terça-feira, 22 de junho de 2010
Valéria será vice de quem?
Negociações mal conduzidas por seu marido e presidente do Democratas, Vic Pires Franco, levaram-na ao isolamento político, tendo as coligações das chapas majoritárias de Ana Júlia, Domingos Juvenil e Simão Jatene lhes fechado as portas para uma composição ao Senado.
Mas Valéria pode dar a volta por cima, por amor ou ódio políticos, informam as fontes bem posicionadas da política paraense.
Se não for candidata a vice de José Serra(PSDB), no plano nacional, poderá ser a vice de Domingos Juvenil, no plano estadual.
Para um bom entendedor, meia vice-candidata já basta!
Santarém ganha livro de memórias
O Memória de Santarém [Editora O Estado do Tapajós, 420 páginas] representa para o seu redator e pesquisador, o jornalista Lúcio Flávio Pinto, “o esforço de salvar a história recente de Santarém da dilapidação, da diluição e do esquecimento. À falta de iniciativas sistemáticas e aglutinadoras, aqui há um conjunto de dados e análises que servem de trilhas para que o leitor se identifique e se situe no passado e o utilize como ferramenta para se posicionar hoje e amanhã”, escreveu Lúcio na apresentação do livro.
O livro é conjunto de informações, extraídas de jornais e outras fontes cotidianas, mostra que Santarém tem história e tem inteligência. De acordo com Lúcio, “Santarém não é um acampamento montado às pressas para abrigar pessoas em trânsito, em busca de sucesso ocasional e individual. Os personagens que surgem destas histórias e estórias participaram ou continuam a participar da construção de uma comunidade, de uma cidade, de um município e de um Estado, transmitindo entre si suas experiências e anseios”.
O diretor-editorial do Memória de Santarém, jornalista Miguel Oliveira, classifica a obra como “um livro de consulta sobre fatos e personagens marcantes da história de Santarém”. Ele explica que a publicação não é um álbum fotográfico: “O conteúdo livro é quase que documental. Tivemos a preocupação de incluir no livro, por exemplo, a transcrição de documentos oficiais ou eclesiásticos que estavam condenados ao limbo. Esse mérito o livro tem, que é de resgatar acontecimentos a partir do testemunho de personalidades e pessoas do povo".
Santarém, 349 anos
Imagem de Santarém, em aquarela de Hercules Florense, desenhista da Expedição Langisdorff.
A 30 de agosto de 1825, o barão Georg Heinrich von Langsdorff e sua equipe, da qual faziam parte o botânico alemão Ludwig Riedel, o astrônomo e cartógrafo russo Nester Rubtsov, os pintores franceses Amadei Taunay e Hercules Florence e o médico e zoólogo alemão Christian Hasse, deram início à Expedição Langsdorff que, a partir de São Paulo, percorreria regiões hoje compreendidas pelos estados do Mato Grosso do Sul , Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará. Mantendo como eixos os rios Tietê, Paraná, Pardo, Taquari, Paraguai, São Lourenço e Cuiabá, alcançaram Corumbá e a seguir Cuiabá. A partir deste ponto, subdividindo-se pelos sistemas Guaporé-Mamoré-Madeira e Arinos-Juruena-Tapajós, alcançaram o rio Amazonas e mais tarde o porto de Belém, ali chegando em setembro de 1828.O planejamento original previa o retorno por terra à capital do Império. No entanto, desde o Mato Grosso a maior parte dos viajantes foi acometida por moléstias muitas vezes desconhecidas. O próprio Langsdorff, vítima de febre, fatigado e com fome, já no Tapajós demostrava sinais de amnésia. Quando a expedição alcançou Santarém, no Pará, seu estado de saúde era desesperador. Restava à expedição retornar por via marítima ao Rio de Janeiro. Langsdorff jamais recobrou sua saúde. Impossibilitado de retomar suas atividades, aposentou-se e foi viver em Freiburg, no sul da Alemanha, onde morreu em 1852.* Hercules Florence, artista francês considerado como o integrante possuidor de maior rigor científico na Expedição, realizou 139 imagens, sendo os seus trabalhos botânicos qualificados como exemplares. francês presente na expedição original.
É de Florence aquarela dos índios apiacás, na divisa do Pará com o Mato Grosso, onde nasce o rio Tapajós.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
MANCHETES DE O ESTADO DO TAPAJÓS
Jader e Paulo Rocha podem estar inelegíveis
Ana Júlia inaugura radioterapia do Hospital Regional
Serra do Saubal corre perigo de devastação
Santarém 349 anos: Os hábeis ofícios de famosos e anônimos
Prefeita inaugura feira do pescado e anuncia construção de trapiche
Rapper afirma que brasileiro só é patriota na Copa do Mundo
Edição Especial de O Estado do Tapajós
domingo, 20 de junho de 2010
José Ramos Tinhorão, jornalista e historiador
Editor do Jornal Pessoal
José Ramos Tinhorão tem duas merecidas famas. Sempre foi considerado um dos mais límpidos textos do jornalismo brasileiro. Seu trabalho como copy que reescreve matérias dos outros, tem exemplos antológicos, de manual. É também um dos jornalistas que mais escreveu livros do Brasil: aos 82 anos, soma 28, editados no Brasil e em Portugal. Vários deles resultaram de longas e profundas pesquisas, que só agora os jornalistas-escritores fazem com mais freqüência. Tornaram-se indispensáveis fontes de referência sobre a história da música brasileira. Mas também contêm algumas das mais desastradas avaliações sobre compositores, instrumentistas e cantores, aqueles não se enquadram nas exigências e gostos de Tinhorão. Para ele, a bossa nova, a música brasileira de maior sucesso internacional, é lixo.
Personagem tão polêmico acaba de ganhar uma biografia, escrita pela também jornalista paulista Elizabeth Lorenzotti: é Tinhorão, o legendário(Imprensa Oficial do Estado de S. Paulo, 277 páginas), na coleção Imprensa em Pauta. A carreira jornalística de Tinhorão, como autor de legendas, títulos, “olhos”, reportagens, colunas e textos finais (a partir de originais de terceiros), merece o aposto do título: é legendária mesmo. Na trajetória de quase 60 anos como jornalista, esteve nas principais redações da imprensa brasileira – e justamente nos seus melhores momentos.
Começou no jornalismo ainda estudante, em 1951, na Revista da Semana. Dois anos depois, um pouco antes de se formar em jornalismo (e também direito) pela famosa Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro, foi contratado pelo Diário Carioca, criado em 1928 e que, até o final da década de 50, “reuniu uma das mais brilhantes equipes de jornalistas do Rio de Janeiro”. Depois foi para outro marco da imprensa brasileira, que sucederia o DC em prestígio, o Jornal do Brasil, da condessa Pereira Carneiro (e de Nascimento Brito), e o Correio da Manhã em 1963. Passou em seguida por emissoras de rádio, televisão, jornais e revistas. Mas hoje, diz Elizabeth, foi banido das grandes redações.
Começou a escrever livros em 1966 e nunca mais parou, dedicando-se a eles cada vez mais tempo e atenção. Tinha entre 10 e 12 anos quando começou a se interessar por música popular, segundo a biógrafa, mas só começou a escrever sobre o tema quando, já com 32 anos, foi instigado por Reynaldo Jardim, criador e editor do famoso Caderno B do Jornal do Brasil. Uma série de matérias sobre o jazz iria chegar ao fim e o poeta-editor pediu que Tinhorão emendasse uma série sobre o samba.
“O escritor fez de Tinhorão um eremita da cultura brasileira”, atesta Beth. Ele se queixa: “Quando fiz a História Social da MPB, a primeira edição foi portuguesa, apesar de ser música brasileira. Outro que nunca saiu no Brasil, As origens da canção urbana; e mais Fado Dança no Brasil, cantar de Lisboa e outros. E assim foi”. Seus livros levam de seis a oito anos para se esgotar. Musica popular, um tema em debate é o livro de maior popularidade: já teve cinco edições, o que é pouco para publicação com mais de três décadas nas estantes. No entanto, o próprio Tinhorão chegou a computar 2.945 citações de seus livros, artigos em periódicos, documentos impressos e manuscritos. É muito citado por acadêmicos de outros países, principalmente ingleses e americanos.
“Uma de suas broncas é não ter o reconhecimento dos intelectuais acadêmicos”, diz a biógrafa. Apesar de ser jornalista e advogado, ter pós-graduação em História Social pela Universidade de São Paulo, em 1999. Rejeita associar essa bronca a mágoa, inveja ou frustração. Acha que é a manifestação de “certa miséria intelectual” no Brasil.
Embora o leiam e o usem, em virtude do rico material que apresenta em seus livros, os acadêmicos, citam-no pouco. Temem a concorrência ou admitir a própria insuficiência, apesar de todos os títulos que carregam. “Eu desencavei uma bibliografia que os outros, na burocracia acadêmica, não foram procurar”, garante Tinhorão.
Quando os acadêmicos o citam, não é como pesquisador ou historiador, mas como jornalista. Só em 2008 ele foi tema da primeira dissertação de mestrado no meio acadêmico, defendida por Luíza Maranhão na Universidade Federal Fluminense. Tinhorão prefere definir-se como “um historiador de cultura urbana com interesse primordialmente dirigido ao fenômeno da criação de música da cidade, modernamente chamada música popular”. Talvez esteja, sem querer, sacramentando o preconceito contra o jornalista, que só é reconhecido pela academia quando agrega um título “mais legítimo” à sua profissão, que os intelectuais consideram de categoria inferior, sem confiabilidade.
