quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Morre Joaquim da Costa Pereira, diretor-presidente da Tv Tapajós

Do Espaço Aberto:

Santarém perdeu nesta quarta-feira um de seus maiores empresários.Morreu vítima de uma parada cardiorespiratória, por volta das 4h da madrugada, no Hospital Porto Dias, em Belém, onde estava internado desde o dia 27 de dezembro passado, o empresário Joaquim da Costa Pereira (na foto, do site NoTapajós).
Tinha 80 anos.Notabilizou-se com um dos maiores comerciantes da região oeste do Pará, mas seus negócios se concentravam em Santarém.
Era diretor-presidente da TV Tapajós, que retransmite a Globo em Santarém.
O corpo chega a Santarém na tarde desta quarta-feira e será velado durante todo o dia. O sepultamento deve ocorrer na manhã de quinta-feira (7).
Joaquim Pereira deixa seis filhos – Joaquim Cardoso, Vera, Nivaldo, Vânia, Joaquim Filho e Donaldo -, aos quais o blog transmite, bem como aos demais familiares, as suas mais profundas e sinceras condolências.

Abaixo, um pouco da vida do empresário, que você pode ler aqui.

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Uma história de luta e vitóriasJoaquim da Costa Pereira nasceu em Santarém, no dia 30 de outubro de 1929. Ele era o filho mais novo de uma família de 8 filhos. Sua vida de trabalho começou cedo. Aos 12 anos ele já ajudava ao pai ferreiro mecânico nos serviços leves da oficina. Aos 15 anos, percebeu sua vocação para o comércio e investiu em um pequeno negócio de couro. No ano de 1946 montou sua primeira empresa varejista, a Costa Pereira e Cia, que comercializava estivas em geral.Suas relações comerciais evoluíram culminando com a criação das firmas J. Costa Pereira e Bar e Fábrica de Gelo São Joaquim, ambas as empresas visavam o abastecimento dos moradores das áreas ribeirinhas de Santarém. A garra e o espírito empreendedor tornaram-se marcas registradas de Joaquim Pereira, que com o passar dos anos investiu nos mais diversos setores do comércio e no ramo das comunicações. Ele chegou a presidir um grupo de 15 empresas compostas de concessionárias de veículos, locadoras de carros, lojas de ferragens, material elétrico e construção, material de garimpo, gráfica, construtora, presentes finos, jornal, rádio e televisão.Boa parte da juventude de Joaquim Pereira foi dedicada ao trabalho. Para o empresário os melhores anos e produção de um homem são quando existe entusiasmo e saúde. Em diversos momentos trocou o lazer pelo ofício. Aproveitou um dos ciclos mais importantes da economia da região, o do ouro, para formar um patrimônio que lhe permitisse tranqüilidade no futuro. “Aprendi desde cedo que a lei da prosperidade é ganhar muito e gastar apenas o necessário. Sempre pratiquei essa filosofia”, dizia.O primeiro jornal impresso em Santarém ‘O Tapajós’ que funcionou de 1986 a 1994 também foi fundado por Joaquim Pereira.Dentre seus investimentos destaca-se o Sistema Tapajós de Comunicação, composto pela TV Tapajós, emissora geradora afiliada a Rede Globo, a Rádio Tapajós/ 94 FM e o Portal Notapajos.com, afiliado a Globo.com. Nos negócios contou com o apoio dos filhos e principalmente de sua esposa Dona Vera Pereira.

Retrospectiva 2009 - Janeiro


Belém não será sede da copa de 2014, diz Juca Kfoury

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, passará por São Paulo neste meio de semana, será recebido por José Serra e, provavelmente, anunciará o óbvio:
São Paulo será a sede da partida inaugural da Copa de 2014 e Manaus será a sede amazônica da Copa, deixando Belém de fora.
Tudo porque Manaus é a capital amazônica mais conhecida no mundo e porque São Paulo, apesar das pretensões de Brasília e Belo Horizonte, é a cidade economicamente mais importante do país.
Pesa, ainda, o favoritismo de Serra nas próximas eleições presidenciais.
Sempre é bom agradar aquele que poderá estar no cargo durante a Copa.

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Greenpeace distorce dados sobre efeitos de grãos

Miguel Oliveira
Repórter


A Organização Não Governamental Greenpeace lançou uma campanha anti-produção de grãos em Santarém. O mapa comunitário da soja lançado sexta-feira(16) a bordo do navio Artic Sunrise expõe os supostos impactos da produção de soja na região, mas trata-se, na verdade, de um conjunto de falsas informações que não encontram amparo na realidade.
Dois locais apontados pelo Greenpeace como exemplos de ocorrência de êxodo rural por causa da produção de soja no planalto - Poço Branco e Paca - tiveram redução temporária de população por falta de infra-estrutura rural. Em uma delas, em Poço Branco, tão logo a rede de energia elétrica foi instalada, há 2 anos, a população voltou às antigas posses. No igarapé do Paca, a população deixou o local por causa da falta de estradas, água e energia.
Outra informação que desmente parcialmente o mapa do Greenpeace é o número de alunos matriculados em escolas do planalto santareno. Em 2000 havia 185 estudantes matriculados nas escolas da localidade de Tabocal e esse número hoje ultrapassa a 1.500. O mesmo ocorre em Boa Esperança, Mojuí dos Campos e Jacamim.
Segundo o site Ecoamazônia , além de desmatamento, o Greenpeace diz que foram mapeados vários outros problemas associados à soja, como igarapés assoreados ou contaminados por agrotóxicos, acessos tradicionais bloqueados pelas plantações e desaparecimento de comunidades tradicionais. Mas segundo dados do IBGE, a população rural de Santarém vem aumentando desde o início da produção de soja em Santarém e região.
A partir de 2000, com o início da produção de grãos em larga escala, a população rural de Santarém voltou a crescer, chegando, no ano passado, ao mesmo número de 28 anos atrás.
O estudo "Informações Municipais 2008", da Secretaria de Planejamento do município de Santarém, mostra que em 1980 a zona rural de Santarém possuía 80.293 moradores, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na década de 80, houve um pequeno aumento do número de moradores, chegando a 85 mil em 1990. A década de 90 foi marcada por uma verdadeira fuga do campo, ocasionada principalmente pelo abandono das terras pelos agricultores, que partiram em busca de ouro nos garimpos da região. A significativa redução da população rural fez com que em 2000 o número de moradores fosse de 76.242.
Foi no início desta década que foram dados os primeiros passos para a lavoura de grãos em Santarém, marcando também o início de uma curva ascendente do número de moradores no campo. De 2000 até o ano passado, segundo os dados do IBGE, houve um aumento gradual e contínuo da população rural, chegando, no ano passado, a 80.765 moradores. Em números absolutos, um pouco mais do que em 1980, mas naquela época, Santarém possuía um território maior, vindo a perder depois o que hoje são os municípios de Placas e Belterra, que juntos têm mais de 30 mil habitantes.
Se os dois municípios que conseguiram a emancipação política em 1994 ainda fossem território de Santarém, a população rural do município seria superior a 100 mil habitantes, quase a de da população total de hoje. Segundo o IBGE, no ano passado a população total do município de Santarém chegou a 278.118 moradores, sendo que 197.353 moram na zona urbana, o que corresponde a 69% da população total. A população rural aumentou não somente em números absolutos, como também em termos percentuais. Em 2005 correspondia a 29% da população, chegando a quase 32% em 2007.
A secretaria de Planejamento de Santarém reconhece que a retomada da produção agrícola tem influência no aumento da população da zona rural nos últimos sete anos, e acrescenta a isso as políticas públicas voltadas para as famílias que moram no campo. A partir de 2003 houve um aumento da força de políticas federais como o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), que financia a produção agrícola familiar e aumentou o aporte de recursos para a região. Outra política que têm forte influência nesta questão é o programa Luz Para Todos, que tem levado energia a dezenas de comunidades rurais santarenas nos últimos anos.
Algumas comunidades deixaram de existir em virtude da migração dos moradores e escolas pararam de funcionar por falta de alunos. Mas estas famílias continuam morando na zona rural, em outras localidades.

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A poluição tecnobrega

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


Já houve criação humana mais horrorosa em matéria de música do que o tecnobrega? Eu não conheço. A rigor, esse gênero nem pode ser enquadrado na condição de música. Não tem harmonia nem melodia. O ritmo é tão pobre quanto o de um bate-estaca. Uma voz esganiçada geme como se tivesse dado uma topada. Uma voz eletrônica interrompe o – digamos assim – cantante para anunciar qualquer coisa. Ao fundo, um ruído eletrônico remete o ouvinte à cacofonia do inferno. Quem submete seu ouvido a essa monocórdia repetição de um cantochão primal jamais virá a saber o que é música.
Servir de cenário para o surgimento dessa monstruosidade antimusical não consagra de vez o Pará como a terra do barulho e Belém como a sua lídima capital? De fato, o paraense tem uma propensão natural para ouvir música, cantar e dançar. A vertente verdadeiramente musical dessa tradição fecundou compositores, músicos e cantores em atividade como Nilson Chaves, Vital Lima, Alcyr Guimarães, Sebastião Tapajós, Nego Nelson, Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Andréa Pinheiro e muitos outros.
Mas outra vertente foi progressivamente empobrecendo uma matriz que já era limitada. A música paraense de raiz é monótona, repetitiva, dominada pela marcação do ritmo, que cada vez mais sufoca as outras partes (mais relevantes) da composição. Ouve-se com deleite três números de carimbó. A partir daí, a exaustão vem rápido. Um disco inteiro de carimbó demarca na audição a exigência de quem ouve. Uma festa só de brega é passaporte para o rebaixamento do gosto. Uma única música de tecnnobrega é tortura auditiva. Com o som estourando o registro dos decibéis, é poluição humana certa.
A cidade é tomada todos os dias e inundada nos fins de semana por essa agressão de barulho, que também dá sua contribuição à violência geral. Contando, para a consumação do crime, com o disfarce da cultura popular. A tolerância geral para esse tipo de maneirismo não minimiza a gravidade da agressão. Só a torna menos perceptível. E, justamente por isso, mais letal. Corrói aos poucos, aniquila a sensibilidade, deforma o gosto.

