quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Almir Gabriel & Simão Jatene

Alguém acredita que Almir votará em Jader?

Miguel Oliveira
Editor-chefe

O Diário do Pará publica hoje uma entrevista do ex-governador Almir Gabrie, um político morto, mas insepulto.

De saída, Gabriel, que sempre pisou nos que estavam abaixo dele hierarquicamente e bajulou os que estavam no patamar acima, engata um canto manjado de eleger a Vale como inimiga do Pará.

A Vale pode ser até inimiga do Pará, mas não é Almir quem tem cabedal político para esta cruzada a la Dom Quixote .

Lúcio Flávio Pinto, em artigo publicado sob o título "A carta de rancor", desnudou o discurso de ocasião do ex-govenador: " Almir chegou a lançar a pedra fundamental da fábrica de cobre da Sabolo Metais, em Marabá, com fanfarra e tudo. O projeto ficou no estouro dos foguetes na festa de lançamento presidida pelo bicudo governador. Uma fantasia para minorar os efeitos do seu azedume.", escreveu o jornalista.

O que me chamou atenção nas declarações atribuídas a Almir, foi que, nas entrelinhas, por ação ou omissão, o ex-governador declarou nunca ter votado em Jader Barbalho para governador do Pará.

Diz a matéria do Diário que "o ex-governador confessou ter votado em Jader em outras duas oportunidades: para deputado estadual e federal."[votou para vereador em 1966]

Esse detalhe é importante porque Jader foi candidato ao governo três vezes. A primeira em 1982. Vitorioso, nomeou Almir prefeito de Belém. Se não votou em Jader contra Oziel Carneiro, Almir é, pelo menos, um ingrato. Aceitou a nomeação biônica de quem reprovou nas urnas.

Em 1990, Almir novamente não votou em Jader, na disputa contra Xerfan. Chegou a protestar até pelo uso de imagens do programa de Jader que mostravam Almir praticamente de mãos dados com o candidato do PMDB se equilibrando pelas estivas de Belém. No segundo turno, não declarou voto e sumiu.

Em 1998, é claro que Almir não poderia ter mesmo votado em Jader, já que naquela eleição enfrentou e derrotou o candidato do PMDB, obtendo a reeleição para o segundo mandato pelo PSDB.

Em 2010, alguém acredita que Almir votará em Jader Barbalho?

Arcebispo de Palmas será o novo arcebispo de Belém

O papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 30, três bispos para assumirem dioceses vacantes no Brasil. São eles: dom Vicente Costa, que está sendo transferido da diocese de Umuarama (PR) para a vacante diocese de Jundiaí (SP); dom Pedro Luiz Stringhini, que atualmente é bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo (SP) e agora passa a assumir a diocese de Franca (SP); e o arcebispo de Palmas (TO), dom Alberto Taveira Corrêa, que está sendo transferido para a vacante arquidiocese de Belém (PA).

Dom Alberto é mineiro de Nova Lima. Ele nasceu em 26 de maio de 1950. Seus estudos filosóficos e teológicos foram feitos no Seminário Coração Eucarístico de Jesus e PUC-MINAS, em Belo Horizonte (MG). Além desses, ele estudou Espiritualidade Sacerdotal, no Instituto Mystici Corporis – Fascati, em Roma. Sua ordenação episcopal aconteceu em sua terra natal, no dia 06 de julho de 1991. Ele está à frente da arquidiocese de Palmas desde 31 de maio de 1996. Como bispo, ele já foi auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF) [1991 – 1996]; vice-presidente do Conselho Administrativo da Fundação Popularum Progressio; assistente nacional da Renovação Carismática Católica [1994 – 2000]; membor da Comissão Episcopal do DEVYM/Celam [1995 – 1999]; presidente do Regional Centro-Oste [2003 – 2007]; e delegado da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe, em 2007. Seu lema episcopal é “Para a Vida do Mundo”.
(Fonte: CNBB)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Juruti transformado em estância turística


O Diário Oficial do Estado publicou nesta terça-feira (29) as sanções das leis que tornam os municípios de Juruti, Igarapé-Açu e Vitória do Xingu estâncias turísticas do Pará. Aprovando as leis, a governadora Ana Júlia Carepa define como o Estado deve investir no desenvolvimento dessas cidades, podendo definir projetos a partir de sua vocação natural.


Entre suas belezas naturais estão os lagos Jará e Preto, além das belas praias de Juruti Velho. O famoso Festival das Tribos, que acontece no mês de setembro, integra o patrimônio cultural da cidade, que também está entre suas atrações turísticas.

(Fonte: Agência Pará)


O sábio que se esqueceu(Eidorfe Moreira)

Lúcio Flávio Pinto

A comemoração dos 80 anos de Benedito Nunes fez-lhe justiça, um dos maiores intelectuais que o Pará já teve. Benedito pôde constatar em vida que seu valor foi reconhecido na terra natal, onde o profeta costuma ser maltratado. Foi o que aconteceu a outra das grandes cabeças do Estado, privada de testemunhar o reconhecimento do seu valor. Eidorfe Moreira morreu em janeiro de 1989, aos 77 anos, quase no anonimato e às proximidades da pobreza. Amargurado e triste.

Foi o principal dos nossos geógrafos. O filósofo da geografia, disse-o eu numa extensa matéria sobre ele que publiquei em A Província do Pará, jornal no qual ele colaborou durante quase meio século. O geógrafo da filosofia, completou Benedito Nunes. Podíamos cruzar os dois títulos para sermos mais completos, ainda assim sem chegar ao significado total da vasta produção (reunida em 18 livros; o 19º ficou inconcluso) desse paraibano, que veio adolescente para o Pará e daqui nunca mais saiu (nem para passear). Eidorfe foi uma pessoa de extrema e fina sensibilidade. Apreciava a boa literatura a ponto de ser um excelente crítico. Cultivava essa vertente do seu espírito lendo os melhores críticos literários. Alguns dos seus ensaios sobre escritores tão variados como Guimarães Rosa e Clarice Lispector mostram a sua capacidade de observação. A imagem do sertão que captou em vários textos da literatura brasileira é primorosa. Ele tinha o raro dom de sentir o pleno prazer da leitura e poder transmitir sua apreciação aos demais, sem perder o frescor da sua experiência pessoal e inserindo suas anotações no conjunto do pensamento organizado, por obra e graça do seu rigor metodológico, ainda que autodidata (como o próprio Benedito).

Eidorfe morreu com um traço de amargor e talvez de indignação. Em parte por conseqüência da perda do braço esquerdo, vitimado que foi pela violenta repressão da polícia de Magalhães Barata contra os estudantes do Colégio Estadual Paes de Carvalho, que manifestavam sua adesão ao movimento constitucionalista liderado por São Paulo em 1932 contra os primórdios da ditadura de Getúlio Vargas. Um tiro de fuzil que atingiu seu braço exigiu-lhe a amputação. A partir daí ele ficou ainda mais introspectivo, praticamente anti-sociável.

Leia o artigo completo aqui.

Almoço musical, com Jana Figarela e Paulo Neto


IPVA 2010 fica mais barato


Em 2010, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Pará ficará em média até 12,13% mais barato para carros. Para as motocicletas, o valor médio da redução será de 9,48% e para caminhões a média será de 6,70%, em relação aos valores cobrados em 2009.

A queda no valor do tributo acontece devido à desvalorização dos veículos de um ano para o outro. O preço médio dos automóveis é apurado anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para calcular o IPVA. Essa redução reflete também o corte no IPI dos carros novos, medida anticíclica adotada pelo governo federal para combater os efeitos da crise econômica internacional.

A tabela com os valores do IPVA 2010 foi divulgada nesta terça (29) no Diário Oficial do Estado (DOE), por meio da Instrução Normativa 039/2009, da Secretaria da Fazenda (Sefa).

(Fonte: Agência Pará)

Vistorias da Sema/Ibama atestam legalidade na Gleba Nova Olinda

As diretorias de Gestão e de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e as Divisões Técnica e de Controle e Fiscalização do Ibama, encaminharam à promotora de Justiça de Santarém, Lilian Regina Furtado Braga, relatórios técnicos de vistoria conjunta realizada entre os dias 9 e 15 de dezembro, conforme solicitação do Ministério Público, nos Projetos de Manejo Florestais Sustentáveis (PMFS), em campo, dos detentores Rondobel Florestal S/A- lote 13; Marlise Braun - Fazenda Maçaranduba e Jefferson A.A.R. de Araújo - Fazenda Vithorio, todos na Gleba Nova Olinda, em Santarém.