A capacidade que Tinhorão tem para a pesquisa obrigou os acadêmicos a ter que engoli-lo, mas é grande o questionamento quando ele sai da reconstituição dos fatos, da busca pelas origens das manifestações atuais, e dá opinião sobre música. Chega a desclassificar Tom Jobim como plagiador e ironiza João Gilberto. Tudo que não lhe recende a pureza, às raízes populares, é suspeito, quando não sem valor. Diz adotar o materialismo dialético como método de análise. Mas é muito materialista e pouco dialético. Rígido e esquemático. Não destituído de preconceitos. Nas entrevistas à autora, por exemplo, não cita o nome da primeira mulher, com quem esteve casado por 16 anos e de quem se separou em 1979. Talvez por ser “muito burguesa”. Como a bossa nova, provavelmente. José Ramos Tinhorão é um excelente taxonomista, mas jamais sua botânica chegaria à visão de um Darwin.
Devemos ser gratos e reconhecidos ao seu hercúleo trabalho de coleta de material, uma arqueologia que resultou num valioso acervo, formado por mais de 12 mil discos, que foram lançados desde o início do século passado, 35 mil partituras, milhares de livros e documentos raros, que transferiu (através de um “acordo razoável”) para o Instituto Moreira Salles. É o melhor de Tinhorão, agora ao alcance de todos.
Copa do Mundo: verdades que a Fifa não conta
Do Blog do Gerson Nogueira:
Na coluna Mundo, da Rádio Bandeirantes, o analista Demétrio Magnoli expôe uma análise interessante sobre estudo realizado para avaliar os impactos dos grandes eventos esportivos nos países que sediam a Copa do Mundo. Neste estudo, foram estudadas as Olimpíadas de Atenas e de Sidney, a Copa do Mundo do Japão e da Alemanha, além da Eurocopa, em Portugal. A idéia central do trabalho era analisar três fatores centrais, utilizado por aqueles que defendem a realização dos eventos nos moldes atuais: forte impulso ao crescimento do PIB do país sede, o aumento continuado do turismo e se os lucros justificam os investimentos, ou seja, existe a tal recompensa financeira para o país anfitrião.
Os dados apresentados constituem uma quebra da imagem lucrativa que a Fifa e o COI tentam passar desses eventos. Na primeira questão, a respeito do PIB nacional, comprova-se que não existe o tal impulso ao crescimento. A Copa do Japão não impediu o país de entrar em recessão e na Alemanha o impacto econômico foi tão inexpressivo que nem entrou na análise. Quanto ao turismo, o estudo desnuda mais uma farsa. É verdade que o turismo aumentou no ano do evento, mas não se prolonga nos anos seguintes. Mesmo na Austrália, que investiu bastante no crescimento do turismo, o retorno ficou muito abaixo do esperado.
Por fim, a compensação dos custos de tais eventos revela-se uma farsa. Fica comprovado que os custos finais são sempre muito superiores aos custos iniciais que norteiam as análises de viabilidade financeira. Nas Olimpíadas de Atenas, os custos estimados eram de US$ 1,5 bilhões e a
competição acabou custando US$ 15 bilhões. Já na Copa da África os custos iniciais foram orçados em US$ 300 milhões e a conta final deve ficar acima dos US$ 4 bilhões, fora os investimentos em infra-estrutura. Os balanços finais apresentam números da ordem dos US$ 8 bilhões. Em compensação, o PIB do país ficará abaixo dos US$ 3 bilhões de dólares, com um claro prejuízo ao país-sede.
Quanto alguém pergunta se a Copa dá prejuízo, costuma-se dizer que não. Mas, o país anfitrião com certeza não tem números superavitários para mostrar. A Fifa, ao contrário, lucra bastante. A entidade máxima do futebol obriga o país que recebe o evento a conceder inúmeros incentivos fiscais em seu benefício direto. Na África, assim como no Brasil, a Fifa recebeu garantias por escrito de que pagará impostos sobre a comercialização de produtos, direitos de transmissão e
quase todas as formas de receita ligadas à Copa.
O legado deixado pelos grandes eventos esportivos, segundo Magnoli, está totalmente relacionado à capacidade política do país. A verdadeira herança são as obras de infra-estrutura que tais eventos podem agilizar, mas que deveriam ser realizadas com ou sem o evento. Um ponto interessante do estudo apresentado foca uma das questões mais discutidas sobre a Copa no Brasil: os estádios. Com exceção da Alemanha, que possui um campeonato nacional lucrativo, em países como a Áfric
a e até mesmo Portugal os estádios tendem a virar verdadeiras ruínas pós-modernas. O Brasil não deve fugir à regra. Apesar de um certame nacional movimentado, as arenas serão construídas em 12 cidades e muitas tendem a se transformar em “elefantes brancos”. Todas as cidades sedes deveriam apresentar publicamente planos, não apenas de viabilidade financeira, mas de utilização do local pós-evento para evitar que o Estado tenha que intervir no processo de manutenção. Manter uma arena é impossível, levando em conta apenas futebol ou Copa do Mundo.
Em suma, diz o estudo analisado por Magnoli, do ponto de vista econômico os grandes eventos são compensadores para poucos e deixam como grande legado dívidas monstruosas, que serão pagas pela população durante mais de 30 anos. Como o estudo apontou, o único ganho real para o país-sede é o chamado efeito econômico da felicidade. A sensação de prosperidade, criando uma unidade nacional capaz de causar impactos sociais e econômicos, desde que bem aproveitada pela classe política, pode resultar em benefícios para todos. Mas, por ora, conclui Magnoli, só quem está sabendo usufruir disso, no Brasil, é a CBF, que está transformando tudo em uma decisão fomentada por paixão clubísticas e deixando de lado as verdadeiras necessidades do país e das cidades que irão sediar os jogos. (Com informações do blog de Fernando Fleury)
sábado, 19 de junho de 2010
Jader e Paulo Rocha estariam inelegíveis por causa do Ficha Limpa
Para quem não lembra, tanto Jader quanto Rocha renunciaram aos mandatos para evitar cassação de seus mandatos e preservar seus direitos politicos.
Jader renuciou em 2001, depois de intensa campanha movida contra ele pelo falecido senador Anônio Carlos Magalhães. Para fugir da cassação pelo Conselho de Ética, o ex-senador paraense renunciou antes que a denúncia fosse oferecida à Mesa do Senado. Pela lei do Ficha Limpa, não podem concorrer aqueles parlamentares que renunciaram ao mandato e o prazo de inelegibilidade de 8 anos tem que ser cumprido.
No caso de Jader, como o restante do mandato de senador se expirou em 2002, e somados aos 8 anos de inelegibilidade, em tese, Jader poderia concorrer novamente em 2010. A dúvida é saber se prazo vai ser contado a partir dos registros das candidaturas, em agosto, ou outro prazo estabelecido em resoluções do TSE. A candidatura de Jader depende dessa interpretação.
A situação de Paulo Rocha, porém, é mais delicada, pois o deputado federal petista renunciou para evitar a cassação e concorrer ao atual mandato, não tendo cumprido, nesse caso, o prazo de inelegibilidade que é de 8 anos, que se encerraria apenas em 2013.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Jader descarta candidatura de Priante ao governo
O blog conversou agora há pouco com o deputado federal Jader Barbalho, presidente do PMDB do Pará.
Na pauta, a intenção do ex-deputado federal, José Priante, de ser o candidato ao governo e o encontro de ontem com os prefeitos (não prometi um post sobre o assunto? Promessa é dívida rsrs).
Vamos começar com a situação de Priante: Jader disse ao blog que não há mais possibilidade de, a esta altura, o PMDB voltar atrás em relação ao nome de Domingos Juvenil. “Seria um equívoco político que não tem tamanho”, afirmou citando Napoleão Bonaparte que costumava dizer que, na política como na guerra, dois fatores fundamentais são o espaço e o tempo. “O espaço se conquista. O tempo não”.
Jader explicou que Priante perdeu a vez porque ao ser convidado, meses atrás, declarou que iria dedicar-se primeiro à batalha jurídica pela prefeitura de Belém. A decisão levou o PMDB a buscar outro nome. “Agora não há mais possibilidade (de troca) temos candidato lançado. É irreversível”.
Jader pareceu realmente empolgado com a candidatura de Juvenil. Falou sobre a reunião no último final de semana com lideranças do sul do Pará e contou que, neste domingo, o encontro será com o pessoal que mora na região do lago de Tucuruí.
Jader afirmou estar otimista em relação à batalha jurídica de Priante pela prefeitura. “Achamos que ele tem chances de sair vencedor em Brasília”. E afirmou em todo caso, o ex-deputado deverá ser candidato a uma vaga na Câmara Federal.
Greves na rede pública quebram ritmo de aprendizagem
Free lancer
Com as constantes greves nas escolas públicas estaduais, ocorre a evasão dos alunos, principalmente daqueles que estão no 3º ano do ensino médio. Para não correrem risco de se prejudicarem no vestibular, muitos pais preferem transferir os filhos para colégios particulares, mas o problema é que nem todos têm recursos financeiros para isso. Mas os problemas não param por aí. Alunos de outras séries ficam desestimulados com as paralisações e os professores têm que repassar o conteúdo já ministrado.
