quarta-feira, 16 de junho de 2010
Santarém na fotosfera
Arco-íris emoldura o céu de Santarém, no final da tarde de hoje.
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Foto: Miguel Oliveira
Zebra passeia em território espanhol
E surgiu a primeira zebra da Copa. Vem com a marca de ferrolho suíço. Apontada por muitos como a principal favorita ao título na África do Sul antes de a Copa começar, a Espanha começou o torneio de maneira vexatória. Nesta quarta-feira, os atuais campeões europeus foram surpreendidos pela Suíça e perderam por 1 a 0, no estádio Moses Mabhida, em Durban, fechando a primeira rodada do Mundial. Com o resultado, os suíços dividem a liderança do grupo H com o Chile, ambos com três pontos. Os chilenos venceram Honduras por 1 a 0, com grande atuação principalmente no segundo tempo e perdendo muitos gols.
A Suíça ainda detém uma marca impressionante: a equipe não leva gols em Copas desde a derrota por 3 a 0 para a própria Espanha em 1994, nos Estados Unidos. O time não disputou as Copas de 1998 e 2002 e foi eliminado em 2006, na Alemanha, sem sofrer um único tento – e também sem marcar nenhum. Contra a Fúria, o time fez o que é sua especialidade: fechou-se lá atrás e não permitiu brechas a Xavi, Torres e Iniesta, que não tiveram talento para furar o bloqueio. Na próxima rodada do grupo H, a Espanha terá pela frente Honduras, no dia 21, às 15h30 (horário de Brasília), em Johanesburgo. A Suíça, por sua vez, encara o Chile no mesmo dia, às 11h, em Porto Elizabeth.
Mototáxi mais barato no dia do aniversário de Santarém
Mas a prefeita ainda não conseguiu convencer o sindicato das empresas de ônibus a praticar tarifa da domingueira no dia do aniversário da cidade.
Justiça bloqueia verbas para obrigar governo do estado a reformar 6 escolas em Santarém
O poder judiciário de Santarém, em sentença da juíza Betânia de Figueiredo Pessoa, determinou o bloqueio de um milhão e seiscentos mil reais das contas do Estado, que devem ser usados na reforma de seis escolas do município. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Estado de Santarém, uma vez que o governo estadual descumpriu a medida liminar que determinou a reforma nas escolas. O valor já está bloqueado e deve ser retirado da verba destinada à propaganda institucional do Estado
Há cerca de um ano o MP, por meio do promotor de justiça Hélio Rubens Pinho Pereira, ingressou com ação civil pública pedindo a reforma imediata nas escolas Álvaro Adolfo , Plácido de Castro, Olindo Neves, Nossa Senhora de Guadalupe, Gonçalves Dias e Frei Othmar. O estado recorreu da decisão e conseguiu suspender a multa. Porém, a obrigação da reforma continuou, sem que nada fosse feito após quase um ano da medida liminar.
Por esse motivo o MP ingressou com o pedido de bloqueio da verba, cuja destinação será definida de acordo com a situação de cada escola. A juíza solicitou ao Corpo de Bombeiros que no prazo de 30 dias, encaminhe laudo conclusivo sobre as condições dos prédios, para assim definir a destinação do valor, o que deve ser feito em audiência judicial.
Em sua sentença, a juíza ressalta a gravidade do descumprimento da ordem judicial pela governadora Ana Julia, no que diz respeito à reforma das escolas. Ao longo desse ano, audiências de conciliação foram realizadas, liminares foram deferidas “e nada foi feito pelo réu”, afirma a juíza.
A decisão diz ainda que “não estamos tratando de conforto, tecnologia ou adequação das escolas ao que há de mais moderno em gestão escolar”. E ainda: “estamos falando de escolas que desabam, pegam fogo, ventiladores que caem na cabeça de alunos, aulas que são realizadas debaixo de mangueiras, escolas interditadas pelo corpo de bombeiros”. Por esses fatos, a juíza conclui que a situação é extrema, podendo afirmar na linguagem popular que ´”é um caso de vida ou morte”.
O promotor de justiça Hélio Rubens considera a decisão uma vitória do MP de Santarém, e lembra que o mérito da ação continua, e o Estado ainda pode sofrer outras penalidades.
Concurso do Incra
Com base em relatos, mensagens e matérias na imprensa, o Incra solicitou ao Cetro, em caráter de urgência, um relatório detalhado sobre a aplicação das provas em todas as cidades.
A ideia é mapear as ocorrências e a extensão dos problemas e, em seguida, adotar medidas que assegurem a integridade do processo seletivo. O Incra também pediu ao instituto que publicasse nota de esclarecimento e mantivesse os candidatos informados sobre as providências que estão sendo tomadas para reparar os prejuízos.
Vagas e remuneração
Para o concurso são oferecidas 480 vagas de nível superior, com remunerações iniciais entre R$ 3.713,74 e R$ 4.598,80, além de 70 oportunidades de nível médio, cuja remuneração é de R$ 2.254,64. Os valores estarão vigentes a partir de 1º de julho de 2010, em função do reajuste aos servidores do órgão garantido pelas leis 11.090/05 e 10.550/02.
Força de trabalho
Após o término deste novo concurso, o Incra concluirá o preenchimento de 2.736 vagas, de níveis médio e superior, somente nos últimos sete anos. De lá pra cá, foram realizados três concursos, em 2003, 2005 e o que está em andamento.
'Enrolation" e 'embromation' da Celpa
Antenor Giovannini:
Há pelo menos 25 dias escrevi um e-mail para Ouvidoria da Celpa com cópia para Ouvidoria da ANEEL a respeito dos sérios problemas de energia que o estabelecimento quer gerencio (Doces e Festas Giovannini) sofre diariamente.
Repentinas quedas com retorno acelerado de energia causando queimas de placas e até de no-breaks. Ou ainda, pipocos de subidas e descidas fazendo com que os no-breaks mais parecem pipoqueiras. Sem contar com constantes cortes provocando perdas de clientes.
Hoje recebi uma resposta da Celpa confirmando que existem sérios problemas na rede que me atende e que dentro de 15 dias irão corrigi-los para que tais problemas sejam sanados.
Vamos esperar mais esses 15 dias antes de se pronunciar novamente.
Lamento, mas papel aceita tudo. Quero ver na prática.
Entrevista com Maria do Carmo
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Maria diz que não há acordo com associação dos moradores do Aeroporto Velho quanto ao terreno de 25 hectares, na avenida Moaçara, que o SPU devolveu ao município. Lá, a PMS quer construir 2.600 casas populares. O projeto da associação é construir 500 casas naquele terreno.
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Prefeita volta a ameaçar empresas que não entregam no prazo obras de recapeamento asfáltico e PAC. Diz que só espera até o dia 2 de julho. Caso as obras não recomecem, a PMS vai rescindir os contratos. Aliás, essa ameaça não é novidade. Há um mês, Maria afirmou a mesma coisa.
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Bagunça na orla. A prefeita Maria do Carmo pede paciência aos transeuntes do cais de arrimo. Diz que até o dia 30 de junho vai efetivar o comando da secretaria de organização portuária e que vai aumentar a fiscalização para que a desorganização da parte comercial da orla diminua.
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Cemitério. Prefeitura vai desobstruir alamedas tomadas por túmulos nos cemitérios N.Sa. dos Mártires e São João Batista. Proprietários de sepulturas serão convocados. Quem não comparecer perderá seus direitos. Será construído um ossuário para receber os restos mortais.
Sob a marca da eficiência cega
Gerson Nogueira:
Quando um técnico usa o termo eficiência para definir a meta da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo há algo de muito estranho no ar. Saísse da boca do treinador do Paraguai, do Uruguai ou mesmo da Coréia do Norte a frase seria absolutamente normal. Compreensível até, diante das carências de suas equipes.
Não é o caso do Brasil, um país que frequenta Copas desde que o torneio foi inventado e tem por hábito se apresentar bem. Não só vencendo, mas jogando bola. Mas esse conflito entre a tradição nacional e as crenças do técnico da Seleção é por demais conhecido. Estamos cientes, há quatro anos, da filosofia do técnico Dunga, um cultor do futebol de resultados.
Nesse sentido, a estreia brasileira não poderia ter sido mais coerente com seu comandante. Futebol taticamente pobre, previsível e sem alternativas para superar um adversário limitado, que se manteve sempre em duas linhas de quatro homens, com o objetivo de dificultar as ações do time favorito e mais qualificado. O problema é que, como ocorre de vez em quando, a equipe inferior aos poucos foi ganhando consistência, à medida que o bicho-papão não conseguia se impor. Eram tantos passes laterais nos primeiros 20 minutos que deu sono.
Kaká, Elano e Robinho, os mais acionados, não conseguiam completar uma jogada sequer. No único instante em que levantou a torcida com a possibilidade de uma pedalada, Robinho foi mal auxiliado por Kaká e a bola se perdeu pela linha de fundo.
