segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
As origens do Natal
Se recebemos o Natal pela Igreja Católica Romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde os receberam os pagãos?
Leia o artigo completo aqui.
Termina greve dos médicos do Hospital Regional
A Pro-Saúde pagou, enfim, os salários de novembro.
O turismo brasileiro em 2009
adenauergoes@gmail.com
Chegamos a mais um final de ano, nada mais natural do que fazer uma rápida avaliação do setor. Foi um ano marcado por crises,recessão e gripe suína, e dentro deste contexto o mercado brasileiro teve um desempenho que pode ser considerado surpreendente.A principal lição aprendida foi a de que não se pode de forma alguma desprezar o mercado doméstico,foi graças a ele que a aviação comercial,operadores de turismo,agências de viagem e hoteleiros puderam ter saldo positivo este ano.
O crescimento ficou abaixo de anos anteriores, porém não aconteceram abalos significativos, mesmo na baixa estação. A maior prova dos bons resultados se reflete nos bons resultados da temporada de verão, aquecida pela queda do dólar e que acabou por amenizar os impactos negativos das viagens ao exterior, prejudicadas principalmente pela pandemia da gripe suína. Ainda assim, o mercado demonstrando maturidade, reagiu rápido e buscou nas promoções saídas alternativas. A última delas direcionada ao mercado europeu, num leque de promoções que permitiu ás grandes operadoras chegarem ao final do ano com bons motivos para comemorar.
Mas houve também quem sentisse mais os impactos da crise, como o mercado de incentivo e o segmento de turismo de negócios. A queda de turistas estrangeiros acabou compensada pela entrada de divisas com o aumento de gastos. Da mesma forma que o Brasil passou a despertar o interesse do mercado internacional atraindo novas companhias aéreas que iniciaram suas operações em vôos regulares, como foi o caso da israelense EL AL e a Turkish, entre outras.
Algumas companhias ampliaram seu número de freqüências como a Taca e Continental Airlines, outras alteraram seus horários de vôos como a Tap.Tudo com o objetivo de aproveitar o bom momento do Brasil, favorecido pela economia e pela projeção de grandes eventos para os próximos anos.Nunca se discutiu tanto a necessidade de investimentos em infra-estruturar,está patente que caso não avancemos brevemente neste quesito, o País vai simplesmente emperrar.
Também está patente a necessidade de melhorarmos a qualificação de mão de obra e os serviços de receptivo. Ainda existem barreiras burocráticas sérias a serem ultrapassadas, como a questão da flexibilização dos vistos. Mas é fato que com base nos resultados obtidos, num ano cheio de turbulências, o turismo nacional pode comemorar. È importante que se aprenda com os erros, as lições positivas e negativas não devem ser esquecidas, até porque as projeções e perspectivas para 2010 são bem melhores, quando se analise sob a ótica de tudo que aconteceu neste ano que já se foi.
As medidas do tempo
Reproduzo a seguir o segundo material de divulgação do seminário sobre a Amazônia, realizado em São Paulo, no mês passado, pela Academia Brasileira de Ciência, do qual não pude participar, conforme noticiei na edição anterior. O título da matéria, preparada por Thaís Iervolino, da assessoria do encontro, foi: “Mais soluções, menos demagogia para a Amazônia”. Acho que tem valor documental. Primeiro porque a jornalista editorializou seu texto, fazendo comentários pessoais à margem das declarações dos participantes do encontro. É a ânsia que têm muitos brasileiros de participar do enredo amazônico, com todas as características de um drama – ou de uma tragédia. Em segundo lugar, por deixar nítida a distância que há entre críticos severos do que é posto em prática na região e aqueles que se empenham em converter a raposa em ovelha, utilizando os princípios da responsabilidade social das empresas e a pressão externa, às vezes tão externa que vem de outros países, nas origens das multinacionais. Ambas as posições são necessárias e positivas, desde que se entestem sempre, em benefício de uma verdade produzida pelo atrito da dialética dos opostos. Os debates nesses termos são muito úteis, pena que tão pouco freqüentes.
No vídeo, fazendo uma revisão do contrato assinado pelo governo brasileiro com a Icomi para a exploração da jazida de manganês do Amapá e comparando esse meio século pioneiro da era dos “grandes projetos” com a prática da antiga Companhia Vale do Rio Doce em Carajás, um analista rigoroso chegará à surpreendente constatação de que andamos para trás. O saldo do investimento da tão criticada Icomi em Serra do Navio e Santana parece melhor do que o da Vale em Parauapebas e cercanias, mesmo com todas as justas restrições que se fez ao projeto do manganês comandado pela Bethlehem Steel. Espero um dia poder transcrever o vídeo, gravado de improviso, para submetê-lo aos leitores e estimular um novo debate sobre o tema.
“A Alcoa, a Bunge e o Wall Mart são exemplos de empresa que atuam em prol da sustentabilidade”. Assim falou Fabio Scarano, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também representante da organização Conservação Internacional, durante sua exposição na palestra Ciência, Tecnologia e Inovação de um Novo Modelo de Desenvolvimento, uma das atividades do “Amazônia: Perspectivas e Desafios para a Integração Regional” – evento que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo, na terça-feira (17) e reuniu pesquisadores, ambientalistas e empresários para debater temáticas relacionadas à região amazônica.
A afirmação seria louvável se fosse real. Colocar a Alcoa – cujo ramo produtivo é a mineração, uma das que causam mais impactos socioambientais no mundo, a Bunge – que é atrelada à soja e aos transgênicos, e o Wall Mart, que há pouco sustentava a pecuária devastadora na Amazônia é, no mínimo, paradoxal. “Temos que dialogar com as empresas que mais causam danos ao meio ambiente para fazer com que elas passem a agir com sustentabilidade”, disse ele ao mostrar que a organização em que trabalha, Conservação Internacional, atua com esse tipo de empresa. Além de Scarano, cuja palestra baseou-se em ações da organização da Amazônia – principalmente com relação às Unidades de Conservação no Amapá, participaram também Maurílio Monteiro, da secretaria de Desenvolvimento C&T do Pará e Roberto Waack, da empresa A Mata.
Monteiro explicou a situação que vive a Amazônia, cuja educação e cujos projetos acadêmicos são um dos mais vulneráveis do Brasil. Esses dados já são mostrados não só pelos diversos especialistas que há décadas falam sobre isso, como também em índices do governo, anualmente divulgados: apesar de 12,7% da população brasileira viver na região amazônica, menos de 6% do investimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) são destinados à área. “É preciso superar os desafios, ampliar a capacidade de absorção e implantar novo sistema de desenvolvimento na região”, disse ele, como se fosse um descobrimento recente (e inédito) de uma possível solução.
Apesar de não estar presente no evento, o jornalista Lúcio Flávio Pinto fez sua apresentação via vídeo e essa foi uma das mais verossímeis de todo o evento. Com uma atuação histórica de denúncias contra mega-empresas que atuam na Amazônia e deixam rastros de devastação, Pinto fez sérias críticas à mineração, citando exemplos como um projeto de extração de manganês no Amapá, durante a década de 1940. “Após 40 anos de retirada do minério, chegou-se à exaustão da mina. A Icomi, responsável pela mineração, recebeu uma multa ambiental e deixou os dejetos a céu aberto”, contou.