A reação dos alunos é certa: muitos demoram a retornar às escolas e perdem a revisão do conteúdo. Na escola Belo de Carvalho, o retorno no primeiro dia de aula, não foi muito positivo. Turmas de 25 alunos só compareceram oito e outra somente cinco alunos. A diretora da 5ª URE (Unidade Regional de Educação), Graça Pedroso, afirma que os alunos não irão se prejudicar no conteúdo devido à greve deste ano. "Foi realizado um acordo com as escolas, que haveria paralisação somente quando completa-se o primeiro bimestre, para não quebrar o conteúdo, por isso nesta segunda (07) começou o segundo bimestre", declarou.
Em Santarém as escolas ficaram 14 dias de greve, o ano letivo de 2010, que iria se estender até 15 de fevereiro de 2011 irá terminar somente no final do mês, para não haver atraso de conteúdo. Segundo Graça Pedroso, a evasão dos alunos após a greve está em um índice de 5%. "Depois de uma semana eles voltam às aulas, mas o maior problema é o turno da noite. Com base nos dois últimos anos percebemos o grande número de evasão, a greve possui maior influência. Mas, percebemos que a partir do segundo semestre muitos param devido conseguirem empregos, ou transferir-se para outra cidade, e esse problema ocorre em todas as escolas", declarou.
A pedagoga do colégio Barão do Tapajós, Ilza Nogueira, afirma que os alunos do turno diurno só voltam por completo após uma semana do fim da greve, mas a demora no retorno dos alunos às salas de aula é maior no horário da noite. Um dos maiores problemas é a evasão dos alunos de 3º ano. Segundo Graça Pedroso, muitos pais pedem transferência para que os filhos não fiquem prejudicados devido o vestibular. "Estamos confirmando a informação de que, quase todas as escolas particulares receberam alunos do 3º ano do setor público, iremos fazer um levantamento para termos certeza do total", afirmou. E completa: como às aulas de 2011 começarão tarde, os alunos que estão em 2010 no segundo ano do ensino médio, poderão se atrasar no vestibular 2012, pois fica desfocado do calendário das instituições.
No colégio Álvaro Adolfo da Silveira ocorreram transferências de vários alunos do 3º ano do ensino médio. "Não temos levantamento de dados referente aos outros anos, esse ano saíram vários alunos. Em comparação com outras greves alguns alunos que pediram transferência chegam a voltar, mas é difícil", afirmou o vice-diretor do Álvaro Adolfo, Jorge Costa. E reforça que os alunos do horário diurno não demoram muito para comparecer, mas a noite os que faltam acabam não retornando.
Mesmo estendendo o período de aulas, alguns alunos reclamam que é preciso ser feita revisão dos assuntos, principalmente português e matemática, consideradas de maior peso. "Português e matemática são disciplinas que sentimos muitas dificuldades depois da greve. Como paramos na metade do assunto não conseguimos lembrar quase nada. Portanto é preciso fazer uma revisão", reclama a estudante da 2º Ano, Luanna Carolinne,17.
Moradores anunciam que só pagarão IPTU se prefeitura recuperar ruas
O perímetro problemático está nas travessas Mogno e Mandioqueira, incluindo as ruas Pinheiro, Marupá, Nanim e Jacarandá, sendo esta a que está mais afetada porque toda a água e lixo que vem das enxurradas, concentra-se nessa artéria, ocasionando a abertura de grandes valas.
Os moradores já comunicaram a Associação de Moradores do Bairro do Maracanã que não irão pagar o IPTU até que providencias sejam tomadas pela prefeitura. Existem dificuldades na trafegabilidade de carros e até motos. A moradora Edileuza Coelho, que mora no bairro há nove anos, afirma que tanto ela quanto o marido jogam folhas, galhos de árvores na rua, para não abrir valas e buracos. "Todos os vizinhos fazem o possível para não piorar a situação, colocam pedras, deixam o mato crescer, isso ajuda evitar abertura de crateras", afirmou.
Outra moradora alega que ao chegar o talão do IPTU, nem olha. "Eu não vou pagar por algo que não tenho direito, estamos esquecidos, nos sentimos abandonados pelo governo", reclamou. E completa que a última vez que tentaram ajeitar a rua, faltava dois dias para eleição. "Eles jogaram um barro com areia, para tampar os buracos. Quando chove, sai tudo, se fosse piçarra, com certeza, não estaria nessa situação", alegou.
Além disso, ainda existe o problema da falta de iluminação pública. "Quase todas as ruas ficam em completa escuridão, ficamos com medo, tenho filhos que estudam á noite. Já aconteceram dois assaltos próximos a minha casa, a situação está cada vez pior", reclamou Edileuza Coelho.
Transporte de crianças: Cadeirinhas e assentos estão em falta em Santarém
"Fiz um pedido de 12 cadeiras, vieram somente cinco, rapidamente foram vendidas, as fábricas produziam pouco. Agora com a lei estão aumentando a quantidade para suprir o mercado", declarou o proprietário de duas lojas de artigos infantis, Wilson Valentim. Outra questão que ele afirma "é que muitos pais precisam comprar de três cadeiras de uma vez, por isso o valor sai alto e estão esperando baixar para compra, já que não esperavam ter esse gasto".
Em outra loja de artigos infantis, a gerente Maria do Rosário afirma ter uma lista de pais que estão esperando o bebê conforto chegar. "O que mais tem faltado, é o assento de elevação, muitos procuram somente este produto. Alguns pais querem comprar somente uma cadeira, que possa ser usado até os sete anos e meio, mas até essa fase é necessário no mínimo três tamanhos", explicou. Ela explica que existem quatro grupos: zero (até 13 quilos), um (9 até
Numa loja de produtos variados a procura de carrinhos e assentos é grande. A vendedora Ana Socorro afirma que se tivesse uma grande quantidade no estoque venderiam de 16 unidades por dia. "A procura é muito alta, mas não temos a quantidade suficiente, o gerente da loja tem questionado com as fábricas". Além disso, ainda reclamam do preço, e a procura pelo produto começou desde que foi informada a obrigatoriedade.
Os taxistas também estão querendo comprar os utensílios segundo a vendedora, mas os carros particulares (van), que transportam crianças para a escola, procuram as cadeiras. "O dono de uma van particular necessitava de oito, ele esta buscando preço, mas com a falta fica difícil negociar", relembrou, Wilson Valentim.
Durante a pesquisa, em uma das lojas da cidade uma mãe afirmou que está procurando, mas o problema se encontra no preço. "Meu filho já tem seis anos, é um gasto extra, apesar de ser para a segurança dele. Não esperávamos essa compra em nosso orçamento", explicou.
Mas Stefania Cabral, mãe de um bebê de um ano e dez meses, diz que desde o nascimento do filho sempre utilizou a cadeirinha. "Acho muito seguro, e vejo que é muito importante a prevenção, me sentiria muito culpada se acontecesse alguma coisa com ele, se estivesse na cadeirinha", explicou.
Em loja de acessórios para carros já estão providenciando as cadeiras, e outras no comércio, não têm certeza se venderá o esperado.
A partir do dia 1º de setembro veículo que transportar uma criança até sete anos e meio, sem o equipamento será multado no valor de R$ 191,54 e perderá sete pontos na carteira de motorista.
Pontuando - José Olivar
Cipoal 2 ganha centro comunitário
Este centro comunitário foi construido através de uma emenda parlamentar do deputador pmdbista Antônio Rocha, atendido pela governadora do estado Ana Júlia Carepa, via convênio ASIPAG.
À inauguração estiveram presentes mais de 100 lideranças comunitarias do planalto santareno, além do presidente da Associação do Cipoal 2 João Dalmárcio, presidente da ALEPA, deputado estadual Domingos Juvenil, deputado federal Lira Maia, ex-prefeito Ronan Liberal, vereador Erasmo Maia.
OAB Santarém x Alvará de Licença
A Subseção da OAB de Santarém, por meio do seu Presidente, Dr. Ricardo Geller, vai tentar resolver administrativamente o impasse da cobrança pela Prefeitura de Santarém do Alvará de Funcionamento dos escritórios de advocacia, visto que em Belém, a Seccional da OAB entrou na Justiça contra a cobrança, cuja ação foi favorável à entidade, reconhecendo o Judiciário que escritório de advogado sofre poder de polícia pela própria OAB e não pelo Município onde o escritório se localiza. Espera-se que o Presidente tenha êxito na busca da solução amigável, para evitar-se uma demanda judicial.
As eleições e seus efeitos
adenauergoes@gmail.com
Com a proximidade das eleições e a obrigatoriedade dos candidatos que exercem cargos públicos de se desincompatibilizarem para poderem concorrer ao pleito, ou ainda por efeito de mudanças de acordos políticos no caso de partidos que faziam parte da base de apoio e resolveram oficializar o rompimento, necessitando entregar os cargos que detinham por força da composição político partidária, acabam por acontecer mudanças, que podem ser de todos os níveis. Em nosso estado,tivemos mudanças na Paratur e em diversas secretarias municipais.È fácil prever os efeitos colaterais e os impactos que procedimentos desta natureza produzem quando faltam apenas seis meses para o fim de governo,mesmo que aqueles que deixaram a função,não estivessem fazendo uma boa gestão, não será seu substituto,mudado e guindado á função por ingerência meramente política que pegando o bonde andando,vai conseguir fazer alguma coisa que tenha planejamento e ações capazes de impactar positivamente na atividade que representa na relação do publico com o privado.