É bem verdade que Robinho seguiu insistindo. Tentou voltar ao meio-campo quando percebeu que a bola nunca o alcançava lá na frente. Caiu pelos lados, tentando jogar com Maicon, aproveitando o recuo dos marcadores norte-coreanos. E até buscou chutes de média distância diante da impossibilidade de entrar na área. Só não fez o que todo mundo queria ver: a persistência nos dribles como forma de furar o bloqueio adversário. Como quase todos que estão sob as ordens de Dunga, Robinho sabe que não pode ousar muito. Está atento aos ensinamentos do mestre, que enaltece os eficientes, mas não aplaude molecagens (no bom sentido) em campo.
Pela própria formação e histórico profissional, Dunga admira o futebol marcado e repetitivo como um bate-estaca. Tudo que foge ao programado é imediatamente visto como desorganização. A surpresa, virtude fundamental num esporte tão aberto a variáveis, não é exercitada pelo time brasileiro. Contra times mais modestos, o Brasil se apequena, desaprende tarefas banais, como investir nas tabelinhas rápidas para confundir os defensores. Esquece até do feijão-com-arroz para jogos de forte marcação: buscar esticar o jogo até a linha de fundo para abrir defesas.
Em determinado momento, olhando o jogo lá do alto das tribunas do Ellis Park, o desenho exposto no gramado era curioso e engraçado: oito norte-coreanos em formação quase militar formando uma parede contra oito brasileiros que não conseguiam sair da armadilha. Seleções de nível não se atrapalham com tão pouco. Usam a velocidade e a pressão ofensiva para provocar erros e demolir esquemas fechados. O Brasil de ontem à noite não teve recursos para isso. E talvez a explicação esteja no baixo rendimento de seu meio-campo, onde Kaká é a referência e não se apresentou com o brilho que uma estrela de seu porte deve ter.
Elano, que é apenas eficiente, como defende Dunga, foi quem mais tocou na bola em toda a partida. Acabaria premiado com o segundo gol, depois de um passe precioso de Robinho, que incorporou a persona de meia clássico e encaixou uma bola que nenhum dos armadores em campo conseguiu em toda a partida. Pena que tenha sido uma tentativa solitária. Se repetida, poderia ter permitido mais facilidades à Seleção.
O gol da Coréia do Norte, nos instantes finais, foi justo na medida em que evidenciou a obstinação da equipe, que se tornou mais confiante a partir do pálido primeiro tempo brasileiro. O gol, ao mesmo tempo, permite ver com clareza os pecados do time de Dunga. Se o placar fosse 2 a 0 pareceria um resultado cômodo e tranquilo para um jogo que esteve longe de estar sob total controle. Há muito a fazer para avançar na Copa e os treinos fechados soam como piada diante da ausência de jogadas e do desentrosamento entre os jogadores.
Uma falsa torcida em verde-amarelo
Quem chegou cedo ao Ellis Park, ontem, observou a chegada da torcida brasileira em bom número, mas não em quantidade suficiente para preencher 54 mil assentos de arquibancada. A explicação talvez esteja na saída encontrada pelo comitê organizador da Copa: distribuição de ingressos para escolas e associações sul-africanas, que fazem com que muitas pessoas possam ter acesso aos jogos, sem ter que desembolsar 400 euros por um bilhete. O problema é que, de uniforme verde-amarelo, os “torcedores” locais parecem brasileiros, mas aplaudem qualquer jogada perigosa, contra ou a favor do Brasil. E, obviamente, usam as vuvuzelas a todo instante, o que ensurdece todo mundo no estádio e acaba sendo conveniente para abafar vaias, como a da torcida brazuca de verdade no final do primeiro tempo.
Fica para a próxima Copa
Em entrevista ao repórter Giuseppe Tomaso, da Rádio Clube, na tumultuada passagem pela “zona mista” depois da partida, o atacante Robinho não deixou de registrar seu carinho pelo paraense Paulo Henrique Ganso. Disse que espera estar com o talentoso meia na próxima Copa do Mundo. Desejo que não é só dele, a levar em conta a opinião da maioria dos jornalistas (até estrangeiros) que viram o Brasil estrear e saíram frustrados com a ausência de talento na meia-cancha.
Todos de olho na Fúria
Depois que o Brasil desceu para os vestiários do Ellis Park firmou-se uma convicção entre os jornalistas que cobriram a estreia. A Copa ainda não teve seu grande jogo e não surgiu a seleção francamente favorita ao título. Esperava-se que fosse a brasileira, pelas expectativas que sempre cercam o time canarinho, mas a atuação irregular e pouco convincente baixou o entusiasmo. A partir de agora, as atenções se voltam para a Espanha, cantada em prosa e verso pelos craques que tem. Hoje, a Fúria encara a Suíça, sob os olhares ansiosos de todos que sonham em ver um futebol bem jogado.
Dunga
Ao que parece esse moço é doente e não sabe. Não temos amigos jornalistas esportivos, não comungamos com a postura da grande maioria deles e por isso estamos à vontade para, parodiando a forma de falar da juventude, dizer que esse moço, que foi galgado à condição de técnico da seleção brasileira, “se acha”.
O que se observa de suas falas é que em todas as respostas sempre há um amargor, uma frustração, uma necessidade de dar uma resposta para alguém e, o que é sintomático, de que ele está acima do bem e do mal e que as demais pessoas são lixo.
Que há jornalistas esportivos intoleráveis não há como se negar. Que há repórteres a procura de sensacionalismo barato é inconteste. Que há jornalistas esportivos burros e que buscam uma pergunta em cima de uma resposta dada apenas para dizer “estou aqui” para suas empresas, também é verdade. Porém, como em toda regra, há exceções. No entanto, para esse cidadão não é assim e todos estão colocados no mesmo balaio. Todas as perguntas são idiotas e merecem respostas idiotas, como foi o caso de sua “coletiva” de hoje, em que ele falou de coisas absolutamente fora do contexto da Copa do mundo, simplesmente porque ele e seu papagaio de pirata chamado Jorginho, também acham.
Pior ainda é que, talvez em razão de sua capacidade intelectual se nivelar com o que foi sua capacidade como jogador, vale dizer, nenhuma, esse cidadão não tem discernimento para visualizar que, mesmo sendo uma pergunta cretina, há milhões de telespectadores assistindo, gente que curte futebol, curte o esporte, a Copa e sua sedução. Por conta disso ele poderia tentar dispor dessa pequena luz no cérebro para tentar dar uma resposta não ao repórter imbecil que fez a pergunta, mas ao público em geral de forma mais inteligente possível, coisa convenhamos que ele não tem.
Trata-se de um ex-jogador que teve uma carreira pífia apesar de ter jogado em inúmeros clubes brasileiros e no exterior. Sagrou-se campeão do Mundo, é verdade, em 1994 numa seleção medíocre, num campeonato medíocre em que a sorte bafejou para o Brasil através de pênaltis onde Bággio teve a gentileza de chutar para fora a chance da Itália de continuar buscando aquele campeonato. Seleção tão medíocre que dependeu dos pênaltis e esse moço em sendo capitão teve o privilégio de receber a taça. E dominado por sua estupidez, sua ignorância, sua total imbecilidade, sua falta sensibilidade para com a posição que circunstancialmente ocupava como atleta, expôs ao mundo, a si e ao país que representava, ao ridículo: ao invés de um agradecimento pelo feito, soltou um sonoro palavrão pego pelas câmeras do mundo:”... essa porra é nossa” ... Coisa de gente séria e que hoje faz ar de entendido, de inteligente.
De há muito deixei de me interessar pela seleção exatamente porque o espírito do esporte se esvaziou por completo. Copa do Mundo é uma “guerra” em que você tem que ter orgulho em “defender” seu País e ganhar o título porque sabe o quanto vale para o sofrido povo brasileiro. Mas, os milhões de reais que são gastos para “proteger” soldados de papel, e depois “recompensá-los” por uma eventual vitória, deixam claro que o espírito esportivo morreu. A mim não há a preocupação sobre se é Pedro, João que está em campo, mas, isto sim, o espírito de seleção. Isso é que deveria predominar Esse discurso sem eco desse cidadão com cabelo militar e que se acha acima do bem e do mal é apenas capa de fundo para que numa eventual derrota se consiga dizer que tudo foi feito de acordo com as regras, mas nem sempre as regras deixam acontecer.
Que saudades de um Júlio Botelho convocado para uma Copa do Mundo e que recusou pelo fato de não estar jogando no Brasil e com isso estaria tirando o mérito daqueles que aqui jogavam Hoje esses moços nem sabe quem foi Julio Botelho e estão muito mais preocupados com seus umbigos, seus bolsos e suas promoções pessoais.
(*) Aposentado e morador em Santarém
Alma penada no São Raimundo
Editor-chefe de O Estado do Tapajós
Tem gente que não se manca mesmo.
Pensa que, por ser um alpinista social, estamos nós, os escribas esportivos, a lhes render homenagem que só faz jus em sua mente megalomaníaca.
Trata-se do pernicioso André Cavalcante, que tenta a todo custo voltar ao noticiário esportivo pelas portas do fundo, distribuindo uma carta, mais para ópera-bufa, se queixando da cobertura dispensada ao São Raimundo após a desclassificação do time da Copa do Brasil.