O município de Santarém sedia um dos maiores conflitos ambientais, em torno da extração madeireira em atividade na região de Arapiuns, Gleba Nova Olinda. A especulação indica que a madeira extraída na região não tem origem legal e que os Planos de manejos Florestais apresentam irregularidades técnica e fundiária.

Representantes do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Ibama, Setor produtivo, Ministério Público Estadual (MPE) e a Sema decidiram que nesta primeira operação, Planos de Manejo Sustentável de três empresas passariam pelo "pente fino", para atender a demanda do MPE e comparar as informações e coordenadas geográficas coletadas em campo com o processo protocolado na Sema.


Na vistoria conjunta realizada no lote 13, da Rondobel Florestal S/A, a conclusão aponta que o Projeto de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) apresenta algumas etapas das atividades que podem ser melhoradas com atendimento de determinações, mas está sendo manejado dentro dos princípios técnicos/legais preconizados no manejo florestal sustentado. "Não havendo óbices à continuidade das operações", conclui o documento enviado à promotora.

Na área pública estadual, em nome de Jefferson Aurélio Azulay Rodrigues de Araújo, a vistoria realizada no lote 20 - Fazenda Vithorio, 2.457ha de manejo florestal, com utilização de aparelho de GPS, máquina fotográfica, fichas e formulários de campo, trenas e outros equipamentos necessários ao trabalho, considera bom quanto às exigências técnicas e legais do Plano de Manejo Florestal Sustentável em questão, com necessidade de melhoramentos indicados para serem cumpridos dentro de prazos estabelecidos pela vistoria.

O Relatório de Vistoria Técnica conjunta entre Sema e Ibama, na Fazenda Maçaranduba - Marlise Braun, na Gleba nova Olinda também indicou, numa área de manejo florestal de 1.400 ha, que a PMFS foi considerado muito bom quanto aos princípios técnicos e jurídicos, não havendo obstáculos quanto à continuidade de suas atividades.

(Fonte: Ascom - Sema)

Santareno entre sobreviventes do massacre no Suriname

O garimpeiro Valdir Cosme Barbosa, 53 anos, natural de Santarém, escapou ileso do massacre de brasileiros no Suriname, ocorrido na véspera de Natal.


Joelma, do Calypso e a homofobia


A cantora Joelma, do Calypso, faz brincadeira de mau gosto com homossexuais durante show realizado em Oriximiná.

Assista ao vídeo aqui http://migre.me/faxW

Nome do arcebispo de Belém será anunciado amanhã

Amanhã às oito horas da manhã, os sinos de todas as igrejas da cidade irão bater para anunciar o nome do novo arcebispo de Belém. A nomeação deve ser feita pelo Núncio Apostólico do Brasil, dom Lourenzo Baldisseri, e publicada no L’Osservatore Romano (Observador Romano), periódico semioficial da Santa Sé que faz a cobertura de todas as atividades públicas do Papa Bento XVI. Em Belém, o nome será anunciado na Cúria Metropolitana, com transmissão ao vivo pela TV Nazaré[Em Santarém, canal 26(TV Encontro], às 8h.

O novo arcebispo será anunciado oito meses após a saída de Dom Orani João Tempesta da Arquidiocese Metropolitana da capital paraense.

Equipe marabaense traz novidades


Edkléber, Charles e Darlan: trio de zagueiros do Águia para o Parazão

Na tarde do último domingo, o Águia de Marabá promoveu a apresentação dos jogadores que integram o elenco para 2010. Recepcionados pelo técnico João Galvão, apresentaram-se Inácio e Zé Wilquer (goleiros), Marcondes (lateral esquerdo), Charles, Darlan e Edkléber (zagueiros) e Daniel (volante). Até o próximo sábado, se reapresentarão Analdo (volante) e Soares (meio campo). Além deles, já estão em Marabá os novos reforços: o zagueiro Ari, que estava no Treze (PB), e que foi campeão brasileiro da Série B 2001 pelo Paissandu; o lateral direito Victor Ferraz, vindo do São José (RS); o meia Thiago Marabá, que defendeu o Gavião Kiykatêjê na primeira fase do Parazão; o atacante Márcio Rogério, ex-Aparecida (GO).

João Galvão ainda espera contar com o meia Gustavo, que já defendeu o Águia; Diego Biro, filho do velho Biro-Biro; Aldivan, ex-lateral do Paissandu; e Rodrigo Ramos, goleiro que defendeu o Sampaio Corrêa (MA) e chegou a ser pretendido pelo Remo. Por outro lado, o volante Marabá, o lateral direito Léo Rosa e o atacante Edinho deixaram o clube. “Sentimos a perda desses jogadores, mas reforçamos nosso time para suprir as carências do plantel e esperamos fazer uma grande temporada”, justificou Galvão. (Do Blog do Gerson, com informações de Bira Ramos)

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Nota do Blog do Estado:

Enquanto isso, o São Raimundo adiou a apresentação dos jogadores para o dia 2 de janeiro.

Valtinho pode deixar Ananindeua

Depois de classificar o Ananindeua para a etapa principal do Parazão 2010, o técnico Valter Lima não aceitou o acordo salarial para permanecer no clube. Para o seu lugar, cogita-se o nome de Carlos Lucena, que comandou a Tuna na primeira fase e acabou eliminado.

O S. Raimundo confirmou a permanência de Lúcio Santarém e o Cametá manteve Artur Oliveira como treinador.

Chovendo no molhado

Pode ser alguém ache necessário reasfaltar ruas do centro comercial de Santarém, enquanto a maioria das vias da periferia está em estado lastimável.

Há quem ache que a prefeitura precise fazer obras em locais de visibilidade para melhorar a imagem da admininstração municipal.

Mas há, também, quem considere o reasfaltamento de trecho da avenida Rui Barbosa, em plena época de compras natalinas, um despropósito para atravancar o trânsito naquela área da cidade.

Há, também, quem considere que a prioridade do sistema viária deveria ser outra. Que tal a prefeitura asfaltar o pequeno trecho do 'ramal' do CR, em pleno centro da cidade?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O amarelo, com Nilson Chaves

As origens do Natal

Josué Monteiro

Se recebemos o Natal pela Igreja Católica Romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde os receberam os pagãos?

Leia o artigo completo aqui.

Termina greve dos médicos do Hospital Regional

Médicos que atuam no Hospital Regional do Baixo-Amazonas decidiram encerrar a greve que se estendia há uma semana.

A Pro-Saúde pagou, enfim, os salários de novembro.

O turismo brasileiro em 2009

Adenauer Góes
adenauergoes@gmail.com

Chegamos a mais um final de ano, nada mais natural do que fazer uma rápida avaliação do setor. Foi um ano marcado por crises,recessão e gripe suína, e dentro deste contexto o mercado brasileiro teve um desempenho que pode ser considerado surpreendente.A principal lição aprendida foi a de que não se pode de forma alguma desprezar o mercado doméstico,foi graças a ele que a aviação comercial,operadores de turismo,agências de viagem e hoteleiros puderam ter saldo positivo este ano.

O crescimento ficou abaixo de anos anteriores, porém não aconteceram abalos significativos, mesmo na baixa estação. A maior prova dos bons resultados se reflete nos bons resultados da temporada de verão, aquecida pela queda do dólar e que acabou por amenizar os impactos negativos das viagens ao exterior, prejudicadas principalmente pela pandemia da gripe suína. Ainda assim, o mercado demonstrando maturidade, reagiu rápido e buscou nas promoções saídas alternativas. A última delas direcionada ao mercado europeu, num leque de promoções que permitiu ás grandes operadoras chegarem ao final do ano com bons motivos para comemorar.

Mas houve também quem sentisse mais os impactos da crise, como o mercado de incentivo e o segmento de turismo de negócios. A queda de turistas estrangeiros acabou compensada pela entrada de divisas com o aumento de gastos. Da mesma forma que o Brasil passou a despertar o interesse do mercado internacional atraindo novas companhias aéreas que iniciaram suas operações em vôos regulares, como foi o caso da israelense EL AL e a Turkish, entre outras.

Algumas companhias ampliaram seu número de freqüências como a Taca e Continental Airlines, outras alteraram seus horários de vôos como a Tap.Tudo com o objetivo de aproveitar o bom momento do Brasil, favorecido pela economia e pela projeção de grandes eventos para os próximos anos.Nunca se discutiu tanto a necessidade de investimentos em infra-estruturar,está patente que caso não avancemos brevemente neste quesito, o País vai simplesmente emperrar.