A própria legislação eleitoral impede gastos governamentais a partir do mês de junho, obrigando as autoridades a verdadeiros exercícios para que as políticas de promoção e gastos em infra-estruturar não fiquem comprometidos. No período pré eleitoral, a meta é conseguir fidelizar votos,não interessa que nos três anos e meio passados não se tenha conseguido materializar na pratica uma política desenvolvimentista efetiva e concreta, o que interessa é manter-se no poder.O executivo passa a viver uma irrealidade, e o legislativo, só se movimenta quando cutucado pelos interesses eleitorais.
No plano nacional, por exemplo, questões importantes como a regulamentação da Lei geral do Turismo e da própria atividade das agências de turismo no país aguardam em compasso de espera em alguma gaveta fechada. O mesmo pode-se dizer da licitação da 6ª edição do Salão Nacional do Turismo no próximo ano, a qual só será tratada pelo Ministério do Turismo após as eleições,além do tempo curto para se planejar um evento desta envergadura,imaginem o que acontecerá caso o Governo Federal perca a disputa eleitoral.
Os investimentos infaestruturais nos aeroportos que não aconteceram até agora, ficam a mercê de planejamentos lançados em forma de PACs para um universo até 2014, nada contra o planejamento, muito pelo contrario, mas é brincar demais com a capacidade de avaliação do povo brasileiro.
O empresariado paraense, do turismo tem se queixado com razão de falta de planejamento, de investimento infra-estruturar, de manutenção, de promoção e de iniciativas, até a sede da Copa do Mundo para 2016 nos perdemos. Tomara que 2011 possa ser diferente para melhor, só nos resta torcer e votar.
A Seleção a serviço da cerveja
É desanimador, profundamente desanimador, assistir na televisão, várias vezes ao dia, às propagandas que mostram craques da Seleção Brasileira de futebol induzindo a população a ingerir bebida alcoólica. Realmente, o técnico Dunga e jogadores que integram ou já integraram a seleção ali estão, presumivelmente por dinheiro, a estimular aqueles que os admiram a esse vício, que representa drama dos mais sérios para milhões de pessoas neste país: o alcoolismo. Subliminarmente, tal propaganda enganosa procura associar o êxito e a vitalidade física ao hábito de tomar uma determinada marca de cerveja. Esse comportamento reprovável já contagiou, irremediavelmente, o jogador Ronaldo e depois, isoladamente, o técnico Dunga. Ambos se prestam docilmente a apontar à juventude que é bom e saudável beber cerveja. Mas, agora, o que aparece nos filmes é muito pior – é a imagem da própria Seleção Brasileira de futebol, com vários de seus integrantes, a pedir aos brasileiros que bebam a referida cerveja. A seleção é assunto nacional e por isso mesmo revolta.
Não se pode imaginar que isso seja feito de graça, e sim por dinheiro, aquilo que o conselheiro Acácio chamava com ironia de vil metal. Enfim, excelentes exemplos de atletas de nosso país, que deveriam servir de modelo para a juventude, corrompem-se dessa forma, projetando uma imagem da qual talvez um dia se arrependam. Os profissionais da área publicitária sempre dizem que a filosofia por trás da propaganda está baseada na velha observação de que todo homem é, na realidade, dois homens: o homem que ele é e o homem que gostaria de ser. Isso parece estar evidente no caso referido, porque é incalculável o número de jovens brasileiros que gostariam de ser iguais a Dunga e aos jogadores da Seleção.
Mas para isso será que é necessário beber cerveja? Sobretudo para os adolescentes, essa propaganda infeliz se mostra danosa, porque associa
vitalidade e sucesso ao gesto nada recomendável de beber cerveja, em vez de simplesmente praticar esporte e tornar-se saudável. No momento em que esse engodo se processa pelas televisões brasileiras, é curioso observar que o mais expressivo jogador de futebol de todos os tempos – o incomparável Pelé – nunca apareceu em anúncios associando sua imagem a bebida. Essa conduta, sem nenhuma dúvida, serviu para que Pelé sempre seja visto com respeito.
Também nunca se viu o cantor Roberto Carlos, tão em voga nestes dias, prestar-se a esse comportamento abominável. Décadas atrás, quando uma
frase de sua autoria era repetida por todo o Brasil – “É uma brasa, mora?” -, conta-se que lhe ofereceram uma fortuna para que dissesse: “É uma (marca de cerveja), mora?” Mas ele se recusou e, assim, o seu exemplo se manteve íntegro. Os criadores de propaganda não se incomodam com os efeitos danosos de algum veneno embutido nos produtos que conseguem enfiar goela abaixo dos consumidores. Para eles, o essencial é vender, o que se compreende, porque são pagos para isso.Mas é evidente que, ao ver o filho adolescente bebendo cerveja, porque, afinal, o Ronaldo toma, o Dunga toma, talvez eles se perguntem, ao olhar no espelho, se estarão fazendo a coisa certa.
Do ângulo dos produtores de cerveja, emerge um gesto de hipocrisia ainda pior, porque, ao final de cada propaganda veiculada, acrescentam o pedido de que se beba como moderação, como se isso os absolvesse de qualquer censura. Os romanos, ao longo do domínio secular que exerceram sobre a Europa, a África e a Ásia, sempre repetiram uma frase de extraordinário significado: “Corruptio optimi pessima”, que significa a corrupção do melhor é a pior. Pessoas que se destacam e se tornam públicas, como é o caso de atletas, jogadores e artistas, estão permanentemente sob a luz dos holofotes e deveriam ter um mínimo de respeito ético em relação ao país que lhes permitiu a consagração. Enfim, deveriam devotar amor ao Brasil e aos brasileiros, e não ao dinheiro.
Mas, infelizmente, vê-se que o amor ao dinheiro cresce tanto quanto o próprio dinheiro. Isso é especialmente grave quando os beneficiários dessa conduta usam o próprio país, ou seja, se prevalecem de estar na Seleção Brasileira de futebol, sonho tão grandioso, para fazer propaganda de cerveja. Como se a seleção brasileira fosse deles. É difícil acreditar que exista algum patriotismo nesse comportamento, além da avidez por uma gorda conta bancária. Não se pode dizer que haja crime nessa conduta, mas, sem dúvida alguma, trata-se de comportamento reprovável que alcança, por omissão e cumplicidade, as autoridades responsáveis pela Seleção Brasileira.
Não se haverá de exigir que jogadores de futebol não se deixem levar, uma vez ou outra, pelo prazer de tomar um gole de cerveja. Será natural que isso ocorra. Mas não é natural, nem desejável, que assumam uma conduta pública que atua em desfavor deles próprios. É possível que a questão divida as opiniões e sem nenhuma dúvida haverá os que considerem natural um craque da Seleção induzir os jovens ao hábito da bebida. Mas sempre haverá também alguns, como eu, que jamais aceitarão esse comportamento e estarão na expectativa de que a omissão dos superiores desses atletas não seja tão vergonhosa como a conduta deles. A propaganda individual, feita apenas por um dos integrantes da Seleção, sem o uniforme oficial, por si só, já se mostra chocante. Mas quando ocorre coletivamente, associando a luta da esquadra canarinho ao consumo de bebidas, no mínimo, contribui para virar o estômago.
*Aloísio de Toledo César é desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo. O email dele é aloisio.parana@gmail.com
Esquadrão precursor
Hoje, a governadora Ana Júlia chega à região.
Pode parecer coincidência, mas as agendas de ambos parecem casadas.
Bem casadas.
Balaio de gatos
Venho publicar noticias da reunião dos prefeitos com o deputado Jader Barbalho:
A reunião foi muito concorrida e contou com a presença de 41 prefeitos, terminou próximo das 20 horas. O deputado Jader expôs com detalhes aos presentes, suas discordâncias com os encaminhamentos dos negociadores do governo, esclarecendo o que o fez tomar a posição de propor candidatura própria, no caso do deputado Domingos Juvenil.
A intenção do deputado foi deixar claro, as várias vezes em que, em reunião não viu os acordos serem cumpridos, principalmente no que dizia respeito aos espaços do PMDB no governo.
Ficou definido, que a candidatura do deputado Juvenil é “imexivel”, que haverá uma reunião com vereadores do PMDB para semana, e que ninguém está liberado para fazer campanha para outro candidato.
Após o primeiro turno, o PMDB tirará nova posição, mas vários prefeitos, na sua grande maioria, dos que se pronunciaram, indicaram pretensão de votar na governadora caso o PMDB não passe para o segundo turno.
Ficou firmado, que o prefeito e o candidato a deputado estadual ou federal que fizer campanha para outro candidato ao governo, o PMDB pedirá a perda da legenda.
Foi considerado também, casos onde os prefeitos poderão fazer alianças pontuais, com candidatos federais e senadores que não são do PMDB e, foi mantido acordos com deputados, principalmente federais, caso do deputado Beto Faro, que alguns prefeitos já haviam conversado. Foi liberado também o voto no segundo senador, e vários prefeitos apontavam o deputado Paulo Rocha.
A candidatura de Priante para governo não foi ponto de pauta, e foi sepultado pelo posicionamento do deputado Jader, que fechou questão em torno da candidatura juvenil.