Esse irresponsável é o único culpado pela perda dos pontos do Pantera do jogo contra o Botafogo, em Santarém. Depois disso, o time entrou em derrocada e esse energúmero, irresponsável que só ele, ainda ousou anunciar solenemente que se afastava do clube.
Agora, quando pensa que a poeria sentou, eis que resurge o mesmo André para tentar enganar os incautos, tomando as dores de outrem, embora lhe falte autoridade moral para falar em nome do Pantera.
Que fique claro, por derradeiro, que André Cavalcante é um aproveitador que só pensa em tirar vantagem pessoal do São Raimundo.
Tê-lo de volta significa repetir os erros de uma gestão amadora e irresponsável.
Fica aqui o aviso à diretoria. Com um cavalo-de-Tróia do quilate de André, o Pantera não precisa de adversário, dentro e fora do campo.
A ciranda do 366
Parsifal Pontes:
A novela do 366 deu meia volta: a governadora Ana Júlia vetou os incisos II e III, e o § 2º do Art. 6º da lei que autoriza a tomada do empréstimo.
Os 51% destinados a repasses diretos aos municípios, e os 11,5% destinados a emendas parlamentares foram mantidos.
Ao manter os recursos destinados aos prefeitos e às emendas de deputados, o governo espera domar a onça: não terá os prefeitos no seu calcanhar e os deputados poderão abrir os ouvidos às ladainhas de justificação.
Os incisos vetados determinam ao governo aplicar um percentual dos empréstimos em obras que constam em dois anexos, retirando do governo a carta branca que ele desejava.
Caso o veto seja mantido, o governo terá R$ 137 milhões para aplicar onde e como quiser: um verdadeiro paraíso financeiro em época eleitoral.
O veto ao § 2º do Art. 6º, remove da lei a determinação de não usar o recurso destinado a um município que não esteja apto a receber o seu quinhão, poupando-o para repasse assim que o município se habilite ao depósito.
Com isto o governo pretende alcançar, para uso ao seu bel prazer, o dinheiro que um município deixará de receber por inadimplência.
Não é tarefa fácil rejeitar um veto governamental, devido à imposição legal de que isto só é possível por maioria absoluta.
Os vetos, todavia, dão mais um exemplo do nulo valor que o governo empresta aos compromissos que assume e revela a intenção que o mesmo sempre teve de não desejar especificar a aplicação do empréstimo a ser tomado.
Sempre foi dito ao governo que, caso este não concordasse com as planilhas de obras, que ele trouxesse a sua especificação à lide para apreciação e aprovação: o que o parlamento não desejava era aprovar a autorização sem detalhamento de aplicação.
O governo se recusou a trazer as planilhas e, ao cabo, concordou com as que estavam postas: ao receber o projeto aprovado, vetou-as.
As razões do veto, embora eu não as tenha ainda lido, e por isto não posso emitir juízo a respeito, não devem convencer nem beata a rezar três ave-marias.
Malas desaparecerem do interior de barco da linha Juruti-Santarém
Ruy Néri:
Os passageiros que viajaram no barco Comandante Marinho que saiu do porto de Juruti no sábado, 12, com destino a Santarém, nunca estiveram tão arrependidos de ter pego essa embarcação. Segundo informações registradas na delegacia de Polícia Civil e na delegacia da Capitania dos Portos de Santarém, nada menos que onze malas e outros objetos, como tênis, bolsas, sandálias, etc, sumiram da referida embarcação em plena viagem.
Conforme os relatos a embarcação saiu do porto de Juruti às 19 horas, como de praxe; até chegar em Óbidos as pessoas estavam conversando e alguns tomando uma cerveja no bar do barco. Após passar pelo porto de Óbidos, os tripulantes apagaram as luzes a fim de que os passageiros pudessem dormir. Foi quando as bagagens começaram a sumir. Quando se aproximava de Santarém, por volta de 4 horas da madrugada de domingo, alguns passageiros sentiram falta de suas malas e deram alarme.
No mesmo momento as pessoas prejudicadas procuraram o comandante da embarcação para fazer a reclamação e receberam como resposta de que a responsabilidade não era dele e sim dos passageiros. Depois de muita pressão, o gerente do barco Comandante Marinho, autorizou uma revista geral no barco, mas nenhuma das malas surrupiadas foi encontrada. Os passageiros acionaram a polícia que esteve no porto da praça Tiradentes quando a embarcação atracou, mas as malas não apareceram nem os culpados.
Os passageiros, indignados, procuraram a delegacia de Polícia Civil onde registraram um Boletim de Ocorrência e na segunda-feira pela manhã foram até a Capitania dos Portos. Nenhuma das vítimas aceitou a publicação de seu nome temendo represálias, mas a maioria afirmou que vai até as últimas conseqüências para reaver seus pertences, jóias e dinheiro que estavam junto com as malas que foram roubadas.
Segundo um dos passageiros que estavam no barco e que não teve sua bagagem roubada porque dormiu em cima de sua bolsa, as malas só podem ter sido jogadas no rio porque foi feita uma busca em todos os compartimentos da embarcação e nada foi encontrada. Os passageiros lesados desconfiam de que uma quadrilha esteja infiltrada na tripulação dessa embarcação porque é muito estranho que sumam onze malas de uma só vez. Uma das vítimas perdeu todo dinheiro que tinha recebido da firma onde trabalha em Juruti e ficou apenas com a rede e a roupa do corpo.
Os passageiros prejudicados dizem que querem providencias por parte da polícia e da Capitania dos Portos porque entendem que uma situação como essa não pode ficar sem solução. Para eles, providências urgentes precisam ser tomadas sob pena das pessoas não viajarem mais nessas embarcações onde os responsáveis não assuem compromissos com os passageiros.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Sem motivos para foguetório
De saída do estádio Ellis Park, tentando resistir bravamente à temperatura de 2 graus, converso com vários colegas e o sentimento expresso é unânime: o Brasil ficou devendo uma estreia mais condizente com sua história de conquistas e tradição de futebol-arte. Penou para garantir o triunfo, com direito a alguns sustos. O gol da modesta equipe norte-coreana nos instantes finais pôs as coisas em perspectiva: a Seleção passou com dificuldades por seu primeiro desafio na Copa. O dado preocupante é que a Coréia do Norte é o mais fraco de todos os 32 times disputantes – pelo menos, segundo o ranking da Fifa.
Há, portanto, um longo caminho a percorrer, que passa principalmente pela recuperação técnica de Kaká, que demonstrou falta de confiança para comandar as ações criativas do time. Robinho precisa de mais liberdade para ousar e talvez aos poucos ganhe o papel de verdadeiro líder em campo, por mérito. Duro é constatar que os reservas imediatos não têm sequer a confiança do treinador. Júlio Batista seria o substituto natural de Kaká, mas Dunga optou por Nilmar. Kleberson entraria no lugar de Elano, mas o treinador decidiu improvisar Daniel Alves.
A explicação de Dunga, na coletiva pós-jogo, para a dificuldade de enfrentar retrancas não merece ser levada a sério, por óbvia e inconsistente. Afinal, ao longo dos anos, sempre foi assim: o Brasil, temido por todos, obriga qualquer equipe a se acautelar. Já é tempo de arranjar meios de saber atacar em situações assim. Ficar tocando bola e esperando o tempo passar não é estratégia; trata-se apenas de falta de ideias.
Mas muitos vão comemorar os três pontos e ninguém pode dizer que estão errados. Claro que há valor na vitória, mesmo magra. Valeu a liderança provisória do grupo. Os mais observadores, porém, certamente ficaram com a pulga atrás da orelha. O velho temor de que o pragmatismo de Dunga pode nos deixar a pé está mais forte do que nunca. A não ser que ocorra um milagre, torcer pelo escrete será um exercício de sofrimento.
A Copa dos empates, por ora
Gerson Nogueira
Portugal fica no empate com a Costa do Marfim, num jogo sem grandes emoções. Cristiano Ronaldo duelou, sem sucesso, com a zaga marfinense e Drogba, ainda em recuperação, entrou nos instantes finais. Para o Brasil, um belíssimo resultado porque permite que, em caso de vitória, assuma a liderança isolada do Grupo G. Foi mais um empate nessa Copa de baixíssimo nível técnico e pouquíssimos gols – média de 1,5 por partida.
Cavalaria afasta vendedores ambulantes
A polícia sul-africana marca em cima a legião de vendedores ambulantes que montaram acampamento nas cercanias do estádio Ellis Park, aqui em Johanesburgo, à espera dos torcedores brasileiros. Mais de 50 deles foram afastados das ruas pelos policiais (da cavalaria). O grupo vendia camisetas, bandeiras, vuvuzelas, gorros e luvas, em atividade considerada ilegal em áreas de jogos da Copa do Mundo.
Salão do Livro em ritmo de Copa do Mundo
Durante o jogo, todas as atividades do Salão serão suspensas. Apenas os standes continuarão funcionando e os serviços de lanche na Praça da Alimentação. A suspensão das atividades do Salão do Livro, no horário do jogo do Brasil já estava contemplada pelo planejamento do projeto que iniciou há quatro meses.
