para Belém e não empossou Erlon Rocha na vaga de Jose Maria Tapajós?
Nélio- Fui a Belém cumprir uma agenda previamente estabelecida para o presidente da Câmara. Na terça-feira, quando viajei, participei de reunião do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde para discussão do programa Saúde da Família e visitei a Delegacia de Polícia do Interior em busca de melhor estrutura para a polícia civil de Santarém. Na quarta-feira estive na Assembléia Legislativa do Estado para o encontro da União Nacional do Poder Legislativo(UNALE), que fará reunião em Belém, no período de 27 e 28 de maio, sobre saúde pública. Na quinta-feira fui fazer uma visita protocolar ao vice-presidente da Câmara de Vereadores de Belém, Carlos Augusto Barbosa e na sexta-feira participei junto com os vereadores Henderson Pinto e Evaldo Costa no Tribunal de Contas dos Municípios sobre o fim da verba de gabinete dos vereadores.
O Estado - O senhor recebeu um novo parecer recomendando a posse de Erlon Rocha?
Nélio- Não, recebi o mesmo parecer que já havia rejeitado. Mas mantenho o meu entendimento de que a posse é ilegal, de acordo com resposta dada pelo juiz Sílvio Maria à consulta que fiz. Não mudei de opinião. Quando eu era da base do governo e agora que estou na oposição, nas duas situações não mudei meu posicionamento quanto à legalidade da posse do Erlon Rocha. Quem quer transformar esse episódio em questão política é a base do governo, que antes era contra e agora é a favor da posse do suplente de José Maria Tapajós por causa da necessidade da situação ter dois terços dos votos.
O Estado - O senhor tem alguma divergência com o agora vereador Erlon Rocha?
Nélio- Nada tenho de pessoal contra a posse de Erlon. O que eu não estou convencido é de sua legalidade.
O Estado - O senhor vai revogar o ato de posse de Erlon?
Nélio- Não estou pensando em revogá-lo.
O Estado- Por quê?
Nélio - A responsabilidade dessa posse não é minha. Quem deu posse a Erlon que responda se houver algum questionamento judicial pelo ato praticado Eu só revogarei se houver alguma determinação judicial.
O Estado - O Diário Oficial do Estado publico quinta-feira resultado de pregão eletrônico que aponta a empresa Vanguarda vencedora do certame para prestar serviço de publicidade à prefeitura de Santarém. Como o senhor analisa esse fato?
Nélio - Denunciei na Câmara, segunda-feira, que esse pregão era viciado e ilegal e que o nome da vencedora já estava escolhido antecipadamente. Primeiro vou pedir ao prefeito José Maria Tapajós que anule esse pregão. Caso ele não atenda o meu pedido, vou procurar o Ministério Público para denunciar essa irregularidade e pedir que o caso seja levado à justiça.
O Estado - Por quê?
Nélio- O Decreto 3.555/2000 não menciona o serviço de propaganda como atividade que pode ser contratada através de pregão. A modalidade escolhida pela prefeitura nessa licitação, da qual foi vencedora a agência Vanguarda, deve ser utilizada apenas para aquisição de bens e serviços que não necessitem de aferição de critério técnico, variável indispensável na avaliação das empresas interessadas na prestação do serviço.
O Estado - O senhor se queixa de interferência externa no funcionamento da Câmara?
Nélio - Já comuniquei ao prefeito José Maria Tapajós que não aceitarei interferência do secretário de agricultura Osmando Figueiredo nos trabalhos internos da Câmara. Ele( Osmando) tem é que cuidar da Semab, uma vez que os ramais estão abandonados e não querer vir se meter no legislativo. Para isso, o governo tem um secretário de faz essa articulação com os vereadores, que é o Inácio Corrêa.
Adenauer Góes: A crise e o turismo
Na crise é que se deve aproveitar as oportunidades para crescer. Não deixa de ser uma verdade, embora como empresário seja necessário ser particularmente ousado e criativo nestas oportunidades.Até este momento o Continente Europeu e os Estados Unidos,onde tudo começou,sentem muito mais este momento, do que o Brasil.Quem participou das Feiras de Portugal-BTL e da Espanha-FITUR no final de janeiro pode presenciar in loco os impactos sofridos, a taxa de desemprego na Espanha por exemplo chegou a alarmantes 18%, e a imprensa internacional chama atenção para protestos em praticamente todos os Países, em especial pelos índices de demissão e diminuição da produção.
No Brasil, alguns efeitos são sentidos, muito embora tudo leve a crer que a condição atual de nossa economia emergente nos permita passar sem muitos percalços, quando comparado com outras economias ricas por esta fase tão difícil. Alguns setores estão até crescendo domesticamente. A TAP, por exemplo, informou que seu fluxo cresceu para o Brasil em Janeiro. A CVC informou que cresceu acima de 30% suas vendas internamente e que o número de argentinos vindos para o Brasil cresce a uma taxa de 25%.
Existem, no entanto, motivos para preocupação, o Governo Federal anunciou recentemente o corte de 95,6% no orçamento do Ministério do Turismo, com isso a previsão de R$2,98 bilhões de gastos e investimentos previstos pela pasta fica reduzido a R$ 129 milhões. Só para se ter uma idéia, o Governo bloqueou R$37,2 bilhões do Orçamento da União.Além do Turismo, os Ministérios do Esporte e do Meio Ambiente foram os que mais sofreram cortes. O Ministro do Turismo Luiz Barreto disse em depoimento ter esperança de recuperar parte do que foi bloqueado, mas...
O Governo precisa entender que o turismo é o quarto item da balança comercial brasileira e tem condições de ajudar a manter a economia aquecida, sendo a atividade que mais rápido responde na geração de empregos e renda. È possível que em março os valores do corte sejam revistos, vai ser como se diz no popular, uma briga de foice no escuro entre os Ministérios.
È também muito importante que os parlamentares federais, em especial os paraenses se empenhem para garantir emendas que sustentem os projetos e investimentos que o setor necessita para continuar a crescer, sem o que perderemos as oportunidades que possam surgir em tempos de crise.
Pontuando - José Olivar
Lúcio Flávio Pinto: Justiça não anda: qual é a razão?
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Parece que ninguém se sentiu estimulado pelo desafio lançado na edição passada deste jornal: identificar os processos mais antigos em tramitação na justiça do Pará. O primeiro caso relatado foi o de José Alberto Chaves, ainda pendente de decisão em primeiro grau, passados 37 anos da propositura da ação. Nenhum novo processo foi apresentado.