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Usina colonial: é Belo Monte

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós


Talvez a projetada hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, se torne única na história da energia em todo mundo: o custo da geração irá superar o da transmissão. Jorge Palmeira, presidente da Eletronorte, diz que a obra da usina sairá por valor “superior” (não diz em quanto) a seis bilhões de reais. Já a linha de transmissão custará R$ 7 bilhões. Em geral, a hidrelétrica é muito mais cara do que a sua linha. Por que a diferença?
Belo Monte foi concebida para gerar energia para consumidores que estão a grande distância e não para atender demanda local. Suas linhas de transmissão poderão chegar a três mil quilômetros de extensão para que ela atinja os mercados mais eletrointensivos do país. Como o pacote completo do projeto, superando R$ 13 bilhões, dificilmente atrairia interessado e ainda exporia o seu custo a críticas, a obra foi dividida em duas partes e assim será licitada (ainda neste semestre, na expectativa da estatal).
Como se trata de um projeto colonial, de transferência de energia bruta para transformação em outro local, o que acontecerá é que essa linha de transmissão será quase só de mão única. No período úmido, quando chover bastante no vale do rio Xingu, ela remeterá para o sul uma enorme quantidade de energia, que a Eletronorte continua a dizer que chegará a 11 mil megawatts (um terço a mais do que a potência máxima de Tucuruí).
No período seco, quando não haverá água suficiente, em algum momento sequer para movimentar uma só das 20 máquinas da casa de força da usina, não virá por esse linhão a energia do sul, que estará em período hidrológico favorável, através do sistema integrado nacional. Por quê? Porque não haverá demanda significativa em torno de Belo Monte, típico projeto de enclave e não de desenvolvimento, para absorver a carga justificável para transferência em alta tensão por essa distância.
Se o que a Eletronorte diz for verdadeiro, mesmo em certos momentos do verão no Xingu, quando poderá estar gerando de 800 a até mil MW, Belo Monte continuará a ser um sangradouro de energia do Pará se não surgir empreendimentos produtivos associados à oferta abundante de energia. Por enquanto, essa relação não foi estabelecida. O que existe são conjecturas e especulações. Ou, quando muito, intenções não consolidadas.
Se Belo Monte sair, o Pará se tornará o maior exportador de energia bruta do Brasil (é o 3º no momento). Talvez do mundo. Não é um título que nos honre, muito pelo contrário. Estará mandando para outros lugares um dos principais insumos do desenvolvimento para se subdesenvolver cada vez mais.

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Remo humilhado dentro do Baenão pelo São Rainundo

Do Amazônia:

Um jogo para ser esquecido pelo torcedor do Remo. Em uma tarde desastrosa, o time azulino tomou uma goleada histórica e sucumbiu em casa, diante de um Baenão atônito, por 5 a 1, diante do São Raimundo. Hélcio (2), João Pedro (2) e Michel anotaram no confronto de ontem e colocaram o time santareno na liderança do Campeonato Estadual, com três pontos. O zagueiro Filho, contra, fez o único do Leão, que inicia a competição estadual na lanterna da tabela de classificação, com saldo negativo de quatro gols. A humilhação só não foi maior devido às defesas do goleiro Adriano.
Esta foi a maior goleada sofrida pelo Remo em casa diante de uma equipe de porte mediano. A última vez que o Remo foi derrotado por um placar tão elástico foi em 1984, justamente contra outra equipe interiorana, o Izabelense, quando levou 4 a 1, no Baenão. Esta também foi a maior goleada na história aplicada pelo São Raimundo em um Paraense.
Depois da partida, o volante Beto arriscou alguma resposta sobre o resultado catastrófico em casa, que lançou a equipe em uma crise logo no início da temporada: 'A defesa se desconsertou de uma maneira que eu não sei o que aconteceu, mas posso prometer para o torcedor que isso não vai mais acontece', lamentou. De cabeça cheia com a goleada, o Remo tenta esquecer o fiasco no Baenão na primeira rodada. Na quarta-feira, o Leão Azul volta a campo contra o Time Negra, de novo no Baenão. No mesmo dia, o São Raimundo enfrenta o vice-líder Águia, em Parauapebas.
O jogo - A partida começou com um lance de perigo do atacante Hélcio logo aos dois minutos. Michel recebeu lançamento na direita e ergueu a bola na área. Ela passou por todo mundo e saiu pela linha de fundo. O lance foi apenas um dos muitos que viriam pela frente. O Remo até tentou ir para cima do São Raimundo, mas estava com dificuldades de criar as jogadas. Com isso, era uma questão de tempo para que time visitante assinalasse o primeiro gol. Aos quatro minutos, o ex-azulino João Pedro aproveitou falha grotesca do trio de zaga remista e cruzou para a entrada de Hélcio, que só teve o trabalho de tocar de pé direito para estufar a rede: 1 a 0.
O Remo, mesmo sem nenhuma organização ou força ofensiva, ainda teve a chance de igualar o placar. Aos 13, Levy cobrou falta na área e Bruno Sá cabeceou para o gol. Mas o árbitro anulou o lance ao marcar impedimento do zagueiro. Aos 17, o Leão tomou um novo golpe. Michel puxou rápido contra-ataque pela direita, tabelou com João Pedro, e bateu na saída de Adriano: 2 a 0.
Após levar o segundo gol, o Remo sofreu a primeira mudança. Flávio Campos desarmou o 3-5-2, sacando o inseguro zagueiro Bruno Oliveira e mandando a campo o baixinho Gegê. A tentativa de ir para cima do adversário, no entanto, ficou só na vontade. Antes do encerramento da etapa inicial, o Remo ainda sofreu o terceiro gol, aos 44 minutos. Hélcio recebeu sozinho na área, esperou a saída de Adriano e tocou por cima: 3 a 0.
Pensando na reação, o técnico Flávio Campos tratou de mexer no time logo no começo do segundo tempo. Ele colocou a equipe mais para frente com as saídas do meia Franklin e do atacante Bruno Andrade para as entradas, respectivamente, do meia-atacante Ramon e do atacante Marcelo Marciel. Mas, apesar das mudanças, o que se viu no Baenão foi uma avalanche alvinegra. Aos três e aos cinco minutos, Michel apareceu com muito perigo na área azulina, mas pecou nas finalizações. Aos nove, porém, não houve salvação: após jogada de Hélcio pela esquerda, João Pedro apareceu sozinho e bateu certeiro: 4 a 0.
O segundo tempo só não foi um fiasco total para o Remo pois o time conseguiu marcar o seu gol de honra e ainda ameaçar o gol de Labilá em duas outras oportunidades. E ainda assim o gol azulino só saiu com a ajuda da defesa adversária. Aos 12, Gegê levantou bola na área e o zagueiro Filho, de cabeça, acabou marcando contra. 4 a 1.
Depois de marcar seu único gol, o Remo até se animou para tentar diminuir um pouco mais o vexame, mas o São Raimundo tratou de consolidar o chocolate para cima do Leão. Aos 27, João Pedro cobrou falta no canto direito de Adriano: 5 a 1.
O Remo, abalado por este último golpe, sumiu em campo. Já o time visitante, bem posicionado na defesa, saia sempre em perigosos contragolpes. Em um deles, aos 38, Hélcio, que voltou a aparecer livre na área, quase marcou o sexto. Para seu azar, a bola bateu na trave direita e Adriano afastou para escanteio, evitando uma maior humilhação.

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Inadimplência dos consumidores cresce 8% em 2008, diz Serasa

Da Folha News:

A inadimplência dos consumidores apresentou crescimento de 8% em 2008 sobre o ano anterior, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência de Pessoa Física. É o crescimento mais alto desde 2006, quando ficou em 10,3%. Em 2007, a alta foi de apenas 1,7%. Em dezembro, a inadimplência apresentou crescimento de 2,5% sobre novembro e de 12,8% sobre o mesmo mês de 2007.
Segundo os técnicos da empresa de análise de crédito, a alta refletiu "a diminuição da renda disponível dos consumidores, que foi afetada pela inflação nos itens básicos, pelo crescente endividamento por parte da população em prazos mais longos, pela elevação dos juros desde abril e pela piora das condições de crédito no último trimestre do ano.