Também está patente a necessidade de melhorarmos a qualificação de mão de obra e os serviços de receptivo. Ainda existem barreiras burocráticas sérias a serem ultrapassadas, como a questão da flexibilização dos vistos. Mas é fato que com base nos resultados obtidos, num ano cheio de turbulências, o turismo nacional pode comemorar. È importante que se aprenda com os erros, as lições positivas e negativas não devem ser esquecidas, até porque as projeções e perspectivas para 2010 são bem melhores, quando se analise sob a ótica de tudo que aconteceu neste ano que já se foi.

Titãs, Palavras




As medidas do tempo

Lúcio Flávio Pinto

Reproduzo a seguir o segundo material de divulgação do seminário sobre a Amazônia, realizado em São Paulo, no mês passado, pela Academia Brasileira de Ciência, do qual não pude participar, conforme noticiei na edição anterior. O título da matéria, preparada por Thaís Iervolino, da assessoria do encontro, foi: “Mais soluções, menos demagogia para a Amazônia”. Acho que tem valor documental. Primeiro porque a jornalista editorializou seu texto, fazendo comentários pessoais à margem das declarações dos participantes do encontro. É a ânsia que têm muitos brasileiros de participar do enredo amazônico, com todas as características de um drama – ou de uma tragédia. Em segundo lugar, por deixar nítida a distância que há entre críticos severos do que é posto em prática na região e aqueles que se empenham em converter a raposa em ovelha, utilizando os princípios da responsabilidade social das empresas e a pressão externa, às vezes tão externa que vem de outros países, nas origens das multinacionais. Ambas as posições são necessárias e positivas, desde que se entestem sempre, em benefício de uma verdade produzida pelo atrito da dialética dos opostos. Os debates nesses termos são muito úteis, pena que tão pouco freqüentes.

No vídeo, fazendo uma revisão do contrato assinado pelo governo brasileiro com a Icomi para a exploração da jazida de manganês do Amapá e comparando esse meio século pioneiro da era dos “grandes projetos” com a prática da antiga Companhia Vale do Rio Doce em Carajás, um analista rigoroso chegará à surpreendente constatação de que andamos para trás. O saldo do investimento da tão criticada Icomi em Serra do Navio e Santana parece melhor do que o da Vale em Parauapebas e cercanias, mesmo com todas as justas restrições que se fez ao projeto do manganês comandado pela Bethlehem Steel. Espero um dia poder transcrever o vídeo, gravado de improviso, para submetê-lo aos leitores e estimular um novo debate sobre o tema.

“A Alcoa, a Bunge e o Wall Mart são exemplos de empresa que atuam em prol da sustentabilidade”. Assim falou Fabio Scarano, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também representante da organização Conservação Internacional, durante sua exposição na palestra Ciência, Tecnologia e Inovação de um Novo Modelo de Desenvolvimento, uma das atividades do “Amazônia: Perspectivas e Desafios para a Integração Regional” – evento que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo, na terça-feira (17) e reuniu pesquisadores, ambientalistas e empresários para debater temáticas relacionadas à região amazônica.

A afirmação seria louvável se fosse real. Colocar a Alcoa – cujo ramo produtivo é a mineração, uma das que causam mais impactos socioambientais no mundo, a Bunge – que é atrelada à soja e aos transgênicos, e o Wall Mart, que há pouco sustentava a pecuária devastadora na Amazônia é, no mínimo, paradoxal. “Temos que dialogar com as empresas que mais causam danos ao meio ambiente para fazer com que elas passem a agir com sustentabilidade”, disse ele ao mostrar que a organização em que trabalha, Conservação Internacional, atua com esse tipo de empresa. Além de Scarano, cuja palestra baseou-se em ações da organização da Amazônia – principalmente com relação às Unidades de Conservação no Amapá, participaram também Maurílio Monteiro, da secretaria de Desenvolvimento C&T do Pará e Roberto Waack, da empresa A Mata.
Monteiro explicou a situação que vive a Amazônia, cuja educação e cujos projetos acadêmicos são um dos mais vulneráveis do Brasil. Esses dados já são mostrados não só pelos diversos especialistas que há décadas falam sobre isso, como também em índices do governo, anualmente divulgados: apesar de 12,7% da população brasileira viver na região amazônica, menos de 6% do investimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) são destinados à área. “É preciso superar os desafios, ampliar a capacidade de absorção e implantar novo sistema de desenvolvimento na região”, disse ele, como se fosse um descobrimento recente (e inédito) de uma possível solução.

Apesar de não estar presente no evento, o jornalista Lúcio Flávio Pinto fez sua apresentação via vídeo e essa foi uma das mais verossímeis de todo o evento. Com uma atuação histórica de denúncias contra mega-empresas que atuam na Amazônia e deixam rastros de devastação, Pinto fez sérias críticas à mineração, citando exemplos como um projeto de extração de manganês no Amapá, durante a década de 1940. “Após 40 anos de retirada do minério, chegou-se à exaustão da mina. A Icomi, responsável pela mineração, recebeu uma multa ambiental e deixou os dejetos a céu aberto”, contou.

Segundo ele, a situação hoje ainda é pior. “90% das pessoas que trabalhavam na Icomi eram seus funcionários. Hoje, 93% das pessoas que trabalham nos projetos da Vale são terceirizados. A justiça trabalhista de Paraupebas (no Pará e uma das cidades onde a Vale atua) é uma das mais congestionadas do país, com 8 mil ações contra a mineradora [e suas terceirizadas]. Para a empresa, vale mais à pena pagar as multas do que arcar com os encargos trabalhistas de seus funcionários”, disse ele.

Após a exibição do vídeo, o coordenador da palestra fez questão de analisar a fala do jornalista: “realmente a mineração causa danos. Mas para a população local, a Vale é a única saída”, disse ele ignorando a capacidade de se terem outras possibilidades e de se cobrar a garantia dos direitos e maior controle sobre as ações da mineradora.
Na parte da tarde, discutiram-se Arranjos Multilaterais e Dimensões Estratégicas da Integração Sul-Americana. O destaque, não tão favorável, foi para o Mauro Marcondes Rodrigues, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que fez questão de colocar a Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) como uma das possíveis soluções para integrar a América do Sul. “A IIRSA é um fórum, um espaço de debates entre os governos. Ela foi colocada como uma forma de integração para ajudar a se ter uma visão mais integral da região”, explicou ele. Mais uma vez houve um total “esquecimento” de que os projetos definidos pela IIRSA trarão altos impactos socioambientais e também uma completa “amnésia” quanto a outros pontos fundamentais para a integração regional: cultura, educação e outras políticas públicas.
Não se sabe se esses “esquecimentos” todos, presentes durante todo o evento, foram propositais ou se foram frutos de uma possível falta de preparo e vontade de propor mudanças efetivas, além daquelas discutidas amplamente durante anos. Sobra demagogia, falta inovação.

Cadê os jogadores do Pantera

A reapresentação dos jogadores do São Raimundo, hoje, pode ser um grande fiasco.

A maioria dos jogadores anunciados para a temporada 2010 não chegou a Santarém.

O Pantera estréia no campeonato paraense dia 17 de janeiro.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Avião com os brasileiros que estavam no Suriname pousa em Belém

Os cinco brasileiros que deixaram o Suriname na noite deste domingo já estão em solo brasileiro. O avião da FAB que os trouxe pousou em Belém (PA) às 21h20, horário de Brasília.

Na véspera do Natal, um grupo de brasileiros foi atacado por surinameses em Albina, no norte do país, em represália à morte de um morador local. O suspeito do assassinato é um brasileiro.

O Itamaraty não soube informar o estado de saúde dos passageiros que voltarão hoje ao Brasil. O avião sairá no início desta noite com destino a Belém (PA). Os diplomatas, de acordo com o ministério, permanecerão no Suriname para fazer o levantamento das vítimas.

Santarém, via satélite

Hoje fiquei muito feliz ao relembrar, em visita ao Google, a minha querida SANTAREM.
Servi no 8º BEC de 1972/1978. Participei da construção da BR 163 até próximo a Cachimbo, até o término da construção em 1976.

Lembro-me com saudade dessa terra magnífica e de sua gente hospitaleira e amiga.Parabéns pelo progresso atingido.

Ví via satélite, hoje, até a casa onde morei na vila militar. Que saudade!! Um dia espero poder voltar e visitar essa terra boa e rever os amigos.

Forte abraço. FELIZ ANO NOVO!

João Carlos Gonçalves Pereira,subtenente da reserva do Exército, advogado, Radiomador,PY2GP,LINS-SP.

Curtíssimas de domingo

O fogo consumiu a vegeação rasteira às margens dos lagos do Mapiri e Papucu, ontem à noite.

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O ex-governador Almir Gabriel pensa em disputar a convenção do PSDB, mesmo após o lançamento do nome de Simão Jatene ao governo do estado. Será que Almir conseguirá o número mínimo de assinaturas de convencionais para bater chapa com Jatene?