Um juiz, que não é da justiça comum do Estado, mandou em confiança algumas observações a propósito da matéria. Ele acredita que a inspeção extraordinária realizada recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça obrigará o TJE a mudar, impondo procedimentos mais rigorosos e cobrando resultados. Uma das justificativas apresentadas para a persistência de uma estrutura anacrônica era a falta de recursos. O desembargador Milton Nobre, ao assumir a presidência do tribunal, teria convencido o então governador Simão Jatene a conceder recursos a fundo perdido do Estado para a construção da sede do poder, no antigo Instituto Lauro Sodré, sob o argumento de que a modernização do judiciário e melhores instalações para o seu funcionamento iriam resultar em mais receita pública para todos, através da multiplicação das varas da fazenda. Parece que o efeito não foi tão significativo quanto se esperava ou o desembargador prometia.
O juiz apresenta ainda outro fator para que ajuda a entender a letargia que persiste na justiça, apesar de iniciativas para combatê-la: "nós, os juízes, estamos ganhando bem demais e ficamos... preguiçosos, gordos, letárgicos. Inclusive mentalmente e intelectualmente. E como tem muito trabalho e não vão dar conta mesmo, trabalham só três dias na semana (como é a regra no cível e, lamentavelmente, está se tornando quase a regra no trabalhista também, em certas varas)".
Uma servidora graduada do TJE partilha o entendimento de que o CNJ terá papel importante sobre a melhoria da justiça paraense. O conselho já está controlando a produção e a produtividade do tribunal "e realmente cobra todo final de ano que cada secretaria realize a pesquisa e envie dentro de certo prazo" dado que poderão ser consultados no site do CNJ.
Lembra ainda que um dos critérios para julgamento das remoções e promoções de magistrados é a produtividade: "já há muitos deles, sobretudo os mais jovens, lotados nas comarcas do interior, que vêm mostrando eficiência e rapidez no cumprimento da função". Admite que "não será somente a agilidade e eficiência do magistrado que resolverá a questão da morosidade da justiça, pois no processo atuam também outros personagens: partes, promotores, advogados".
Sugere a fonte que se investigue "quanto tempo um processo permanece no Ministério Público aguardando parecer (sabendo-se que em algumas causas e para certos procedimentos a remessa ao Parquet é obrigatória). Na Secretaria Geral do TJE era comum nós, servidores, ligarmos para o MP para saber informações sobre o andamento do processo, principalmente para podermos juntar petições que ingressavam no setor e ficavam realmente 'engavetadas', por completa impossibilidade de realização da juntada e remessa do processo ao relator para apreciação da mesma. Havia casos, também, de advogados que retiravam os autos da secretaria e não devolviam no prazo estabelecido, o que exigia novamente a tarefa de ligar para o indivíduo ou comunicar de imediato o fato para o desembargador relator".
Por isso, diz a técnica, a questão é muito complicada, dependendo "de muitos agentes e fatores para se alcançar resultados concretos". Ainda mais pela grande quantidade de demandas que ingressam todos os dias no judiciário, "uma vez que o acesso vem sendo facilitado, sem falar na quantidade de consumidores (e possíveis reclamantes) que surgiram no mercado quando a política neoliberal do governo federal facilitou, por exemplo, o acesso à telefonia celular (uma das causas, inclusive, para a criação do projeto de lei que cria o código de processo coletivo, ainda em tramitação no Congresso)".
A fonte ainda acha que "o que mais vale nesse caso é a boa vontade, o interesse sincero em realizar um bom trabalho, em concretizar a justiça e atender com eficiência a sociedade". Para que se possa avaliar a disposição de fazer, é preciso que o poder judiciário preste contas à sociedade e o cidadão se interesse pelo que está acontecendo. Um silêncio generalizado, como o que há no Pará, é ruim para todos.
Fim de carreira?
A sensação de impunidade que os freqüentadores do andar de cima da sociedade brasileira costumam ter custou caro, desta vez, a um deles, o neófito Paulo Castelo Branco. Um paraense que o viu desfilar sua empáfia pela praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o denunciou à Polícia Federal, que o prendeu, cumprindo a ordem do juiz Rubens Rollo d'Oliveira, de Belém. Castelo Branco é réu em processo no qual é acusado de extorquir dinheiro da empresa madeireira Eidai, de capital japonês, atualmente em processo de falência, quando ocupava a superintendência do Ibama.
Depois de ter sido demitido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Castelo Branco ainda participou de uma tentativa de chantagear seu superior, o então ministro José Sarney Filho. O editor de um livro que ele escreveu, atribuindo ao filho do senador José Sarney o comando de uma quadrilha que cobrava comissão das madeireiras, quis tirar dinheiro do ex-presidente pela não publicação da obra. O processo instaurado tramita por uma vara penal de Belém.
Castelo Branco reapareceu como assessor especial do prefeito Duciomar Costa, que tentou - sem sucesso - elegê-lo vereador por Ananindeua. A prisão interrompe a trajetória do personagem, que conseguiu destaque nacional ao se apresentar como defensor da ecologia, mas ele não parecia tão perturbado ao chegar a Belém, sem algemas: do carro da PF acenou sorridente para os jornalistas que o esperavam no aeroporto. Com o polegar levantado, parecia anunciar que logo estará de volta ao palco das encenações. Desde que foi condenado a cinco anos de prisão, em 2002, esta foi sua primeira derrota na batalha contra a execução da sentença.
domingo, 22 de março de 2009
Vitória de 3x1 sobre Vila Rica mantém Pantera na liderança
O melhor jogador do Pantera foi o goleiro Labilá.
São Raimundo 3 x 1 Vila Rica
São Raimundo 1 x 1 Vila Rica
Jader impõe condições a Ana Júlia
A aliança entre o PT e o PMDB, que governo o estado do Pará desde 1o de janeiro de 2007, somente será mantida para as eleições de 2010, quando a governadora Ana Júlia (PT) tentará a reeleição, se forem garantidas algumas condições impostas pelo presidente do PMDB paraense, o deputado federal Jader Barbalho.
Em um almoço realizado na semana passada, Barbalho colocou a faca no pescoço de Ana Júlia: reclamou que seu pessoal, do PMDB, tem sido hostilizado pelos petistas nas secretarias de Saúde e Obras e em órgãos públicos como Detran, Adepará e Cosanpa.
E sugeriu a, digamos assim, "chapa dos sonhos" para 2010: Ana Júlia para o governo, seu filho Helder Barbalho, atual prefeito de Ananindeua, como vice; ele, Jader disputando uma das vagas do Senado, com a outra sendo do deputado federal Paulo Rocha (PT).
Jader Barbalho mostrou que o P T ganharia a prefeitura de Ananindeua - segundo maior colégio eleitoral do estado -, onde a vice de Helder é Sandra Batista, mas o PT se comprometeria, desde já, a não lançar candidatura própria ao governo do estado em 2014, quando Jader lançaria seu filho Helder na disputa.
Pragmático, Jader reclamou que o PT "não cumpre acordos" e revelou que não terá nenhum constrangimento em se aliar aos tucanos Simão Jatene e Mario Couto na eleição de 2010 se sua proposta for rechaçada pelo PT.