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Lula afirma que imprensa faz mal ao seu fígado, diz revista

Da FolhaNews:

Alvo de críticas diárias da imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admite, em entrevista veiculada na edição de janeiro da revista "Piauí", que sua relação com jornalistas não é das melhores. Na entrevista, o presidente afirma que a imprensa lhe faz mal ao fígado, mas reconhece que a liberdade dos meios de comunicação foi um dos responsáveis pela sua ascensão à presidência.
Lula conta que evita ler notícias em jornais, sites e revistas. "Porque eu tenho problema de azia", afirma o presidente na entrevista.
De acordo com a revista, o presidente diz que se informa diariamente pela manhã em conversas com o ministro Franklin Martins (Comunicação Social). "Quando sai alguma coisa importante, a Clara [Ant, assessora especial do presidente] ou o Franklin me trazem o artigo, ou mesmo o vídeo de uma reportagem de televisão", diz Lula.
A distância das notícias também é mantida por Lula nos fins de semana, quando ele, segundo a entrevista, também mantém os políticos longe e prefere pescar, jogar cartas e conversar com filhos e amigos. "Recomendaria a qualquer presidente que se afaste dos políticos e da imprensa no fim de semana", afirma o presidente na revista.
A proximidade da imprensa e de políticos foi justamente um dos motivos que levou Lula a antecipar sua saída de Fernando de Noronha (PE), onde passou a virada de ano e descansava com a família.
Em busca de mais privacidade, o presidente preferiu continuar suas férias em uma área exclusiva da Marinha em Salvador (BA).

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Tapajós preside nova mesa da Câmara de Santarém

Acaba de ser divulgado o resultado da eleição para a mesa da Câmara de Santarém:
Presidente: José Maria Tapajós(PMDB)
Vice-presidente: Nélio aguiar(PMN)
1º secretário: Emir Aguiar(PR)
2º secretário: Bruno Pará(PDT)
3º secretário: Carlos Jaime(PT)
4º secretário: Gerlande Castro(PP)
Os vereadores Henderson Pinto, Erasmo Maia, Chico da Ciframa, do Democratas, e Jaílson(PSDB) votaram em branco.

Reginaldo Lobo, do PP, é o novo presidente da Câmara de Vereadores de Belterra.
Regis, como é conhecido, foi eleito graças a uma manobra do PMDB que, apesar de contar com 4 dos 9 vereadores, retirou-se da disputa pela presidência e descarregou seus votos no vereador pepista.
O prefeito Geraldo Pastana fez uma inusitada coligação com o Democratas e tentou emplacar a vereadora Malú, que acabou derrotada por Regis pelo escore de 5x4.

Retrospectiva 2009

A partir de hoje, até o dia 20 de janeiro, enquanto durarem as férias do pessoal da redação do Blog do Estado e do jornal O Estado do Tapajós[que volta com sua circulação normal a partir do dia 23], este site fará uma retrospectiva mensal das principais notícias publicadas aqui neste espaço relativas ao ano de 2009.

Caso seja possível, os comentários serão atualizados.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Aclep quer disciplinar acesso da imprensa a jogos oficiais

O jornalista Ferreira da Costa, presidente da Associação de Cronistas e Locutores Esportivos do Pará(ACLEP) tem reunião marcada para hoje, em Santarem, com dirigentes sindicais e diretores de veículos de comunicação que têm interesse no credenciamento de profissionais que pretendem fazer a cobertura de jogos oficiais que serão realizados este ano no estádio Barbalhão.

A reunião será realizada no auditório da Secretaria Municipal de Turismo a partir de 17 horas desta terça-feira.

Lista de passagens emitidas pelos gabinetes dos deputados federais

Confira a lista de bilhetes de passagens internacionais emitidas através de cotas a que têm direito os deputados federais.

Clique aqui para ver a lista revelada pelo Congresso em Foco.

Taxas do Detran aumentam

No AMAZÔNIA:

Os custos para emissão da primeira habilitação estão 4,21% mais caros a partir de hoje. O reajuste das taxas de serviços do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran), que acompanham o percentual de aumento da taxa da Unidade Padrão Fiscal (UPF) para o ano de 2010, também implicarão em aumento na renovação de habilitação, emplacamento e licenciamento de veículos.
O valor das novas tarifas foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado e está disponível para consultas na página da autarquia na internet. O endereço é www.detran.pa.gov.br.
Foram reajustados todos os serviços prestados pelo Detran cujos valores são calculados a partir da UPF. O aumento de 4,21 % estava previsto desde dezembro, quando a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) anunciou que o valor da UPF subiria de R$ 1,9608 para R$ 2,0435.
Primeiro emplacamento, licenciamento anual e transferência de propriedade que até 31 de dezembro de 2009 custavam R$ 117,64 passam a custar R$122, 61. Os exames prático ou teórico agora custam R$ 102,18; exame médico, R$59,26; psicotécnico, R$ 79,7; e de junta médica, R$ 102,18.
Adoniram Henrique Mesquita, presidente do Sindicato das Autoescolas do Estado do Pará, afirma que o valor dos pacotes de primeira habilitação oferecidos pelas autoescolas, em que estão inclusos o valor das provas no Detran, acompanharão o aumento de 4,21 % das tarifas. 'Pode ser que nos primeiros meses esse aumento não seja sentido pelos clientes. É preciso fazer uma avaliação de quanto aumentará efetivamente o custo dos serviços no Detran, mas não deve ser muito. Hoje, o valor médio cobrado pela primeira habilitação é de R$ 750, e é possível encontrar pacotes ainda mais baratos, por conta da concorrência entre os centros de formação de condutores'.
Adoniram afirma que o aumento de pouco mais de R$ 30 pode até passar despercebido nos primeiros meses do ano, por conta dos pacotes promocionais oferecidos pelas autoescolas para captar clientes.
Quem procurou o Detran ontem, encontrou o órgão fechado. O atendimento ao público foi suspenso na segunda-feira para que o sistema de emissão de documentos e registro de veículos fosse ajustado às novas tarifas. Hoje, as unidades do Detran em todo o Estado voltam a funcionar normalmente.

O tempo da moral, a moral do tempo

Lúcio Flávio Pinto:

As cenas de corrupção explícita do mensalão do partido Democratas de Brasília, ameaçando espraiar-se por outros partidos e outros Estados, é um dos mais traumáticos acontecimentos da vida republicana brasileira. Está certo que o autor das gravações tem o perfil de um canalha, seu objetivo é espúrio, não está afastada a hipótese de manipulação nas gravações e várias outras circunstâncias desabonadoras. Mas uma conseqüência concreta e drástica devia ter acontecido. E, findo 2009, não aconteceu.

Se o país tivesse realmente a saúde moral e ética que exibe nas traduções quantitativas da sua condição de afluência material, cabeças teriam rolado, haveria choro convulsivo e o ranger de dentes seria ouvido em todos os quadrantes do território nacional. A repercussão, porém, guardou uma distância patológica do fato escandaloso. Até agora, a montanha pariu um rato (embora que rato!).

O presidente Lula foi quem deu a senha para que o impacto fosse amortecido e dissipado ao dizer que uma imagem não é suficiente para formar juízos. Uma imagem qualquer, certamente não. Mas aquelas cenas sórdidas de homens públicos recebendo pacotes de dinheiro e os ocultando em suas roupas testemunham tal degradação de hábitos e costumes que se os personagens nada fizeram, alguma autoridade tinha que de imediato suprir suas sem-vergonhices e infâmias através de um ato corretivo qualquer. Era daquele tipo de imagem com mais força do que um milhão de palavras.

A condescendência do homem público nº 1, que tem o maior índice de aprovação de todos os tempos já alcançado por um presidente da república, perpetuou a vilania e caiou de róseo o negrume que cobre a vida pública brasileira, em contraste com a riqueza material do país.

Este Jornal Pessoal se consolidou quando, depois de provocar um grande impacto sobre a opinião pública com a revelação da trama para assassinar o ex-deputado estadual Paulo Fonteles de Lima, na primeira quinzena de setembro de 1987, dedicou a segunda edição a desnudar um rombo praticado no caixa do Banco da Amazônia, O desfalque foi praticado por uma quadrilha que tinha à sua frente nada menos que o diretor e presidente interino da instituição. Ao compulsar dezenas de operações creditícias irregulares ou fraudulentas autorizadas pelo diretor para pessoas subordinadas ao seu filho, e somar os valores desses desvios, constatei que o alcance era equivalente a 30 milhões de dólares, valor da época de dólar de alta cotação.

Oito meses antes o secretário de finanças da Pensilvânia, Budd Dwyer, chocara o mundo ao se suicidar diante das câmeras de televisão. Ele convocara a imprensa para apresentar sua resposta às denúncias de que recebera 300 mil dólares de propina para favorecer uma empresa com interesses no governo daquele Estado americano. Quando todos os repórteres estavam postados e as câmeras ligadas, Dwyer meteu a mão num saco de supermercado, tirou um revólver, colocou o cano dentro da sua boca e disparou, depois de dizer que essa era a resposta aos que dava aos seus acusadores. Como o Diário do Pará não estava na cobertura, fomos poupados de ver a fotografia da cabeça estourada do secretário e seus miolos espalhados pelo chão e a parede.

Nunca pude apurar adequadamente se Dwyer tinha culpa ou não no desvio de dinheiro do tesouro da Pensilvânia, mas o saque no caixa do Banco da Amazônia era evidente, provado. No entanto, nenhum órgão da imprensa local tratava do problema. Era tema proibido, embora o rombo fosse 100 vezes maior do que a propina que levara o secretário da Pensilvânia a se suicidar. A razão do silêncio obsequioso? O chefe da quadrilha, o advogado Augusto Barreira Pereira, era também diretor do departamento jurídico do grupo Liberal (e contava com o apoio de Jader Barbalho, dono do outro grupo de comunicação), e um dos seus comparsas era irmão do superintendente de A Província do Pará, o maravilhoso arquiteto e compositor de música popular Billy Blanco. Tutti quanti buonna gente, acima de qualquer suspeita.