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O deputado federal Lira Maia(DEM) e o deputado federal Paulo Rocha(PT) têm atuado em dobradinha nas articulações pelo plebiscito do estado do Tapajós.

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A mais recente pesquisa encomendada pelo PT estadual mostra um céu de brigadeiro para o deputado federal Jáder Barbalho.

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O barco Almirante Barroso, que naufragou no rio Amazonas, tinha seguro? Cadê a Antaq? Qual foi o estaleiro que fez a construção? Algum engenheiro naval assinou o projeto?

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Dos terrenos devolvidos pelo BEC ao município, apenas o doado à Marinha está sendo objeto de construção. Vai ser erguido ali uma vila militar.

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Bom domingo a todos.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A Estrela do Pará



Roberto Carlos não poupou elogios a Dira Paes no seu tradicional show de fim de ano, no Ginásio Ibirapuera, em São Paulo.
O Rei reverenciou o talento da atriz, que viveu a Norminha em Caminho das Índias. Os dois cantaram juntos a música Cama e mesa.
(By Canetas sem fronteiras)

Amigo da Onça, por Péricles Maranhão(by O Cruzeiro)


No tempo do trem a vapor,os alimentos eram mais baratos e saudáveis

Sérgio Luiz
Toda produção chegava no trem movido a carvão.O petróleo ainda não tinha influência na economia presente da época.Os pesticidas e agrotóxicos não existiam e os alimentos eram totalmente saudáveis.Muitas doenças hoje conhecidas,não faziam parte do quadro econômico e social da época.O número de mortes por acidente e crimes era infinitamente menor que agora,depois do "desenvolvimento industrial gerado pelo petróleo". O ser humano era mais próximo,mais social,menos individualista;o norte social era a família e a educação; havia poetas e poesias,músicos e canções.Havia imperfeições?Sim.Havia injustiça?Sim.Havia discriminação?Sim.Porém não mais que hoje.A sede pelo lucro rápido,mudou e transformou a humanidade e desprezou e destruiu o que de maior valor o homem possui,a família.

Na época do trem a vapor,a captação do lucro era mais lenta,mas isso não impedia o sucesso da economia e do emprego ; o valor humano era vital ao trabalho,abrindo muito mais porta de emprego que hoje.Jamais se pensava no ser humano ser substituído por máquina. E aí...veio a "turma do petróleo",convenceu o governo e retiraram os trens;trouxeram as máquinas com a justificativa da necessidade de que o comércio mudou e que as máquinas acelerariam os negócios e consequentemente as riquezas.

A economia do mundo estava se globalizando e quem não se adequasse as novas regras de mercado,ficaria alienado e não se desenvolveria. O governo então aceitou. Uma grande massa de trabalhadores ,ficou desempregada;parte da massa trabalhadora optou pela aposentadoria,outra parte trocou de ramo e a esposa passou a ajudar nos negócios,os ainda novos se reciclaram para se adaptarem aos "novos tempos" e outra parte...ficaram na miséria e alguns se suicidaram.
Sendo assim,a primeira coisa que a "revolução industrial " fez,foi alienar o homem e valorizar a máquina.Os que não foram alienados,foram escravizados a ela.O norte desta "revolução",é o lucro rápido,império de mercado,domínio político e a escravização de homens e nações que não conseguiram se suplantar.

O Império das Máquinas,não se sensibiliza com o mundo natural...e que dele precisa."Se o mundo for destruído,pula-se desse pra outro,como se fosse fácil,pular de um abismo pra outro".Ao invés de matar a fome no mundo,dedica-se toda verba mundial pra pesquisas tecnológicas e exploração espacial,como se já tivessem planejando exatamente isso.A loucura é tão grande que pra não esperar o tempo que a natureza leva pra produzir um alimento,criaram alimentos transgênicos,produzem bebes de proveta,insseminação artificial...tudo pago e produzido laboratorialmente,nada natural.As estradas deixaram de ser livres,receberam pedágios...enfim... e tudo está sendo feito para que o lucro seja rápido,mesmo que pra isso tenha que descartar o respeito legal e natural.

Infelizmente a produção acelerada e o lucro rápido cegou os valores humanos de que o homem não é mais tão necessário para a revolução tecnológica.Basta sómente alguns grupos de gênios.E cada vez mais as máquinas estão recebendo "meios" de prover e fazer tudo que o homem faz...e mais rápido até que o homem e a natureza.Teve até um japones que casou com uma esposa virtual.

A verdade é que o homem precisa muito mais de atenção do que produção e lucro,além do necessário.

Foi-se a família,a educação,a poesia...e a canção.Não tínhamos tudo...mas éramos felizes com o que tínhamos

Curtas de sábado

Cheira à insensatez dos assessores do vice-governdor Odair Corrêa a exibição de outdoors com os dizeres: O povo paraense concedeu a Odair Corrêa o título de personalidade política 2009".
Esse bando de puxa-sacos se atreve a falar em nome do povo. Em vão.

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O veredor Bruno Paraíba botou o rabinho entre as pernas e desistiu de emendar o orçamento 2010 da PMS. Bastou um ralho e o filho do todo-poderoso da Semab falou baixinho. Ele, e o vereador Reginaldo.

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A prefeita Maria do Carmo já avisou: - Quem manda na folha de pagamento da Prefeitura de Santarém sou eu! A oposição jura de pés juntos que o manda-chuva era o Everaldo.

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O deputado Carlos Martins já não está tão confortável na disputa para ser ungido pré-candidado a deputado federal pela Unidade na Luta, corrente liderada no Pará pelo deputado federal Paulo Rocha. Além de disputar a vaga com Miriquinho Batista, Martins terá que se digladiar internamente com o professor Mário Cardoso.

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Caveira de burro difícil de desenterrar em Santarém: as obras de reforma dos mercados Modelo e Municipal.

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Estatística macabra: Todo delegado fluvial da Marinha em Santarém tem um naufrágio para chamar de seu. Quando essa sina acaba?

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O projeto Navega Pará, implantado pelo governo Ana Júlia, em Santarém, é uma das obras mais difundidas pela propaganda oficial.

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Cristina Caetano está gravando com o violonista Sebastião Tapajós. O CD promete.

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Diáspora muscial: Por quê todos os integrantes do Canto de Várzea não conseguem se juntar nos palcos santarenos?

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Falência do estado de direito:Invasores do terreno do Juá formam milicias particulares. A polícia tem medo de adentrar naquela área. Os pescadores do lago temem represálias.

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STJ diz que é legal cadastro prévio de idoso

As concessionárias do serviço de transporte público coletivo podem exigir documento de idoso para transitar gratuitamente. Tal medida pode evitar fraudes e não viola os direitos de personalidade do idoso. A conclusão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao manter decisão que autorizou a transportadora Bento Gonçalves de Transportes a exigir cadastro prévio e confecção de carteirinha dos usuários maiores de 65 anos para usufruírem o benefício do passe livre.

A ministra Eliana Calmon, relatora do recurso, afirmou ser inexistente violação aos direitos de personalidade dos idosos pela conduta da empresa. Para a ministra, o cadastramento dos idosos feito pela viação parece ser mais eficiente para evitar fraudes. A ministra afastou a possibilidade de injuridicidade da conduta da transportadora e a inexistência do dano moral coletivo.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul havia entrado com ação contra a empresa alegando que houve impedimento dos idosos em utilizar gratuitamente o serviço de transporte. Na ação, pediu indenização por dano moral aos usuários e o ressarcimento dos valores pagos pelas passagens. O pedido foi negado na primeira e na segunda instâncias.

O MP recorreu ao STJ, sustentando que a exigência da transportadora causou sofrimento de desvalia e indignidade em cada um dos idosos. O recurso foi negado. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

O carisma de Lula: um fator de risco

Lúcio Flávio Pinto

Um oficial do serviço secreto do exército dos Estados Unidos perguntou a Albert Speer, preso em 1945 à espera do julgamento dos criminosos de guerra nazistas pelo Tribunal de Nuremberg, dentre os quais era o mais destacado, o que devia fazer para progredir na vida e ser útil ao seu país. “Explore o seu carisma”, recomendou o arquiteto-chefe de Adolf Hitler. Era o conselho mais poderoso que ele podia dar. O carisma salvaria o próprio Speer de ser enforcado junto com os outros 10 principais representantes do III Reich presos pelos Aliados, alguns dos quais com um currículo menos negativo do que o próprio ministro. Ele foi o responsável pelo funcionamento da terrível máquina de guerra do nazismo, que matou dezenas de milhões de pessoas.