O Priante estava presente no prédio, mas não participou da reunião. Conversou com vários prefeitos antes da assembléia.
Ficou definido também, que só haverá acordo no segundo turno (caso o PMDB não passe) e só com quem tratar o partido como adversário político e não como inimigo. Recado dado.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Frota de veículos de Santarém é 5% do total do estado
1 - Belém 242.889 31,9%
2 - Ananindeua 53.668 7,1
3 - Marabá 44.793 5,9%
4 - Santarém 40.622 5,3%
5 - Castanhal 29.637 3,9%
6 - Redenção 23.912 3,1%
7 - Parauapebas 19.876 2,6%
8 - Altamira 18.928 2,5%
9 - Paragominas 14.249 1,9%
10 - Tucuruí 13.713 1,8%
Ana Júlia amanhã em Santarém
Ana Júlia aproveita sua passagem por Santarém para fazer a entrega 117 cheques do programa CredPará, beneficiando 117 empreendedores de Santarém.
E, no início da noite, a governadora visita o 3º Salão do Livro, onde receberá o primeiro exemplar do livro Memória de Santarém, editado pelo jornal O Estado do Tapajós, com o apoio do governo do estado e da prefeitura de Santarém, cujo lançamento está marcado para o dia 22, as 2oh, no Museu João Fonna.
Secretário de saúde comanda boicote ao jornal O Estado do Tapajós
Editor-chefe
Os repórteres do jornal O Estado do Tapajós estão sendo vítimas de um amolecado jogo-de-empurra patrocinado pelo secretário de saúde José Antônio Rocha todas as vezes que tentam obter informações públicas que estão sob a guarda da Semsa.
Há cerca de 30 dias a reportagem do jornal tenta levantar junto à direção do Hospital Municipal de Santarém os dados sobre o número de pessoas atendidas naquele hospital que tiveram membros amputados em decorrência de acidentes automobilísticos.
Apesar da intermediação capenga da assessoria de imprensa da Semsa, os esforços dos repórteres esbarram invariavelmente na má vontade do gabinete do secretário, da assessoria jurídica e na direção do HMS.
No caso específico, até ofício foi exigido para que o jornal obtivesse os dados depois que a diretora do HMS, Ana Cláudia Tavares, se negou a fornecer os dados não sem antes deixar a reportagem do jornal esperar inutilmente uma resposta por mais de duas horas.
Mesmo assim, o jornal protocolou ofício no gabinete do secretário municipal de saúde solicitando os dados sobre os amputados, sem receber resposta até a data de hoje.
É notório que a reportagem de O Estado do Tapajós não é vista com bons olhos pela thurma de José Antônio porque não engole, como verdade, as notícias divulgadas unilateralmente pela Semsa. E procura fazer seu trabalho, sem tutela.
Desde o caso do desabamento do HMS que as portas da Semsa se fecharam ao trabalho de nossos repórtes, em contraste ao tratamento solícito e respeitoso que tem sido dado ao jornal pela prefeita Maria do Carmo e por sua assessoria de imprensa.
Mesmo diante do deliberada ação da Semsa em tentar boicotar a coleta de informações públicas, O Estado do Tapajós jamais desistirá de cobrir assuntos ligados à área de saúde.
Quando o faz, o faz na certeza de que presta um serviço de utilidade. O jornal cumpre sua função social, a exemplo da reportagem que mostrou à época que apenas 30 por cento do público-alvo da gripe suína tinham sido vacinados em Santarém, ao contrário do que propalava o secretário José Antônio Rocha em outras veículos de comunicação.
Pego com a boca na botija, o titular da Semsa teve que trabalhar para que aquela estatística não manchasse o nome de Santarém junto ao Ministério da Saúde.
Que fique bem claro que o jornal O Estado do Tapajós jamais reivindicou benesses da Semsa ou de qualquer órgão municipal.
E por isso exige, tão somente, transparência das informações de interesse público em nome de seus milhares de leitores.
Nome, Renome e outras coisas impublicáveis
Não é de hoje que sua implantação levanta desconfiança, tanto pela demora da obra quanto pelo seu futuro gerenciamento.
Ontem, a prefeita Maria do Carmo, durante entrevista coletiva, garantiu que o primeiro pregão foi anulado porque os preços apresentados pelas empresas concorrentes estavam acima dos limites estabelecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social-MDS e que por isso, houve contratação de outra empresa com dispensa de licitação.
Hoje, recebo cópia do Diário Oficial da União com o extrato completo do contrato firmado pela Semtras com a empresa Renome, detalhe omitido, não se sabe se propositalmente, no mesmo extrato publicado no Diário Oficial do Estado.
Há de se inferir desse detalhe que a Semtras quis omitir de um público maior o nome da empresa vencedora, já que se o Diário do Estado é de circulação restrita, o da União é mais restrito ainda. Abaixo estão os dois textos para que o leitor comprove a informação.
Espero, sinceramente, que essa omissão não seja a ponta do icebeg que possa levar à triste constatação de que o certame licitatório foi viciado.
Tomara.
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Diário Oficial da União Nº 112, terça-feira, 15 de junho de 2010
Seção 3
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM
SECRETARIA MUNICIPAL DE TRABALHO
E ASSISTÊNCIA SOCIAL
EXTRATO DE CONTRATO
CONTRATO N° 019/2010 - SEMTRAS.
CONTRATANTE:Ana Elvira de Mendonça Alho Teixeira
CONTRATADO: Renome Refeições Coletivas Ltda
OBJETO:Contratação de Empresa Especializada na Prestação
de Serviços de Nutrição, Preparo de Alimentação, Fornecimento
e Gerenciamento de Restaurante Popular do Município de Santarém.
VALOR DA REFEIÇÃO: R$-3,95 (três reais e noventa e cinco centavos)
Quantitativo de refeições dia: 1.000
Quantitativo de refeições mês: 20.000
Quantitativo de refeições ano: 240.000
Vigência: 12 (doze) meses
MODALIDADE DA LICITAÇÃO: Dispensa n° 004/2010
DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: FMAS: 10.306.034.1022 -
44.90.52.99.00
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Diário Oficial do Estado do Pará Nº. 31688 de 16/06/2010
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM/PA SECRETARIA MUNICIPAL DE TRABALHO E ASSISTÊNCIA SOCIAL
AVISO DE EXTRATO DE CONTRATO EXTRATO DE CONTRATO Nº. 019/2010 – SEMTRAS. OBJETO: Contratação de Empresa Especializada na Prestação de Serviços de Nutrição, Preparo de Alimentação, Fornecimento e Gerenciamento de Restaurante Popular do Município de Santarém. VALOR DA REFEIÇÃO: R$-3,95 (três reais e noventa e cinco centavos). Quantitativo de refeições dia: 1.000 Quantitativo de refeições dia: 20.000 Quantitativo de refeições dia: 240.000 VIGÊNCIA: 12 (doze) meses. MODALIDADE DA LICITAÇÃO: Dispensa n° 004/2010. DOTAÇÃO ORÇAMENTARIA: FMAS: 10.306.034.1022 – 44.90.52.99.00. ORDENADORA RESPONSAVEL: Ana Elvira de Mendonça Alho Teixeira
Mototáxis mais barato, nem tanto!
Retifico a informação anunciada ontem pela prefeita Maria do Carmo em entrevista coletiva de que, a tarifa social a ser cobrada no dia 22 de junho (3ª feira), data do aniversário de Santarém, pelos Mototaxistas Legalizados de Santarém não será R$ 1,00 por corrida, mas R$ 1,00 a menos no preço tabelado do serviço. Para as corridas que custam no preço de tabela R$ 3,00, serão cobrados R$ 2,00; e as que custam R$ 4,00, a cobrança será de R$ 3,00 no feriado de terça-feira. Agora pela manhã, o secretário municipal de Transporte e Trânsito, Sandro Lopes, reunirá com os empresários de ônibus para discutir a possibilidade da entidade também aderir à Tarifa Social no dia 22 de junho.
Nelma Bentes
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Atualização as 15h31
Os ônibus urbanos vão cobrar a tarifa de 1 real dia 22 de junho apenas para pagamento em dinheiro. Quem usar cartão eletrônico vai pagar tarifa normal.
Arraial da Noca
Devastando horta eleitoral
Helder Barbalho, prefeito de Ananindeua e presidente da Famep, também está por estas bandas já embalado na candidatura ao governo de Domingos Juvenil(PMDB).
Palanque literário
O que é público é de todos
Quando a prefeitura nada faz para reduzir o déficit habitacional da cidade, critica-se.
Mas quando essa mesma prefeitura apresenta projeto para construção de habitações populares, poucas vozes se levantam a favor da municipalidade.
No caso da área da Moaçara, recentemente revertida pelo SPU ao patrimônio municipal - de onde foi retirada durante a ditadura militar por leniência de maus prefeitos-, espera-se que o projeto Minha Casa Minha Vida seja efetivado para beneficiar mais de 2 mil famílias e que seja atirado ao lixo o arremedo de projeto feito por espertalhoes que querem porque querem se apropriar daquela área para negociar lotes de terra.
Restaurante popular indigesto
A licitação feita por meio de pregão eletrônico para escolher a empresa que vai fornecer as refeições foi cancelada e, por dispensa, outra empresa foi escolhida pela Semtras para vender refeição a 3,95 reais, sendo que o consumidor pagará apenas 2 reais pela refeição.