O desfalque era de tal magnitude que, apesar da conivência da imprensa local, levou à instauração do primeiro processo pela então recém-editada lei do colarinho branco, que hoje ostenta uma enorme galeria de freqüentadores, raríssimos deles punidos. As diversas formas do jeitinho brasileiro acabam livrando a cara dos acusados e a impunidade subverte o padrão de decência que o país devia seguir ao se deparar com escândalos de qualquer natureza, sobretudo em versão tão chocante como essa do mensalão do DEM brasiliense.

Diz o ditado que em casa de enforcado não se fala de corda e que quem tem rabo de palha evita o fogo. Talvez os ditados ajudem a entender por que, ao invés de dar passagem à indignação do povo brasileiro, o tão popular presidente da república tenha fornecido a senha para que o lixo fosse colocado debaixo do tapete e os esqueletos guardados no armário. Ainda que cabeças venham a rolar e sangue a escorrer, o tempo entre o choque e a sua reverberação dá a medida da moral pública no Brasil. Um país retardado moralmente.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PT usou Ibama nas eleições municipais, diz ex-gerente do órgão em Santarém

Daniel Cohenca, ex-gerente do Ibama de Santarém, diz que PT usou órgão para vencer eleições municipais no Oeste do Pará.

A denúncia de Cohenca está sendo feita após o encerramento do processo administrativo a que foi submetido e que concluiu pela improdência das denúncias de improbidade administrativa das quais ele era acusado.

Leia a íntegra da nota aqui.

Blog do Estado com conteúdo especial em janeiro

A partir de quarta-feira até o dia 20 de janeiro de 2010 o Blog do Estado não será atualizado diariamente em função das férias coletivas do pessoal da redação do jornal O Estado do Tapajós.

Nesse período, os leitores deste espaço vão conferir os assuntos que foram destaques no ano passado, alternados com textos inéditos da lavra do jornalista Lúcio Flávio Pinto e fotografias de autoria do jornalista Miguel Oliveira.

Mas o twitter ficará ativo. Quem se interessar por acessá-lo é só clicar no endereço www.twitter.com/BlogdoEstado


Os comentários serão moderados oportunamente.

Três titulares do Pantera não vem mais para a temporada 2010

Do time campeão brasileiro da série D, o técnico Lúcio Santarém já sabe que não contará com três jogadores titulares, podendo perder mais um se a diretoria do São Raimundo não conseguir renovar o contrato do capitão Luiz Carlos Trindade.

Preto Marabá, Rafael Oliveira e Élcio já foram descartados pela diretoria do Pantera.

Do grupo de 33 jogadores que fazem pré-temporada em Monte Alegre, Lúcio vai ficar com 28 atletas a sua disposição para começar a temporada de 2010, dia 17, quando o São Raimundo estréia no campeonato paraense diante do Santa Rosa, no estádio Barbalhão.

Curauá entusiasma agricultores no Pará

Do Globo Amazônia,
com informações do Globo Rural


Agricultores do oeste do Pará estão entusiasmados com o resultado da produção da fibra de curauá, uma planta da Amazônia paraense parente do abacaxi. A planta, depois de processada, é usada na indústria de colchões, calçados e carros.

Há três anos, o agricultor Antônio dos Santos Corrêa deixou a roça, que ficava distante de casa, para trabalhar no próprio quintal. No espaço de um hectare (cerca de um campo de futebol), ele cultiva o curauá. “Eu chego a fazer por dia R$100,00”, falou.

O negócio com fibra vegetal cresceu. Foi preciso chamar o sobrinho. Empolgado o ajudante já planeja o próprio negócio. “Esse ano que vem eu estou no projeto. Foi trabalhar com ele, mas para mim”, planeja o trabalhador rural Arlisson Francisco.

Para ter sucesso no cultivo, os agricultores contam com a ajuda de engenheiros agrônomos que ensinam a preparar a terra, como escolher as mudas e as diversas formas de aproveitamento do curauá.

“Seis por cento da biomassa é fibra. Os outros 94% são transformados num resíduo que o produtor pode aproveitar como ração animal e como adubo orgânico”, explica o agrônomo Cristovan Sena.

As folhas passam pelo processo de descorticação, que separa as fibras, vendidas para uma indústria de beneficiamento. Em 2009, uma indústria comprou dos pequenos produtores da região mais de 34 mil quilos de fibra de curauá.

O negócio será ampliado. O produto está sendo introduzido no setor têxtil para a fabricação de tecido em composição com seda e viscose e o de plástico injetável em substituição à fibra de vidro.

Por enquanto, o setor automobilístico é o que mais compra o produto, usado no acabamento interno dos carros.

Assista ao vídeo do Globo Rural.

Infância de pedra

Praia de Ponta de Pedras, rio Tapajós, em Santarém, Amazônia, Brasil.
Foto: Larissa Oliveira(Direitos reservados)
Clique aqui para ampliar imagem.

Troca de tiros na descida de balsas na resex Renascer

Informações extra-oficiais dão conta da ocorrência de um conflito armado, nesta madrugada, entre madeireiros e comunitários da reserva Renascer, em Prainha.

Ao passarem com balsas carregadas de madeira, madeireiros atiraram em comunitários que se encontravam acampados às margens do rio, ferindo duas pessoas.

O Blog do Estado tentou um contato telefônico com a delegacia de polícia de Prainha, sem sucesso.

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Atualização às 11h00:

Antônio Batista Pires e Clenildo Gomes Pinheiro são as vítimas dos tiros desferidos por seguranças de uma balsa de madeira que descia o rio Curuá, em Prainha, às 4 horas da manhã de hoje.
Os feridos estão internados no hopsital de Prainha. A PM de Monte Alegre já se deslocou para a área do conflito.

Pesquisa mostra que torcida do Fla aumentou

Passar 17 anos sem conquistar um Campeonato Brasileiro não fez o Flamengo perder o posto de dono da maior torcida do país. Ganhar o título em 2009, no entanto, já causou um aumento da massa rubro-negra. De acordo com pesquisa feita pelo Datafolha, o clube carioca tem 2% a mais de torcedores do que em relação à última medição. A pesquisa foi promovida dias depois da confirmação do título brasileiro do Flamengo. Segundo os dados colhidos, 19% dos brasileiros com mais de 16 anos são flamenguistas. De acordo com o último levantamento, feito em novembro de 2008, tal índice era menor: 17%. O trabalho do técnico Andrade e do elenco fez aumentar o número de seguidores.

O Flamengo continua dono da maior torcida do Brasil por conta de seu alto índice de popularidade em todo o país. Na regiões Norte e Centro-oeste, por exemplo, tem cerca de 30% do número total de torcedores. No Nordeste, o número é um pouco menor, mais ainda assim significativo: 25% da torcida. Entre os jovens, o predomínio é alto: 23% das pessoas entre 16 e 24 anos são flamenguistas.

O Corinthians segue como segundo time de torcida mais populosa, com 13%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2% para mais ou menos, os rubro-negros têm maioria garantida, segundo os dados colhidos. A terceira colocação fica com o São Paulo, com 8%, seguido pelo Palmeiras, com 7%. O Vasco é o quinto, com 5%. No restante dos cariocas, o Botafogo é o 11° (2%) e o Fluminense, 12° (1%). (Da ESPN)

Santarém entra 2010 com falta de água

Grande parte dos consumidores de Santarém passou as festas de Natal e Ano Novo em secuta total.

A direção regional da Cosanpa lavou literamente as mãos diante das panes no sistema de abastecimento de água na cidade, provocadas por queima de bombas dos poços tubulares profundos.

A Cosanpa, como vem acontecendo rotineiramente, não dispõe de bombas de reserva para substituir imediatamente os equipamentos em pane, precisando esperar que a direção da companhia em Belém resolva o problema, mesmo que isso demore muito tempo.

São Raimundo faz pré-temporada em Monte Alegre

A diretoria do São Raimundo apresentou no último sábado 25 dos 32 jogadores que formarão a equipe do Pantera para as disputas do campeonato paraense, Copa do Brasil e campeonato brasileiro da série C.

Desde domingo, os jogadores do São Raimundo já se encontram em Monte Alegre para os preparativos físicos e táticos, ao comando do técnico Lúcio Santarém.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Alter do Chão: Zorra Total


Praia do Cajueiro - 02/01/10

Do Blog do Paju

Quem resolveu passar o final de ano e fim de semana prolongado em Alter do Chão saiu de lá frustado e além disso, assustado. A grande decepção não ficou só com a ausência do sol que insistiu em não aparecer, só dando o ar de sua graça no domingo.
O que mais assustou foi a bagunça generalizada na praia eleita a mais bonita do Brasil (até quando?).
Os playboys com seu carros e sons possantes disputando quem colocava o brega mais alto para tocar, infernizando a vida daqueles que procuravam um pouco de sossego no final de semana, querendo unicamente ouvir o barulho do pipocar dos fogos que anuciavam o novo ano.
Quando não estavam na orla os playboys estavam com suas picapes traçadas ocupando as praias que deveriam ser dos banhistas. Antes eles até procuravam praias um pouco mais distantes como o Muretá. Agora "chutaram o balde" e na maior cara de pau estavam lá na ponta da praia do Cajueiro pra quem quisesse ver e desafiando as autoridades que quase nada fazem. Aliás, para não dizer que nada fizeram a SMT (Secretaria Municipal de Transporte) mandou um policial de trânsito ficar onde costumam descer as lanchas, na praia do Jacundá, a poucos metros da casa de praia da prefeita. O policial estava a bordo de um possante Fiat Uno, muito "próprio e eficaz" para andar atrás das picapes traçadas na areia fofa do lugar.
Banheiros químicos nas praias nem pensar. Todo mundo ali tomando banho na merda (ja que o até presidente Lula falou também podemos falar).
Quem queria comer fora de casa ou hotel outro problema. Poucas opções e de qualidade duvidosa. Nem pão para se tomar café na vila tinha.
A praça em frente à igreja virou o reflexo da bagunça: muitas barracas de gosto duvidoso (a maioria vazias, sem vender nada) e um barracão horrível ocupando boa parte da praça. Além disso uma população de hippies invadiu definitivamente a vila.
Enfim, um lugar sem a mínima infra-estrutura para atender o turista. Uma zorra total. Um lugar horrível
Bonito mesmo só o que Deus e a natureza nos deram: as praias.
Definitivamente ninguém (nem poder público ou privado) está aí para a praia mais bonita do Brasil. Ninguém está nem aí para o turismo.
O turista que veio provavelmente nunca mais volta.