Lembrou, por fim, que o PMDB elegeu mais de 40 prefeitos em 2008 e está estruturado em todos os municípios do estado, o que não ocorre inclusive com o PT, e que seu nome, de Jader, também está bem cotado nas pesquisas como candidato ao governo em 2010, o que pode desequilibrar o quadro eleitoral para um lado ou para outro.
A governadora Ana Júlia, anfitriã no almoço, ficou rouca de tanto ouvir e prometeu dar uma resposta após consultar suas bases. A conferir.
São Raimundo 1 x 0 Vila Rica
Primeiro tempo encerrado.
sábado, 21 de março de 2009
Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós
Gado prejudica Amazônia mais que produção de grãos
Detran cobra por lacre inexistente
Miniaturas de réplicas ganham mercado em Santarém
Pantera joga ofensivo contra o Vila Rica
Lavrador é ferido em explosão de forno de carvão
Professores terão que dar aulas aos sábados por causa da greve
sexta-feira, 20 de março de 2009
Governadora vem a Santarém inaugurar obras
Durante a audiência, o prefeito convidou a governadora para a solenidade de inauguração das obras de recuperação do Mercado Modelo e do Mercado Municipal. Ela disse que deverá ir a Santarém até o final de março.Na visita ao município do oeste do Pará, Ana Júlia Carepa deverá inspecionar também os 15 quilômetros de asfaltamento, executados em bairros de Santarém.
(Fonte: Agência Pará)
Assessor de imprensa do vice-governador envia email falso
O Blog do Estado já está de posse do corpo e dos endereços do email falso enviado pelo assessor de imprensa do vice-governador Odair Corrêa:
O texto, mentiroso, diz o seguinte:
" o colega Miguel Oliveira encaminhou retratação, provando que estávamoscerto, com relação a nota caluniosa sobre o nosso Vice´governador Odair Corrêa. "A transformação do mundo e da sociedade começa na hora em que cada pessoa assume, responsavelmente, seu papel social, para a construção do bem comum". Louvo a atitude do jornalista Miguel Oliveira, que lamentavelmente estava servindo de peça de manobra política. Nunca é tarde para se arrepender. Parabéns pela iniciativa. Devemos primeiramente checar as informações, princípio> básico para se fazer um bom jornalismo.Thompson Mota".
Este site já deixou claro que não publicou nenhuma retratação e confirma, quantas vezes forem necessárias, que o vice-governador Odair Corrêa foi barrado na visita do Príncipe Charles a Santarém.
Assessor de imprensa do vice-governador frauda página do Blog do Estado

Uma página do Blog do Estado, quando o contador marcava 104,684 acessos foi fraudada e está sendo enviada por email pelo asssessor de imprensa do vice-governador Odair Corrêa.
A fraude é tão grosseira, veja a reprodução acima - que pode ser facilmente desmontada se o leitor a qualquer momento acessar o arquivo do blog( coluna à direita da página) do dia 19, onde constam 8 notas e nenhuma delas tem o teor do texto usado nessa vergonhosa montagem.
O que Thompson Mota fez é uma tentativa desesperada de desmentir a notícia sobre a exclusão do vice-governador Odair Corrêa da comitiva que recepcionou o Principe Charles, em Santarém.
No texto da página fraudada, Thompson inclui uma retratação que nunca existiu. E nem exisitirá porque a notícia é verdadeira.
A direção do jornal O Estado do Tapajós, empresa que edita o Blog do Estado, vai levar o caso à polícia para que seja feita perícia nos email enviados por Thompson Mota e acionará a justiça em busca de reparação pelo dano causado ao editor do jornal.
Ana Júia recebe prefeito de Santarém
Queimado passou 4 horas sem atendimento no Pronto Socorro Municipal
Detalhe: o lavrador só recebeu atendimento por um clínico geral porque o caso chegou ao conhecimento da imprensa.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Juízes do Pará têm direito a receber diferença por substituição temporária
Fonte: Agência CNJ de notícias
Operação policial na casa de empresário (II)
Por isso, este blog foi o primeiro a cobrar do promotor uma resposta à denúncia do próprio Canté de que a ação teria sido uma represália ao fato do empresário ter se recusado a pagar propina à polícia.
O caldo entornou quando Canté também passou a sustentar que o revólver encontrado em sua residência - e que motivou a prisão de sua esposa - 'fora plantado' pelo próprio delegado Casseb.
Hoje de manhã, o empresário sustentou a denúnica e anunciou que vai pedir a perícia na arma em busca de impressões digitais para provar que a arma não lhe pertence. "Pra quê eu quero uma arma velha em casa? - questionou.
Diante da gravidade da denúncia, o promotor Harisson deveria convocar uma coletiva à imprensa e rebater, tim-tim por tim-tim, o que diz Washimgton Canté.
Ainda no assunto: É sabido que a polícia de Santarém não é flor que se cheire, com raras exceções.
Lembram das investigações, até hoje inconclusas, do 'incêndio' em um depósito de cesta básica e que até agora os autores da farsa não foram indentificados pela polícia?
Há quem sustente que o silêncio da polícia estaria relacionado ao fato da susposta vítima ser um dos membros da quadrilha que fez o serviço em seu próprio depósito para incriminar inocentes.
Sobrinho que tentou matar o tio vai a júri popular amanhã
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Pará já perdeu mais de 6 mil empregos este ano
Em fevereiro, o Pará perdeu quase 2.500 empregos com carteira assinada. Nos dois primeiros meses do ano já são mais de 6 mil empregos extintos. De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Dieese/Pa, com base em dados do Ministério do Trabalho, em fevereiro foram feitas em todo o Estado 18.716 admissões, ante 21.200 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2.484 postos de trabalho, com decréscimo de 0,45% em relação a janeiro. Em fevereiro do ano passado foi registrado um saldo positivo de 923 empregos formais, com um crescimento de 0,18%.
A maior queda na oferta de empregos no Pará em fevereiro ocorreu no setor da construção civil, de 4,41%, seguido pela indústria de transformação, com recuo de 1,66%. Em toda a região Norte foram feitas, naquele mês, 45.491 admissões e 51.720 desligamentos, com saldo negativo de 6.229 postos de trabalho e um decréscimo no emprego formal de 0,47%. O melhor desempenho ficou com o Tocantins, com um crescimento de 0,96%. Já o pior desempenho ficou com o Amazonas, com queda de 1,84%.
Em janeiro e fevereiro o Pará registrou 38.746 admissões e 44.762 desligamentos, gerando um saldo negativo de 6.016 postos de trabalho, um decréscimo de 1,09% em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve um saldo positivo de 554 empregos, com crescimento de 0,11%. Também em relação aos dois primeiros meses do ano, a construção civil foi o setor que mais desempregou, com uma queda de 5,98% na geração empregos formais, seguido pela industria de transformação, com recuo de 2,22%.