Segundo ele, a situação hoje ainda é pior. “90% das pessoas que trabalhavam na Icomi eram seus funcionários. Hoje, 93% das pessoas que trabalham nos projetos da Vale são terceirizados. A justiça trabalhista de Paraupebas (no Pará e uma das cidades onde a Vale atua) é uma das mais congestionadas do país, com 8 mil ações contra a mineradora [e suas terceirizadas]. Para a empresa, vale mais à pena pagar as multas do que arcar com os encargos trabalhistas de seus funcionários”, disse ele.
Após a exibição do vídeo, o coordenador da palestra fez questão de analisar a fala do jornalista: “realmente a mineração causa danos. Mas para a população local, a Vale é a única saída”, disse ele ignorando a capacidade de se terem outras possibilidades e de se cobrar a garantia dos direitos e maior controle sobre as ações da mineradora.Na parte da tarde, discutiram-se Arranjos Multilaterais e Dimensões Estratégicas da Integração Sul-Americana. O destaque, não tão favorável, foi para o Mauro Marcondes Rodrigues, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que fez questão de colocar a Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) como uma das possíveis soluções para integrar a América do Sul. “A IIRSA é um fórum, um espaço de debates entre os governos. Ela foi colocada como uma forma de integração para ajudar a se ter uma visão mais integral da região”, explicou ele. Mais uma vez houve um total “esquecimento” de que os projetos definidos pela IIRSA trarão altos impactos socioambientais e também uma completa “amnésia” quanto a outros pontos fundamentais para a integração regional: cultura, educação e outras políticas públicas.
Não se sabe se esses “esquecimentos” todos, presentes durante todo o evento, foram propositais ou se foram frutos de uma possível falta de preparo e vontade de propor mudanças efetivas, além daquelas discutidas amplamente durante anos. Sobra demagogia, falta inovação.
Cadê os jogadores do Pantera
A maioria dos jogadores anunciados para a temporada 2010 não chegou a Santarém.
O Pantera estréia no campeonato paraense dia 17 de janeiro.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Avião com os brasileiros que estavam no Suriname pousa em Belém
Na véspera do Natal, um grupo de brasileiros foi atacado por surinameses em Albina, no norte do país, em represália à morte de um morador local. O suspeito do assassinato é um brasileiro.
O Itamaraty não soube informar o estado de saúde dos passageiros que voltarão hoje ao Brasil. O avião sairá no início desta noite com destino a Belém (PA). Os diplomatas, de acordo com o ministério, permanecerão no Suriname para fazer o levantamento das vítimas.
Santarém, via satélite
Servi no 8º BEC de 1972/1978. Participei da construção da BR 163 até próximo a Cachimbo, até o término da construção em 1976.
Lembro-me com saudade dessa terra magnífica e de sua gente hospitaleira e amiga.Parabéns pelo progresso atingido.
Ví via satélite, hoje, até a casa onde morei na vila militar. Que saudade!! Um dia espero poder voltar e visitar essa terra boa e rever os amigos.
Forte abraço. FELIZ ANO NOVO!
João Carlos Gonçalves Pereira,subtenente da reserva do Exército, advogado, Radiomador,PY2GP,LINS-SP.
Curtíssimas de domingo
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O ex-governador Almir Gabriel pensa em disputar a convenção do PSDB, mesmo após o lançamento do nome de Simão Jatene ao governo do estado. Será que Almir conseguirá o número mínimo de assinaturas de convencionais para bater chapa com Jatene?
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O deputado federal Lira Maia(DEM) e o deputado federal Paulo Rocha(PT) têm atuado em dobradinha nas articulações pelo plebiscito do estado do Tapajós.
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A mais recente pesquisa encomendada pelo PT estadual mostra um céu de brigadeiro para o deputado federal Jáder Barbalho.
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O barco Almirante Barroso, que naufragou no rio Amazonas, tinha seguro? Cadê a Antaq? Qual foi o estaleiro que fez a construção? Algum engenheiro naval assinou o projeto?
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Dos terrenos devolvidos pelo BEC ao município, apenas o doado à Marinha está sendo objeto de construção. Vai ser erguido ali uma vila militar.
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Bom domingo a todos.
sábado, 26 de dezembro de 2009
A Estrela do Pará
No tempo do trem a vapor,os alimentos eram mais baratos e saudáveis
O Império das Máquinas,não se sensibiliza com o mundo natural...e que dele precisa."Se o mundo for destruído,pula-se desse pra outro,como se fosse fácil,pular de um abismo pra outro".Ao invés de matar a fome no mundo,dedica-se toda verba mundial pra pesquisas tecnológicas e exploração espacial,como se já tivessem planejando exatamente isso.A loucura é tão grande que pra não esperar o tempo que a natureza leva pra produzir um alimento,criaram alimentos transgênicos,produzem bebes de proveta,insseminação artificial...tudo pago e produzido laboratorialmente,nada natural.As estradas deixaram de ser livres,receberam pedágios...enfim... e tudo está sendo feito para que o lucro seja rápido,mesmo que pra isso tenha que descartar o respeito legal e natural.
Curtas de sábado
Esse bando de puxa-sacos se atreve a falar em nome do povo. Em vão.
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O veredor Bruno Paraíba botou o rabinho entre as pernas e desistiu de emendar o orçamento 2010 da PMS. Bastou um ralho e o filho do todo-poderoso da Semab falou baixinho. Ele, e o vereador Reginaldo.
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A prefeita Maria do Carmo já avisou: - Quem manda na folha de pagamento da Prefeitura de Santarém sou eu! A oposição jura de pés juntos que o manda-chuva era o Everaldo.
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O deputado Carlos Martins já não está tão confortável na disputa para ser ungido pré-candidado a deputado federal pela Unidade na Luta, corrente liderada no Pará pelo deputado federal Paulo Rocha. Além de disputar a vaga com Miriquinho Batista, Martins terá que se digladiar internamente com o professor Mário Cardoso.
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Caveira de burro difícil de desenterrar em Santarém: as obras de reforma dos mercados Modelo e Municipal.
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Estatística macabra: Todo delegado fluvial da Marinha em Santarém tem um naufrágio para chamar de seu. Quando essa sina acaba?
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O projeto Navega Pará, implantado pelo governo Ana Júlia, em Santarém, é uma das obras mais difundidas pela propaganda oficial.
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Cristina Caetano está gravando com o violonista Sebastião Tapajós. O CD promete.
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Diáspora muscial: Por quê todos os integrantes do Canto de Várzea não conseguem se juntar nos palcos santarenos?
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Falência do estado de direito:Invasores do terreno do Juá formam milicias particulares. A polícia tem medo de adentrar naquela área. Os pescadores do lago temem represálias.
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STJ diz que é legal cadastro prévio de idoso
As concessionárias do serviço de transporte público coletivo podem exigir documento de idoso para transitar gratuitamente. Tal medida pode evitar fraudes e não viola os direitos de personalidade do idoso. A conclusão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao manter decisão que autorizou a transportadora Bento Gonçalves de Transportes a exigir cadastro prévio e confecção de carteirinha dos usuários maiores de 65 anos para usufruírem o benefício do passe livre.
A ministra Eliana Calmon, relatora do recurso, afirmou ser inexistente violação aos direitos de personalidade dos idosos pela conduta da empresa. Para a ministra, o cadastramento dos idosos feito pela viação parece ser mais eficiente para evitar fraudes. A ministra afastou a possibilidade de injuridicidade da conduta da transportadora e a inexistência do dano moral coletivo.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul havia entrado com ação contra a empresa alegando que houve impedimento dos idosos em utilizar gratuitamente o serviço de transporte. Na ação, pediu indenização por dano moral aos usuários e o ressarcimento dos valores pagos pelas passagens. O pedido foi negado na primeira e na segunda instâncias.