Ponta de Pedras emoldurada

Praia de Ponta de Pedras, rio Tapajós, Santarém, Pará, Brasil.
Foto: Miguel Oliveira(Direitos reservados).
Click aqui para ampliar a imagem.

Curtíssimas de domingo

É um perigo a falta de sinalização horizontal e vertical na maioria dos trechos da rodovia Santarém-Alter do Chão. Viajar à noite requer atenção redobrada.

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O deputado estadual Antônio Rocha já sabe que terá que dividir o palanque do PMDB no oeste do Pará apenas com a deputada Josefina do Carmo. O ex-prefeito de Juruti, que ensaiava uma candidatura à Assembléia está inelegível e será impugnado.

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A demora na conclusão das obras dos mercados Modelo e Municipal é a prova mais eloquente da incompetência de Osmando Figueiredo na Secretaria de Agricultura(Semab). Também o dito cujo não sabe distinguir uma alface de um pé de couve.

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Telefonia celular em Santarém entrou em colapso no final do ano em Santarém. Tanto faz como tanto fez, nenhuma operadora funcionou direito no período do réveillon.

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Populares que foram à orla de Santarém para participar do "réveillon da gente" sairiam frustrados com a queima de fogos. O espetáculo durou apens 30 segundos.

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Não passa de 2 centímetros a espessura da camada de asfalto aplicada pela Saneng em uma das pistas da avenida Rui Barbosa, na área central da cidade.

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A prefeitura acertou em cheio em não permitir a instalação da barraca que todos os anos impedia o trafego de veículos na orla de Alter do Chçao, em frente à praça Nossa Senhora da Saúde.

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Pousadas e hotéis não têm o que reclamar do movimento de hóspedes em Alter do Chão neste final do ano, apesar do período chuvoso.

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É grave o estado de saúde do empresário Joaquim da Costa Pereira, diretor-presidente da Tv Tapajós. Seu Joaquim está internado na UTI do Hospital Porto Dias, em Belém.

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O Bloco da Pulga homenageia com seu enredo neste carnaval o artista plástico Laurimar Leal.

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Bom domingo a todos.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Tacacá em Alter do Chão

Cena tradicional na praça de N. Sa. da Saúde, em Alter do Chão.
Moças e moços, quando a noite chega, apreciam o apetitoso tacacá após um intenso dia de praia.
Foto:Larissa Oliveira(02/012010)
Clique aqui para ampliar imagem.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Suspenso recapeamento da Av. Rui Barbosa

Não se sabe bem o porquê, mas a prefeitura de Santarém liberou as duas pistas da avenida Rui Barbosa para o tráfego de veículos, no trecho entre a Turiano Meira e Travessa dos Mártires, suspendendo o atabalhoado serviço de recapeamento asfáltico inciado à véspera do Natal.

Desde o dia 29 os veículos já podem trafegar livremente por uma das pistas ou ter acesso às vias que cruzam aquela avenida.

Fala-se que faltou asfalto, que a chuva atrapalhou o serviço ou é bem provável que a PMS resolveu se redimir da trapalhada causada ao trânsito da área central da cidade em período de grande fluxo de veículos e pessoas.

Ana Júlia diz querer PMDB em chapa majoritária, mas não oferece vaga de vice

Na noite da última segunda-feira, a governadora Ana Júlia concedeu entrevista exclusiva de duas horas à jornalista Ana Célia Pinheiro, do site Perereca da Vizinha.


Falou sobre tudo: Belo Monte, a relação do Pará com a Vale, os projetos de verticalização das riquezas paraenses, a ameaça de divisão do estado, as relações com o PMDB.


Fez, em suma, um longo balanço destes três anos de Governo.


Disse que recebeu o Pará sucateado, por 12 anos de uma política tucana voltada para o Estado mínimo.


A situação da segurança pública era tão dramática, afirma a petista, que os policiais da Seccional do Comércio tinham de “disputar no palitinho” para ver quem usaria o único colete à prova de balas.


Defendeu-se das críticas à gestão da saúde pública, lembrando, por exemplo, que encontrou um acelerador linear do hospital Ofir Loyola “nos porões da Sespa”, onde estaria metido desde 2004.


Atribuiu aos senadores paraenses parte da responsabilidade pelo drama da saúde pública, em todo o país, por terem votado contra a CPMF.


Mas também reconheceu que a saúde paraense ainda se encontra na UTI, embora que em vias de “receber alta”.


Defendeu reserva de mercado para os paraenses, nos empregos gerados por projetos de empresas como a Vale.

Falou sobre os kits escolares e rebateu as acusações de nepotismo, por ter no secretariado o ex-marido e o ex-cunhado.

E garantiu: o PT está "destravando" o Pará, ao transformar em realidade projetos que, na época dos tucanos, eram tão somente propaganda.

Leia íntegra da entrevisa aqui.

Detran fechará na segunda-feira (4) para ajuste do sistema

Diferente dos anos anteriores, quando o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) entrava de recesso por quase uma semana, no início de 2010, o órgão fechará apenas na segunda-feira (4), voltando a normalidade das suas atividades no dia 5 (terça-feira). Nesta quinta-feira (31), o órgão não deixará de abrir ao público. Funcionará das 8h às 12h.

A suspensão no atendimento da próxima segunda-feira será para ajuste do sistema, em função do aumento no valor da taxa da Unidade Padrão Fiscal (UPF), conforme portaria publicada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e também para a inserção do novo calendário do licenciamento 2010.

De acordo com a portaria número 0170 da Sefa, o valor da UPF é de R$ 2,0435 e passa a valer a partir do dia 01º de janeiro. Com o ajuste da UPF, as taxas dos serviços de veículo e de habilitação oferecidos pelo Detran sofrerão alterações, também. No dia 5 de janeiro de 2010, quando o Detran reabrir, serviços como licenciamento, instalação de lacre, permissão para dirigir, entre outros, estarão com novos valores.

Todas as taxas e também o novo calendário de licenciamento poderão ser conferidos pelos proprietários e condutores a partir da terça-feira (5), no site do órgão www.detran.pa.gov.br

(Fonte: Rose Barbosa)

Alunos salesianos

Lúcio Flávio Pinto

Belém- Padre Belchior Ataíde, um dos mais marcantes diretores que o Colégio Salesiano Nossa Senhora do Carmo já teve, comandou uma excursão de alunos que foi a Recife e Fortaleza em outubro de 1955, com a assistência do professor (de matemática) Manoel Leite Carneiro, ainda na ativa, dirigindo o grupo educacional Ideal. Na comitiva de 22 alunos, nomes conhecidos, como os dos irmãos Geraldo e Rezália Tuma, Paulo e Afonso Chermont, Francisco e Antônio Porpino Peres, José Antônio Maués e o santareno Carlos Meschede. O Carmo sempre era um dos eixos de Belém e da Cidade Velha.

Regional da Sespa faz prestação de contas


O 9º Centro Regional de Saúde (9º CRS) por meio de suas divisões (Divisão de Organização, Controle e Avaliação – DOCA, Divisão Técnica – DT, Divisão administrativa, Endemias, Unidade de Referência Especializada Dr. Ismael Araújo, Centro de Atenção Psicossocial – CAPS II) e Hospital Regional do Baixo Amazonas, promoveu no ano de 2009 uma série de ações, com intuito de assessorar os 19 municípios sob sua jurisdição: Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Curuá, Faro, Itaituba, Jacaraeacanga, Juruti, Monte Alegre, Novo progresso, Óbidos, Oriximiná, Placas, Prainha, Rurópolis, Santarém, Terra Santa e Trairão.


Dentre as tantas atividades desenvolvidas, merece destaque a criação dos Colegiados Regionais de Saúde (Baixo Amazonas – CGRBA; Calha Norte – CGRCN e Tapajós – CGRT), resultado da regionalização, como espaço permanente de pactuação, co-gestão solidária e cooperação das regiões de saúde que tem como objetivo fundamental garantir o cumprimento dos princípios do SUS.