Partidos querem dobrar propaganda política na TV e no rádio
Os grandes partidos pretendem aumentar o tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão. O Projeto de Lei 576/2007, do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), já recebeu aprovação das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Ciência e Tecnologia (CCT), onde recebeu pareceres favoráveis, respectivamente, dos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Ideli Salvatti (PT-SC), então líder petista no Senado.
Caso a proposta seja aprovada pelo Senado e pela Câmara até junho, as novas regras entrarão em vigor no segundo semestre. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hoje os partidos com os requisitos que asseguram horário gratuito em rádio e TV têm direito, semestralmente, a dez minutos de propaganda em bloco (sem divisão em horários diferentes), além de 20 minutos divididos em inserções de 30 segundos a 1 minuto.
O projeto de Sérgio Guerra duplica o tempo disponível aos partidos: ao invés de 20, seriam 40 minutos de inserções em bloco na programação da TV aberta e nas emissoras de rádio. O bloco passará para 20 minutos por semestre. Isso quer dizer que, anualmente, estas legendas passarão a contar com 120 minutos (duas horas) de propaganda eleitoral gratuita.
O tribunal informa que, hoje, os 26 partidos com direito ao espaço gratuito ocupam, por ano, cerca de mil minutos da programação de emissoras de rádio e TV – o equivalente a 16 horas da grade de conteúdo das teledifusoras.
Confira a íntegra da reportagem em www.congressoemfoco.com.br
Lúcio Flávio Pinto: O PRÍNCIPE HERDEIRO E NÓS CABOCLOS AMAZÔNIDAS
Especial para o Estado do Tapajós
O príncipe Charles dançou o carimbó em Santarém com um olho na dançarina e o outro em Londres. Ficou claro que, ante a eventualidade de a qualquer momento ser convocado para assumir o trono da mais importante monarquia do mundo, o herdeiro da casa dos Windsor está polindo a própria imagem - e também a de sua controversa esposa. Quer fazer o rito da passagem, deixando para trás as sombras ainda vivas da rainha Elizabeth, como as evocações da princesa Diana. Charles quer ser um verdadeiro rei, enquanto há tempo.
Qual outro líder mundial já se dispôs - ou manifesta disposição - a ir até Alter-do-Chão, nos confins amazônicos (da perspectiva de Londres, a expressão a usar pode ser mais grosseira), e se misturar com o povo, de tal maneira aparentemente natural que nem se consegue perceber a severa segurança real? O programa do príncipe combinou um rápido oficialismo, sem pompa e circunstância, com a característica que ele tenta associar ao seu nome: um cidadão do mundo, preocupado com a saúde do planeta, atento ao que se faz de melhor em todos os lugares, receptivo aos demais homens de boa vontade. O príncipe tem preferido se reunir mais com cientistas e nativos, que acumulam o conhecimento científico e o saber tradicional, do que com políticos.
Não há efeitos concretos ou imediatos desse jogo de marketing e relações públicas para a terra visitada? Se não há, a culpa é mais nossa do que da comitiva britânica. Se a Amazônia cede a força do seu nome à campanha de adensamento da figura do príncipe herdeiro, tanto para sua retórica quanto para os negócios "verdes" da fundação que ele preside, não se pode ignorar os efeitos da presença do futuro monarca. Ele colocou na pupila de centenas de milhões de pessoas as cenas do "paraíso perdido", que estariam ao alcance das vontades se também tivéssemos nossos próprios mecanismos de promoção e de marketing, ferramentas que não podem ser deixadas de lado quando se trata de auditório mundial.
Para todas as suas conseqüências (ou sua ausência), a visita do príncipe Charles a Santarém foi um acontecimento positivo. Pode ser efêmero e de pouca intensidade. Mas ao invés de transferirmos a responsabilidade para o visitante, por que não olhamos para nossa própria culpa? Estamos deixando ao acaso a tarefa de decidir por nós. Continuamos a encarar com um amadorismo indesculpável a missão que nos cabe: de manter a Amazônia à nossa imagem e semelhança. Antes, porém, tratando de nos colocar à altura da responsabilidade imposta por esse privilégio, como os donos do maior patrimônio de biodiversidade da Terra.
Se não conseguimos avaliar adequadamente esse valor e tratá-lo como ele merece, os visitantes farão isso por nós. Por isso o príncipe tentava acompanhar os movimentos sinuosos da dançarina regional com os olhos bem postos na capital londrina, de onde veio e para onde voltou, enquanto nós ainda parecemos não ter descoberto onde estamos: na Amazônia.
Odair Corrêa foi barrado sim, na visita do Príncipe Charles
Eis o texto da nota:
" Amigos e fiéis colaboradores de Odair Corrêa não escondem a preocupação com a saúde do vice-governador depois que sua excelência foi barrado na comitiva de sua alteza o príncipe Charles que visitou Alter-do-Chão e Belterra, no último sábado.
O Odair é uma pessoa simples, caboclo da região e por tinha um velho sonho de cumprimentar um príncipe, esperança que alimentava desde criança quando lia contos de Andersen sobre a realeza - informou um interlocutor ao Blog do Estado.
Por isso, ser excluído dessa programação imperial deixou Odair muito agastado. "Temo que o nosso vice-governador entre
Eis o direito de resposta de Thompson Mota em nome de Odair Corrêa:
"Com relação à nota publicada na Coluna do Estado na edição de número 1.618 com circulação entre os dias 18 e 20 de março, na qual fala que o vice-governador do Pará Odair Corrêa foi barrado na comitiva de sua alteza o Príncipe Charles que visitou Alter do Chão e Belterra no último sábado (14). Informo que a nota não condiz com a verdade, Odair Corrêa se encontrava
Na certeza que terei o direito de resposta publicado, fica o meu agradecimento.
Thompson Mota
Assessor de Comunicação da Vice-governadoria. "
Thompson, que assina a nota acima, nada responde sobre o que aconteceu nos bastidores da visita do príncipe a Santarém e Belterra, preferindo o deboche. Mas, agindo assim, deixou de tomar cuidado com a veracidade de sua versão - que Odair estava
Leia o texto do release:
"ODAIR CORRÊA VISITA UNIVERSIDADE
O Vice-governador do Pará, Odair Corrêa, visitou a Universidade Federal de Itajubá
Nota da redação:
Odair não foi convidado pelo cerimonial da governadora Ana Júlia para vir a Santarém recepcionar o príncipe Charles. Isso é fato.
Odair não estava impedido de vir a Santarém, pois teve tempo de ir visitar a Universidade de Itajubá. Isso é fato.
O Blog do Estado mantém a informação sobre o desapontamento do vice-governador em não poder participar, em sua terra natal, da programação de sua alteza real, ele, Odair, que tem se reunido com diversas autoridades mundiais ligadas à ecologia, tendo chegado a instar, por telegrama, o presidente dos Estados Unidos. Falar com o príncipe de Gales é uma aspiração legítima, embora sua intenção tenha sido frustrada. Isso é fato.