Durante 12 anos, Albert Speer foi o auxiliar mais próximo de Hitler, executando todas as suas ordens, exceto a final: destruir tudo que ficasse atrás da retirada das já derrotadas tropas alemãs, na mais selvagem das políticas de terra arrasada de todos os tempos. No que pôde, Speer não cumpriu a determinação. Foi além: disse pessoalmente ao Führer que, dessa vez, não faria a sua vontade. Hitler, seus assessores e o III Reich passariam, mas a Alemanha devia continuar. Surpreendentemente, o maior dos ditadores da história não mandou executar o auxiliar insubmisso, como teria feito a qualquer outro, incluindo Göring, o marechal do Reich, o segundo na linha sucessória propriamente militar (ou paramilitar).

Pelo contrário: Speer é que chegou a conceber um plano para liquidar Hitler e sua equipe mais íntima, já refugiada no bunker ao lado da chancelaria, em Berlim, onde o Führer passaria seus dias derradeiros e se suicidaria, quando as tropas russas já ocupavam a capital. Ao depor em Nuremberg, Speer disse que um detalhe, que impossibilitava a liberação de gás para o interior da casamata, o impediu de matar Hitler antes que ele completasse a destruição do país. Se o III Reich não ia mais durar um milênio, Hitler queria levar tudo que pudesse consigo para o inferno, sem o sentido alegórico da expressão.

Nunca se conseguiu provar ou desmentir essa hipótese. Foi em torno dela, como fato concreto conhecido apenas por ele próprio, que Speer construiu sua brilhante tese de defesa: de que foi leal a Hitler, mesmo em seus paroxismos de loucura, enquanto ele foi leal à Alemanha; quando o exercício poder pelo Führer se tornou estritamente pessoal, e assumiu um caráter paranóico, Speer manteve lealdade apenas à Alemanha.

Mero oportunismo? Não exatamente, já que ele foi ao bunker comunicar a Hitler que decidira se dissociar. E, surpreendentemente, saiu de lá incólume. Estava são e salvo ao ser localizado pelas tropas aliadas, às quais se entregou pacificamente. A partir daí, desmontou o esquema de defesa concebido e liderado por Göring, que, derrotado, conseguiu se suicidar horas antes da execução.

Speer cumpriu os 20 anos da sentença na prisão de Spandau, preparando o novo enredo que desenvolveria a partir da liberação, não só pela postura pública que assumiu, sempre tranqüilo e aparentemente sincero, como através de dois livros, que causaram enorme impacto mundial, se tornando best-sellers e lhe permitindo encerrar sua biografia, em 1981, com a imagem de um renascido, que se purificou purgando sua culpa. A imagem correspondia ao que estava por trás dela? Uns acham que sim, outros garantem que não. O mistério, porém, é maior do que as duas convicções antitéticas. Foi a obra prima intelectual de Speer, tenha sido ele sincero ou não. É um dos casos mais incríveis de utilização do carisma, que, em certa medida, superou outro exemplo ainda mais notável, o do próprio chefe. Adolf Hitler teve que se suicidar. Speer morreu “de velho”, em casa, e redimido.

Sempre que penso em carisma, a história do arquiteto do nazismo me vem à memória como um paradigma, um tipo ideal, na visão das ciências sociais, ou um arquétipo, segundo a psicanálise mítica de Jung. Luiz Inácio Lula da Silva tem um poderoso carisma e sabe manejá-lo tão bem quanto Speer, embora nesse paralelismo seja necessário descer alguns degraus intelectuais ao passar do alemão para o brasileiro (ou subir, se a escala é de valores morais e éticos). Quem se aproxima mais de Lula parece sentir por ele um fascínio que pessoas inteligentes e talentosas sentiam por Hitler ou Speer. Por isso ficaram ao lado deles, seguindo suas ordens mesmo quando não concordavam com seus fins. Como puderam ser tão leais, obedientes e submissos a uma pessoa que, por diversos critérios, exceto o do carisma, lhes era inferior?

Leia o artigo completo aqui.

Naufrágio provocou 15 mortes


Subiu para 14 o número de mortos no naufrágio do barco Almirante Barroso, no rio Amazonas, no Pará, segundo informações do Corpo de Bombeiros. O acidente aconteceu na madrugada de terça-feira.
O corpo de um menino de 8 anos que estava desaparecido foi encontrado na tarde desta quinta-feira. Na manhã de sexta-feira também foram encontrados dois corpos.
De acordo com os bombeiros, uma pessoa continua desaparecida.
O Almirante Barroso já foi removido do local do acidente.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

O Blog do Estado deseja a todos os leitores um Feliz Natal.

As atualizações serão retomadas a partir de 08h00 de sábado, 26/12.

J.Lennon, Merry Christmas War Is Over



Manchetes de O Estado do Tapajós


LEI NÃO INIBE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

RESGATADOS 10 CORPOS DO NAUFRÁGIO DO BARCO ALMIRANTE BARROSO

INQUÉRITO DA MARINHA SÓ COMEÇA APÓS FIM DAS BUSCAS

ALMIRANTE BARROSO NAUFRAGOU SOB COMANDO DE PILOTO SUBSTITUTO

QUEM TEM MEDO DE 'AMIGO INVISÍVEL'?

PROIBIDO USO DE CAPACETES EM LOCAIS PÚBLICOS

NICODEMOS SENA, O ESCRITOR QUE SAIU DO PORÃO PARA A LITERATURA

TÉCNICO DO SÃO RAIMUNDO PREFERE PRE-TEMPORADA EM ALTER DO CHÃO

ALUNOS DA REDE ESTADUAL VÃO ENTRAR 2010 NA SALA DE AULA

DETRAN LANÇA NOVO MANUAL DE PROCEDIMENTOS

IBAMA DENUNCIA QUE CARVOARIAS CONSTINUAM IRREGULARES EM SANTARÉM

Memória de Santarém: BR-163 - QUANDO OS PIONEIROS ESTAVAM CHEGANDO


LEILÃO DE JÓIAS DA CAIXA É CONCORRIDO

APOSTADORES DA MEGASENA DA VIRADA TEM QUE JOGAR NO VOLANTE CERTO

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Emater convoca aprovados em concurso público

Mais 30 técnicos agrícolas, classificados no último concurso, acabaram de ser convocados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). Os editais foram publicados nos dias 17 e 21 de dezembro no Diário Oficial do Estado do Pará. Os profissionais têm 30 dias para se apresentar. Eles estão sendo lotados nos quatro polos regionais em que a Emater atua: Belém, Marabá, Altamira e Santarém.

Os editais de convocação podem ser consultados no site www.ioepa.com.br.


Naufrágio: Marinha desloca navio e helicóptero para local do acidente

Um helicóptero da Marinha, baseado em Manaus, já está em Monte Alegre dando suporte às operações de busca aos desaparecidos no naufrágio do barco Almirante Barroso.

O comando do IV Distrito Naval, em Belém, deslocou um navio para o serviço de remoção do barco, que está adernado às margens do rio Amazonas.

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Atualização as 14h28:

A delegacia da Marinha em Santarém confirma o resgate do corpo da décima vítima do naufrágio do barco Almirante Barroso.

Atualização as 11h08 (25/12):

Já foram confirmadas 14 mortes no naufrágio. O corpo de uma mulher continua desaparecido no rio Amazonas.

Após nota do Blog do Estado, Pro-Saúde confirma greve dos médicos no Hospital Regional

A Direção do Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará – Dr. Waldemar Penna informa que o Corpo Clínico desta unidade decidiu em assembleia paralisar parcialmente os atendimentos à população a partir desta terça-feira, dia 22 de dezembro, em virtude do atraso no pagamento da remuneração do mês de novembro, que deveria ser paga até o dia 20 de dezembro.

Ontem (22), o Hospital Regional recebeu da Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESPA um repasse que não foi suficiente para o pagamento integral e imediatamente repassou o equivalente a 50% da remuneração em atraso. A SESPA informou ao Hospital Regional que efetuará um novo repasse nos próximos dias, que seria suficiente para efetuar o pagamento do restante da remuneração.

A Direção do HRBA reuniu-se com uma comissão representativa do Corpo Clínico e foi informada que a paralisação deverá permanecer até que a remuneração seja paga de forma integral.

Desta forma, ficam suspensos serviços como consultas ambulatoriais, exames, novas internações e cirurgias eletivas. Não houve paralisação nos serviços de UTIs, hemodiálise, oncologia, atendimentos emergenciais (exames, cirurgias e internações), como também na assistência aos pacientes já internados. A Direção do HRBA informa que todas as demais equipes estão trabalhando normalmente.

O Hospital Regional aguarda que essa situação seja resolvida e que todos os serviços estejam com suas atividades normais o quanto antes.