O MP recorreu ao STJ, sustentando que a exigência da transportadora causou sofrimento de desvalia e indignidade em cada um dos idosos. O recurso foi negado. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
O carisma de Lula: um fator de risco
Um oficial do serviço secreto do exército dos Estados Unidos perguntou a Albert Speer, preso em 1945 à espera do julgamento dos criminosos de guerra nazistas pelo Tribunal de Nuremberg, dentre os quais era o mais destacado, o que devia fazer para progredir na vida e ser útil ao seu país. “Explore o seu carisma”, recomendou o arquiteto-chefe de Adolf Hitler. Era o conselho mais poderoso que ele podia dar. O carisma salvaria o próprio Speer de ser enforcado junto com os outros 10 principais representantes do III Reich presos pelos Aliados, alguns dos quais com um currículo menos negativo do que o próprio ministro. Ele foi o responsável pelo funcionamento da terrível máquina de guerra do nazismo, que matou dezenas de milhões de pessoas.
Durante 12 anos, Albert Speer foi o auxiliar mais próximo de Hitler, executando todas as suas ordens, exceto a final: destruir tudo que ficasse atrás da retirada das já derrotadas tropas alemãs, na mais selvagem das políticas de terra arrasada de todos os tempos. No que pôde, Speer não cumpriu a determinação. Foi além: disse pessoalmente ao Führer que, dessa vez, não faria a sua vontade. Hitler, seus assessores e o III Reich passariam, mas a Alemanha devia continuar. Surpreendentemente, o maior dos ditadores da história não mandou executar o auxiliar insubmisso, como teria feito a qualquer outro, incluindo Göring, o marechal do Reich, o segundo na linha sucessória propriamente militar (ou paramilitar).
Pelo contrário: Speer é que chegou a conceber um plano para liquidar Hitler e sua equipe mais íntima, já refugiada no bunker ao lado da chancelaria, em Berlim, onde o Führer passaria seus dias derradeiros e se suicidaria, quando as tropas russas já ocupavam a capital. Ao depor em Nuremberg, Speer disse que um detalhe, que impossibilitava a liberação de gás para o interior da casamata, o impediu de matar Hitler antes que ele completasse a destruição do país. Se o III Reich não ia mais durar um milênio, Hitler queria levar tudo que pudesse consigo para o inferno, sem o sentido alegórico da expressão.
Nunca se conseguiu provar ou desmentir essa hipótese. Foi em torno dela, como fato concreto conhecido apenas por ele próprio, que Speer construiu sua brilhante tese de defesa: de que foi leal a Hitler, mesmo em seus paroxismos de loucura, enquanto ele foi leal à Alemanha; quando o exercício poder pelo Führer se tornou estritamente pessoal, e assumiu um caráter paranóico, Speer manteve lealdade apenas à Alemanha.
Mero oportunismo? Não exatamente, já que ele foi ao bunker comunicar a Hitler que decidira se dissociar. E, surpreendentemente, saiu de lá incólume. Estava são e salvo ao ser localizado pelas tropas aliadas, às quais se entregou pacificamente. A partir daí, desmontou o esquema de defesa concebido e liderado por Göring, que, derrotado, conseguiu se suicidar horas antes da execução.
Speer cumpriu os 20 anos da sentença na prisão de Spandau, preparando o novo enredo que desenvolveria a partir da liberação, não só pela postura pública que assumiu, sempre tranqüilo e aparentemente sincero, como através de dois livros, que causaram enorme impacto mundial, se tornando best-sellers e lhe permitindo encerrar sua biografia, em 1981, com a imagem de um renascido, que se purificou purgando sua culpa. A imagem correspondia ao que estava por trás dela? Uns acham que sim, outros garantem que não. O mistério, porém, é maior do que as duas convicções antitéticas. Foi a obra prima intelectual de Speer, tenha sido ele sincero ou não. É um dos casos mais incríveis de utilização do carisma, que, em certa medida, superou outro exemplo ainda mais notável, o do próprio chefe. Adolf Hitler teve que se suicidar. Speer morreu “de velho”, em casa, e redimido.
Sempre que penso em carisma, a história do arquiteto do nazismo me vem à memória como um paradigma, um tipo ideal, na visão das ciências sociais, ou um arquétipo, segundo a psicanálise mítica de Jung. Luiz Inácio Lula da Silva tem um poderoso carisma e sabe manejá-lo tão bem quanto Speer, embora nesse paralelismo seja necessário descer alguns degraus intelectuais ao passar do alemão para o brasileiro (ou subir, se a escala é de valores morais e éticos). Quem se aproxima mais de Lula parece sentir por ele um fascínio que pessoas inteligentes e talentosas sentiam por Hitler ou Speer. Por isso ficaram ao lado deles, seguindo suas ordens mesmo quando não concordavam com seus fins. Como puderam ser tão leais, obedientes e submissos a uma pessoa que, por diversos critérios, exceto o do carisma, lhes era inferior?
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Naufrágio provocou 15 mortes

Subiu para 14 o número de mortos no naufrágio do barco Almirante Barroso, no rio Amazonas, no Pará, segundo informações do Corpo de Bombeiros. O acidente aconteceu na madrugada de terça-feira.
O corpo de um menino de 8 anos que estava desaparecido foi encontrado na tarde desta quinta-feira. Na manhã de sexta-feira também foram encontrados dois corpos.
De acordo com os bombeiros, uma pessoa continua desaparecida.
O Almirante Barroso já foi removido do local do acidente.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Feliz Natal
As atualizações serão retomadas a partir de 08h00 de sábado, 26/12.
J.Lennon, Merry Christmas War Is Over
Manchetes de O Estado do Tapajós
LEI NÃO INIBE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER
RESGATADOS 10 CORPOS DO NAUFRÁGIO DO BARCO ALMIRANTE BARROSO
INQUÉRITO DA MARINHA SÓ COMEÇA APÓS FIM DAS BUSCAS
ALMIRANTE BARROSO NAUFRAGOU SOB COMANDO DE PILOTO SUBSTITUTO
QUEM TEM MEDO DE 'AMIGO INVISÍVEL'?
PROIBIDO USO DE CAPACETES EM LOCAIS PÚBLICOS
NICODEMOS SENA, O ESCRITOR QUE SAIU DO PORÃO PARA A LITERATURA
TÉCNICO DO SÃO RAIMUNDO PREFERE PRE-TEMPORADA EM ALTER DO CHÃO
ALUNOS DA REDE ESTADUAL VÃO ENTRAR 2010 NA SALA DE AULA
DETRAN LANÇA NOVO MANUAL DE PROCEDIMENTOS
IBAMA DENUNCIA QUE CARVOARIAS CONSTINUAM IRREGULARES EM SANTARÉM
Memória de Santarém: BR-163 - QUANDO OS PIONEIROS ESTAVAM CHEGANDO
LEILÃO DE JÓIAS DA CAIXA É CONCORRIDO
APOSTADORES DA MEGASENA DA VIRADA TEM QUE JOGAR NO VOLANTE CERTO
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Emater convoca aprovados em concurso público
Os editais de convocação podem ser consultados no site www.ioepa.com.br.