A fonte do Blog do Estado é bem informada e tem acesso à entourrage do vice-governador Odair Corrêa.
Calúnia é imputar a alguém fato definido como crime, o que não consta no texto publicado. Isso é fato.
E por último, este site está de bem com a vida, frequentado por pessoas que querem saber os fatos que são omitidos na imprensa por profissionais que são pagos para falsear a verdade aos leitores.
Lúcio Flávio Pinto: O paraná de Dona Rosa
Escrevi o prefácio do livro Catalinas e Casarões (edição do autor, 283 páginas), que Ademar Ayres do Amaral lançará no dia 2. Reproduzo o texto como um convite a essa proveitosa leitura.
O Paraná da Dona Rosa não é Yasnaia Polyana nem Ademar Ayres do Amaral é Leon Tolstoi. Guardadas as devidas proporções, entretanto, ele introduz, com este saboroso livro, uma nova toponímia na geografia universal. Por sua localização e por sua história, essa região, a meio caminho entre Belém e Manaus, as duas maiores cidades da Amazônia, já havia ensaiado a sua inserção em grande estilo pela pena de outros autores. Mas nenhuma das investidas consignadas na parca bibliografia se compara ao texto que Ademar escreveu, baseado em sua própria memória, na de outras pessoas, que consultou, e naquilo que de melhor foi escrito a respeito.
É provável que esse método não tivesse proporcionado resultado de tão alto nível se aplicado por outra pessoa. Mas Ademar é nativo da terra, é herdeiro da mais importante dinastia local, viveu e testemunhou quase tudo que relata, tem uma sensibilidade rara e pôde rever seu passado pela lente da visão crítica, que sua formação técnica de engenheiro e seu distanciamento físico lhe possibilitaram. O que ele escreveu vai se tornar um livro clássico, uma obra com o gosto de quero-mais das criações cheias de vida, inspiradas por uma profunda identificação com o objeto da sua atenção. Ademar Ayres do Amaral cantou como nenhum outro a sua aldeia. Por isso, este livro é universal. Como Tolstoi antecipou que se tornam criações como esta.
O Paraná Dona Rosa é uma das muitas ruelas de água entre duas ou mais avenidas aquáticas, que se multiplicam na maior bacia hidrográfica do planeta. Tomou esse nome porque a dona Rosa foi "a mais poderosa mulher que existiu no lugar". Não eram muitos os poderosos do paraná, mas eles eram, de fato, muito poderosos. Depois de se ter notabilizado como um dos maiores produtores de cacau do Baixo-Amazonas, o Paraná da Dona Rosa, com a decadência desse cultivo, se tornou "um ajuntamento importante de grandes fazendas, a maioria delas nas mãos do coronel Joaquim Gomes do Amaral e de seus descendentes". Fazendas como a dos Amaral havia a Nazarezinha, a Aliados, a Salva-Vida, a São Nicolau. Eram universos próprios, quase auto-suficientes, que se comunicavam conforme suas regras e seus códigos especiais.
Ademar, neto do coronel maioral, reconstitui esse mundo particular, original, interessante. Outros dos seus parentes podiam ter-se dedicado a essa tarefa. Os patriarcas, que geraram suas descendências no local a partir do final da primeira metade do século XIX, trabalharam duro para que seus sucessores se educassem onde melhor conseguissem. Sucederam-se os doutores, as carreiras brilhantes e os títulos. Mas também o crescente distanciamento dos lugares onde seus umbigos foram plantados. Neste livro, Ademar refaz esse vínculo, que o tornou ponte entre Óbidos e Santarém, as duas principais fontes de civilização ma região, e o projeta para todos nós, beneficiados pela leitura do seu livro. Nele, há histórias e personagens da melhor literatura, exatamente porque forjados na mais autêntica realidade. Como Joaquim Gomes do Amaral, dono de lancha a vapor numa época em que esse tipo de embarcação "era um privilégio de poucos endinheirados". Tão potente que venceu a porfia com o navio Rio-Mar, "o paquete mais veloz da frota da Amazon River". Ou o tio Adalberto, "o último representante e talvez o mais carismático de uma incontável dinastia de coronéis que teve início no século dezenove com a cultura do cacau", define-o Ademar.
Ao final da leitura, fica a sensação de prazer que uma boa narrativa, com bons "causos" e excelentes observações, sempre nos deixa. Mas também uma série de sensações sobre esse mundo, que não apenas foi despovoado da sua gente, mas até mesmo sofreu perdas físicas, causadas tanto pela natureza, que já roeu - pela erosão - um terço dos 40 quilômetros de comprimento (e 1.6 milhão de hectares de área) que o Paraná Dona Rosa possuía, como pelo próprio homem. A natureza costuma compensar seus danos. O que faz a mão humana, mesmo quando age buscando melhorar suas condições de vida, não oferece a mesma segurança. A vida era melhor quando por ali só havia fazendas, povoados, quilombos e nativos, ou agora, com a penetração de mineradoras, das sociedades anônimas e do "progresso"?
É a moral que preciosas reconstituições de época, como esta, de alto valor documental e testemunhal, nos provocam. Ademar segue o fio da meada na sua viagem pela escrita, sem se preocupar em definir ou julgar. Seu compromisso é de fidelidade ao que viveu. Não seleciona nem censura. Fala do fogão alimentado com hastes de lenha nobre, como o pau-mulato ou a macaqueira. Fala também do almoço de domingo com um cardápio invariável: a tartaruga do Trombetas, a melhor que há. Uma cultura da destruição e do desperdício, observada pelos parâmetros do politicamente correto de hoje? Não, uma cultura, simplesmente.
O tamanho do homem era diminuto comparado ao tamanho da natureza, que ainda era a verdadeira protagonista da história. A tecnologia e a demografia acabaram com essa relação tendente ao equilíbrio: um número cada vez maior de homens ingressa no processo produtivo para atender quantidade muitas vezes maior ainda de outros homens. Quanto mais distante, mais exigente esse consumo, menos atenção se dá a quem já estava no lugar e nele fizera sua história. Não há tempo nem espaço para esse mundo. Mas há um traço meio perverso (ou perverso e meio) de união entre os dois momentos. Um filho de Adalberto e sua primeira mulher morreram de febre tifóide, "doença que hoje já quase nem se ouve falar", diz o sobrinho.