Agora, a Semtras se depara com as vendedoras de comida que estão ao redor do Mercadão e pretende oferecer emprego no restaurante para quem se dispor a fechar suas barracas.
Mas muitas preferem ficar aonde estão, apesar da concorrência desleal no preço do prato feito.
Eia/Rima barulhento
Para fazer barulho, o tema foi incluído em um seminário que será realizado dia 23, em Santarém, sob o pretexto de se discutir 'temas atuais do direito ambiental'.
Derrotado no processo de licenciamento da Alcoa/Juruti, o MP quer compensar o prejuízo voltando o foco para cima da multinacional instalada no porto da CDP, em Santarém.
Briga de gigantes
O dono da Saneng tem sido escolhido como bode-expiatório pelo atraso das obras de asfaltamento de diversas vias de Santarém.
A prefeita diz que o município nada lhe deve e por isso não entende o porquê do atraso.
Mas o Blog do Estado foi informado por fonte confiável que o beiço que a Saneng já levou da PMS beira a 700 mil reais.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Santarém na fotosfera
Arco-íris emoldura o céu de Santarém, no final da tarde de hoje.
Clique na imagem para ampliá-la.
Foto: Miguel Oliveira
Zebra passeia em território espanhol
E surgiu a primeira zebra da Copa. Vem com a marca de ferrolho suíço. Apontada por muitos como a principal favorita ao título na África do Sul antes de a Copa começar, a Espanha começou o torneio de maneira vexatória. Nesta quarta-feira, os atuais campeões europeus foram surpreendidos pela Suíça e perderam por 1 a 0, no estádio Moses Mabhida, em Durban, fechando a primeira rodada do Mundial. Com o resultado, os suíços dividem a liderança do grupo H com o Chile, ambos com três pontos. Os chilenos venceram Honduras por 1 a 0, com grande atuação principalmente no segundo tempo e perdendo muitos gols.
A Suíça ainda detém uma marca impressionante: a equipe não leva gols em Copas desde a derrota por 3 a 0 para a própria Espanha em 1994, nos Estados Unidos. O time não disputou as Copas de 1998 e 2002 e foi eliminado em 2006, na Alemanha, sem sofrer um único tento – e também sem marcar nenhum. Contra a Fúria, o time fez o que é sua especialidade: fechou-se lá atrás e não permitiu brechas a Xavi, Torres e Iniesta, que não tiveram talento para furar o bloqueio. Na próxima rodada do grupo H, a Espanha terá pela frente Honduras, no dia 21, às 15h30 (horário de Brasília), em Johanesburgo. A Suíça, por sua vez, encara o Chile no mesmo dia, às 11h, em Porto Elizabeth.
Mototáxi mais barato no dia do aniversário de Santarém
Mas a prefeita ainda não conseguiu convencer o sindicato das empresas de ônibus a praticar tarifa da domingueira no dia do aniversário da cidade.
Justiça bloqueia verbas para obrigar governo do estado a reformar 6 escolas em Santarém
O poder judiciário de Santarém, em sentença da juíza Betânia de Figueiredo Pessoa, determinou o bloqueio de um milhão e seiscentos mil reais das contas do Estado, que devem ser usados na reforma de seis escolas do município. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Estado de Santarém, uma vez que o governo estadual descumpriu a medida liminar que determinou a reforma nas escolas. O valor já está bloqueado e deve ser retirado da verba destinada à propaganda institucional do Estado
Há cerca de um ano o MP, por meio do promotor de justiça Hélio Rubens Pinho Pereira, ingressou com ação civil pública pedindo a reforma imediata nas escolas Álvaro Adolfo , Plácido de Castro, Olindo Neves, Nossa Senhora de Guadalupe, Gonçalves Dias e Frei Othmar. O estado recorreu da decisão e conseguiu suspender a multa. Porém, a obrigação da reforma continuou, sem que nada fosse feito após quase um ano da medida liminar.
Por esse motivo o MP ingressou com o pedido de bloqueio da verba, cuja destinação será definida de acordo com a situação de cada escola. A juíza solicitou ao Corpo de Bombeiros que no prazo de 30 dias, encaminhe laudo conclusivo sobre as condições dos prédios, para assim definir a destinação do valor, o que deve ser feito em audiência judicial.
Em sua sentença, a juíza ressalta a gravidade do descumprimento da ordem judicial pela governadora Ana Julia, no que diz respeito à reforma das escolas. Ao longo desse ano, audiências de conciliação foram realizadas, liminares foram deferidas “e nada foi feito pelo réu”, afirma a juíza.
A decisão diz ainda que “não estamos tratando de conforto, tecnologia ou adequação das escolas ao que há de mais moderno em gestão escolar”. E ainda: “estamos falando de escolas que desabam, pegam fogo, ventiladores que caem na cabeça de alunos, aulas que são realizadas debaixo de mangueiras, escolas interditadas pelo corpo de bombeiros”. Por esses fatos, a juíza conclui que a situação é extrema, podendo afirmar na linguagem popular que ´”é um caso de vida ou morte”.
O promotor de justiça Hélio Rubens considera a decisão uma vitória do MP de Santarém, e lembra que o mérito da ação continua, e o Estado ainda pode sofrer outras penalidades.
Concurso do Incra
Com base em relatos, mensagens e matérias na imprensa, o Incra solicitou ao Cetro, em caráter de urgência, um relatório detalhado sobre a aplicação das provas em todas as cidades.
A ideia é mapear as ocorrências e a extensão dos problemas e, em seguida, adotar medidas que assegurem a integridade do processo seletivo. O Incra também pediu ao instituto que publicasse nota de esclarecimento e mantivesse os candidatos informados sobre as providências que estão sendo tomadas para reparar os prejuízos.
Vagas e remuneração
Para o concurso são oferecidas 480 vagas de nível superior, com remunerações iniciais entre R$ 3.713,74 e R$ 4.598,80, além de 70 oportunidades de nível médio, cuja remuneração é de R$ 2.254,64. Os valores estarão vigentes a partir de 1º de julho de 2010, em função do reajuste aos servidores do órgão garantido pelas leis 11.090/05 e 10.550/02.
Força de trabalho
Após o término deste novo concurso, o Incra concluirá o preenchimento de 2.736 vagas, de níveis médio e superior, somente nos últimos sete anos. De lá pra cá, foram realizados três concursos, em 2003, 2005 e o que está em andamento.
'Enrolation" e 'embromation' da Celpa
Antenor Giovannini:
Há pelo menos 25 dias escrevi um e-mail para Ouvidoria da Celpa com cópia para Ouvidoria da ANEEL a respeito dos sérios problemas de energia que o estabelecimento quer gerencio (Doces e Festas Giovannini) sofre diariamente.
Repentinas quedas com retorno acelerado de energia causando queimas de placas e até de no-breaks. Ou ainda, pipocos de subidas e descidas fazendo com que os no-breaks mais parecem pipoqueiras. Sem contar com constantes cortes provocando perdas de clientes.
Hoje recebi uma resposta da Celpa confirmando que existem sérios problemas na rede que me atende e que dentro de 15 dias irão corrigi-los para que tais problemas sejam sanados.
Vamos esperar mais esses 15 dias antes de se pronunciar novamente.
Lamento, mas papel aceita tudo. Quero ver na prática.
Entrevista com Maria do Carmo
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Maria diz que não há acordo com associação dos moradores do Aeroporto Velho quanto ao terreno de 25 hectares, na avenida Moaçara, que o SPU devolveu ao município. Lá, a PMS quer construir 2.600 casas populares. O projeto da associação é construir 500 casas naquele terreno.
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Prefeita volta a ameaçar empresas que não entregam no prazo obras de recapeamento asfáltico e PAC. Diz que só espera até o dia 2 de julho. Caso as obras não recomecem, a PMS vai rescindir os contratos. Aliás, essa ameaça não é novidade. Há um mês, Maria afirmou a mesma coisa.
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Bagunça na orla. A prefeita Maria do Carmo pede paciência aos transeuntes do cais de arrimo. Diz que até o dia 30 de junho vai efetivar o comando da secretaria de organização portuária e que vai aumentar a fiscalização para que a desorganização da parte comercial da orla diminua.
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Cemitério. Prefeitura vai desobstruir alamedas tomadas por túmulos nos cemitérios N.Sa. dos Mártires e São João Batista. Proprietários de sepulturas serão convocados. Quem não comparecer perderá seus direitos. Será construído um ossuário para receber os restos mortais.
Sob a marca da eficiência cega
Gerson Nogueira:
Quando um técnico usa o termo eficiência para definir a meta da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo há algo de muito estranho no ar. Saísse da boca do treinador do Paraguai, do Uruguai ou mesmo da Coréia do Norte a frase seria absolutamente normal. Compreensível até, diante das carências de suas equipes.
Não é o caso do Brasil, um país que frequenta Copas desde que o torneio foi inventado e tem por hábito se apresentar bem. Não só vencendo, mas jogando bola. Mas esse conflito entre a tradição nacional e as crenças do técnico da Seleção é por demais conhecido. Estamos cientes, há quatro anos, da filosofia do técnico Dunga, um cultor do futebol de resultados.