Naufrágio: Marinha desloca navio e helicóptero para local do acidente
O comando do IV Distrito Naval, em Belém, deslocou um navio para o serviço de remoção do barco, que está adernado às margens do rio Amazonas.
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Atualização as 14h28:
A delegacia da Marinha em Santarém confirma o resgate do corpo da décima vítima do naufrágio do barco Almirante Barroso.
Atualização as 11h08 (25/12):
Já foram confirmadas 14 mortes no naufrágio. O corpo de uma mulher continua desaparecido no rio Amazonas.
Após nota do Blog do Estado, Pro-Saúde confirma greve dos médicos no Hospital Regional
Ontem (22), o Hospital Regional recebeu da Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESPA um repasse que não foi suficiente para o pagamento integral e imediatamente repassou o equivalente a 50% da remuneração em atraso. A SESPA informou ao Hospital Regional que efetuará um novo repasse nos próximos dias, que seria suficiente para efetuar o pagamento do restante da remuneração.
A Direção do HRBA reuniu-se com uma comissão representativa do Corpo Clínico e foi informada que a paralisação deverá permanecer até que a remuneração seja paga de forma integral.
Desta forma, ficam suspensos serviços como consultas ambulatoriais, exames, novas internações e cirurgias eletivas. Não houve paralisação nos serviços de UTIs, hemodiálise, oncologia, atendimentos emergenciais (exames, cirurgias e internações), como também na assistência aos pacientes já internados. A Direção do HRBA informa que todas as demais equipes estão trabalhando normalmente.
O Hospital Regional aguarda que essa situação seja resolvida e que todos os serviços estejam com suas atividades normais o quanto antes.
Santarém, 23 de dezembro de 2009.
Dr. João Batista Alves Júnior
Diretor Técnico-Médico
Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará – Dr. Waldemar Penna
Pró-Saúde
Papai Noel sofre com o calor em Santarém
Henrique Moraes, que desde 1992 é animador de festa, palhaço (farofa) profissional, há quatro anos vem trocando a fantasia nesta época do ano e se transformando em Papai Noel para garantir uma renda extra. O jovem que trabalha no comércio também participa da programação oficial do município. Ele reclama do calor e do incômodo da roupa e da barba, mas diz que vale a pena, pois consegue faturar algo mais, cobrando R$ 100,00 por apresentação e assim garante um fim de ano melhor.
Mas em relação aos incômodos da roupa e do calor, ele diz ainda que existem alternativas, como não ficar por mais de três ou quatro horas com a roupa, sempre há um tempinho pra parar, tirar um pouco e hidratar, se não a jornada acaba por não ser cumprida corretamente. Para que tudo dê certo, o Papai Noel permanece sempre próximo ao ar condicionado.
A loja que o contratou diz que as pessoas ainda não entraram no clima natalino, mas esperam que isto aconteça a partir desta sexta-feira, com a maior proximidade da festa, pois esta é a esperança dos comerciantes. Os lojistas não enxergam outras alternativas para deixar o Papai Noel com um ar mais amazônico, pois só assim o publico se ente atraído, é diferente e incomum.
Preços e tradição ditam cardápio da ceia de Natal
Mesmo com a queda dos preços de produtos que compõem a ceia natalina em relação ao ano de 2008, as famílias santarenas sentem no bolso os altos custos da ceia de natal e procuram alternativas para diminuir os gastos. Segundo a FGV, Fundação Getulio Vargas, a ceia de natal do brasileiro terá este ano uma redução de 17% nos preços dos produtos classificados como complementos da ceia, notadamente os importados, mas esse cardápio pode ainda estar longe dos sonhos de consumo da maioria das famílias.
Enquanto existem famílias que procuram manter a tradição, outras famílias não estão muito preocupadas com a ceia tradicional, ou por falta de costume ou por economia. Alguns usam dos itens típicos amazônicos para a realização de sua ceia alternativa e justificam que o mais importante é estar reunido em família. No caso da família dos Oliveira a ceia é temática, eles se reúnem todos no sitio, trocam presentes, fazem o culto, e abusam de alimentos típicos do interior, como a galinha caipira, por exemplo, fugindo dos altos custos dos produtos natalinos, mas não deixando de confraternizar.
Já na ceia da família Viana tem que ter o peru, mas os demais complementos são alternativos, o preço é um dos fatores que fazem com que a família fuja do tradicional, mas também muitos na família não são adeptos a gastronomia tradicional natalina. Esta tem sido uma opção de muitas famílias santarenas, uma ceia mais regionalizada e que possa agradar ao paladar de todos que encontram-se na mesa.
Alguns ainda são adeptos a uma ceia tradicional. As famílias Sá e Amaral que se reúnem todos os anos para a tradicional ceia, não dispensam o peru e as frutas em sua mesa, mesmo com os custos altos as mulheres da família que sempre ficam encarregadas das compras e dos preparos dizem que ainda vale a pena um investimento maio pra reunir a família, mas também não dispensam alguns itens não tradicionais, itens mais regionalizados. Outra família adepta a ceia clássico são os Feitosa que costumam se reunir diante da mesa para uma ceia farta e tradicional, onde não pode faltar as frutas, o panetone, o peru, o pernil e claro a oração e a troca de presentes. E, para que a ceia seja assim a família costuma economizar e dividir os gastos.
Os principais produtos são encontrados nos supermercados da cidade com uma faixa de preço muitas vezes razoável, mas como justificaram muitas famílias, pelo fato de serem muitos familiares reunidos a quantidade tem que ser grande e acaba saindo dispendioso.
O panetone preferido das crianças pode ser encontrado entre R$ 5,89 e R$ 30,99, já o pernil o quilo sai em media de R$ 8,49, enquanto a media do preço do peru pode ser encontrado até de R$ 8,90 o quilo, e entre as frutas a mais cara são as nozes que não saem menos de R$ 51,00 o quilo, passo pelo damasco que pode ser encontrado por R$ 20,00, até chegar a alternativa mais em conta, as frutas cristalizadas que não saem mais de R$ 4,73 o quilo. Mas não podemos esquecer as uvas (R$ 7,99 Kg), as passas (R$ 19,00 Kg), o bacalhau (R$ 29,00 Kg) e o Chester (R$7,99 Kg).
Autonomia na tela da Tv Liberal
Nem parece que a TV Liberal e o jornal O Liberal pertencem ao mesmo grupo empresarial. A mesma linha editorial é que eles não seguem. O jornal dos Maiorana fez o possível e o não recomendável para reduzir o significado da cassação do prefeito Duciomar Costa: colocou a primeira notícia no pé da primeira página e a partir daí só abriu o noticiário com a posição do alcaide. Chegou ao cúmulo de denunciar na primeira página, como delito penal, o que foi um ato de improvisação dos membros da mesa da Câmara Municipal: abrir a sala para dar posse (embora indevida) ao novo prefeito, José Priante, do PMDB, aquele que foi sem ter sido.
Já a TV Liberal vem fazendo uma campanha de matérias sobre aquilo que se transformou em caso de calamidade pública: o serviço de saúde em Belém. As culpas abrangem os três segmentos do governo (federal, estadual e municipal), mas a ênfase tem sido nos postos municipais. Todos os dias há situações escabrosas para relatar sobre o descalabro no setor – e a TV Liberal está presente. Como se fez bem presente à cobertura do cassa-não-cassa de Duciomar. Um contraste brutal com o que sai (e, em especial, com o que não sai) nas páginas dos jornais impressos da família Maiorana, que começou a cobertura não anunciando o fato (a sentença do juiz), mas a defesa do prefeito.