Provavelmente, porém, a maior epidemia aconteceu em Oriximiná depois da era dos "grandes projetos", quando Adalberto já era só lembrança. Simplesmente porque o benefício da modernidade não se espraia, não é para todos, como tinha que ser, se reconhecido o direito dos que chegaram primeiro e criaram este maravilhoso mundo que Ademar Ayres do Amaral salva da extinção com este livro maravilhoso.
quarta-feira, 18 de março de 2009
MTur faz estudo em Santarém como destino de referência em Ecoturismo
O Ministério do Turismo escolheu o "Destino Santarém" para estudo como referência na prática de Ecoturismo no país. Englobando os municípios de Santarém e Belterra, localizados no pólo turístico do Tapajós, o chamado "Destino Santarém" foi selecionado pelo projeto Destino Referência, realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, que escolheu dez localidades em diferentes segmentos turísticos. O diagnóstico do Ecoturismo no "Destino Santarém" foi realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), com apoio do Instituto Casa Brasil de Cultura (ICBC), Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e Prefeitura Municipal de Santarém. O estudo constatou como principais pontos fortes do destino: a capacidade indutora do destino, a existência de áreas protegidas como as Unidades de Conservação, a beleza natural exótica e singular, a biodiversidade, o acesso multimodal (ar, terra e água), porto com capacidade para navios transatlânticos, preservação das tradições e culturas caboclas, artesanato e produtos ecológicos, a receptividade, a culinária diversificada, entre outros aspectos. A Floresta Nacional do Tapajós, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, a Vila de Alter do Chão e o Bosque Santa Lúcia, além de dezenas de comunidades ribeirinhas foram alvo do estudo e considerados importantes atrativos para o fortalecimento e acontecimento do Ecoturismo no destino. Ainda de acordo com o diagnóstico, o planejamento ecoturístico do "Destino Santarém" deve ter dois vetores fundamentais: o resgate da identidade comunitária e a estruturação da operação turística e ecoturística. |
Oposição dá contragolpe em Osmando Figueiredo
Com isso, Osmando arquitetava incluir todos os pares de Erlon, inclusive os da oposição, como escudo diante a provável ação popular que será interposta contra a posse do suplente pemedebista.
Percebendo que o filho do titular da Semab, Bruno Paraíba, se preparava para convocar Erlon, a bancada de oposição se retirou do plenário, provocando o encerramento da sessão por falta de quorum.
A rasteira em Osmando, segundo o vereador Erasmo Maia(Democratas) foi uma medida preventiva contra o filho dele, que preside interinamente a Câmara e não tem qualquer relação com a assunção do vereador Valdir Matias Jr.(PV) na vaga de Chico da Ciframa, cassado pelo juiz eleitoral Sílvio Maria.
Ao meio-dia, Erlon e Valdir foram empossados perante à mesa diretora comandada por Bruno Paraíba, Gerlande Castro e Carlos Jaime.
Pronto Socorro de Santarém se assemelha ao de Belém
Não há médico especialista em queimados de plantão naquele hospital.
O PSM de Belém virou notícia nacional pelo mesmo motivo.
Ação popular vai questionar posse de Erlon Rocha
Serão alvos da ação os vereadores Bruno Paraíba, Gerlande Castro e Carlos Jaime.
10% dos torcedores entram de graça nos jogos do Pantera
Suzana Pinto
Free lancer
No último jogo ocorrido no domingo, entre São Raimundo e Castanhal, 10.779 pessoas compareceram ao estádio Barbalhão para assistir à partida que rendeu R$ 82.800,00. O público pagante foi de 9.966 torcedores. A diretoria do Pantera lamenta, no entanto, que 813 pessoas não pagaram o bilhete de entrada, o que representa cerca de 10% do público presente ao estádio.
O acesso de pessoas que não pagam ingresso no Barbalhão agrava o prejuízo financeiro para a equipe do São Raimundo que, em virtude de um acordo com o Castanhal, o clube santareno receberia 100% nas arrecadações, mas no final do borderô a diretoria constatou que pouco mais de 50% da renda entrou nos cofres do Pantera.
É que da renda do jogo, 10% são pagos para a administração do estádio( a prefeitura) e outros 10% para a Federação Paraense de Futebol. Além disso, o time precisa quitar outras despesas como contratação de seguranças e fiscais de bilheteria e portões de acesso. O São Raimundo reclama, ainda, que as federações de outros estados cobram apenas 5% da renda do jogo, ao contrário da Federação Paraense de Futebol(FPF) que cobra uma das mais altas taxas do país, igualando-se apenas a São Paulo e Goiânia.
Portanto, a entrada de 813 pessoas contabiliza um grande prejuízo para equipe que tem o mando de campo. No jogo contra o Castanhal, cerca de 8 mil reais deixaram de ser arrecadados pelo clube. O interessante é que as pessoas que não pagam ingresso, os conhecidos 'caroans' não são os simples torcedores, são policiais civis e bombeiros não escalados para trabalhar, agentes penitenciários, parentes e amigos de integrantes da imprensa, funcionários da prefeitura de Santarém, sobretudo os da assessoria de esporte e lazer, diretores dos clubes e ainda 600 crianças. "É claro que as crianças com menos de 10 anos têm por direito não pagarem o ingresso e que se deve incentivar os pais a levarem os filhos para assistir ao jogo", reconhece um dirigente alvinegro.
Outro diretor do São Raimundo informa ainda que há, no Barbalhão, um portão por onde as pessoas se aglomeram para entrar sem pagar no estádio. O prejuízo do São Raimundo poderia ser maior se o clube não montasse um sistema de fiscalização com segurança e fiscais contratados pela diretoria do time.
Medida provisória tabela o corpo humano para indenizações
A proposta que cria novas alíquotas de Imposto de Renda mexe com mais do que o bolso do contribuinte. Nos últimos quatro artigos, a Medida Provisória 451/08 trata de modificações na aplicação do Seguro Obrigatório para Veículos Automotores, o DPVAT. A MP tabela o corpo humano para definir o valor das indenizações a serem pagas às vítimas de acidentes de trânsito e, ainda, repassa uma conta de aproximadamente R$ 264 milhões, antes coberta por convênio de seguradoras, para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida provisória causa polêmica entre os deputados ligados à área da saúde, que acusam o governo de favorecer o setor de seguros em detrimento do SUS, e desagrada ao ministro José Gomes Temporão. Ela é o terceiro item na pauta da Câmara e tranca as votações desde o último dia 12.
O governo alega que as alterações pretendem reduzir o índice de fraudes que atinge as seguradoras, a maioria delas ligadas a grandes bancos, e evitar o aumento de 23% na cobrança do DPVAT. Com o reajuste de 10% em relação a 2008, a taxa cobrada do condutor varia este ano de R$ 93,87 (carros de passeio e camionetes) a R$ 259,04 (motocicletas). Só no ano passado, o seguro obrigatório rendeu R$ 4,6 bilhões aos cofres públicos.
O DPVAT arca com três tipos de ressarcimentos: indenizações por morte causada por acidente de trânsito, no valor de R$ 13,5 mil; por invalidez parcial ou total, no valor de até R$13,5 mil; e no valor de até R$ 2,7 mil para cobertura de gastos com atendimento médico hospitalar.