Outras ações importantes envolveram a implantação de sistemas de abastecimento de água nos municípios Mojuí dos Campos, Belterra beneficiando hoje, mais de 230 famílias; apoio técnico e financeiro para compra de medicamentos e materiais hospitalares, aos municípios atingidos pelas enchentes, em especial os municípios de Santarém, Alenquer, Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná Terra Santa, Faro, Jurutí, Aveiro e Itaituba; acompanhamento e combate as endemias, nos municípios mais atingidos pela malária, dengue, leptospirose, hantavirose; distribuição de vacinas, preservativos, medicamentos e hipoclorito; Contratação de empresas especializadas, através de pregão eletrônico, em serviço de fornecimento de passagens rodoviárias, fluviais e aéreas para atender os usuários do SUS no programa de TFD.

A Divisão técnica,
cumprindo seu papel e competências, desenvolveu ações de coordenação, assessoramento, supervisão, vigilância, avaliação e controle das políticas de proteção a saúde, além de ter prestado assessoria técnica nos processos de implantação, implementação e acompanhamento dos programas de saúde na Atenção Básica junto aos municípios; e, ainda, com apoio do Nível Central realizou em 2009, 37 (trinta e sete) eventos entre treinamentos, oficinas, reuniões ampliadas, capacitações, permitindo aos municípios a chance de atualizar recursos humanos nos Programas e Sistemas preconizados pelo Ministério da Saúde (SUS).

Para 2010, o 9º Centro pretende ampliar ainda mais sua atuação
, contribuindo para que os municípios possam assegurar à população políticas públicas de saúde, contemplando os princípios do SUS, a gestão participativa e o controle social, visando à melhoria da qualidade de vida no estado do Pará.

Concessionária de energia dá dicas de segurança para festas de fim de ano


Final de ano, tradicionalmente um período de grandes festas, sejam elas nos balneários, nas ruas, nas tradicionais casas de show e eventos. Também é um período no qual se viaja bastante. Com isso, o consumo da energia elétrica, dispara, Seja no aumento do consumo nos balneários, na segurança com a eletricidade, ou até mesmo na casa durante o período de férias, ou seja, de ausência de casa. A concessionária de energia, através do Departamento de Segurança do Trabalho, vem orientando o consumidor para que aproveite bastante sua festa, com segurança.

Os fogos de artifício apesar de embelezar as nossas festas de fim de ano, são muito perigosos. Podem causar queimaduras se não usados corretamente. Mas o cuidado maior é o uso deles perto da fiação elétrica. Preste atenção: Não solte os fogos de artifício perto da rede elétrica. O que pode acontecer é o rompimento de cabos, curtos-circuitos, e conseqüentemente a interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Já as tradicionais festas, em casas de shows espalhadas pela cidade, em particular o Show de Fogos na virada, na Orla de Santarém e em Alter do Chão, a atenção é redobrada. As festas de rua são de grande repercussão, chamam atenção para os cuidados com a segurança em relação aos acidentes elétricos, pois como aumenta a demanda por energia elétrica, as pessoas recorrem às ligações irregulares, os famosos 'gatos'. Essas ligações podem provocar sérios acidentes. Qualquer faísca causada por um curto-circuito pode se espalhar rapidamente e provocar grandes incêndios... Ou seja, qualquer descuido pode levar a um acidente de grande proporção.

A orientação é que os organizadores das festas evitem fazer essas ligações irregulares temporárias durante o período, seja a festa pequena, média ou de grande porte. Essa irregularidade tem se configurado como algumas das principais causas de sobrecargas, oscilações e até acidentes, que deixam vítimas, danificam equipamentos eletroeletrônicos, provocam incêndios e interrupções do fornecimento de energia. Com isso, todos os consumidores acabam, de uma forma ou de outra, vítimas das ligações irregulares.

O procedimento correto para quem for organizar esse tipo de festa é solicitar junto a
concessionária de energia uma ligação provisória, na Agência mais próxima levando em mãos seu RG, CPF e os dados da unidade consumidora que vai fazer o pedido ou ligar para o Call Center. No ato da solicitação, além dos documentos necessários, o consumidor deve informar a relação dos equipamentos que serão utilizados no evento. Essa informação dos equipamentos é muito importante para que não haja sobrecarga na rede e o cliente possa fazer a sua festa com tranqüilidade.

Em caso de viagem, a orientação é que a pessoa desligue todos os equipamentos eletrônicos, inclusive a geladeira. Esse procedimento é muito importante, pois caso ocorra alguma falha no sistema, alguns equipamentos podem entrar em curto-circuito e, em alguns casos, evoluir para um incêndio ou queima.

A Agência de Atendimento da concessionária de energia, em Santarém, retorna com suas atividades normais na segunda-feira, 04, no horário normal, de 08h às 14h. Funcionando o Call Center, através do 0800 091 0196.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Almir Gabriel & Simão Jatene

Alguém acredita que Almir votará em Jader?

Miguel Oliveira
Editor-chefe

O Diário do Pará publica hoje uma entrevista do ex-governador Almir Gabrie, um político morto, mas insepulto.

De saída, Gabriel, que sempre pisou nos que estavam abaixo dele hierarquicamente e bajulou os que estavam no patamar acima, engata um canto manjado de eleger a Vale como inimiga do Pará.

A Vale pode ser até inimiga do Pará, mas não é Almir quem tem cabedal político para esta cruzada a la Dom Quixote .

Lúcio Flávio Pinto, em artigo publicado sob o título "A carta de rancor", desnudou o discurso de ocasião do ex-govenador: " Almir chegou a lançar a pedra fundamental da fábrica de cobre da Sabolo Metais, em Marabá, com fanfarra e tudo. O projeto ficou no estouro dos foguetes na festa de lançamento presidida pelo bicudo governador. Uma fantasia para minorar os efeitos do seu azedume.", escreveu o jornalista.

O que me chamou atenção nas declarações atribuídas a Almir, foi que, nas entrelinhas, por ação ou omissão, o ex-governador declarou nunca ter votado em Jader Barbalho para governador do Pará.

Diz a matéria do Diário que "o ex-governador confessou ter votado em Jader em outras duas oportunidades: para deputado estadual e federal."[votou para vereador em 1966]

Esse detalhe é importante porque Jader foi candidato ao governo três vezes. A primeira em 1982. Vitorioso, nomeou Almir prefeito de Belém. Se não votou em Jader contra Oziel Carneiro, Almir é, pelo menos, um ingrato. Aceitou a nomeação biônica de quem reprovou nas urnas.

Em 1990, Almir novamente não votou em Jader, na disputa contra Xerfan. Chegou a protestar até pelo uso de imagens do programa de Jader que mostravam Almir praticamente de mãos dados com o candidato do PMDB se equilibrando pelas estivas de Belém. No segundo turno, não declarou voto e sumiu.

Em 1998, é claro que Almir não poderia ter mesmo votado em Jader, já que naquela eleição enfrentou e derrotou o candidato do PMDB, obtendo a reeleição para o segundo mandato pelo PSDB.

Em 2010, alguém acredita que Almir votará em Jader Barbalho?

Arcebispo de Palmas será o novo arcebispo de Belém

O papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 30, três bispos para assumirem dioceses vacantes no Brasil. São eles: dom Vicente Costa, que está sendo transferido da diocese de Umuarama (PR) para a vacante diocese de Jundiaí (SP); dom Pedro Luiz Stringhini, que atualmente é bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo (SP) e agora passa a assumir a diocese de Franca (SP); e o arcebispo de Palmas (TO), dom Alberto Taveira Corrêa, que está sendo transferido para a vacante arquidiocese de Belém (PA).

Dom Alberto é mineiro de Nova Lima. Ele nasceu em 26 de maio de 1950. Seus estudos filosóficos e teológicos foram feitos no Seminário Coração Eucarístico de Jesus e PUC-MINAS, em Belo Horizonte (MG). Além desses, ele estudou Espiritualidade Sacerdotal, no Instituto Mystici Corporis – Fascati, em Roma. Sua ordenação episcopal aconteceu em sua terra natal, no dia 06 de julho de 1991. Ele está à frente da arquidiocese de Palmas desde 31 de maio de 1996. Como bispo, ele já foi auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF) [1991 – 1996]; vice-presidente do Conselho Administrativo da Fundação Popularum Progressio; assistente nacional da Renovação Carismática Católica [1994 – 2000]; membor da Comissão Episcopal do DEVYM/Celam [1995 – 1999]; presidente do Regional Centro-Oste [2003 – 2007]; e delegado da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe, em 2007. Seu lema episcopal é “Para a Vida do Mundo”.
(Fonte: CNBB)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Juruti transformado em estância turística


O Diário Oficial do Estado publicou nesta terça-feira (29) as sanções das leis que tornam os municípios de Juruti, Igarapé-Açu e Vitória do Xingu estâncias turísticas do Pará. Aprovando as leis, a governadora Ana Júlia Carepa define como o Estado deve investir no desenvolvimento dessas cidades, podendo definir projetos a partir de sua vocação natural.


Entre suas belezas naturais estão os lagos Jará e Preto, além das belas praias de Juruti Velho. O famoso Festival das Tribos, que acontece no mês de setembro, integra o patrimônio cultural da cidade, que também está entre suas atrações turísticas.

(Fonte: Agência Pará)


O sábio que se esqueceu(Eidorfe Moreira)

Lúcio Flávio Pinto

A comemoração dos 80 anos de Benedito Nunes fez-lhe justiça, um dos maiores intelectuais que o Pará já teve. Benedito pôde constatar em vida que seu valor foi reconhecido na terra natal, onde o profeta costuma ser maltratado. Foi o que aconteceu a outra das grandes cabeças do Estado, privada de testemunhar o reconhecimento do seu valor. Eidorfe Moreira morreu em janeiro de 1989, aos 77 anos, quase no anonimato e às proximidades da pobreza. Amargurado e triste.