Após o jogo, a programação continuará normal. Para a noite desta terça-feira (15), haverá teatro: A Bela Borboleta; Sarau: Vida e Obra de José Veríssimo; danças: Aquarela e Prece a Tupã; e Encontro Literário com Luís Peixoto e Francisco Edson Oliveira.
A grande atração de ontem do Salão do Livro foi MV Bill, que participou do encontro literário, falando sobre o trabalho social que desenvolve no país.
(Fonte: Assessoria de Imprensa da PMS)
Duciomar vence no TRE
Prevaleceu a tese do advogado Sábatto Rossetti de que o processo foi protocolado fora do prazo, no próprio dia da eleição, às 19 horas, no Tribunal Regional Eleitoral, quando deveria ter dado entrada na 98ª Zona Eleitoral.
O voto da relatora do processo Vera Araújo foi acompanhado por unanimidade, e com isso o processo foi extinto. Mas da decisão ainda cabe recursos ao TSE.
Duciomar era acusado pelo PMDB de fazer propaganda institucional irregular durante a campanha de 2008.
Sociedade ainda é apática contra agressões ambientais à Amazônia
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Mídia teria papel importante em campanhas de educação ambiental. Pesquisadores sugerem abertura de espaço para cientistas com experiência sobre o ambiente amazônico /MONTEZUMA CRUZ |
MONTEZUMA CRUZ
Amazônias
BELÉM, Pará — Tragédias ambientais na Amazônia ocorrem em regiões remotas, longe dos olhos da maioria dos cidadãos, principalmente dos grandes centros populacionais. Talvez esta seja uma das razões para que a sociedade brasileira ainda esteja apática quanto à escalada desses problemas.
Os pesquisadores Raimundo Nonato Brabo Alves e Moisés de Souza Modesto Júnior, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) chegaram a essa conclusão, após avaliarem ao acaso 60 matérias jornalísticas publicadas no triênio 2006/2007/2008, nos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.
Os dois são engenheiros agrônomos vinculados à Embrapa Amazônia Oriental, em Belém. Brabo Alves é o chefe do Núcleo de Apoio a Pesquisas e Transferência de Tecnologia do Baixo Tocantins e Modesto Júnior, especialista em marketing e agronegócio. A pesquisa foi apresentada durante o 7º Congresso Nacional de Meio Ambiente, em Poços de Caldas (MG), no final de maio.
— O resultado satisfatório clareou a realidade que muitos desconhecem, mesmo com as imagens de satélite, que estão cada vez melhores — comentou Brabo Alves. Ele comanda o Projeto Trio da Produtividade na cultura da mandioca, associado ao Projeto Tipitamba e ao Sistema Bragantino. Os três obtiveram êxito com roçados sem fogo no nordeste do estado e no Baixo Tocantins.
Maior documentação com imagens aéreas de ocorrência do fogo e desmatamento sensibilizaria mais, opinam os autores da análise. Eles sugerem campanhas permanentes na mídia, abordando a dimensão do desmatamento, os números e os recursos financeiros envolvidos no crime do tráfico de animais silvestres, as perdas em divisas para o Brasil com a prática da biopirataria e outros.
— Isso ajudaria a formar uma consciência coletiva de preservação na sociedade — acreditam.
Desmatamento e incêndios
Quais as correlações de problemas ambientais da Amazônia brasileira com as diferentes fontes de financiamento? Quais os estados mais citados por problemas ambientais? Quais as correlações de problemas ambientais da Amazônia com os países amazônicos?
Esse conjunto de indagações possibilitou aos pesquisadores maior reflexão a respeito da maneira como a mídia trata as questões ambientais no País. Também revelou quais as instituições mais citadas e os problemas de maior gravidade.
O desmatamento liderou, com 46% de participação; o segundo, o aquecimento global com 14%, numa relação de causa/efeito do próprio desmatamento. O desflorestamento na Amazônia Legal foi de 18.226 km² em 2000, elevando-se para 27.423 km² em 2004, e caindo para 12.911 km² em 2008.
Os estados com maior freqüência na mídia por problemas ambientais são Mato Grosso (34%), Pará (29%), Amazonas (19%), Rondônia (15%) e Roraima (3%). Amapá e Acre aparecem apenas pontualmente.
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Números do desmatamento nunca estiveram abaixo de 10 mil km². Estudo atribui essa queda ao resultado da democratização de informações difundidas pela mídia /GREENPEACE |
Mais informações, mais conhecimento
—Quando começaram as estimativas, os números do desmatamento nunca estiveram abaixo de 10 mil km² — assinala Brabo Alves. Segundo ele, essa queda “certamente é resultado da democratização de informações que a mídia difunde para a sociedade, ao divulgar os indicadores de desmatamento e outros crimes ambientais”.
— Isso estimula o senso crítico coletivo e as ações repressivas — considera Modesto Júnior. Lembra que a conscientização dos extrativistas, quilombolas e indígenas, sob a orientação principalmente de organizações não-governamentais (ONGs), provocou o confronto entre as fronteiras de interesses, na medida em que aumenta a área desmatada.
— A mídia explorou intensamente o conflito de interesses entre rizicultores e indígenas em Roraima. Entre madeireiros e pecuaristas contra extrativistas na Reserva Verde Para Sempre. Entre grandes projetos hidrelétricos e ambientalistas no Rio Xingu. Entre mineradoras e indígenas no Alto Rio Negro no Amazonas — registram os pesquisadores.
A ação mais comentada foi a repressão com 20% de freqüência. A mídia ressalta que as medidas repressivas como a operação Arco do Fogo, que teve como primeiro alvo o município de Tailândia, no Pará, só contribuíram para intensificar os problemas sociaissegunda-feira, 14 de junho de 2010
Democratas muda data e local da convenção regional no Pará
A principal razão para a mudança de local foi o custo do deslocamento aéreo dos convencionais até Santarém, pois a maioria de Belém e do nordeste paraense.
Seleção aparece para fazer recreativo
Aleluia, aleluia… finalmente, depois de vários dias de hibernação, o time de Dunga deu as caras, agora há pouco, no estádio Ellis Park, em Johanesburgo. Kaká à frente, os jogadores fizeram um curto treino recreativo, o chamado reconhecimento do gramado. Nenhuma novidade, apenas uma aparente descontração. Contra um adversário como a Coréia do Norte é de se esperar que o time brasileiro tenha motivos de sobra para sorrir de véspera.
Lula fará ato a favor de Belo Monte
Há muito tempo Lula vem defendendo reservadamente a mobilização. A tendência é que ela ocorra dia 22, no município de Altamira. Os convidados serão integrantes do governo, prefeitos da região e moradores que sejam favoráveis à obra.(Lauro Jardim/Radar Online)
“Queremos empatar a destruição do rio Tapajós e seus povos”

Em entrevista ao Espaço Aberto, o padre fala sobre uma cartilha polêmica, cujo conteúdo muitos consideram incitativo à violência. Ele garante que o trabalho, ao contrário, visa apenas despertar a consciência dos povos da região e descarta qualquer recurso à violência.
“Não vamos organizar um exército ou uma guerrilha, porque nosso povo é muito pacato. O que queremos com nossa cartilha é que as populações, primeiramente, se deem conta do que estão armando contra nós”, esclarece Sena.
O padre, no entanto, é claro ao definir os limites da resistência “[Vamos resistir] Até que o governo brasileiro desista de construir cinco hidrelétricas na bacia do rio Tapajós, em respeito aos povos que vivem aqui, em respeito ao meio ambiente de bem viver, que é mais importante do que o crescimento econômico à custa de nossa desgraça. Como Chico Mendes, queremos empatar a destruição do rio Tapajós e seus povos.”
Edilberto tem 68 anos de idade, 40 de sacerdócio. Trabalhou na organização social das periferias de Santarém e tem efetiva e atuante participação na luta popular organizada em Santarém. Luta contra aqueles que poluem de mercúrio o rio Tapajós. Por esse motivo, levou os governos do Pará e do Brasil ao Tribunal de Águas, de Haia, na Holanda em 1991.
Desde 2004, com o Movimento Popular organizado, Frente em Defesa da Amazônia, Edilberto e um grupo de idealistas, incluindo diversos intelectuais paraenses, lutam em defesa do patrimônio étnico, social, econômico e ambiental da região do Tapajós.
Coordenador da Rádio Rural de Santarém, emissora mais ouvida na região, onde coloca sua programação na defesa do nosso patrimônio amazônico, sofre pressão das elites da região. Seu trabalho nessa linha gera controvérsias. Há quem o aplauda e há quem o conteste fortemente. Muito explícito em seus pensamentos e ações, comete ousadias que incomodam a elite econômica e política da região. Os madeireiros e sojeiros não o toleram, mas a juventude e os pobres o estimulam muito.
Recebeu, em 2006, das mãos do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante Júnior, o Prêmio José Carlos Castro de Direitos Humanos. Por conta de sua luta, chegou a ser ameaçado de morte em 2007, tendo a OAB/PA à época, solicitado sua inclusão no Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos.
Coordenou, em parceria com algumas organizações e grupos militantes em defesa do rio tapajós uma cartilha educativa pela Aliança Tapajós Vivo. Essa Aliança Tapajós Vivo é uma composição de pessoas, entidades e povo Munduruku, preocupados com um plano do governo federal de construir cinco 5 mega hidroelétricas na bacia do Tapajós.