Como explicar o paradoxo? Simples: os Maiorana continuam a mandar na administração e nas finanças da sua emissora de televisão, mas quem dita as regras sobre a cobertura jornalística é Álvaro Borges, o jornalista deslocado de Minas Gerais para atuar como interventor na redação da TV Liberal. Até um tempo atrás essa intervenção branca se limitava às pautas da rede. Estendeu-se depois à cobertura local. E agora atinge também os investimentos necessários para que os jornalistas tenham boas condições de trabalho: câmeras, carros, equipamentos e agora até um helicóptero.
De moto próprio, os Maiorana se recusavam a cumprir integralmente o esquema de aplicações cobrado pela Rede Globo. Quando o atendiam, era parcialmente. A emissora esteve próxima do sucateamento algum tempo atrás. Mas a direção da Globo endureceu e, baseada no faturamento que proporciona aos afiliados, por conta de sua esmagadora liderança no mercado nacional, e para conter a sangria de receita, destinada a outras mídias, exige qualidade, que se tornara matéria escassa no balcão de negócios da Liberal.
Agora as ordens de cima têm que ser cumpridas. Tanto para dar credibilidade ao noticiário da emissora, fazendo-o aproximar-se da realidade e assim se libertar da pasteurização a que fora submetido pelo excesso de matérias recomendadas (pelo departamento comercial ou pelo totem do chefe), como também para melhorar o aprumo formal das reportagens, que falhavam por causa do uso de equipamentos defasados ou saturados.
A completa atualização da TV Liberal ao padrão Globo desafiava a liquidez da empresa, sem recursos próprios para bancar todas as despesas necessárias. Mas o Jardim Botânico não pretende condescender: a afiliada que arranje os recursos para responder aos desafios. A alternativa não é romper o contrato de afiliação, o que nunca esteve em pauta, desde que Romulo Maiorana tirou a representação de Roberto Marinho da TV Guajará, da família Lopo de Castro, na metade da década de 70 do século passado. O risco pode ser o aparecimento de um grupo – com disposição e capital – que se apresente para assumir o negócio, com uma oferta vantajosa para todos.
Portal da floresta (Veja on line)
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Naufrágio: 9 corpos encontrados
Naufrágio: Superlotação
Naufrágios na região amazônica é tão corriqueiro que deveria não ser mais notícia. Se fosse um avião, certamente a imprensa nacional e internaciona estaria brigando para ver quem faria mais "furos" de reportagens.
As informações dão conta de que a referida embarcação estaria superlotada. suspeitei desde o início, mas serão as autoridades que vão fazer essas conclusões. Cadê as autoridades responsáveis que deixam esses barcos partirem com excesso de mercadorias e passageiros?
Se tivessem morrido 100 pobres, ainda assim, tal fato não comoveria as nossas autoridades, a não ser às vésperas das eleições, pois seriam 100 votos. É lamentável.
A morte por ganância
Quem é de fora, realmente estranha ao observar junto a orla da cidade aquele sem número de barcos ancorados a espera de cargas e passageiros. É o nosso ponto de ônibus para diversos destinos que margeiam nossos rios.
Como um exército de formigas lá vão eles chegando.
Os passageiros com suas malas, seus pertences, suas esperanças, seus ânseios, seus problemas, suas saudades.
Por outro lado outro exército de homens fortes e suados carregando nos ombros mercadorias para diversos destinos.
Todos são alojados.
Uns mais , outros menos apertados.
Chama atenção as centenas de redes esticadas ao longo dos barcos onde a grande maioria dos passageiros irá se acomodar até seu destino final.
Ao cair da tarde, lá vão eles já cheios de saudades mas ansiosos pela chegada no destino.
Mas, muitos deles no "olhômetro" dão a certeza e a sensação que estão acima do limite permitido. São muitas pessoas aglomeradas num dos pisos dos barcos.
Mesmo assim ele segue viagem.
Suas luzes desaparecem no horizonte pela imensidão do rio.
O aceno de muitos, o choro e o abraço de despedida ficam na beira na espera de ver o barco sumir nesse infinito.
No destino, o oposto. Mãos e olhos atentos no aguardo de entes queridos que muitas vezes fazem anos de distância e de saudades. A espera é agoniante, mas vale o sacrificio.
Os carregadores ajeitam seus carrinhos a espera da encomenda prometida.
Os ambulantes ajeitam suas guloseimas a espera da clientela que irá em breve desembarcar. É a féria do dia .
O tempo passa. As horas avnçam e o barco não chega.
A espera se transforma em sofrimento. A angustia se torna alflitiva.
Informações desencontradas. Pode ser que o barco quebrou.
Alguém chega com a noticia que ninguém quer ouvir e acreditar.
O barco virou. O barco afundou. O barco bateu e afundou. A tragédia aconteceu.
O chôro compulsivo pedindo a Deus pelo salvamento e pelo resgate.
Quem pôde se salvar, salvou. Quem pôde ser resgatado, o foi. Quem não conseguiu, é o fim.
Muitas vezes à espera de anos ao invés de chegar correndo, saltitando, sorrindo ao seu encontro para abraçá-lo, beijá-lo, dizer que lhe ama, que estava com saudades,
se tranforma apenas um corpo coberto por um lençol e a espera da identificação.
A irresponsabilidade de um, de dois, de alguns simplesmente destroem a vida de muitos por um punhado de dinheiro a mais.
O que era um sonho se transforma apenas num retrato na sala da casa e uma dor eterna e profunda no meio do coração que rasga a alma numa súplica de saudades.
O rio irá continuar seu destino, ora aguas mansas, ora revoltas, os homens da mesma forma irão continuar gananciosos a explorar suas travessias, conscientes que nada irá lhes afetar, nada irá lhes acontecer, porque quem morreu não foram eles, quem deioxu de viver não foram eles e nem seus parentes, o que importa na próxima viagem é faturar mais que a viagem anterior.
Trin-Trin próxima parada Santarém ...
(*) Aposentado e morador em Santarém.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Prorrogada inscrição e data do consurso do Iasep
As inscrições para o concurso público do Instituto de Assistência dos
Servidores do Estado do Pará (Iasep) foram prorrogadas até 12 de janeiro, informou a assessoria de imprensa da
Secretaria de Administração (Sead). A comunicação será publicada no Diário Oficial do Estado
nesta quarta-feira, 23.
Com a prorrogação, a dia da prova do concurso público do Iasep ficou marcado para 7 de fevereiro. O concurso do
Iasep vai ofertar 140 vagas para diversos cargos de nível médio e superior. Ele está sendo executado pela Fundação
de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), com supervisão da Universidade Federal do Pará.
A carga horária de todos os cargos é 30 horas semanais. As provas objetivas do concurso público serão realizadas em Belém.
Naufrágio: Respeito à ética e à dor de familiares não permitem divulgação de fotos de mortos
Mas não vai publicá-las em respeito à dor das famílias.
A exploração de fato macabro não encontra guarida neste espaço, aliás, assunto comentado pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, ao se referir à exposição de cadávares pelos jornais de Belém.
O Blog do Estado procurou cobrir esse trágico acidente com responsabilidade, revelando com exclusividade detalhes que acabaram sendo copiados por outros sites e emissoras de televisão de Santarém.
A equipe do Blog do Estado sabe de seu compromisso com a boa informação, mesmo em momentos críticos, como no caso desse naufrágio, mas jamais usará de baixarias para conquistar audiência, tais como exibição de cadáveres e mulheres em trajes sumários.