Foi o principal dos nossos geógrafos. O filósofo da geografia, disse-o eu numa extensa matéria sobre ele que publiquei em A Província do Pará, jornal no qual ele colaborou durante quase meio século. O geógrafo da filosofia, completou Benedito Nunes. Podíamos cruzar os dois títulos para sermos mais completos, ainda assim sem chegar ao significado total da vasta produção (reunida em 18 livros; o 19º ficou inconcluso) desse paraibano, que veio adolescente para o Pará e daqui nunca mais saiu (nem para passear). Eidorfe foi uma pessoa de extrema e fina sensibilidade. Apreciava a boa literatura a ponto de ser um excelente crítico. Cultivava essa vertente do seu espírito lendo os melhores críticos literários. Alguns dos seus ensaios sobre escritores tão variados como Guimarães Rosa e Clarice Lispector mostram a sua capacidade de observação. A imagem do sertão que captou em vários textos da literatura brasileira é primorosa. Ele tinha o raro dom de sentir o pleno prazer da leitura e poder transmitir sua apreciação aos demais, sem perder o frescor da sua experiência pessoal e inserindo suas anotações no conjunto do pensamento organizado, por obra e graça do seu rigor metodológico, ainda que autodidata (como o próprio Benedito).

Eidorfe morreu com um traço de amargor e talvez de indignação. Em parte por conseqüência da perda do braço esquerdo, vitimado que foi pela violenta repressão da polícia de Magalhães Barata contra os estudantes do Colégio Estadual Paes de Carvalho, que manifestavam sua adesão ao movimento constitucionalista liderado por São Paulo em 1932 contra os primórdios da ditadura de Getúlio Vargas. Um tiro de fuzil que atingiu seu braço exigiu-lhe a amputação. A partir daí ele ficou ainda mais introspectivo, praticamente anti-sociável.

Leia o artigo completo aqui.

Almoço musical, com Jana Figarela e Paulo Neto


IPVA 2010 fica mais barato


Em 2010, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Pará ficará em média até 12,13% mais barato para carros. Para as motocicletas, o valor médio da redução será de 9,48% e para caminhões a média será de 6,70%, em relação aos valores cobrados em 2009.

A queda no valor do tributo acontece devido à desvalorização dos veículos de um ano para o outro. O preço médio dos automóveis é apurado anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para calcular o IPVA. Essa redução reflete também o corte no IPI dos carros novos, medida anticíclica adotada pelo governo federal para combater os efeitos da crise econômica internacional.

A tabela com os valores do IPVA 2010 foi divulgada nesta terça (29) no Diário Oficial do Estado (DOE), por meio da Instrução Normativa 039/2009, da Secretaria da Fazenda (Sefa).

(Fonte: Agência Pará)

Vistorias da Sema/Ibama atestam legalidade na Gleba Nova Olinda

As diretorias de Gestão e de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e as Divisões Técnica e de Controle e Fiscalização do Ibama, encaminharam à promotora de Justiça de Santarém, Lilian Regina Furtado Braga, relatórios técnicos de vistoria conjunta realizada entre os dias 9 e 15 de dezembro, conforme solicitação do Ministério Público, nos Projetos de Manejo Florestais Sustentáveis (PMFS), em campo, dos detentores Rondobel Florestal S/A- lote 13; Marlise Braun - Fazenda Maçaranduba e Jefferson A.A.R. de Araújo - Fazenda Vithorio, todos na Gleba Nova Olinda, em Santarém.

O município de Santarém sedia um dos maiores conflitos ambientais, em torno da extração madeireira em atividade na região de Arapiuns, Gleba Nova Olinda. A especulação indica que a madeira extraída na região não tem origem legal e que os Planos de manejos Florestais apresentam irregularidades técnica e fundiária.

Representantes do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Ibama, Setor produtivo, Ministério Público Estadual (MPE) e a Sema decidiram que nesta primeira operação, Planos de Manejo Sustentável de três empresas passariam pelo "pente fino", para atender a demanda do MPE e comparar as informações e coordenadas geográficas coletadas em campo com o processo protocolado na Sema.


Na vistoria conjunta realizada no lote 13, da Rondobel Florestal S/A, a conclusão aponta que o Projeto de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) apresenta algumas etapas das atividades que podem ser melhoradas com atendimento de determinações, mas está sendo manejado dentro dos princípios técnicos/legais preconizados no manejo florestal sustentado. "Não havendo óbices à continuidade das operações", conclui o documento enviado à promotora.

Na área pública estadual, em nome de Jefferson Aurélio Azulay Rodrigues de Araújo, a vistoria realizada no lote 20 - Fazenda Vithorio, 2.457ha de manejo florestal, com utilização de aparelho de GPS, máquina fotográfica, fichas e formulários de campo, trenas e outros equipamentos necessários ao trabalho, considera bom quanto às exigências técnicas e legais do Plano de Manejo Florestal Sustentável em questão, com necessidade de melhoramentos indicados para serem cumpridos dentro de prazos estabelecidos pela vistoria.

O Relatório de Vistoria Técnica conjunta entre Sema e Ibama, na Fazenda Maçaranduba - Marlise Braun, na Gleba nova Olinda também indicou, numa área de manejo florestal de 1.400 ha, que a PMFS foi considerado muito bom quanto aos princípios técnicos e jurídicos, não havendo obstáculos quanto à continuidade de suas atividades.

(Fonte: Ascom - Sema)

Santareno entre sobreviventes do massacre no Suriname

O garimpeiro Valdir Cosme Barbosa, 53 anos, natural de Santarém, escapou ileso do massacre de brasileiros no Suriname, ocorrido na véspera de Natal.


Joelma, do Calypso e a homofobia


A cantora Joelma, do Calypso, faz brincadeira de mau gosto com homossexuais durante show realizado em Oriximiná.

Assista ao vídeo aqui http://migre.me/faxW

Nome do arcebispo de Belém será anunciado amanhã

Amanhã às oito horas da manhã, os sinos de todas as igrejas da cidade irão bater para anunciar o nome do novo arcebispo de Belém. A nomeação deve ser feita pelo Núncio Apostólico do Brasil, dom Lourenzo Baldisseri, e publicada no L’Osservatore Romano (Observador Romano), periódico semioficial da Santa Sé que faz a cobertura de todas as atividades públicas do Papa Bento XVI. Em Belém, o nome será anunciado na Cúria Metropolitana, com transmissão ao vivo pela TV Nazaré[Em Santarém, canal 26(TV Encontro], às 8h.

O novo arcebispo será anunciado oito meses após a saída de Dom Orani João Tempesta da Arquidiocese Metropolitana da capital paraense.

Equipe marabaense traz novidades


Edkléber, Charles e Darlan: trio de zagueiros do Águia para o Parazão

Na tarde do último domingo, o Águia de Marabá promoveu a apresentação dos jogadores que integram o elenco para 2010. Recepcionados pelo técnico João Galvão, apresentaram-se Inácio e Zé Wilquer (goleiros), Marcondes (lateral esquerdo), Charles, Darlan e Edkléber (zagueiros) e Daniel (volante). Até o próximo sábado, se reapresentarão Analdo (volante) e Soares (meio campo). Além deles, já estão em Marabá os novos reforços: o zagueiro Ari, que estava no Treze (PB), e que foi campeão brasileiro da Série B 2001 pelo Paissandu; o lateral direito Victor Ferraz, vindo do São José (RS); o meia Thiago Marabá, que defendeu o Gavião Kiykatêjê na primeira fase do Parazão; o atacante Márcio Rogério, ex-Aparecida (GO).

João Galvão ainda espera contar com o meia Gustavo, que já defendeu o Águia; Diego Biro, filho do velho Biro-Biro; Aldivan, ex-lateral do Paissandu; e Rodrigo Ramos, goleiro que defendeu o Sampaio Corrêa (MA) e chegou a ser pretendido pelo Remo. Por outro lado, o volante Marabá, o lateral direito Léo Rosa e o atacante Edinho deixaram o clube. “Sentimos a perda desses jogadores, mas reforçamos nosso time para suprir as carências do plantel e esperamos fazer uma grande temporada”, justificou Galvão. (Do Blog do Gerson, com informações de Bira Ramos)

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Nota do Blog do Estado:

Enquanto isso, o São Raimundo adiou a apresentação dos jogadores para o dia 2 de janeiro.

Valtinho pode deixar Ananindeua

Depois de classificar o Ananindeua para a etapa principal do Parazão 2010, o técnico Valter Lima não aceitou o acordo salarial para permanecer no clube. Para o seu lugar, cogita-se o nome de Carlos Lucena, que comandou a Tuna na primeira fase e acabou eliminado.

O S. Raimundo confirmou a permanência de Lúcio Santarém e o Cametá manteve Artur Oliveira como treinador.

Chovendo no molhado

Pode ser alguém ache necessário reasfaltar ruas do centro comercial de Santarém, enquanto a maioria das vias da periferia está em estado lastimável.

Há quem ache que a prefeitura precise fazer obras em locais de visibilidade para melhorar a imagem da admininstração municipal.

Mas há, também, quem considere o reasfaltamento de trecho da avenida Rui Barbosa, em plena época de compras natalinas, um despropósito para atravancar o trânsito naquela área da cidade.