Nesse sentido, a estreia brasileira não poderia ter sido mais coerente com seu comandante. Futebol taticamente pobre, previsível e sem alternativas para superar um adversário limitado, que se manteve sempre em duas linhas de quatro homens, com o objetivo de dificultar as ações do time favorito e mais qualificado. O problema é que, como ocorre de vez em quando, a equipe inferior aos poucos foi ganhando consistência, à medida que o bicho-papão não conseguia se impor. Eram tantos passes laterais nos primeiros 20 minutos que deu sono.
Kaká, Elano e Robinho, os mais acionados, não conseguiam completar uma jogada sequer. No único instante em que levantou a torcida com a possibilidade de uma pedalada, Robinho foi mal auxiliado por Kaká e a bola se perdeu pela linha de fundo.
É bem verdade que Robinho seguiu insistindo. Tentou voltar ao meio-campo quando percebeu que a bola nunca o alcançava lá na frente. Caiu pelos lados, tentando jogar com Maicon, aproveitando o recuo dos marcadores norte-coreanos. E até buscou chutes de média distância diante da impossibilidade de entrar na área. Só não fez o que todo mundo queria ver: a persistência nos dribles como forma de furar o bloqueio adversário. Como quase todos que estão sob as ordens de Dunga, Robinho sabe que não pode ousar muito. Está atento aos ensinamentos do mestre, que enaltece os eficientes, mas não aplaude molecagens (no bom sentido) em campo.
Pela própria formação e histórico profissional, Dunga admira o futebol marcado e repetitivo como um bate-estaca. Tudo que foge ao programado é imediatamente visto como desorganização. A surpresa, virtude fundamental num esporte tão aberto a variáveis, não é exercitada pelo time brasileiro. Contra times mais modestos, o Brasil se apequena, desaprende tarefas banais, como investir nas tabelinhas rápidas para confundir os defensores. Esquece até do feijão-com-arroz para jogos de forte marcação: buscar esticar o jogo até a linha de fundo para abrir defesas.
Em determinado momento, olhando o jogo lá do alto das tribunas do Ellis Park, o desenho exposto no gramado era curioso e engraçado: oito norte-coreanos em formação quase militar formando uma parede contra oito brasileiros que não conseguiam sair da armadilha. Seleções de nível não se atrapalham com tão pouco. Usam a velocidade e a pressão ofensiva para provocar erros e demolir esquemas fechados. O Brasil de ontem à noite não teve recursos para isso. E talvez a explicação esteja no baixo rendimento de seu meio-campo, onde Kaká é a referência e não se apresentou com o brilho que uma estrela de seu porte deve ter.
Elano, que é apenas eficiente, como defende Dunga, foi quem mais tocou na bola em toda a partida. Acabaria premiado com o segundo gol, depois de um passe precioso de Robinho, que incorporou a persona de meia clássico e encaixou uma bola que nenhum dos armadores em campo conseguiu em toda a partida. Pena que tenha sido uma tentativa solitária. Se repetida, poderia ter permitido mais facilidades à Seleção.
O gol da Coréia do Norte, nos instantes finais, foi justo na medida em que evidenciou a obstinação da equipe, que se tornou mais confiante a partir do pálido primeiro tempo brasileiro. O gol, ao mesmo tempo, permite ver com clareza os pecados do time de Dunga. Se o placar fosse 2 a 0 pareceria um resultado cômodo e tranquilo para um jogo que esteve longe de estar sob total controle. Há muito a fazer para avançar na Copa e os treinos fechados soam como piada diante da ausência de jogadas e do desentrosamento entre os jogadores.
Uma falsa torcida em verde-amarelo
Quem chegou cedo ao Ellis Park, ontem, observou a chegada da torcida brasileira em bom número, mas não em quantidade suficiente para preencher 54 mil assentos de arquibancada. A explicação talvez esteja na saída encontrada pelo comitê organizador da Copa: distribuição de ingressos para escolas e associações sul-africanas, que fazem com que muitas pessoas possam ter acesso aos jogos, sem ter que desembolsar 400 euros por um bilhete. O problema é que, de uniforme verde-amarelo, os “torcedores” locais parecem brasileiros, mas aplaudem qualquer jogada perigosa, contra ou a favor do Brasil. E, obviamente, usam as vuvuzelas a todo instante, o que ensurdece todo mundo no estádio e acaba sendo conveniente para abafar vaias, como a da torcida brazuca de verdade no final do primeiro tempo.
Fica para a próxima Copa
Em entrevista ao repórter Giuseppe Tomaso, da Rádio Clube, na tumultuada passagem pela “zona mista” depois da partida, o atacante Robinho não deixou de registrar seu carinho pelo paraense Paulo Henrique Ganso. Disse que espera estar com o talentoso meia na próxima Copa do Mundo. Desejo que não é só dele, a levar em conta a opinião da maioria dos jornalistas (até estrangeiros) que viram o Brasil estrear e saíram frustrados com a ausência de talento na meia-cancha.
Todos de olho na Fúria
Depois que o Brasil desceu para os vestiários do Ellis Park firmou-se uma convicção entre os jornalistas que cobriram a estreia. A Copa ainda não teve seu grande jogo e não surgiu a seleção francamente favorita ao título. Esperava-se que fosse a brasileira, pelas expectativas que sempre cercam o time canarinho, mas a atuação irregular e pouco convincente baixou o entusiasmo. A partir de agora, as atenções se voltam para a Espanha, cantada em prosa e verso pelos craques que tem. Hoje, a Fúria encara a Suíça, sob os olhares ansiosos de todos que sonham em ver um futebol bem jogado.
Dunga
Ao que parece esse moço é doente e não sabe. Não temos amigos jornalistas esportivos, não comungamos com a postura da grande maioria deles e por isso estamos à vontade para, parodiando a forma de falar da juventude, dizer que esse moço, que foi galgado à condição de técnico da seleção brasileira, “se acha”.
O que se observa de suas falas é que em todas as respostas sempre há um amargor, uma frustração, uma necessidade de dar uma resposta para alguém e, o que é sintomático, de que ele está acima do bem e do mal e que as demais pessoas são lixo.
Que há jornalistas esportivos intoleráveis não há como se negar. Que há repórteres a procura de sensacionalismo barato é inconteste. Que há jornalistas esportivos burros e que buscam uma pergunta em cima de uma resposta dada apenas para dizer “estou aqui” para suas empresas, também é verdade. Porém, como em toda regra, há exceções. No entanto, para esse cidadão não é assim e todos estão colocados no mesmo balaio. Todas as perguntas são idiotas e merecem respostas idiotas, como foi o caso de sua “coletiva” de hoje, em que ele falou de coisas absolutamente fora do contexto da Copa do mundo, simplesmente porque ele e seu papagaio de pirata chamado Jorginho, também acham.
Pior ainda é que, talvez em razão de sua capacidade intelectual se nivelar com o que foi sua capacidade como jogador, vale dizer, nenhuma, esse cidadão não tem discernimento para visualizar que, mesmo sendo uma pergunta cretina, há milhões de telespectadores assistindo, gente que curte futebol, curte o esporte, a Copa e sua sedução. Por conta disso ele poderia tentar dispor dessa pequena luz no cérebro para tentar dar uma resposta não ao repórter imbecil que fez a pergunta, mas ao público em geral de forma mais inteligente possível, coisa convenhamos que ele não tem.
Trata-se de um ex-jogador que teve uma carreira pífia apesar de ter jogado em inúmeros clubes brasileiros e no exterior. Sagrou-se campeão do Mundo, é verdade, em 1994 numa seleção medíocre, num campeonato medíocre em que a sorte bafejou para o Brasil através de pênaltis onde Bággio teve a gentileza de chutar para fora a chance da Itália de continuar buscando aquele campeonato. Seleção tão medíocre que dependeu dos pênaltis e esse moço em sendo capitão teve o privilégio de receber a taça. E dominado por sua estupidez, sua ignorância, sua total imbecilidade, sua falta sensibilidade para com a posição que circunstancialmente ocupava como atleta, expôs ao mundo, a si e ao país que representava, ao ridículo: ao invés de um agradecimento pelo feito, soltou um sonoro palavrão pego pelas câmeras do mundo:”... essa porra é nossa” ... Coisa de gente séria e que hoje faz ar de entendido, de inteligente.
De há muito deixei de me interessar pela seleção exatamente porque o espírito do esporte se esvaziou por completo. Copa do Mundo é uma “guerra” em que você tem que ter orgulho em “defender” seu País e ganhar o título porque sabe o quanto vale para o sofrido povo brasileiro. Mas, os milhões de reais que são gastos para “proteger” soldados de papel, e depois “recompensá-los” por uma eventual vitória, deixam claro que o espírito esportivo morreu. A mim não há a preocupação sobre se é Pedro, João que está em campo, mas, isto sim, o espírito de seleção. Isso é que deveria predominar Esse discurso sem eco desse cidadão com cabelo militar e que se acha acima do bem e do mal é apenas capa de fundo para que numa eventual derrota se consiga dizer que tudo foi feito de acordo com as regras, mas nem sempre as regras deixam acontecer.
Que saudades de um Júlio Botelho convocado para uma Copa do Mundo e que recusou pelo fato de não estar jogando no Brasil e com isso estaria tirando o mérito daqueles que aqui jogavam Hoje esses moços nem sabe quem foi Julio Botelho e estão muito mais preocupados com seus umbigos, seus bolsos e suas promoções pessoais.