Naufrágio: Divulgada lista dos sobreviventes
Clique aqui.
Obras nos mercados não resolvem velhos problemas
Repórter
Os mercados Modelo e Municipal passam por reforma há cerca de 20 meses. A obra era para ser concluída em 120 dias, 4 meses, como consta na placa de divulgação da obra afixada no local. O atraso vem gerando discussões entre os vendedores ambulantes, principais interessados, que foram remanejados para a Praça Rodrigues dos Santos e arredores. De um lado a Secretaria Municipal de Abastecimento (SEMAB) atrasa a entrega, com o argumento de que faltam alguns ajustes e de outro os vendedores que não vêem à hora de retornar para o mercado.
Cláudio Neves, presidente do Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Santarém, diz que a reclamação dos ambulantes é por conta do excesso de dias atrasados da obra, além de algumas situações como a instalação dos boxes para cada tipo de atividade. Ele diz que, principalmente, os peixeiros estão sentindo-se prejudicados com o tamanho e a fragilidade da bancada destinada para os peixes.
O presidente do sindicato diz que em relação às condições estéticas e de higienização do mercado as instalações estão boas, mas em relação a adequar essas condições à realidade do trabalho dos vendedores foi que a SEMAB falhou. Ele informou que em reunião com os peixeiros, na última terça-feira (15) a SEMAB expôs um contrato de locação para ser assinado pelos vendedores e deu 'explicações' sobre o atraso e estrutura do prédio e dos boxes.
A entrega da obra do Mercado Municipal está atrasada por conta da instalação de energia dos boxes. Os pontos de energia totalizam 273, que precisam ser instalados individualmente em cada boxe. De acordo com o dono da construtora responsável em executar o projeto, a instalação elétrica está pronta, o que falta é a instalação dos 'relógios' e ligação da energia, ambas pela Rede Celpa.
Célia Henn, do setor de projetos e licitação da SEMAB, diz que 95% da obra estão prontos, mas não tem previsão para a entrega. Ela diz que faltam alguns ajustes para a inauguração do novo mercado, como, a ligação da energia.
Com medo de represália, alguns não quiseram se identificar. João (fictício) é ambulante de eletrônicos há muitos anos e disse que está ansioso para voltar a trabalhar no interior do mercado. Ele conta que trabalhar do lado de fora compromete as vendas, porque "muitas vezes os clientes não querem fazer compras no sol". O ambulante também diz que a permanência deles nas calçadas e na Praça Rodrigues dos Santos, prejudica o tráfego de veículos e de pedestres. "Os próprios pedestres reclamam do aperto e alguns deles compram com a gente", explica o ambulante.
Já seu Arivaldo Oliveira, vendedor de peixe há 30 anos, disse que não tem medo de represália e aceitou falar sobre o atraso das obras. Ele diz que as obras do mercado foram previstas para 120 dias e já faz 1 ano e 8 meses que os ambulantes estão em um lugar improvisado. Segundo seu Arivaldo, as bancas não apresentam mais condições seguras de uso. Além dessa reclamação, ele conta que os boxes que serão entregues aos peixeiros não estão de acordo com a realidade deles. "O balcão de inox é pequeno e muito "fraco", não vai agüentar a carga de peixe que a gente coloca na banca e a bancada da pia foi feita com uma pedra muito fina e não tem nenhum apoio embaixo dela. Ela vai arriar com o peso dos peixes", comenta seu Arivaldo.
Atraso compromete vendas de ambulantes, açougueiros e peixeiros
Salustiano Figueira Castro, membro da diretoria do sindicato dos ambulantes, diz que o atraso das obras já está comprometendo as vendas dos ambulantes, uma vez que o local para onde foram remanejados não as bancas foram construídas para suportarem 4 meses apenas e, já está sendo usado a 1 ano e 8 meses. "Nós temos que receber essa obra, devido o inverno estar às portas. Não podemos passar mais um inverno nesse local".
O presidente dos ambulantes diz que, mesmo faltando alguns ajustes, eles querem mudar para o mercado o mais rápido possível. As adaptações que serão necessárias fazer, segundo Salustiano, serão divididas entre os vendedores e concluíram para que o mercado funcione ainda este ano. Ele diz que a SEMAB não deu uma precisão na data de entrega do mercado.
Os vendedores de carne também estão inconformados com a demora, pois segundo eles, o local provisório onde estão vendendo sua mercadoria, já está em péssimas condições. "Não dá para passar mais um inverno aqui", diz seu Rui Barbosa, açougueiro.
De acordo com o açougueiro, no inverno passado a enxurrada passava pelo meio do barracão improvisado, alagando todos os boxes e gerando riscos de acidentes graves, como choques elétricos, com o contato da água e os aparelhos elétricos.
Seu Rui Barbosa diz que os vendedores querem respostas diretamente da prefeita. "Queremos falar com a prefeita, pois todos os representantes da prefeitura que vêm ao mercado falam a mesma coisa sempre e não dão respostas concretas", diz o açougueiro.
Ibama diz que Sema só quer fiscalizar atividades que rendem receitas
Repórter
Notícias de que o Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) realiza operações de fiscalização e autuação rotineiramente, todos conhecem. Mas que algumas dessas operações são de competência de outros órgãos ambientais que não cumprem o seu papel fiscalizador, isso não é divulgado.
Operações do instituto realizadas em meados de 2007 até meados 2008 foram embasadas por denúncias de que na região da rodovia Curuá-Una havia um tráfego intenso de transporte ilegal de madeira. Com a operação deflagrada no período, foram apreendidos aproximadamente mais de 80 caminhões madeireiros que faziam o transporte irregular de madeira sem nenhum tipo de documentação. Os caminhoneiros receberam o auto de infração e tiveram os caminhões e madeiras apreendidas.
Bruno Iespa, Chefe da Divisão de Controle de Fiscalização (DICOF) do IBAMA, diz que a partir dessa operação, vez ou outra, é feita fiscalização ao longo da rodovia. Mas informa que essa é uma competência da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), uma vez que o órgão licenciador passou a ser estadual. "O papel de fiscalizar aquela área é o Estado, a (SEMA)", comenta.
Bruno diz que o licenciamento já é bem definido em relação às áreas ambientais, os licenciamentos mais locais são de competência dos municípios, que já estão fazendo convênios com o Estado. No âmbito estadual, naturalmente, é competência do Estado. "Alguns estados da federação já tem suas incumbências em relação aos licenciamentos", explica o chefe da DICOF.
"Na fiscalização você não colhe os 'louros' como nos licenciamento. Quando um órgão licencia uma atividade existem as taxas que são recolhidas. Agora, na fiscalização é diferente, o órgão fiscalizador atinge o bolso do contribuinte, além do que, a fiscalização acaba não angariando recursos. É um trabalho oneroso para os cofres públicos".
Bruno diz que talvez seja por isso que os estados acabam não assumindo seu papel.
EMBARCAÇÕES REGIONAIS DEVEM PERMANECER NA ORLA DA CIDADE
Everaldo Martins afirma que a proposta do governo é de que o novo terminal funcionará com operações de cargas e passageiros. Diferentemente de Hilário, que defende a utilização do novo terminal como um porto exclusivo de cargas.