Há, também, quem considere que a prioridade do sistema viária deveria ser outra. Que tal a prefeitura asfaltar o pequeno trecho do 'ramal' do CR, em pleno centro da cidade?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O amarelo, com Nilson Chaves

As origens do Natal

Josué Monteiro

Se recebemos o Natal pela Igreja Católica Romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde os receberam os pagãos?

Leia o artigo completo aqui.

Termina greve dos médicos do Hospital Regional

Médicos que atuam no Hospital Regional do Baixo-Amazonas decidiram encerrar a greve que se estendia há uma semana.

A Pro-Saúde pagou, enfim, os salários de novembro.

O turismo brasileiro em 2009

Adenauer Góes
adenauergoes@gmail.com

Chegamos a mais um final de ano, nada mais natural do que fazer uma rápida avaliação do setor. Foi um ano marcado por crises,recessão e gripe suína, e dentro deste contexto o mercado brasileiro teve um desempenho que pode ser considerado surpreendente.A principal lição aprendida foi a de que não se pode de forma alguma desprezar o mercado doméstico,foi graças a ele que a aviação comercial,operadores de turismo,agências de viagem e hoteleiros puderam ter saldo positivo este ano.

O crescimento ficou abaixo de anos anteriores, porém não aconteceram abalos significativos, mesmo na baixa estação. A maior prova dos bons resultados se reflete nos bons resultados da temporada de verão, aquecida pela queda do dólar e que acabou por amenizar os impactos negativos das viagens ao exterior, prejudicadas principalmente pela pandemia da gripe suína. Ainda assim, o mercado demonstrando maturidade, reagiu rápido e buscou nas promoções saídas alternativas. A última delas direcionada ao mercado europeu, num leque de promoções que permitiu ás grandes operadoras chegarem ao final do ano com bons motivos para comemorar.

Mas houve também quem sentisse mais os impactos da crise, como o mercado de incentivo e o segmento de turismo de negócios. A queda de turistas estrangeiros acabou compensada pela entrada de divisas com o aumento de gastos. Da mesma forma que o Brasil passou a despertar o interesse do mercado internacional atraindo novas companhias aéreas que iniciaram suas operações em vôos regulares, como foi o caso da israelense EL AL e a Turkish, entre outras.

Algumas companhias ampliaram seu número de freqüências como a Taca e Continental Airlines, outras alteraram seus horários de vôos como a Tap.Tudo com o objetivo de aproveitar o bom momento do Brasil, favorecido pela economia e pela projeção de grandes eventos para os próximos anos.Nunca se discutiu tanto a necessidade de investimentos em infra-estruturar,está patente que caso não avancemos brevemente neste quesito, o País vai simplesmente emperrar.

Também está patente a necessidade de melhorarmos a qualificação de mão de obra e os serviços de receptivo. Ainda existem barreiras burocráticas sérias a serem ultrapassadas, como a questão da flexibilização dos vistos. Mas é fato que com base nos resultados obtidos, num ano cheio de turbulências, o turismo nacional pode comemorar. È importante que se aprenda com os erros, as lições positivas e negativas não devem ser esquecidas, até porque as projeções e perspectivas para 2010 são bem melhores, quando se analise sob a ótica de tudo que aconteceu neste ano que já se foi.

Titãs, Palavras




As medidas do tempo

Lúcio Flávio Pinto

Reproduzo a seguir o segundo material de divulgação do seminário sobre a Amazônia, realizado em São Paulo, no mês passado, pela Academia Brasileira de Ciência, do qual não pude participar, conforme noticiei na edição anterior. O título da matéria, preparada por Thaís Iervolino, da assessoria do encontro, foi: “Mais soluções, menos demagogia para a Amazônia”. Acho que tem valor documental. Primeiro porque a jornalista editorializou seu texto, fazendo comentários pessoais à margem das declarações dos participantes do encontro. É a ânsia que têm muitos brasileiros de participar do enredo amazônico, com todas as características de um drama – ou de uma tragédia. Em segundo lugar, por deixar nítida a distância que há entre críticos severos do que é posto em prática na região e aqueles que se empenham em converter a raposa em ovelha, utilizando os princípios da responsabilidade social das empresas e a pressão externa, às vezes tão externa que vem de outros países, nas origens das multinacionais. Ambas as posições são necessárias e positivas, desde que se entestem sempre, em benefício de uma verdade produzida pelo atrito da dialética dos opostos. Os debates nesses termos são muito úteis, pena que tão pouco freqüentes.

No vídeo, fazendo uma revisão do contrato assinado pelo governo brasileiro com a Icomi para a exploração da jazida de manganês do Amapá e comparando esse meio século pioneiro da era dos “grandes projetos” com a prática da antiga Companhia Vale do Rio Doce em Carajás, um analista rigoroso chegará à surpreendente constatação de que andamos para trás. O saldo do investimento da tão criticada Icomi em Serra do Navio e Santana parece melhor do que o da Vale em Parauapebas e cercanias, mesmo com todas as justas restrições que se fez ao projeto do manganês comandado pela Bethlehem Steel. Espero um dia poder transcrever o vídeo, gravado de improviso, para submetê-lo aos leitores e estimular um novo debate sobre o tema.

“A Alcoa, a Bunge e o Wall Mart são exemplos de empresa que atuam em prol da sustentabilidade”. Assim falou Fabio Scarano, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também representante da organização Conservação Internacional, durante sua exposição na palestra Ciência, Tecnologia e Inovação de um Novo Modelo de Desenvolvimento, uma das atividades do “Amazônia: Perspectivas e Desafios para a Integração Regional” – evento que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo, na terça-feira (17) e reuniu pesquisadores, ambientalistas e empresários para debater temáticas relacionadas à região amazônica.

A afirmação seria louvável se fosse real. Colocar a Alcoa – cujo ramo produtivo é a mineração, uma das que causam mais impactos socioambientais no mundo, a Bunge – que é atrelada à soja e aos transgênicos, e o Wall Mart, que há pouco sustentava a pecuária devastadora na Amazônia é, no mínimo, paradoxal. “Temos que dialogar com as empresas que mais causam danos ao meio ambiente para fazer com que elas passem a agir com sustentabilidade”, disse ele ao mostrar que a organização em que trabalha, Conservação Internacional, atua com esse tipo de empresa. Além de Scarano, cuja palestra baseou-se em ações da organização da Amazônia – principalmente com relação às Unidades de Conservação no Amapá, participaram também Maurílio Monteiro, da secretaria de Desenvolvimento C&T do Pará e Roberto Waack, da empresa A Mata.
Monteiro explicou a situação que vive a Amazônia, cuja educação e cujos projetos acadêmicos são um dos mais vulneráveis do Brasil. Esses dados já são mostrados não só pelos diversos especialistas que há décadas falam sobre isso, como também em índices do governo, anualmente divulgados: apesar de 12,7% da população brasileira viver na região amazônica, menos de 6% do investimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) são destinados à área. “É preciso superar os desafios, ampliar a capacidade de absorção e implantar novo sistema de desenvolvimento na região”, disse ele, como se fosse um descobrimento recente (e inédito) de uma possível solução.

Apesar de não estar presente no evento, o jornalista Lúcio Flávio Pinto fez sua apresentação via vídeo e essa foi uma das mais verossímeis de todo o evento. Com uma atuação histórica de denúncias contra mega-empresas que atuam na Amazônia e deixam rastros de devastação, Pinto fez sérias críticas à mineração, citando exemplos como um projeto de extração de manganês no Amapá, durante a década de 1940. “Após 40 anos de retirada do minério, chegou-se à exaustão da mina. A Icomi, responsável pela mineração, recebeu uma multa ambiental e deixou os dejetos a céu aberto”, contou.

Segundo ele, a situação hoje ainda é pior. “90% das pessoas que trabalhavam na Icomi eram seus funcionários. Hoje, 93% das pessoas que trabalham nos projetos da Vale são terceirizados. A justiça trabalhista de Paraupebas (no Pará e uma das cidades onde a Vale atua) é uma das mais congestionadas do país, com 8 mil ações contra a mineradora [e suas terceirizadas]. Para a empresa, vale mais à pena pagar as multas do que arcar com os encargos trabalhistas de seus funcionários”, disse ele.

Após a exibição do vídeo, o coordenador da palestra fez questão de analisar a fala do jornalista: “realmente a mineração causa danos. Mas para a população local, a Vale é a única saída”, disse ele ignorando a capacidade de se terem outras possibilidades e de se cobrar a garantia dos direitos e maior controle sobre as ações da mineradora.
Na parte da tarde, discutiram-se Arranjos Multilaterais e Dimensões Estratégicas da Integração Sul-Americana. O destaque, não tão favorável, foi para o Mauro Marcondes Rodrigues, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que fez questão de colocar a Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) como uma das possíveis soluções para integrar a América do Sul. “A IIRSA é um fórum, um espaço de debates entre os governos. Ela foi colocada como uma forma de integração para ajudar a se ter uma visão mais integral da região”, explicou ele. Mais uma vez houve um total “esquecimento” de que os projetos definidos pela IIRSA trarão altos impactos socioambientais e também uma completa “amnésia” quanto a outros pontos fundamentais para a integração regional: cultura, educação e outras políticas públicas.
Não se sabe se esses “esquecimentos” todos, presentes durante todo o evento, foram propositais ou se foram frutos de uma possível falta de preparo e vontade de propor mudanças efetivas, além daquelas discutidas amplamente durante anos. Sobra demagogia, falta inovação.