(*) Aposentado e morador em Santarém
Alma penada no São Raimundo
Editor-chefe de O Estado do Tapajós
Tem gente que não se manca mesmo.
Pensa que, por ser um alpinista social, estamos nós, os escribas esportivos, a lhes render homenagem que só faz jus em sua mente megalomaníaca.
Trata-se do pernicioso André Cavalcante, que tenta a todo custo voltar ao noticiário esportivo pelas portas do fundo, distribuindo uma carta, mais para ópera-bufa, se queixando da cobertura dispensada ao São Raimundo após a desclassificação do time da Copa do Brasil.
Esse irresponsável é o único culpado pela perda dos pontos do Pantera do jogo contra o Botafogo, em Santarém. Depois disso, o time entrou em derrocada e esse energúmero, irresponsável que só ele, ainda ousou anunciar solenemente que se afastava do clube.
Agora, quando pensa que a poeria sentou, eis que resurge o mesmo André para tentar enganar os incautos, tomando as dores de outrem, embora lhe falte autoridade moral para falar em nome do Pantera.
Que fique claro, por derradeiro, que André Cavalcante é um aproveitador que só pensa em tirar vantagem pessoal do São Raimundo.
Tê-lo de volta significa repetir os erros de uma gestão amadora e irresponsável.
Fica aqui o aviso à diretoria. Com um cavalo-de-Tróia do quilate de André, o Pantera não precisa de adversário, dentro e fora do campo.
A ciranda do 366
Parsifal Pontes:
A novela do 366 deu meia volta: a governadora Ana Júlia vetou os incisos II e III, e o § 2º do Art. 6º da lei que autoriza a tomada do empréstimo.
Os 51% destinados a repasses diretos aos municípios, e os 11,5% destinados a emendas parlamentares foram mantidos.
Ao manter os recursos destinados aos prefeitos e às emendas de deputados, o governo espera domar a onça: não terá os prefeitos no seu calcanhar e os deputados poderão abrir os ouvidos às ladainhas de justificação.
Os incisos vetados determinam ao governo aplicar um percentual dos empréstimos em obras que constam em dois anexos, retirando do governo a carta branca que ele desejava.
Caso o veto seja mantido, o governo terá R$ 137 milhões para aplicar onde e como quiser: um verdadeiro paraíso financeiro em época eleitoral.
O veto ao § 2º do Art. 6º, remove da lei a determinação de não usar o recurso destinado a um município que não esteja apto a receber o seu quinhão, poupando-o para repasse assim que o município se habilite ao depósito.
Com isto o governo pretende alcançar, para uso ao seu bel prazer, o dinheiro que um município deixará de receber por inadimplência.
Não é tarefa fácil rejeitar um veto governamental, devido à imposição legal de que isto só é possível por maioria absoluta.
Os vetos, todavia, dão mais um exemplo do nulo valor que o governo empresta aos compromissos que assume e revela a intenção que o mesmo sempre teve de não desejar especificar a aplicação do empréstimo a ser tomado.
Sempre foi dito ao governo que, caso este não concordasse com as planilhas de obras, que ele trouxesse a sua especificação à lide para apreciação e aprovação: o que o parlamento não desejava era aprovar a autorização sem detalhamento de aplicação.
O governo se recusou a trazer as planilhas e, ao cabo, concordou com as que estavam postas: ao receber o projeto aprovado, vetou-as.
As razões do veto, embora eu não as tenha ainda lido, e por isto não posso emitir juízo a respeito, não devem convencer nem beata a rezar três ave-marias.
Malas desaparecerem do interior de barco da linha Juruti-Santarém
Ruy Néri:
Os passageiros que viajaram no barco Comandante Marinho que saiu do porto de Juruti no sábado, 12, com destino a Santarém, nunca estiveram tão arrependidos de ter pego essa embarcação. Segundo informações registradas na delegacia de Polícia Civil e na delegacia da Capitania dos Portos de Santarém, nada menos que onze malas e outros objetos, como tênis, bolsas, sandálias, etc, sumiram da referida embarcação em plena viagem.
Conforme os relatos a embarcação saiu do porto de Juruti às 19 horas, como de praxe; até chegar em Óbidos as pessoas estavam conversando e alguns tomando uma cerveja no bar do barco. Após passar pelo porto de Óbidos, os tripulantes apagaram as luzes a fim de que os passageiros pudessem dormir. Foi quando as bagagens começaram a sumir. Quando se aproximava de Santarém, por volta de 4 horas da madrugada de domingo, alguns passageiros sentiram falta de suas malas e deram alarme.
No mesmo momento as pessoas prejudicadas procuraram o comandante da embarcação para fazer a reclamação e receberam como resposta de que a responsabilidade não era dele e sim dos passageiros. Depois de muita pressão, o gerente do barco Comandante Marinho, autorizou uma revista geral no barco, mas nenhuma das malas surrupiadas foi encontrada. Os passageiros acionaram a polícia que esteve no porto da praça Tiradentes quando a embarcação atracou, mas as malas não apareceram nem os culpados.
Os passageiros, indignados, procuraram a delegacia de Polícia Civil onde registraram um Boletim de Ocorrência e na segunda-feira pela manhã foram até a Capitania dos Portos. Nenhuma das vítimas aceitou a publicação de seu nome temendo represálias, mas a maioria afirmou que vai até as últimas conseqüências para reaver seus pertences, jóias e dinheiro que estavam junto com as malas que foram roubadas.
Segundo um dos passageiros que estavam no barco e que não teve sua bagagem roubada porque dormiu em cima de sua bolsa, as malas só podem ter sido jogadas no rio porque foi feita uma busca em todos os compartimentos da embarcação e nada foi encontrada. Os passageiros lesados desconfiam de que uma quadrilha esteja infiltrada na tripulação dessa embarcação porque é muito estranho que sumam onze malas de uma só vez. Uma das vítimas perdeu todo dinheiro que tinha recebido da firma onde trabalha em Juruti e ficou apenas com a rede e a roupa do corpo.
Os passageiros prejudicados dizem que querem providencias por parte da polícia e da Capitania dos Portos porque entendem que uma situação como essa não pode ficar sem solução. Para eles, providências urgentes precisam ser tomadas sob pena das pessoas não viajarem mais nessas embarcações onde os responsáveis não assuem compromissos com os passageiros.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Sem motivos para foguetório
De saída do estádio Ellis Park, tentando resistir bravamente à temperatura de 2 graus, converso com vários colegas e o sentimento expresso é unânime: o Brasil ficou devendo uma estreia mais condizente com sua história de conquistas e tradição de futebol-arte. Penou para garantir o triunfo, com direito a alguns sustos. O gol da modesta equipe norte-coreana nos instantes finais pôs as coisas em perspectiva: a Seleção passou com dificuldades por seu primeiro desafio na Copa. O dado preocupante é que a Coréia do Norte é o mais fraco de todos os 32 times disputantes – pelo menos, segundo o ranking da Fifa.
Há, portanto, um longo caminho a percorrer, que passa principalmente pela recuperação técnica de Kaká, que demonstrou falta de confiança para comandar as ações criativas do time. Robinho precisa de mais liberdade para ousar e talvez aos poucos ganhe o papel de verdadeiro líder em campo, por mérito. Duro é constatar que os reservas imediatos não têm sequer a confiança do treinador. Júlio Batista seria o substituto natural de Kaká, mas Dunga optou por Nilmar. Kleberson entraria no lugar de Elano, mas o treinador decidiu improvisar Daniel Alves.
A explicação de Dunga, na coletiva pós-jogo, para a dificuldade de enfrentar retrancas não merece ser levada a sério, por óbvia e inconsistente. Afinal, ao longo dos anos, sempre foi assim: o Brasil, temido por todos, obriga qualquer equipe a se acautelar. Já é tempo de arranjar meios de saber atacar em situações assim. Ficar tocando bola e esperando o tempo passar não é estratégia; trata-se apenas de falta de ideias.
Mas muitos vão comemorar os três pontos e ninguém pode dizer que estão errados. Claro que há valor na vitória, mesmo magra. Valeu a liderança provisória do grupo. Os mais observadores, porém, certamente ficaram com a pulga atrás da orelha. O velho temor de que o pragmatismo de Dunga pode nos deixar a pé está mais forte do que nunca. A não ser que ocorra um milagre, torcer pelo escrete será um exercício de sofrimento.
A Copa dos empates, por ora
Gerson Nogueira
Portugal fica no empate com a Costa do Marfim, num jogo sem grandes emoções. Cristiano Ronaldo duelou, sem sucesso, com a zaga marfinense e Drogba, ainda em recuperação, entrou nos instantes finais. Para o Brasil, um belíssimo resultado porque permite que, em caso de vitória, assuma a liderança isolada do Grupo G. Foi mais um empate nessa Copa de baixíssimo nível técnico e pouquíssimos gols – média de 1,5 por partida.
Cavalaria afasta vendedores ambulantes
A polícia sul-africana marca em cima a legião de vendedores ambulantes que montaram acampamento nas cercanias do estádio Ellis Park, aqui em Johanesburgo, à espera dos torcedores brasileiros. Mais de 50 deles foram afastados das ruas pelos policiais (da cavalaria). O grupo vendia camisetas, bandeiras, vuvuzelas, gorros e luvas, em atividade considerada ilegal em áreas de jogos da Copa do Mundo.