Leia a entrevista na íntegra, aqui.
'Seguranças' expulsam técnicos da Caixa de área da Moaçara
A área da Moaçara, em questão, é disputada pela Associação de Moradores do Aeroporto Velho e a prefeitura municipal de Santarém, que não se entendem quanto à titularidade do terreno de 25 hectares.
Os 'seguranças' informaram aos técnicos que estavam ali gurdando o terreno para a associação de moradores.
Na edição desta semana, que circula sexta-feira, o jornal O Estado do Tapajós publica noticiário completo sobre os bastidores dessa disputa que, se não tiver um freio por parte da polícia, não vai acabar bem.
Nós e Dilma
CARTA AO POVO MARANHENSE!
Somos fundadores do PT. Nestes 30 anos nunca envergonhamos o Partido. Jamais nos envolvemos em escândalos. Ajudamos eleger o Presidente LULA na esperança de livrar os maranhenses dos desmandos dos Sarneys.
Não conseguimos. Com chantagens, dissimulação e bajulação, Sarney ampliou o poder que exerceu na ditadura às custas de delações, exílios, prisões, torturas e mortes de muitos brasileiros.
A fome de poder desse bruxo não tem limites. Este homem tem a barriga do fim do mundo: ele agora quer se apossar do PT do Maranhão e privatizar a popularidade do Presidente Lula na tentativa de reeleger a filha Roseana.
Sem piedade, trocaram a nossa alma pela promessa de 3 milhões de votos.
Que dívida impagável é esta que Sarney não pára de cobrar do nosso Presidente e do PT? Quem será a próxima vítima dessa dívida? Quanto mais Sarney humilha o PT mais a dívida cresce!
Quem entregou o PT para Fernando Sarney (que de uma lapada desviou 14 milhões de dólares para exterior) ainda tem coragem de falar em honestidade?
Quem doou o PT para a rainha da Lunus, depois de tantos escândalos com recursos públicos, não pode mais falar de ética e transparência.
Quem se torna refém de um oligarca sem caráter e dissimulado, após os escândalos do Senado, não pode mais falar em decência.
Quem destrói lideranças e desrespeita aliados históricos para eternizar uma oligarquia brutal não pode mais falar em democracia.
Quem esquece o passado e tripudia sobre velhos companheiros não pode mais falar em solidariedade, fraternidade, socialismo.
Quem doa o PT em troca da promessa de votos não pode mais falar em reforma política.
Que projeto nacional é este em que o Partido do Presidente da República e da futura presidente se transforma em sublegenda do Partido do vice-presidente?
Porque tanta brutalidade com o PT se o PMDB tenta livremente derrotar o PT na Bahia, Pará, Rio Grande do Sul, São Paulo e outros estados?
Entregar o PT para oligarquia Sarney significa jogar no lixo a legalidade partidária. É a negação da ética e da decência na política. É sepultar as esperanças de libertação do povo maranhense após 46 anos de escravidão. É agredir os movimentos sociais, desrespeitar aliados históricos e destruir o Partido no Estado.
Estamos cansados de derrotar Sarney no Maranhão e ele ser vitorioso no tapetão de Brasília.
Por isto estamos em GREVE DE FOME, em defesa da coerência, da decência e da legalidade partidária.
O direito vai prevalecer, pois acreditamos nos petistas que têm consciência e na JUSTIÇA BRASILEIRA.
Plenário Ulysses Guimarães, em 14 de junho de 2010.
MANOEL DA CONCEIÇÃO – PRIMEIRO FUNDADOR NACIONAL VIVO DO PT
DOMINGOS DUTRA – DEPUTADO FEDERAL E FUNDADOR DO PT NO MARANHÃO
Vade Retro
O chefe da Casa Civil do governo do Estado, Everaldo Martins, disse ao “Diário do Pará” que defende uma intervenção do PMDB nacional no diretório do Pará, para que o partido apóie a eleição da governadora Ana Júlia já no primeiro turno.
A defesa de Everaldo é inglória e a tese é inútil: inglória a defesa porque não há hipótese que autorize a intervenção da executiva nacional do PMDB no Pará; inútil a tese porque o presidente do partido no Pará, deputado federal Jader Barbalho, é um dos mais influentes membros da dita comissão.
As reuniões da executiva nacional do PMDB acontecem algo assim: quando o deputado Jader fala, todos escutam e aquiescem e quando ele fica a reunião toda silente, o presidente Sarney pede que Jader fale para a reunião poder terminar.
Tire da chuva o alazão o PT: o PMDB jamais o apoiará “na marra”. O PMDB não se dá a trabalhos forçados. Ainda não tomou posse a hipotética comissão executiva nacional do PMDB que intervenha no Pará para obrigar o partido a coligar com quem quer seja.
Quem quiser ser pai dos nossos filhos que nos namore e nos beije primeiro: estupro não cai bem no Partido do Movimento Democrático Brasileiro do Estado do Pará.
A candidatura própria do PMDB é a prova de intervenções e irreversível: não retrocederemos.
Nós podemos até aceitar uma coligação com o PT: o partido indica o vice do deputado Domingos Juvenil.
Cyber Xibé na feira do livro
Para o coordenador do projeto, Tarcísio Ferreira o mais importante é possibilitar o contato dos usuários com o novo modelo de software livre, Linux.
No primeiro dia de feira do livro a novidade atraiu um público variado, segundo Tarcísio mais de 300 pessoas procuraram os serviços do cyber. “Os sites de pesquisa, jogos e sites de relacionamento foram os mais acessados”, afirmou.
O cyber disponibiliza 20 computadores e funcionas das 9 ás 22 horas.
(Fonte: Ass. Imprensa da Feira do Livro)
Quem tem craque vai mais longe
Pelas estatísticas, Messi tocou na bola por quase 100 vezes na partida (foi, de longe, o mais assediado pela redonda no jogo) e disparou pelo menos oito tiros a gol, três deles com endereço certo, mas defendidos pelo bom goleiro nigeriano Enyeama. Mais impressionante ainda: o franzino meia-atacante caprichou na variação de repertório para confundir seus marcadores. Ora caía pela direita, como parece preferir, derivando um pouco para o centro a fim de disparar chutes colocados; ora saiu enfileirando adversários, da esquerda para a direita, até descortinar um espaço para o arremate.
Outra marca dos craques, que Messi expõe a todo momento, é trabalhar com o tempo da bola e retardar por segundos o arremate, à espera da passagem do adversário. Fez isso o tempo todo, sem conseguir ser acompanhado corretamente pelos grandalhões da Nigéria. Além do prazer imenso que é ver um jogo fluir em busca do gol, ficou claro, ao longo de toda a partida, que a Argentina tem basicamente duas jogadas perigosíssimas, e ambas incluem Messi. A primeira, óbvia, é lançar o jogador esteja onde ele estiver, até junto à linha de meio-de-campo. Verón, Mascherano, Tévez, Di Maria, enfim todos, pegam a bola e lançam um olhar em busca de Messi. Aí fazem a bola chegar até ele, que sabe o que fazer – e normalmente faz muito. A outra jogadinha passa por Messi, que avança, toca para alguém próximo e sai correndo sem bola, para atrair a atenção da zaga. Enquanto isso, Higuaín ou Tévez surgem livres para receber o passe. Ontem, nenhuma dessas artimanhas deu certo, principalmente porque Higuaín finaliza muito mal e porque o goleiro estava em tarde inspirada.
Mas os futuros adversários que se previnam. Pela primeira vez, depois de tantas críticas da própria torcida argentina, Messi foi o Messi que arrebenta no ataque do Barcelona. A mesma crítica que se fazia a Ronaldinho Gaúcho em seus (bons) tempos de Barça também eram repetidas em relação a Messi, que nunca conseguiu reproduzir com a camisa da seleção as endiabradas atuações defendendo seu clube. Pois bem. Péssima notícia para os inimigos da Argentina: Maradona encontrou o lugar certo para seu craque no time. Erra feio quando não escala laterais de ofício e sobrecarrega Juan Sebastian Verón na cobertura, mas é brilhante ao deixar Messi flutuar entre a intermediária e o ataque, sem guardar posição fixa.
Vejo méritos de Maradona nessa história porque não é simples deixar um craque inteiramente à vontade numa seleção, ainda mais quando se trata de um meia de origem, que não fica parado nunca. Pela sua própria história, Maradona foi cirúrgico. Messi fica à frente de Verón e Mascherano, ao lado de Tévez e atrás do centroavante, seja Higuaín ou Milito. Como se desloca com extrema velocidade, Messi pode aparecer de repente à frente de todos os atacantes e o ruim para as defesas é que nunca poderão prever quando isso acontecerá. Por via das dúvidas, eu recomendaria que alguém botasse uma placa à frente da concentração dos hermanos: cuidado, craque na área.