De acordo com a tabela usada pelas seguradoras, a perda do dedo mínimo em um acidente de carro dá direito, por exemplo, a uma indenização de R$ 1.620. Já o encurtamento de uma das pernas implica indenização de R$ 810. O tabelamento do governo toma como base uma tabela utilizada pelas seguradoras, que era constantemente questionada na Justiça pelos segurados.
O relator da proposta, deputado João Leão (PP-BA), prometia entregar seu relatório hoje (18), mas adiou o prazo para a próxima semana. Ainda assim, espera-se que o projeto final da MP vá a plenário sem grandes mudanças nos dispositivos que tratam do DPVAT. Segundo parlamentares contrários à norma, o relator sofreu grande pressão do governo para não modificar o texto.
Confira a íntegra da reportagem em www.congressoemfoco.com.br.
Suspensa sessão da Câmara por falta de quorum
Por isso, o presidente Bruno Paraíba teve que encerrar os trabalhos legislativos.
Mas antes leu a sentença do juiz Sílvio Maria cassando o mandato do vereador Chico da Ciframa.
Ato contínuo, declarou a perda de seu mandato perante o legislativo.
Espera-se, agora, a posse do suplente Valdir Matias Jr.
Erlon Rocha ainda não foi empossado
Lúcio Flávio Pinto: Onde a Amazônia já virou sertão
Os cientistas definiram a existência de um Centro de Endemismo Belém, uma área homogênea, que abriga espécies únicas da natureza (por isso mesmo, endêmicas do local). Esse centro abrange as florestas e os ecossistemas situados entre o leste do rio Tocantins e a porção amazônica do Maranhão, de mais antiga ocupação humana, o primeiro ponto de ataque das frentes pioneiras nacionais impulsionadas pela geopolítica da integração regional.
No entendimento dos cientistas, esta é a área mais ameaçada da Amazônia, porque 70% de suas florestas já foram colocadas abaixo. Justamente por seu endemismo, a continuidade da destruição causará um dano irreparável global. Mas nem é preciso pensar em futuro: a lesão - profunda - já pode ser percebida a olho nu. Quem anda por essa região já não consegue percebê-la como parte do bioma amazônico: ela se tornou uma extensão do sertão brasileiro. O colonizador refez a paisagem para que ela se assemelhasse ao seu ponto de origem. Pouco fez para se adaptar ao lugar no qual se instalou, respeitando-lhe a integridade, entendendo seus mecanismos de equilíbrio e adaptando-se a essa engrenagem natural.
Motivos não faltam para preocupação com o que já foi realizado. Mais motivos ainda existem para inquietação com o que está em curso ou pode ser previsto. Todas essas razões foram apresentadas por 35 pesquisadores reunidos em Belém pelo Museu Emílio Goeldi, no mês passado, para participar do seminário "Espécies Ameaçadas e Áreas Críticas para a Biodiversidade no Estado do Pará". A Secretaria de Meio Ambiente do Estado e a ONG Conservação Internacional apoiaram o encontro.
Segundo o informe do seminário, os especialistas indicaram ao governo paraense como prioridades para ações emergenciais de conservação quatro áreas do Centro de Endemismo Belém: a antiga fazenda Pirelli, localidades do litoral paraense, as propriedades do Grupo Agropalma e da empresa Cikel, e as corredeiras junto à Serra dos Martírios-Andorinhas, no rio Araguaia. Provavelmente esses locais estão ainda mais ameaçados do que o relato do encontro indicou.
Na área de oito mil hectares da antiga Fazenda Pirelli, adquirida pelo Estado durante o governo Almir Gabriel, o atual governo pretende construir nove mil casas populares. Esse local é um dos dois de maior diversidade arbórea e de maior concentração de espécies ameaçadas da Região Metropolitana de Belém, segundo os pesquisadores. Não podia ser menos indicada a escolha dos construtores oficiais. Não há outro sítio urbano com passivo ecológicol tão elevado? Aliás, nenhuma instituição do setor vai se pronunciar? A construção pode ser feita sem aprovação ambiental?
Já nos 106 mil hectares de propriedade da Agropalma em quatro municípios paraenses (Acará, Tailândia, Moju e Tomé-Açu), de onde saem 80% da produção de óleo de palma do Brasil, o grande desafio é saber se o que a empresa está fazendo é correto e suficiente para conciliar dois elementos conflitivos: o plantio homogêneo (e de uma espécie exótica, o dendê) e a enorme diversidade da mata nativa. No meio dos extensos plantios a empresa mantém 75 mil hectares de florestas secundárias "de grande importância para a conservação da biodiversidade global", diz o informe do Goeldi. Há dois anos (muito depois, portanto, da formação dos plantios), um dos patrocinadores do seminário, a Conservation, mais o Instituto Peabiru, responsável pela parte social do programa conjunto, defende a biodiversidade nessa reserva. Se faltam informações independentes sobre o alcance da iniciativa, que também é promovida pelo grupo Cikel na mesma região, pelo menos ela existe, contrastando com a mera destruição em torno, onde o desmatamento ocorre "numa taxa bastante alta", segundo os pesquisadores.
O alvo mais recente nesse centro de endemia é o projeto da hidrelétrica de Santa Izabel, que ameaça a área das corredeiras do Araguaia. Esse projeto, das décadas de 70/80, parecia definitivamente arquivado por seus efeitos ecológicos, inundando área bem maior do que a hidrelétrica de Tucuruí e produzindo quatro vezes menos energia. Surpreendentemente, foi retirado da prateleira das inviabilidades, reformulado e reapresentado como obra do Programa de Aceleração do Crescimento do presidente Lula e da ministra-candidata Dilma. Tudo isso sem a menor discussão prévia. Talvez por isso sente-se um frisson de alarme que os participantes do seminário mal conseguem conter - e que cabe à opinião pública repercutir.
Salas comuns, alunos especiais
Alunos com necessidades especiais já estudam nas salas de aula do ensino regular. De acordo com o MEC (Ministério da Educação) há 10 anos atrás apenas 13% dos alunos com deficiência assistiam aulas em salas comuns, hoje esse índice aumentou para 54%. Isso revela que a educação inclusiva é uma preocupação de todo o país.
O município de Santarém tenta adaptar-se às novas exigências educacionais inserindo alunos com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Segundo a SEMED, no ano de 2008 o município matriculou 310 crianças especiais na educação básica da cidade. Muitas delas são encaminhadas pela APAE que realiza um trabalho de socialização e incentiva a evolução das áreas do desenvolvimento como locomoção e atenção entre outras atividades tendo em vista a preparação do aluno para ingressar na sala de aula.