Santarém, 23 de dezembro de 2009.
Dr. João Batista Alves Júnior
Diretor Técnico-Médico
Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará – Dr. Waldemar Penna
Pró-Saúde

Papai Noel sofre com o calor em Santarém

Mesmo com o calor insuportável, e bem longe da realidade tradicional natalina do sul do país, algumas lojas em Santarém continuam investindo em contratar o "bom velinho" para ajudar nas vendas. Atraindo as crianças e conseqüentemente os pais.
Henrique Moraes, que desde 1992 é animador de festa, palhaço (farofa) profissional, há quatro anos vem trocando a fantasia nesta época do ano e se transformando em Papai Noel para garantir uma renda extra. O jovem que trabalha no comércio também participa da programação oficial do município. Ele reclama do calor e do incômodo da roupa e da barba, mas diz que vale a pena, pois consegue faturar algo mais, cobrando R$ 100,00 por apresentação e assim garante um fim de ano melhor.

Mas em relação aos incômodos da roupa e do calor, ele diz ainda que existem alternativas, como não ficar por mais de três ou quatro horas com a roupa, sempre há um tempinho pra parar, tirar um pouco e hidratar, se não a jornada acaba por não ser cumprida corretamente. Para que tudo dê certo, o Papai Noel permanece sempre próximo ao ar condicionado.

A loja que o contratou diz que as pessoas ainda não entraram no clima natalino, mas esperam que isto aconteça a partir desta sexta-feira, com a maior proximidade da festa, pois esta é a esperança dos comerciantes. Os lojistas não enxergam outras alternativas para deixar o Papai Noel com um ar mais amazônico, pois só assim o publico se ente atraído, é diferente e incomum.

Preços e tradição ditam cardápio da ceia de Natal

Da Redação:

Mesmo com a queda dos preços de produtos que compõem a ceia natalina em relação ao ano de 2008, as famílias santarenas sentem no bolso os altos custos da ceia de natal e procuram alternativas para diminuir os gastos. Segundo a FGV, Fundação Getulio Vargas, a ceia de natal do brasileiro terá este ano uma redução de 17% nos preços dos produtos classificados como complementos da ceia, notadamente os importados, mas esse cardápio pode ainda estar longe dos sonhos de consumo da maioria das famílias.

Enquanto existem famílias que procuram manter a tradição, outras famílias não estão muito preocupadas com a ceia tradicional, ou por falta de costume ou por economia. Alguns usam dos itens típicos amazônicos para a realização de sua ceia alternativa e justificam que o mais importante é estar reunido em família. No caso da família dos Oliveira a ceia é temática, eles se reúnem todos no sitio, trocam presentes, fazem o culto, e abusam de alimentos típicos do interior, como a galinha caipira, por exemplo, fugindo dos altos custos dos produtos natalinos, mas não deixando de confraternizar.

Já na ceia da família Viana tem que ter o peru, mas os demais complementos são alternativos, o preço é um dos fatores que fazem com que a família fuja do tradicional, mas também muitos na família não são adeptos a gastronomia tradicional natalina. Esta tem sido uma opção de muitas famílias santarenas, uma ceia mais regionalizada e que possa agradar ao paladar de todos que encontram-se na mesa.

Alguns ainda são adeptos a uma ceia tradicional. As famílias Sá e Amaral que se reúnem todos os anos para a tradicional ceia, não dispensam o peru e as frutas em sua mesa, mesmo com os custos altos as mulheres da família que sempre ficam encarregadas das compras e dos preparos dizem que ainda vale a pena um investimento maio pra reunir a família, mas também não dispensam alguns itens não tradicionais, itens mais regionalizados. Outra família adepta a ceia clássico são os Feitosa que costumam se reunir diante da mesa para uma ceia farta e tradicional, onde não pode faltar as frutas, o panetone, o peru, o pernil e claro a oração e a troca de presentes. E, para que a ceia seja assim a família costuma economizar e dividir os gastos.

Os principais produtos são encontrados nos supermercados da cidade com uma faixa de preço muitas vezes razoável, mas como justificaram muitas famílias, pelo fato de serem muitos familiares reunidos a quantidade tem que ser grande e acaba saindo dispendioso.

O panetone preferido das crianças pode ser encontrado entre R$ 5,89 e R$ 30,99, já o pernil o quilo sai em media de R$ 8,49, enquanto a media do preço do peru pode ser encontrado até de R$ 8,90 o quilo, e entre as frutas a mais cara são as nozes que não saem menos de R$ 51,00 o quilo, passo pelo damasco que pode ser encontrado por R$ 20,00, até chegar a alternativa mais em conta, as frutas cristalizadas que não saem mais de R$ 4,73 o quilo. Mas não podemos esquecer as uvas (R$ 7,99 Kg), as passas (R$ 19,00 Kg), o bacalhau (R$ 29,00 Kg) e o Chester (R$7,99 Kg).

Autonomia na tela da Tv Liberal

Lúcio Flávio Pinto

Nem parece que a TV Liberal e o jornal O Liberal pertencem ao mesmo grupo empresarial. A mesma linha editorial é que eles não seguem. O jornal dos Maiorana fez o possível e o não recomendável para reduzir o significado da cassação do prefeito Duciomar Costa: colocou a primeira notícia no pé da primeira página e a partir daí só abriu o noticiário com a posição do alcaide. Chegou ao cúmulo de denunciar na primeira página, como delito penal, o que foi um ato de improvisação dos membros da mesa da Câmara Municipal: abrir a sala para dar posse (embora indevida) ao novo prefeito, José Priante, do PMDB, aquele que foi sem ter sido.

Já a TV Liberal vem fazendo uma campanha de matérias sobre aquilo que se transformou em caso de calamidade pública: o serviço de saúde em Belém. As culpas abrangem os três segmentos do governo (federal, estadual e municipal), mas a ênfase tem sido nos postos municipais. Todos os dias há situações escabrosas para relatar sobre o descalabro no setor – e a TV Liberal está presente. Como se fez bem presente à cobertura do cassa-não-cassa de Duciomar. Um contraste brutal com o que sai (e, em especial, com o que não sai) nas páginas dos jornais impressos da família Maiorana, que começou a cobertura não anunciando o fato (a sentença do juiz), mas a defesa do prefeito.

Como explicar o paradoxo? Simples: os Maiorana continuam a mandar na administração e nas finanças da sua emissora de televisão, mas quem dita as regras sobre a cobertura jornalística é Álvaro Borges, o jornalista deslocado de Minas Gerais para atuar como interventor na redação da TV Liberal. Até um tempo atrás essa intervenção branca se limitava às pautas da rede. Estendeu-se depois à cobertura local. E agora atinge também os investimentos necessários para que os jornalistas tenham boas condições de trabalho: câmeras, carros, equipamentos e agora até um helicóptero.

De moto próprio, os Maiorana se recusavam a cumprir integralmente o esquema de aplicações cobrado pela Rede Globo. Quando o atendiam, era parcialmente. A emissora esteve próxima do sucateamento algum tempo atrás. Mas a direção da Globo endureceu e, baseada no faturamento que proporciona aos afiliados, por conta de sua esmagadora liderança no mercado nacional, e para conter a sangria de receita, destinada a outras mídias, exige qualidade, que se tornara matéria escassa no balcão de negócios da Liberal.

Agora as ordens de cima têm que ser cumpridas. Tanto para dar credibilidade ao noticiário da emissora, fazendo-o aproximar-se da realidade e assim se libertar da pasteurização a que fora submetido pelo excesso de matérias recomendadas (pelo departamento comercial ou pelo totem do chefe), como também para melhorar o aprumo formal das reportagens, que falhavam por causa do uso de equipamentos defasados ou saturados.

A completa atualização da TV Liberal ao padrão Globo desafiava a liquidez da empresa, sem recursos próprios para bancar todas as despesas necessárias. Mas o Jardim Botânico não pretende condescender: a afiliada que arranje os recursos para responder aos desafios. A alternativa não é romper o contrato de afiliação, o que nunca esteve em pauta, desde que Romulo Maiorana tirou a representação de Roberto Marinho da TV Guajará, da família Lopo de Castro, na metade da década de 70 do século passado. O risco pode ser o aparecimento de um grupo – com disposição e capital – que se apresente para assumir o negócio, com uma oferta vantajosa para todos.