Maradona, Dunga e o impulso primitivo
Acompanhei atentamente as movimentações de Diego Maradona a bordo daquele terno muito acima de seu figurino. Chegou distribuindo beijos para todos, consciente de seu carisma de astro definitivo da história das Copas. Corria feito um louco tentando orientar os jogadores, mas se curvava, humilde, quando a bola se encaminhava em sua direção – e ela, generosa, fez isso umas cinco vezes em todo o jogo. Fiquei a esperar que Diego tirasse a persona de técnico por uns segundos e fizesse umas embaixadinhas com a Jabulani. Só deu uma cavadinha no primeiro tempo, erguendo a pelota para seu zagueiro Heinze, mas logo se conteve, talvez para evitar constrangimentos para a maioria dos que estavam em campo. Nisso, os argentinos estão em vantagem também sobre nós. Caso a bola se dirija ao Capitão do Mato na lateral do campo, seu impulso primitivo será entrar de carrinho, levantando capim e estragando a grama. Ninguém foge à sua história.
A estreia de um favorito de sempre
Ozil foi o nome do jogo. Distribui passes longos, curtos, médios. Driblou e marcou. Só não fez gol. Um craque, sob o manto da simplicidade. Ele regeu essa Alemanha rejuvenescida, que ameaça ser uma das favoritas – como se em alguma Copa não tivesse sido. Pois a Fifa, contrariando a lógica dos fatos, escolheu Podolski como craque do jogo. Que se danem os analistas da Fifa. Oziel me encheu os olhos. Já o tinha visto em ação pelo Werder Bremen, mas ontem ele foi absoluto, tomando conta do meio-campo alemão com autoridade e talento, como não se via desde Paul Breitner e Hansi Muller. A goleada nasceu naturalmente do predomínio de jogo ofensivo sobre uma marcação confusa e até tosca dos australianos. Lahm continua um lateral formidável na simplicidade: desloca-se, recebe e cruza muito bem. Klose é um homem de área por excelência. É, os alemães chegaram e prometem ir longe. Sem esquecer que, com o frio que faz aqui, times europeus têm boas possibilidades.
Do infortúnio do goleiro diante do frango
O drama do goleiro inglês Robert Green, vítima de um frango desgraçado no clássico (mais no sentido geopolítico do que futebolístico) contra os EUA, entra para a história das Copas pela crueldade do lance. A bola aparentemente veio fácil de defender – digo aparentemente porque essa bola Jabulani não é de brincadeira e fica extremamente veloz quando toca no gramado – e Green se ajoelhou para agarrar. Deve ter tido um milionésimo de segundo de distração, pensou em alguma outra coisa enquanto a pelota escorria pelas suas mãos e rapidamente se transformava numa penosa de dimensões planetárias. Depois que o estrago estava feito, fiquei a lembrar do nosso Castor e a imaginar o que não estaria se passando pelo pensamento de Green, atordoado pelo registro de sua falha em dezenas de repetições do lance, em imagens HD e 3D. Nunca um frango foi tão tecnologicamente filmado. Até porque esta é a Copa das imagens transbordantes, que humilham até o olho humano pela nitidez. No Centro de Imprensa de Johanesburgo, assistimos ao jogo num telão em 3D no cinema da Fifa. É desumano e injusto com um simples goleiro, que pode muito, mas não pode tudo. Errar faz parte da vida. Que Green encontre forças para se reerguer.
Os lixões do descaso e da discórdia
Achei interessante a autonomia da SEMMA/STM em obrigar o exército 8º BEC a recuperar área que usava como lixão. E o antigo lixão de cucurunã que a prefeitura assinou em conjunto com o MPE e SEMA/PA a recuperar aquela área degradada?.
E o lixão de Perema, que era pra ser um aterro Sanitário que funciona sem licença de operação há mais de 03 anos, e que o MPE ingressou contra a PMS e a Clean service em uma ação civil pública por danos ambientais,entre várias irregularidades, inclusive a desativação do referido aterro, mudança de local e a devida recuperação. Nem o magistrado e nem a SEMMA/STM, o juizo não assina a ação e a SEMMA não faz nada, por que?
Anjo da guarda de Robinho é santareno
Moradores da Fernando Guilhon viram refens da poeira
Ola, gostaria de fazer uma denúncia e reclamação ao mesmo tempo, contra a prefeitura de Santarém, especialmente a Secretaria de Infraestrutura, bem como contra a empresa Melo de Azevedo, todas responsáveis pelas obras de duplicação da Rodovia [Fernando Guilhon].
O motivo do meu total descontentamento, ou melhor, aborrecimento, é a situação degradante que esses indivíduos vem sujeitando os moradores dos bairros cortados por essa via, e principalmente aos moradores da margem da mesma. Há mais de duas semanas que a fase de preparação da rodovia terminou - com aqueles processos totalmente desagradáveis de aterro, máquinas barrulhentas, trepidações, construção de sarjetas, quebra de calçadas, abertura de burracos (que ainda não foram tapados), interdições e etc – e quando todos pensávamos que enfim viria o asfalto e o sossego, o que acontece? Mais e mais transtornos, e bota transtorno nisso.
Agora é uma nuvem de poeira que cobre todos os moradores a cada veículo que passa, e olha que não são poucos, uma vez que se trata de uma via importantíssima (“tanto que é por isso que se justifica sua duplicação...”), uma via que dá acesso
Assim, depois de uma semana estressante de trabalho os moradores desse pedaço de Santarém não podem nem ter sossego em suas próprias casas, pois toda a insalubridade dessa poeira invade as nossas casas, principalmente aos finais de semana, quando o trânsito de carros e muitos em alta velocidade aumenta.
Desde que essa obra começou e mais intensamente após a terraplenagem da via perdemos o direito a respirar um ar de qualidade, nossas casas vivem vermelhas de poeiras, deixar o carro limpo em frente a casa então, nem pensar, e as crianças brincando muito menos, viramos reféns dessas obras, pois pra ter um pouquinho mais de sossego devemos ficar em casa totalmente trancados, agüentando o calor que faz em Santarém.
E uma dúvida me rodeia a cabeça, o que eles estão esperando pra asfaltar, uma vez que o piso tá pronto e mais do que nunca compactado pelos carros, além do que as chuvas atualmente são raras? A única explicação que vem e a de que estão esperando as chuvas, os carros que passam intensamente e a lama que desce de algumas residências próximas estragarem o serviço já realizado para poder justificar o aumento do custo financeiro de ter que refazer o que já está pronto.
Pois a única explicação cabível de alguém querer deixar acabar com o próprio serviço realizado é o de querer receber mais para fazê-lo de novo, como um vendedor de geladeiras que torce para sua geladeira queimar e você ter que comprar outra pra poder lhe render a sua comissão de venda, por exemplo.
Assim, gostaria de registrar minha total insatisfação com essa situação e cobrar providências da administração desse município, pois afinal de contas, o trabalhador brasileiro trabalha quase 5 meses por ano só para pagar impostos e quando chega em casa não tem o direito a ter sossego e qualidade de vida. Isso é um total desrespeito com os cidadãos desse município e especialmente com os que residem as proximidades da Rodovia [Fernando Guilhon].
Leigo atuante
Fui aluno interno deste seminário nos 70, não cheguei a ser ordenado, hoje sou casado, tenho 3 filhos, sou leigo católico atuante em uma paróquia no Rio de Janeiro,devo muito ao seminário são Pio X. Fico feliz em saber que esta casa de formação continua principalmente buscando vocações, mas tambem formando HOMENS.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Para refrescar a memória dunguista
Por Mauro Cezar Pereira
Dizem que o trabalho de Dunga é “incontestável”, com números “excelentes”, que conquistou “tudo”. Ele obteve expressivos resultados, inclusive sobre rivais como Argentina, Itália e Inglaterra. Nem sempre foi assim. Façamos como o próprio técnico, que costuma pedir aos jornalistas para “refrescar a memória”. Em 2006, empate com a Noruega e 3 a 0 sobre a Argentina de Alfio Basile com apenas dois titulares de hoje, Mascherano e Messi. Novo jogo relevante só na derrota (0 a 2) para Portugal de Felipão. Na escalação, a defesa da Copa: Maicon, Lúcio, Juan, Gilberto e Gilberto Silva. Contra a Turquia, Afonso titular e 0 a 0 no placar.
Copa América: na estreia, México 2 a 0. Depois, 3 a 0 no freguês Chile e fraca atuação no 1 a 0 sobre o Equador. Seria fantástico para Dunga se jogasse apenas contra os chilenos, que no duelo seguinte levaram de 6 a 1. Com o Uruguai, 2 a 2. Jogo sofrível. Nos pênaltis, Pablo García perdeu a chance de definir. Lugano errou e a vaga na final foi para o Brasil, que pouco mostrara. Na decisão contra a Argentina, aula de contra-ataque, 3 a 0 e título que ofuscou os muitos maus momentos. Mas eles voltariam nas Eliminatórias, em empates na Colômbia e no Peru. Houve os 5 a 0 sobre um Equador em crise, que três dias antes perde–ra em casa para a Venezuela. Eram más atuações até em vitórias, como nos 2 a 1 sobre o Uruguai, quando a torcida chegou ao Morumbi pedindo Rogério Ceni e foi embora aplaudindo Julio Cesar.