Hilário argumenta que a área onde está sendo construído o novo terminal fluvial tem características de embarques de cargas. Para o titular da SEMOP, os terminais de passageiros caberiam ao longo da orla da cidade, cuja definição no plano diretor participativo de 2006 é de uso recreativo-paisagístico, trecho compreendido entre a Travessa Frei Ambrósio e Avenida Borges Leal, no bairro da Prainha.
Hilário diz que a criação de terminais exclusivos de passageiros não compromete o uso da orla para qual foi destinado, conforme o plano diretor de 2006. Para ele, o que interfere é a ocupação de passageiros, cargas e carregadores ocupando o mesmo espaço.
Everaldo confirma que após a concretização das obras do Novo Porto da Prainha, na área da antiga Tecejuta, as embarcações de grande porte, que fazem as linhas interestaduais e intermunicipais migrarão do terminal provisório da Praça Tiradentes para o local do novo porto.
Enchente dos rios começou dia 1O
repórter
A grande vazante dos rios na Amazônia este ano afetou negativamente a vida de muitos ribeirinhos. Mas com a chegada das chuvas para a região, o nível dos rios começa subir. Conforme dados da Delegacia Fluvial de Santarém, na última quinta-feira (17), o Rio Tapajós marcava 1 metro e 80 na régua da Agência Nacional das Águas (ANA), régua que a Marinha utiliza para medir o nível das águas.
Em comparação ao mesmo período do ano passado, a régua media 3 metros e 20 centímetros o nível do Tapajós. Uma diferença de 1 metro e 40 centímetros.
De acordo com o Comandante Evandro Souza, delegado da Marinha, o nível começou a subir mesmo após o dia 10, em decorrência das chuvas que caem na região. O comandante conta que em ocasião de uma viagem que fez à Itaituba, na primeira semana de dezembro, o nível do rio estava baixo ainda sob influência do período de estiagem na região, mas a partir da segunda semana do mês, no seu retorno à cidade, percebeu que os temporais que caíram na região estão contribuindo para a subida do rio.
As chuvas que têm caído na região ainda não caíram com toda força em Santarém, apenas alguns chuviscos dão sinal de que o clima está mudando e a região oeste já começa a viver os tempos de inverno amazônico. É certo que esse ano, devido a grande cheia dos rios, a vazante chegou com um certo atraso e conseqüentemente o retorno do inverno também sofrerá esse atraso.
Edson Oliveira, comunitário de Piracauera, diz que aproveita bem as duas estações do ano, mesmo com as dificuldades peculiares de cada uma. No verão, com a estiagem, o lago seca, dificultando a navegação no interior da comunidade onde mora, ele diz que tem de deixar sua bajara na beira do rio Amazonas correndo o risco de roubo, ou de ser levada pelo fenômeno das terras caídas. Mas em compensação, ele aproveita o verão para plantar e colher alimentos que tem uma produção mais rápida, como, milho e melancia.
No inverno, com a cheia há a possibilidade de submersão das casas igualmente como aconteceu com várias comunidades ribeirinhas, no inverno passado, cujas casas foram levadas ou inundadas pelas águas, em contrapartida ele diz que a pesca durante o período é melhor e mais acessível. "quando enche, tem mais peixe", comenta. E a navegação no interior das comunidades é bem mais fácil e rápida.
Naufrágios na Amazônia continuam ceifando vidas
Ontem, o barco Almirante Barroso, adernou próximo a Monte Alegre. Até o momento foram contabilizados 5 mortes, mas o número pode passar de dez, pois seis pessoas estariam presas no interior da embarcação.
Tapajós reassume a Câmara
Sangue impresso
Lúcio Flávio Pinto
A vendagem do Diário do Pará ainda não atingiu o nível que a empresa gostaria de alcançar para começar a divulgar os resultados dos boletins de auditagem do IVC (Instituto Verificador de Circulação). A tiragem não cresceu desde que o Diário se filiou ao IVC, aproveitando-se da saída desonrosa de O Liberal, que se desfiliou na véspera da chegada a Belém de uma equipe encarregada de verificar se o jornal dos Maiorana continuava a fornecer informações falsas sobre sua tiragem.
Talvez por causa dessa estagnação, o Diário voltou a usar e abusar da publicação de fotos sensacionalistas sobre cadáveres no seu caderno de polícia, para atrair a atenção dos compradores. Estava se aproveitando da demora em ser intimado da decisão tomada pelo juiz Marco Antônio Castelo Branco, da 2ª vara da fazenda da capital, que reajustou para 20 mil reais por dia a multa a ser imposta ao jornal pelo descumprimento de sua sentença. O juiz recebeu uma ação civil pública proposta no ano passado pela Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos e Movimento República de Emaús contra os abusos do jornal na divulgação de fotografias de cadáveres. A intimação do jornal ocorreu na semana passada.Naufrágio: uma família destruída
Infelizmente, mais uma tragédia soma-se ao grande número que integra a história da Amazônia.
Será que essa embarcação atendia as normas de segurança?
Lamento muito por termos perdido alguns amigos da região do Vale do Jari, em especial o professor Eronildo, sua esposa e sua filhinha.
Os três corpos já foram encontrados, ou seja, uma família inteira destruída.
Médicos do Hospital Regional entram em greve
Quem chega é avisado que o funcionamento do hospital está suspenso para novas internações ou liberação de exames.
Apenas os pacientes internados recebem assistência pós-operatória.
Os médicos do regional estão em greve porque ainda não receberam o salário de novembro.
Esta é a terceira vez que os médicos paralisam as atividades desde que o Hospital Regional foi inaugurado.
Naufrágio: 5 corpos encontrados, 94 sobreviventes e pelo menos 6 pessoas desaparecidas
Somado aos cinco mortos, o número de vítimas fatais ainda pode crescer, pois pelo menos seis pessoas estariam desaparecidas( o comandante da embarcação, dois maquinistas, dois tripulantes e uma mulher).
Agora há pouco, a Polícia Militar de Monte Alegre divulgou a lista com os nomes de 94 sobreviventes. Mas o nome de um rapaz que pilotava o barco em substituição ao comandante -que dormia no camarote na hora do naufrágio -, não consta dessa relação. Ele sobreviveu, mas fugiu do local com medo de represálias.
Quatro dos cinco corpos localizados ainda durante a madrugada estão no necrotério de Monte Alegre. O corpo de uma criança foi levado para Parinha.
Naufrágio do barco Almirante Barroso já teria 7 mortes
As informações são do repórter Erton Miranda, do jornal Tribuna da Calha Norte, que está neste momento na hidroviária de Monte Alegre.
Segundo o repórter, dos sete passageiros mortos, dois são de uma mulher e de uma criança, ambas de Prainha. Somente o corpo da mãe será removido para Monte Alegre.
Segundo apurações de Erton, o barco transportava mais de 100 passageiros. Já foram resgatados com vida 97 pessoas, que estão sendo levadas para Monte Alegre no barco Miranda Dias.
Um outro barco menor está levando alguns passageiros com estado de saúde agravada pelo naufrágio e deve chegar em Monte Alegre daqui a uma hora. O Miranda Dias é esperado por volta do meio-dia.
Projeto de bio-álcool em Santarém
O projeto de Inclusão Sócio-produtiva será desenvolvido com apoio e parceria de mais dez secretarias de estado e outros órgãos do governo, como o Banpará e a Adepará. Vai ampliar as competências de indivíduos e aumentar a capacidade familiar por meio da educação, da cultura e principalmente da qualificação e capacitação para o trabalho, com inclusão sócio-produtiva, e a promoção da autonomia delas para a produção e emancipação socioeconômica individual, das famílias e das comunidades.