Portal da floresta (Veja on line)




A floresta recua e, às margens
do Rio Tapajós, surgem as praias
de Alter do Chão, uma surpresa
no coração do Pará

Leonardo Coutinho

Fotos Luiz Braga

Caribe na Amazônia: Alter do Chão tem areias branquinhas e as águas azuis do Tapajós, o rio-mar que de uma margem não se vê a outra

Pode ser alguma coisa no ar, na linha do horizonte, no calor que gruda na pele, na paisagem. Quem desembarca pela primeira vez em Belém do Pará faz uma série de constatações imediatas: está no Equador, o mar a sua frente é um rio, a imensidão verde da floresta chega até ali pertinho, suas referências do que é o Brasil precisam de várias adaptações. E Belém pode ser a base para uma experiência amazônica diferente, uma espécie de iniciação à floresta, com as praias de rio a seu redor, a exótica Ilha de Marajó quase na outra margem e, mais adiante, a melhor incursão de todas, Alter do Chão.

Para quem traz na mente as imagens convencionais da Amazônia, chegar a essa vila de pescadores, a 35 quilômetros de Santarém, é um espanto. Primeira surpresa, as águas do Tapajós, o mais bonito dos rios da Região Norte. Mornas e cristalinas, são de um azul intenso, que lembra o mar. Essa Amazônia de ares caribenhos se completa com mais de 30 quilômetros de praias de areia macia, branquinha. De uma margem do rio não se vê a outra – um efeito tão impressionante que os primeiros navegadores europeus, há mais de 400 anos, provavam de suas águas para ter certeza de que não era salgada.



Mercado de carnes, Belém: estruturas vindas da Europa no auge da "era da borracha" são restauradas em projeto que pretende devolver à cidade o antigo esplendor

A melhor época para visitar Alter do Chão é no verão amazônico, de julho a dezembro, quando a ausência de chuvas amplia a faixa de praia. É nessa época também que a modesta indústria turística local oferece mais opções de lazer: aluguel de caiaques, pranchas de windsurfe e de equipamentos de mergulho, todos artigos raros na baixa temporada. Na primeira quinzena de setembro, a vila lota com cerca de 100.000 pessoas que vão assistir ao sairé, uma festa regional que mistura elementos religiosos e lendas locais. Seguindo o modelo de outra festa amazônica, a da Ilha de Parintins, a população e os turistas lotam o sairódromo para acompanhar a luta entre o boto-cor-de-rosa e o cinza, o tucuxi. Saindo de Alter, os melhores passeios são de lancha, até praias desertas, como Aramanaí, Pindobal e Muretá – esta, enfeitada por um lago de águas verdes no meio da floresta, habitado por piranhas e jacarés. De volta à vila, no fim da tarde, a natureza oferece um programa obrigatório: a quinze minutos de lancha, na entrada da enseada que banha Alter do Chão, dezenas de botos, nadando em pares, sobem e voltam a mergulhar, alimentando-se dos peixes que usam o local para se reproduzir.

Para chegar a Alter, viaja-se uma hora de avião de Belém a Santarém (há vôos diários) e mais meia hora (35 quilômetros) de táxi ou carro alugado. Neste último caso, deve-se encher bem o tanque em Santarém, tendo em mente que na vila não existe posto de gasolina – nem táxi, nem agência bancária, nem caixa automático. A opção mais ousada é ir de barco. São 150 reais por pessoa em camarote duplo, com banheiro, ar-condicionado e o direito de contar, depois, aventurescas histórias de navegação no rio-mar. A duração da viagem também é amazônica: sessenta horas.


Ver-o-Peso: com suas torres e armações de ferro, o mercado tricentenário vende de tudo um pouco em barracas coloridas e é o cartão-postal de Belém

O sabor indígena: ingredientes amazônicos dão o tom exótico da culinária paraense, em que se destacam o pato no tucupi, o tacacá e a caldeirada (foto) de peixe

Na ida ou na volta, a revitalizada Belém é parada obrigatória. Metrópole da Amazônia no auge da extração da borracha, apelidada de "Francesinha do Norte" pela influência da França na arquitetura e no modo de vida dos novos-ricos do século XIX, a cidade está sendo reconstruída a partir do que restou de quase 100 anos de abandono. Em abril foi reinaugurado o Theatro da Paz, que teve suas pinturas e peças de madeira no estilo belle époque recuperadas. Na onda de reformas, até o tricentenário Mercado do Ver-o-Peso ganhou nova pintura, barracas padronizadas e um espaço mais arejado e limpo. São, ambos, parte da série de obras iniciadas três anos atrás, com a instalação da Estação das Docas, um complexo de lojas, restaurantes e teatro na zona portuária da cidade, onde galpões de aço trazido da Inglaterra há mais de um século receberam paredes de vidro, ar-condicionado e iluminação especial. Lá é um bom lugar para provar a culinária paraense, a mais autenticamente indígena do país, carregada no tucupi, um molho de cor amarelada feito de manipueira, o suco extraído da mandioca. Pratos obrigatórios: pato no tucupi e tacacá, este uma mistura servida em cuia do mesmo molho com camarão, goma de mandioca e temperos. Quem prova não esquece.



(Para acessar o site dos hotéis, clique nos estabelecimentos sublinhados)

Alter do Chão

Hospedagem

Uma opção sossegada é o Belo Alter (fone: 527-1247, 91 reais), novinho em folha e afastado do centro da cidade. Os apartamentos têm móveis simples, mas comodidades raras por lá, como ar-condicionado e TV. O acesso é por estrada de terra (menos de 1 quilômetro até a vila), sem iluminação. A Pousada Alter do Chão (fone: 527-1215, 25 reais) é para quem enfrenta qualquer parada – os quartos, com paredes de tábua, são mobiliados com nada além de uma cama e um ventilador.


DDD
O DDD da região é 93

Belém


Hospedagem

O Hilton Belém (fone: 0800-780888, diária de 380 reais) segue o padrão hotelão de rede, fica em frente ao Theatro da Paz e é considerado o melhor hotel da cidade. Oferece dois restaurantes e serviços compatíveis com o preço que cobra. O Beira Rio (fone: 249-7111, 98 reais), às margens do Rio Guamá, é ponto de partida para passeios de barco pelo rio. Já o Manacá (fone: 223-3335, 75 reais), instalado em uma casa numa região central, é simples, sem luxos, mas simpático – mais parece uma pousada e é tão escondido que até os taxistas têm dificuldade de localizá-lo.


Restaurantes
A restaurada Estação das Docas é o superendereço gastronômico de Belém, com quase uma dezena de restaurantes, que servem quase tudo, entre paredes de vidro com vista para a bela Baía de Guajará. As opções vão da comida regional à japonesa. O mais conhecido local para provar a saborosa e exótica comida paraense é o Lá em Casa (fone: 223-1212). Seu carro-chefe é o pato no tucupi.

DDD
O DDD da região é 91

Naufrágio: 9 corpos encontrados

Com o resgate do corpo de um menino de 11 anos, sobre para 9 o número de vítimas do naufrágio do barco Almirante Barroso.

Naufrágio: Superlotação

Ivan Lopes deixou um comentário sobre a postagem "Naufrágio: 5 corpos encontrados, 94 sobreviventes ...":

Naufrágios na região amazônica é tão corriqueiro que deveria não ser mais notícia. Se fosse um avião, certamente a imprensa nacional e internaciona estaria brigando para ver quem faria mais "furos" de reportagens.

As informações dão conta de que a referida embarcação estaria superlotada. suspeitei desde o início, mas serão as autoridades que vão fazer essas conclusões. Cadê as autoridades responsáveis que deixam esses barcos partirem com excesso de mercadorias e passageiros?

Se tivessem morrido 100 pobres, ainda assim, tal fato não comoveria as nossas autoridades, a não ser às vésperas das eleições, pois seriam 100 votos. É lamentável.

A morte por ganância

Antenor Giovaninni(*)

Quem é de fora, realmente estranha ao observar junto a orla da cidade aquele sem número de barcos ancorados a espera de cargas e passageiros. É o nosso ponto de ônibus para diversos destinos que margeiam nossos rios.
Como um exército de formigas lá vão eles chegando.
Os passageiros com suas malas, seus pertences, suas esperanças, seus ânseios, seus problemas, suas saudades.
Por outro lado outro exército de homens fortes e suados carregando nos ombros mercadorias para diversos destinos.
Todos são alojados.
Uns mais , outros menos apertados.

Chama atenção as centenas de redes esticadas ao longo dos barcos onde a grande maioria dos passageiros irá se acomodar até seu destino final.
Ao cair da tarde, lá vão eles já cheios de saudades mas ansiosos pela chegada no destino.
Mas, muitos deles no "olhômetro" dão a certeza e a sensação que estão acima do limite permitido. São muitas pessoas aglomeradas num dos pisos dos barcos.
Mesmo assim ele segue viagem.
Suas luzes desaparecem no horizonte pela imensidão do rio.
O aceno de muitos, o choro e o abraço de despedida ficam na beira na espera de ver o barco sumir nesse infinito.