Em 2008, história: a primeira derrota para a Venezuela. Nova queda (0 a 2) diante do Paraguai e empate sem gols com a Argentina em noite de vaias dos mineiros ao técnico e aplausos a Messi. Reação veio nos 3 a 0 sobre o… Chile, claro. Os venezuelanos também imaginaram ser possível encurralar os brasileiros, ofereceram o contra-ataque e levaram 4 a 0. Já no Brasil, pífios jogos sem gols com Bolívia e Colômbia. No amistoso com Portugal, 6 a 2! Logo depois, Julio Cesar segurou o bombardeio do Equador, que finalizou mais de 30 vezes em Quito.
São Raimundo escapa da seletiva para 2011
Ficou acertado que os seis times de melhores campanhas permanecem na elite do futebol paraense e os dois últimos terão que disputar a primeira fase do campeonato do ano seguinte, também conhecida como seletiva.
O campeonato paraense continuará contando com a participação de 8 times.
(C0m informações da ass. imprensa do SREC)
Alumínio: verticalizar onde mesmo, cara-pálida?
Editor do Jornal Pessoal
Ao contrário do que pensam os “estrategistas paraenses”, a venda das empresas de alumina e alumínio de Barcarena e da jazida de bauxita de Paragominas à Norsk Hydro (ver Jornal Pessoal nº 464) não vai impedir a verticalização do alumínio. Acontecerá exatamente o inverso, proclamou Roger Agnelli, presidente da antiga Companhia Vale do Rio Doce, em entrevista exclusiva a O Liberal, no dia 22. A matéria, como todo o noticiário do jornal já divulgado sobre a questão, limita-se a repassar a resposta de Agnelli, um dos maiores anunciantes da folha dos Maiorana, a esses “estrategistas” (quais seriam, ninguém sabe; o tema foi pouco noticiado na mídia e quase nenhuma repercussão teve na opinião pública, apesar da sua relevância, provocando apenas um discurso do deputado Zenaldo Coutinho, do PSDB, no plenário da Câmara Federal).
Ele tem toda razão – e nenhuma. A produção de alumínio da Albrás, que estancou em 460 mil toneladas há vários anos, deverá crescer. Mas é pouco provável que isso venha a ocorrer no Pará ou mesmo no território brasileiro. Talvez a Albrás até venha a ser fechada, conforme uma das especulações surgidas depois da transação com a empresa norueguesa. O motivo poderia ser o que Agnelli apontou: o alto custo da energia.
Ele disse que a Albrás, consumindo 800 megawatts de energia (é a maior consumidora individual do Brasil), paga à Eletronortre 45 dólares por MW. É 20% mais do que a tarifa máxima prevista para a hidrelétrica de Belo Monte. A conta de energia da Albrás, que compra um grande bloco (uma vez e meia mais energia do que toda Belém), seria de US$ 26 milhões ao mês (mais de US$ 310 milhões ao ano). O custo da energia teria o peso de US$ 675 em cada tonelada de lingote produzida pela fábrica. Significa que o preço de venda teria que ultrapassar US$ 2 mil por tonelada para ser rentável, o que não estaria acontecendo, embora, desde novembro do ano passado, o preço do alumínio experimente recuperação no mercado internacional, voltando a superar esse patamar.
Em outros lugares a energia está mais barata. A Norsk Hydro, por exemplo, teria 12 hidrelétricas ociosas espalhadas pelo mundo, em condições de serem ativadas para produzir alumínio – mas não, evidentemente, em Barcarena. A nova proprietária podia manter a fábrica paraense apenas por uma questão política e estratégica, ou para atender aos japoneses, que ficam com 49% da produção, em função de sua participação societária (mas podem fazê-lo através de outra unidade, bastando garantir quantidade e preço contratuais). A Norsk poderia também abrir mão da produção de metal no Pará, como já vem fazendo na própria Noruega, desativando produção que é onerada pelo peso da energia.
Ainda mais se vierem a ter procedência as versões de que Dilma Rousseff, se eleita sucessora de Lula, promoveria uma reestatização em alguns setores da economia brasileira, incluindo o metalúrgico. Esta teria sido uma das motivações da Vale para se desfazer de toda a área do alumínio. Esses boatos podem também não passar de balão de ensaio ou manobra diversionista diante da realidade de que, independentemente de suas motivações, a transação, no valor global de quase US$ 5 bilhões, significa uma involução no processo produtivo brasileiro, ou, mais especificamente, paraense.
A verticalização, que antes existia (ou era tentada) em território estadual, agora vai se realizar internacionalmente. O Pará atuará apenas – ou com maior ênfase, se a Albrás for preservada – nas etapas anteriores, de produção de bauxita e de alumina, em escalas crescentes. A Norsk Hydro disporá de uma das maiores jazidas do minério que há, em Paragominas, e com direitos de saque em outra, a do Trombetas, que poderão chegar a 45% do total (ela já tem 5% e poderá contar com os 40% da Vale, que não lhe pode transferir essas ações por norma contratual, mas pode lhe repassar o minério). Assim, terá algo como 15 milhões de toneladas de bauxita, o suficiente para suprir integralmente a Alunorte, a maior fábrica de alumina do mundo. Agora poderá desenvolver ao lado dela outra fábrica do mesmo porte, a Companhia de Alumina do Pará (CAP), que a Vale também vendeu à Dubala (Dubai Aluminium), empresa dos Emirados Árabes Unidos, que pretende se tornar a maior produtora de alumínio do mundo.
Nessa verticalização, o Pará funcionará como escada para projetar bem mais longe a multinacional norueguesa, agora com 22% de suas ações em poder da multinacional brasileira, que irá faturar financeiramente sem se envolver com as questões de produção. Melhor para ela, pior para nós.
Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós
Alunos perdem ritmo de estudos por causa de frequentes greves
Câmara dos Deputados quer punir flanelinhas com prisão
Moradores boicotam pagamento do IPTU
Ibope prevê vitória de Simão Jatene no segundo turno
Alumínio: verticalização onde mesmo, cara-pálida?
Cadeirinhas e assentos estão em falta em Santarém
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Convenção estadual do DEMOCRATAS será em Santarém
Na oportunidade serão definidos os candidatos a deputados estaduais, federais, senador e governador que concorrerão ao pleito eleitoral deste ano.
Exército recupera área degradada por lixão dentro do quartel

Free lancer
O Oitavo Batalhão de Engenharia e Construção (8º BEC) foi obrigado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) a recuperar uma área de cerca de meio hectare onde funcionou, durante quarenta anos, um lixão a céu aberto, no pé da serra do Piquiatuba. A existência do lixão foi denunciada com exclusividade por O Estado do Tapajós, em fevereiro deste ano.
Há dois meses o lixão foi desativado através da notificação recebida da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). Segundo a engenheira florestal Tenente, Érika Rosa, uma vez por semana o lixo produzido no quartel e nas vilas militares é transportado para o lixão de Perema. "Verificamos com a Prefeitura Municipal de Santarém a possibilidade da empresa Clean recolher o lixo no quartel, mas fomos informados que a prefeitura não tem responsabilidade nesta área."
O 8º BEC assinou um termo se comprometendo com a Secretaria de Infraestrutura em levar o lixo toda semana para o lixão. "Estamos esperando resposta da PMS, pois iriam solicitar um orçamento da empresa Clean, pra saber o custo do transporte do lixo até Perema", afirmou a tenente. Até o momento a prefeitura não deu nenhuma resposta.

Enquanto isso há duas semanas o BEC está recuperando a área com plantio de mudas nativas da região: ipê, andiroba, jatobá,freijó e cumaru. "Não há nenhum problema quanto ao desenvolvimento das plantas, o lixo jogado era plásticos, vidros, papel e orgânicos, isso não atrapalha no crescimento das mudas",explicou a engenheira florestal. Ela completou afirmando que o lixo hospitalar é incinerado, mas não informou onde é feita essa incineração.
Maioria de mulheres quer retirar queixa contra agressores
Free lancer
A cada dia aumenta o número de mulheres que prestam queixa por ameaça de morte ou agressão física. O problema é que grande parte se arrepende de ter ido à delegacia e quer retirar a queixa.
Segundo a delegada da Delegacia de Mulher de Santarém Márcia Rebelo, no mínimo 50% das mulheres que são agredidas e/ou ameaçadas pelo companheiro e fazem o boletim de ocorrência se arrependem e tentam retirar a queixa. Desde janeiro deste ano foram registrados mais de 30 procedimentos de violência contra mulher, ou seja, abertura do inquérito. "Depois que o B.O. é feito não pode mais ser retirado", explicou a delegada.
Se a lesão for leve, a vítima tem o direito de representar ou não, mas se for grave, a ação é incondicionada, ou seja, a agredida não pode recuar, pois o inquérito é aberto por mais que ela perdoe o companheiro. O motivo de arrependimento para não envolver a justiça é sempre o mesmo: o agressor é o pai dos filhos da vítima.
A maioria das mulheres desiste do procedimento judicial, quando chega ao Ministério Público. ‘As vezes isso acontece: quando reatam o relacionamento perdoam o companheiro, os parentes pedem e até mesmo a pedido dos filhos. Ficam com medo que ele seja preso", afirmou Márcia Rebelo. Uns dos problemas da delegacia, devido à vítima perdoar o agressor, é esta não indicar as testemunhas, não comparecer à delegacia e até fugir com o acusado.