A inclusão de alunos especiais nas salas de aula comuns é realidade em quase todas as escolas de Santarém. A escola municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima, por exemplo, educa seis (6) crianças com necessidades especiais. De acordo com diretora Adriana Osório Piza essas crianças são bem recebidas pelas outras tidas normais. A pequena Emanuela (foto) tem dificuldades de locomoção, mas realiza bem suas atividades em sala, acompanha o ritmo de aprendizagem nos colegas. Ela e os outros alunos com necessidades especiais recebem atenção com profissional especializado no contraturno em que estuda, com isso, o aluno especial é incluso no ensino regular e ainda recebe atendimento diferenciado de acordo com a necessidade existente em cada um. Além do apoio pedagógico de profissional especializado, a escolas precisam readaptar seu espaço físico para atender a clientela especial. As escolas em Santarém ainda não possuem a estrutura adaptada oficial proposta pelo MEC, mas já procuram organizar sua estrutura física com rampas para favorecer a acessibilidade.
Nos dias 11, 12 e 13 de março a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), intensificou avaliação diagnóstica de alunos com necessidades educacionais especiais matriculados na rede regular de ensino.através da divisão de educação especial. A atividade ocorreu na escola Felisbelo Jaguar Sussuarana onde uma equipe de especialistas em educação especial avaliou 30 crianças com suspeita de necessidades especiais matriculadas na rede pública regular de ensino da comunidade São Raimundo - Palestina e Santa Cruz.
A equipe composta por pedagogos, psicólogos e psicopedagogos avalia as dificuldades de aprendizagem de cada criança. Esses alunos já estudam em salas de ensino regular, porém apresentam dificuldades de aprendizagem as quais são detectadas pelo professor que encaminha à equipe da SEMED para realização de parecer técnico para que esses alunos possam ter atendimento educacional especializado (AEE) nas escolas onde estudam, ou se for o caso, encaminhado para atendimento clínico. Com o acompanhamento contínuo do profissional o aluno especial poderá aumentar as suas potencialidades e melhorar a AVA (Atividades da Vida Autônoma) como o ir e vir à escola, desenvolver a habilidade de leitura e de escrita, por exemplo, para ter uma vida mais independente.
A equipe realiza constantemente este trabalho na SEMED e nas escolas tanto da cidade quanto do interior.
Cais de arrimo ameaça desabar e tem trecho interditado
Free lancer
Em maio de 2008 o jornal O Estado do Tapajós alertou a sociedade e as autoridades de Santarém para as conseqüências das lanchas que fazem linha para as cidades de Juruti e Alenquer fixarem suas cordas no gradil de proteção da orla próximo ao Museu João Fonna. Na quinta-feira, dia 12, esse trecho da orla foi interditado por apresentar buracos e rachaduras oferecendo perigo aos passageiros que embarcavam neste local.
A interdição do trecho da orla só ocorreu quando os riscos já estavam visíveis, como sempre, a alguma providência só é tomada quando a situação já está caótica.
Mas a funcionária de vendas de passagens permanece no local. Os dias de viagem continuam com normalidade. "Não tem problema de ficar para lá, é só para embarque e desembarque de pessoas, é rápido". A funcionária diz que as vendas continuarão no antigo local de saída das lanchas pelo fato de as pessoas estarem acostumadas no referido trecho. Agora as lanchas dividirão espaço com pequenas embarcações ficando atracadas apenas a alguns metros de distância do trecho interditado.
O trecho está interditado com promessas de reconstrução. O falta de espaço no terminal de Santarém impossibilita as lanchas de fixarem-se com segurança, já que os barcos maiores podem danificar ou ocasionar algum acidente com a embarcação.
Muitos passageiros preferem a viagem de lancha pelo fato da viagem ser mais rápida, mas a interdição na local de embarque assustou alguns viajantes que não sabiam o motivo do trecho da orla está interditado.
Ratos d'água roubam lancha de hotel em Alter do Chão
No bairro da Prainha, os ratos d'água têm preferência por canos de 12 palmos.
Ainda no assunto: até uma balsa de transporte de combustível já foi roubada do porto do DER e até agora a polícia nada faz.
TJ do Pará inscreve em concurso com 216 vagas
Os interessados têm até 30 de março para acessar o site da Fundação Carlos Chagas (FCC), organizadora do processo seletivo. A taxa de inscrição é de R$ 70,30 para postos de nível médio e R$ 86,80 para nível superior.
A partir da homologação do resultado final, o concurso terá validade de dois anos, podendo ser renovada uma vez por igual período.
- Ensino Superior Completo:
Analista Judiciário - Área/Especialidade Direito
Analista Judiciário - Área/Especialidade Análise de Sistema (Desenvolvimento)
Analista Judiciário - Área/Especialidade Análise de Sistema (Suporte)
Analista Judiciário - Área/Especialidade Assistente Social
Analista Judiciário - Área/Especialidade Ciências Contábeis
Analista Judiciário - Área/Especialidade Economia
Analista Judiciário - Área/Especialidade Estatística
Analista Judiciário - Área/Especialidade Enfermeiro do Trabalho
Analista Judiciário - Área/Especialidade Engenharia Elétrica
Analista Judiciário - Área/Especialidade Fiscal de Arrecadação
Analista Judiciário - Área/Especialidade Medicina Psiquiátrica
Analista Judiciário - Área/Especialidade Pedagogia
Analista Judiciário - Área/Especialidade Psicologia
Analista Judiciário - Área/Especialidade Taquigrafia
Oficial de Justiça Avaliador
- Ensino Médio (antigo 2º Grau) Completo:
Auxiliar Judiciário
Auxiliar Judiciário - Área/Especialidade Técnico em Segurança do Trabalho
REMUNERAÇÃO
- Cargos de Analista Judiciário a remuneração é constituída do vencimento básico no valor de R$ 2.311,99 acrescido da gratificação de escolaridade no percentual de 80%, conforme inciso III do artigo 140 da Lei Estadual nº 5.810/1994.
- Cargo de Oficial de Justiça Avaliador a remuneração é constituída do vencimento básico no valor de R$ 2.311,99 acrescido da gratificação de escolaridade no percentual de 80%, conforme inciso III do artigo 140 da Lei Estadual nº 5.810/1994, da gratificação de risco de vida no percentual de 20%, conforme inciso II do artigo 28 da Lei Estadual nº 6.969 de 9 de maio de 2007 e gratificação de auxílio locomoção no valor de R$ 333,00, conforme inciso III do artigo 28 da Lei nº 6.969/2007.
- Cargos de Auxiliar Judiciário a remuneração é constituída do vencimento básico no valor de R$ 1.823,75
R$ 86,80 - Ensino Superior - Cargos de Analista Judiciário e Oficial de Justiça Avaliador
R$ 70,30 - Ensino Médio - Cargos de Auxiliar Judiciário
Período
" Internet
De 9 horas do dia 27/02/2009 às 14 horas do dia 30/03/2009
Pagamento do boleto até a data limite de 31/03/2009.
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