(Com informações da Agência Pará)
Barco naufraga no rio Amazonas
Segundo informações preliminares, o barco transportava 85 passageiros e tripulantes.
Um casal de idosos está desaparecido e uma criança teria morrido no naufrágio. Os demais passageiros foram resgatados e levados para uma fazenda.
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O acidente, segundo o site G-1
O barco motor, chamado Almirante Barroso, com capacidade para cerca de cem pessoas, fazia o trajeto Monte Dourado, Almeirim, Prainha e Monte Alegre. O acidente aconteceu quando a embarcação seguia de Prainha para Monte Algre, numa localidade conhecida como Farol do Peregrino. É investigada a hipótese de o barco ter batido num banco de areia.
Segundo os bombeiros, a comunicação do acidente às autoridades foi feita pelo proprietário do barco, que estava em Santarém, às 2h25 desta terça. O dono teria recebido as informações por telefone de um tripulante, que contou que o acidente ocorrera por volta das 22h.
Segundo o major Lima, ainda não há dados sobre se a embarcação estava em situação irregular ou não.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A redivisão do Pará: um bem
Lúcio Flávio Pinto
Foi induzido ao erro quem, surpreendido pela manchete de capa de O Liberal, passou a considerar iminente o desmembramento de um quarto do atual território do Pará (280 mil quilômetros quadrados) para nessa área constituir um novo Estado, o de Carajás. O projeto foi apenas aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde estava desde 2007, quando foi apresentado pelo senador Leomar Quintanilha. É provável que a iniciativa venha a ser aprovada no plenário da casa, já que 33 senadores a subscreveram dois anos atrás. Mas ainda passará pela comissão técnica e pelo plenário da Câmara Federal, onde a aprovação é considerada problemática, na melhor das hipóteses para os defensores do novo Estado.
Ultrapassada a barreira do Congresso Nacional, começará a fase do plebiscito. Os pró-emancipação, porém, ou ignoram as normas legais específicas ou agem de má-fé: a população “diretamente interessada” a ser ouvida não é apenas a que mora nos 38 municípios do sul e sudeste do Pará que constituiriam o Estado de Carajás; o plebiscito terá que abranger tanto a população do território que se pretende desmembrar “quanto a que sofrerá desmembramento”, conforme a lei que regulamentou a matéria, sancionada em novembro de 1998 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Se os emancipacionistas vencerem, será a vez de propor lei complementar para a criação do novo Estado, a ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas levando em conta as informações que lhe forem prestadas pela Assembléia Legislativa do Pará.
O caminho, portanto, além de ainda ser muito longo, é pedregoso. Os defensores do retalhamento territorial do Pará terão que fazer proselitismo em todo o Estado para convencer a população a aceitar a redivisão. A população de Carajás é menor do que a da área metropolitana de Belém, onde a posição dominante é contra a separação. No oeste os separatistas deverão ter vantagem, mas nas demais áreas ficarão em minoria. Nessa correlação de forças, o mais provável é que percam o plebiscito, uma possibilidade que também parece prevalecer na composição da atual Assembléia Legislativa.
Os fogos soltados em torno da aprovação do projeto no Senado são, por enquanto, de artifício. Mas a realização do plebiscito pode ser o caminho mais certo para colocar o debate sobre a fisionomia territorial do Pará sob novos parâmetros, afastando o bate-boca inócuo que tem sido travado até agora. Pode ser que a ameaça de um fato concreto sirva para alertar os paraenses para a importância de encarar a questão com a seriedade – e a conseqüência – que ela merece. Não com mero passionalismo ou pelo impulso de interlocutores incompetentes ou de má fé.Governadora diz que criminalidade não se vence sem políticas públicas
A governadora Ana Júlia Carepa disse que, até março de 2010, a segurança no Pará vai contar com o trabalho de mais de 1.300 policiais militares, admitidos por meio de concurso público. Em entrevista, nesta segunda-feira (21), no programa Bom Dia Pará, da TV Liberal, ela confirmou os investimentos que o governo já fez na área da segurança, com destaque para a realização de concursos públicos e aquisição de novas viaturas e armamentos. "Nós temos um efetivo policial muito maior, com mais equipamentos e melhores condições de combater a violência", disse a governadora.
No entanto, sem as políticas públicas que o governo implementou não será possível vencer a criminalidade, disse Ana Júlia. Ela informou que o programa Bolsa Trabalho já capacitou mais de 40 mil jovens, sendo que 15 mil já tiveram acesso ao mundo do trabalho. O Projovem, outro programa executado pelo governo estadual, capacita atualmente 8 mil jovens. Para a governadora, sem esses programas fica mais difícil superar o problema da violência. "A violência tem de ser combatida nas duas direções: com repressão e prevenção", defendeu.
Questionada sobre a área da saúde pública, Ana Júlia Carepa afirmou que "a mudança é concreta", mas reconheceu que "não é simples", dado o tamanho do estado. "Lamento a morte de qualquer cidadão e cidadã no estado, mas essa situação não é de agora", disse ela, referindo-se às notícias veiculadas pela imprensa, que mostram pessoas sendo atendidas precariamente e até morrendo sem atendimento adequado. Como exemplo de melhoria na saúde, a governadora informou que o governo está implantando o acelerador linear no hospital Ofir Loyola.
"O local onde ele (o acelerador) será instalado não é uma construção qualquer. É um local que, desde o projeto, tem de ser aprovado pela comissão nacional de energia nuclear", disse Ana Júlia, ao informar que em janeiro o aparelho estará à disposição dos pacientes do Ofir Loyola. Ela disse também que o governo está adquirindo aparelhos novos para a UTI do hospital, que não recebia investimento há muitos anos. "Nós estamos fazendo a transformação. Agora essa mudança não é fácil porque ficou muito tempo sem acontecer".
Ana Júlia Carepa também deu informações sobre o hospital de Breves, no Marajó, que está sendo construído pelo governo. Ela disse que o projeto original teve de ser modificado e que a unidade será inaugurada em 2010. Mesmo com a inauguração do hospital de Breves, os problemas de locomoção e transporte de pacientes ainda será um desafio, disse a governadora, que falou sobre a gestão da saúde no estado e da responsabilidade das prefeituras. "Hoje, todos os prefeitos recebem recursos diretos do governo do estado", disse Ana Júlia, ressaltando que o governo apoia as prefeituras na gestão da saúde básica.
A divisão do Pará(II) - Quem é quem na bancada paraense
Senadores
José Nery (PSOL) - contra
Flexa Ribeiro(PSDB) - a favor
Mário Couto(PSDB) - indefinido
Deputados federais
Paulo Rocha(PT) - a favor
Beto Faro(PT) - contra
Zé Geraldo (PT) - contra
Lira Maia (Dem) - a favor
Vic Pires Franco(DEM) - contra
Zequinha Marinho(PSC) - a favor
Giovani Queiroz(PDT) - a favor
Bel Mesquita(PMDB)- a favor
Jader Barbalho(PMDB0 - a favor
Asdrúbal Bentes (PMDB) - a favor
Elcione Barbalho (PMDB) - indefinida
Lúcio Vale(PR) - contra
Valdimir Costa(PMDB) - indefinido
Wandenkolk Gonçalves (PSDB) - a favor
Nilson Pinto(PSDB) - a favor
Zenaldo Coutinho(PSDB) - c0ntra
Gerson Peres(PP) - contra