No destino, o oposto. Mãos e olhos atentos no aguardo de entes queridos que muitas vezes fazem anos de distância e de saudades. A espera é agoniante, mas vale o sacrificio.
Os carregadores ajeitam seus carrinhos a espera da encomenda prometida.
Os ambulantes ajeitam suas guloseimas a espera da clientela que irá em breve desembarcar. É a féria do dia .
O tempo passa. As horas avnçam e o barco não chega.
A espera se transforma em sofrimento. A angustia se torna alflitiva.
Informações desencontradas. Pode ser que o barco quebrou.

Alguém chega com a noticia que ninguém quer ouvir e acreditar.
O barco virou. O barco afundou. O barco bateu e afundou. A tragédia aconteceu.
O chôro compulsivo pedindo a Deus pelo salvamento e pelo resgate.
Quem pôde se salvar, salvou. Quem pôde ser resgatado, o foi. Quem não conseguiu, é o fim.
Muitas vezes à espera de anos ao invés de chegar correndo, saltitando, sorrindo ao seu encontro para abraçá-lo, beijá-lo, dizer que lhe ama, que estava com saudades,
se tranforma apenas um corpo coberto por um lençol e a espera da identificação.
A irresponsabilidade de um, de dois, de alguns simplesmente destroem a vida de muitos por um punhado de dinheiro a mais.

O que era um sonho se transforma apenas num retrato na sala da casa e uma dor eterna e profunda no meio do coração que rasga a alma numa súplica de saudades.

O rio irá continuar seu destino, ora aguas mansas, ora revoltas, os homens da mesma forma irão continuar gananciosos a explorar suas travessias, conscientes que nada irá lhes afetar, nada irá lhes acontecer, porque quem morreu não foram eles, quem deioxu de viver não foram eles e nem seus parentes, o que importa na próxima viagem é faturar mais que a viagem anterior.

Trin-Trin próxima parada Santarém ...


(*) Aposentado e morador em Santarém.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Prorrogada inscrição e data do consurso do Iasep

As inscrições para o concurso público do Instituto de Assistência dos
Servidores do Estado do Pará (Iasep) foram prorrogadas até 12 de janeiro, informou a assessoria de imprensa da
Secretaria de Administração (Sead). A comunicação será publicada no Diário Oficial do Estado
nesta quarta-feira, 23.

Com a prorrogação, a dia da prova do concurso público do Iasep ficou marcado para 7 de fevereiro. O concurso do
Iasep vai ofertar 140 vagas para diversos cargos de nível médio e superior. Ele está sendo executado pela Fundação
de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), com supervisão da Universidade Federal do Pará.

A carga horária de todos os cargos é 30 horas semanais. As provas objetivas do concurso público serão realizadas em Belém.

Naufrágio: Respeito à ética e à dor de familiares não permitem divulgação de fotos de mortos

O Blog do Estado dispõe, desde o meio-dia, de fotos dos corpos de pessoas mortas no naufrágio do barco Almirante Barroso.

Mas não vai publicá-las em respeito à dor das famílias.

A exploração de fato macabro não encontra guarida neste espaço, aliás, assunto comentado pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, ao se referir à exposição de cadávares pelos jornais de Belém.

O Blog do Estado procurou cobrir esse trágico acidente com responsabilidade, revelando com exclusividade detalhes que acabaram sendo copiados por outros sites e emissoras de televisão de Santarém.

A equipe do Blog do Estado sabe de seu compromisso com a boa informação, mesmo em momentos críticos, como no caso desse naufrágio, mas jamais usará de baixarias para conquistar audiência, tais como exibição de cadáveres e mulheres em trajes sumários.

Naufrágio: Divulgada lista dos sobreviventes

Confira a lista dos sobreviventes do naufrágio do barco Almirante Barroso.
Clique aqui.

Obras nos mercados não resolvem velhos problemas

Cilícia ferreira
Repórter


Os mercados Modelo e Municipal passam por reforma há cerca de 20 meses. A obra era para ser concluída em 120 dias, 4 meses, como consta na placa de divulgação da obra afixada no local. O atraso vem gerando discussões entre os vendedores ambulantes, principais interessados, que foram remanejados para a Praça Rodrigues dos Santos e arredores. De um lado a Secretaria Municipal de Abastecimento (SEMAB) atrasa a entrega, com o argumento de que faltam alguns ajustes e de outro os vendedores que não vêem à hora de retornar para o mercado.

Cláudio Neves, presidente do Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Santarém, diz que a reclamação dos ambulantes é por conta do excesso de dias atrasados da obra, além de algumas situações como a instalação dos boxes para cada tipo de atividade. Ele diz que, principalmente, os peixeiros estão sentindo-se prejudicados com o tamanho e a fragilidade da bancada destinada para os peixes.

O presidente do sindicato diz que em relação às condições estéticas e de higienização do mercado as instalações estão boas, mas em relação a adequar essas condições à realidade do trabalho dos vendedores foi que a SEMAB falhou. Ele informou que em reunião com os peixeiros, na última terça-feira (15) a SEMAB expôs um contrato de locação para ser assinado pelos vendedores e deu 'explicações' sobre o atraso e estrutura do prédio e dos boxes.

A entrega da obra do Mercado Municipal está atrasada por conta da instalação de energia dos boxes. Os pontos de energia totalizam 273, que precisam ser instalados individualmente em cada boxe. De acordo com o dono da construtora responsável em executar o projeto, a instalação elétrica está pronta, o que falta é a instalação dos 'relógios' e ligação da energia, ambas pela Rede Celpa.

Célia Henn, do setor de projetos e licitação da SEMAB, diz que 95% da obra estão prontos, mas não tem previsão para a entrega. Ela diz que faltam alguns ajustes para a inauguração do novo mercado, como, a ligação da energia.

Com medo de represália, alguns não quiseram se identificar. João (fictício) é ambulante de eletrônicos há muitos anos e disse que está ansioso para voltar a trabalhar no interior do mercado. Ele conta que trabalhar do lado de fora compromete as vendas, porque "muitas vezes os clientes não querem fazer compras no sol". O ambulante também diz que a permanência deles nas calçadas e na Praça Rodrigues dos Santos, prejudica o tráfego de veículos e de pedestres. "Os próprios pedestres reclamam do aperto e alguns deles compram com a gente", explica o ambulante.

Já seu Arivaldo Oliveira, vendedor de peixe há 30 anos, disse que não tem medo de represália e aceitou falar sobre o atraso das obras. Ele diz que as obras do mercado foram previstas para 120 dias e já faz 1 ano e 8 meses que os ambulantes estão em um lugar improvisado. Segundo seu Arivaldo, as bancas não apresentam mais condições seguras de uso. Além dessa reclamação, ele conta que os boxes que serão entregues aos peixeiros não estão de acordo com a realidade deles. "O balcão de inox é pequeno e muito "fraco", não vai agüentar a carga de peixe que a gente coloca na banca e a bancada da pia foi feita com uma pedra muito fina e não tem nenhum apoio embaixo dela. Ela vai arriar com o peso dos peixes", comenta seu Arivaldo.

Atraso compromete vendas de ambulantes, açougueiros e peixeiros


Salustiano Figueira Castro, membro da diretoria do sindicato dos ambulantes, diz que o atraso das obras já está comprometendo as vendas dos ambulantes, uma vez que o local para onde foram remanejados não as bancas foram construídas para suportarem 4 meses apenas e, já está sendo usado a 1 ano e 8 meses. "Nós temos que receber essa obra, devido o inverno estar às portas. Não podemos passar mais um inverno nesse local".

O presidente dos ambulantes diz que, mesmo faltando alguns ajustes, eles querem mudar para o mercado o mais rápido possível. As adaptações que serão necessárias fazer, segundo Salustiano, serão divididas entre os vendedores e concluíram para que o mercado funcione ainda este ano. Ele diz que a SEMAB não deu uma precisão na data de entrega do mercado.

Os vendedores de carne também estão inconformados com a demora, pois segundo eles, o local provisório onde estão vendendo sua mercadoria, já está em péssimas condições. "Não dá para passar mais um inverno aqui", diz seu Rui Barbosa, açougueiro.

De acordo com o açougueiro, no inverno passado a enxurrada passava pelo meio do barracão improvisado, alagando todos os boxes e gerando riscos de acidentes graves, como choques elétricos, com o contato da água e os aparelhos elétricos.

Seu Rui Barbosa diz que os vendedores querem respostas diretamente da prefeita. "Queremos falar com a prefeita, pois todos os representantes da prefeitura que vêm ao mercado falam a mesma coisa sempre e não dão respostas concretas", diz o açougueiro.