Quando um procedimento é feito, depois de tudo relatado a vítima o lê e, se concordar, assina o documento. "Tivemos casos impressionantes de mulheres que chegaram perante o juiz afirmando que não disseram o que estava no boletim de ocorrência ou não leram o que estava escrito. Até alegam que a escrivã fez alteração e que nós a forçamos a pedir as medidas protetivas, ou seja, o afastamento do agressor", relembrou a delegada. Agora não é mais realizada a audiência em que o acusado era advertido pelo juiz. Na delegacia é dada toda a orientação à vítima, para que esta saiba que, se prestar queixa, terá que seguir com todo o procedimento judicial.
Existe um contato direto do juiz e da delegacia da mulher para resolver esse tipo de situação. Às vezes a policial até comparece à audiência para provar que o que estava escrito realmente foi relatado pela vítima. De acordo com a delegada, o receio da vítima é que o acusado pense que ela foi forçada pela delegacia em prestar queixa, que não era de livre espontânea vontade.
Em alguns casos as testemunhas não comparecem à delegacia. Quando são intimadas alegam que a vítima os informou que não é preciso mais comparecer. “Isso nos atrapalha, elas temem pelo companheiro", alegou Márcia Rebelo.
Outro problema enfrentado são casos de mulheres que, com raiva dos companheiros, vão a delegacia prestar queixa de algo que não aconteceu. "Todo fato alegado tem que ser comprovado. Quando o Ministério Público comprova a mentira, que foi usada a justiça para prejudicar o acusado, é enquadrada por denunciação caluniosa", esclarece a delegada Márcia Rebelo. O MP solicita instauração de procedimento policial contra a mulher que mentiu. E completa: "existem casos em que a família mente a favor da vítima. As próprias testemunhas são processadas pelo MP por falso testemunho".
Nesses casos não ocorre prisão, mas a acusada responde a processo criminal, em que as punições podem até ser prestação de serviço comunitário. A delegada afirma ser positiva essa instauração, pois evita a continuidade da mentira. Ela reforça que isso prejudica o trabalho da delegacia, deixando de atender pessoas que foram agredidas, em detrimento de mulheres que têm a intenção de perseguir o companheiro.
Só em 2009, 9 mulheres fizeram acusação da falsa ameaça e/ou agressão. Este ano, já há um caso. Márcia reforça que o trabalho da Delegacia da Mulher não é proteger somente a mulher. “Se um homem é inocente a justiça deverá ser feita”, declarou.
Congregação religiosa de Santarém completa 100 anos
A primeira de congregação religiosa de Santarém completa 100 anos. A Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus recebeu na última segunda-feira (31) na Câmara Municipal de Santarém, a menção honrosa pelo seu centenário.
Criada em cinco de dezembro de 1910, por Dom Amando Bahlmann e Madre Imaculada de Jesus, a congregação marca presença em quatro continentes: Europa, Ásia, África, América do Sul e do Norte, e realiza todos os trabalhos com menos de 400 irmãs. Até hoje se encontram vivas algumas irmãs com mais de 60 anos na congregação, é o caso de Irmã Ângela, residente em Santarém.
Atualmente os vários países com trabalhos na congregação que nasceu em Santarém, são: Brasil, Estados Unidos, Alemanha, China, Vietnã, Taiwan, Filipinas, Namíbia e recentemente Angola.
De acordo com a Irmã Petronila Soares, os trabalhos sociais são os mais realizados nesses países, além disso, incluem os serviços pastorais e educacionais. Angola está recentemente incluso no projeto das irmãs, "por o país ser muito pobre, e ter vivido 30 anos de guerra, ele está sendo reconstruído e estamos colaborando nessa reconstrução, com escolas catequéticas (o povo é bem religioso), e inclusão digital, para conseguirem emprego".
Ao longo desses anos, entre as várias dificuldades, a mais complicada é a manutenção da congregação, afinal não possuem fins lucrativos. Para Irmã Petronila, a maior vitória já conquistada foi o trabalho realizado com os indígenas. "Estamos com os índios desde 1912, e não temos nenhuma intenção de abandoná-los. Os munduruku sempre gostaram do nosso trabalho, e nesse momento estamos unidos na questão das hidrelétricas".
Segundo Irmã Petronila, apesar da pouca quantidade de freiras, a congregação possui mais trabalhos realizados pelo mundo, do que outras congregações que possuem acima de 2.000 religiosas.
Copa do Mundo: Loja vende até1 mil televisores por mês em Santarém
Aritana Aguiar:
Por causa da proximidade da Copa do Mundio, em uma loja da cidade, desde março o fluxo de vendas de aparelhos televisores aumentou consideravelmente. São mais de 250 TVs por semana, totalizando no mês entre 800 a 1000 unidades vendidas. "Quando chegam as televisões em oito dias vendemos tudo", afirmou a gerente de vendas Edilza Gomes. Ano passado na mesma época era vendido de 45 a 50 televisões por semana.
Por ânsia em ver um jogo de qualidade, os aparelhos mais vendidos são as de LCD, entre 32 a 42 polegadas. "A copa é um atrativo a mais para vendas, com a tecnologia, ou melhor, a TV digital se torna fácil, devido os aparelhos virem com o conversor", declarou a gerente.
Da quantidade vendida para a Copa de 2006, em comparação com a de 2010 as vendas aumentaram 50 a 60%, muito embora os preços estejam bem mais elevados: custam de 1.800 a 2.400 reais as TVs LCD. "Estou comprando uma TV, pois a minha queimou, mas devido à copa quero comprar uma bem melhor, estou pensando em levar uma LCD de 42", aproveitando por ter conversor digital ", contou o comerciante Francinaldo Sousa.
E a Copa vai começar…
Gerson Nogueira:
Baluartes da coluna e do blog informam que a Globo andou noticiando que a África do Sul respira futebol a cada esquina, ou algo do gênero. Devem estar num outro país, sem dúvida.
Aqui em Johanesburgo, capital da Copa, com 23 seleções instaladas na área urbana, o futebol só era notado como atração pelos cartazes nas ruas, outdoors e bandeiras nas mãos dos ambulantes.
Até em torno dos estádios reinava um silêncio que não condiz com a terra da vuvuzela. A partir da empolgante manifestação promovida ontem, é provável que pelo menos o ruído dos torcedores seja mais ouvido nas ruas. Ainda mais que hoje à noite há a festa de abertura oficial do Mundial.
Mas, depois da passeata de ontem, tudo segue como antes e a expectativa maior se limita aos jornalistas.
Julgamento de Duciomar e Anivaldo será no dia do jogo do Brasil
As sessões do TRE são sempre pela manhã e se estendem pela tarde, principalmente em dia em que a pauta está.
Á tarde será a estréia do Brasil contra a Coréia do Sul, em Johanesburgo.
Você acham que sessão, se houver, vai prosseguir pela vespertina?
Ao que parece, a data foi escolhida a dedo para não haver julgamento.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
PR substitui PMDB na aliança com o PT de Ana Júlia
Em troca, o PR deve abocanhar os cargos que antes eram comandados pelo PMDB.
Sentenças obrigam Poder Público a fornecer medicamentos no Oeste do Pará
A determinação judicial, decorrente de ações civis públicas impetradas pelo Ministério Público Federal, beneficia todos os portadores dessas doenças que residem na área de jurisdição da Justiça Federal em Santarém, que alcança os municípios de Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Curuá, Faro, Gurupá, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Placas, Prainha, Rurópolis, Terra Santa e Trairão.
No caso dos portadores de epilepsia – doença que causa convulsões -, a União, o Estado e o Município de Santarém deverão providenciar o fornecimento do medicamento Fenobarbital 100 mg, bem como a prestação do adequado atendimento médico incluindo tratamento cirúrgico, internação, acompanhamento pós-operatório e medicamentos para a total recuperação dos pacientes.
Aos que sofrem de fibrose pulmonar – uma doença que dificulta a respiração - deverão ser fornecidos os remédios de referência, prescritos por médicos do SUS (Sistema Único de Saúde), medicamentos similares ou mesmo os genéricos. Também deve ser garantida a concessão de oxigênio domiciliar, prestação de adequado atendimento médico, inclusive cirúrgico, internação e acompanhamento pós-operatório.
O juiz federal da Subseção de Santarém determinou ainda que, para os pacientes afetados por bronquite alérgica, deverão ser disponibilizados os remédios Deflanil, Deflazacort 7,5 mg e Foradil, além de medicamentos similares e genéricos, bem como todo o tratamento necessário para que se recuperem.
O magistrado ressalta nas sentenças que, de acordo com a Constituição Federal, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação, sendo de relevância pública as ações e serviços de saúde.”
Portela rejeitou, entre outros argumentos, o de que não existem recursos disponíveis no orçamento para garantir o fornecimento da medicação aos pacientes. O direito à vida, segundo o magistrado, deve prevalecer inclusive diante de supostas situações de escassez de recursos, “em face da garantia oferecida pelo próprio Estado Brasileiro na Constituição Federal”.
(Fonte: Justiça Federal)